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Capa: Foto: Duostúdio (Guaxupé) Cabelo e Make up: Centro de Beleza Noivas & Cia By Amanda Vestido: Noivas & Cia (Guaxupé) Modelo: Helen Ribeiro Borges

Carta ao leitor: Seis meses depois, aqui estamos nós, orgulhosos com a nossa terceira edição. Tudo começou em dezembro do ano passado e de mansinho, a revista pontoall foi conquistando seu espaço entre as principais publicações da região. Nosso esforço cresce a cada edição. E, finalmente, agora, podemos dizer a que viemos. Viemos para informar, entreter, descobrir e inovar. A cada edição, a Revista PontoAll conquista mais seu espaço, graças ao trabalho apurado de toda uma equipe e de colaboradores que, com um olhar diferenciado sobre temas variados, buscam mexer com a vida daqueles que querem acontecer e chegar lá! Também nossos anunciantes estão obtendo excelentes resultados

Ficha técnica:

Diretor Comercial: Pedro de Paula Paone

Editora Chefe: Eliana Salles - MTB: 20.128 Reportagens: Fernando de Syllos (FS) Textos Casar 2011 e Editorial de madrinha: Márcio Barbosa Criação: Fabiano Rossi

com a perspectiva de novos negócios. Nesta terceira edição, a PontoAll Noivas está cheia de novidades. A nossa equipe visitou a feira casar, no prédio da Daslu, trazendo as últimas tendências para quem vai casar, além de trazer um guia completo com os melhores profissionais da área. Na PontoAll Magazine a novidade está nos cadernos “Colher de pau”, “Saúde” e “All casa” que, nesta terceira edição, vieram para enriquecer mais o nosso veículo. E com certeza, não vamos parar por aqui; continuaremos com nosso trabalho sério e diferenciado.

Revista PontoAll

Arte final e diagramação: Rafael Polississo Colaboradores: Luciano Alves (fotos) Ana Paula Pereira Agradecimento (Editorial de Madrinha): Amanda Paiva Renata Oliveira Rafael Caixeta Fotos: Studio Volpy Cabelo: Loira Estética e Beleza by Gustavo Agostinelli Make up: Lídia Chiconello by Prestige Cosmetics Produção de Moda: Márcio Barbosa Revista PontoALL Av. Independência, 306 conj. C - Centro São José do Rio Pardo - SP (19) 3681.6567 revistapontoall@revistapontoall.com.br Elogios, críticas e sugerstões revistapontoall@revistapontoall.com.br

17 Casar 2011 20 Madrinhas 32 Casamento Real

47 Entrevista Dra. Daniela Tozini 57 Saúde: Dr. Paulo Gaudencio 66 Colher de Pau: Walter Araújo 86 All Casa: São João Decor 2011

Correção: Na segunda edição, na matéria “Evolução no Diabetes: A Clínica Escola” sobre a definição de carboidratos, pois não são produzidos pelo pâncreas. Eles são abundantes na natureza, e nós os captamos através dos alimentos (cerca de 50% a 60% do consumo alimentar deve ser de fontes de carboidratos).

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Quero anunciar: revistapontoall@revistapontoall.com.br rossisalles@terra.com.br (19) 9148.0092 (Pedro) (19) 3681.6567 “Revista PontoAll não tem responsabilidade pelos conceitos emitidos nos artigos assinados e informes publicitários”.

Distribuição:

Você encontra a Revista PontoALL nos anunciantes, no cartório de registro civil da sua cidade, em bancas de jornais e nas ACI e ACE. A Revista PontoALL poderá ser enviada também pelo correio pagando apenas o valor da postagem.


Vantagens de se fazer a lista de presentes de casamento. Fazer

uma lista de presentes de casamento é uma ótima opção nos dias de hoje, tanto para os noivos, quanto para os convidados que não perderão tempo na hora de escolher e comprar. Sendo assim, Carlota Presentes traz algumas dicas para vocês que estão pensando em casar ou que estão na dúvida de fazer ou não fazer a lista de presentes. Uma das vantagens, é que os noivos não receberão presentes que não precisam e também presentes repetidos, evitando assim, a tão desagradável troca. Outra dica importante é: fazer uma lista diversificada com vá-

rias opções de preços para que os convidados possam escolher o presente a ser dado de acordo com suas possibilidades. E pensando na falta de tempo e na praticidade, a Carlota Presentes desenvolveu em seu site, a lista virtual de presentes, em que os próprios noivos poderão desenvolver suas próprias listas de presentes, sem sair de casa. O site possui uma infinidade de presentes, utilidades domésticas, enxoval completo e muito mais, para que os noivos tenham a possibilidade de criar uma lista bem diversificada e com presentes para todos os gostos e bolsos. Não deixem de acessar e aproveitar essa maravilha!!!

www.lojadacarlota.com.br


Equipe da Revista PontoALL com a cerimonialista e idealizadora da Casar, Vera Simão.

Um dos mais renomados e aguardados eventos, na área de casamentos foi a CASAR 2011: um encontro dos melhores serviços e produtos para casamentos e eventos, que aconteceu no Terraço Daslu, em sua 10ª edição, sob a organização de Vera Simão. O evento é organizado com toda sofisticação presente nesse mercado, reunindo os melhores expositores, encontrando-se de forma impécavel, organizada e decorada, vários parceiros. A revista PONTO ALL NOIVAS marcou presença e conferiu de perto as tendências, o luxo, a criatividade e por fim, o que existe de mais moderno e sofisticado para realizar o grande sonho de nossos leitores, que é organizar o seu casamento de maneira única e inesquecível. Para muitas pessoas, casar ainda é um objetivo de vida e, muitas vezes, a parte mais importante dela. Os nomes mais conceituados do país, como Conceição Bem Casados, Black Tie, Del Chiaro Coral e Orquestra, Ricardo Almeida, Vinícola Salton, Ate-

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lier Liza Baroudi, Bar e Barman, Versatti Film e Photo Design entre outros, marcaram presença, e entre as novidades deste ano, uma mostra de tecnologia, em 3D, em álbuns de fotografias, ou o modernismo do I-Pad acoplado no álbum de casamento. Para as noivas, lindos e chiquérrimos modelos em renda, com cortes perfeitos, como da estilista Liza Baroudi e para os noivos, a linha elegante da Back Tie.Tudo que um casamento precisa,opções de serviços e produtos, inúmeras opções de docinhos, lembranças, hospedagens, pacotes e destinos para a perfeita Lua de Mel, serviços de Buffet, decoração e as novidades em bebidas (com degustação de bebidas, aperitivos e drinks!) Além dos espaços, durante o evento, aconteceram vários desfiles, com modelos usando os mais maravilhosos vestidos e ternos, além de muita gente bonita, alegre e elegante, circulando pelos espaços do Terraço Daslu. Por

Márcio Barbosa


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EDITORIAL MADRINHA

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6. Serviços Hoje, existe um grande número de profissionais e serviços para a realização de seu evento; entre eles: - Fotografia e Filmagem/ Cerimonial/ Decoração/Convite. - Coral /Vestido da noiva e Traje do noivo/ Cabelo e Maquiagem - Aluguel de carro /Buffet/DJ e Banda/ 3. Após esse primeiro momento de Seguranças/iluminação. empolgação, é bom começar a correr atrás - Bolos, doces, noivinhos, lembrancidos profissionais que vão trabalhar no seu nhas/ reserva noite de núpcias. evento. Nessa hora, é bom contar com um É detalhe para resolver que não acaba assessor/consultor de casamentos, que po- mais! nestas escolhas é sempre importanderá ajudar, desde a seleção de profissio- te a opinião de ambos, assim as decisões nais até o dia de seu casamento, na parte ficam mais fáceis e a união do casal vai se cerimonial. fortalecendo. Lembre-se de um pequeno detalhe

Preparando seu casamento sem sustos:

A

decisão do casal em formalizar sua união através de uma cerimônia religiosa e/ou civil traz consigo, sonhos, expectativas, planejamento e decisões que devem der tomadas; é o momento de o casal unir forças e começar a dividir as responsabilidades que vêm com a vida a dois. O primeiro passo é contar para as famílias e amigos mais próximos. Pode ter certeza: logo toda cidade estará sabendo! Brincadeiras à parte, vamos à parte prática: 1. A primeira decisão a ser tomada é escolher a data. 2. Lista de convidados - o mais legal é fazer uma lista geral com todo mundo de quem vocês se lembram. Neste momento, a ajuda de seus familiares mais próximos para lembrar o nome daquela tia distante, daquele amigo que mora longe (toda aquela enxurrada de nomes que vão aparecendo) é muito bem vinda. Quando você se da conta, não existe salão que caiba tudo isso de gente!

4. É hora de fazer a escolha dos padrinhos, damas e pajens.Também é o momento de fazer a lista definitiva de convidados, que deve se adequar a suas possibilidades e aos locais em que deseja realizar seu casamento. 5. Reservar o local da cerimônia religiosa e salão de festa.

que não foi dito até agora: o AMOR! Ele é o fator primordial em qualquer relação; sem ele, toda preparação, toda pompa e circunstância do casamento não têm valor. Toda essa preparação, todo cuidado com cada aspecto que envolve o casamento só terão significados se se basearem no amor, respeito e dedicação de um para com o outro.

Foto Líder


O Casamento

que o mundo assistiu!

From our British Correspondent tradução:

Ana Paula Pereira

E

stima-se que mais de dois bilhões de pessoas, ao redor do mundo, tenham assistido ao casamento de Príncipe William e Kate Middleton, no dia 29 de abril. Considerado por muitos como o evento do ano, realmente não há como negar que o casamento real trouxe uma certa esperança, um certo gosto de doçura, há muito não experimentados por nossas sociedades tão acostumadas a tanta maldade e violência transmitidas pela televisão. Na imensidão de pessoas que acompanharam o casamento em Londres, eram frequentes faixas com os dizeres: “O amor verdadeiro, realmente, existe”, ou , “Os sonhos podem se tornar realidade”. A verdade é que a noiva, Kate Middleton, atual Duquesa de Cambridge, encantou a imprensa britânica; ela é considerada uma mulher excepcional: centrada, mas não obcecada por sua aparência; respeitável, mas não subserviente; enfim, extremamente serena, mesmo quando estava sendo vista por bilhões de pessoas, no momento de seu casamento. Excepcional mesmo! Quem poderia imaginar que uma mulher teria tanta confiança em si mesma, a ponto de fazer sua própria maquiagem no dia de seu casamento, ainda mais no casamento com um dos príncipes da Grã-Bretanha? Kate não só imaginou isso como o fez: de um jeito discreto, sofisticado e clássico, a noiva deixou claro que tem gosto, e diga-se de passagem, muito bom gosto! Ela usou um gloss em tom pêssego que se manteve ao longo de toda cerimônia, e os olhos estiveram mais escurecidos que o normal, dando-lhes mais profundidade. As cores escolhidas pela atual futura duquesa lhe renderam a naturalidade e o frescor que se espera ver em uma noiva. A escolha do vestido também chamou atenção para o estilo da noiva: clara inspiração aos anos 50 (como não se lembrar do vestido de Grace Kelly em seu casamento com o príncipe Rainier de Mônaco, em 1956?), Kate optou por algo tradicional, mas extremamente clássico e elegante, feito pela casa MacQueen, conhecida, por sua vez, pelo tom dramático e fantástico com que desenha seus modelos. Além disso, segundo a imprensa britânica (que especulou até o último momento sobre o vestido), nem mesmo as bordadeiras, que deveriam parar seus trabalhos a cada três horas para lavarem suas mãos e trocarem de agulhas, sabiam de quem seria aquele rico vestido sobre o qual trabalhavam. O caso é que, tão logo Kate tenha aparecido em seu lindo vestido, estilistas do mundo todo começaram a copiá-lo; sabe-se que o estilo escolhido pela duquesa causou uma verdadeira revolução nas casas especializadas de noivas e nas próprias noivas na Inglaterra! E como toda noiva que se preze, Kate não fugiu à 32

tradição de usar algo que lhe tenha sido emprestado: usou, nada mais nada menos, que a tiara Cartier que a rainha Elizabeth II ganhou em seu 18° aniversário. Também usou dois brincos de diamante, em forma de gotas, presentes de seus pais. Assim, Kate emergiu, rosto coberto por véu, do Rolls Royce VI Phantom, acompanhada pelo pai e pela irmã e madrinha, Pipa, na abadia de Westminster (local com mais de 1000 anos de história e mais de 38 reis e rainhas coroados), naquela manhã de primavera – sem chuva – em Londres. Durante a cerimônia, músicas de John Sebastian Bach, Edward Elgar, Benjamim Britten e Willians puderam ser interpretadas por dois corais, uma fanfarra, e pela Orquestra de Câmara de Londres. Após a cerimônia, o buquê de Kate foi deixado sobre o túmulo do “Guerreiro Desconhecido” (localizado na própria abadia), em respeito à tradição iniciada, em 1923, pela Rainha Mãe, que na época fez o mesmo gesto, em homenagem a seu irmão que havia morrido em batalha.

A comemoração

Todo casamento real na Grã-Bretanha é comemorado pela maioria de sua população; tradicionalmente, ruas são fechadas, decoradas com a Union Jack (nome da bandeira do Reino Unido); enormes mesas são dispostas e o povo se reúne para festejar a real união, nesse dia de feriado nacional. Em todo Reino Unido, foram feitos mais de 5.500 pedidos para que se pudessem realizar essas tradicionais festas de ruas. As lojas populares da Inglaterra (com preços realmente tentadores até mesmo para o nosso pobre realzinho), como Tesco, Marks and Spencers, tiveram lucros enormes com o casamento real; elas afirmam terem aumentado suas vendas, principalmente, em champanhe, vinho e sobrecoxa de frango. A venda de salsichas também não ficou para trás, alcançando a marca de dois milhões de unidades vendidas! Por outro lado, no Palácio de Buckingham, o almoço


foi preparado por um time de 21 chefes; foram 650 convidados que consumiram 10 000 canapés. À noite, 300 pessoas, entre família e amigos chegados, foram convidados à recepção que ofereceu dois tipos de bolos: o tradicional bolo de frutas, e o menos tradicional, mas também muito apreciado, bolo de chocolate (foram usados mais de 17 quilos de chocolate), a pedido exclusivo de Príncipe William.

Os mais elegantes O casamento real também foi um desfile de celebridades. É claro que o foco foi a noiva, mas foi inevitável não atentar ao estilo dos convidados ao casamento real. Segundo a imprensa britânica, entre as mais bem vestidas do casamento estão a irmã de Kate, Pippa Middleton; a futura esposa do príncipe Albert de Mônaco, Charlene Wittstock, e a princesa Letizia da Espanha. A princesa da Suécia, Victoria, também entrou na lista, com seu vestido de mangas compridas, de cor pêssego. Muitos elogios também foram dados ao vestido azul esverdeado usado pela mãe de Kate. Mas, como estamos falando da “terra da tradição”, como poderíamos nos esquecer dos mais que tradicionais chapéus femininos ingleses? O casamento real foi um banquete e tanto para os apreciadores desse acessório, ainda pouco explorado nas nossas terras tupiniquins. Um desfile dos mais diversos modelos, cores formas e texturas abrilhantou a data. Entre os chapéus mais comentados, estão o de Victoria Beckham, grávida de sua quarta criança, que usou um modelo de Philip Treacy ; a princesa Letizia também chamou atenção com seu ar retrô, usando um chapéu de cor rosa antigo. Mas, caso à parte foi o ti-ti-ti que o chapéu usado pela princesa Be-

atrice provocou: a neta da rainha Elizabeth II usou um chapéu que mais se parecia com uma escultura colocada sobre sua cabeça; logo o chapéu se tornou piada nacional e acabou recebendo inúmeras montagens na internet, ora se transformando em assento de sanitário, ora em pretzel (uma espécie de pão tradicional alemão, em formato de nó), entre outras bizarras formas. Beatrice aproveitou-se da piada e, após o casamento, colocou o chapéu à venda no site E-Bay, conseguindo o lance de mais de 80 mil libras, ou o equivalente a 210 mil reais; o dinheiro da venda será destinado a entidades como Unicef e Children in Crisis (entidade britânica de ajuda a crianças carentes).


Qual instrumento escolher para sua cerimônia?

O

casamento é uma cerimônia familiar que continua emocionando todos os casais. E com certeza, a música é um elemento que ajuda a tornar o ambiente ainda mais bonito, é um dos pilares fundamentais em qualquer cerimônia religiosa. Tem o poder de ambientar e enaltecer os momentos mais importantes da vida, revertendo-os em comoventes memórias. A música ao vivo é uma opção com que não se correm riscos; pode ser ouvida durante a cerimônia, ou criar o som ambiente para receber os convidados. Com cinco anos de experiência, a Musicalle Orquestra tem desenvol-

vido a sua arte na área da música e animação para casamentos religiosos, criando empatia com o ambiente e convidados. Constituído por músicos de excelente nível técnico, este grupo, especializado em música para cerimônias de casamentos, oferece-lhe, a possibilidade de escolher o repertório de que mais gosta e que mais se harmoniza com os vários momentos do seu casamento. Nesta edição da Pontoall Noivas, preparamos a relação dos instrumentos mais utilizados nas cerimônias religiosas, com o intuito de esclarecer a importância destes:

Teclado ou Piano

Sem dúvida, é um instrumento fundamental para você incluir no seu pacote. O teclado, além de produzir qualquer som, é o substituto da orquestra, dando mais grandiosidade aos arranjos musicais. Muitas músicas soladas (sozinhas), quando feitas no teclado configurado no som de piano, criam um grande requinte sonoro em seu casamento; por isso, o termo “Teclado ou Piano”. Não se esqueça de que, outros instrumentos servem como acompanhantes, harmonizando e solando os temas musicais.

Percussão

Com certeza, ao contratar o músico percussionista, o seu pacote ganhara mais vida; o kit de percussão é formado por tambores, pratos, caixas, bombos,

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carrilhão, campanas ou sinos e muitos outros acessórios que a Musicalle dispõe. Esses instrumentos são aqueles que, ao serem tocados, causam aquele famoso “Arrepio”. Como sabemos, o casamento é único e especial, como kit percussão.

Trompetes e clarins

Violino

Em geral, é um dos instrumentos mais usados em casamentos, por ter este timbre correspondendo ao soprano da voz humana, tranquiliza todos os convidados. Ao longo dos séculos, nas orquestras, foi e continua sendo o instrumento de maior quantidade. Sua participação em casamentos pode ser solos, cortejo para florista ou pajens, junto com a orquestra. Colocar mais de um violino irá enriquecer muito a parte sonora de seu casamento, podendo até contratar toda a família das cordas como Viola, Violoncelo (Cello) e Contra Baixo.

Quando tocado, causa uma grande impressão, principalmente na clarinada (Toque de anúncio), e em seguida, na marcha nupcial, a música do famoso “Tan-Tan-Tan-Tan”. É chegada a hora, os clarins posicionados no altar, demonstram certo garbo; quanto maior for a quantidade de clarins, maior o impacto para este momento, pois requer força sonora para a entrada mais importante do Flauta casamento. Ao contratar clarins, o mesA flauta é um dos instrumentos mais mo músico executa o trompete: dois ins- antigos que se conhece, tendo sido semtrumentos em um só. pre muito utilizada, pela sua facilidade de construção e pelo som melodioso de Saxofone timbre doce e suave que produz. É partiEste instrumento, sem dúvida, é um cularmente usada em passagens rápidas dos mais requisitados, por ter um som e salteadas. Aliás, o virtuosismo na flauta melodioso inconfundível; seu timbre ave- se mostra também na agilidade. Diz-se ludado proporciona um conforto auditivo que é o instrumento mais ágil da orquesinesquecível. Os saxofones, apesar de tra. fazer em solos incríveis, colocados junto Em casamentos, ela faz desde corteà orquestra, são fundamentais para dar jos, até tocar com toda orquestra; contramais sonoridade aos arranjos musicais tar uma flauta, sem dúvida, irá lhe proporde sua preferência. cionar mais leveza nos arranjos de sua Umas das músicas marcantes sola- escolha. das pelo saxofone são as do compositor “Kenny G.”, mas é claro que existem muitas outras. Alex Matheus Bataglia (Arranjador Musicalle Orquestra)


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Daniela Tozini

Dúvidas e Certezas na Relação de Consumo

A advogada Dra. Daniela Tozini (*) teceu algumas considerações para PontoALL sobre a situação da pessoa jurídica como consumidora. A pergunta é “Somente ao consumidor individual, pessoa física, cabe buscar o Procon ou mesmo a Justiça, diante de uma compra mal sucedida?” Para Daniela, a questão envolvendo a pessoa jurídica qualificada como consumidora permanece suscitando controvérsia, o que a levou a tecer considerações a respeito. “Porém”, diz ela, “antes de adentrarmos especificamente ao tema, é preciso tecer algumas considerações a respeito do conceito de consumidor.” Ela nos informa que, no artigo 2°, caput, do Código de Defesa do Consumidor, está a definição do titular merecedor de uma proteção integral, denominado consumidor em sentido próprio, chamado pela doutrina de “consumidor padrão”, “standard” ou “stricto sensu”, assim definido: “Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final.” E explica: “Denotam-se, portanto, diversos elementos na definição de consumidor: elemento subjetivo (pessoa física ou jurídica); elemento objetivo (produto e serviço); elemento teleológico (destinação final); vínculo jurídico (aquisição ou utilização). Além disso, através de uma interpretação sistemática, acrescentam-se ao conceito elementos relacionais: um subjetivo (fornecedor) e outro posicional (vulnerabilidade).” Para ela, apesar de a transcrição do respectivo artigo parecer bastante clara, a expressão “destinatário final” é motivo de bastante divergência tanto na doutrina como na jurisprudência, e originou duas correntes interpretativas: os chamados maximalistas e os finalistas, disputam o conteúdo da expressão.

Maximalistas e Finalistas

“Para os maximalistas, destinatário final é o consumidor, pessoa física ou jurídica, que retira o produto do mercado ou utiliza o serviço, não importando se possui ou não finalidade comercial, lucrativa. Essa corrente defende que a expressão ‘consumidor’ deve ser entendida da maneira mais ampla possível, não se restringindo somente às relações consumeristas de menor complexidade (entre consumidor não-profissional e fornecedor), mas servindo de fundamento maior para o mercado de consumo em si.” “Os finalistas, por sua vez, defendem que somente o destinatário fático e econômico é merecedor de proteção, exigindo, para tanto, a retirada do produto ou serviço da cadeia de produção, seja para utilização pessoal, familiar ou privada, bem como seja o adquirente o destinatário final do bem, não adquiri-lo para revenda, não adquiri-lo para uso profissional, pois o bem seria novamente um instrumento de produção de novos benefícios econômicos (lucros); o bem estaria sendo transfor47

mado novamente, usado como instrumento de produção, cujo preço será incluído no preço final do profissional que o adquiriu”, explica a advogada.

Vulnerabilidade

Todavia, “cumpre consignar”, diz ela, “a existência de certo abrandamento na interpretação finalista, na medida em que se admite, excepcionalmente, desde que demonstrada, in concreto, a vulnerabilidade técnica, jurídica ou econômica, à aplicação das normas do Código de Defesa do Consumidor. Quer dizer, não se deixa de perquirir acerca do uso, profissional ou não, do bem ou serviço; apenas, como exceção e à vista da hipossuficiência concreta de determinado adquirente, não obstante seja um profissional, passa-se a considerá-lo consumidor.” A vulnerabilidade técnica existirá toda a vez que o consumidor não conhecer o funcionamento do produto, a sua forma de produção, de armazenamento, de comercialização, etc., ou seja, o consumidor, como regra, compra sem saber as dificuldades e os problemas que aquele produto ou serviço podem acarretar. Daniela Tozini: “A vulnerabilidade patrimonial significa que, também como regra, o fornecedor tem melhores condições econômicas do que o consumidor, podendo, por derradeiro, suportar as consequências de um produto ou serviço, defeituoso ou viciado, de forma muito mais adequada do que o consumidor. Já a vulnerabilidade jurídica denota que, quase sempre, o fornecedor tem estrutura jurídica própria ou condições econômicas para contratar escritórios especializados, enquanto o consumidor, muitas vezes, não sabe a quem recorrer quando é prejudicado.”


Desequilíbrio de forças Assim, só se justifica a aplicação da lei nº 8.078/90 (Código de Defesa do Consumidor), quando existe o desequilíbrio de forças, ou seja, “a sujeição inconteste de um às regras impostas pelo outro. Essa sujeição é a vulnerabilidade que, necessariamente, deve estar presente em toda e qualquer relação de consumo”, assegura Daniela. A advogada cita “o posicionamento de Cláudia Lima Marques e outros (em “Comentários ao Código de Defesa do Consumidor: art. 1º a 74: Aspectos Materiais, São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2003), em que fica dito que o que importa é verificar a existência ou não do desequilíbrio de forças entre os contratantes, já que o ‘...desequilíbrio fático de forças nas relações de consumo é a justificação para um tratamento desequilibrado e desigual dos co-contratantes, protegendo o direito daquele que está na posição mais fraca, o vulnerável, o que é desigual fática e juridicamente’.” “Pois bem”, esclarece Daniela Tozini, “como tudo em Direito, a aplicabilidade da Lei de Defesa do Consumidor sempre dependerá de uma análise do caso concreto e é uma tarefa espinhosa identificar o consumidor como pessoa jurídica, objetivo das nossas considerações. O que não se pode perder de vista é que a legislação de consumo surgiu para tentar restabelecer a isonomia, estabelecendo instrumentos de direito material e processual, que visam aparelhar o consumidor para que ele possa ter dignidade no mercado.” Para ela, “a efetiva proteção ao consumidor, encontra ressonância no princípio geral da vulnerabilidade que, em última análise, busca garantir o princípio da isonomia, dotando os mais fracos de instrumentos que lhes permitam entrar em litígio em condições de igualdade pelos seus direitos, seguindo a máxima de que a democracia nas relações de consumo significa tratar desigualmente os desiguais na exata medida de suas desigualdades, com o único fito de se atingir a tão almejada justiça social”.

Como e onde reclamar Muitas empresas já possuem o Serviço de Atendimento ao Consumidor - SAC, que atende às reclamações e procuram resolver o problema, sendo que o telefone do SAC poderá ser encontrado nas embalagens dos produtos. Daniela dá a dica: “Quando for reclamar conte, em detalhes, tudo o que aconteceu, para ajudar a resolver seu problema. Leve a Nota Fiscal, pedidos, Certificado de Garantia, Contrato, recibos e outros documentos que tiver. Depois de reclamar, guarde com você a prova de sua queixa: protocolo, código de reclamação, etc. Não se esqueça de anotar o nome e o cargo da pessoa que lhe atendeu. Guarde sempre a nota fiscal dos produtos que você comprou e os recibos dos valores que pagou em caso de prestação de serviços. Só com esses documentos você pode reclamar.” 48

O Procon “Se você não resolver seu problema com o fornecedor de um produto ou serviço, procure o PROCON. Para receber orientação ou fazer uma reclamação, telefone para o PROCON, ou vá pessoalmente ao órgão. Sempre que fizer uma reclamação, forneça seus dados pessoais: nome, telefone, endereço, etc.. Você deve ter também os dados do fornecedor: nome, endereço e telefone. Os outros documentos necessários para resolver seu problema são a Nota Fiscal, recibo, o pedido, ou Contrato e detalhes sobre o produto ou o serviço reclamado, além de cópias dos documentos pessoais. Guarde sempre com você os originais dos documentos de compra do produto ou de pagamento de um serviço. Se, mesmo assim, seu problema não for resolvido, procure um advogado de sua confiança.” FS

Daniela de Cássia Roque Tozini, advogada, inscrita na Ordem dos Advogados do Brasil sob o nº 252.091, formada na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUC-MINAS, especialista em Direito Processual pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUC-MINAS, especialista em Direito e Processo do Trabalho pela Rede de Ensino LFG, diretora do departamento jurídico da Associação Comercial e Industrial de São José do Rio Pardo, coordenadora jurídica pela constituição e consolidação CBMAE RIO PARDO – Câmara de Conciliação, Mediação e Arbitragem Empresarial.


Mechas em transparência...

O

s ventos do inverno trazem novidades que prometem conquistar as mulheres que gostam de se manter antenadas com a moda. Uma grande tendência da estação é um look menos contrastante, com mechas que ajudem a iluminar a pele: as mechas em transparência. Essa é uma tendência do inverno europeu, que promete conquistar as mulheres brasileiras. As mechas em transparência são mais finas e menos marcantes, com tons marrons; e os louros, com tons de bege, proporcionando maior luminosidade e leveza ao rosto feminino. As tonalidades de inverno vão dos marrons quentes e terrosos, passando por vermelhos também quentes até o Borgonha. As louras podem combinar tons frios no fundo com mechas doura-

das e até acobreadas. O tom de palha é uma aposta certeira para quem não gosta de ousar. Não se esqueça de que a cor do cabelo deve combinar com o seu tom de pele. A mecha em transparência fica ótima em cabelos cacheados, com corte assimétrico, e destaca as pontas dos cabelos lisos, que estão com corte irregulares dando uma localização nas mechas, à forma do rosto. O importante é que tanto nos cabelos lisos, como nos cacheados a aparência não deve ser muito certinha, mas sim natural, ao seu estilo, de forma que fique adequada à sua personalidade. Invista nas mechas em transparência, neste inverno, proporcionando com certeza, um look mais descontraído e versátil.

Dicas de cabelos por Erica Daniela Mustafé (By Erica) Técnica em cosmética e estética capilar


Você esta preparado par sua festa de 100 anos?

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ocê já deve ter lido algum artigo falando que, devido aos avanços tecnológicos e da medicina, a qualidade de vida das pessoas vem melhorando ano a ano. Uma conseqüência direta deste processo é o aumento da longevidade, ou seja, vamos viver mais e, esperamos, com boa saúde, disposição e curtindo a vida. Será muito comum uma pessoa fazer 100 anos de idade. É claro que para uma pessoa chegar aos 100 anos de idade vai depender, além dos fatores genéticos, dos cuidados que tiver com a sua saúde e com o bem estar. As escolhas que fizermos sobre a nossa forma de viver durante a juventude vão refletir diretamente na nossa idade madura e na nossa velhice. Por exemplo, fumar, beber, ter uma um dia a dia desregrado, sedentário e em constante estresse terá impacto negativo no nosso futuro e na nossa qualida-

A longevidade é uma realidade incontestável

de de vida. A longevidade hoje é uma realidade incontestável e devemos nos preparar para ela da melhor forma possível. E você? Já se perguntou até quantos anos pode viver e como quer viver esse tempo? Para viver bem os seus 100 anos de idade, que se Deus quiser, teremos pela frente, precisamos nos planejar, inclusive sobre a nossa vida financeira. Como viveremos por um período mais longo, nossas reservas financeiras terão que ser mais perenes, para que possamos continuar independentes e com uma qualidade de vida digna. Para ilustrar um pouco o tema Planejamento Financeiro, vamos começar falando das diferenças entre economi-

zar, poupar e investir: • Economizar é gastar menos em determinado(s) item (ns) • Poupar é abrir mão de consumo presente em favor de consumo futuro • Investir é buscar rentabilizar “fazer crescer” os recursos poupados Para viver até os 100 anos, o mais importante de tudo é planejar a vida financeira - organizar o conjunto das ações relacionadas à vida financeira, de forma que possamos economizar, poupar e investir. Lembre-se da sabedoria dos ditados populares: “De grão em grão a galinha enche o papo”, “Dinheiro não agüenta desaforo” Fonte: uol.com.br


O psiquiatra Paulo Gaudencio (77 anos), conhecido por seu extenso trabalho nos campos de psicoterapia de grupos e diagnóstico empresarial, atuando há décadas na imprensa, no rádio e na TV, falou sobre dois temas que lhe foram propostos por Ponto ALL, numa de suas visitas familiares a São José: a condição da mulher e o estágio (dramático) da Educação no Brasil. “Sobre a mulher”, iniciou ele, “há uma coisa que é independente da psicologia: é o advento da máquina. O animal necessário para o trabalho era o animal forte. O homem é mais forte que a mulher. O homem trabalhava e mantinha a mulher. Nós precisamos entender o significado de ‘manutenção’. Vem de duas palavras latinas: manu=mão e tener=ter, ou seja, ‘ter na mão.’ ” Paulo Gaudencio traça, em poucas palavras, a evolução da condição feminina: “Quem mantém, ‘tem na mão’; e quem é mantido, ‘está na mão’. Aí vem a sociedade patriarcal. Com o tempo, inventaram a máquina, igualando o jogo. Não precisa ter animal mais forte. Precisa ter um animal inteligente e hábil”, são suas palavras. Continuando: uma grande mudança ocorreu com a Segunda Guerra Mundial, quando “os homens foram para a guerra; as mulheres, para as fábricas. Elas começaram a se ‘manutener’. Das fábricas, elas foram para a universidade”. Ele lembra que quando entrou na universidade, a instituição tinha 10% de mulheres. Hoje, elas são mais de 50%.

Paulo

Gaudencio: “Vox Clamantis in Deserto”? Na Mosca “Quando a mulher começou a se ‘manutener’, a sociedade patriarcal levou um tiro. Não acabou, porque nada acaba assim. Acaba com o tempo.” “Aí vem uma outra linha, a do filósofo alemão Hegel (17701831). Hegel diz que todo crescimento se dá por dialética. A gente vive uma tese e depois uma antítese e finalmente uma síntese que vai ser tese de outra antítese. Quando a mulher começou a se ‘manutener’ e encerrar a sociedade patriarcal, começou a antítese.” 57

E essa antítese começou como um tsunami: “O homem sempre fez a dupla moral escondido. A mulher, hoje em dia, faz a dupla moral dentro das normas.” E avança: “Nós não chegamos à síntese. Nós estamos em plena antítese. A síntese não é a antítese. Também não é o meio termo. Ela é a soma da tese –a sociedade patriarcal–, com a antítese –a sociedade de domínio da mulher.” Deixa claro que “a síntese vai ser uma outra coisa que não faço idéia como vai ser, não”.


Paulo Gaudencio dá um exemplo da mudança: “O casamento do meu pai acabou. Acabou mesmo. O meu já é diferente do de meu pai. O do meu irmão já igual ao de meu pai, e eu é 10 anos mais velho do que eu. O casamento dos meus filhos é diferente do meu. Como é que vai ser o casamento na antítese eu não faço a mínima idéia. Não vai ser como o de meu pai; não vai ser como está sendo.” “O que nós estamos vivendo como liberação da mulher é uma conquista antitética. Não é uma síntese ainda. Eu falo isso há muito tempo. Eu tinha um programa na televisão chamado ‘Jovem Urgente’. Existiu há 40 anos. Eu já falava um monte dessas coisas. Estou há 40 anos falando! Aí, me lembro de que, quando garoto, eu era coroinha numa igreja chamada Igreja de São João Batista, no Brás. Na parede estava escrito ‘Vox Clamantis In Deserto’. Eu achava que era profético: ‘Vox Clamantis in Deserto’ (‘A voz que clama no deserto’).” (É o epíteto que dera o profeta Isaías a João Batista e usada por este ao negar que seria o Messias. Como está nos evangelhos de Mateus e de Lucas.) “Aí, um amigo meu foi para a China. Disse para um colega: ‘Parabéns, porque a China esta virando uma grande nação.’ A resposta: ‘A China sempre foi uma grande nação. Só nos últimos 300 anos que não.’ Então, eu aprendi o que é tempo de chinês...” Uma grande nação se faz em muitos e muitos anos. Não “surge” da noite para dia; 40 anos é muito pouco.

O (já sério) problema da educação Ao falar sobre a educação, o psiquiatra abre o tema com a metáfora de Platão: “o ser humano funciona como uma carruagem; os cavalos são os instintos. Você não pode amarrar as patas do cavalo porque ele é que leva para frente. O instinto quer saber de si: o afetivo quer estar junto, o agressivo que bater, o sexual quer transar... Seria o caos se não fosse a razão –o cocheiro. O cocheiro vê para onde o cavalo deve ir. Com as rédeas da vontade, ele dirige o cavalo para onde ele, cocheiro, acha mais correto. Isso para mim é a educação. O que nós estamos vivendo hoje: é a delegação da educação para a escola. Por quê? Porque a família está se omitindo. Mas, a família delega para a escola desde que a escola não o faça... Porque se a escola o fizer, a família é contra...” Todos os instintos, a família, em vez de direcionar, está delegando para a escola, cuja função é dar informação. “Educação sexual é em casa, imitando, olhando, vendo. Reproduzindo. A escola informa; a informação, se for científica – uma coisa boa–, os pais devem delegar para a escola, porque não é função dos pais dar informação científica. Mas, estão delegando tudo. Todo impulso é bom. A afetividade é um instinto maravilhoso. O fenômeno humano veio da afetividade. O ser humano se tornou humano porque aprendeu a amar não porque aprendeu a pensar. O cérebro emocional é mais antigo do que o cérebro intelectual. Mas, o afeto pode dar em superproteção, que é uma destruição. A agressividade é um instinto ótimo, é o combustível da ação. Quando eu me encho de uma emoção, isso é incômodo, quando eu descarrego é prazeroso; tesão é incômodo, orgasmo é prazeroso. A agressividade leva do tesão para o orgasmo. A descarga da emoção é feita pelo combustível da ação que é a agressividade. A gente vive cercada de grade em São Paulo, pelo uso inadequado da agressividade. Esse controle da agressividade é uma das coisas que a família delegou para a escola. A escola não está preparada para isso. Nós estamos vivendo o uso da agressividade na família e na escola.”

O Casamento

que é retrocesso: na atual sociedade há impulsos que levam ao progresso e outros, não. Só um futurólogo ou um profeta pode nos dizer o que será a síntese. E ele encerra: “Se tirarmos duas letras de ‘profeta”, temos a palavra ‘poeta’. O poeta pode prever como será a síntese.”

O ser humano se tornou humano porque aprendeu a amar não porque aprendeu a pensar.

Relacionamentos Ele explica que o relacionamento do casal muda na sociedade de liberação da mulher, mas muda com o tempo, como a “grande China” de seu amigo. “Com os meus pais era assim: minha mãe punha idéias na cabeça de meu pai que ele jurava que eram dele... O poder dela era a submissão! Hoje, a esposa vai a um congresso internacional em qualquer lugar do planeta. E o marido continua trabalhando em seu escritório, consultório...” “Meus filhos e meus genros têm uma atitude afetiva como os filhos que eu não tive com os meus.” Essa é outra mudança de relacionamento familiar e social. A função do intelectual é mostrar o que é progresso e o 58

Paulo Gaudencio teme que a tragédia do Realengo vá se repetir, porque a agressividade está sendo usada de forma inadequada. E cita um exemplo: “Todas as dicas para vitimas de bullying são de que ela deve reagir. Todas as respostas são agressivas... Se ela (a vítima) souber colocar limite, não haverá bulling. Se há bullying, é porque a vítima não está colocando limite; o autor está invadindo o limite dela, a escola está permitindo e a família está delegando para a escola.”


Educação disso e daquilo? Uma história bem ilustrativa que, essa sim é uma síntese da distorção educacional do Brasil, nos é contada por ele: “Fui convidado a ir a Brasília para participar de um trabalho de educação de trânsito. Refleti: educação é educação não é ‘de trânsito’, nem ‘de torcida organizada’ ou coisa assim.

De nada adianta ‘educar para o trânsito’. A educação é uma só e se traz de casa, para onde quer que o cidadão vá atuar na sociedade.” FS

Algumas colocações de Paulo Gaudencio para reflexão da família: - A educação no Brasil está pior que nos outros países. - Filho é boletim de pai e mãe. Se ele tem nota zero, os pais têm nota zero. - Os sacerdotes egípcios sabiam matemática e por ela conheciam as enchentes do Nilo. E mantinham esse saber bem guardado. - Para os políticos, deter o saber e a informação é “fundamental”. Comumente, os cortes orçamentários em governos de todos os níveis começam pela educação (escolar), porque quem detém o saber, detém o poder.

te do PADE - Programa Avançado de Desenvolvimento de Executivos da UNISINOS. Dedica-se há cerca de 50 anos à psicoterapia, coordenando uma equipe de terapeutas e pesquisa científica. Há mais de 30 anos atuando em Consultoria para diagnóstico empresarial, desenvolvimento humano e relacionamentos no papel profissional. Em 2008 foi eleito, pela Gestão RH, o Palestrante do Ano. Tem inúmeros livros editados e trabalhos publicados na mídia.

Filho é boletim

de pai e mãe. Se ele tem nota zero, os

Paulo Gaudencio é médico psiquiatra pela Faculdade de Medicina da USP. Docen-

pais têm nota zero.


Walter Araújo um ícone de Poços

É

difícil pensar em gastronomia poços-caldense separadamente do “relações públicas” da Assis Figueiredo –a mais badalada via comercial da inigualável cidade turística de Minas– Walter Araújo, o paulistano que dá definição à própria sociedade de Poços de Caldas. Poços é uma cidade de 140 mil habitantes e com um certo ar cosmopolita, onde desponta algum mineirismo, misturado com muito paulistanismo e que, com isso, revela uma estrutura social única e definida, uma cidade com personalidade própria como poucas. Walter, que já foi secretário de Turismo de Poços, é visto diariamente na rua, conversando com um e com outro, “recebendo” visitantes de todo canto do país, propagando a cidade. Dono da pizza criada por seu pai, João Araújo, na Penha, São Paulo, Walter é do tipo que não espera por uma pergunta, ele dá a resposta antes, e “invade” o tema da entrevista... Mas, com rapidez, ainda tivemos tempo de atirar a indispensável indagação (que acabou sendo a única): “Como tudo começou?”... “Quem fazia pizza em São Paulo eram as padarias. Quando o padeiro abria a massa, já fazia tudo de uma vez só. Fazia pão, esfiha, tudo com a mesma massa. Você comia um nadinha de tudo. Fantasiava que comia coisa boa.” Seu pai, João Araújo, trabalhava e acabou sendo sócio da Padaria Leal, “perto da Rua Guaiaúna”, no Parque São Jorge. Ele implantou ali a pizza com a massa correta. No tempo da Padaria Leal, com seus fornos a lenha, nasceu o corintiano Walter. “No Parque São Jorge!” A primeira casa aberta por João foi o “Barzinho do Araújo”, já na Avenida Celso Garcia, 5.713, em 1951. Durou pouco, em 1954,a família iria para Poços. João Araújo precisava tratar-se de um reumatismo.

em guerra. Todos os que trabalhavam no navio ficavam procurando emprego. Os dois grandes hotéis de Poços (Palace e Quisisana) pegaram muitos dos tripulantes (a maioria ficou em Santos e São Paulo). “Você não imagina a qualidade de serviço que era. Chefe de fila, maître hôtel, somelier, tudo de ‘primeiro mundo’, servindo no Palace Hotel, onde só entravam de longo e de casaca. A gente ficava do lado de fora para ver os caras comerem, toda a elegância, orquestra...”

Altíssimo nível “Poços chegou a ser o glamour da América Latina. Só a Argentina e o Uruguai tinham o padrão de Poços de Caldas. Mas, Poços foi perdendo esse glamour pela incompetência e pela burrice dos administradores públicos. Perdemos para Campos do Jordão. Quando alguém falava que estava indo para Campos do Jordão, perguntavam: ‘Você está tuberculoso?’”, ironiza Walter. “No entanto, de três ruas, fizeram uma cidade, e está lá. Com 1 milhão de turistas. Pior ainda é Monte Verde, que é mais enganosa ainda, só tem uma rua para comer, só tem o San Michel, que é um ótimo hotel, e o hotel dos alemães, lá no alto da montanha.”

Ele acredita no retorno dos ‘bons tempos’: “Nós estamos resgatando, hoje, a volta do turismo. Todos os hoteleiros se conscientizaram de que todos nós precisamos fazer uma melhoria nos nossos negócios. Para termos o turista de volta.” E emenda: “Neste final de semana estivemos superlotados e era só um feriado local!” E continua, tecendo elogios ao maestro Agenor Ribeiro Neto: “Agora tem o Encontro das Águas atrás do Palace Hotel. A cidade tinha pouco mais de 25 mil habitantes. João ado- Só tem na Áustria aquilo. O maestro Agenor é sensacional.” rou Poços e ficou. Montou uma pizzaria. “Quando meu pai chegou aqui, as pizzas eram feitas num forninho elétrico de massa João Araújo viveu só 5 anos em Poços. “Meu pai morreu de pão e com cabacinha... Ele fez o próprio forno e abriu a cedo, em 1960”, conta Walter com tristeza. casa. O negócio dependia do pessoal que vinha de São Paulo. Poços não tinha ‘fim de semana’, como hoje. Só tinha férias de julho, alguns feriados e o fim de ano. Tinha-se que ganhar e represar o dinheiro para sobreviver. O ‘final de semana começou de 65/70 em diante. Aí, como era cidade dos casamentos, “A moda mudou. Você tem que ser meio sazonal com as de maio a junho ficava superlotada. Lua de mel, frio... Vinham coisas. Veio o tempo da entrada das grandes churrascarias e para o Palace Hotel, para o Floresta e o Quisisanna (esse a entrada da picanha no Brasil (1958). Ou seja, descobriram a era o maior hotel da América Latina) para passar o inverno. O picanha, que nem na Argentina tinha.” Ele explica, já entrando presidente da República vinha despachar daqui.” no que mais conhece: “na Argentina, onde se chama ‘tapas de cuadril’, a picanha era até então um corte desconhecido. Tinha Walter conta uma história curiosa e de grande impacto na o bife de chouriço, que é um corte judeu, não tem noix... ponta economia poços-caldense: “O navio italiano Conte Grande an- de noix não tem. Tem só uma camada de gordura e o pedaço corou no Brasil e não podia voltar para a Europa, que estava final de contra-filê. Isso chegou ao Brasil com grande sucesso.

A moda da carne

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Vida de trabalho

Não se falava também em churrascaria rodízio. Churrascarias que surgiram na época eram ‘à la carte’ – a Cabaña, o Rubayat, o Dinho’s começaram com isso “Nossa vida foi inteira de trabalho. Fiz oito cursos aí. E nós também fizemos uma casa semelhante às no Exterior. Tive que aprender a cozinhar, Tive que deles. E aí paramos com a pizzaria e ficamos só com aprender a fazer, porque se você não sabe fazer, não a churrascaria.” pode cobrar de quem faz. Nós todos estamos aqui Sobre as carnes, faz questão de explicar: na carne hoje muito mais pelo prazer de fazer bem feito do que brasileira, a marmorização é externa, tira a gordura. pelo dinheiro. Pelo prazer de o cliente passar ali fora e Na Argentina, a gordura é infiltrada na carne. Isso por- nos dar os parabéns. Não interessa se ele gastou 20 que a carne Argentina é de gado europeu. A brasileira ou 200. O reconhecimento pelo bom trabalho não tem dinheiro no mundo que pague.” é hindu: é o gado zebu.

De como não foi médico “Eu queria ser médico, mas acabei sendo cozinheiro. Comecei a me apaixonar pela gastronomia. A gastronomia é uma grande alquimia. Você começa a crescer dentro da gastronomia. Com isso, os resultados começaram a ficar mais verdadeiros, a cantina começou a ficar famosa e elogiada, e as coisas começaram a andar muito bem. Falei: ‘Bem, pelo menos um meio de sobrevivência nós temos.’ Mas, começamos a crescer realmente. Comprei esse prédio aqui (Rua Assis Figueiredo, 1.075). Nós estávamos do outro lado, no 1.083-Fundos. Fizemos a primeira reforma (fiz umas dez reformas). Lá na rua, à vista do cliente, você entrava e via aquela churrasqueira imensa, cheia de carnes, cheia de grelhados... Isso era uma novidade para o Interior, isso é o baque. Nós chegamos a vender 6 toneladas de carne por mês. Nós ficamos largos anos em cima disso. E introduzimos a pizzaria...”

Fast foods Walter vê a queda a partir dos anos 90, quando começaram a abrir os “fast foods”. “Muita gente partiu para outras opções de restaurante, o self service a quilo, etc. – comida de menor qualidade, feita com antecedência... A comida tem de ser feita na hora. Se quatro pessoas se sentam numa mesa, eu não sei o que vão pedir... Então, a comida tem de ser feita na hora!” E foi com a comida feita na hora que a Cantina do Araújo fez uma história. Walter se orgulha da imensa coleção de fotos de pessoas famosas/conhecidas que frequentam ou já frequentaram a casa. “O ministro Mantega comeu aqui esta semana. Ele, a mulher e o filho. Outro que esteve aqui esses dias foi Moacir Franco. Teve um pessoal da MTV, o Sérgio Mota Melo. Pessoas importantes que vieram por recomendações. A esposa do Nilmário (Nilmário Miranda, candidato ao governo de Minas nas últimas eleições), sempre vem pegar nossos macarrões, e jantar...” (Walter tem também o que ele chama de “uma fabriqueta de macarrão”, nada menos do que a Pasta Artesanal Via Nina, de qualidade especial, com apenas 100 selecionados pontos de vendas.) “Vamos fazer também uma fábrica de molhos e uma fábrica de pão de queijo, com 15 pontos de venda”, adianta.

Walter Araújo espera agora que seu filho se decida a “tocar uma franquia criada pela cantina”. João Araújo Neto fez Turismo, Hotelaria e Gastronomia, mas “abandonou” o pai no negócio e parece estar claudicante em assumir. Walter garante: “Esse talvez seja meu último ano de trabalho na história dos restaurantes. Já disse isso antes mas alguns compromissos extras me roubaram uma fortuna e me fizeram trabalhar por mais tempo. Mas, quando estiver tudo certinho, se você me perguntar ‘você quer voltar amanhã?’, eu digo ‘não volto mais’ .” Mas, na verdade, Walter Araújo, o ‘Senhor’ Cantina do Araújo, vai “fazer um restaurante novo aqui atrás (na Rua Rio Grande do Sul). Vai ser uma tratoria, ‘Família Araújo’. “Vou arrendar para os meus empregados. Os mais antigos é que serão os donos, se eles quiserem também. Se não quiserem, arrendo ou alugo pela melhor oferta. Não vou aparecer lá. Ponto pacífico. Eu não quero mais trabalhar. Definitivamente, não quero mais trabalhar.”

A história não termina nunca Ele continua: “Vou ter minha empresa de consultoria. Se você tiver um restaurante amanhã e ele vai mal e quiser saber onde estão os seus erros, eu vou ter uma estrutura profissional para atendê-lo, mas só um ano depois de deixar aqui, Quero passar um tempo cuidando de mim.” Ah!, ele também vai fazer uma reforma na cozinha “altamente técnica e altamente profissional”. “Vamos adequar nossa cozinha, copa e lavanderia com equipamentos de última geração, para que todos trabalhem menos e para que tenhamos melhor resultado. Não adianta botar o exército da salvação aqui dentro que não vai funcionar. É preciso ser prático, com um plano de trabalho executável. Máquina de escrever? O mundo é outro”. Não adianta. Walter Araújo é perfeccionista e exigente: “A gente vai ficando velho, ficando chato, mais exigente... sempre fui exigente. Se não fosse exigente, essa casa não existiria. “ Em tempo: enquanto escrevemos este texto, a reforma da cozinha já começou... (FS)


Harmonização A arte do equilíbrio.

A arte da harmonização é delicada, pois para que aconteça o casamento perfeito entre bebida e comida, deve-se possuir conhecimento de todas as características da bebida escolhida, dos ingredientes que compõem o prato e principalmente ter bom senso na hora da harmonização. Dentre as bebidas existentes, o vinho é a principal escolha na hora da harmonização de cardápios. Isso se deve a sua grande diversidade, riqueza e complexidade de aromas e sabores. Mas para que ocorra equilíbrio entre vinho e comida, é necessário analisálos separadamente.

Analisando o Vinho: Durante o processo de elaboração do vinho formam-se várias substâncias químicas naturais. As proporções variadas dessas substâncias fazem com que os vinhos se diferenciem, proporcionando a cada um suas particularidades. Alguns dos fatores que determinam quais serão as características do produto final são: tipo da uva, estado de maturação da mesma, tipo de vinificação, grau de amadurecimento e envelhecimento, terroir (características do local onde a uva é plantada), entre outros. Da mesma maneira, deve-se analisar cada componente do prato.

Analisando o Prato: Algumas perguntas devem ser feitas neste momento, tais como: Qual é a principal característica do prato? (gorduroso, leve, refrescante, apimentado, doce); Qual é a complexidade de sabores e aromas? (nenhuma, baixa, média, complexa, extremamente complexa.); Quais são os componentes desse prato? (Massa, carne, molho, arroz); Quais são os temperos usados? (curry, salsa, manjericão, pimenta). Essas são apenas algumas dicas. Quanto mais profunda e detalhada for a análise do vinho e do prato, melhor será a harmonização. Porque harmonizar é como casar, ninguém deve se sobrepor, mas sim se completar, para que só apareça o lado bom de ambos. Assim como todo bom casamento, algumas regras básicas devem ser seguidas; para isso, apresento-lhes algumas dicas de harmonização: 70

Entradas e Saladas

Carpaccio: Espumante, tinto leve Ostras: Chablis, Sancerre, Champagne Salmão defumado: Riesling, Poully Fumé Salmão fresco: Chardonnay, Riesling Presunto e embutidos: Beaujolais Villages, Pinot Noir Mortadela: Lambrusco seco Presunto cru: Jerez fino ou tinto frutado (Barbera, Dolcetto)

Peixes e frutos do mar

Bacalhau: Branco amadeirado ou tinto jovem (Chinon, Merlot nacional) Frutos do mar: Brancos leves secos sem madeira (Muscadet sur lie, Vinho Verde) Truta: Brancos secos de médio corpo (Chablis, Riesling alemão) Peixes leves: Brancos secos leves Peixes com creme de leite: Brancos secos médios ou encorpados (Chardonnay do Novo Mundo) Sushi/sashimi: Champagne brut, espumante nacional, Prosecco


Aves

Pato: Tinto de médio a bom corpo (Bourgogne, Cote du Rhône, Shiraz australiano) Pato com laranja: Branco aromático Perdiz recheada: Borgonha tinto Coq-au-vin: Bourgogne bem estruturado, Pinot Noir do Novo Mundo

Massas

Pizza e massas com molho ao sugo: Tinto leve ou médio (Valpolicella, Chianti) Massas com frutos do mar: branco leve (Sauvignon Blanc, Pinot Grigio)

Carnes

Coelho: Tinto médio Cordeiro: Bordeaux tinto, Rioja, Cabernet Sauvignon chileno Caça: Borgonha tinto Fondue bourguignone: Tinto médio (Bourgogne, Cabernet Sauvignon Brasileiro) Fígado: Tinto leve, jovem (Beaujolais) Vitelas: Branco médio ou tinto leve Cassoulet: Cahors, Vacqueyras Porco: Branco suave ou tinto leve Steak au poivre: Syrah

Queijos

Fondue de queijo: Riesling, branco seco Roquefort, Stilton, Gorgonzola: Porto ou branco doce Queijo de cabra: Branco seco leve (Sancerre, Sauvignon Blanc) Camembert, Brie: Merlot

Sobremesas

Chocolate: Banyuls, Porto Tortas (frutas): branco suave Cheesecake, cremes: branco doce, Sauternes, Muscat de Rivesaltes Crême brûlée: Sauternes, Muscat, Jurançon Nozes: Porto Vintage ou Tawny Na dúvida utilize a máxima: vinho branco com peixe, vinho tinto para carnes, vinho rosé com pratos de média estrutura. Porém, se quiser acertar de primeira e impressionar um convidado, sirva espumante brut na refeição e um demi-sec ou moscatel na sobremesa. No entanto NÃO se prenda 100% às regras, permita-se errar por tentar. É para isso que servem aquelas refeições entre família e amigos, essa é a hora de quebrar as regras e lembrar a famosa frase que estudantes franceses escreveram nos muros de Paris durante seus protestos: “É proibido proibir!”. Porque na opinião desse escritor “TODA REGRA SERVE PARA SER CONTESTADA E LEVADA À PROVA”.

Pablo Bataglia Soares

,

27 anos, é formado em Cozinheiro Chef Internacional e Pâtissier, em Bacharel em Gastronomia, pela Universidade do Vale do Itajaí – SC. É autor de um estudo localizado sobre Cervejas Artesanais abordando a história da cerveja no mundo e no Brasil: estilos de cervejas, cerveja em números e cerveja artesanal; selecionado para apresentação no I Encontro Catarinense de

Turismo e Gastronomia, em Balneário Camboriú.

Toda regra serve para ser contestada e levada à prova pablob_s@hotmail.com

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Comida Árabe

Abobrinha Recheada

Modo de Preparo

Ingredientes - 300g de músculo magro em pedaços - 1 cebola média cortada em rodelas - 1 dente de alho inteiro - 2 colheres (sopa) de manteiga - Sal e pimenta síria a gosto - 1 xícara de arroz escolhido, lavado e escorrido - 300g de patinho moído - 4 abobrinhas pequenas e retas - 2 tomates costados em rodelas - 4 tomates sem pele e sem sementes, cortados em cubos - 1 colher (sopa) de massa de tomate

Primeiro, prepare o caldo. Coloque o músculo, a cebola, o alho, uma das colheres de manteiga, o sal e a pimenta síria em uma panela. Cubra com água e leve ao fogo brando por 2 horas. Coe o caldo e desfie o músculo. Reserve o recheio. Deixe o arroz de molho na água fervente até que esta amorne. Escorra bem, apertando com as mãos. Misture a esse arroz a colher de manteiga restante, a carne desfiada e a carne moída. Umedeça com duas colheres de caldo preparado anteriormente. Tempere com sal e pimenta síria. Com uma faca longa e afiada, retire o miolo das abobrinhas e salgue o seu interior. Coloque o recheio, mas deixe uma folga de mais ou menos 2cm, pois o arroz o seu interior.

Coloque então, as abobrinhas recheadas de molho na água com sal durante meia hora. Forre uma panela com o músculo desfiado e rodelas de tomates. Coloque as abobrinhas e cubra com os tomates picados em cubos e 3 xícaras do caldo reservado. Disponha um prato sobre as abobrinhas e cozinhe em fogo fraco até que fiquem macia. Fure com um palito para ver se estão macias. O caldo deve reduzir bastante ficar só algumas colheres no fundo da panela. Acrescente a massa de tomate e deixe cozinhar mais uns 2 ou 3 minutos. Retire as abobrinhas com cuidado e disponha numa travessa. Coloque por cima o milho e sirva.

Arabian restaurante e buffet


Flashes

Maria Teresa

comemora aniversário em grande estilo.

Maria Theresa com seus amigos da Revista Pontoall.

P

ara comemorar seu aniversário de 40 anos, a amiga Maria Teresa Pisani, a Tê, proprietária do Arabian Restaurante e Buffet recepcionou um grupo seleto de amigos com uma glamurosa festa na casa de seus pais, na cidade de Mococa, organizada pelas profissionais Nalu e Fernanda da Promove. A decoração impecável ficou a cargo da floricultura Exótica. Durante a festa os convidados puderam degustar deliciosos pratos e saborosas pizzas do Arabian Buffet e da Zipitus Pizzaria, além das bebidas do Chopp Center. Após o tradiconal parabéns foram servidos doces da Clélia Mazieiro e bolo da Selene Bolos. A animação e iluminação foi do Thiago Som que montou uma estrutura maravilhosa para a festa. Nós, da Revista Pontoall desejamos, mais uma vez, muitas felicidades a você, Maria Theresa!

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Parabéns Tê!


São João Decor

Organizada e idealizada pela artista plástica Vânia Palomo, a 2ª São João Decor, mostra de Arquitetura , Decoração e Paisagismo de São João da Boa Vista, repetiu o sucesso do seu lançamento, no ano passado. Este ano a exposição foi numa belíssima e ampla casa totalmente reformada, contando com a participação de grandes nomes da decoração, paisagismo e arquitetura de nossa região. Quem visitou a Exposição encontrou vários ambientes de muito bom gosto, ideias originais e lançamentos de materiais de acabamento e de decoração. Segundo a organizadora do evento, no próximo ano, a mostra será realizada na cidade de Poços de Caldas, provavelmente no mês de setembro. A equipe da Revista PontoAll registrou o evento.

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PontoAll Noivas Magazine - Junho/2011 - 3ªedição - GRAFICA  

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