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Concurso Ambiental poupar e reciclar

Equipamentos de Ensino no concelho do Cartaxo Jardins de Infância Público Jardins de Infância Particular EB 1 EB 2,3 Ensino Secundário

Agrupamento Vertical D. Sancho I Agrupamento Vertical Marcelino Mesquita

}

(Estabelecimentos Públicos do Pré-Escolar, 1.º Ciclo e 2.º/3.º Ciclos do Ensino Básico

Poupar e reciclar

Concurso ambiental Jornal lança desafio pedagógico às escolas do Cartaxo Especial “Poupar e Reciclar” é o tema do concurso ambiental que o jornal O Ribatejo lança como desafio à comunidade escolar do concelho do Cartaxo.

O Jornal O Ribatejo tomou a iniciativa de lançar o desafio de um concurso pedagógico de temática ambiental à comunidade escolar do Cartaxo, repto que foi prontamente aceite pelas direções dos dois agrupamentos escolares do Concelho. Para por de pé este projeto, contámos ainda com o inestimável patrocínio de duas empresas intimamente ligadas ao ambiente e com intervenção direta na região. São elas a Cartágua, empresa responsável pelo abastecimento e tratamento de água no concelho, e a Ecolezíria, que gere a exploração do aterro sani-

tário onde o município do Cartaxo deposita os lixos domésticos e industriais. Este primeiro caderno sobre o concurso “Poupar e Reciclar”, cujo regulamento publicanos na página 30, é um desafio à participação de professores e alunos para ao longos de dois meses desenvolverem trabalhos de temática ambiental. Para refletirmos sobre o que é que podemos fazer, cada um de nós, para poupar mais no consumo da água e aumentar a reciclagem do lixo doméstico, contribuindo assim para melhorar a economia local e preservar os recursos naturais. 12 abril 2012 O Ribatejo 21


Concurso Ambiental poupar e reciclar

Agrupamento de Escolas D. Sancho I de Pontével O Agrupamento de Escolas D. Sancho I também aderiu ao concurso ambiental, num desafio lançado à comunidade escolar dos seus 13 estabelecimentos de ensino. Caracterização O Agrupamento de Escolas D. Sancho I de Pontével, no concelho do Cartaxo, inclui 13 estabelecimentos de ensino, num total de 919 alunos e abarca cinco freguesias que ocupam um território de 64,4 Km2, correspondente a 41% da totalidade do concelho do Cartaxo. São os seguintes os 13 estabelecimentos de ensino do Agrupamento D. Sancho I de Pontével: a escola sede do Ensino Básico 2º e 3º ciclos (EB2,3 de PONTÉVEL), oito escolas do Ensino Básico do 1º ciclo da freguesia de Pontével (Pontével, Casais da Amendoeira, Casais de Lagartos e Casais de Penedos) e das freguesias de Vale da Pinta, Ereira, Lapa e Vale da Pedra, e quatro Jardins de Infância da rede pública localizados respetivamente em

Pontével, Vale da Pedra, Vale da Pinta e Lapa. Em termos de recursos humanos, chave essencial do sucesso da organização, o Agrupamento tem 61 docentes nos 2º e 3º ciclos, 19 docentes no 1º ciclo, 8 docentes no pré-escolar, 4 docentes na Educação Especial e 2 docentes nos Apoios Educativos, num total de 94 professores. Neste Agrupamento todo o pessoal não docente pertence aos quadros da Câmara Municipal do Cartaxo. Nos Jardins-de-infância trabalham 15 assistentes operacionais que além das funções de limpeza e higienização de espaços e materiais, apoiam as educadoras nas atividades letivas e acompanham as crianças nas atividades de apoio à família (serviço de almoço e prolonga-

mento de horário). Já nas oito escolas do 1º ciclo trabalham 11 assistentes operacionais, enquanto que na escola sede exercem funções 19 assistentes operacionais. No respeitante aos assistentes técnicos, exercem funções neste Agrupamento 5 assistentes técnicos e 1 coordenador. O Agrupamento de Escolas D. Sancho I de Pontével tem um total de 919 alunos inscritos no atual ano letivo, 2011-2012. Na educação pré-escolar há 173 crianças. Ao nível do 1º ciclo há 318 alunos. E no 2º e 3º ciclos encontram-se matriculados 428 alunos, dos quais 102 no quinto ano, 86 no sexto ano, 72 no sétimo ano, 81 no oitavo ano, 69 no nono ano e 36 no CEF, correspondendo a um total de 170 alunos no 2º ciclo e 258 alunos no 3º ciclo.

A Escola sede do Agrupamento D. Sancho I 15 anos Em 1997, dando expres-

são às aspirações da população da freguesia de Pontével, foi erguido o edifício da Escola dos 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico, em terreno adquirido pela autarquia, num local denominado Sítio do Viso, na saída da vila em direção ao cruzamento do Atravessado. Por deliberação camarária, a Escola destinava-se a absorver a população escolar proveniente da própria freguesia onde estava instalada, bem como a acolher os alunos de quatro freguesias limítrofes: Vale da Pinta, Ereira, Lapa e Vale da Pedra. O arranque da nova escola dá-se nesse ano letivo de 1997/1998, com o quinto, sexto e sétimo anos de escolaridade. 22 O Ribatejo 12 abril 2012

No ano letivo seguinte, de 1999/2000, em que se processa a saída do primeiro grupo de alunos do nono ano, iniciam-se os preparativos para a constituição de um Agrupamento de escolas, de acordo com a legislação sobre a reestruturação da rede escolar. E é então adotada a designação de Agrupamento D. Sancho I, inspirada na figura do Rei Povoador, donatário do primeiro foral concedido à vila, em Dezembro de 1194. A Escola dos 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico de Pontével passa a ser a sede de um Agrupamento composto por quatro Jardins de Infância, oito escolas de 1º ciclo e uma escola de 2º e 3º ciclos.

Foral de Pontével data de 1194 saúde D. Sancho I foi quem concedeu o primeiro foral à vila de Pontével, em dezembro de 1194, e daí a razão da escolha do nome deste rei para nome deste Agrupamento de escolas. A foto é um pormenor do monumento a D. Sancho I erguido em Sesimbra, da autoria do escultor Moisés Preto Paulo.

Dia do Agrupamento é comemorado lll O Agrupamento de Esco-

las D. Sancho I de Pontével vai estar em festa esta quinta-feira, dia 12 de Abril. Um programa recheado, que começa às 9h.15m da manhã e se prolonga até às 17 horas. Durante a manhã tem lugar a DanceLândia, dança com livros para as

crianças do pré-escolar, e ainda jogos tradicionais, desporto e rapele para os mais crescidos ao longo do dia. Haverá também concursos de língua portuguesa, peddy-paper e karaoke; duas peças de teatro representadas por alunos; exposições, tais como mostra de minerais,


01

01 Grupo de alunos que participou numa prova de orientação. A escola sede do Agrupamento tem sete equipas em desporto escolar, nas modalidade de basquetebol, voleibol, futebol e orientação.

02 Trabalho escolar produzido no âmbito do projeto Ecoescolas, coordenado pela professora Dora Parreira, que faz ainda a recolha de cartão e material eletrónico para reciclagem.

03 Carlos Raimundo é o diretor do Agrupamento de Escolas D Sancho I de Pontével, tendo como subdiretor o professor Augusto Parreira.

03

02

N.os

13

escolas é o número total de estabelecimentos do Agrupamento de Pontével, sendo 4 pré-escolar, 8 do 1º ciclo e 1 do 2º e 3º ciclo.

919

alunos é o número total de crianças/ alunos inscritos no atual ano letivo.

a 12 de abril brinquedos antigos, reutilizar com arte, ou ainda uma geografia dos sabores com vendas de doces; mas também haverá vários ateliês a funcionar ao longo do dia, de informática, laboratório aberto, matémática e até a oportunidade para conversar com um escritor.

94

professores é o número total de docentes no conjunto dos 13 estabelecimentos de ensino do Agrupamento de Pontével, sendo que destes 61 lecionam no edifício sede.

Resenha histórica e razão da escolha do nome de D. Sancho I para patrono do Agrupamento história A importância da parcela de território do Município do Cartaxo que compreende as freguesias que compõem o Agrupamento D. Sancho I é bastante antiga. Pontével é, desde remotas idades, apontada como ponto de passagem de importantes vias de comunicação e como sítio estratégico privilegiado, relativamente a núcleos ancestrais de ocupação humana, entre os quais se podem apontar, por exemplo, os casos paradigmáticos de Vila Nova de São Pedro e Santarém. Após a tomada desta última cidade aos Mouros, em Outubro de 1147 e em reconhecimento do apoio prestado pelos Cruzados na conquista da linha do Tejo, a Igreja de S. João do Alporão é instituída como cabeça de comenda e atribuída aos freires da Ordem do Hospital. Pontével, bem como os lugares de Ereira e Lapa, são nessa altura integrados na dita comenda por ordem de D. Afonso Henriques. Cabe ao

seu sucessor, D. Sancho I, em Dezembro de 1194, a concessão do primeiro foral aos habitantes de Pontével, confirmado depois, num primeiro momento, ainda em vida do Rei Povoador e, posteriormente, no reinado de D. Afonso II. O texto do documento atesta a importância económica da povoação produtora de cereal, vinho, linho e azeite, entre outros bens agrícolas. No decurso dos séculos, encontram-se registos de factos dignos de realce associados às localidades que integram o Agrupamento, como são os casos de Pontével, Vale da Pinta e Ereira. Constituem exemplos desses factos, entre outros, a movimentação militar na época da Reconquista Cristã, a fundação de uma albergaria, um hospital e um mosteiro, a construção de infraestruturas viárias e a passagem ou encontro de personalidades notáveis. As memórias locais fixam imagens relacionadas com a Rainha Isabel de Aragão e os irmãos Pedro e Nuno Álvares Pereira,

respetivamente, Prior do Crato e Condestável de Portugal. Em Pontével, entre os séculos XVI e XVIII nasceram e residiram famílias e pessoas ilustres, como os clérigos Mateus Peixoto Barreto, António Botto Pimentel e Frei Manuel da Encarnação ou os condes Nuno da Cunha e Ataíde e Elvira Maria de Vilhena. Entre os séculos XIX e XX, figuras como Marcelino Mesquita, Mayer Garção, Luís Teixeira de Sampaio e Ramada Curto por aqui fizeram também residência ou local de visita assídua. Mais recentemente, outras personalidades têm avultado em diversos domínios, nos quais se incluem a cultura, a política, o desporto, a arte e o artesanato. As freguesias de Pontével, Vale da Pinta e Ereira são as mais antigas. Em 1921 foi criada a freguesia da Lapa, por desanexação da Ereira e, mais recentemente, em 1988, foi constituída a freguesia de Vale da Pedra, até aí integrada na circunscrição de Pontével. 12 abril 2012 O Ribatejo 23


Concurso Ambiental poupar e reciclar

Alunos das escolas no desfile histórico dos 700 anos do foral do Cartaxo, atribuído por D. Dinis em 1312. E para maio está já agendada a Feira Medieval.

Agrupamento de Escolas Marcelino Mesquita do Cartaxo Também o Agrupamento de Escolas Marcelino Mesquita do Cartaxo aderiu ao concurso ambiental lançado pelo nosso jornal, aberto aos cerca de 1300 alunos desta comunidade escolar. O Agrupamento de Escolas Marcelino Mesquita integra três freguesias do Cartaxo e é constituído por oitos estabelecimentos de ensino: um Jardimde-Infância, uma Escola Básica do 1º Ciclo com Jardim-de-Infância, cinco Escolas Básicas do 1º Ciclo e pela Escola Básica do 2º e 3º Ciclos José Tagarro, 24 O Ribatejo 12 abril 2012

também sede do Agrupamento, com uma frequência total de cerca de 1300 alunos. Há duas turmas de ensino pré-escolar em Vila Chã de Ourique e uma outra em Valada. O 1º ciclo tem a funcionar 32 turmas em seis escolas, e a escola sede do agrupamento tem 23 turmas, sendo 17 de 2º

ciclo e 6 turmas do 3º ciclo. Em termos de oferta curricular, o Agrupamento de escolas tem ainda duas unidades de educação especial, uma para autistas, inaugurada a 3 de janeiro na Escola Básica nº1 do Cartaxo, e uma unidade para multideficiência, na escola sede, José Tagarro.

A sede do Agrupamento tem ainda a única escola do concelho com duas turmas de PIEF, destinadas a acolher a alunos que não concluíram a sua escolaridade obrigatório. Estas turmas acolhem também alunos de concelhos limítrofes. O corpo docente do Agrupamento tem um total de 125 professores, sendo que sete destes docentes estão com funções de gestão, onze na educação especial e três em funções técnicas. O pessoal não docente é constituído por 39 funcionários, oito dos quais assistentes técnicos nos serviços administrativos da escola sede José Tagarro. “O cumprimento do plano anual de atividades é vital para a concretização do sucesso educativo. No ano passado fizemos 195 atividades das 198 que estavam previstas”, diz Jorge Tavares, diretor do Agrupamento de Escolas Marcelino Mesquita, que tem ainda como subdiretor José Manuel Rodrigues e como adjuntos os professores Virgínia Teófilo, Rita

Rodrigues e Mário Gonçalves. “O sucesso escolar é importante e é esse indicador que nos dá o aval perante a sociedade. Queremos ter resultados acima da média nacional”, afirma ainda o diretor do Agrupamento. Este ano, este plano está mais voltado para o exterior, “queremos colocar muitas atividades junto da comunidade, como foram os casos do desfile histórico dos 700 anos do Foral do Cartaxo”. Em termos de atividades, destaque ainda para o presépio feito pelos alunos e que esteve exposto na cidade e para uma outra atividade de recolha de sangue e de medula óssea. Também as dificuldades colocas pela crise de austeridade às família dos alunos tem mobilizado as escolas para apoio aos mais carenciados. “Já fizemos dois mercados solidários de Natal, com o objetivo de angariar fundos para oferecermos cabazes de alimentos essenciais às famílias dos alunos mais carenciados da escola”,


As oito escolas do Agrupamento do Cartaxo

. Jardim-de-Infância de Vila Chã de Ourique

. Escola Básica do 1º Ciclo

com Jardim-de-Infância de Valada

. Escola Básica do 1º

Ciclo n.º 1 de Vila Chã de Ourique

. Escola Básica do 1º Ciclo n.º 2 de Vila Chã de Ourique

. Escola Básica do 1º Ciclo n.º 1 do Cartaxo

. Escola Básica do 1º Ciclo n.º 2 do Cartaxo

. Escola Básica do 1º Ciclo n.º 3 do Cartaxo

. Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos José Tagarro

N.os

assim a campanha de recolha de papel e cartão, cuja venda reverte depois para a compra de alimentos, acrescenta o diretor Jorge Tavares, que nos informa ainda que duplicou o número de alunos a quem a escola fornece almoços e lanches. E a concluir, um pouco de história, a propósito do patrono da escola sede do agrupamento, José Tagarro. Foi pintor célebre do princípio do século passado (1902 – 19319), conviveu com Columbano e Carlos Reis e foi colaborado da “Seara Nova” onde ilustrou textos de Pascoaes, Raul Brandão e António Sérgio, entre outros vultos da literatura. Morreu cedo, aos 29 anos, no auge da sua criatividade, nomeadamente de retratista. No conjunto de retratos que desenhou por ocasião do quarto aniversário da revista Seara Nova, fixou alguns elementos do grupo António Sérgio, Jaime Cortesão, Sarmento Pimentel, Raul Brandão. Outros retratos dignos de referência são os de Antero, Eça, Afonso Lopes Vieira e Aquilino.

1278

alunos, é o número total de inscritos no atual ano letivo, sendo que mais de 500 frequentam a Escola José Tagarro, sede do respetivo Agrupamento.

125

professores, é o número total de docentes nos oito estabelecimentos de ensino do Agrupamento, entre professores com turma atribuída, ensino especial e funções de gestão ou técnicas.

39

funcionários, constituem o pessoal não docente, dos quais oito são assistentes técnicos nos serviços administrativos da escola sede José Tagarro.

Jorge Manuel Tavares, diretor do Agrupamento Marcelino Mesquita do Cartaxo

Resenha histórica da constituição do Agrupamento Este Agrupamento do Cartaxo foi distinguido em 2008 com a medalha de mérito municipal. oito anos O Agrupamento de Escolas Marcelino Mesquita comemora este ano oito anos de existênca. Foi a partir do ano 2000 que os jardins-de-infância de Valada e de Vila Chã de Ourique, as Escolas Básicas do 1º Ciclo do Cartaxo (nº1, nº2 e nº3), de Valada e de Vila Chã de Ourique (nº1 e nº2) e a Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos José Tagarro manifestaram disponibilidade para a constituição do Agrupamento Vertical, ao abrigo do Decreto-Lei 115-A/98, assim que estivessem reunidas

as condições que consideravam mínimas para o seu mais eficaz funcionamento. A dotação da Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos José Tagarro com mais salas de aula, com Centro de Recursos e com Pavilhão Gimnodesportivo era uma das principais condições apontadas. Por Despacho do Secretário de Estado da Administração Educativa, datado de 8 de Julho de 2003, acabou por ser imposta a constituição do Agrupamento, apesar de não ter existido qualquer alteração às condições da Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos José Tagarro. Assim, os presidentes dos Conselhos Executivos, o subdelegado Escolar e os diretores de Escola e de Jardins-de-Infância dos estabelecimentos envol-

vidos elaboraram a proposta do Agrupamento Marcelino Mesquita, a qual viria a ser homologada em 12 de Março de 2004, por Despacho da Diretora Regional de Educação. Por ocasião do 193º aniversário de elevação do Cartaxo a concelho, a Câmara Municipal do Cartaxo, no dia 10 de Dezembro de 2008, atribuiu ao Agrupamento Marcelino Mesquita a medalha de Mérito Municipal. O Agrupamento tem inscritos atualmente perto de 1300 alunos nos vários graus de ensino, um total de 125 professores, dos quias 105 com turma atribuída, e 39 funcionários não docentes, 29 dos quais na escola sede e os restantes nos outros estabelecimentos de ensino.

Marcelino Mesquita é o patrono do Agrupamento 1856–1919 Escritor, dramaturgo

e médico natural do Cartaxo, Marcelino Mesquita gozou de prestígio considerável em finais do século XIX, tendo alcançado o apogeu já perto do final da sua vida ao integrar a embaixada de intelectuais enviada por Portugal ao Brasil em 1918. Coube-lhe também um papel de destaque no ressurgimento teatral que ocorreu nos finais do século XIX. Fez os seus estudos liceais em Santarém e Lisboa, e formouse em Medicina pela Universidade de Lisboa. A sua obra

dramática, extensa mas desigual em qualidade, situa-se, a nível estético, algures entre a fase final do naturalismo e o período neo-romântico. Marcelino Mesquita cultivou sobretudo o drama histórico, de acordo com o gosto da época, inspirando-se em figuras nacionais e clássicas caracterizadas pela violência passional e por uma existência trágica. É o caso das peças Leonor Teles, O Regente (1897), uma das suas melhores obras, O Sonho da Índia (1898), ou ainda Pedro, o Cruel (1915). 12 abril 2012 O Ribatejo 25


Concurso Ambiental poupar e reciclar 01

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01 Momento da entrega dos prémios do Concurso de Desenho Infantil promovido pela Cartagua junto das escolas do concelho com o tema ligado à gua e à sua preservação.

02 Aspeto das obras de remodelação da ETAR do Cartaxo. 03 Miguel Henriques, administrador da Cartagua, com os diretores dos agrupamentos de escolhas do concelho

Cartagua aposta na promoção do consumo racional da água

Iniciativas Concurso de Desenho Infantil foi uma das ações da empresa que envolveu crianças de todas as escolas do concelho 26 O Ribatejo 12 abril 2012

04 Um dos 200 desenhos que estiveram a concurso. Foram muitos e repletos de criatividade, os desenhos apresentados pelas crianças das escolas do 1º ciclo do concelho.

“A água, o luxo mais transparente. Dá-lhe cor!” foi o lema do 1.º Concurso de Desenho Infantil promovido pela empresa Cartágua – Águas do Cartaxo em parceria com a Câmara Municipal do Cartaxo e com todas escolas do 1.º ciclo do concelho. Participaram nesta iniciativa mais de duas centenas de trabalhos. Esta é uma das ações de sensibilização que a empresa tem realizado desde que está presente no Cartaxo. A preservação do ambiente e dos recursos naturais é, aliás, uma das estratégias centrais desta empresa que, juntamente com as faturas enviadas aos seus utentes, tem enviado informação e realizado diversas campanhas de sensibilização. A Cartagua realiza também, com regularidade, junto das escolas diversas iniciativas para chamar a atenção do bem essencial que é a água. O concurso de desenho infantil é um exemplo desta sensibilização. A Cartagua tem também realizado vários investimentos na modernização do sistema de abastecimento. Esta modernização incidiu preferencialmente, na melhoria dos sistemas de captação, armazenamento e distribuição de água. Foram introduzidos sistemas de bombagem e de telegestão que permitiram o aumento do

rendimento da rede de água, conseguindo assim reduzir o número de metro cúbicos captados das reservas aquíferas existentes no concelho. O rendimento da rede de distribuição em outubro de 2010 (data de inicio da Concessão) era de 56%. O sistema de abastecimento de água desperdiçava 44% da água que era captada e introduzida na rede de distribuição. A Cartagua realizou investimentos na modernização deste sistema de destruição e na renovação das redes de distribuição mais antigas. Com o aumento do controlo sobre todo o sistema e com a diminuição das roturas, a Cartagua conseguiu atingir um rendimento de 72%. O nosso objetivo a curto/ médio prazo é o de atingir os 90% de rendimento e, para isso, iremos continuar com as obras de renovação das redes antigas e com a setorização de todo o sistema de distribuição de água.A taxa de cobertura de saneamento é atualmente de 68,56%, sendo objetivo da concessionária atingir os 95,48% de cobertura do sistema de abastecimento. A Cartagua prepara-se para iniciar a construção de quatro novas Estações de Tratamento (ETAR’s) e as respetivas redes de drenagem, que permitirão aumentar consideravelmente

a cobertura atual. O investimento previsto ronda os 6 milhões de euros. A Cartagua está também a investir forte na requalificação da ETAR do Cartaxo onde já realizou obras de 500 mil euros. Este equipamento encontra-se em fase de arranque, evitando assim que todos os efluentes provenientes da sede do concelho fossem descarregados diretamente no meio hídrico sem qualquer tratamento.

72% de aproveitamento do rendimento da rede de abastecimento de água. Esta é a percentagem atual conseguida graças aos investimentos da Cartagua. Anteriormente esse aproveitamento era de 56%.

500 mil euros estão a ser investidos na remodelação da ETAR do Cartaxo, um equipamento que está a sofrer obras para ficar dotado das mais recentes tecnologias na área.


12 abril 2012 O Ribatejo 27


Concurso Ambiental poupar e reciclar N.os

61.123

toneladas de resíduos foram recebidos pela Ecolezíria em 2011.

491

quilos de “lixo” por ano é quanto produz em média cada habitante dos concelhos servidos pela Ecolezíria;

2.796

Raul Figueiredo, administrador executivo da Ecolezíria, a empresa que tem aterro sanitário na Raposa

Ecolezíria Uma empresa a trabalhar para um ambiente mais limpo Reciclagem O lixo do Cartaxo está em boas mãos. A Ecolezíria é a empresa que trata da recolha e tratamento dos resíduos do concelho. poupar Reciclar também é poupar, uma atitude que faz cada vez mais sentido em tempos de crise. Em primeiro lugar, reciclar é poupar o ambiente da deposição em aterro de toneladas de resíduos que todos os dias produzimos em nossas casas e nas empresas e instituições. Mas reciclar também permite que as entidades públicas e as empresas responsáveis pela gestão dos resíduos possam poupar ao não necessitarem de investir tanto em aterros sanitários, infraestruturas que obrigam a elevados custos de construção e de manutenção. Além disso, reciclar permite poupar recursos naturais, pois cada vez que, por exemplo, uma folha de papel é reciclada está-se a contribuir para um menor abate de árvores. Na nossa região, em especial nos concelhos mais a sul do distrito, a Ecolezíria é a empresa

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intermunicipal que gere os resíduos sólidos urbanos, os nossos “lixos”. A empresa tem esta missão nos concelhos de Almeirim, Alpiarça, Benavente, Cartaxo, Coruche e Salvaterra de Magos. Ao aterro sanitário da Raposa, em Almeirim, chegam os “lixos” de 124.395 habitantes. Todas estas pessoas produziram no último ano mais de 61 mil toneladas de resíduos. É muito “lixo” para tratar e acondicionar de forma correta para que o ambiente não saia prejudicado. Este volume obriga a investimentos frequentes e sobretudo a uma aposta no reforço dos pontos de recolha seletiva de resíduos, isto é, nos pontos de reciclagem. Nos últimos tempos a Ecolezíria tem feito um esforço de concentrar investimentos na aquisição de mais ilhas ecológicas (ecopontos com resíduos depositados debaixo do chão), de pilhões, de placas identificadoras de eco-

pontos e de ecopontos de superfície. Nos próximos tempos, a empresa prevê ainda adquirir equipamento de lavagem de ecopontos e 2 camiões para a recolha seletiva de resíduos. Mas como sublinha o seu responsável, o administrador executivo, Raul Figueiredo, o esforço de reciclagem está sobretudo nas mãos dos cidadãos a quem cabe a tarefa de colocar os resíduos de forma separada no vidrão, no papelão e no embalão, sem esquecer o pilhão e oleão (onde podem ser depositados os óleos alimentares usados). electricidade No seu aterro na Raposa, a Ecolezíria construiu também uma central de biogás, isto é, um equipamento que permite aproveitar o biogás que é gerado pela decomposição dos lixos depositados em aterro. Com o passar dos anos, os lixos entram em decomposi-

ção e libertam um gás. Este gás pode ser usado para produzir eletricidade. É isso que faz a central de valorização energética do aterro da Raposa que está equipado com um motor de 1MW que aproveita o calor gerado pela queima do biogás para produzir energia elétrica que é depois disponibilizada na rede pública da EDP. reciclar Boa parte destes “lixos” podem ser transformados em novos produtos que todos nós usamos em nossa casa. Os papéis e cartões podem ser aproveitados para produzir novos papéis. Os resíduos metálicos podem ser recuperados para fundição e fabrico de novas peças. As embalagens de vidro são de novo “derretidas” e transformadas em matéria-prima para novas embalagens. Os plásticos podem ser recuperados, fundidos e moldados de novo.

toneladas de resíduos para reciclagem chegaram em 2011 à Ecolezíria; o número é sensivelmente idêntico ao registado em 2010.

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quilos de resíduos/ano por pessoa é quanto representa, em média, a reciclagem nesta zona; Benavente é o concelho que mais contribui com resíduos para reciclagem (574 ton.); Almeirim é o onde se produz mais resíduos per capita (545 kilos/ ano por habitante).

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ecopontos compõem a rede de recolha seletiva da Ecolezíria; a empresa duplicou número de ecopontos desde 2008 até 2011 tendo um rácio de aproximadamente 1 ecoponto por 270 pessoas.


Paulo Varanda “A educação é prioridade da Câmara com investimentos de 9 milhões de euros” Entrevista O presidente Paulo Varanda fala-nos das políticas de educação e ambiente da Câmara Municipal do Cartaxo. Como vê a campanha do jornal junto das escolas do concelho do Cartaxo?? Foi uma surpresa muito grata. Ver um órgão de comunicação social de patamar regional dar ênfase a estas temáticas do ambiente é sinal de que há uma vertente de envolvimento com a comunidade e com estes grandes assuntos que certamente terá resultados positivos no futuro. Considero que se trata de uma iniciativa muito positiva. É um passo que muito nos agradou. Acho que vai muito sucesso aqui no concelho do Cartaxo e tem pernas para andar na região. Penso que seria importante multiplicar esta campanha pelos concelhos vizinhos. É forma de chegarmos aos munícipes e que sendo genuína vai contribuir para uma vertente educativa transversal a todas as idades. É muito importantes estarmos todos alinhados nestas matérias que são da maior importância para todos, em especial o ambiente, para que o futuro seja melhor. Como carateriza a situação ambiental do concelho do Cartaxo? Temos de assumir que existem alguns problemas por resolver, mas são sobretudo problemas que exigem ação no sentido de educar. Quer ao nível da recolha de resíduos quer no tratamento da nossa ecologia, sentimos que na generalidade somos bastante preocupados, não obstante haver um conjunto de comportamentos desviados que prejudicam o ambiente. É aí que temos de atuar para evitar alguns fenómenos a que assistimos como por exemplo os despejos de resíduos no meio ambiente, fora das localizações adequadas. Estamos em contato com as autoridades

e temos a fiscalização muito atenta, mas a defesa do ambiente parte de cada um de nós. Admitindo que os nossos ecopontos já têm alguns anos e apresentam um aspeto um tanto desgastado, decidimos levar a cabo uma ação de valorização dos ecopontos. Convidámos artistas locais para virem decorar os locais de recolha de resíduos para reciclagem, de forma a darmos um novo visual aos ecopontos, vesti-los de forma artística, e assim levarmos as pessoas a sentirem-se não obrigadas mas sim seduzidas a fazerem a reciclagem dos lixos. Vamos também fazer a reestruturação de todo o sistema de recolha de resíduos sólidos, de forma a podermos fazer mais com menos gastos. A nível de saneamento temos uma cobertura de 80%, e pretendemos chegar próximos dos 90 a 95% até 2013, através de uma política de investimentos forte na construção de ETAR nas zonas sul e este do concelho. Vamos fazer a limpeza das margens do rio Tejo em Valada e apostamos numa atividade de valorização ambiental e promoção turística que é o Birdwatching (observação de aves). Quais são as prioridades da política de educação da Câmara? A educação é prioridade na política da Câmara. Prova disso são os investimentos de 9 milçhões de euros que estão em curso nesta área. O primeiro destes investimentos ficou concluído em dezembro de 2011 e veio em resposta a uma necessidade premente do Cartaxo e dos concelhos vizinhos. Trata-se da sala de resposta a alunos com perturbações no espetro do autismo, com necessidade de ensino especial, com perturbações

na área da comunicação e do comportamento. Foi um investimento de 150 mil euros, com o envolvimento do Agrupamento Marcelino Mesquita na candidatura em termos do Ministério da Educação, para o receio da sala, e já temos a sala a trabalhar com resultados muito bons. A este nível, o concelho consegue responder às necessidades nos próximos 15 a 20 anos. Temos em construção uma escola sede do agrupamento Marcelino Mesquita a Escola EB 2,3 José Tagarro, que custa 5,5 milhões de euros, dos quais 80% comparticipados pelo QREN e 20% da administração central. Pretendemos ter a escola pronta em setembro. Escola moderna com certificação energética e ambientalmente sustentável. Vai albergar cerca de 900 alunos, um investimento importantíssimo para o concelho, vai permitir reformular toda a rede escolar. Temos adjudicada uma nova escola do 1º ciclo e pré-escolar em Pontével, próxima da sede do agrupamento D. Sancho I. Estamos só a aguardar a abertura do concurso para candidatura a fundos europeus para financiamento deste investimento de 2,5 milhões de euros. A par destes considero também um investimento o facto de termos 109 funcionários colocados nas escolas, embora o contrato de execução da educação apenas prever 69 funcionários. É um peso forte para o município, mas permite dar resposta às necessidades especificas do concelho, e por isso estamos a negociar um equilíbrio de financiamento com o Ministério da Educação . Apesar das dificuldades temos feito também um esforço de apoio aos alunos e famílias, a nível dos transportes escolares e refeições, apoios sociais e bolsas de estudo.

“Queremos chegar a uma taxa de cobertura de saneamento de 95% do concelho em 2013.” 12 abril 2012 O Ribatejo 29


Concurso Ambiental poupar e reciclar

Regulamento do Concurso Primeiro – Objetivo O Jornal O Ribatejo, conjuntamente com os seus parceiros e colaboradores do projeto pedagógico “Poupar e Reciclar”, organiza o I Concurso Escolar de Trabalhos “Poupar e Reciclar” no concelho do Cartaxo, com a finalidade de fomentar o interesse dos jovens pelas questões ambientais, nomeadamente em conhecer o ciclo integral da água, as práticas de conservação no abastecimento doméstico e uso eficiente da água, assim como para a recolha dos resíduos sólidos domésticos, o seu tratamento e a importância da reciclagem. Segundo – Participantes a) Podem participar todos os estudantes inscritos no ano letivo 2011/2012, nos Jardins de Infância, 1º , 2º e 3º ciclo do Ensino Básico das escolas públicas do concelho do Cartaxo. b) Os trabalhos apresentados neste concurso escolar terão que ser realizados por grupos de alunos, coordenados por um professor. c) A cada grupo inscrito corresponderá um único trabalho, não havendo limite ao número de grupos que se podem formar em cada escola. d) Um mesmo professor pode dirigir diversos grupos de estudantes da escola ou escolas onde leciona. Publicidade

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Terceiro – Conteúdo dos trabalhos Os alunos deverão preparar trabalhos de temática ambiental sobre a problemática geral da água e a necessidade da sua preservação, poupança e uso eficiente, assim como deverão abordar a questão dos resíduos sólidos e da importância da sua reciclagem. Os trabalhos escolares sobre o tema proposto, poderão ser apresentados em múltiplos formatos, nomeadamente, desenhos, textos, fotografias e filmes.

Quinto – Composição do júri e resultado do concurso a) A decisão do concurso competirá a um júri composto por cinco elementos a designar pelo Jornal O Ribatejo, patrocinadores (Cartagua e Ecolezíria) e Agrupamentos de Escolas. b) A decisão do júri será divulgada até ao dia 01 de Junho de 2012, em cerimónia pública, e o seu veredicto será definitivo não havendo direito a reclamações ou recurso.

- Etc..

Sexto – Publicação dos trabalhos a) O jornal O Ribatejo, assim como os parceiros do projeto “Poupar e Reciclar no concelho do Cartaxo”, poderão publicar os melhores trabalhos e as eventuais menções honrosas concedidas, numa edição específica que poderá ser enviada a todas as escolas do concelho do cartaxo, bem como aos respetivos autores. b) Os trabalhos apresentados a concurso poderão ser publicados no site do Jornal O Ribatejo, assim como nas páginas dos parceiros.

Quarto – Prazo e local da apresentação a) O prazo para admissão dos trabalhos terminará no dia 23 de Maio de 2012, inclusive. b) Os trabalhos serão entregues nas sedes dos respetivos Agrupamentos.

Sétimo – Prémios a) Todos os participantes neste concurso estão habilitados a prémios, de natureza didática e pedagógica, nomeadamente material escolar e desportivo, a sortear entre os vários grupos de trabalho.

A título de exemplo, em seguida são indicados alguns temas possíveis: - Escassez da água e problemas associados; - Abastecimento de água e custos ambientais associados; - O que pode cada um de nos fazer para melhorar a gestão da água?; - Recolha de Resíduos Sólidos e o seu tratamento; - A importância da reciclagem;

b) Haverá ainda um total de dez primeiros prémios, um para cada um dos respetivos anos letivos. Considerações finais a) Cabe ao júri o esclarecimento de qualquer questão ou possível interpretação do presente regulamento e que venham a surgir no decurso do concurso e do processo de avaliação dos trabalhos. b) O presente regulamento, bem como a informação adicional, poderá ser consultado na edição do Jornal O Ribatejo de dia 12 de Abril, ou no site do Jornal O Ribatejo (www.oribatejo.pt), a partir dessa data. c) Contactos disponíveis para mais esclarecimentos sobre o concurso: E-mail: concursopouparereciclar@oribatejo.pt Telefone: 243 309 602


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Especial Poupar e Reciclar O Ribatejo