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Responsabilidade Social

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa recorre ao voluntariado empresarial para proporcionar mais conforto e qualidade de vida a idosos da cidade. Como? Através da ação REPARAR, que há dois anos melhorou 26 habitações e que este ano quer beneficiar outras tantas.

Reparações solidárias

É sabido que as condições de habitabilidade e conforto são críticas para a qualidade de vida dos cidadãos mais idosos. Mas é igualmente sabido que há muitos idosos confinados a habitações degradadas, idosos que não possuem rede familiar de suporte e que apresentam condicionantes de mobilidade e dependência física, vivendo sozinhos e, mais do que isso, isolados. Este é o cenário que está na origem da ação REPARAR da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), uma ação de voluntaria38

Abril de 2013

do de reparações solidárias que se propõe proporcionar a algumas pessoas idosas condições de vida mais signas por via de melhorias nas respetivas residências. O programa – alerta Teresa Grácio, diretora do Departamento de Qualidade e Inovação da instituição – “não pode obviamente solucionar todos os problemas”. Mas pode solucionar alguns e, igualmente importante, “sensibilizar ainda mais a sociedade portuguesa, levando-a a procurar novas formas de pensar a qualidade de vida dos mais idosos e, fundamentalmente, a intervir”.

Do que se trata é precisamente de intervir. E não apenas no estado de degradação do edifício ou de conservação da habitação. Diz a experiência da SCML que a organização e a acessibilidade dos espaços interiores, e até a disposição do mobiliário, também condicionam o bem-estar, a qualidade de vida e a autonomia dos idosos. E o que o programa se propõe é, como o nome indica, proceder a pequenas reparações que contribuam para a melhoria das condições de habitabilidade assim entendidas. E fá-lo com recurso à

figura do voluntariado corporativo, incentivando empresas a apadrinharem as intervenções no âmbito da responsabilidade social e mediante o envolvimento de colaboradores em regime de voluntariado. Uma forma de – sublinha Teresa Grácio – as empresas intervirem positivamente na comunidade, “favorecendo a melhoria da qualidade de vida e o desenvolvimento de uma sociedade mais inclusiva e solidária, ao mesmo tempo que trabalham para se tornarem empresas melhores”. “O exercício do voluntariado corporativo promove, www.briefing.pt

Briefing 44  

Briefing nº 44