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Universidade de Évora I Mestrado em Arquitectura Paisagista Ordenamento da Paisagem II- Turismo e Paisagem

Postais de Évora/Alentejo Bruno Santos 23129 Março de 2014

O meu “postal” representa Évora fruto de uma década de conhecimento, percurso, descoberta… o primeiro traço remonta às primeiras visitas a uma colega que estudava nesta cidade e durante as suas aulas era passatempo “perder-me” por estas ruas estreitas, como a da imagem em anexo. Ruas estreitas em que edifícios de dois pisos se “faziam” altos mas que nos acolhiam e em que o dominante branco nos oferecia a luz. Um ar antigo, velho, rústico mas cuidado, por ser considerado Património Mundial? Talvez, mas o importante para mim e para qualquer turista é a ambiência que oferece, espaço de qualidade em que a organização urbana impera, e nos envolve num mundo ao qual é impossível fugir sem olhar e apreciar. O equilíbrio desta construção, com as pequenas praças, jardins e quintais que se foram moldando ao longo do tempo e hoje oferecem pontos de descompressão para quem trabalha, de contacto para amigos, pontos de encontro e recreio até para os nossos filhos são o pulmão deste centro histórico tanto a nível ambiental como social. Existem mais dois aspectos que para mim caracterizam muito a cidade e que deveriam ser igualmente “postal” de Évora. Em primeiro plano, a calçada que nos obriga a um experimentar a cidade, algo que torna a visita completamente diferente e sempre marcante. Outros dos pontos é o assomar de “aflorações” de plantas ao longo das ruas, fruto dos quintais e varandas de cada um que vive nesta cidade, dando cor e espalhando o “cheiro”, ganhando uma importância pela vida que oferece a toda a cidade a todos os que percorrem estas ruas. Ao virar de uma esquina já cheiramos a planta que só surge bem no fim da rua, fragrâncias impossíveis de representar e que ficam guardadas na memória de qualquer visitante. Depois as pessoas; um fácil “Bom dia” que estranhei, mas rapidamente adoptei, um sorriso rápido e oferecido ao turista mais atento, uma simpatia distinta que não passa despercebida a ninguém. Tive sorte de viver no “pulmão” da cidade - a preocupação e

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amabilidade das pessoas é algo que ressai da cidade sendo para mim um dos pontos fortes do “meu postal”. Estes são para mim alguns dos traços que os postais devem representar, e representam muitas vezes; no entanto subsistem outros “traços”, e a incitação deverá ser orientada ao que a cidade realmente oferece, sendo fiel ao seu desenho.

Bruno Santos

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Postais de Évora