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Mercado como pontos comerciais, transporte público e acessos, e informações básicas de cada opção, como especificações prediais e valores de aluguel, condomínio e IPTU. Mas nada substitui o consultor imobiliário que tem a experiência para fazer com que o projeto flua com agilidade em todos os aspectos: transações, análise comparativa das opções, diversas negociações concomitantes, análise jurídica, levantamento da documentação, visitas, laudo de vistoria de entrega e transição para a empresa que fará a obra. 5º passo: a escolha do lugar Depois das consultas apresentadas pelo profissional do setor imobiliário, é hora de fazer uma seleção de alguns imóveis escolhidos e ir à rua conhecer estes espaços. Além de visitar os conjuntos comerciais, é importante analisar como está a documentação de cada um deles, quem é o proprietário, descobrir porque aquele espaço está para alugar, a localização e o entorno, se os valores estão de acordo com o mercado e estimar possíveis custos de investimento em obras. Também é importante entender as características técnicas do edifício, como ligações elétricas disponíveis, elevadores, garagens, segurança, sistema de ar-condicionado, área comum, como é a divisão dos conjuntos nos andares, tentar conhecer os segmentos dos outros ocupantes, dentre outras coisas que podem ser analisadas ainda no período de seleção. 6º passo: negociação e documentação Ler contratos e qualquer tipo de papelada burocrática pode ser estressante, sem falar que a maioria de nós é leiga no assunto e pode deixar passar alguma informação importante, comprometendo a negociação.

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Por esse motivo, consultar ou até mesmo contratar um advogado especializado na área imobiliária é altamente recomendável. A revisão de contrato de locação, taxas, correção no aluguel, prazos do contrato, multas contratuais, contas pendentes, tudo isso é melhor ser feito por quem entende, evitando futuros problemas. Este apoio jurídico é fundamental e deve ser fornecido por um advogado com apoio do consultor imobiliário contratado. Uma negociação bem conduzida sempre tem um plano alternativo em caso de entrave, por isso é importante conduzir duas ou três negociações simultaneamente. Antes de dar início ao processo, deve-se estabelecer as metas do ocupante por ordem de prioridade. Alguns pontos importantes a serem discutidos são:

• garantias contratuais; • direito de preferência na locação de espaços adjacentes; • dentre muitos outros aspectos.

• faixa do valor de mercado do imóvel, com base em transações recentes e tendências do mercado futuro (oferta/novo estoque, absorção e vacância da região e dos edifícios em questão); • carência de aluguel; • prazo do contrato; • multa e aviso prévio por recisão antecipada;

Esses itens devem ser negociados considerando os de suma importância para a empresa, bem como os menos relevantes. As circunstâncias do mercado e as necessidades específicas do ocupante acabarão ditando o ritmo das negociações. Contudo, devido ao elevado número de variáveis da negociação de um contrato de locação, é bom reservar um prazo razoável para essa etapa, visando a obtenção de bons resultados. Ao concluir as negociações, certifique-se que um protocolo de locação seja firmado entre as partes para evitar desgastes ao revisar a minuta contratual. Na fase de elaboração do contrato de locação, o ocupante deve solicitar que seus advogados, preferencialmente especializados na área imobiliária, verifiquem a minuta contratual. O consultor imobiliário poderá também ajudar nesta etapa sugerindo e propondo soluções alternativas para eventuais impasses que possam surgir. Uma re-localização corporativa

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Revista Buildings - 11ª edição  

Revista trimestral voltada ao mercado imobiliário corporativo com conteúdo editorial sobre o assunto, além das ofertas de escritórios do tri...

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