Revista Portuária - Março 2022

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• Edição MARÇO 2022 • Economia&Negócios


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EDITORIAL

ISSN - 1981 - 6170

ANO 24  EDIÇÃO MARÇO/2022

Redução do IPI representa grande avanço para indústria brasileira

Editora Bittencourt Rua Anita Garibaldi, 425 | Centro | Itajaí Santa Catarina | CEP 88303-020 Fone: 47 3344.8600 Direção: Carlos Bittencourt carlos@bteditora.com.br | 47 9 8405.8777 Presidente do Conselho Editorial: Antonio Ayres dos Santos Júnior Diagramação: Solange Maria Pereira Alves (0005254/SC) solange@bteditora.com.br Capa: Leandro Francisca Contato Comercial: Sônia Anversa - 47 9 8405.9681 carlos@bteditora.com.br Para assinar: Valor anual: R$ 960,00 A Revista Portuária não se responsabiliza por conceitos emitidos nos artigos assinados, que são de inteira responsabilidade de seus autores. www.revistaportuaria.com.br twitter: @rportuaria Comercial para todo o Brasil

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A

redução de 25% no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), anunciada pelo governo federal, é um passo importante na direção do desenvolvimento, avaliam as entidades empresariais de classe de todo o Brasil. Segundo eles, a medida traz competitividade para a indústria e começa a corrigir uma distorção brasileira, que é a excessiva tributação do setor industrial. O setor paga quase duas vezes o que a média da economia paga em impostos, dizem. Lembram que a redução também vai beneficiar o comércio, que vende os produtos da indústria. Segundo estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em 2017, a carga tributária da indústria de transformação foi equivalente a 46,2% do PIB desse setor, enquanto a média da economia está em 25,2%. Também é importante lembrar que a atividade industrial tem forte efeito multiplicador, movimentando os demais setores econômicos, como a agricultura, o comércio, os transportes e outros serviços. Assim, quando a indústria ganha competitividade, ela ajuda toda a economia a crescer, salientam os economistas. A indústria brasileira pode contribuir muito mais para o desenvolvimento do País, desde que tenha um ambiente adequado para a produção. A redução do IPI contribui muito nesse sentido e por isso é tão importante. Na avaliação da CNI, a mudança tributária poderá reduzir os preços dos produtos industriais, com benefícios para os consumidores e para o controle da inflação, que está elevada em todo o mundo em função da pandemia e que poderá subir ainda mais com a crise envolvendo Rússia e Ucrânia. Os produtos industriais representam 23,3% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O decreto que reduz as alíquotas do IPI foi publicado dia 25 de fevereiro e alivia a carga tributária na produção de automóveis, eletrodomésticos da chamada linha branca - como refrigeradores, freezers, máquinas de lavar roupa e secadoras - e outros produtos industrializados.

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CURITIBA/PR (41) 3348-7000


Sumário

06

SANTA CATARINA É O MENOR ESTADO EM TERRITÓRIO DO SUL DO PAÍS

08 10 12

O potencial de cada região catarinense

Renda per capita acima da média brasileira A importância da indústria do Norte catarinense

13

Agroindústria é a mola propulsora da economia do Oeste

14 15

Economia do Vale do Itajaí mescla serviços e indústria

Atividades logística, portuária e pesqueira impulsionam a economia da Foz do Rio Itajaí-Açu

23

Itajaí é a economia que mais cresce em Santa Catarina

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APRESENTAÇÃO

SANTA CATARINA É O MENOR ESTADO EM TERRITÓRIO DO SUL DO PAÍS

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diversidade geográfica e humana de Santa Catarina é surpreendente para um território de apenas 95,4 mil quilômetros quadrados, o menor estado do Sul do Brasil. Uma viagem de poucas horas de carro é suficiente para experimentar mudanças radicais no clima, na paisagem, nos sotaques e culturas. O Estado é dividido em oito principais regiões: Litoral, Nordeste, Planalto Norte, Vale do Itajaí, Planalto Serrano, Sul, Meio-Oeste e Oeste. Santa Catarina fica no centro geográfico das regiões de maior desempenho econômico do país, Sul e Sudeste, e em uma posição estratégica no Mercosul. Está situado em um dos pontos mais estratégicos da América do Sul e é cortado pela BR 101, a principal artéria do modal rodoviário. O fato de ser uma das menores unidades da Federação com relação a sua extensão [de pouco mais de 1% do território brasileiro e cerca de 7 milhões de habitantes] não limita o seu desenvolvimento. Tem


ABPA/Divulgação

como vizinhos os estados do Paraná e Rio Grande do Sul, com quem mantem fortes relações econômicas e similaridade nos quesitos cultural e social. Mais ao Norte, a proximidade com São Paulo e Rio de Janeiro, aproxima Santa Catarina dos grandes centros urbanos e produtivos brasileiros. No Oeste catarinense, além de fazer fronteira com a Argentina, o estado está próximo do Paraguai, Chile e Bolívia, o que favorece a atividade turística, principalmente com relação ao ingresso de visitantes do Mercosul. O clima subtropical úmido, predominante em SC, proporciona temperaturas agradáveis, que variam de 13 a 25° C, com chuvas distribuídas durante todo o ano. A vegetação é variada, sendo encontrados mangues, restingas, praias, dunas e Mata Atlântica. O Estado tem 295 municípios e a Capital é Florianópolis. Entre as maiores cidades, destacam-se Joinville, Blumenau, Itajaí, Balneário Camboriú, Chapecó, Criciúma, Lages e Jaraguá do Sul.

Economia diversificada

Shutterstock/Divulgação

Fonte: Observatório Fiesc

A economia catarinense é bastante diversificada e está organizada em vários polos distribuídos por diferentes regiões do estado. A diversidade de climas, paisagens e relevos estimula o desenvolvimento de inúmeras atividades, da agricultura ao turismo, atraindo investidores de segmentos distintos e permitindo que a riqueza não fique concentrada em apenas uma área. A posição geográfica faz com que o estado tenha a sua atividade industrial composta por uma cadeia produtiva diversificada e inovadora, que apresenta ampla sinergia com os setores agropecuário, de comércio e serviços, sendo impulsionadora do desenvolvimento econômico e sustentável. A Grande Florianópolis destaca-se nos setores de tecnologia, turismo, serviços e construção civil. O Norte é polo tecnológico, moveleiro e metalomecânico. O Oeste concentra atividades de produção alimentar e de móveis. O Planalto Serrano tem a indústria de papel, celulose e da madeira. O Sul destaca-se pelos segmentos do vestuário, plásticos descartáveis, carbonífero e cerâmico. No Vale do Itajaí, predomina a indústria têxtil e do vestuário, naval e de tecnologia. O turismo é outro ponto forte da economia catarinense.

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O potencial de cada região catarinense

Shutterstock/Divulgação

APRESENTAÇÃO

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produção industrial catarinense é diversificada. Todas as regiões [Sul, Norte, Oeste, região Serrana] têm força, seja no agro, móveis de madeira, celulose, papel. Inovação e modernização também são fatores importantes na indústria do estado. Isso faz com que o estado apareça com uma contribuição estimada de 4% para o PIB nacional, com base em números É o resultado de uma atividade econômica em que diferentes setores dividem protagonismo, dando espaço para uma agroindústria forte, bem como registrando pujança em segmentos como o têxtil, moveleiro e o metalmecânico e para o polo tecnológico que se destaca dentre os principais do país. E isso Os índices sociais do estado estão entre os melhores do país e da América Latina. Santa Catarina possui o mais alto índice de expectativa de vida do país, uma das menores taxas de mortalidade infantil e também é a Unidade Federativa com menor desigualdade econômica e analfabetismo do Brasil. Isso mostra a importância da indústria no desenvolvimento de Santa Catarina.

sem contar a importância do turismo que, num cenário em que brotam muitas belezas naturais e vocações turísticas, responde por cerca de 12% do PIB estadual, sendo considerado o melhor destino brasileiro. Segundo dados do Observatório Fiesc [da Federação das Indústrias de Santa Catarina] relativos ao anos de 2018, entre as 27 Unidades Federativas do Brasil, Santa Catarina é a 10ª em população e a 7ª com maior renda. A indústria catarinense responde por 27,1% de toda a riqueza gerada, situando-se como o 5º maior parque industrial do país, contribuindo com 33,8% dos empregos do estado. A atividade industrial possui uma cadeia produtiva diversificada e inovadora, que apresenta ampla sinergia com os setores agropecuário, comércio e serviços, sendo impulsionadora do desenvolvimento econômico sustentável.

Fonte: Observatório Fiesc

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Renda per capita acima da média brasileira Dos municípios catarinenses, 91,5% possuem renda per capita maior que a média brasileira e 47% têm maior participação na indústria na economia que a média do país. Os mais populosos são Joinville, Florianópolis e Blumenau, e os que possuem maior PIB são Joinville, Itajaí, Florianópolis, e Blumenau. A diversidade produtiva e a grande dispersão geográfica das indústrias têm garantido a Santa Catarina uma grande resiliência, de modo que, mesmo diante da crise, os impactos econômicos foram reduzidos. Assim, setores tradicionais no estado, como o agroalimentar e o têxtil & confecção, mesclam-se com outros com maior valor agregado, como de energia e de indústrias emergentes. Segundo a Fiesc, isso resulta um parque industrial dinâmico e que se beneficia das diferentes etapas do processo produtivo, garantindo ao um maior desenvolvimento econômico e atraindo novos investimentos. Inclusive, muitos municípios estão promo-

Renato Soares/Mtur/Divulgação

APRESENTAÇÃO

vendo vocações diferenciadas, fortalecendo segmentos transversais. Exemplo disso é a indústria de base tecnológica, que além de estar presente na Grande Florianópolis, aparece em todas as mesorregiões de Santa Catarina. Em 2021, a indústria catarinense foi responsável pela criação de 168 mil novos empregos, e os setores mais representativos eram o de Têxtil & Confecção, Agroalimentar, Construção Civil e Móveis & Madeira.

Fonte: Observatório Fiesc

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“(Des)Judicialização Trabalhista na saúde e a importância do Compliance ... CÁSSIA CRISTINA DA SILVA OAB/SC 23.809-B Advogada atuante há 21 anos no Direito do Trabalho. Sócia fundadora do Silva e Silva Advogados Associados.

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recisamos desafogar o sistema (Des) Judicializando o sistema através de medidas extrajudiciais, mediações, etc.. Mas o que é desjudicialização? É o sinônimo de baixar custos. Esse termo A desjudicialização Trabalhista, surgiu com a lei 9514/97 gerando incentivo à solução de conflitos por meios extrajudiciais fazendo com que desencentivasse novos processos judiciais, trazendo assim grande economia e celeridade processual. Em virtude da Pandemia do Coronavírus que assolou o Mundo e nosso País e continua através das mutações do coronavírus, verificamos que muitas demandas surgiram e surgirão vindo a afogar o nosso sistema Judiciario. Tendo em vista a condição de saúde, a necessidade e o binômio possibilidade enxergamos que a desjudicialização seria o caminho mais rápido e eficiente para ajudar principalmente a população que tem sido atingida pelas complicações do Covid e que consequentemente trarão reflexos nas empresas com inúmeros processos judiciais. Muito necessário se faz um aparato de meios extrajudiciais, podemos assim dizer um caminho a ser percorrido antes de chegarmos às vias judiciais. Necessário seria traçarmos medidas para mediação da saúde com pessoas habilitadas, medidas pre-processuais garantindo então caso não haja solução , o acesso ao indivíduo a justiça, esse sendo como uma última alternativa assim haveria um desafogamento processual da Justiça trabalhista e uma solução mais célere para as demandas. Considerando que se houver nas empresas uma mediação extrajudicial ou pré processual diminuiria radicalmente o número de reclamatorias e com isso haveria celeridade nas demandas e o custo seria outro. Outra medida a ser aplicada seria o Compliance como medida garantidora de normas aplicadas. Um Compliance com olhos atentos voltados para todo setor e principalmente ao quesito saúde trabalhista, inclusive acompanhado de mediadores (profissionais da saúde) que pudessem tentar melhorar a situação do indivíduo antes que o mesmo se utilizasse das vias judiciais, seria o chamado ideal. Os funcionários procuram o judiciário por dizer que ninguém atende seu problema de saúde, é aí que o Compliance voltado a saúde das Empresas ajudaria na diminuição das demandas do Poder Judiciário. A prevenção continua sendo o melhor remédio. Medidas protetivas e preventivas que visem melhorar ou extinguir o problema de saúde do indivíduo. Sabemos que existirão muitas sequelas pós pandemia e isso será a longo prazo, o que fazer para amenizar essas sequelas no trabalho? Prevenir! Trabalhar um Compliance voltado a saúde do trabalhador, inclusive saúde mental. Tentar Incluir em seu quadro empresarial mediadores locais voltados a área da saúde, fazer implementação de sistemas que monitorem a saúde do seu funcionário trabalhando se necessário, e se possível com alongamento ou fisioterapia, trabalhos voltados a memória dos trabalhadores nos intervalos, capazes de melhorar a saúde física e mental e ajudar na saúde patrimonial da Empresa. Mudanças drásticas ocorreram no mundo e um negócio bem estruturado demanda não só dinheiro mas visão! O bem precioso da empresa é a mão de obra e essa deverá ser bem analisada antes de contratada. E um bom acompanhamento de Compliance será necessário para a saúde de sua empresa organizar toda casa física e material, bem como a saúde do indivíduo, só assim se evitará a Judicialização . Cabe as Empresas não serem negligentes ao ponto de fecharem os olhos para toda essa mudança mundial . Não sabemos a longo prazo os impactos que todas essas mudanças pós Pandemia trarão mas com certeza poderemos ameniza-las com as medidas protetivas certas e adequa-las de acordo com sua necessidade.o Compliance deve ser adequado a cada mudança organizacional no Mundo. É preciso comprometimento de todos para sua realização com eficácia!

Balneário Camboriú-SC | Itajaí-SC | Florianópolis-SC | Itapema-SC | Sinop-MT

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CNI/Divulgação

APRESENTAÇÃO

A importância da indústria do Norte catarinense Ocupando uma extensão territorial de 13,472 mil quilômetros quadrados, a região Norte de Santa Catarina é marcada por um diversificado perfil cultural. Se fazem presentes as heranças alemã, polonesa, italiana, russa e até mesmo ucraniana. Um dos centros econômicos é a cidade de Joinville, cujo foco produtivo é baseado na alta industrialização. Por isso, a caracterização do setor produtivo que movimenta a economia dos 24 municípios componentes da macrorregião é bastante impulsionada pelas diversas atividades englobadas pela indústria metalomecânica e também pela confecção de vestuário, segundo a publicação Cadernos de Desenvolvimento, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). O Norte catarinense também concentra a produção industrial de bens de capital, com ênfase para os municípios de Joinville, Jaraguá do Sul e Blumenau. Dentro do setor, a atividade de fabricação de motores, bombas, compressores e equipamentos de transmissão é a predominante. Na sequência aparecem as atividades de fabricação de máquinas e equipamentos de uso industrial específico e fabri20 • Edição MARÇO 2022 • Economia&Negócios

cação de máquinas e equipamentos de uso geral. O transporte rodoviário de carga aparece também como a atividade com o maior número de empreendimentos no Norte do estado. Também é evidente a fundamental colaboração dos negócios de pequeno porte para o motor da economia regional. Juntas, as micro e pequenas empresas são 99% dos empreendimentos da macrorregião Norte catarinense, respondendo por 55,4% da taxa de empregabilidade, de acordo com levantamento divulgado pelo Sebrae em 2019 [com base em dados oficiais de 2016].

Participação no PIB estadual

A colaboração do índice da atividade econômica e geração de riqueza do Norte catarinense para a composição do PIB do estado também é histórica.


Agroindústria é a mola propulsora da economia do Oeste

Fiesc/Divulgação

A região Oeste comporta 54 municípios, tendo um em Chapecó um dos principais polos regionais. Além da importância do turismo de negócios, com Chapecó se destacando no contexto dos eventos corporativos, a região abriga estâncias hidrotermais com excelente infraestrutura e opções aos adeptos do turismo rural. Na região o potencial econômico está na agropecuária, com foco na avicultura e suinocultura. Em 2019 o agronegócio foi responsável por mais de 70% das exportações de Santa Catarina, segundo dados da Secretaria de Agricultura, Pesca e Desenvolvimento Rural. Isso porque o Oeste catarinense abriga grandes frigoríficos que movimentam, também a engrenagem da pecuária. A publicação Cadernos de Desenvolvimento, do Sebrae, destaca ainda a cadeia da construção civil, que também exerce protagonismo no arranjo produtivo regional, bem como o transporte rodoviário de cargas. No setor de serviços, a principal atividade é o comércio varejista. Ainda é evidente a fundamental colaboração

dos negócios de pequeno porte para o motor da economia regional. Juntas, as micro e pequenas empresas são mais de 99% dos empreendimentos do Oeste catarinense, respondendo por 61,5% da taxa de empregabilidade.

Produto Interno Bruto

Na série histórica com dados da região Oeste de Santa Catarina, há constantes e crescentes resultados positivos, numa evolução que se aproxima de 36%. Já a colaboração do índice da atividade econômica e geração de riqueza do Oeste catarinense para a composição do PIB catarinense também é expressa nas tabelas a seguir. O segmento de serviços surge com liderança significativa, compondo 41% do produto interno bruto da região. Outro destaque está na agropecuária, em que o Oeste participa com 19,2% no montante estadual de PIB gerado pelo segmento em Santa Catarina, como mostra o gráfico com a participação de cada segmento operante na região da Oeste para composição do PIB estadual.

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Economia do Vale do Itajaí mescla serviços e indústria Não por acaso, a região do Vale do Itajaí é chamada de Vale Europeu e comporta 40 municípios. Ali estão localizadas alguns dos municípios que mais preservam e colocam os visitantes em contato com a herança da colonização alemã no estado de Santa Catarina e a região tem em Blumenau um dos principais polos. Com um PIB de R$ 43,33 milhões em 2016 e um avanço de 63,39% sobre o ano de 2011, ante o crescimento nacional médio de 43,21%, na região do Vale do Itajaí os serviços e a indústria, em diferentes vertentes, ganham protagonismo. Embora o setor de prestação de serviços seja hoje a mola propulsora de sua economia [42,7%], seguido pela agropecuária [23%] e pela indústria [18%], a região é o berço da indústria têxtil. Líder em geração de empregos, o setor têxtil e de confecções em Santa Catarina agrega 159,941 trabalhadores, em 9.042 estabelecimentos, sendo 96,5% micro ou pequenas indústrias [até 99 empregados]. Juntos, esses estabelecimentos empregam 30,9% dos trabalhadores do setor. A atividade de confecção de artigos do vestuário e acessórios é a predominante, com 63,1% dos trabalhadores, segundo dados do Observatório Fiesc. Em 2017 [último dado estatístico da Fiesc], o Valor da Bruto da Produção Industrial (VBPI) do setor têxtil e confecção foi de R$ 22,9 bilhões, o que representa uma alta de 5,7% em relação a 2016. Já o Valor da Transformação Industrial (VTI) do setor têxtil e confecção foi de R$ 11,6 bilhões, o que representa um aumento de 9,1% em relação a 2016. O Grau de Industrialização [calculado a partir da participação do Valor da Transformação sobre o Valor Bruto da produção] do setor têxtil e confecção é de 50,8%, superior à média da indústria de Santa Catarina, de 43,7%.

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Shutterstock/Divulgação

APRESENTAÇÃO

Um dos destaques é a área do vestuário, cuja vocação é bem exemplificada. Em seguida aparecem as atividades de fabricação de artefatos têxteis, exceto vestuário, com participação de 11% e a atividade de acabamentos em fios, tecidos e artefatos têxteis, com 9,2% do total de empregos do setor. Os municípios de maior destaque na indústria têxtil e de confecção são Blumenau [13,7%], Brusque [9,7%] e Jaraguá do Sul [8,4%], que juntos empregam 31,8% dos trabalhadores desse setor no estado. Entre 2012 e 2019, o setor apresentou variação de 14,5% nas exportações e recuo de 5% nas importações. Esse desempenho nas vendas externas foi acima do observado para Santa Catarina [-0,2%] e, nas importações, menor que o do Estado de 16%. Do total de US$ 186,9 milhões exportados pelo setor têxtil e confecção em 2019, destacam-se as vendas dos produtos roupas de cama e toucador de cozinha e fitas de fios ou fibras, com participação de 15,5% e 14,9%, respectivamente, segundo o Observatório Fiesc. Entre as exportações do setor têxtil e confecção em 2019, as relações comerciais de maior destaque são com o Paraguai, com 24,9% do total de vendas do setor, Uruguai [15,9%] e Argentina [13,9%]. Do total de US$ 1,59 bilhões importados pelo setor têxtil e confecção em 2019, destacam-se as compras dos produtos fios de fibras sintéticas descontínuas, fios de fibras artificias descontínuas e tecidos de fios de filamentos sintéticos, com participação de 10%, 9,6% e 8,9%, respectivamente.


Atividades logística, portuária e pesqueira impulsionam a economia da Foz do Rio Itajaí-Açu da região. Outro destaque são os impostos sobre produtos, em que a Foz do Itajaí participa com 23% no montante estadual de PIB gerado pelo segmento em Santa Catarina. A indústria do mar [que engloba a construção naval e o segmento náutico] é também forte na região e Itajaí é líder catarinense e brasileiro na produção de lanchas e iates de luxo. Entre as principais marcas nacionais estão a Azimut Yachts [líder mundial no mercado de luxo e que desde 2010 conta com a única planta fabril fora da Itália, em Itajaí]. Entre outros itens da tradicional marca, o armador fabrica na cidade megaiate Azimut Grande 30 Metri, o maior iate de luxo de fabricação em série do Brasil. Juntos, Itajaí e Navegantes empregam 75% dos trabalhadores do segmento em Santa Catarina. No estado a indústria do mar ocupa a 4ª posição no ranking de produtividade industrial, 13ª posição em exportações, 19ª posição em número de estabelecimentos e 19ª posição na geração de postos de trabalho [Fiesc/2017].

Marcos Porto

A região da Foz do Itajaí, inserida no Vale do Itajaí, comporta 19 municípios e tem Itajaí como um dos principais polos regionais, com grande destaque na economia de Santa Catarina. O município sedia o complexo portuário ranqueado como o segundo maior do país em movimentação de contêineres e que responde pelo escoamento de grande parte das exportações catarinenses. Itajaí é hoje o maior polo pesqueiro do Brasil e a atividade tem importante peso na economia regional. Juntos, os municípios de Itajaí e Navegantes respondem não apenas pela maior fatia da captura do pescado, como também abriga as maiores empresas enlatadoras do Brasil. No entanto, os setores de serviços e o comércio, nos ramos atacadista e varejista, surgem como importantes atividades econômicas, com destaque para a construção civil e o turismo, que também tem protagonismo, tendo em vista os atrativos naturais. O segmento de serviços surge com liderança significativa, compondo cerca de 47% do PIB

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APRESENTAÇÃO Renato Soares/Mtur/Divulgação

O município ainda é considerado também o principal polo logístico do estado e um dos principais do Sul do país. Abriga um importante complexo portuário e um completo pool de empresas que respondem por todas as etapas da cadeia logística do comércio exterior. Essa realidade se dá devido ao fato da região comportar o Complexo Portuário de Itajaí, um dos mais importantes do Brasil, e o aeroporto de Navegantes, que suporta a alta movimentação turística. Tudo isso aliado a localização geográfica privilegiada, em um dos principais entroncamentos rodoviários do Sul do Brasil. O PIB da Foz do Itajaí, no período entre 2011 e 2016 [incluindo a evolução do índice] apresentou uma evolução de 63,39%. Já a colaboração do índice da atividade econômica e geração de riqueza da Foz do Itajaí para a composição do PIB catarinense também é historicamente expressa manteve uma taxa constante, com colaboração média de 16,2% para o PIB catarinense.

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Ainda segundo o Sebrae, o perfil produtivo e o aquecimento da economia da região Foz do Itajaí tem o protagonismo de diversos setores para a dinamização de bens e serviços e a geração de riqueza na região. O segmento de serviços surge com liderança significativa, compondo cerca de 47% do produto interno bruto da região. Outro destaque são os impostos sobre produtos, em que a Foz do Itajaí participa com 23% no montante estadual de PIB gerado pelo segmento em Santa Catarina.


Marciano Bortolin/Divulgação

Setores cerâmico e serviços impulsionam o Sul de SC A região Sul responde por 11,2% na composição do PIB catarinense e tem a atividade industrial como segundo maior gerador de receitas [23,8%], atrás do setor de prestação de serviços [44%]. O Sul de Santa Catarina ocupa a 12ª posição no ranking de produtividade industrial, 10ª posição em exportações, 7ª posição em número de estabelecimentos e 9ª posição na geração de postos de trabalho. Concentra a maior fatia da produção da indústria cerâmica do estado nos municípios de Criciúma [11,9%] e São Bento do Sul [6,3%], que juntos empregam 18,28% dos trabalhadores do setor cerâmico de Santa Catarina. Dentro desse setor, a atividade de fabricação de produtos cerâmicos é a

predominante, com 50,5% dos trabalhadores. Na sequência aparecem as atividades de fabricação de artefatos de concreto, cimento, fibrocimento, gesso e materiais semelhantes [30,1%] e aparelhamento de pedras e fabricação de outros produtos de minerais não-metálicos [10,5%]. A indústria cerâmica mostrou variação negativa de 8,4% no número de empregos entre 2010 e 2018. Em termos de estabelecimentos, houve ampliação de 2,5% no mesmo período. Outro destaque é o setor da administração, em que o Sul participa com 13,2% no montante estadual de PIB gerado pelo segmento em Santa Catarina. É evidente a fundamental colaboração dos negócios de pequeno porte para o motor da economia reParticipação PIB SC gional. Juntas, as micro e pequenas empresas são mais de 99% dos empreendimentos da macrorregião respondendo por um índice superior a 67% da taxa de empregabilidade, de acordo com levanta95 mento oficial de 2016, segundo o Caderno de Desenvolvimento Regional, publicado pelo Sebrae em 2019.

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APRESENTAÇÃO

Dreamstime/Divulgação

Serra catarinense se destaca com a indústria extrativista vegetal

A região da Serra comporta 29 municípios, tendo como um dos principais polos regionais a cidade de Lages. Também estão situados, na macrorregião, municípios que se destacam como boas opções para o ecoturismo, o turismo rural e os passeios de inverno. A região abriga alguns dos pontos mais altos e frios do Sul do Brasil. No contexto econômico, destaca-se a indústria ligada à madeira, papel e celulose bem como as áreas de transporte e o comércio varejista. É evidente a colaboração dos negócios de pequeno porte para o motor da economia regional. Juntas, as micro e pequenas empresas são mais de 99% dos empreendimentos da Serra catarinense, respondendo por 64,8% da taxa de empregabilidade, de acordo com levantamento oficial de 2016, publicado pelo Sebrae em 2019, no Caderno de Desenvolvimento Regional. O segmento de serviços surge com liderança significativa, compondo cerca de 37% do PIB da região serrana catarinense. A indústria aparece em segunda posição, com 23,9%, e outro destaque está na agropecuária, setor no qual a Serra participa com 13,2% no montante estadual de PIB gerado pelo segmento em Santa Catarina. Nesse contexto ganham força as atividades decorrentes do extrativismo animal e vegetal. Exemplo disso é o segmento industrial do papel e celulose, que mesmo composto de 386 micro ou pequenas empresas (90,8% do setor), tem os maiores produtores catarinenses nas cidades de Otacílio Costa e Correia Pinto. Segundo dados do Observatório Fiesc, dentro do setor, a atividade de fabricação de papel, cartolina e papel-cartão é a predominante, com 51,1% dos 28 • Edição MARÇO 2022 • Economia&Negócios

trabalhadores. Na sequência aparecem as atividades de Fabricação de embalagens de papel, cartolina, papel-cartão e papelão ondulado [com 34,2%] e fabricação de produtos diversos de papel, cartolina, papel-cartão e papelão ondulado [com 14,3%]. Em 2017 [últimos dados da Fiesc referentes ao setor], o Valor Bruto da Produção Industrial (VBPI) do setor Celulose e Papel foi de R$ 6,6 bilhões, o que representa uma queda de 9,4% em relação a 2015. Já o Valor da Transformação Industrial (VTI) do setor Celulose e papel foi de R$ 3,2 bilhões, o que representa uma queda de 1,16% em relação a 2016. O Grau de Industrialização [calculado a partir da participação do Valor da Transformação sobre o Valor Bruto da produção] do setor Celulose e papel é de 48,9%, superior à média da indústria de Santa Catarina (de 43,7%). Na atividade de Celulose e papel, o ano de 2018 fechou com variação de 2,3 % em sua Produção Industrial. Esse valor é superior ao observado no Brasil, que foi de 5,0%. Na atividade de Celulose e papel, o ano de 2018 fechou com variação de 2,3 % em sua Produção Industrial. Esse valor é superior ao observado no Brasil, que foi de 5,0%. Entre 2012 e 2019, as exportações do setor cresceram 42,9%, enquanto as importações tiveram alta de 13,9%. O crescimento das exportações do setor está acima do desempenho catarinense, que acumulou leve queda de 0,2% no montante exportado nesse período. A alta das importações do setor está abaixo do registrado pelo estado, que apresentou aumento de 16% nas compras externas nesse comparativo.


Sebrae/Divulgação

Indústria ligada a madeira e comércio varejista movem a economia da região Meio Oeste A região Meio Oeste tem 34 municípios, sendo Caçador um dos principais polos regionais. Sua economia tem grande participação da indústria ligada à madeira. No entanto, ganha destaque o comércio varejista ligado ao segmento. A cadeia englobada pelo segmento do agronegócio também se destaca, com ênfase para os negócios de pequeno porte. Juntas, as micro e pequenas empresas são mais de 99% dos empreendimentos do Meio Oeste, respondendo por 57,5% da taxa de empregabilidade, segundo dados publicados pelo Sebrae.

Na série histórica referente ao período entre 2011 e 2016, há constantes e crescentes resultados positivos, numa evolução de cerca de 47%. O segmento de serviços mantém uma liderança significativa, compondo 34,6% do PIB da região. Outro destaque é a agropecuária, em que o Meio Oeste participa com 13,2% no montante estadual de PIB gerado pelo segmento em Santa Catarina. 

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APRESENTAÇÃO O setor de móveis e madeira ganha destaque, sendo o município de Caçador responsável por 8,2% dos empregos gerados no setor em SC e um grande exportador de móveis e madeiras, numa vocação regional que também impulsiona o comércio varejista ligado ao segmento. Dos 5.328 estabelecimentos, 98,1% são micro ou pequenas indústrias [até 99 empregados]. Juntos, esses estabelecimentos empregam 62% dos trabalhadores do setor. O setor mostrou variação de 2,5% no número de empregos entre 2010 e 2018. Em termos de estabelecimentos, houve ampliação de 6,4% no mesmo período, segundo o Observatório Fiesc. Dentro do setor, a atividade de fabricação de móveis é a predominante, com 41,5% dos trabalhadores. Na sequência aparecem as atividades de fabricação de produtos de madeira, cortiça e material trançado, exceto móveis [com 39,1%] e desdobramento de madeira [com 19,5%]. Entre 2012 e 2019, o setor apresentou variação de 85,2% nas exportações e 34% nas importações. Esse desempenho nas vendas externas foi acima do observado para Santa Catarina [-0,2%] e, nas importações, maior que o do estado [16%].

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Tecnologia da Informação e Comunicação projetam a mesorregião da Grande Florianópolis O turismo vem sendo considerado há muitos anos uma importante atividade econômica para a região da Grande Florianópolis, que comporta 16 municípios, dentre eles a capital Florianópolis, mapeada dentre os principais destinos turísticos nacionais. Portanto, o turismo surge como uma importante atividade econômica, numa área predominantemente litorânea. O comércio e a prestação de serviços são outras importantes atividades no cenário empresarial da região. No entanto, o setor de Tecnologia da Informação e Comunicação tem significativa participação, com Florianópolis figurando dentre os mais vibrantes polos tecnológicos brasileiros, com cerca de 600 empresas de software, hardware e serviços de tecnologia, responsáveis por aproximadamente cinco mil empregos diretos. É um trabalho altamente reconhecido pelo mercado, que faz da mesorregião um importante polo. Os municípios de maior destaque no setor de TIC no estado são São José [33,2%] e Florianópolis [12,1%], segundo o Observatório Fiesc. O setor mostrou variação de 2% no número de empregos entre 2010 e 2018. Em termos de estabelecimentos, houve ampliação de 43% no mesmo período. Dentro do setor, a atividade de fabricação de aparelhos e instrumentos de medida, teste e

controle; termômetros e relógios é a predominante, com 36,6% dos trabalhadores. Em seguida aparecem as atividades de fabricação de equipamentos de comunicação, com participação de 34,3% e a atividade de fabricação de componentes eletrônicos, com 11% do total de empregos do setor. Em 2017, o Valor Bruto da Produção Industrial (VBPI) do setor de TIC foi de R$ 1,02 bilhão, o que representa uma alta de 29,9% em relação a 2016. Já o Valor da Transformação Industrial (VTI) do setor de TIC foi de R$ 516,9 milhões, o que representa uma alta de 36,4% em relação a 2016. O Grau de Industrialização [calculado a partir da participação do Valor da Transformação sobre o Valor Bruto da produção] do setor de TIC é de 50,7%, inferior à média da indústria de Santa Catarina [de 43,7%]. Entre 2012 e 2019, o setor também apresentou variação de -36,1% nas exportações e 6,8% nas importações. Esse desempenho nas vendas externas foi abaixo do observado para Santa Catarina [-0,2%]. Nas importações o valor também foi menor que o do estado [16%]. O comércio e a prestação de serviços são outras importantes atividades no cenário empresarial da região, que também evidencia a fundamental colaboração das micro e pequenas empresas para o motor da economia regional. Juntos, os empreendimentos desse perfil respondem por quase 55% dos empregos da Grande Florianópolis, segundo levantamento do Sebrae, com base em números de 2016.


NÚMEROS DE SC

Itajaí é a economia que mais cresce em Santa Catarina A cidade cresceu 15,87% no PIB relacionado ao ano de 2018 O Município de Itajaí é mais uma vez a cidade que mais cresce na produção de riquezas em todo o estado de Santa Catarina. Números relacionados ao ano de 2018 somam R$ 25,4 bilhões de Produto Interno Bruto (PIB), com crescimento de 15,87% (R$ 3,4 bilhões) em relação a 2017. Itajaí é, também, o melhor PIB per capita entre as 12 maiores economias do estado. São R$ 117.712,00 de riquezas por habitante. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “O Porto de Itajaí é o grande motor da nossa economia e o desempenho dele é fundamental para a economia da cidade. Trabalhamos na recuperação de linhas perdidas, na reconstrução dos berços de atracação e na conquista de novas rotas comerciais, como o desembarque de veículos automotivos. Com os bons resultados do Porto, toda a cadeia logística e comercial ligada a ele reage automaticamente e todos os setores econômicos percebem a circulação de mais dinheiro. Com mais dinheiro circulando na cidade, aumentam as demandas por produtos e serviços e novas vagas de trabalho são geradas”, avalia o prefeito Volnei Morastoni. No ranking nacional, Itajaí subiu uma posição e está entre as 36 maiores economias do Brasil. Em Santa Catarina, somos a segunda

maior economia do estado atrás de Joinville. A diferença na geração de riquezas entre as duas cidades diminui a cada ano, em 2018 são R$ 5,3 bilhões. Já entre as cidades do estado com maior renda per capita, Itajaí também subiu uma posição ao desbancar Araquari e está atrás apenas de Piratuba. A renda per capita dos itajaienses subiu 14,1% em relação a 2017. A projeção é de ainda mais crescimento. Em três anos e meio, o Porto de Itajaí registrou 225% de crescimento na movimentação de contêineres. O mês de outubro de 2020 marcou alta de 33% no porto público. Mesmo com a instabilidade da pandemia, a geração de empregos na cidade está em alta há cinco meses e soma 2.281 novas carteiras assinadas esse ano. “O Município de Itajaí tem um planejamento estratégico voltado para o desenvolvimento de uma cidade mais moderna, inteligente, sustentável e com justiça social. Um dos frutos desse planejamento é o pacote de investimentos públicos estruturais de mobilidade e equipamentos públicos. Somente em um exemplo, no novo trecho da rua Umbelino Damásio de Brito três novas empresas se instalaram. Isso é apenas um caso da confiança do empresário em investir em Itajaí e gerar emprego e renda”, complementa em sua análise o prefeito Morastoni.

Renato Soares/MTur

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PORTOS DO BRASIL

Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes inicia o ano de 2022 com 9% de aumento na movimentação em toneladas

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ano de 2022 iniciou com crescimento de 9% no Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes no indicativo de tonelagem, quando comparado a janeiro de 2021. Durante o mês de janeiro foram movimentados 124.132 TEUs e 1.416.907 toneladas. No comparativo ao mesmo período de 2021, em que foram registrados 115.749 TEUs e 1.303.984 toneladas, esses números indicam um aumento de 7,25% na movimentação de TEU’s (Twenty Foot Equivalent Unit – unidade internacional equivalente a um contêiner de 20 pés de comprimento). No Porto de Itajaí (berços públicos e APM Terminals/área arrendada), foram movimentados 30.145 TEU’s (7,25%), e 415.660 toneladas. Os números representam equilíbrio nas movimentações, se comparado com o mesmo período do ano passado. Para Fábio da Veiga, Superintendente do Porto de Itajaí, a movimentação de janeiro abriu 2022 de forma estável em relação ao mesmo período do ano passado: “Apesar das circunstâncias que estamos enfrentando com relação ao 2º ano consecutivo

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de Covid-19, e ao processo de desestatização, o Porto de Itajaí nos últimos anos vem demonstrando estabilidade no crescimento das operações. Iniciamos mais um ano com números positivos, cuja tendência é crescer ainda mais. Os números relacionados ao complexo, indicam que não somente o porto público vem crescendo, observamos que a movimentação em tonelagem de cargas também representa um aumento significativo. Esses índices evidenciam que o complexo portuário, assim como todo o complexo logístico e retroportuário, vem ao longo dos últimos anos, aderindo um forte desenvolvimento no município de Itajaí. Isso comprova a excelência de uma Autoridade Portuária Pública e Municipal, na qual, resulta também na geração de emprego e renda para Itajaí e região “, afirma Fábio. Ao todo, durante o mês de janeiro, o Complexo Portuário registrou 89 atracações, sendo 21 delas realizadas na APM Terminals, 02 no Cais Comercial, 01 na Delegacia da Capitania dos Portos em Itajaí, 02 atracações no TUP Braskarne, 01 no TEPORTI, 01 no terminal Bar-


ra do Rio e 01 na Poly Terminais. No Terminal PORTONAVE (Porto de Navegantes), a movimentação registrada durante o mês de janeiro somou 60 escalas, com 93.987 TEU’s e 1.048.696 toneladas, apontando um crescimento de 20% em TEU’S e 28% na tonelagem, em comparação ao mesmo período do ano anterior, em que foram movimentadas 78.470 TEU’s e 820.862 toneladas. No dia 20 de fevereiro, o Complexo Portuário atingiu a marca de 800 giros na área da nova bacia de evolução, o que representou um avanço continuo nas movimentações. Mesmo sendo um início de ano estável nas movimentações, os números crescentes do Porto de Itajaí em relação aos últimos meses, indicam que neste primeiro semestre de 2022, de forma geral, tendem a ser favoráveis: “Nos últimos anos, o porto de Itajaí vem conquistando diversas premiações voltadas ao meio ambiente, e áreas relacionadas a administração portuária, com base no seu crescimento operacio-

nal e na aplicação de investimentos que visam a melhoria do complexo. Cotidianamente, buscamos a evolução do nosso porto, com o intuito de permanecer com altos índices nas movimentações, e reconhecimento nacional e internacional, garantindo também o desenvolvimento do Município. Com base no sucesso das operações, não poderia deixar de evidenciar a dedicação de todos os servidores portuários que juntos, tornaram o Porto de Itajaí um grande exemplo para os demais portos”, conclui o Prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni.

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PORTOS DO BRASIL

Porto Itapoá capta R$ 750 milhões para investimentos em ampliação A infraestrutura de logística tem sido um impulsionador da economia que, mesmo com as consequências da pandemia, contribuiu de forma significativa para dar condições à retomada do poder econômico brasileiro. Em 2021, o Porto Itapoá se consolidou como o quinto maior porto do Brasil em movimentação de contêineres, com crescimento de 10% em relação a 2020. Para os próximos anos as previsões e projeções dos cenários nacional e internacional, levando em conta a participação do Terminal na logística brasileira, demandou que a empresa avançasse em seu plano de ampliação. Desde 2018 o empreendimento possui uma capacidade de movimentação de 1,2 milhão de TEUs por ano. Em 2021 o Terminal deu início a um projeto de captação de recursos no mercado financeiro para viabilizar um acréscimo de capacidade de sua estrutura para 1,6 milhão de

TEUs, o que deve ser uma das maiores capacidades operacionais entre os portos de contêineres do País. O plano de expansão do Terminal reconhecido pela Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários, do Ministério da Infraestrutura, como um projeto prioritário para a logística nacional, ampliará a área de pátio do Porto Itapoá em mais 200 mil m², finalizando uma área total de pátio de 450 mil m². No dia 17 de dezembro o projeto de captação de recursos foi concluído culminando com a captação de R$ 750 milhões, através da emissão de debêntures incentivadas, processo esse coordenado pelo BTG, com participação da XP. A consolidação do financiamento avançou principalmente em função da saúde financeira da empresa, como a evidente liquidez e geração de caixa, somado ao planejamento operacional e comercial do Terminal.

Itapoá apresenta crescimento no volume de importação e exportação com o continente asiático em 2021 O Porto Itapoá desde o início de 2020, manteve toda sua operação trabalhando para suprir as necessidades do mercado, movimentando os mais variados tipos de cargas através da importação e exportação com os principais terminais portuários do mundo, registrando incrementos nas mais variadas cadeias e serviços. Nas operações de importação e exporta-

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ção com o continente asiático, foi registrado em 2021, somando os serviços SSA e ASAS dos armadores, PIL, COSCO, CMA CGM e Maersk – Hamburg Süd, um crescimento de 30% no volume movimentado em relação ao mesmo período do último ano. Mais uma vez o Porto Itapoá está presente impulsionando o crescimento da economia junto com clientes importadores e exportadores de todo país!


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PORTOS DO BRASIL

Porto de Navegantes comemora 10 milhões de TEUs movimentados O Porto de Navegantes chegou aos 10 milhões de TEUs movimentados – métrica equivalente a contêineres de 20 pés. Com isso, a Portonave torna-se o único Porto de Santa Catarina que atinge o marco, além de permanecer entre os líderes nacionais como segundo maior Porto em movimentação de contêineres do Brasil. Para completar esse número, passaram pelo Porto de Navegantes mais de 7,8 mil escalas de navios de todas as regiões do mundo. A movimentação dos 10 milhões inclui exportação de cargas, como madeira, proteína animal, móveis e produtos cerâmicos. Em importação, engloba carga de bebidas, plásticos, produtos químicos, borrachas e seus derivados. Planejamento e eficiência Em meio ao cenário desafiador provocado pela pandemia, a Portonave superou as expectativas do setor portuário com recordes significativos nos últimos meses. Houve, em 2021, um crescimento de 29%, sendo o maior da história da empresa. Por isso, como agradecimento aos 10 milhões de TEUs também foi produzido um vídeo da infraestrutura do Terminal. 36 • Edição MARÇO 2022 • Economia&Negócios

“Todo esse trabalho demanda constante planejamento e eficiência na gestão. O capital humano da empresa, com mais de mil profissionais diretos, assim como os clientes, os caminhoneiros, a comunidade e todos os demais envolvidos, que contribuem na operação portuária, merecem todo nosso reconhecimento”, parabeniza o diretor-superintendente administrativo, Osmari de Castilho Ribas. Crescimento e liderança de mercado Em 2021, a participação de mercado no segmento de importação foi ascendente e expressiva, com 38,6%, e na exportação de contêineres refrigerados (reefer), com 18,8%. Um comparativo de janeiro de 2022 com o mesmo período do ano passado, mostra a expansão das operações, sendo exportação dry (+33,4%), exportação reefer (+50%), na importação dry (+26,9%) e importação reefer (+39,3%). A permanência da Portonave segue como segundo maior Porto do Brasil e como principal movimentador de contêiner por região, sendo líder do Sul em importação e exportação, conforme estatísticas do Datamar.


:: PORTOS

O que esperar do transporte de cargas de 2022!

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país vem lutando para se manter firme entre as crises. Esta, consequente da pandemia, gerou muitas incertezas para os brasileiros e, consequentemente, tem os colocado em uma situação de maior conservadorismo, seja pela inflação ou pelas mudanças bruscas que ocorrem nos últimos anos. Em que pese a pandemia esteja relativamente controlada, com a vacinação e a diminuição dos casos de COVID e isolamento social, fato é que a pandemia atingiu como um todo, todos os setores, trazendo prejuízos para grandes empresários e vivenciamos isto de perto. Apesar do cenário contar com vários detalhes negativos, a perspectiva para o transporte de cargas em 2022 é diferente. Inicialmente, temos o e-commerce, atividade adotada por muitos brasileiros na pandemia que veio para ficar e continuará movimentando o serviço de entregas principalmente nos grandes centros. Além disso, outra fonte é o agronegócio que atua em pleno vapor e continua puxando a demanda rodoviária. De uma forma mais abrangente, precisamos destacar ainda, como as inovações e planejamentos estratégicos estão fazendo a diferença no ramo do transporte de cargas.

Isto porque, conforme mencionado, o transporte possui um papel fundamental na economia e mesmo diante dos desafios, se manteve firme e ainda, expandiu junto às inovações dos negócios, se tornando um ponto crucial no dia a dia das atividades. Para que isso aconteça, as empresas estão cada vez mais focadas no processo de transporte como um todo, ou seja, se predomina a qualidade do serviço até o consumidor final, abordando uma boa experiência junto à transportadora. Essas mudanças podem ser vistas por exemplo, na conectividade com a inteligência artificial, ampliação de frota, veículos mais modernos e otimizados, investimento em capacitação, para que os profissionais habilitados possam aderir às atualidades do mercado. Nos deparamos em alguns grandes momentos, com a importância do transporte e a necessidade de melhoria na qualidade do serviço. Por isso, as novas tecnologias são um ponto importante para progredir no negócio, prestando um serviço com maior eficiência e qualidade. Assim, o ano de 2022 se torna de grande importância para o setor, contribuindo em grande parte para o fortalecimento da economia no país.

Dr Jaime da Veiga Júnior, OAB/SC 11.245 OAB/PR 99.896 CEO

Maria Alice Silvério OAB/SC 44.477 Advogada Trabalhista

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NÚMEROS DE SC

Indústria de SC amplia produção de alta tecnologia em 2021 Dados consolidados de 2021, divulgados nesta terça-feira, dia 22, mostram que o desempenho levou o estado a registrar a maior expansão do Brasil na Indústria Geral, com variação de 10,3% no período. O resultado é mais do que o dobro da média nacional (3,9%), conforme análise do Observatório FIESC.

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indústria catarinense encerrou 2021 com crescimento na produção e na participação de setores com alta tecnologia na comparação com o ano anterior. O desempenho levou Santa Catarina a registrar a maior expansão do Brasil na Indústria Geral, com variação de 10,3% no período. O resultado é mais do que o dobro da média nacional (3,9%), conforme análise do Observatório FIESC. “Durante 2021, confirmamos a trajetória de recuperação da nossa atividade industrial. A qualidade dos nossos produtos, a competitividade das nossas empresas e a dinâmica do mercado internacional explicam esse nosso bom resultado”, afirma o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar. Entre os setores com maior intensidade tecnológica que tiveram expansão em 2021 estão o de Veículos Automotores e de Máquinas e Equipamentos. Conforme a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), a classifi38 • Edição MARÇO 2022 • Economia&Negócios

cação tecnológica é medida pelos gastos em Pesquisas e Desenvolvimento (P&D) de cada setor industrial. “Esses setores são marcados pelo maior grau de inovação nos processos produtivos, o que se reflete em produtos com maior valor agregado, fatores-chave para o crescimento e o desenvolvimento econômico”, avalia Aguiar. Destaque para os setores de Veículos Automotores e Metalurgia O setor catarinense de veículos automotores foi destaque na Indústria de transformação de alta intensidade tecnológica em 2021. De acordo com a economista do Observatório FIESC, Mariana Guedes, com expansão de 39,2% na comparação com 2020, o setor representou quase o dobro do valor registrado na média brasileira (20,3%). As exportações de veículos automotores também se expandiram em 2021, com crescimento de 40,8% na com-


paração com 2020. O estado se destaca no setor de autopeças, sobretudo na exportação de Partes de Motor. Já o setor da Metalurgia foi responsável pela maior taxa de crescimento na produção industrial catarinense em 2021. A expansão de 42,3% recuperou a queda de 14,0% registrada em 2020. Conforme análise do Observatório FIESC, além do aumento da demanda externa, o bom momento do setor da Construção vem gerando impactos positivos na indústria metalúrgica.

O setor de Máquinas e Equipamentos registrou a terceira maior expansão na produção industrial do estado no ano de 2021. Seguindo a tendência nacional, o estado vem elevando os investimentos em Bens de capital.

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MERCADO GLOBAL

FIESC firma parceria global para promover internacionalização da indústria de SC Serão realizadas ações conjuntas como missões comerciais, seminários, workshops e capacitações que vão ajudar a ampliar a participação de SC no mercado global

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Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) e a consultoria global Centro para Inovação, Excelência e Liderança (IXL Center), com sede nos EUA, firmaram, nesta quarta (2) parceria para a promoção da internacionalização da indústria catarinense. O propósito da cooperação é ampliar a presença de Santa Catarina no mercado global, uma das diretrizes estratégicas da FIESC desde de 2018. Serão realizadas ações conjuntas como missões comerciais, seminários, workshops e capacitações. “Temos uma cultura muito forte de comércio internacional e essa parceria vai nos ajudar a fazer com que a indústria catarinense seja ainda mais internacionalizada”, destacou o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar. "A relação comercial não é só para exportar, entendemos que a importação é também um fator de competitividade. Aliás, Santa Catarina importa mais do que exporta. Movimentamos 20% dos contêineres do Brasil. Nosso desejo é ampliar a inserção da indústria na exportação e na compra de insumos“, afirmou Aguiar. Para o presidente da FIESC, objetividade e resulta40 • Edição MARÇO 2022 • Economia&Negócios

dos tangíveis são itens fundamentais nas missões que serão realizadas a partir dessa parceria com o IXL Center. Manuel Mendes, diretor global do IXL Center, salientou que a promoção da competitividade das indústrias é uma questão central na pauta da internacionalização. “Não se trata apenas de olhar de dentro para fora, mas também o que as empresas podem aprender no mercado externo e trazer para tornar o estado mais competitivo”, observou. “Sempre temos em vista esses benefícios para as empresas: o aumento do faturamento, a melhoria de imagem e o incremento da competitividade”, acrescentou. Com escritórios em duas dezenas de cidades ao redor do planeta, o IXL Center mantém programas de cooperação com mais de 150 universidades líderes e detém experiência na ativação de ecossistemas. No acordo com a FIESC, o IXL disponibilizará à indústria catarinense um hub global de inovação e internacionalização, para conectar as empresas a novos mercados e apoiá-las na expansão em âmbito global.


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NÚMEROS DE SC

Economia de SC tem 2° maior crescimento do país em 2021 A economia catarinense encerrou 2021 com crescimento de 6,4% na comparação com 2020, conforme o Índice de Atividade Econômica (IBC), apurado pelo Banco Central. Segundo análise do Observatório FIESC, o desempenho catarinense está atrás apenas do Rio Grande do Sul.

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economia catarinense encerrou 2021 com crescimento de 6,4% na comparação com 2020, conforme o Índice de Atividade Econômica (IBC), apurado pelo Banco Central. O índice é considerado uma prévia do PIB. Segundo análise do Observatório FIESC, essa foi a segunda maior expansão no país, atrás apenas do Rio Grande do Sul. Na média nacional, o avanço foi de 4,5% na mesma base de comparação. A indústria catarinense teve um expressivo crescimento em 2021, com a maior expansão do país. Conforme o Observatório FIESC, a atividade industrial catarinense foi impulsionada, sobretudo, por setores de alta intensidade tecnológica. Esse resultado sustentou os níveis de produção em patamar de pré-pandemia ao longo do ano. Mesmo com as distorções do mercado, a expansão do setor da construção e a elevação da demanda externa por insumos industriais tiveram papel importante para o aquecimento da economia industrial catarinense. Assim como a Indústria, o setor de Serviços também contribui para o crescimento da atividade econômica catarinense, com expansão de 14,8% em 2021. O desempenho foi superior ao crescimento nacional de 10,9%, com destaque nas Atividades turísticas e nos Serviços prestados às famílias. Apesar disso, ambas as atividades ainda se encontram em nível abaixo do pré-pandemia.

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