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Maria e os dois filhos

Num congresso

Quando em criança lhe perguntavam que profissão queria ter Maria Cruz Garcia não hesitava. “Quero ser mãe”, dizia. Um desejo que se foi intensificando com o passar dos anos e que hoje vive intensamente. Contudo, uma “outra” profissão invadiu a sua vida – a advocacia. Maria Cruz Garcia é hoje mãe de dois filhos e advogada, duas “profissões” que lhe ocupam a vida e garante que não prescindiria de nenhuma delas. A paixão pelo Direito foi algo que apareceu com o tempo. Na adoles-

cência Maria queria ser jornalista. Mas não para escrever notícias ou fazer reportagens: o objetivo era ter um programa de televisão de debates políticos. Com esse fim, pensou que cursar Direito seria uma escolha mais sensata. O plano inicial era obter uma base mais consistente para depois conduzir os debates políticos, como aqueles liderados por figuras como Miguel Sousa Tavares ou Margarida Marante. Sempre caracterizada como “refilona”, “assertiva” e “argumentativa”, as pessoas que a rodeavam sugeriam-lhe que

Na adolescência Maria queria ser jornalista. Mas não para escrever notícias ou fazer reportagens: o objetivo era ter um programa de televisão de debates políticos

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LISBOA

Nada como a luz da cidade Durante as férias aproveita para estar com os filhos e recuperar os momentos perdidos. O Algarve ainda é a opção que mais lhe convém, pois visto os filhos serem pequenos, é difícil contornar toda a logística necessária para uma viagem ao estrangeiro. Além disso, viaja bastante em trabalho e sempre que pode aproveita para conhecer um pouco mais das cidades que visita. Mas como cidade ideal escolhe Lisboa: foi na capital portuguesa que nasceu, cresceu e continua a viver. Numa altura em que tem cada vez mais amigos a saírem do país, Maria prefere ficar. Na necessidade de emigrar só se veria a viver em três cidades: Barcelona, Londres e São Francisco. A advogada é uma grande apreciadora de arte, mais

O agregador da advocacia

concretamente de design, e Barcelona tem uma ampla oferta cultural nesta área. Energética como é, não fica também indiferente à “movida” espanhola, que, na sua opinião, se mistura na perfeição com todo o ambiente cultural que caracteriza a cidade. Por Londres tem uma verdadeira paixão. Gosta da mistura de culturas que se encontra ao caminhar pela capital inglesa. Considera São Francisco a cidade mais parecida com Lisboa, tem as colinas e os tão característicos elétricos da capital portuguesa. É “a cidade americana mais europeia”. Contudo, é Lisboa que mais a apaixona e não se vê a trocá-la. Porquê? “Não há nada como a luz de Lisboa”, resume.

Abril de 2013

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