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Ficha técnica Diretor Comercial:

Pedro de Paula Paone Capa: Foto: Foto Líder

Editora Chefe:

Cabelo e Make up: Loira Estética e Beleza by Gustavo Agostinelli Vestido: Regina Noivas Produção: Márcio Barbosa Modelo: Aline Barreto Ambientação: Fazenda São José da Barra

Editorial Caro leitor,

Chegar a segunda edição da Revista PontoAll está sendo uma realização profissional para toda a equipe e, com certeza, estamos vivendo o melhor momento desta experiência como empreendedores. O clima não poderia ser melhor: com toda a equipe motivada, estamos colhendo o resultado surpreendente da 1ª edição, muito bem avaliada pelo público rio-pardense e regional. Gostaríamos de aproveitar para agradecer aos inúmeros emails recebidos após o lançamento da revista. Gostaríamos também de agradecer a todos os parceiros que estão nos apoiando nesta empreitada, de quem colhemos palavras de estímulo e elogios.

4 Tudo sobre enxoval 7 Sem medo de errar 6 Aliança dos sonhos 10 Depilação 16 Editorial Moda Noiva

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Reportagem:

Fernando de Syllos Textos, Editorial de moda e All Bazar:

Márcio Barbosa Criação:

Fabiano Rossi O apoio dos colaboradores é muito importante para que possamos, cada vez mais, elaborar uma revista forte, frente a esse mercado tão vasto e diversificado. Nesta segunda edição, a revista PontoAll estendeu ainda mais a sua área de atuação e será distribuída também nas cidade de Tambaú, Santa Rita do Passa Quatro, Santa Cruz das Palmeiras, Porto Ferreira, Guaxupé, Pirassununga e Muzambinho. A procura por novas amizades e novos parceiros, em todos os segmentos, nos estimula a tocar em frente. Com certeza, já estamos colhendo os frutos tão almejados por toda equipe Que Deus nos proteja e muito obrigado pela confiança depositada! Revista PontoAll

Indice

Eliana Salles - MTB: 20.128

Arte final e diagramação:

Rafael Polississo Colaboradores:

Luciano Alves (fotos) Ana Paula Pereira Agradecimento (Editorial de Moda):

Modelos Murilo Ghiraldelli e Aline Barreto Regina Noivas trajes masculinos Fotos: Foto Líder Cabelo e Maquiagem: Loira Estética e Beleza Impressão: Gráfica Grass Tiragem: 10.000 exemplares

Revista PontoALL

Av. Independência, 306 conj. C - Centro São José do Rio Pardo - SP (19) 3681.6567 revistapontoall@revistapontoall.com.br

Elogios, críticas e sugerstões revistapontoall@revistapontoall.com.br

47 Revolução no Diabetes 52 Dr. Anacleto 54 Método Rolf 60 Cerveja bebida ou alimento? 64 Entrevista Cláudia Missura

Indice

Quero anunciar: revistapontoall@revistapontoall.com.br rossisalles@terra.com.br (19) 9148.0092 (Pedro) (19) 3681.6567 “Revista PontoAll não tem responsabilidade pelos conceitos emitidos nos artigos assinados e informes publicitários”.


Tudo o que a noiva deve saber

sobre o enxoval!

Hoje em dia, a vida moderna tem exigido um estilo de vida mais prático devido à falta de tempo dos casais. Na maioria das vezes, ambos passam o dia todo trabalhando e por isso, preferem as peças de mais fácil manutenção às peças muito rebuscadas que exigem maior cuidado. Além disso, a moda impulsiona a compra do que é novo, deixando assim, para fazê-la mais próximo da data do casamento. Pensando em toda essa falta de tempo dos casais, a Carlota Presentes, elaborou para você noiva, uma lista de enxoval que julgamos ser coerente com as necessidades do casal moderno. Alguma dicas são importantes:

1. Tente sempre combinar as peças entre si. 2. Não abra mão da qualidade, pois esta é fundamental para a durabilidade dos produtos. 3. Tecidos de qualidade são importantes, pois ninguém compra hoje, para descartar amanhã. CAMA: • 4 jogos de lençóis completos (2 fronhas, 1 lençol para forrar e outro para cobrir) • 2 jogos de cama para solteiros (hóspedes) • 2 edredons • 2 colchas • 1 cobertor • 1 manta para o verão • 4 travesseiros • 2 protetores de travesseiros • 1 protetor de colchão para cama do casal • 1 protetor de colchão para cada cama de solteiro BANHO: • 4 jogos de toalhas Ele e Ela (rosto, banho e piso) • 2 toalhas de banho e duas toalhas de rosto (hóspede) • 4 toalhas de mão para lavabo • 2 roupões MESA: • 3 toalhas de mesa para a copa (uso diário) • 2 toalhas de mesa para mesa de jantar (ocasiões especias) • 6 a 8 panos de prato • 2 pegadores de panelas • 2 toalhas para cesta de pão • 2 aventais

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ÍTENS PESSOAIS: • Pijamas para o verão e inverno • Chinelos de quarto • Robes para ela e para ele • Para ela, lingeries novas • Para ele, cuecas e meias novas


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Aliança dos

Sonhos... Aliança: Arte Ouro

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odo casal que está namorando ou está noivo e vai se casar, tem uma aliança no dedo. Muitos nem sabem o porquê, mas usam e pronto. Mesmo assim, o siginificado destes aneis vai muito além de uma tradição boba e sem sentido. A palavra aliança siginifica simplesmente um acordo entre duas partes. No caso do casamento, é um acordo selado entre duas pessoas que se amam. A simbologia da aliança é muito forte; unindo-as lado a lado, formam o símbolo do infinito, e seu formato em circulo, é um elo onde não há um sinal de começo e fim. Seu material é o ouro, prata ou platina, por serem duradouros, eternos como a relação de duas pessoas que se amam. A aliança é usada no quarto dedo da mão direita, onde passa uma veia que está ligada diretamente ao coração. Lembrando que existem inumeras opções no mercado, mas o melhor é escolher a que mais combina com o estilo do casal e em como você se sentirá ao usá-la, pois essa joia fará parte do seu dia-a-dia para sempre.

Márcio Barbosa


Sem medo de errar!

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oje estamos vivendo uma fase bastante versátil no que diz respeito a cortes de cabelo, penteados e colorações. Os cortes curtos, médios e longos estão cada vez mais desconectados e ousados. Então, podemos mudar o tempo todo sem medo de errar. Mas é preciso prestar atenção se a tendência da moda se alinha ao seu estilo. O cabelo curto é adequado para mulheres que desejam uma imagem madura e com personalidade forte. O corte pode ser usado para afilar rostos redondos ou quadrados. É versátil e permite penteados descontraídos e diferentes. Os cortes médios e longos podem ser desfiados na parte interna ou externa para dar movimento e leveza e combinam com rostos quadrados e redondos.

A técnica das mechas:

A técnica das mechas tridimensionais mistura a sobreposição de 3 cores ao tom natural dos cabelos. A cor platine, com tons areia e mel, dá um efeito de profundidade natural e sofisticado. A técnica das mechas Versátile é usada para mulheres morenas ou negras, traz luminosidade e ressalta a beleza e a elegância, principalmente em cabelos anelados ou crespos, deixando-os com aspecto natural do sol.

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Penteados

Foto: Internet

Todos os tipos são encantadores. Não importa se o penteado é para madrinha, noiva, daminhas ou convidadas. Presos, semipresos, trançados ou, com aplicações de fitas, flores, brilhos e arranjos, aliados às características únicas de cada pessoa, resultam em múltiplos efeitos.

Dicas de cabelos por Erica Daniela Mustafé (Da By Erica) Técnica em cosmética e estética capilar


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Depilação

á tempos, pessoas em diversas sociedades procuram eliminar o excesso de pelos e penugens, para fins estéticos (...) e para higiene pessoal. A história nos revela que em 1500 a.C. os homens já removiam os pelos com um depilador feito de sangue de diversos animais, gordura de hipopótamo, carcaça de tartaruga e trissulfeto de antimônio. Os romanos também se referem a composições depiladoras, algumas das quais continham soda cáustica como destacado ingrediente. Cleópatra tirava seus tão indesejáveis pelos com faixas de tecidos finos banhados em cera quente. Embora os depilatórios químicos sejam considerados uma invenção contemporânea, o processo para remoção dos pelos através de decomposição química surgiu na Antiguidade. Na realidade, durante séculos seu desenvolvimento ficou adormecido e diversas outras alternativas foram introduzidas. Existem vários tipos de depilação a seguir você verá as principais e mais eficientes. Aqui no Salão Loira Estética e Beleza usamos a depilação de Cera Marroquina; a Cera Marroquina é um produto totalmente natural que contém cera de abelha, chocolate e ervas medicinais. Por ser vasodilatadora, extrai os pêlos com mais profundidade, inibindo a velocidade do crescimento e pêlos encravados. Seus componentes tem propriedades, que conferem muitas vantagens ao produto. Chocolate: excelente na hidratação e regeneração da pele, retarda o envelhecimento. Cera de abelha: a base de resina, rica em óleos balsâmicos, essenciais à pele humana. Produtos fitoterápicos: Cicatrizantes naturais, e reduzem a dor da depilação em até 80%. A Cera Marroquina possui uma grande tração mecânica e contém uma viscosidade excelente que proporciona a melhor eficácia na retirada dos pêlos pela raiz. Com uma fórmula exclusiva, 100% natural e à base de própolis, não tem produtos químicos ou limão, é uma mistura de cera de abelha, chocolate e produtos fitoterápicos, ameniza a dor e hidrata a pele. E como se não bastassem estas vantagens ela ainda é biodegradável, antiinflamatória, vasodilatadora e de longa duração, ou seja, com ela os pelos demoram mais a crescer.

Loira Estética e Beleza

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Editorial Moda Noiva Nesta edição a Revista PontoALL traz sugestões para casamentos ao ar livre e também durante o dia.

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Revolução no Diabetes:

A Clínica-Escola

Para dar uma boa qualidade de vida ao obeso, a fim de que ele não se torne diabético, e ao diabético para conviver melhor com essa doença crônica, há uma solução garantida pela moderna medicina: a “Terapia do Carboidrato”. Na Clínica Escola Quali, em Campinas, a endocrinologista e diabetologista Dra. Walkyria Volpini*, em parceria com a nutricionista Maria Helena Sindlinger**, “dá aulas” de bom viver a uma vasta clientela que frequenta o consultório para se educar para o diabetes. E mais: serve para as crianças também, diabéticas ou não. Há ainda muito desconhecimento sobre o diabetes, pelo menos em nosso país. Ouve-se falar em “Diabetes tipo 1”, “Diabetes tipo 2”, obesidade, insulina, etc., mas até mesmo muitos diabéticos não sabem o que é, e nem que estão com essa doença, que não se cura, mas se domestica pela educação (tomando-se educação como um todo, uma forma de viver). Ainda há quem pense tratar-se apenas de evitar a hiperglicemia ou a hipoglicemia, à custa de sacrifícios heroicos. No entanto, o simples princípio aristotélico de que “a virtude está no meio” é bem o que se passa na convivência entre o doente e sua doença. Essa convivência é harmoniosa quando o doente controla seu organismo tanto para não ter hipoglicemia (pouco açúcar no sangue), como para evitar a hiperglicemia (excesso). Convivência é igual a equilíbrio. O diabetes tipo 2, o de maior incidência, é cerca de 8 a 10 vezes mais comum do que o tipo 1. No mundo, 6,6% da população com mais de 20 anos são diabéticos. No Brasil, essa percentagem dobra na população acima de 30 anos: 12,1%. O que são esses “1” e “2”? Há dois tipos de diabetes: o do tipo 1 pode ser descoberto em crianças e adolescentes (até 20 anos de idade), e o do tipo 2, geralmente em adultos com mais de 40 anos, mas, pode surgir antes. A diferença entre os dois tipos é que, no primeiro caso, o pâncreas da pessoa não produz insulina – o hormônio mais importante do ser humano, com função de introduzir açúcar no sangue. No caso do tipo 2, o pâncreas produz insulina, mas em nível insuficiente, ou as células do corpo resistem ao trabalho dela. A maior causa do desencadeamento do diabetes tipo 2, que é o mais frequente, é a obesidade, que prejudica a ação da insulina. Os principais sintomas do diabetes são formigamento nos pés, dificuldade na cicatrização de feridas, visão embaçada, frequentes infecções, aparecimento de furúnculos. Embora bem menos frequente, o diabetes tipo 1 também deve ser observado pela família, principalmente pelos pais. Transtornos no comportamento da criança, agitação, perda de peso e urina freqüente são os sintomas mais comuns.

Abordagem

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té aqui falamos da doença. E sabemos que não tem cura, mas devemos saber que, se o diabético, com ajuda da família e mesmo da sociedade como um todo, conscientizar-se de que não se trata de um “bicho-de-setecabeças”, o convívio pode ser tranqüilo. Em primeiro lugar, o diabético deve ter em mente que não basta controlar a glicose com medicamentos, mas manter seu autocontrole como um todo, buscar um estilo de vida consonante com sua situação especial. Para isso, deve buscar a ajuda de uma equipe que lhe proporcione melhor controle da glicemia, como médico e nutricionista especializados. O diabético tem de fazer controle de glicemia várias vezes diariamente. Na clínica escola, o cliente-aluno recebe a reeducação para o diabetes: um plano alimentar muito saboroso e um planejamento de atividade física regular e rotineira que o farão sentir47

se um atleta... A nutricionista Maria Helena Sindlinger monta para ele um prato feito de alimentos de silicone, com os ingredientes que lhe são propícios. A mixagem das cores dos alimentos revela a ele, nesse prato de mentirinha, uma identidade inesperada, que suscita vontade de mudar seus costumes alimentares. Algo como os japoneses fazem nas vitrines de seus restaurantes no Japão, onde os clientes são atraídos da rua... Com o avanço da medicina no conhecimento da doença, foram rapidamente desaparecendo as restrições alimentares e se torna mais raro ouvir-se o tradicional “eu sou diabético”, quando alguém lhe oferece algo “proibido”. As restrições e proibições são mínimas, a alimentação é farta e saudável e a indústria alimentícia seguiu a ciência, colocando à disposição, produtos de segurança, sem falar dos alimentos naturais que, por sinal, devem encher os olhos e o estômago de qualquer um, com ou sem o diabetes: pães, frutas, legumes e verduras, queijos, leite, peixes etc., etc. Uma revolução.


O foco principal é a quantidade. Os franceses ingerem uma comida altamente calórica, mas são o povo mais esbelto que se conhece, porque comem pouco. (Os glutões não gostam de restaurantes franceses porque as porções são pequenas...) O segundo foco é a regularidade. Deve-se tomar, entre as refeições, um alimento com níveis adequados de carboidratos, a cada 3 ou 4 horas (conforme indicação do médico ou nutricionista), para evitar picos de hipo ou hiperglicemia (falta ou excesso de açúcar no sangue). Podem ser frutas, barras de cereais diet ou light, biscoitos salgados. Já quanto aos exercícios físicos, fica claro que se torna difícil iniciar e manter uma rotina quando eles não são parte da cultura familiar. É mais fácil educar ou reeducar a alimentação do que a cultura física. Por isso, a alimentação se torna o ponto de partida. Diabético ou não, o indivíduo mais bem alimentado (alerta: nunca o que come mais!) sente-se melhor para começar por uma boa caminhada. E por aÍ vai. Aqui, cabe considerar o diabetes tipo 1, aquele que fazia as crianças sofrerem. Não são só as crianças e jovens portadores da doença que merecem umas boas “aulas” da clínica-escola. Todas as crianças têm de ser educadas para a alimentação saudável, porque o diabetes não aparece do nada no indivíduo; ele

A Pirâmide (Imagem 1) A medicina estabeleceu uma pirâmide com 4 níveis em que se encontram 8 grupos de alimentos (ver desenho). Os alimentos da base dessa pirâmide são os que devem ter maior participação na alimentação, e os do topo, menos. Na base estão cereais, raízes e tubérculos e também os pães. No topo, óleos, gorduras, açúcares e doces.

Os tais carboidratos A única definição possível para carboidratos, sem ter à mão uma encilopédia médica, é que eles são as biomoléculas mais abundantes na natureza; e são produzidos, como a insulina, pelo pâncreas. A quantidade e a qualidade do carboidrato consumidas pelo organismo têm de ser bem controladas. Quando ele “sobe” ou “desce”, aumenta ou reduz o nível de açúcar no sangue e aparecem os problemas do diabetes. Os carboidratos podem ser simples ou compostos. Os simples, absorvidos rapidamente, são os açúcares (branco, cristal, mascavo...) e o mel. Eles também estão nas frutas, razão pela qual elas devem ter sua ingestão controlada pelos diabéticos. Os compostos apresentam uma absorção mais lenta e causam menos problemas de “picos de aumento do açúcar depois de ingeridos”. São arroz, milho, macarrão, pães, batata, mandioca e outros. Esses carboidratos são mais nutritivos se esses produtos forem consumidos na sua forma integral. 48

é genético e se desencadeia dependendo na maior parte das vezes dos maus usos de nosso corpo, da má alimentação e do sedentarismo. Um exemplo típico dado pela Dra. Walkiria são as barulhentas festas de aniversário. Ela aconselha as mães a alimentarem os filhos antes de os mandarem para o salão, onde se entreterão brincando muito e, provavelmente, não comendo cajuzinhos, bolinhas de creme e queijo, brigadeiros... Uma festa alegre e saudável! Essa lição vale para todas as famílias que tenham ou não caso de diabetes tipo 1 em casa. Trata-se da prevenção do diabetes desde a infância – uma doença que nos obesos, é preciso entender, pode causar enfarte e acidente vascular-cerebral (AVC). Há hoje, no Rio e no Paraná, escolas que implantaram a educação alimentar saudável em suas cantinas. Não só para a prevenção do diabetes, mas como “estilo de vida saudável” para seus alunos. É muito importante, diz a Dra. Walkyria, trabalhar junto com a escola, além da família, já que a escola é também um ponto de alimentação das crianças e jovens. E, na maioria delas, predominam alimentos pesados e guloseimas.

ÓLEOS E GORDURAS CARNES E OVOS

AÇÚCARES E DOCES

LEGUMINOSAS

LEITE E PRODUTOS LÁCTEOS FRUTAS HORTALIÇAS CEREAIS, PÃES, TUBÉRCULOS, RAÍZES Imagem 1

Contagem A contagem de carboidratos é importante porque oferece ao diabético a abertura para uma imensa gama de produtos à sua disposição, sem restringir-se a esse ou àquele tipo de alimento. E é preciso saber que os carboidratos são as biomoléculas de maior efeito na glicemia. Quando se sabe contar carboidratos, tem-se escolha de maior variedade de alimentos no plano alimentar e possibilidade de controlar a glicemia com mais precisão. Basta ingerir os alimentos que se contenham na dosagem permitida. Para saber quanto cada alimento contém de carboidratos, deve-se ler a informação do rótulo. Observe-se o quanto se consome de cada alimento e ache o resultado. Exemplo:

A quantidade correta de carboidratos para cada diabético é pessoal e só o médico especialista e nutricionista pode estabelecer com segurança.


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Diet? Light?

Os Pés

Cuidados especiais têm de ter o diabético com os rótulos diet e light. Para esse paciente, o produto que vale é o diet – que tem total ausência de açúcar. Já os alimentos com rótulo “light” só servem ao diabético se em sua composição não contiverem açúcar. Isso porque o light é um alimento que apresenta redução mínima de 25% de algum nutriente de sua composição, mas que pode ou não conter açúcar. O diet é mais seguro porque não contém açúcar. Mesmo assim, há casos de alimentos diet que contêm mais sódio (sal) ou gordura (caso este, do chocolate diet) e precisam ser consumidos com muito cuidado e em doses reduzidas.

Um cuidado especial que todo diabético deve ter é com os pés, que são passíveis que sofrer de neuropatia diabética, síndrome que provoca perda de sensibilidade, de mobilidade e até deformidades. Eles devem ser inspecionados diariamente, lavados, ter unhas cortadas. O diabético não deve andar descalço, mesmo em casa; no inverno, seus pés devem ser cobertos por meias macias e, à noite, se necessário, aquecidos com um cobertor, jamais se usando bolsas de água quente. Por fim, ao sentir sintomas do diabetes, deve-se procurar um médico especializado, que irá acompanhar sua reeducação geral para o diabetes, juntamente com uma nutricionista.

A Dra. Walkyria Mara Gonçalves Volpini é formada em Medicina pela UNICAMP, com doutorado em Medicina e títulos de especialista e Endocrinologia e Metabolismo pela mesma UNICAMP, e de especialista em Diabetes pela Sociedade Argentina de Diabetes (Buenos Aires). Foi pesquisadora da Fundação Laboratórios de Pesquisa Pediátrica do Hospital “Dr. Pedro de Elisalde” (Buenos Aires). Recebeu diploma de estudos sobre “Bases Genéticas e Moleculares do Sistema Imunológico Normal e Patológico” pela Universidade de Paris V, França. Acumula diversos outros títulos e trabalhos e foi presidente da ONG Centro de Educação e Apoio ao Diabético (CEAD), de Campinas

Maria Helena Sindlinger é bacharel em Nutrição pela Universidade São Camilo, em São Paulo. Trabalha no Centro de Recuperação e Educação Nutricional (CREN) em Campinas e atualmente atua na Clínica Escola Quali. É membro do Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional de Jundiaí e do Grupo de Apoio para Pais e Adolescentes com Diabetes, realizado pela Quali. Apresentou no 9º Fórum de Atualização em Diabetes, do Congresso Anual da ADJ, em 2004 o trabalho “Modelo de Educação Terapêutica para Grupos de Famílias com Diabetes Tipo 1: Programa Piloto da ONG CEAD”.

Dra. Walkyria Volpini Endocrinologia e Diabetologia (19) 3254.5792 qualiclinica@uol.com.br

Maria Helena Sindlinger Nutricionista (19) 3254.5792 / 9181.4141 marisind@uol.com.br

Rua dos Bandeirantes, 508 – Cambuí - Campinas - SP

Clínica Escola Quali

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trabalho de profissionais e entidades odontológicas, nos últimos anos, tem elevado o número de pessoas de todas as idades e de ambos os sexos que passaram a cuidar de seus esquecidos dentes. Embora nas áreas culturalmente mais avançadas do Brasil esses cuidados sempre foram bem propagados e seguidos, na verdade, apenas uma minoria da população tinha acesso ao conhecimento da necessidade de ter bons dentes, não só pela beleza estética de um sorriso, mas, até mesmo porque problemas dentários podem levar a outras graves enfermidades e, acreditemos, até a morte por enfarte. Mas, na verdade, os humanos sempre foram conduzidos por aspectos mais psicológicos do que por reais necessidades de saúde... A primeira “escova de dente” surgiu no Egito, no Séc. IV A. C. Os chineses usavam “escovas” no Séc. XV, e também em algumas capitais da Europa. Neste contexto, entre outras, uma poderosa ferramenta que contribui para melhorar a estética está muito em evidência em nosso país atualmente: trata-se do clareamento dental. Segundo o Dr. Oscar Anacleto Teixeira Júnior, de Mococa, a odontologia estética abrange diversas áreas da Odontologia, desde trabalhos frequentes como as restaurações dentárias, até a ortodontia, a cirurgia (plásticas gengivais) e a implantodontia. O clareamento é uma das técnicas.

Nossos esquecidos

dentes!

Os métodos O sistema de clareamento é feito através de dois métodos mais usados: o chamado tratamento caseiro e o tratamento a laser. Apesar do nome, o método caseiro não é tão caseiro assim. É que ele se processa por “moldeiras” (aplicadas pelo dentista especializado), que contêm peróxido de carbamida em forma de gel, que o paciente usa enquanto dorme. Esse tratamento é prescrito e acompanhado pelo dentista. O Dr. Oscar Anacleto alerta para os anúncios da internet que oferecem tratamento à “distância”. O procedimento sem a presença de um dentista é condenado pelos odontologistas. “A moldeira é uma peça individual como qualquer prótese e deve ser elaborada dentro das medidas e dimensões da boca do paciente, porque o peróxido (produto absolutamente seguro quando bem aplicado) não pode em hipótese alguma ‘vazar’, já que seu contato com a gengiva provocará ferimentos que podem se tornar graves.” Por sua vez, o método a laser é aplicado no próprio consultório do profissional habilitado, com o mesmo gel, mas aqui ativado por laser. Esse método é mais rápido. Outro método para se mudar a cor e o formato dos dentes (usado em casos especiais), é a cobertura do dente por uma faceta de porcelana. “São casos em que o paciente tenha dentes de coloração irregular, e quer igualá-los para ter um ‘sorriso perfeito’. Exige a raspagem do esmalte do dente e sua substituição pela película de porcelana, um trabalho delicado e complexo”, explica ele.

Mulheres primeiro O Dr. Oscar Anacleto informa que as “mulheres adultas”, por serem mais cuidadosas com os dentes, buscam o clareamento com mais frequência, mas hoje, até adolescentes e préadolescentes de ambos os sexos se preocupam com a estética dentária. Outra forma procurada ainda hoje no campo da odontologia estética é a substituição das restaurações de amálgama por resina. “O amálgama é aquela restauração de cor cinza, mundialmente usada pela odontologia por ser até hoje o material encontrado de melhor resistência e durabilidade. Mas, as resinas são produzidas da cor do dente do paciente, e são também resistentes e duradouras, razão de sua procura pela clientela de qualquer idade”, diz o odntologista.

Plásticas gengivais

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Outra forma de aplicação utilizada pela odontologia estética é o restabelecimento da correta proporção da gengiva, realizada através das cirurgias plásticas gengivais. “Esses procedimentos, realizados sob anestesia local e frequentemente sem a necessidade de sutura (pontos), costumam solucionar muitos casos de desarmonia estética do sorriso, corrigindo detalhes que realmente fazem a diferença.”


De acordo com o Dr. Oscar Anacleto, existem diversas téc- passo muito importante para o alcance da saúde, da função e nicas de cirurgia plástica gengival, que são aplicadas de acordo da estética do sorriso.” com a necessidade de cada caso. Alguns exemplos de procedimentos plásticos gengivais são o “peeling gengival” (clareCuidados permanentes amento da gengiva); a gengivoplastia (visando a aumentar o tamanho dos dentes), e o enxerto de tecido conjuntivo (para “Quando o paciente procura tratamentos estéticos, muitas recobrimento de raízes expostas e para ganhar contorno de vezes, tem ansiedade e expectativa em relação aos resultagengiva ao redor dos dentes e implantes). dos – que normalmente são correspondidos de maneira satis“Sob correta indicação e execução, cada fatória”, diz o Dr. Oscar Anacleto. Mas, alerta: “A uma dessas técnicas traz resultados previsíduração de qualquer tratamento implica outros veis, bem fundamentados na literatura cientíAs mulheres adultas, fatores, principalmente os hábitos alimentares e fica. Seus resultados clínicos representam um a higiene oral. Os dentes podem ser “amarelapor serem mais cuidado- dos” não só pelo uso do cigarro e outras formas sas com os dentes, buscam de tabagismo, mas também pelo próprio tipo de alimentação, sendo mais comuns como agentes, o clareamento com mais o café, o chocolate, e mesmo o vinho, além dos sucos de cor forte com muito corante, como o frequência, mas hoje açaí, por exemplo, diz ele. até adolescentes e préNão adianta realizar o tratamento se o paciente não conservar seus dentes adequadaadolescentes de ambos os mente. “São importantíssimos o número e a sexos se preocupam com a qualidade das escovações, uso do fio dental diariamente, bochechos de flúor e anti-sépticos estética dentária orais, escovação da língua”, finalizou.

Dr. Oscar Anacleto Teixeira Júnior

Cirurgião Dentista Ex-professor da Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL) Rua Barão de Monte Santo, 1.986 – Conj. 6 (19) 3665.4039 - Mococa – SP

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Integração Estrutural pelo Método Poucas pessoas, mesmo as ligadas aos processos de “malhação”, talvez conheçam a Integração Estrutural pelo Método Rolf. No entanto, as “dez sessões” criadas pela norte-americana Ida Rolf já são um método testado e aprovado há décadas em todo o mundo, em milhares de pessoas. Aqui em nossa região, a educadora física Mara Costa Borges trabalha com a Integração Estrutural há 4 anos e nos explica o que é esse método trazido efetivamente para o Brasil pela psicóloga Nilce Silveira, depois de ser exposto pela primeira vez (teoricamente) pelo psicanalista Ângelo Gaiarsa. Foi com Nilce Silveira que Mara se formou em Integração Estrutural pelo Método Rolf, em um curso de 6 meses (2 módulos de 3 meses), em São Paulo. “Do ponto de vista físico, o corpo humano é uma estrutura vertical, constituída por segmentos sobrepostos, que se articulam uns em relação aos outros, sobre uma superfície. Nós, profissionais de Integração Estrutural pelo Método Rolf, certificados pela Guild for Structural Integration – GSI, praticamos a arte criada pela Dra. Ida Rolf de integrar essa estrutura numa organização mais econômica e funcional . Nossa referência é o eixo imaginário que percorre o centro do corpo. Quando a estrutura se alinha em relação a esse eixo, encontra sua melhor relação com o campo gravitacional da terra. O resultado é mais conforto e bem-estar, mais energia e saúde, uma relação mais amigável consigo mesmo e com o ambiente externo”, explica Mara. “A sensação é a de mover-se da fraqueza para a força, o prazer de apropriar-se de uma parte nova de si mesmo, a reedu54

Rolf

cação imediata e simultânea da maneira de ser e de agir, a alegria de sentir-se mais forte, de acordar”, são palavras de Emmett Hutchins, instrutor da GSI, citadas por Mara. Para facilitar a compreensão de suas ideias, a Dra. Ida Rolf, certa vez, comparou o corpo humano a uma casa. “Qualquer pessoa que constrói uma casa sabe que, a menos que a construa de acordo com as linhas verticais e horizontais, terá de entender muito de como escorar uma casa contra a gravidade. Se alguma força fizer sua casa pender para um dos lados, o construtor precisará escorá-la e erguêla rapidamente, ou então toda a casa se desorganizará. As portas e janelas não se encaixarão, o frio vai entrar pelas frestas e assim por diante.” Completando sua metáfora, Ida Rolf afirmou: “Qualquer um entende o suficiente para olhar para uma porta, ver luz por baixo e comentar: Puxa, isso não estava assim no ano passado! O que será que aconteceu? E pedirá ao construtor para consertar aquilo. Se o construtor for ignorante, troca as portas. Se for esperto, muda a casa. Recoloca-a em nível, reforça os alicerces, instala alguma coluna nova em algum canto. Tenta fazer com que a coluna se apoie sobre rochas, porque sabe que não poderá firmar-se sobre a lama.” O Método Rolf faz com o corpo o que o segundo construtor faz com a casa: alinha e nivela sua estrutura, porque assim o corpo simplesmente funciona melhor.”


O que ela faz

A História de

Mara

Mara Costa Borges conheceu o Método Rolf há 27 anos, através de uma profissional da área da saúde. Para ela, o sistema de alongamento “era pouco”. Procurava algo que trabalhasse o corpo humano como um todo. Na busca, começou a fazer fisioterapia (durante 1 ano): ela havia feito pedagogia/habilitação em educação escolar. “Eu tinha sonho de trabalhar no Sara, em Brasília.” O Hospital Sara, de Brasília – nome dado em homenagem a Sara Kubitschek, mulher do presidente JK, que fundou a organização – foi o primeiro do que hoje é uma rede, especializada em ortopedia e fisioterapia. A base de tudo foi o curso de Educação Física em Ribeirão Preto, onde nasceu em Mara o interesse pela melhora do corpo humano. Fez também cursos de QiGong (pronuncia-se chi kung) em São Paulo, uma técnica chinesa de educação corporal, e de Tui-na (massagem terapêutica chinesa para harmonizar a energia essencial do corpo entre o Yin e o Yang). A saga dessa guaxupeana que não desiste nunca, se tornou mais dura quando ela viajou para os Estados Unidos para aprender o método da Dra. Ida Rolf: trabalhou como babá e faxineira por 3 anos e meio em Greenwich (Connecticut) e em White Plains (New York) para juntar dinheiro para o curso e, ironia da sorte, acabou vindo fazer o curso no Brasil. O método havia chegado aqui pela psicóloga Nilce Silveira. Terminado o curso de Integração Estrutural pelo Método Rolf, ela ainda permaneceu no estado de São Paulo como assistente por um curto período em São Caetano do Sul, com Maria Eugênia Ortiz. Em 2008, considerando-se “pronta”, Mara começou a atender clientes em Guaxupé, sua terra natal, onde abriu o Mara Borges Personal Studio, que tem ainda professores de Educação Física e Natação. 55

O trabalho com a Integração Estrutural pelo Método Rolf, explica, é de ataque a encurtamentos e tensões, buscando equilíbrio entre a musculatura interna e externa, entre lado esquerdo e direito, frente e trás do corpo e não simetria. Trabalha com planos de tecido conjuntivo, organizados em camadas, as fáscias. Trata-se das camadas que envolvem os músculos e órgãos do corpo. São as fáscias que preenchem os espaços, separam os órgãos e dão unidade à estrutura do corpo, e criam as condições para “a existência de individualidade funcional para todos os segmentos corporais”, segundo explicam as normas Rolf. “Flexibilizar os tecidos, descolar as camadas umas das outras e reposicioná-las, reduzindo as torções e os encurtamentos, estão entre as principais tarefas empreendidas no processo de integração.” No final, o Método proporciona conjuntos de músculos dotados de melhor plasticidade – o que favorece as trocas metabólicas e promove a saúde. Além disso, uma estrutura corporal mais bem organizada está também mais receptiva à experiência sensorial, “base física da propriocepção e do autoconhecimento”. A Integração Estrutural pelo Método Rolf é aplicado em 10 sessões básicas individuais de manipulação corporal, podendo ser 1 vez por semana.

Mara Costa Borges Mara Borges Personal Studio Rua Rafael Bufoni, 340 Guaxupé-MG (35) 3551.6902 (35) 9985.4001 maracborges@hotmail.com


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Cerveja Umaparahistória muitos copos... bebida ou alimento?

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ma das bebidas mais consumidas e mais antigas da humanidade teve a sua descoberta por

volta de 8.000 a.C., quando um pedaço de massa de pão foi esquecido, exposto ao sol e à chuva, fazendo com que o líquido resultante dessa fermentação desse origem à primeira cerveja do mundo. Não se sabe ao certo o local de “nascimento” da cerveja, porém acredita-se que ela seja originária da região onde atualmente é a Alemanha, tendose espalhado pela Europa durante a Idade Média. Existem muitos relatos sobre a produção de cervejas ao redor do mundo e, entre eles, destaca-se a Pedra Azul deixada pelos sumérios e babilônios por volta de 6.000 a.C., considerada o primeiro registro de fabricação de cerveja no mundo. Outro artefato importante encontrado em uma escavação arqueológica realizada no Iraque, descreve que no ano de 1.755 a.C., Hamurabi, rei da Babilônia, introduziu no código de leis a cerveja como ração diária para o povo. Um funcionário do Estado receberia três litros de cerveja por dia, um trabalhador braçal, dois litros; já para cargos

religiosos e administradores, até cinco litros. Assim como os babilônios, os egípcios também aprenderam a produzi-la e a incluíram na dieta de nobres e camponeses. Além de servir como alimento, a cerveja era utilizada como remédio. Um registro de 1600 a.C., descreve cerca de 700 prescrições médicas, das quais 100 incluem a palavra cerveja. Por volta de 500 a.C. gregos e romanos deram preferência ao vinho, tornando a cerveja a bebida das classes menos favorecidas, mas nem por isso, ela deixou de evoluir durante esse período. Hoje o espaço da cerveja vem crescendo cada dia mais e começa a tomar lugar de destaque, ao lado do vinho. Esse crescimento deve-se aos amantes dessa bebida e aos profissionais (mestres cervejeiros, beer sommeliers, chefs de cozinha, entre outros) que tanto se preocupam com sua elaboração, degustação e harmonização. Essa é só uma parte da história de uma das bebidas mais consumidas mundialmente. Para se contar mais, seriam necessários vários copos ainda. 60


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PontoALL – Como foi o começo? Nos últimos meses, a TV Cultura tem estado “coalhada” de rio-pardenses. O Teatro Ra Tim Bum vem mostrando as peças da Banda Mirim que têm no elenco, entre outros, a rio-pardense Cláudia Missura. Cláudia está, como sempre, muito bem com seu personagem, como o menino Espoleta. Seus gestos, sua expressão corporal, os olhares, tudo nos remete, dizem os críticos, aos personagens mais malandros e safos da literatura e da dramaturgia universais. Ela faz um típico arlequim – brincalhão despachado e truqueiro, cujas peripécias e aventuras sempre acabam envolvendo e/ ou prejudicando os outros personagens. No fim, dá tudo certo, sempre, como num bom e velho vaudeville. Outro rio-pardense, Marcelo Romagnoli, autor e diretor, monta um espetáculo que, para um crítico paulistano, “bebe na fonte de Shakespeare, de Molière, da Commedia dell’Arte e dos melodramas do circoteatro. É tudo ao mesmo tempo? É muita referência? Mas como ele se sai bem, acreditem.” Os 11 componentes da Banda atuam não só como músicos, mas como atores. Todos têm textos decorados, personagens bem delineados. E, mais uma vez, Claudia Missura dá um show! Aqui, ela fala um pouco para nós de sua vida artística, desde o “anjo” de São Benedito, o reforço da fé em seu talento (com uma homenagem a Lúcia Vitto), até os dias atuais. O rio-pardense Alexandre Faria também está na peça – ele faz o barão. 64

Cláudia – Bem, posso dizer que a primeira vez foi mesmo na Igreja de São Benedito. Eu tinha 7 anos e encarnei um anjo numa representação. Teatro “pra valer”, foi com Lúcia Vitto, aos 12 anos, no Euclides da Cunha. Lúcia criou o projeto “Teatro na Escola” e eu entrei . PontoALL – Pelo que sabemos, a Lúcia teve grande importância... Cláudia – A Lúcia foi quem falou para mim: “Você tem talento”. Isso foi, pode-se dizer, o ponto de partida para a minha carreira. O palco começou a ser parte importante, vital, na minha vida. Nosso grupo apresentou “O Cavalinho Azul”. Depois viramos um grupo de teatro, o Quo/Ação. Fiquei neste grupo até os meus 18 anos, quando me mudei pra São Paulo. PontoALL – Foi uma época importante para o teatro rio-pardense, que “pegou” você em plena adolescência, não foi? Cláudia – Foi nesse projeto “Teatro na Escola”, no Euclides da Cunha, que conheci o Alexandre Faria e logo depois o João Batista Corrêa. Continuo trabalhando com os dois aqui em São Paulo. O Alexandre é meu parceiro de cena e o João faz os projetos gráficos da Banda Mirim. PontoALL – Depois da escola, ou além da escola... Cláudia – Veio outra criação da Lúcia, o grupo Quo/Ação – que, por sinal, “saiu” do nosso grupo do Euclides da Cunha. Além do “Cavalinho Azul”, “Tribobó City”, ensaiávamos na sala onde hoje está o andar superior da Biblioteca. Montamos a peça “O Despertar da Primavera”, do autor alemão Frank Wedekind. A peça foi adaptada pela Lúcia Vitto e apresentamos no pátio atrás da atual biblioteca. Mas, sem dúvida, o grupo Quo/Ação e a Lúcia Vitto foram importantes tanto pra cada um de nós como culturalmente para a cidade. PontoALL – Vocês se apresentaram fora de São José, não foi? Cláudia – Sim, a nossa montagem da peça “Equus”, do inglês Peter Shaffer, ganhou vários prêmios em festivais de teatro. A “Canudos Revisitada” que tanto te impressiona até hoje, pela montagem na antiga Fábrica de Expressão, então um casarão caindo-aos-pedaços onde hoje é o Raribb´s, praticamente reconstruído, foi apresentada em São Paulo no Festival de Teatro do SESC, no teatro SESC Anchieta. PontoALL – Até quando durou, para você, essa fase feliz. Parece bem feliz pela alegria com que você se lembra de tudo...


Cláudia – Até mais ou menos o início da década de 90. PontoALL – Aí, terminou a fase experimental e começou a profissional? Cláudia – Sim, e sempre com muita emoção. Uma emoção diferente... Era diferente trabalhar com pessoas que estavam até então no meu “imaginário”: Antonio Abujamra, Elias Andreatto... e Paulo Autran! PontoALL –Fale sobre isso tudo... Cláudia – Participei de espetáculos como “Domésticas”, “Turistas e Refugiados” e ”Passatempo”, com Renata Melo; “Exorbitâncias” (Antonio Abujamra); “Tartufo” (José Rubens Siqueira); “Áulis” (Elias Andreatto e Celso Frateschi); “O Avarento”, com Paulo Autran. E “Paixões da Alma”, com Marcelo

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Romagnoli. Foi o começo da parceira com o Marcelo. PontoALL – O Marcelo já era “antigo” na sua carreira... Cláudia –Claro! Mas, deixei para falar dele só agora para poder falar melhor... O Alexandre fazia direito na São Francisco e o Marcelo, direção de teatro na ECA (Escola de Comunicação e Artes da USP). E eu entrei na EAD (Escola de Arte Dramática). Éramos amigos, rio-pardenses e estávamos estudando em São Paulo. Foi aí que começou minha parceria com o Marcelo. Fizemos algumas peças juntos na época da escola e hoje somos da Banda Mirim. O Alexandre, continua trabalhando com Direito, mas também voltou pro teatro e estamos trabalhando juntos novamente. A Banda Mirim começou com a peça “Felizardo”, que é uma mistura de teatro, circo e música, a maioria composta por Tata Fernandes. Com “Felizardo” ganhamos o Prêmio da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes) e o Prêmio Femsa de teatro Infantil e Jovem. Mas, enquanto isso,


fiz coisas com televisão e cinema: “O Menino da Porteira”, longa onde eu tenho mais treino e fico mais à vontade. O teatro é a metragem de Jeremias Moreira Filho, “Domésticas - O filme”, minha arte. TV e cinema ainda são um processo de aprendizadirigido por Fernando Meirelles. Na TV, trabalhei em “A Idade gem. Gosto de ser atriz, então, me divirto com tudo. da Loba” (Band) e “A Favorita” (Globo), e nos seriados “Casos e PontoALL – Agora podemos falar da Banda Acasos“, “A Diarista” e “Tempos Modernos” (Globo). Mirim? PontoALL – Faça para mim uma comparação: teatro, A Banda MiCláudia – A Banda Mirim é um cinema, TV... rim recebeu, em 2010, 9 grupo de 14 pessoas, sendo 11 indicações para o Prêmio Femúsicos-atores em cena, que Cláudia –O prazer é o teatro. Gosto do “jogo”. msa de Teatro Infantil e Jovem começou em 2004 com as O teatro te dá o exercício com a peça “Espoleta”: Texto orinossas apresentações e tamda repetição. Ao vivo. Se ginal e Diretor: Marcelo Romagnoli; bém fazendo oficinas. – é você não fez bem uma Ator: Alexandre Faria; Atriz: Cláudia teatro música e circo. Fizeapresentação, tem a Missura; Lelena Anhaia; Maria Crismos as peças “Sapecado”, chance de melhotina Marconi. E venceu com Melhor “Espoleta”, “Felizardo”, “O rar no outro dia. Música, Melhor Espetáculo, com Menino Tereza” e “A CrianPor isso, o teatro “Espoleta”, e Melhor Texto ça Mais Velha Do Mundo”, é mais generoso. Tv com “A Criança mais Veesta dirigida por mim. Geralmene cinema, você grava lha do Mundo”. te, costumo atuar no palco. A peça ou filma e pronto, fica foi, como sempre, escrita pelo premiapra sempre. A televisão tem do Marcelo. dois pontos positivos: dá estabi“Um dia todo mundo vai ficar velho, não adianlidade... financeira. E lhe dá visibilidade. Atinge ta reclamar. Tem quem nasce velho. Tem quem é velho desde um grande público. sempre. Tem quem faz de tudo pra não envelhecer. Mas será No cinema, tenho que existe tempo sem memória? Será que sem lembrança todo uma experiên- mundo é eternamente bebê? E será que o tempo pode girar em cia curta. Mas, todos os sentidos? Nossa peça é assim: A história de uma velha nenhum deles é que descobre o tempo. Sem deixar de ser criança.” O Teatro como o teatro. Ra Tim Bum e a TV Cultura apresentará uma adaptação de A minha forma- Espoleta neste início de ano. Queremos ver São José de olho ção foi teatro, é grudado na TV!

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revista PONTO ALL reuniu convidados, colaboradores, parceiros e imprensa no badalado espaço Club Lounge, em São José do Rio Pardo, para a festa de lançamento oficial deste importante e significativo meio de divulgação, informação e, ao mesmo tempo, entretenimento para a região. O evento ocorreu de forma ímpar, onde o quinteto anfitrião formado por Eliana Pacheco Rossi, Fabiano Rossi, Pedro P.

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Registro fotográfico SICCA Imagem Fone (19)

3608.2807

Paone, Marcio Barbosa e Fernando de Sylos brindaram a presença e o apoio de todos na concretização do Projeto REVISTA PONTO ALL. Um fino e elegante coquetel com deliciosos quitutes regado com o frisante Soleo by Campino da casa Geraldo, selou o acontecimento.

Márcio Barbosa 69


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s bichos estão à solta, e com elas as flores acompanham a moda para a nova estação. Escolha o que mais lhe agrada e libere a fera que está dentro de você, ou a leveza das estampas, em acessórios, artigos para decoração, calçados, confecções e é lógico, na moda íntima.

Marcio Barbosa

Calcinha em lycra c/ estampa de onça Sensual (19) 3608.8175

Conjunto em prata c/ macassita e madre pérola em formato de flor Sexto Sentido Jóias (19) 3608.3670

Despertador Whatt Sonhos e Luares (19) 3681.5195

Camisola em zebra Sonhos e Luares (19) 3681.5195

Fauna e Flora

O

Ventilador com design floral Sonhos e Luares (19) 3681.5195

Bolsa Morena Rosa c/ estampa floral Fernanda Quessada (19) 3681.5736

Colar trançado com aplicação em flores e pedras Espaço Mulher (19) 4130.0020 74

Sapatilha c/ estampa de zebra detalhe de fuxico Fernanda Quessada (19) 3681.5736


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PontoAll Noivas Magazine - Janeiro/2011 - 2ªedição  

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