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Alerta do Povo

Edição nº 1 Ano I Out/2012 São Paulo R$ 2,50

SEM REAJUSTE DE PREÇOS, PETROBRAS AMEAÇA CORTAR PROJETOS Em resposta, Mantega indica que combustíveis subirão, mas não diz quando A Petrobras avisou seus controladores que começará a cortar projetos bilionários se não houver reajuste de combustíveis nos próximos meses, de acordo com o previsto em seu plano de negócios, segundo fontes da Agência Estado. A presidente da companhia, Maria das Graças Foster, apresentou no dia 28 de setembro ao ministro da Fazenda e presidente do conselho de administração da Petrobras, Guido Mantega, uma lista extensa de projetos que podem precisar ser suprimidos por falta de caixa Do ministro, Graça ouviu na ocasião que o conselho de administração da Petrobras não é o fórum adequado para decidir sobre reajustes. Segundo as fontes, Mantega manteve a indicação de que haverá aumento, mas a data e o porcentual estão em aberto e dependem de uma complexa conjuntura inflacionária, em avaliação pelo governo. Não está confirmado ou descartado aumento ainda neste ano. Segundo Graça, sem o reajuste de combustíveis previsto no plano de negócios da companhia para o período 2012-2016, não será possível arcar integralmente com os 236,5 bilhões de reais de investimentos programados. A Petrobras tem tido prejuízos bilionários por precisar importar combustível a preços altos no exterior e revendê-lo Graça Foster, presidente da Petrobras (Tânia Rêgo/ABr) internamente a preços mais baixos. Conforme revelou a Agência Estado em junho, o plano de negócios previa naquele mês, no ato de sua aprovação, um reajuste de 15% para diesel e gasolina como premissa para financiar os investimentos. Desde então, o governo, controlador da companhia de capital misto, autorizou dois aumentos, mas abaixo do requerido. A gasolina foi reajustada nas refinarias em 7,83% em 25 de junho. O diesel recebeu dois reajustes, um de 3,94% (25 de junho) e outro de 6% (16 de julho).

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BRASIL PLANEJA NOVAS MEDIDAS DE DEFESA CONTRA A CRISE

Em seu discurso no Comitê Financeiro e Monetário Internacional, ministro Guido Mantega voltará a rebater críticas ao protecionismo brasileiro, reafirmando que medidas de defesa são legítimas perante a OMC

Mantega: novas medidas de defesa comercial podem estar a caminho (Lailson Santos/VEJA)

A avaliação do ministro sobre a necessidade de controlar a entrada excessiva de recursos no país causada pela liquidez internacional em busca de arbitragem de juros tem aliados importantes na cúpula do próprio FMI. Em entrevista exclusiva à Agência Estado em Tóquio, o diretor do departamento de Pesquisas do FMI, Olivier Blanchard, manifestou que o controle de capitais é um instrumento legítimo dos mercados emergentes numa conjuntura global marcada por volumes gigantescos de recursos que circulam pelo planeta em busca de rentabilidade imediata, dado que as economias avançadas apresentam taxas reais de juros negativas.

O Brasil vai adotar "todas as medidas que forem necessárias" para evitar os efeitos negativos da crise financeira internacional sobre a sua economia. Essa mensagem será o principal foco do discurso que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, fará neste sábado no Comitê Financeiro e Monetário Internacional, um dos eventos mais importantes da reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI) que ocorre em Tóquio. "Nós não podemos aceitar tentativas injustas de taxar como 'protecionistas' medidas legítimas de defesa nas áreas de comércio internacional, câmbio e gestão da conta de capitais", dirá o ministro, em seu pronunciamento oficial. De acordo com o documento, o ministro rebaterá as críticas recentes do mercado internacional às medidas protecionistas adotadas pelo governo brasileiro e sinalizará que novas medidas poderão ser adotadas para minimizar os efeitos da crise europeia na economia brasileira. "A experiência tem mostrado que o livre fluxo de capitais não necessariamente é a opção preferível em todas as circunstâncias", destacará Mantega. "Nós reafirmamos a necessidade por uma abordagem mais balanceada dentro do FMI sobre como limitar o excessivo fluxo de capitais de curto prazo."

Mais política fiscal - Mantega vai ressaltar que os países ricos precisam utilizar mais mecanismos fiscais para estimular suas economias, ao invés de sobrecarregar a política monetária, o que provoca desequilíbrios internacionais. A avaliação do ministro tem respaldo na teoria econômica. Programas oficiais de investimentos, normalmente, são mais eficientes para estimular o nível de atividade de uma nação do que a pura expansão da base monetária com liberação de recursos em boa parte para o setor financeiro. A ampliação da Formação Bruta de Capital Fixo tende a gerar mais empregos locais, enquanto que a interconexão dos mercados financeiros no planeta

torna muito fácil a fuga de capitais para países que apresentam maior rentabilidade e menor risco. Nesse contexto, Mantega vai reiterar que as políticas de afrouxamento quantitativo adotadas pelos países avançados podem gerar um resultado pior do que o esperado para a economia mundial. "A recente experiência sugere que há razões para duvidar da eficácia da política monetária frouxa nas circunstâncias atuais", dirá o ministro da Fazenda. "Taxas de juros reais estão negativas ou perto de zero há um longo período, sem promover uma recuperação clara do consumo privado ou investimento", ressaltará. Fonte: http://veja.abril.com.br/


RETA FINAL DO ENEM: O QUE E COMO ESTUDAR NA ÚLTIMA HORA Especialistas aconselham a investir em redação e resolução de provas antigas para treinar leitura e administração do tempo gasto em cada questão Em menos de um mês, mais de 5,7 milhões de brasileiros realizarão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2012, teste que desde 2009 tornou-se um importante passaporte para universidades federais e estaduais pelo Brasil afora. Para garantir um bom resultado nos dias 3 e 4 de novembro, a orientação dos professores é clara: aproveite as últimas semanas para refazer as provas de anos anteriores e dedique-se a treinar a redação. Ao contrário do que muitos acreditam, a reta final é o momento de rever o que já foi aprendido, não de investir em novos conteúdos. Quem ainda não se dedicou como deveria aos estudos, deve começar o quanto antes. Cuidado, porém, com a tentação de recuperar o tempo perdido. “Não dá para fazer milagre", avisa Roseli Braff, supervisora de língua portuguesa do Sistema COC de Ensino. "O Enem é uma prova que avalia o repertório adquirido ao longo do ensino médio, não em um mês.” Noites em claro e finais de semana debruçados sobre os livros , portanto, dificilmente trarão resultados promissores. O mais provável é que tenham o efeito contrário. “O cérebro também cansa e muita tensão se voltará, inevitavelmente, contra o estudante”, diz Roseli. Na semana que antecede a prova é preciso diminuir o ritmo e controlar a ansiedade. Lembre-se que as habilidades mais exigidas dos estudantes no Enem não estão ligadas a nenhuma disciplina específica, mas auxiliam em todas as áreas do conhecimento: leitura e interpretação. Não raro, o próprio enunciado já traz a resolução da questão. Mesmo em matemática, o estudante é avaliado pela capacidade de compreender gráficos e tabelas. Dedicar-se a apurar o conhecimento na leitura de elementos textuais e não textuais, portanto, é uma boa providência. Além disso, saber exatamente o que a questão pede é o primeiro passo para uma boa prova. “Muitas vezes, o aluno lê o texto de apoio mas não se detém no que o enunciado pede", alerta Vera Lúcia Antunes, coordenadora pedagógica do Objetivo. "Assim, acaba não respondendo o que o examinador quer saber.” Relógio - Por trazer muitos textos, gráficos e tabelas, o Enem é uma prova longa. O que torna imprescindível administrar o tempo gasto em cada questão. No primeiro dia, o exame terá 4h30 de duração e o candidato terá de resolver 90 questões. No segundo dia, serão 5h30 para mais 90 questões e uma redação. Isso significa uma média de 3 minutos para cada item. Para se adaptar ao cronômetro, não há segredo: é preciso treino. Os especialistas orientam a realizar as provas dos anos anteriores - preferencialmente as de 2009, 2010 e 2011, que obedecem ao novo modelo do Enem. Os simulados oferecidos por escolas e cursinhos também são ótimos treinamentos.

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DILMA ASSINA DECRETO QUE REGULAMENTA A LEI DAS COTAS Documento será publicado na segunda-feira com detalhes sobre as regras e o cronograma de implementação do sistema A presidente Dilma Rousseff assinou o decreto que regulamenta a Lei de Cotas, sancionada em 29 de agosto. A lei prevê que 120.000 das 240.000 em instituições federais sejam destinadas a alunos que tenham cursado o ensino médio integralmente em escolas da rede pública. A distribuição das vagas deve respeitar ainda critérios raciais. Portanto, sempre haverá vagas reservadas a negros, pardos e índios na proporção dessas populações em cada estado.

O decreto será publicado na próxima segunda-feira no Diário Oficial da União e deve detalhar as regras e o cronograma de implementação do novo sistema. Isso auxiliará as instituições se adequarem à lei já para o vestibular deste ano. A Universidade de Brasília (UnB), por exemplo, suspendeu temporariamente as inscrições ao processo seletivo para realizar alterações no edital do exame e, assim, evitar que algumas inscrições tivessem que ser refeitas com as mudanças. As federais terão quatro anos para se adaptar gradualmente às regras até chegar à reserva de 50% das vagas. Neste ano, devem destinar ao menos 12,5% das vagas ao sistema e, em 2013, 25%.

A regulamentação deve estabelecer também mecanismos para compensar eventuais diferenças de nível entre os alunos cotistas e os que ingressarem por meio do vestibular tradicional. A iniciativa foi defendida pelo ministro da Educação Aloizio Mercadante. Segundo ele, o governo federal pretende oferecer tutoria, aulas de nivelamento e reforço pedagógico. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) apontou uma diferença gritante entre a nota dos alunos da rede pública brasileira e da particular. Enquanto os primeiros obtiveram média de 3,4% pontos, os estudantes da rede privada alcançaram 5,7. Fonte: http://veja.abril.com.br/

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