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IPS

Instituto de Pesquisas Sociais Boletim Informativo    

Ano  V  –  nº  3  –  Outubro  de  2013       EXPEDIENTE Boletim Informativo Eletrônico do Instituto de Pesquisas Sociais IPS

 

EDITORIAL

Periodicidade: Mensal Responsável: Anya Cabral boletim.ips@gmail.com

RESPONSABILIDADE PELA POLÍTICA ECONÔMICA

Na nova corrida presidencial já despontam sinais de retorno ao conservadorismo obediente na condução da economia. Figuras originarias

do

modernização

espesso

reacionarismo

reaparecem

para

apresentado

informar

como

candidaturas

supostamente progressista. Muitas siglas partidárias e pouca consistência ideológica. Novos formatos de individualismo, novos caciquismo. Daqui

até

o

momento

da

eleição terão

sintomático que sejam professores que se rebelam. A cobrança crescente por lisura na gestão pública tende a se transformar em mais

profunda

sobre

as

políticas

econômicas

representantes das elites. Que têm a dizer os candidatos que buscam assessores

auto-exilados para o mesmo primeiro

mundo cuja política econômica vai de fracasso em fracasso? Haverá uma sucessão de momentos de avaliação

dos

significados das políticas que se realiza hoje comparadas com os irritantes preceitos do conservadorismo. A sociedade precisa ser melhor esclarecida sobre essa surpreendente tendência de políticos pretensos arautos da esquerda para se cercarem dos mensageiros do passado.

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a

oportunidade de refletir sobre o significado do povo nas ruas. É

cobrança

DIRETORIA DO IPS Fernando Pedrão: Presidente Gilton Aragão: Vice-Presidente Favônia Reis Castelo Branco: Diretora Administrativa Anya Cabral: Diretora de Relações Institucionais Fabiana Aragão: Diretora Financeira

O IPS

O Instituto de Pesquisas Sociais - IPS é uma sociedade civil sem fins lucrativos, de utilidade pública municipal, fundada em 2001 por um grupo de acadêmicos e pesquisadores, com o objetivo principal de constituir um centro de pensamento independente, alternativo às universidades e centros de pesquisa estabelecidos. EM BREVE REVISTA DO IPS AGUARDE

  Instituto de Pesquisas Sociais – IPS Av. Tancredo Neves, Ed. Omega, 1283, s. 902 – Caminho das Árvores – Salvador – 41820-021 e-mail: institutodepesquisassociais@gmail.com – home page: www.nossoinstituto.com.br  

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ARTIGO A EDUCAÇÃO PRESENCIAL E A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NO CONTEXTO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL   ADELMO FERNANDO RIBEIRO SCHINDLER JÚNIOR Vocês sabiam que a educação a distância não é uma novidade? Há na literatura especializada modelos de educação à distância que datam do século XVIII e XIX na América e na Europa. E no Brasil? Alguns modelos, no nosso país, datam do início do século XX, mais precisamente em 1904 quando o jornal do Brasil trouxe, nos seus classificados, oferta para curso de datilógrafo por correspondência. Para falarmos, mais especificamente, sobre educação a distância, vamos entender um pouco mais sobre a modalidade e suas características. A modalidade a distância difere do ensino presencial basicamente em relação à presencialidade, ou seja, ao contato diário ou semanal, dentro de um ambiente préestabelecido, para a dinâmica pedagógica. Isso quer dizer que professores e alunos não estão no mesmo espaço físico para que a construção do conhecimento possa acontecer. Neste sentido, o que fica muito  

evidente para o sucesso na modalidade é a condição do aluno em estabelecer a sua forma de estudo, com o tempo adequado e principalmente a sua interação com os professores e/ou tutores. É muito importante, para o sucesso de um curso a distância, a disponibilidade para a leitura e um alto grau de comprometimento, visto que, o estudante é quem vai dimensionar o seu tempo diário de estudo e, principalmente, o horário que vai disponibilizar para isso. É fundamental que o estudante faça dos estudos algo periódico, com horários definidos para que haja o maior aproveitamento possível. Posso afirmar que a disciplina, é condição fundamental para um bom curso nesta modalidade.   A qualidade dos cursos na modalidade a distância é uma realidade. Os projetos são muito semelhantes aos projetos de cursos presenciais sendo que a diferença fundamental é a condição do estudante poder trabalhar os conteúdos sem necessidade de estar presente por todo um turno durante a semana. Isso ocorre pois o instrumento utilizado pelo MEC para  

avaliação dos cursos é o mesmo para as duas modalidades. É importante destacar que as provas são realizadas presencialmente, no polo presencial do estudante, sendo um documento oficial. Alguns de vocês podem estar se perguntando se há um ambiente específico, para que haja interação na modalidade a distância, ou se o aluno fica completamente sozinho neste processo. Posso responder esta indagação com muita propriedade que, sim, o aluno é inserido em um Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) que tem a sua dinâmica própria no sentido de garantir interação entre estudantes, tutores e professores, através de fóruns, chats, vídeos dentre outras ferramentas. Posso afirmar que este tipo de modalidade pode inserir um grande número de estudantes em localidades distantes colaborando com o crescimento destes locais. E em relação a legislação? O modelo é lícito? O diploma é legal, os cursos são reconhecidos? Vamos lá ...   O conceito de Educação a Distância no Brasil é definido  

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oficialmente no Decreto nº 5.622, de 19 de dezembro de 2005, desta forma o diploma dos cursos na modalidade a distância, tem a mesma validade e abrangência dos diplomas na modalidade presencial, não havendo nenhuma obrigatoriedade que no diploma a instituição faça alguma menção sobre a modalidade que o aluno cursou. Se analisarmos o estado da Bahia, existem 106 ofertas de cursos na modalidade a distância, em nível de graduação, nas mais diversas áreas tais como: Administração, Pedagogia, Sistema de Informações, Ciências Contábeis, Agronegócios, Artes, Biologia, Comércio Exterior dentre outros. Importante no momento da escolha que se opte por uma instituição por uma instituição que tenha um sólido projeto pedagógico e estrutura de atendimento ao estudante. Outro aspecto é conhecer os modelos de interação, pois variam de acordo com cada projeto.   Finalmente, posso dizer que para quem não tem condições de fazer um curso superior presencial, a educação a distância se apresenta como uma grande oportunidade. Considere a modalidade a distância como alternativa válida e com conteúdo idêntico ao utilizado na modalidade  

presencial, não esquecendo de que terá que ter gosto pela leitura, algo muito interessante de desenvolver e muita disciplina para conseguir dar conta das demandas que certamente contribuirão para a sua qualidade acadêmica. ADELMO FERNANDO RIBEIRO SCHINDLER JÚNIOR Contador, Mestre em Contabilidade pela Fundação Visconde de Cairu, Coordenador do curso de graduação em Ciências Contábeis na modalidade a distância da UNIFACS do curso de pesquisador do Instituto de Pesquisas Sociais-IPS

SEMINÁRIO SOBRE TRABALHO E EDUCAÇÃO DATA: 21/11/2013 HORÁRIO: 9:00h – 12:00h LOCAL: UNIPESSOA - Rua Dr. José Peroba, 275, Metrópolis Empresarial, Cobertura, Stiep-Costa Azul - Salvador/BA Com este encontro o IPS concretiza sua presença em um campo prioritário contemplando (a) o relativo ao questionamento básico da função social da educação e de seu papel no mundo do trabalho; (b) a esfera dos temas de análise aplicada, compreendendo análises institucionais e aplicadas.

O encontro sobre trabalho e educação deverá gerar um programa de trabalho constituído da criação de um grupo de estudos e um projeto de pesquisas. Este encontro contará com dois blocos de apresentações, seguido de debate. PROGRAMAÇÃO 9:00h – Abertura Fernando Pedrão MESA 1 9:20h - Favônia Reis Castelo Branco 9: 40h - Adelmo F. R. Schindler Jr. 10:00h - Daniela Santos Alba Neves Ramos (moderadora) 10:20h - Intervalo MESA 2 10:30h - Lucas Cerqueira 10:50h - Francisca Vasconcellos Fernando Pedrão (moderador) Debate e encerramento Inscrições: institutodepesquisassociais @gmail.com Vagas limitadas Certificado online ORGANIZAÇÃO: IPS APOIO: UNIPESSOA

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OPINIÃO POR UMA ABORDAGEM REFLEXIVA DO ESTUDO DE ECONOMIA  

FERNANDO PEDRÃO A insatisfação com os rumos seguidos pela economia ortodoxa, nela incluídas as correntes keynesiana e neoclássica, fundase em diversos argumentos, dentre os quais se destacam, seu posicionamento tácito como técnica a serviço de interesses de grande capital, majoritariamente representado pelo capital financeiro; sua perda do caráter histórico da vida econômica; e sua aceitação não crítica de pressupostos e formas de análise desenvolvidos em nações que se apresentam como líderes do pensamento científico. Esses movimentos garantem que se trate de uma análise mecânica destituída de valor científico. Essa crítica da ortodoxia se agrava quando essa adesão acrítica ao reducionismo conceitual toma a forma de subalternidade que impregna a política econômica. Nesta vê-se hoje a expressão aberratória da austeridade. Implicitamente, o pensamento econômico não registra o debate filosófico do século XX e se pretende isento de ideologia, presumindo encontrar-se acima da crítica da epistemologia emprestada da Física. Sem perceber que desse modo essa ortodoxia adere à suposta neutralidade ideológica – de origem weberiana - que a reduz a mero instrumento sem capacidade crítica. O positivismo implícito da ortodoxia é, de fato, uma opção ideológica conservadora, fundada no autoritarismo lógico denunciado por Theodor Adorno. Incorre em grosserias conceituais tais como expectativas racionais e negação da heterogeneidade do capital.   A crítica da ortodoxia é uma reação necessária, perante sua difusão silenciosa no ensino de economia, isto é, quando se torna um mecanismo de reprodução da  

insatisfação é uma defesa da identidade e subordinação. O que aparece como identidade e da autonomia de pensamento, frente à mesmice das práticas da ortodoxia, que além de perder o sentido da historicidade revela-se subalternidade frente ao conservadorismo orgânico dos centros saxônicos de pensamento. Assim, há uma agenda natural para uma reflexão sobre o eixo ensino – política. A primeira questão dessa agenda é a historicidade do tema, que será o ponto de partida para uma atualização de temática em que entrem temas genuinamente nossos tais como colonização, pluralidade social e relações de classe. Por essa opção de historicidade constrói-se uma visão crítica dos processos econômicos em que os modos de análise vêm antes que sua formalização. Descobrem-se os verdadeiros objetos de estudo, as empresas e não as fábricas, o Estado e não o governo, os trabalhadores e não o emprego. A macroeconomia estuda a operacionalização do Estado e não as políticas públicas ou as contas do governo. A crítica da relação entre a esfera das práticas e da teoria se separa das formas de análise. A teoria é um corpo consistente de inferências que não se confunde com um conjunto de teoremas isolados. A noção de totalidade social histórica é referência necessária em que as condições de análise de problemas específicos deve ser situada.     FERNANDO PEDRÃO Economista, Livre docente em economia, Professor universitário, Presidente do Instituto de Pesquisas Sociais-IPS

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ENCONTRO: REFLEXÃO CRÍTICA DO ENSINO DE ECONOMIA No dia 30 de outubro o Instituto de Pesquisas Sociais-IPS estará promovendo um encontro para discutir o ensino de economia, com a participação de professores de economia da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC); da Universidade Estadual de Feira de Santana; da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e da Universidade Salvador (UNIFACS). O encontro será realizado no Campus Prof. Barros – Norte da Unifacs em sala a definir, de 9:00h às 13:00h. ORGANIZAÇÃO: IPS APOIO: UNIFACS PATROCÍNIO: SEPLAN -BA Maiores informações: institutodepesquisassociais@gmail.com  

GRUPOS DE ESTUDOS GRUPO DE ESTUDOS EM REATIVAÇÃO: ENERGIA Coordenadora: Anya Cabral FUNDAMENTOS Energia sempre foi fundamental ao processo civilizatório, mas na etapa atual do capitalismo globalizado e altamente utilizador de energia, a questão energia tornou-se o centro decisivo do rumo e das transformações da economia mundial. Há tendências consolidadas de uso de energia, com aumento dos usos nas atividades produtivas e no consumo privado. O planejamento energético trabalha com restrições de quantidades e de custos dos energéticos na produção de energia e com o conflito de interesses entre os lucros privados na produção de energia e nas necessidades sociais de suprimento de energia. As políticas nacionais de energia se defrontam com pressões dadas pela internacionalidade dos grandes capitais envolvidos na produção e na distribuição de energia e com requisitos de consumo para manter o sistema produtivo em sua escala e composição atuais. Tornam-se hoje necessários estudos que combinem os aspectos econômicos, ambientais e políticos da questão energia, como modo de renovar a atividade acadêmica e dar subsídios para políticas nacionais de energia. OBJETIVOS Examinar problemas de método e operacionais para trabalhar com o setor energia nas perspectivas da economia e do meio ambiente. Estabelecer parâmetros de análise econômica e social nos níveis macro e micro para abranger o campo da energia. Explorar os aspectos políticos e institucionais da produção de energia. MODO DE FUNCIONAMENTO Formação de um grupo estável de participantes. Reuniões quinzenais. Definição de um programa anual de trabalho. Palestras bimensais aberta ao público com apresentações dos participantes e convidados. 1 seminário anual. Artigos para publicação. INTERESSADOS EM PARTICIPAR: institutodepesquisassociais@gmail.com.

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Boletim de outubro de 2013  
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