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AFIRE/ / BLOODLUST / DORSAL ATLANTICA / HOT FOXXY / DAREWOLF / CRUZ DE FERRO / TERROR EMPIRE /KALEDON E MUITO MAIS

Número 2 Setembro/Outubro 2017 Edição Grátis

Entrevista

Reportagem


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3 Ficha Técnica: Propriedade: Som do Rock Administração Paulo Teixeira

Indice:

Data : Setembro/Outubro 201 7

Noticias:

Reportagem

Pag: 04 Editorial

VAGOS METAL FEST 2017

Pag :04 AFIRE

Redação/Paginação /conteúdos: Paulo Teixeira

Lugares

Som do Rock

Pag:41 HARD ROCK CAFÉ LISBOA

Hintf WebZine

Pag: 05 BLOODLUST Pag: 06 DORSAL ATLÂNTICA

Edição online : Grátis

Entrevistas:

Pag: 08 HOT FOXXY

Entrevista:

Pag :09 TRIGGER

Pag: 32 Nightrage,

Pag: 11 DAREWOLF

Reviews:

Pag: 12 MASSACRATION

Pag: 42 Kobra And The Lotus

Pag: 13 BURIED AND GONE

Pag 43 Omräde

Pag: 36 ARTHANUS

Arquivo do Rock/Metal:

Paulo Teixeira Paula Antunes Reviews: Paula Antunes Pode ser feita a reprodução total e ou parcial de texto / Fotos desde que sejam mencionadas as origens e dado créditos aos seus proprietários, não pode ser usado para beneficio próprio nem obtenção de valores.

Pag : 46 Os anos do Rock Português

Contactos:

Biografia:

brutalmusicmagazine@gmail.com

Pag: 50 CRUZ DE FERRO

Capa e Pagina central: Batushka ; Powerwolf

Pag: 40 BOOL

Paginas centrais:

Vagos Metal Fest 2017

Pag: 45 KALEDON

POWERWOLF

Texto: Margarida Salgado

Pag: 37 BLUDY GYRES Pag: 38 TERROR EMPIRE

Fotos:Davi Cruz Biografia: Texto e fotos da Wikipédia e Facebook da banda

SdRPag 03 Mai/Jun 2017


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Editorial Bem vindos á BRUTAL MUSIC MAGAZINE. Este mês temos uma reportagem especial de Margarida Salgado sobre Vagos Metal Fest 2017, mais entrevistas, review´s e muita informação. A BRUTAL quer ir mais longe que uma simples revista sobre Rock/ Heavy Metal, queremos falar sobre toda a cultura do Underground, queremos disponibilizar artigos sobre música, tattoos, moda, cinema, eventos, queremos falar sobre a cultura que nos rodeia. Colabora connosco, envia as tuas fotos, os teus textos, a tua visão do underground. Participa e envia para o e-mail: brutalmusicmagazine@gmail.com Este projeto é de distribuição gratuita e somente em formato digital. Os seus conteúdos podem ser usados de forma livre da seguinte forma: Deve de ser sempre mencionada a origem/fonte. Devem ser sempres usados de forma gratuita, ninguém poderá usar como forma de obter lucros, podem ser partilhados desde que respeitem a propriedade intelectual dos autores de texto e fotos.

AFIRE LANÇAM PRIMEIRO EP

através de todos os principais serviços de transmissão digital.

Spotify: http://bit.do/afire-epspotify iTunes / Apple Music: http://bit.do/afire-ep-itunes Deezer: http://bit.do/afire-ep-deezer Google Play: http://bit.do/afire-ep-googleplay Tidal: http://bit.do/afire-ep-tidal Amazon Music: http://bit.do/afire-ep-amazon Youtube: https://www.youtube.com/playlist?list=PLYe1PvJdD2isEUM5JG8u15Nop2f7xVfn

AFIRE é uma banda de hard rock Melódico que vem de Oulu, na Finlândia. A banda foi formada em 2016, quando o vocalista Suvi Hiltunen uniu forças com músicos com os quais mantinha uma ligação de longa data, Antti Leiviskä (gtr), Sami Kukkohovi (gtr), Harri Halonen (b) e Tarmo Kanerva (dr). Afire é uma banda que em definitivo é preciso verificar! A banda inclui membros dos SENTENCED e AFIRE POISONBLACK, lançou seu EP de estréia

Facebook: Pag 04 Set/Out 2017


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AUSTRALIANOS BLOODLUST LANÇAM ÁLBUM 24 AGOSTO

A CAVERNA ABISMALRecords tem o prazer de apresentar o segundo álbum dos Australianos BLOODLUST , "At the Devil's Left Hand ", sai a 24 de Agosto em ambos os formatos CD e cassete.

magia negra, convocando demoníaca e o poderoso Senhor Infernal, Satanás, BLOODLUST seguE o caminho musical dos Venom, Hellhammer / Celtic Frost, e Bathory.

Concebido no abate de inocência, em cima de Blackthrash old-school diretamente das proum altar profanado de Deus. Nutrido na terra fundezas ardentes do inferno. fria da tumba entre os ossos dos mortos. Este trabalho fala-nos sobre a dor infinita e o sofrimento. BLOODLUST são uma unidade de soldados infernais subido do inferno para espalhar uma praga da escuridão blasfema contra a luz e tudo o que é santo. Armado até os dentes com um arsenal de, riffs de Black Metal, implacavelmente acompanhados por um som de bateria que mais parecem tambores de guerra. A retórica de destruição sagrada escrita com sangue e terror audíveis. Inspirado por visões de cemitérios em decomposição, rituais de


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DORSAL ATLÂNTICA FALA SOBRE O NOVO ÁLBUM “CANUDOS” “Canudos”, o novo álbum da lendária banda Dorsal Atlântica, passa pelo processo de mixagem no fim do mês de junho. O vocalista/ guitarrista Carlos Lopes comentou recentemente a respeito da produção: “mesmo tendo em mente o que queria desde o início, e com as composições definidas, todo e qualquer disco adquire a sua imagem durante o processo de construção, que se estende pela mixagem e masterização, e mais decisões nascem a seguir. Todos os discos que criei são biográficos, fotografias e sessões de análise. Exponho o que vejo, sinto e concluo sem piedade nem para comigo,

nem com os ouvintes. Sou artista, sempre fui e creio que não deixarei de ser até o desencarne”. “Não estou nisto para rece-

baterista, o qual participou do processo de gravação do álbum “Canudos”. “Decidi gravar o disco com meu antigo companheiro das bandas Mustang e Usina, o baterista Américo Mortágua, era o mais adequado a este trabalho”, afirma Carlos. Ainda sobre “Canudos”, o músico declara: “não houve ensaios. O resultado é um acto de fé, um sacerdócio à arte. A força dos Canudenses precisava ser a minha. Dediquei-me a impregnar o disco de emoção, até mesmo como homenagem a minha mãe nordestina”. “Sem rusticidade não haveria como falar sobre o sertão. Gravei as guitarras para que soassem como berimbaus, como chicotes, por assim dizer. Acordes abertos, harmônicos, vocalizações, sons graves e peles porosas. CANUDOS é o rompimento com a estética globalizada “global metal”, por assim dizer. Não me interessa fazer parte do mundo, me interessa o Saci, o Curupira, e o Boto Rosa. Quanto mais agressividade adicionava à estética, mais refinamento contrabalançava o peso. Se o disco é Brasil com Suassuna, Baden e Vinicius, também é o coração do menino nos anos 70 que ouvia Beatles, Queen, Thin Lizzy, The seja único, o último. Apenas Clash e Sex Pistols”. faça, apenas seja!”. Além disso, a Dorsal Atlântica anunciou Américo Mortágua como o seu mais novo ber aplausos, nem para alimentar podres poderes. Só posso responder por mim e por mais ninguém. Cada um é um universo, assim como eu. Os quadros da Dorsal são exposições de sonhos e fracturas assim como “CANUDOS”. E neste momento, não estou decepcionado com o país e nem com as pessoas, porque aí seria eu contra o mundo. Estou cansado de tanta asneira. Mas graças a Deus ainda temos o céu, o mar, o ar, o sol, a lua, os animais e o amor. Não trago ódio no coração, mas luto pelo meu pedaço de terra como os Canudenses fizeram até a morte. Não importa os vencedores, não importa que você

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“Convoquem os amigos a apoiarem a campanha financeiramente na página do site Cartarse. Os fãs, o público, são fundamentais para fortalecer e tornar viável este disco da Dorsal Atlântica. Melhor dizer que não seja apenas mais um disco, mas o melhor e o mais brasileiro de todos os nossos trabalhos”. A campanha para financiamento de “Canudos” não chegou ao final, apesar de o disco já estar a ser gravado. Quem apoiou a campanha terá o seu nome impresso no encarte e receberá o CD em primeira mão. Para participar, acesse https://www.catarse.me/ dorsal_canudos O tracklist de “Canudos” pode ser conferido a seguir: 1 – Canudos 2 – Belo Monte 3 – Não temos nada a temer 4 – O minuto antes da batalha 5 – Carpideiras 6 – A Conselheira 7 – Sonho Acabado 8 – Cocorobó 9 – Araçá do Peito Azul de Lear 10 – Gravata Vermelha 11 – Liberdade

12 – Favela 13 – Ordem e Progresso Acompanhe a Dorsal Atlântica nas redes sociais: www.facebook.com/ dorsalatlantica Assessoria de Imprensa www.blacklegionprod.com www.facebook.com/ BlackLegionProdcabeça com letras fortes e pesadas.


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HOT FOXXY LANÇA O NOVO CD “BURNING BRIDGES”

A banda de Curitiba (Brasil) Hot Foxxy anuncia o lançamento de seu primeiro álbum de estúdio, intitulado “Burning Bridges”.Com músicas compostas entre os anos de 2015 e 2016, o disco foi gravado e masterizado no Funds House Studio, em Curitiba, e produzido por Alysson Irala, famoso guitarrista e compositor curitibano (Sad Theory, Motorbastards, Shadow Maze). O lançamento oficial do CD foi hoje dia 17 de Julho. O CD estará disponível no Spotify, Deezer, Napster e dezenas de plataformas, com a data a ser definida pela One RPM. A respeito do título do título “Burning Bridges”, o vocalista Marco Lacerda afirma: “a ideia surgiu da música homônima, que fala sobre deixar o passado para trás e ter coragem de enfrentar os novos caminhos

que se revelam a nossa frente após grandes perdas ou mudanças drásticas de rumo”. “Burning Bridges” é o sucessor do EP “Tattooed Girl in Black”, lançado pelo grupo em 2015, e mostra o amadurecimento musical da banda, assim como um maior cuidado com todos os detalhes do disco. “A gravação e produção foram sensacionais, cuidamos de todos os detalhes minuciosamente para entregar o melhor para o público e com um nível internacional“, comenta o guitarrista Ederson Erig. Já de acordo com Humberto Sprenger, “as harmonias e arranjos foram inspirados a partir da mensagem de cada letra criando uma estrutura que traz sentido a música”. O disco ainda conta com duas faixas bônus: “Getting Over You”, com a participação da

talentosa cantora Gabi Nickel, e “Redhead Rocker”, em um belo arranjo de piano executado e gravado por Humberto Sprenger. Angelica Batista ficou encarregada da arte da capa, assim como o design do CD físico, enquanto Alceste Ribas foi o responsável pelas fotos presentes no trabalho. “Detalhes e pessoas apareceram nos momentos certos e fizeram a diferença para que chegássemos a este resultado. Ao escutar o álbum as pessoas vão sentir a energia de nosso Hard Rock que é feito de coração”, conclui o baterista Daniel Schultz.

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Trigger trazem Hard/Glam dos anos 80 de volta

Influenciado pelas bandas e ambiente do Hard/Glam dos anos 80, Trigger lançou o seu EP de estreia intitulado com o nome da banda e foi gravado no Estudio Caverna do Som em Salvador - BA/Brasil e mixado por Jonas Godoy no Li-

nha Sonora Studios no Rio Grande do Sul - RS/Brasil. O EP contem 04 faixas que foram escritas e produzidas por Gabriel Heiligen (Lead Vocal / Guitars), Ícaro Bastos (Bass / Keyboards / B. Vocals) e Aquilas Gomes (Drums / B. Vocals) com a missão de mostrar que ainda é possível fazer este estilo e soar original. Após um ano de muito trabalho, TRIGGER acaba de disponibilizar para venda o seu novo álbum, intitulado “TRIGGER”, em algumas das principais plataformas digitais. O lançamento deu-se a dia 27 de Janeiro 2017. Criada em 2014, com a ideia de resgatar a sonoridade e o

“glamour” do saudoso Hard Rock dos anos 80, Trigger é um Power Trio de Salvador (BA) formado por Gabriel Heiligen, Ícaro Bastos e Ákillas Gomes, onde são amplamente conhecidos pela característica marcante de suas músicas e pelo seu visual “extravagante”. Com um destaque especial para o trabalho de melodias vocais, unidos a sua versatilidade instrumental, impactam o público nos seus espectáculos, além de proporcionar a experiência em transportar a audiência para o clima dos grandes espectáculos das bandas do “Mainstream” deste estilo.


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DAREWOLF LANÇAM O 1º EP

Darewolf são uma banda Hard Rock/Power Metal fundada em 2016, formada por 4 elementos oriundos de Braga. Com o single “Freakshow” já lançado, preparam-se para conquistar o país, com uma sonoridade que traz consigo influências de Whitesnake, Iron Maden, Scorpions, entre muitas outras.

A banda de Hard Rock/Power Metal de Braga lançou o primeiro EP já disponível no Spotify e encontra-se neste momento a promover o seu trabalho.


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MASSACRATION GRAVAM O SEU PRIMEIRO DVD

Celebrando o seu retorno, os Brasileiros Massacration vão gravar o seu 1º DVD em 15 anos de carreira durante uma apresentação especial, feita a 26 de Agosto), em São Paulo. Dominando-se como a “maior banda Brasileira de heavy metal de todos os tempos” prometem realizar espectáculo histórico e repleto de surpresas.

Headmaster (guitarra), Redhead Hammet (baixo) e Jimmy The Hammer (bateria) vão executar clássicos como “Metal Is the Law”, “Evil Papagali”, “The Bull”, “Metal Massacre Attack (Aruê Aruô)”, entre outros. Também são esperadas algumas participações especiais.

"Após 15 anos de carreira, a “maior banda de heavy metal de todos os tempos” vai finalmente eternizar “a mais devastadora apresentação da história da música pesada”, é assim que os Massacration se apresentam

Detonator aproveitou a oportunidade para enviar mensagem ao público:https:// www.facebook.com/UltimateMusicPR/ videos/1765492750145997.

Criado em 2002, como parte do programa huAtendendo a “milhões” de pedidos dos fãs, os morístico "Hermes e Renato", da MTV, os Massacration ficaram conhecidos por fazerem Massacration vão orgulhosamente gravar o seu 1º DVD ao vivo em São Paulo. O cenário sátiras às bandas de heavy metal dos anos 80, brincando com todos os clichês em torno será composto por muitos painéis de LED, dos grupos da época com letras mistas e sem que projetarão as imagens relacionadas ao sentido, vocais agudos, roupas de couro e rítrepertório que será praticamente um verdadeiro best of do que tem vindo a executar duran- mica acelerada. te a “Metal Milf World Tour”. Detonator (vocal), Metal Avenger (guitarra), Pag 12 Set/Out 2017


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A história do autoproclamado “maior grupo de heavy metal do mundo” surgiu por acaso em 2002, quando um personagem comprou um CD da banda Massacration, que tocou a música "Metal Massacre Atack (Aruê Aruô)". Com roupas cheias de rebites de metal e cabelos compridos e desfiados, o sucesso foi imediato e no dia seguinte à exibição do episódio, a banda fictícia era o principal assunto nos corredores da MTV BRASIL. O receio de que fãs de heavy metal resistissem à brincadeira não se concretizou e o seu trabalho foi bem aceito. Depois de um começo avassalador, a banda lançou os álbuns “Gates of Metal Fried Chicken of Death” (2005) e “Good Blood Headbangers” (2009), foi convidada para os principais festivais de rock do país como Abril Pro Rock, o Planeta Atlântida e o Porão do Rock, além de abrir vários espectáculos do Sepultura. Os Massacration recentemente estiveram presentes na propaganda de “O Grand Pedido”, título do famoso jingle do Big Mac. A campanha recebeu vários prêmios de marketing, o que acabou por motivar os fãs a pedirem incessantemente o retorno do grupo.

BURIED AND GONE LANÇAM SINGLE "A FROZEN HEART" "The Final Hour" é o primeiro álbum de Buried And Gone, que vem de Kuopio / Oulu, Finlândia. No álbum podem ouvir várias influências de diferentes estilos na música metal. Melodias e riffs garantem uma viagem de escuta de nivel "inexperiente" para os ouvintes "experientes". O álbum conta com dez faixas que não têm uma história continua, mas cada faixa é a sua própria história. As letras são sobre temas como a morte, amor e cinismo.

"The Final Hour" foi gravado no inverno 2016-2017 no 'home studio em Kuopio e Markus' Niklasvocais foi gravada em BRR-Musiikki, Raahe. Mixagem e masterização são feitas por Joni Tanskalae, o artwork foi feito por Aki Pistemaa. O álbum será lançado digitalmente em 27 de agosto por Inverse Records. O Tema "A Frozen Heart" foi lançado hoje e está disponível em todas as plataformas digitais de música essenciais.


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Havia alguma expectativa nesta última edição do Vagos Metal Fest. O festival já considerado por alguns como a Meca do heavy metal em Portugal, pretende poder um dia ser comparado com os grandes festivais europeus. Este ano tornou-se um dos 18 festivais a ser apoiado pelo Ministério do Ambiente, no âmbito do programa “Sê-lo Verde” cuja proposta incluiu a realização de palestras por especialistas ligados ao ambiente, WC's ecológicos, a adoção de um copo reutilizável e a transmissão de um vídeo de sensibilização aos fogos florestais (passado diversas vezes nos écrans durante os intervalos das bandas). No ano passado dez mil pessoas deslocaramse à 1º edição. Este ano compareceram cerca de quinze mil. O melhor dia foi, sem dúvida, o sábado. Neste dia venderam-se cerca de seis

mil entradas. Uma das novidades que podemos constatar este ano também foi a reformulação do espaço que aumentou a fluidez do mesmo. Os três dias de concertos foram passados com muito sol, amigos, diversão, cerveja, hidromel e boa música. Durante a noite, apesar da temperatura diminuir substancialmente, podendo-se sentir a humidade e um exercito incansável de melgas atacar a todos sem dó nem piedade, a boa- disposição e satisfação de estar ali tornava tudo irrelevante. Podíamos ver a alegria estampada no rosto das pessoas. Os privilégios de se estar com a “tribo”.

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In Cho ter- se esforçado para cativar o publico numa atuação entusiasta. A banda alemã, não obstante, de um público sumido, cumpriu a sua “missão”. Revolution Within sucederam-se e o “ressuscitado” público iniciou assim o crowdsurfing. Novamente alguns problemas de som, aligeirados pela participação do público, empenho da banda e entendimento entre ambos. É impossível ficar indiferente a esta banda com um som poderoso e forte presença. Voltamos a ter Marco Fresco dos Tales for The Unspoken em palco para junto com Rui Alves cantarem o tema "Pull The Trigger" e provando mais uma vez que o que é nacional é bom.

Dia 1 Tales for the Unspoken foi a banda selecionada para fazer a difícil tarefa de receção de boas vindas ao recinto dos concertos da Quinta do Egas. Os dez anos de carreira foram evidentes com a comparência das pessoas que iam abandonando as filas das bilheteiras para se dirigir ao palco, juntando-se assim às que já se encontravam presentes, como que a responder ao incentivo que o Marco Fresco foi dando ao público durante toda a atuação. Apesar de alguma dificuldade inicial relativamente ao som, a banda teve a presença de um público entusiasmado e cooperante, culminando com N´Takuba Wena a ser cantada por todos, mostrando mais uma vez a cumplicidade existente naquele recinto e encerrando assim o concerto. And then She Came “ensanduichada “ entre Tales for Unspoken e Revolution Within, não teve um enquadramento “ feliz ” com o seu rock/metal alternativo, apesar da simpática Ji-

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Gama Bomb fez uma entrada “colorida “ com Philly Byrne a envergar um divertido fato amarelo com tesouras azuis, aguçando de imediato o interesse do público Com uma boa disposição que inebriava a plateia, assim foi atuando e galhofeando, durante todo o concerto. “É muito bom estar aqui a tocar para vocês hoje”, chegou a dizer em português. Mais crossover do que thrash com um sentido de humor próprio em suas letras, a banda conquistou o público, que a pedido de Philly, criou um “whall of life” com grande festa e animação. A irreverencia continua a representar Gama Bomb, que foi uma das primeiras bandas a mostrar o seu apoio ao download de músicas e lideraram uma campanha para "Stamp Out Inferior Metal", pedindo aos fãs que levassem CD’s que lamentassem ter comprado para destrui-los nos concertos. Rhapsody foi o primeiro “momento solene “da noite. Com uma performance irrepreensível, esta banda italiana de power metal sinfónico conquistou todos, mesmo os não apreciadores deste tipo de som. Em excelente forma física e sem grandes demonstrações de cansaço, fizeram-nos viajar pelo tempo. Fabio Lione, (que atualmente está

nos Angra), comunicou com o público em português durante toda a atuação, sem grandes dificuldades. Um momento mágico! Finalmente, o concerto esperado por muitos, Arch Enemy. Quem se chegou à frente percebeu que tinha sido boa ideia quando os écrans não ligaram para passar as imagens do palco, a pedido da banda (também não deixou que a organização filmasse uma música em live stream como fez com todas as outras bandas). Desde o primeiro tema que ouvimos os público a entoar “use your mind, take control” e assim foi até ao fim do concerto, com as letras na ponta da língua, ou não fossem eles os grandes Arch Enemy. Foi anunciado o lançamento do disco “Will to Power “para Setembro.


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Dia 1

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Em Wintersun os problemas sonoros voltaram a registar-se. A banda que tem planeado organizar 3 crowdfunding para construir o “WINTERSUN HEADQUARTERS studio “, assunto de alguma controvérsia, teve uma atuação de uma entrega total ( apesar das condições deficientes de som ), mostrando a razão pela qual é uma das bandas death metal melódico mais apreciada em terras lusas. Finalmente os Therion entram em palco com a sua grandiosidade e com Thomas Vikström a fazer as honras da casa. Com os temas épicos a que já nos habituaram, a banda tocou um conjunto de melodias que agradou aos fãs e conquistou os mais cépticos, acabando por encantar a todos. Depois da polémica com o Lisbon Dark Fest esperemos que os Therion tenham saído de Portugal com uma melhor imagem do nosso país. Se é difícil abrir as hostilidades de um festival

às 16h não é menos difícil fecha-las às 02:30h, depois de muito mosh, crowdsurfing e cerveja. Essa missão coube aos Grunt. Apesar de muitos terem optado por abandonar o recinto para o merecido descanso, houve quem insistisse em ficar. Havia uma curiosidade latente no público do que se iria passar a seguir, devido às suas atuações ousadas. Mas o que faltou em visualização sobrou num som brutalíssimo de uma mistura grindcore e algum death metal. Houve alguma dificuldade com o som e com as máscaras e o “espetáculo de porngrind ” foi fraquinho em comparação ao que já se ouviu falar desta banda. Quase não mereceu a pena o “sacrifico da moça “, pois foi a música que manteve o público até ao fim. Curiosa e ironicamente foi a primeira vez que se ouviu a palavra “caraças” a sair da boca de um vocalista em Vagos.


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Dia 2 O segundo dia iniciou com implore. Apesar do sol forte e do cansaço que ainda se fazia sentir do dia anterior, à medida que a banda debitava o seu death/grind, as pessoas iamse aproximando e apreciando o que estavam a ouvir. Implore conquistou o público, que apesar da elevada temperatura ambiente, abriu o mosh pit , mostrando o seu entusiasmo e apreço. De seguida ficamos com a banda de hardcore gaulesa, Brutality Will Prevail. Muito enérgicos, aproveitando para promover o seu fresquíssimo ”In Dark Places", a banda esteve imparável, particularmente Louis Gauthier que chegou a atuar em cima da coluna central e terminou com um stage diving para o público. A única banda nacional deste dia, Hills Have Eyes provaram, mais uma vez, que se faz muita coisa boa em Portugal. Se alguns acharam um risco a presença desta banda de metalcore em Vagos, o público provou o contrário. Notou-se desde o primeiro acorde a cumplicidade existente. Entre mosh pit, crowdsurfing e muita gente a cantar foi uma partilha total entre a banda e o público de onde todos saíram satisfeitos. Metal Church não poderiam ter feito melhor.

A banda de heavy/thrash metal era já aguardada por um vasto público que se mostrou conhecedor e apreciador dos temas apresentados, com “horns up”, demonstrado o respeito e carinho existente pela banda. Uma interpretação fantástica! Também Primordial está no coração dos metaleiros portugueses. A banda irlandesa de black metal apesar de alguns problemas técnicos iniciais com o microfone teve um desempenho excecional. Alan "Nemtheanga", muito dinâmico e comunicativo foi transmitindo, no seu discurso, ao longo da atuação, que gostava muito de Portugal e que nos vinha visitar frequentemente. O público por sua vez não se fez de rogado, pulando e cantando com ele. Quando Korpiklaani entrou em palco, alguém disse: “Que comece o baile ” e assim foi! O seu som folk metal festivo iniciou uma corrente de energia para o público que de uma ponta à outra foi dançando, saltando e cantando. Nas grades, os seguranças que se encontravam no fosso não tinham mãos a medir com tanto crowdsurfing. Foi uma bonita atuação com poucas palavras de Jonne Järvelä, mas muita música e alegria partilhada. Pag 22 Set/Out 2017


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A banda esperada da noite e provavelmente do VMF era sem dúvida, Soulfly. A multidão à volta do palco perdia-se de vista e se ainda havia dúvidas em relação ao número de pessoas a assistir, essa foi dissipada quando se fez o maior circle pitt de VMF e com uma nuvem de pó acompanhar todo o concerto. Também fica na memória a imagem de uma multidão acocorada à espera de “Jump da fuckup" . Max Cavalera como sabemos já teve tempos mais áureos, mas o histórico da banda e a paixão do público falaram mais alto, “apagando” pontos menos positivos e transformando esta atuação num belíssimo concerto. Também temos que dar crédito a Max pelo exímio baterista Zyon, (seu filho) que mostrou o seu valor em palco. Powerwolf entrou com um público ainda frenético do concerto anterior e disposto a mante-lo com eles, na pessoa de Attila Dorn que gracejou e interagiu animadamente com o público. Não seria necessário um grande esforço para esta banda tão apreciada de power viking/ heavy metal com as suas músicas formadas duma miscelânea de contos macabros e folclóricos da Alemanha e da Romênia e sagas sobre lobos e guerras religiosas. A sua atuação por si só já teria valido a pena como se pode confirmar pela

interação do público. Uma inigualável exibição. Mais uma vez a terminar a noite iriamos ter uma banda que (teoricamente) iria “prender” o público devido, tanto ao seu secretismo, (pois os membros não são identificáveis ), como à sua “ teatralidade”. Mas Batushka foi uma demora sofrida com o seu interminável “soundcheck ”, que devido à sua extensão ( cerca de 1h ) fez com que muitos não conseguissem resistir à exaustão do segundo dia e abandonassem o recinto. Como se de uma imagem de uma igreja se tratasse, assim foi a atuação da banda com os seus “padres ortodoxos “vestidos a rigor, quase todos completamente imoveis com exceção do que estava com o turíbulo “abençoando-nos” a todos. Com toda a sua mística e um black metal muito particular, foi uma viagem com um contexto obscuro e quase espiritual em toda a sua interpretação. Ficamos com a sensação que num espetáculo mais intimista, o som bem como todos os restantes pormenores seriam melhor apreciados transportando-nos para uma nova dimensão. Pag 24 Set/Out 2017


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POWERWOLF


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Dia 3 No terceiro dia às 16h poderíamos dizer que tínhamos chegado ao Inferno à medida que avançávamos para ver os catalães Reaktion. Poucos foram os que se atreveram a tal, apesar da banda de thrash metal ter tido uma excelente prestação. Pena não ter sido devidamente apreciada, mas depois de 2 dias anteriores “cheios “, muita gente ainda se encontrava a restabelecer. Quando os Attick Demons subiram ao palco verificou- se, que esta banda nacional de heavy metal, tem ganho bastantes fans ao longo da sua carreira. E percebeu-se porquê. Um nível técnico excelente e uma performance sólida e coesa do princípio ao fim foi o que assistimos com agrado. Podemos ver Artur Almeida a instigar o público "Let's Raise Hell" que respondeu à altura iniciando o crowdsurfing.

De seguida veio Miss Lava, a banda nacional de stoner rock, que apesar de uma sonoridade diferente mostrou a sua competência e conseguiu cativar a assistência, agora mais calma, que os ouvia atentamente. "Dominant Rush" é o novo EP da banda lançado no final do mês de Junho via bancamp. E assim tivemos duas bandas nacionais tão distintas em som, mas tão boas em qualidade. A seguir os já esperados americanos Chelsea Grin. Com uma interpretação brutal, esta banda de deathcore tinha tudo para vencer. Desde instrumentos coloridos, um baterista (Pablo Viveros), com uma segunda voz fortíssima, terminando no incansável Alex Koehler que fez juz à sua fama como um dos frontman mais apreciado deste género. Houve muita energia naquele palco que acabou por contagiar o público.


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Os seus compatriotas, Havok seguiram-se já com um vasto público à sua espera. Tendo cá estado em 2012 em três concertos em zonas distintas (Areeiro, Loulé e Braga) estes thrashers mostraram o motivo pelo qual eram tão apreciados pelos metaleiros portugueses. Muito mosh e crowdsurfing foi a resposta dada pelo público a uma atuação vertiginosa e eletrizante, com David Sanchez a incentivar o público referindo que “ a democracia é uma falsidade “ ou que “ Portugal deveria legalizar as drogas “ assim foi nos encaminhando e fazendo esquecer por momentos da fadiga acumulada. Mais uma banda americana se seguia, os Whitechapel. Após a saída do antigo baterista, a banda de deathcore com uma sonoridade muito especifica apresentou-se com o baterista substituto, Chason Westmoreland (ex-The Faceless). Apesar de muitos fans, a banda esteve um pouco aquém das expetativas na interacção com o público apresentando alguns sinais de cansaço e optando por terminar a atuação antes do tempo previsto. Contudo o que vimos fez- nos ficar com vontade de que voltassem, talvez em melhores dias. Os fans, esses não pararam e entre múltiplos mosh pit foram puxando pela banda e mostrando o seu agrado. Se a banda anterior mostrava fatiga, os suecos Hammerfall entraram ( mais cedo ) com garra,

provando que ainda tinham muito para dar. Esta banda de heavy/ power metal conseguiu uma grande adesão por parte dos presentes que se ouviram a cantar os temas que saiam do palco com um som perfeito tocados por uma banda com uma vitalidade fantástica. Gorguts foi um momento de inspiração. Esta banda canadiana de death metal fez muitos ainda resistirem à exaustão para ouvirem a competência, a técnica e a qualidade que transmitiram neste concerto. Perfeito! Já não se contava com muita gente no recinto quando Cough começou a tocar. Uma escolha um pouco peculiar para encerrar um festival de três dias. A banda americana de Sludge/Doom metal mesmo assim manteve os seus fans a assistir até ao fim com uma boa prestação, numa sonoridade hipnótica que se enquadrou perfeitamente no nevoeiro que se formou mantendo até uma certa misticidade. E assim terminou mais uma edição de Vagos. Podemos dizer que houve uma melhoria comparativamente ao ano anterior e que talvez o ponto menos positivo tenha sido os inúmeros problemas com o som que nem sempre nos permitiram usufruir o melhor de cada banda. Para o ano e conforme anunciado, a 3ª edição do VMF será de 09 a 13 de Agosto e terá “ 4 (!!) dias de concertos, 2 palcos (!!) “ VAGOS É AQUI !!


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Entrevista de Paula Antunes

Hintf: Antes de mais rapazes, devo congratular-vos por este ultimo álbum, ‘The Venomous’! E comecemos por falar sobre os Nightrage, o seu início, a resistência de 17 anos no ativo enquanto banda, os seus altos e baixos… Bem, tem sido uma grande viagem e particularmente para mim, o ter que tomar conta da banda e sempre manter a promessa que fiz a mim mesmo desde o início de seguir com o meu sonho, fazer e tocar a música de que gosto. Ainda bem que gostaram do nosso ultimo disco “The Venomous”, o que nos deixa muito satisfeitos pois também estamos contentes com este trabalho. Tive situações menos fáceis ao longo destes 17 anos com os Nightrage e tivemos alguns baixos mas estou orgulhoso pelo facto de os teros ultrapassado e termos feito o melhor possível para a banda continuar viva e ativa. Talvez se fosse outra pessoa desistia ante os percalços e faria outra coisa qualquer, mas a minha paixão e tenacidade para seguir em frente a todo o custo, é o que nos traz até aqui, hoje, ainda ativos e a compor ou a tocar a música que nos inspira. Gravámos 7 álbuns, e fizemos vários concertos pelo mundo fora, temos uma boa ligação com as pessoas que gostam do nosso material e conseguimos

manter uma boa relação com os nossos fãs. Hintf: Quão difícil tem sido para os Nightrage aparecerem e mostrarem a vossa música não só apenas na Grécia, a vossa origem inicial, mas também por toda a Europa e além desta? Nós não tomamos como garantido que faremos um próximo álbum e que teremos uma editora dar-nos apoio dessa vez, é sempre um desafio constante tocar a nossa música, uma vez que não sabemos o que o future nos reserva, temos que nos esforçar sempre e enfrentar os maiores obstáculos enquanto banda e indivíduos, de cada vez que fazemos um novo álbum. Mas estamos muito satisfeitos com isso pela simples razão que voltamos sempre, conseguimos sempre chegar até o próximo concerto, até o próximo álbum. A inspiração nunca nos falhou e sentimos construir sempre uma sólida relação com os fãs. Sempre nos sentimos otimistas para o futuro pois o sentimento da música é o que nos motiva a criar mais, desafiar-nos a nós mesmos e mesmo enquanto verdadeiros fãs do género achamos ser uma constante experiência de aprendizagem, não deixamos de encontrar melhores formas de escrever uma canção, ou tornarmo-nos melhores compositores e executantes, temos sempre muito a aprender e estamos sempre de olhos e ouvidos abertos. Pag 32 Set/Out 2017


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Hintf: Qual é o gatilho que vos faz saltar e criar música, o que realmente vos impulsiona a viver de e para a música? Eu acho que é a música em si mesma, o poder da música e a pura criatividade de fazer algo novo e excitante, a procura constante e a paixão de fazer algo melhor e evoluir na nossa música. Também o feedback que recebemos dos nossos fãs e a responsabilidade que temos de não os desapontar e mais provavelmente, a nós mesmos. A música é um processo curativo para nós e o podemos falar de coisas que de outra forma não falaríamos. Por isso é muito bom comunicar e ligar-nos a uma audiência que entende o que dizemos e adora a música que fazes, isso para nós é o que nos faz ser muito otimistas para o futuro e nos dá a confiança e inspiração para continuar. Hintf: Tendo lidado com algumas alterações ao lineup ao longo destes anos, conseguem no entanto, criar alguma mística em torno de vós; acham que esta foi uma vantagem que faz aguçar a curiosidade para a vossa música?

Sim, eu sei que tivemos mudanças de lineup e todas essas coisas, mas aprendemos com tudo isso e sinto que agora temos uma formação bastante boa com pessoas que estão na mesma sintonia e que estamos na mesma missão. Não há problemas e todos somos amigos e compreendemo-nos uns aos outros e temos respeito mútuo pela banda e pela música que fazemos. Se me perguntares, sou um livro aberto e sem nada a esconder e por isso não sei se há alguma mística em mim?! Acho que pensam que tenho crédito pela minha tenacidade de crocodilo por continuar em frente com a banda e todo o mundo poder estar contra mim. Sou muito determinado e tenho sacrificado muito para poder estar onde estamos como banda agora. Vivi na Suécia por muitos anos a tentar fazer a música de que gostava e ainda gosto. Mas se as pessoas se puderem inspirar com a minha história fico muito lisonjeado no mínimo porque sei que faço o que é certo para mim e para a música. Como nada nos é dado de graça assim temos que lutar para alcançar os nossos objetivos na vida em geral, e isso é o que nos faz andar com os pés firmes, porque somos amantes e fãs de música, nada mais, nada menos.


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Hintf: Falem-nos um pouco do álbum ‘The Venomous’, algum conceito especial para este disco, do que fala? Em que se inspiraram para o escrever? Falamos da fealdade no mundo em que estamos a viver e em o quanto estamos a ficar perto do nosso desaparecimento, fazendo o pior uns aos outros enquanto seres humanos. “The Venomous” é um álbum conceptual que lida com todo o ódio e sede de Guerra que corre no nosso sangue e temos que mudar e encontrar a esperança nas nossas vidas, caso contrário acabamos na pior das situações. Fo-

mos afetados com eventos recentes de gangues religiosos que mataram pessoas inocentes em nome de um deus, e achamos que vivemos em tempos muito assustadores e a pensar onde isto tudo nos vai levar. Se olhares bem para o que está a acontecer agora no mundo é de loucos. Nós somos a cura para o veneno que cuspimos.

geral dos nossos fãs ao disco tem sido muito boa. Nós nunca sabemos o que as pessoas vão pensar ou achar quando estamos a lançar uma música mas ver que as pessoas estão satisfeitas é uma sensação ótima e faz-nos muito felizes e com vontade de continuar a melhorar. Sentimo-nos muito inspirados e temos muitos álbuns dentro de nós ainda por virem o de cima Hintf: Como têm sido a reação pelo que o melhor ainda está por parte dos vossos fãs a este por vir assim como os melhores disco até agora? álbuns serão sempre os próximos. Até agora temos recebido criticas muito positivas por parte da Imprensa e as vibrações num Pag 34 Set/Out 2017


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Hintf: Podem falar-nos da vossa inspira- Planeiam sair da Europa e talvez rumar a ção visual, para as letras e a imagem da outros continentes? banda? Temos um novo agente enquanto falaLiricamente, o álbum é conceptual e lida mos e está à procura de alguns concertos com a natureza destrutiva do ser humapara nós, o nosso objetivo é fazer uma no, e o facto de estarmos a correr de encontro à nossa própria extinção. As letras tour europeia em Setembro e uma pelo para o The Venomous são retratantes do norte da América e também pela Ásia demónio ‘Marchosias’ como uma verda- mais tarde. Também procuramos outros deira deusa do nosso desaparecimento. E territórios como a América do Sul, e a agora cegamente a seguimos por aí. Em Austrália, e queremos mesmo sair por aí palavras mais simples, ‘Marchosias’ = vai- e promover o nosso disco pois achamos dade, inveja, ódio e todas as outras cenas que este merece mesmo a nossa melhor que nós como cancro trazemos ao mundo. Ou pode apenas significar o que quei- atenção. Esperamos poder ir também a ras, desde que toque algo em ti! O Vagelis Portugal dar alguns concertos uma vez Petikas é o rapaz do artwork, fez um ex- que nos divertimos imenso quando aí escelente trabalho na capa e todos os sin- tiemos da última vez. gles para o “The Venomous” e ele soube traduzir o tema que tínhamos em mente Hintf: Esta é uma linha aberta a vocês; deixem uma mensagem aos nossos leitonuma forma de arte muito bela. res portugueses que certamente estão ansiosos por vos ver ao vivo em breve! Hintf: Das 12 canções que fazem parte Muito obrigado pela entrevista e queria do disco qual a que mais preferem? dizer um grande olá a todos os nossos fãs Eu adoro a ‘The Venomous’ e a ‘Affliction’ portugueses e que mal podemos esperar porque são um pouco diferentes e um por vos ver nos nossos concertos, apoiem pouco mais melódicas e com mais groo- “The Venomous” e dêem-lhe uma hipóteve. Somos bem conhecidos por tocarmos se, amamos-vos a todos, máximo respeirápido mas gostamos quando lançamos to. algumas canções com compassos mais lentos, continuam a ser pesadas e com Texto: Paula Antunes / Hintf WebZine grooves acentuados. Gosto de todas as canções no disco e não há nenhuma a encher, tentamos sempre dar o melhor material que temos em mãos. Hintf: Como estão de agenda no que toca a concertos para o futuro próximo?


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ARTHANUS - King of Azuris Arthanus é o nome da personagem principal da mitologia Viking, que também dá nome a uma das bandas Death Metal mais proeminente do Brasil. Seu álbum de estréia "King of Azuris" apresenta um Pagan Metal que converge para o som pesado do Death Metal Music. Em vez de habituais bandas Pagan Metal, Arthanus pôr de lado os instrumentos antigos, e entra com um som mais agressivo, usando apenas instrumentos musicais de metal clássicos. Com 7 novas canções, além de mais duas re-gravadas e uma canção bônus ( Asgard Palace a partir de 2013, com diferente som masterização). Este novo álbum presenteia-nos com 60 minutos do melhor do Death Metal, a resposta brasileira aos Amon Amarth, desencadeada com conceitos baseados na mitologia nórdica, bem como os preceitos culturais sobre o Viking Age na história. Tracklist:

1. Fenrir, the giant wolf 2. Ode to my Enemies 3. Balder, the god of light 4. Fear the Berserk 5. Arthanus, king of Azuris 6. Bastard 7. Legion of gods 8. Valkyries 9. Serpent of the world 10. Asgard palace (bonus)

https://hammerofdamnation.bandcamp.com/album/king-of-azuris

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Bludy Gyres

Echoes of a Distant Scream

Data de lançamento: 01 de fevereiro de 2017 ARTISTA: Bludy Gyres TÍTULO: Ecos de um grito distante ESTILO: Doom Metal ORIGEM: Atlanta, GA, EUA Duração: 48:26 LABEL: Soman Registros DISTRIBUIDOR DE REDE: Soman Registros Distribuição digital: CD Baby Gyres Bludy lançou recentemente o seu primeiro álbum intitulado "Echoes of a Distant Scream" (2017). Fundada em 2014, Bludy Gyres é uma banda de doom metal no início tradição Black Sabbath. O que torna esta banda única é a inclusão de influências iniciais prog Inglês. O EP tinha duas músicas com vinte e dois minutos de duração e foi lançado em 2014 intitula-se 'Bludy Gyres'. Este continha duas músicas com o nome "To Live Is To Bleed" que é uma versão de metal da antiga balada escocesa "John Barleycorn". A segunda música é "Kept Death Busy" Houve um segundo lançamento em 2015 que era um único tema épico de 18 minutos intitulado "Behold! Your World Now Burns!" Ambas as versões foram produzidas por Mike Froedge (Black Label Society, Dixie, Inc). ""Defy the Lie" é um single produzido no Blue Ogre Noise Lab de Tommy Stewart e lançado em 2016 como uma amostra do que será um álbum completo para 2017. De nota, o grupo é composto por dois membros de banda de thrash metal Hallows Eve, Chris Abbamonte e Tommy Stewart. No final de 2016, Bludy Gyres assinado com Soman Records para um álbum que agora é lançado como "Echoes of a Distant Scream" também produzido por Tommy Stewart. Os planos futuros incluem a continuar fazendo espectáculos ao vivo e criar um segundo álbum . Line-Up: Tommy Stewart (baixo, vocais) Chris Abbamonte (guitarras) Isidore Herman (guitarras) Dennis Reid (Bateria)


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Terror Empire revelam nova canção “You’ll Never See Us Coming”

Terror Empire revelam nova música “You’ll Never See Us Coming” Os thrashers conimbricenses Terror Empire acabam de desvendar mais uma música do próximo álbum “Obscurity Rising”. Com o título “You’ll Never See Us Coming”, é a música que abre o álbum logo após a música de introdução. Trata-se do terceiro tema a ser lançado, depois de “Burn the Flags” e “Times of War”. “As letras falam de uma rebelião massiva, um golpe com total surpresa”, afirma Rui Alexandre, letrista do tema. “Quando as coisas ficam estagnadas, há a tendência para que quem está no controlo pense que tudo ficará assim para sempre. Mas se continuares a premir os botões errados naqueles que tentas controlar, prepara-te para o pior. Esta música é acerca disso. Imagina uma aldeia em chamas, um permanente estado alerta e um caos sem fim”. Ficando um pouco abaixo dos três minutos e vinte, “You’ll Never See Us Coming” deverá ser a música de abertura dos próximos concertos da banda, o que inclui a atuação deste http:// airmail.calendar/2017-08-05%2012:00:00%20WEST no VOA Fest, um dos maiores festivais portugueses. Gravado nos Golden Jack Studios em Coimbra, “Obscurity Rising” foi gravado, misturado e masterizado por João Dourado, baterista da banda. O álbum será lançado a 23 de setembro pela Mosher Records, e as pré-encomendas já decorrem em www.mosherrecords.com, incluindo uma palheta de guitarra, um poster da banda e um pin. O agenciamento da banda está a cargo da Move Up, através de info@moveup.pt.

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Lock Howl

Pareidolia

Alinhamento: 01. Obscurity Rising 02. You’ll Never See Us Coming 03. Burn the Flags 04. Times of War 05. Meaning In Darkness 06. Holy Greed 07. Lust 08. Death Wish 09. Feast of the Wretched 10. Soldiers of Nothing 11. New Dictators

Terror Empire é uma banda de thrash metal de Coimbra, Portugal, fundada em 2009. Assinado com a Nordavind Records desde 2014, a banda lançou o álbum "The Empire Strikes Black" em fevereiro de 2015, mantendo o tom crítico sobre o que as bandas consideram errado na sociedade. O álbum apresenta o clássico golpe de thrash com influências do death metal e uma abordagem vocal corrosiva.

O próximo álbum chama-se “Obscurity Rising” e sai este ano de 2017.


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BOOL: lançam novo álbum em agosto de 2017 A banda composta por 4 membros da área do Ruhr, com uma paixão com a música muito espírito da década de 1990 e combiná-lo com melodias cativantes. A fórmula BOOL parece fácil e ainda há uma mistura multifacetada de rock, grunge e alternativo, longe das convenções de gênero, para fascinar o público ao vivo no palco.

Desde 2007, a banda alemã realizou dezenas de concertos e festivais. No decorrer de seu "Ibiza-Tour", o quarteto chegou a Espanha.

Após o lançar o CD "No Return" (2007) e "My Spirit" (2009), o próximo álbum de estúdio "Fly With Me" (Boersma-Records, 25.08.2017), incluindo 13 faixas dinâmicas e novas. Responsável pelo som é o produtor lendário Jon Caffery (Die Toten Hosen, Einstürzende Neubauten, T.V. Smith e muito mais).

"Fly With Me": BOOL está pronto para a decolagem!

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Lugares:

Hard Rock Café Lisboa

O Hard Rock Cafe oferece a Lisboa, desde 2003, uma experiência especial ao nível da restauração: “the finest in American diner food”. Em Lisboa está na Avenida da Liberdade, no edifício Condes, e é aqui que podemos experimentar pratos deliciosos, cocktails originais, serviço muito atencioso e divertido. A colecção de memorabillia exposta (actualmente toda a colecção Hard Rock conta com 72.000 peças) transforma este antigo cinema no autêntico museu da música. O merchandise da Rock Shop é reconhecido mundialmente e a música está sempre presente neste lugar que é único na cidade. São todos estes atributos que tornam o Hard Rock Cafe em Lisboa num espaço muito especial.

Av. da Liberdade, nº 2 Lisboa Ligar 21 324 5280


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Review:

Banda: Kobra And The Lotus Titulo: ‘Prevail I’ Editora: Napalm Records Data de Lançamento: 12/05/2017

Abrindo com o sugestivo ‘Gotham’, título que por si só espicaça o imaginário de heróis mais contemporâneos de alguns ouvintes -, tema que abre caminho ao desfilar das restantes can-

em ‘Manifest Destiny’, há um pouco de tudo e esta heterogeneidade acaba por em antítese fazer a homogeneidade de um disco que se absorve e entranha, com refrões colantes e melodias orelhudas.

‘Prevail I’ é o mais recente registo discográfico do quinteto canadense Kobra And The Lotus e este, sendo o 4º álbum de originais em longa duração na carreira deste coletivo, apresenta-se forte e vincadamente elegante. Editado na sequência de alguns Eps e singles que sucederam o bem-aclamado ‘High Priestess’, é esta peça musical uma continuada prova do trabalho talentoso que os Kobra And The Lotus têm feito chegar até nós via Napalm Records, com distribuição da Spinefarm Records em alguns pontos da Europa. Alinha este ‘Prevail I’ com 10 temas que sobressaem pela forma elegantemente articulada, com melodias dinâmicas que conferem ao género Heavy Metal praticado por estes elementos uma qualidade diferente, valendo-se da capacidade de reinventar este género com a inclusão de toadas mais sinfónicas sem a ambição de chegarem a esta variante do Metal.

ções, bem construídas, sempre assentando na firme base da doce e maleável voz da sua intérprete, majestosamente suportada por uma secção rítmica que brilha pela coesão.

São um total de 45 muito agradáveis minutos de metal descomprometido e que despertam a curiosidade para os trabalhos anteriores e consequentemente os vindouros.

De temas mais rápidos e enérgicos onde as guitarras rasgam Pontuação: 7,3 gentilmente o éter como em Por: Paula Antunes ‘Specimen X (Mortal Chamber)’ Por: Paula Antunes ou mais lentos, as quase típicas baladas do Heavy Metal como Pag 42 Set/Out 2017


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Review:

Banda: Omräde Titulo: Näde Editora: My Kingdom Music Data de Lançamento: 26/05/2017

que a Música num todo é a doras de estados zen, à custa sua base e a sua essência. da inserção de instrumentos da categoria dos metais ‘Näde’, sendo o segundo disco (sopro, saxofone e outros) e de originais e com a árdua ta- das cordas como o violino, por refa de comprovar a excelente exemplo. Nem sempre é fácil descrever estreia obtida com ‘Edari’, ou escrever sobre peças musi- cumpre bem esta exigência, Os temas são maioritariamencais com cariz sonoro menos revelando-se um disco a per- te longos mas dinâmicos e em todos sobressai a voz de Bargnatt XIx, limpa e quente, perfeito fio condutor para a estrada musical a que somos convidados a percorrer, cheia de nuances rítmicas e muito subtilmente embrenhamos os sentidos nesta viagem sensorial beliscada pela dupla perfeita de baixo e bateria que Arsenic assume voluptuosamente. ‘The Same of the Worst’ é o tema mais complexo, com uma infinitude de acordes vanguardistas e impregnados de uma boa dose de jazz, fundindo o industrial e o post-rock de forma hábil e original.

óbvio, ou seja, com estilo/ rótulo menos facilmente identificável e ‘Näde’, o recémeditado disco do duo Omräde é um destes casos. Pertencendo ao mundo, tal como consta na pequena biografia disponibizada para a Imprensa, os Omräde dificilmente se encaixam num determinado espectro, sendo

Pode dar-se como referência de projetos de sonoridade similar os God Is An Astencer ao acervo de qualquer tronaut mas também e porque melómano mais eclético e cu- não os lusos WUD (Wait Until rioso de novos projetos. Dark), ainda que sem a componente mais eletrónica desAbarca ao longo dos 51 minu- tes últimos. tos que demoram a escutar os 8 temas escolhidos, as várias Um disco a escutar, ‘Näde’, vertentes da atualidade musi- um projeto a acompanhar, os cal, nunca tocando os seus Omräde. extremos mas sempre no limiar das suas géneses, criando Pontuação: 7,9 atmosferas melódicas causa- Por: Paula Antunes


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METALMESSAGE P.O. Box 11 12 D-86912 Kaufering Germany

Overtures Artifacts 2016

Bloodred - Nemesis

Malus - Looking Through

BETRAYAL - Infinite Circles


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capítulo desta saga em seis álbuns. Uma vez que a saga foi escrita em 1997. Agora, todas as partes deste conceito global de longo prazo se encaixam de forma convincente e extremamente emocionante em um único álbum.

Desde o álbum de 2014 "Antillius: The King Of The Light",que os KALEDON não editavam um sucessor. Agora, a formação está de volta com um espetáculo virtuoso, melódico e épico POWER METAL ! Após 3 anos da versão anterior, KALEDON retornam com o álbum bombástico, épico e majestoso "Carnagus - Emperor Of The Darkness" . Com uma aliança renovada, reforçada pelos vocais poderosos de Manele di Ascenzo (ex-Secret Rule), o autor intelectual Alex Mele (guitarras) finalmente forjou um novo capítulo do 'Legend of The Reign Forgotten' a saga consegue alcançar a combinação perfeita de riffs modernos, velocidades de classic Power Metal, coros épicos e arranjos sinfônicos. Juntamente com Paolo Campitelli (teclados) e os membros fundadores Tommy Nemesio (guitarras) e Paolo Lezziroli (baixo), KALEDON está de volta, mais forte do que nunca. Data de lançamento oficial para "Carnagus - Emperor Of The Darkness" é 15 de maio de 2017. O artista gráfico francês de renome mundial Jean-Pascal Fournier , que mais uma vez trabalhou para KALEDON após o trabalho de 2010 "Legend Of The Forgotten Reign, Capítulo VI: A última noite no Battlefield" , é responsável pela apresentação opticamente digna do novo álbum: A banda estava a trabalhar em todo o

Tematicamente, dramaticamente, 2017 é o fim de toda essa história de fantasia medieval elaboradamente narrada. Trata-se do clássico argumento bom / mal ... e muito mais. 


Existem dois governantes neste conflito, que é profundamente marcado por ciúmes maliciosos, cruéis e intrigantes: enquanto o bom regente Antillius conhece tudo ao seu redor, o que faz um reino decente feliz, o malvado monarca Carnagus inveja-lhe toda a sorte. Tudo começa com o nascimento fatal de Carnagus em Novembro no sombrio ano de 1295 ...


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Classicos do Rock Português própriamente em Matosinhos, gravam êxitos como Orange, Freitas Morna conhece Heinz Stand by, e Page One single que foi editado no Brasil, AusWorner, grande tocador de trália, Holanda, França e Aleacordeão e Walter Behrend manha indicativo do programa que nesse mesmo ano de rádio "Página um" transmide 1955 cria o primeiro conjunto rock de que há memória tido na Rádio Renascença, chegam a ir a Londres gravar em Portugal o "Walter Behrend e o seu conjunto" ensai- nos Estúdios Pye. ando numa cave na Rua António Patrício (Porto) que era Já em inícios da década de frequentada por estudantes 1970 começa a caminhar-se daquela época. para o Rock Progressivo, com grupos como os Petrus Castrus Décadas de 1950-70

De 1960 até 1974 o rock cresce em Portugal, através de grupos estilo Shadows como o Conjunto João Paulo, Quinteto Académico, Os Celtas, os Diamantes Negros de Sintra, os Gatos Negros de Victor Gomes, entre muitos outros mas o sucesso iria estar reservado para o período de 1967 até 1974.

de 25 de Abril de 1974 a maioria dos grupos rock da década de 1960 desaparece, surgindo outros de grande qualidade como os Arte e Ofício, os Xarhanga, Os Perspectiva, e os Tantra.

com o seu álbum “Mestre”, Ephedra, Filarmónica Fraude que lançam o LP “Epopeia”.

Em 1971 o grande desenvolvimento do rock em Portugal leva à realização de um festival de música até então impensável para a época, o Festival de Vilar Acompanhando ao seu nível a de Mouros, com cerca evolução da música pop-rock de 30 000 pessoas, onnos anos 60, Portugal vê sur- de actuam os grandes grupos ingleses da algir grupos como os Chinchilas, Sheiks, o Quarteto 1111, tura como Manfred o Objectivo, todos de Lisboa e Mann e Elton John.[1] os Pop Five Music incorporaCom o golpe de estado ted formados no Porto, mais

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em 1986 é que saltaram para as tabelas de vendas com o álbum Psicopátria, tendo sido, vários anos depois, em 1992, a primeira banda nacional a encher um estádio de futebol, num concerto ao vivo, nos espectáculos de promoção do álbum Rock in Rio Douro, com cerca de 40.000 espectadores.

volta de 1983/84/85, e surgem também os Heróis do Nos anos 80 surge Rui Velo- Mar, demonstrando existir so, e aparece uma imensidão uma verdadeira mudança na de bandas, quase todas efé- forma de tocar Rock em Pormeras- Trabalhadores do Co- tugal através da instituição de mércio, Táxi, Roquivários, Gr um estilo próprio e de espanupo de Baile, António Varia- tosas actuações ao vivo. ções, Salada de Frutas, Adelaide Ferreira (cujo álbum Com a entrada nos anos 80 Amantes e Mortais foi consi- surge uma banda de extrema derado nos EUA o melhor importância, os Roxigénio álbum de Hard Rock Portuconsiderados por muitos coguês até aos dias de hoje) e mo a melhor banda desta déLena D'Água - são algumas cada. Eram um conjunto das bandas que agitaram o adulto, com uma sonoridade panorama nacional chegando rock a alcançar as novas foraos tops de vendas provando mas de fazer música que que havia mercado para este despontaram nos anos 80. tipo de rock comercial, capComposta por duas figuras tando a atenção quer dos importantes, dois verdadeiros media, quer do público em "pais" do rock português, Angeral. tónio Garcez e Filipe Mendes. Em 1982, saltaram para Posteriormente surgem as a ribalta os GNR, oriundos bandas Xutos & Pontapés, do Porto, criando uma grande muito reconhecidos até aos dias de hoje, lançando o seu legião de fãs, dois anos após a formação da banda, com o álbum de estreia 1978/82, mas apenas alcançando re- lançamento do single conhecimento do publico por "Portugal na CEE". Porém só Décadas de 1980-90

O Álbum de estúdio de José Cid, 10.000 anos depois entre Vénus e Marte, é uma presença constante no sítio progarchives.com, considerado um "Disco essencial e uma obra prima do rock progressivo"[3]. Com base em ficção cientifica, o conceito é que, 10.000 anos depois da auto destruição da humanidade, um homem e uma mulher viajam de regresso para a Terra para a repovoar novamente. O tom das músicas é de contemplação sobre os erros do passado da humanidade e de esperanças futuras. A maioria das canções é influenciada por bandas como Moody Blues ou Pink Floyd. O álbum foi composto por Cid, com ajuda em algumas músicas pelo guitarrista Mike Sergeant e pelo baterista Ramon Galarza. É uma viagem de rock sinfónico espacial dominada por Mellotron, sintetizadores de cordas e outros, com suporte de guitarras, baixo e bateria.


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Classicos do Rock Português A evolução estava garantida, ao vivo com Essemble Peatravés de um sem número trov", chegando a actuar para de bandas, como mais 50.000 pessoas. os Ban, UHF, Rádio Macau ou Mão Morta, e pela continuidade de veteranos como os Xutos & Pontapés, levando o Rock Português em direcção aos anos 90. Desde então apareceram bandas como os Silence 4, Clã ou Ornatos Violeta, que trouxeram novas sonoridades ao Rock presente nas tabelas de vendas. Alguns anos mais tarde, após 16 anos de existência surge a carismática banda IRIS do sul do pais, com o seu 1º intitulado álbum Vão dar Banhó cão, 1995, cd produzido Inglês Neal Ray. É no ano seguinte em 1996, que este trabalho e o fenómeno, IRIS atingem o seu maior impacto. "Oh Mãe, Aquêle Moçe Batê-me", versão da música "The House Of The Rising Sun" imortalizada pelos Animals, foi sem dúvida o tema que fez a diferença, trazendo como maior inovação, as músicas rock cantadas com pronúncia algarvia, levando os "moços marafados" a efectuar mais de 60 espectáculos por todo o pais. Está banda com um estilo único surge da dinâmica de Domingos Caetano seu criador líder, após vários sucessos ao longo dos anos, em 2007, tornam-se na primeira banda de rock portuguesa a montar um espectáculo com uma orquestra onde gravar um CD e DVD "IRIS Pag 48 Set/Out 2017


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Décadas de 2000 e 2010 Actualmente, com o mais fácil acesso à internet, muitas bandas têm-na usado para divulgar o seu trabalho, circundando o clássico uso de editoras, sendo frequente o recurso a redes sociais. O crescente número de telenovelas nacionais tem ajudado na divulgação de artistas nacionais. No panorama da música independente verificouse um grande incremento de actividade, sobretudo através do trabalhos das editoras Merzbau, Groovie Records,raging planet, Amor Fúria, Chaputa Records e FlorCaveira a par de edições e reedições de discos mais clássicos da cena portuguesa pela Rastilho e do regresso da Garagem Records às edições com o disco que marca também regresso dos Parkinsons e a edição de "Take me through Hell for I deserve it" o "disco perdido" dos Subway Riders.

A década de 2000 foi marcada pelo aparecimento de projectos rock como os Toranja (pop/rock, Lisboa), Wraygunn (blues-rock, Coimbra) e Legendary Tiger Man (projecto a solo do vocalista e guitarrista Paulo Furtado), bem como bandas pop/ rock influenciadas pela electrónica(Micro Audio Waves e Mesa). Os Clã, atingiram o seu apogeu comerci-

al nesta altura. O período mais recente (década de 2010) incluiu propostas de vários subgéneros: pop/ rock influenciado por música tradicional (Amor Electro e Diabo na Cruz), rock alternativo e indie (Paus, peixe : avião, Cinemuerte, Linda Martini, Capitão Fausto), rock psicadélico / stoner (The Quartet of Woah! Miss Lava), garage punk (Parkinsons, The Dirty Coal Train, The Act-Ups, Jack Shits, The Brooms, Fast Eddie Nelson, Murdering Tripping Blues) e metal (The Temple, TwentyInchBurial, Kandia, Meneater,Noidz). Texto e fotos: Wikipádia

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BIOGRAFIA : CRUZ DE FERRO de Ferro como um dos bastiões do Heavy Metal cantado em português. A 12 de Dezembro de 2009 lançaram o EP “Guerreiros do Metal”, com cinco temas inteiramente cantados em português. "Morreremos

de pé" é o primeiro longa-duração dos Cruz de Ferro e conta com 10 temas cantados em português. Editado a 19 de Dezembro de 2015, foi gravado e masterizado por Arlindo Cardoso (Low Torque; Tó Pica; ex-W.A.K.O.), que também gravou e produziu todas as baterias neste trabalho, à semelhança do EP de estreia "Guerreiros do Metal".

A banda tomou forma no início de 2010, em Torres Novas, para dar continuidade ao projecto idealizado por Ricardo Pombo, guitarrista e vocalista, assim como principal compositor. Em Agosto de 2012 entraram nos Southern Studios para registar os 5 temas presentes no EP “Guerreiros do Metal”.

A gravação e masterização ficaram a cargo de Arlindo CarA capa é baseada nos actos doso (Low Torque; exheróicos de D. Duarte de AlW.A.K.O.), que também colameida, que mesmo depois de o borou na composição e gravainimigo lhe ter decepado as ção das baterias. O EP tem mãos nunca largou o estandar- ainda a colaboração especial te nacional. A música "O Dece- nas vozes de Nelson Santos e pado" relata esses mesmos de Vitor Pinheiro. feitos. O artwork da capa ficou a carEditado pela Non Nobis Prod e go da IrondoomDesign, de Aucom artwork a cargo do talen- gusto Peixoto. toso artista Pedro Sena Lordigan. Para promover o EP foi lançado o vídeo para o tema Após terem sido a banda do “Defensores”, gravado nas ano de 2013 para os leitores Grutas de Lapas, local de inteda revista Loud! e de terem to- resse histórico e arqueológico cado por todo o país, em que da zona de Torres Novas. se destacam as primeiras partes dos finlandeses Ensiferum em Lisboa e Porto, este álbum vem cimentar o lugar dos Cruz

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Género: Heavy Metal Membros da banda: Ricardo Pombo, João Pereira, Rui Jorge, Bruno Guilherme Naturalidade: Torres Vedras Companhia discográfica: NonNobis Prod. Sobre: Tocam Heavy Metal na Língua de Camões Prémios: 2013 melhor banda Nacional sem contrato – Votação leitores da LOUD! Marcos importantes 2015 Edição CD "Morreremos de pé" 2013 Primeira data ao vivo 2012 Lançamento EP "Guerreiros do Metal" Gravação vídeo Defensores INFORMAÇÕES DE CONTACTO

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Brutal #2 setembro outubro 2017 pub  

Reportagem Vagos Metal Fest 2017 Entrevista NIGHTRAGE AFIRE/ / BLOODLUST / DORSAL ATLANTICA / HOT FOXXY / DAREWOLF / CRUZ DE FERRO / TERROR...