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ABRIL, 2017

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Diversidade econômica é marca de Santa Catarina

A economia do estado tem como base o tripé indústria, agropecuária e extrativismo vegetal. No entanto, o setor terciário responde por uma boa fatia da receita e o setor serviços emprega mais que a indústria.

Infraestrutura portuária amplia competitividade do estado Composta por três complexos portuários e logísticos de múltiplo uso, Santa Catarina desponta no cenário portuário nacional pela qualidade e eficiência do setor.

Destaques de Santa Catarina Estado amplia participação no Produto Interno Bruto (PIB) do país e ocupa a quarta posição no ranking nacional do PIB per capita.

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EDITORIAL

EXPEDIENTE

Santa Catarina, desenvolvimento com determinação

N

o Sul do Brasil, Santa Catarina não é apenas um estado com belas praias, paisagens que vão dos campos, montanhas e arquitetura histórica em pequena área territorial e bons índices de qualidade de vida. O estado também é exemplo de pujança, de garra e de determinação de seu povo. A afirmação é facilmente explicada. Fomos uma das últimas unidades da Federação atingida pela crise econômica que assola o Brasil pelos últimos três anos e uma das primeiras a iniciar o processo de recuperação de sua economia. Depois de um período turbulento, a produção industrial catarinense já cresceu quase 6% em janeiro deste ano, na comparação com o mesmo mês em 2016. As exportações aumentaram 23% no primeiro bimestre de 2017 e a geração de emprego na indústria de transformação cresceu 2,6% no bimestre, com a abertura de quase 17 mil novos postos de trabalho. Embora ainda seja prematuro desenhar o cenário deste e dos próximos anos, podemos afirmar que o país retoma aos poucos a sua trajetória, discreta e gradual de crescimento, e Santa Catarina situa-se entre os primeiros estados alinhados a esse movimento. Fato comprovado pelo índice de confiança do empresário industrial, que alcançou 55,5 pontos em março, ampliando a trajetória de crescimento iniciada em dezembro. Temos ainda grandes e complexos desafios pela frente, mas as expectativas são as melhores possíveis.

Diretor Carlos Bittencourt carlos@bteditora.com.br Coordenação de Jornalismo Joca Baggio jornalismo@bteditora.com.br Capa Agência Tatticas Projeto Gráfico Leandro Francisca Tradução Wizard Itajaí Comercial Sônia Bittencourt 47 . 98405.9681 Rosane Piardi 47 . 98405.8776 Janaina Moreira 47 . 98405.8775 Críticas e sugestões Fone: 47 . 3344.8600 direcao@bteditora.com.br Impressão Tipotil Indústria Gráfica Diversidade econômica é Site marca de Santa Catarina revistaportuaria.com.br A economia do estado tem como base o tripé indústria, agropecuária e extrativismo vegetal. No entanto, o setor terciário responde por uma boa fatia da receita e o setor serviços emprega mais que a indústria.

Infraestrutura portuária amplia competitividade do estado

Composta por três complexos portuários e logísticos de múltiplo uso, Santa Catarina desponta no cenário portuário nacional pela qualidade e eficiência do setor.

Destaques de Santa Catarina

A revista não se responsabiliza por conceitos emitidos em artigos assinados, que são de inteira responsabilidade de seus autores. Nem muito menos pelo crédito e fotos inseridas nas páginas dos nossos anunciantes.

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Estado amplia participação no Produto Interno Bruto (PIB) do país e ocupa a quarta posição no ranking nacional do PIB per capita.

Publicação BT Editora Rua Anita Garibaldi, nº 425 Centro Itajaí - 47 . 3344.8600 bteditora.com.br


SUMÁRIO

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Capa

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Têxtil e indústria da moda:

50

Veículos e automotores:

52

Indústria moveleira:

Indústria em números

34

Alimentos:

Especial Santa Catarina: Economia diferenciada e alta qualidade de vida

Setor é o maior gerador de empregos

Otimismo para o setor

SC tem um dos mais importantes polos do país

54

Indústria da construção civil

78

Aeroportos:

94

Gestão portuária:

104

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Setor continua aquecido e tem reconhecimento pela qualidade superior de seus imóveis

Produção industrial projeta Santa Catarina no mercado global

Grandes investimentos para os aeroportos de SC

União cria Secretaria Nacional de Portos

Destaques de Santa Catarina

58 Portos: Infraestrutura portuária é diferencial em Santa Catarina

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OPINIÃO

Foco na competitividade

O

estudo “Competitividade Brasil: comparação com países selecionados”, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), analisou o grau de competitividade de 18 países com algum grau de similaridade entre o nível de desenvolvimento de suas economias, incluindo o Brasil, que ocupa a 17ª colocação. Estamos à frente, apenas, da Argentina. Ser competitivo é transitar com desenvoltura em quesitos como capital e trabalho, infraestrutura, logística, tributos, tecnologia, inovação e educação entre outros. O Brasil está mal em vários aspectos, principalmente quanto à disponibilidade de capital, quesito em que ocupamos a última colocação. Essa questão pode ser avaliada pelo nível da Selic, que é o indicativo da taxa básica de juros. Os 13% atuais estão muito além do razoável e, ainda assim, não refletem a realidade, uma vez que a taxa média de juros das operações de crédito com recursos livres fechou dezembro em mais de 50%. Por sua vez, o custo médio para a pessoa física no mesmo mês foi superior a 70%. Os problemas inerentes a uma infraestrutura arcaica ajudam a consolidar a posição do Brasil na penúltima colocação. Segundo estudos da Fiesc/UFSC, para cada real faturado pelas indústrias catarinenses, R$ 0,14 são dispendidos em logística, contra R$ 0,11 da média brasileira e R$ 0,08/R$ 0,09 praticados nos países desenvolvidos pesa distribuir a riqueza, duramente produzida. Nossos produtos ficam mais caros e menos competitivos. Sondagem da Construção Civil, efetuada pela Fiesc, mostra que, em 2016, a elevada carga tributária é o principal problema reportado pelas empresas que buscam superar a crise, seguida pela demanda insuficiente e pela falta de capital de giro. A dificuldade em acessar o crédito se soma aos custos proibitivos e produz um cenário de liquidez restrita, que afeta, principalmente, as empresas de menor porte. Mesmo com todas essas limitações, Santa Catarina, pela segunda vez consecutiva, foi classificada como o terceiro estado de melhor competitividade do Brasil, abaixo do Paraná e de São Paulo, que lidera o ranking, segundo o Centro de Liderança Pública (CLP), em parceria com a Economist Intelligence Unit e Consultoria Tendências. Aumentar a competitividade da indústria é uma das missões da Fiesc. Em um mundo que ainda se ressente da crise internacional de 2008, buscar a competitividade é uma forma de se obter um ambiente empresarial seguro e próspero. É o que fazemos, melhorando o nível de escolaridade e de saúde de nossos trabalhadores e investindo em inovação e tecnologia, fatores inequívocos de contribuição para o desenvolvimento das indústrias e o bem-estar da sociedade catarinense.

Glauco José Côrte Presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc)

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Divulgação

CAPA

Economia

diferenciada e alta

vida

qualidade de

As principais atividades econômicas são a agricultura, a pecuária, a pesca, o turismo, o extrativismo mineral e vegetal e a indústria. No entanto, o setor terciário representa uma boa parte da renda catarinense, a área de serviços emprega ainda mais que a indústria e o comércio é o setor que apresenta o maior número de estabelecimentos

A

lém de figurar entre os primeiros do ranking nacional com maiores índices de Desenvolvimento Humano (IDH) e de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), Santa Catarina está inserida entre os principais estados brasileiros que se destacam na preservação ambiental e Produto Interno Bruto (PIB). Tem uma economia bastante diversificada e reúne belos e contrastantes cenários, que vão do badalado e fervilhante litoral ao bucolismo dos campos e morros. A economia catarinense está organizada em vários polos distribuídos por diferentes regiões do estado. A diversidade de climas, paisagens e relevos estimula o desenvolvimento de inúmeras atividades, que vão da agricultura ao turismo, da indústria automobilística à maricultura. Fator que contribui significativamente para a atração de investidores de segmentos distintos e permitindo que a riqueza não fique concentrada em apenas uma área. A Grande Florianópolis destaca-se nos setores de tecnologia, turismo, serviços e construção civil. O Norte é polo tecnológico, moveleiro e metalmecânico. O Oeste concentra atividades de produção alimentar e de móveis. O Planalto Serrano tem a indústria de papel, celulose e da madeira. O Sul destaca-se pelos segmentos do vestuário, plásticos descartáveis, carbonífero e cerâmico. No Vale do Itajaí predomina a indústria têxtil e do vestuário, naval e de tecnologia.

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Essa diversificação possibilitou que o estado atingisse um PIB estimado em R$ 242,55 bilhões em 2014, mantendo a 6ª posição no ranking brasileiro conquistada a partir de 2011 e a participação de 4,2% no PIB brasileiro. Santa Catarina ocupa a quarta posição no ranking nacional com relação ao PIB per capita, com o valor de R$ 36,05 mil em 2014. O estado também apresenta o maior PIB da Região Sul. Quando o assunto é produção industrial, a indústria de transformação catarinense é a quarta do país em número de empresas e a quinta em número de trabalhadores, segundo dados de 2014 e 2015 da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc). São 34,22 mil indústrias de transformação com 666 mil trabalhadores, totalizando 52,13 mil empresas, com 813 mil trabalhadores.


Differentiated economy and high quality of life

Divulgação

The main economic activities are agriculture, livestock, fishing, tourism, mineral and vegetal extraction and industry. However, the third sector represents a good part of income in Santa Catarina, the services area employs even more than industry and commerce is the sector that has the biggest number of companies.

Com cerca de 50 mil indústrias, o estado possui o quarto maior parque fabril do Brasil. / With about 50 thousand industries, the sate holds the fourth biggest industrial park in

Besides appearing among the first in the national ranking of states in Brazil, with the biggest scores in Human Development Index (HDI) and Elementary Education Development (EED), the state of Santa Catarina is also included among the Brazilian states that stand out in terms of environment preservation and Gross National Product (GNP). It has a much diversified economy and offers beautiful and contrasting scenarios going from the famous and bustling coast to the bucolic fields and hills. The economy of Santa Catarina is organized in many nuclei distributed in different regions of the state. The diversity of weather, landscapes and terrains stimulates the development of uncountable activities varying from agriculture to tourism, from car industry to mariculture, which contributes significantly to attracting investors from different areas allowing the wealth no to be concentrated in only one area. The Great Florianópolis stands out in technology, tourism, services and civil construction. The North is the technological, furniture making and metal mechanical nucleus. The West concentrates food and furniture production activities. The Plateaus on the Hills have the paper, cellulose and wood industry. The South stands out for its clothing, disposable plastic, carbon and ceramic segments. In Itajai Valley the textile, clothing, naval and technology industries predominate. This diversity made possible for the state to reach an estimate IGP of R$ 242,55 billion (US$ 76.93 billion) in 2014, maintaining the 6th position in the Brazilian rank, conquered since 2011 and the participation of 4.2% in the Brazilian GIP. Santa Catarina takes the 4th position in the national rank regarding the per capita IGP, with the average of R$ 36,06 thousand (US$ 11,43 thousand) in 2014. The state also presents the biggest GIP in the South Region. When it comes to industrial production, the transformation industry in Santa Catarina is fourth in the country in number of companies and the fifth in number of workers, according to Santa Catarina Industry Federation (Fiesc/2014-2015). There are 34.22 thousand industries of transformation with 666 thousand workers, with a total of 52,13 thousand companies, with 813 thousand workers.

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CAPA

A indústria sem chaminés Santa Catarina tem belezas para todos os gostos, culturas das mais variadas tradições

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Celso Peixoto/Divulgação

turismo é outro ponto forte da economia catarinense. Colonizada por imigrantes portugueses, alemães, italianos, holandeses, austríacos e suíços, além das heranças dos primeiros habitantes, o estado guarda em seus recantos belezas e atrações que encantam a todos que a visitam. São 10 roteiros repletos de contrastes. As serras com suas imponentes montanhas se contrapõem ao litoral com belas praias, baías, enseadas e dezenas de ilhas. Na arquitetura, municípios mantêm construções históricas que remetem a época da colonização que harmoniosamente dividem espaço com edificações contemporâneas e sofisticadas.

Mais de 5,26 milhões de turistas visitaram Santa Catarina no verão / More than 5.2 million tourists visited Santa Catarina in the summer

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Esportes náuticos e surfe podem perfeitamente complementar interessantes roteiros ecológicos e os turismos rural e de negócios têm seus espaços bem definidos. O estado oferece grandes atrativos, como as altas temperaturas do verão e o rigoroso frio da Serra Catarinense durante o inverno, com suas fortes geadas, às vezes acompanhadas por neve. Faça frio ou faça sol, existem incontáveis opções para o ano inteiro. O estado tem hoje 184 cidades incluídas no Mapa de Turismo do Ministério do Turismo. Segundo o governo federal, o mapeamento identifica cidades que investem no setor e orienta políticas públicas de desenvolvimento de turismo. O país tem 2.175


Markito/Santur/Divulgação

municípios em 291 regiões turísticas. São essas peculiaridades que trouxeram aproximadamente 16 milhões de visitantes a Santa Catarina no ano passado, segundo dados da Santur. Somente nos meses de verão - janeiro, fevereiro e março - de 2016 foram mais de 5,26 milhões de visitantes, entre nacionais e estrangeiros, o que impactou na injeção de R$ 5,5 milhões na economia. O turismo representa hoje cerca de 11% da geração da riqueza do estado e tem um potencial de crescimento capaz de produzir um ciclo virtuoso na economia, assegurando a geração de postos de trabalho e aquecendo a cadeia da indústria, comércio e serviço.

The industry with no chimneys Santa Catarina offers beauty for all seasons, culture from different traditions Tourism is another feature of the economy in Santa Catarina. Colonized by Portuguese, German, Italian, Dutch, Austrian, Swiss and Gaucho immigrants, besides the heritage from the first inhabitants, the state holds beauties and attractions in its corners that delight everybody who visits it. There are ten routes full of contrasts. The hills with its majestic mountains contrast with the coast with beautiful beaches, bays, coves and dozens of islands. In the architecture, the cities maintain historical constructions which recall the colonization time and harmoniously share space with contemporary and sophisticated buildings. Water sports and surf can perfectly complement interesting ecological itineraries and rural and business tourism have their position well defined. The state offers great attractions such as the high temperature in the summer and the extreme cold on the hills (Serra Catarinense) during winter, with hard frosts, sometimes with snow. Come rain or come shine, there are uncountable options all year long. The state currently has 184 cities included in the Tourism Map from the Tourism Ministry. According to the federal government, the mapping identifies cities that invest in the sector and directs public tourism development policies. The country has 2.175 cities in 291 touristic regions. These are the peculiarities that brought about 16 million visitors to Santa Catarina last year, according to information from Santur. Only during the summer months – January, February and March - in 2016, there were over 5,26 million visitors, Brazilian and foreigners, which impacted in the injection of R$ 5.5 million (US$ 1.77 million) in the economy. Tourism represents today about 11% of the creation of wealth in the state and has a growth potential capable of producing a virtuous circle in the economy, assuring the creation of work positions and heating the industrial, commerce and services chain.

Sede dos primeiros hotéis-fazenda do país, a Serra Catarinense engloba 17 municípios, com o predomínio do turismo rural / Home to the first farm hotels in the country, The Hills of Santa Catarina encompasses 17 cities with predominance of rural tourism. ABRIL, 2017

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CAPA

Indústria cresce mais que a média nacional Santa Catarina possui o quarto maior parque fabril do Brasil e ocupa a quinta posição com relação ao número de trabalhadores

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SEBRAE/Divulgação

mbora Santa Catarina tenha encerrado o ano de 2016 com retração de 3,3% na sua produção industrial, ante a média brasileira de -6,6%, a produção industrial catarinense apresentou crescimento de 3,6% em dezembro do ano passado, valor que supera a média nacional de 2,3% e desde então vem apresentando sinais de recuperação. Em dezembro do ano passado, em comparação com igual período de 2015, nove dos 12 setores pesquisados pelo Observatório da Indústria Catarinense, órgão da Federação das Indústrias de Santa Catarina, apresentaram crescimento. Merecem destaque a fabricação de veículos automotores (50,9%), metalurgia (20%) e de confecções (17%). O estado também se destacou no ano passado com o terceiro melhor desempenho entre as unidades da federação, atrás apenas do Pará e Mato Grosso. O resultado de Santa Catarina derivou mais da capacidade de impedir quedas verdadeiramente acentuadas nos

Indústria do vestuário de SC apresentou melhor desempenho que a nacional / Clothing industry in SC presented a better performance than the national one

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setores, do que do crescimento de um ou outro setor, o que somente é possível pela diversidade setorial do estado. Fato que é facilmente constatado com uma simples análise da produção industrial catarinense. Enquanto a produção do setor alimentício catarinense cresceu 3,4% nos 12 meses de 2016, a produção brasileira acumulou retração de 0,6%. O setor de máquinas, aparelhos e materiais elétricos, que aumentou sua produção em 2,2% em Santa Catarina, no país retraiu 8,5%. E mesmo em setores que acumularam perdas no estado, os impactos da crise foram menores que no contexto nacional. Exemplos disso ocorreu no setor de máquinas e equipamentos, que enquanto a produção nacional reduziu 11,8%, a catarinense caiu 4,1%. No setor têxtil, as retrações foram de 0,7% no estado e 4,5% no país. Já na indústria do vestuário, as quedas foram de 2,4% em Santa Catarina e 5,8% no Brasil.

Industry grows more than the national average. Santa Catarina has the fourth biggest industry park and holds the fifth position in terms of number of workers Although Santa Catarina ended 2016 with a retraction of 3.3% in its industrial production, compared to the Brazilian average of -6.6%, the industrial production in Santa Catarina presented a growth of 3.6% in December last year, amount that surpasses the national average of 2.3% and since then has been presenting signs of recovery. In December of 2016, compared to the same period in 2015, nine out twelve sectors researched by the Catarinense Industry Observatory, board from the Santa Catarina Industry Federation, presented growth. It is worth mentioning the production of motor vehicles (50.9%), metalworking (20%) and clothes production (17%). The state also stood out last year with the third best performance among the federation units, second only to Pará and Mato Grosso. The result from the state came more from the capacity to prevent really steep falls in the sectors, than the growth of one or another sector, which is only possible due to the sector diversity in the state. This fact is easily noticed with a simple analysis of the Catarinense industrial production. While the production in the food sector grew 3.4% in the last 12 months of 2016, the Brazilian production accumulated retraction of 0.6%. The machinery, electrical devices and material sectors, which raised its production in 2.2% in Santa Catarina, retracted 8.5% in the country. And even in sectors which accumulated losses in the state, the impact from the crisis were smaller than in the national context. We can see examples from this in the machinery and equipment sector, that, while the national production reduced 11.8%, the Catarinense one reduced 4.1%. The textile sector had 0.7% of retraction in the state and 4.5% in the country. As for the clothing industry, the falls were 2.4% in Santa Catarina and 5.8% in Brazil.


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SEBRAE/Divulgação

CAPA

Ano inicia com aumento na geração de empregos O ano de 2017 iniciou com expectativas otimistas dos empresários catarinenses, de modo que o cenário que se delineia em termos da macroeconomia catarinense e intenções de investir são bastante promissores. Santa Catarina apresentou comportamento positivo no emprego em janeiro de 2017, posicionando-se como o primeiro no ranking de geração de empregos no Brasil. O saldo da indústria de transformação, de 5.904 postos, foi 2,3 vezes superior ao observado em janeiro de 2016, ficando acima da média dos últimos cinco anos para o mês. “Os números da geração de empregos em janeiro, revelados pelo Observatório da Indústria Catarinense com base nos dados disponibilizados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), mostram a liderança de Santa Catarina na geração geral de empregos industriais”, diz o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina, Glauco José Côrte. Já a indústria de transformação catarinense contribui com 52% dos postos de trabalho da indústria e apresentou o segundo melhor desempenho do país, atrás somente de São Paulo. A indústria têxtil e de confecções teve o melhor desempenho, com 48% dos empregos gerados pela indústria de transformação. O saldo de empregos gerados por esse setor ficou acima da média verificada para o mesmo mês nos últimos cinco anos. “Evidente que ainda é cedo para se projetar uma recuperação do mercado de trabalho. Contudo, os dados do Caged reforçam ainda mais a confiança em uma recuperação da economia este ano e se somam à expectativa positiva gerada pelo recuo da inflação e por uma possível aceleração no ritmo de queda da taxa de juro real”, informa a Fiesc.

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The year begins with an increase in the creation of jobs 2017 starts with optimistic expectations from the business people in Santa Catarina, offering promising scenarios in terms of macroeconomics in the state and intentions of investing. Santa Catarina presented positive behavior in employment in January of 2017, taking the first place in the ranking of job creation in Brazil. The balance of the transformation industry, from 5.904 job positions, was 2.3 times superior to the one observed in January of 2016, holding position above the average of the last five years for the month. “The numbers from the creation of Jobs in January, revealed by the Catarinense Industry Observatory, based on the data released by the General Registration of Employed and Unemployed (CAGED), show Santa Catarina leading in the general creation of industrial jobs”, says the Santa Catarina Industries Federation president, Glauco José Côrte. As for the Catarinense industry of transformation, it contributes with 52% of the industry job positions and presented the second best performance of the country, second only to São Paulo. The textile and clothing industry had the best performance, with 48% of the jobs created by the industry of transformation. It is important to highlight that the balance of jobs created by this sector was above the average verified for the same month in the last five years. “Evidently, it is still early to project a recovery of the job market. However, the data from CAGED reinforce, even more, the trust in a recovery of the economy this year and add positive expectation generated by the retreat of inflation and by a possible acceleration of the rhythm in the fall of the real interest rate”, informs to Fiesc.

A indústria de transformação catarinense contribui com 52% dos postos de trabalho industrial / The transformations industry in Santa Catarina contributes 52% with the industry job positions

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CAPA

Três importantes complexos portuários, com focos diferenciados e estrategicamente posicionados, garantem a eficiência de Santa Catarina no modal marítimo.

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Portonave/Divulgação

Portos catarinenses são destaque nos universos nacional e internacional

anta Catarina conta com três importantes complexos portuários nos municípios de Itajaí, Imbituba e São Francisco do Sul, que juntos movimentaram mais de US$ 25 bilhões no ano passado em carga geral, contêineres e graneis líquido e sólido. Considerado o segundo maior porto movimentador de contêineres do Brasil, atrás apenas do Porto de Santos, e cravado no mais importante entroncamento rodoviário do Sul do Brasil, o Complexo Portuário do Itajaí é formado pelo Porto Público, APM Terminals, Portonave S/A Terminal Portuário Navegantes e terminais Braskarne, Barra do Rio, Teporti, Trocadero e Ply Terminals, instalados a montante. Movimenta praticamente só contêineres, com ênfase nas cargas congeladas e refrigeradas, e operou 1,1 milhão de TEU (Twenty-foo Equivalent Unit, unidade internacional equivalente a um contêiner de 20 pés) no ano passado. Tem sua gestão municipalizada e terminais nos municípios de Itajaí e Navegantes.

Com operações em Itajaí e Navegantes, complexo Portuário do Itajaí é o segundo no ranking nacional de movimentação de contêineres / With operations in Itajaí and Navegantes, the Itajaí Port Complex is second in the national ranking of containers handling

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Marcos Porto

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Porto de Imbituba/Divulgação

CAPA

No Sul de Santa Catarina o Porto de Imbituba tem capacidade operacional de 450 mil TEUs e 7,5 milhões de toneladas. Entretanto, sua capacidade nominal é de 15 milhões de toneladas/ ano. A Autoridade Portuária é exercida pela SCPar Porto de Imbituba, órgão do governo do Estado que atua como administradora do Porto e tem responsabilidade sobre a gestão e infraestrutura portuária e não exerce o papel de operador portuário. Atuam ainda como arrendatários e operadores, as empresas Fertisanta, Santos Brasil, Grupo Votorantim, Serra Morena, ILP, OPL, Sanaval, AGM e Lóxus Granéis. Não há atuação de terminais de uso privativo (TUP) em Imbituba.

Porto Itapoá/Divulgação

APSFS/Divulgação

No Sul de Santa Catarina, Porto de Imbituba tem condições operacionais para movimentar carga geral, contêineres e granéis / Located in the South of Santa Catarina, the Imbituba Port has operational conditions to handle general cargo, containers and bulk cargo

O Porto Organizado de São Francisco do Sul conta ainda com um terminal de uso privado no município de Itapoá totalmente voltado às operações com contêineres / The Organized Port of São Francisco do Sul also has a private use terminal in the city of Itapoa dedicated to the containers operations

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Ports in Santa Catarina stand out nationally and internationally Three important port complexes with differentiated focus and strategically positioned guarantee the efficiency of the maritime modal in Santa Catarina

Instalado na região mais industrializada do Estado e acessível por malhas rodoviária e ferroviária, o Porto de São Francisco do Sul está localizado no litoral norte de Santa Catarina e é uma autarquia do governo do Estado. Conta ainda com o terminal de uso privado (TUP) Porto Itapoá, instalado no município homônimo e com suas operações totalmente focadas para cargas conteinerizadas, com capacidade operacional de 500 mil TEUs/ano. Conta com um corredor de exportações instalado na zona primária do porto voltado aos granéis líquido e sólido, formado por meio de parcerias com as empresas Terlogs, Bunge e Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc).

Santa Catarina has three important port complexes in the cities of Itajaí, Imbituba and São Francisco do Sul, that together, transacted more than US$ 25 billion last year in general cargo, containers and liquid and solid bulk products. Considered the second biggest port in movement of containers in Brazil, second only to Santos Port, and built in the most important roads conjunction in the South of Brazil, the Itajai Port Complex is formed by Public Port, APM Terminals, Portonave S/A, Navegantes Port Terminal and Braskarne, Barra do Rio, Teporti, Trocadero and Ply terminals, installed upstream. It moves practically only containers, with emphasis in frozen and refrigerated cargo, and operated 1.1 million TEU (Twenty-foot Equivalent Unit) last year. Its management and terminals are municipalized in Itajai and Navegantes. In the South of Santa Catarina the Port has operational capacity of 450 thousand TEU and 7.5 million tons. However, its nominal capacity is of 15 million tons/year. The port Authority is exerted by SCPar Imbituba Port, board from the government of the State that operates as the Port administrator and has responsibility over the management and the port infrastructure and does not exert the roll of the port operator. The companies Fertisanta, Santos Brasil, Grupo Votorantim, Serra Morena, ILP, OPL, Sanaval, AGM e Lóxus Granéis also actuate as lessees and operators. There are not operations of terminals of private use in Imbituba. Built in the most industrialized region of the State and accessible by road and railroad network, the São Francisco do Sul Port is located in the North coast of Santa Catarina and is an autarchy of the government of the Sate. It also has the private use terminal Itapoá Port, built in the homonymous city, having its operations totally focused on container cargo with operational capacity of 500 thousand TEU/year. It has yet an exportation aisle installed in the primary zone of the port dedicated to liquid and solid bulk cargo, created through the partnerships between the companies Terlogs, Bunge and Agricultural Development Integrated Company of Santa Catarina (Cidasc)

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INDÚSTRIA EM NÚMEROS

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INDÚSTRIA EM NÚMEROS

Indústria alimentar 3.508

indústrias (2015)

20,20%

do Valor da Transformação Industrial de SC (2014)

108,02 mil

FIESC/Divulgação

PRODUÇÃOEM INDUSTRIAL INDÚSTRIA NÚMEROS:

trabalhadores (2015)

32,99%

das exportações de SC, US$ 2,52 bilhões (2016)

Indústria têxtil e de vestuário 9.871

indústrias (2015)

16,96%

do Valor da Transformação Industrial de SC (2014)

161,02 mil

trabalhadores (2015)

2,13%

das exportações de SC, US$ 162,55 milhões (2016)

Santa Catarina é o segundo maior polo empregador têxtil e do vestuário do Brasil. No comércio internacional é o maior exportador do País de roupas de toucador/ cozinha, de tecidos atoalhados de algodão e de camisetas em malha de algodão.

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FIESC/Divulgação

Santa Catarina possui uma indústria de alimentos bastante forte, sendo o maior produtor de carne suína do País e o segundo de frangos. O Estado também se destaca na pesca, ocupando nacionalmente a liderança na produção de pescados. Na pauta de exportações catarinenses, carnes e miudezas comestíveis são o primeiro produto. A indústria alimentar é a segunda maior empregadora entre os segmentos industriais do Estado.


FIESC/Divulgação

Máquinas e equipamentos 41,65 mil

1.551

trabalhadores (2015)

indústrias (2015)

9,05%

6,89%

das exportações de SC, US$ 691,84 milhões (2016)

do Valor da Transformação Industrial de SC (2014)

A indústria de máquinas e equipamentos de Santa Catarina é destaque na fabricação de compressores e lidera as nacionais do produto. O Estado é um importante produtor de equipamentos florestais e de máquinas e equipamentos para industriais, peças e acessórios para tratores, máquinas e implementos agrícolas, matrizes para indústrias cerâmicas, entre outros.

FIESC/Divulgação

Metalurgia e produtos de metal 51,38 mil

4.038

trabalhadores (2015)

indústrias (2015)

9,66%

2,86%

do Valor da Transformação Industrial de SC (2014)

das exportações de SC, US$ 218,82 milhões (2014)

Estão em Santa Catarina os maiores fabricantes nacionais de pias, cubas e tanques em aço inox; de troféus e medalhas, de elementos de fixação (parafusos, porcas, entre outros.), de tanques jaquetados para combustíveis, de vasos de pressão industriais e de conexões em ferro maleável. O estado é o primeiro do mundo na produção de blocos e cabeçotes de ferro para motores e lidera as exportações brasileiras destes produtos.

ABRIL, 2017

ANUÁRIO

28


INDÚSTRIA EM NÚMEROS

237

indústrias (2015)

0,67%

do Valor da Transformação Industrial de SC (2014)

7,82 mil

trabalhadores (2015)

FIESC/Divulgação

Tecnologia/informática

0,47%

das exportações de SC, US$ 35,99 milhões (2014)

O setor tecnológico catarinense é destaque nos cenários brasileiro e mundial. São empresas de tecnologia instaladas nas principais cidades catarinenses, a exemplo de Blumenau, Chapecó, Criciúma, Florianópolis e Joinville. Algumas das empresas catarinenses, inclusive têm filiais em outros países, com o fornecimento de produtos e serviços para empresas no mundo todo. A taxa média de crescimento das empresas catarinenses de tecnologia é de 20% ao ano.

364

indústrias (2015)

4,26%

do Valor da Transformação Industrial de SC (2014)

4,06 mil

trabalhadores (2015)

1,99%

das exportações de SC, US$ 152,02 milhões (2016)

Santa Catarina conta com um importante polo cerâmico, com destaque para revestimentos de parede, piso e porcelanato e é o segundo maior exportador brasileiro desses produtos. O Estado abriga ainda a segunda maior fabricante de isoladores para energia elétrica da América Latina e a única fabricante de panelas cerâmicas refratárias atóxicas resistentes a choques térmicos do mundo.

29

ANUÁRIO

ABRIL, 2017

FIESC/Divulgação

Indústria cerâmica


FIESC/Divulgação

Mobiliário 2.798

indústrias (2015)

1,89%

do Valor da Transformação Industrial de SC (2014)

28,45 mil

trabalhadores (2015)

2,61%

das exportações de SC, US$ 199,18 milhões (2016)

O Estado é destaque nacional na produção de móveis com predominância em madeira. Nos municípios de São Bento do Sul, Palhoça e Rio Negrinho concentra-se o maior número de empresas do setor, enquanto que no Oeste está instalado o segundo maior polo fabricante de móveis do estado. A indústria do mobiliário catarinense tem participação de 7,5% na produção nacional e o Estado é o segundo maior exportador de móveis do País (2016).

FIESC/Divulgação

Madeira 2.750

indústrias (2015)

3,49%

do Valor da Transformação Industrial de SC (2014)

38,19 mil

trabalhadores (2015)

7,75%

das exportações de SC, US$ 592,71 milhões (2016)

A indústria madeireira de Santa Catarina tem a participação de 17,1% da produção nacional do setor. Está entre as maiores do País em produção de portas de madeira e lidera a produção nacional de molduras para quadros e espelhos. Santa Catarina é o maior exportador nacional de portas e respectivos caixilhos, alizares e soleiras e o segundo de madeiras de coníferas serradas.

ABRIL, 2017

ANUÁRIO

30


INDÚSTRIA EM NÚMEROS

9,34%

do Valor da Transformação Industrial de SC (2014)

29,14 mil

trabalhadores (2015)

17,48%

das exportações de SC, US$ 1,336 bilhão (2016)

Altamente inovador, o segmento de máquinas, aparelhos e materiais elétricos catarinense tem a participação de cerca de 20% na produção nacional. O Estado é destaque nacional na fabricação de geradores, transformadores e motores elétricos, respondendo pela fatia de mais de 30% da produção brasileiro desses itens. Com relação aos eletrodomésticos da linha branca, a indústria de SC tem uma participação de 30,7% na produção brasileira. O Estado também é o maior exportador nacional de motores elétricos de corrente alternada trifásicos até 75 kW.

Produtos de plásticos 1.137

indústrias (2015)

5,88%

do Valor da Transformação Industrial de SC (2014)

41,12 mil

trabalhadores (2015)

0,87%

das exportações de SC, US$ 66,61 milhões (2016)

Santa Catarina se destaca na produção de tubos e conexões de PVC, embalagens, descartáveis plásticos (copos, pratos, entre outros), utilidades domésticas, cordas e fios de pet reciclado e produtos de EPS (isopor). Está instalada no Estado a maior indústria transformadora de EPS da América Latina e líder do mercado brasileiro segmento e abriga uma das maiores fabricantes de tubos, conexões e acessórios do planeta.

31

ANUÁRIO

ABRIL, 2017

FIESC/Divulgação

334

indústrias (2015)

FIESC/Divulgação

Máquinas, aparelhos e materiais elétricos


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ABRIL, 2017

ANUÁRIO

32


INDÚSTRIA EM NÚMEROS

14,03 mil

414

trabalhadores (2015)

indústrias (2015)

3,36%

FIESC/Divulgação

Veículos automotores e autopeças

6,39%

do Valor da Transformação Industrial de SC (2014)

das exportações de SC, US$ 488,17 milhões (2014)

A indústria catarinense de é líder mundial na produção e maior exportadora do Brasil de impulsores de partida, mancais e polias para veículos automotores, escapamentos, reboques, blocos de cilindros e cabeçotes para motor diesel. O Estado ainda abriga a maior fabricante independente de impulsores de partida do mundo.

412

indústrias (2015)

4,32%

do Valor da Transformação Industrial de SC (2014)

20,06 mil

trabalhadores (2015)

FIESC/Divulgação

Papel e celulose

3,28%

das exportações de SC, US$ 250,83 milhões (2016)

A indústria de celulose e papel de SC responde por 8,3% da produção nacional do setor. O Estado é o maior exportador de papel e cartão kraftliner para cobertura do Brasil e abriga as plantas industriais do maior grupo produtor e exportador de papéis do País, além de ser líder na produção de papéis e cartões para embalagens, embalagens de papelão ondulado e sacos industriais.

110

indústrias (2015)

1,18%

do Valor da Transformação Industrial de SC (2014)

6,95 mil

trabalhadores (2015)

0,10%

das exportações de SC, US$ 7,88 milhões (2016)

No Vale do Itajaí, mais especificamente na cidade de Itajaí e Navegantes, está instalado um importante polo náutico. Itajaí ainda abriga a sede da maior fabricante de lanchas da América do Sul (embarcações de esporte, lazer e pesca esportiva) em unidades produzidas. Santa Catarina foi também o maior exportador nacional de barcos de recreio e esporte em 2016.

33

ANUÁRIO

ABRIL, 2017

FIESC/Divulgação

Indústria naval


ABRIL, 2017

ANUÁRIO

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A Link Comercial possui sede Matriz na cidade de Pomerode/Santa Catarina e filiais no estado de São Paulo. A empresa figura entre as maiores importadoras do Brasil, operando como trading, bem como importando produtos para distribuição no mercado brasileiro. Como trading oferece as modalidades de Importação por Conta e Ordem de Terceiros, Por Encomenda e presta Serviços de Exportação. A empresa mantém certificações junto à órgãos competentes de diferentes áreas de atuação, para produtos químicos, alimentícios, tecnológicos, entre outros.

Importação por Conta e Ordem de Terceiros A Link Comercial conta com carteira de clientes operantes de mais de 250 clientes, que no exercício de 2016, geraram uma movimentação financeira de mais de R$ 220 milhões. Nesta modalidade, a Link Comercial transfere vantagens de ICMS através dos seus Regimes Especiais (TTD), transfere redução de custos no que tange à Frete Marítimo, Seguro Internacional, Armazenagem, Despacho Aduaneiro, entre outros custos ocorridos para o desembaraço de mercadorias.

Matriz Link

35

ANUÁRIO

ABRIL, 2017

Matriz


Importação por Encomenda Nesta modalidade, a Link Comercial financia operações de clientes, de acordo com a compatibilidade cadastral, e transfere todas as vantagens de custos ocorridos na importação, gerando assim mais competitividade.

Assessoria em Comércio Exterior Presta assessoria para habilitar empresas para importação, gerencia documentações, obtenções de licenças de importação e também assessora no “Ex-tarifário”, que consiste na redução de alíquotas para maquinários e em outros produtos permissivos.

Serviços de Exportação A empresa oferece assessoria documental, adquire produtos nacionais para revender no mercado externo e pesquisa clientes estrangeiros em todos os continentes para desenvolver os mais diversos produtos brasileiros.

Distribuição O Grupo Link Comercial importa e distribui produtos no mercado brasileiro. Entre os atuais produtos estão Pneus, Rodas para Caminhão, Máquinas para Construção Civil, Aço, Máquinas para o Setor Têxtil, Máquinas Laser que atendem Outras Indústrias, Fios para Indústria Têxtil, Acetato, Filmes e Tintas para Serigrafia e Estamparia. Por possuir inúmeras vantagens, os produtos do Grupo Link Comercial são extremamente competitivos, e são comercializados em diferentes canais de vendas, muitas vezes em revendedores, consumidores finais pessoas jurídicas e até mesmo pessoas físicas. Todos podem ser parceiros da Link Comercial.

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ABRIL, 2017

ANUÁRIO

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ALIMENTOS

Produção industrial projeta Santa Catarina no mercado global

C

Aurora Alimentos/Divulgação

om um PIB industrial de R$ 50,4 bilhões (2014), Santa Catarina ocupa posição de destaque no cenário nacional. São aproximadamente 50 mil indústrias que garantem ao estado o status de contar com o quarto maior parque fabril do Brasil. É, ainda, o quinto estado brasileiro em número de trabalhadores. São cerca de 800 mil empregados nos principais segmentos industriais. Mas o setor industrial alimentar é o que melhor representa o potencial econômico catarinense. Seus processos agregam alta tecnologia e o setor tem participação decisiva no desempenho da balança comercial do estado e país. O item alimentos responde por 32,99% das exportações catarinenses (2016) e apresenta o maior valor de transformação industrial. No segmento de carnes Santa Catarina é o maior produtor de suínos do Brasil e o segundo maior produtor nacional de frangos. Produtos que se destacam no

Linha e produção de suínos da Aurora Alimentos

37

ANUÁRIO

ABRIL, 2017

Santa Catarina hoje responde por 25% das exportações de carne de frango do país e por 34% das exportações de carne suína

mercado externo nos quesitos qualidade e sanidade. A maior concentração está na região Oeste, que abriga grandes empresas ligadas à cadeia da indústria da carne. A região é o berço da multinacional BRF - Brasil Foods, fruto da união das tradicionais marcas Sadia e Perdigão e maior empresa do mundo no setor de alimentos, com plantas fabris em vários países e três unidades em Chapecó e outras espalhadas pela região. Outra grande empresa com matriz na cidade é o grupo Aurora, terceiro maior grupo da indústria de carnes do país. Já a Seara Alimentos, marca presente em cerca de 30 países e hoje controlada pela JBS - líder mundial no processamento de carne bovina, ovina e de aves, além de forte participação na produção de suínos -, nasceu na cidade homônima, também no Oeste catarinense.


ABRIL, 2017

ANUÁRIO

38


39

ANUÁRIO

ABRIL, 2017


ABRIL, 2017

ANUÁRIO

40


ALIMENTOS

Otimismo em 2017 As exportações de carnes de aves e de suínos iniciam o ano em crescimento e com um faturamento de US$ 189,1 milhões. Estatísticas da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) e do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) mostram que o total das exportações catarinenses chegou a US$ 564,2 milhões em janeiro, levadas pelo bom desempenho nas vendas de carne de frango, carne suína e partes para motores. Os números apontam para um cenário otimista para a agroindústria catarinense no mercado internacional em 2017. A carne de frango ocupou o primeiro lugar no ranking de exportações do estado no primeiro mês do ano, com um faturamento de US$ 134,6 milhões. Foram 75,5 mil toneladas de carne in natura e derivados exportados em janeiro, 21% a mais do que no mesmo período do ano passado. Os principais mercados foram Japão, China e Coreia do Sul. A suinocultura também obteve bons resultados. As exportações do produto tiveram o melhor de-

sempenho da história para o mês de janeiro, ultrapassando os US$ 54,5 milhões, 91% a mais do que em janeiro de 2016. A quantidade exportada chegou a 25 mil toneladas, sendo que no mesmo período do ano passado foram 16,8 mil toneladas. Os principais compradores da carne suína catarinense foram a Rússia, China e Chile. O aumento nas exportações de aves é creditado aos casos de influenza aviária ocorridos em grandes mercados exportadores, o que pode trazer uma grande oportunidade para Santa Catarina. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que mais de 600 mil toneladas deixem de ser compradas de nações com aves contaminadas. Segundo a instituição, Santa Catarina pode conquistar uma fatia desse mercado. Crescimento de 3,4% na produção industrial no ano passado - ante a média nacional de 0,6%, o setor iniciou o ano com avanço de 0,32% na geração de empregos, superando a média nacional de -0,68%, e continuou com saldo positivo, com a geração de 1.457 novas vagas em fevereiro.

FRANGOS US$ 134,6 milhões

Principais compradores

80 70

75,5 mil

TONELADAS

EXPORTAÇÕES

Janeiro\2017

60

Japão China Coreia do Sul

SUÍNOS

US$ 54,5 milhões

50 40 30

25mil

TONELADAS

20 Total:

10

Rússia China Chile

41

ANUÁRIO

0

ABRIL, 2017

US$

1M8IL9HÕ,E1S


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ANUÁRIO

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ALIMENTOS

Diversificação projeta a indústria alimentícia catarinense

Crédito: Divulgação

Ainda no setor agroindustrial, o estado é o quinto produtor nacional de leite. O Brasil produz mais de 35,1 bilhões de litros(IBGE/2014), o Sul participa com 12,2 bilhões de litros - o que é praticamente um terço do que é produzido em todo o país - e Santa Catarina, com 2,9 bilhões de litros. Segundo levantamento feito pela Associação Leite Brasil, a indústria de laticínios colocou o estado no topo do ranking nacional de crescimento na industrialização de leite nos últimos cinco anos. Santa Catarina também abriga o maior complexo pesqueiro do Brasil. São cerca de 5 mil trabalhadores diretos e outros 50 mil indiretos, uma frota de 700 embarcações e 50 indústrias de beneficiamen-

Santa Catarina responde por 9,21% da produção leiteira brasileira

43

ANUÁRIO

ABRIL, 2017

Mesmo em menor escala, outros segmentos da agroindústria têm espaço garantido nos mercados nacional e internacional

to. Estima-se que entre 80% e 90% da sardinha capturada no Brasil desembarca nas cidades de Itajaí e Navegantes, respondendo pela fatia de 60% da pesca catarinense, o que atraiu para a região as maiores empresas beneficiadoras do produto no Brasil. Além dos tradicionais, novos nichos de mercado surgiram na indústria catarinense, a exemplo da produção de vinhos e cervejas, que remontam a tradições de seus colonizadores e se sofisticou com o passar do tempo, alcançando padrões mundiais de qualidade. Destacam-se os vinhos de altitude produzidos na serra catarinense e a nova geração de cervejarias concentradas no Vale do Itajaí.


ABRIL, 2017

ANUÁRIO

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ALIMENTOS

Setor primário alavanca economia Agropecuária catarinense fatura R$ 28,8 bilhões em 2016. A soja foi o quarto produto com maior VBP na agropecuária catarinense, com um faturamento de R$ 2,4 bilhões Enquanto muitos setores industriais desaceleraram nos últimos dois anos em decorrência da conjuntura econômica, o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de Santa Catarina cresceu 16,2% no ano passado, quando boa parte dos produtos da agropecuária apresentaram forte elevação em seus preços. O crescimento, que teve um aumento real (descontada a inflação) de 3,5%, deve-se ao aumento dos preços dos produtos agrícolas e não somente ao aumento da produção. Os aumentos mais significativos foram observados no alho, milho, feijão, leite, banana, frango, arroz e soja. A pecuária segue como destaque na economia catarinense. Em 2016, o setor foi responsável por R$ 17,1 bilhões, devido, principalmente, à produção de carne de frango, suínos e leite. Foram esses produtos que responderam pelo maior faturamento da agropecuária. Só a carne de frango, produto com o maior VBP, responde por R$ 7,1 bilhões. A grande surpresa foi o crescimento na produção de carne bovina, que em três anos o faturamento aumentou 73% e chegou a R$ 1,3 bilhão em 2016. As lavouras faturaram mais de R$ 9,6 bilhões no ano passado, com grande participação da produção de grãos. A soja foi o quarto produto com maior VBP na agropecuária catarinense, com um faturamento de R$ 2,4 bilhões, crescimento de mais de 60% em relação a 2013. As lavouras temporárias foram destaque com o alho e o fumo, que responderam, respectivamente, por R$ 243,6 milhões e R$ 1,9 bilhão de VBP. Santa Catarina se mantém ainda como o maior produtor nacional de suínos, maçã, cebola, pescados e moluscos. Segundo maior produtor de carne de frango, pera, fumo, arroz e palmito. Terceiro maior produtor de erva-mate, alho e cevada. Quarto maior produtor de banana e quinto maior produtor de leite, uva e trigo.

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ANUÁRIO

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Boas expectativas

SECOM/Divulgação

A agropecuária catarinense deve faturar de R$ 27,1 bilhões em 2017. As estimativas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) são de que o VBP da produção agropecuária do Brasil chegue a R$ 545,9 bilhões, um aumento real de 2,9% em relação a 2016. O otimismo se deve às expectativas favoráveis em relação à safra de grãos deste ano e ao aumento da produtividade. No estado o faturamento das lavouras deve alcançar R$ 10,5 bilhões, com destaque para a produção de arroz, fumo, maçã, banana e soja. Para a pecuária catarinense, a expectativa é arrecadar em média R$ 16,6 bilhões, sendo alavancada pela produção de suínos, aves e leite. Segundo levantamento apresentado pela Secretaria da Agricultura e da Pesca, o valor gerado por toda cadeia produtiva, contando com insumos, serviços e a industrialização de matérias primas, chega a aproximadamente 29% do PIB catarinense.

No ano passado, foram colhidas no Brasil 830 mil toneladas de maçã. Este ano, no entanto, a previsão é colher mais de 1,1 milhão de toneladas, mais da metade de toda essa produção sairá dos pomares de Santa Catarina.

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ANUÁRIO

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TÊXTIL E INDÚSTRIA DA MODA

SETOR É O MAIOR GERADOR DE EMPREGOS EM SANTA CATARINA Santa Catarina responde por 18% do polo têxtil brasileiro e é o maior exportador de roupas de cama, banho e de cozinha, atoalhados de algodão e camisetas de malha de algodão. Marcas como Hering, Karsten, Teka e Renaux foram fundadas pelos imigrantes alemães no século XIX e são pioneiras na história da industrialização nacional.

E

m 2016, as mais de 27 mil empresas catarinenses que fazem parte da indústria da moda - incluindo as indústrias calçadistas, têxtil e de vestuário, acessórios e outras que compõem o amplo leque ligado à moda - geraram mais de um milhão de empregos diretos. Desse total, mais de 70% são micro e pequenas empresas, com no máximo 19 funcionários. As expectativas para 2017 também são muito boas. A recuperação da indústria têxtil e de vestuário, que no ano passado apresentou retração de 0,7% em Santa Catarina - bem inferior ao recuo de 4,5% do setor em nível nacional - teve início em janeiro, com avanço de 1,75% na geração de empregos. Agora, se analisado o primeiro bimestre, os resultados são ainda melhores. A área gerou quase sete mil empregos em dois meses, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Os números são Sindicato das Indústrias da Fiação, Tecelagem, Confecção e do Vestuário do Alto Vale do Itajaí (Sinfiatec), Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) e do Ministério do Trabalho.

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ANUÁRIO

ABRIL, 2017


FIESC/Divulgação

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ANUÁRIO

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Divulgação

TÊXTIL E INDÚSTRIA DA MODA

Já a indústria calçadista de Santa Catarina fechou o ano de 2016 com crescimento em torno de 15% e projeta um 2017 ainda melhor, com vendas em alta e expansão para novos mercados, inclusive para o exterior. Instalado no município de São João Batista, no Norte do estado, o polo calçadista já conta com quase 130 empresas, emprega mais de cinco mil pessoas e fabrica mais de dois milhões de pares de sapatos por mês. São João Batista e Santa Catarina estão na vanguarda do setor, ditando a moda, inovando e disputando espaço em pé de igualdade com os demais polos nacionais. O setor já disputa espaço com outros importantes polos calçadistas do país, como o de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul e o de Franca, em São Paulo. O setor ampliou a geração de empregos no estado em 5,16% em janeiro.

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ANUÁRIO

ABRIL, 2017


NAVEGANTES, SEU PORTO SEGURO PARA CRESCER.

Crescer está em nós. Somos a porta de saída das riquezas catarinenses por meio do terminal que se mantém na liderança com 55% de toda a movimentação de contêineres em Santa Catarina. Nosso Aeroporto Internacional será sede de um dos maiores centros logísticos integrados do Brasil com 100 mil m², sem falar das grandes corporações que já acenaram seu interesse em instalar unidades de distribuição em nossa cidade. Estamos qualificados como polo econômico e logístico em expansão incomparável, que se ramifica na construção civil e na infraestrutura para o turismo de eventos religiosos, de negócios e de lazer. E ainda temos praias lindas, Carnaval e um governo responsável, compromissado com a qualidade de vida da nossa gente. Navegantes é o seu porto seguro. Vem crescer conosco!

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16.214

159.631

importações e exportações realizadas

toneladas transportadas

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51

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ABRIL, 2017

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ABRIL, 2017 ANUÁRIO +55 47 3083-5500 | smxlogistics.com.br

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VEÍCULOS E AUTOMOTORES

OTIMISMO PARA O SETOR

C

om 414 estabelecimentos e a geração direta de aproximadamente 14 mil empregos em Santa Catarina, o setor automotivo - que engloba os segmentos de produção de veículos automotores e peças, reboques e carrocerias - tem boas possibilidades de receber novos investimentos, principalmente na região Norte do Estado. O otimismo é justificado pelo fato de empresas do setor estarem avaliando o potencial de municípios da região para receber futuros investimentos e instalação de unidades. São 14 intenções de investimento no setor automotivo em diferentes estágios da prospecção à negociação. As vantagens competitivas da região de Joinville estão relacionadas à logística e proximidade a portos para opera-

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ANUÁRIO

ABRIL, 2017

ções de importação e exportação. Mas a disponibilidade de mão de obra especializada, aliada a tradição na indústria metalmecânica e eletroeletrônica e a existência de rede de provedores de serviços especializados e fornecedores pesam também a favor do Norte de Santa Catarina. Os projetos mapeados passam por cinco fases de desenvolvimento. A primeira delas é a prospecção. Na sequência, as fases de apresentação do projeto, de negociação e de proposta formal, de viabilização da iniciativa e de pós-venda, que incluem o acompanhamento do investimento realizado. O trabalho tem o apoio da Investe SC, agência que opera em parceria com o governo do Estado, e da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc).


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ABRIL, 2017

ANUÁRIO

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INDÚSTRIA MOVELEIRA

SC tem um dos mais importantes polos do país

C

om cerca de 2,8 mil indústrias e 28,5 mil trabalhadores, segundo estatísticas da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) relativas a 2015, o setor moveleiro catarinense é destaque nacional com a participação de 7,5% na produção brasileira e o estado é o segundo maior exportador de móveis do país (2016), que soma 17,63 mil indústrias do segmento. Juntas, as indústrias moveleiras catarinenses faturaram R$ 5,1 bilhões. Os municípios de São Bento do Sul, Palhoça e Rio Negrinho concentram o maior volume de produção, mas tem também um segundo polo moveleiro instalado no Oeste catarinense. O setor foi responsável pela fatia de 2,61% das exportações de Santa Catarina, com embarques de US$ 199,18 milhões no ano passado. São Bento do Sul é um dos 17 polos brasileiros na

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ANUÁRIO

ABRIL, 2017

Com quase 80 anos de mercado a indústria Móveis Rudnick, na cidade catarinense de São Bento do Sul, é a 6ª maior receita líquida no setor de móveis do Sul do Brasil e exporta seus produtos para 18 países

fabricação de móveis conforme Relatório Setorial da Indústria de Móveis no Brasil e em Santa Catarina é um dos principais, com 295 indústrias instaladas. O presidente do Sindicato das Indústrias da Construção e do Mobiliário de São Bento do Sul (Sindusmobil), José Antonio Franzoni, relata que com mais de um século de existência, as indústrias de São Bento do Sul formaram uma rica e abrangente experiência, transformando a cidade em um dos principais clusters moveleiros do mundo. Conforme indicadores do Panorama Socioeconômico de São Bento do Sul, o município é a 14ª força econômica do estado, representando 1,26% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual e 277ª do Brasil (base IBGE 2013). O PIB per capita de São Bento do Sul é o 60º PIB per capita de Santa Catarina. Comparado ao PIB per capita nacional, o município está 29% acima da média nacional.


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ANUÁRIO

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INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO CIVIL

Setor continua aquecido e tem reconhecimento Em 2015 o setor representou 48,5% do total de estabelecimentos da indústria e 7,3% do total de estabelecimentos de Santa Catarina

C

Embraed/Divulgação

om 16,53 mil estabelecimentos e geração de 104,75 mil empregos formais no estado, segundo números apurados pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) relativos ao ano de 2015, a indústria da construção civil foi responsável pela fatia de 6,2% do Produto Interno Bruto (PIB em 2013.) catarinense. O setor respondeu ainda por 16,6% da geração de emprego industrial e 4,7% do total das vagas de trabalho geradas no estado. Esses números colocam Santa Catarina na quinta posição do ranking brasileiro em número de estabelecimentos e em sétima no ranking de geração de empregos pelo setor.

“Se analisarmos os números do início deste ano, em janeiro ficamos em segundo lugar no ranking nacional de geração de empregos, com saldo positivo de 1,69 mil vagas, enquanto o Brasil apresentou um saldo negativo de empregos para o setor de 1,19 mil vagas”, explica o presidente da Câmara Catarinense da Indústria da Construção Civil da Fiesc, João Formento. A maior representatividade do setor está na mesorregião do Vale do Itajaí com 28% dos estabelecimentos, seguida da mesorregião Oeste com 22%, Grande Florianópolis com 17% e Norte catarinense com 15%. As mesorregiões Sul e Serrana respondem pelas fatias de 13% e 4%, respectivamente. No cenário nacional, o estado fica atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul. Outro fato que coloca a construção civil catarinense em patamar acima da média nacional é que, enquanto o setor registrou retração de 2% no número de estabelecimentos no país de 2014 para 2015, no estado houve avanço de 0,3%. Outro avanço significativo que o estado registra é número de metros quadrados construídos. Enquanto a taxa acumulada de 2007 a 205 foi de 77%, de 2015 para 2016 houve um avanço de 58%.

Em 2016 foram construídos 38,64 milhões de metros quadrados, 58% a mais que no ano anterior, que somou 24,46 milhões de m²

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Maringá

PARANÁ PARAGUAI

Curitiba

Foz do Iguaçu

Joinville Araquari Itajaí SANTA CATARINA

RIO GRANDE DO SUL ARGENTINA

Uruguaiana Santana do Livramento

URUGUAI

Jaguarão

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INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO CIVIL

Arquitetura diferenciada

SeturBC/Divulgação

Meca da construção civil no estado, Balneário Camboriú tem nove dos 10 arranha-céus residenciais mais altos do país, segundo a lista do The Skyscraper Center, produzida pela organização não governamental Council on Tall Buildings and Urban Habitat (CTBUH). Essa tendência pela altura, aliada ao alto padrão das edificações, levou construtoras a se especializar em obras superlativas e criou uma nova cultura no mercado. Em meio a milhares de apartamentos à beira-mar, não basta apenas ser luxuoso, é preciso ter altura. Mas a disputa ente as construtoras da cidade pela altura de suas edificações não é coisa recente. Remonta à década de 70, quando a orla ganhou seu primeiro edifício com 30 andares, na época, um dos

Meca da construção civil, Balneário Camboriú abriga alguns dos mais altos arranha-céus do planeta

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maiores prédios do Brasil. Uma inovação no momento em que a cidade ingressava no processo de verticalização. Hoje estão em construção as duas torres do Yachthouse by Pininfarina, por meio de parceria entre a construtora Pasqualotto & GT e a empresa de design da Ferrari, com 81 andares. São arranha-céus supervalorizados edificados em áreas nobres da cidade, destinados a um nicho de mercado bastante específico. São feitos sob medida para quem busca imóveis de alto luxo com não menos do que quatro suítes e mais de 200 metros quadrados, design assinado, vista para o mar e as comodidades de um home club podem chegar ao preço de venda de até R$ 18 milhões. E quanto mais alto, melhor – e mais caro.


ENSINO

SAFRIO CONSOLIDA-SE NO MERCADO DE ARMAZENAGEM FRIGORIFICA E TERMINAL DE CONTÊINERES REEFER

ecó Chap

D

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Itajaí

esde o início das atividade em Chapecó em 2001 pelos seus fundadores Anacleto Baldissera, Gerson Luiz Maffi e Vincenzo Francesco Mastrogiacomo, no Oeste de Santa Catarina, SAFRIO busca a excelência em sua atividade. O projeto inicial foi elaborado para atender às grandes indústrias do Oeste catarinense. O resultado deu tão certo que em 2006, por solicitação de seus próprios clientes, a SAFRIO inaugurou sua filial na cidade de Itajai, também em Santa Catarina, voltada à armazenagem frigorífica, como Chapecó, mas também operando como terminal de contêineres. Tudo iniciou com um projeto modesto em Chapecó, com uma câmara com 3 mil posições de armazenagem, que passou para as atuais 15 mil posições e ainda com projetos de ampliação para mais 2,5 mil posições. Em Itajaí, a SAFRIO início com uma câmara de 6,5 mil posições pallets e terminal com 144 tomadas reefer. Passados quatro anos a unidade quadruplicou seu tamanho e atualmente dispõe de capacidade para 26 mil posições de armazenagem e 864 tomadas reefer. Projeta, ainda, ampliar sua capacidade em mais 15 mil posições, totalizando 40

nal r eefer

- Itaj

mil posições pallet. O que consolidou a SAFRIO nestes 16 anos em um mercado tão competitivo, além da visão empreendedora dos seus fundadores, foi principalmente a seriedade, o comprometimento e a transparência com seus clientes e colaboradores. A empresa também opera em contínuo processo de inovação, sempre se reinventando e se adaptando às mudanças inerentes a esta atividade tão dinâmica. Uma das inovações foi a consolidação de parcerias com empresas com expertise em outras atividades, como na área de transportes. Parceria que se mantém há seis anos. Também foi recém firmada uma parceria para instalação de um depósito de contêineres vazios dentro da empresa, com o objetivo de servir a demanda dos clientes. São estas parcerias que fazem com que a SAFRIO forneça a seus clientes uma gama de serviços que proporcionem aumento da produtividade operacional e, consequentemente, a redução expressiva dos custos aos seus negócios, sempre com o compromisso atendê-los com agilidade, eficiência e excelência.

SAFRIO - Serviços de Armazenagem Frigorificada Ltda.

www.safrio.com.br Endereço Chapeco. Rodovia SC-468, 400 D Bairro Trevo Fone/Fax: (49) 3361 7800 CEP: 89.810-805 – Chapecó – SC

Endereço Itajaí Rodovia Antonio Heill, 4155 Bairro Itaipava Fone/Fax: (047) 3241 8500 CEP: 88.316-003 – Itajaí - SC

PUBLIEDITORIAL

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PORTOS

INFRAESTRUTURA PORTUÁRIA É DIFERENCIAL DE SANTA CATARINA

A

Divulgação

infraestrutura portuária catarinense é composta por três eficientes e bem equipados complexos portuários - Imbituba, Itajaí e São Francisco do Sul -, estrategicamente instalados na costa catarinense, que mantém linhas regulares para as principais cidades portuárias do mundo e fazem do estado o maior polo concentrador de contêineres do Brasil. Juntos, esses portos movimentaram cerca de 32 milhões de toneladas e mais de 1,65 milhão de TEUs (Twenty-foot Equivalent Unit - unidade internacional equivalente a um contêiner de 20 pés) no ano passado, não somente em mercadorias produzidas em Santa Catarina, mas provenientes de 21 países da federação. Multicargas, os portos e terminais instalados no estado movimentam contêineres, carga geral, granéis sólidos e líquidos e se preparam também para operações de importação e exportação de veículos (cargas ro-ro).

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Multicargas, Porto de Imbituba cobre o Sul de SC SC Par/divulgação

Na região Sul de Santa Catarina, o Porto de Imbituba tem seu foco voltado para o granel sólido, que responde por mais de 80% do seu volume movimentado. As cargas de congelados, fertilizantes, soja, milho e coque de petróleo são as principais cargas operadas. No entanto, gradativamente os contêineres ganham força.

No Sul de Santa Catarina, o Porto de Imbituba opera de graneis a contêineres.

Com as atenções voltadas para o granel sólido, o Porto de Imbituba, instalado na cidade homônima, busca fixar sua imagem como referência em eficiência, atendimento e sustentabilidade. Mês a mês a quebra de recordes em movimentação de cargas garantiu o alcance inédito do total de 4,8 milhões de toneladas e 27,2 mil TEU operados em 2016, o que representa crescimento de 40% em relação a 2015. A Autoridade Portuária é exercida pela SCPar Porto de Imbituba, órgão do governo do estado que atua como administradora do Porto e tem responsabilidade sobre a gestão e infraestrutura portuária, porém, não exerce o papel de operador portuário. Atuam ainda no Porto, como arrendatários e operadores, as empresas Fertisanta, Santos Brasil, Grupo Votorantim, Serra Morena, ILP, OPL, Sanaval, AGM e Lóxus Granéis. Não há atuação de terminais de uso privativo (TUP) em Imbituba. No acumulado dos últimos quatro anos, desde que o estado assumiu a administração portuária, houve crescimento de 133% na movimentação de cargas. Os recordes nas operações foram impulsionados pelo acréscimo no número de navios

atracados nos últimos anos, totalizando 255 embarcações no ano passado. Da variedade de produtos nacionais e internacionais movimentados pelo Porto, o transporte de granéis sólidos se apresentou com maior destaque, representando 86% do total de cargas. Neste segmento, os produtos com maior volume de circulação foram a soja, o milho e o coque de petróleo. Entre os investimentos em infraestrutura que o Porto de Imbituba recebeu destacam-se a recuperação da via de acesso norte a Imbituba, a construção de armazém graneleiro de última geração na área primária pela arrendatária Fertisanta, o início da operação do sistema de triagem eletrônica para recebimento de caminhões, a instalação de duas novas balanças rodoviárias e a recuperação da portaria de acesso 2. Para o presidente da SCPar Porto de Imbituba, Rogério Pupo Gonçalves, “o cenário de conquistas é reflexo do planejamento estratégico que o Porto adotou ao longo dos anos, por meio de um trabalho intensivo e focado no desenvolvimento socioeconômico do Sul do Brasil”.

Infraestrutura Com a área total de 1,55 milhão de metros quadrados, o Porto de Imbituba dispõe de três berços de atracação, que totalizam a extensão de 905 metros, e opera com profundidade variável entre 15 metros (berços 1 e 2) e 12 metros (berço 3). Conta com dois portêineres, balanças rodoviárias de última geração e demais equipamentos para movimentação de carga geral e graneis e disponibiliza ampla área de armazenagem. São 41 mil metros quadrados para graneis sólidos, 8,77 metros cúbicos para graneis líquidos, mais áreas de 2,03 metros quadrados para contêineres e 7,2 mil metros quadrados para carga geral.

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PORTOS

Formado pelo Porto Público, APM Terminals Itajaí, Portonave S/A Terminal Portuário Navegantes e demais terminais instalados a montante, o complexo movimentou 1,10 milhões de TEUs e 11,05 milhões de toneladas de mercadorias em 2016. Neste ano tem ampliado sua movimentação em 9% ao mês.

Instalado na foz do rio Itajaí-Açu e no mais importante entroncamento rodoviário do Sul do Brasil, o complexo tem sua autoridade portuária desempenhada pela Superintendência do Porto de Itajaí, uma autarquia municipal criada especificamente para esse fim. Movimenta 63,12% da corrente de comércio catarinense, 3,42% da corrente de comércio brasileira e tem nas cargas conteinerizadas de alto valor agregado seu foco. O direcionamento pelos contêineres transformou o Complexo do Itajaí em uma das principais opções para o os exportadores e importadores que operam em Santa Catarina e um dos principais complexos do Brasil, atrás apenas do Porto de Santos. Moderna infraestrutura e mão de obra qualificada são os adjetivos que o identificam o complexo e fazem dele uma opção não apenas para exportadores e importadores de Santa Catarina ou do Sul do Brasil, mas para clientes de 21 estados e Distrito Federal. A localização estratégica é vista como outro fator de competitividade. O Complexo Portuário do Itajaí está estrategicamente localizado em um dos principais entroncamentos rodoviários do Sul do Brasil, distante poucos quilômetros das rodovias BR 101 e BR 470. A posição geográfica o coloca no centro da Região Sul, englobando, no raio de 600 quilômetros, as capitais de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo,

Alexandre Rocha/Itajaí & Navegantes Pilots/divulgação

Complexo Portuário do Itajaí é o segundo maior movimentador de contêineres do Brasil

além de importantes municípios desses quatro estados, que congregam praticamente a metade do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Característica que transforma o Complexo em um centro concentrador e distribuidor de cargas. Hoje a APM Terminals Itajaí, arrendatária do Terminal de Contêineres (Tecom) de Itajaí, opera dois berços e responde por cerca de 20% na movimentação global de contêineres, enquanto o terminal de uso privado (TUP) Portonave S/A - Terminal Portuário Navegantes, na margem oposta, responde pelos 80% restantes. Têm ainda os terminais privativos Braskarne, Teporti - Terminal Portuário de Itajaí Ltda., Poly Terminais Portuários S/A, Barra do Rio Terminal Portuário S/A e Trocadeiro Terminal Portuário, instalados a montante e movimentadores de carga geral.

Com foco nas cargas conteinerizadas, o Complexo Portuário do Itajaí ganha destaque nacional, atrás apenas de Santos, maior porto brasileiro.

Infraestrutura Com área total de 188,3 mil metros quadrados, sendo área primária de 83,22 mil m², área arrendada de 79,3 mil m² e um recinto alfandegado contíguo de 25,8 mil m², o Porto de Itajaí tem a perspectiva de chegar a 301 mil m² de área em curto espaço de tempo, podendo atingir 417,55mil m² em médio e longo prazos, segundo o seu

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Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ). Conta com quatro berços de atracação que totalizam a área de 1,047 mil metros de extensão, sendo que dois deles estão em obras de reforço e realinhamento para posteriormente entrarem no programa e arrendamento do Ministério dos Transportes, Portos

e Aviação Civil (MTPAC) e parte do berço 1, operado pela APM Terminals Itajaí, também está em obras. O Porto Público e seu arrendatário operam com dois portêineres, scanner para contêineres, mais guindastes de terra mobile harbour crane (MHC), empilhadeiras reach stacker, entre outros equipamentos.


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Portonave/Divulgação

PORTOS

Hoje o TUP Portonave é o maior operador de contêineres do Sul e segundo no ranking brasileiro.

Portonave é o maior movimentador de contêineres do Sul do Brasil Também na foz do rio Itajaí-Açu e integrante do Complexo Portuário, está o TUP Portonave S/A - Terminal Portuário Navegantes. Com 10 anos de mercado, a empresa já responde por cerca de 80% de toda a movimentação do Porto Organizado de Itajaí hoje é o segundo terminal brasileiro que mais movimenta cargas conteinerizadas. Também foi o primeiro terminal de uso privado (TUP) em operação no Brasil A empresa atua no escoamento da produção das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil e de outros países da América do Sul e no recebimento de cargas de todo o mundo. Conta com um importante diferencial competitivo - que é uma câmara frigorífica totalmente automatizada e capacidade estática de 16 mil posições pallets e antecâmara, que totalizam 50 mil metros quadrados de área para armazenagem de cargas congeladas e frigorificadas - na sua área primária e é reconhecida internacionalmente pela qualidade na prestação de serviços e pela alta produtividade. Essa vantagem competitiva que garantiu à Portonave movimentar 905,96 mil TEUs com crescimento de 34% sobre 2015 - no ano passado, do total de 1,102 milhão de TEUs operados por todo o Complexo Portuário. O superintendente administrativo-financeiro da Portonave, Osmari Castilho Ribas, credita o bom desempenho ao comprometimento do quadro do terminal e aos investimentos realizados pela empresa em infraestrutura. A receita de sucesso da Portonave, segun-

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do seu gestor, está no planejamento a longo prazo. “Os acionistas decidiram manter os investimentos previstos apesar do momento econômico. Concluímos em agosto de 2015 a nossa área de expansão - dobrando a capacidade estática - e em abril de 2016 finalizamos o processo de eletrificação dos nossos RTGs, com investimento na ordem de R$145 milhões. Também aumentamos e qualificamos a equipe e reforçamos a nossa determinação na busca pela excelência. Foi a capacidade e confiança na nossa equipe que nos permitiu encontrar soluções criativas e otimizar os recursos disponíveis, adequando os nossos custos”. A Portonave encerrou o ano passado com a média de produtividade de 115 mph (movimentos por hora), mesmos patamares de grandes portos mundiais. “Também nossa infraestrutura, capaz de absorver a demanda atual, é fator que nos propicia gerir melhor nossos equipamentos e recursos. Não menos importante, temos parceiros e clientes que confiam no nosso trabalho, nos fazendo líder em movimentação de contêineres em Santa Catarina”. O TUP ainda obteve a certificação OEA, sendo o primeiro terminal portuário denominado Operador Econômico Autorizado (OEA), o que significa ser parceiro das aduanas e estar qualificado como um operador confiável, tanto por adotar procedimentos que garantam a segurança física das cargas, quanto pelo cumprimento das normas e obrigações fiscais e aduaneiras.

Infraestrutura O TUP Portonave conta atualmente com a área total de 400 mil metros quadrados, sendo 360 mil m² de área alfandegada dividida em três berços de atracação em um cais linear de 900 metros, com capacidade estática de armazenagem de 30 mil TEU. Disponibiliza 2,13 mil tomadas reefer e câmara frigorífica automatizada com 16 mil posições/ pallets para cargas congeladas e frigorificadas Opera com seis portêineres post panamax, 18 transtêineres, 40 terminal tractors, além de empilhadeiras reach staker, semirreboques e empilhadeiras para vazios e scanner para contêineres.


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PORTOS

Investimentos melhoram as condições operacionais do complexo A injeção de mais de meio bilhão de reais em obras de infraestrutura terrestre e aquaviária devem aumentar a competitividade do Complexo Portuário do Itajaí. Trata-se das obras de reforço e realinhamento dos berços 3 e 4, da primeira e segunda fase dos novos acessos aquaviários dos serviços de dragagem de restabelecimentos das cotas de 14 metros DHN e 14,5 metros DHN, que recebem investimentos dos governos estadual e federal. A mais importante das obras está com sua primeira etapa sendo executada pela Construtora Triunfo e custeada pelo governo de Santa Catarina, que são os novos acessos aquaviários. Esta fase está orçada em cerca de R$ 130 mil - incluindo os aditivos necessários para sua conclusão - e com previsão de conclusão para o final deste ano. A primeira etapa das obras inclui a construção de uma bacia de manobras nas proximidades da foz do rio Itajaí-Açu com 480 metros de diâmetro, que vai possibilitar operações com navios de até 336 metros de comprimento, com 48 de boca. Hoje o complexo está limitado a operar navios de 306 metros, o que faz com que o Porto de Itajaí e demais terminais percam mercado com o constante aumento no tamanho dos navios que trafegam na costa brasileira. A segunda etapa das obras, estimada

A primeira etapa das obras da Bacia de Evolução possibilitará operações com navios de até 335 metros de comprimento e 48 metros de boca e está sendo executada pelo governo de Santa Catarina, com investimento de R$ 104 milhões. A SPI busca a liberação de R$ 220 milhões para as obras da segunda etapa do projeto, cujos recursos estão no orçamento da União e emendas parlamentares

em mais cerca de R$ 208 milhões, vai garantir ao complexo uma bacia de 530 metros de diâmetro e capacidade para operar navios de até 366 metros de comprimento e 51 metros de boca. Essa etapa também prevê a realocação do molhe norte, possibilitando que o canal de acesso fique com a largura de 220 metros. A obra ainda vai minimizar o impacto das enchentes da Bacia Hidrográfica do Itajaí, uma vez que o alargamento e aprofundamento da foz proporcionará o aumento na vazão do rio. Também estão em execução as obras dos berços 3 e 4. Porém, problemas técnicos e atrasos nos repasses da União retardaram a obra, que tinha conclusão prevista para 2015. A execução total da obra está em 50%, e o berço 3 está com 90% concluído. Em visita a Itajaí em janeiro deste ano, o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella Lessa, garantiu a conclusão do berço 3 ainda para o primeiro semestre de 2017 e a adituivação do contrato para a retomada das obras do berço 4. A conclusão dessas obras é de extrema importância, porque cria a possibilidade aumento da movimentação do Porto de Itajaí em até 50%. Também em execução, a dragagem de restabelecimento das profundidades dos canais de acesso e bacia de evolução possibilitarão que navios operem

maiores volumes de cargas no Porto Público e terminais do complexo. Os serviços são executados pela empresa DTA Engenharia Ltda, que vai retirar quatro milhões de metros cúbicos de resíduos deslocados durante as fortes chuvas em outubro de 2015, quando o calado operacional caiu de 12,5 metros para 10,5 metros. Com a conclusão da dragagem, o Complexo Portuário do Itajaí deve incrementar sua movimentação em cerca de R$ 1,8 bilhão ao ano a partir do aprofundamento de 14 metros do calado no canal de acesso. Para o mercado regional, a mudança deve proporcionar um movimento de negócios na ordem de R$ 7,4 bilhões. O superintendente do Porto de Itajaí, engenheiro Marcelo Werner Salles, explica que para cada metro a menos de calado, o porto deixou de receber 800 contêineres por navio. Como foram dois metros comprometidos em 2015, naquele ano a perda foi de 1,1 milhão de contêineres com as 700 atracações na modalidade full contêiner – o equivalente a R$ 1,8 bilhão. A obra está orçada em R$ 38.8 milhões e compreende os canais externo e interno, bacia de evolução e demais serviços e operações necessárias para readequação da geometria do canal de acesso aquaviário.

Marcos Porto/PMI/Divulgação

A primeira etapa das obras inclui a construção de uma bacia de manobras nas proximidades da foz do rio Itajaí-Açu com 480 metros de diâmetro, que vai possibilitar operações com navios de até 336 metros de comprimento.

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PORTOS

Porto seco é um diferencial competitivo Com sua matriz em Itajaí, a poucos quilômetros do Porto Público e Portonave S/A - Terminal Portuário Navegantes, a Multilog é considerada o maior recinto alfandegado da América Latina, pois conta com uma área alfandegada de mais de 1 milhão de metros quadrados. Está presente nos três estados do Sul e coloca à disposição de seus clientes uma infraestrutura em serviços composta por quatro Centros Logísticos e Industriais Aduaneiros (CLIA), cinco portos secos, cinco centros de distribuição e um terminal de carga aérea em Maringá, no paraná, além de completa estrutura de transportes.

A empresa iniciou suas atividades em Itajaí no ano de 1984 e, em 1996, obteve a autorização da primeira Estação Aduaneira do Interior (EADI). Em 2007 passou a operar como Porto Seco e desde 2013 atua como Centro Logístico e Industrial Aduaneiro (CLIA)

Dispõe ainda de portos secos de fronteira na cidade de Uruguaiana, que é considerado o maior porto seco do gênero na América Latina e o terceiro maior do mundo. No Rio Grande do Sul, a Multilog ainda conta com outros dois portos secos, em Santana do Livramento e Jaguarão. No Paraná conta com um porto seco em Foz do Iguaçu, que é o maior em movimentação de veículos dia. Em 2016, a Multilog ampliou sua atuação com a compra de uma empresa do mesmo segmento e está presente agora também nos Estados do Paraná e Rio Grande do Sul, com uma estrutura moderna e totalmente equipada para oferecer serviços com a mais alta qualidade para o seu negócio.

A Multilog é referência em logística e está presente em todo o SUL do país com estruturas diferenciadas e um portfólio completo de serviços para atender toda a cadeia logística de seus clientes.

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Administrado pelo governo de Santa Catarina, o Porto de São Francisco do Sul conta ainda com um terminal de contêineres na cidade de Itapoá e em breve contará com mais um TUP, na Praia do Forte, saída da baía da Babitonga.

Airton Fernandes/SECOM/divulgação

Multicargas, complexo de São Francisco do Sul ultrapassa os limites do município

Instalado na região mais industrializada de Santa Catarina, o Porto de São Francisco do Sul tem seu foco nos granéis e carga geral. No Norte de Santa Catarina está instalado o Porto de São Francisco do Sul, que engloba ainda o TUP Porto de Itapoá e em breve estará operando com mais um terminal de uso privado, o Porto Sul Brasil, que deve operar no modelo hub port, atendendo ao Sul do Brasil e Mercosul. O complexo portuário está hoje entre os 10 principais do país e é o segundo em movimentação de carga geral não conteinerizada. É considerado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) o sétimo em qualidade ambiental e o oitavo em volume de cargas. Além disso, é responsável por 10% da exportação da soja do Brasil. Foram mais de 13 milhões de toneladas operadas em 2016, o que representa 30% de um total de 43,6 milhões de toneladas movimentadas pelo complexo portuário do estado, mais cerca de 500 mil TEU, em Itapoá. As cargas de graneis, a exemplo da soja, milho e fertilizantes, e carga geral - produtos siderúrgicos, madeira e celulose - foram os principais itens operados. A expecta-

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tiva para 2017 é chegar ao 14 milhões de toneladas movimentadas. Isso faz com que o Porto de São Francisco do Sul seja o maior terminal graneleiro de Santa Catarina. O Porto dispõe de aproximadamente de 10 mil metros quadrados em armazéns cobertos, além de completo e eficiente corredor de exportações dotado de áreas para armazenagem de graneis líquidos e sólidos, que são operadas em parceria com a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), além de mais cerca de 100 mil m² de pátio para armazenagem de cargas a céu aberto. Essas áreas externas, aliadas ao fato do porto operar em uma baía ampla, com condição marítima favorável e características naturais passíveis de utilização para instalações portuárias, o que vai ao encontro de uma tendência mundial - que é a de receber navios maiores, mais largos e mais fundos - são vistas pelo mercado como um importante diferencial competitivo. O Porto de São Francisco do Sul conta

ainda com o acesso rodoviário direto pela BR 280, que tem projeto para ser duplicada e, a partir daí, permitir um melhor fluxo de tráfego para os caminhões, e ligação ferroviária direta, a estrada de ferro 485, da Concessionária América Latina Logística (ALL). Ainda pouco explorada, a linha representa um grande potencial já que poderá ser utilizada para ampliar a fronteira e a área de influência do Porto. Esse acesso direto permite que o crescimento do porto não influencie a vida dos moradores e a rotina da cidade, além de facilitar a entrada e saída de cargas. Além de suas condições naturais, o porto recebeu investimentos na dragagem de manutenção de seus acessos no ano passado, juntamente investimentos em tecnologia e segurança, que possibilita a cobertura total das áreas interna e externa do porto. Ainda implantou novo sistema de controle de acesso de pessoas e veículos, ampliando assim a segurança na área primária.


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Modernidade e eficiência na movimentação de contêineres

O terminal de uso privado (TUP) Porto Itapoá iniciou suas operações em junho de 2011 e tem seu foco nas cargas conteinerizadas. De administração totalmente privada, possui uma estrutura capaz de movimentar 500 mil TEU por ano e deu iniciou seu projeto de expansão, que possibilitará a movimentação de 2 milhões de TEU anualmente. Localizado no litoral norte de Santa Catarina, integra o Complexo Portuário de São Francisco do Sul. As obras de ampliação já foram iniciadas e a expectativa é de que até o final deste ano o terminal já esteja com área em torno de 100 mil metros quadrados concluída, o que abrirá uma capacidade extra de movimentação. Com as obras projetadas, a capacidade de movimentação de cargas de Itapoá vai quadruplicar. Já a área física passará de 150 mil metros quadrados para 450 mil metros quadrados e o cais, que hoje tem 630 metros de comprimento, passará a ter 1,2 mil metros lineares. Está estrategicamente localizado entre os estados do Paraná e Santa Catarina e a meio caminho das duas maiores áreas metropolitanas da região. Joinville, a maior e mais industrializada cidade de Santa Catarina, fica a 80km a sudoeste e Curitiba, capital e a maior cidade do Paraná está a 140km ao norte. A região também abriga inúmeras atividades como a extração de madeira, indústria de papel, fábricas de automóveis, produtos da linha branca, têxtil e metal mecânico. O TUP é administrado por dois sócios: a Portinvest Participações S/A. e a Aliança Administração de Imóveis e Participações Ltda. A Portinvest detém 70% do controle acionário do Porto Itapoá e é formada por dois sócios, o Grupo Battistella e a LOG-Z - Logística Brasil S/A. A Aliança Administração de Imóveis e Participações Ltda., que tem o controle de 30% do Terminal, é ligada a empresa de navegação Aliança Navegação e Logística que, por sua vez, faz parte do Grupo Hamburg Süd/APM Group.

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Hoje o TUP com menor tempo de operações, o Porto Itapoá tem a capacidade operacional de 500 mil TEU ano e investe pesado para triplicar esse volume

Com capacidade atual de 500 mil TEU ao ano, o Porto Itapoá investe para quadruplicar sua capacidade operacional

Infraestrutura Com ligação direta à BR 101, possui uma área de 12 milhões de metros quadrados, definida pelo Plano Diretor do Município para receber empreendimentos complementares. Tem atualmente a área de 146 mil m² de pátios operacionais e dois berços de atracação que totalizam 630 metros lineares. Opera com seis portêineres post panamax, 17 transtêineres, 26 terminal tractors além de empilhadeiras, balanças rodoviárias de última geração em seus gates e scanner para contêineres.


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Reprodução/Divulgação

Mais terminais de uso privado em São Francisco do Sul

Santa Catarina deve contar, em curto prazo, com novos terminais portuários de uso privado (TUP). Trata-se dos projetos do TGB - Terminal de Graneis Babitonga S/A, Porto Brasil Sul e Terminal de Granéis Santa Catarina S/A, todos atrelados ao complexo portuário de São Francisco do Sul e que receberão significativos investimentos. Com sua construção autorizada pela Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP) desde 2014, um novo terminal de graneis sólidos, nas proximidades do porto público de São Francisco do Sul, deve receber R$ 600 milhões em investimentos na estrutura, que terá capacidade de movimentar anualmente 10,5 milhões de toneladas e armazenar até 275 mil toneladas de grãos (milho e soja) para a exportação. O projeto do TGSC é um investimento da LogZ, Litoral Agência Marítima e do grupo chinês Hopeful. Visa a construção de dois berços, totalizando 453 metros de cais com calado natural de 14 metros. O berço externo contempla quatro torres fixas tipo pescantes para a exportação, enquanto o berço interno poderá fazer tanto exportação quanto importação com a utilização de dois ship loader e um ship unloader. Além disso, o projeto contará com uma infraestrutura capaz de interligar o terminal com os armazéns vizinhos. O TGB - Terminal de Graneis Babitonga já teve sua licença ambiental de instalação expedida no ano passado e é um empreendimento que nasce adaptado às características logísticas e naturais de São Francisco do Sul. Contará com área total de 601,66 mil metros quadrados, píer de atracação com 316,8 metros de comprimento, berços de atracação nos dois lados do píer e deve operar com calado de 14 metros. O investimento previsto gira em torno de R$ 1,3 bilhão. Sua infraestrutura terrestre deve contar com quatro silos com capacidade de elevação de 14 milhões de toneladas/ ano - sendo um silo com capacidade estática de 1 milhão de toneladas de açúcar e três silos para grãos (soja, milho e trigo) com capacidade estática de 250 mil toneladas cada. Também são projetados equipamentos como tombadores de caminhão, sistemas de esteiras e shiploaders com sistema de despoeiramento, além de acessos rodoviários, pera ferroviária e pátio com estacionamento para 190 carretas

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O TGB - Terminal Graneleiro da Babitona deve receber$ 1,3 bilhão em investimentos provenientes de grupo catarinense e grupos internacionais.

Já o terminal Porto Brasil Sul será um empreendimento multicargas, subdividido em sete terminais e projetado para operar 20 milhões de toneladas ano entre carga geral, granéis e contêineres. O novo TUP comporá também o Complexo Portuário de São Francisco do Sul. O investimento será de R$ 1 bilhão, em recursos próprios da WorldPort, empresa especializada em projetos de infraestrutura de transporte de cargas, e pool de investidores. Deve operar no sistema de hub port - porto concentrador de cargas e de linhas de navegação - do Mercosul, com capacidade para receber, após as obras de adequação dos acessos, navios da classe post panamax, as maiores embarcações de carga do mundo, com capacidade para até 15 mil TEU e 220 mil toneladas, 397 metros de comprimento e calado de 15,5 metros. A expectativa é de que gere 3 mil empregos em plena operação, com o aproveitamento da mão de obra local de São Francisco do Sul. A iniciativa vem sendo estudada, planejada e avaliada desde 2010, porém, a localização privilegiada já havia sido apontada por um estudo do governo federal no começo dos anos de 1990. Para os investidores, a localização na saída da Baía da Babitonga e em águas profundas é estratégica. Além disso, o local possibilitará ao terminal uma boa área primária e ampla retroárea. Eles acreditam que, nos moldes em que está sendo projetado, o empreendimento solucionará os gargalos logísticos das regiões Sul e Sudeste, tornando-as ainda mais competitivas nos mercados interno e externo. Isso ocorrerá, principalmente, no comércio com o Sudeste Asiático, em razão da redução dos custos logísticos pelo uso de embarcações maiores e mais eficientes, que proporcionam uma melhor relação de custo e benefício.


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Cabotagem da Aliança Navegação e Logística cresce 7% em 2016 Empresa encerra o ano com 210 mil contêineres movimentados Mesmo diante de cenário recessivo em 2016, a Aliança Navegação e Logística finalizou o ano com um crescimento de 7% na cabotagem e 210 mil contêineres movimentados, o que significa 15 mil a mais que em 2015. Marcus Voloch, gerente geral de Mercosul e Cabotagem da Aliança, diz que os setores que mais cresceram foram os de alimentos, químicos e resinas, produtos de limpeza, papelaria, embalagens e material de construção. Um dos destaques foi a ampliação da oferta de serviços no estado do Pará, a partir de investimentos realizados em Vila do Conde, que conta atualmente com uma escala semanal. “Naturalmente, cada um desses segmentos tem suas demandas e necessidades específicas, exigindo atendimento e níveis de serviço personalizados”, destaca. Para atender a essas demandas, a Aliança dispõe de equipes dedicadas que cobrem boa parte do território nacional, assim como sistemas desenvolvidos sob medida para as particularidades da cabotagem, integrando todas as peças da cadeia do transporte multimodal. Cerca de 70% de todo o volume transportado pela Aliança é na modalidade “porta”, ou seja, a empresa gerencia o fluxo de transporte desde a fábrica do embarcador até a entrega ao destinatário final. O índice de pontualidade nessas entregas e coletas supera os 95%, na média nacional. “Ao longo do ano deixamos de repassar alguns aumentos de custos para adequar os valores dos fretes ao cenário de crise. Esperamos que haja uma retomada do crescimento em 2017 para que possamos equilibrar nossas margens, garantindo a prestação de um serviço de qualidade imbatível”, afirma Voloch. Além da redução de custos em relação ao transporte rodoviário – de 10% a 15% -, a cabotagem configura-se em um autêntico transporte porta a porta, que une rapidez e economia por meio de um planejamento de operações multimodais, resultando em um meio de transporte sustentável, com baixa emissão de CO2. Para quem utiliza o transporte marítimo, outras vantagens são a rastreabilidade em qualquer ponto, a integração dos modais para otimização da cadeia logística e menor índice de avarias.

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A empresa A Aliança Navegação e Logística foi fundada em 1950 por Carl Fisher. Em 1998, a empresa foi adquirida pelo Grupo Oetker, também proprietário da Hamburg Süd. Em 1999, a Aliança retoma o transporte de cabotagem no Brasil, que até então era subutilizado. Entre 2013 e 2014, a Aliança reestruturou sua frota de cabotagem com um investimento de R$ 700 milhões na compra de seis navios porta-contêineres com capacidades que variam de 3,8 mil TEU (Twenty-foot Equivalent Unit - unidade internacional equivalente a um contêiner de 20 pés) a 4.8 mil TEU. Atualmente conta com 11 navios em operação no serviço, com amplo atendimento em 15 portos de Buenos Aires até Manaus e um total de 104 escalas mensais. A Aliança é market leader na cabotagem e conta com uma carteira de clientes que vai do arroz ao zinco, com grandes, pequenas e médias empresas e em praticamente todos os segmentos do mercado, com destaque cada vez maior para os segmentos de bens de consumo duráveis. No ano passado registrou um faturamento de R$ 3,3 bilhões e movimentou 673 mil contêineres. Tem ainda forte atuação no mercado externo, com 25 navios porta-contêineres que fazem a rota internacional, distribuídos em nove serviços. Além disso, oferece o transporte de granéis (fertilizantes, grãos e minérios), onde são utilizados oito navios com capacidade que vão de 38 mil toneladas a 45 mil toneladas.

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GRANDES INVESTIMENTOS PARA OS AEROPORTOS DE SC

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omposto por aeroportos públicos administrados pelos municípios, estado e quatro deles com gestão da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), o sistema aeroviário de Santa Catarina conta com uma rede de aeroportos distribuídos por todas as regiões e movimentou 6,06 milhões de passageiros em 2016. Os números são da Infraero, da prefeitura de Chapecó e da RDL Aeroportos. Dois aeroportos regionais garantem a cobertura do Sul e Planalto Norte do estado, enquanto outros de menor porte estão estrategicamente distribuídos e os aeroportos internacionais de Navegantes e Florianópolis têm a maior demanda, seguidos pelo aeroporto de Joinville, no Norte do estado.

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Santa Catarina movimentou 6,06 milhões de passageiros no ano passado. Número que representou a fatia de 5,8% dos 104,37 milhões de passageiros que utilizaram os aeroportos brasileiros.

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Aeroporto da Capital será administrado pela gigante global Zurich SA No ano passado o aeroporto movimentou 3,5 milhões de passageiros, número que deve chegar a 13,9 milhões até 2047 com capacidade para 4,1 milhões de passageiros/ano. A previsão da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) é que esse número chegue a 13,9 milhões anuais até 2047. Está prevista também a construção de dez pontes para embarque, que levam o passageiro direto para dentro dos aviões, por meio da utilização de fingers. As obras precisam ser feitas em até 26 meses após a assinatura do documento. Conforme a agência reguladora do setor, o objetivo da ampliação da pista é o aumento da capacidade operacional do aeroporto. Com isso, o pátio poderá comportar até 26 aeronaves ao mesmo tempo. Essa concessão abre caminho para corrigir um déficit histórico, avalia o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Glauco José Côrte. “A disputa realizada por dois grupos interessados na concessão, elevando o valor da outorga para R$ 83 milhões, confirma a avaliação da Federação de que trata-se de um terminal atrativo e com perspectivas muito positivas”, afirma Côrte, que agora torce para que os trâmites previstos no edital transcorram normalmente, viabilizando a assinatura do contrato em julho deste ano.

Fiesc/Divulgação

A renomada companhia suíça Aeroporto de Zurich SA (Flughafen Zürich AG), uma das melhores do mundo. Em administração aeroportuária, obteve em março a concessão do Aeroporto Internacional Hercílio Luz pelo período de 30 anos, podendo ser prorrogado por mais cinco. A companhia arrematou com oferta de R$ 83,333 milhões e ágio de 58%. A Zürich administra o aeroporto de Zurique, que recebe mais de 20 milhões de passageiros por ano e consta na lista do prêmio World Travel como um dos melhores operadores da Europa. A companhia também integra o consórcio que faz a gestão do terminal Confins, de Belo Horizonte e administra os aeroportos de Bogotá, na Colômbia; de Bangalore, na Índia; mais três terminais no Chile e quatro de Honduras. O contrato de concessão do Aeroporto Hercílio Luz deve aumentar em cerca de 70% a capacidade de movimentação de aeronaves na pista com a ampliação da mesma para 2,7 mil metros quadrados e quadruplicar o número de vagas no estacionamento, que hoje são 539, segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). Terá ainda que construir um novo terminal

O Aeroporto Internacional Hercílio Luz, de Florianópolis, foi arrematado pelo grupo ZURICH, que fez uma oferta de R$ 83,3 milhões, que é o equivalente a 25% do valor da concessão. Já os investimentos previstos para os próximos 30 anos são de R$ 960,7 milhões.

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Há mais de 20 anos engavetados, os projetos de ampliação do aeroporto de Navegantes são retomados com a previsão de mais de R$ 550 milhões em investimentos públicos e privados

Infraero/Divulgação

Aeroporto de Navegantes será um dos maiores centro de logística do Brasil

O Aeroporto Internacional Ministro Victor Konder atende a 54 municípios e tem capacidade para 2,7 milhões de passageiros/ano

A assinatura de termo de cooperação entre a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e o poder público de Navegantes, em janeiro, marcou a retomada do processo de ampliação do Aeroportos Internacional Ministro Victor Konder. O convênio firmado entre a prefeitura e a empresa pública é de R$ 150 milhões e os recursos serão aplicados na desapropriação da área de 1,09 milhão de metros quadrados, destinada a ampliação da pista de pousos e decolagens. O recurso deverá vir em três parcelas de R$ 40 milhões e uma de R$ 30 milhões e o prazo para conclusão do processo é de cinco anos. Paralelo a isso, o presidente da Infraero Antônio Claret de Oliveira anunciou a concessão de um centro logístico integrado no terminal para movimentar cargas. A estrutura será uma das maiores do país. “Planejamos transformar o aeroporto de Navegantes em um dos maiores complexos logísticos do Brasil. Isso significa integrarmos o aeroporto ao modal marítimo, às rodovias e quem sabe até mesmo, no futuro à malha ferroviária”, garante. O projeto é grandioso: são 100 mil metros quadrados de área nos terrenos já desapropriados, com concessão pelo período de 25 anos. A previsão de investimentos pode chegar a R$ 400 milhões e o processo licitatório tem previsão de lançamento ainda no primeiro

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semestre de 2017. A intenção da Infraero é estar com a nova estrutura operando em Navegantes no prazo de três anos. Segundo a Infraero, Navegantes foi selecionado por estar inserido em uma das áreas mais importantes para o programa de expansão da empresa. O município entrou na lista dos aeroportos prioritários para logística de cargas junto com outros poucos terminais no país: Manaus (AM), Goiânia (GO), Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ). Com o novo modelo de negócio, a Infraero quer se aproximar das principais gestoras aeroportuárias do mundo, que têm metade da receita proveniente das taxas aeroportuárias e os 50% restantes vindos da área comercial, com a exploração de shoppings, hotéis e logística. O fato do aeroporto catarinense fazer parte desse seleto grupo é porque Navegantes tem um dos terminais de cargas mais lucrativos da rede Infraero. No ano passado movimentou mais de 3,5 mil toneladas, com ênfase para produtos farmacêuticos, metal mecânicos e têxteis. Com capacidade para 2,7 milhões de passageiros por ano, o aeroporto atende viajantes que embarcam de toda a região do vale do Itajaí, que reúne 54 municípios, ou desembarcam rumo aos destinos de turísticos do estado


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Aeroportos regionais cobrem a demanda de todo o estado

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São dois aeroportos regionais e outros de menor porte administrados pelos municípios que suprem a demanda de voos domésticos

O Aeroporto Regional Sul Humberto Bortoluzzi, no município de Jaguaruna, operou 2,33 mil voos comerciais e movimentou 73,7 mil passageiros no ano passado e planeja operar 120 mil embarques e desembarques em 2017. Administrado pela empresa RDL Aeroportos, tem pista com 2,5 mil metros de extensão e 30 metros de largura. Foi projetado para receber aeronaves de grande porte e deve aos 48 municípios das regiões metropolitanas de Tubarão, Araranguá e Criciúma.

A expectativa é que o aeroporto seja um dos mais importantes para voos alternados no Sul do Brasil, podendo ser usado como alternativa quando o de Florianópolis ou o de Porto Alegre (RS) estiverem fechados.

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Também no Sul de Santa Catarina, o Aeroporto Diomício Freitas, em Forquilhinhas, após perder uma séria de voos regulares para o aeroporto de Jaguaruna, teve sua administração transferida da Infraero para o município em janeiro deste ano. O município deve manter o aeroporto aberto e negocia com empresas aéreas a retomada dos voos comerciais. Na serra catarinense a demanda deve ser atendida pelo Aeroporto Regional do Planalto Serrano, em Correia Pinto, que recebe os últimos investimentos para iniciar as operações de voo. Os trabalhos vão se estender durante o primeiro semestre de 2017, para que o aeroporto seja homologado pelos órgãos federais competentes e o aeroporto entre em operações ainda em 2017. Distante menos de 30 quilômetros do Aeroporto Regional do Planalto Serrano, o Aeroporto de Lages, que estava com suas operações restritas a aviões pequenos há cerca de 20 anos, devido a existência de um galpão de um frigorífico próximo à cabeceira da pista, retomou voos comerciais no ano passado. A partir deste ano Lages, com pouco mais de 160 mil habitan-

tes, contará com dois aeroportos em operação, ou seja, uma infraestrutura aeroviária digna de metrópole. A atual infraestrutura aeroportuária de Caçador, no Meio Oeste, também pode ser transformada em um aeroporto regional. Para isso serão necessários investimentos de pouco mais de R$ 3,5 milhões, segundo estudo da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc). O vice-presidente regional da entidade Gilberto Seleme diz que Caçador é um polo regional e precisa de um aeroporto com linhas regulares e em plenas condições de funcionamento. A Secretaria da Aviação Civil da Presidência da República (SAC) autorizou também a implantação de um aeroporto de grande porte na cidade de Ilhota, na região do Vale do Itajaí e distante poucos quilômetros do Aeroportos Internacional Ministro Victor Konder, em Navegantes. Trata-se do futuro Aeroporto Metropolitano da Costa Verde e Mar e sua edificação deve ocorrer na zona rural do município. O pré-projeto, elaborado pelo município, prevê uma obra audaciosa, com investimentos estimados em R$ 200 milhões.

Lages, que tinha seus pousos e decolagens restritos a pequenos aviões até o ano passado, voltou a operar voos comerciais.

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Aeroporto de Chapecó atende as regiões Oeste e Meio Oeste Considerado o principal aeroporto de administração municipal em Santa Catarina, o de Chapecó aparece em lista de 53 terminais regionais brasileiros elaborada pela área técnica do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil que são considerados prioritários no recebimento de investimentos por parte do governo federal. Com uma pista para pousos e decolagens com 2,06 metros de comprimento, o Aeroporto Serafim Enoss Bertaso, de Chapecó, deverá ser ampliado no segundo semestre. Os investimentos previstos somam R$ 9 milhões, em recursos da União, por meio da Secretaria de Aviação Civil (SAC). A expectativa é de que as obras iniciem em agosto. O projeto prevê a ampliação do terminal de passageiros de 1,1 mil metros quadrados para 2,38 mil metros quadrados. O investimento será fundamental, pois o aeroporto movimentou 446,04 mil passageiros no ano passado e foi o quarto aeroporto catarinense em número de embarques e desembarques. Também está nos projetos do município e da SAC a ampliação das área de pouso e decolagens, de estacionamento de aeronaves e a construção de um novo terminal de passageiros, transformando o atual em terminal de cargas. No entanto, para que isso ocorra há necessidade da concessão à iniciativa privada. O projeto prevê desapropriações que dariam um custo de R$ 192 milhões em indenizações, além das obras de infraestrutura.

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O aeroporto de Chapecó é um dos principais pontos de embarque e desembarque de passageiros da região Oeste de Santa Catarina e Noroeste do Rio Grande do Sul.


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MÚLTIPLA COMPLETA DEZ ANOS DE MERCADO E SE CONSOLIDA EM OPERAÇÕES DE COMÉRCIO EXTERIOR Seja na hora de importar algum produto ou matéria prima, ou seja na hora de prospectar um novo mercado para a exportação, é necessário estar apto e ter o “ponto de vista” certo para obter sucesso. É aí que entra a Múltipla Assessoria Aduaneira, uma empresa especializada no desenvolvimento de soluções inteligentes em comércio exterior

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om dez anos de atuação nos mercados catarinense e nacional, a Múltipla Assessoria Aduaneira é uma empresa genuinamente itajaiense com atuação nas áreas de importação e exportação. Oferece soluções práticas e desenvolvidas especificamente para cada caso, sempre respeitando as particularidades e culturas de cada cliente, o que garante a maior eficiência e otimiza a rentabilidade de cada operação, independente de qual ela seja. A Múltipla surgiu no mercado em 2007, apenas como mais uma empresa de despachos aduaneiros. Porém, com a evolução do mercado, optou por ampliar a gama de serviços oferecidos à seus clientes nas áreas de importação e exportação. Hoje a empresa disponibiliza soluções logísticas completas, a door to door. “Trabalhamos com a subcontratação

A competitividade do seu produto no exterior depende de inúmeros fatores que necessitam de uma atenção especial. A Múltipla é especializada em encontrar soluções de alta performance para que seu produto chegue ao destino com agilidade, 93 ANUÁRIO ABRIL, 2017 segurança, ao menor custo possível.

dos parceiros, sempre com a cotação do menor preço, mas preservando a qualidade dos serviços, para oferecermos os melhores custos e soluções que atendam às necessidades de nossos clientes”, informa o CEO da empresa, Mauro Marcelo Sperber dos Santos. Essa flexibilidade na busca dos parceiros também possibilita que a empresa se molde às necessidades de seus clientes. Maleabilidade que hoje é vista como um dos diferenciais da Múltipla. “Isso faz de nós uma empresa especializada no desenvolvimento de soluções inteligentes em comércio exterior que atende desde aquele cliente que está habituado a realizar transações comerciais no exterior, sempre em busca de melhores resultados, como para quem está ingressando na atividade de comércio exterior e procura aumentar a sua competitividade no mercado global”, acrescenta.

Know-how Não basta ter apenas um bom produto para se dar bem no mercado internacional. O sucesso de um transação comercial no exterior depende de uma séries de fatores que englobam conhecimento técnico, uma ampla rede de relacionamentos, e a expertise de quem já atua nesse mercado há alguns anos e está na constante busca por conhecimento em um universo que está a cada dia mais dinâmico. Aí que entra a Múltipla Assessoria Aduaneira, que com uma equipe formada por profissionais com grande experiência e extensa rede de relacionamentos, no Brasil e exterior, disponibiliza uma série de vantagens para quem busca sucesso e rentabilidade em suas operações. Exemplo disso são as importações com a utilização dos regimes aduaneiros especiais, que garantem suspensão ou isenção dos tributos em transações comerciais e a possibilidade do pagamento escalonado desses tributos, o que gera menores custos e aumento da competividade do importador/exportador. Com sua ampla experiência e network, a Múltipla tem acesso a estes regimes, em especial aos do Estado de Santa Catarina, e tem plenas condições de orientar seus clientes a adotá-los, sempre buscando os menores custos e maior competitividade. Nas importações, que representam 90% de seus negócios, a empresa opera nos portos e aeroportos catarinenses, com ênfase para o terminal de uso privado (TUP) Porto Itapoá. Já no caso das exportações, atua nas fronteiras secas do Rio Grande do Sul até o Mato Grosso. Tanto é que 80% do volume das exportações realizadas pela Múltipla está relacionado às exportações rodoviárias.


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União cria Secretaria Nacional de Portos Com a criação da nova Secretaria esta é a primeira vez na história recente do setor que os serviços de dragagem, de fundamental importância para manter a competitividade dos portos e terminais, ganha espaço específico em um Ministério O segmento portuário ganhou mais espaço a partir de março, com a criação da Secretaria Nacional de Portos. Ela surgiu da reestruturação do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MTPAC) e substitui a Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP), que tinha status de ministério e incorporada pelo Ministério dos Transportes no segundo semestre do ano passado. As mudanças no MTPAC incluem também a extinção de mais de 200 cargos e a criação de novos departamentos relacionados a gestão dos portos brasileiros. A próxima etapa agora será as nomeações para os titulares e servidores da nova secretaria. Na nova estrutura do ministério estão mantidas as competências de definição das políticas nacionais de transportes ferroviário, rodoviário, aeroviário e aquaviário, bem como as competências

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e atribuições de marinha mercante e vias navegáveis. Segundo informou o MTPAC, as diretrizes para o desenvolvimento de portos e instalações portuárias marítimas, fluviais e lacustres, bem como as avaliações e execução de medidas e programas de apoio ao desenvolvimento da infraestrutura e da superestrutura do setor estão agora sob responsabilidade da nova pasta, que também contará com a Secretaria Nacional de Transportes Terrestres e Aquaviários, como era nos tempos da extinta SEP. Esta secretaria terá a competência de propor, incrementar e monitorar a política nacional de transportes no setor de portos. Conta ainda com a atribuição de propor a celebração de contratos de arrendamento, executar programas de construção, reforma, ampliação e modernização da infraestrutura portuária.


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GESTÃO PORTUÁRIA

Subdivisões A Secretaria Nacional de Portos passa a contar com quatro subdivisões e ainda é responsável pelo Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH). Uma delas é o Departamento de Infraestrutura Portuária e Gestão Ambiental, responsável pela execução e monitoramento dos serviços de infraestrutura e a promoção da gestão ambiental dos complexos portuários, além de obras de recuperação e ampliação de acessos aquaviários. Para o desempenho de suas atribuições o departamento conta com cinco coordenações-gerais: de gestão ambiental, de obras e serviços em dragagem, de estudos e projetos de dragagem, de estudos e projetos de infraestrutura e de obras e serviços de infraestrutura. A nova estrutura da Secretaria gera uma boa expectativa para os gestores dos portos delegados e docas, pois é a primeira vez na história recente do setor que os serviços de dragagem, de fundamental importância para manter a competitividade dos portos e terminais, ganha espaço específico em um Ministério. Outro ponto importante foi a criação de um departamento dedicado às outorgas portuárias. O órgão tem como principal atribuição a supervisão das gestões e contratos de concessões em vigor, assim como a celebração de novos contratos e outorgas. Este departamento contará com três coordenações-gerais: de gestão contratual, de novos negócios; e de modelagem de outorgas. Já os itens planejamento, logística e gestão de patrimônio

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imobiliário ganharam um departamento exclusivo, que tem como atribuições o subsídio de planos de desenvolvimento e zoneamento portuários, o planejamento de capacitação de gestores e a proposição de normas relativas à terrenos, entre outras. A área conta com duas coordenações-gerais: de planejamento, estudos e logística portuária; e de gestão do patrimônio imobiliário dos portos públicos. As propostas de políticas de pessoal e salarial do setor, o monitoramento e a avaliação dos compromissos de metas e desempenho empresarial ficam a cargo do recém criado departamento de gestão e modernização portuária, segurança e saúde. Nesta área também serão discutidas as condições para os convênios de delegação e descentralização entre o MTPAC e empresas estatais, a exemplo das companhias docas. Ela contará com duas coordenações-gerais: de desempenho e tecnologia de informações portuárias e ainda a de segurança e saúde em portos. Para o presidente da Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP), Wilen Manteli, a mudança na estrutura do MTPAC foram positivas, pois proporcionaram o enxugamento da estrutura com a extinção de cargos e focaram a infraestrutura portuária. O grande avanço, segundo Manteli, foi a criação de um setor específico para atender as demandas relacionadas às dragagens. No entanto, para o representante dos terminais, será preciso cautela para as nomeações para os cargos, eminentemente técnicos. Manteli ainda adverte para a autonomia que os gestores terão dentro da pasta.


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RPLOG TRANSPORTES & COMEX

SOLUÇÕES COMPLETAS E EFICIENTES PARA O COMÉRCIO EXTERIOR A RPLog prioriza a inovação e desenvolve soluções apropriadas a cada cliente. Otimiza os processos de forma eficiente e garante maior produtividade e rendimentos na cadeia logística.

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om apenas um ano de mercado a RPLog - Transportes & Comex se consolida como uma importante parceira nas operações de comércio exterior. A empresa oferece soluções integradas para a logística de importação e exportação adaptadas às exigências de cada cliente. Mescla inovação e praticidade à expertise adquirida por seus gestores em anos de atuação nos mercados portuário e logístico, o que agrega à empresa importante presença nos mercados nacional e internacional e ampla carteira de clientes nas duas vias do comércio internacional. O grande diferencial da RPLog no mercado é a disponibilização de serviço porta-a-porta tanto na importação como na exportação, ou seja, a empresa retira a mercadoria diretamente do fabricantes e a coloca no destino final. As soluções englobam todos os passos da cadeia logística.

A garantia da eficiência dos serviços se dá por parcerias estratégicas que a empresa tem no Brasil e exterior. Conta com representantes que levam a assinatura RPLog em Hong Kong, Roterdã, Lisboa e Antuérpia. Até o final deste ano terá também um novo parceiro, na cidade chinesa de Xiamen. Além de alianças com foco no mercado asiático, a empresa opera com sua matriz estrategicamente localizada entre o Porto de Itajaí e o Terminal Portonave, de Navegantes, mais duas filiais. A matriz disponibiliza uma área de armazenagem de 2 mil metros quadrados em Itajaí. Já a filial de Navegantes opera com armazém com a mesma capacidade, utilizando-o para importação. Ainda conta com escritório no centro da cidade, o RPR Logistics, destinado ao agenciamento marítimo.

Foco de mercado As exportações de proteína animal - carnes bovinas, suínas e aves - são o principal foco da RPLog. As carnes bovinas representam 57,5% das exportações da empresa, as aves respondem pela fatia de 33% e as carnes suínas por 9,5%. Em tonelagem, representam embarques mensais de 1,2 mil toneladas, 700 toneladas e 200 toneladas, respectivamente. Fabrício Porto, gestor da RPLog, conta que a empresa e iniciou suas atividades com foco nas aves, produto tradicional nos mercados regional e catarinense. “Mas a disponibilidade de proteína bovina para exportação, aliada a falta de empresas focadas na logística do produto, abriu um novo nicho mercadológico”, diz. Inclusive, hoje a empresa é parceira dos principais produtores de carne bovina do País. Exporta o produto para Hong Kong, Rússia e Egito, além de 32 outros países. As carnes suínas são exportadas para a Rússia e as aves para os mercados asiático e do Oriente Médio. Na mão contrária, ou seja, nas importações, a RPLog opera temperos e especiarias, com ênfase para o sal do Himalaia e Marinho; além de autoparts e componentes para a indústria automobilística. Deve ingressar ainda neste ano no segmento de vestuário, com importações do mercado asiático.

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DESTAQUES DE SANTA CATARINA

Produtividade

TUPs catarinenses ganham destaque nacional Portonave SA/Divulgação

Quando o ponto analisado é a produtividade média dos terminais, ou seja, a movimentação de contêineres por hora, dois portos públicos e dois TUPs catarinenses integram o Top 10 da Antaq. Tomando como base apenas os portos e terminais de SC, no topo do ranking está o Porto Itapoá, com 70 unidades/hora e terceira colocação no ranking nacional, seguido por Imbituba, com a média de 58 unidades/hora e sexta colocação entre todos os portos brasileiros. O Porto de Itajaí/APM Terminals ocupa as terceira e sétima posições nos rankings estadual e nacional, respectivamente, com a média de operação de 54 unidades/hora. Já a Portonave, segunda do Brasil e primeira da região Sul em volume de contêineres operado, está em última colocação entre os catarinenses e oitava entre os brasileiros, com a média operacional de 54 unidades/hora.

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Agência Nacional dos Transportes Aquaviários (Antaq) divulgou na segunda quinzena de fevereiro o Desempenho do Setor Aquaviário 2016, incluindo os portos públicos e terminais de uso privado (TUPs). No caso de Santa Catarina, são os TUPs que ganham destaque no estudo da Antaq. A Portonave S/A, de Navegantes, ultrapassou Paranaguá e aparece como segundo maior movimentador de contêineres do Brasil, com a fatia de 9,7% da movimentação global e crescimento de 29,2%. O terminal de Navegantes aparece atrás apenas do Porto de Santos, que em 2016 respondeu pela movimentação de 32% dos contêineres operados no país. No entanto ao contrário da Portonave, Santos registrou um recuo de 5,4% nas operações com cargas conteinerizadas. Já o TUP Porto Itapoá, na cidade homônima e ligado ao Porto Organizado de São Francisco do Sul, operou 6,3% dos contêineres movimentados pelo setor no Brasil, registrou moderado avanço de 0,1% e ocupa a sexta posição no ranking da Antaq. Nenhum dos portos públicos catarinenses aparece entre os oito maiores movimentadores de contêineres do Brasil.

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Porto Itapoá/Divulgação

O terminal de Navegantes aparece atrás apenas do Porto de Santos, que em 2016 respondeu pela movimentação de 32% dos contêineres operados no país

O TUP Porto Itapoá registrou a produtividade de 70 unidades/hora e garantiu a terceira colocação no ranking nacional da Antaq.


Divulgação Tigre/Divulgação

Para chegar ao ranking das 500 maiores empresas da região Sul, é utilizado um índice chamado Valor Ponderado de Grandeza (VPG), que leva em conta patrimônio líquido, receita líquida e lucro líquido ou prejuízo. Os dados são obtidos nos balanços patrimoniais das companhias.

Estado cresce no ranking nacional

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anta Catarina cresce no ranking das 500 maiores empresas do Sul do Brasil feito pela PwC para a revista Amanhã. O levantamento com dados de balanços de 2015 divulgado em novembro do ano passado mostra 131 companhias na lista. Em 2014 foram 126 e, em 2013, 116. As empresas catarinenses tiveram lucro de R$ 10,6 bilhões em 2015. Entre as 150 maiores, aparecem cinco companhias joinvilenses, que nasceram como negócios familiares e se profissionalizaram para continuar fortes: Tupy, Tigre, H.Carlos Schneider (Ciser), Schulz e Döhler. A Tupy é a joinvilense mais bem colocada no ranking: ocupa o 23º lugar. O ranking de 2016 ainda não foi divulgado pela PwC.

Enquanto os altos índices de desemprego são recorrentes na maior parte dos municípios brasileiros, em Santa Catarina mais da metade dos municípios aumentaram a geração de empregos formais, segundo dados do Caged.

Geração de empregos A fatia de 58% das cidades catarinenses conseguiu fechar 2016 com saldo positivo na geração de empregos com carteira assinada. A base de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divide Santa Catarina em 20 microrregiões. Destas, tiveram destaque pela geração de emprego as microrregiões de São Miguel d’Oeste, Joaçaba, Concórdia, Lages, Rio do Sul e Blumenau. Nestes locais o número de cidades que abriram mais do que fecharam postos de trabalho foi superior à média do Estado, chegando a 73%. Na microrregião de Blumenau, por exemplo, 13 dos 15 municípios fecharam 2016 no azul. Nos dois primeiros meses deste ano Santa Catarina foi o segundo estado que mais gerou empregos com carteira assinada no Brasil. Com um saldo positivo de 14.858 vagas, ficou atrás apenas de São Paulo, que apresentou 25.412 no balanço entre admissões e demissões Para SC foi o melhor resultado desde fevereiro de 2014, quando o saldo foi de 27.891 vagas. Entre os setores, os de maior variação foram a indústria (10.859 novas vagas) administração pública (1.829 novas vagas) e agropecuária (1.294 novas vagas). No acumulado do ano, Santa Catarina continua com saldo positivo de 26.398. Manteve o bom resultado de janeiro, quando liderou a criação de postos de trabalho no país.

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SC resiste ao início da crise econômica em 2014 e aumenta participação na composição do PIB nacional.

SC amplia participação no PIB Santa Catarina aumentou sua participação na composição do Produto Interno Bruto do país em 0,2%, ou seja, passou da fatia de 4% para 4,2%. O cálculo é feito com base no PIB de 2014, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no final de 2016. O estado continua na sexta posição entre as maiores economias do país. Na liderança do ranking dos Estados que mais contribuíram para o PIB nacional em 2014 está São Paulo, que manteve o índice de 32,2%, seguido pelo Rio de Janeiro, com a participação de 11,6%. Minas Gerais está em terceiro lugar, com 8,9%, o Rio Grande do Sul aparece na quarta posição com o índice de 6,2% e o Paraná, em quinto, com 6%. Vale ressaltar que dos estados que estão à frente de Santa Catarina no ranking nacional, São Paulo e Rio Grande do Sul mantiveram a mesma participação de 2013, enquanto Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro apresentaram retração. Os dados divulgados pelo IBGE mostram como Santa Catarina conseguiu resistir mais ao início da crise econômica e política do país, que já começava a tomar corpo em 2014, fazendo com o Estado ganhasse importância, ainda que decimal, enquanto outros entes da federação perderam fatia no bolo do PIB.

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O PIB per capita de Santa Catarina supera em cerca de 18% o registrado nos demais estados do Sul do Brasil, ficando atrás apenas de Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro.

4ª posição no PIB per capita Em relação ao PIB per capita, Santa Catarina ficou em quarto lugar entre os estados brasileiros em 2014, bem acima dos outros estados do Sul. O PIB per capita em SC somou R$ 36.055, 90, enquanto no Rio Grande do Sul ele foi de R$ 31.927,16 e, no Paraná, de R$ 31.410,74. Os maiores PIB per capita do país estão em Brasília, com a forte influência dos salários do funcionalismo público do governo federal, e que somou R$ 60.216,80; em São Paulo, maior economia do país, com R$ 42.197,87 e no Rio de Janeiro, com R$ 40.767,26.


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Entreposto Aduaneiro no CLIA da Multilog em Joinville

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Multilog, maior recinto alfandegado da América Latina presente nos três estados do Sul com área alfandegada de mais de 1 milhão de metros quadrados, passou a oferecer serviços de entreposto aduaneiros também em seu Centro Logístico e Industrial Aduaneiro (CLIA) de Joinville. Com isso a empresa passa a oferecer regimes aduaneiros especiais, que permitem o armazenamento de mercadorias no país com a suspensão dos tributos e em processos com ou sem cobertura cambial. Desta forma, as mercadorias continuam consignadas ao exportador, aguardando a nacionalização ou outra destinação. Esta modalidade amplia o prazo de pagamento dos produtos ao exportador, pois o fechamento de câmbio se dará na data de nacionalização e não na data do embarque. Além disso, há possibilidade de desdobramento dos produtos em lotes, permitindo a nacionalização das mercadorias por etapas, conforme venda ou necessidade. O mesmo serviço já é oferecido em todas as outras unidades da Multilog, como CLIA Itajaí (SC), Curitiba (PR) e Maringá (PR); nas fronteiras de Foz do Iguaçu (PR), Uruguaiana (RS), Jaguarão (RS) e Santana do Livramento (RS).

De acordo com os empresários, as condições atuais ainda não são boas, porém a avaliação é menos pessimista do que a observada em janeiro.

O Índice de Confiança do Industrial Catarinense (ICEI) manteve-se estável em fevereiro deste ano e alcançou 53,8 pontos, pouco acima do registrado em janeiro (53,4 pontos), segundo pesquisa da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc). O cálculo é feito por meio da opinião dos industriais sobre as condições econômicas atuais e as expectativas para os próximos meses. O índice varia no intervalo de 0 a 100 e acima de 50 pontos indica confiança. O resultado de fevereiro é superior ao registrado igual período do ano passado (38,4 pontos). O índice da indústria de transformação e extrativa passou de 53,8 pontos em janeiro para 55,4 pontos em fevereiro e o índice do nível de atividade da indústria da construção em Santa Catarina atingiu em janeiro 45,2 pontos, contra 40,7 pontos em dezembro. O indicador de número de empregados permaneceu praticamente estável ao cair de 41,7 pontos em dezembro para 41,5 pontos em janeiro. No entanto, para os próximos seis meses a projeção do nível de atividades registrou 47,4 pontos, valor maior que os 44,3 pontos registrados em dezembro. O levantamento foi realizado pela Fiesc em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) entre os dias 1º e 13 de fevereiro. Participaram 189 indústrias de Santa Catarina dos segmentos de transformação, extrativo e construção. Valores acima de 50 pontos mostram que o nível de atividade é positivo e abaixo, negativo.

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Indústria catarinense mais confiante

O CLIA da Multilog, em Joinville (SC), passou a oferecer também o serviço de Entreposto Aduaneiro e, com isso, as mercadorias continuam consignadas ao exportador, aguardando a nacionalização.


O estaleiro Oceana, do Grupo CBO, lançou à água em Itajaí a primeira de uma encomenda de seis embarcações do tipo AHTS 18.000 para a Petrobras. São navios de apoio marítimo offshore, projetados para manusear âncoras, reboque e suprimento para plataformas de petróleo. A encomenda faz parte do plano de desinvestimento da estatal no país. A embarcação, que recebeu o nome de CBO Bossa Nova, começou a ser construída em 2015 e deve ser entregue definitivamente na metade deste ano. Tem 81,5 metros de comprimento e 19,5 metros de boca. Com previsão de chegar a 33 navios em operação após finalizar os AHTS, o Grupo CBO comemora crescimento de 22% na frota, na contramão da retração que atinge a indústria naval brasileira. O Oceana, junto com os estaleiros Detroit, também de Itajaí, e Navship, em Navegantes, mantiveram a capacidade de operação na região. Os demais desmobilizaram grande parte do setor industrial, no entanto, não fecharam as portas. Um indicativo de que há perspectiva de reaquecimento. Segundo o Sindicato das Indústrias de Construção Naval (Sinconavin) ocorreu a estabilização do mercado nos últimos meses e as ondas de demissões foram estancadas.

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Indústria da construção naval em alta em Itajaí

O setor aposta na abertura de investimento estrangeiro para voltar a crescer. O ano de 2017 ainda será um período de expectativas, mas as encomendas tendem a voltar em 2018.

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Volvo Ocean Race retorna a Itajaí Mapfre/Divulgação

Balneário Camboriú registra crescimento no número de argentinos O número de turistas que chegou a Balneário Camboriú de ônibus aumentou 9,34% neste ano em relação ao mesmo período de 2016. Nos dois primeiros meses, passaram pelo Portal de Informações Turísticas (PIT) 95.803 visitantes. No ano passado, foram 87.617. O mês mais movimentado foi janeiro, com a vinda de 57.268 pessoas. Em fevereiro, o PIT registrou 38.535 visitantes, número 8,70% superior à mesma época no ano passado. Como tem ocorrido desde a alta temporada de 2016, os argentinos predominam. Isso deve-se à situação cambial favorável a eles e também à divulgação de Balneário Camboriú no país vizinho. Em fevereiro os “hermanos” representaram 61,26% do total de turistas. Contabilizando os dois primeiros meses, a predominância é de 54,16%. Em contrapartida, o turismo doméstico apresenta queda desde a temporada anterior. No mês passado, 8.531 brasileiros de outras cidades e estados estiveram no município, 547 a menos que no mesmo período anterior. Incluindo outras formas de transporte, como automóvel e avião, a estimativa é de que 1.150.507 pessoas tenham veraneado em Balneário Camboriú em janeiro e fevereiro.

Rota da próxima edição será a maior já velejada na Volta ao Mundo com aproximadamente 45.000 milhas náuticas. Itajaí volta a receber o evento.

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Jéssica Telles/Divulgação

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tajaí representa mais uma vez a América Latina e o Brasil na Volvo Ocean Race, o maior evento de vela do mundo. A edição 2017-18 chega ao município em abril do próximo ano para a sua 13ª edição. A Vila da Regata brasileira ficará aberta ao público de 05 a 22 de abril de 2018 e a previsão é que os primeiros barcos cheguem ao litoral catarinense no dia 08 de abril. No dia 20 de abril será realizada a In-Port Race, uma competição que é realizada nos locais de parada. No dia 21 os barcos estarão abertos ao público e, no dia 22, será a partida das equipes de Itajaí rumo a New Port (EUA). A última edição da Volvo Ocean Race passou por Itajaí em abril de 2015, quando reuniu cerca de 320 mil visitantes na Vila da Regata, mais 32 mil espectadores nos molhes da Atalaia e nas praias. Foram gerados 2.108 empregos diretos para o evento ou por causa do evento (logística na Race Village, alimentação, bebida, infraestrutura, expositores, transporte, programação musical, entre outros) e injetou R$ 82 milhões na economia nacional. Deste montante, R$ 38,8 milhões em Itajaí, R$ 15,9 milhões na Região da Costa Verde Mar e R$ 7 milhões de outras regiões do estado.

Turistas argentinos representam mais da metade dos visitantes de Balneário Camboriú na última temporada de verão.


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Líder de pesca industrial no País

2º maior porto do Brasil em movimentação de contêineres

A maior marina do Brasil

Um grande polo náutico e portuário que não para de crescer. Itajaí possui um dos maiores setores náuticos do País, resultado de um investimento constante em infraestrutura e capacitação. Hoje a cidade é reconhecida mundialmente como polo náutico brasileiro e recebe uma das regatas mais importantes do mundo: a Volvo Ocean Race. Um grande orgulho para todos os que vivem aqui.


Lei nº 6.678. Veículo: RV Portuária (ROSEMAR DE SOUZA EDIÇÕES / CNPJ 01.648.770/0001-08). 1 inserção página tripla + página simples (cortesia), R$ 10.000,00.

Uma das melhores cidades do País para investir

Produção de grandes embarcações de lazer

Cidade-sede da Volvo Ocean Race, a Fórmula 1 dos Mares

/Prefeituradeitajaí

itajai.sc.gov.br


Itajaí: uma cidade com visão para o mar, que se tornou referência em desenvolvimento.

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Revista Portuária - Anuário 2017  

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