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“Imagens são superfícies que pretendem representar algo.” Vilém Flusser


Apresentamos aqui um vídeo, no que concerne seu suporte, pois a linguagem busca evidenciar limites mais fluidos no que diz respeito entre semelhanças e diferenças de linguagem fotográfica, de vídeo-arte ou cinema. Temos a alegoria de um personagem que interage com seu espaço de vivência e sua interação é uma alegoria do seu viver, do seu fazer artístico, de produzir representação, imbricado com o viver artístico, apenas se relacionando com a representação de mundo que a imagem possibilita.

“já não consumimos coisas, mas somente signos”. A partir desta afirmação de Baudrilard temos o ponto de partida de “Chippendale”, o emaranhado de signos que é apresentado, a vivência e a confluência entre o personagem, suas ações e sua própria relação com os objetos em cena. O próprio nome que advém do sobrenome de um designer que concebeu um estilo de mobiliário tão popular no século XIX e início do século XX, época essa da crise da representação, das novas percepções de mundo, a gênese da problemática pós-moderna. A entropia do objeto com o homem, do homem como objeto, os objetos, as coisas como diz Baudrillard são sim os signos consumidos pelo personagem, não há descompasso entre signo e objeto, pelo contrario, há um dilatamento de seus significados, onde os objetos, e até mesmo o personagem, são como alegorias, cheios de significantes, seria como plasmar imageticamente o que para Peirce seria uma relação triática onde a relação entre o signo e o objeto só terá sentido se ela provocar um terceiro, o interpretante, as interdependências entre o primeiro o segundo e o terceiro em ebulição torna visual as ações cotidianas propostas pelo personagem e os objetos.


A obra é uma vídeo instalação composta por um televisor (sugerimos uma televisão de 40” Full HD) sistema de som e uma cadeira antiga. A televisão fica sobre um cubo branco, que serve para acomodar o sistema de som composto por duas caixas de som e um subwoofer. A cadeira fica a dois metros de distância da televisão. Sugerimos a reprodução através de Pendrive ou disco de BlueRay, pois assegura a melhor qualidade de imagem e som. A montagem do vídeo instalação tem este formato justamente para instigar o interlocutor a participar da obra de forma solitária, como quem assiste a um filme sentado na cadeira, evocando dessa forma uma sensação de passividade, como um telespectador, se vê como participante ativo e complemento da poética do vídeo, se tornando assim parte integrante da obra, sendo importante diferencial para os demais interlocutores da obra.


O Cêsbixo Coletivo existe desde 2011, formado por artistas visuais que atuam tanto em salões e projetos de arte como em projetos comerciais de fotografia, vídeo e design, tendo como integrantes Carol Lisboa, com formação em design e artes visuais, Pedro Rodrigues, que atua na área de fotografia comercial, tem formação na área de artes visuais e vídeo, Marise Maués, faz parte a Foto Ativa e tem formação na área de geografia e artes visuais e Bruno Leite, que atua na área de design e tem formação na área de artes visuais. Todos os integrantes vêm participando de vários salões como últimos dois anos como o Salão SESC Universitário, Salão CCBEU de Primeiros Passos, Salão da Marinha e Mostra do Curso de Artes Visuais e Tecnologia da Imagem, tendo ainda ganhado prêmios nos salões do CCBEU e do SESC no ano de 2011. O coletivo participou também de projetos de exposições em Mosqueiro e na Unama. O coletivo tem como objetivo integrar áreas de interesse em busca de um produto final visual,

de

melhor

dialogando

qualidade com

que

vários

converse

suportes,

com

seja

no

múltiplas

formas

de

linguagem

âmbito

artístico

ou

comercial.


D V D

BluRay

P e n

D i s c

Drive

Pode ser reproduzido em

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Pode

em um tocador de DVD

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Dociê 02