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ANO 5 DEZEMBRO 2018 EDIÇÃO 6 | www.bteditora.com.br

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

Saúde

A importância do incentivo à pratica de esportes

Moda

Verão é a estação das cores e do conforto

Cotidiano

As principais tendências da educação infantil

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Editorial O PAPEL DOS PAIS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

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que fazer quando seu filho morde o amiguinho, dá tapas em você ou se atira no chão e começa a gritar? A ideia, claro, é sempre optar pelo caminho da boa educação. No entanto, nunca é demais reforçar que a família tem um papel fundamental na formação do ser. Na primeira infância, em especial, a presença e influência dos pais no desenvolvimento da criança — no acompanhamento escolar, na interação lúdica e na alimentação, entre tantas outras — serão responsáveis colaborar na construção da trajetória de uma existência, principalmente, quando o assunto é construir padrões comportamentais saudáveis. Os pais devem se preocupar diariamente em dar o exemplo para seus filhos, em todos os âmbitos. Considerando que padrões de comportamento devem ser formados, não se deve subestimar o poder do exemplo. A criança observa desde muito cedo todas as atitudes dos pais e daqueles com quem convive mais de perto, e tende a imitá-las, nos mais diversos aspectos.

Entretanto, decifrar o comportamento infantil não é tarefa fácil para os pais. A busca por respostas costuma esbarrar na maneira como eles criam os filhos, na quantidade de “nãos” que conseguem dizer a eles, nos limites que são capazes de impor. Muitas vezes, os adultos intuem como devem agir, mas o medo de frustrar as crianças acaba resultando em resignação. “Elas são assim mesmo”, dizem. Realmente, crianças têm atitudes-padrão em cada fase da vida, mas isso não significa que os adultos tenham de acatar ordens e aceitar todos os ataques como naturais no processo de desenvolvimento. E as regras valem para a educação como um todo, seja alimentar, escolar, cotidiana. Foi pensando nisso que elaboramos as pautas da edição 2018 da Revista Mundo da Criança, com matérias ligadas à educação esportiva, alimentação, literatura infantil, viagens, pets, entre outras. Matérias que podem auxiliar aos pais na busca por subsídios na hora de educar os filhos.

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Saúde

A importância do incentivo à pratica de esportes

Moda

Verão é a estação das cores e do conforto

Cotidiano As principais tendências da educação infantil

A revista Mundo da Criança não se responsabiliza por conceitos emitidos em artigos assinados, que são de inteira responsabilidade de seus autores. Tampouco pelo crédito e fotos inseridas nas páginas dos nossos anunciantes.

Expediente Diretor Carlos Bittencourt carlos@bteditora.com.br Jornalista responsável João Henrique Baggio jornalismo@bteditora.com.br Reportagem João Henrique Baggio e Matheus Petter jornalismo@bteditora.com.br

Capa Victor Hugo Projeto gráfico Leandro Francisca Comercial Sônia Bittencourt 47 . 98405.9681 Rose de Souza 47 . 98405.8773

Críticas e sugestões Fone: (47) 3344-8600 direcao@bteditora.com.br BT Editora Rua Anita Garibaldi, 425 | Centro | Itajaí | SC 47 3344-8600 | bteditora.com.br Impressão Tiragem: 10 mil exemplares

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ITAJAÍ COLÉGIO ADVENTISTA DE

A C ADA NOVA LIÇ ÃO, A GENTE APRENDE,

POIS O ENSINO NOS FA Z CRESCER. ENTRETANTO, ELE NÃO SE LIMITA À LOUSA OU AO FINAL DA FOLHA . ELE VAI MAIS LONGE, VAI ALÉM. A GENTE APRENDE A SOMAR, SUBTRAIR E MULTIPLIC AR SU PARA DIVIDIR COM O PRÓXIMO. NO FINAL DA S CONTA S, O QUE IMPORTA MESMO SÃO OS VALORES. VALORES QUE NÃO SÃO LEVADOS

MATRÍCULAS ABERTAS

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VENHA CONHECER O MAIS MODERNO COLÉGIO DE ITAJAÍ Mundo da Criança 2018

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Sumário

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BRINCADEIRA DE GENTE GRANDE

ESTÍMULO ADEQUADO AJUDA NO DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA

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CONHEÇA AS TENDÊNCIAS DA EDUCAÇÃO INFANTIL

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COMBATENDO A OBESIDADE INFANTIL

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CONHEÇA A HISTÓRIA DE TIÃO


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Brincadeira de gente grande

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s redes sociais são excelentes ferramentas para divulgar empresas, pessoas (blogueiras) e produtos. Neste meio publicitário encontramos a Sofia Schaadt, uma menina que desde os três anos é modelo e, atualmente, atriz mirim. No início da carreira, Sofia foi convidada pela agência de modelos Mini Model, de Florianópolis, para se agenciar na empresa, o que abriu portas para trabalhar para muitas marcas, como Hello Kitty, Ninali, Serelepre, Málagah Kids, dentre outras. Hoje, com 8 anos, Sofia já fez campanhas publicitárias, comerciais e vídeos institucionais para mais de 60 empresas, principalmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Fakini Malhas, Málagah Kids, Hello Kitty, Quimby, Brandili, Lojas Havan, Ninali, Pétit Cherie, Playground, For Girl, Rolú, Shopping Pátio Chapecó, Hotéis Adágio SP, Hospital do Câncer Florianópolis, Patibum Beach Wear e Julemar Moda Praia são algumas das empresas e marcas nas quais Sofia já desenvolveu o trabalho de modelo e atriz. Além de modelar, ela também participa de desfiles às marcas, como Colcci, Hering, Puc, Marisol e Lilica Ripilica, por exemplo. O contato com as empresas é algo espontâneo. Às vezes parte da própria empresária e mãe, Amanda Schaadt, que marca as empresas nas postagens do Instagram e aguarda um retorno, mas também as próprias marcas, pelo fato de conhecerem Sofia neste meio publicitário, entram em contato e realizam a parceria. É possível que você já tenha visto a Sofia modelando em diversas campanhas de primavera/verão e outono/inverno.

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Modelo que é modelo tem que explorar o “jeito blogueirinha”. Sofia costuma receber roupas, sapatos, óculos de diferentes marcas e mostra tudo no seu Instagram (@sofia.schaadt), que atualmente possui mais de 33 mil seguidores. Pelo fato de receber diferentes produtos, Sofia e Amanda montam um look com as peças e marcam as respectivas lojas nas postagens. A página do Facebook (fb.com/sofiamartinsschaadt) também é utilizada para fazer divulgação dos produtos recebidos e conta com mais de 12 mil curtidas e vídeos possui acima de 60 mil visualizações. Além de receber os produtos, Sofia também visita as lojas e empresas que mandam os produtos, para fazer a divulgação de forma diferente e realizar comerciais. O lado publicitário de ser vai além das peças de roupas. Recentemente Sofia participou de um comercial que, segundo Amanda, está sendo transmitido nos Estados Unidos, apresentando o Sul do Brasil. O comercial mostra a cultura local, artesanato e,

principalmente, as praias do litoral brasileiro. O meio artístico também é explorado pela modelo mirim. Recentemente Sofia participou da Web Série Exploradores, com o Grupo Atores Mirins, de São Paulo, até o momento com duas temporadas finalizadas. Na novela Carinha de Anjo, do SBT, que foi ao ar entre novembro de 2016 e junho de 2018, Sofia também contracenou com jovens atrizes e mostrou seu potencial nas telinhas. Em novembro de 2018, Sofia foi protagonista na peça Presente de Natal, apresentado no Teatro Municipal de Itajaí pelo grupo Arte in Cena, sendo este o terceiro trabalho realizado com o grupo. Além das funções de atriz e modelo, Sofia também faz aulas de inglês, vôlei e patinação artística. Hoje, Sofia também é agenciada pelas agências Vogue e Dior, do estado de São Paulo, as principais agências de modelo do país. Na contra capa desta edição você confere Sofia no comercial da Málagah Kids, para a coleção de inverno/2019.

@sofia.schaadt fb.com/sofiamartinsschaadt

Fotos: Playground alto verão 2019 Créditos: Mariana Florencio/Fakini

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Saúde

OBESIDADE INFANTIL

COMO COMBATER ESSE MAL Especialistas de saúde reforçam que estimulo de hábitos saudáveis é essencial para prevenção da doença

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obesidade infantil é um tema cercado de sensibilidades. De acordo com Ministério da Saúde, no Brasil, 33% das crianças sofrem com excesso de peso e, por consequência, correm o risco de se tornarem adolescentes e adultos com sobrepeso ou obesos, colocando-os no caminho de diversas doenças crônicas. Por esse motivo, a Saúde reuniu algumas dicas em que os pais e familiares podem seguir em casa. “Junto com obesidade infantil diversos problemas de saúde surgem como colesterol alto, pressão alta, diabetes, doença cardíaca e até problemas ósseos. Além destas ques-

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tões, a obesidade interfere diretamente no lado psicológico das crianças, ou seja, elas são mais propensas a desenvolver estresse, ansiedade, depressão, baixa autoestima e até tristeza”, alerta o médico Roberto Cury, do Ministério da Saúde. Segundo o especialista, entre as causas mais comuns da obesidade estão fatores genéticos, falta de atividade física e baixo padrão alimentar. “Na maioria dos casos, a questão pode ser combatida com atitudes simples, mas que estão diretamente ligadas aos hábitos da família, como hábitos alimentares saudáveis e a prática de atividade física diária”, acrescenta.


Alimentação inadequada

é uma

GRANDE

CAUSA

Na hora do lanche, a criançada já tem na ponta da língua o cardápio predileto: coxinha, sanduíche, pizza, sorvete, chocolate, dentre outros. E com doces, salgados e refrigerantes nas prateleiras e ao alcance das crianças, não é tarefa fácil para os pais encorajarem seus filhos a terem uma alimentação saudável e equilibrada. Apesar de serem a preferência da maioria da garotada, esses alimentos podem ser um verdadeiro veneno para a saúde. Ricos em açúcares e gorduras, são vilões na alimentação e ajudam o peso a subir rapidamente. Por isso, é preciso ter olho vivo na balança, porque junto com o excesso de peso, vem uma série de doenças, como relata a endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Lívia Lugarinho. “A obesidade e o excesso de peso entre as crianças são um problema crescente que precisa de atenção. Uma estimativa feita pela Organização Mundial da Saúde revelou que 41 milhões de crianças no mundo, abaixo de cinco anos de idade, estão acima do peso. Esses números são resultados de uma combinação perigosa de má alimentação e sedentarismo”, explica. Para a endocrinologista, a chave para uma rotina saudável está no estilo de vida. Para evitar a obesidade infantil, vale aquele ditado: “prevenir é melhor do que remediar”. Então é importante que os pais estimulem uma alimentação saudável e equilibrada, além da prática regular de exercícios. A saúde dos pequenos agradece.

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Saúde

Foto: Divulgação

Caracterizados pelo excesso de gordura corporal em relação ao peso do corpo, a obesidade e o sobrepeso são portas de entrada para doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares. Para mudar o quadro, é necessário estimular hábitos alimentares saudáveis desde a infância, inserindo educação nutricional nas escolas para construir uma postura crítica nas crianças desde a hora de escolher os alimentos até a prática de atividades esportivas.

Dicas: O aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida ajuda a prevenir inúmeras doenças, inclusive a obesidade;

Lugar de comer é sentado à mesa. Se alimentar distraído em frente a computadores, celulares ou televisores só aumenta a chance de comer além do necessário, pois a falta de atenção acaba enganando o cérebro e dificulta a percepção de fome e saciedade;

Dieta não é coisa de criança. É possível ter uma rotina alimentar que satisfaça as necessidades das crianças sem deixar de ser prazerosa. Assim, é importante ter criatividade na hora de elaborar o cardápio dos pequenos; Criança saudável é criança ativa. As melhores brincadeiras são as que envolvem todos os membros do corpo, por isso praticar esportes é importante para manter o corpo e a mente em equilíbrio;

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Comida não é recompensa. Oferecer aquele alimento preferido como premiação por bom comportamento pode favorecer o desenvolvimento de transtornos alimentares no futuro.


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Como ajudar as crianças Seja o exemplo dentro de casa: Quando os filhos percebem que os pais praticam atividade física com frequência e se divertem com isso, é mais provável que eles queiram participar dos exercícios.

Planeje atividades familiares ao ar livre: A prática de atividades simples como caminhar, andar de bicicleta e nadar podem fazer a diferença no corpo das crianças. Em casa, é preciso estimular atividades e brincadeiras interativas que possam combater o sedentarismo. Seja sensível às necessidades infantis: As crianças com excesso de peso na maioria das vezes se sentem desconfortáveis em participar de determinadas atividades seja em casa ou na escola. Por isso, é importante que a família ajude no processo de readaptação alimentar e início das atividades físicas.

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Sobre o AvanSesc Com um olhar atento à realidade nutricional, tendo foco na detecção de desnutrição e obesidade infantil, o programa nacional AvanSesc tem como objetivo avaliar e acompanhar o estado nutricional dos alunos das escolas Sesc. Desde 2011, a ação se desenvolve fazendo a avaliação das medidas de peso e altura dos alunos e na sequência, realiza-se a análise dos dados a fim de acompanhar o estado nutricional dos alunos. Aqueles que apresentam alterações no estado nutricional são encaminhados ao setor de nutrição para receber as orientações e intervenções necessárias.


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Saúde

ESPORTE NA

INFÂNCIA:

A IMPORTÂNCIA DO INCENTIVO

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prática de esportes e exercícios físicos é recomendada por especialistas para o desenvolvimento do corpo e da mente e o incentivo deve começar desde a infância. As crianças estão aptas para o esporte logo nos primeiros meses de vida. Com cinco ou seis meses, assim que conseguem movimentar bem os braços e as pernas, já podem começar o seu envolvimento com o mundo esportivo. Nessa fase o esporte indicado é a natação que estimula o desenvolvimento neuromotor, fortificação da musculatura, aumento da capacidade cardíaca, além de ajudar crianças com problemas respiratórios. Alguns autores defendem, inclusive, que a prática esportiva infantil é capaz de prevenir muitos adoecimentos futuros, como o estresse, problemas respiratórios, cardíacos, de coluna e outros. Isso porque, a partir da prática de esportes, as crianças desenvolvem força óssea e

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muscular, além de melhorarem o desenvolvimento físico. Outro aspecto relevante é o desenvolvimento da coordenação motora, sendo cotado, inclusive, como agente melhorador na escrita, uma vez que permite relações mais eficientes com os objetos e limites materiais, como o lápis e a folha de papel. No entanto, é importante que pais, professores e educadores físicos estejam sempre atentos ao tipo de esporte que as crianças praticam. O esporte escolhido deve ser adequado à idade, ao peso, ao sexo e ao tamanho de cada criança. Para evitar que haja qualquer tipo de sobrecarga ou prejuízo no desenvolvimento, é importante também que toda prática esportiva na infância seja precedida de uma análise das condições físicas de cada criança, para procurar o esporte mais adequado às suas condições musculares, ósseas, respiratórias e cardíacas.


A ATIVIDADE PRECISA SER PRAZEROSA PARA A CRIANÇA

É importante que pais, professores e educadores físicos estejam sempre atentos ao tipo de esporte que as crianças praticam. O esporte praticado deve ser adequado à idade, ao peso, ao sexo e ao tamanho de cada criança. Para evitar que haja qualquer tipo de sobrecarga ou prejuízo no desenvolvimento, é importante que toda prática esportiva na infância seja precedida de uma análise das condições físicas de cada criança, para procurar o esporte mais adequado às suas condições musculares, ósseas, respiratórias e cardíacas.

As opções são infinitas e a escolha deve ser feita de acordo com o perfil e as necessidades de cada criança. O judô, por exemplo, pode ajudar crianças com pouca massa muscular a fortalecer seu corpo. Nesses casos, muitas vezes o direcionamento da criança para um esporte específico causado por motivos de saúde pode acabar estimulando a buscar uma performance, não só seguir por simples ordem médica. Fernando Scherer, o Xuxa, é um exemplo de criança que começou a nadar devido a problemas respiratórios e acabou se tornando um dos melhores velocistas do mundo nas piscinas. Entretanto, o mais importante é manter o esporte como forma de ocupação e desenvolvimento da criança. Se ela vai ou não se destacar na sua modalidade só o tempo e as consequências podem dizer. Se os treinos não servirem para que ela alcance grandes performances, ao menos podem torná-la mais saudável física e mentalmente, e menos suscetível ao mundo das drogas, entre outros problemas sociais.

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Saúde

ERROS FREQUENTES QUE PAIS COMETEM O treinamento intensivo precoce, com o objetivo de criar futuros campeões certamente é nocivo, declaram os profissionais no assunto. Nessa etapa as crianças não querem que as atividades sejam uma obrigação, mas sim que façam parte de sua rotina diária. O treinamento intensivo precoce se caracteriza por sessões de 6 a 7 horas semanais até 3 ou 4 horas diárias e a intensidade do trabalho exigido é grande. Nele, não são levados em conta as particularidades próprias, orgânicas, suas fases de desenvolvimento e a psicologia da criança. Além de danos físicos e psíquicos, o exagero no treinamento pode levar ao que os especialistas chamam de Síndrome de Saturação Esportiva, caracterizada por certa apatia e até aversão pelo esporte. São aquelas crianças que despontaram como futuros campeões, mas que desistiram das competições por exclusiva má orientação escolar, técnica, médica ou familiar. É importante que haja um ambiente agradável, com brincadeiras e muita diversão, para que elas se sintam envolvidas e o momento se torne extremamente prazeroso. Devemos respeitar as necessidades e os interesses das crianças, saber que tipo de atividades que as motivam. Enfim, devemos de todas as formas minimizar as possíveis pressões que, na grande maioria das vezes, já começam em casa, quando os pais que não tiveram sucesso esportivo na infância depositam toda sua frustração em desejo de ver o seu filho como um esportista de renome.

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Foto: Agência Sorocaba de Notícias

Incentivar as crianças ao esporte de maneira saudável, com certeza, trará muitos benefícios para a sua vida. Além dos aspectos fisiológicos e motores, dentre outras coisas, o esporte tem a competência de ensinar à criança a lidar e se relacionar com companheiros e adversários, desenvolver valores de cooperação e respeito às diferenças, aprender a conviver com conquistas e frustrações, conhecendo seus limites e suas potencialidades.


Como a criança tem energia e curiosidade, é importante explorar mais de um esporte, não apenas para que ela tenha contato com diferentes regras e organizações da atividade física, mas para proteger o corpo de repetições que possam ser prejudiciais ao desenvolvimento. Alguns autores propõem que se trabalhe com sistemas de compensação, como: natação e balé (um para desenvolver força e resistência respiratória e o outro para trabalhar equilíbrio, postura e ritmo).

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Educação

TENDÊNCIAS DE EDUCAÇÃO INFANTIL: VEJA QUAIS SÃO AS SETE PRINCIPAIS Novas formas de ensinar permitem que a criança seja protagonista do seu mundo

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s mudanças pelas quais o mundo está passando têm feito muitos pais sentirem dificuldade em escolher o modelo de educação que melhor prepare seus filhos para construir o próprio futuro. As demandas da nova geração são outras, novos conceitos chegaram e alguns valores estão sofrendo uma rápida transição. A esco-

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la está se reinventando, a fim de que as práticas pedagógicas se adequem às atuais necessidades das crianças, do mundo e o das famílias também. Confira aqui as sete tendências de educação infantil que fazem da escola um ambiente inovador ao desenvolvimento dos pequenos e permitem que a magia da infância seja amplamente valorizada!


Ensino personalizado e colaboração Cada aluno é único. Portanto, sua individualidade, tempo e maneira de enxergar o ambiente precisam ser respeitados, a fim de que o aprendizado faça sentido e seja motivo de paixão e felicidade. As aulas precisam estimular o auxílio mútuo, a interação, a parceria. Esses elementos, associados a atividades totalmente lúdicas, sem dúvida, tornam o aprendizado infantil muito mais divertido. A curiosidade quando estimulada e a vontade de investigar faz da criança protagonista em seu espaço. O trabalho em grupo desenvolve várias habilidades socioemocionais, como a colaboração, a comunicação e a autonomia — algo cada vez mais requerido na vida adulta. E a criança começa a despertar os seus talentos e a entender que tem um papel importante em sociedade.

Aulas ao ar livre A sala de aula está em todo lugar. Nada melhor que aproveitar os diversos espaços da escola para aprender. Escolas inovadoras possuem ambientes exclusivos para a educação infantil — muitos deles sem paredes ou teto —, a fim de que as atividades planejadas estimulem as crianças a compreender o mundo e a se socializar. Ao cultivar uma horta, por exemplo, o aluno poderá ser despertado para questões de sustentabilidade e de como são produzidos os alimentos e a evitar o desperdício. Em uma minicidade, aulas de trânsito permitirão ter a consciência para um trânsito mais humano, no futuro. A prática esportiva precisa ser inserida desde cedo, pois o desenvolvimento de habilidades motoras gerais, equilíbrio mente-corpo e o lado social, são aspectos importantes a serem desenvolvidos.

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Educação

Artes como estímulo à criatividade As expressões artísticas são importantes para que a criança possa exteriorizar o seu universo mais íntimo e a se sensibilizar diante do mundo. Pintar um quadro, subir ao palco para atuar ou dançar, tocar um instrumento musical, são algumas maneiras da criança potencializar as suas habilidades intelectuais e relevar a própria criatividade. As artes, portanto, estão sendo cada vez mais utilizadas desde a educação infantil como ferramentas de aprendizado, inclusive no processo de alfabetização. Por meio do desenvolvimento de habilidades artísticas, os alunos vão descobrindo inúmeros conhecimentos. Eles podem se descobrir futuramente um músico, um escultor ou um bailarino, e até aperfeiçoar-se a ponto de se tornar um profissional na fase adulta, quando estimulado.

Novas tecnologias em sala de aula O mundo de hoje é tecnológico e as crianças dessa geração — também chamada de geração z — são consideradas nativos digitais. Com isso, inserir recursos das novas tecnologias no ambiente escolar tornou-se inevitável. Essas ferramentas têm o potencial de levar novidades para a sala de aula e ampliar o engajamento dos alunos nas atividades. Como os computadores, celulares, smartphones e tablets fazem parte da vida moderna, sua utilização para a interação com o conhecimento permite que as crianças tornem-se sujeitos no aprendizado. Ao conectar-se à Internet, uma aula pode se tornar muito mais enriquecedora, já que com ela os conhecimentos tendem a se cruzar, promovendo a multidisciplinaridade e tomando as aulas mais atraentes e relevantes.

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Gamificação Do uso das novas tecnologias surgiu a gamificação, expressão que vem do inglês gamification. Trata-se de unir a paixão das crianças pelos games e utilizá-los de forma construtiva na sala de aula. A ideia é que o professor insira os jogos como ferramenta para assuntos que estejam sendo discutidos. Atualmente existem muitas plataformas com vastas opções de conteúdo conforme cada faixa etária. Ao utilizar os jogos, o processo de aprendizagem fica mais leve e divertido. “Gamificar” as aulas, porém, não se restringe apenas a jogos eletrônicos. O professor pode criar meios lúdicos que garantem o engajamento dos alunos. Mais além, a utilização de jogos, tanto físicos quanto digitais, tem por intuito fortalecer habilidades transcendentes à sala de aula. E as crianças também podem criar seus próprios jogos, o que fortalece o senso de objetivos, metas, prazos e trabalho em equipe.

Horários flexíveis e período integral Conciliar carreira e filhos tem sido um desafio e tanto para muitos pais. Algumas escolas buscam diferenciais ofertando educação com horários flexíveis de entrada e saída, atividades extracurriculares dentro da própria escola e o período integral. As crianças são assistidas de acordo com as necessidades da faixa etária, o que torna a experiência bastante positiva e tranquilizadora para os pais. Profissionais capacitados acompanham os pequenos na transição de cada horário e proporcionam bem-estar em momentos importantes. As refeições, por exemplo, tendem a ser balanceadas, e a presença de nutricionista permite avaliar se a criança está se alimentando adequadamente e na hora do descanso acontece num ambiente bem calmo para que as crianças possam relaxar. Há também acompanhamento na fase em que começam a aparecer as tarefas de casa, e as professoras de atividades culturais e esportivas específicas revezam-se em aulas estimuladoras, que ratificam os objetivos do projeto político-pedagógico da escola. Mundo da Criança 2018

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Educação

Ensino bilíngue Com o passar dos anos, seja para ingressar em importantes universidades ou no mercado de trabalho, seja para ter relacionamentos sociais, fazer uma viagem ou, simplesmente, para ler um livro, ter fluência em outra língua é um grande facilitador e amplia horizontes. Essa nova realidade também fez com que as escolas aprofundassem o ensino de idiomas. Dominar outra língua — especialmente o inglês, por ser universal — tornou-se imprescindível. E quanto mais cedo for o aprendizado, mais natural ele será. No ensino bilíngue, algumas escolas alfabetizam tanto em português como em outro idioma, simultaneamente. Outras preferem uma imersão contínua com au-

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mento gradativo de carga horária. Os métodos podem variar e por isso é interessante que os pais avaliem qual é a finalidade do segundo idioma para a família. O ensino bilíngue desde a infância traz uma série de benefícios para a preservação de habilidades cognitivas na vida adulta, assim como o aprendizado de música e artes. Essas tendências de educação infantil demonstram bem como a escola está passando por uma grande transição. É aconselhável que as famílias e a instituição tenham um relacionamento estreito, a fim de que todas as dúvidas sejam esclarecidas, parceria fortalecida visando o bem-estar e a aprendizagem da criança.


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É verão

Nada melhor que o conforto do algodão e linho na composição de looks de verão alegres e despojados, de acordo com as tendências para a estação.

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Fotógrafo: Dalazen Júnior Modelos: Sophie Bastos Anversa, Helena Reizer, Maya de Souza e Théo Bastos Anversa Locação: Itamirim Clube de Campo Roupas: Baby Soul Acessórios: Acervo pessoal

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Saúde

ESTIMULAR ADEQUADAMENTE AJUDA MUITO NO DESENVOLVIMENTO INTEGRAL DAS CRIANÇAS!

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ificuldades motoras na aquisição da fala, nos relacionamentos ou na aprendizagem escolar são sintomas de que algo não vai bem. E quando há sinais de síndromes ou de transtornos do desenvolvimento, a estimulação correta das crianças torna-se ainda mais importante. Para atender esta necessidade, Itajaí conta com a Clínica Espaço Aprender. Trabalhando de forma colaborativa, possui uma equipe de profissionais especializados nas diversas áreas do desenvolvimento humano: Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia, Psicologia, Psicopedagogia e Neuroterapia (Treinamento Cerebral). “O objetivo das terapias de estimulação vai além do simples ato de medicar. A

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ideia é contribuir para que seus filhos aprendam a usar o corpo e a regular suas emoções, para que se tornem adultos independentes, saudáveis e emocionalmente equilibrados”, afirma Priscila Adriana Soares, psicóloga infantil e responsável técnica da clínica. Isto é ainda mais importante quando as crianças apresentam desregulações ou patologias no desenvolvimento, que dificultam as suas funções básicas de vida. O desenvolvimento de um ser humano não é tão natural e automático quanto parece. “As crianças precisam ser adequadamente estimuladas, com atenção e afeto, para aprenderem a regular o ritmo de sua respiração, buscar e fazer a digestão dos alimentos, comunicar aqui-

lo que desejam ou construir memórias significativas”, comenta Marcelo Rutzen, neuroterapeuta e psicopedagogo da clínica. Segundo o profissional, desde bebês as crianças precisam da ajuda dos pais e cuidadores. Quando não há na criança a integração ou regulação adequadas dos sistemas sensoriais ou do humor, isto pode causar prejuízos ao controle motor e cognitivo, dificultando o aprendizado para caminhar, desenvolver a expressão corporal e oral da linguagem nas idades esperadas, com reflexos na interação social e nas demais funções que serão primordiais por toda a vida. Neste sentindo, tanto as crianças, quanto seus pais, precisam do auxílio terapêutico especializado.


Treinamento Cerebral (Neurofeedback)

Terapia Ocupacional (T.O.) Fernanda Dutra e Marília Ribeiro são terapeutas ocupacionais na clínica. O trabalho desenvolvido por elas cuida de aspectos importantes e muito básicos do desenvolvimento das crianças. Quando há problemas nos sistemas sensoriais ou nas respostas motoras a criança não consegue regular o que sente e fica muito agitada, com a musculatura tensa, mas também pode ficar hipotônica, sem energia ou com dificuldades no controle e/ou coordenação de seus movimentos. Por conta disso, sente-se incapaz de realizar adequadamente ações como: ir ao banheiro, vestir-se sozinha, andar ou movimentar o corpo corretamente, manter o equilíbrio. Através de atividades lúdicas, equipamentos específicos e um conhecimento profundo sobre as habilidades que o ser humano utiliza em suas ocupações as terapeutas conseguem auxiliar neste desenvolvimento.

Uma das técnicas avançadas utilizadas na clínica usa sensores de eletroencefalografia capazes de mensurar e mostrar ao paciente em tempo real a atividade elétrica do seu cérebro. Marcelo, neuroterapeuta e psicopedagogo, utiliza esta técnica para que a criança, ou adulto, aprenda a regular sua fisiologia. O treinamento cerebral (Neurofeedback) pode utilizar jogos, vídeos ou sons, todos comandados por estes sinais capturados pelos sensores. Ao prestar atenção nestes feedbacks de sua própria atividade cerebral, ou seja, quando o jogo funciona melhor ou pior, quando o vídeo fica mais escuro ou claro, ou quando o som aumenta ou diminui, aprende a regular os desequilíbrios de seu cérebro. Quando o cérebro está equilibrado, o corpo e a mente também funcionam melhor.

te. Os tratamentos envolvem orientações à família e objetivam desenvolver o potencial de cada ser e o aprendizado de estratégias para superar suas próprias dificuldades e/ou limitações.

Orientação Vocacional e Profissional Neste mundo em constante mutação, dúvidas sobre qual faculdade escolher, que carreira ou papéis que o indivíduo irá exercer na sociedade são fatores que causam muita angústia e insegurança. A sensação de “sentido na vida” depende fortemente das habilidades que um indivíduo possui para escolher seus objetivos e, principalmente, seu propósito. A psicóloga Patrícia Padilha auxilia adolescentes e adultos no (re)direcionamento de suas escolhas profissionais, utilizando as melhores técnicas de autoconhecimento e de gerenciamento balanceado entre sua vida profissional e pessoal.

Psicopedagogia A psicopedagogia auxilia no processo de aprendizagem de crianças, adolescentes e adultos, identificando e trabalhando nas dificuldades e/ou possíveis transtornos que podem estar interferindo na qualidade da aprendizagem do indivíduo. A psicopedagoga Juliana Hoffmann desenvolve um trabalho planejado e focado nas individualidades do educando, com o objetivo de estimular o prazer em aprender, além dos momentos de orientação aos pais e professores de forma que seu trabalho seja integrado e não individual. As atividades lúdicas, como: brincadeiras, jogos, histórias, modelagens... ocupam papel de destaque nas intervenções psicopedagógicas, pois são importantes para o desenvolvimento psicológico, social e cognitivo do educando.

Psicologia As psicólogas Priscila Adriana Soares e Patrícia Padilha utilizam instrumentos e técnicas modernas para avaliar e auxiliar o desenvolvimento cognitivo e as habilidades emocionais das crianças e adultos. O objetivo é compreender o que, no ambiente em seu entorno ou na compreensão que possui de si e do mundo, está impedindo o desenvolvimento saudável daquele pacien-

Fonoaudiologia e Estimulação Musical A fonoaudióloga Ronize Lizziani, desenvolve um trabalho de estimulação da linguagem oral, escrita e habilidades pertinentes à comunicação como: percepção auditiva, consciência dos sons da fala, entre outras, utilizando música e ludicidade, entendendo que a brincadeira e as vivências musicais fazem parte da expressão da vida. Cantando, batucando, imaginando, movimentando e tocando se desenvolve e estimulam habilidades necessárias para comunicação seja esta falada ou escrita, aumentar vocabulário, bem como suprimir processos como trocas na fala, gagueira, distorções. Mundo da Criança 2018

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Literatura infantil

A História de Tião A obra “Circo Musical – a história de Tião” trabalha de forma lúdica os parâmetros do som. O livro foi pensado para crianças com idade entre 5 e 12 anos e vem acompanhado de um CD de músicas

T

ião é um menino do interior que ama sua vida na fazenda em meio aos animais. No entanto, ele também gosta de cantar e criar canções junto com seus amigos. E foi num dia ensolarado que Tião, muito animado, avistou um cartaz que dizia assim: “Amanhã o circo musical estará nesta cidade”. Com essa novidade veio a curiosidade, afinal de contas, isso era o que ele sempre sonhou: viver a aventura do circo mesclada à música que sempre amou. São as aventuras desse menino cheio de energia e vida que as autoras Elisa Maria Cordeiro e Rafaela Zandonai Büchele contam no livro “Circo Musical – a história de Tião”. Com ilustrações do designer gráfico Leandro Francisca, o enredo narra as aventuras do personagem ao adentrar um circo repleto de alegria, música e aprendizado. O palhaço, os animais e a bailarina trazem em suas performances um encontro divertido entre a magia do espetáculo e elementos musicais básicos à compreensão musical. A temática “circo” possui capacidade promissora de atrair a atenção e curiosidade das crianças no desenrolar de atrações tão especiais. Dessa forma, a obra contribui na valorização da cultura do circo, ansiando que a mesma não se perca, para que novas gerações possam vislumbrar e contribuir com tal maravilha e – tomando por referência o Circo Musical possam perceber e valorizar toda musicalidade intrínseca na mesma.

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O livro “Circo Musical – a história de Tião” foi idealizado e desenvolvido pelas autoras durante o seu percurso na Universidade do Vale do Itajaí (Univali) enquanto cursavam Licenciatura em Música e planejavam suas ações nos estágios supervisionados e Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid), com o objetivo de mediar uma aprendizagem musical lúdica e significativa. O projeto materializou-se como livro e CD com canções inéditas após estabelecer parceria com a lei de incentivo à cultura do município de Itajaí, onde a partir disso, recebeu o apoio de instituições que acreditaram e investiram no seu potencial, tornando este sonho possível.

As educadoras musicais Rafaela Zandonai Büchele e Elisa Maria Cordeiro prepararam a contação dessa história para que aconteça de forma lúdica, interativa e divertida. As crianças simplesmente amam! Saem do ambiente da contação sempre com um grande sorriso por terem apreciado essa linda história envolta de música e aprendizado.

Rafaela Zandonai Büchele

é violinista, educadora musical e escritora. Iniciou seus estudos violinísticos na adolescência e em 2015 ingressou no curso de Licenciatura em Música na Univali, no qual foi bolsista do programa Pibid e projeto de extensão durante toda a graduação. Participou de diversos cursos de educação musical com educadores como Carlos Kater, Melita Bona, Uirá Kuhlmann, Shinobu Saito. Atualmente é integrante de grupos de música erudita e educadora musical em escola básica de ensino e escola de música. Possui graduação em Licenciatura em Música (Univali) e tem artigos publicados em revistas de educação musical.

@musicalmentestore

Elisa Maria Cordeiro é artista, cantora, instrumentista, educadora musical e escritora. Atua no cenário cultural do município desde 2012, quando iniciou seus estudos no Conservatório de Música Popular Carlinhos Niehues. Desde então, tem difundido seu trabalho com competência e musicalidade nas áreas de educação musical e música popular brasileira, em instituições de ação social, igrejas, corais, concursos musicais, assessorias musicais para cerimônias e eventos, gravação de CD, escolas de educação básica e escolas de música. Possui habilitação técnica em canto (CMPI) e graduação em Licenciatura em Música (Univali) e tem artigos publicados em revistas de educação musical.

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Cotidiano

RELAÇÕES ENTRE

c rianças e pets SÃO CERCADAS DE

amizade e afeto Especialistas afirmam que o relacionamento das crianças com os animais é benéfico e pode até ajudar no desenvolvimento social dos pequenos

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relação entre os pets e as crianças é cercada de afeto e amizade. Mesmo assim, os pais ainda têm muitas dúvidas em relação aos problemas relacionados à saúde dos filhos, têm dúvidas se os vírus e bactérias carregados pelos animais pode acarretar prejuízos aos pequenos. Segundo cientistas, a convivência das crianças com animais de estimação podem fortalecer o sistema imunológico, diminuindo o risco de doenças respiratórias e alergias, prevenir a ansiedade infantil e melhorar as habilidades sociais. A psicóloga Mara Lúcia Madureira explica que a companhia de um animal reduz as chances dos pequenos desenvolverem resfriados, problemas estomacais e até dores de cabeça. “Isso acontece porque os níveis de imunoglobulina A, um anticorpo presente nas mucosas que evita a proliferação viral ou bacteriana, aumentam quando em contato com os animais e fortalecem o sistema imunológico.” Mara Lúcia diz ainda que as crianças que convivem com animais de estimação costumam expressar afetividade mais facilmente e aprendem mais sobre regras de convívio, respeito e sobre a importância de cuidar do outro. Apesar das vantagens, muitos pais também se preocupam com a idade e a imaturidade dos filhos para lidar com um bichinho em casa. No entanto, ainda segundo a psicóloga, não há idade específica para se ter animal de estimação. “A criança pode nascer em um lar onde já existam animais e conviver perfeitamente feliz com eles.”

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As crianças desenvolvem mais rápido as noções de companheirismo e responsabilidade com aqueles que dela dependem. Com o bichinho, elas aprendem a respeitar os horários de alimentação, passeios, necessidades fisiológicas como sono, urinar e defecar.

Cotidiano

Pesquisas comprovam A Universidade de Aberta, no Canadá, realizou uma pesquisa com 700 bebês, onde 46% conviveram com ao menos um pet desde a gestação até os três meses após o nascimento. Analisando os exames de fezes, os pesquisadores chegaram à conclusão que esse grupo de 46% apresentaram cerca de duas vezes mais duas bactérias (Ruminococcus e Oscillospira) que os demais bebês. Essas bactérias estão ligadas à uma chance menor dessas crianças apresentarem complicações alérgicas e ganho acelerado de peso. Um estudo recente, realizado pela Universidade de Oklahoma (EUA), acompanhou 643 crianças de quatro a 10 anos por um ano e meio e concluiu que as crianças que convivem com pets têm menos probabilidade de sofrer de ansiedade infantil. Esse resultado comprova que a relação criança-animal estimula o afeto, a cumplicidade, a paciência e a responsabilidade. “As crianças que têm tendência a desenvolver ansiedade na 54

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infância tem uma preocupação com tudo. O animal vem tirar o foco e ajudar as mesmas a aproveitarem mais o momento com seu novo amigo, sem a preocupação com o que poderá acontecer depois, sem acelerar o fluxo das coisas”, conclui o estudo. Os animais também auxiliam na melhora e na qualidade da relação das crianças com as pessoas a sua volta. Segundo estudo da Universidade de Cambridge, analisando crianças entre dois e 12 anos, perceberam que aquelas que possuem um vínculo forte com os animais de estimação acabam por se tornarem mais preocupadas em ajudar aos outros, em dividir e interagir mais. Outro dado revelado interessante, foi que – principalmente as meninas – confiam mais nos bichos que nos próprios irmãos. “Elas podem sentir que os pets não estão julgando e, como eles não parecem ter os próprios problemas, eles simplesmente escutam”, explica o psiquiatra Matt Cassels, um dos responsáveis pela análise.


Cuidados Vale lembrar que mesmo desmitificando que animais prejudicam a saúde das crianças, eles precisam estar com as vacinas e a saúde sempre em dia. Outro detalhe muito importante é mostrar aos filhos que os pets não são objetos. Os animais fazem bem, ajudam e estimulam os pequenos, porém é preciso ensinar que os peludinhos requerem cuidado, carinho e atenção. Além de um pet viver mais de 10 anos, geralmente, saber retribuir o amor verdadeiro é o maior aprendizado que podemos ter.

Qualquer raça pode ser treinada, aprender as regras da casa e conviver com as crianças. No entanto, as raças mais comuns e que costumam ser dóceis são shih-tzu, maltês, yorkshire, poodle, labrador, golden retriever, Cocker, daschund, spitz e o famoso ‘SRD’ - sem raça definida ou vira-latas.

BENEFÍCIOS DA RELAÇÃO ENTRE

PET COM CRIANÇAS -Desenvolve a capacidade das crianças de se relacionarem afetivamente; - Estimula o senso de responsabilidade; - Contribui para aprendizagem infantil acerca de temas como o nascimento, a procriação e a morte; - Desperta a consciência ecológica e a ética da criança, diante da natureza e dos seres vivos; - A criança aprende a lidar com a perda e com a dor; - Auxiliar na prática de exercícios físicos por meio de brincadeiras e passeios.

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Viagem

VOU VIAJAR COM MEU FILHO PEQUENO.

E agora? O

período da infância deve ser aproveitado ao máximo. Enquanto a criança está nos primeiros anos de vida, até no início dos estudos, fazer algo diferente nas férias, em feriados, a cada um ano, dois anos, agrega uma ampla experiência que com certeza ficará marcada nessa fase da vida, bem como na memória. Por outro lado, é preciso saber viajar com criança pequenas, pois algumas viagens longas podem cansar e até mesmo estressar o seu filho. Com isso, aqui vão algumas dicas:

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Se for a primeira viagem do seu filho, pense num roteiro mais tranquilo e com mais dias em cada parada. É preciso entender o ritmo próprio para férias assim, antes de planejar aventuras maiores. Quanto mais integrantes, maior a chance de imprevistos acontecerem. Esteja pronto para isso. Viajar em três (ou em quatro, ou em cinco) necessariamente significa enfrentar mais probleminhas do que sozinho ou em casal. E tudo bem. Respire fundo porque a viagem vai ser incrível.

Lembre-se sempre de deixar alguns pequenos brinquedos na parte mais acessível da mala de bordo. O mesmo vale para insumos básicos, como lencinhos umedecidos e uma troca de roupa emergencial. De acordo com a idade é legal tentar incluir o filho desde os preparativos. Ao longo do itinerário, conte para ele onde vocês estão e um pouco sobre as características do local.

Capriche no preparo físico. No corre-corre de uma viagem, vai ser inevitável que você tenha de carregá-lo no colo mais do que o normal. Seja pela pressa em alguns deslocamentos, seja porque a criança é a primeira a se cansar.

Antes de cada viagem mais longa é recomendável consultar o pediatra do seu filho. Ele irá dar dicas de saúde, prescrever eventuais vacinas e recomendar alguns medicamentos emergenciais.

Bebês são muito apegados a rotinas. Uma dica que funciona bem nas primeiras viagens é levar um pacote de balões coloridos. Todos os dias quando voltarem ao hotel, podem encher o balão e dar para que seu filho brinque, como um sinal de que chegou ao fim mais uma jornada. Especialistas costumam dizer que sair da rotina é a maior dificuldade de adaptação de uma criança em viagem de férias. Vale a pena reservar um espaço na mala para aqueles dois ou três brinquedos que são o xodó de seu filho – vai ser o porto-seguro dele durante o périplo. Também é legal manter alguns hábitos do dia a dia normal. Por exemplo: se você costuma ler para seu filho dormir, leve um livrinho na mala e faça isso também no hotel.

Relaxe. São férias, lembra? Mesmo que as coisas saiam um pouco do controle – da alimentação fora de hora ao tablet em excesso–, procure curtir o momento. Depois você tem os outros meses do ano para colocar as coisas nos eixos novamente.

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Viagem

DICAS

ESSENCIAIS

PARA VIAJAR DE CARRO COM CRIANÇA PEQUENA

Caso você curta pegar a estrada e dirigir em família, também é preciso manter a criança calma e distraí-la para que a viagem se torna agradável aos pais e também aos filhos. Pausas inesperadas podem surgir para esticar as pernas ou até comer algo e usar o banheiro. Confira as dicas para curtir uma viagem na estrada da melhor forma:

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1 . Capriche na playlist Aproveite o tema da viagem e crie uma playlist de músicas que combinem. Envolva a criança nas letras, cante junto e ajude o tempo a passar. Para os maiorzinhos, os DVDs portáteis podem espantar o tédio. Mas cuidado: se o seu filho se enjoa fácil, evite entretê-lo com joguinhos de celular, filmes, livros ou qualquer outra coisa que possa causar vômitos.

2 . Aproveite a paisagem para criar brincadeiras Quantos carros vermelhos vão passar? Ganha quem encontrar uma vaca preta primeiro! Estou pensando em um animal cinza. Que animal é? Crie jogos que envolvam a criançada na paisagem e distraiam.

3 . Tenha uma boa cadeirinha Se seu filho usa bebê-conforto ou cadeirinha, invista em um modelo confortável, reclinável e que dê bom apoio para a cabeça. Uma cadeira não-reclinável pode fazer com que, enquanto seu filho dorme, a cabeça dele fique caindo para frente e para os lados. Se o carro for alugado, consulte a locadora sobre a locação da cadeirinha também. Em alguns casos, ela pode até ser oferecida como cortesia.

4 . Faça paradas periódicas Se a viagem for longa, programe parar a cada duas ou três horas para um xixi, esticar as pernas ou fazer um lanchinho. Se tiver mais algum adulto junto, alterne também a direção do carro. Além de descansar as crianças, os maiores também se beneficiam das paradas e ficam mais relaxados para lidar com eventuais birras e contratempos.

5 . Lembre-se: é cansativo mesmo Você também vai se cansar, ficar impaciente e querer chegar logo. Por que com a criança isso seria diferente? Entenda que é perfeitamente aceitável se sentir desconfortável e que os pequenos viajantes vão, sim, expressar isso. Você também gostaria de fazer o mesmo. Coloque-se no lugar da criança, respire fundo e lembre que a viagem é por uma boa causa – para viver novas experiências e curtir o que a gente tem cada vez menos: tempo gostoso em família.

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Desenvolvimento

FOTO: Shutterstock/Divulgação

QUANDO O BEBÊ DEVE COMEÇAR A FALAR

Por volta dos 12 meses o bebê já articula pelo menos quatro palavras e aos dois anos já consegue formar uma frase com duas ou três palavras, tendo um vocabulário de cerca de 50 palavras, que aumenta para 200 palavras aos 3 anos de idade

O

bebê começa por emitir sons como “ahh” ou “ohh” por volta dos três meses de idade, passando depois a balbuciar palavras como “dá-dá” ou “má-má”. Por volta dos nove meses de idade, o bebê já aperfeiçoou a fala e é capaz de dizer palavras como “mamãe”. No entanto, podem ocorrer divergências nesses tempos. O atraso na fala pode ser causado apenas quan-

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do os pais não estimulam a fala do bebê ou como resultado de uma doença como surdez ou autismo. Nestes casos, é importante observar se o bebê apenas não tem a fala desenvolvida para a idade ou se apresenta outros sintomas como não reagir a sons ou frieza emocional, que está relacionada com o autismo, e consultar o pediatra.


DESENVOLVIMENTO DA FALA POR IDADE e tenta imitar as palavras que os adultos usam. Já é capaz de vocalizar palavras, como “papai”, “babá” ou “mamãe”, imitar a tosse ou fazer “psiu”. Aos 12 meses, já articula pelo menos quatro palavras, compreende e responde a uma ordem e já aprendeu a usar duas ou três combinações de sons para obter comida ou brinquedos. Por volta dos 15 meses, o bebê já consegue dizer entre quatro a seis palavras, indicando nomes e identificando o nome de um objeto. Aos 18 meses, já consegue falar de cinco a dez palavras e organiza frases com duas palavras e começa a dar nome ao que vê, como “neném”, “pato” (sapato) ou “tomove” (automóvel).

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FOTO: Getty Image/Divulgação

O desenvolvimento da fala do bebê é um processo lento, que se vai aperfeiçoando enquanto o bebê vai crescendo e desenvolvendo, de acordo com a idade. Aos três meses de idade, o choro é a principal forma de comunicação do bebê, sendo que ele chora de forma diferente para causas diferentes. Nesta idade, ele já emite sons como “ahh” ou “hghh”. Entre os quatro e os seis meses o bebê começa a balbuciar e fazer sons, usando as vogais A, E, U e as consoantes D e B para ele mesmo se ouvir ou para os brinquedos. Pode tentar dizer algumas palavras, como “dá-dá”, “pá-pá” ou “má-má”. O que o bebê já fala entre os sete e os 12 meses, ou seja, começa a dar sentido aos sons que faz


Desenvolvimento

VOCABULÁRIO Entre os 19 e 24 meses o bebê tem um vocabulário de cerca de cinquenta palavras e usa até palavras inventadas por ele para pessoas ou brinquedos. Já pode dizer o seu primeiro e segundo nome e geralmente já sabe o nome de tudo em casa. Já pode reunir duas ou três palavras para formar uma frase como “neném quer” ou “aqui bola”. Aos três anos a criança é capaz de manter uma conversa e entender o que está sendo dito. Já tem um vocabulário de cem a duzentas palavras e é capaz de ter uma conversa básica. Mais uma vez é importante frisar que cada bebê tem o seu próprio ritmo de desenvolvimento e os pais precisam respeitar. No entanto, é importante levar o bebê regularmente ao pediatra para ele avaliar se o desenvolvimento e a linguagem do estão decorrendo naturalmente.

COMO AJUDAR SEU FILHO A FALAR Os pais podem ajudar o seu filho a falar, adotando alguns comportamentos como: • Se comunicar com o bebê desde cedo, falando e cantando para ele, pois proporcionar um ambiente com comunicação faz com que seja muito mais fácil para o bebê aprender a falar. Para isso, os pais devem fazer perguntas, explicar o que estão fazendo, cantando ou apontando para os objetos dizendo o seu nome, por exemplo; • Ler para o bebê é uma ótima forma de aumentar o vocabulário e ajudá-lo a entender o sentido das palavras;

FOTO: Divulgação

• Responder ao que o bebê diz, imitando sons ou ruídos que ele faz, pois isso faz com que ele fique mais estimulado para continuar conversando;

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• Os pais devem utilizar desde cedo uma linguagem correta, evitando diminutivos ou palavras erradas, como “pato” em vez de sapato ou “bibi” em vez de carro, por exemplo.


QUANDO SE DEVE PREOCUPAR Os pais devem levar o bebê ao pediatra caso ele: •Não esteja tentando fazer sons, não responde ao nome ou não estabelece contato visual por volta dos seis meses; •Não balbucie por volta dos nove meses; •Não aumente o seu vocabulário, está perdendo habilidades na linguagem ou não vai mostrar coisas para você entre os 13 e os 18 meses;

•Não é capaz de seguir ordens simples, utiliza palavras soltas sem sentido, não imite os pais ou não aponta para as partes do corpo entre os 19 e os 24 meses; •Não é capaz de articular duas ou três palavras numa frase ou não consegue se expressar entre os 25 e os 36 meses.

FOTO: Divulgação

Estes sinais podem significar que a fala do bebê não está se desenvolvendo normalmente e, nestes casos, o pediatra deve orientar os pais para consultarem um fonoaudiólogo ou terapeuta da fala para estimularem a fala do bebê.

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