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Economia Negócios REVISTAPORTUÁRIA

Edição AGOSTO/2021 / Ano XXIII

R$ 50,00

Itajaí diz

NÃO

à privatização!

Foto: Alfa Bile

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• Edição AGOSTO 2021 • Economia&Negócios


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EDITORIAL

ISSN - 1981 - 6170

O porto é nosso!

ANO 23  EDIÇÃO AGOSTO/2021 Editora Bittencourt Rua Anita Garibaldi, 425 | Centro | Itajaí Santa Catarina | CEP 88303-020 Fone: 47 3344.8600 Direção: carlos@bteditora.com.br | 47 9 8405.8777

Marcos Porto

Carlos Bittencourt

Presidente do Conselho Editorial: Antonio Ayres dos Santos Júnior Diagramação: Solange Maria Pereira Alves (0005254/SC) solange@bteditora.com.br Capa: Foto: Alfa Bile Contato Comercial: Sônia Anversa - 47 9 8405.9681 carlos@bteditora.com.br Para assinar: Valor anual: R$ 600,00 A Revista Portuária não se responsabiliza por conceitos emitidos nos artigos assinados, que são de inteira responsabilidade de seus autores. www.revistaportuaria.com.br twitter: @rportuaria

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sse foi o slogan usado nos anos 90 pela sociedade civil organizada para conseguir com que o Porto de Itajaí, então sob a tutela da Codesp - SP, se transformasse numa Autoridade Púbica Municipal. Iniciava assim a Gestão Municipalizada, que até hoje é um sucesso, elogiada por todos os setores ligados à atividade portuária brasileira. Pois bem, mesmo sendo esse modelo de sucesso, a Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários, subordinada ao Ministério da Infraestrutura, acha que o Porto de Itajaí deve ser totalmente privatizado, com o município perdendo a Autoridade Portuária. Para a Secretaria Nacional dos Portos, se o Porto de Itajaí não for totalmente privatizado, corre o risco de em poucos anos vir a se tornar obsoleto, já que o Governo Federal não tem mais poder de investimentos. Só que mais uma vez a sociedade civil organizada está lutando para manter o porto com gestão municipal. Desta vez o slogan é "Juntos por nosso Porto". Poder Público, Associação Empresarial, CDL, Intersindical Laboral, Intersindical Patronal, Câmara de Vereadores, Assembléia Legislativa, Deputados Estaduais e Federais, Senadores, entre outros, fazem parte do Fórum de Defesa Permanente que tem como objetivo principal a manutenção da Autoridade Portuária Pública Municipal do Porto de Itajaí. O trabalho deste Fórum será, até o mês de outubro, quando acontece a Audiência Pública de Privatização, mostrar para o Ministério da Infraestrutura que sim, somos capazes e fundamentais para cuidar dos nossos interesses, e não deixar tudo nas mãos da iniciativa privada. Itajaí não é uma cidade que tem um porto. É um porto que tem uma cidade. E esta ligação umbilical com o município é que não pode ser perdida, não pode ser transferida a terceiros, que não conhecem e não sabem das nossas necessidades. Assim como nos anos 90, em que dependíamos em tudo da Portobrás ou Codesp, com a privatização sem gestão municipalizada vamos ficar dependentes da empresa que ganhar a licitação ou do Governo Federal para qualquer emergência que surgir na cidade em razão do Porto. Não podemos deixar isso acontecer!


Sumário

8. CAPA. Itajaí diz NÃO à privatização! 6. ENTREVISTA: A conservação ambiental é essencial para o crescimento econômico e social sustentável 16. Santa Catarina atinge US$ 1 bilhão com exportações de carne de frango em 2021 17. Marina Itajaí anuncia construção de alameda comercial e nova fase de expansão 20. Vendas da indústria cerâmica crescem 27% e exportação é recorde no primeiro semestre

28. METRO QUADRADO RESIDENCIAL: Itajaí tem melhor desempenho do país no acumulado do ano 32. Porto Itapoá finaliza o primeiro semestre com aumento de 40% nas importações e de 11% na movimentação de contêineres 33. IMA libera licença para obras no cais do Terminal Portuário de Navegantes 34. Movimentação de cargas no Porto de São Francisco do Sul cresce 19% em 2021

22. Cruzeiros: agora só falta o Brasil 26. Wolff Cargo completa cinco anos consolidada nos competitivos mercados do comércio exterior e logística

28. Porto de Itajaí realiza reunião de trabalho sobre manutenção da autoridade portuária municipal Economia&Negócios • Edição AGOSTO/2021 • 5


Entrevista: Marcelo Thomé

A conservação ambiental é essencial para o crescimento econômico e social sustentável Em entrevista, o presidente do Conselho de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Marcelo Thomé, afirma que as restrições hídricas atuais têm origem na redução do volume de chuvas e o adensamento de atividades que exigem mais água

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m entrevista, o presidente da Ação Pró-Amazônia e do Conselho de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Marcelo Thomé, destacou a necessidade de conservação do meio ambiente e o momento de crise hídrica vivido pelo Brasil. “Hoje estamos mais preparados para enfrentar condições adversas. Há uma redução da dependência de geração hidroelétrica e um aumento expressivo das linhas de transmissão e dos mecanismos de precificação como as bandeiras tarifárias”, afirmou. Confira a entrevista:

Qual é a importância da conservação ambiental para um crescimento sustentável? MARCELO THOMÉ - A conservação ambiental é essencial para o crescimento econômico e social sustentável, pois, apesar das guerras e epidemias vividas pela humanidade, a população continua a crescer e a longevidade tem aumentado ano após ano. Assim, é importante entender o meio ambiente como fonte de alimentação, de medicamentos e de insumos para a indústria como um todo. Precisamos atender nossas atuais necessidades sem comprometer as necessidades das gerações futuras. Esse é o pensamento que deve orientar o crescimento econômico equilibrado com o meio ambiente e com o social. A participação do Governo, das empresas privadas e das associações sem fins lucrativos na construção de uma governança ambiental é de fundamental importância para a sociedade. O Estado deve atuar como formulador de políticas públicas e fornecedor da infraestrutura necessária. O se-

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tor privado precisa se comprometer com práticas sustentáveis do ponto de vista socioambiental. E a sociedade organizada deve cuidar da conservação ambiental do meio ambiente, para as atuais e futuras gerações. O que levou ao atual contexto de restrições hídricas? MARCELO THOMÉ - As restrições atuais têm origem na redução do volume de chuvas nos últimos anos e no adensamento de atividades que exigem um volume maior de água disponível comprometendo, inclusive, a geração de energia, tendo em


vista que nossa matriz elétrica está vinculada à água. Uma notícia boa é que o sistema de fornecimento de energia é interligado, fato que possibilita o fornecimento de energia, atualmente, do Nordeste, para as regiões que sofrem escassez hídrica, como Centro-Oeste, Sudeste e Sul e a manutenção dos setores produtivos, especialmente da indústria. De que maneira essa situação pode afetar a indústria brasileira? MARCELO THOMÉ - A indústria brasileira de transformação, extrativista, da construção civil e de utilidade pública será afetada, em maior ou em menor proporção, em função de sua dependência de recursos hídricos. Observa-se, entretanto, que a indústria vem buscando garantir sua segurança hídrica, mediante a identificação de fontes alternativas de abastecimento público, tais como reuso de efluentes tratados, captação de água de chuva, utilização de bombas flutuantes, entre outras. Mas é preciso criar estruturas que garantam o abastecimento de água e reduzir as perdas das redes de saneamento, as quais, hoje, poderiam abastecer todo o setor industrial brasileiro, além de identificar fontes alternativas de abastecimento. Quando a atual crise hídrica deve ser resolvida? MARCELO THOMÉ - O Operador Nacional do Sistema (ONS) e a Agência Nacional de Águas e Saneamento esperam chuvas para o final da temporada seca, mas há especialistas menos otimistas com as previsões e chegam a prever chuvas escassas e, portanto, o agravamento da situação em 2022.

Hoje estamos mais preparados para enfrentar condições adversas. Há uma redução da dependência de geração hidroelétrica e um aumento expressivo das linhas de transmissão e dos mecanismos de precificação como as bandeiras tarifárias

Em 2001, o racionamento tornou-se realidade, mas com as chuvas de verão, as medidas foram suspensas e tudo voltou à normalidade rapidamente. Espero que se repitam as chuvas de 2001.

Do ponto de vista regulatório, o que ainda pode ser feito? MARCELO THOMÉ - As medidas regulatórias já estão sendo tomadas no que diz respeito ao ONS e à ANA mediante redução da vazão nos reservatórios, acompanhamento das condições de navegabilidade na hidrovia Tietê-Paraná e acionamento das usinas termoelétricas, ou seja, os órgãos de Estado estão atentos e operantes. Entretanto, é necessário consultar os usuários, dentre os quais a indústria. Nesse sentido, tudo o que puder ser feito para diminuir custos de produção, como a redução de obrigações enquanto durar a escassez hídrica, será muito bem-vindo, uma vez que manter a competitividade da indústria é fundamental para acelerar a recuperação econômica do país. FONTE: REVISTA CNI

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Todos pelo porto! Apesar do modelo apresentado pela Secretaria Nacional dos Portos pela privatização do Porto de Itajaí, sociedade organizada vai lutar para manutenção da Autoridade Portuária Pública Municipal

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Município de Itajaí, representado pelo prefeito Volnei Morastoni e pelo superintendente do Porto de Itajaí, Fábio da Veiga, reforçou ao secretário nacional de portos e transportes aquaviários do Ministério da Infraestrutura, Diogo Piloni, seu posicionamento oficial pela manutenção da Autoridade Portuária Pública Municipal. A atual concessão, com operação totalmente privada e gestão municipal plena, tem garantido ao longo de mais de duas décadas muito desenvolvimento a Itajaí, Santa Catarina e Brasil. O contrato termina em dezembro de 2022 e o prefeito Morastoni entregou a Piloni novos documentos oficiando, mais uma vez, que a administração do Porto de Itajaí permaneça municipal. Documentos neste sentido vêm sendo encaminhados ao Governo Federal desde 2017. No dia 25 de agosto, o secretário nacional de portos e transportes aquaviários apresentou, pela primeira vez, na Câmara de Vereadores de Itajaí, proposta para o novo processo público, com leilão em julho de 2022, prevendo administração e operação privadas e duração de 35 anos. A grande maioria dos presentes na reunião, como representantes de entidades de classe, vereadores, deputados estaduais e federais, senadores e trabalhadores portuários se posicionaram favoravelmente ao atual modelo de gestão, com a manutenção da Autoridade Portuária Pública Municipal. “Foi a primeira vez que tivemos conhecimento do estudo do Governo Federal e fomos surpreendidos pela posição apresentada, que é bem diferente do que sempre pleiteamos. Em todos os momentos, sempre deixamos clara a condição de se manter a Autoridade Portuária Pública Municipal. Encaminhamos inúmeros documentos neste sentido e acreditamos que essa proposta inicial possa ser revista e adaptada em conjunto”, destaca o prefeito. As soluções propostas pelo Município trarão ao Porto de Itajaí maior segurança jurídica e relação entre os entes federativos e parceiros privados, além de melhorar ainda mais a eficiência do complexo, criando maior capacidade de competição no mercado. “A operação seguirá totalmente privada, ampliando para todos os quatro berços. É um modelo que está dando muito certo, com resultados extremamente positivos no mundo todo. O Porto de Itajaí vem batendo recordes atrás de recordes e isso precisa ser levado em consideração”, ressalta Morastoni. O prefeito de Itajaí também lembrou que a hidrovia ao longo do canal do Rio Itajaí-Açu atende, além do porto público, terminais privados, pesqueiros e da construção naval, como o que construirá os quatro navios de guerra da Marinha do Brasil, e a autoridade pública municipal é fundamental para se manter uma concorrência justa. “Existe uma pluralidade de atividades, empresas e trabalhadores ao longo do nosso rio e a autoridade portuária pública é fundamental para administrar essa questão. Isso sem falar do interesse social, como o combate a enchentes”, reforça Morastoni. O superintendente do Porto de Itajaí, Fábio da Veiga, destacou o crescimento constante do terminal itajaiense ao longo dos últimos 24 anos,

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Prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni


Marcos Porto

Muitas empresas fizeram investimentos nas retro áreas que compõem as cadeias produtivas que precisam ser consideradas e pensadas nesse projeto de descentralização de autoridade portuária.

Presidente da ACII, Mário Cesar dos Santos

apresentando números, dados e premiações conquistadas pela gestão municipal, comprovando a eficiência deste modelo adotado pelos principais portos do mundo.

Entidades Empresariais

A operação seguirá totalmente privada, ampliando para todos os quatro berços. É um modelo que está dando muito certo, com resultados extremamente positivos no mundo todo.

O presidente da ACII, Mário Cesar dos Santos, reforçou que acredita no desempenho do complexo portuário de Itajaí e na manutenção da autoridade do Município, por conta do sucesso da sua administração ao longo dos seus mais de 24 anos de gestão municipal. “ Muitas empresas fizeram investimentos nas retro áreas que compõem as cadeias produtivas que precisam ser consideradas e pensadas nesse projeto de descentralização de autoridade portuária. Nosso Núcleo de Comércio Exterior da ACII tem representado os importadores e exportadores na Comissão Local de Facilitadores do Comércio (COLFAC) da Receita Federal e nas reuniões de intervenientes e temos acompanhado um bom desempenho. Tudo o que é constante no passado é provável no futuro e é nisso que acreditamos! ”.

Fórum Parlamentar Catarinense

O Senador Esperidião Amin, bem como a Deputada Ângela Amin, que é presidente do Fórum Parlamentar Catarinense na Câmara dos Deputados, se posicionaram também a favor da manutenção da autoridade portuária municipal. Ambos reconheceram que “o que deu certo até agora não precisa e não deve ser mudado”. Eles questionaram muito os representantes do Ministério da Infraestrutura sobre o garEconomia&Negócios • Edição AGOSTO/2021 • 9


A grande maioria dos presentes na reunião, como representantes de entidades de classe, vereadores, deputados estaduais e federais, senadores e trabalhadores portuários se posicionaram favoravelmente ao atual modelo de gestão, com a manutenção da Autoridade Portuária Pública Municipal.

 Secretário Nacional de Portos e Transportes Aquaviários, Diogo Piloni

galo logístico de Santa Catarina, principalmente as BRs, onde o Governo Estadual teve que aportar dinheiro porque o Governo Federal não tinha recursos para dar continuidade às obras. O mesmo aconteceu numa reunião em que houve a apresentação do modelo de privatização na Federação das Indústrias de Santa Catarina. O Ministério da Infraestrutura foi muito cobrado também com relação à logística do Estado que está praticamente colapsada e a necessidade urgente de término das obras em várias rodovias e a construção de Ferrovias ligando o Oeste aos portos catarinenses.

Lideranças trabalhistas e sindicais

Líderes de entidades trabalhistas e sindicais ligadas à atividade portuária manifestaram apoio à campanha Juntos por Nosso Porto e entregaram um documento produzido pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), com dados que comprovam os benefícios da manutenção da Autoridade Portuária Pública Municipal. As entidades presentes compõem o Fórum em Defesa do Porto de Itajaí organizado pelo Município e pela Superintendência do Porto para articular as forças da sociedade em favor da causa da manutenção do atual modelo de gestão, que vem impulsionando o terminal portuário com inúmeros recordes de crescimento e movimentação de contêineres nas últimas duas décadas, bem como da economia de Itajaí, hoje a segunda maior de Santa Catarina e a 36ª do Brasil. Assinam o documento: Sindicato dos Trabalhadores da Administração, Capatazia, Empresas Operadoras Portuárias e Administrativos em OGMO nos Portos e Retroportos Públicos e Privados (SINTAC), Sindicato dos Vigias Portuários de Itajaí, Intersindical, Associação Bloco e representantes dos Arrumadores e Estiva.

Legislativo itajaiense

O vereador Beto Cunha (PSDB), presidente da Comissão Parlamentar Mista, demonstrou preocupação com a economia do município e o risco de uma possível judicialização da nova licitação prejudicar a movimentação portuária. Segundo Cunha, é preciso que agora todos os envolvidos tra10 • Edição AGOSTO 2021 • Economia&Negócios


Destaco o crescimento constante do terminal itajaiense ao longo dos últimos 24 anos, apresentando números, dados e premiações conquistadas pela gestão municipal, comprovando a eficiência deste modelo adotado pelos principais portos do mundo.

Superintendente do Porto de Itajaí, Fábio da Veiga balhem com celeridade, para encontrar o melhor modelo de concessão para a cidade e os trabalhadores: “Precisamos zelar pelos trabalhadores avulsos, precisamos garantir que o novo licitante esteja atento a esses direitos, sem paralisar as atividades do nosso Porto”, finalizou. O representante da Associação dos Usuários da Hidrovia do Rio Itajaí-Açu, que são os TUPs à montante, Alessandro Zen, diz que é preocupante o modelo de privatização proposto pela Secretaria Nacional dos Portos. "A partir do momento que o Porto de Itajaí for privatizado, nós vamos estar dando a chave da cidade na mão de uma empresa privada, que a partir do momento que ganhar a licitação, tem seus interesses comerciais próprios, e não vai se preocupar com os outros terminais nem

mesmo com a cidade, como acontece hoje com a gestão portuária sendo municipal", disse. O Presidente da Intersindical dos Trabalhadores, Ernando João Alves Jr., também é contrário à privatização. "Somos a favor da gestão plena nas mãos do município. Nosso trabalho agora nesse Fórum é contrapor todos os dados que Brasília trouxe, mostrando e provando que somos capazes de gerir o Porto de Itajaí", salientou.

TRANSPORTE DE CARGAS FRACIONADAS E LOTAÇÕES 30anos anostransportando transportandocom comagilidade agilidadee rapidez e rapidez 34

BRUSQUE/SC (47) 3351-5111

ITAJAÍ/SC (47) 3348-3292

SÃO JOÃO BATISTA/SC (48) 3265-1311

FLORIANÓPOLIS/SC (48) 3258-5330

GUARULHOS/SP (11) 2085-4500

CURITIBA/PR (41) 3348-7000

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Anderson Silva

Sociedade Organizada vai lutar pela manutenção da Autoridade Púbica Municipal do Porto de Itajaí O Fórum Permanente em Defesa da Autoridade Portuária Pública Municipal realizou reunião de trabalho e alinhou ações em prol da manutenção do atual modelo de gestão no Porto de Itajaí. Município e entidades ligadas ao setor e à sociedade civil, além de representantes da Câmara de Vereadores e da Assembleia Legislativa, debateram o assunto e as medidas que serão tomadas após o encontro com representantes da Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários e da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), que tratou dos estudos do programa de desestatização do terminal portuário itajaiense. Para manter o atual modelo de gestão do Porto de Itajaí, o Município criou o Fórum Permanente, que visa unir as forças da sociedade

devido à aproximação do término do convênio de delegação do Porto ao Município. A partir deste mês, os integrantes do fórum irão se reunir semanalmente para debater o assunto. A intenção do grupo é elaborar propostas para contrapor o modelo apresentado pelo órgão federal, que propõe a concessão total do Porto de Itajaí à iniciativa privada, incluindo administração e infraestrutura portuária, que hoje têm gestão municipalizada. “O prazo que nós temos para darmos sequência ao processo é até outubro, por isso acredito que nos próximos 30 dias seja possível elaborar propostas no sentido de contrapor o modelo apresentado. Recentemente conversei com alguns consultores da região e vamos nos reunir com técnicos da Univali.

A partir do momento que o Porto de Itajaí for privatizado, nós vamos estar dando a chave da cidade na mão de uma empresa privada, que a partir do momento que ganhar a licitação, tem seus interesses comerciais próprios.

Conquistas da Autoridade Portuária Municipal: Nos últimos anos, o Poder Público municipal, por meio da Superintendência do Porto de Itajaí, realizou obras e ações que ampliaram muito a capacidade do porto. Entre elas:  Conclusão da primeira etapa da Bacia de Evolução, que possibilitou a atracação de navios ainda maiores, de até 350 metros, e já recebeu mais de 500 manobras;  A movimentação de cargas nos berços públicos e área arrendada cresceu 194,7% em toneladas e 177% em TEUs, além de 92,7% em atracações;  De 1995 a 2020, a Autoridade Portuária Municipal cumpriu sua responsabilidade com expansão de 110% das áreas operacionais; aumento de 598% na movimentação de contêineres e 391% na operação de cargas. 12 • Edição AGOSTO 2021 • Economia&Negócios

Representante da Associação dos Usuários da Hidrovia do Rio Itajaí-Açu, que são os TUPs à montante, Alessandro Zen


Somos a favor da gestão plena nas mãos do município. Nosso trabalho agora nesse Fórum é contrapor todos os dados que Brasília trouxe, mostrando e provando que somos capazes de gerir o Porto de Itajaí.

Presidente da Intersindical dos Trabalhadores, Ernando João Alves Jr

Esse prazo é mais do que suficiente para pontuar as questões e tudo isso será construído através das reuniões e discussões com o Fórum”, explica o Superintendente do Porto de Itajaí, Fábio da Veiga. A atual concessão, com operação totalmente privada e gestão municipal, tem garantido ao longo de mais de duas décadas muito desenvolvimento para Itajaí, Santa Catarina e o Brasil. O contrato termina em dezembro de 2022, mas desde 2017 o Município de Itajaí solicita oficialmente a renovação de concessão antecipada, com o objetivo de prosseguir com a autoridade portuária pública e municipal. “Nós temos uma experiência de 25 anos de exemplo e sucesso, a qual podemos aperfeiçoar através de ajustes. Não somos um porto marítimo, somos um porto fluvial e discutir esse processo é fundamental. Por isso, precisamos unir as forças pela manutenção da Autoridade Portuária Pública Municipal. Queremos o melhor para o nosso porto, que investe e mostra resultados positivos, e estamos insistindo nesse ponto desde o começo do processo”, ressalta o prefeito Volnei Morastoni, lembrando ainda que o modelo de gestão do Porto de Itajaí é o mesmo adotado pelos principais portos do mundo.

Fórum em Defesa da Permanência da Autoridade Portuária Pública Municipal A composição do “Fórum em Defesa da Permanência da Autoridade Portuária Pública Municipal” é formada pelas seguintes entidades e órgãos: I. Câmara de Vereadores de Itajaí (02 representantes); II. Chefe do Poder Executivo; III. Chefe do Gabinete do Prefeito; IV. Procuradoria Geral do Município; V. Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda; VI. Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação; VII. Secretaria Municipal de Turismo; VIII. Secretaria Municipal da Fazenda; IX. Itajaí Participações; X. Superintendência do Porto de Itajaí (04 representantes); XI. Universidade do Vale do Itajaí; XII. Sindicato dos Trabalhadores da Administração, Capatazia e Administrativo em OGMO nos Portos e Retroportos Públicos e Privados de Itajaí, Laguna e Navegantes – SINTAC; XIII. Intersindical dos Sindicatos dos Trabalhadores da Orla Portuária de Itajaí, Navegantes, Florianópolis e Região de Santa Catarina – ISTAOPINAFSC; XIV. Sindicato dos Estivadores de Itajaí-Florianópolis; XV. Sindicato dos Arrumadores, Trabalhadores Portuários Avulsos em Capatazia e Serviços de Bloco dos Municípios de Itajaí e Navegantes; XVI. Sindicato dos Conferentes; XVII. Sindicato dos Vigias Portuários; XVIII. Associação de Bloco; XIX. Sindicato dos Consertadores; XX. Representantes dos trabalhadores autônomos de serviços de transporte rodoviário frente ao Porto de Itajaí; XXI. Órgão Gestor de Mão de Obra do Trabalho Portuário Avulso (OGMO); XXII. Associação Intersindical Patronal de Itajaí; XXIII. Câmara de Dirigentes Lojistas de Itajaí - CDL ITAJAÍ; XXIV. Associação Empresarial de Itajaí – ACII; XXV. Sindicato dos Operadores Portuários de Itajaí e Região – SINDOPIN; XXVI. Sindicato das Empresas de Veículos de Carga de Itajaí – SEVEICULOS; XXVII. Sindicato dos Despachantes Aduaneiros do Estado de Santa Catarina – SINDAESC; XXVIII. Complexo Náutico Ambiental de Itajaí – CNA; XXIX. Sindicato da Indústria da Construção Civil dos Municípios da Foz do Rio Itajaí – SINDUSCON; XXX. Associação dos Usuários da Hidrovia do Rio Itajaí-Açú – ASSUHI; XXXI. Sindicato das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região – SINDIPI; XXXII. Associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí – AMFRI; XXXIII. Fórum Parlamentar Catarinense: XXXIV. Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina. Economia&Negócios • Edição AGOSTO/2021 • 13


O pinião Opinião Protagonismo da agricultura

A Por: José Zeferino Pedrozo, é Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (FAESC) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR/SC)

AGOSTO 2021 • Economia&Negócios 14 • Edição AGOSTO/2021

agricultura catarinense notabilizou-se no Brasil e no Mundo pela sua eficiência produtiva e pela sua sustentabilidade. Os produtos de natureza vegetal, animal e mineral aqui produzidos são consumidos em todo o País e chegam a todos os continentes gerando divisas para o Brasil, sustentando milhares de empregos e produzindo riquezas econômicas. No plano interno, a agricultura é a guardiã da segurança alimentar da Nação, prestando um serviço inestimável que coloca o Brasil entre os países com maior grau de confiabilidade no compromisso de fornecer alimentos em qualidade e volume suficientes em todas as fases do ano. Na pandemia que assola a humanidade desde o início de 2020 o compromisso de garantir o abastecimento ininterrupto da população ganhou nova dimensão. Enquanto o País e o Mundo aprendiam a lidar com a crise sanitária e grande parte das atividades laborais e empresariais eram paralisadas, os produtores e empresários rurais mantinham a atividade – colocando em risco a própria saúde – para que a comida não faltasse na mesa dos brasileiros. Ao lado dos profissionais da saúde e da segurança pública, os produtores rurais foram essenciais para que não faltassem alimentos, situação que agregaria pânico a um quadro já agravado pela disseminação da covid-19 e pelo número de vidas humanas ceifadas. Apesar desse esforço heróico, as grandes questões que envolvem o multifacetado universo da agricultura não cessaram, exigindo da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC) e demais entidades de representação, efetiva atuação em defesa do setor. Crédito rural, assistência técnica, adequação de legislação, redução de impostos, infraestruturação do campo com energia elétrica, estradas e internet – entre outros temas – foram objeto de atuação da Federação em diferentes áreas e esferas de Governo. Em 2022 a agricultura catarinense prosseguirá cumprindo seu compromisso de alimentar o País, enfrentando, como sempre enfrentou, desafios de toda ordem, que caracterizam a complexidade do setor primário da economia barriga-verde: a deficiência de infraestrutura, especialmente as más condições das rodovias, o excesso de burocracia, a legislação extensa e engessadora, o encarecimento do crédito e dos insumos, as intempéries, as dificuldades mercadológicas, entre outros. O agronegócio continuará sendo a locomotiva da economia brasileira. O Ministério da Agricultura prevê que o valor bruto da produção (VBP) agropecuária do Brasil (da porteira para dentro) somará R$ 1,1 trilhão em 2021, ou seja, 53,4% mais que em 2011 (R$ 701,54 bilhões). Esse crescimento sem precedentes é estribado em um gigante mercado doméstico – com grande capacidade de absorção, apesar do desemprego e da queda de renda da população – e potencializado por exportações que superam US$ 100 bilhões por ano e chegam a todos os continentes, tendo atualmente a China como principal destino. Para fortalecer ainda mais o setor, o agro adere de forma crescente e inexorável à doutrina ESG (ambiental, social e governança) e agrega, de forma contínua, novas ferramentas tecnológicas e inovações digitais que permitem monitorar clima, aplicação de insumos, desenvolvimento de lavouras, comportamento de animais, entre muitas outras aplicações. Essas são as faces de uma agricultura moderna, sustentável, inovadora que produziu uma mudança importante: a sociedade brasileira passou a reconhecer o papel essencial, indispensável, vital, estratégico e único da agricultura catarinense e brasileira.


RELAÇÕES CONDOMINIAIS – É POSSÍVEL PROIBIR A LOCAÇÃO POR TEMPORADA? PEDRO HENRIQUE ALMEIDA DA SILVA OAB/SC 40.495 Sócio do Silva & Silva Advogados Associados e especialista em estruturação de negócios e contratos complexos.

É

crescente o número de imóveis destinados à locação periódica, sejam eles flats ou até mesmo apartamentos situados em localidades de grande procura (capitais ou regiões turísticas). Nas regiões turísticas (em especial, as litorâneas), há um expressivo número de apartamentos em empreendimentos residenciais multifamiliares que estão inseridos em anúncios de imobiliárias ou aplicativos especializados em locação periódica (por diária). Ocorre que a rotatividade de “inquilinos de temporada” nas dependências condominiais representa uma conhecida discussão acerca da possibilidade de proibição de locação de imóveis situados em condomínio edilício por curto período. Para aprofundar sobre a questão, é preciso entender os pontos de vista sob as seguintes óticas: • Por parte do proprietário do imóvel locado – Entende o proprietário que a limitação de locar temporariamente o imóvel aflige o seu direito de propriedade, previsto na Constituição Federal. • Por parte dos condôminos contrários – Entendem os condôminos que a rotatividade de pessoas representa um perigo à segurança da coletividade, além de que a locação temporária representa atividade econômica, apta a transmudar a natureza da unidade para “comercial”. Além disso, é necessário considerar ainda a vinda dos aplicativos destinados à locação short

term (curto período), possibilitando o uso do espaço por no mínimo 01 (um) dia, diferentemente das locações realizadas por imobiliárias e corretores autônomos em que se estabelece um número mínimo de diárias (entre 04 e 05 dias). Importante ponderar que a locação por AirBnb e por imobiliária/corretor possuem tratamento diferente em âmbito judicial, tendo sido decidido recentemente pelo STJ que a locação através dos aplicativos de locação (AirBnb e congêneres) representa desvio de finalidade, transformando o uso da unidade em comercial. Desta maneira, poderia o condomínio impedir a locação na hipótese de dispor a convenção de condomínio sobre o uso dos apartamentos para fins exclusivamente residenciais. A decisão foi tomada pela 4ª Turma do STJ no julgamento do REsp 1.819.075. Já quanto à locação de temporada realizada através do próprio proprietário ou agente imobiliário, o STJ em 2017 (AREsp 1174291) decidiu que não é vedada a locação por temporada, ainda que a convenção de condomínio disponha em contrário. Feitas tais considerações, é possível afirmar que a locação via aplicativo pode gerar resistência apta a culminar em impedimento de acesso dos inquilinos temporários às dependências do condomínio e, por via de consequência, da unidade locada. Entretanto, resta possibilitada a locação de temporada pela via convencional (agente imobiliário ou pelo próprio locador).

Balneário Camboriú-SC | Itajaí-SC | Florianópolis-SC | Itapema-SC | Sinop-MT | Miami-FL

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Foto: Cristiano Estrela/Arquivo/Secom

Santa Catarina atinge US$ 1 bilhão com exportações de carne de frango em 2021

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avicultura catarinense recupera o crescimento no mercado internacional e acumula US$ 1 bilhão de faturamento com os embarques de carne de frango em 2021. Santa Catarina é o segundo maior exportador nacional do produto e, ao longo do ano, foram mais de 583,7 mil toneladas vendidas para centenas de países. Os números são divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa). "Esses números demonstram a pujança do agronegócio de Santa Catarina. A carne de frango é o principal produto da pauta de exportações catarinense e a avicultura um dos grandes motores da nossa economia. O setor produtivo de Santa Catarina segue cumprindo a sua missão de produzir alimentos de qualidade para alimentar o mundo", destaca o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Altair Silva. De janeiro a julho deste ano, Santa Catarina ampliou em 9,4% o faturamento com os embarques e respondeu por 24,3% do total nacional. Resultado do aumento nas exportações para mercados como Japão (6,3%), Arábia Saudita (41%), Chile (73,9%), além do resultado surpreendente das vendas para o México que foram 69 vezes maiores do que no mesmo período do ano anterior, fechando em US$ 21,7 milhões. Aumento nas vendas em julho No mês de julho, Santa Catarina exportou 91,2 mil toneladas de

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carne de frango e o faturamento passou de US$ 172,6 milhões, um crescimento de 41% em relação a julho do ano anterior e de 4,2% na comparação com junho de 2021. Segundo o analista da Epagri/Cepa, Alexandre Giehl, o resultado de julho representa o maior valor mensal exportado desde julho de 2019. Os principais mercados foram Japão, Holanda, China e Arábia Saudita.

O setor produtivo de Santa Catarina segue cumprindo a sua missão de produzir alimentos de qualidade para alimentar o mundo.

Altair Silva, secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural


Marina Itajaí anuncia construção de alameda comercial e nova fase de expansão

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té o final de 2021, o complexo náutico catarinense irá ampliar em 130 metros quadrados a área comercial além de reestruturar a área de serviços e os píeres para ancoragem de barcos. Já estão confirmadas operações como: locação e venda de embarcações e espaços para degustação de cafés e venda de bebidas importadas na alameda comercial. Ampliação terá investimento inicial de R$ 1.2 milhão. Agosto, 2021 - O aquecimento do mercado náutico no último ano, como é o caso do acréscimo de 20% nas vendas de barcos, conforme dados da associação Brasileira dos Construtores de Barcos e Seus Implementos (Acobar), também beneficiou diversos outros setores ligados a náutica, como: marinas, prestadores de serviços e comércio de produtos. Para atender essa crescente demanda, em Santa Catarina, a Marina Itajaí, que é uma das maiores marinas do país, investe R$ 1,2 milhão na ampliação do mix de lojas e do centro de serviços. A obra já iniciou e está prevista para ser concluída em outubro deste ano. “Estamos ampliando a nossa área comercial e de serviços para oferecer espaços mais modernos para nossos clientes. Nosso objetivo é trazer operações cada vez mais segmentadas e qualificadas, e seguirmos como referência em turismo e entretenimento ligados à náutica”, explica o diretor da Marina Itajaí, Carlos Gayoso de Oliveira. Serão cinco novos comércios e 12 lojas de serviços que estão sendo reestruturadas, totalizando 450 metros quadrados. Além da empresa de aluguel de lanchas DDB Yatchs, de importação de veleiros Mastermarine e de venda de cotas de barcos Cia Lake, haverá duas novas empresas na alameda comercial: um café gourmet com armazém e uma adega de bebidas premium.

Reestruturação do píer flutuante Além da expansão da área comercial e de serviços, com a alta procura por vagas molhadas, está prevista para os próximos meses a ampliação do número de vagas para embarcações e reestruturação do acesso aos píeres flutuantes que contarão com acesso individual por meio digital. Atualmente, a Marina Itajaí conta com 200 vagas molhadas e 155 vagas secas. “Com um número maior de barcos navegando na costa brasileira, a procura por vagas também cresceu e por isso pretendemos modernizar o acesso e ampliar o píer C para desenvolver ainda mais a nossa capacidade de atendimento”, enfatiza Oliveira.

Sobre a Marina Itajaí

Com início das operações em 2016, a Marina Itajaí está localizada no centro de Itajaí, SC, ao lado do Centreventos. Oferece 355 vagas, sendo 155 vagas secas e 200 vagas molhadas. Modernos equipamentos como ForkLift para até 12 toneladas e TravelLift para até 75 toneladas, são um diferencial na sua configuração, além do posto de combustível com bandeira BR, sendo a única marina no sul do país com Diesel Verana. Possui espaço gastronômico com dois restaurantes internacionais, o Zephyr Seafood & Nikkei e o Amare Restaurante e Bar, com amplo estacionamento, ponto de carregamento de carros elétricos e heliponto. É a única marina do Brasil com certificação internacional ISO 14.001/2015, relacionada ao sistema de gestão ambiental.

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Vendas da indústria cerâmica crescem 27% e exportação é recorde no primeiro semestre Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica para Revestimentos, Louças Sanitárias e Congêneres (Anfacer) divulga balanço semestral e aponta as perspectivas do setor para 2021

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presidente do Conselho de Administração da entidade, Benjamin Ferreira Neto, revela que, no primeiro semestre de 2021, as vendas do setor totalizaram 513,2 milhões de metros quadrados, significando aumento de 27,1% em relação aos 403,9 milhões referentes a igual período de 2020. Na mesma base de comparação, a produção cresceu 52,5%, passando de 340,7 milhões para 519,7 milhões. O crescimento nas vendas refletiu o aquecimento na demanda por revestimentos cerâmicos tanto interna quanto externamente. Para o mercado nacional, foram comercializados, de janeiro a junho, 449,3 milhões de metros quadrados, um crescimento de 22,7% na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando se registrou vendas de 366 milhões de metros quadrados. Já as exportações do setor atingiram recorde histórico no primeiro semestre desde 2011, com expansão de 65,7% ante igual período de 2020, saltando de US$ 135,6 milhões para US$ 224,7 milhões. Em volume, o avanço foi de 69%, com 63,9 milhões de metros quadrados, contra 37,8 milhões no primeiro semestre do ano passado. Segundo Ferreira Neto, os indicadores refletem cenário positivo para a indústria de revestimentos cerâmicos brasileira. "O mercado doméstico continuou crescendo no primeiro semestre, apesar de o impacto da segunda onda da pandemia de Covid-19 ter sido forte no Brasil. Observamos, no período, uma retomada no varejo, o que mostra a importância da pequena reforma e da autoconstrução nesse processo", contextualiza. "Por outro lado, quando olhamos para o mercado externo, uma das vantagens da indústria brasileira de cerâmica é a sua diversidade, o que nos permite atender às necessidades de mercados com diferentes perfis." Tal conclusão é verdadeira inclusive na comparação entre os números do primeiro semestre deste ano com os do mesmo período de 2019, pré-pandemia. 2021 dá continuidade à recuperação que vem sendo observada nos últimos anos.

Em vendas totais, o incremento foi de 18,5%, indo de 432,9 milhões de metros quadrados no primeiro semestre de 2019 para 513,2 milhões de metros quadrados em 2021. No mercado nacional, as vendas cresceram 17,3%, de 383,1 milhões de metros quadrados para 449,3 milhões de metros quadrados. Já nas exportações, o volume subiu de 49,8 milhões de metros quadrados em 2019 para 63,9 milhões de metros quadrados em 2021, significando aumento de 28,3%. Comércio exterior O Brasil é o sexto maior exportador de cerâmica do mundo, com vendas para mais de 110 nações, além de ser o terceiro maior produtor e o segundo mercado consumidor mundial. Um dos maiores compradores globais da cerâmica brasileira, os Estados Unidos foram responsáveis por 22,5% das vendas externas do setor, ao valor total de US$ 50,6 milhões e 10,3 milhões de metros quadrados.

O Brasil é globalmente reconhecido pela criatividade e autenticidade de seu design, o que tem contribuído para que a indústria cerâmica brasileira se torne cada vez mais protagonista mundial do setor

Benjamin Ferreira Neto, presidente do Conselho de Administração da Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica para Revestimentos, Louças Sanitárias e Congêneres (Anfacer) 20 • Edição AGOSTO 2021 • Economia&Negócios


Os números refletem o empenho da indústria cerâmica brasileira em consolidar sua vocação exportadora, uma das metas do planejamento estratégico da Anfacer. Protagonistas desse esforço, as empresas do setor contam com a atuação institucional da associação e de outras entidades setoriais, que com grande sinergia entre si e o apoio da Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações) têm contribuído para a abertura de mercados estratégicos para o setor. "Prevemos, em nosso planejamento estratégico, viabilizar a exportação de 25% da produção nacional até 2030", afirma Ferreira Neto. Outro fator importante que integra o planejamento estratégico da entidade e tem contribuído para a abertura de mercados é o compromisso da indústria com a fabricação de produtos que unem qualidade e design, refletindo investimentos em tecnologia e inovação. "O Brasil é globalmente reconhecido pela criatividade e autenticidade de seu design, o que tem contribuído para que a indústria cerâmica brasileira se torne cada vez mais protagonista mundial do setor", enfatiza Ferreira Neto, acrescentando: "Nossas indústrias têm investido em qualidade e estão em conformidade com as normas internacionais do setor." Ferreira Neto enfatiza que, para ampliar ainda mais a competitividade e, consequentemente, a participação da indústria brasileira no cenário global, é necessário dar celeridade a regulamentação

do novo Marco do Gás Natural. "Para nossa atividade, esse insumo representa de 20% a 25% dos custos de fabricação", acentua. "O custo do gás no Brasil é mais de 300% superior ao preço médio nos Estados Unidos e acima de 200% da média na Europa. A nova lei terá efeitos positivos na diminuição do valor, porém somente em cerca de dois anos." Projeções Ferreira Neto salienta que os bons resultados da indústria de revestimento cerâmico têm até superado alguns índices de expansão da economia nacional e estão em linha com as projeções relativas ao incremento do PIB e o ânimo dos empresários. Ele cita o fato de o Fundo Monetário Internacional (FMI) ter elevado a projeção de crescimento do Brasil de 3,7% para 5,3% em 2021 e o aumento do Índice de Confiança da Indústria (ICI) da FGV, que alcançou 108,6 pontos em julho, ante 111,3, em janeiro. A projeção da indústria cerâmica para 2021 relativas às vendas totais do setor é de 1,015 bilhão de metros quadrados, com incremento de 10,4% ante o exercício anterior. Desse total, 891,5 milhões de metros quadrados deverão ser destinados ao mercado interno, um crescimento de 7,9% frente a 2020. Já para o mercado externo, a expectativa de comercialização é de 124,2 milhões de metros quadrados, ou 32% de aumento. "Depois de um primeiro semestre forte, acreditamos que o ritmo de crescimento no segundo semestre deverá ficar mais próximo à estabilidade", conclui Ferreira Neto.

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Cruzeiros: agora só falta o Brasil Retorno dos cruzeiros marítimos no país aguarda aprovação dos órgãos competentes

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temporada de cruzeiros 2021/2022 está sendo mais esperada do que nunca por conta da pandemia Covid-19 que assolou o mundo em 2020 e paralisou o setor. Com a chegada do navio Star Breeze, na manhã do dia 23 de agosto, a indústria de cruzeiros retorna à Colômbia, e com ela a reativação segura para os passageiros e destinos colombianos. O primeiro navio atracou no Porto de Cartagena depois de mais de um ano e meio sem embarque de armadores. Na Argentina, a partir do dia 20 de outubro, a atividade dos roteiros bioceânico e antártico será retomada progressivamente e respeitando os protocolos. Mas e no Brasil??? Seguindo modelos dos Estados Unidos e Europa, que já voltaram, empresas brasileiras buscam adequar suas infraestruturas para oferecer viagens internacionais seguras em relação à Covid-19. Há expectativa de que sete navios atuem na costa brasileira entre novembro de 2021 e maio de 2022. Os operadores de turismo de cruzeiros acreditam que o retorno das atividades no país gere aproximadamente 35 mil empregos diretos e indiretos, com um impacto na economia estimado em RS$ 2,5 bilhões. Apesar de contar com o apoio do Ministério do Turismo e das prefeituras das cidades portuárias, as empresas ainda aguardam o aval definitivo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e

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vai depender de diversos fatores, sendo o principal deles o avanço da vacinação que deve alcançar cerca de 70% da população até o início da próxima temporada, em novembro deste ano. Dentro deste cenário é aguardada com grande expectativa a confirmação da abertura dos portos brasileiros. No Porto de Itajaí já tem programadas 29 escalas. A primeira embarcação deverá chegar 11 de dezembro, o MSC Sinfonia, com capacidade de 2.679 passageiros, devendo embarcar no município 1.100 passageiros. Depois, numa sequência, mais 28 escalas de embarque e desembarque, totalizando até abril de 2022, mais de 90 mil turistas passando pelo município de Itajaí. Neste cenário, pelo menos na retomada, os cruzeiros serão diferentes do que costumavam ser há alguns meses. As grandes empresas já se organizaram e implementaram uma série de procedimentos para voltarem a realizar seus roteiros com total segurança. Controle de passageiros, incluindo apresentação de teste de Covid-19 ou vacinação, higienização das embarcações e prevenção da proliferação de doenças são algumas das medidas adotadas. Para o Secretário de Turismo de Itajaí, Evandro Neiva, “não tem porque a temporada brasileira 2021/2022 não ocorrer, mediante a retomada dos cruzeiros em diversas partes do mundo, inclusive nos países da América do Sul, como Colômbia e Argentina, que possui alguns itinerários que incluem


RELAÇÃO DE NAVIOS – ITAJAÍ - TEMPORADA 2021 / 2022

o Brasil. Diante da demora da Anvisa na tomada de decisão da abertura dos portos brasileiros, o maior problema do setor não é somente a perda de receita decorrente da pandemia, mas sim a falta de previsibilidade. O lado bom disso tudo é que os cruzeiros estão com preços bem acessíveis. Vale uma consulta nas agências de viagens para adquirir um bom pacote”, finalizou, salientando que o município de Itajaí pronto para receber

todas as escalas já programadas dentro dos protocolos que forem exigidos pela ANVISA. Além de Itajaí, outras cidade como Rio de Janeiro, Santos, Angra dos Reis, Balneário Camboriú, Búzios, Cabo Frio, Fortaleza, Ilha Grande, Ilhabela, Itajaí, Maceió, Porto Belo, Recife, Ubatuba, Salvador, Ilhéus, Buenos Aires, Punta del Este e Montevidéu são também destinos procurados pelos brasileiros.

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Empresário está mais otimista em SC, mas consumo ainda patina

Otávio Rodacoswiski é o novo Diretor Geral da fábrica do BMW Group em Araquari O BMW Group do Brasil anuncia Otávio Rodacoswiski como Diretor Geral da fábrica do BMW Group em Araquari (SC), em substituição a Mathias Hofmann, que se aposenta após quase 30 anos de empresa. Otávio Rodacoswiski assumiu a função no início de setembro e irá se reportar diretamente para o círculo de produção da BMW, na Alemanha. "Liderar a fábrica do BMW Group em Araquari é uma honra, e vamos seguir focados em alavancar as vendas de nossos produtos com qualidade, tecnologia, sustentabilidade, diversidade e com todo o diferencial humano do nosso time", afirma Otávio. "Novos projetos serão implementados, e vamos seguir movimentando a vida com paixão", reforça o executivo. Com mais de 20 anos de experiência na indústria automotiva e na produção de motores, motocicletas e automóveis, o brasileiro Otávio, de 48 anos, é Técnico em Mecânica pelo Cefet-PR, formado em engenharia mecânica pelo Centro Universitário Positivo, e fala três idiomas: inglês, alemão e português. Otávio volta à fábrica de Araquari após dois anos, quando atuava como Diretor da Montagem e deixou o Brasil para assumir outras funções no BMW Group. Nesse período, atuou no setor de Production System Strategy, em Munique. Otávio teve seu primeiro contato com a BMW em 1999, quando trabalhou na Tritec Motors em Campo Largo, uma joint venture da BMW que fabricou motores para a planta da MINI em Oxford. Em 2007 ingressou no BMW Group como Lean Manufacturing Specialist, na fábrica de motores de Steyr, Áustria. Retornou ao Brasil em 2009 para assumir a função de Gerente Sênior de Produção na fábrica de motocicletas de Manaus (AM) e, posteriormente, como Gerente Sênior de Pós-Vendas de BMW Motorrad, em São Paulo. Em 2013, chegou à fábrica de Araquari, onde atuou primeiro como Gerente Sênior de Montagem e, a partir de 2016, assumiu a posição de Diretor. Mathias assumiu a liderança da fábrica do BMW Group em Araquari em janeiro de 2018, quando substituiu Carsten Stoecker. Antes, já havia desempenhado funções-chave de gestão em diferentes áreas de produção, como Diretor da Fábrica de Motores em Hams Hall (Inglaterra), Diretor da Fábrica em Tiexi, Shenyang, na China, e Vice-Presidente de Compras de Equipamentos de Produção e Construção, em Munique, na Alemanha. 24 • Edição AGOSTO 2021 • Economia&Negócios

O empresário catarinense está recuperando o otimismo, mas os níveis de consumo ainda estão longe do período pré-pandemia, conforme os índices ICEC e ICF apurados pela Fecomércio SC. Os dados funcionam como um termômetro do mercado e podem auxiliar na tomada de decisão. Em agosto, o índice de confiança atingiu o maior patamar (128,7) desde o início da pandemia, alta de 3,1% em relação a julho e de expressivos 65,4% na comparação com agosto de 2020. Os dados apontam que a recuperação é gradativa e os resultados ainda não alcançaram os níveis pré-pandemia, exceto investimento (13,9%) e contratação de funcionários (3,4%). A percepção dos empresários sobre as condições atuais da economia avançaram 6,7% na passagem do mês, mas seguem 5,1% abaixo de fevereiro de 2020. Já as expectativas dos empresários caíram 2,9% e 9,1%, respectivamente. Confira o relatório na íntegra “A vacinação ajudou a elevar confiança do empresário e as expectativas e do consumidor, mas diversos fatores- como a inflação, crise hídrica e equilíbrio fiscal- trazem incertezas sobre o ritmo da retomada. SC tem um mercado de trabalho forte e isso nos ajudará a manter a economia aquecida,” avalia o vice-presidente da Fecomércio SC, Emílio Rossmark Schramm.

Consumo em queda

O consumo das famílias segue em patamar negativo no mês de agosto (53,1 pontos- em escala de 0 a 200). A sutil queda no índice (0,73%) interrompeu a sequência de alta por quatro meses consecutivos. Leia o relatório completo O nível de consumo atual das famílias cai de forma vertiginosa e atingiu 13,1 em agosto, renovando a mínima histórica pelo décimo 11º mês sucessivo. 90% dos entrevistados afirmam que estão comprando menos e o acesso ao crédito pode ser um dos fatores. Mais da metade (58%) dos consumidores acreditam que comprar a prazo está mais difícil. A queda do indicador foi amortecida pela perspectiva profissional (91,3) e renda atual (58,5). O desempenho do mercado de trabalho reflete diretamente no consumo- SC gerou cerca de 139 mil novas vagas em 2021.


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Wolff Cargo completa cinco anos consolidada nos competitivos mercados do comércio exterior e logística

Fotos: Arthur Manson

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Wolff Cargo Serviços Logísticos, de Itajaí, completa cinco anos de mercado consolidada como uma das principais marcas do segmento logístico do Sul do Brasil, com atuação em todos os portos e aeroportos do País por meio de representantes e parceiros estratégicos. No exterior a empresa atua em mais de 350 portos e aeroportos, distribuídos em 150 países, com uma rede de agentes de cargas presente nos cinco continentes. A Wolff Cargo é uma empresa integrante da Wolff Group - Investimentos e Participações, que também detém as marcas Wolff Assessoria Aduaneira, Wolff Terminais e Wolff Florestal e Transportes. Empresas que podem operar de forma autônoma ou conjuntamente, de acordo com as necessidades de cada processo. A agência de cargas é especializada em soluções logísticas completas para operações de

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comércio exterior. Opera com um portfólio de serviços que engloba todos os elos da complexa cadeia logística door to door, o que garante um atendimento diferenciado à uma carteira de clientes constituída por empresas de todos os portes e segmentos, com total segurança e em qualquer ponto do globo. Essa versatilidade impacta não somente na redução dos custos de transporte, como também no tempo em que as transações são feitas. Outro ponto positivo consiste no aumento do poder de barganha, pelo fato da operadora logística trabalhar com grande e diversificado mix de cargas, o que proporciona o transporte de maiores volumes. Além disso, a Wolff Cargo trabalha com um sistema integrado de informações, diminuindo não apenas a burocracia que envolve todo o processo, mas também riscos de a carga ficar parada.


 Casa nova

Jackson Emiliano Wolff, Sócio Fundador da Wolff Cargo

 Expertise A Wolff Cargo é uma empresa razoavelmente nova, mas com uma expertise adquirida em mais de 30 anos de mercado. Isso porque o seu sócio fundador Jackson Emiliano Wolff traz um know-how adquirido nos muitos segmentos que formam a cadeia do comércio exterior. Inclusive o executivo vivenciou as principais mudanças no mercado ocorridas nas últimas décadas, e devido a isso, conhece a fundo todas as etapas do processo. “Essa expertise nos possibilita customizar serviços e processos, garantido assim a cada cliente a solução específica para cada caso. Não oferecemos um produto pronto, mas a solução que o cliente necessita naquele momento, nas duas vias: importação e exportação”, explica Wolff. No entanto, a empresa continua se modernizando e se adequando às mudanças nos dinâmicos mercados da logística e comércio exterior. Sua matriz, em Itajaí, conta com uma equipe de trabalhadores altamente capacitados e em constante processo de reciclagem, para acompanhar as demandas do mercado e concorrer em padrão de igualdade com empresas tradicionais e de grande porte.

A Wolff Cargo entra no seu sexto ano de operações também de casa nova. Agora está sediada no Absolute Businnes & Hotel, localizado estrategicamente ao lado do Porto de Itajaí, Receita Federal e outros entes atrelados às operações de comércio exterior. Outro grande diferencial é o fato das empresas Wolff Assessoria Aduaneira, Wolff Terminais e Wolff Florestal e Transportes também têm suas unidades no mesmo complexo empresarial, reunindo em um único endereço, todas as empresas da holding Wolff Group, e ainda demais empresas que possam passar a integrar o grupo com o processo de diversificação da marca.

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METRO QUADRADO RESIDENCIAL

Itajaí tem melhor desempenho do país no acumulado do ano

Vizzotto Comunicação

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s investidores estão com os olhos voltados para Itajaí. Em julho, a variação acumulada do ano no preço do metro quadrado residencial atingiu a marca de 13,44%, colocando a cidade no topo nacional em variação positiva acumulada no período. Neste ranking, Itajaí está mais de dois pontos percentuais à frente do segundo colocado, Itapema, que apresentou percentual acumulado de 11,35%, e mais de três pontos do terceiro colocado, Vitória, com 10,12%. Os dados são do Índice Fipezap, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), tendo como base os imóveis anunciados no portal ZAP divulgados em julho. Em relação à valorização nos últimos 12 meses, Itajaí ocupa a segunda posição entre as 50 cidades pesquisadas, atingindo percentual positivo de 16,93%. Além destes destaques, Itajaí também se encontra entre as “top 10” em

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preço médio de venda por cidade no Brasil. Ocupando a 9ª posição e sendo a quarta cidade catarinense do ranking, em julho o preço médio do metro quadrado residencial ficou em R$ 7.249,00. O presidente do Sinduscon da Foz do Rio Itajaí, engenheiro civil Bruno Pereira, comenta que os investidores que buscam a cidade consideram o cenário econômico que Itajaí vivencia e vem apresentando ao longo dos meses. “A valorização imobiliária é soma das oportunidades que a região oferece, como qualidade de vida, oportunidade de emprego, atrativos turísticos, belezas naturais, localização privilegiada e a qualidade superior dos imóveis construídos na cidade. A expectativa é encerrar o ano de 2021 com Itajaí no topo do desempenho de valorização anual, firmando o potencial construtivo que a região oferece”, finaliza.


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Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Secom

SC tem 96,3% dos municípios com saldo positivo de empregos, melhor resultado do país

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s municípios catarinenses estão obtendo destaque nacional quando o assunto é a geração de empregos. No acumulado dos últimos 12 meses, 96,3% das cidades de Santa Catarina tiveram saldo positivo de postos de trabalho. Trata-se do melhor resultado do país, segundo os dados divulgados na última semana pelo Ministério da Economia, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Em números gerais, 284 cidades catarinenses registraram mais contratações do que demissões entre agosto do ano passado e julho deste ano, ao passo que apenas onze municípios tiveram saldo negativo. No período, foram gerados 232.973 empregos formais em Santa Catarina, resultado absoluto inferior apenas a São Paulo e Minas Gerais, os dois estados mais populosos da federação. Outro dado reforça o bom momento econômico: 11 cidades catarinenses aparecem entre as 100 que mais geraram vagas. Isso ocorre apesar de apenas Joinville, Florianópolis e Blumenau estarem no top 100 nacional em relação ao número de habitantes. Para o governador Carlos Moisés, os dados do Caged reforçam a imagem de Santa Catarina como um estado com poucas desigualdades regionais. Ele salienta que os municípios catarinenses que mais geraram empregos estão em diferentes regiões. São eles: Joinville (saldo de 23.174 vagas em um ano), Blumenau (13.266), São José (13.028), Itajaí (12.144), Florianópolis (12.107), Chapecó (8.068), Jaraguá do Sul (6.577), Palhoça (6.463), Criciúma (6.407), Brusque (6.205) e Balneário Camboriú (5.473).

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“Nossa economia é forte e diversificada. Cada região contribui à sua maneira, mas os empregos estão sendo criados em todos os lados. Isso é um sinal do dinamismo de Santa Catarina. O Governo está atuando para atrair cada vez mais investidores, oferecendo segurança jurídica para que eles possam prosperar, trazendo mais riquezas e desenvolvimento para a nossa terra”, disse o governador. Carlos Moisés ressalta ainda que a taxa de desemprego no estado está na casa dos 6%, enquanto a média nacional segue superior a 14%. O Caged informa ainda que apenas em Santa Catarina os desligamentos a pedido do trabalhador são superiores às demissões sem justa causa. “Isso mostra que o trabalhador catarinense está se movimentando dentro do mercado de trabalho formal, conseguindo empregos com salários melhores. Vale lembrar que também temos a menor taxa de informalidade da economia no Brasil”, complementou o governador. “Uma das principais características que chama a atenção da economia catarinense é a sua diversidade. E isto se reflete nos dados do Ministério da Economia. Santa Catarina tem um crescimento isonômico, conforme mostram o Caged, onde 96% das cidades apresentaram saldo positivo nas contratações. O Governo de Santa Catarina trabalha em conjunto com o setor produtivo para facilitar a vida de quem empreende e gera mais oportunidades à população”, frisou o Secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, Luciano Buligon.


PORTOS E TERMINAIS

Câmara Frigorífica Iceport conquista certificação israelense

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Câmara Frigorífica da Portonave – Iceport – recentemente foi habilitada para exportar carne bovina para Israel. Após passar pelo processo de indicação do governo brasileiro e de auditoria documental específica, foi constatado o cumprimento de todos os protocolos exigidos para ter a certificação israelense. Além da conquista da certificação, o gerente de Operações da Iceport, Bruno Vargas, destaca o crescimento da movimentação no primeiro semestre ter ficado 25% acima do projetado tanto pelo aquecimento das exportações quanto pelos novos clientes. “Atualmente, estamos trabalhando a capacidade de estoque acima de 90%. Essa movimentação de câmara fomenta também operações de Depot e transporte que têm performance semelhante de 30% acima do esperado para o ano”, ressalta. A empresa opera há mais de 850 dias sem acidentes de trabalho com afastamento. O resultado vem do aperfeiçoamento da cultura da segurança e do comprometimento da equipe ao observar e executar os procedimentos de segurança em suas rotinas de trabalho. “Quando a saúde e a segurança no trabalho são encaradas como prioridade em uma empresa, os profissionais se sentem mais valorizados e, consequentemente, realizam melhor suas atividades. A segurança é pauta diária na Iceport e é imprescindível a colaboração de todos”, finaliza Bruno. A Iceport ocupa uma área de 50 mil m². Tem capacidade estática de armazenagem de 16 mil posições pallets e uma antecâmara

com 13 docas para recebimento e expedição de mercadorias. A câmara é totalmente automatizada e possui seis transelevadores, o que oferece maior capacidade operacional com eficiente acuracidade na gestão do estoque. Além da câmara, a Iceport oferece os serviços de armazenagem para contêineres em Depot e transporte, totalmente gerenciado por uma equipe de profissionais capacitados e motivados.

Portonave apoia o Proerd em Navegantes Mais uma vez, a Portonave patrocina o Programa Educacional de Resistências às Drogas e à Violência – Proerd da Polícia Militar de Santa Catarina, em Navegantes. Materiais como notebook, camisetas, estojos, copos, mochilas e o mascote Leão Dare foram adquiridos pela empresa e entregues no início deste mês, no 25° Batalhão de Polícia Militar. Neste ano, por conta das restrições da pandemia, o programa inicialmente atenderá sete escolas e mais de 350 estudantes das redes públicas e privadas de ensino, com todas as restrições e protocolos sanitários necessários. Em 2019, a Portonave já havia apoiado o programa, que teve mais de 25 mil estudantes formados. Desde então, a cada ano, a integração da Polícia Militar com as escolas e famílias encontram uma forma de contribuir para o fortalecimento da cultura e da paz. Uma iniciativa que visa à valorização da vida e a construção de uma sociedade mais segura e saudável, por meio da educação, capacitação de crianças e adolescentes e da formação de cidadãos. Economia&Negócios • Edição AGOSTO/2021 • 31


PORTOS E TERMINAIS

Porto Itapoá finaliza o primeiro semestre com aumento de 40% nas importações e de 11% na movimentação de contêineres

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retomada da economia global após a crise causada pela Covid-19 em 2020 está sendo mais forte do que as previsões iniciais e o setor portuário cresce na mesma proporção. O Porto Itapoá vem acompanhando essa performance positiva como um importante elo nesta cadeia de abastecimento do Brasil com os mercados internacionais e na cabotagem entre portos de outros estados. Frente a este cenário, o Terminal registrou um aumento de 41,3% nas importações no primeiro semestre de 2021. Foram quase 70 mil contêineres contra 48 mil no mesmo período de 2020. As exportações tiveram um peso menor, mas ainda assim foram 8,5% maiores que o mesmo período do ano anterior: quase 50 mil contêineres em 2021 contra 45 mil em 2020. Nas cargas de cabotagem houve um crescimento de 9,7%. Foram mais de 15 mil contêineres neste primeiro semestre de 2021 contra pouco mais de 13 mil movimentados neste período em 2020. Considerando a movimentação total, o Porto Itapoá teve um aumento de 11,3%: 238 mil contêineres em 2021 contra 214 mil nos primeiros seis meses de 2020. Ao completar 10 anos de operação em junho de 2021, o Porto Itapoá já se tornou um dos maiores e mais importantes terminais portuários do Brasil e é considerado um dos terminais mais ágeis e eficientes da América Latina. Entre os diferenciais estão sua localização estratégica no litoral Norte de Santa Catarina e a capacidade de receber os maiores navios em operação no Brasil. O Porto Itapoá está posicionado entre as regiões mais produtivas do Brasil, contemplando importadores e exportadores de diversos segmentos empresariais. Do total de cargas movimentadas pelo Porto Itapoá cerca de 50% são de empresas de outros estados que buscam a eficiência do Terminal catarinense, principalmente para a im-

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portação de eletrônicos, entre outros itens. A outra metade da movimentação é de cargas de companhias de Santa Catarina, incluindo automóveis e autopeças, motores elétricos, metalmecânica, linha branca e exportação de carga frigorificada, atendendo a forte agroindústria do Estado. Outra operação em que o Porto Itapoá vem sendo reconhecido é o de cargas especiais chamadas BreakBulk, como foi o caso da exportação de duas lanchas de grande porte para os Estados Unidos. Sua localização privilegiada na Baía da Babitonga, proporciona condições seguras e facilitadas para receber grandes navios que operam em nosso país, uma tendência cada vez mais adotada na navegação mundial. Investimentos no complexo portuário da Babitonga devem incluir a dragagem de aprofundamento do canal de acesso à baía até 2022. Essa obra vai ampliar de 14 metros para 16 metros a profundidade do calado dos navios, permitindo receber grandes embarcações de até 400 metros. Com essa demanda crescente, o Porto Itapoá já planeja a nova etapa de expansão que está orçada em R$ 1,5 bilhão e tem previsão de conclusão em cinco anos. Com isso, a capacidade de movimentação anual de até 1,2 milhão de TEUs (unidade de medida de contêineres) vai superar a marca de 2 milhões de TEUs por ano. Outro destaque do Terminal é o atendimento e relacionamento próximo com os clientes. Conquistando altos índices de satisfação e fidelização, o Porto Itapoá é uma referência em modelos de atendimento ao cliente entre grandes marcas nacionais e internacionais com atuação no Brasil. Ao centralizar as demandas dos clientes em um único processo de atendimento, entrega alto índice de resolução ao usuário, seja ele importador, exportador, armador, despachante ou transportador.


PORTOS E TERMINAIS

Fotos: Divulgação/Portonave

IMA libera licença para obras no cais do Terminal Portuário de Navegantes

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Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) emitiu a Licença Ambiental de Instalação (LAI) para que a empresa Portonave inicie a obra de melhorias no cais de atracação do Terminal Portuário de Navegantes. A obra representa um investimento de R$ 500 milhões e será fundamental para modernizar os berços de atracação do porto, para assim receber navios maiores, e também aumentar a sua produtividade. “Trata-se de um empreendimento comprometido com a preservação ambiental da região portuária, e que representará um importante avanço para o desenvolvimento social e econômico do estado”, afirmou o presidente do IMA, Daniel Vinicius Netto. Atualmente, a Licença Ambiental de Operação (LAO) do porto desenvolve planos ambientais fundamentais, que garantem a viabilidade ambiental da atividade, como o Monitoramento da Água Subterrânea; Monitoramento da Qualidade do Ar e Emissões Atmosféricas; Monitoramento da Estação de Tratamento de Esgoto - ETE; Monitoramento do Ruído Ambiental; Gerenciamento de Resíduos Sólidos; Programa de Recuperação Ambiental, Resgate de Fauna; Cortina Verde; Emergências Ambientais; Monitoramento do Estuário. “O transporte marítimo é o modal fundamental para o comércio internacional, sua movimentação fortalece a economia com as exportações e gera uma importante fatia de empregos no estado. O Governo de Santa Catarina atua em conjunto em várias frentes, com o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável do nosso estado. São ações assertivas, com foco na retomada econômica e na geração de oportunidades para o futuro próximo”, enfatizou o Secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, Luciano Buligon.

Para o gerente de segurança da Portonave, Fabrício Martins, “as obras de melhoria no cais serão desenvolvidas com o objetivo de buscar o crescimento econômico, em equilíbrio com os aspectos sociais e ambientais. Todas as etapas da obra foram planejadas buscando a minimização de riscos ambientais. Nosso objetivo é tornar esta obra um case de sucesso em sustentabilidade”.

A Portonave

Junto a uma atuação comprometida com o desenvolvimento sustentável da região, a empresa busca continuamente a prestação de serviços com excelência e a melhoria contínua de seus processos, sendo uma referência no segmento portuário. Segundo informação divulgada pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), a Portonave está na lista dos cinco maiores portos e terminais no Brasil em movimentação de contêineres, neste primeiro semestre de 2021. O terminal privado lidera com 9,2% de participação no total movimentado no país, com crescimento de 42,1%, sendo significativos 91% de navegação de longo curso. Nos seis primeiros meses de 2021, a Portonave estabeleceu o maior índice de crescimento entre os terminais do Brasil na movimentação de contêineres, na comparação com o mesmo período do ano passado, e já soma 660.099 TEUs. Com produtividade média de 103,9 mph por navio e volume aproximado de Gate de aproximadamente 43 mil caminhões no último mês de julho, o terminal é líder na movimentação de contêineres no Sul em ambos os segmentos: importação e exportação e em escala nacional se destaca em terceiro lugar no ranking dos terminais de contêineres. Economia&Negócios • Edição AGOSTO/2021 • 33


PORTOS E TERMINAIS

Fotos:SCPar/Arquivo//Porto de São Francisco do Sul

Movimentação de cargas no Porto de São Francisco do Sul cresce 19% em 2021

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Porto de São Francisco do Sul atingiu um novo recorde: a movimentação no primeiro semestre deste ano foi 19,4% superior ao mesmo período de 2020. No ano passado, foram 6,05 milhões de toneladas e, em 2021, 7,23 milhões. As informações são da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). “Os dados mostram que o Porto de São Francisco consolida-se como o maior terminal portuário de Santa Catarina e o sétimo em volume na movimentação de cargas do Brasil”, disse o governador Carlos Moisés. O aumento foi impulsionado pela carga geral (principalmente madeira, celulose e ferro fundido), que movimentou 2,4 milhões de toneladas, contra 1,3 milhão no ano passado, um acréscimo de 77%. Já a importação de granel sólido (fertilizantes e grãos, como trigo), passou de 975 mil toneladas para 1,4 milhão de toneladas em 2021, um acréscimo de 49%. A exportação de granel sólido chegou a 3,3 milhões de toneladas este ano, contra 3,7 milhões de 2020, uma redução de 9,6%, causada pela quebra na safra de grãos em todo o país, por razões climáticas.

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Comparativo nacional

No comparativo da carga geral entre o primeiro semestre de 2020 e 2021, enquanto o aumento na média dos portos brasileiros foi de 19%, no Porto de São Francisco foi de 77%, segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários. Para o presidente do Porto de São Francisco do Sul, Cleverton Elias Vieira, o porto vive um período especial de crescimento, impulsionado “pela eficiência e dinamismo da cadeia logística francisquense e, ainda, pelo aumento expressivo na produtividade do agronegócio de Santa Catarina".


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Lei nº 6.678. Rv. Portuária. CNPJ:01.648.770/0001-08. 1 Inserção. Custo unitário: R$ 10.000,00


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Revista Portuária - Edição Agosto 2021.  

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