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Bruno D. Vieira


10 -Canção?– Carol se virou para Samuel, confusa. - Quando sai de casa Sara estava cantando uma canção. – ele se virou para ela. – Você por acaso se lembra do dia em que eu, você e Sara fomos brincar na floresta e encontramos aquela mansão assustadora? - Claro que me lembro! Não me diga que... - Sim, foi aquela canção que ouvimos alguém cantar quando a Sara estava lá dentro. - E porque ela estava cantando aquilo? - Não sei a razão, mas agora talvez tenhamos alguma pista do que pode ter ocorrido com Sara! – Samuel se levanta animadamente. – Vem! O que você está esperando? O casal andou até o limite da cidade, chegando à antiga trilha que os levava para a floresta. - Faz tempo que não viemos aqui. – Carol suspirou a se lembrar dos bons momentos que eles passaram juntos brincando entre as árvores. – Pena que estamos de volta nessa situação, e sem Sara.


Eles seguiram pela estrada e foram adentrando cada vez mais fundo naquela densa vegetação. A cada passo dado, lembranças eram formadas, momentos felizes eram recordados; quando de repente a alegria que estavam sentindo teve um fim, ao chegarem às ruinas da mansão. - Continua assustadora. – Samuel falou. – Vem, vamos entrar. Carol deu a mão para Samuel e os dois entraram lentamente, abrindo a porta que rangeu de uma maneira assustadora. Notaram que estavam em um lugar que um dia foi uma grande salão principal. - O que exatamente estamos procurando aqui? – Carol perguntou. - Não sei exatamente, mas algo me diz que iremos encontrar respostas aqui. – Samuel andou pelo lugar lentamente, analisando cada centímetro da estrutura para achar pistas. – Olha! – ele falou apontando para uma sequencia de pequenos borrões de um liquido avermelhado já seco. - Sangue. – Carol falou ao se aproximar das manchas. – Porque será que eu não estou surpresa? - Vem, vamos seguir as manchas.


A ideia não agradava muito a garota, Samuel também não se sentia a vontade com tal situação, porém, a busca de respostas pelo que estava acontecendo com sua irmã era mais importante que o medo que ele sentia. A trilha de sangue os levou para o andar de cima, eles seguiram por aqueles escuros corredores até chegarem a um quarto vazio que possuía um buraco no centro. - Tem muito mais sangue aqui. O que será que aconteceu? – Carol entrou no lugar se aproximando do buraco. – Olha só, a madeira está um pouco chamuscada nesse lugar. – ela se aproximou ainda mais fazendo com que a madeira cedesse, a garota foi sugada pela escuridão daquele buraco. - Carol! – Samuel gritou correndo para a beirada do buraco. – Carol! - Eu estou bem! – a garota gritou. – Amor, acho que você deve ver isso! Samuel desceu com cuidado, mas não conseguiu evitar um escorregão e consequente tombo naquele chão gelado. Carol estava sentada em um canto, imóvel. Samuel correu em sua direção e notou que o tornozelo da garota estava muito inchado. - Carol! - ele se aproximou. – Seu tornozelo!


- Não é por isso que te chamei aqui. – ela ergueu seu braço e apontou para o fundo da sala. Samuel teve dificuldade para enxergar, pois o lugar era extremamente escuro, mas ele pode ver, era um espelho, um espelho grande e antigo, ele se levantou e seguiu em direção ao objeto como se estivesse hipnotizado. Ele estava a poucos centímetros do espelho, porém seu reflexo não aparecia, o espelho parecia um infinito espaço de puro vazio e escuridão. Samuel continuou a se aproximar quando notou o que estava fazendo, ele olhou para aquilo assustado quando de repente algo surgiu no espelho, era uma mulher, uma mulher de cabelos claros e cumpridos, ela estava muito ferida e rastejava ao encontro do rapaz, a cada centímetro que se movia, mais o seu corpo se desintegrava. Samuel se afastou do espelho, mas algo o fazia continuar a olhar fixamente para aquela imagem. Um pedaço do chão cedeu e o pé de Samuel ficou preso em meio à madeira podre. - Samuel! – Carol tentou se levantar, mas era algo impossível. A queda fez com que Samuel acordasse completamente, ele se levantou e encarou o objeto, e por algum motivo ele se apresentava


como um espelho normal. Samuel retirou o seu pé do buraco e pode notar algo estranho depositado ali. Ele retirou aquilo e os olhos dele se abriram, ele estava realmente surpreso. - É um livro?!

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