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Informe de Leitura Mestrando: Bruno Santelli de Oliveira – Turma B Matéria: Missão da Igreja Data de entrega: 28 de Junho de 2010 Revisão do livro: Adventist Mission in the 21st century – Ed. Jon L. Dibdahl Artigo: The Challenges of Secularism – Autor: Humberto Rasi 1. Dados do livro: L. Dibdahl, Jon, Adventist Mission in the 21st century. Hagerstown, MD: Review and Herald Publishing Association, 1999. 2. Dados do Autor: Humberto Rasi trabalhou como Diretor do Departamento de Educação da Associação Geral, foi editor-chefe da Diálogo, um revista de fé, pensamento e ação. Além de publicar diversos artigos, foi co-editor da Meeting the Secular Mind: Some Adventists Perspectivs (University Press, 1985). 3. O livro: a. O problema abordado pelo autor: O problema abordado pelo autor está em um tipo de pensamento chamado SECULARISMO. Para ele, os conceitos do secularismo excluem Deus do modo de pensar do ser humano e isso não forma uma opinião mais apropriada sobre a vida. b. A tese do artigo: Neste artigo o autor se propõe a desenhar um perfil do Secularismo, uma ideologia que, segundo ele, determina nossos valores e guia nossa conduta. Quando nossos pais nos ensinaram sobre o modo como viveríamos através dos diversos aspectos da vida, não perguntamos como eles aprenderam isso ou aquilo. Para o autor, o discernimento espiritual nos habilita a vivermos dentro de um contexto multicultural, diferente do modo de pensar. Apenas uma mente ligada a Deus pode discernir, com mais precisão, o estilo de vida escolhido pelos seres humanos. c. Conteúdo do artigo: Logo na introdução do artigo, o autor apresenta as três grandes teorias que guiam nosso modo de entender a vida: o Teísmo, o Panteísmo e o Naturalismo. Em todas elas, Deus é o fator diferencial. A seguir, o autor define as diferenças entre “secularização” e “secularismo”. O autor afirma que o Secularismo é uma filosofia. Como essa ideologia foi sendo construída através dos séculos é o que ele chama de Secularização. Então, no próximo bloco, o autor apresenta as premissas que sustentam o Secularismo. Em todas elas, Deus não pode estar presente. Daí então, ele faz uma comparação entre os conceitos defendidos pelo Cristianismo Bíblico e pelo Secularismo Humanista (já que essa ideologia nega Deus). Ele questiona o discurso Metanarrativo atacado pelos secularizados


e defendido pelos cristãos. Sem Deus, sem a fé em Sua pessoa, nossa vida não é completa. No bloco final, o autor apresenta a missão do Cristianismo para os secularizados e quais os passos eles deveriam aprender para trabalhar com as diferenças ideológicas e culturais. O autor termina afirmando que os secularizados respondem positivamente ao gentil modo de falar dos cristãos e isso é um aspecto importante no contato. d. Estrutura do artigo: As apresentações dos assuntos são como degraus na construção do pensamento do autor. No primeiro degrau o autor apresenta o assunto a ser abordado e já apresenta o seu conceito. Depois, no segundo degrau, ele explica como esse conceito foi formado. Não existe dificuldade em entender quando um assunto termina e outro começa porque o texto flui por si só. No terceiro degrau poderíamos dizer que ele faz uma comparação didática entre os diferentes modos de pensar, o que facilita a identificação de certas ideologias. A compreensão dos tópicos abordados convidam o leitor à uma análise reflexiva como o secularismo e o cristianismo possuem diferentes modos de pensar. O próximo degrau questiona algumas vantagens e desvantagens que cada ideologia defende. Parece que o assunto fica mais denso. A seguir, o autor mostra como podemos tratar com as diferenças de pensamento entre si. E por fim, no último degrau, o autor mostra que apesar das diferenças, o modo de falar do cristão pode ser um ponto de contato entre os cristãos e as pessoas secularizadas. e. Metodologia usada pelo autor: Inicialmente o autor tenta desenhar o perfil do secularismo através dos seus conceitos ideológicos. Esses conceitos situam o leitor dentro de sua moldura teórica. O trabalho de pontuar o pensamento cristão e o pensamento secularizado abriu espaço para a comparação dos mesmos, o que não causa nenhuma estranheza à leitura. Então, após apresentar os conceitos e as devidas comparações, o autor finaliza sua obra com um espaço para a reflexão entre as ideologias apresentadas e demonstra facilidade em apresentar o “como” resolver o assunto. 4. Sua reação pessoal a. Benefícios da leitura: Alguns pontos me chamaram a atenção. Um deles é o que fala sobre as pessoas secularizadas não aceitarem as instituições, como a igreja, por exemplo. Parece que eles “perderam a fé” na habilidade e utilidades destas instituições (igreja inclusive). Contudo, os secularizados respondem positivamente a uma boa e gentil conversa por parte dos cristãos. Isso me interessou porque o meu trabalho trata diretamente com os jovens da igreja. Vejo que essa é a melhor estratégia no mundo moderno. Alguns jovens não vêem a igreja como uma boa instituição. Para eles a igreja pode ser chata, sem atrativo, ou demais interesseira, querendo apenas o seu


talento e recursos. Contudo, um convite, uma programação musical, podem atraí-los para Cristo. Ligado a isso, também gostei muito da parte (final) que trata da maneira de comunicar o evangelho aos secularizados: informar, influenciar, convencer e convidar. O autor disse que Jesus fazia assim. b. Pontos fortes e pontos fracos da leitura ou conteúdo do livro: Pontos fortes: a) Metodologia; b) Ligação entre os tópicos; c) Didática em comparações; d) Conclusão ligada aos conceitos apresentados no início do livro. Pontos fracos: Não vejo pontos fracos na obra. Contudo, o autor poderia explorar um pouco mais o assunto da página 62 quando ele diz que algumas pessoas vêem a Deus como um ser amoroso, gracioso e justo, enquanto outras pessoas O vêem como arbitrário, injusto e desigual. c. Pontos onde você concorda definitivamente com o autor (seja específico e justifique) e pontos onde você discorda definitivamente do autor (seja específico e justifique). Pontos onde concordo: Na página 62, o autor toca no assunto da Grande Controvérsia. Para ele, os secularizados são indiferentes quando o assunto é a moral do ser humano. Ele afirma que os secularizados são incapazes de responder satisfatoriamente às questões que mais mexem com o indivíduo porque eles tiraram Deus da ideologia deles. Assim, ele apresenta 07 premissas pelas quais a Bíblia pode responder a essas questões. Outro ponto que eu concordo com o autor é quando ele diz, na página 63, que o cristão não fortalecido espiritualmente muitas vezes quer levar Cristo para as outras pessoas, mas é distraído pela mídia e pelo entretenimento. Vira um círculo vicioso. Ele lembra que os cristãos são como o sal, que se misturam com o alimento, mas eles são sal e não o alimento. Outro ponto é o método que Cristo utilizou para alcançar a mente das pessoas. O autor disse que os passos eram: a) informar, b) influenciar, c) convencer, d) convidar. Pontos onde discordo: Não há pontos discordantes do autor. Faria, no entanto, uma sugestão. No tópico onde ele trata sobre “Uma experiência equilibrada da fé” (Balanced Experience of Faith), o autor abordou muito bem a influência da Bíblia, da oração, do louvor congregacional e até do Espírito Santo. Ele poderia explorar este assunto dizendo que são em momentos assim, a sós, que Deus se comunica conosco, nos conscientizando e fortalecendo. 5. Li todas as 10 páginas do artigo. Assinatura:

Secularismo  

Resenha de Artigo para apresentacao no mestrado em teologia

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