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e de Comando e Controlo (C2). Além de Portugal este grupo conta com representantes de países como sejam a Alemanha, Áustria, Canadá, Chile, Dinamarca, Finlândia, Noruega, Polónia, Singapura, Suécia e Espanha.

a ser o único tipo de CC existente no Exército Português, enquanto elemento fundamental do GCC, força única que confere uma capacidade também única ao Sistema de Forças Nacional (SFN).

As IMGC, de carácter técnico, permitem a partilha e debate, relativos a informação técnica diversa, em particular sobre a atualização e estado de frotas, a distribuição de fogos e setores de tiro aos diversos escalões, à conduta de tiro do apontador e do chefe de CC, ao estudo e desenvolvimentos de novas munições, bem como à apresentação e demonstração de capacidades de sistemas de treino/ simulação em uso.

Esta singularidade no SFN determina que se acompanhem os desenvolvimentos internacionais de modernização deste sistema de armas, de modo a manter a sua adequação às necessidades do combate, em todo o espectro do conflito, mantendo-o relevante e decisivo nas tarefas e missões que lhe compete cumprir, à semelhança do que já acontece noutros exércitos aliados e amigos.

Way Ahead A partir de 2017, de acordo com o despacho de 3 de março, de S. Exa. o General Chefe do Estado-Maior do Exército, iniciou-se o processo de Phasing Out dos CCM60 A3 TTS, que serviram Portugal por cerca de 25 anos, tendo como um dos marcos importantes deste processo, a última sessão de fogos reais deste Sistema de Armas, realizada em 13 de março de 2018, dia da Unidade “Carrista” do Exército Português. Após o Phasing Out dos CCM60 A3TTS, o CC Leopard 2A6 passará

Atoleiros

Nº32 - abril 2018

Importa assim acompanhar um projeto de atualização, designado Midlife Upgrade (MLU), que visa o prolongamento do ciclo de vida útil do CC Leopard 2A6, através da modernização de alguns dos seus componentes. Este MLU permitirá, no seu Estado Final, garantir a resolução de alguns problemas de operação e colmatar algumas fragilidades da versão atual do sistema de armas, que se têm evidenciado na sua utilização e da qual têm resultado elevados custos para a sua sustentação e para a manutenção da sua operacionalidade. Além disso, também permitirá manter o GCC e o ERec,

enquanto elementos fundamentais da Capacidade Pesada (Brigada Mecanizada), em condições de poderem corresponder em pleno, às missões que lhe competem desenvolver no Território Nacional e fora deste, nomeadamente no que diz respeito aos compromissos internacionais assumidos e à sua capacidade para poder integrar forças e missões internacionais, cumprindo os requisitos que são exigidos, nomeadamente no âmbito da OTAN (e. g. Nato Response Force) e da União Europeia (UE) (e. g. European Union Land Rapid Response). Conclusões Conscientes do tremendo salto tecnológico com que agora lidam, na sua inserção na vanguarda da utilização de meios de combate, bem como das exigências e competências inerentes à sua condição, os militares do QCav, do GCC e do ERec da Brigada Mecanizada, herdeiros das glórias e tradições do passado e conscientes dos modernos meios blindados que possuem, ímpares no Exército Português, saberão sempre honrar as páginas brilhantes da sua história e “galopar” em direção ao futuro com determinação e vigor, para vencer novos desafios, ao serviço de Portugal.

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Atoleiros Nº 32  

Revista Militar da Brigada Mecanizada

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