Page 1


Buscando maior integração entre as cidades, foi fundada em 1985, pelos prefeitos da região, liderados pelo então chefe do Executivo Monlevadense, Germim Loureiro (Bio), a Associação dos Municípios da Microrregião do Médio Piracicaba (Amepi). A sede da entidade foi construída em terreno de 16.500 m², doado pela prefeitura de João Monlevade, e inaugurada em 1988. A Amepi busca ampliar e fortalecer a capacidade administrativa, econômica e social dos municípios, prestandolhes assistência técnica e promovendo o estabelecimento da cooperação intermunicipal e intergovernamental. Assesssoria nas mais diversas áreas, fomento de discussões, serviços de engenharia, suporte técnico e permanente, fórum de debates sobre as questões municipais e regionais, fizeram da Amepi referência para outras microrregiões. Hoje, a instituição tem doze municípios associados, dentre os dezessete que compõem a região e exerce importante papel na promoção do crescimento e do desenvolvimento regional.


Daniel Cota

“O presente é tão grande, não nos afastemos. Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.” (Versos “De Mãos Dadas” – Carlos Drummond de Andrade)

O poeta itabirano Carlos Drummond foi um dos que mais cantou a sua terra natal e a sua região, apesar de muitos afirmarem o contrário e torcerem o nariz quando o assunto é a valorização regional. Drummond, à sua tímida maneira, elevou a voz no sentido da união e das perspectivas de viver o presente para definir os rumos do futuro. “Vamos de mãos dadas”, já dizia o poeta. Pois ele sabia que, movido pela força da união, pode-se rumar para um outro tempo. Tempo esse em que a região do Médio Piracicaba, uma das potências econômicas de Minas Gerais, vai mesmo ser reconhecida como tal. Esta publicação é um documento elaborado pela Associação dos Municípios da Microrregião do Médio Piracicaba (Amepi), enumerando algumas demandas que interferem diretamente na promoção do desenvolvimento regional. Comemorando o seu 25º aniversário, a Amepi promove esse diagnóstico para tornar pública a sua voz, que não se cala e nem se omite em defesa dos interesses comuns da região. Não é possível promover o crescimento sem conhecer as diversas realidades existentes no Médio Piracicaba. Os 17 municípios que compõem a região são heterogêneos e possuem uma economia tanto rica quanto diversa. Aqui, localiza-se um dos maiores pólos da mineração e da siderurgia no Brasil, cujas bases de desenvolvimento econômico são apoiados em aspectos naturais da região. Isso faz parte até da história de cada município. Entretanto, a diversidade impera e outros motores da economia surgem, como o turismo, a prestação de serviços, a agropecuária, dentre outros negócios empreendedores. No entanto, existem algumas carências que dificultam o crescimento e o desenvolvimento da região. Destacam-se, entre essas, a necessidade de duplicação da BR-381, uma das rodovias mais importantes do país, responsável pelo escoamento de riquezas. Outro fator é a falta de um aeroporto para atender a região, fortalecendo o setor de turismo e a integração com outras regiões do Estado e do Brasil. Também faz-se necessária a implantação de um hospital regional para atender as demandas das cidades do Médio Piracicaba, promovendo mais saúde e qualidade de vida aos moradores. A execução de projetos e de ações em prol do desenvolvimento, muitas vezes, depende do apoio e da intervenção política junto às lideranças nacionais. Nesse sentido, esse documento servirá como base de informações para promover o crescimento do Médio Piracicaba, à altura de sua força econômica, cultural e histórica. Boa Leitura! Raimundo Nonato Barcelos – Nozinho Prefeito de São Gonçalo do Rio Abaixo e Presidente da Associação dos Municípios da Microrregião do Médio Piracicaba (Amepi)


As dezessete cidades do Médio Piracicaba fazem parte da bacia do rio homônimo e compõem uma região diferenciada e caracterizada pela diversidade de produção. Além disso, conta com a proximidade entre os municípios, o que permite um bom relacionamento entre eles. Localizada no Centro Leste do Estado de Minas Gerais, a região do Médio Piracicaba foi cenário da exploração de ouro no século XVIII, inclusive, vários municípios que hoje compõem a região surgiram em função dessa atividade. Com a diminuição da atividade extrativista do ouro, outros recursos minerais passaram a ser explorados a partir do século XIX. Hoje, a atividade mineralógica ainda figura como um dos pilares da economia regional, sendo explorados recursos minerais variados como o manganês, as esmeraldas e, principalmente, o minério de ferro, produzido em escalas grandiosas. Esse último projeta também a siderurgia, outra grande força econômica da região. A partir de 1930, as primeiras indústrias foram se instalando na região, entre essas, a então Companhia Siderúrgica Belgo Mineira, em João Monlevade, pioneira na produção do aço no Médio Piracicaba. Hoje, essa unidade integra o maior grupo siderúrgico do mundo: o ArcelorMittal. A mineração, que anteriormente dedicava-se à exploração do ouro, se expandiu para vários outros recursos naturais. Em 1942, foi criada a Companhia Vale do Rio Doce, atual Vale, na cidade de Itabira. A mineradora tornou-se responsável pela produção em alta escala e levou suas atividades para outros municípios, como Barão de Cocais, São Gonçalo do Rio Abaixo, Mariana e Ouro Preto. De um modo geral, em toda a sua história, a região passou por diferentes momentos e acabou povoada, basicamente, por uma migração intensa, seja com o ciclo do ouro dando início a sua ocupação, seja com a descoberta das grandes jazidas de minério de ferro ou com a consolidação do seu complexo siderúrgico. A região está a cerca de 100 Km de Belo Horizonte. Entre as principais atividades econômicas existentes estão a Mineração, Produção de Aço, Agropecuária, Tecelagem, Turismo, Silvicultura (monocultura de eucaliptos), Produção de Bebidas (com destaque para a cachaça), Apicultura, Comércio e Prestação de Serviços.


A região do Médio Piracicaba oferece uma série de possibilidades para empresas de diversas atividades e de segmentos variados. Segundo dados da Fundação João Pinheiro, a participação dos municípios da região no Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais somou 2,24% em 2007. A indústria da região teve participação de 4,3% no total estadual, com destaque para o segmento de extração mineral.

da região com os complexos de Mariana, Ouro Preto, Conselheiro Lafaiete, Itabirito, entre outras unidades da empresa.

As dezessete cidades que compõem o Médio Piracicaba têm perfis apropriados para novos investimentos, porque possuem fatores que auxiliam o desenvolvimento. Entre esses, destacam-se as unidades de grandes empresas multinacionais, como a Vale, a Gerdau e a ArcelorMittal, entre outras nas áreas de extrativismo mineral e na siderurgia. O caminho está aberto para demais empresas que têm como matéria-prima o aço e o minério de ferro, além de outros minerais.

Além disso, o Médio Piracicaba ocupa uma posição estratégica no corredor do desenvolvimento. Contemplada com mais de 900 km de malha ferroviária e perpassada pela BR-381, principal eixo entre São Paulo, Belo Horizonte e o Nordeste brasileiro, a região também é próxima do Vale do Aço, do porto de Vitória e tem acesso fácil a outras regiões do país.

É plano da Vale implantar uma usina siderúrgica em Minas Gerais para agregar valor ao minério de ferro extraído. A região do Médio Piracicaba tem todas as características, indicadores técnicos e méritos para abrigar essa proposta. A região já abriga a poderosa Brucutu, maior reserva de minério de ferro do mundo, em capacidade inicial de produção na cidade de São Gonçalo do Rio Abaixo. Isso sem falar nas minas de Itabira, Catas Altas, Santa Bárbara, Rio Piracicaba e a proximidade

Especula-se também que a Vale investirá R$9,4 bilhões no Estado até 2014 com novos projetos. A região, que abriga grandes unidades de extração da empresa, seria a opção certa para receber a siderúrgica.

O Médio Piracicaba tem ainda potenciais para o agronegócio, sobretudo para a produção de derivados do leite e do milho, no circuito formado por São Domingos do Prata, Dionísio, São José do Goiabal e Sem Peixe. Há também destaque para a produção de mel e derivados em Santa Bárbara e também a exploração de pedras preciosas em Nova Era. Por tudo isso vale a pena investir no Médio Piracicaba: região de riquezas, de trabalho e com vocação para bons negócios.


“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais”. Guimarães Rosa Cada cidade do Médio Piracicaba tem uma particularidade. Seja do ponto de vista econômico, seja do ponto de vista geográfico, social ou histórico, a região é múltipla. Tem cidade que produz aço, outras retiram da terra o minério. Algumas ainda cuidam de animais: tiram leite, vendem carne. Umas se fortalecem na produção industrial. Outras oferecem suas belezas históricas, seus casarões e cachoeiras que descem de montanhas antigas. A região é vasta. E suas riquezas edificam um mosaico de elementos tão fundamentais para Minas, quiçá, para o país. A seguir, você verá uma pequena contextualização dos municípios, suas trajetórias, tradições, valores, enfim, um pouco da identidade de cada um deles.

Bem-vindo ao Médio Piracicaba


O sertanista Paulo Moreira da Silva se instalou na região, após percorrer o curso do rio Gualaxo do Norte, onde encontrou ouro e, à procura de novas terras, descobriu às margens do Rio do Peixe, solo de alta fertilidade. A partir daí, iniciou-se o povoamento do lugar que fornecia produtos agrícolas ao abastecimento das cidades mineradoras de Mariana e Ouro Preto. Em 1745, para agradecer o bom resultado das plantações, Paulo Moreira ergueu em sua fazenda uma capela sob a invocação de Nossa Senhora do Rosário. Foi então formado o arraial cujo progresso não mais se deteve. A freguesia foi criada em 1832 com o nome de Nossa Senhora do Rosário de Paulo Moreira. Em 1891, após desmembrar-se do município de Mariana, tornou-se vila com a denominação de Alvinópolis, em homenagem ao político mineiro Cesário Alvim, um dos que lutou pela emancipação do distrito. Alvinópolis tornou-se cidade em 1892 e passou a contar com três distritos: Fonseca, São Sebastião do Sem Peixe e Saúde. Em 1938, esses últimos também se desmembraram e tornaram-se cidades. Saúde passou a chamar-se Dom Silvério e Sem Peixe retirou do nome o São Sebastião. Atualmente, a cidade tem como distritos as localidades de Fonseca, Barretos de Alvinópolis e Major Ezequiel. Além desses, possui mais de 20 comunidades rurais. A economia gira em torno da agropecuária e da indústria, destacando-se a Cia Fabril Mascarenhas produzindo tecidos variados, sendo umas das fábricas mais tradicionais na produção de chita do Brasil. Outra empresa importante é a Bio Extratus Cosméticos Naturais, que possui uma moderna estrutura para produção de shampoos, cremes e outros produtos cosméticos.

Gentílico: Alvinopolense Rodovias: BR-262 e MG-123 Distância de Belo Horizonte: 162 km


Em 1713, durante a exploração de ouro, desbravadores portugueses e brasileiros descobriram o lugar após descer o rio São João, a partir do povoado de Socorro e acamparam num local que denominaram de Macacos. Mais tarde, esse nome foi trocado por São João do Morro Grande, devido a um extenso morro, de onde brotaram as primeiras casas. Ali, esses homens edificaram uma igreja em homenagem a São João Batista. Aos poucos, outros desbravadores em busca do ouro chegaram à região e, em 1763, foi iniciada a construção da Matriz, localizada na praça principal daquela vila. Essa obra contou com projeto de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, que esculpiu também, em pedra-sabão, a imagem de São João Batista, que fica no interior da igreja. De característica barroca, a Matriz tem altares folheados a ouro e a pintura do teto é atribuída ao Mestre Ataíde. Com a implantação da Usina Morro Grande o lugar toma impulso e, em 1938, o nome do distrito foi reduzido para Morro Grande. Emancipado em 1943, o distrito de Morro Grande se separou de Santa Bárbara, passando a chamar-se Barão de Cocais, em homenagem ao Barão José Feliciano Pinto Coelho da Cunha, que nasceu e viveu na antiga Vila Colonial de Cocais, atual distrito de Barão de Cocais. Atualmente, a cidade tem economia centrada na siderurgia, por causa da unidade local do grupo Gerdau que produz aço. O clima é bom e a cidade oferece diversas opções para o turismo e o ecoturismo, com destaque para os picos de Água Limpa, do Cume e a nascente do rio que banha o município. Além disso, é a partir de Barão de Cocais que se tem acesso ao Santuário do Caraça, uma das maiores Reservas de Proteção Natural (RPPN) do Médio Piracicaba. Gentílico: Cocaiense Rodovias: MG-436 e BR-381 Distância de Belo Horizonte: 93 km


Entre as montanhas mineiras, a pacata cidade de Bela Vista de Minas surge em 1962, emancipada do município de Nova Era. Isso aconteceu por causa do crescimento populacional decorrente da migração provocada pela expansão urbano-industrial da cidade vizinha, João Monlevade, em consequência da instalação da empresa siderúrgica Belgo Mineira. Antes, porém, a mineração foi um dos fatores predominantes na fixação dos primeiros moradores da região. Posteriormente, com o fim das atividades mineradoras, essa ocupação cedeu espaço à lavoura, surgindo, deste modo, várias fazendas. A história dá conta de que Belmiro Ferreira, Ricardo Rancheiro e José Modesto de Ávila foram os primeiros proprietários rurais do lugar. A propriedade de José Modesto ficava nos limites com o distrito de João Monlevade e possuía, em suas terras, um córrego chamado Onça, que também denominou o povoado da localidade. Num ponto elevado daquelas terras, de onde se descortinava uma agradável vista, foi erguida uma capela em homenagem a São Sebastião. Em face disso, a povoação passou a ser denominada de São Sebastião da Bela Vista. Distante a cerca de 5 km de João Monlevade, os proprietários rurais abriram loteamentos e as fazendas grandiosas, como a de José Modesto de Ávila, se transformaram em ruas, praças e avenidas para acolher os funcionários da Usina. Hoje, a cidade tem economia voltada para a apicultura, para o comércio e para a mineração. O principal recurso do município vem da exploração dos minerais. A Mina do Andrade, que produz anualmente 1,4 milhão de toneladas de minério de ferro, explorada pela ArcelorMittal, está localizada em terras bela-vistenses.

Gentílico: Bela-vistense Rodovias: BR-381/ BR-262 Distância de Belo Horizonte: 132 km

Município Associado


A história local dá conta de que o primeiro homem a habitar o lugar, na segunda metade do século XVIII, foi o português João da Motta Ribeiro, fundador da imponente Fazenda do Rio São João, vindo de Freguesia do Braga. Atraído pelo ciclo do ouro na região, o português trazia consigo uma imagem do Senhor Bom Jesus, vinda de Amparo (Portugal). A obra de arte, que representa Cristo aos 12 anos, originou o nome da cidade e está na Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus. Cercada pelas montanhas da Serra do Espinhaço e integrante da Estrada Real, Bom Jesus do Amparo faz divisa com Nova União, Caeté, São Gonçalo do Rio Abaixo, Itabira e Barão de Cocais. A cidade é tranquila e próspera, mantendo a típica mineiridade. Distante a apenas 70 km de Belo Horizonte, a cidade possui grandes atrações turísticas, como o Recanto das Pedras, um rio com três quedas d’águas, cujo o leito de rocha tem pedras cercadas por plantas nativas e pastagens. A economia do município gira em torno da agropecuária, com a produção de arroz, banana, cana-de-açúcar, café, feijão, laranja, mandioca, milho e tomate. Na pecuária, destacam-se a criação de gado, de frango e de suínos. Outra força da região é a empresa Sílica Sand Mineração, uma unidade do Grupo Telequartz de Companhias de Minério que é especializada na refinaria e mineração de areia de sílica, que se constitui em uma areia industrial de quartzo de altíssima pureza (SiO2). A empresa criou uma parceria com a Vale e produz cerca de 10 mil toneladas de ferrosílica por ano.

Gentílico: Bonjesuense Principal rodovia: BR-381 Distância de Belo Horizonte: 70 Km

Município Associado


Já é tradição. O município de Catas Altas é famoso pela produção artesanal de vinhos e licores de uva e jabuticaba, frutas muito comuns em quintais da simpática cidade. Segundo a Associação dos Produtores de Vinhos e Outros Produtos Artesanais (APROVART), a cidade produz, anualmente, acima de 30 mil litros. Por causa disso, é realizada no mês de maio, a Festa do Vinho, evento tradicional na região. O povoamento que deu origem à cidade data de 1702, com a chegada dos desbravadores Domingos Borges e Manuel Dias. Eles descobriram, naquele lugarejo, algumas minas de ouro. O nome da cidade surgiu por causa das escavações que eram necessárias para a retirada do mineral. No entanto, apesar dos quase 300 anos de história, Catas Altas só foi emancipada em 1995. A economia da cidade tem suas bases na mineração de ferro pela Vale, na produção dos vinhos, no artesanato em cerâmica e no potencial turístico. Catas Altas abriga também o Santuário do Caraça, fundado em 1820, onde, por muitos anos, funcionou um seminário. Atualmente, o Santuário abriga museu e biblioteca com exemplares de obras raras de 1700. O Caraça é uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) que preserva, além das serras e das cachoeiras impressionantes, exemplares da fauna e flora brasileira, como o lobo-guará, que hoje está ameaçado de extinção.

Gentílico: Catas-altense Principais rodovias: BR-381, MG-436, BR-262, MG-129 Distância de Belo Horizonte: 120 Km

Município Associado


Localizada a 175 km de Belo Horizonte, a cidade de Dionísio vive basicamente da agropecuária. O município abriga parte do Parque Estadual do Rio Doce, a primeira Reserva de Patrimônio Natural de Minas Gerais. Criado em 1944, o parque tem a maior área contínua de Mata Atlântica preservada no Estado. O turismo na cidade ainda é tímido, mas caminha para o desenvolvimento. Emancipada de São Domingos do Prata em 1948, a história da pequena cidade começa com a fundação de uma vila em 1892, quando, segundo uma lenda, um soldado de nome Dionísio desertou-se de Vila Rica e, após entrar em conflito com outros soldados, refugiou-se à margem do ribeirão Mumbaça. Para sobreviver, ele iniciou o plantio de alimentos, o que atraiu outros homens, devido à fertilidade do solo. Atualmente, o município de Dionísio conta com prestação de serviços diversos, tais como: administração de carvoaria e de viveiro, manutenção de estrada, manutenção eletro-mecânica (inclusive pintura), manutenção florestal, serviços de conservação, limpeza e transporte. Além disso, a cidade tem pecuária leiteira e produção significativa de banana, arroz, milho, cana-de-açúcar, feijão e laranja. A atividade apicultora também tem destaque, já que o município integra o quadro de cidades produtoras de mel, juntamente com outras da região.

Gentílico: Dionisiano Principais rodovias: BR-381 e BR-262 Distância de Belo Horizonte: 175 Km


Fortalecida pela agricultura familiar, a cidade de Dom Silvério está localizada há 178 km da capital do Estado. O principal setor produtivo da cidade é a fruticultura (banana, laranja, limão, tangerina, maracujá), seguido do cultivo de café, cana-de-açúcar, arroz, feijão, mandioca e milho. Próxima também à cidade de Ponte Nova, Dom Silvério conta com alguns distritos que ajudam a fortalecer a atividade agrícola. A pecuária também ocupa papel de destaque na economia do município e os principais rebanhos são bovinos, suínos e equinos. O município é grande produtor de leite e de gado de corte. Para promover o desenvolvimento, os produtores da cidade contam com uma Cooperativa dos Produtores Rurais, com um Sindicato dos Produtores Rurais e uma Associação de Produtores de Leite, além de um Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável. A história oficial ainda é pouco explorada. Mas a força da tradição popular dá conta que, em meados do século XVIII, o padre Domingos mudou-se para a região e, com cerca de 400 escravos africanos, apossou-se de uma porção de terra naquela localidade. O conflito com tribos indígenas foi inevitável, porém o religioso conseguiu formar uma fazenda. Anos mais tarde, após considerável crescimento da população, uma epidemia de febres matou muitas pessoas, levando o padre a promover ofícios religiosos, suplicando a Nossa Senhora da Saúde que os socorressem naquela emergência. A promessa era a de que se a onda febril se extinguisse, seria erguida uma capela em homenagem à Virgem. Com o fim da doença, a fazenda voltou a prosperar e a capela tornou-se símbolo de fé e peregrinações, constituindo assim, o povoado de Saúde. Emancipado de Alvinópolis em 1938, a cidade passou a chamar-se Dom Silvério, em homenagem a Dom Silvério Gomes Pimenta, primeiro bispo negro da Igreja Católica e que atuou na Arquidiocese de Mariana. Gentílico: Silveriense Principais Rodovias: BR-262 e MG-123 Distância de Belo Horizonte: 178 Km

Município Associado


Como uma locomotiva, Itabira leva consigo muitas cidades da região. Cidade natal da Vale e do poeta Carlos Drummond de Andrade, o município é um dos pilares da economia regional, por causa da atividade mineradora, do comércio e da educação. O marco histórico da cidade é o ano de 1720, com a chegada dos irmãos Faria de Albernaz (Francisco e Salvador). Os dois aventureiros, bandeirantes paulistas, mineravam em Itambé, quando avistaram um pico ao longe e, seguindo em sua direção, chegaram à serra a que chamaram Cauê (palavra dialetal africana que significa irmãos). Ali descobriram grande quantidade do mineral nobre. Com o passar dos anos e a escassez natural do ouro, a cidade passou a explorar minério de ferro, que é, até hoje, a maior fonte de renda municipal. Localizada a 110 km de Belo Horizonte, a cidade possui a maior mina de minério de ferro a céu aberto do mundo, com reservas que garantem a extração pela Vale por pelo menos mais 75 anos. Itabira é o município mineiro com maior arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM). Só o setor da mineração, em Itabira, emprega direta e indiretamente cerca de 5 mil pessoas. A atividade rende uma receita de aproximadamente R$ 150 milhões anuais, 75% da arrecadação total do município. Na cidade também está a maior jazida de esmeralda do Brasil, de propriedade da Belmont Mineradora. Além da mineração, outras atividades econômicas marcam o município. Destaque para a educação, pois possui uma forte estrutura educacional, com cursos superiores em universidades particulares e públicas. No turismo, destacam-se os Distritos de Ipoema e Senhora do Carmo, onde estão diversas cachoeiras, capelas centenárias e o Museu do Tropeiro, um marco da memória dos viajantes que transportavam as riquezas no interior do Estado no passado.

Gentílico: Itabirano Principais Rodovias: BR-381, MG-129 e MG - 434 Distância de Belo Horizonte: 110 Km

Município Associado


O título é um dos versos do hino da cidade. Emancipada de Rio Piracicaba em 1964, a cidade tem quase duzentos anos de história. Em 1817, o francês Jean Félix Dissandes de Monlevade, engenheiro de minas, chegou ao Brasil para estudar o minério de ferro da região. Com grandes ideias empreendedoras, ele trouxe da Inglaterra um maquinário pesado para produzir aço em grande escala. Até hoje, com a produção da usina local da ArcelorMittal, maior grupo siderúrgico do mundo, a cidade é referência no que tange ao empreendedorismo e no setor industrial. A receita do município é de cerca de R$120 milhões anuais e grande parte vem do repasse feito pela unidade da ArcelorMittal. De acordo com a especulação econômica, o grupo deve investir, nos próximos cinco anos, cerca de R$5 bilhões no país, dos quais R$1,2 bilhão seria na Usina de João Monlevade. A intenção, segundo o Jornal do Comércio, seria capacitar a unidade local para produzir 5 milhões de toneladas de sinter feed ao ano. Um alto-forno de ferrogusa com capacidade para 1,5 milhão de toneladas anuais; aciaria com condições para produzir cerca de 1,2 milhão de toneladas/ano; laminador com capacidade de 500 mil toneladas anuais e, ainda, a ampliação do laminador em operação, que passará a produzir 2 milhões de toneladas por ano. A cidade tem cerca de 2.500 pequenas indústrias e prestadores de serviços, que vêm contribuindo para o crescimento e desenvolvimento do município, em especial nos ramos de forjaria, prestação de serviços, serralheria, usinagem, caldeiraria e construção civil. Outras referências do município são os setores do comércio e da educação. A cidade tem um centro comercial em plena expansão, com possibilidade da construção de um Shopping Center. Além disso, em Monlevade há diversas franquias de grandes empresas e um comércio que está se descentralizando para bairros, sobretudo, para a região do Cruzeiro Celeste. Na área educacional, destacam-se os cursos técnicos em diversas áreas oferecidos pelas escolas presentes na cidade, além de instituições de ensino superior públicas e privadas. Gentílico: Monlevadense Principais rodovias: BR-381 e BR-262 Distância de Belo Horizonte: 110 Km

Município Associado


Nova Era tem, em seu patrimônio, uma das maiores jazidas de esmeraldas do país, que fica entre o município e a cidade de Itabira. Sua história também está ligada à mineração, já que há registros dos primeiros moradores do povoado datados do início dos anos 1700, com a exploração do ouro. Graças à exploração de minas, a cidade manteve sua economia na exploração do minério de ferro. Na década de 1970, a cidade viveu um grande apogeu da procura das belas pedras esverdeadas. O garimpo de Capoeirana até hoje atrai aventureiros com desejos de encontrar as esmeraldas. A cidade é grande fornecedora das gemas e contribui para que o país esteja inserido no mercado internacional de pedras preciosas, junto a outras dos estados da Bahia e de Goiás. Além das esmeraldas, o município conta com reservas de água mineral, feldspato e quartzo, segundo o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Localizada a 140 km de Belo Horizonte, Nova Era é cortada pelo Rio Piracicaba e pela ferrovia Vitória a Minas, além da BR-381, entre a capital e Governador Valadares. Tem uma posição estratégica e, por isso, possui um pátio para manobras dos trens em Desembargador Drummond. Além disso, está a apenas 60 km da região do Vale do Aço, outro grande pólo econômico de Minas Gerais. Hoje, o município tem várias empresas em ramos variados, com destaque para a Nova Era Silicon como uma das suas maiores produtoras na área de ferro silício e prestação de serviços à área industrial. Além disso, a cidade conta ainda com a exploração de minério pela Vale. A agricultura familiar também é destaque, já que a cidade tem bons produtores de cana-de-açúcar e laranja. Na parte histórica do município, se encontra a Igreja de São José, erguida ainda no século XVIII. Ao redor da Matriz, ainda há casarões preservados por moradores com a orientação do Instituto de Patrimônio Histórico Nacional (Iphan). A cidade promove carnaval de rua, participa do calendário nacional de Encontro de Motociclistas e promove, anualmente, Passeio de Jipe com encontro de jipeiros, vindos de vários estados do Brasil. Gentílico: Novaerense Principais rodovias: BR-381 Distância de Belo Horizonte: 140 Km


O clima interiorano prevalece em Rio Piracicaba, município localizado a cerca de 127 km de Belo Horizonte, que tem sua economia centrada na extração de minério de ferro, agricultura de subsistência e pecuária leiteira. Há alguns pequenos produtores rurais que fornecem produtos diversos para cidades vizinhas. Com duas grandes minas, as de Morro Agudo e de Água Limpa, o município tem como principal fonte de receita os valores repassados pela Vale e pela Samitri, as duas maiores empresas da cidade. Através da ferrovia Vitória a Minas, Rio Piracicaba envia seu minério de ferro para o porto de Tubarão, no Espírito Santo, de onde é exportado. Cortada pelo rio que a batiza, a cidade tem também seu valor histórico. A Antiga São Miguel do Piracicaba, então vila de Santa Bárbara, era um dos centros mais importantes nas redondezas, durante os séculos XVIII e começo do XIX. Isso por causa de sua proximidade com Alvinópolis, Mariana, Santa Bárbara e João Monlevade. Esta última, foi seu distrito até 1964. Entre os dias 1º e 3 de maio, a cidade rende homenagens e vive o Jubileu do Senhor Bom Jesus, sua principal festa. O evento reúne milhares de fiéis que acompanham os cortejos com as imagens do padroeiro, de Nossa Senhora dos Passos e de São Miguel. Nessa época, a cidade é tomada por barracas de comidas e bebidas típicas e de comércio diversificado. Além disso, há carnaval de rua e eventos agropecuários, como cavalgada. A cidade não dispõe de escolas profissionalizantes e busca mão-de-obra qualificada em outras cidades da região. Mesmo assim, tem características de um município em pleno desenvolvimento. Possui energia elétrica, abastecimento de água fluoretada, serviços telefônicos, boas escolas, comércio atuante e diversificado, estradas conservadas na zona rural e estradas pavimentadas ligando Rio Piracicaba a João Monlevade e a outros municípios.

Gentílico: Piracicabense Principais rodovias: BR-381, BR-262 e MG-123 Distância de Belo Horizonte: 127 Km

Município Associado


Com uma produção de mel de cerca de 400 toneladas por ano, Santa Bárbara, localizada a 112 km de Belo Horizonte, é uma das riquezas históricas regionais. Sua origem remota à época da exploração do ouro, mais precisamente em 1704, quando era passagem obrigatória para quem vinha do Rio de Janeiro, então capital do país, para o interior de Minas. Por isso, até hoje, é uma das cidades que compõe a Estrada Real. Tornou-se município em 1858 e dele, originaram-se os municípios de Barão de Cocais, Catas Altas, Conceição do Mato Dentro, Rio Piracicaba, São Gonçalo do Rio Abaixo, Bom Jesus do Amparo, Nova União, Socorro, Brumado e João Monlevade, que depois se tornaram cidades. Por isso, pode-se dizer que Santa Bárbara é uma espécie de matriarca do Médio Piracicaba. Hoje, a economia santa-barbarense se baseia na produção e na comercialização de mel e derivados. Também há destaque para a extração de minério de ferro e ouro por grandes empresas, como a Vale. Outra atividade econômica é existente é a silvicultura (plantação de eucalipto) e o reflorestamento para produção de carvão vegetal. A agropecuária também é destaque no município. Anualmente, a cidade promove o tradicional torneio leiteiro e exposição de produtos, no mês de julho, ocasião em que são realizados grandes negócios entre criadores de animais e agricultores locais e de vários estados brasileiros. O turismo ecológico, rural, histórico e de aventuras se apresenta como excelente opção para a economia. Cidade natal do ex-presidente Afonso Pena, a cidade conta com casarões tombados pelo Instituto Nacional de Patrimônio Histórico (Iphan), a Igreja de Santo Amaro, no distrito de Brumal, a capela de Nossa Senhora do Rosário dos Negros, Antiga Farmácia de D. Nini, a Casa do Mirante, o Casarão de Afonso Pena ou Casa Grande, a Capela da Arquiconfraria do Cordão de São Francisco e a Capela de Nosso Senhor do Bonfim. Santa Bárbara conta ainda com outras atrações turísticas como cachoeiras, a lagoa da reserva ambiental de Peti e os eventos: a Cavalhada de Santo Amaro, a Feira Multi-Setorial, entre outros.

Gentílico: Santa-barbarense Principais rodovias: MG-436 e BR-381 Distância de Belo Horizonte: 112 Km


A pequena cidade de Santa Maria de Itabira, localizada a 102 km de Belo Horizonte, tem destaque para os grandes grupos econômicos que a projetou. Santa Maria é o berço da rede de supermercados Bretas e das lanchonetes Tia Eliana, duas grandes forças na região. O município também realiza atividades agropecuárias com forte influência na economia regional. O destaque fica para a produção de milho, arroz, feijão e cana-de-açúcar. A pecuária produz leite, derivados e gado de corte. Há também a extração de areia para construção civil e de pedras preciosas, como água-marinha. Com plantações de eucalipto, a cidade também produz carvão vegetal e conta com áreas de reflorestamento. O município também presta serviços a cidades vizinhas, com o fornecimento de mão-de-obra e de produtos rurais. O turismo é outra área em desenvolvimento, por causa das cachoeiras Setilha, dos Borges e Cachoeirão, todas margeando o Rio Tanque. Além disso, Santa Maria de Itabira recebe bem os turistas que procuram caminhar pelas estradas de terra e pelas trilhas no entorno do município. A história da cidade tem início com a chegada aos seus territórios de Francisco de Paula e Silva Santa Maria, considerado o fundador de Santa Maria. Ele era viajante à procura de ouro que decidiu instalar-se naquela região. O povoado desenvolveu-se junto às margens dos rios Girau e Tanque e, distrito de Itabira, foi elevado a município em 1943.

Gentílico: Santa-mariense Principais rodovias: BR-381, BR-120, MG-434, MG-129. Distância de Belo Horizonte: 102 Km

Município Associado


A produção nos setores de agricultura e pecuária representa mais de 70% do PIB de São Domingos do Prata. Distante da capital mineira a apenas 136 km, o município tem empresas de médio porte, como a Anchieta Alimentos que fabrica, principalmente, derivados do milho e a Cooperativa DuPrata, produtora de derivados do leite. A história da cidade remota a 1758, quando o desbravador Domingos Marques Afonso se perdeu naquelas terras e permaneceu por vários dias, correndo o risco de ser atacado por índios botocudos e animais selvagens. Devoto de São Domingos Gusmão, reza a história que ele prometeu construir uma igreja em homenagem ao santo, caso sobrevivesse. Após conseguir chegar em casa de novo, em 1760, Domingos Marques Afonso e Antônio Alves Passos, seu companheiro de expedição, deram início a construção da capela dedicada a São Domingos Gusmão, onde hoje se encontra a Igreja Matriz de São Domingos Gusmão. O nome da cidade é derivado do Santo Padroeiro e alude ao rio da Prata que banha a cidade. A cidade, hoje, tem como destaque o carnaval que é considerado um dos melhores do interior de Minas, nos quesitos de diversão e segurança. Além disso, oferece algumas opções para o ecoturismo, como as cachoeiras de Alfié e a Pedra da Baleia, de onde saltam aventureiros em paraglider. O município também integra o calendário nacional de Encontro de Motociclistas e promove, ainda, eventos agropecuários, como cavalgada e concursos de marcha.

A cidade tem reservas de manganês. Gentílico: Pratiano Principais rodovias: BR-381, BR-262 Distância de Belo Horizonte: 136 Km Município Associado


O município de São Gonçalo do Rio Abaixo é uma das maiores revelações no desenvolvimento econômico nacional. A pequena cidade se agiganta na extração de minério de ferro por abrigar a mina de Brucutu, maior jazida do mundo, explorada pela Vale. Localizado a 84 km da capital mineira, o município está inserido na rota do desenvolvimento, já que é cortado pelas BR-381 e BR-262. A primeira liga Minas aos estados do Nordeste do país. A outra, segue com destino a Vitória, no estado do Espírito Santo, onde o está o Porto de Tubarão, um dos mais movimentados do Brasil. Sua história teve início no século XVIII, com a fixação de diversos bandeirantes em busca do ouro. Em 1704, o desbravador Antônio Bueno encontrou minas ricas e abundantes ao longo do Ribeirão Santa Bárbara, trajeto do qual originou São Gonçalo, entre 1710 a 1720. A cidade conta com conjunto arquitetônico de antigas fazendas, engenhos de cana e fábricas de ferro. O nome da cidade é homenagem a São Gonçalo do Amarante, santo milagreiro português. Em 2006, a atividade de mineração foi reforçada com a inauguração da mina de Brucutu que, no início da sua operação, tinha projeção para produzir 30 milhões de toneladas de minério de ferro anuais. Hoje, impulsionada pela extração de minério de ferro em suas terras, São Gonçalo do Rio Abaixo desenvolve diversas atividades para promover o bem estar da população, entre projetos nas áreas de infraestrutura, cultura e educação, sendo reconhecida nacionalmente com prêmios e congratulações diversas. Além da mineração, outros setores da economia são a agricultura, com o plantio de milho, feijão e frutas diversas. A pecuária fornece gado de corte, leite e derivados. Há também extrativismo vegetal e produção de celulose. Outro destaque é o patrimônio histórico preservado e a realização de festas populares, como o carnaval de rua e a cavalgada, que chega a reunir cerca de 50 mil pessoas nos três dias do evento.

Município Associado

Gentílico: São-gonçalense A Cenibra produz celulose e ocupa área de mais de 7 mil hectares. A Vale investiu mais de U$1,1 bilhão no projeto Brucutu. A cidade está a 30 km da ArcelorMittal, 40 da Gerdau e 140 da Usiminas. Principais rodovias: BR-381, MG-129 Distância de Belo Horizonte: 84 Km


São José do Goiabal, como seu santo padroeiro, acredita no seu trabalho em prol do desenvolvimento, buscando forças no seu interior. A cidade sobrevive da agropecuária e produz milho, arroz, laranja, banana, cana-deaçúcar, feijão, mandioca e goiaba. Na cidade ainda é desenvolvido o artesanato e a criação de gado de leite e de corte, além de suínos e frangos. O turismo também é uma das atividades econômicas desenvolvidas no município. Em sua zona rural, está localizado o Hotel Fazenda Barra Alegre, com diversos atrativos para o lazer e também para quem procura descansar. O município também é contemplado com uma parte do Parque Estadual do Rio Doce e recebe bem os turistas que ali chegam. Localizada a 184 km de Belo Horizonte e a cerca de 60 km de Ipatinga, a cidade é cercada pelas rodovias BR381, BR-262, MG-320 e faz limites com os municípios de São Domingos do Prata, Rio Casca, Dionísio e São Pedro dos Ferros. Ela está inserida no corredor entre Belo Horizonte e Vitória, da qual está distante a cerca de 400 km. Conta a história que as terras eram protegidas por escravos, uma vez que a região era cercada por tribos de índios botocudos. Por isso, a ocupação dos brancos só aconteceu anos mais tarde, depois da fundação de um povoado. São José do Goiabal foi assim batizada por causa do padroeiro e também pela quantidade de goiabas nativas, típicas da região.

Gentílico: Goiabalense Cidade pode fornecer produtos para biodiesel. Principais rodovias: BR-381, BR-262 e MG-320 Distância de Belo Horizonte: 184 Km

Município Associado


A cidade de Sem Peixe foi emancipada de Dom Silvério em 1995. Com apenas 15 anos de existência, a simpática cidade tem mais de 100 anos de história, iniciada em fins do século XIX. Até hoje, o município tem a economia rural e o agronegócio como base para o seu desenvolvimento. Localizada a 121 km de Belo Horizonte, a cidade tem sua economia voltada para a produção de gado de corte e leite e para a cultura agrícola de milho, cana-de-açúcar e feijão. Além disso, o turismo rural está em ascensão para quem procura tranquilidade e contato com a natureza. A cidade tem pequena área urbana e muitas belezas como cachoeiras, montanhas, trilhas, casarões e igrejas. O nome do município é explicado por uma lenda indígena de transmissão oral, que diz que nesta região passaram índios de origem nômade, que foram pescar no rio que corta a região. Não encontrando pesca suficiente, mudaram-se novamente usando a expressão Piracuera, que traduzida quer dizer “aqui não tem peixes”. O município é banhado pelo Rio Doce e faz divisa com os municípios de Rio Casca, Santa Cruz do Escalvado, Rio Doce, Dom Silvério e São Domingos do Prata. As rodovias BR-262 e MG-123 são os principais acessos à cidade. O município conta com Associação dos Produtores Rurais que promove o desenvolvimento local. Entre suas ações, destaca-se a Escola Família Agrícola de Camões, localizada na comunidade de mesmo nome e é responsável pela educação de jovens e adultos.

Gentílico: Sem-peixiano Há possibilidade de produção de biosiesel. Principais rodovias: BR-262 e MG-123 Distância de Belo Horizonte: 121 Km

Município Associado


A duplicação da BR-381 norte, entre as cidades de Belo Horizonte e Governador Valadares, representa para o Médio Piracicaba um grande avanço em nome do desenvolvimento. Como a rodovia nasce em São Paulo, passa pela capital mineira e atravessa quase todos os municípios da região a caminho do Nordeste, por ela circulam diariamente milhões de reais em cargas em busca do progresso nacional. No entanto, com o excesso de curvas (só nos 110 km entre Belo Horizonte e João Monlevade são mais de 200) e com o fluxo intenso de carros de passeio, caminhões e carretas, o número de acidentes e de vítimas é estarrecedor. Segundo balanço da Polícia Rodoviária Federal, realizado em 2008, foram 138 mortes no trecho entre Belo Horizonte e Valadares. Neste percurso, foram registrados 2.706 acidentes, que deixaram 2.055 feridos. Em 2007, foram 121 mortos e 1.985 feridos em 2.522 acidentes. O número de mortos pode ser ainda maior, já que a Polícia só contabiliza os óbitos na rodovia, desconsiderando as vítimas que morreram a caminho do hospital. Os dados de 2009 ainda não estão disponíveis. Trechos mais perigosos da rodovia: Referente a acidentes, o trecho mais perigoso está entre os Km 420 e 425, em Caeté, onde ocorreram 146 batidas e saídas de pista. Com relação a mortes, do km 405 ao km 410, em Nova União, foram 19 vítimas. Os tristes dados da estatística reforçam a importância da BR-381 ser duplicada urgentemente e deixar de ser a “Rodovia da Morte” para se transformar na rodovia do desenvolvimento. A obra, orçada em R$ 2 bilhões, foi prometida diversas vezes e está inserida na segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). Mas é preciso atenção, cobrança e atitude política, uma vez que nem todas as obras previstas no PAC 1 foram finalizadas. As lideranças regionais acreditam que, sem a duplicação da rodovia, é impossível promover o desenvolvimento da região, já que a BR-381 corta a maioria dos municípios e é uma importante ligação entre o Médio Piracicaba e outras regiões estratégicas do Estado e do país. Breno Botelho


Veja, a seguir, alguns dados fornecidos pela ONG SOS Movimento Estradas Federais, criada para chamar a atenção das autoridades em nome da duplicação da BR-381: • Nos 320 km entre BH e Governador Valadares, a rodovia é simples, estreita e não possui proteção física de concreto entre uma mão e outra. A faixa de 48 cm de largura é o que divide uma pista da outra e a vida da morte. •A topografia acidentada e as curvas fora dos padrões de segurança tiram o carro de sua trajetória e o joga de encontro ao veículo que segue em sentido contrário. Muitas vezes isso acontece sem que o motorista esteja esperando e tenha tempo de corrigir o curso do carro ou do caminhão, provocando colisões frontais. •A BR-381 foi construída há 55 anos e nunca recebeu nenhuma obra expressiva de melhoria. •O fluxo de veículos e caminhões praticamente duplicou nos últimos 10 anos e todo o movimento que cruza o país do Norte e Nordeste para o Sudeste, Centro Oeste e Sul, passa pela BR-381. Parte significativa dos óbitos são de motoristas de outros Estados que não conhecem a rodovia. •As carrocerias estendidas de carretas carregadas com aço é uma realidade da BR-381, em virtude das siderúrgicas da região. Elas costumam invadir a pista contrária não por imprudência dos motoristas, mas por questões de engenharia das curvas deficientes, que são fechadas e não comportam este modelo de carroceria, provocando acidentes por colisões laterais ou desprendimento de cargas (bobinas de aço). •A topografia exige dos freios dos caminhões mais do que eles suportam. Há um grande número de subidas e descidas longas em todo o percurso da rodovia. •A rodovia tem 923 Km entre a divisa de Minas com São Paulo até a divisa de Minas com o Espírito Santo, em São Mateus. •Independente das obras de duplicação, a rodovia precisa de um plano de emergência para amenizar o alto índice de acidentes com mortes. •A Polícia Rodoviária tem os números de acidentes, sabe onde e como eles acontecem em cada curva. Isso sugere uma sinalização especial, instalação de barreiras eletrônicas, lombadas e redutores de velocidade, onde os acidentes são mais comuns. •A Bancada Estadual da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, composta pelos deputados da Comissão de Transporte daquela Casa, esteve ao lado do Movimento SOS Rodovias durante todo o tempo, realizando audiências públicas sobre o tema e com presença física em todas as manifestações durante o ano de 2009. •Foram feitas duas visitas a Brasília durante o ano de 2009, com a presença de vítimas e familiares, além do vice-presidente e do Ministro dos Transportes. •Estiveram envolvidas diretamente no movimento Prefeituras e Câmaras Municipais de 28 cidades por onde a rodovia passa.

6 milhões de pessoas são atingidas pelos reflexos de acidentes ocorridos na BR-381.

92% dos acidentes são colisões frontais e poderiam ser evitados se a rodovia fosse duplicada.

Há 55 anos, a BR-381 nunca recebeu nenhuma obra expressiva de melhoria.


A região do Médio Piracicaba precisa de um hospital regional equipado e pronto para atender emergências. O objetivo é melhorar a qualidade de vida da população, que precisa dirigir-se até Belo Horizonte para receber tratamento especializado ou de urgência e, muitas vezes, não resiste à travessia dos 100 km que separa a região da capital. Os municípios da região não possuem grande centro hospitalar. A maioria dos hospitais presentes nas cidades são carentes de estrutura adequada para atendimentos de complexidade média, alta ou mesmo de emergência. Apenas Itabira dispõe de um Centro de Tratamento Intensivo (CTI), o que faz com que os municípios tenham de enviar pacientes para a capital ou Ipatinga, no Vale do Aço. Um hospital regional poderia atender as especialidades de clínica médica, pediatria, cirurgia, ortopedia e neurologia, beneficiando os quase 380 mil habitantes do Médio Piracicaba. Além disso, a unidade também faria atendimentos de urgência e emergência de alta complexidade e contaria com grande número de leitos para internação. Estima-se, conforme outros modelos de hospitais regionais existentes em Minas, que seriam necessários cerca de R$40 milhões para montar e equipar um hospital regional. Fonte: IBGE - 2008

Dados: - 374.575 habitantes. - Apenas 634 leitos (sendo a maioria destinada a internações de baixa complexidade).

- 5 municípios não possuem hospital. São eles: Bela Vista de Minas, Bom Jesus do Amparo, Catas Altas, São Gonçalo do Rio Abaixo e Sem Peixe. - Cerca de R$40 milhões seriam necessários para montar e equipar um hospital regional. www.fotolia.com


O Médio Piracicaba precisa de um aeroporto regional para atender à demanda dos municípios. A construção de um aeroporto é proposta antiga na região. Um anteprojeto foi elaborado em reuniões da Associação dos Municípios da Microrregião do Médio Piracicaba (Amepi) para a construção de um aeroporto em um campo de pouso, na Serra do Tambor, que fica entre Itabira, João Monlevade e Nova Era. No entanto, a ideia não decolou. Mesmo assim, são evidentes as melhorias proporcionadas por um aeroporto regional. Entre essas, destacam-se as ações em prol do turismo, da realização de negócios e da prestação de serviços. Do ponto de vista turístico, o aeroporto seria um canal entre a região e outros estados, já que o Médio Piracicaba tem diversas opções turísticas, como trecho do Circuito do Ouro da Estrada Real, que contempla as cidades de Santa Bárbara, Barão de Cocais, Catas Altas, entre outras. Sob a perspectiva da realização de negócios, o Médio Piracicaba é uma das regiões mais prósperas do Estado, com unidades de empresas multinacionais, dos setores de siderurgia e mineração, nas cidades de São Gonçalo do Rio Abaixo, Itabira, João Monlevade, entre outras. Há também um grande pólo do agronegócio, formado por São Domingos do Prata, Dionísio, Sem Peixe e São José do Goiabal. Destaca-se, ainda, Alvinópolis, que é uma das maiores produtoras e exportadoras de chita do Brasil, além da produção de toneladas de mel em Santa Bárbara. A região ainda poderia crescer muito mais com a prestação de serviços do aeroporto regional, na recepção de viajantes de outros estados, que não precisariam enfrentar os perigosos quilômetros da BR-381. Isso sem falar no escoamento de mercadorias e de pessoas para as demais regiões brasileiras.

www.fotolia.com


Uma alternativa para ampliar o desenvolvimento regional é potencializar o uso da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). A ferrovia, fundada em 1904, liga a capital mineira, Belo Horizonte, à cidade de Cariacica (ES). É também um dos acessos importantes aos portos de Tubarão, Praia Mole e Barra do Riacho, em Vitória, capital capixaba. A ferrovia perpassa diversas cidades do Médio Piracicaba como Barão de Cocais, Rio Piracicaba, João Monlevade, Nova Era e Itabira. No entanto, de forma indireta, poderia beneficiar todos os dezessete municípios da região. A Vale, principal usuária e mantenedora da via, anunciou, no fim de 2009, que iria construir mais um braço da malha ferroviária, devido a investimentos nas minas de Catas Altas, Barão de Cocais e Rio Piracicaba. A EFVM conta com 905 quilômetros de extensão de linha, sendo 594 quilômetros em linha dupla, correspondendo a 3,1% da malha ferroviária brasileira. Atualmente, transporta cerca de 110 milhões de toneladas por ano, das quais 80% são minério de ferro e 20% correspondem a mais de 60 diferentes tipos de produtos, tais como aço, carvão, calcário, granito, contêineres, ferro-gusa, produtos agrícolas, madeira, celulose, veículos e cargas diversas. Portanto, fica claro que a EFVM é uma facilitadora do crescimento econômico na região da bacia do Rio Piracicaba. Além das cargas, diariamente, um trem de passageiros circula em cada sentido entre Vitória e Belo Horizonte, transportando, anualmente, cerca de 1 milhão de pessoas. O tempo da viagem é estimado em 14 horas e também poder ser uma opção de turismo. Informações: Ministério dos Trasnportes Vale – EFVM: • 905 km de extensão • 110 milhões de toneladas transportadas por ano • Trem de passageiros transporta 1 milhão de pessoas • 5 cidades da região têm estação ferroviária • Todas podem ser beneficiadas de forma indireta


O Médio Piracicaba também é carente de unidade do Instituto Médico Legal (IML) para atender à demanda regional nos serviços de autópsias e emissão de laudos, tanto para a polícia, quanto para a Justiça, de um modo geral. O IML regional seria um avanço para auxiliar na realização de perícias diversas, como exame de lesões corporais; exame de constatação de embriaguez ou intoxicação por substância de qualquer natureza; exame de constatação de violência sexual; exame de sanidade mental; exame de constatação de idade e exame de constatação de doença sexualmente transmissível. Atualmente, esses diagnósticos e os laudos de autópsia, quando necessários, são realizados em Ipatinga ou Belo Horizonte. Em 2009, ocorreram algumas reuniões para discutir a implantação de um Posto de Perícia Integrada (PPI) no município de João Monlevade, que também abrigaria o IML. Segundo a Polícia Civil, os investimentos com o PPI custariam cerca de R$1 milhão, sendo R$300 mil destinados para o custeio dos equipamentos. Mas as discussões não avançaram e a região permanece necessitando desses serviços.

www.fotolia.com


ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia Poética. Victor Civita. Rio de Janeiro, 1982. TRINDADE, Jaqueline Carvalho Dias: Paisagem e Desenvolvimento Econômico da Bacia do Rio Piracicaba/ Mg. Monografia apresentada à Fundação Comunitária Educacional (Funcesi) para obtenção do título de graduação em Geografia. Itabira, 2007 NERY, Eduardo: Amepi: Exercício sobre vias de desenvolvimento. Dados de pesquisa gentilmente cedidos. Belo Horizonte, 2008 NERY, Eduardo: Uso e Ocupação do Solo Urbano e Rural e seu Impacto na Bacia do Rio Piracicaba. Dados de pesquisa gentilmente cedidos. Belo Horizonte, 2008. NERY, Eduardo: Plano de Desenvolvimento Regional dos Municípios da Amepi. Belo Horizonte, 2007. Sites visitados: Amepi: www.amepi.org.br

Ministério dos Transportes: www.transportes.gov.br Municípios: www.cidadesnet.com ONG SOS Rodovias: http://br-381.blogspot.com Prefeitura Municipal de Alvinópolis: www.alvinopolis.mg.gov.br Prefeitura Municipal de Dionísio: www.dionisio.mg.gov.br Prefeitura Municipal de Dom Silvério: www.domsilverio.mg.gov.br Prefeitura Municipal de Itabira: www.itabira.mg.gov.br Prefeitura Municipal de Santa Bárbara: www.santabarbara.mg.gov.br

AMM: www.amm-mg.org.br

Prefeitura Municipal de São Domingos do Prata: www.saodomingosdoprata.mg.gov.br

Associação de Desenvolvimento de Santa Bárbara: www.adesbmg.org.br

Prefeitura Municipal de São Gonçalo do Rio Abaixo: www.saogonçalo.mg.gov.br

Dicas de turismo: www.ferias.tur.br

Prefeitura Municipal de Sem Peixe: www.sempeixe.com

Energy Choice Consultoria e Negócios Sociedade Simples: www.energychoice.com.br

Secretaria Estadual de Saúde: www.saude.mg.gov.br

Estrada Real: www.estradareal.org.br Fundação João Pinheiro: www.fjp.gov.br IBGE: www.ibge.gov.br Ministério das cidades: www.cidades.gov.br

Tribunal Superior Eleitoral: www.tse.gov.br Vale: www.vale.com.br Órgãos de imprensa: Jornal A Notícia www.anoticiaregional.com.br Jornal Bom Dia www.cidademais.com.br Revista DeFato: www.defatoonline.com.br


Revista Descubra  

Revista Descubra

Advertisement