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08 1 folha

agarra a tua oportunidade

nยบ08 2013


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índice 06 - A Escola Árvore 08 - Árvore

10 - Terrain Ahead 4 folha

14 - os talentos sinfónicos

16 - Colectivo Rua 20 - a mente explicativa

22 - Nelson évora 26 - o treino dedicado 28 - casa de sta isabel


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Pé Pé na na TERRA TERRA cabeça cabeça na na LUA LUA Pé Pé na na TERRA TERRA cabeça cabeça na na LUA LUA Pé Pé Pé na na na TERRA TERRA TERRA cabeça cabeça cabeça na na na LUA LUA LUA


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A Escola Árvore Em 1963, um conjunto de intelectuais e artistas do Porto, criam uma cooperativa cultural e, surge a Árvore - Cooperativa de Actividades Artísticas, C.R.L., que promove o acesso à artes e culturas alternativas e favorece o desenvolvimento do associativismo e o processo de produção cultural e artístico. Nos anos setenta iniciamse as primeiras experiências pedagógicas com a abertura

de cursos livres em expressões plásticas. Em 1982, são criadas as Cooperativas de Ensino Artístico Árvore I e II, separandose da casa-mãe. A primeira orienta-se para o ensino superior, a segunda para o ensino não superior. Instalam-se na Casa das Virtudes, tendo serviços comuns. Em finais dos anos noventa, a Cooperativa de Ensino Árvore II passa a ocupar todo o edifício da Casa das Virtudes, adoptando a

designação social de Escola das Virtudes - Cooperativa de Ensino Polivalente e Artístico, C.R.L. Em 1989, é criada a Escola Artística e Profissional Árvore, por contratoprograma assinado entre a Escola das Virtudes, então designada Cooperativa de Ensino Polivalente e Artístico Árvore II, C.R.L. Em 1998, o ministério da Educação afasta-se da parceria e entrega a propriedade da Escola Profissional à Escola das Virtudes.


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Árvore A Escola Árvore é uma escola profissional vocacionada para formações que exigem competências artísticas, em particular no domínio das expressões plásticas. Situada na zona histórica da cidade do Porto, procura dar expressão ao projecto Árvore, de formação alternativa pela via da arte.

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O seu projecto educativo aponta também para uma formação humanista orientada para o desenvolvimento da cidadania e para a participação activa na defesa dos valores fundamentais da liberdade, da paz e tolerância e dos bens do património cultural e ambiental. Apresenta ainda uma pedagogia diferenciada, centrada no trabalho de projecto, favorecendo uma aprendizagem dominantemente prática. Os seus cursos estão orientados para a aplicação artística no desenvolvimento de novos produtos - o design - e para o domínio das novas tecnologias no desenvolvimento desses produtos - modelação 3D, moda, animações 2D/3D, equipamento, gráfico, etc. - a fim de fazer face às novas necessidades de inovação e desenvolvimento.


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mĂşsica


Terrain Ahead IVVVO - Her

SOLUTION - First Thought

terrainahead.bandcamp.com/ album/album/purple

terrainahead.bandcamp.com/ album/album/ivvvo-her

terrainahead.bandcamp.com/ album/solution-first-thought

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PURPLE - PURPLE


música

A Terrain Ahead é uma jovem editora fundada na cidade do Porto, à qual se encontram ligados uma série de artistas nacionais que se dedicam a explorar os limites da electrónica dançante. Ninguém vos disse que já não se vive da música? Sim, já nos disseram, é irrelevante.

SOULUTION

Escolheram o nome da vossa editora numa noitada de Scrabble? Não, tivemos duas ideias para nome: uma boa e uma má, optámos pela boa.

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terrainahead.org

A última peça do puzzle chega agora através de uma compilação chamada simplesmente “Terrain Ahead”, contendo temas da maioria dos artistas a ela associados. Poderão encontrar faixas de IVVVO, Trikk e do seu projecto em conjunto Baliac, mas também irão descobrir nomes como PURPLE, Myeunoia ou Solution, entre outros. Olhando para a página de artistas da editora (ou até nos blogues ou soundclouds pessoais de cada um) dificilmente se encontra um rosto. Apenas nomes crípticos e um apurado sentido estético que resultam numa mistura tão interessante como rara.

Que bandas de outra editora levariam para uma ilha deserta? É impossível responder a isso.

Soundcloud soundcloud.com/soluti-n Facebook facebook.com/solution

IVVVO

Soundcloud soundcloud.com/ivvvo Facebook facebook.com/ivvvomusic

A vossa editora tem sotaque? Tem. Quando é que foi a última vez que encheram os bolsos — e o ego? Os bolsos não houve vez, ainda. O ego tem dias. Um álbum também se come com os olhos. Quem é o verdadeiro artista? Quem entra com dinheiro. Qual é o melhor sítio para ouvir música? Club. E que tal uma piada seca? O Bôda.

PURPLE

Soundcloud soundcloud.com/purplepurplepurple Facebook facebook.com/solution


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música

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os talentos sinfónicos

T-REX Sound

Vanger

Os T-REX Sound é um projecto criado por quatro amigos onde os estilos de musica que reinam são o Reggae, o Hip-Hop e DnB. Este projecto já vem sendo idealizado desde 2011, contudo estivemos a juntar fundos suficientes para podermos arrancar com confiança daí o aparecimento ser só em 2012. Tencionamos inovar quaisquer festa em que participaremos convivendo mais com a massiva! Actualmente com actuações em diversas casas como: Paredão Bar, Alfândega do Porto, Villa Club Porto, GARE Porto, Auditório and Contagiarte.

A música surgiu por acaso, brincava com softwares de produção ate que tudo começou a ficar mais sério e com objectivos futuros. Actualmente a temática da música que crio tenta retratar o meu dia a dia quase como um diário musical transformando quase como que se cada ‘kick’ e ‘snare’ fosse um passo dado. Em todo o trabalho desenvolvido até agora não tive apoios de editoras mas um objectivo era poder lançar as musicas no mercado para que possam chegar ao maior número de ouvintes e possíveis apreciadores.

Facebook facebook.com/TRexSound Soundcloud soundcloud.com/t-rexsound

Facebook facebook.com/vangerofficial Soundcloud soundcloud.com/vanger_vanger


“Encontra” quer que conhecimentos, marcas e legados sejam transmitidos aos novos alunos da Escola Artística e Profissional Árvore. Para mais informações: www.arvore.pt/exposicaoencontra

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arte


Alma, Draw, Don’t Love e Mash

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Colectivo Rua


arte

Revolução através da arte, parece ser a proposta do colectivo RevolucionARTE, agora com nome abreviado na palavra RUA. Provenientes do grande Porto, Alma, Draw, Don’t Love e Mash. Primeiro a tradicional apresentação individual.

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colectivorua.tumblr.com

Natural do Porto o Colectivo RUA é actualmente constituido por quatro elementos. Alma, Draw, Don´tlove e Mash partilham desde cedo o gosto pelo graffiti e “street art”, com o passar do tempo mas nunca descorando o graffiti, o colectivo tem vindo a explorar novos caminhos como a ilustração, o design e a fotografia, que fazem hoje parte dos seus quotidianos. Os seus trabalhos podem encontar expressão em logares tão diversos como espaços de exposição ou nas ruas da cidade, no entanto desde 2006 foi a rua o local de eleição para expor toda a criatividade incutida nos seus trabalho.

Alma - Eu comecei a pintar em 2001 com o Don´t Love, cujo tag de graffiti é Style, mas ele agora dedica-se mais à ilustração e o nome que usa é Don´t Love. Somos os dois de Vila do Conde, Mindelo, começámos a pintar por lá e entretanto, por volta de 2003, formámos a Nation Crew. Em 2006 mudámos para RevolucionARTE, mas como era um nome muito extenso diminuímos para RUA (pegando em três das letras de RevolucionARTE) e actualmente é Colectivo RUA. Entretanto conheci o Draw e começámos a pintar juntos, o Don´t Love deixou de pintar e dedicou-se mais ao design gráfico. O Mash, que é o quarto elemento, entrou em 2011, também pinta mas actualmente dedica-se mais à fotografia. Draw - Eu pinto desde 2001 também, comecei com uma crew de amigos que eram os ZWS. Só que entretanto, de 2001 a 2011, a actividade não foi muita. Nunca parei de pintar e nunca parei de ver graffiti só que pintava pouco. Se calhar porque não estava a pintar aquilo que

realmente queria, como agora. Antes pintava lettering e nunca fui muito bom no lettering, não era bem a minha praia. Em 2011 voltei a pintar, por brincadeira fui pintar com o Alma numa fábrica (nunca tinha pintado com ele) fiz uma cara e a partir daí voltou a surgir o bichinho. Era realmente o que eu já gostava de desenhar no papel, a figura humana, e quando passei a primeira cara para a parede pensei que estava talvez na altura de voltar a pintar... e entrei para o Colectivo RUA. DRAW Espírito Sk8talício’ - 2012 EXPOSIÇÃO COLECTIVA (PORTO)


E em termos de habilitações, o que estudaram? Draw - Eu estudei artes no liceu e agora estou a acabar o mestrado de arquitectura, na faculdade. O que, apesar de ter tido bastantes aulas de desenho, não está relacionado com a pintura. A pintura sempre foi de rua e por gosto. Mas no fundo mistura-se tudo e estamos a tentar abrir um bocado os horizontes. Alma - O Don´t Love tem o curso de design gráfico, e actualmente está a trabalhar num atelier dentro dessa área, faz vários trabalhos, desde ilustrações a livros, com trabalho de paginação e tudo. O Mash está a tirar um curso de fotografia. E eu não tenho base nenhuma de desenho, não tenho escola, sou um autodidacta ao máximo.

Draw - Tem surgido tudo muito naturalmente mas também muito rápido, porque nós começámos a pintar juntos há cerca de um ano e na altura em que recomecei a pintar nunca imaginei que passado um ano ia estar com tantas exposições. Mas isso quer dizer que as pessoas estão a gostar e estão atentas e isso também nos interessa e satisfaz. O único problema de ter sido tudo muito seguido é que não

nos deu tempo para respirar e criar mais. Alma - Mas ao mesmo tempo acho que há uma evolução notória de exposição para exposição. E também o mais importante é mesmo, tal como estamos aqui hoje, conhecer pessoas com base na exposição que serve também de pretexto para vir a Lisboa e criar novos intercâmbios.

DRAW | ALMA - 02/2012 SECA DO BACALHAU (VNG)

Tiveste ao menos aquelas aulas básicas de desenho... Alma - Eu era mau aluno a desenho, nunca gostei muito porque o desenho na escola é muito formatado. Hoje em dia não desenvolvem o lado criativo, não dão muita liberdade, todas as turmas fazem o mesmo trabalho, talvez por isso nunca me dediquei muito. Mas nas outras aulas sempre desenhei! (risos) Naquelas que não eram de desenho. Sempre treinei e vou aprendendo com aquilo que vejo, embora ache muito importante a formação em termos de técnicas principalmente, para desenvolver experiências.

Draw - O euromilhões, conta?(risos) Alma - Acho que tudo o que temos é já um bocado do que mais desejámos. Nós queremos é pintar e para nós esta fase já é um extra, tudo isto já é mais do que imaginámos.

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Algo que desejem daqui para a frente?


arte

a mente explicativa

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João Vaz O motivo ao qual me conectei ao breakdance, foi por influencia da namorada do meu irmão, que já praticou. A primeira vez que vi breakdance ao vivo foi algo que me marcou e desde aí houve uma ligação de minha parte a esse mundo. Quando estou perante o público, a energia e adrenalina apodera-se do meu corpo, sinto que tenho de animar o publico e faze-los gostar do breakdance assim como me aconteceu quando vi breakdance ao vivo pela primeira vez, tento demonstrar o lado mágico. Quando danço tento demonstrar a minha pessoa através da dança, tento mostrar algo de espetacular e acima de tudo curtir a musica. A musica é o mais importante para dançar, por isso faço prevalecer essa “regra”.

Francisco Gusmão Comecei por me interessar pelo skate numa altura de muito azar para mim, tinha partido o pé a jogar futebol. Estava com gesso e uns amigos meus começaram a levar o skate para a escola e eu fiquei com uma enorme vontade de andar também, aumentando também essa vontade num jogo de playstation “Tony Hawk American Westland”. Mal tirei o gesso comecei a andar e a partir daí nunca mais parei. O skate é algo que tem muita importancia para mim. Os melhores momentos da minha vida foram provocados por esta modalidade tal como o aparecimento de pessoas que se tornaram bastante importantes. Quando me ponho em cima de um skate todas as minha preocupações desaparecem e naquele momento sinto-me livre e com vontade de dar o melhor de mim.


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Desporto


Com 25 anos, Nelson Évora já atingiu os títulos mais importantes.

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Nelson évora


Desporto

Ao longo dos anos muito pedido, uma promessa do Estado português após o título olímpico de Nelson Évora, o Centro de Alto Rendimento...

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www.nelson-evora.com

Nelson Évora nasceu a 20 de Abril de 1984 na Costa do Marfim. Filho de pai caboverdiano e mãe costa-marfinense, Nelson acabou por ficar com nacionalidade cabo-verdiana. Como o pai, Paulo, começou a trabalhar muito cedo como contra-mestre de navios, pôde reformar-se cedo e, querendo dar uma boa educação aos filhos, trouxe-os para Portugal.

Que mensagem deve transmitir um atleta, em véspera dos Jogos Olímpicos? No momento de maior exposição mediática, porventura da sua carreira, ele tem o dever de falar daquilo que faz, das dificuldades que enfrenta, qual o panorama com que se vai defrontar nos Jogos Olímpicos, quais as suas aspirações e o nível em que se encontra. Assim, as pessoas sabem que ele é, por exemplo, um atleta que pode ir a uma final, mas que só a alcançará se estiver no seu melhor nível, porque se estiver na sua média, dificilmente lá chegará. Agora, os atletas que disserem que vão para ganhar medalhas de ouro e não explicarem quais são o seu nível e as suas aspirações, não se queixem, depois, de as pessoas ficarem desiludidas ao vê-los na televisão. Até porque uma medalha custa muito a ganhar... Sem dúvida. Temos muitos portugueses por esse mundo fora, nas várias áreas, que são os melhores do mundo. E os que o são sabem muito bem o quanto lhes custou a lá chegar. E o que é que custou uma medalha ao Nelson?

De uma forma física, posso muito bem dizer agora: uma medalha custa este tipo de problemas [aponta para a perna], custa partir uma perna quando se procura a perfeição, quando se procura ir mais além, quando se procura saltar e chegar a metas a que ninguém chegou. Há que arriscar e eu arrisquei... e, no meu caso, pago com o meu próprio corpo. Tudo o que ganhamos, pagamos com o nosso corpo. Aqui, nesta perna, está o melhor exemplo de quem se arrisca todos os dias, de quem tem de aguentar pesos de uma tonelada nas pernas, cada vez que salta, e isso 15 a 20 vezes por treino. Eu não me arrependo. É isto que eu gosto de fazer e voltarei a fazê-lo. Se calhar, para muitos, é uma loucura mas, para mim, é uma paixão. É uma paixão mas também uma dor física... É uma dor física, sem dúvida. A alta competição nunca trouxe saúde a ninguém. Simplesmente, acho que as pessoas têm de ter a noção de que ser o número 1 não é tão fácil como pensam. As pessoas invejam o Cristiano Ronaldo, por exemplo, mas não têm a noção das dores que ele sente, dos problemas físicos que ele tem para se manter no topo. É que, se tivessem noção dessas dores, talvez pensassem duas vezes antes de o invejar. E o mesmo se passa comigo. Para me manter no topo tenho


Sente que, como campeão olímpico, tem a responsabilidade de ser um exemplo para os portugueses? Tenho essa noção, claro. Aceito-a e abraço-a com entusiasmo. Até porque sei que, no estrangeiro, sou uma imagem do País. Que tipo de valores acha que encarna? A simplicidade. Gosto de ser uma pessoa simples, bem disposta. Tento ter sucesso, sem passar por cima de ninguém. Não sou conflituoso, embora tenha a noção de que, no desporto, o conflito dá mais visibilidade. Mas não faz parte da minha personalidade. Mas o conflito faz parte da competição... Claro, e aí não o recuso.

Em competição, transfigurase? Sou bastante competitivo, sim. E sou um espelho daquilo que me dão. Se alguém competir comigo com fair-play e desportivismo, pode esperar o mesmo de mim. Se se comportar com arrogância e provocação... receberá uma resposta semelhante. O mundo da competição é mesmo assim, é duro, e temos de estar à altura dos acontecimentos, em qualquer momento. E isso tem-no feito mudar, enquanto pessoa? Sem dúvida. Vamos perdendo alguma ingenuidade, tornamonos um pouco mais calculistas, menos previsíveis na nossa estratégia, na nossa forma de estar. Nestes anos de luta contra as lesões, teve, com certeza, momentos de desânimo. Onde vai buscar a força, nessas alturas? Temos que ir buscar a força a tudo: àquilo em que acreditamos, aos nossos objetivos, às pessoas que nos acompanham, que nos apoiam. E, muitas vezes, temos de inventar formas de nos automotivar. De que género? Até porque automotivação é algo de que quase todos os portugueses precisam, nos dias que correm... Muitas vezes, estamos tão

focados num problema que não vemos as coisas boas, à nossa volta. E há coisas simples como, por exemplo, alegrarmonos quando alguém que nos é próximo conseguiu superar alguma dificuldade. É simples, mas pode e deve constituir uma influência positiva. Os portugueses têm o hábito de se desculpar, no azar... Eu não acredito no azar. Acredito que há uma razão para tudo. Acredito que tudo se treina, tudo se pode antecipar. Mas não é azar passar anos a treinar e depois falhar os Jogos Olímpicos por uma lesão? Não posso dizer que é azar. A fratura de tíbia que sofri, se calhar, era inevitável, na minha disciplina, em especial depois da fratura de stresse que tinha tido. Se aconteceu, foi porque tinha que acontecer. Continua a pensar no salto de 18 metros? Sem dúvida. Alguns podem achar que as lesões me afastaram dessa meta, mas eu acredito. Eu sou uma pessoa bastante persistente nos meus objetivos. Este problema vai ser ultrapassado e tenho a certeza de que regressarei mais forte, como sempre sucedeu, depois de uma lesão. E quero defender o meu título olímpico, em 2016, no Rio de Janeiro, sem duvida alguma.

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de sofrer dores físicas, tenho de abdicar de muitas coisas, na minha vida pessoal. Tudo para poder treinar e estar disponível para um objetivo que é a minha paixão: o triplo-salto. E não tenho inveja dos jogadores de futebol. Nunca trocaria aquilo que tenho pelo que eles têm. Se pudesse escolher, claro que poria o atletismo e o triplo-salto como os desportos-rei, mas não sou eu que escolho. São as massas que escolhem, não posso fazer nada. Só posso dar o meu melhor e, em competição, dar o melhor espetáculo que consiga.


Desporto

o treino dedicado

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Pedro Fontinha O motivo ao qual me conectei ao breakdance, foi por influencia da namorada do meu irmão, que já praticou. A primeira vez que vi breakdance ao vivo foi algo que me marcou e desde aí houve uma ligação de minha parte a esse mundo. Quando estou perante o público, a energia e adrenalina apodera-se do meu corpo, sinto que tenho de animar o publico e faze-los gostar do breakdance assim como me aconteceu quando vi breakdance ao vivo pela primeira vez, tento demonstrar o lado mágico. Quando danço tento demonstrar a minha pessoa através da dança, tento mostrar algo de espetacular e acima de tudo curtir a musica. A musica é o mais importante para dançar, por isso faço prevalecer essa “regra”.

Bruno Barny Comecei por me interessar pelo skate numa altura de muito azar para mim, tinha partido o pé a jogar futebol. Estava com gesso e uns amigos meus começaram a levar o skate para a escola e eu fiquei com uma enorme vontade de andar também, aumentando também essa vontade num jogo de playstation “Tony Hawk American Westland”. Mal tirei o gesso comecei a andar e a partir daí nunca mais parei. O skate é algo que tem muita importancia para mim. Os melhores momentos da minha vida foram provocados por esta modalidade tal como o aparecimento de pessoas que se tornaram bastante importantes. Quando me ponho em cima de um skate todas as minha preocupações desaparecem e naquele momento sinto-me livre e com vontade de dar o melhor de mim.


RENASCER PARA VIVER HALLOWEEN 1 de outubro

CARNAVAL 3 de março

NATAL 13 de dezembro

PÁSCOA 16 de março

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informação disponivel no livro RELIVE eventos

RELIVE irá decorrer durante o ano de 2013/2014 na Escola Artística e Profissional Árvore


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Can you imagine a place where educators are completely focused on developing the true potential of each human being? Can you imagine a place were “teamwork” is much more than just a fancy word? “Casa de Sta Isabel” has been our case study for some years. Every single year, with different groups of students and teachers, all of us are touched by that extraordinary simplicity. The ones that had the privilege to visit it realize immediately that there is an individual will to do the best. As far as I am concerned, resilience is the keyword to describe: “Casa de Sta Isabel” Mrs. Costa Nov 2012


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agarra a tua oportunidade


Folha