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Economia Negócios REVISTAPORTUÁRIA

Edição Janeiro/2021 / Ano XXIII

R$ 50,00

Portuários:

Foto: Arquivo SPI

Do trabalho braçal à profissionalização

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• Edição JANEIRO/2021 • Economia&Negócios


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EDITORIAL

ISSN - 1981 - 6170

ANO 23  EDIÇÃO JANEIRO/2021 Editora Bittencourt Rua Anita Garibaldi, 425 | Centro | Itajaí Santa Catarina | CEP 88303-020 Fone: 47 3344.8600 Direção: Carlos Bittencourt carlos@bteditora.com.br | 47 9 8405.8777 Presidente do Conselho Editorial: Antonio Ayres dos Santos Júnior Diagramação: Solange Maria Pereira Alves (0005254/SC) solange@bteditora.com.br Capa: Foto: Arquivo SPI Colaboraram nesta edição: José Roberto Sevieri, Nicolas Marchon e Luiz Vicente Suzin Contato Comercial: Sônia Anversa - 47 9 8405.9681 carlos@bteditora.com.br Para assinar: Valor anual: R$ 600,00 A Revista Portuária não se responsabiliza por conceitos emitidos nos artigos assinados, que são de inteira responsabilidade de seus autores. www.revistaportuaria.com.br twitter: @rportuaria

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O que esperar da economia em 2021?

Q

uem se interessa por história sabe que, de tempos em tempos, alguns eventos ocorrem para mostrar à humanidade que nem tudo pode ser controlado. Em 2020, isso aconteceu mais uma vez: a pandemia do novo coronavírus atingiu sistemas de saúde do mundo inteiro e levou à morte de milhões de pessoas. Na tentativa de conter a disseminação da doença, vários governos impuseram medidas de bloqueio e restrições de circulação, o que levou à uma crise econômica sem precedentes. Mas, e agora, como deve ficar a economia global com a suspensão gradual das restrições ao redor do mundo? É difícil prever como esse caminho de retomada do crescimento vai se desenhar em 2021, mas a expectativa é que a economia global continue a crescer fortemente e recupere o tempo perdido. Muitos governos deverão manter suas medidas de apoio, auxiliando tanto consumidores quanto empresas, e que mesmo com uma segunda onda da Covid-19 em alguns países, é pouco provável que as medidas de restrição de circulação voltem ao nível registrado no início do ano. As campanhas de vacinação em massa nesse início de 2021 também devem contribuir para a recuperação dos setores mais afetados durante a crise. Embora a vacina não resolva o problema de forma mágica, tudo indica que ela tenha o poder de recuperar a confiança dos investidores e colaborar para o reaquecimento das atividades econômicas, à medida que as pessoas se sintam mais seguras para sair de casa. Independentemente do que aconteça, quando as economias se recuperarem, elas terão novas características, com alguns setores e empresas ganhando e outros perdendo. O ritmo de retomada também será diferente em cada região, mas de forma geral, a tendência é que economias fortes, como a China e os EUA, voltem mais rapidamente aos patamares do começo de 2020 ou fim de 2019. As respostas de vários governos ao coronavírus levou a déficits crescentes e grandes dívidas, que podem impulsionar a inflação no longo prazo. Ainda assim, a expectativa é que a inflação não chegue a ficar fora de controle, devido às forças deflacionárias seculares, ao avanço tecnológico e ao envelhecimento da população. Mercados como a Índia e a América Latina seguirão um padrão de crescimento semelhante ao do mundo desenvolvido: uma contração acentuada durante os dois primeiros trimestres e uma recuperação forte durante o terceiro, consistente com a flexibilização da quarentena. Apesar de os governos desses países terem agido prontamente para conter a desaceleração econômica, as medidas de estímulo foram mais modestas em comparação com os países desenvolvidos. A expectativa é que as economias emergentes continuem se recuperando, e eventualmente voltem aos patamares pré-pandemia, também. A previsão é que os bancos centrais continuem dando suporte às suas economias, flexibilizando políticas inflacionárias e criando condições financeiras favoráveis à recuperação econômica. Em relação às políticas de crédito, a expectativa é que os mercados de alto rendimento continuem a ter um bom desempenho, com os bancos centrais fazendo intervenções para estimular o mercado caso ocorra uma nova crise.

TRANSPORTE DE CARGAS FRACIONADAS E LOTAÇÕES 30anos anostransportando transportandocom comagilidade agilidadee rapidez e rapidez 32

BRUSQUE/SC (47) 3351-5111 4

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ITAJAÍ/SC (47) 3348-3292

SÃO JOÃO BATISTA/SC (48) 3265-1311

FLORIANÓPOLIS/SC (48) 3258-5330

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CURITIBA/PR (41) 3348-7000


Foto: Ronaldo Silva Jr/Arquivo SPI

Sumário

6. CAPA. Portuários: Do trabalho braçal

à profissionalização

10. ACII: gestão voltada para o futuro, com foco no Comércio Exterior 12. Opinião: Por: José Roberto Sevieri Vacina abrirá as portas dos eventos? 13. Opinião: Por Nicolas Marchon O que esperar do Marketing em 2021 14. Opinião: Por: Luiz Vicente Suzin A contribuição das cooperativas em 2021

15. Observatório FIESC traz projeções positivas para a indústria catarinense em 2021 18. No Ministério da Infraestrutura, FIESC mostra viabilidade de ferrovias em SC 20. Santa Catarina terá 117 feiras e eventos agropecuários no ano 22. Santa Catarina tem saldo de mais de 115 mil empresas abertas em 2020

25. Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes ultrapassa marca de 1,4 milhão de TEUs movimentados em 2020 28. Porto de Imbituba alcança recordes históricos de movimentação de cargas em 2020 30. Porto Itapoá registra recordes sucessivos na movimentação de crossdocking 33. Agronegócio responde por 70% das exportações catarinenses em 2020 Economia&Negócios • Edição JANEIRO/2021 • 5


DIA DO PORTUÁRIO

Capacitação é palavra de ordem

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trabalho portuário vai muito além da estiva. Com a modernização dos portos a atividade vai muito além do braçal e exige profissionalização. Isso garante que o Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes seja reconhecido nacional e internacionalmente pela excelência dos serviços oferecidos ao mercado Foi-se o tempo em que ser trabalhador portuário era viver à margem da sociedade, marginalizado, estigmatizado. O crescimento da atividade na região e a constante necessidade de capacitação profissional [exigida pela globalização] mudaram o perfil do trabalhador, que desde as últimas duas décadas do século passado vem passando por grande metamorfose. E hoje o trabalho portuário não está mais restrito apenas aos trabalhadores ligados aos sindicatos das seis categorias que atuam diretamente no costado do navio. Vai muito além disso. “Com o passar dos anos a atividade exercida pelo Trabalhador Portuário Avulso (TPA) tornou-se muito cobiçada, principalmente pelo seu alto poder de ganho, considerando que eram trabalhadores, em sua maioria, com baixa escolaridade”, diz o diretor executivo do Órgão Gestor de Mão de Obra de Itajaí (Ogmo), Jhon Willian da Rocha. Segundo o executivo, “ao contrário ao que muitos imaginam, a falta de escolaridade desses trabalhadores não os tornou menos capacitados. Os pesados investimentos dos órgãos gestores de mão de obra em treinamento e capacitação ao longo dos anos levou esses trabalhadores aos mais altos níveis especialização.” Márcio Guapiano, presidente do Sindicato dos Conferentes de Carga e Descarga de Itajaí e Florianópolis, vai mais longe. “Antigamente a imagem do trabalhador portuário era associada ao alcoolismo, prostituição, uso de drogas. Hoje a realidade é outra. Praticamente todos têm família, a grande maioria está ligada a uma religião [seja o catolicismo, sejam as igrejas neopentecostais] e mais de 50%, inclusive, têm formação universitária”. Ernando João Alves Júnior, presidente da Intersindical dos Trabalhadores Portuários de Itajaí e Região, diz que atualmente não existe mais a figura do estivador ou trabalhador do cais, mas a comunidade portuária. “O setor hoje engloba não apenas os trabalhadores ligados ao Ogmo, mas todos o que atuam na atividade, independentemente de estarem ligados aos portos públicos ou privados.” O Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes conta hoje com mais de 2 mil trabalhadores vinculados diretamente a atividade. São 505 trabalhadores cadastrados no Ogmo [que atuam nas modalidades de avulso ou vinculado aos terminais] distribuídos em seis categorias sindicais: estivadores, conferentes, arrumadores, consertadores, vigias e associação de bloco. A Portonave gera cerca de mil postos de trabalho diretos, a APM Terminals Itajaí tem 426 trabalhadores e Superintendência do Porto de Itajaí conta com mais cerca de 200 servidores entre quadros administrativo e guarda portuária. No entanto, as cadeias portuária, logística e de comércio exterior geram mais de 20 mil vagas de trabalho direto e indireto na região.

Papel determinante no desenvolvimentos do setor

Na última quinta-feira (28) foi comemorado o aniversário de 208 anos da “Abertura dos Portos Brasileiros às Nações Amigas” e, concomitantemente, o “Dia

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Foto: Arquivo SPI

"O trabalhador portuário, antes mesmo desta longínqua data, foi de extrema importância à nação brasileira". Fábio da Veiga, superintendente do Porto de Itajaí


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DIA DO PORTUÁRIO "Sem o trabalho do trabalhador portuário, não se teria o subsídio suficiente para se buscar essa chamada modernização”. Eclésio Silva, presidente do Sindasc

“Estes profissionais, em conjunto com tantos outros trabalhadores, representam a força do setor portuário do município e demonstram a grandeza que está relacionada à vocação da nossa cidade”. Volnei Morastoni, prefeito de Itajaí Nacional dos Portuários”. Conforme rege a história, o Decreto de Abertura dos Portos, promulgado em 1808 pelo então príncipe-regente de Portugal, Dom João VI, propiciou o fim do monopólio colonial, com a descontinuidade do “Pacto Colonial” que até então só permitia o comércio entre a colônia [Brasil] e sua metrópole [Portugal]. No entanto, o trabalho portuário é anterior a tudo isso. “O histórico de porto no Brasil é bastante antigo, mas vamos citar apenas a partir de 1.808, onde Dom João VI abriu os nossos Portos as nações amigas. Ao falarmos de Porto, onde se juntam águas, de rios ou mesmo em mar aberto tipo off-shore, infraestrutura de cais, armazéns, equipamentos os mais diversos, logística, ente outras atividades correlatas, não podemos e não devemos deixar de mencionar o trabalhador portuário”, diz o presidente do Sindicato das Agências de Navegação Marítima de Santa Catarina (Sindasc), Eclésio Silva. O superintendente do Porto de Itajaí, Fábio da Veiga, reforça que o trabalhador portuário, antes mesmo desta longínqua data, foi de extrema importância à nação brasileira. “O trabalho iniciou quando os portugueses chegaram para nos colonizar. Naquele momento trabalhadores já carregavam e descarregavam embarcações portuguesas. É sem dúvida uma atividade penosa, mas em Itajaí o portuário exerce um importante papel, com um trabalho de alta qualidade e produtividade”, diz Veiga. Para o prefeito Volnei Morastoni, os trabalhadores portuários fazem parte diretamente do desenvolvimento e da recuperação do Porto de Itajaí nos últimos anos. “Estes profissionais, em conjunto com tantos outros trabalhadores, representam a força do setor portuário do município e demonstram a grandeza que está relacionada à vocação da nossa cidade”, destaca o prefeito. “Por mais moderno que se torne um porto, com equipamentos sofisticados, onde se possa eventualmente reduzir os efetivos, sempre será necessário a ação humana de um trabalhador portuário. Para chegarmos no estágio de modernidade que tem um porto hoje, foi necessário a ação de milhares de trabalhadores portuários, que com o seu trabalho diário, seu esforço, sua luta, seu conhecimento

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empírico a beira do cais, proporcionaram as condições de desenvolvimento de sofisticados equipamentos e sistemas, que levaram a essa modernização”, acrescenta Eclésio Silva. “Portanto, sem o trabalho do trabalhador portuário, não se teria o subsídio suficiente para se buscar essa chamada modernização”, completa. Aristides Russi Júnior, superintendente da APM Terminals Itajaí, diz que a atividade portuária se mostra cada dia mais essencial para a economia e para vida de todos. “E é pelas mãos e pela dedicação dos trabalhadores que tudo isso acontece. Através deles nos conectamos com o mundo”, diz Russi. Osmari de Castilho Rias, superintendente da Portonave – Terminais Portuários Navegantes, destaca que os trabalhadores portuários dominam perfeitamente os fundamentos da operação e conseguem associar agilidade e inovação à pratica da atividade. “Isso nos faz ver segurança, movimentação e segurança crescerem. O comprometimento desses trabalhadores tem sido fundamental para as transformações que o segmento portuário vem experimentando e esses profissionais são essenciais para o crescimento sustentável de toda a cadeia logística”, garante Castilho.

Treinamento e capacitação

O fenômeno da globalização mudou a realidade dos portos brasileiros, que precisam competir em nível de igualdade com os grandes portos mundiais. E para isso, além dos pesados investimentos do poder público e iniciativa privada em modernização das infraestruturas terrestre e aquaviária, a capacitação do trabalhador é fundamental em todo esse processo. Exemplo disso são os cursos que o Ogmo, sindicatos e Marinha do Brasil têm proporcionado aos trabalhadores nas últimas décadas. Além destes treinamentos específicos, os terminais privados em sido grandes parceiros dos trabalhadores quando o assunto é treinamento e capacitação. A Portonave, por exemplo, subsidia em 50% todo curso técnico, profissionalizante e de inglês que seus colaboradores queiram fazer, além de beneficiar os servidores com bolsas para o ensino superior, na mesma proporção. Somente no ano passado a empresa investiu R$ 930 mil em bolsas de estudo e R$ 770 mil em treinamentos específicos. A APM Terminals Itajaí investiu mais de R$ 1,2 milhões em treinamento no ano passado e está aproveitando o conhecimento e inteligência interna para desenvolver seus colaboradores. Inclusive, mesmo durante a pandemia do Covid-19, a empresa realizou mais de 6 mil horas de treinamento de desenvolvimento obrigatórios e técnicos, além de uma série de treinamentos globais. O Terminal também mantém convênios de desconto em universidades. Já a Autoridade Portuária de Itajaí mantém um programa de bolsas para ensino superior para os servidores e filhos, além de realizar treinamentos específicos com frequência. 


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DIA DO PORTUÁRIO

ACII: gestão voltada para o futuro, com foco no Comércio Exterior

U

ma das áreas prioritárias para a Associação Empresarial de Itajaí (ACII) é o Comércio Exterior. Em 2020, mesmo com as dificuldades que o segmento encarou frente à pandemia do coronavírus, com uma gestão moderna e arrojada, a entidade focou em encarar o desafio de fortalecer o segmento e diversificar seus canais de comunicação com novos parceiros, manter-se ativa junto aos entes públicos reforçando a importância da modernização do Porto de Itajaí e suas vias de acesso. A ACII é responsável pela emissão do Certificado de Origem, que é um documento que acompanha o processo de exportação de empresas brasileiras garantindo a origem das mercadorias e que permite que os preços dos produtos brasileiros se tornem mais competitivos e comprova que o produto atende às normas fixadas nos Acordos Comerciais, dos quais o Brasil faz parte. Em 2020, foram emitidos 48.338 Certificados de Origem. A ACII também trabalha junto à Comissão Local de Facilitação de Comércio da Alfândega (COLFAC) do Porto de Itajaí, da qual a ACII participa representando os Exportadores e Importadores. O presidente da ACII, Mário Cesar dos Santos, e o coordenador do Núcleo de Comércio Exterior (Comex), Christian Neumann, representam a ACII e são membros permanentes, participando das reuniões apresentando constantemente as demandas do setor. Em 2020, a ACII recebeu o cônsul adjunto da Argentina em Santa Catarina, Lisandro Parra, em visita de negócios estreitando laços entre os dois países e as tradings da cidade para incrementar negócios, especialmente junto às províncias de Mendonza e Santa Fé, que tem como principais produtos exportadores frutas (pera, pêssego, azeitonas, maçã, alho), adegas e também com autopeças e componentes metalúrgicos, cabos, tubos e também com uma diversidade de produtos. A ACII também recebeu, em junho do no ano passado, uma homenagem pelo engajamento nas obras da Bacia de Evolução do complexo

Alfabile Santana

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portuário de Itajaí. O presidente da Associação Empresarial de Itajaí, Mário Cesar dos Santos, recebeu das mãos do prefeito, Volnei Morastoni, uma placa alusiva em comemoração pelo sucesso da conclusão das obras da Bacia de Evolução, dada pela direção do Porto de Itajaí, conferida à ACII. A ACII encampou a campanha pela realização da obra, junto com várias entidades representativas do município. A atual gestão da ACII também buscou uma aproximação maior junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) realizando o encaminhamento semanal do agendamento das vistorias que o órgão faz junto aos terminais retroportuários e recintos alfandegados do complexo portuário de Itajaí. Em 2021, iniciou o processo de aproximação com a APM Terminals de Itajaí, a fim de trabalhar as demandas existentes na prestação de serviços, para os segmentos de exportação e importação via Porto de Itajaí, além de colaborar com propostas de interesse do município, na melhoria dos espaços do entorno do Porto. Estas, entre outras ações, se destacam no sentido de garantir à ACII seu destaque pela atuação no segmento do Comércio Exterior. 


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O pinião Opinião Vacina abrirá as portas dos eventos?

Por: José Roberto Sevieri, promotor de feiras, administrador de empresas, CEO da Proma Feiras e VicePresidente da ADVB – Associação Brasileira dos Dirigentes de Vendas do Brasil

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Não se sabe de forma assertiva, mas abre a esperança de dias melhores. Com o inicio da vacinação, é possível sentirmos a melhora do quadro atual. Após três meses, ou seja, a partir de maio de 2021, certamente o impacto sobre a sociedade estará menor, com menos pessoas contaminadas, em tratamento e óbitos por Covid-19. Deverá ganhar corpo a perspectiva de que a vitória da tecnologia sobre a doença estará cada vez mais próxima. Os eventos estão autorizados a acontecerem em grande parte do território brasileiro. Mas falta confiança, por parte dos visitantes e expositores, em colocar os mesmos em pé, gerando nova onda de cancelamentos e adiamentos. Isso se dá mesmo com a coragem e a competência dos promotores e organizadores de eventos, que conseguiram fazer alguns certames com resultados ótimos de transmissão de conhecimento e de geração de negócios, sem noticias de transmissão da doença. Mas a vacinação fará toda a diferença para a confiança voltar. Trará de volta a visitação para as feiras, os congressistas para os eventos de auditório e certamente, mês a mês, os resultados serão melhores, até se atingir a normalidade a que estávamos acostumados. Tudo indica que algumas tecnologias inseridas neste mundo durante a pandemia devem continuar, como as lives, os webinars, os híbridos e as feiras on-line. Serão anexadas aos eventos presenciais, que terão ainda mais janelas de exposição para o público interessado, com mais audiência e certamente mais resultados para todos os participantes. O futuro próximo será excelente e virá, de forma crescente, a partir de maio de 2021. Ponham as baterias para recarregar, para chegarem a 100% de carga, pois teremos muito a realizar pela frente. Viva o setor de eventos! Viva o desenvolvimento! Viva a vida! 


O pinião Opinião O que esperar do Marketing em 2021

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Por Nicolas Marchon, é executivo sênior de marketing para a América Latina da Thermo Fisher Scientific. E-mail Nicolas.Marchon@ thermofisher.com

única certeza é a mudança: este poderia ser o slogan de 2020. O ano mais atípico da história recente expõe o paradoxo entre a dificuldade de se prever o amanhã com a necessidade de se estimar o impacto de tendências que abrangem o comportamento do consumidor, as marcas, o profissional de marketing e, claro, a tecnologia. O comportamento do consumidor passa por profunda transformação. Algumas aceleradas, outras geradas pela pandemia; algumas transitórias, outras mais longevas. Em meio à infodemia (excesso de informações sobre a Covid-19), ocorre também uma inundação de conteúdo que leva à saturação. Mais do que nunca, é preciso se diferenciar, entreter. Em paralelo, da abundância de fontes e notícias, incluindo as fakes, emerge da sociedade um movimento de busca pela transparência. Vivemos uma era onde todas as empresas do mundo competem entre si por um ativo cada vez mais valioso e escasso: a atenção. Por consequência, a relevância de influenciadores passa por aumento flagrante e a enorme maioria dos anunciantes já utilizou ou vai trabalhar com influenciadores em breve, indo ao encontro dos mais de 40% que já compraram alguma coisa por sugestão deles. O consumidor está cada vez mais apto a estabelecer toda sua jornada online: o tempo dedicado às redes sociais aumenta à medida que elas se tornam capazes de contemplar todo o ciclo desde a atração até a efetivação da venda. Em meio a esta conjuntura, no entanto, há crescente apreço pela humanização no atendimento. Marcas e conteúdos precisam se adaptar rapidamente à era Pós-propósito. Se recentemente meses vimos aflorar a necessidade de alinhamento de valores entre clientes e marcas, será preciso ir além: praticar e agir de acordo, o que requer coragem para assumir posicionamentos firmes que sustentem os valores defendidos. A associação entre postura das marcas e faturamento tende a ser cada vez mais concreta. Enquanto o consumidor passa, da atenção ao consumo, por reflexão do que é prioritário, é preciso responder com foco na real necessidade. Em 2021 significa dizer, por exemplo, que uma empresa de bebidas poderia alocar menos recursos na compra de mídia para atrair quem procura bebidas para criar um aplicativo de encontros, fomentando situações que remetam ao consumo. O ex VP de marketing da Ambev disse literalmente: deveríamos ter inventado o Tinder. E faz total sentido. A resposta à saturação de conteúdo em 2021 vai passar principalmente por duas estratégias. O UGC (User Generated Content) consiste em usar os bilhões

www.multiplaaa.com.br

potenciais produtores de conteúdo que as mídias sociais criaram. Além de transmitir mais confiança e ampliar as chances de viralização, estimula o engajamento. Já o branded content, tem como case de maior sucesso um exemplo autoexplicativo: o filme Lego. Conteúdo interessante, que não fala da marca, mas a expõe o tempo todo. O objetivo é oferecer entretenimento, tendo a marca como pano de fundo. Para acompanhar tal cenário, o profissional e as equipes de marketing precisam ser cada vez mais ágeis. Pequenas equipes multidisciplinares e autogerenciáveis, com mecanismos frequentes de interação com stakeholders e tarefas organizadas em sprints. A imprevisibilidade beneficia esta mentalidade e demanda planejamentos mais curtos e flexíveis. Duas em cada 3 pessoas devem usar mais tecnologias digitais em 2021 do que em 2020. E fica cada vez mais evidente que a tal transformação digital é essencialmente cultural, tendo o marketing como um dos protagonistas, especialmente no contexto do omnichanel. Não por acaso, em survey com o C-level, a lista de relevância de funções para o próximo ano é liderada por tecnologia/digital, seguida por vendas/marketing. Unindo este ecossistema, encontra-se o fator que impulsiona tais mudanças e já concentra ¼ do budget de marketing: tecnologia. Dentre as principais tendências, a combinação dados + inteligência artificial e o crescente uso de machine learning dificilmente ficará de fora da grande maioria das equipes de marketing, para prever comportamentos. Seguindo evolução das Realidades Virtual e Aumentada, todos os ambientes reais ou virtuais e todo tipo de interação entre humanos e máquinas facilitados pelo computador nos inserem na era da Realidade Estendida que chega com o objetivo de ampliar a conexão com os clientes. 2021 será um marco para este mercado que deve movimentar 30 bilhões de dólares ao longo dos próximos 10 anos. Por fim, o SEO vai passar por transformação para se adequar ao aumento do uso dos mecanismos de busca por voz. Será preciso acompanhar a transição para garantir que na “nova” maneira de pesquisar, o cliente encontre sua marca. Se a tecnologia é o condutor das mudanças impostas ou demandadas às marcas e equipes de marketing, o comportamento do cliente é que indica o caminho. Para atendê-lo, cada vez mais é preciso fazer marketing porque se fez algo que vale a pena, e não o contrário. E se há alguns anos vivemos sobre o mantra que “data is the new oil”, a atenção em 2021 é, sem dúvida, o veículo.

EXPORTAÇÃO • IMPORTAÇÃO Economia&Negócios • Edição JANEIRO/2021 • 13


O pinião Opinião A contribuição das cooperativas em 2021

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Por: Luiz Vicente Suzin, Presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC)

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advento das vacinas contra a covid-19 representa uma esperança, mas é indiscutível que as condições gerais que tornaram 2020 um ano difícil e singular – provavelmente um dos mais dramáticos da história da humanidade – persistirão em boa parte de 2021. A ciência, a medicina e a tecnologia continuarão instrumentos essenciais para o enfrentamento da pandemia e a eficiência na organização social será a chave para a superação. Dentre todas as formas de associativismo, o cooperativismo tem sido a experiência mais bem sucedida em termos de organização vitoriosa em atuação social ou econômica. As cooperativas terão, novamente, alto grau de protagonismo em 2021, articulando a força de trabalho, os insumos e a produção – como fizeram no ano passado. É notoriamente indispensável a contribuição das cooperativas para o normal funcionamento da sociedade. As cooperativas do ramo agropecuário, por exemplo, trabalharam incessantemente para abastecer o país com os alimentos essenciais – leite, carnes, grãos, cereais, frutas, hortigranjeiros etc. – atuando como fiadoras da segurança alimentar. Mitigaram, assim, o nível de incerteza e ansiedade provocada pela crise sanitária, evitando a escassez de alimentos e o consequente caos que se instalaria nas famílias e nas comunidades. Na mesma linha atuaram todos os ramos do cooperativismo. As cooperativas de trabalho médico mantiveram hospitais, ambulatórios, clínicas e centros de saúde especializados em plena atividade, atendendo milhares de pacientes e, assim, aliviando a pressão sobre o sistema público de saúde. As cooperativas de transporte garantiram a circulação das riquezas que o País produziu, a entrega de insumos, mercadorias e produtos para todos os setores da atividade humana, oxigenando o funcionamento da economia brasileira. As cooperativas de crédito ofertaram condições para que milhões de famílias e milhares de micro e pequenas empresas se mantivessem em funcionamento, preservando empregos e mantendo o dinamismo microeconômico. Da mesma forma, no cumprimento de seus objetivos estatutários, as sociedades cooperativas dos demais ramos (consumo, infraestrutura, trabalho, produção de bens e serviços) estabeleceram condições de viabilidade para que as engrenagens da sociedade – fundamentadas no trabalho e na produção – permanecessem viáveis e operantes. A experiência desse associativismo operativo – que assimilou os princípios do cooperativismo e os implementou na prática – é vivido por quase 3 milhões de catarinenses. Sua importância, sua capacidade de produzir resultados e de interferir na sociedade foram abundantemente comprovadas nos fatídicos meses da pandemia. Cooperação e empatia foram os conceitos mais evidentes em 2020 porque resguardar o maior capital de qualquer organização – o humano – nunca foi tão necessário. Por isso, reinventar alternativas seguras para manter as atividades econômicas e adotar novos hábitos de autocuidado conquistaram patamar de prioridade na vida profissional e pessoal. O cuidado individual se tornou zelo coletivo com a crise sanitária. Desde o início da crise sanitária no Brasil o posicionamento das cooperativas catarinenses foi claro pela preservação da vida dos catarinenses e pela continuidade das atividades econômicas com todas as medidas de segurança orientadas pelas organizações de saúde. O sistema cooperativista catarinense adotou medidas de extremo cuidado para preservar a riqueza humana. Essa conduta será reiterada em 2021.


Observatório FIESC traz projeções positivas para a indústria catarinense em 2021 O indicador que tem como base o relatório Focus, do Banco Central, projeta que a produção industrial deve apresentar alta de 4,78% este ano

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Observatório da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) apontou expectativas positivas para o mercado em 2021. O indicador que tem como base o relatório Focus, do Banco Central, projeta que a produção industrial deve apresentar alta de 4,78% este ano. Em 2020, a queda da produção industrial foi estimada em 4,94%, nível inferior ao apresentado no último relatório. No que se refere ao PIB nacional, as estimativas apontaram uma retração de 4,37% no último ano. Segundo o diretor de inovação e competitividade da Fiesc, José Eduardo Fiates, as expectativas do desempenho da indústria catarinense para este ano dependem naturalmente de fatores globais, nacionais, estaduais e locais. O indicador leva em conta, sobretudo, a estabilidade da pandemia. “Nós estamos trabalhando com a hipótese de que o cenário deve ser positivo, deve ser uma estabilidade do ponto de vista da pandemia principalmente e consequentemente dos indicadores econômicos macro mundiais, com uma taxa de crescimento e recuperação importante dos principais países e potências, uma estabilidade financeira e o controle da pandemia em níveis aceitáveis”, pontuou.  Para 2021 o PIB nacional também apresenta estimativa de aumento de 3,21%, bem como a revisão da taxa Selic passou para 3,25% este ano. Enquanto isso, a mediana das expectativas para a inflação demonstrou alta em relação à semana anterior, para 3,34% no ano. A porcentagem se mantém dentro da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional. Já para a taxa de câmbio, a mediana das expectativas de mercado estima o valor de R$/US$ 5,00 para o final do ano.

O presidente da fábrica Termotécnica e do Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Estado de Santa Catarina (Simpesc), Albano Schmidt, avaliou as perspectivas favoráveis de retomada para o segmento e possíveis empecilhos que o setor pode enfrentar. “Todo o segmento começou o ano bastante otimista, todas as nossas áreas, quer sejam dos descartáveis, dos bens duráveis de plástico, iniciaram 2021 com uma projeção de crescimento para este ano. Só que já nos primeiros 15 dias do mês de janeiro todos já começaram a sentir os impactos da escassez de várias matérias primas”, contou. Segundo Schmidt há sinais de que vai faltar aço, o que impacta na construção civil e em todo o segmento plástico de Santa Catarina, sendo grande fornecedor para essa indústria. Também terá impacto no setor de embalagens, onde vai demandar uma certa restrição de entregas com as empresas produzindo menos eletrodomésticos. Apesar deste cenário, ele afirmou que as empresas estão investindo em melhorias de produtividade, o que mantém a perspectiva positiva. 

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SC tem segundo melhor resultado do país na produção industrial Crescimento foi de 11,1% em novembro, mostram dados do IBGE, divulgados pelo Observatório FIESC

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produção industrial de Santa Catarina cresceu 11,1% em novembro na comparação com o mesmo mês em 2019. Foi a terceira alta seguida, mostram os dados do IBGE, divulgados pelo Observatório FIESC. O resultado foi o segundo melhor do país, atrás apenas do Paraná, que teve alta de 14% no período. O setor de máquinas, aparelhos e materiais elétricos foi destaque na produção em novembro, com crescimento de 33,7% na comparação com o mesmo mês em 2019. O segmento é responsável pela fabricação de geradores, transformadores e motores elétricos, bem como de eletrodomésticos, pilhas, baterias, entre outros. Dos 12 setores analisados

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pelo IBGE, 11 tiveram melhora na produção industrial no comparativo de novembro 2020 sobre novembro 2019. Ao analisar a variação da produção industrial de novembro em relação a outubro, Santa Catarina também apresentou bom desempenho, com crescimento de 2,8%. É importante ressaltar que esse bom desempenho representa em parte um aumento na produção em função de uma oferta reprimida no início da pandemia, de modo que o nível de produção no acumulado do ano ainda apresenta queda de -6,1% de janeiro a novembro de 2020 em relação ao mesmo período de 2019, destaca a avaliação da FIESC. 


NOVAS REGRAS DE PARCELAMENTO FISCAL FEDERAL PARA EMPRESAS EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL KIM AUGUSTO ZANONI OAB/SC 36.370 Sócio do Silva & Silva Advogados Associados e especialista em tributação, logística e comércio exterior.

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última semana foi marcada pela entrada em vigor da nova lei de recuperação judicial, Lei n° 14.112/2020, aprovada pelo Presidente da República Federativa do Brasil, no final do ano passado. Tal marco traz algumas atualizações na Lei Federal nº 11.101/2005, com alterações relevantes do ponto de vista da gestão de dívida fiscal. Embora a lei anterior previsse a possibilidade de um parcelamento especial, com condições mais vantajosas do que as empresas em geral, para as empresas em recuperação judicial, esse parcelamento nunca foi editado. A nova Lei nº 14.112/2020 finalmente o fez. Agora, o empresário ou a sociedade empresária que estiver com o pedido de Recuperação Judicial, tanto pleiteado como deferido, terá algumas opções para liquidar os débitos com Fazenda Nacional, sejam de natureza tributário ou não, vencidos ou não, em dívida ativa ou não e até mesmo aqueles que ainda estão em discussão judicial. O recuperando poderá de uma maneira geral parcelar todos os débidos em até 120 (cento e vinte) parcelas mensais consecutivas ou descontar 30% (trinta por cento) da dívida com créditos pendentes de consolidação, vindos de prejuízo fiscal, da base de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) ou de créditos advindos diretamente da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil e ainda parcelar o restante em 84 (oitenta e quatro) parcelas. A nova disposição ainda permite que créditos referentes aos tributos passíveis de retenção na fonte, de desconto de terceiros ou de sub-rogação (Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro e sobre Operações relativas a Títulos e Valores Mobiliários – IOF) podem sofrer um parcelamento a parte, caso a empresa assim o requeira. Tais impostos poderão ser parcelados em até 24 (vinte e quatro) parcelas mensais. Ainda, alternativamente, a empresa ou o empresário poderá quitar as dívidas de uma única vez, tendo a chance de poder abate-la em até 70% (setenta porcento). Todas as demais empresas, pequenas, micro e de médio porte terão um prazo de parcelamento 20% (vinte por cento) superiores as regulares. A nova modalidade é dotada - ao menos em tese - de desburocratização, podendo ser feita por meio de um simples pedido realizado diretamente com a própria instituição.

Balneário Camboriú-SC | Itajaí-SC | Florianópolis-SC | Itapema-SC | Sinop-MT | Miami-FL

Economia&Negócios • Edição JANEIRO/2021 • 17


No Ministério da Infraestrutura, FIESC mostra viabilidade de ferrovias em SC Presidente Mario de Aguiar reuniu-se com o secretário-executivo, Marcelo Sampaio, que se comprometeu com a atualização dos estudos de viabilidade dos projetos ferroviários do corredor Leste–Oeste (SC) e Litorânea (SC). Componente indígena do Morro dos Cavalos, além de novas obras na BR-101 e outras rodovias estratégicas de Santa Catarina também estiveram na pauta

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m reunião com o secretário-executivo do Ministério da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, e sua equipe técnica, o presidente da Federação das Indústrias (FIESC), Mario Cezar de Aguiar, mostrou a viabilidade dos projetos ferroviários demandados por Santa Catarina e entregou a Agenda Estratégica para a Infraestrutura de Transporte e a Logística 2021, documento que contempla as propostas da entidade para a área. O encontro foi realizado no Ministério, em Brasília, e contou com a participação do diretor Cesar Olsen, e do gerente de logística da Federação, Egídio Martorano. “O Ministério se comprometeu a reavaliar os estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental (EVTEAs) das ferrovias com a visão valorizar as cargas com valor agregado. Mostramos para o secretário e sua equipe a necessidade de ferrovias para o estado e eles aceitaram bem a nossa visão”, afirmou Aguiar. Também ficou definido que o órgão vai estudar a possibilidade de execução de novas obras no trecho norte da BR-101, como contornos e rodovias paralelas, por exemplo. “A visão de que é inviável ter ferrovia em Santa Catarina é equivocada. Há um enorme potencial de transporte de cargas de alto valor agregado. Voltamos a insistir nesta posição, a exemplo do que fizemos quando estivemos no Ministério em novembro e em dezembro”, ressalta Aguiar. Ele destaca que a FIESC fez um levantamento e todos os portos mais significativos do mundo e no Brasil têm conexão ferroviária. “Em Santa Catarina temos cinco portos e ocupamos uma posição de destaque. Sediamos o segundo e o quarto porto mais movimentado do país, mas faltam ferrovias integradas à malha nacional”, completou. No documento entregue ao secretário-executivo, a FIESC defende uma série de medidas. Entre elas: realizar a atualização dos dados para os Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Sócio-ambiental (EVTEAs) dos projetos ferroviários Corredor Leste–Oeste (SC) e Litorânea (SC), de forma integrada, considerando as cargas de valor agregado, a intermodalidade e incorporando a carga industrial, conforme a nova versão do Plano Nacional de Logística e Transportes (PNLT), previsto para março. Considerando os resultados positivos na viabilidade socioeconômica do Corredor Leste-Oeste (SC), de Chapecó até Navegantes, a FIESC defende incorporar ao projeto da ferrovia Litorânea uma extensão do seu traçado que permita inserir o acesso ferroviário também para o porto de Itapoá.

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Prioridades para 2021 em obras federais já em andamento:  BR-282: Adequação de capacidade entre Chapecó e São Miguel d’Oeste - Valor Estimado Anual: R$ 36 milhões  BR-163: Ampliação de capacidade entre São Miguel do Oeste e Dionísio Cerqueira - Valor Estimado Anual: R$ 52,5 milhões  BR-280: Lotes 1; 2.1; e 2.2 - Valor Estimado Anual: R$ 200,4 milhões


O empreendimento registra grande movimentação e se encontra em plena expansão, já contribuindo substancialmente para a movimentação de carga de contêineres do Brasil. Na atualização proposta para a Ferrovia Litorânea (SC), deve ser avaliada uma alternativa viável para a zona metropolitana de Florianópolis, em face à construção em andamento do Contorno Viário, que gera conflito com o projeto anterior. Neste aspecto, é essencial a participação dos municípios do entorno, além de medidas visando garantir a integridade do futuro traçado. No documento entregue ao Ministério, a FIESC defende ainda uma solução de consenso para a questão do componente indíge-

(3 lotes)  BR-470: Lotes 1; 2; 3; e 4 - Valor Estimado Anual: R$ 149,7 milhões (4 lotes)  BR-285: Implantação - Valor Estimado Anual: R$ 35 milhões  CREMA: Investimentos no Programa de Conservação, Restauração e Manutenção das Rodovias: BRs: 470, 280, 282, 153, 158, 163, 480 e 101, com valor estimado anual de R$ 400 milhões.

na, no Morro dos Cavalos, permitindo a construção de túnel ferroviário. Esta medida poderá, inclusive, possibilitar o término da duplicação da rodovia BR-101. Cabe ressaltar que as desembocaduras Norte e Sul do túnel proposto estão localizadas fora da área indígena, em processo de reivindicação. Ainda no ofício, a Federação destaca o futuro da BR-101, um eixo estratégico para o país e o Mercosul, cujos níveis de serviços já estão comprometidos, em função da pujante atividade econômica do seu entorno, do crescimento urbano exponencial, da expansão da atividade logística, portuária, do turismo e serviços em geral. A situação exige medidas para ampliação de capacidade propostas pelo Grupo Paritário de Trabalho da ANTT, visando a melhoria da segurança e fluidez da rodovia, no curto prazo. Entretanto, para a integridade no médio e longo prazos, é necessário considerar um corredor multimodal. Nesse aspecto, o projeto da Ferrovia Litorânea poderá garantir no futuro a segurança, integridade e fluidez do corredor, garantindo a competividade das atividades econômicas do entorno e contribuindo para geração de emprego e renda. No encontro, Aguiar também chamou a atenção para as demandas que constam na Agenda de Infraestrutura da FIESC e destacou como prioridades para 2021 um conjunto de obras já em andamento. Na publicação estão contempladas as necessidades para todos os modais de transporte, considerando as matrizes: planejamento, investimentos, política e gestão logística empresarial. Também compõe a agenda documentos específicos e relacionados com temas estratégicos: agenda portos, propostas dos grupos técnicos da FIESC: BR-101 do Futuro e Rodovias Oeste SC do Futuro, dentre outros. A entidade também defende priorizar o acesso aquaviário aos portos com a dragagem de aprofundamento do canal externo no acesso da Baía da Babitonga, com valor de investimento estimado na ordem de R$ 280 milhões, bem como a 2ª etapa da bacia de evolução do complexo Portuário de Itajaí, conforme manifesto enviado ao Ministério em setembro de 2020, com investimentos previstos na ordem de R$ 250 milhões. A FIESC ainda reforçou a importância de considerar a realização de uma PMI para a concessão integrada das BRs 163, 282 e 470 – O Eixo Rodoviário Estratégico de Santa Catarina –, incorporando uma das rodovias estaduais: SC-110 ou SC-108.

A visão de que é inviável ter ferrovia em Santa Catarina é equivocada. Há um enorme potencial de transporte de cargas de alto valor agregado.

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CALENDÁRIO 2021

Santa Catarina terá 117 feiras e eventos agropecuários no ano Regiões serrana, extremo e meio oeste programam maior número de exposições no Estado. Abril, maio e setembro têm programação mais extensa

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Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC), em parceria com os 92 Sindicatos Rurais associados no Estado, elaborou o calendário de feiras e eventos agropecuários para 2021. Ao todo, serão 117 exposições entre janeiro a dezembro em todas as regiões catarinenses. De acordo com o vice-presidente de Finanças da FAESC e coordenador dos programas de bovinocultura e ovinocultura de corte, Antônio Marcos Pagani de Souza, com o controle da pandemia e a vacinação prevista no Estado, a maioria dos eventos voltará a ser presencial. Porém, segundo o dirigente, muitos municípios também manterão o modelo virtual dos leilões e feiras adotado em 2020 durante a crise sanitária. “Os leilões on-line surgiram para evitar aglomerações na pandemia, porém foi um modelo aprovado pelos produtores e compradores, devido à maior facilidade na organização e o maior alcance na comercialização. A maioria dos compradores prefere leilões presenciais para conferir de perto os animais ofertados, mas, com certeza, o formato virtual é uma inovação que veio para ficar no Estado”, ressalta Pagani. O maior município da serra catarinense, Lages, tem mais de 20 feiras e eventos programados para o ano. De acordo com o presidente do Sindicato Rural, Márcio Pamplona, os leilões do primeiro semestre serão virtuais. “Decidimos pelo formato on-line para maior prevenção e para anteciparmos a organização dos eventos que acontecem antes da vacina e do controle total da pandemia. A nossa expectativa para o ano é a melhor possível”, ressalta. Água Doce, no meio oeste catarinense, programa mais de 10 eventos no ano. O presidente do Sindicato Rural, Nilton Bedin, afirma que os leilões e feiras serão mistos, mesclando os dois formatos durante o ano todo, conforme autoriza Portaria nº 999 do Governo do Estado. “Esperamos mais público durante o ano, pois a procura por animais é muito grande”, projeta. O presidente da FAESC, José Zeferino Pedrozo, demonstra otimismo para 2021, com o fim da pandemia e crescimento do setor em todo o País. “O Agro não parou em 2020 e registrou o segundo maior aumento no número de empregos no Brasil, atrás apenas da construção civil. Para 2021, prevemos alta de 3% do PIB do agronegócio (R$ 1,8 trilhões) e de 4,2% no Valor Bruto da Produção (R$ 941 bilhões), além da maior demanda do mercado externo. Santa Catarina lidera esse crescimento e as feiras e eventos são fundamentais para movimentar o setor”, sublinha Pedrozo.  20 • Edição JANEIRO/2021 • Economia&Negócios


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Santa Catarina tem saldo de mais de 115 mil empresas abertas em 2020

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esmo com o impacto da pandemia da Covid-19 na economia, Santa Catarina segue firme com o perfil mais empreendedor do Brasil. E os números apresentados pela Junta Comercial (Jucesc), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE) comprovam. Em 2020, o saldo de abertura foi de 115.074 novos empreendimentos, resultado 19% maior em relação ao mesmo período de 2019, que apresentou um saldo de 96.509 empresas. "Santa Catarina já tem o DNA empreendedor, e é função do Estado incentivar e desenvolver ainda mais essa característica. Com o processo de modernização e simplificação da Jucesc, conseguimos gerar mais oportunidades e reduzir a burocracia para o catarinense", afirmou o governador Carlos Moisés. O secretário da SDE, Celso Albuquerque, destaca que a economia catarinense vem se recuperando da crise causada pela pandemia e lembra que diversos indicativos positivos demonstram a retomada. “O primeiro reflexo desta retomada está no número de pessoas que estão empreendendo. A produção industrial catarinense cresceu 11,1%, a segunda maior alta do país, em novembro. Mas, o crescimento também é observado pelo IBGE em outros setores, com o de serviços, que vem há seis meses com registros positivos. O volume das receitas do segmento no estado cresceu 4,6% em novembro, em comparação ao mesmo mês de 2019. E não para por aí. Por isso, seguiremos no trabalho pela segurança jurídica e simplificação dos processos, para que cada vez haja menos burocracia para quem busca constituir uma empresa”, afirma Albuquerque. De acordo com o presidente da Jucesc, Gilson Lucas Bugs, tratam-se de resultados extremamente relevantes, tendo em vista o impacto na economia causado pela pan22 • Edição JANEIRO/2021 • Economia&Negócios

demia, mas que não conseguiu afugentar o empreendedor de seu objetivo principal, que é levar adiante seu próprio negócio e trabalhar pelo desenvolvimento de seu município e, consequentemente, de todo nosso estado. “Temos consciência de que os avanços implantados na Junta Comercial, como a Jucesc 100% Digital, também contribuíram significativamente para o aumento no número de novas empresas”, finaliza Bugs. Ao analisar o saldo acumulado nos anos de 2019 e 2020, na abertura de empresas, Santa Catarina apresentou um crescimento de 177,3% em relação a 2018. Atualmente, o Estado catarinense conta com 956.973 empresas ativas.

Na pandemia Quando se trata do período só da pandemia, Santa Catarina também apresentou resultados relevantes em relação aos anos anteriores, na abertura de empresas. Em 2019, do dia 17 de março a 31 de dezembro, o Estado teve um total de 119.664 constituições. Já no ano de 2020, no mesmo período, o número

chegou a 130.216 novos empreendimentos. A quantidade de baixas também diminuiu em 2020 no período da Covid-19: de 40.582 para um total de 38.707 empresas fechadas, entre 17 de março a 31 de dezembro. Com estes números, só no período da pandemia, Santa Catarina registrou um saldo de 91.509 novas empresas.

Mais facilidade Com uma média de 1.210 análises realizadas diariamente, a Jucesc proporciona aos usuários a facilidade de usar o sistema 100% digital, que está disponível 24 horas por dia, durante todos os dias da semana, incluindo feriados e finais de semana. Com as inovações implantadas pela Junta no sistema, atualmente é possível abrir uma empresa em menos de oito minutos por meio do Registro Automático. Com todo o trabalho de desburocratização e simplificação, a Jucesc é considerada referência entre todas as Juntas Comerciais do Brasil e está entre as três que praticam os menores valores de taxas para atos e serviços.


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PORTOS E TERMINAIS

Novo superintendente do Porto de Itajaí, Fábio da Veiga, fala sobre prioridades na sua administração Prioridade em sua gestão é dar sequência as ações estruturantes e humanizar ainda mais a relação com a classe dos trabalhadores portuários.

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oi com grande orgulho que recebi o convite do prefeito Volnei Morastoni para nessa segunda oportunidade assumir a Superintendência do Porto de Itajaí. Obviamente, isso é fruto de muito trabalho e de muita correção no sentido de ele ter essa confiança. Obviamente, toda a parte do planejamento que foi desenvolvido pelo antigo gestor, ao qual fez um excelente trabalho, a de se dizer, terão total continuidade, e acima de tudo, o mesmo comprometimento pelo crescimento do nosso porto e também a valorização ao trabalhador portuário”, destaca Fábio da Veiga. Fábio da Veiga tem 41 anos de idade, nasceu em Itajaí, é casado e pai de dois filhos. É graduado em Direito, com especialização em Direito Empresarial e Negócios. Na primeira gestão do prefeito Volnei Morastoni, trabalhou na Superintendência do Porto de Itajaí entre 2005 e 2008, tendo exercido os cargos de Assessor Jurídico, Diretor Jurídico e Assessor de Auditoria. Na gestão passada, a partir de janeiro de 2017, também integrou a equipe estando ocupando os cargos de Assessor de Auditoria e Assessor Jurídico. Durante o período em que atuou na gestão anterior, importantes ações estruturantes foram conquistadas, entre elas, a recuperação e conclusão das obras dos berços 3 e 4, a implantação da 1ª etapa da Nova Bacia de Evolução do Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes, nova sinalização náutica, nova poligonal do Porto Organizado, expansão portuária e plano de desapropriações, mais de 30 operações do sistema (Roll On Roll Off), dragagem de restabelecimento, atualização da Carta Náutica, estudos de ampliação e modernização do Porto de Itajaí (Projeto de Desestatiza24 • Edição JANEIRO/2021 • Economia&Negócios

ção), entre outras ações entregues a sociedade de Itajaí, assim como também para toda a classe dos trabalhadores portuários que atuam diretamente no porto de Itajaí e no complexo em geral. Por fim, o novo superintendente do Porto de Itajaí, acredita numa gestão mais próxima da cidade onde todos tenham o direito de serem ouvidos e com isso possam se juntar a administração, falando a mesma língua: “Cada um tem suas características, e uma das minhas ao qual sempre demonstrei, PORTOS E TERMINAIS ainda mais por ser natural de Itajaí, é o ato de poder circular em todos os meios da sociedade, tendo essa particularidade de conviver com a classe dos trabalhadores portuários que envolve desde o arrumador, o estivador, o conferente, o efetivo do bloco, o vigia portuário, o motorista, os arma-

dores em geral, o trade do comércio que atua nas áreas de exportação e importação, a relação direta com os nossos representantes dos Órgãos Intervenientes e demais representantes dos TUPs (Terminais de Uso Privado), do complexo portuário, a participação direta e colaborativa com os membros da sociedade civil organizada, entre outros profissionais. A Autoridade Portuária terá na minha pessoa, um diálogo constante, permanente de visitação, de rapidez nas respostas para que possamos aos poucos ir avançando frente aos problemas que vão surgir, que sabemos que toda a autoridade portuária tem, mas, que em Itajaí, nós temos a característica da união e da resolução desses problemas em conjunto e isso será cada vez mais fomentado nessa gestão que recém iniciou”, conclui Fábio da Veiga.


PORTOS E TERMINAIS

Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes ultrapassa marca de 1,4 milhão de TEUs movimentados em 2020 Porto de Itajaí registra crescimento de 194% em toneladas nos últimos quatro anos

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Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes encerra 2020 com recorde histórico na movimentação e registra aumento de 15% em TEUs (Unidade de Medida equivalente a um contêiner de 20 pés) e crescimento de 14% na tonelagem. De janeiro a dezembro foram movimentados 1.419.082 TEUs e 15.655.812 toneladas, contra 1.230.467 TEUs e 13.724.748 toneladas do mesmo período do anterior. Heder Cassiano Moritz, Diretor Geral de Operações Logísticas da Superintendência do Porto de Itajaí, destaca que apesar das dificuldades, o seguimento de cargas conteinerizadas cresceu: “Essa foi a

maior movimentação realizada no complexo portuário em termos de TEUs, superando a movimentação de 1.230.467 TEUs em 2019 que tinha sido, até então, a maior movimentação registrada em um ano”. O Superintendente do Porto de Itajaí Fábio da Veiga, reforça a importância dessa movimentação: “Esses números são muito expressivos, pois ultrapassamos a marca histórica de 1,4 milhão de TEUs e consolidamos o Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes como o segundo em movimentação de contêineres no Brasil, somente apenas atrás de Santos”.

Essa foi a maior movimentação realizada no complexo portuário em termos de TEUs, superando a movimentação de 1.230.467 TEUs em 2019 que tinha sido, até então, a maior movimentação registrada em um ano

Heder Cassiano Moritz, Diretor Geral de Operações Logísticas da Superintendência do Porto de Itajaí

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PORTOS E TERMINAIS

Toda essa movimentação só foi possível porque o Porto de Itajaí fez o seu dever de casa e assumiu, junto ao prefeito Volnei, na gestão passada, o compromisso de uma gestão profícua e comprometida

Fábio da Veiga, superintendente do Porto de Itajaí 26 • Edição JANEIRO/2021 • Economia&Negócios

Para ele a participação na balança comercial catarinense e brasileira demonstram a importância socioeconômica do complexo para a região e para o Brasil: “Representamos 60,6% de participação na balança comercial de Santa Catarina e 3,9% na balança comercial do Brasil. Ou seja, 60,6% de toda a riqueza gerada pelo trabalho do povo catarinense passou por aqui”. A exportação foi responsável por 61% do sentido das cargas. O frango, as carnes – com destaque para a carne suína e madeiras e derivados foram os principais produtos exportados em 2020. Os produtos mecânicos e eletrônicos, os produtos químicos e os têxteis diversos foram os principais itens importados. A importação respondeu por 39% do sentido das cargas que passaram pelo complexo. Heder enfatiza que as obras realizadas na melhoria do acesso e do canal aquaviário e a nova Bacia de Evolução do Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes, foram fundamentais para alcançar esses índices. Ele ressalta que a nova infraestrutura também mudou o perfil dos navios que chegam à Itajaí e Navegantes: “A condição que temos hoje, de receber navios de 350 metros de comprimento por 48 metros de boca e também as condições de profundidade, faz com que possamos operar menos navios com mais carga. Então por isso muitas vezes temos um crescimento expressivo nas cargas e o número de atracações não acompanha”. Ele também ressalta que 2020 encerra um quadriênio (2017/2020) extremamente positivo para o complexo: “Em 2017 nós registramos 1.119.271 TEUs; em 2018, 1.150.559 TEUs; em 2019,


PORTOS E TERMINAIS foram 1.230.467 TEUs; e em 2020, 1.419.082 TEUs. Nesses últimos quatro anos movimentamos 4.919.374 TEUs, em termos de toneladas nós movimentamos 54.639.210, com crescimento ano a ano nesse quadriênio”. Observando apenas a movimentação de dezembro de 2020, no comparativo ao mesmo período do ano anterior, o complexo registrou crescimento de 21% na movimentação de TEUs e 20% na tonelagem. Em 2019 foram movimentados 114.571 TEUs e 1.282.324 toneladas, que subiu para 139.061 TEUs e 1.538.318 toneladas em 2020. No Porto de Itajaí (Berços públicos e APM Terminals) o ano de 2020 encerra com crescimento de 11% na movimentação de TEUs, com 545.338 TEUs movimentados contra 489.202 TEUs em 2019. Na tonelagem a movimentação registrada foi de 6.054.049 contra 5.422.002 toneladas do ano anterior, o que representa um crescimento de 12%. Em relação ao quadriênio o Porto de Itajaí também alcançou índices de crescimento expressivos. Comparado ao total movimentado em 2016, os berços públicos e APM Terminals cresceram 194,7% em toneladas, 177% em TEUs e 92,7% nas atracações. Nos últimos quatro anos o cais público movimentou 1.644.303 TEUs e 17.950.303 toneladas. Para Fábio, a melhoria na infraestrutura foi fundamental para que o porto alcançasse esses números. Ele destaca o início das operações na nova Bacia de Evolução, que em janeiro completa um ano e a marca de 300 navios operados e outras obras como: o realimento dos berços 3 e 4, implantação do sistema OCR, sistema de monitoramento metaoceanográfico e recuperação do pátio. “Toda essa movimentação só foi possível porque o Porto de Itajaí fez o seu dever de casa e assumiu, junto ao prefeito Volnei, na gestão passada, o compromisso de uma gestão profícua e comprometida. Por isso esses números e o nosso porto é motivo de orgulho para o povo itajaiense”, finaliza Fábio. A Portonave, que registrou em novembro sua melhor marca operacional, encerrou o ano com crescimento de 18% nos contêineres e na tonelagem. Em 2020 o terminal movimentou 873.744 TEUs e 9.476.718.00 toneladas, contra 741.265 TEUs e 8.064.145.00 toneladas

em 2019. O Teporti registrou 19 escalas com movimentação de 64.931 toneladas, com queda de 58% nas cargas em relação a 2019. A Poly Terminais registrou crescimento de 3% na movimentação de cargas, totalizando 10 escalas com 46.556 toneladas em 2020. A Barra do Rio movimentou 9 escalas com 13.558 toneladas, representando queda de 31% em relação ao ano anterior. “Os números são a fotografia da realidade do quanto o nosso pequeno grande Porto de Itajaí tem se movimentado e se desenvolvido e demostram a grandeza que está relacionada a vocação da nossa cidade. Eles nos credenciam para um reconhecimento nacional e internacional e mostram a força do setor portuário de Itajaí e todas as pessoas que estão envolvidas: empresários, trabalhadores portuários de todas as categorias, caminhoneiros e todo o setor público, que representa a população em geral da nossa cidade”, encerra o Prefeito de Itajaí Volnei Morastoni.

Os números nos credenciam para um reconhecimento nacional e internacional e mostram a força do setor portuário de Itajaí e todas as pessoas que estão envolvidas

Volnei Morastoni, prefeito de Itajaí

Porto de São Francisco do Sul tem aumento de 41,92% no faturamento em 2020

Foto: Divulgação / SCPar PSFS

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SCPar Porto de São Francisco do Sul obteve um crescimento de 5,87% na movimentação geral em 2020, comparando ao mesmo período de 2019. Foram movimentadas 11.924.787 toneladas contra 11.263.902 no ano anterior. Entre as principais mercadorias o destaque é a soja, com crescimento de 33,13%, bem acima do acréscimo nacional, que foi de 12,10%. Esse resultado repercutiu expressivamente no faturamento do Porto, fechando o ano de 2020 com uma receita total de R$ 100.627.473,93, o que representa um aumento de 41,92% sobre o faturamento de 2019, que foi de R$ 70.901.781,80. “Os resultados obtidos em 2020 espelham o comprometimento da SCPar Porto de São Francisco do Sul S/A com a melhora operacional, com evidentes ganhos de eficiência e produtividade”, comenta o diretor-presidente da SCPar PSFS, Fabiano Ramalho.

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PORTOS E TERMINAIS

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Porto de Imbituba inicia 2021 celebrando o encerramento de mais um ano histórico, com recordes de embarques e de movimentação mensal e anual, diversificação de cargas e atração de investimentos. De janeiro a dezembro de 2020, foram movimentadas no porto catarinense 5,8 milhões de toneladas, volume 1,8% maior do que o registrado em 2019. Dentre as cargas mais movimentadas no período estão coque de petróleo, soja, minério de ferro, contêineres, milho, sal e ureia. Ao todo, foram 228 atracações de navios no último ano. “Além do mercado altamente competitivo, encaramos os desafios adicionais da pandemia em parceria com toda a comunidade portuária, reforçamos e implantamos diversas medidas sanitárias. Além disso, continuamos, em conjunto, os trabalhos para alavancar a competitividade do porto, manter esse bom desempenho e o serviço essencial de abastecimento que é prestado à sociedade”, avalia Luis Antonio Braga Martins diretor-presidente da SCPAR Porto de Imbituba, sociedade de economia mista do Estado de Santa Catarina. Em 2020, o Porto de Imbituba bateu três recordes de movimentação mensal: em junho (602.370 toneladas), setembro (602.737 toneladas) e dezembro (662.489 toneladas). Além disso, ultrapassou cinco vezes o volume embarcado por navio, demonstrando a capacidade de atendimento de grandes operações. A maior delas chegou à marca de 119,7 mil toneladas em uma única embarcação, considerado até o momento o maior embarque de granel sólido do Sul do país, de acordo com os dados disponíveis no Estatístico da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O portfólio de cargas também foi ampliado, agregando celulose, minério de ferro (hematita e magnetita), fertilizante (superfosfato triplo) e alimentos em big bags. A movimentação expressiva de minério proporcionou os recordes de embarque e a atração de investimentos privados dentro do porto, como a construção de um novo armazém dedicado exclusivamente à carga. O espaço tem capacidade de armazenagem estática de aproximadamente 80 mil toneladas. Para o diretor de Infraestrutura e Logística da SCPAR Porto de Imbituba, Fábio Riera, “dos granéis às cargas superdimensionadas, a capacidade do porto foi reafirmada tanto na variedade de produtos que puderam ser atendidos, quanto na expertise dos usuários aplicada nas operações”. Um exemplo foi o embarque de um transformador gigante, de 184 toneladas, em um navio porta-contêineres. Qualificação da infraestrutura portuária A estrutura do porto passa por grandes transformações. Em maio iniciaram as obras de remodelação da rede de alta tensão e iluminação das vias internas, um investimento de cerca de R$ 3 milhões. A medida visa modernizar as instalações e trazer melhores condições de operação e segurança do tráfego interno. Em setembro, também foi inaugurada a pera ferroviária, obra aguardada há mais de uma década. Uma conexão de trilhos que torna mais fácil, segura e rápida a entrada e saída de trens carregados no porto. O investimento de cerca de R$ 700 mil foi realizado pela Ferrovia Tereza Cristina (FTC), concessionária da malha que liga o Sul catarinense ao porto público. Para os caminhoneiros, bases de apoio foram instaladas nas portarias de entrada no porto, com o intuito de recepcionar as companheiras e

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Fotos: Divulgação/ SCPAR Porto de Imbituba

Porto de Imbituba alcança recordes históricos de movimentação de cargas em 2020

crianças que os acompanham. A SCPAR Porto de Imbituba também avançou nas tratativas para a recuperação e reforço do Cais 3, principal foco da gestão para os próximos dois anos. Desempenho de gestão O ano de 2020 também fica marcado pela aprovação do novo Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do Porto Organizado. Além do alcance do Índice de Gestão das Autoridades Portuárias (IGAP), que resultou na conquista do Prêmio Portos + Brasil, com a nota 8,5, segunda melhor entre os portos participantes. No período, a SCPAR Porto de Imbituba também foi reconhecida, pelo quinto ano consecutivo, com o Certificado em Responsabilidade Social da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina. Outro importante passo da SCPAR Porto de Imbituba foi a realização do processo seletivo simplificado para arrendamento transitório do Terminal de Granel Líquido. O objetivo é que a área do terminal continue a ser utilizada para a movimentação e armazenagem de soda cáustica. A seleção simplificada visa estabelecer Contrato de Transição pelo período de até 180 dias ou até que o processo licitatório para arrendamento de longo prazo, de 25 anos, seja concluído. Perspectivas A SCPAR Porto de Imbituba está otimista para 2021. “Vamos manter o cuidado redobrado com as questões sanitárias, dar continuidade aos projetos de qualificação da infraestrutura, tais como o reforço e ampliação do Cais 3, buscar consolidar as cargas atendidas e aprimorar a eficiência no atendimento aos usuários. Acontecimentos como as obras da BR-285 nos dão um indicativo do potencial que o Porto de Imbituba tem para contribuir na cadeia logística brasileira e do seu impacto no desenvolvimento regional. É nessa perspectiva responsável e comprometida com a sociedade e a comunidade portuária que continuaremos trabalhando para viabilizar o bom desempenho do porto de forma eficiente e sustentável”, destaca o diretor-presidente Braga Martins. 


Economia&Negócios • Edição JANEIRO/2021 • 29


PORTOS E TERMINAIS

Porto Itapoá registra recordes sucessivos na movimentação de crossdocking

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Porto Itapoá registrou no segundo semestre de 2020 quatro recordes consecutivos na execução das operações de crossdocking, culminando, em dezembro, com a marca histórica de 1.095 operações de movimentação de mercadoria (contêineres). Com esse excelente desempenho no segundo semestre, mesmo com uma queda no início do ano por conta da pandemia por Covid-19, o Porto Itapoá fechou 2020 com aproximadamente 9 mil contêineres nessa modalidade de serviço. Neste serviço oferecido pelo Porto Itapoá, as mercadorias são retiradas dos contêineres do cliente, operacionalizados no armazém do Terminal e, em seguida, carregadas nos caminhões. É um serviço que vem sendo cada vez mais demandado pelo mercado pois são poucas as empresas que dispõem da expertise e infraestrutura especializada para realizar este tipo de operação. Esse tipo de demanda vem crescendo a cada ano e, um esforço do Terminal somada a infraestrutura ágil e segura oferecida ao cliente, contribui significativamente para o aumento deste volume. 

30 • Edição JANEIRO/2021 • Economia&Negócios


Franquia catarinense inaugura 40 novas unidades somente em janeiro

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onge do eixo Rio-São Paulo, conhecido por abrigar muitas das maiores empresas do país, uma franquia de idiomas mostra que Santa Catarina é potência também no ramo do empreendedorismo. Já entre as 50 maiores franquias do Brasil, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), a KNN se prepara para inaugurar 40 novas unidades somente no primeiro mês de 2021. Com sede em Balneário Camboriú, a KNN está no ramo de franquias há pouco mais de seis anos, tendo despontado em um curto espaço de tempo. Fundada pelo empresário Reginaldo Boeira, a rede conta atualmente com mais de 600 unidades em todo o país, onde estudam 150 mil alunos. Reginaldo, natural do interior de Minas Gerais, escolheu o litoral norte catarinense após perceber o grande potencial de investimento da região. De acordo com o fundador e CEO, o segredo dos números impressionantes se deve ao diferencial da marca, sentida em todas as esferas da empresa. “Somos uma franquia de oportunidades. Até mesmo pessoas que jamais imaginaram ter o próprio negócio, acabam se tornando empreendedores de sucesso. A receita está pronta, basta querer e fazer”, afirma Boeira. Os estados que receberão uma nova franquia KNN ainda este mês são: Amazonas, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.  Economia&Negócios • Edição JANEIRO/2021 • 31


Aeroporto de Navegantes ganha Sala VIP exclusiva Crédito Divulgação W Premium Group Crédito Divulgação W Premium Group Crédito Divulgação W Premium Group

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Desde o dia primeiro de fevereiro passageiros e usuários do Aeroporto Internacional de Navegantes/Ministro Victor Konder (SC) contam com mais uma opção de conforto. Localizada na área de embarque do novo terminal, a nova e exclusiva Sala VIP "W Lounge Navegantes" oferece acesso gratuito para titulares de diversas bandeiras de cartões de crédito. Clientes também poderão acessar a sala mediante pagamento de uma cota de uso. O superintendente do Aeroporto de Navegantes, Jaison Mello, destaca que a nova sala VIP traz benefícios aos passageiros e companhias aéreas. “A expectativa é que o aeroporto se aprimore cada vez mais, proporcionando melhorias para os passageiros e demais clientes que utilizam as instalações. Tudo para que os viajantes encontrem mais conforto, comodidade e segurança”, afirma. “Hoje aterrissamos no Aeroporto de Navegantes, porta de entrada para uma das áreas mais conhecidas da região para desfrutar de suas praias, clima e gastronomia. Da mesma forma, esta região de Santa Catarina possui grandes indústrias e um dos principais portos do país. É por isso que estamos aqui, para proporcionar uma experiência aos cidadãos, empresários e visitantes da área”, afirma o gerente do espaço, Anderson Lopes. A Sala VIP é administrada pelo W Premium Group, que conta com uma equipe de especialistas no setor aeroportuário, com mais de 10 anos de experiência em grandes projetos de sucesso na Europa e na América Latina. O espaço funciona todos os dias, das 5h às 21h. Para outras informações, clientes podem entrar em contato pelo e-mail info@wpremiumlounge.com.

Melhorias A Infraero já concluiu algumas etapas das obras de ampliação e modernização do Aeroporto de Navegantes. Atualmente, os passageiros que embarcam na nova sala de embarque, contam com um espaço de 2.857 m², uma área quase cinco vezes maior que a antiga. A nova sala de embarque faz parte de uma série de fases da ampliação e modernização do aeroporto, que já recebeu novas instalações da Seção Contra Incêndio (SCI), Central de Resíduos Sólidos (CRS), Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), guarita de segurança e prédio administrativo da Infraero. 


Alfabile Santana

Agronegócio responde por 70% das exportações catarinenses em 2020

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agronegócio segue com grande destaque na economia catarinense. Em 2020, o setor respondeu por 70% das exportações de Santa Catarina, com um faturamento que passa de US$ 5,7 bilhões. O estado ampliou sua presença internacional, principalmente com os embarques de carne suína, produtos florestais e do complexo soja. Os números são divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa). “O desempenho do agronegócio nas exportações de Santa Catarina é reflexo da força do produtores rurais catarinenses, agroindústrias e entidades, aliados ao Governo do Estado. Somos reconhecidos pela qualidade dos nossos produtos e iremos continuar com esse trabalho de excelência”, frisa o governador Carlos Moisés. O secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Altair Silva, acrescenta que o segmento gera emprego e renda em todo o estado, não só no meio rural, mas também nas cidades onde estão localizadas as agroindústrias e outros elos da cadeia produtiva. “Em 2020, de tudo o que Santa Catarina exportou, 70% teve origem no agronegócio, nas agroindústrias e na agroindústria familiar. Esse é o resultado do nosso modelo de produção, com cadeias produtivas organizadas, e do trabalho de todos os produtores rurais. A Secretaria da Agricultura continuará apoiando o setor produtivo para que as exportações continuem fortes, movimentando a economia catarinense", destaca. As exportações trouxeram a Santa Catarina receitas de US$ 8,1 bilhões em 2020, desse total US$ 5,7 bilhões foram gerados pelo agronegócio. Ou seja, a cada US$ 10 de faturamento, US$ 7 tiveram origem no agro. O setor também sofreu menos com os impactos da crise econômica. Enquanto o estado registrou uma queda de 9,2% nos embarques, o agro reduziu apenas 6,7% seu faturamento.

O analista da Epagri/Cepa Luiz Toresan explica que, há 20 anos, o setor representava pouco mais de 50% das exportações catarinenses e, desde então, vem ampliando cada vez mais sua presença internacional.

Perspectivas para 2021

Os analistas da Epagri/Cepa estimam mais um ano de boas notícias para o agronegócio catarinense. As expectativas são de que os embarques de carne suína sigam numa crescente e as exportações de carne de frango se estabilizem. A soja também deve ter um aumento no valor recebido, ainda que o volume possa ser menor.

Diferenciais da produção catarinense Santa Catarina coleciona os títulos de maior produtor nacional de suínos, maçã, cebola, pescados, ostras e mexilhões; segundo maior produtor de tabaco, palmito, aves, pera, pêssego, alho e arroz; quarto maior produtor de uva, cevada e leite. O estado possui um status sanitário diferenciado, que abre as portas para os mercados mais exigentes do mundo. É o único do país reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa sem vacinação, o que demonstra um cuidado extremo com a sanidade animal e é algo extremamente valorizado pelos importadores de carne. Além disso, Santa Catarina, junto com o Rio Grande do Sul, é zona livre de peste suína clássica. A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), em parceria com a iniciativa privada e os produtores, mantém um rígido controle das fronteiras e do rebanho catarinense.  Economia&Negócios • Edição JANEIRO/2021 • 33


Empresa especializada em estruturas metálicas revestidas em lona é premiada Especialista no mercado de estruturas metálicas revestidas em lona, a ReconLog recebeu prêmio de Inovação do ano no MasterCana 2020

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mbora desafiadora, a inovação é ferramenta fundamental para empresas que desejam conquistar espaço e destaque no mercado. Por esse motivo, corporações fazem o possível - e o impossível - para conseguir trazer algo novo. Entretanto, em um mundo “onde nada se cria e tudo se copia”, propor uma inovação é realmente complicado. E os dados são capazes de confirmar: uma estimativa realizada pela Nielsen revelou que 80% das novidades lançadas acabam fracassando. Ainda assim, empresas especialistas provam que é possível, sim, ter um propósito direcionado a determinado mercado e atender a demanda de inovação ao mesmo tempo em que surpreende seu nicho.

Solução escalável

A ReconLog, especialista em estruturas metálicas revestidas em lona, foi reconhecida por seu trabalho. Trazendo uma alternativa aos galpões de alvenaria, com mais agilidade e escalabilidade, a corporação se apresentou como opção para armazenamento e estocagem de produtos nas mais diversas empresas, tanto em áreas rurais, como urbanas, atendendo ao mercado agrícola, aos setores de comércios e serviços e às indústrias. Sendo assim, a ReconLog recebeu na noite do dia 9 de dezembro, em Ribeirão Preto, o prêmio na categoria Inovação no MasterCana 2020, que tem por objetivo incentivar, reconhecer e premiar práticas de gestão e responsabilidade das empresas e fornecedores ligados ao setor sucroenergético do Brasil. A 32ª edição do prêmio rendeu à ReconLog a sua primeira premiação como Inovação do Ano – Armazenamento, pela entrega de três galpões realizados no Porto de São Sebastião. A obra teve 8.100 m² de área construída que serviu para estocagem, onde cada construção teve 30 m de largura, 90 m de comprimento e 6m de altura, além de iluminação e três portões de acesso, com montagem feita em piso de concreto entregue em apenas 8 dias. Naldo Sales, CEO do Grupo Recon, orgulha-se pela nomeação. “Estamos muito felizes e honrados em receber esse prêmio. Após um ano desafiador, ver a empresa ser reconhecida por uma entidade renomada me faz acreditar que estamos dando passos largos na direção certa e isso só foi possível com a união da equipe”, finaliza.

Locação de galpões em lona

A Reconlog é reconhecida como fornecedoras de galpões lonados no Brasil. A empresa atua desde 2012 com a locação de galpões em lona para operações logísticas e de armazenagem. Trazendo o foco e o investimento para tecnologias avançadas e equipes de alta performance, a empresa se solidificou no mercado, com projetos padrão e personalizados, que atendem às necessidades de cada cliente.

Para saber mais, basta acessar: www.reconlog.com.br 34 • Edição JANEIRO/2021 • Economia&Negócios


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Profile for Editora Bittencourt

Revista Portuária - Janeiro 2021.  

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