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XÔ MOSQUITO! ITAJAÍ | MAIO | 2021

Em Itajaí, no período de 03 de janeiro a 14 de maio de 2021, foram notificados 763 casos suspeitos de dengue em Itajaí. Destes 159 (20,83%) foram confirmados, 246 (32,24%) descartados, 264 (34,60%) estão sob investigação e 84 (11%) são residentes de outros municípios. Na comparação com o mesmo período de 2020, quando foram notificados 583 casos suspeitos de dengue, houve um aumento de 23% nos casos suspeitos.

PREVENÇÃO E CONTROLE EM ITAJAÍ


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Itajaí divulga mensalmente boletim sobre dengue, febre de chikungunya e zika vírus

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Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Itajaí, através da Gerência de Controle de Zoonoses, divulgou no início deste mês o terceiro boletim sobre a situação da dengue, febre de chikungunya e zika vírus no município. No período de 03 de janeiro a 14 de maio de 2021 foram identificados 813 focos do mosquito Aedes Aegypti em 17 bairros de Itajaí. Comparando ao mesmo período de 2020, quando foram identificados 621 focos em 18 bairros, observa-se um aumento de 23,5% no número de focos detectados. Quanto ao número de bairros em que foram detectados focos, houve a redução de 01 bairro, embora se observe a ocorrência em bairros diferentes. O Município de Itajaí é considerado infestado para o Aedes aegypti. A definição de infestação está de acordo com a disseminação e manutenção dos focos. Quanto ao risco de transmissão de dengue, zika vírus e febre chikungunya, 12 bairros apresentaram alto risco: Barra

do Rio, Cabeçudas, Cordeiros, Fazenda, Praia Brava, São Vicente, São João e São Judas. Outros 07 bairros estão em médio risco: Canhanduba, Centro, Cidade Nova, Dom Bosco, Itaipava, Ressacada e Vila Operária. E 02 bairros são considerados de baixo risco: Salseiros e Espinheiros. Em comparação com o ano de 2020, em que 08 bairros eram considerados de alto risco, 04 bairros considerados de médio risco e 05 de baixo risco, os dados demonstram um aumento de 33,4% nas comunidades consideradas de alto risco em 2021. É importante destacar que o índice de infestação geral da cidade em 2021 atingiu 6,5, que é considerado alto. Isto significa que a cidade está em uma situação muito preocupante, pois o alto índice favorece a possibilidade de ocorrência de surtos ou epidemias das doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti. No período de 03 de janeiro a 14 de maio de 2021, foram notificados 763 ca-

Classificação dos bairros quanto ao risco de transmissão de dengue, zika vírus e febre chikungunya

Marcos Porto

Os dados são referentes a casos positivos, suspeitos e focos do mosquito transmissor

sos suspeitos de dengue em Itajaí. Destes 159 (20,83%) foram confirmados, 246 (32,24%) descartados, 264 (34,60%) estão sob investigação e 84 (11%) são residentes de outros municípios. Na comparação com o mesmo período de 2020, quando foram notificados 583 casos suspeitos de dengue. Do total de casos confirmados, 114 são autóctones (transmissão dentro do município), 04 são importados (transmissão fora

do município), 06 são indeterminados, pois não foi possível definir o Local Provável de Infecção e 35 estão sob investigação. Dos casos autóctones, a transmissão ocorreu nos bairros Barra do Rio (01), Canhanduba (01), Centro (04), Cidade Nova (03), Cordeiros (10), Fazenda (09), Limoeiro (01), Praia Brava (01), Ressacada (01), São João (08), São Judas (50), São Vicente (18) e Vila Operária (01).

Número de focos identificados de Aedes Aegypti, segundo o bairro

EXPEDIENTE Xô Mosquito! Combate ao Aedes Jornal Especial de combate ao mosquito da Dengue. Edição e Produção de Rosemar de Souza Edições Rua Anita Garibaldi, 425 - Itajaí - SC CNPJ: 01.648.770-001-08 Fone: (47) 3344.8600 Distribuição: População do Município de Itajaí - Santa Catarina Impressão: 10.000 exemplares


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Conheça o mosquito e as doenças trasmitidas O Aedes Aegypti é responsável por transmitir o Zika Vírus, Chikungunya, Dengue e até a Febre Amarela

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Aedes aegypti é o nome científico de um mosquito ou pernilongo que transmite a dengue, febre amarela urbana, além da zika e da chikungunya, doenças chamadas de arboviroses. Possui uma característica que o diferencia dos demais mosquitos, que é a presença de listras brancas no tronco, cabeça e pernas. O Aedes aegypti não é um mosquito nativo. Originário da África, já foi eliminado do Brasil na história do controle da dengue em 1955, retornando em 1976 por falhas de cobertura de ações do controle. Provavelmente teve sua reintrodução por meio de fronteiras e portos e alcança altas infestações em domicílios localizados em regiões com altas temperaturas e umidades, principalmente na época chuvosa e quente (verão). A dificuldade do controle do mosquito no Brasil é a não uniformidade do cumprimento das diretrizes do programa de controle do Minstério da Saúde. Por isso, a participação social é fundamental. É necessário que cada um faça sua parte, eliminando todos os possíveis focos de proliferação do mosquito.

Quais são as pessoas mais suscetíveis às doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti? A susceptibilidade aos arbovirus é universal. No entanto, fatores de risco individuais, tais como idade, etnia, presença de outra doenças na pessoa e infecção secundária podem determinar a gravidade da doença. Crianças mais novas, particularmente, podem ser menos capazes que adultos de combater os vírus e, consequentemente, têm maior risco e choque por dengue, principalmente.

VIDA LONGA Os maiores casos e epidemias das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti ocorrem no período das chuvas, de outubro a março, em razão das condições ambientais estarem mais propícias ao desenvolvimento dos ovos. No entanto, é importante manter higiene e ter cuidado com todos os locais que podem acumular água parada em qualquer época do ano, pois os ovos são resistentes a dessecação e podem sobreviver no meio ambiente 450 dias, bastando pouca quantidade de água como uma pequena poça para que haja a eclosão das larvas. Essa é a forma de prevenção mais efetiva e depende, principalmente, da população.


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Combate ao Aedes exige união dos vizinhos Basta uma casa descuidada em uma quadra para comprometer todo o trabalho de eliminação dos criadouros realizado pelos demais

Marcos Porto

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uando se trata de Aedes Aegyti o perigo pode estar dentro de casa ou morar ao lado. No combate a este mal, todos precisam estar envolvidos, como alerta a campanha do Ministério da Saúde. Numa quadra residencial, por exemplo, basta uma casa descuidada, com recipientes com água parada servindo de criadouro para reprodução do mosquito, para que todos os moradores corram o risco de serem vítimas de doenças como dengue, Zika e chikungunya. As sextas–feira têm sido escolhidas como Dia Nacional de Combate ao mosquito. Em todo o país, o Governo Federal, em parceria com os estados e os municípios, realiza uma série de ações para conscientizar sobre importância de eliminar os focos, especialmente no verão, período mais favorável à proliferação do Aedes. A atenção para possíveis criadouros também vale para quem mora em apartamento, pois qualquer recipiente que acumule água pode se transformar em um local propício para a fêmea depositar seus ovos. O mosquito leva de 5 a 10 dias para chegar na forma adulta.

Os mosquitos fêmea sugam sangue para produzir ovos. Se o mosquito Aedes Aegypti estiver infectado, poderá transmitir o vírus da Dengue, Chikungunya, Zika e também a febre amarela para outras pessoas. Em geral, mosquitos sugam uma só pessoa a cada lote de ovos que produzem. O mosquito tem uma peculiaridade que se chama “discordância gonotrófica”, que significa que é capaz de picar mais de uma pessoa para um mesmo lote de ovos que produz. Há relato de que um só mosquito infectivo transmitiu vírus para cinco pessoas de uma mesma família, no mesmo dia.

SAIBA MAIS O ciclo do Aedes O ciclo de reprodução do mosquito, desde o ovo à forma adulta, leva em torno de 5 a 10 dias.

O mosquito se reproduz apenas em água limpa? Isso é um mito! Nos últimos 20 anos vem ocorrendo um processo de adaptação biológica no vetor. Hoje, com os altos índices de infestação, a probabilidade da adaptação é alta. Atualmente já encontramos Aedes em fossas, cisternas, boca de lobo, ou seja, depósitos que antes não eram explorados pelo mosquito vêm sendo utilizado para postura dos ovos. É possível encontrar o Aedes Aegypti na água suja sim.

Quantas pessoas o Aedes pode infectar?

Em média, cada Aedes Aegypti vive em torno de 30 dias e a fêmea chega a colocar entre 150 e 200 ovos. Eles podem durar até 450 dias e eclodem em contato com a água, gerando larvas. Na fase seguinte, ela se transforma em pupa e logo em seguida o mosquito chega na fase adulta e pode transmitir as doenças se picar uma pessoa que tenha sido infectada.

Somente a fêmea pica as pessoas? A fêmea precisa de sangue para a produção de ovos. Tanto o macho quanto a fêmea se alimentam de substâncias que contêm açúcar (néctar, seiva, entre outros), mas como o macho não produz ovos, não necessita de sangue. Embora possam ocasionalmente se alimentar com sangue antes da cópula, as fêmeas intensificam a voracidade pela hematofagia após a fecundação, quando precisam ingerir sangue para realizar o desenvolvimento completo dos ovos e maturação nos ovários. Normalmente, três dias após a ingestão de sangue as fêmeas já estão aptas para a postura, passando então a procurar local para desovar. Elas escolhem, preferencialmente, bordar de qualquer tipo de recipiente que contenha água, independente de ser água suja ou limpa. É por isso que é necessário eliminar possíveis criadouros. No caso de vasilhas de água para animais de estimação, é necessário lavar para remover eventuais ovos nas bordas.


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Saiba como deixar sua residência livre do Aedes Todos os tipos de recipientes que acumulem água devem ser eliminados e potes de água de cães e gatos devem ser limpos a cada 7 dias

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fêmea do Aedes aegypti coloca grande quantidade de ovos em locais onde há água parada. Veja quais são os pontos de risco em sua casa no infográfico ao lado. Não há como evitar os vírus sem eliminar todas as possibilidades de o mosquito se reproduzir. Qualquer tipo de vasilha que acumule água, como uma simples tampa de garrafa, é o suficiente para a fêmea depositar seus ovos, que resistem por meses. Na primeira chuva, por exemplo, as larvas podem se desenvolver. Todos os tipos de recipientes que acumulam água devem ser removidos. Os que não podem, como tanques e vasilhas de água de cães e gatos, devem ser limpos uma vez por semana. Água sanitária pode ser usada para remover os possíveis ovos durante a escovação. E não basta você limpar o seu pátio e tomar todos os cuidados. É preciso alertar vizinhos e dar uma olhada em terrenos baldios próximos da sua casa e tentar localizar o proprietário. Caso isso não seja possível, telefone para a Secretaria Municipal da Saúde para realizar uma denúncia.

O Aedes Aegypti

A reprodução

O Mosquito Aedes aegypti mede menos de um centímetro, tem aparência inofensiva, cor café ou preta e listras brancas no corpo e nas pernas. Costuma picar nas primeiras horas da manhã e nas últimas da tarde, evitando o sol forte, mas, mesmo nas horas quentes, ele pode atacar à sombra, dentro ou fora de casa. O indivíduo não percebe a picada, pois no momento não dói e nem coça.

Para poder depositar seus ovos férteis, a fêmea precisa de sangue. Ela pode depositar até 450 ovos durante o seu ciclo de vida, que dura em média 30 dias. Se ela estiver com o vírus da dengue, chikungunya ou Zika pode contaminar até 300 pessoas neste período. O mosquito percorre um raio de até 100 metros durante o seu ciclo de vida.

INSETICIDAS E REPELENTES

Marcos Porto

Os repelentes e inseticidas podem ser adotados na prevenção a doenças transmitidas pelo mosquito da dengue, desde que sejam registrados na Anvisa e os cuidados e precauções descritas nos rótulos dos produtos obedecidas. Aplicados diretamente na pele, os repelentes de uso tópico pode ser usados em gestantes e crianças maiores de dois anos. Os inseticidas, usados para matar mosquitos adultos (spray ou aerossol), e repelentes ambientais, usados para

afastar os mosquitos (encontrados na forma de espirais, líquidos e pastilhas utilizadas, por exemplo, em aparelhos elétricos), também podem ser adotados no combate ao mosquito da dengue, desde que registrados na Anvisa e sejam obedecidos todos os cuidados e precauções descritas nos rótulos dos produtos. Os inseticidas “naturais” à base de citronela, andiroba e óleo de cravo, entre outros, não possuem comprovação de eficácia nem a aprovação pela Anvisa.


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Dengue é uma doença infecciosa aguda Existe no mundo Dengue que pode ser classificada como: Dengue, Dengue com sinais de alarme e Dengue Grave

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dengue é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti. No Brasil, foi identificada pela primeira vez em 1986. A doença possui quatro sorotipos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. No Brasil, já foram encontrados todos. A transmissão nos mosquitos ocorre quando ele suga o sangue de uma pessoa já infectada com o vírus da dengue. Após um período de incubação, que inicia logo depois do contato do Aedes Aegypti com o vírus e dura entre 8 e 12 dias, o mosquito está apto a transmitir a doença. Nos seres humanos, o período de incubação varia de 3 a 15 dias, em média, de 5 a 6 dias. Só após esta etapa, é que os sintomas da dengue podem ser percebidos. A infecção por dengue pode ser assintomática, leve ou causar doença grave, levando à morte. Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a

Dengue

Perda do apetite

Manchas vermelhas e erupções na pele, no tórax e membros superiores

Febre com início súbito

febre alta (39° a 40°C), de início abrupto, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele. Perda de peso, náuseas e vômitos são comuns. Na fase febril inicial da doença pode ser difícil diferenciá-la. Ela provoca sangramentos na boca, gengivas e nariz, dificuldade de respiração, fortes dores abdominais, confusão mental, boca seca e sede constante. Não hesite em procurar tratamento especializado quando sentir alguns desses sintomas. Não existe tratamento específico para dengue. O tratamento é feito para aliviar os sintomas. Quando aparecer os sintomas (febre, dor no corpo, dor na cabeça e dor nas articulações) é importante procurar um serviço de saúde mais próximo, fazer repouso e ingerir

Os sintomas da dengue grave são os mesmos da dengue. A diferença ocorre quando há remissão da febre e começam a surgir os sinais de alerta:

bastante líquido. Importante não tomar medicamentos por conta própria. Existe vacina apenas na rede privada e só pode tomar a vacina quem já teve Dengue. A única forma de prevenção é acabar com o mosquito eliminando os possíveis criadouros. Roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia, quando os mosquitos são mais ativos, proporcionam alguma proteção às picadas e podem ser adotadas principalmente durante surtos. Repelentes e inseticidas também podem ser usados, seguindo as instruções do rótulo. Mosquiteiros proporcionam boa proteção pra aqueles que dormem durante.

Dengue grave


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Chikungunya causa dores intensas nas articulações Sintomas são parecidos com os da dengue e provocam dores intensas nas articulações dos pés e mãos, além de dedos, tornozelos, pulsos, joelhos, cotovelos e quadril

Divulgação

que as pessoas reforcem as medidas de eliminação dos criadouros de mosquitos nas suas casas e na vizinhança. Quando há notificação de caso suspeito, a Secretarias Municipal de Saúde deve adotar ações de eliminação de focos do mosquito nas áreas próximas à residência e ao local de atendimento dos pacientes.

O vírus pode afetar pessoas de

qualquer idade ou sexo, mas os sinais e sintomas tendem a ser mais intensos em crianças e idosos.

Saiba quais são os sintomas

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Febre Chikungunya é uma doença transmitida pelos mosquitos Aedes Aegypti e Aedes Albopictus. No Brasil, a circulação do vírus foi identificada pela primeira vez em 2014. Chikungunya significa “aqueles que se dobram” em swahili, um dos idiomas da Tanzânia. Refere-se à aparência curvada dos pacientes que foram atendidos na primeira epidemia documentada, na Tanzânia, localizada no leste da África, entre 1952 e 1953. Os principais sintomas são febre alta de início rápido, dores intensas nas articulações. Pode ocorrer ainda dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. Não é possível ter chikungunya mais de uma vez. Depois de infectada, a pessoa fica imune pelo resto da vida. Após a picada do mosquito, os sintomas aparecem de dois a dez dias, podendo chegar a 12 dias. Esse é o chamado período de incubação. Na comparação com a Dengue, a intensidade das dores nas articulações é bem maior. Em se tratando de Chikungunya,

a dor articular, presente em 70% a 100% dos casos, é intensa e afeta principalmente pés e mãos (geralmente tornozelos e pulsos). Há casos em que as dores, apesar de a pessoa ter se curado, permanecem por meses e até anos. O Ministério da Saúde definiu que devem ser consideradas como casos suspeitos todas as pessoas que apresentarem febre de início súbito maior de 38,5ºC e artralgia (dor articular) ou artrite intensa com início agudo e que tenham histórico recente de viagem às áreas nas quais o vírus circula de forma contínua. O vírus pode afetar pessoas de qualquer idade ou sexo, mas os sinais e sintomas tendem a ser mais intensos em crianças e idosos. Além disso, pessoas com doenças crônicas têm mais chance de desenvolver formas graves da doença. Até o momento não existe um tratamento específico para Chikungunya, como no caso da dengue. Os sintomas são tratados com medicação para a febre e as dores articulares. Assim como a dengue, é fundamental

O período de incubação da febre chikungunya varia de dois a 12 dias, o chamado período de incubação. Cerca de 30% das pessoas infectadas com CHIKV não apresentarão sintomas. Nas que apresenta, o quadro clínico é muito semelhante ao da dengue e os sintomas de febre chikungunya são:  Febre alta de início rápido  Dor nas articulações  Dor nas costas  Dor de cabeça

Outros sintomas incluem  Erupções cutâneas  Fadiga  Náuseas  Vômitos  Mialgias Os sintomas comuns de chikungunya são graves e muitas vezes debilitantes, sendo as mãos e pés mais afetados. No entanto, pernas e costas inferiores frequentemente podem estar envolvidas. Nas crianças e idosos os sintomas são mais intensos. No tratamento, é recomendado repouso absoluto ao paciente, que deve beber líquidos em abundância.

Diagnóstico O diagnóstico deverá ser feito por meio de análise clínica e exame de sangue. A partir da amostra de sangue, os médicos buscam a presença de anticorpos específicos para combater o CHIKV no sangue. Isso indicará que o vírus está circulando pelo corpo e que o organismo está tentando combatê-lo.


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Zika pode causar duas doenças graves Ela pode provocar a microcefalia e por isso as grávidas devem tomar um cuidado especial. Vírus ainda pode provocar a síndrome Guillain-Barré

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Zika é um vírus transmitido pelo Aedes Aegypti e identificado pela primeira vez no Brasil em abril de 2015. O vírus Zika recebeu a mesma denominação do local de origem de sua identificação em 1947, após detecção em macacos sentinelas para monitoramento da febre amarela, na floresta Zika, em Uganda. Cerca de 80% das pessoas infectadas pelo vírus Zika não desenvolvem manifestações clínicas. Apesar de normalmente o Zika ser mais brando que a dengue, em algumas pessoas podem surgir complicações como microcefalia nos bebês de mulheres infectadas durante a gravidez e síndrome de Guillain-Barré, por exemplo. (Veja tabela ao lado). Os principais sintomas são dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações,

Divulgação

Em algumas pessoas podem surgir complicações como microcefalia nos bebês de mulheres infectadas durante a gravidez

manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos. No geral, a evolução da doença é benigna e os sintomas desaparecem espontaneamente após 3 a 7 dias. Formas graves e atípicas são raras, mas quando ocorrem podem, excepcionalmente, evoluir para óbito, como identificado no mês de novembro de 2015, pela primeira vez na história. Observe o aparecimento de sinais e sintomas de infecção por vírus Zika e busque um serviço de saúde para atendimento, caso necessário. O principal modo de transmissão descrito do vírus é pela picada do Aedes Aegypti. Outras possíveis formas de transmissão do vírus Zika precisam ser avaliadas com mais profundidade, com base em estudos científicos. Não

há evidências de transmissão do vírus Zika por meio do leite materno, assim como por urina e saliva. Conforme estudos aplicados na Polinésia Francesa, não foi identificada a replicação do vírus em amostras do leite. Há evidência de que o vírus pode ser sexualmente transmissível. Não existe tratamento específico para a infecção. Também não há vacina contra o vírus. O tratamento recomendado para os casos sintomáticos é baseado no uso de analgésico e antitérmico para o controle da febre e manejo da dor. No caso de erupções pruriginosas, os anti-histamínicos podem ser considerados. Não se recomenda o uso de ácido acetilsalicílico (AAS) e outros anti-inflamatórios, em função do risco aumentado de complicações hemorrágicas.

Saiba quais são os sintomas  Febre baixa.  Olhos vermelhos.  Manchas vermelhas com coceira.  Dores no corpo.

Gestantes devem redobrar cuidados

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 As mulheres grávidas devem redobrar a atenção para evitar o contato com o mosquito Aedes Aegypti. Especialistas pouco sabem até o momento sobre como a infecção chega ao feto durante a gestação. O cuidado maior deve ser entre 3 e 4 meses de gestação, período durante o qual o cérebro está em fase final de desenvolvimento. Porém, deve-se cuidar durante toda a gestação. É necessário eliminar locais que podem favorecer o desenvolvimento de mosquitos, usar roupas longas, repelentes, mosquiteiros e telas em janelas para evitar o mosquito.  Os bebês afetados pela microcefalia

nascem com perímetro cefálico menor que o normal. A microcefalia é normalmente detectada pelo médico logo após o nascimento. Os pais são orientados a realizar terapias para melhorar as habilidades da criança, que podem ser prejudicadas – como fisioterapia, fonoaudiologia ou uma terapia ocupacional.  São observados problemas como retardo mental, atraso nas funções motoras e de fala, distorções faciais, nanismo ou baixa estatura, hiperatividade, epilepsia, dificuldades de coordenação e equilíbrio e alterações neurológicas, mas algumas crianças com microcefalia podem, inclusive, ter desenvolvimento e inteligência normais.

Síndrome de Guilain-Barré

A síndrome de Guillain-Barré é uma inflamação grave nos nervos do paciente.

 Além de causar microcefalia, já está registrado na literatura médica que o Zika também pode desencadear a síndrome de Guillain-Barré, que é uma reação autoimune do organismo, geralmente relacionada a infecção por alguns vírus ou bactéria. O sistema imunológico do corpo passa a atacar parte do próprio sistema nervoso por engano. Isso leva à inflamação dos nervos, que provoca fraqueza muscular.


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Estrutura do município de Itajaí para o combate a dengue Marcos Porto

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programa de controle a dengue do muncípio possui uma das maiores estruturas do estado de Santa Catarina. Ao todo são 98 agentes de endemias desenvolvendo diversas ações de combate a dengue. Também conta com uma frota de veículos: 09 motocicletas, 02 van, 07 veículos passeio e 02 utilitários. Dentre os equipamentos para controle do mosquito são 06 pulverizadores costais (fumacê). Itajaí é a primeira cidade de Santa Catarina a implantar o uso dos tablets pelos agentes de combate as endemias. O município de Itajaí é uma referência sempre é escolhido para implantação de estudos e novos sistemas. Este ano, a cidade foi escolhida pela FIOCRUZ para realizar levantamento da resistência do uso dos inseticidas e implantar o projeto do Instituto Federal Catarinense com intuito de relacionar índice de focos com os dados meteorológicos.

Marcos Porto

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Município de Itajaí reforça o combate ao mosquito transmissor da dengue com um mutirões de limpeza nos bairros. A força-tarefa é composta pelas secretarias Municipal de Obras e Saúde, por meio da Gerência de Controle de Zoonoses. A ação tem como objetivo eliminar os focos do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus. As ações são intensificadas com a vistoria dos agentes de endemias e a aplicação de inseticida durante o período noturno. Itajaí registrou neste início de 2021, um aumento exponencial de casos de dengue, conforme divulgado no boletim epidemiológico mensal.

Em casos de foco de dengue, o telefone é

3249.5573

Marcos Porto

Itajaí realiza multirões de limpeza e combate à dengue

Ação de limpeza e conscientização

A ação retira o lixo em Itajaí, orienta as comunidades na eliminação de possíveis focos do mosquito transmissor e também alerta para a destinação correta de eliminação dejetos.

Para denunciar

O Município de Itajaí orienta aos moradores para eliminarem os depósitos que podem acumular água de forma correta e receber o agente de endemias para orientação. O cidadão pode auxiliar com denúncias de focos de dengue e despejo de lixo irregular. O lixo jogado em terrenos é considerado crime e poder ser denunciado à Guarda Ambiental Municipal no telefone 153.


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Aprenda a diferenciar em quais ambientes o mosquito se prolifera

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Marcos Porto

Marcos Porto

Marcos Porto

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população de Itajaí está em alerta contra a dengue. Por isso, sempre que vê água parada faz questão de denunciar. Mas, o que a população não sabe, é que nem toda água parada é foco do mosquito da dengue. Para se reproduzir, o mosquito Aedes Aegypti utiliza água limpa, parada e de preferência na sombra. Não são foco do mosquito água suja, poças de água em terrenos baldios, poças nas ruas, piscinas com água verde, valas e água que fica muito exposta ao sol. “Recebemos muitas reclamações de piscinas cheias de água verde, abandonada. O mosquito não se reproduz nelas, e até hoje não encontramos nenhum foco em piscinas”, esclarece o Coordenador do programa de Combate à Dengue, Lucio Vieira. “As piscinas onde o mosquito pode se reproduzir são aquelas de plástico, por exemplo, onde os moradores esvaziaram, mas deixaram a piscina no terreno, então quando chove acumula água limpa e o mosquito põe seus ovos lá”, explica.


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Jornal Especial de Combate a Dengue em Itajaí - Maio de 2021  

Jornal Especial de Combate a Dengue em Itajaí - Maio de 2021

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Jornal Especial de Combate a Dengue em Itajaí - Maio de 2021

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