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O Pedroso entrevista

Análise

Mai Cambeiro

Quando veu o Papa de Roma

Caos sanitário em Compostela

Ano XI • nº 43 •Outubro-Dezembro de 2010

vozeiro comarcal de NÓS-Unidade Popular da comarca de Compostela

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oPedro o

Estudante de Psicologia estabelecida em Compostela há seis anos e militante da Rede Feminista Galega

O declive assistencial sanitário na nossa comarca está a ser demoledor. A crise está a golpear com mao de ferro este sector, sem parecer que a ninguém lhe importe demasiado. So há que dar umha volta polas urgências para ver que em lugar de um hospital no chamado primeiro mundo, um túnel do espaço-tempo passa por diante de nós e estivessemos no meio de um hospital de campanha em plena guerra do Vietname. A saturaçom é inaturável, tanto para doentes como para o pessoal que trabalha, que se vê desbordado. Todo oco possível é habilitado para meter umha cama com um ou umha paciente, em muitos casos lugares que nom disponhem de prioridades básicas como umha toma de oxigénio para tratar qualquer possível pioramento da paciente. Metem-se, em cubículos onde deveria haver duas pesso-

as, três. Em zonas para umha só paciente metem duas. A comodidade da paciente (que nom esqueçamos está doente) piora. Também piora a qualidade assistencial que pode receber por falta de espaço e de intimidade. O ambiente de trabalho nesta situaçom pode-se definir como desquiciante, o caos é umha rotina. Pacientes que vam a provas sem que o ou a enfermeira o saiba, mudanças de tratamento sem aviso, movimentos de doentes cara outras salas e o troco dum ou dumha doente por outra en questom de segundos fam de umha turma de trabalho em urgências um autêntico fervedoiro, já que por umha banda se pom em perigo a saúde dos doentes, podendo acontecer erros à hora da administraçom de medicamentos assim como a diminuiçom da segurança laboral do pessoal de urgências, já que o risco de pinchaços ou queContinua na página 2

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Vem da página 1

das aumenta consideravelmente neste ambiente. Umha vez superados os entraves de um tratamento de urgência a doente deverá aguardar umha média de 96 dias (dependendo da especialidade) para receber a primeira consulta de um especialista, os mesmos que terá que aguardar se logo dessa consulta precissa passar polo quirófano. Esta média está por cima da média galega que é de 75 dias. O caso dalgumhas especialidades coma cirurgia pediátrica é vergonhento já que as crianças

lugar de marcas comerciais. Esta medida nom se aplica com o resto de materias fungíveis…, estamos a falar de luvas, jeringas, agulhas, gasas…etc, que som comprados a empresas com vínculos económicos com o poder político. Outras despesas desmesuradas onde as famaceúticas levam o prémio gordo som as vinculadas com os aparelhos reutilizáveis, falamos de máquinas de hemodialise, ou aparelhos de mediçom de glicose, com os que os laboratórios ganham dinheiro a partir, nom da compra do aparelho

rám muito em chegar a Compostela. De facto já existem convénios com “A Rosaleda” ou “A Esperanza” e outros centros privados para a realizaçom de provas como resonáncias magnéticas ou TACs, ingressos de paciente por falta de camas ou operaçons que se derivam a estas clínicas privadas para suavizar as listas de espera. É difícil, por nom dizer impossivel, encontrar dados do que custaria ao Sergas comprar outro aparelho de resonáncias com um técnico, mas levando em conta que estas empresas

Camas da UCI reservadas para as autoridades Enquanto todo isto acontece, durante a visita papal reservárom-se duas camas na UCI por se ao Papa ou à familia real espanhola lhe acontecia algo, e isto nom é algo ocasional. Sempre que acodem as mais altas autoridades à nossa cidade, -principinhos, reisinhos, presidente de governo-, guarda-se cautelosamente umha cama na UCI, porque nesta sociedade e neste País continua a haver cidadaos de primeira e de segunda.

compostelanas e da sua área hospitalar deverám de aguardar 136 dias para ser operadas. Outras especialidades coma cirurgia plástica e reparadora, traumatologia, oftalmologia, e cirurgia geral e digestiva superam a média dos três messes para ser realizada a intervençom quirúrgica.

em si, senom dos sistemas que se precisam para usá-los com cada paciente… Os comerciais farmacéuticos parecem avutres buscando carronha entre qualquer médico que se preste a escuitar as maravilhas da sua nova máquina, (ou do seu maravilhoso congresso sobre a debandita máquina em, digamos…Tenerife). O buque insignia da sanidade galega, o CHUS cai em picado. As privatizaçons que já se estám a levar a cabo noutras comarcas galegas nom tarda-

nom som caritativas, resultará muito mais económico que mandar durante anos e anos pacientes derivados. Isto acontece já com o serviço de atençom de cita prévia em que o Sergas gasta 1.950.000 euros para un período de um ano, prorrogáveis por suposto com mais dinheiro polo méio. Segundo os cálculos da CIG com estes quase dous milhons de euros poderiam-se contratar 140 PSX (Administrativos) para levar a cabo o trabalho que a dia de hoje leva umha empresa privada.

Devemos dar um golpe na mesa, parar estes abusos, já está bem de ter que aguardar horas e horas em urgências, de fazer cesáreas porque chega o relevo de turma e ainda nom dilataches o suficiente, de pagar com o nosso dinheiro guardas localizadas de médicos que dormem placidamente na sua casa até que lhes apetece achegar-se polo hospital. É a nossa saúde. Existe algo mais importante?

Recurtes nos gastos sanitários Feijóo leva a cabo umha política de recurtes nos gastos sanitários, como por exemplo receitar genéricos no

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e d i t o r i a l Aproximam-se as eleiçons municipais. A política institucional e mediática nom fala de outra cousa. O bombardeio de duas caras de sobra conhecidas e outra que ninguém conhece é o antecipo do que virá. Os partidos do regime levam meses com umha frenética atividade para melhorar, ou polo menos manter, a sua situaçom em Rajói. Nom é para menos. Os Concelhos tenhem-se convertido num espaço privilegiado para fazer grandes negócios e enriquecer-se. Mas na nossa cidade, por muito que invistam em propaganda e esbanjem os recursos públicos, a cita de 22 de maio vai passar sem pena nem glória por vários motivos.

O único que pode mudar som os estilos e as formas. Mas que pode aguardar a classe trabalhadora, a juventude de Compostela de personágens como Sanches Bugalho, Conde Roa ou Rubém Cela. Os três som medíocres e triviais políticos profissionais feitos no mesmo molde. Vivem disso e para isso. Da política espectáculo de flashes e declaraçons elaboradas em laboratórios e gabinetes de imprensa. De realizar promesas, e de nom cumprí-las. De dar apretons de maos e pretender representar o povo trabalhador, mas sempre submeter-se aos ditados de ricos e poderosos. Carecem de pudor e só aspiram a sacar votos a qualquer custo. Som umha casta política despreciável e sobretodo prescindível.

A esquerda independentista representada por ­NÓSUP­­­ nom vai novamente apresentar candidatura, nem respalda a nengumha opçom que poda optar por concorrer. Nom existem de momento as condiçons objectivas nem subjectivas para que o movimento popular conte com possibilidades reais de atingir representaçom institucional ou um resultado digno. Seria necessária umha lista de amplo respaldo que contasse com o apoio dos activistas sociais, de sindicalistas de classe, da juventude rebelde, e obviamente das forças políticas situadas no campo da esquerda independentista. Embora seria desejável, isto por agora lamentavelmente nom é viável.

Nos vindouros meses teremos que aturá-los nos meios de comunicaçom e quando a campanha eleitoral se iniciar até nos atoparemos na rua com os seus hipócritas sorrisos à caça de votinhos. Falarám do desemprego, da precariedade laboral, do transporte, da vivenda, da saúde, da ausência de serviços, só para lograr seduzir-nos e que novamente voltemos a apoiá-los. Uns incidirám nos valores tradicionais e outros em declaraçons “progressistas”, mas no fundo som a mesma cousa. Nós, os que vivemos do nosso suor, as que honradamente luitamos dia a dia para manter umha vida digna, por alimentar e educar as nossas filhas e filhos, temos umha oportunidade de ouro para nom apoiar quem ganha salários milionários, a quem ganha em um par de meses sem bater pancada o que muita gente nom logra em todo o ano. Mas nom chega com isto. Há que dar passos para diante. Os lamentos devem ser substituidos por iniciativa e compromisso colectivo com os interesses da nossa classe e da nossa naçom. É necessário que o Concelho deixe de ser um ninho de oportunistas da política institucional e volte a ser ocupado por gente honesta dos bairros populares de Compostela. E isto depende de gente como tu e como nós. Por quem conhece a fundo os problemas da cidade, as carências desta Compostela de vitrina orientada para o turismo. Mas também sabemos como resolvé-los. O tempo dirá se conseguiremos atingir o que escuitamos nos centros de trabalho, nas ruas e nas tabernas. De momento temos claro que PSOE, BNG, PP a mesma merda é!!

Os duros ataques que está a sofrer o povo trabalhador e o estudantado que pertence a este precisam dumha resposta contundente. Nestas últimas greves Helena B. Sabel gerais, a classe trabalhadora demonstrou que nom ficará impassível enquanto o grande capital a utiliza para paliar a crise. Mas pola contra o estudantado nom age autonomamente com a mesma dignidade ao nom tentar combater as medidas elitizadoras que se estám levando a cabo no sistema universitário. A universidade sempre estivo destinada para umhas elites concretas, mas o Estado espanhol viveu nas últimas décadas umha etapa em que as medidas seletivas nom eram tam restritas, pois precisava-se aumentar o número de pessoas tituladas, abrindo-se assim o acesso aos estudos superiores a um grande número de estudantes. Agora está-se a corrigir a tendên-

cia anterior. Por umha banda, dificulta-se que podamos rematar as titulaçons que começamos polo plano de estudos velho, potenciando assim a incorporaçom aos estudos adaptados ao Espaço Europeu de Estudos Superiores. Aliás, este novo plano supom a dedicaçom exclusiva ao estudo, marginalizando aquelas pessoas que precisem de trabalhar para poder estudar, necessidade que se fai ainda mais imperiosa com a alarmante subida de taxas e a reduçom extrema das bolsas, impondo assim impedimentos económicos que servem para excluir grande parte da juventude que queira continuar com os estudos superiores. As jornadas de estudo de mais de oito horas diárias, o enraizamento cada vez mais forte dos valores burgueses -especialmente o individualismo, a competitividade e a ambiçom- favorecem a alienaçom do estudantado, fácil de detetar ante a ausência dumha resposta contra estes cortes brutais dos nossos direitos. Aliás, também devemos ter presente que a própria elitizaçom provoca que umha parte do estudantado nom esteja a favor da popularizaçom do sistema universitário. Por sorte, umha tímida oposiçom está rompen-

o p i n i o m do com a tónica dominante no campus compostelano como se pudo constatar ante a greve e a manifestaçom estudantil de 16 de Dezembro ou o feche de trinta estudantes na Biblioteca Geral durante cinco dias. Esperamos que estas açons apenas sejam o início dumha mais que necessária mobilizaçom estudantil, já que os interesses do estudantado continuarám a ser atacados cada vez com maior intensidade e a resposta deve ser contundente. No Equador, na Irlanda ou no Reino Unido estes protestos alcançárom umha maior dimensom devido a que a brutalidade do ataque é mais intensa: por exemplo, neste último as taxas chegárom a multiplicar-se por três. Do mesmo jeito, na Galiza é de esperar umha dinámica semelhante, como indicam distintas fundaçons ligadas ao PSOE que anunciam próximas e brutais subidas de taxas. Assim, o estudantado organizado da Galiza aguardamos que esta dinámica (inerente ao sistema capitalista) provoque a mesma reaçom estudantil.

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Marasmo estudantil

oPedro o

E as três opçons hoje representadas na Cámara Municipal nom geram entusiasmo nem ilusom. A política municipal compostelana leva anos dominada polo marasmo e o desencanto. À margem da realidade da imensa maioria das que vivemos e trabalhamos em Compostela. O governo bipartido PSOE-BNG carece de iniciativas, continua ancorado na gestom cinzenta, aplicando políticas neoliberais e galeguistas frente a um PP que nom passa ser mais do mesmo. A visita do Papa de Roma é todo um paradigma das similitudes de três forças políticas cada vez mais similares. Voltarám a alarmar-nos com a necessidade de evitar que chegue a direita, como se eles fossem de esquerda!! O show está anunciado por eles. Do que se trata agora é de evitar que tenha muito ­­­público.

Editorial >>

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Helena B. Sabel fai parte da Direcçom Nacional de AGIR, organizaçom estudantil da esquerda independentista


Entrevista >>

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O Pedroso entrevista

Mai Cambeiro Estudante de Psicologia estabelecida em Compostela há seis anos e militante da Rede Feminista Galega

Es umha mulher nova, nasceches numha sociedade que se autodefine como “igualitária” e “democrática”, mas militas no feminismo organizado. Porqué acreditas em que o Feminismo continua a ser necessário? Precissamente porque nom é certo que vivamos numha sociedade igualitária. Nesta sociedade as mulheres continuamos a ser assassinadas, e o que há por tras da mais abstracta definiçom de “violência machista” é que somos assassinadas polo facto de sermos mulheres; continuamos a ser utilizadas como objecto sexual, e a nossa sexualidade continua a ser controlada, infravalorada, manipulada, menos-preçada, expropiada e utilizada contra nós; continuamos a ser silenciadas, em história, em realidade e em voz; continuamos a ter negada a nossa condiçom de pessoas de pleno direito, e continuamos a ser minimizadas e infantilizadas, e limitadas aos roles que se nos asignam de fora: nai, puta, irmá, namorada, heterosexual, filha, esposa, frígida, louca… As ruas continuam sem serem nossas porque, por todo o anterior, temos que ter medo. E perante todo o anterior estamos desprotegidas social e legalmente, e quando assumimos que temos que nos defender negam-nos a nossa capacidade de autodefesa, e somos violentadas de novo. Já agora, isto nom é nem unha ínfima parte, porque para responder de verdade à razom do feminismo teriamos que falar da totalidade das nossas vidas todas as mulheres. Ademais, buscar esse “porqué” na limitada realidade territorial ou social de cada umha é un erro falando dumha loita coma esta: o feminismo nom rematará até que cada mulher de cada sociedade de cada parte do mundo tenha a sua existência garantida, e umha vida digna de ser desfrutada e vivida. Da minha própria perspectiva, podo falar dum modo resumido: som mulher, nova, galega, lésbica, de classe trabalhadora… e poderia continuar.

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“Nom é certo que vivamos numha sociedade igualitária” Quem me poderia vender a mim que vivo numha sociedade “democrática e igualitária”, e que nom é necessário o feminismo? Nascim num sistema altamente capacitado para manipular a realidade, e para manipular o prisma através do qual se experimenta. Mas existe umha parte de nós à que esse sistema nom pode chegar; e é essa que fai dizer “é certo”, “eu também”… a qualquer muller, seja qual for o seu contacto com o feminismo, quando falamos das diferentes formas de violência contra as mulheres. Por isso eu som feminista, e por isso acredito em que é necessário o feminismo. No contexto atual da crise, a situaçom das mulheres trabalhadoras é similar dos trabalhadores homens? A situaçom das mulheres sempre tem diferenças respeito da dos homens, seja qual for a classe, precissamente porque a desigualdade nom é contextual, senom de raiz; profunda e estrutural, com manifestaçons e consequências altamente tangíveis e reais que se dam em muito diferentes circunstáncias.

“O género é diferenciador dentro da classe quando, no mesmo contexto de crise, umha mulher nom poderá optar aos mesmos trabalhos, e quando ao desenvolvêlos cobrará menos” Existen semelhanças, é claro, partilhamos umha classe, e isso implica partilhar umhas determinadas condiçons históricas, económicas, sociais… Mas dentro da classe está o género. Sempre. Assim o género é diferenciador

dentro da classe quando, no mesmo contexto de crise, umha mulher nom poderá optar aos mesmos trabalhos, e quando ao desenvolvê-los cobrará menos; quando terá ademais que ser melhor num 200%, porque a olhada externa a reducirá sempre a metade; quando terá que se adaptar a um contexto masculinizado, e masculinizarse para poder fazê-lo, em termos de comportamento, trato, rivalidade… Esta mulher terá ademais menor disponibilidade por levar a cárrega principal do lar (quando nom se encarregar do lar en exclusiva) e ter pessoas ao seu coidado (filh@s, pessoas idosas…). Será julgada pola sua imágem, e sexualizada permanentemente, o que derivará muitas vezes numha violência mais directa. Terá por tanto menores posibilidades de conseguir trabalho e de mantê-lo, e em consecuência de cotizar (se chega a ter trabalhos polos que cotize) o exigido para poder optar a umha pensom. Todo isto estabelece umha clara linha diferenciadora em termos de nível de bem-estar ao que poderemos aspirar as mulheres. E todo isto, como nom, reduz a nossa autonomia, contribui para aumentar a dependência respeito dos homens e minimiza a nossa qualidade de vida. Que opiniom tés da política do Concelho de Compostela respeito das problemáticas específicas que padecem as mulheres, mais de metade da populaçom? A política do Concello de Compostela continua a ser umha política de cabeçalho de informativo e capa de jornal, com a concentraçom e a foto de rigor nas datas assinaladas. De facto este ano a grande palavra de ordem institucional para o 25 de Novembro foi “Se te trata mal, maltrata-te. Ajudamos-che a superar o teu medo”. E é un bom slogan da política geral: es umha ignorante da violência que sofres; nós temos o conhecimento sobre ela e vamos explicar-cha (e ao tempo fazemos um apelo à autoflagelaçom com o jogo

de palavras). O agressor nom se nomeia, a violência nom se nomeia, mas o medo sim, e é teu, está en ti, e é o teu problema. Problema para o qual nom che oferecemos nengumha soluçom que podas empreender por ti própria. Tes que depender das instituiçons. Isto é todo o que vamos fazer por ti.

“A política do Concello de Compostela continua a ser umha política de cabeçalho de informativo e capa de jornal” E durante o resto do ano, esmolas. Umha guia de algo que tenha a ver com o género de vez en quando, um congresso que seja muito nomeado na imprensa, a invisibilizaçom das mulheres feministas auto-organizadas, nengumha casa de acolhida, vagas insuficientes em infantários e residências (com o qual a cárrega dos coidados continua a corresponder às mulheres), ausência de campanhas reais de educaçom sexual e de direito ao próprio corpo e ao aborto, e méios para fazer possível o exercício deste direito, etc. Para finalizar, que dirias às mulheres que estejam a ler esta entrevista? Que a sororidade, a irmandade entre mulheres, é a melhor arma, e que cada umha de nós somos um elemento revolucionário, porque sobrevivemos num mundo feminicida. Criamos mudança com a nossa só existência, imaginade o que podemos fazer con todo o demais, e imaginade o que podemos fazer se agimos organizadas. A revoluçom é agora, e estamos preparadas para constroir e desfrutar um mundo melhor!


Visita pastoral Começando polo primeiro temos que lembrar que a actividade em questom era umha visita pastoral, isto é umha viagem que a cabeça dirigente da igreja católica realizava com o fim de tratar asuntos próprios da sua organizaçom, e nom umha visita de estado. Neste ponto é onde começavam as críticas à organizaçom dumha viagem onde se investiriam abundantes fundos públicos. Nom se tratava só de que as ideias

Ocupaçom policial Seguindo nesta lógica as mesmas autoridades, desta vez com o inestimável concurso do ministério do interior e a delegaçom do governo, avaliárom que tal aglomeraçom de pessoas e a presença de tam digno mandatário obrigava à tomada de excepcionais medidas de segurança. Assim os habitantes e visitantes da cidade de Compostela tivérom que suportar durante as semanas prévias a experiência de ser retidos em checkpoints da polícia espanhola que animárom ainda mais o já de por si congestionado tránsito, ou receber nos seus lares a visita de fardados encarregados de avaliar a perigosidade

que transmite e promociona a igreja católica e o seu dirigente máximo podem resultar repugnantes e ofensivas para muitas pessoas, senom de que a infraestrutura e meios necessários para a transmissom dessas mensagens fossem pagas com dinheiro público, tal e como finalmente aconteceu. A resposta que dérom as autoridades, especialmente a Junta e o Concelho de Compostela, foi que a visita pa-

da vizinhança nas proximidades do percurso previsto, por nom falar da suspensom da livre circulaçom de veículos e pessoas no próprio dia 7 num amplo perímetro que incluia o casco histórico e o trajecto do aeroporto da Lavacolha até a Praça do Obradoiro. O mês de Outubro transcurriu pois animado polos preparativos ante a visita e polas contínuas justificaçons que as instituiçons responsáveis da-

vam para as despesas e moléstias derivadas. No entanto Feijoo dizia-nos que 3 milhons de euros nom eram nada em comparaçom com os réditos que tirariamos de que a nossa cidade fosse amosada pola TV a mais de 400 milhons de pessoas em todo o mundo, e Bugalho nos informava que o dispositivo de segurança era semelhante ao desenhado no caso da presença dos Rolling Stones na cidade; nom eram poucas as vozes que replicávamos contra o esbanjamento de dinheiro público, a submissom ante a igreja e o sequestro policial de toda umha cidade. Finalmente chegou o dia da romaria e das 200.000 pessoas agardadas nom apareceu nem umha quarta parte. O certo é que para além das 6.000 pessoas contadas, autoridades incluidas, que estivérom no Obradoiro poucos fôrom os devotos que se achegárom a Compostela para poder ver de perto o Ratzinger. E ainda assim os que o figérom nom pudérom distinguir mais que umha figura branca que passou a toda velocidade polo trajecto desde o aeroporto para evitar a difusom pola TV das ruas vazias. Porque se algo há que agradecer ao investimento de dinheiro público na retrasmissom do evento foi a possibilidade de ver ao vivo o degrau do esperpento da montagem dum dispositivo previsto para a afluência de centos de milheiros de pessoas ao que finalmente acodirom apenas uns centos. E ainda bom foi poder vê-lo ao vivo pois evidentemente a TVG se encarregou com posterioridade de disimular o fracaso reduzindo ao mínimo as imagens do percurso em que há mais polícias que pessoas agardando . Tal foi a pressom que o dispositivo de segurança e as infladas previsons de assistência difundidas polo concelho e a Junta exercerom sobre os habitantes de Compostela que finalmente o efecto provocado foi o de fugida e assim a manhá do sábado 7 de novembro de 2010, fora do espaço de segurança acotado, deveu ser a mais tranquila de todo o ano na cidade. Incumpria-se assim outra das previsons que avaliava o efeito possitivo que teria para a hotelaria e o comércio da cidade a presença de Benedicto XVI já que esse sábado foi dos de menor actividade em todo o ano. Para rematar o trabalho contamos com a inescusável participaçom do

protagonista da festa, o próprio Joseph Ratzinger, que apesar dos vários milhons de euros investidos e as facilidades para montar todo o “chiringuito” nom duvidou em fazer umha alocuçom pública criticando o lamentável estado de secularismo e laicidade agressiva que se vive no Estado espanhol comparando-o com a situaçom prévia à guerra de 1936. Fracasso absoluto Em resumo e falando em termos coloquiais, a visita do Papa consistiu em montar com dinheiro de tod@s um mega-espectáculo à igreja católica para que traza o seu chefe a soltar as suas “paridas”, com o agravante das repercusons de ocupar um espaço público para um acto privado, e para rematá-la resultar que nem tam sequer conseguem que lhes venha a gente vê-lo “show”. O lógico, depois do ridículo monumental, teria sido que as autoridades implicadas tivessem emitido um comunicado valorativo admitindo o fracaso e que alguns dos responsáveis directos tivessem dimitido. Lamentavelmente a lógica do sentido comum nom se adoita aplicar na política galega e a reacçom posterior foi a de calar e passar do tema o mais rápido possível. Finalmente a Junta reconheceu umhas despesas directas de quase 2.5 milhons de euros aos que haveria que acrescentar os derivados do dispositivo especial da polícia, que correspondem ao governo central, e os atribuíveis ao governo municipal. Uns gastos que seriam criticáveis tam só polo feito de derivar da viagem propagandística dum lider religioso, mas que resultam absolutamente injustificáveis polo facto de que em boa medida nom respostárom a nengumha necessidade concreta já que pouca mais gente foi ver o Papa que a que assiste com regularidade aos partidos do CAB Obradoiro ou do Lobelle, e em nengum desses eventos desportivos se monta um dispositivo semelhante. Estaria bem pois que a vizinhança de Compostela levasse conta do que aconteceu naquele fim-de-semana de Novembro e o leve em conta quando num futuro algumha das autoridades que nos governam volte a aparecer com um projecto semelhante. De nós depende que umha situaçom assim nom se volte a repetir.

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pal seria um magnífico final da festa para o Jacobeu 2010 e que suporia um reforço dos ingressos turísticos num mês tradicionalmente mau para o negócio. Supostamente os 3 milhons de euros que a administraçom autonómica tinha previsto investir na organizaçom do evento seriam altamente compensados pola repercu­ ssom propagandística e pola chegada de turistas ansiosos por poder ver de perto o Papa de Roma num número que segundo o arcebispado compostelano seria de cerca de 200.000 pessoas.

Análise >>

O passado 6 de Novembro o lider mundial da Igreja católica, o alemám Joseph Ratzinger, tivo a bem visitar a nossa cidade dentro dumha viagem pastoral que incluia também a estadia em Barcelona. Nom podemos negar que a nossa posiçom perante esta actividade organizada pola confessom religiosa maioritária no nosso país foi abondosamente explicada no seu momento. Porém, nom está de mais, aproveitando que já passou um tempo prudencial desde a data dos factos, deitar umha olhadela para tras e reflectir um pouco sobre o muito que se dijo, o nom menos que se fijo e o bastante que se calou depois da fugaz estáncia do senhor Ratzinger, também conhecido como Benedicto XVI.

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Quando veu o Papa de Roma

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Após greve geral de 27 de Janeiro, a luita deve continuar

Municipal >>

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NÓS-Unidade Popular valoriza positiva­mente a jornada de greve geral nacional decorrida em 27 de Janeiro. A greve, apesar do silenciamento mediático, do despregamento e repressom policial, e do boicote ativo do sindicalismo amarelo espanhol, tivo incidência em setores da indústria, transporte e dos serviços das principais cidades e comarcas do país. Também foi mui destacável a elevada participaçom obreira e popular nas manifestaçons convocadas, expressom do descontentamento e da oposiçom do povo trabalhador galego à reforma das pensons e à política antipopular do PSOE. Esta greve demonstrou mais umha vez a especificidade nacional da Galiza, a existência de dinámicas próprias e a maior combatividade da classe obreira galega. Existe umha base e força suficiente para continuar com a luita, fagam o que fagam os desacreditados “sindicatos” CCOO e UGT, cuja traiçom e cumplicidade com o poder ficou (de

novo) patente depois do seu apoio à reforma das pensons, cozinhada com o PSOE e o patronato, e acordada em troca do mantenimento dos privilégios para a sua corrupta casta de burocratas e liberados. Mas esta valorizaçom positiva nom deve fazer-nos esquecer que o modelo de sindicalismo imposto pola direçom da CIG impossibilitou um maior êxito da greve geral. O seu setarismo impediu umha resposta unitária e mais forte, aglutinando as múltiplas organizaçons sindicais, políticas e sociais que, como NÓSUP, apoiárom a greve a participárom ativamente na mesma. As suas dúvidas e o facto de esperar pola decisom de CCOO e UGT retrassárom a campanha prévia da greve. A sua dependência política do BNG e a utilizaçom da greve para favorecer os interesses eleitorais dessa força política nas municipais de maio desvirtuou e rebaixou a combatividade desta jornada de luita obreira.

Todos estes erros e eivas tenhem de ser superados para dar umha resposta acaída às novas agressons que a burguesia prepara. É necessário continuar com a dinámica de luita e mobilizaçom, procurando a unidade obreira e popular, para enfrentar as reformas e recortes deste neoliberalismo selvagem. Há que proseguir na luita, alargá-la, acumular mais forças para fazer frente à bateria de agressons já aprovadas, mas também às que previsivelmente pretenderám aprovar nos vindouros meses os governos de Compostela e Madrid, independentemente de quem ocupe a presidência. É preciso politizar e radicalizar as luitas, criarmos consciência e demonstrarmos que a soluçom a todos estes ataques nom está em nengum parlamento nem chegará através do voto a supostas “alternativas”. A única alternativa é a luita aberta contra o capitalismo, o patriarcado e Espanha, a construçom da República Galega e do Socialismo.

NÓS-UP participou ativamente nas greves gerais de Setembro e Janeiro A militáncia de NÓS-Unidade Popular, e do conjunto do MLNG, participoiu activamente nas jornadas de greve geral contra a reforma laboral e o recorte das pensons. A esquerda independentista fijo parte dos piquetes que contribuírom para paralisar sectores estratégicos da economia local, assim como nas mobilizaçons convocadas pola CIG. Finalmente, queremos exprimir a nossa solidariedade e apoio às pessoas repressaliadas pola sua participaçom ativa e combativa nos piquetes e, do mesmo jeito, denunciar a repressom do Estado espanhol e a utilizaçom da polícia ao serviço da burguesia para impedir o direito à greve das trabalhadoras e trabalhadores. Mais umha vez solicitar a liberdade de Miguel Nicolás Aparício.

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oPedro o

391 animais saos sacrificados em Bando num ano A associaçom animalista Libera vem de denunciar que no último ano fôrom sacrificados sem motivo 391 cans e gatos, o que dá umha média de mais de um animal eliminado ao dia, se contabilizarmos os feriados, o que supom que um de cada três animais do centro foi morto por injecçom letal sem ter qualquer problema de saúde. A direcçom do centro nom negou estas cifras e justificou-nas alegando que “som animais sem possibilidades de serem adoptados, como cans velhos ou agressivos”. Também se justificou com a quantidade de animais acolhidos durante esse periodo,

1.324, mais do duplo da capacidade teórica das instalaçons. O refúgio é umha fundaçom participada polo concelho de Compostela, os de Ames, Boqueixom, Briom, Teu e Vedra, e a Junta da Galiza. O lugar escolhido para esta instalaçom com certeza nom é o mais apropriado, umha das zonas mais frias do concelho, quando deveria estar situado no vale da Amaia. Também é evidente que o seu dimensionamento e dotaçom de pessoal e recursos é claramente insuficiente, mas os animais nom votam.... Nestes tempos de crise é facil fazer demagogia é dizer que há necessi-

dades prioritárias sobre os animais, a maioria abandonados polos seus donos. Porém, é bem facil constatar obras, fastos e esbanjamento de fundos públicos e geral por parte das instituiçons anteriormente citadas. Por outra banda, tanto a organizaçom denunciante como o próprio refúgio assinalam o sistemático incumprimento da lei 1/93 de protecçom dos animais domésticos e selvagens em cativeiro da Comunidade Autónoma de Galiza, que obriga todos os concelhos a ter centros de acolhimento para os animais.


O balanço do número de trabalhadoras e trabalhadores sem emprego na cidade em 2010 é altamente negativo. Som mais de 8.000 o número de pessoas que carecem de emprego, basicamente jovens. Estes dados constatam a enorme falácia do Jacobeu como gerador de emprego. Ao longo de 2010 nom só nom se criárom mais postos de trabalho, senom que o número de desempregadas e desempregados aumentou em mais de 1.000 pessoas.

Governo municipal carece de medidas para gerar emprego Imerso na propaganda autocompracente, em declaraçons retóricas, o governo municipal PSOE-BNG foi incapaz de criar postos de trabalho. Nem umha só medida foi adoptada para combater o desemprego juvenil, para promover empresas municipais no sector serviços que criem postos de trabalho em Compostela.

NÓS-UP denunciou ocupaçom e repressom policial que acompanhou visita papal A Assembleia Comarcal de Compostela de NÓS-UP foi clara à hora de manifestar a sua oposiçom a que as instituiçons públicas colaborassem com a visita do chefe da Igreja Católica à capital do nosso País. Em pleno incremento do desemprego na cidade e na comarca, superando já as 7.500 e 12.500 pessoas respectivamente, foi um insulto ao povo trabalhador gastar mais de três milhons de euros em financiar a visita de Ratzinger. Mas a este esbanjamento de recursos públicos há que acrescentar o estado de sítio que padeceu Compostela com mais de 6.000 polícias que violárom os direitos básicos da vizinhança. Contróis policiais, registos de casas, limitaçom de movimentos, impossibilidade de manifestar posiçons contrárias à visita, converterom novamente Compostela numha cidade tomada polas forças repressivas espanholas. NÓS-UP nom só denúncia que o Concelho de Compostela participasse na organizaçom deste evento, a esquerda

independentista considera umha burla a incoerência do discurso e prática dos partidos autodenominados “progressistas”. Por um lado a plena implicaçom do PSOE no respaldo ao show integrista de um Papa fundamentalista que legitima o machismo, a homofobia, a pederastia, a guerra e as desigualdades sociais. Mas também a hipocrisia e o oportunismo do BNG que co-governando a Cámara Municipal pretendeu também exercer de oposiçom. NÓS-UP denunciou a impossibilidade de exercermos o direito à liberdade de expressom aos centos de pessoas que tentámos infrutuosamente manifestar-nos polas ruas da nossa cidade para denunciar que nós nom esperamos o Bento XVI. A polícia espanhola nom só impediu que a manifestaçom saisse da Alameda, posteriormente, -quando já finalizara o protesto-, reprimiu com a violência extrema que caracteriza as forças de ocupaçom os/as manifestantes que abandonávam a Alameda.

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Municipal >>

Incrementa desemprego em Compostela

Governo municipal reduz zonas verdes

A crise capitalista está provocando um incremento da pobreza no nosso País. Compostela nom fica à margem desta tendência. Som centos o número de vizinh@s da nossa cidade com ingressos nom superiores aos 600€, por baixo do SMI, do salário mínimo interprofissional. Enquanto isto acontece os políticos que ocupam o Concelho mantenhem salários exorbitados.

bons ganhos destas obras do “Plano E”. Também o número de faróis instalados, como acontece com a iluminaçom pública em geral, é excessivo, desnecessário e pouco concordante com a suposta austeridade que os nossos governantes proclamam.

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Centos de compostelan@s vivem com 600€ mensais

isoladas no seu quadradinho. Para além disto tem-se empregado generosamente o granito nos pavimentos, sem estar justificado por nom ser área da cidade histórica, e que ademais do preço superior a um pavimento normal, a sua extracçom tem um considerável impacto no méio. Mas a empresa contratada terá tirado

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As obras que alterárom algumhas zonas da cidade vam sendo acabadas nestes meses, a tempo para as eleiçons da primavera. Entre as actuaçons executadas queremos salientar a eliminaçom de pequenas zonas verdes em Santa Isabel e Salvadas. Estes espaços fôrom pavimentados e a vegetaçom substituida por árvores


À venda Agenda 2011 da esquerda independentista Neste ano que começamos NÓS-UP fai 10 anos de existência e é esta a temática escolhida para dar conteúdo a esta nova agenda, que a nossa organizaçom leva editando por nono ano consecutivo. A agenda esta à venda na própria loja do nosso web, no Centro Social Henriqueta Outeiro ao preço de 10 euros

r a l u p o P e d a d i n U e d s X ano persejectivos estratégicos que ob os ir ng ati ra pa e qu s de para o a Unidade Popular. Que o de  Somos consciente er nh ec Ju tal Em for . e lar r pu rga Po ala l de ais o X aniversário de Unida NÓS-Unidade Popular guimos é imprescindíve ainda mais presentes nas luitas quotidianas, parci Este ano comemoramos de ar e rda est int e ue qu titu esq os ns va Co tem no l s na da mo bleia Nacio al de diver- lograr mos sentado as bases 2001 tivo lugar a Assem vido polo Processo Espir do nosso povo. Após ter mo as pro ret to para os próximos nc nto co me e pa ngru de rea en uerda indep lega, o nosso principal rep ga esq ta da como resultado do lis os cia etr so e rám pa sta s nti no de s z ferramenta de luita indepen as situada pular umha sólida e efica Po de sas organizaçons e pesso ida Un da os erm faz anos é tista. lhador galego. e combate do povo traba sde mo ido ibu ntr co tem   lar s dez anos tenhem   ulo XXI a Unidade Popu lheres e homens que neste mu de s Nesta década do novo séc mover a luita de libertaçom nacional e social de na nte ce às os em mpromisso no desenAgradec pro de implicaçom, o seu co us gra tamente para organizar e os ers div m co o, participad nário de massas. género. projecto político revolucio ste de nto me lvi vo m ço jecto político com voca ertaçom e emane participamos neste pro qu ns me ho e abertas para luitar pola lib e orgulho polo res nte lhe om me aç mu na isf As ple sat ám ssa est no s a rta os po umha perspectiva ssas , manifestam ençom política e As no da nossa pátria, a nossa classe e as mulheres de erv int a ampla, de massas e plural e o gic oló ide rearmamento açom do cipaçom lista e antipatriarcal. nosso contributo para o rania da Galiza, emancip ência inequivocamente independentista, socia be so da e ia nc dê en ep scindível converg social em prol da ind om das mulheres. A impre e será um dos nosso aç ert lib e r do lha ba tra povo sido, é l, social e de género tem e fusom da luita naciona dade. principais sinais de identi

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oPedro o vozeiro comarcal de NÓS-Unidade Popular da comarca de Compostela

Conselho de Redacçom: Anjo Paz, José Dias Cadaveira, Yasmina Garcia, Carlos Morais, Sérgio Pinheiro, André Seoane Antelo, Patrícia Soares Saians. Imprime: Tameiga • Edita: NÓS-Unidade Popular da Comarca de Compostela. Rua Quiroga Palácios, 42, rés-do-chao, Compostela · Galiza Tel. 695596484 • e-mail: nosup-compostela@nosgaliza.org • Correcçom lingüística: galizaemgalego Publicaçom trimestral de NÓS-UP da Comarca de Compostela • Distribuiçom gratuita. Permite-se a reproduçom total ou parcial dos artigos e informaçons sempre que se citar a fonte. O Pedroso nom partilha necessariamente a opiniom dos artigos assinados. O Pedroso nº43 · Outubro-Dezembro 2010 • Tiragem: 5.000 exemplares • Depósito Legal: C-1002-01 • Encerramento da ediçom: 10 de Fevereiro de 2010

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