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são de uma concorrência crescente, dita que as entidades gestoras destas infraestruturas necessitam de implementar posicionamentos diferenciados nas diversas etapas que constituem a respetiva cadeia de valor. Assim e em função das suas próprias experiências e envolventes e com o fim último de responderem aos objetivos principais de orientação para o cliente e para o aumento de rendibilidade, o aeroporto procura gerar ganhos de eficiência e aproveitamento de oportunidades para aumentar as receitas por passageiro. É esta a razão pela qual, com crescente notoriedade, os aeroportos se procuram adaptar às necessidades dos passageiros, desenvolvendo uma oferta e serviços dirigidos a cada um dos segmentos por que estes se distribuem. E este é o caminho e a mudança cultural que a ANA Aeroportos tem vindo a fazer ao nível dos negócios não aviação, assente na clara perceção de que é necessário ter uma perspetiva holística sobre toda a cadeia de valor aeroportuária, até porque é assim que os nossos clientes nos veem: como uma infraestrutura integrada. Integração, racionalização e desenvolvimento de sinergias, entre as diversas áreas de negócio não aviação, são alicerces claros para a nossa missão, consubstanciada em: gerir de forma eficiente as infraestruturas e negócios a nosso cargo, contribuindo para o alto desenvolvimento económico da Empresa e da comunidade envolvente; oferecer aos nossos clientes um serviço de elevado valor acrescentado, contribuindo para a criação de valor para o acionista; contribuir para o papel dos aeroportos como verdadeiros polos de desenvolvimento, gerando riqueza, emprego e inovação tecnológica. Na atual conjuntura económica, a promoção do desenvolvimento dos negócios não aviação é outro desafio com que nos deparamos, e que merece ser também destacado, não só pelas dificuldades que, naturalmente, nos coloca, mas também pelos resultados que lográmos obter. De facto, apesar da forte contração da economia portuguesa e europeia verificada www.briefing.pt

“A área de Negócio Não Aviação compreende a gestão das áreas de retalho nos aeroportos (lojas, restauração e serviços), o investimento e desenvolvimento imobiliário, a gestão e exploração de parques de estacionamento, a gestão do negócio de rent-a-car, telecomunicações e a dinamização dos meios e suportes publicitários”

em 2012, verificamos, com natural satisfação, que as apostas feitas parecem estar a dar frutos, com os negócios não aviação a terminarem 2012 com um crescimento de 4% ao nível das receitas, sendo que, dentro destes, o retalho alcançou um crescimento de cerca 9%. Briefing | Em termos de volume de negócios, qual o segmento da não aviação que tem mais importância? CG | Do conjunto, destaca-se o retalho, que representou, em 2012, 49% do total de receitas não aviação, mantendo-se como componente de maior expressão. O peso das restantes áreas, distribui-se da seguinte forma: 18% imobiliário, 15% parques de estacionamento, 12% rent-a-car, 4% publicidade e 2% outros. Briefing | Quais são os segmentos que se pretendem desenvolver nos próximos tempos? CG | Continuar a estratégia de desenvolvimento do negócio do retalho, através da otimização, explorando modelos de negócio alternativos e novas áreas de intervenção. No que ao negócio do imobiliário diz respeito, está em curso uma importante aposta no desenvolvimento do negócio associado à carga, através da divulgação dos espaços de escritórios existentes no denominado edifício 134 (localizado no Novo Complexo de Carga do Aeroporto de Lisboa). Neste âmbito, o nosso target são tanto companhias aéreas, como transitários, despachantes alfandegários, operadores de carga, bem como outras empresas ligadas ao setor da carga. No que respeita ao segmento de escritórios, importa adequar a oferta existente em termos de condições e preço, à concorrência que cada vez mais vai existindo nas áreas circundantes dos aeroportos, especialmente em Lisboa, tirando partido de uma localização de excelência, junto ao aeroporto. Quanto ao negócio do rent-a-car, encontra-se em fase de estudo a possibilidade de prorrogação ou abertura de concurso público para os espaços licenciados nos aeroportos do continente, cujo prazo

“Integração, racionalização e desenvolvimento de sinergias, entre as diversas áreas de negócio não aviação, são alicerces claros para a nossa missão”

Abril de 2013

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Briefing 44  

Briefing nº 44