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Sobre Deep Fique acordada toda a noite com os roqueiros sexy da Stage Dive, a série de romance rockstar da autora best-seller do New York Times, Kylie Scott, autora de Lick, Play e Lead.

Na cidade do pecado, você tem que ser grande ou voltar para casa. Ben Nicholson é o único homem que já fez a garota comum, Lizzy Rollins, sentir-se ao mesmo tempo completamente segura e louca de desejo. O problema é que Ben é o baixista irresistivelmente sexy de Stage Dive, e, não importa o quanto Lizzy deseje o contrário, ele só está procurando por diversão. Além disso, Lizzy não tem a mínima chance – a menos que ela possa conseguir que ele a veja além do fato dela ser a irmã mais nova da mulher do seu companheiro de banda. Quando Lizzy se vê em apuros, em Las Vegas, Ben está lá para ajudá-la. Mas, depois de um grande erro, os dois aprendem rapidamente que o que acontece em Vegas, nem sempre fica em Vegas. Agora Lizzie e Ben estão conectados da maneira mais profunda possível... mas será que levará a algo mais?

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Prólogo Positivo. Reli as instruções, fazendo o meu melhor para alisar os vincos no pedaço de papel com uma só mão. Duas linhas significavam Positivo. Duas linhas apareceram no teste. Não, não é possível. Meu olhar correu para trás e para frente entre as duas, ansiosa para que uma delas mudasse. Balancei o teste e virei-o de um lado para outro. Olhei e olhei, mas, assim como com o primeiro rejeitado ao lado da pia, a resposta continua a mesma. Positivo. Estava grávida.

— Porra! A palavra ecoou em todos os lugares do pequeno banheiro, saltando fora das paredes de azulejos brancos e batendo na minha cabeça. Essa merda não deveria acontecer comigo. Não quebrava lei ou usava drogas. Não desde que, o insignificante do meu pai foi embora. Estava estudando muito para minha graduação em psicologia e me comportei. Mas essas linhas rosa e bem definidas estavam altas e orgulhosas na janelinha do teste de gravidez, me provocando, a evidência irrefutável, mesmo quando apertava meus olhos ou ficava vesga. — Porra. Eu como a mãe de alguém. Não. O que diabos faria? Sentei-me na borda da banheira na minha calcinha preta simples, coberta de arrepios. Lá fora, um galho estéril oscilou dentro e fora de vista, fustigado pelo vento. Além dele, estava o cinza infinito de um céu de fevereiro em Portland. Danese tudo. Todos os meus planos e sonhos, toda a minha vida mudada por, digamos, um bastão de plástico estúpido. Tinha apenas vinte e um anos, pelo amor de Deus, nem mesmo estava em um relacionamento.

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Ben. Ah, cara. Mal falamos em meses, o qual fiz o meu melhor para evitar qualquer situação onde ele poderia estar presente. As coisas estavam um pouco estranhas desde que o joguei fora do meu quarto de hotel em Las Vegas sem as suas calças. Estava feita com ele. Acabou. Terminou. Meu útero, aparentemente, não concordou. Nós tivemos relações sexuais uma vez. Uma vez. Um segredo que há muito tempo decidi levar para a minha sepultura. Ele nunca contar a ninguém era um dado adquirido. Mas, ainda assim, seu pênis esteve na minha vagina uma única vez, e observei-o rolar a camisinha, puta que pariu. Deitada, espalhada na kingsize Califórnia1 tremendo de emoção, e ele meio que sorria. Houve esse calor em seus olhos, uma gentileza. Dada a óbvia tensão que atravessava seu corpo grande, ele parecia tão estranho e ainda maravilhoso. Ninguém nunca me olhou daquele jeito, como se eu significasse tudo. Um calor indesejável preencheu meu peito com a lembrança. Fazia tanto tempo que pensava nele com algo diferente de ugh. De qualquer forma, aparentemente, alguém desperdiçara seu turno na fábrica de camisinhas e aqui estávamos. Grávida. Olhei com tristeza a minha calça jeans skinny, que se encontra descartada no chão. Claro, elas serviam. Enquanto tempo poderia fechar o zíper a meio caminho e o botão estava fora de questão. A pressão que infligida sobre a minha barriga tem um definitivo não vai. As coisas estavam mudando tão rápido. Eu estava mudando. Normalmente, tinha mais coisas acontecendo na parte de trás do que na frente. Mas, pela primeira vez na minha vida, realmente tinha os ingredientes de um suplício. Não o suficiente peituda para que conseguisse um emprego no Hooters2 ou qualquer coisa, mas ainda assim... E tanto quanto gostaria de acreditar que Deus finalmente respondeu às minhas orações da adolescência, quando somadas todas as provas, não era provável. Tinha uma pessoa crescendo dentro de mim. Um pequeno bebê em forma de feijão feito de partes iguais, minha e dele.

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Tipo da cama, ela é maior no comprimento que a king size tradicional 2 Cadeia de restaurantes. Se foca na clientela masculina, contando com mulheres trajadas com roupas sensuais e de patins.

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Incrível. O que vestiria essa noite era, no entanto, a menor das minhas preocupações. Se pudesse sair. Se apenas pudesse sair. Ele estaria lá, 1,98m de estrela do rock viril. Apenas o pensamento de vê-lo me virava do avesso, enchendome de nervosismo. Meu estômago mergulhou, náuseas rolaram através de mim. Vômito correu, enchendo minha garganta e me fazendo engasgar. Apenas voltei ao banheiro a tempo de perder o pouco que comi no almoço. Dois Oreos e metade de uma banana, indo, indo... se foi em uma corrida quente. Eca. Gemi alto e limpei a boca com as costas da minha mão, dei descarga e cambaleei até a pia. Whoa. A garota no espelho parecia espetacularmente assustadora, cara pálida demais e longos cabelos loiros pendurados em fios molhados desgrenhados. Que confusão quente. Não poderia mesmo me obrigar a encontrar os meus próprios olhos. Nem percebi que deixara cair o teste de gravidez até que estava nele. Meu calcanhar pressionado para baixo, triturando por conta própria. Plástico rachado e farpas, o ruído estranhamente gratificante. Simplesmente aniquilei-o, mais e mais, atropelando o bastardo, batendo-o no chão de madeira arranhada. Deus sim, as boas vibrações apenas fluíram. O primeiro teste rapidamente teve o mesmo destino. Não parei até que estava ofegante e só os destroços permaneceram no chão. Isso me fez sentir muito melhor. Então, fui derrubada por uma estrela do rock. Grande coisa. Respire fundo. Ok. Lidaria com isso como uma adulta, me recompor e ir falar com Ben. Nós fomos amigos uma vez. Mais ou menos. Ainda podia falar com ele sobre as coisas. Especificamente, as coisas relativas a nossa prole chegar em, oh... sete meses ou mais. Sim, podia e faria. Assim que terminasse de fazer a minha birra.

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— Você está atrasada. Venha aqui — disse a minha irmã, Anne, agarrando minha mão e me arrastando pela porta. Não que estivesse à espreita do lado de fora, me escondendo e hesitando. Muito. — Desculpe. — Pensei que você iria me abandonar. Mais uma vez. — Ela me deu um aperto rápido, carinhoso, então roubou minha jaqueta dos meus ombros. Ela foi jogada em uma cadeira próxima já transbordando com outras jaquetas. —Todo mundo já está aqui. — Ótimo — murmurei. É verdade, havia uma quantidade considerável de ruído acontecendo dentro do multimilionário loft do Pearl District. Anne e eu não viemos do dinheiro. Muito pelo contrário. Se não fosse por ela me incentivar a ir para bolsas de estudo e me apoiando financeiramente pagando por livros, etc., nunca teria ido para a faculdade. No ano passado, no entanto, minha irmã normalmente sensata e moderada, de alguma forma encontrou-se amigada com rock 'n' roll da realeza. Eu sei, certo? Como tudo aconteceu ainda me confunde, um pouco. Entre nós duas, eu sempre desempenhei um papel borbulhante. Sempre que Anne ficou para baixo, levantei-a, preenchendo os espaços nas conversas e seguindo em frente sorrindo em meio a chuva. No entanto, aqui estava ela, vivendo a vida plenamente e louca de amor, verdadeiramente feliz pela primeira vez e praticamente para sempre. Era maravilhoso. Detalhes a respeito de seu romance relâmpago variaram entre vago para nenhum. Mas pouco antes do Natal, ela e Malcolm Ericson, o baterista do Stage Dive (a maior banda de rock de sempre), amarraram o nó. Eu era agora considerada como parte da comitiva estendida da banda. Para ser justa, eles me abraçaram de coração desde o início. Eles eram boas pessoas. Era apenas o pensamento de vê-lo me reduzindo em tremores, pilha de nervos com super reforçada habilidades de vomitar. — Você nunca vai adivinhar o que aconteceu. — Anne ligou o seu braço com o meu, me rebocou para a mesa de jantar cheia. Rumo a minha perdição.

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Uma multidão de cerca de sete sentados ao seu redor com bebidas na mão, rindo e conversando. Acho que era The National tocando tranquilamente no sistema de som. Velas tremulavam e pequenas luzes brilhantes de festa penduradas em cima. Minha boca encheu de água, apesar do meu estômago enjoado, com todos os deliciosos aromas de alimentos enchendo o ar. Wow, Anne e Mal realmente foram com tudo para a ocasião de seu aniversário de casamento de dois meses. De repente, minhas meias pretas e túnica azul-claro (um tecido de malha frouxa que, de forma alguma, abraçou ou prejudicou a cintura) parecia insuficiente. Apesar de ser sido difícil de ir para o glamour com um saco plástico no bolso, apenas no caso de você precisar vomitar. — O que aconteceu? — Perguntei, arrastando meus pés levemente. Ela se inclinou e sussurrando-vaiando teatralmente, — Ben trouxe um encontro. Tudo parou. E quero dizer tudo. Meus pulmões, os meus pés... tudo. Um lampejo de uma carranca cruzou o rosto de Anne. — Liz? Pisquei, lentamente voltando à vida. — Sim? — Você está bem? — Claro. Então, hum, Ben trouxe um encontro? — Você pode acreditar nisso? — Não. — Realmente não podia. Meu cérebro parou, igual a todo o resto. Não havia nenhum encontro em meus planos para falar com Ben essa noite. — Eu sei. Primeira vez para tudo, eu acho. Todo mundo está ligeiramente estranho, embora ela pareça agradável o bastante. — Mas, Ben não namora — disse, minha voz soando oca de alguma forma, como se fosse um eco vindo de longe. — Ele nem sequer acredita em relacionamentos. Anne inclinou a cabeça, sorrindo ligeiramente. — Lizzy, você não tem ainda uma queda por ele, não é? — Não. — Soltei uma gargalhada. Quase. Ele me desiludiu de tais noções idiotas, em Las Vegas. — Tanto no meu copo está transbordando e não está derramando no chão. — Bom. — Ela suspirou feliz.

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— Lizzy! — A voz retumbante ecoou. — Hey, Mal. — Diga oi para sua tia Elizabeth, filho. — Meu novo cunhado enfiou um filhote de cachorro preto e branco diretamente para mim. A língua um pouco molhada bateu os meus lábios, e a respiração ofegante quente de cachorro vencida, com o cheiro de biscoitos para cães, encheu meu rosto. Nada bom. — Whoa. — Me inclinei rapidamente para trás, tentando respirar através do desejo de vomitar novamente. Gravidez era o melhor. — Oi, Killer. — Dê ele a mim — Anne disse. — Nem todo mundo quer beijo francês do cão, Mal. O loiro homem tatuado sorriu, entregando o bebê de pelos. — Mas ele é um grande beijador. Eu mesmo ensinei. — Infelizmente, isso é verdade. — Anne colocou o cachorro debaixo do braço, coçando-o na cabeça. — Como você está? Você disse que estava se sentindo doente, outro dia no telefone. — Melhor — menti. Ou parcialmente menti. Apesar de tudo, definitivamente não estava doente. — Você foi ao médico? — Não precisou. — Por que não consulta amanhã, não precisa? — Não é necessário. — Mas... — Anne, relaxe. Estou dizendo a você que não estou doente. — Dei-lhe o meu sorriso mais brilhante. — Prometo, estou bem. — Tudo bem. — Ela colocou o filhote no chão e puxou uma cadeira no meio da mesa. — Salvei um lugar ao meu lado. — Obrigada. E assim foi (comigo tentando não vomitar enquanto limpava saliva de cão na minha cara) que o vi novamente. Ben, sentado em frente, olhando diretamente para mim. Aqueles olhos escuros... Imediatamente olhei para baixo. Ele não me afetava. Não. Só não estava preparada para enfrentar isso. Onde isso se referia a

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ele e eu, aquele quarto, Vegas e as consequências que estavam crescendo atualmente na minha barriga. Não poderia fazê-lo, ainda não. — Hey, Liz — ele disse, a voz calma profunda, casual. — Hey. Sim. Estava tão acima dele. A coisa do encontro me derrubou, mas agora estava de volta no caminho certo. Só tinha que compartimentar quaisquer sentimentos prolongados inúteis, arquivá-las para nunca mais. Dei um passo mais perto, ousando uma espiada só para encontrá-lo me observando com cautela. Ele tomou um pouco de cerveja, em seguida, abaixou a garrafa, passando o polegar em toda a boca para pegar uma gota perdida. Em Vegas, ele, primeiramente, tinha um sabor de cerveja, luxúria e necessidade. A combinação mais vertiginosa. Ele tem lindos lábios, perfeitamente enquadrados por sua barba curta. Seu cabelo cresceu, raspado nas laterais e comprido em cima, corte legal, moderno, e, honestamente, ele parecia meio desgrenhado, selvagem. E grande, embora ele sempre parecesse grande. Um anel de prata perfurado em um dos lados do seu nariz e estava com uma camisa xadrez verde, botão de cima aberto para mostrar o pescoço grosso e à beira da tatuagem de uma rosa negra. Algum jeans azul caro e botas pretas. Além de Vegas, no casamento, e, em seguida, mais tarde, naquela noite no meu quarto, nunca o vi fora do jeans. Deixe-me lhes assegurar, não há nada de ruim sobre o homem nu. Tudo era como deveria ser e, então mais. Na verdade, ele se parecia muito com um sonho se tornando realidade. O meu sonho. Engoli em seco, ignorando meus mamilos empertigados enquanto firmemente empurrava a memória de volta para baixo, onde ela pertencia. Enterrado entre as letras de músicas de Hannah Montana, histórias de personagens do Vampire Diary e outras informações inúteis e potencialmente prejudiciais recolhidas ao longo dos anos. Nada disso importava mais. A sala estava tranquila. Tão estranho. Ben puxou a gola da camisa, deslocando em seu assento.

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Por que diabos ele olhava para mim? Talvez porque ainda olhava para ele. Merda. Meus joelhos cederam e desabei na cadeira com um baque, sempre tão delicada. Mantive meus olhos baixos porque para baixo estava a salvo. Contanto que não olhasse para ele ou o encontro dele, estaria fina e elegante. O jantar não poderia durar mais de três, quatro horas no máximo. Não se preocupe. Meio que levantei a mão em saudação. — Oi, todo mundo. Ei, oi e variações de ambos flutuaram de volta. — Como tem passado, Liz? — Perguntou Ev, mais para baixo da mesa. Ela estava sentada ao lado do marido, David Ferris, o guitarrista do Stage Dive e compositor. — Ótima. — Merda. — Você? — Bem. Respirei fundo e sorri. — Excelente. — Você esteve ocupada com a faculdade? — Ela puxou um prendedor de cabelo e prendeu o seu cabelo loiro em um rabo de cavalo rústico. Deus abençoe a garota. Pelo menos isso não estava mantendo apenas a mim casual. — Nós não te vemos desde o Natal. — Sim, ocupada. — Vomitando e dormindo na maior parte. Gestação. — Faculdade e outras coisas, você sabe. Normalmente, tenho uma história interessante para contar dos meus estudos de psicologia. Hoje, nada. — Certo. — Seu marido passou o braço em volta dos seus ombros e ela virou para sorrir para ele, com os olhos apaixonados e nossa conversa esquecida. O que funcionou para mim. Esfreguei a ponta da minha bota para frente e para trás contra o chão, olhando para a esquerda e para a direita e em qualquer lugar, exceto para frente. Brincava com a barra da minha túnica, enrolando um fio solto apertado em volta do meu dedo até que ele ficou roxo. Então, soltei-o. Provavelmente não era bom para o Feijão, de alguma forma. A partir de amanhã, precisava começar a estudar sobre essas coisas de bebê. Ver os fatos, porque se livrar do Feijão... simplesmente não era para mim.

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O encontro murmurou em algo que ele disse e senti uma pontada de dor por dentro. Provavelmente gás. — Aqui. — Anne encheu o copo na minha frente com vinho branco. — Oh. Obrigada. — Experimente — disse ela com um sorriso. — É doce e fresco. Acho que você vai gostar. Meu estômago caiu de cabeça para baixo apenas com o pensamento. — Mais tarde talvez. Bebi um pouco de água bem antes de chegar. Então... sim, não estou realmente com sede ainda. — Tudo bem. — Seus olhos se estreitaram quando ela me deu um sorriso que-foi-estranho. Muito em breve ele se transformou em uma linha infeliz plana. — Você parece um pouco pálida. Você está bem? — Absolutamente! — Balancei a cabeça, sorri e voltei para a mulher do meu outro lado antes que Anne pudesse me interrogar ainda mais sobre o assunto. — Oi, Lena. — Lizzy. Como tem passado? — A morena curvilínea de mãos dadas com seu companheiro, Jimmy Ferris, o vocalista do Stage Dive. Ele sentou à cabeceira da mesa, resplandecente em um terno, sem dúvida, feito à mão. Quando ele me viu, ele me deu uma elevação de queixo que os caras pareciam se especializar. Ele disse tudo. Ou, pelo menos, ele disse tudo quando tudo o que queria dizer era Hey. Assenti para ele. E o tempo todo podia sentir Anne pairando ao meu lado, uma garrafa de vinho na mão e ainda grande preocupação fraternal crescendo a cada momento, arranhando o chão e se preparando para atacar. Estava tão ferrada. Anne praticamente me criou desde os quatorze anos, quando nosso pai foi embora e nossa mãe nos colocou para dormir em um dia, foi para a cama e não se levantou novamente. De vez em quando a necessidade de Anne de cuidar ainda ficava um pouco fora de controle. O que ela tem a dizer sobre o Feijão, é bom nem pensar nisso. Não seria bonito. Mas um problema de cada vez. — Tudo bem, Lena — disse. — Você? Lena abriu a boca. Tudo o que ela estava prestes a dizer, no entanto, perdeu-se abaixo o súbito bater de tambores e insanamente grande clamor de

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guitarras. Basicamente, soou como se o inferno caísse ao nosso redor. Armagedom tinha chegado em uma batida. — Baby — Anne gritou para o marido. — Death Metal durante o jantar, não! Nós conversamos sobre isso. O mencionado baby, Malcolm Ericson, parou de bater sua cabeça no topo da mesa. — Mas, Abóbora... — Por favor. O baterista revirou os olhos e, com o toque de um dedo, silenciou a tempestade através do sistema de som. Meus ouvidos tocaram na tranquilidade. — Cristo — murmurou Jimmy. — Hora e lugar para essas merdas. Nunca quando estiver por perto, sim? Mal olhou para o homem garboso com o nariz levantado. — Não seja tão arrogante, Jim. Acho que Hemorrhaging Otter3 faria um maravilhoso ato de aquecimento. — Você está falando sério? Esse é o nome? — Perguntou David. — Deliciosamente criativo, não? — Isso é o que você está dizendo — disse David, enrugando o nariz em desgosto. — E Ben já escolheu um ato de aquecimento. — Nem sequer tive um voto — resmungou Mal. — Cara. — Ben empurrou uma mão irritada por seu cabelo. — Tudo o que você queria era sair com sua mulher. Eu precisava de alguma pessoa por perto após o show com quem pudesse relaxar e tomar uma cerveja, então fui em frente e escolhi. Lide com isso. Mal resmungou amargamente. Ev apenas balançou a cabeça. — Wow. Hemorrhaging Otter. Isso certamente é único. — O que você acha, baby? — Jimmy virou-se para Lena. — Isso é nojento. Acho que vou vomitar. — A mulher engoliu em seco, o rosto ficando cinza. — Quer dizer, acho que realmente vou. Huh. Eu também, ugh, conhecia esse sentimento.

3 Hemorragia da Lontra

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— Merda. — Jimmy começou a esfregar suas costas com movimentos frenéticos. Sem dizer uma palavra, pressionei meu saco plástico de vomitar sobressalente na sua mão. A solidariedade entre irmãs, etc. — Obrigada — disse ela, felizmente preocupada demais para perguntar por que tinha isso no meu bolso em primeiro lugar. — Ela teve algum problema estomacal antes do Natal. — Com a mão livre, Jimmy encheu o copo de Lena com água e passou para ela. — Ainda não melhorou. Congelei. — Pensei que tinha melhorado — disse Lena. — Você vai ter que ir ao médico. Chega de desculpas, nós não estamos tão ocupados. — Jimmy deu um beijo suave no lado de seu rosto. — Amanhã, sim? — Ok. — Parece sensato — Anne disse, batendo no meu ombro rígido. Santo inferno. — Você esteve doente também, Lizzy? — Perguntou Lena. — Ambas devem tentar um pouco de chá verde com gengibre. — Uma voz disse do outro lado da mesa. Feminina. Porra, era ela. Seu encontro. — Gengibre cria calor e ajuda a melhorar uma dor de estômago. Que outros sintomas você tem? — Perguntou ela, fazendo-me a afundar imediatamente para baixo no meu lugar. Ben pigarreou. — Sasha é uma naturopata. — Pensei que você tivesse dito que ela era uma dançarina — Anne disse, seu rosto enrugando muito ligeiramente. — Uma dançarina burlesca. — A mulher corrigiu. — Faço as duas coisas. Sim, não tinha nada. Uma cadeira raspou contra o chão e, em seguida Sasha estava de pé, olhando para mim. Qualquer esperança de evitar e/ou ignorar sua presença fugiram do local. Uma Bettie Page de cabelo azul vibrante, muito legal. Cristo, ela precisa parecer como se ela realmente fosse inteligente? Uma estúpida eu poderia

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lidar, mas não essa. A mulher era bonita e inteligente, e eu era apenas uma garota idiota que foi e ficou grávida. Toque os violinos. Sorri sombriamente. — Oi. — Quaisquer outros sintomas? — Ela repetiu, olhar se movendo entre Lena e eu. — Ela está muito cansada também. — Disse Jimmy. — Desmaia na frente da TV o tempo todo. — Verdade. — Lena franziu o cenho. — Lizzy, você disse que perdeu algumas aulas, não é? — Perguntou Anne. — Algumas. — Admiti, não gostando da direção que esta conversa estava tomando. Tempo para uma transição suave. — Em todo caso, como estão os planos para a turnê? Vocês todos devem estar tão animados. Eu ficaria animada. Você já começou a arrumar as malas, Anne? Minha irmã só piscou para mim. — Não? — Talvez uma súbita explosão de diarreia verbal não era a resposta. — Espere. Você esteve doente, Liz? — Ben perguntou, sua voz profunda suavizando levemente. Embora talvez fosse apenas minha imaginação. — Hum... — Talvez você tenha a mesma coisa que a Lena tem — ele disse. — Quantas aulas você perdeu? Minha garganta fechou apertada. Não poderia fazê-lo. Não aqui e agora na frente de todos. Deveria ter fugido para o Yukon, ao invés de vir aqui essa noite. De jeito nenhum estava pronta para isso. — Liz? — Não, estou bem — bufei. — Tudo bem. — Hum, olá — Anne disse. — Você disse que esteve enjoada nas últimas semanas. Se não estivesse fora teria arrastado você ao médico. E graças a Deus ela estava em sua segunda lua de mel com Mal no Havaí. Ter descoberto sobre o Feijão com Anne presente seria como assistir os quatro cavaleiros do apocalipse cavalgando pela cidade. Terror, lágrimas, caos, todas essas coisas e muito mais. Definitivamente não é a minha ideia de um bom tempo.

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O encontro, Sasha, fixou o olhar inquisidor para a Lena sutilmente ainda engasgando. — Alguém mais teve isso? — Perguntou ela. — Acho que não. — Anne olhou para cima e para baixo da mesa, tendo várias sacudidas de cabeças. — Apenas Lena e Lizzy. — Nós estamos bem. — Disse Ev. — Estranho — Anne disse. — Liz e Lena não estiveram juntas desde o casamento. Isso é mais de dois meses agora. Murmúrios de acordo. Meu batimento cardíaco acelerou. Meu e do Feijão. — Bem, acho que elas deveriam fazer um teste de gravidez. — Anunciou Sasha, retomando seu lugar. Um momento de estupefato silêncio. — O quê? — Balbuciei, pânico correndo por mim. Não aqui, não agora, e com certeza, não desta forma, porra. Bile queimou minha garganta, mas a engoli de volta, tocando o segundo saco de vômito. A testa de Ben enrugou e havia tosses assustadas e suspiros dos outros. Mas antes que alguém pudesse comentar, um ruído estridente estranho veio de Lena. — Não — ela gritou, a voz muito alta e muito determinada. — Não, não estou. Você retire o que disse. A massagem em suas costas por Jimmy estava mais frenética. — Baby, acalme-se. Ela não o fez. Em vez disso, ela apontou um dedo trêmulo para a estranha agora muito indesejável em nosso meio. — Você não tem ideia do que diabos você está falando. Não sei, talvez você tenha levado um golpe na cabeça de um desses grandes fãs de dança extravagante ultimamente ou algo assim. Tanto Faz. Mas você... você não poderia estar mais errada. — Ok, vamos acalmar um pouco. — Ben levantou as mãos em sinal de protesto. Sasha manteve o silêncio.

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— Lizzy? — Os dedos de minha irmã cavaram em meu ombro, apertando energicamente. — Não há nenhuma chance, certo? Quero dizer, você é mais esperta do que isso. Você não seria tão estúpida. Minha boca se abriu, mas nada saiu. De repente, Lena agarrou a sua barriga. — Jimmy, em seu carro do lado de fora do casamento da minha irmã. Nós não usamos nada. — Eu sei. — Ele disse em voz baixa, seu rosto perfeito branco como a neve. — Uma vez nós fodemos contra a porta, a noite antes de sair. Esquecemo-nos, então, também. — Sim. — Seus seios têm estado muito sensíveis. — Com uma das mãos, Jimmy esfregou a sua boca. — E você estava reclamando que o seu vestido não servia no outro dia. — Pensei que era apenas a torta. Ambos olharam um para o outro, enquanto todos os observavam. Estava muito certa que eles esqueceram há muito tempo que eles tinham um público para todos esses detalhes íntimos. Como o jantar de comemoração, se transformou em um inferno de um drama, e oh Deus, o horror da situação. Minha cabeça começou a girar em círculos. — Lizzy? — Perguntou Anne novamente. Ok, isso não era bom. Eu realmente, realmente não deveria ter vindo. Mas como diabos ia saber que Ben traria uma vidente ginecológica? As bordas da minha visão ficaram turvas, meus pulmões fazendo horas extras. Não poderia ter ar suficiente. Não quero soar paranoica, mas aposto que a cadela da Sasha havia roubado tudo. Não importa. O importante era não entrar em pânico. Talvez devesse saltar para fora de uma janela. — Liz — disse uma voz. Uma diferente dessa vez, profunda e forte. No entanto, imaginara Ben e eu tendo essa conversa, e não era nada assim. Não essa noite, antes que eu mesma processasse isso sozinha. Hora de ir. — Lizzy? Além disso, wow, se isso era o resultado de ter muito sexo, então nunca iria lá novamente. Nem mesmo para o sexo medíocre. Nada. Poderia até mesmo

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descartar a masturbação, apenas no caso. Você não poderia ser muito cuidadosa. Casual ataque de esperma pode estar em qualquer lugar, apenas esperando para ter uma garota em apuros. Tropecei para os meus pés, mãos suadas sobre a mesa para me equilibrar. — Deveria ir. — Hey. — Uma grande mão segurou meu queixo. Linhas apareceram entre as sobrancelhas de Ben, ao lado de sua boca. Mas só se pode ver a dica delas por trás da barba, a implicação. O homem não estava feliz, e bastante justo. — Está tudo bem, Liz. Nós vamos resolver isso... — Estou grávida. Uma pausa. — O quê? — Estou grávida, Ben. O silêncio que se seguiu ecoou em meus ouvidos, um barulho cinza infinito, como algo saído de um filme de terror. Ben ficou inclinado sobre a mesa, a respiração pesada. Acho que olhei para ele por força, mas agora ele parecia tão nervoso quanto eu. — Você está grávida? — A voz de Anne cortou o silêncio. — Lizzy, olhe para mim. Eu fiz, embora não fosse fácil. Meu queixo não parecia inclinado a ir à direção desejada, e quem poderia culpá-lo? — Sim. — Disse. — Estou. Ela estava terrivelmente imóvel. — Sinto muito. — Como você pôde? Oh Deus. — Por um momento, ela fechou os olhos, em seguida, abriu-os novamente. — E por que você estava dizendo a ele? — Boa pergunta. — Muito lentamente, Mal levantou de seu assento e começou a caminhar para o outro lado da mesa. — Por que ela te disse, Benny? — Liz e eu precisamos conversar. — O olhar de Ben pulou para Mal, sua mão caindo do meu rosto. — Cara. — Você não fez isso. — Disse Mal, a voz baixa e letal quando a tensão na sala tomou um rumo totalmente novo para o pior. — Acalme-se.

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— Eu disse para ficar longe dela. Não foi? Ela é a irmã mais nova da minha garota, pelo amor de Deus. Ben permaneceu firme. — Eu posso explicar. — Merda. — Murmurou David. — Não. Não, você não pode, Benny. Porra, te pedi para deixá-la sozinha, bro. Você me prometeu que ela estaria fora dos limites. Passando Ben, David Ferris ficou de pé, como fez Jimmy no final da mesa. Estava tudo acontecendo tão rápido. O encontro de Ben, Sasha, a dançarina burlesca com o cabelo azul, parecia finalmente entender a tempestade de merda que desencadeara com o seu excelentíssimo anúncio. Talvez ela não fosse tão psíquica depois de tudo. — Devemos sair. Ben? Ele nem sequer olhou para ela, seu olhar colado em Mal. — Você é como um irmão para mim, Benny. Um dos meus amigos mais próximos. Mas ela é minha irmãzinha agora. Diga-me que você não foi lá. — Mal, cara... — Não depois de me dar a sua palavra. Você não faria isso, não a mim. — Cara, acalme-se. — Disse David, movendo-se para tentar chegar entre os dois. — Vamos conversar sobre isso. Ben era quase uma cabeça mais alto do que Mal, definitivamente maior, mais forte. Não importava. Com um grito de guerra, Mal se lançou para o homem. Eles caíram juntos no chão, rolando e lutando, punhos voando. Era uma bagunça. Pulei para os meus pés, boca aberta. Alguém gritou, uma mulher. O rico aroma de cobre, de sangue, atingiu o ar e o desejo de vomitar era quase irresistível, mas não havia tempo para isso. — Não! — Gritei. — Não, por favor. Eu fiz isso, então precisava corrigi-lo. Tinha um joelho em cima da mesa antes de mãos agarrarem os meus braços, me segurando, não importa o quanto lutei. — Mal, não! David e Jimmy arrancaram Mal de Ben, arrastando o homem lutando para o outro lado da sala.

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— Vou te matar! — Mal gritou, seu rosto uma mistura de vermelhos de fúria e sangue. — Deixe-me ir! Mais sangue escorria por debaixo do nariz de Ben, arrastando para baixo do queixo. Mas ele não fez nenhum movimento para impedi-lo. Lentamente, o grande homem levantou, e o olhar em seu rosto me rasgou ao meio. — Você disse que não iria correr atrás dela. — Ele não fez! — Gritei, ainda estando em um pé com o joelho na mesa e a mão de Anne no meu braço. — Ele não queria ter nada a ver comigo. Eu corri atrás dele. Foi tudo eu. Sinto muito. Fez-se silêncio e estava cercada por rostos atordoados. E uma dupla ainda sangrando. — Praticamente o persegui. Ele não teve chance. — O quê? — Mal fez uma careta, uma pálpebra inchada em um ritmo alarmante. — A culpa é minha, não de Ben. Sou a pessoa que fez isso. — Liz. — Com um suspiro pesado, Ben baixou a cabeça. Os dedos no meu braço deram um pequeno puxão. Virei-me para enfrentar a minha irmã. — Explique isso para mim.

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Capítulo Um Há quatro meses As boas garotas não se apaixonam por estrelas do rock. Apenas não se faz. — Abóbora! ABÓÓÓBORA! — Oh Deus. — Minha irmã, a Abóbora acima mencionada, deu uma risadinha. Só fiquei boquiaberta. Parecia ser o ápice do dia. O Senhor, sabe, estava cansada disso desde que cheguei ao apartamento de Anne essa manhã. Porque vivia no campus, começamos a tomar o café da manhã juntas em todos os domingos desde que mudei para Portland há alguns anos. Era a nossa coisa de irmã. Mas, em vez de ficar pronta para servir o bacon e ovos, essa manhã, encontrei Anne dormindo em cima de um garanhão tatuado no sofá. Ambos vestidos, graças a Deus. Mas, wow, que revelação. Quer dizer, nem sabia que Anne estava namorando. Pensei que a arrastando junto comigo as festas ocasionais no campus era a soma total de sua vida social. — Vamos, mulher. — Disse Mal, seu inteiramente novo namorado. — Não podemos nos atrasar para o ensaio ou Davie vai ficar puto. Você não tem ideia de quão rainha do drama o guitarrista pode ser. Juro, na semana passada, ele teve um ataque total de chilique só porque ele quebrou uma sequência. Começou a gritar e jogar merda para as pessoas. História verídica. — Isso não é uma história verídica — advertiu Anne, sacudindo a cabeça. — David é um cara perfeitamente legal. Pare de tentar assustar Lizzy.

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— Nããão. — Mal deu seus grandes olhos inocentes de filhotinho, chegando ao ponto de bater seus cílios. — Você acha que mentiria para Lizzy, minha doce pequena futura cunhada? Anne apenas balançou a cabeça. — Vamos ou o quê? — Não posso acreditar que você duvidou de mim, Abóbora. Seguimos o baterista loiro maníaco para um grande prédio antigo perto do rio. Um bom lugar para uma barulhenta banda de rock ensaiar, como qualquer outro. Os únicos vizinhos eram edifícios industriais abandonados pelo fim de semana. Dentro não havia nenhum aquecedor, mas pelo menos não estávamos no mês de Outubro, com vento de gelar os ossos. Enfiei minhas mãos nos bolsos do meu casaco de lã cinza, nervosa agora que estávamos realmente prestes a encontrá-los. Minha única interação com os ricos e famosos começou essa manhã com Mal. Se o resto da banda não fosse nada parecido com ele, eu não ficaria. — Como se alguém pudesse duvidar de mim. Isso horrivelmente dói. — Ele disse. — Peça desculpas. — Desculpe. Mal bateu um beijo estalado na bochecha. — Você está perdoada. Mais tarde. Esticando os dedos e girando os pulsos, o homem saltou para o palco montado

em

uma

extremidade.

Instrumentos,

amplificadores

e

outros

equipamentos de som cobriam os arredores, com roadies e técnicos de som agitados em meio a tudo isso. Era fascinante isso, ele e toda a minha maldita manhã. Mal e Anne pareciam tão em sintonia um com o outro. Talvez Anne e eu fomos muito precipitadas ao renunciar o amor romântico e carinho. Então, isso não funcionara para os nossos pais. Inferno, os dois praticamente fizeram uma paródia de compromisso e casamento. Mal e Anne ainda poderiam fazer um estudo de caso muito melhor. Fascinante. — Ele está no limítrofe da insanidade, a propósito. — Disse calmamente. — Portanto, maníaco. — Sim. Ele não é ótimo? — Ela sorriu.

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Concordei, porque quem poderia fazê-la sorrir tão brilhante, claramente deveria ser. A luz de esperança em seus olhos, a felicidade, ela estava linda. E o homem em questão? Ninguém menos que Malcolm Ericson, baterista do grupo de rock renomado em todo o mundo, Stage Dive, de alguma forma, amigado com a minha irmã. A minha quieta, calma, cor-dentro-das-linhas-ououtra coisa irmã. Anne estava sendo vaga sobre os detalhes, mas os fatos permaneceram os mesmos. Seu novo namorado surpreendeu-me estupidamente. Talvez alguém deslizou algo em meu café de volta ao campus. Certamente explicaria toda essa loucura. — Não posso acreditar que você disse a ele sobre mim tendo uma paixão por ele quando era criança. — Sempre muito gentil, Anne me deu uma cotovelada no lado. Grunhi de dor. — Obrigada por isso. — Disse ela. — De nada. Para que servem as irmãs? Nós vagamos em direção a duas mulheres sentadas em caixas de armazenamento na parte de trás do salão. Tão legal ficar para ver o ensaio da banda. Anne realmente foi uma fã psicótica, rebocando a parede de seu quarto com pôsteres de Stage Dive. Principalmente do Mal, tornando ainda maior a revelação do atual namoro, santo inferno. Mas, se alguém merecia algo incrível, surpreendente e bom vindo em seu caminho, era minha irmã. Não poderia começar a dizer-lhe o quanto ela renunciou para chegarmos até aqui. A loira sorriu em saudação quando chegamos mais perto, mas a morena curvilínea só ficava brincando com seu celular. — Olá, companheiras groupies e bajuladoras da Stage Dive. Como está a sua manhã de domingo? — Perguntou a loira. — Ótima. — Anne disse. — Como você está se sentindo, Sra Ferris? — Estou me sentindo muito bem casada, obrigada por perguntar. Como você e Mal estão? — Ah, bem. Tudo bem. — Anne se juntou a elas, sentando em uma das caixas. — Esta é a minha irmã, Lizzy. Ela vai para a faculdade em PSU. Lizzy, essa é Ev, a esposa de David, e Lena, Jimmy...

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— Assistente. Oi. — Lena me deu um pequeno sorriso e uma inclinação de queixo. — Oi. — Acenei. — Prazer em conhecê-la. — Disse Ev. — Anne, rapidamente, antes de começar o ensaio. Conte-me a história de você e Malcolm. Ainda não ouvi como vocês ficaram juntos, exatamente. Mas Lauren mencionou que ele basicamente invadiu seu apartamento. De volta ao seu apartamento, ouvi uma discussão estranha entre ela e Mal. Algo sobre eles com um acordo. Quando questionei, ela basicamente me disse para cair fora, à sua maneira doce. Só podia levar a sua palavra de que tudo estava bem, e tentar não me preocupar. Ainda, a questão e a reação de Anne para isso me interessaram muito. Eu sempre tão sutilmente, me arrastei um pouco mais perto. O branco dos olhos de Anne brilhou. — Ah, bem, nós nos encontramos na casa dele na outra noite e nos demos bem. — Só isso? — Perguntou Ev. — Sim, isso foi muito bonito. — O sorriso de Anne oscilou apenas ligeiramente. — O que é isso, Ev, um interrogatório? — Sim, este é um interrogatório. Dê-me mais informações, por favor? — Ele é realmente ótimo e, sim, ele meio que veio morar comigo. Mas eu adoro ter ele lá. Ele é maravilhoso, sabe? Então, elas não conseguiriam mais dela do que eu tinha. Sem grande surpresa. Anne tendia a ser boca fechada, uma pessoa privada. As meninas continuaram conversando. Em cima do palco, permaneceram somente os membros da banda, o restante se moveu para o lado para se divertirem com vários pedaços de equipamento. Finalmente se reuniram em torno de Mal e seu kit de bateria, em uma conversa profunda. Portanto, essa deve ser a banda. Jeans e camisetas parecia ser comum, penteados legais desalinhados e um monte de tatuagens. Um deles era uma boa meia cabeça mais alto do que o resto, e o resto não eram pequenos. Esse cara deve ser um gigante. E isso vai parecer loucura, mas houve apenas algo sobre a maneira como ele se levantou, a solidez dele. Montanhas nunca pareceram tão fortes e imponentes. Botas grandes afastadas e uma mão elevada

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envolta do pescoço de seu baixo como se ele pudesse desfilar em um clube e a qualquer momento subjugar algum urso desgarrado. A largura de seus ombros e a tatuagem em seus braços musculosos fez meus dedos coçarem com a necessidade de explorar. Isso não poderia ter sido saudável, mas tenho a maldita certeza que meu coração pulou uma batida. Cada centímetro meu vibrou com algum tipo de hiper, louca tensão sexual, cortesia de sua presença. Nunca antes apenas a visão de um homem me deixou tão louca. Não conseguia desviar o olhar. A reunião da banda acabou e ele deu vários passos para trás. Alguém contou e boom! As primeiras profundas notas pesadas de seu baixo bateram em mim, sacudindo os meus ossos. Ele não deixou nenhum canto meu sem afetar. A canção que ele tocava era como um feitiço, afundando profundamente, levando-me de novo. Minha crença no amor ou luxúria ou o que quer que esse sentimento fosse de repente tornou-se certeza. O senso de conexão parecia tão real. Não tive muitos definitivos na minha vida. Mas ele, nós, o que quer que fosse, era um deles. Tinha de ser. Finalmente, ele se virou na minha direção, seu olhar em seu instrumento, uma barba curta escondendo metade do seu rosto. Queira saber se ele estaria disposto a cortá-la. Ele usava uma camiseta vermelha desbotada e jeans azul escuro, de acordo com o uniforme da banda. Enquanto ele tocava, balançava pra frente e para trás sobre os seus calcanhares, balançando a cabeça ou sorrindo de vez em quando para o vocalista, guitarrista, ou seja quem for. E tenho certeza que cada um deles e todos eles eram importantes espécimes do rock 'n' roll, com habilidade musical. Nenhum deles importava, no entanto. Apenas ele. Claro, eu sabia quem ele era. Ben Nicholson, o baixista do Stage Dive. Mas a sua presença em clipes ou na coleção extensiva de Anne de pôsteres nunca me afetou como isso. Estar aqui, vendo-o em carne e osso, foi uma experiência completamente diferente. Meu sangue correu quente e minha mente esvaziou. Meu corpo, porém, era como se tivesse entrado em alerta vermelho, em sintonia com cada pequeno movimento que ele fazia. O homem era mágico. Ele me fez sentir.

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Talvez o amor, casamento e compromisso não eram todos alguma construção social arcaica projetada para dar aos nossos jovens a melhor chance de sobrevivência. Talvez houvesse mais do que isso. Não sei. O que quer que essa emoção fosse, no entanto, a queria mais do que jamais quis qualquer coisa. A música continuou e continuou, e fiquei olhando, perdida.

*** Horas depois eles finalmente pararam de tocar. Roadies inundaram o palco, aliviando os caras de seus instrumentos, batendo nas suas costas e conversando. Todo mundo sabia que seus trabalhos são perfeitos e foi fascinante assistir. Logo os

quatro

homens

se

aproximaram

de

nós,

parecendo

completamente

desgrenhados. O suor escorria de seus cabelos, correndo por seus rostos cansados, mas sorridentes. Minha fantasia masculina ambulante tinha uma bebida energética ligada aos lábios, o líquido na garrafa desaparecendo à velocidade da luz, enquanto ele bebia. Quanto mais se aproximava e quanto mais eu via, mais o meu corpo queria. A forma como a sua camiseta se agarrou a ele, escura de transpiração, me fez começar a ofegar. O cheiro salgado do suor proveniente de seu corpo me deixou nas alturas. Sinceramente gostaria de explorar o que mais ele gostava de fazer que envolvesse ficar superaquecido. Inferno sim, quero me inscrever para um pouco disso. Aproximando, podia ver o início de pequenas linhas ao lado de seus olhos escuros. Então, ele era um pouco mais velho do que eu. Ele não podia ter mais de trinta anos, certamente, e o que era dez anos entre almas gêmeas? E sim, sabia que estava ficando um pouco exaltada. Simplesmente não podia evitar; o jeito que ele me fez sentir não veio em metades. Não poderia haver nenhuma moderação. Não sintonizei a conversa, só ele. O resto do mundo poderia desaparecer para sempre. Ficaria feliz em ficar de pé e olhando para Ben Nicholson por horas. Dias. Semanas.

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Uma dessas mãos grandes passou pelo seu cabelo curto e juro que meu sexo chorou em agradecimento à vista. Estava fora de controle. Se ele acariciasse a sua barba, poderia desmaiar. — Estou morrendo de fome — ele disse, sua voz profunda em todos os sentidos, uma coisa maravilhosa perfeita. — Vamos encontrar um lugar para comer e beber? — Sim. Olhos escuros viraram em minha direção, olhando para baixo, me notando pela primeira vez. Oh senhor, isso era como uma epifania, detida em seu olhar. Era a luz das estrelas e luar e todas essas coisas ridículas fantásticas que passei nos últimos sete anos zombando por conta do exemplo do meu pai. A existência desse homem deu tudo de volta para mim: esperança, amor, coisas desse tipo. Ele me fez uma verdadeira crente, mais uma vez. Então ele me deu uma lenta verificação. Ainda estava de pé, sorrindo, esperando, e convidando seu exame. Justo era justo, admirava-o por horas. E enquanto não poderia desbancar quaisquer supermodelos tão cedo (altura média, não muito na frente, mas cheia de curvas na parte de trás, exatamente como minha irmã), ele teria dificuldade para encontrar uma garota que poderia me vencer pelo aberto entusiasmo e ansiosa. Só poderia chegar até seu ombro, mas maldito, faria se abaixar valer o seu tempo. Lentamente, um sorriso apareceu em seus lábios, fazendo meu coração pular de alegria. O homem me reduziu ao estado de uma adolescente deslumbrada. Sim, para tudo e qualquer coisa que poderia, eventualmente, passar pela sua mente. — Bom, tudo bem, então — ele disse. — Você não tem que voltar para a faculdade, Liz? — Perguntou alguém. Anne. Certamente. Tanto Faz. Cara, ele era divino. Talvez Deus existisse, afinal. Poderia haver mais alguns tópicos além do amor que precisaria reavaliar. Que dia de revelações. — Não, estou bem.

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— Pensei que você tinha um trabalho para fazer? — A voz da minha irmã apertou de uma forma que as sirenes vermelhas normalmente lançavam-se gritando através de mim. Mas por mais que tentasse, não seria influenciada. — Não. — Lizzy. — Ela forçou meu nome entre os seus dentes. — Senhoras, senhoras — disse Mal. — Temos um problema aqui? Não havia problema em qualquer lugar. Não com o longo olhar de Ben ficando fixo em mim, fazendo meu mundo girar. Meu sorriso cresceu instável enquanto o nosso lascivo concurso de encarar continuou. Em seguida, o homem sorriu divertidamente, e borboletas estavam frenéticas na minha barriga. Maldito seja, não desviaria o olhar. Podia e iria ganhar. Mas de repente houve uma perturbação na distinta alegria. Uma mulher enrolada ao redor de Mal, risadinhas e arrulhos e abraços. E o problema era que a mulher não era minha irmã. Em vez disso, Anne ficou observando a cena com o rosto pálido e sua boca numa resignada linha sombria. Que diabos. Todos os pensamentos de Ben sumiram da minha mente como se acordasse de um sonho. Deveres fraternos chamaram por mim altos e orgulhosos. — Hey, Mal — disse, tentando parecer despreocupada e, provavelmente, falhando miseravelmente. — Devemos convidar Reece, o amigo de Anne para vir junto com a gente comer? Ele sempre faz coisas com a gente aos domingos. Reece era seu chefe e, por vezes, sua paixão. Pelo menos até Mal chegar junto. Certamente não estava usando o ciúme mesquinho para promover a causa. As sobrancelhas de Anne se uniram. — Acho que Reece disse que estaria ocupado. Dei-lhe o meu melhor olhar inocente. — Não. Sério? Por que você não liga para ele e verifica, Anne? — Talvez outra... — Foda-se, não, Lizzy. Quero dizer, não acho que vai haver espaço. — A estrela do rock imbecil olhou em volta, finalmente, percebendo os rostos variados entre embaraçados (seus amigos) e do rosto abertamente assassino (meu) daqueles reunidos.

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A vadia bateu os cílios para ele. — Tem alguma coisa errada? — Está tudo legal — Anne disse. — Por que você não vai beber com a sua amiga e conversam? — Pensei que faríamos alguma coisa. — E Mal poderia ser além de lindo, mas ele com certeza não era a baqueta mais inteligente. — Sim, mas... — Sinto muito, você é? — Perguntou a vadia em sua voz feminina alta. Ev limpou a garganta e anunciou de forma séria, — Ainslie, essa é a nova namorada do Mal, Anne. Anne, essa é Ainslie. — Namorada? — Ainslie riu, e eu praticamente, definitivamente, realmente, agora queria matá-la. Lentamente. Dolorosamente. Você pegue a essência. — Estava apenas dizendo oi para uma amiga. — Disse Mal, continuando com o esquecimento masculino. — Qual é o problema? — Nenhum. Está tudo bem. — Sim, há, obviamente, ou você não estaria me olhando desse jeito. — Você não precisa falar comigo nesse tom de voz — Anne mordeu. — Especialmente na frente de outras pessoas. Vá sair com a sua amiga, tenha um bom tempo. Podemos discutir isso mais tarde. — Nós podemos, huh? — Sim. Sua boca se curvou numa farsa de um sorriso. — Foda-se. Todo mundo meio que observava todo mundo, mas Anne apenas ficou lá. Seus dedos cerrados e estendidos ao lado do seu corpo, igual ao meu. Puta que pariu, isso não poderia estar acontecendo, não a Anne, não agora. Apenas uma vez deixe o mundo jogar limpo. Em pouco tempo as batidas irritadas de tambores encheram o salão, no entanto. Isso acabou. Deixe o animal em suas peles. Parecia que ninguém tinha nada mais a dizer. Quase. — Merda, esqueci! — Ev agarrou sua cabeça dramaticamente. — Todas nós, mulheres, precisamos nos encontrar com Lauren. Noite fora das meninas. Seu marido, o guitarrista, apenas deu-lhe um olhar em branco. — Você vai?

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— Sim. Estamos começando mais cedo. E aleluia. Qualquer coisa para conseguir que Anne saísse dessa situação horrível com um pouco de seu orgulho intacto me pareceu bom. Ignorei qualquer conflito interno. Sim, o pensamento de desistir de minha chance com Ben doía. Tenho certeza que o meu coração e a vagina nunca me perdoariam. Mas Anne parecia devastada, com as mãos tremendo. Agarrei o braço dela e a reboquei em direção à porta. Um cara corpulento, todo de preto, apenas deveria ser segurança, nos encontrou ao lado de um novo Escalade brilhante. Todas nós entramos com o mínimo de conversa fiada. Tudo dentro era de couro. Sério, o carro era um doce passeio. Não doce o suficiente para tirar o amargo da minha boca sobre a deserção de Mal, no entanto. —

Não

entendo.

Virei

para

enfrentar

Anne,

sentada

tão

assustadoramente imóvel no banco de trás. Cada centímetro dela estava tenso e no interior, seus ombros caídos e as mãos cruzadas sobre o colo. Era como se ela estivesse apenas esperando por outro ataque, por mais dor. Odiava isso. Se Mal Ericson tivesse chutado um filhote de cachorro não poderia estar mais chateada. — Isto — disse, acenando com a mão para ela. — Ele te faz mais feliz do que já vi. É como se você fosse uma pessoa diferente. Ele olha para você como se você tivesse inventado o chantilly. Agora isso. Eu não entendi. Ela encolheu os ombros. — Romance-relâmpago. O que vem fácil, vai fácil. Minha boca se abriu para chamar de besteira, mas não podia. Conhecia Anne muito bem. Olhamos uma para a outra por um longo momento até que o carro luxuoso começou a seguir em frente. Os últimos sete anos nos ligaram firmemente juntas. Mais apertado do que qualquer uma de nós poderia gostar, verdade seja dita. Amor e esperança, dor igualada. Fodiam você repetidamente e te deixavam alto e seco. Estúpido acreditar no contrário. Essas foram as nossas verdades em casa e aprendemos da maneira mais difícil, quando meu pai se levantou e foi embora. Amor era uma merda, e os homens... bem, parecia que eles eram tão confiáveis como sempre.

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Ainda assim, não conseguia tirar Ben da minha mente. A forma como seus olhos castanhos escuros fixaram nos meus e nunca vacilaram. Honestamente, poderia ter significado nada. Nada, ou tudo, ou algo entre os dois. Simplesmente não sabia.

*** — Não preciso dele — Anne anunciou de cima da mesa de café, seu martini de chocolate erguido no ar. Uma salva de palmas de Lauren. — Não mesmo! — Com certeza, irmã. Amém. — Na verdade, não preciso de qualquer homem! Sou uma... Sou uma... — ela estalou os dedos impacientemente, imersa em seus pensamentos. —Qual é a palavra que estou procurando? — Você é uma mulher moderna. — Siiiim — minha irmã assobiou. — Obrigada. Sou uma mulher moderna. E pênis são simplesmente estranhos de qualquer maneira. É sério, quem diabos até pensa nessa merda? No chão, Lauren começou a rir tanto que ela teve de agarrar-se a sua barriga. Eu, nem tanto. Por que Anne não podia dar seus discursos com os pés seguros no chão estava além de mim. — Não, realmente. Pense nisso. Eles são bons quando estão duros, mas quando eles estão moles... — Com uma leve carranca, minha irmã curvou seu dedo mindinho e depois o mexeu. — Então, enrugado e estranho de olhar. Vaginas fazem muito mais sentido. — Oh Deus. — Fechei os olhos por um momento. Finalmente chegamos ao apartamento da minha irmã no final da tarde, devido a necessidade de Ev de fazer algumas paradas. Primeiro, houve uma loja de bebidas. Em seguida, Voodoo Doughnuts. E por último, mas não menos

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importante, uma loja de pizza na Pearl. O segurança corpulento grandalhão nos levou pegando tudo no caminho. Ele carregava as inúmeras sacolas, caixas e garrafas requeridas subindo as escadas para o pequeno apartamento de dois quartos de Anne. Quando se tratava de gerar uma improvisada festa de ódio aos homens, Evelyn Ferris tinha claramente todas as bases cobertas. Minha raiva na direção do baterista em questão, Malcolm Ericson, caiu de fervente para fogo brando. A maneira precária que Anne balançava em cima de seu alto poleiro me preocupava mais. — Por favor, não caia da mesa de café e quebre alguma coisa. — Ohmeufodidodeus. — Líquido escuro espirrou sobre a borda do copo, respingando no chão de madeira desgastado, só errando uma Lauren com o rosto vermelho. — Pare de ser adulta, Lizzy. Eu sou a irmã mais velha aqui. Você é a criança. Aja como tal. Abri minha boca para dizer a ela o que achava da ideia brilhante, mas uma mão rapidamente cobriu meus lábios. — Não se envolva — Ev sussurrou em meu ouvido, seu braço sobre meus ombros e a palma ainda me silenciando. — Ela está bêbada e fora da sua bunda em seu grande amor e discutir com ela não levará a lugar nenhum. A mão retirou-se, embora o braço permanecesse. — É com isso que estou preocupada — disse. Isso provavelmente deve parecer estranho, ela sendo tão amigável com Anne em sua nova impressionante e suave namoradeira de veludo. Apenas acabara de conhecer Ev. Havia algo sobre ela, no entanto. Ela e Lauren, ambas (encontrei Lauren uma vez antes, brevemente). Você tinha que apreciar as mulheres que exalavam um ar de nenhuma insensatez. Seja lá o que aconteceu com o idiota do Mal, esperava que elas grudassem em Anne. Ela precisava de amigos de verdade, e não os interesseiros e sanguessugas sugadores de energia que ela atraiu ao longo dos anos com suas maneiras de mamãe urso. — Diga-me se estiver errada, mas não acho que sua irmã se deixa desabafar com muita frequência. Ela só precisa disso. Fiz uma careta. — Talvez.

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Em cima da mesa, Anne cantarolou junto com a música tocando suavemente sobre o aparelho de som. Perdida em seu próprio mundinho. Pelo menos, o rosto triste se foi. Já vi o suficiente para durar uma vida. Da mesma forma, fiz uma nota mental para bater violentamente em Mal Ericson se alguma vez o visse novamente. Cerca do bilionésimo pensamento desse tipo no dia. — Será que você gostou de vê-los ensaiar antes de tudo desmoronar? — Ev perguntou. — Sim. Realmente gostei. — Dei a mulher um discreto olhar de soslaio. — O baixista... Qual é o nome dele? — Ben? — Hmm. — Balancei a cabeça, fazendo o meu caminho através da conversa sempre tão cuidadosamente. — Ele parecia interessante. Pena que não conseguimos sair para uma refeição. — Foi uma pena. Não pude deixar de notar que você o observou no ensaio — Ev disse, acabando com qualquer farsa de sutileza. Impressionante. — Relaxe. Não vou dizer nada a sua irmã. — A mulher suspirou. —Ben, Ben, Ben. Como descrevê-lo? Ele é um grande cara, muito tranquilo. Não disse nada. — Esteja avisada, porém, ele não é conhecido por realmente namorar. — Olhei de soslaio. Ela me deu um pequeno sorriso. — Claro, nem David era, até que nos casamos. De qualquer maneira... Ben. Quão séria você está sobre ele? — Você está perguntando sobre minhas intenções? Um riso chocado voou para fora dela. — Huh. Sim, acho que estou. Tenho um homem agora, então tenho que me intrometer e brincar de casamenteira. Aparentemente é o que as mulheres fazem. Mas, falando sério, não é com ele se machucando que estou necessariamente preocupada. — Você vai me dizer que sou muito nova para ele? — Isso seria hipocrisia da minha parte, considerando que me casei com vinte e um. E você tem? — Quase vinte e um. — Me mexi no meu lugar.

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— Bem, ele tem quase vinte e nove anos, só para você saber. Oito anos. Não é tão ruim. Olhei para os resíduos turvos do meu segundo martini como se em algum lugar no resíduo teria uma pista. Você precisa de folhas de chá, porém, para prever o futuro. Vodka, creme e licor de chocolate não servem. — Provavelmente não vou conseguir vê-lo novamente de qualquer maneira, então... — Você desiste tão fácil? — Ela perguntou. — O jeito que você olhava para ele, pensei que você fosse mais determinada do que isso. — Ele é uma estrela do rock. Você está dizendo que deveria persegui-lo? Ela encolheu os ombros. — Estrelas do rock são apenas pessoas também. Acho que ficar em pé do lado de fora de seu hotel na chuva não seria muito divertido, entretanto. — Não. Provavelmente não. — Poderia apenas me ver fazendo isso, no entanto, é triste, mas é verdade. A ideia não era totalmente estúpida. Talvez funcionasse. Ele esteve definitivamente interessado. Pelo menos, tenho certeza que ele esteve, com os olhares e vagos sorrisos... Sim, tudo bem, precisava descobrir. — Qual hotel, só por curiosidade? Certo brilho surgiu nos olhos de Ev. — Yo — uma voz gritou. Demorou cerca de um ano, mas com movimentos dolorosamente lentos e deliberados, Lauren finalmente ficou de pé. — Deixe-me pegar-lhe outra bebida lá, garota. — Estou be... — Meu copo foi arrancado da minha mão e a autonomeada bartender da noite tropeçou em direção à cozinha. — É melhor eu ajudá-la com isso ou você será servida com vodka. — Ev sentou, retirando o seu telefone celular de seu bolso de trás da calça jeans. Seus dedos se moviam sobre a tela, em seguida, ela atirou-o para o assento ao seu lado, dando-me um olhar significativo. — Só vou deixar isso aí. Tenho certeza que posso confiar em você não olhar para cima o número de qualquer baixista, enquanto estou na cozinha, certo? — Absolutamente. Não tenho nenhuma intenção de buscar N para Nicholson em seu índice de contatos. — Tente B para Ben em seu lugar. — Ela piscou para mim.

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— Obrigada — disse baixinho. — Sem problemas. Vi esse olhar louco de olhos arregalados encantada-comuma-estrela-do-rock antes. — Ela ficou de pé. — No meu próprio rosto por acaso. Use esse número com sabedoria. — Oh, confia em mim. Irei.

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Capítulo Dois Lizzy: Oi, é Lizzy. A irmã de Anne. Nós nos conhecemos no ensaio da banda no outro dia, lembra? Ben: Hey. Lembro. Como você está? Lizzy: Bem. Você? Ben: Bem. Como conseguiu o meu número? Lizzy: Conhecido mútuo. Ben: Sua irmã e Mal não querem que sejamos amigos. Lizzy: Você já me tem na zona de amigos? Ouch. Nem sequer fiz meu passe impróprio e desajeitado em você. Ben: Ha. Você sabe o que quero dizer. Não sabia que você tinha apenas 20 anos ou era ligada a Mal. Nós conversarmos não é uma boa ideia. Lizzy: Sorte que estamos apenas trocando SMS então. Ben: Tchau Liz. Ben: Você acabou de me enviar uma foto de seu almoço? Lizzy: Não. É uma representação artística processada em batatas fritas e catchup da minha imensa tristeza sobre você ignorando minhas mensagens. Viu o rosto no meio? Ben: O que é a coisa verde? Lizzy: Aquelas são lágrimas de picles. Roubei do hambúrguer de uma amiga. Ben: Bonitinho. Lizzy: Você mudou? Ben: Absolutamente. Lizzy: Você vai falar comigo agora? Lizzy: Haha. Você está tendo pizza para o almoço?

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Ben: Será que parece triste ou feliz? Lizzy: Parece lascivo. Como você se atreve a enviar tais pepperoni explícitos. Não sou esse tipo de garota. Ben: Ha. Tenho que trabalhar. Até mais, querida. Ben: Não tenho ninguém com quem tocar e o cenário musical da sua cidade é uma porcaria às segundas-feiras. Lizzy: De modo algum. Tente The Pigeon. Uma amiga vai para as suas sessões abertas. Ben: Eu estou aqui. :) Lizzy: Como você passou ontem à noite? Ben: Bem. Obrigado pela informação. Não é Nashville, mas não é ruim. Talvez vá até Seattle por alguns dias. Tenho um amigo para tocar comigo lá. De qualquer forma, obrigado. Lizzy: De nada. Dia agitado? Ben: Mal chegou. Não posso falar. Lizzy: Ok. Até mais. Ben: Me sinto uma merda andando atrás de suas costas. Lizzy: Vamos conversar depois. Lizzy: Oi! Como foi seu dia? Ben: Ocupado no momento. Lizzy: Ok. Lizzy: Vou assumir por não me responder que você não está confortável com a gente sendo amigos de mensagens. Não quis colocá-lo em uma posição ruim com Mal. Vou apagar o seu número. Ben: Não. Lizzy: ? Ben: Quero que saiba que se você precisar de alguma coisa você pode me ligar.

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Lizzy: Obrigada. Mas não quero complicar as coisas para você. Bem: O problema é que gosto de conversar com você. Talvez se nós o mantivéssemos em segredo? Lizzy: Ok. Gostaria disso. Ben: Eu também. Ben: A foto em anexo é do pôr do sol em Red Rock. Lizzy: Incrível. O que está fazendo aí? Ben: Substituindo o tecladista para um amigo. Seu cara quebrou a mão. Lizzy: Porcaria. Não sabia que você tocava teclado. Ben: Minha vó me ensinou. Mas Dave queria baixo, assim aprendi. Lizzy: Wow. Toca para mim em algum momento? Ben: Que tal agora? Lizzy: Por telefone? Isso seria fantástico. Ben: Ligue. Ben: No estúdio em LA por alguns dias. Como você está? Lizzy: Estudando para uma prova. Deseje-me sorte. Ben: Você tem isso, querida. Não vou distraí-la. Até mais. Lizzy: :) Até mais. Lizzy: As rosas são vermelhas, violetas são azuis, eu gosto de você Ben, você gosta de mim? Ben: Você é uma terrível poetisa. Lizzy: Verdade. Acho que poderia ficar só com psicologia. Como está seu dia? Ben: Lento. Tive uma reunião de negócios. Chato como merda. Lizzy: Você só quer tocar música? Ben: Me pegou nessa. Como você está? Lizzy: Tivemos uma aula incrível. Saindo em seguida para o trabalho na livraria. Então tenho um trabalho para finalizar. Ben: Trabalhar é tudo que você faz? Lizzy: Praticamente. Mas gosto. Trocar mensagens com você simplesmente faz o meu dia, entretanto.

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Ben: Doce pra caralho. Diga-me algo ruim sobre você. Torne mais fácil para mim ficar longe. Lizzy: Não vejo nenhum benefício para mim em fazer isso... Ben: Vá em frente. Estou esperando. Lizzy: Sou uma merda em esportes e sou bagunceira. Ben: Não é possível imaginar você bagunceira. Lizzy: Meu apartamento parece uma zona de guerra. Anne sempre arrumou. Me deu maus hábitos. E quanto a você? Ben: Eu flerto com a garota que não deveria. Caso contrário, sou perfeito. Lizzy: Toda essa fama e fortuna e nem um ego à vista. Ben: Exatamente. Lizzy: :) Ben: Tenho que ir, Jim está esperando. Até mais, querida. Lizzy: Até mais, Ben Ben: Que porra de foto é essa? Lizzy: Você me diz. Ben: Uma mistura de um leão, uma cerveja, e os olhos de uma menina (seus?) Lizzy: Certo em todos os pontos! Ben: O que isso significa? Lizzy: Estou usando meus estudos de psicologia para mexer com a sua mente. Estudos mostram que associação com medo encoraja pensamentos românticos. Ben: Espertalhona. Você descobriu meu medo de cerveja? Lizzy: Haha. O medo é o leão. Ben: Ok. Então, qual é a da cerveja? Lizzy: Você sabe o fenômeno dos óculos de cerveja? Ben: Garotas parecem quentes quando estão bêbadas? Lizzy: Certo. Mas acontece que para os óculos de cerveja não precisam estar bêbados. Apenas uma associação com cerveja vai fazer. Mesmo uma foto. Ben: Olhando para uma foto de cerveja fará você parecer mais quente?

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Lizzy: Você não pode argumentar com a ciência. Você, pobre homem infeliz. Você nunca teve uma chance. Ben: Liz, acho você deslumbrante. Salve as fotos da cerveja para alguém que precisa delas. Lizzy: Porra, você é bom. Ben: Você quer isso? Lizzy: Muitíssimo. Ben: Bom. Você, pobre mulher infeliz. Você nunca teve uma chance. Lizzy: :) Ben: O que você acha? Lizzy: Acho que é uma foto de um banjo. Seu? Ben: Deering Black Diamond4. Pensando em comprá-lo. Lizzy: Você toca banjo também? Whoa. Ben: Quero aprender. Lizzy: E quero ouvi-lo tocar. Você é um conhecedor de música. Você canta? Ben: Ha. Você não quer me ouvir cantar. Confie em mim. Acho que eu deveria comprá-lo? Lizzy: Faça-o. :) Ben: Feito. :) Lizzy: ===v=^=={@} Ben: Isso é outro teste psicológico? Lizzy: Não. É uma rosa. Trabalhei nela toda a manhã. Lizzy: Bem... Alguns minutos entre as aulas. Ben: Bonita. Lizzy: :) Por que não vamos tomar um café? Lizzy: A falta de resposta é um não ou você está tímido? Ben: Tímido sobre Mal me fuzilar. É melhor apenas ficarmos apenas no SMS. Lizzy: É justo.

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Marca de banjo

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Ben: Tenho pensado em você. Fale comigo. Lizzy: Adoraria. Ligando. Ben: Você está bem? Não tenho notícias suas ultimamente. Lizzy: Não queria parecer óbvia demais. O manual da perseguidora disse: vá com calma. Ben: Sei que você não é uma perseguidora. Você é perigosa de outra maneira. Lizzy: Amei que você disse isso. Lizzy: Então, você realmente tem perseguidoras reais? Lizzy: Além de mim, quero dizer. Ben: Você não é uma perseguidora real. Elas acampam do outro lado da rua com binóculos. Lizzy: Isso é loucura. Você tem uma resolução muito melhor com um telescópio. Ben: Você é uma pateta. Lizzy: Nossa, a honestidade é linda. Lizzy: Psicologicamente falando, a maioria dos relacionamentos falha devido à falta de crítica construtiva. Óbvio que somos feitos um para o outro. Ben: Você é uma pateta total. Seriamente. Lizzy: Viu o que quero dizer? Lizzy: Mas nós estávamos falando sobre perseguidoras. Ben: Não é realmente para mim. Tenho sorte. Os outros caras não podem andar na rua sem serem incomodados. Estou menos no centro das atenções. Não tão reconhecível. Lizzy: Você está brincando? Você é construído como King Kong. Ben: Ha. Jimmy tinha perseguidores que ficaram assustadores. Um invadiu sua casa há alguns anos e roubou alguma merda. Ben: Mal tinha um que acabou com uma ordem de restrição. Lizzy: Wow. O que o perseguidor fez?

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Ben: Não, o perseguidor conseguiu uma ordem de restrição contra Mal. Ele aparecia no trabalho do cara, tentava abraçá-lo e telefonava deixando mensagens estranhas, etc. Lizzy: Lol. Ben: Tenho que ir. Intervalo da música. Lizzy: Eu faço uma broa de queijo assassina. Ben: Você faz? Lizzy: Eu faço. E estou fazendo duas agora mesmo. Meus planos para essa noite são broa de queijo e filmes ruins de zumbis. Tentado? Ben: Como, você não vai acreditar. Lizzy: Contudo você está ocupado com os caras? Ben: Não. Os caras estão com suas namoradas. Estou ocupado matando pessoas. Lizzy: Online eu espero? Ben: Ha. Sim. Lizzy: É melhor eu deixar você 2 então. Ben: Posso mandar torpedos e falar com você. Como foi seu dia? Lizzy: Nada mal. Aulas principalmente. E você? Ben: Gravando. Frustrado pra caralho. Jim estava em um estado de espírito. Isto é apenas entre nós, sim? Lizzy: Absolutamente. Ben: Bom. Noite chata. Portland não é LA. Lizzy: Venha. Podemos jogar broa em mortos-vivos na TV. Vou julgá-lo pela sua pontaria. Ben: Porra, gostaria de poder. Lizzy: Eu também. Ben: Um dia. Lizzy: Você está acordado? Não consigo dormir. Ben: Conte carneiros como uma boa menina. Lizzy: Não é possível. Muito ocupada pensando em você.

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Ben: Merda, Liz. Não. Lizzy: Não, o quê? Ben: Não me diga que está em sua cama às 2 da manhã pensando em mim. OK? Você não pode me dizer isso. Você não pode me dizer isso. Terrivelmente tentador. Ben: O que você está vestindo? Lizzy: Você realmente quer que eu responda isso? Ben: Sim. Ben: Não. Ben: Merda. Você está me matando. Você sabe disso, certo? Lizzy: Você diz as coisas mais agradáveis. Noite, Ben. Ben: Noite, querida. Lizzy: Desculpe, perdi a sua última ligação. Boa sorte com seu encontro com Lena essa noite. Lizzy: Na verdade, isso era uma mentira. Não quis dizer nada disso. Lizzy: Sobre o encontro. Não sobre perder sua ligação. Lizzy: Agora me sinto culpada porque Lena é tão malditamente agradável. Vou parar de agir como uma louca e ir encontrar uma amiga no Steel. Tchau. Ben: O bar no centro? É um mercado de carne do caralho. Lizzy: Acabei de chegar. Acho que vou ver por mim mesma. Ben: Esse lugar é uma merda. Coloque sua bunda em um táxi e vá para casa. Você não tem idade suficiente para beber. Lizzy: Tenho uma identidade falsa. Não se preocupe. Ficarei bem. Ben: Estou falando sério, porra. Você não vai lá. Cheio de perdedores do caralho. Lizzy: Tenha uma boa noite com Lena. Você merece alguém ótima como ela. Realmente.

*** Ainda sem resposta de Ben no meu último SMS.

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Música emo indie lamentavam dos alto-falantes, enquanto Christy, minha ex-colega de quarto, movia-se com a batida da música o melhor que podia ao meu lado. — Ótimo lugar, hein? — Ela gritou. — Sim. Ótimo. O lugar era uma merda. Quero dizer, literalmente, meus sapatos colaram ao chão. O bar tinha fortes carências de higiene. Além disso, ele estava superlotado e cheirava a décadas de bebidas derramadas, conexões questionáveis, e corações partidos. Praticamente nessa ordem. Minhas roupas iriam feder por dias. E se mais uma pessoa pisasse no meu pé exposto por conta dos meus doces saltos pretos estilo anos 50, eu gritaria. Quando os escolhi, precisava de um estímulo, queria me sentir bonita. Mas agora, tudo ao nosso redor eram pessoas nos pressionando. O suor corria pela minha espinha, umedecendo a parte de trás da minha camiseta preta e o cós do meu jeans. Eca. Praticamente queria chamar uma dessas equipes de risco tóxico para me lavar, me descontaminar deste poço de cerveja e desespero. Ben poderia ter um ponto sobre esse lugar ser uma merda. Dane-se nunca irei admitir isso a ele, no entanto. Não, me divertiria, mesmo se isso me matasse. Peguei meu celular no meu bolso só por diversão, dei uma espiada na tela verde brilhante. Nada. Que surpresa. Hora de selar o velho cavalo da desesperança e seguir em frente. — Ele ainda não respondeu? — Christy perguntou, inclinando-se e gritando para ser ouvida sobre a música. Balancei minha cabeça. Minha ex-colega de quarto do dormitório tomou um pouco de cerveja. — Foda-se ele. — Estou tentando. — O quê? — Sim — gritei, dando-lhe um sorriso corajoso. — Foda-se ele. — Você pode fazer melhor. — Pequenas linhas apareceram entre as suas sobrancelhas. — Você pode.

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— Obrigada. — Duvidava disso. Legal da parte dela dizer isso, no entanto. Bebi um gole pesado do meu terceiro Moscow Mule5. Vodka era a única maneira que passaria por isso. Meus sentimentos por Ben eram apenas um transtorno obsessivo-compulsivo estranho ou algo assim. Ou não, estresse pós-traumático de conhecer o maníaco do Mal. Inadvertidamente liguei minhas afeições ao primeiro homem barbudo quente, são e solteiro na sala. Uma análise totalmente plausível. Freud com seu próprio rosto peludo ficaria impressionado. Não que estaria voluntariando essa análise para meus testes finais. Na verdade, os meus livros de psicologia eram menos do que útil em explicar exatamente sobre o que se tratava essa coisa de amor. Para ser justa, aprendi alguns fatos interessantes. Acontece que um rato menino e um rato menina, ambos virgens, reunidos pela primeira vez, podem fornicar imediatamente de forma proficiente. Sem se preocupar em elaborar a mecânica, eles estão apenas nisso. Mas não é assim com os primatas superiores, como macacos. Eles são desajeitados e atrapalhados em seu caminho através das tentativas iniciais, trabalhando o relacionamento e exigências. Por isso, foi um alívio saber que não era só eu. Ou mesmo apenas seres humanos. Os primatas estragam os primeiros encontros, também. E eles nem sequer precisam lidar com camisinhas ou alças de sutiã. De qualquer modo, o ponto é, os livros eram grandes em fatos estranhos sobre animais fazendo-o, mas poucos eram os elementos em relação ao tipo de amor ou desejo à primeira vista que atormentava a cada momento do meu acordar – e uma boa maioria dos meus momentos não acordada também. A nova colega de quarto de Christy, Imelda, olhou para mim sobre a borda de sua bebida azul brilhante. Deus sabe o que tinha lá para torná-la dessa cor. Mudei para o antigo apartamento de Anne há apenas duas semanas. Aparentemente, no entanto, essas duas já estavam ligadas ao ponto de posse assustadora. O bar foi escolha de Imelda. — Chris diz que você conhece os caras da Stage Dive — disse ela. A minha ex-colega de quarto moveu-se nervosamente. 5 É um coquetel feito com vodka de alta qualidade, cerveja de gengibre picante, e suco de limão, decorado com um pedaço ou fatia de limão. É geralmente servido em uma caneca de cobre. O coquetel tornou-se popular durante a mania de vodka nos Estados Unidos, nos anos 50.

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Apenas dei de ombros. Fotos de Anne e Mal juntos rodaram a Internet algumas de vezes. Era praticamente um segredo aberto em Portland estes dias. Embora não precisasse falar sobre o negócio da minha irmã. Jamais. E Christy estava bem ciente dessa política. — Acho que é besteira. — A menina continuou estando tão perto que seu hálito quente bateu no meu ouvido. Resisti à vontade de recuar. — Pense o que quiser. Seus olhos se estreitaram. — Por que não vamos dançar? — Christy sugeriu, soando tão falsamente enérgica como poderia ser. — Rápido, bebam! Fizemos o que disse. Então, de repente, Imelda levantou as mãos para o alto acenando para eles sem se importar. Ela agarrou a mão de Christy e começou a arrastá-la no meio da multidão. Christy, por sua vez pegou meu pulso, me rebocando junto. Tudo bem então. Nossa progressão através da multidão não era gentil. Cotovelos e diversos outros pedaços do corpo esbarraram em mim, me enviando cambaleando pra lá e pra cá. Uma mão agarrou minha bunda. — Hey! — Rosnei, girando ao redor. No mar escuro de pessoas que nos rodeiam, poderia ter sido qualquer um. — Idiota. Quando me virei para trás, Christy e a sua nova melhor amiga tinham desaparecido. Luzes estroboscópicas me cegaram. Mal podia ver uma merda. Multidões sempre me deixavam nervosa, e esse lugar era uma aglomeração. Não era uma fobia, exatamente, apenas uma antipatia distinta que estava trabalhando duro para superar. Certamente Christy perceberia que ela me perdeu e voltaria. Certamente. Esperar. Ainda estou esperando. Uma garota pisou bem forte no meu dedo do pé, trazendo lágrimas reais para os meus olhos. Tentei ficar sobre um pé para dar ao outro uma massagem e quase caí de bunda no processo. Sim, Christy não voltaria. Além disso, poderia nunca ter amado multidões, mas agora estava profundamente na terra do ódio. Deus, isso era fodido. Era ridículo. Estava um milímetro de distância de ter vinte e um anos e sobre todo o cenário já. Acho que acabaria voltando para o meu apartamento

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sozinha. Tão agradável como era ter um pouco de espaço, nunca realmente morei sozinha antes. Não estava sozinha, exatamente, era apenas que a ausência de outras pessoas fez um ajuste definitivo. Aposto que Ben e Lena estavam ficando sobre uma casa em chamas. Como não poderiam, com Lena sendo toda engraçada e linda, e Ben sendo Ben. Outro corpo próximo, no escuro, bateu em mim, me enviando cambaleando para os lados. Desde quando você precisa usar armadura corporal completa para estar em um bar? Talvez devesse voltar para o bar, onde estava parada antes. Mas com certeza estava melhor ficando aqui, onde Christy me viu pela última vez. Olhei para trás e para frente com indecisão. Nem sinal. Inferno, estar aqui não ajudou. Pisquei furiosamente. Não chore, apenas... Você sabe, meu dedo doía. Talvez seja hora de pegar um táxi. Tenho certeza de que em casa tinha todos os ingredientes necessários para nachos de emergência que melhoram o humor. E o bônus de não ter que compartilhá-lo com ninguém. Chame-me gananciosa, não me importo, e traga o queijo derretido, baby. De repente, duas mãos enormes desceram sobre os meus ombros e fui forçosamente virada. Algum tipo de montanha estava diante de mim. Uma montanha de homem. — Ben! — Gritei alegremente, me jogando nele (que, naturalmente, não moveu o homem nenhuma polegada). Seu quente corpo grande estava divino, celestial. Passei meus braços apertados ao redor de sua cintura e agarrei-me muito ligeiramente. — Estou muito contente de ver você. Suas mãos tensas sobre os meus ombros, dedos esfregando. — Disse a você para não vir aqui. — Eu sei. — Funguei, em seguida, levantei o queixo do seu peito e olhei para ele com adoração. — Mas você já reparou como realmente faço minhas próprias escolhas como um adulto de verdade? — Não me diga? — Ele me deu um olhar severo e colocou uma mecha de cabelo atrás da minha orelha. Tal movimento simples, doce; foi o máximo para mim. É claro que qualquer coisa que envolva ele me tocando seria. — Como foi o seu encontro com Lena? Sem resposta.

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— Que bom, hein? Ah bem. — Posso ver que você realmente vai portar-se mal sobre isso — ele disse com um sorriso. — Sim. A dor é profunda. É muito bom ver você. Ele olhou para mim por um longo momento. — Sim, você também. Ainda assim, meio puto que você veio aqui, entretanto. Que declaração boba. Levantei ambas as sobrancelhas e Oh realmente nos olhos. Diga o que quiser e tudo isso. Porque em nenhum momento estaria respondendo ao homem para onde fui e o que fiz. Confiança e respeito, etc. Ele deu de ombros, sem se impressionar. — Você não gosta que eu saia com a Lena. Não gosto de você vindo aqui. — Ambas as coisas são verdadeiras — disse, cedendo um pouco. — O que vamos fazer com elas, contudo? Essa é a questão. — Hmm. — Ele agarrou minha mão, dando-lhe um aperto. — Vamos lá, vou te levar para casa. — Gostaria disso. Sem outra palavra, ele me levou no meio da multidão, abrindo caminho com seu corpo. Na sua calça jeans simples e camisa xadrez, ninguém pareceu reconhecê-lo. Em Portland, ele era apenas mais um cara barbudo, tatuado, entre muitos. Anexada ao Ben, ninguém mexeu comigo. Não era nem esbarrada e nem tateada, graças a Deus. Ah, união. Uma coisa rara e bela. Não admira que Anne fosse tão maluca sobre Mal se era assim que ele a fazia sentir. Caminhando ao lado de Ben, meu coração parecia tão leve que poderia bater a cabeça no teto. — Mais tarde. — O segurança muito perfurado disse, abrindo a porta para nos deixar passar. — Obrigado, Marc. Lá fora, o ar estava fresco, decididamente legal. Embrulhei-me em meu casaco. Ben não parece ter trazido um. Ele simplesmente enfiou as mãos nos bolsos e encolheu os ombros. Uma maltratada caminhonete Chevy, dos anos 80, na melhor das hipóteses, estava estacionada no canto. Poderia ter sido uma vez azul pálido. Com todo o desbotamento e algumas manchas de ferrugem, era difícil dizer. — Este é o seu carro? — Perguntei, surpresa.

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Em vez de uma resposta, Ben abriu a porta do lado do passageiro, mantendo-a aberta. — Huh. Subi e entrei, sentado cuidadosamente sobre o frio assento de vinil rachado. Cassetes derramavam para fora do porta-luvas. Autênticos cassetes. Atordoada se ajustava à situação. O homem tinha dinheiro, muito. Ele fechou a porta, em seguida, caminhou para o lado do motorista. Em pouco tempo o motor rugia a vida com mínimo barulho. É evidente que o carro foi mantido em boas condições. — Esperando um Porsche? — Perguntou. — Não. Apenas algo não tão mais velho do que eu. Ele bufou. Nós saímos para o tráfego, o zumbido baixo de alguma velha canção de Pearl Jam. Cassetes. Cristo. — Pertencia ao meu avô — ele disse. — Ele me ensinou como consertá-lo, entregou as chaves quando tive a minha licença. — Legal. Ele me deu um olhar de soslaio. — Quero dizer isso, Ben. Não tive muito em termos de família. Então, reconheço que isso é legal. Um leve sorriso. — Sim. Nós não tínhamos muito dinheiro assim... Foi o que pensei. As sombras de seu rosto eram francamente fascinante sob as luzes da rua que passava, o brilho repentino de tráfego em sentido contrário, tudo. Ele tinha as maçãs do rosto perfeitas. Você poderia quase perdê-las acima da barba, mas as linhas de seu rosto eram afiadas e bonitas. Seus lábios, por exemplo. Poderia olhar para eles por horas. — Você vai me contar sobre a sua família? — Perguntei. — Não há muito a dizer — ele disse, eventualmente. — Mamãe e papai eram donos de uma empresa de limpeza a qual os mantinha fora na maioria das vezes. Eles eram verdadeiramente trabalhadores esforçados. O negócio era tudo para eles. Meus avós viveram ao lado e nos alimentou e manteve um olho nas coisas.

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— Deve ter sido maravilhoso tê-los por perto. Uma influência estável como essa pode significar toda a diferença para uma criança. — Você está me diagnosticando ou algo assim, senhorita Estudante de Psicologia? — Não. Desculpe. — Gemi. — Por favor, continue. Você mencionou um nós? — Eu e minha irmã. — Você tem uma irmã? Como ela é? Ele apertou os olhos, pequenas linhas apareceram ao lado de seus olhos. Martha é... Martha. Ela está vivendo em Nova York ao longo destes dias, desfrutando de festas. — Isso é muito longe. — Não poderia imaginar estar do outro lado do país, longe de Anne, vivendo sem minha última gota de família de verdade por perto. — Você deve sentir falta dela. — É provavelmente o melhor — ele disse. — Ela causou alguma merda um tempo atrás. Não ajudei muito. Fiquei em silêncio, esperando que ele continuasse. As pessoas geralmente se sentem compelidas a preencher um silêncio, você só tem que ser paciente. — Marta e David saíram todo o ensino médio, e depois, quando a banda começou a decolar. Então, ela fez algo estúpido. — Ele balançou a cabeça. —Então, estúpido pra caralho. — O que ela fez? Ele levantou uma sobrancelha. — Você não ouviu? — Não. — Huh. Pensei que Ev poderia ter falado sobre isso. — Só a encontrei algumas vezes. — Sim, eu acho. — Seus dedos bateram para fora, uma batida contra o volante. — Martha não gostava de Dave ficar muito tempo longe. Nós estávamos trabalhando duro, em turnê quando não estávamos gravando. Pensei que ela entendesse... Uma viatura de bombeiros rugiu passando com sirenes resplandecentes, distraindo-nos por um momento.

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— Finalmente chegamos a algum lugar, realmente começando a fazê-lo, tocando para multidões maiores, e recebendo alguma publicidade decente. — Ele expirou ruidosamente. — De qualquer forma, ela deve ter imaginado que ele estando na estrada o tempo todo, ele poderia estar traindo ela. Ela ficou chateada uma noite e o traiu. — Oh. — O cara não poderia ter sido mais loucamente apaixonado por ela, se tentasse. Nunca nem vi ele olhar para outra mulher. Eles foram tão firmes durante anos. Tentei dizer a ela, mas ela tinha essa ideia estúpida em sua cabeça, e... Sim. — Sua risada era amarga, horrível de se ouvir. — Ela pegou algo bonito e fez merda sobre ele. Tudo foi para o inferno depois disso. — Sinto muito. — Eu também. Realmente pensei que fariam isso, se casar, ter filhos e tudo mais. Viver o sonho. Ela trabalhou como assistente para a banda por um tempo, mas quando Dave e Ev se casaram, ela não aceitou muito bem. — Foi quando ela se mudou? — Foi quando ela se mudou. — Ele não disse nada por um momento. — Tentou uma última vez tê-lo de volta, e fui estúpido o suficiente para ajudar. Não saiu tão bem. As coisas ficaram tensas entre mim e Dave por um tempo, e não foi bom para a banda. — Sinto muito. — Tomei um grande fôlego, escolhendo as palavras com cuidado. Isso, obviamente, o machucou. Era no tom de sua voz, as sombras no rosto. Além disso, não queria tratá-lo como um paciente ou um assunto. Ele era muito mais importante para mim do que isso. — Parece que vocês estão mais próximos de irmãos do que amigos, mesmo ele e sua irmã não ficando juntos — disse. — Mas, sinto muito que você foi pego no meio disso. Isso deve ter sido difícil. — Sim. Não sei por que estou te dizendo tudo isso. — Ele me deu um olhar com o canto do olho. — É muito fácil conversar com você, sabe? Sorri. — Ah, você também. — Você não me disse nada ainda.

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— Ah, tudo bem. — Esfreguei minhas mãos contra os lados do meu jeans, aquecendo-as. O que dizer a ele? Sua honestidade e abertura significavam que não poderia dar nada menos a ele. Poderia muito bem colocar tudo para fora. — Meus pais se divorciaram quando tinha quatorze anos. Isto me deixou confusa por um tempo. Mas Anne me ajudou a voltar aos trilhos, ajudou a me formar e entrar na faculdade. — Muito boa irmã. — Ela é uma irmã incrível. Seu olhar em mim e logo na estrada. — Você trabalha duro também, apesar de tudo. — Sim. Mas a faculdade é cara e ela se sacrificou muito para eu chegar lá, então ela merece a maior parte do crédito. — Parece que ambas rebocaram as suas bundas para sair de uma situação ruim. — Hmm. — Descansei minha cabeça contra o encosto do banco do carro. O homem era muito fácil para conversar. Gostei. — É isso mesmo. Trabalho em tempo parcial, na mesma livraria que Anne. Ele deu um meio sorriso, e, infelizmente, isso ainda me deixava tonta. Deus, ele era lindo. Não queria que esse passeio de carro chegasse ao fim. Nós poderíamos conduzir por toda Wisconsin que não me importaria. Bastava apontar o capô para o leste e continuar indo até que ficasse sem gasolina. — Confusa de que maneira? — Perguntou. Isso interrompeu a felicidade. — Não é um tema que gosto de falar. Ele apenas esperou, me puxando para fora, jogando-me no meu próprio jogo. Sorrateiro. — Eu saí com alguns perdedores. Bebia, usava drogas. Anfetamina e maconha, nada muito pesado. Abandonei a escola e fiz coisas que não deveria ter feito. Coisas perigosas. Namorei o cara errado por um tempo. —Minhas unhas cravaram em mim através do tecido da minha calça jeans. Todas essas lembranças eram feias. Era tão jovem e idiota. — Então fui pega roubando. O cara que era dono da loja não parava de dizer que chamaria a polícia, mas Anne conseguiu falar com ele sobre isso. Isso me assustou profundamente. Além disso, vi quão chateada

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Anne ficou sobre isso. Finalmente percebi que não era a única sofrendo. Parei de fugir à noite e desperdiçar o tempo, comecei a ir para a escola novamente. Estava tão irritada que eles não puderam manter as suas merdas juntas e ser como uma mãe e pai normal. — Imagino. — Contudo o que ainda é normal? Parece que todos os pais são divorciados nos dias de hoje. — Sim. Quase. — Não é um grande exemplo, não é? Ele fez um ruído de acordo. — Então, é por isso que escolhi psicologia. Um dia, espero ser capaz de ajudar outras crianças a superar os tempos difíceis. Ele sorriu. — De qualquer forma, basta de mim e da minha revolta de adolescente precoce. — Cruzei as pernas, voltando para ele no banco. — Quando você começou a tocar baixo? — Quatorze ou assim. Dave sempre foi louco por guitarras, e, em seguida, a mãe do Mal comprou seu kit de bateria. Jimmy já tinha decido que ele seria o cantor. Tinha um tio que possuía um velho baixo. Vovô convenceu-o a me dar isso. — O mesmo avô que lhe deu a caminhonete? Ele soa incrível. — Ele era, Lizzy. Ele realmente era. Nós alcançamos o meu prédio. Engraçado, nunca odiei a visão dele antes, mas não queria que a viagem terminasse. Tempo a sós com Ben, falando, era especial. Apertei minhas mãos no meu colo, estudando as linhas de seu rosto. Um momento depois, ele desligou o motor. — Obrigada pela carona para casa — disse. — A qualquer momento. Quero dizer isso. — Ele descansou a mão no volante, mudando um pouco para olhar para mim. Reações químicas felizes agitaram dentro de mim. Lascivas, coisas malucas me dizendo para pular em cima dele, para subir em cima dele e cobrir o rosto lindo em beijos. Para esfregar meu queixo contra sua barba e ver se era macia ou não. Para deixá-lo ver exatamente como ele me afetou, quão adorado ele poderia ser.

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— Me mata quando você olha para mim desse jeito — ele murmurou. |penas sorri. Minha língua estava muito enrolada para qualquer tentativa de sagacidade. A coisa era, não podia não olhar para ele assim. Isso só não estava em mim para ser de outra forma, não com ele. Ele exalou forte, olhando para fora do parabrisa. — Vou a esse clube algumas vezes por semana para pegar. Coloque assim? Fácil como o inferno. Praticamente a única razão pela qual as pessoas vão lá é para ficarem bêbadas e ficarem com alguém. — Eu vejo. — Estou falando sério. — Ok, Ben. Você não é virgem. Devidamente anotado. Eu também não, por sinal. Sonhadores olhos escuros me prenderam no lugar, me possuindo. Ele lambeu os lábios. Toda vez que ele fez isso meus hormônios irrompem no cântico de alegria, uma orquestra completa, mais coro celestial que o acompanha. A coisa toda. Era ridículo. — Porra, você é bonita — ele suspirou. — Faz-me desejar todos os tipos de merda que não deveria. — Quem disse que você não deveria? — Perguntei, inclinando mais perto. — Mal. Sua irmã. — Isto não é sobre eles. É sobre você e eu. — Querida. Liz... — A maneira profunda, quente que ele disse meu nome, puta merda. Sua voz ressoou através de mim, acendendo fogueiras e causando o caos em todos os lugares que foi. Nunca seria a mesma. — Sim? — Me inclinei para mais perto, e, em seguida, mais perto ainda, coração trovejando e lábios preparados. Nunca na minha vida beijar alguém pareceu tão importante. Precisava de sua boca na minha. Sua respiração e seu corpo, tudo dele. Nada mais importava. Virei, apoiando um joelho debaixo de mim para ajudar com a diferença de altura. Sorriso hesitante, mas esperançoso no lugar, coloquei minha mão em seu

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ombro, chegando mais perto. Foda-se à espera que ele fizesse o primeiro movimento. Hora de ir atrás do que eu queria. — Liz. — Sim? Foi quando percebi. A linguagem corporal de Ben estava toda errada. O homem não estava se movendo para mim, me querendo de volta. Estava sozinha nessa. — Você não... — Palavras presas na minha garganta seca, cortando. Retirei minha mão. — Não posso. — O quê? Ele olhava para frente. — Você deveria entrar. O que quer que tinha no rosto, não era alegria. — Você quer que eu vá? — É melhor assim. — É melhor assim. — E repeti, olhando perplexa as sombras obstinadas em seu rosto. — Não posso fazer isso, Liz. Não posso fazer isso à banda. — E você dá satisfação à banda sobre quem você namora? — Nós não estamos namorando. Limpei a garganta. — Não, nós não estamos namorando. Mas Deus, passamos horas conversando e mandando SMS para o outro. O olhar que ele me deu foi torturado. — Sinto muito. Não posso. — Certo. — Toda a emoção dentro de mim sentia enorme, avassaladora. Ainda minha mente trabalhava, transformando todas as evidências sobre, tentando descobrir onde perdi o rasto. Como diabos vim ser batida na floresta. — Acho que você estava um pouco entediado, talvez um pouco só, então você brincou comigo. Com uma careta, ele se virou. — Diga-me que estou errada. Nada. Pelo menos agora sabia onde estava. Como se isso fosse alguma consolação de verdade. Abri a porta do lado do passageiro, descendo. — Liz...

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Fechei a porta da caminhonete com uma batida, metal frio picando as palmas das minhas mãos. Terminei com ele. Eu, malditamente, terminara com ele. O ar da noite amarga me deu um tapa na cara, me acordou direto no inferno. Quão porra embaraçosa. Senti tanto e tanta certeza. Fui para mostrar o quanto sabia. Nada. Nem uma única porra. Hora de colocar meu coração e esperança de volta no gelo.

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Capítulo Três Ben: Hey, como você está? Ben: Você está bem? Tudo bem com os estudos e tudo mais? Ben: Vamos lá, Liz. Fale comigo. Ainda sou seu amigo. Ben: Então, acho que você estará no casamento?

*** — Ele realmente não usará um desses macacões de Elvis de cetins branco, não é? Minha irmã deu de ombros. — Tudo o que o faz feliz. — Sim, mas este é o seu casamento. — O nosso casamento — ela corrigiu, aplicando-se uma última camada de batom, em seguida, limpando-o com cuidado em um tecido. — Deus, Anne. Você está maravilhosa. Ela realmente estava. O vestido de renda vintage era divino. Com o seu cabelo vermelho-brilhante artisticamente desenhado em volta de seu rosto, ela parecia tão elegante. Precisei piscar uma vez ou duas, meus olhos realmente ficando um pouco nebuloso. Dado o tempo que o maquiador trabalhou no meu rosto, não ousava atrapalhar seu trabalho duro. — Obrigada. — Ela estendeu a mão, dando um aperto de mão. — Você está bastante impressionante, menina aniversariante. Meu aniversário foi realmente ontem. Anne insistiu em esperar até que fosse velha o suficiente para me juntar legalmente nas festas de casamento em Las

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Vegas. Um prazer inesperado, uma vez que me tratar como uma adulta de pleno direito não era realmente sua coisa. Ev, Lena, Anne e eu passamos o meu aniversário relaxando na banheira quente da vila particular do Bellagio, mordiscando coisas saborosas e bebendo coquetéis enquanto fazíamos mão e pé. Porque, claro, a vila vinha com um mordomo pessoal. Ah, e a lareira ao ar livre rugindo, porque no mês de dezembro no deserto realmente faz frio durante a noite. Por último, mas não menos importante, tivemos cake pops6, porque nada poderia ser melhor do que o bolo em uma vara coberta de doces. Essa merda possuía minha alma. Alisei a saia do meu próprio vestido vintage, a altura do joelho, azul escuro, um Dior que encontramos em oferta durante uma caçada no sábado algumas semanas atrás. Era lindo. Feminino sem ser vistoso. Meu cabelo também foi puxado para trás em um estilo simples, mas elegante. Queria saber o que Ben pensaria. Não que isso importasse. Senti-me bem como estava e era isso. Meu mundo não parou de girar ou puramente baseava em sua validação ou de qualquer outro macho. Até que alguns dos meus sentimentos por Ben acalmou, no entanto, acabara fazendo o meu melhor para evitá-lo, ou pelo menos contato visual com ele. Mesmo um coração obstinado como o meu teve que desistir, eventualmente. A escola e o trabalho muito me ocuparam. Com Anne ocupada nos preparativos para o casamento, Reece me deu horas extras na livraria, de modo que havia muito para me manter ocupada. Ben Nicholson foi pouco mais do que um pensamento vadio. Principalmente. Seria bom sair mais tarde esta noite e soltar meu cabelo um pouco. Ver aproximadamente tudo de Vegas. Sam levantou-se, dando-me um aceno de cabeça. Era hora. Todos os pensamentos remanescentes sobre o homem deram lugar à enorme emoção. As conversas silenciadas podiam ser ouvidas vindo da sala de estar, os sons fracos de música.

6 É uma forma de bolo estilizado como um pirulito. As migalhas de bolo são misturadas com glacê ou chocolate, e formado e moldada em pequenas bolas ou cubos do mesmo modo como bolas de bolo, antes de ser dado uma camada de glacê, chocolate ou outras decorações e anexado ao palito de pirulito.

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— Ok, futura senhora Ericson. Todo mundo chegou então... — Abóbora! — Uma voz excessivamente familiar lamentou. — Abóbora, onde está você? Uma imagem de perfeita calma, Anne virou para a porta e gritou de volta: — Aqui. As portas abriram e Mal apareceu, acabou em um terno preto liso realmente incrível combinando com All Star em seus pés. Que visão. Seu cabelo dourado brilhava, caindo sobre os ombros. Deixou solto, a pedido da noiva. Já parecia mais como um irmão. Mas até mesmo eu tinha que admitir, o homem era um acontecimento e então algo mais. — Você não pode me ver antes da cerimônia — Anne disse. — Não gosto de regras. — Percebi. Ele caminhou até Anne com um leve sorriso no rosto. — Sabe, pareço muito foda. Mas, Abóbora, você parece ainda melhor. Minha irmã sorriu para ele. — Obrigada. — Vai casar comigo? — É melhor você acreditar nisso. Ele enterrou o rosto em seu pescoço. Um momento depois, Anne guinchou e bateu nas costas dele. — Não me venha com um chupão antes do casamento, Mal, ou vou te matar. Uma risada maníaca encheu a sala. — Estou falando sério! — Eu te amo. Vamos casar. — Como algo saído de um filme, ele pegou-a em seus braços e levou-a para fora, fazendo uma breve pausa na porta. — Você também não parece nada mal, Lizzy. Vamos lá, vamos fazer isso! Peguei o meu buquê e de Anne e os segui com um sorriso. Isto seria incrível. Fora na sala de estar super sofisticada, os móveis foram retirados, deixando muito espaço para a cerimônia. E o Papai Noel Elvis para conduzi-la. O cara grandalhão com peruca usava um cinto portando tantas pedras brilhantes que era uma maravilha a calça ficar no lugar. Aquela coisa tinha que pesar uma tonelada. Vasos cheios de rosas vermelhas cobrindo todas as superfícies disponíveis, o

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perfume inebriante enchendo a sala. A lareira queimando no canto. Foi perfeito, bonito e havia tantos rostos familiares feliz, todos reunidos ao redor, esperando para compartilhar o momento. Anne finalmente tinha a família que ela merecia. No canto, um quarteto de cordas começou a tocar, e Papai Noel Elvis abriu a boca. Sua interpretação de Love Me Tender foi maravilhosa. Ou então eu diria mais tarde. Ben ficou de ao lado com Jimmy e David, todos eles vestidos em ternos escuros semelhantes. Apenas Ben tinha realmente abandonado o paletó e gravata. Ele enrolou as mangas de sua camisa branca, deixando a tatuagem em seus braços grossos exposta. Deus, ele era glorioso. Tão... Viril, por falta de uma palavra melhor. Todo mundo se desvaneceu no fundo. Ele parecia bem, tão maldito bem. Doeu, e com raiva ou não, teria dito tanto a ele, se fosse capaz de encontrar a minha língua. Ele olhou para cima e me encontrou encarando-o. Não houve censura em seus olhos. Mesmo assim, constrangimento ameaçou me inundar, corando meu rosto. Mas ele parou e olhou para mim também. Se a nossa respiração e coração batessem exatamente no mesmo ritmo, não teria me surpreendido. Foi uma loucura. Deveria saber melhor agora. Era apenas ele e eu. As coisas foram ditas e ouvi a risada da minha irmã. Seu olhar se desviou para baixo sobre o meu vestido, e de volta novamente. Pequenas linhas apareceram ao lado de seus olhos, seu rosto enrijeceu. Quanto a mim, minha mandíbula doía de todas as coisas que estava segurando e todas as palavras que não foram ditas. Ou talvez fosse apenas mais do mesmo, a vontade de convencê-lo de que havia algo de real entre nós que valia a pena o risco. Alguma mistura de sexo e amizade e não sei o que. Uma fabulosa ligação. Com toda a probabilidade, ele ainda não gostaria de ouvi-lo. O homem fez a minha cabeça e meu coração doer. — Não, você não está fazendo a coisa certa. — O pronunciamento dividiu o meu foco, meu olhar arremessando para frente da sala. Alguma coisa estava errada na cidade de casamento. — Eu vou fazer isso — Mal disse para o Papai Noel Elvis.

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O Rei apenas deu de ombros. Acho que ele estava sendo pago de qualquer maneira. — É claro que você, Anne, leve-me, Mal — prosseguiu, minha irmã ainda erguida em seus braços. — Você é minha Abóbora, todo o meu maldito mundo. Você obtém a minha música e todos os meus humores estranhos, e você acha que sou engraçado quando as outras pessoas estão apenas balançando a cabeça e se perguntando o que diabos estou falando. Acho que é bonito quando você tem seus pequenos ataques de chiliques, mas se precisar de mim para ouvir e tomar merda séria, prometo que vou. Bons ou maus momentos, você está comigo e eu estou com você. Não importa o que, nós vamos sempre trabalhar as coisas juntos, ok? — Tudo bem. — Minha irmã disse, levantando a mão para enxugar uma lágrima de seu rosto. — Você é a única mulher que quero ou preciso, e nenhum modo de você estar com qualquer outro cara, porque você me tem e eu sou impressionante. Nós estamos bem? — Nós estamos bem. — Certo. — Mal disse. — Nós estamos casados. — Eles estão casados! — Papai Noel Elvis gritou, dando um giro com o quadril apenas por diversão. Música começou de novo e a sala se encheu com os sons de aplausos e vivas. As bocas de Anne e Mal estavam fundidas. Queria isso, o que eles tinham juntos, e sem dúvida valeria a pena esperar. Depois de passar sete anos acreditando que o amor tinha que ser apenas tanta besteira, não poderia desistir dele novamente agora. Essa era a verdade. Um dia, encontraria alguém que me faria sentir como Ben faz. Só tinha que esperar. Papai Noel Elvis começou a cantar Viva Las Vegas, enquanto as pessoas reunidas foram à loucura. Todo mundo além de mim e Ben. Merda. Praticamente perdi toda a cerimônia. Graças a Deus, o pai de Mal parecia estar gravando. Pior irmã jamais. Ia começar a bater palmas, como todo mundo, então me lembrei dos buquês de flores ainda apertados firmemente em minhas mãos. Opa, melhor não.

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Tantos rostos sorridentes felizes – exceto um. Oh grande, minha mãe estava aqui. Do outro lado da sala, com a boca enrugada, sobrancelhas desenhadas juntas. Parecia que inicialmente a minha falta de atenção sobre a noiva e o noivo não escapou à atenção de todos. Seu olhar correu entre mim e Ben, sua carranca se aprofundando. Poderia ser melhor se evitasse a querida mamãe no resto da noite. Possivelmente a próxima década também, só por segurança. A última coisa que eu precisava era de Jan decidindo começar a meter o nariz de volta na minha vida agora. Não, obrigada. — Irmãzinha — Mal gritou, caindo em cima de mim de braços abertos. Ele obviamente, finalmente, colocou Anne para baixo, porque ela estava ocupada sendo espremida em um abraço duplo de David e Ev. Meu novo cunhado, basicamente, me abraçou entusiasmadamente, me pegando pela cintura e me espremendo loucamente apertada. Respirar... Tão fora de moda. — Isso será ótimo. Sempre quis ter uma irmã mais nova — ele disse. — Irmãs mais velhas são ok, quero dizer, não me interprete mal. Mas irmãzinhas são muito mais divertidas, certo? Meio que chiei. — E você espere até ver o que tenho para o seu aniversário. Melhor. Presente. De sempre. — Cara, a coloque no chão antes de quebrá-la, porra — Ben disse com urgência. — O quê? — Mal me colocou de volta nos meus pés. Graças a Deus. Dei as minhas costelas doloridas uma massagem, tomando agradáveis respirações profundas. — Havia um toque de muito amor nesse abraço. — Oops. Desculpe, irmãzinha. — Tudo bem. — Sorri, ainda recuperando o fôlego. — Parabéns. — Sim. Parabéns, cara — Ben disse. Eles apertaram as mãos vigorosamente, seguido de umas palmadas no ombro. — Obrigado, cara.

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Sem perder o ritmo, o baterista mudou para sua próxima vítima do abraço de amor. O que deixou Ben e eu olhando um para o outro novamente. Não embaraçoso, absolutamente. — Você está ótima, Lizzy. — Você também. — Não poderia encontrar seus olhos escuros por mais tempo, então, ao invés, estudei seus sapatos. Um alvo seguro e agradável. As grandes botas pretas fizeram um bom contraste dramático contra o chão de mármore creme. Ele não disse nada. E sim, tudo bem, eu terminara. — Tenha uma boa noite. — Liz, espere... — Preciso socializar. Sua mão segurou meu braço. — Espere. Quero falar com você. — Acho que não é uma boa ideia. — Puxei meu cotovelo livre. — Por favor. Essa simples palavra fez isso, me fez hesitar. Me deixando estupidamente mole. — Ok. Talvez mais tarde. — Mais tarde. Era bom querer coisas na vida. Não significava necessariamente que você iria alcançá-las. Já o pensamento de todos ouvindo o que ele tinha para dizer trazia a ansiedade correndo para a superfície. As damas de honra são pessoas ocupadas; tinha merda para fazer. Ben Nicholson poderia apenas esperar. Esta noite não era sobre mim ou ele ou a bagunça que ainda existe entre nós. Nem um pouco. Havia cerca de vinte e cinco pessoas ou mais presentes, com exceção de Papai Noel Elvis e do quarteto de cordas. A família de Mal, seu pai e irmãs, maridos e filhos. Minha mãe e de Anne (doravante conhecida como, aquela que deve ser evitada). Os membros da Stage Dive e suas companheiras, além de Lauren e Nate, é claro. Muitas pessoas para encontrar e cumprimentar e socializar-se como uma tempestade. Mas primeiro, queria abraçar minha irmã. Segurá-la firme e saber que as coisas boas acontecem com pessoas boas, e que ela era tão feliz como ela sempre mereceu ser.

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Então é isso que fiz.

*** Depois de passar quase cinco horas conversando e ser a melhor dama de honra possível, a recepção do casamento finalmente começou a relaxar. Juro por Deus, merecia minha noite na cidade. Evitei tanto Ben e minha mãe e ainda fiquei em pé por muito tempo. Minhas tentativas de manter a desordem dos sobrinhos e sobrinhas do Mal sob controle foi um longo caminho para ajudar. Nota mental para nunca, jamais, ter filhos. Trabalhar com eles seria bom, mas queria ser capaz de relaxar no final do dia, muito obrigada. Eles podem ser bonitos, mas eles também poderiam ser maníacos totais. Estava muitíssimo certa que Mal seria cobrado para repor pelo menos uma das sofisticadas cadeiras revestidas de jacquard. Tentei tirar a arte de dedo com patê, mas com pouca sorte. O autor desse crime em particular permaneceu escondido debaixo de uma mesa no corredor. Casais começavam a ficar excessivamente amorosos, devido à hora tardia, alimentos ricos e bebidas caras. Quanto a mim, estava pronta para festa! — Estamos prestes a escapar — Anne relatou, enganchando meu cotovelo com a mão. Seu outro braço estava ocupado descansando em volta do pescoço de seu marido. — Imaginei. — Assenti. — O cara anexado ao lado de sua cabeça meio que já desistiu. Mal não se incomodou vir à tona para respirar. Em vez disso, ele continuou mordiscando a orelha de Anne. Mas ele disse alguma coisa. Alguma sequência de palavras murmuradas que não tinha uma esperança no inferno de entender. — O que ele disse? — Perguntei. — Ele disse que nós temos que ir consumar nosso casamento — Anne disse. — Claro que ele disse. Divirta-se com isso. — Vamos. Resmungos mais incoerentes do cara ligado ao seu ouvido.

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— Pensei que era para ser uma surpresa para quando ela voltar? —Anne respondeu. Mal finalmente veio à tona. — Mas é tão legal. Sou tão legal. Acho que ela merece saber isso. — É o seu momento, cabe a você. Diga a ela, se quiser. — Anne riu. O sorriso que Mal me deu era megawatt, cegando. — Comprei um Mustang GT 1967 azul bebê para o seu aniversário. — Você fez? — Gritei de alegria. — Exatamente. Não sou apenas o melhor? Ai meu deus, sou o mais incrível, porra! Minha mente está simplesmente inflada por mim. Guarde isso aí, irmãzinha. — Ele ergueu a mão para um high five. Bati palmas com ele com muito entusiasmo. — Isso é incrível, Mal! — Eu sei,certo? — Muito obrigada. — Não é nada. — A mão descuidada acenou minha gratidão para longe. — Jesus. Anne apenas não parecia entusiasmada. — Você deu a Liz um carro potente? Você me comprou um Prius. Com beicinho, Mal emoldurou seu rosto com as mãos. — Porque você é minha princesa Abóbora de Prius. Garotas como você não dirige carros potentes. — Garotas como eu? — Bonita, inteligente, boa menina com muito respeito pelos semáforos e merdas assim. Além disso, você tem a mim. Você não precisa de mais potência em sua vida. Não diria que Anne parecia apaziguada, exatamente. Mas ela deixou o assunto passar depois de mais um beijo. — O que você está fazendo hoje à noite? — Ela me perguntou eventualmente. — Pensei que poderia ir dançar ou algo assim — disse, balançando para trás em meus calcanhares em emoção. Vegas, aqui vou eu. —Fazer um bom uso da minha ID legal.

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O sorriso de Anne vacilou. — Certo, sim. Ouça, Sam estava pensando em ir perto de alguns clubes também. Você se importa se ele for junto? Ruh-roh. — Sam, o homem da segurança? — Sim. — Seu olhar vagava ao redor da sala por um momento, evitando o meu. — Ele não ficará no caminho, prometo. Ele é um cara muito legal e sair por conta própria em Vegas não é uma ideia muito inteligente. Você não se importa não é? Prometo que ele não entrará em seu caminho ou qualquer coisa. — Não, acho que não. — Bom. — Ela relaxou visivelmente, encostando-se a Mal. — Acho que eles já levaram as suas coisas até a suíte na cobertura, a propósito. Você tem a chave, certo? — Sim. Tudo certo. — E se você for a qualquer lugar por conta própria, não se perca no hotel. Esse lugar é enorme. — Ficarei bem. Vá ser feliz com o seu marido. — Estalei um leve beijo em sua bochecha. — Parabéns. Foi uma noite maravilhosa. Você estava linda. — E sobre mim? — Veio de Mal. — Muito bonito. — Dei-lhe um tapinha na cabeça. — Mais tarde! Tinha um homem a esquecer e uma cidade para explorar.

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Capítulo Quatro — Me diz seu nome novamente? — Liz. — Lisa? — Perto o suficiente. — Dei ao loiro bêbado um sorriso e tomei outro gole da minha margarita. Ele pode ser bonito, mas beleza não compensava sua estupidez desenfreada ou um nível de álcool no sangue muito alto, como ele tinha que ter. Ele me deu a sua versão de um sorriso de molhar calcinha e não tinha dúvida de que funcionava quando o cara estava sóbrio. Ou quando o objeto de suas afeições lascivas estava no mesmo estado de embriaguez. Infelizmente, minhas duas e meia margaritas zumbiam feliz, nem sequer começou a me limitar. Nós dançávamos por uma hora ou mais, nos divertindo. Não houve nenhum contato real ou trituração ou qualquer coisa para levá-lo por diante. Porque eu conhecia limites, não é? Sim, eu conhecia. O hotel tinha uma grande variedade de bares e discotecas. Para não mencionar a infinidade de pessoas nas proximidades. Começamos em um lugar do outro lado da rua antes de voltar para mais perto de onde estava hospedada. Boa música, muita dança e algumas bebidas. Minha diversão foi encontrada, meu relaxamento. De qualquer forma, uma pena que ele tinha que ir e destruí-la agora ao tentar marcar. Por cima do meu ombro, Sam, o homem da segurança (que definitivamente não dançava) manteve a mesma posição que ele tinha pelas últimas três horas, mantendo-se no bar com um copo de uísque na mão. Ele queria verificar alguns clubes, minha bunda. O homem esteve fixo em cima de mim, com certeza.

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Não é a primeira vez esta noite que ele estreitou os olhos para o meu parceiro de dança e balançou a cabeça em descrença. Apenas sorri de volta para ele. Esta noite não era para seriedade. Era sobre rir, dançar, ter algumas bebidas e celebrar por ser jovem e solteira. Meu companheiro bêbado passou o braço em volta da minha cintura, lambendo os seus lábios. — Então, Lila. — Sim, Mike? Uma carranca. — Mark. Meu nome é Mark. — Oh, meu Deus, desculpe, Mark. Foi mal. — Não se preocupe, querida. — Um sorriso obscuro entrou em seu rosto mais uma vez quando ele se inclinou para frente, movendo-se para o ataque. Acho que não. Virei o rosto e dei um passo para o lado apressada, fugindo de sua tentativa de qualquer comportamento boca-a-boca. Assim que terminasse minha última metade da tequila infundida no gelo eu estava fora de lá. Sam e eu poderíamos encontrar outro lugar para ficar. Se com certeza não me desse um cérebro congelado apenas beberia tudo de uma vez. — Bem, isso tem sido ótimo. — A festa está apenas começando — ele arrastou. No que foi, sem dúvida, planejado para ser um movimento suave, o imbecil tropeçou em mim, batendo as minhas costas no bar. Pior ainda, a minha maldita bebida derramou por todo o chão. Essas coisas não eram baratas, e com certeza não estava disposta a deixar Mark me comprar alguma. Ele começou a ter bastante ideias como estava. Idiota. — Merda. — Empurrei o peito do imbecil bêbado, tentando tirá-lo de cima de mim. — Mova-se. Como se as minhas palavras de repente ganhassem superpoderes, o idiota voou para trás no meio da multidão, caindo esparramado em sua bunda vários metros de distância. Whoa. Como foi isso. Contemplei boquiaberta em surpresa. Então, para o espaço aberto na minha frente, pisou Ben. Porcaria. — Hey — disse, colocando meu copo agora vazio no bar. — Oi.

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Sua testa franzida, a boca, uma linha pressionada severamente reta. Meu Deus, que ele parecia irritado. Entre a barba e a expressão em seu rosto, ele parecia completamente bárbaro. Ele poderia muito bem está vestido com peles e carregando uma lança, me apresentando o javali que ele pegara para o jantar. Ah, bom romance à moda antiga da Idade da Pedra. — Como vai? — Perguntei. Ainda nada dele. — Você quer algo para beber? Estava prestes a passar para outro clube, mas se você quiser ficar aqui por um tempo, isso é bom para mim. Ele colocou uma mão na barra de cada lado de mim, me cercando. Huh. — Teve uma boa noite? — Perguntei. — Não realmente. Estive procurando por você. — Isso é doce. Mas você não precisa fazer isso. — Você sabia que queria falar com você. — Sim, sabia. — Você disse que conversaria mais tarde. — Eu sei. Mas aqui está a coisa: talvez não queira falar com você depois de tudo, Ben. Talvez só queira esquecer o que aconteceu e seguir em frente com a minha vida. Atrás dele, dois dos rapazes da segurança volumosos do bar escoltavam sempre tão gentilmente o meu ex-parceiro de dança bêbado do local. — Tchau, Mike. — Agitei meus dedos. — E o que diabos você estava fazendo com esse cara? — Ele rosnou. — Dançando, até que ele ficou um pouquinho muito embriagado. Minha segurança não é a questão aqui. Tenho o meu amigo Sam comigo, para quem deveria correr em qualquer problema. — Balancei a cabeça para onde o homem estava junto ao bar. Se qualquer coisa, sua presença só pareceu deixar Ben ranzinza. — Então por que não estava fazendo alguma coisa sobre aquele idiota rastejando em cima de você? — Provavelmente porque ele sabia que tinha coberto. Ele inclinou a cabeça. — Você tinha coberto? — Sim.

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— Engraçado, querida. Porque poderia jurar que entrei aqui para encontrar algum babaca bêbado tentando espancar você. — Ó homem, ele se irritou, suas bochechas ficando vermelhas e os olhos brilhando. Era meio impressionante. — Percebo que parecia ruim, mas tinha tudo sob controle. — Você fez, né? — Sua risada, ele realmente não soava nem um pouco divertido. — Cristo. Você terminou aqui. — Ah, não. Realmente não terminei. Agora veja, este é o lugar onde nós temos um problema. — Cruzei os braços. Em seguida, desdobrei porque, como diabos fiquei na defensiva. Ele era o único errado, não eu. — Você não está disposto a me levar, ou meus sentimentos, seriamente. O que você quer é se esconder na terra Sr. Muito Legal para Compromisso e apenas brincar com os meus sentimentos quando lhe convier. Ok, aceito isso. Mas nada disso significa que está tudo bem para você vir aqui e agir como se fosse o meu chefe. Nada disso. — Assim? — Ele perguntou, inclinando-se para baixo, de modo que estávamos quase nariz com nariz. — É assim, baby. — Dou um soco no ombro, o que deve ser notado, mal me aproximei. Ok, talvez o álcool com o estômago quase vazio me fez um pouco/muito mais corajosa/tola. — Então, por que você não leva essa sua besteira de pequena birra ciumenta de homem das cavernas em outro lugar. Veja, faço essa coisa engraçada que gosto de me referir como qualquer merda que quero. Entendeu? Ele só olhou. — E tão bonito como você é com sua barba e seus músculos, você é tão malditamente perigoso e... Complicado e merda para mim. — Eu sou? — Sim você é. Você está finalmente vendo meu ponto aqui? — Pode apostar. — Excelente. Então leve a sua gostosura em outros lugares, gentil senhor. Não quero nenhuma parte dela! — Huh. Eu então declarara a ele. Bravata bêbada era o melhor. Ele assentiu uma vez, não tanto com as minhas palavras, mas como se ele tivesse decidido alguma coisa. Não me levou muito tempo para descobrir o que. O homem agarrou meus quadris apertados e inclinando, me colocou em seu ombro.

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— Não... E levantei. Então, metade de mim foi para frente. Para baixo, por cima do ombro, presa na prisão de um bombeiro. — Ben, me coloque no chão. Seu braço foi em torno de meus joelhos, uma mão segurando a parte de trás da coxa. Essa altura não é legal. Apesar de não ter uma única pequena coisa sobre isso realmente legal. Em seguida, o chão começou a se mover abaixo de nós. — Ben! Ele nem sequer abrandou. — Acho que você terminou para a noite, senhorita Rollins — Sam disse. — Faça-o me colocar no chão — gritei. — Temo que não possa interferir. Veja, o Sr. Nicholson também contribui para o meu salário. — Você tem que estar brincando comigo. — Me coloca em uma situação meio difícil. Você entende. Não tinha nada. — Para ser justo, ele me mandou um SMS perguntando onde você estava, horas atrás — Sam disse. — Não disse a ele. — Ah, sim, você é um espião. Sam sorriu. O idiota. — Tenho isso. — O idiota pré-histórico me carregando resmungou. — Certo. — O homem da segurança incrivelmente inútil disse. — Pode ir perder algum dinheiro em um jogo de cartas, então. Boa noite. — Ben apenas grunhiu. Então, bati na sua bunda. — Você está sendo absolutamente ridículo. Ponha-me para baixo. — Não. — Você tem alguma ideia de quão insano isso deve parecer? — Não me importo. — Eu, sim. Deus, Ben. Você me deixa louca. Outro grunhido. Que original. Meu riso saiu ligeiramente muito estridente, muito louco. Que noite.

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Tão tentador perder minha merda, mas não. Resolução de conflitos. Era uma profissional para o último. — Ben, por que você não me coloca para baixo e nós podemos falar sobre o que quiser com uma bebida. Você, obviamente, tem a minha atenção agora. — Não penso assim. — Olha, sinto muito por não aceitar o seu pedido para falar seriamente antes. Deixe-me fazer isso para você. Ele me ignorou. Pena que aqueles que nos rodeavam não o faziam. Elas riam, apontavam e continuavam como se fôssemos um ato de maldita comédia. Mas será que alguém pensa em tentar me ajudar? Não. Pessoas. — Estou tentando ser razoável aqui! — Eu sei. — O que é muito maduro para mim, caralho, já que estou de cabeça para baixo falando com a sua bunda, Ben! — Rosnei em frustração, batendo em sua bunda mais uma vez apenas por diversão. Alguma vez nasceu um homem tão cabeça dura e bunda firme? Acho que não. — Continue assim, e vou começar a bater de volta. — Alertou. — E as minhas mãos são um inferno de muito maior do que a sua, Liz. — Você é um idiota. — Sabe, você age toda bonita, mas você tem uma boca em você quando se irrita. — Morda-me. — É tarde, Lizzy. Hora de meninas más irem para a cama — ele disse. — Aw, Ben. Se você estava tendo problemas para marcar, você deveria ter apenas dito isso. Poderíamos ter trabalhado em alguma coisa. Seu riso era despudorado e safado. — Isso é realmente amável, querida. — Não se preocupe. Acho que é uma vergonha uma grande estrela do rock, forte e cabeludo como você, ter que sequestrar mulheres em bares para ter algo. O ar frio atingiu a parte de trás de minhas coxas quando a saia do meu vestido foi levantada. Dentes roçaram sobre a minha pele macia em advertência,

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sua respiração vinda perigosamente perto de aquecer áreas pertinentes. Ou talvez fosse apenas minha imaginação. De qualquer maneira, momento para enlouquecer abertamente. — Você não ouse, porra! — Gritei, se esquivando. Braços se apertaram em volta de mim e os dentes afiados foram substituídos por lábios. — Pare de se contorcer. — Pare de ser um bastardo e me coloque para baixo. — Você disse para mordê-la. — O idiota riu mansamente. Tanto faz. As pessoas simples são muitas vezes facilmente divertidas. Inferno estava subindo. Foi um pouco assustador. Abaixo havia um corredor extravagante, o som de máquinas caça-níqueis e o fedor fraco de cigarros indicavam que enorme a sala de jogos deveria estar em algum lugar próximo. Em seguida, um elevador brilhante repetindo um anúncio para algum show. O idiota deixou sua carteira em seu bolso de trás. Enfim, um pouco de entretenimento. Por que não, desde que estava de carona? — Quem é Meli? E... — Segurei o próximo pedaço de papel rabiscado para o meu rosto. — Merda. Acho que isso diz Karen. Não acho que você deve chamar Karen por um bom tempo. A pobre moça mal consegue soletrar seu próprio nome. Hey, se importa se eu pegar emprestado seu cartão de crédito? O Neanderthal inclinou e meus pés mais uma vez encontraram o chão. Ele segurou meu cotovelo com uma mão forte. Uma coisa boa, porque, ei, minha cabeça girou ao redor conforme o mundo lentamente se endireitava. — Dê-me isso — ele rosnou, pegando a carteira das minhas mãos e colocando-a de volta no bolso. — Pare de agir como uma pirralha. — Estou agindo como uma pirralha? Você está falando sério? — Dizendo que você vai falar comigo mais tarde, em seguida, desaparece. Bufei. — Porque ouvir mais de suas desculpas soa como um bom tempo. — Não é assim. — Besteira — disse, com as mãos nos quadris. — Vá encontrar alguém que quer jogar seus jogos, Ben. — Foda-se. — Ele se virou, a boca toda franzida. — Queria pedir desculpas, ok?

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Observei e esperei. — Sinto falta de você, Liz. Não tive a intenção de te machucar. — Ele parecia sincero, olhos torturados. — Sinto muito. — Ok. Mas ainda não consigo fazer isso. Seu olhar procurou meu rosto. — Você não pode o quê? — Ser sua amiga. Ele não disse nada. — Sinto muito. Sei que você está sozinho e sente falta de LA, mas não posso. Tenho sentimentos por você e não posso simplesmente guardá-los porque você não está preparado para ir lá. Ele apertou os lábios juntos, com força suficiente para deixá-los branco. Então, ele virou as costas para mim. — Ben? Silêncio. — Se vale alguma coisa, também senti sua falta. O elevador parou e as portas abriram suavemente. — Obrigada pela carona. — Saí, pesquei minha chave do quarto do meu sutiã tão sutilmente. Ele estava certo. Era provavelmente a hora de encerrar a noite. Pelo menos, tive alguma dança e uma ou duas bebidas. Vi algumas coisas em Vegas e Anne e Mal estavam casados e felizes. Em suma, uma viagem bemsucedida. Então, por que a sensação de ser arrombada por causa dele mais uma vez? Ben se arrastou atrás de mim, sem dizer nada. Ele podia fazer o que quisesse. Obviamente. Era por volta de meia-noite, mais ou menos. Hoje durou muito tempo, com todos os preparativos do casamento, e na noite passada e uma tarde, com a minha festa de aniversário. O fato era, cama parecia uma maldição de uma boa ideia, na verdade. Abri a porta da minha suíte na cobertura e entrei. Tudo era de mármore, espelhos e esplendor. As cortinas estavam abertas, exibindo a fachada toda iluminada. Uma coisa linda. — Wow.

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O homem montanha temperamental encostou a bunda contra a mesa, pernas musculosas e braços largos cruzados sobre o peito. O que ele fez para mim. Nunca tive uma chance. Meu coração se lança e meu corpo acordou direto no inferno. A tentação de ir escalar ele, tocá-lo e saboreá-lo, era muito forte. Ele precisava sair. — Você não deveria estar fodendo Karen ou Meli ou quem mais te passou o seu número? — Perguntei. — Você está com ciúmes? Tentei sorrir. Tenho certeza que falhei. — Qual seria o ponto? Ele só olhou para mim, com o rosto em branco um mistério. Inferno, todo ele um mistério. Um que eu nunca resolveria. — Pode deixar — disse. — Não vou sair. O homem caiu no sofá. — Dê-me uma pausa. Persegui-a por toda a cidade nas últimas horas. Uma e outra vez. Tanto Faz. Além da sala de estar e jantar estava no quarto. A mãe de uma cama. Você praticamente iria querer embalar um almoço se fosse tentar atravessar a coisa. Mais arranjos de flores e móveis sofisticados. O banheiro era igualmente grande e majestoso. Dois banheiros, por algum motivo. Selvagem. Andei até uma das pias, estudando a garota no espelho. Nada mal. Atraente o suficiente, se não bonita. Esperemos que a maior parte do tempo ela tivesse metade de um cérebro em sua cabeça e um futuro promissor pela frente. Mas, entretanto, precisava lidar com o cabelo. Então, poderia começar a lavar toda a maquiagem do meu rosto. Talvez até mesmo fizesse um test-drive em uma das banheiras. Ben apareceu na porta com uma cerveja aberta na mão. Outro dos botões de sua camisa branca foi desfeito. Esse pescoço de um touro. Nenhuma maldita ideia de por que funcionava para mim. — Acho que você decidiu ficar? — Virei para o espelho, procurando o primeiro do que seria sem dúvida muitos, muitos grampos no cabelo. — Você se importa? — Não, desisto. Mas o que Mal diria?

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— Vou dormir no sofá — ele disse, ignorando totalmente a minha pergunta. Continuei lutando com o meu cabelo. — Deixe-me ajudá-la. — Ele se aproximou, colocando sua cerveja para baixo. Sobrancelhas escuras se atraíram com a forma que ele encarava meu cabelo. Em seguida, com os dedos cuidadosos, ele gentilmente puxou livre seu primeiro grampo e jogou-o em cima do balcão. — Obrigada. Sem comentários, ele continuou com o trabalho, enquanto observava. Estranho. Mal chegava ao ombro do cara, mesmo em meus saltos altos. A largura dele me ofuscava. Não era particularmente pequena ou petite, sendo basicamente média. Mas com ele em pé atrás de mim, eu parecia uma pequena coisa delicada. O cara poderia esmagar-me com uma mão. Inferno, ele tinha feito um bom trabalho no meu coração de longe. — Não sei por que você fez tudo isso — ele disse. — Parece tão bom solto. Ergui as sobrancelhas para cima. — Não sabia que você tinha notado. Nada. Roubei um gole de sua cerveja. Uma extravagante Alemã em uma grande garrafa verde brilhante. Lupulada. Agradável. — Não precisa de toda essa merda em seu rosto, também. — Ele pegou a cerveja de mim e tomou mais um gole antes de retornar para cuidar do meu cabelo. Nossos olhares se encontraram tão brevemente no espelho, então ele arremessou o dele para longe. Ele respirou fundo, ficando agitado. — Obrigada. Eu acho. Um encolher de ombros. Meus dedos brincavam com a borda do balcão, unhas passando rapidamente para trás e para frente. Um hábito nervoso. Ele se mexeu um pouco, movendo-se um pouco mais perto. Podia sentir o calor dele nas minhas costas, a solidez dele. — Talvez, devesse fazer isso sozinha — disse. — Você vai ficar aqui toda a fodida noite tentando fazê-lo sozinha. Quantos grampos eles colocaram nesta coisa? — Perdi a conta após a primeira dúzia ou mais.

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Ele trabalhou por um tempo em silêncio. Sim. Impressionante. Nada estranho. — Feliz aniversário por ontem — ele murmurou em voz baixa e áspera. Mais grampos foram atirados em cima do balcão. — Obrigada. Cuidadosamente, ele começou a puxar partes do meu cabelo livre, deixando-os cair nas minhas costas. O olhar atento em seus olhos, o foco absoluto como ele fez isso, quase me matou. O que diabos estava acontecendo aqui? Fale sobre sinais mistos. Talvez tivesse um banho frio, gelo, tudo que ajudasse. Seria preciso pelo menos, para apagar o fogo em minhas calças. — Feliz vinte e nove anos por antes do Natal — disse, a voz vacilante. — Eu... Eu sei que deveria estar lá para o jantar, mas... — Mas você estava me evitando. — As bordas de sua boca deslizaram em um sorriso. Parecia autodepreciativo de alguma forma. Definitivamente sem graça. — Sim. Ele me olhou no espelho. E então ele olhou para mim um pouco mais. Deus, desejo poder lê-lo. Apenas por um momento sequer. Gostaria de poder tocá-lo ainda mais. — Engraçado — ele disse. — Estávamos apenas trocando SMS, mas me acostumei com isso. — Eu também. — O que você quer para o seu aniversário? — Ele perguntou, mudando de assunto abruptamente. — Ah, nada. Você não precisa me comprar qualquer coisa. — Quero te dar alguma coisa. Então, o que você quer? O que você precisa? Ele e ele com seu coração em sua manga. — A alça da minha mochila de lona quebrou o outro dia. Acho que poderia ter uma nova, se você quiser me dar algo. Mas Ben, não é realmente necessário. — Uma bolsa. Ok. O que mais? — Nada mais. Obrigada. Apenas uma nova mochila seria ótimo. Ele balançou a cabeça. — A maioria das mulheres pediria diamantes.

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— Ben, não gosto de você porque você tem dinheiro. Gosto de você porque você é você. Seu polegar acariciou a parte de trás do meu pescoço, lá e ido em um instante. Talvez tenha sido um acidente. — Obrigado. Arranquei um grampo do meu cabelo, assumindo o trabalho. — É melhor conseguir terminar isso. Está tarde. — Deixa comigo — ele disse, com foco no meu cabelo mais uma vez. — Ok. — Deus, ele era lindo. Por que tenho que enlouquecer toda vez que ele se aproxima? Apenas uma vez seria bom se não bancasse a idiota, onde este homem estava envolvido. — Acho que talvez você deva sair. Acho que preciso que você saia. Dedos grossos removeram outro grampo, como se não tivesse dito uma palavra. — Por que você está aqui? — Virei minha cabeça para ele e agarrei seus pulsos, acalmando-o. — Ben? — Porque, aparentemente, sou um merda em ficar longe de você. — Então, acho que nós temos um problema. — Nossos dedos entrelaçaram, segurando forte. — Isso é colocá-lo levemente, porra. Minhas pálpebras começaram a piscar loucamente, por algum motivo. — Avisei para não flertar comigo novamente, a menos que você quisesse dizer isso. Ele não respondeu, apenas liberou meus dedos e voltou a brincar com o meu cabelo, correndo-o sobre as costas de sua mão, colocando-o sobre o meu ombro. Tal olhar severo em seu rosto, o olhar severo incorporado em suas feições nítidas. Minhas mãos caíram para os meus lados. E me chame de idiota desajeitada, mas estava indo para lá novamente. Aparentemente nunca aprenderia. Metade do cabelo para cima, metade para baixo, e o zumbido das margaritas desvanecendo muito rápido para ajudar com o tal combustível bravura. Caramba. Parecia louca – e inferno, provavelmente estava. Quem estamos enganando?

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— Hey. — Me virei, segurando seu rosto com a mão. A cerda de sua barba parecia incrível, meio suave e ainda não sendo bem assim. Ainda mais surpreendente, ele não estava me parando ou recuando. — Fale comigo — repeti. — Odiei, pra caralho, ver esse cara em cima de você. — O quê? No bar? Um levantar do queixo e ele voltou a examinar o meu cabelo, extraindo cuidadosamente outro grampo. Minha mão escorregou para baixo, dedos patinando sobre o lado de seu pescoço quente. A pele era tão macia e suave. — Se isso faz você se sentir melhor, praticamente quero arranhar os olhos de Karen e Meli para fora com as minhas próprias mãos. Mas isso não muda a situação aqui. As bordas de sua boca voltadas para baixo. Foda-se. Dei um passo para frente, ficando mais perto, inclinando-me em seu peito largo. Não. Não. Aparentemente, o cara gostava seriamente do meu cabelo. Porque algo em suas calças estava definitivamente fazendo sentir a sua presença contra o meu estômago. O fogo em mim se transformou em um inferno em chamas. Estou surpresa que não fui incinerada no local. Tudo abaixo de mim tensionou, minhas coxas ficando fracas e tensas de uma vez. Portanto, era assim que sentia realmente e

verdadeiramente

foda-me-agora-ou-eu-morrerei-excitada.

E,

no

entanto,

inclinando-me para o calor e a força dele, também me senti perfeitamente segura. Apenas nada de rejeição. — Ben? — Hmm? — O que é isso? Você sabe o que você está fazendo? — O que não deveria estar fazendo. Ele deslizou a mão pelas minhas costas, puxando-me firmemente contra sua ereção. Oh sim. Enfiei os dedos e unhas em seu pescoço, segurando forte. Se

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ele tentasse me abandonar agora, o mataria. Não é brincadeira. Morte por grampos de cabelo. Seria bagunçado, mas altamente necessário. Sorte para ele, ele não o fez. — Quero dizer isso — ele disse, a voz baixa, mas devastadoramente certa. Então lindamente, perfeitamente certa. — Ok. Ele cobriu minha mão com a dele, segurando-a contra sua pele. A pequena aceitação de me deixar tocá-lo me transformou quase tanto como o calor de seu corpo. Balançava contra ele, me esfregando contra sua ereção. O homem praguejou acima da tempestade. — Foda-se, Lizzy. — O qual é uma boa ideia. — Minha cabeça pesada pendeu para o lado e sua boca quente estava lá, sugando, lambendo e mordendo. Meu sangue correu quente, correndo através de mim na velocidade da luz. Seus dentes afundaram um pouco em minha pele, fazendo-me gemer. Então, sua mão deslizou para baixo, segurando minha bunda através da seda do meu vestido, dedos apertando. E isso foi tudo muito bom, muito bom. Mas queria tanto beijá-lo. — Deixe-me... — Estiquei para cima, coloquei meus braços em volta do pescoço dele, arrastando sua boca até a minha. Uma vez, duas vezes, ele roçou meus lábios com os seus. A porra da provocação. E não tinha nenhum controle sobre ele, porque, — Você é muito alto! Ele riu intenso e safado, mãos deslizando sobre a minha bunda para me levantar. Gênio. O homem era lindo, barbudo, baixista, gênio gigantesco do caralho. Minhas pernas ficaram em torno de sua cintura e o sorriso em seu rosto – merda. Era um sorriso malicioso total. Só dessa vez, ele poderia tê-lo, e para o registro, parecia muito bom para ele também. — Melhor? — Perguntou. — Sim. — Anexei meus lábios nos dele e empurrei minha língua em sua boca e beijei o homem estúpido. Assim como estava morrendo de vontade de fazer durante tanto tempo. Ele gemeu, uma mão segurando minha bunda, outra esfregando e acariciando a parte de trás do meu pescoço. Incentivando-me ou me segurando no lugar, não sei. De qualquer maneira, ele era sublime. O que estava acontecendo

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entre as minhas pernas, enquanto isso, o comprimento duro de seu pênis esfregando assim, praticamente me enlouqueceu. Quando sexo chegou a ser tão bom? Meus seis-ou-tantos-anos de abstinência tinha muito a responder, e ainda assim estava malditamente feliz por ter esperado. Beijei-o profundamente, saboreando e explorando. A sensação de sua barba roçando meu rosto, o seu cabelo deslizando suavemente pelas minhas mãos. Em vez da merda real, tive um monte de beijo ao longo dos anos. Ninguém beijou como Ben, no entanto. Embora tivesse começado a cargo de boca-a-boca, a batalha foi mais de um empate agora. Sua língua deslizou em minha boca, provocando e me atormentando, me acendendo ainda mais. Nem percebi que estávamos nos movendo até minhas costas bateram na parede. A parede do banheiro. Nós não faríamos isso no quarto neste momento, e tudo bem, justo. Sua mão se moveu do meu pescoço se atrapalhando com o zíper, nós dos dedos roçando minha calcinha, entre as pernas úmidas. Aumentando muito mais meus níveis de excitação. Em seguida, o dedo enganchou o material de cetim da minha calcinha de lado e seu pênis estava esfregando contra mim lá. Porra aí. Sim, sim, sim. — Ben. — Lizzy. Merda. Fique parada. — Estou tentando. Ele pressionou em mim, os lábios da minha boceta em doação, abrindo para levá-lo. E havia muito dele. Seus quadris flexionados e gritei de surpresa. Mas não demorou muito para que nós dois estivéssemos gemendo, em ambos os bons e os maus caminhos. A espessa cabeça de seu pênis foi apresentada dentro de mim, mas vai mais longe. Não sem alguma dor, pelo menos da minha parte. Quão maldito grande era o cara? Ben descansou sua testa úmida contra a minha, ofegante. — Isso não está funcionando. — Não sou virgem, tem sido apenas um tempo. Ele deve se encaixar! — Me agarrei a ele com mais força, escondendo o rosto em seu pescoço. Não seria eu a chorar, apesar da incerteza atual da situação dentro dos meus canais lacrimais

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reais, alimentados por dor e necessidade. Que ridículo. Uma mão esfregou minhas costas em grandes círculos suaves. — Não deveria ter apressado — ele disse. Funguei. — Fácil. — Ele me tirou de cima dele, e mesmo isso não estava bem. — Está tudo bem. — Realmente queria isso. — Confessei em seu pescoço. — Você. — E você vai me ter. Shh. Nós nos movemos novamente, desta vez para o quarto. — Não tinha a porra de negócios de estar dentro de você sem proteção de qualquer maneira. — Estava bom. Até que ficou ruim. — Eu sei. Uma mão procurou o zíper na parte traseira do meu vestido, puxando-o para baixo. O ar-condicionado bateu minha pele, enviando um arrepio pela minha espinha. Ou talvez fosse apenas a maneira de como ele olhou para mim, todo agressivo e terno de uma vez. Fui colocada sobre o colchão, Ben trabalhando ativamente para me deixar nua. — Nós realmente não estamos parando? — Perguntei, luxúria queimando brilhante mais uma vez. Não que isso realmente desaparecera. Como poderia, com ele por perto? Minhas partes de menina eram infelizmente previsíveis assim. — Porra, não. Sorri, balançando e rolando de um lado para outro, de acordo com o que seria mais útil. Sem hesitações. Tirando o meu sutiã, os lustrosos saltos de bico fino e meia calça 7/8, então ele pairava sobre minha calcinha de seda extravagante. — O quê? — Perguntei, ofegando um pouco. Dedos acariciaram as curvas do meu quadril, minhas coxas. O homem provavelmente teve modelos e atrizes, mulheres nada normais. De todas às vezes para obter um ataque de nervos. Cruzei os braços recatadamente sobre meus seios nus, mordendo o interior da minha bochecha. — Ben, qual é o problema?

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— Nenhum problema. — Seu olhar encontrou o meu. Então ele notou os braços cruzados, cobrindo meu peito. — Não. Minhas mãos se agitaram, sem saber o que fazer. Ele tomou conta de ambos os pulsos, curvando-se para pressioná-los para a cama em cima da minha cabeça. — Mantenha-os lá — ele disse, a voz rouca, recortada, e os olhos muito sérios. — Ok? — Ok. Suas mãos rastrearam para baixo o comprimento dos meus braços, sobre minhas axilas, em seguida, pelos meus lados. A tensão dentro de mim parecia insuportável. Minha mente girando em círculos, confusa e excitada. O que ele vai fazer? Polegares enfiaram nas laterais do meu único pedaço restante de roupa e, lentamente, os arrastaram pelas minhas pernas. Enquanto o queixo barbudo arrastou para baixo sobre o meu esterno, entre os meus seios, e sobre a minha barriga. Suavemente, ele deu um beijo no meu umbigo, em seguida, minha calcinha caiu no chão. — Tudo bem? — Ele perguntou. — S-sim. O homem caiu de joelhos ao lado da cama, as palmas de suas mãos acariciando minhas coxas. — Bom. Sem mais preâmbulo, ele agarrou meus quadris, me arrastando para a beira do colchão para atender a boca a espera. E sim, as minhas pernas estavam espalhadas, elas estavam bem abertas. Com a cabeça no caminho, elas tiveram poucas opções. O sentimento de sua quente boca ávida em minha boceta... Não havia palavras. Ou, pelo menos, nenhuma suficiente para resumir isso. — Porra. Ben. Minhas costas curvaram, cabeça empurrando o colchão. O prazer era maior do que o meu corpo poderia conter. Cada pedacinho da minha consciência estava focado no burburinho de construção rápida entre as minhas pernas. Meus saltos pressionados contra suas costas através do material fino de sua camisa extravagante. Ele passou os braços em torno de minhas coxas, me segurando para

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ele. Como se eu quisesse ir para longe. Sua língua arrastou por meu sexo, lábios chupando e dentes quase mordendo. Onde quer que fosse sua barba seguia, formigando minhas terminações nervosas e apertando minha barriga. Muito e não o suficiente e me dando mais. De vez em quando ele me dava um beliscão de advertência em algum lugar, como o sensível ponto que é a junta do corpo e da coxa, como se precisasse de um lembrete a respeito de quem estava no comando. Quem estava fazendo o quê a quem. Ele apertou seu rosto em mim, me comendo, indo selvagem, e me senti incrível, porra. Alucinante, roubando o fôlego. Tudo. Entendi agora. Barbas eram as melhores. Sua língua era como um pingo de calor, os lábios eram sedosos suaves e tão extremamente fortes. Esta barba, no entanto. Puta merda. São muitas sensações, muitas, e tudo que podia fazer era levá-las. O homem era malditamente habilidoso, mas não quero pensar em quantas mulheres ele praticara antes. Esqueça isso. Só o agora importava. Estava tão molhada. Ele deslizou dois dedos grossos dentro de mim, trabalhando dentro e fora. Meu corpo todo ficou tenso, insuportavelmente apertado, até parecia que poderia quebrar. Apenas explodir em caos e confusão apaixonada. Em seguida, ele passou a língua e para trás através meu clitóris, parando para chupá-lo todas as outras vezes, lábios prendendo meu inchado sexo completamente hiperexcitado. Não aguentava mais. Todo o meu corpo ficou ressoando. Gozei com um grito, olhos abertos, mas sem ver. Ele coloriu meu mundo em brilhos. Multidões de pequenas luzes chamativas, enchendo minha mente e iluminando-me. Flutuei, perdida no bom nevoeiro químico que ele induziu. O medíocre sexo ruim que tive durante a minha juvenil, idiota, fase selvagem nem sequer se comparava. Nada em comum com a forma como Ben trabalhou meu corpo. O prazer que me deu. Porra, ele era bom em oral. Assustadoramente assim. Quando pisquei a névoa de luzes desapareceu, ele estava ocupado puxando sua camisa sobre a cabeça. Aparentemente, desfazendo os botões teria tomado muito tempo. Ele limpou a boca, olhos escuros grudados em mim o tempo todo. Em seguida, ele tirou as botas e abriu o cinto, botão e zíper da calça. Uma simples cueca boxer preta delineou um monstro de um pau duro. Não é de admirar que

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não coubesse. E a maneira como me olhou, como se ele não tinha certeza se ele queria tirar um pedaço de mim ou o quê. Não sei. Mas seu olhar caiu sobre mim com tanto carinho, desmentindo a fome em seus olhos. Em seguida, a boxer desceu e ele estava subindo de mim, enganchando o braço em volta da minha cintura para me arrastar de volta para o meio da cama. — Será que vamos... — Sim — ele disse, em seguida, rasgou uma embalagem de camisinha com os dentes. Uma mão a deslizou, escorregadia, o atrito do látex suave contra mim entre minhas pernas. — Bom. Isso é... Isso é bom. Seus lábios úmidos cobriram os meus, me beijando forte. — Confie em mim — ele disse, posicionando a cabeça larga sem corte de seu pênis contra a minha abertura. Balancei a cabeça. — Pernas e braços em volta de mim. — Sim. — Fiz o que disse, envolvendo-o apertado. — É isso aí, meu bem — ele murmurou, flexionando os quadris. Seus lábios brincaram com o meu, língua lambendo meu queixo, meu pescoço, enquanto ele trabalhava seu pênis dentro de mim. Braços cercaram minha cabeça e seu belo rosto estava tão perto, bochecha descansando contra a minha, dentes beliscando minha orelha. Agora que estava muito molhada, as coisas foram mais suaves. Mas, ainda assim, ele não era um homem pequeno. Era bom, mas... Substancial. Grosso. Isso poderia levar algum tempo para me acostumar com ele. E não havia palavras suficientes para explicar como queria me acostumar com ele, de todas as maneiras. — Espere. — Me contorci debaixo dele, inclinando meus quadris para leválo mais profundo. — Oh Deus, sim. Assim. — Ali? — Ele avançou, me enchendo, seus quadris me pressionando profundamente no colchão. Suspirei e ele gemeu, sua pélvis mudando inquieta contra mim. — Sim.

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— Foda-se, você é boa — ele disse, o rosto enterrado no meu cabelo. —Cara, boa pra caralho. Flexionei meus músculos da coxa, apertando o meu domínio sobre ele. Dada uma pequena oportunidade, nunca o deixaria ir. Em troca, ele gemeu, saindo para empurrar para frente novamente, lento e fácil. O movimento suave e preciso. Ben me fodeu tão docemente, trabalhando profundamente em mim com convicção, golpes firmes. Me acostumando à sua presença. Seu corpo tremia com o esforço, o suor escorrendo da testa. Nunca experimentei nada mais perfeito do que estar na cama com ele. Sendo o foco de toda a sua atenção. Era como se estivéssemos em outro mundo. Nada mais existia além da cama. Sua boca tomou a minha, sua mão escorregando entre nós para explorar onde estávamos unidos. Dedos acariciando os lábios esticados de meu sexo, logo acima do meu clitóris ainda sensível. Engoli em seco e ele sorriu, ajustando o ângulo ligeiramente para que ele esfregasse contra ele. Ele me fodeu mais forte, então, me empurrando para cima e em direção ao clímax mais uma vez. — Ben — ofeguei. Seus braços me apertaram, me enjaulando, mantendo-me segura. A mão escorregou debaixo da minha bunda, em seguida, viajou até a minha perna, deslizando sobre a minha pele suada. Ele agarrou a minha coxa, forte, os dedos apertando. A familiar tensão em êxtase espalhando através de mim, me completando. Ele estava fora de controle. Tudo sobre sexo com Ben estava fora de controle. A forma como o peito duro esfregou contra meus seios e a obstinação na forma como ele me observava, avaliando cada resposta. Seu grande corpo me cobrindo, seu pênis me enchendo. Prazer era única resposta possível. Gozei, estremecendo, mordendo seu ombro. Balancei e balancei, e ele me segurou ainda mais apertado. Ele dirigiu-se profundamente e gozou, com uma mão no meu cabelo e a outra ainda envolvida em torno de minha coxa. Nada poderia comparar. Ben desabou ao meu lado. Ele bateu no colchão com tanta força que saltei para o seu lado e fiquei lá, enroscando-me contra ele. Demorou um pouco para o mundo parar de girar, para nós dois recuperarmos o fôlego.

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Meu interior zumbia. Inferno, todo o meu corpo zumbia. Escondi meu rosto em sua pele, sorrindo como uma tola. Quão inacreditável para mim e para ele estar na mesma cama fazendo a coisa felicidade pós-coito. Estava tão feliz, certa de alguma coisa, precisamente nunca na minha vida. Não seria fácil, mas valeria a pena. Mal e Anne aceitariam, porque oito anos não eram nada, na verdade. Rolei para o meu lado e me aconcheguei nele. O cara tinha mais do que o calor do corpo o suficiente para nós dois no ar-condicionado frio. Então, de algum lugar próximo, veio um zumbido. Ben se mexeu, descendo para pegar o seu celular do bolso de sua calça jeans antes de jogá-la de lado. Quando ele viu o nome na tela todo o seu corpo enrijeceu. O zumbido continuou. Seu polegar deslizou na frente da tela e ele segurou-o ao ouvido. — Hey. A voz fraca a partir do telefone. — Não, não. Deixei-a em seu quarto. — Mais do interlocutor. — Pelo amor de Deus, homem. Quando você vai conseguir pôr na sua cabeça que nada está acontecendo? A garota não é o meu tipo. Meu coração gaguejou. Doeu. — Ha-ha. Sim, vá se foder. Volte para a sua noiva. Estou indo para o bar na parte alta da cidade. Tocar com o Shilly. Disse que me juntaria por um tempo. Mais conversa. — Sim, direi a ele que você disse oi. Até mais. Acima de mim, o teto nadou desfocado, minha visão vacilou. Estúpida, sempre tão surpresa. Quando devo aprender? — Você alguma vez diria a ele? — Perguntei em voz baixa. — O quê? — Ben sentou ao lado da cama, a cabeça entre as mãos. Ele só estava tendo um momento, o sexo foi intenso e assim por diante. Todos nós processamos momentos de emoção da nossa própria maneira doce. — Você quer uma bebida ou algo assim? — Não. Quero a verdade. — Estranhamente calma, sentei-me, puxando o lençol comigo. De repente, estar nua não parece ser uma ideia tão inteligente. — Você alguma vez pensou em contar a Mal sobre nós?

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— Nós apenas acabamos de fazer sexo. O homem está em sua lua de mel. É a sua noite de núpcias. Você realmente quer que eu entre nisso com ele agora? — Não. O que estou perguntado é se você alguma vez pensou em entrar nisso com ele. Ben olhou para o lado, enxugando o rosto com uma mão. — É complicado. — Sim. Mas não tenho certeza se você mentindo para ele ajuda. — E não tenho certeza se dizendo a ele que apenas fodi a sua pequenacunhada ajudaria, também — ele retrucou. — Merda. Liz, não quis dizer isso. — Eu sei. É complicado. — Minha voz parecia tão pequena. Ele olhou por cima do ombro para mim, com o rosto cauteloso. — Espera... — Foi um acidente. Você ficou com ciúmes quando viu aquele cara comigo no bar, agitado. Entendo. — Não quis dizer... — Você nunca quer. — Sem mais delongas rolei para fora da cama, levando o lençol comigo. — Gostaria que você saísse. — Lizzy. — Estava bem ali no rosto e nos olhos. O conjunto de seus ombros gritavam isso, e aqueles dedos enrolados apenas reforçou tudo. Arrependimento. — Saia, por favor. Você sabe que você quer. Jeans, abandonados ao lado da porta do banheiro. Com indiferença chuteio para o lado, me trancando dentro. — Querida. — Uma batida tímida ou duas. — Vamos lá, abra. Minhas costas para a porta, desabei, não parando até que o mármore duro gelou a minha bunda. Algodão egípcio não tinha essas grandes propriedades térmicas, aparentemente. Lágrimas caíram, mas simplesmente ignorei. Tanto faz. — Deixe-me explicar. Não penso assim. — Eu só... Entrei em pânico quando vi que era ele. Foda-se, Lizzy. —Um baque com raiva na porta. — Você não entende como isso é difícil. Gosto de você, mas... Mas. Nada de mas. Porra. — Não estou dizendo que não diria a ele com o tempo. — Huh. Nem estava dizendo que ele diria.

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— Cristo, posso, pelo menos, ter minhas calças? — Ele resmungou. Não, na verdade. Não, ele não podia. De mim, ele não poderia ter uma única coisa mais. Tinha dado tudo o que podia. Mais lágrimas não contidas caíram. Meu corpo ainda agitado, mas o meu coração aberto quebrado. Tão confuso. Tão bom como ruim. Realmente foi complicado. Tudo correu tranquilo lá fora; ele não disse mais nada. Acho que, no final do dia, simplesmente não era o tipo de garota que Complicado funcionava. Não estava em busca de drama. Não estava feliz só quando chovia. Então, ao invés, me sentei no chão do banheiro frio e chorei e chorei. Eventualmente, vagamente, ouvi a porta da frente se fechar. Adeus.

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Capítulo Cinco Agora

— Não. — O que quer dizer, não? — Anne perguntou, encarando incrédula. — Não. Não vou explicar o que se passou entre Ben e eu para você. Ela apenas piscou. — Isso é pessoal. — Me ergui, apesar da sensação de cerca de dois centímetros do chão. — Apenas queria que você soubesse que o persegui, e não o contrário. Tinha sentimentos por ele e agi sobre eles. Fim da história. Então, acho que iria explicar o que aconteceu entre nós. Pelo menos um lado da triste história. Esperemos que o suficiente para salvar a banda. Bom Deus, o meu orgulho estava em frangalhos no chão. Mal não me olhava nos olhos e o nariz de Ben ainda sangrava. Impressionante. Que confusão. Todo o jantar acabou em uma confusão salpicada de sangue, luta livre rock 'n' roll, com várias surpresas-de-anúncio-de-bebêmúltiplos. Minha culpa. Deveria ter lidado com isso de forma diferente. Não que tivesse alguma ideia de como poderia ter feito melhor, mas qualquer que seja. Sem dúvida, algumas ideias geniais surgirão às duas da manhã. Havia um monte de olhares de julgamento na sala. Todos os meus novos amigos e familiares se reuniram para assistir a explosão. Merda. — Sinto muito — disse e corri para a porta. Peguei meu casaco e saí.

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Um barulho de batida. Abri uma pálpebra. Na escuridão o despertador brilhava 03:18h em verde brilhante. O que no inferno era, caralho? As batidas continuaram seguidas pelo som abafado de vozes. Uma era alta e beligerante, a outra muito mais calma. Levantei-me e acendi a luz da sala, tropecei para a porta da frente. Quem quer que fosse apenas teria que me aceitar em meias, calças velhas de moletom e uma camiseta tamanho grande. Longe do calor da minha cama, arrepios cobriram meus braços. — Liz? — Uma voz áspera familiar exigiu. — Abra. Fiz o que pediram, bocejando e esfregando o sono dos meus olhos o tempo todo. — Wow. Você parece uma bagunça. — Sim — Ben disse, balançando levemente. Ele ficou em pé na maior parte devido à ajuda de David, um grande braço jogado sobre os ombros do outro homem. Cabelo em seu rosto, combinando com a barba de um cruzamento entre um abominável homem das neves e um primo, essa era a sensação. De entre os fios escuros, olhos vermelhos me espreitavam. Ah, e para não esquecer, ele também fedia como se tivesse recém banhado em um barril de cerveja, usando sabão Scotch-perfumado. Adorável. — Sinto muito por isso. — O guitarrista disse, meio arrastando Ben em meu apartamento. — Ele insistiu em vir aqui — Está tudo bem. — No sofá? — David perguntou, rosto enrugado com tensão. — Ah, tem que ser na cama, por favor. Ele é grande demais para caber no sofá. — Seria certo se o seu estúpido traseiro acordasse no chão. — David suspirou. — Deixe-me ajudá-lo. — Deslizei sob o outro braço de Ben, tentando tirar um pouco do peso. Cristo, o homem poderia envergonhar um urso no departamento de massa pura. — Hey, querida. — O bastardo bêbado gigante disse.

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— Hey você aí, Ben. — Peguei a mão dele, segurando firme. — Como está se sentindo? — Ótimo. — Ele riu. — Vou primeiro — David disse, direcionando nós três para os lados, para que passasse na porta do meu quarto. — Ok. Vá devagar. — Sim. Operação Transportar o Pai do Bebê Bêbado Para a Cama estava indo bem. Exceto quando Ben meio que tropeçou no meio. Ele avançou, a testa acertando o batente da porta. Juro que senti o prédio tremer. Havia definitivamente um amasso na moldura de madeira. — Ow — ele disse, meio contemplativamente. David apenas riu. — Merda. Você está bem? — Perguntei, tentando empurrar o cabelo para trás de seu rosto para ver, mantendo-o na posição vertical, e esperemos que a salvo de maiores danos. — Ben? — Ele está bem. O cara tem a cabeça mais dura que eu já vi. Uma vez, quando éramos crianças nós fomos apedrejados em cima do telhado da minha casa. Ben andou diretamente para fora da borda. Estávamos todos em pânico, mas no momento em que chegamos lá ele já estava em sua bicicleta e indo para casa. O grande idiota é basicamente indestrutível. — David nos dirigiu para o lado da cama. — Tudo bem, o solte. Fiz isso, e o pai do meu filho tombou de cara sobre o colchão. Pelo menos isso deveria ser um pouso suave. Ainda assim, ele estava ali completamente imóvel, nem sinal de

recuperação. Deus,

esperava que não

o

tivesse matado

acidentalmente. Se tivéssemos, pelo menos, a negligência não foi intencional. Peguei um de seus tênis e agitei. — Ben, você ainda está respirando? Um gemido do homem na cama. Não foi tão ruim, quando os sinais de vida continuaram. — Não se preocupe — David disse. — Ele está bem. Basta deixá-lo dormir. Balancei a cabeça, ainda o cenho franzido do mesmo jeito.

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— Você está bem com ele? — David perguntou, as mãos nos quadris. — Posso enviar Sam aqui se você quiser. Ele deixou de ser a babá do Mal pelo que ouvi. — Não há necessidade, obrigada. Ele está bem? Mal? O olhar dele suavizou. — Desmaiou tal como este, aparentemente. Sério, uma bagunça. Anne e Mal provavelmente nunca falariam comigo novamente. Bem, Anne iria, mas ela era minha irmã, então ela tinha que me perdoar, eventualmente. Mal era outra situação completamente diferente. O pensamento de perder a sua alta opinião e fácil carinho era um pouco profundo. Consequências eram uma merda. Realisticamente, porém, não poderia me imaginar ter feito de forma diferente, mesmo se soubesse que Mal e Anne ficariam putos. Quer dizer, já sabia disso e nem sequer fiz uma pausa. Menos amantes malfadados e mais adultos devem ser autorizados a saírem com quem quiserem. Talvez se soubesse que a noite resultaria no Feijão... Eu não sei. Só havia uma coisa que tinha certeza: sexo é igual a nada além de caos e confusão. Era oficial. Apertei meus olhos fechados. — Você deve me odiar. A testa de David franziu. — O quê? Por quê? — Por causar todo esse problema. — A vontade de surtar era enorme, mas a contive. Por enquanto. Em vez disso, estava ocupada tirando os sapatos de Ben de seus pés. De jeito nenhum eles estavam fazendo contato com meus lençóis. — Suponho que você não precisou segurar uma arma na cabeça de Ben para levá-lo a te foder? — O cara me observava sem pestanejar, o rosto sério. — Hum, não. David deu de ombros. — Então é isso. — Isso não é ter uma visão um pouco simplista demais da situação?? Ele sorriu. — Na minha experiência, a merda geralmente é muito simples quando você a aceita completamente. Quando se trata de assuntos do coração, você decide onde você pertence e você estará lá. Simples. Ben queria estar aqui. Não pense que não tentei falar com ele sobre isso, também. O bastardo insistiu. Pode ser. — Gostaria de saber o que a sua nova namorada faria sobre a sua teoria.

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— Sim. — Ele estremeceu, sua boca ampliando em imaginar a dor. — Vou deixar como uma vantagem para vocês resolverem isso. Mas tente não se estressar. Pode não ser bom para o Ben júnior. — Certo. — Revirei os olhos e deixei cair o sapato de Ben no chão. — Mas como isto vai afetar a banda, os dois brigando? Levou um longo tempo para responder. — Honestamente não sei. — Porra. — Noite. Vou fechar a porta no meu caminho. — Ele levantou a mão em saudação. — Ligue para a Ev se você precisar de alguma coisa. — Obrigada, David. A porta da frente clicou fechando atrás dele, deixando-me sozinha com Ben. Ele estava deitado de lado, desmaiado em minha cama queen-size. Ben estava na minha cama de verdade. Santo inferno. Não sabia bem o que fazer com essa informação. Uma pena que não havia nada, apenas caixas e lixo no quarto de hóspedes. Não que não o quisesse próximo. Meu coração não era tão sensato. Era apenas a hora de começar a tomar a opção mais segura quando se tratava dele. Já era tempo mesmo. — Hey. — Debrucei-me sobre o colchão, dando uma sacudida em sua perna. — Role. Um gemido. — Vamos lá, garotão. Mova-se. Você está tomando toda cama. Murmúrio incoerente. Isso não estava funcionando, e como o inferno estaria dormindo no sofá. Tirei uma meia e puxei seu dedão do pé. — Ben. Acorde. Em câmera lenta, ele se mexeu, levantando a cabeça desgrenhada e olhando ao redor. — Role. — O q... — Ele virou, se afastando mais, como pedido. Ele piscou, fez uma careta e parecia, em geral, descontente com o mundo. A linha vermelha irregular dividia sua testa. O que quer que David disse, deveria doer. — Lizzy? — Absolutamente correto. — Como vim parar aqui? — David apenas deixou você aqui, lembra?

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Ele coçou a barba. — Uh. Ok. — Você precisa se mover, você está ocupando todo o quarto. Confuso, ele levantou-se nos cotovelos e deu uma olhada ao redor. — Essa é a sua cama? — Sim. — Será que nós... — Ele levantou uma sobrancelha sugestivamente. — Não, já aprendi minha lição, muito obrigada. — Tem certeza? — Ele me deu um sorriso frouxo. — Pode ser divertido. — Sim, parece que você já se divertiu o suficiente para nós dois por uma noite, amigo. — Talvez. — Ele contemplou o algodão fino da minha camisa por um bom tempo, um canto de sua boca se movendo para cima. — Ei, você não está usando um sutiã. — Cale-se e mova-se, Ben. Um gemido. — Está bem. Demorou cerca de uma eternidade para se contorcer e rolar e, finalmente, ficar com a cabeça enorme no travesseiro. Do meu lado favorecido, dane-se. Tanto Faz. Deito-me nas minhas costas ao seu lado, mantendo uma boa, divertida, distância celibatária entre os nossos corpos, apenas no caso dele decidir tentar e conseguir alguma coisa. Mais sono seria ótimo também. Para o crescimento do Feijão, realmente precisava de descanso. Minhas pernas estavam sobrecarregadas com a letargia, a minha cabeça cheia de porcaria. — Nós poderíamos nos abraçar — ele sugeriu, as palavras arrastadas, borrando juntas com uma ideia bêbada idiota. Cara, se ele estivesse um centímetro sequer sóbrio, estaria em cima dele. Um abraço agora, deixando-me saber que tudo ficaria bem, parecia sublime. Um desejo infantil bobo, eu sei. As coisas estavam complicadas o suficiente. — Não tentaria nada, juro. — Um agradável duplo não. Não, Ben. — Um gemido de consternação. —Vá dormir. O mundo ainda parecia quase perfeitamente tranquilo. Um carro passou lá fora e o vento soprava ao redor do prédio. Todo mundo estaria dormindo a essa hora. Estudei a marca de água no teto, as sombras projetadas pela duvidosa

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lâmpada velha na minha mesa de cabeceira. Por alguma razão, estar a sós com ele no escuro parecia muito perigoso. A luz pode ficar. — Vou ser pai — ele disse, de olhos fechados. Meu corpo todo ficou tenso instantaneamente. — Então, eu ouvi. — Não pensava em ter filhos. — Você não pensava? — Não. Bêbado ou não, ele parecia tão determinado, tão certo. Foi como um punhal no meu coração, a dor esmagadora. Doeu respirar. — Nem mesmo quando você for um pouco mais velho? Uma agitação acentuada da cabeça de forma negativa. Bem. Não sabia o que dizer. Meu nó na garganta e meus olhos ardiam. Ele teve tão pouca escolha de se tornar um pai como eu tinha. Nós dois fomos jogados nisso, e havia mais planos meus sendo interrompidos. E ainda, não era o corpo dele sendo sequestrado, para todos os efeitos. Não que não tinha tido a opção de interromper a gravidez. Teve, mas não tinha tomado. Meu coração fez sua decisão e não havia como voltar atrás. Ainda assim, foi difícil não ser toda amarga e traída sobre seu anúncio. Nem sequer pude me dar o luxo de ser capaz de ficar cega, podre de bêbada. E acredite em mim, lidar com tudo isso sóbria era um caralho. Minha mente racional cuspiu tantas plausíveis, razoáveis desculpas para ele, ele ficou surpreso, ele estava bêbado, dar a ele uma chance de pensar sobre as coisas, blá blá blá. Mas foda-se todos eles. Foda-se ele. Meio que já esperava o pior, em estar sozinha nisso. Agora eu sabia. Duas vezes ele me decepcionou; isso não poderia ser uma surpresa. Nada mudou, não realmente. Deslizei a mão sobre a minha barriga, espalhei meus dedos sobre a já tão leve protuberância lá. Poderia ter sido apenas a minha imaginação, mas podia sentir já ficando ocupado lá, crescendo. Nós estaríamos bem. Teríamos que administrar. — Não quero sossegar — ele continuou. — E as crianças, eles precisam de estabilidade e merda. Tempo, energia, todas essas coisas. — Verdade. — Minha voz soou oca, um eco sem emoção.

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Pelo menos tinha o apartamento pago para o futuro previsível. Reece poderia, sem dúvida, me usar mais na loja. Tive sorte lá. Provavelmente seria melhor se abandonar a faculdade e começar a poupar. Dado quantos dias faltara devido ao extremo enjoo matinal, minhas notas não estariam equilibradas a este prazo de qualquer maneira. Engoli em seco. — Gosto da minha vida do jeito que está — ele disse, a voz pronunciando nas bordas. — Sim, eu também. — Dei ao meu estômago um tapinha. — Desculpe, Feijão. — Gosto da minha liberdade. Ser capaz de saltar de um avião e fazer música com um amigo ou tocar em seu álbum. As coisas eram perfeitas do jeito que estavam. — Hmm. — Não pude ficar longe de você. — Por que não? — Perguntei, honestamente curiosa. — Não sei. Você só... Você ficou na minha mente. — E outras mulheres não? — Não como você. — Não? — Talvez o garoto bêbado voltou a querer sexo. Dado que o meu coração ficou estúpido no minuto em que ele apareceu, era difícil dizer. Ele exalou forte. — Queria você, mas... Você era minha amiga também. Quero dizer, realmente minha amiga. Você não queria nada além de mim. Falar comigo, passar o tempo... Silêncio. — Senti sua falta quando você se foi e não poderia te dizer a merda, falar com você sobre as coisas. Minha vez de suspirar. — Liz? — Sim? — O que vamos fazer? — Ele parecia quase com medo.

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Desisti e fiquei de lado, bem melhor para vê-lo. Se ao menos ele parecesse pior de perfil. Em vez disso, o nariz e os lábios macios dominantes pareciam quase majestosos de alguma forma. Bastardo. Aproximei-me mais, estudando-o. Pálpebras fechadas, lábios selados fechados. Sua testa suavizara em repouso, a curva de suas maçãs do rosto tão óbvia. Nunca realmente cheguei a olhar para ele e o conteúdo do meu coração. Todos os mesmos sentimentos antigos correram para dentro, só que agora havia mais. Muito mais. Um pouquinho dele e de mim crescia dentro do meu corpo, fazendo uma conexão permanente entre nós. Era meio terrível. Me perguntei se ela teria a boca ou os olhos dele. O quarto ficou em silêncio. — Ben? Esperei, mas ele não disse mais nada, sua respiração caindo em um profundo padrão uniforme. Em seguida, o ronco começou. Recuei surpresa. Santo fodido inferno. Ele deveria estar brincando comigo. Cobri minha cabeça com o travesseiro, resistindo à vontade de sufocá-lo. Um duelo de motosserra até a morte seria mais tranquilo do que a comoção atual saindo de sua região nasal. — Ben. — Chorei no travesseiro, dando um bom grito ou dois de frustração, e mais do que um par de lágrimas. Esse cara e eu estávamos condenados desde o início.

*** — Hora de acordar. — Nunca chutei tão suavemente na cama. O homem completamente esparramado nem sequer se moveu. Infelizmente para ele, o tempo da Bela Adormecida terminou. — Ben! Sua cabeça disparou, os olhos atordoados e confusos. — Huh? — Acorde. São quase onze horas. Coloquei o café na mesa de cabeceira, então caminhei até o outro lado do quarto para tomar o meu. Também para abrir as cortinas, porque sou má sob sonhos desfeitos e sono limitado.

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Ele piscou, bocejou e recuou contra a luz do dia como um vampiro. O cara definitivamente não brilha, no entanto. Nem cheira particularmente fresco. Fora todas as muitas fantasias que tinha sobre ele, a dele acordar no meu quarto como se tivesse sido atropelado não figurava vivamente. No entanto, mesmo com suas roupas e cabelo todo torto, e fedendo a suor e cerveja, havia apenas algo sobre ele. Algo magnético, pedindo-me para chegar mais perto, e mais perto ainda. Estúpida. Provavelmente apenas os hormônios da gravidez ou algo parecido correndo abundantemente. — Lizzy. — Sim? — Ah, merda — ele gemeu. — Davie me escutou. Ele deveria ter apenas me largado de volta ao meu hotel. Sem comentários. — O café está ao seu lado. — Obrigado. — Lentamente, ele sentou, esfregando a cabeça. Então, ele olhou ao redor da sala, vendo tudo como se fosse a primeira vez. O que praticamente era. Seus olhos pousaram sobre as gravuras japonesas baratas que peguei nos mercados, e minha estante recheada. A pilha de roupa à espera de um dia em que não estava ocupada sentindo como se estivesse prestes a começar a vomitar minhas tripas mais uma vez. Sem dúvida, a cena era um revés drástico em comparação com o que ele estava acostumado. Imagino lustres, mármore, lotes de esplendor. Modelos glamurosas no lugar de uma menina com cara de pastel com os cabelos molhados e jeans velho e uma camiseta igualmente gasta que encolheu na lavagem. Que seja. — Nós precisamos conversar — disse. Ele congelou, e justo. Honestamente, essas quatro palavras tinham que ser o mais odiado entre duas pessoas, sempre. Elas eram basicamente uma sentença de morte, lá em cima com, ainda podemos ser amigos. Só que ele e eu nunca chegamos tão longe. — Sim, nós precisamos. — Ele tomou um gole de café quente, me olhando por cima da borda do seu copo o tempo todo. — Por que você está escondendo aí? Com medo que te ataque ou algo assim?

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— Não. — Estava sentada na beira da cama. — Só queria continuar fora do seu caminho, caso você sinta a necessidade de se trancar novamente. Ele tossiu uma risada. — Ouch. Dei de ombros. Então me senti culpada. Então me lembrei do ronco e se ergueu mais uma vez. — Olha — ele disse, virando a cabeça para mim. — Tudo o que você precisar de mim, ok? Minha boca abriu, fechou. — Obrigada. Seus dedos flexionados em torno do copo de café. — Você quer mantê-lo, certo? — Sim. Um aceno de cabeça. Respirei fundo, alcançando profundamente o meu interior para um pouco de força. Hora de começar o negócio de deixá-lo fora do gancho e fora da minha vida. Sem lágrimas ou birras. Fomos além disso agora. — Sei que você não queria ter filhos, Ben. Que você gosta de sua vida como ela está. Portanto, se você... — Nunca disse isso — ele mordeu. — Sim, você disse. Ontem à noite. — Lizzy. — Os olhos escuros me prenderam no lugar. — Espere. O que digo quando estou bêbado fora da minha bunda não significa absolutamente nada, certo? Dada a forma como muitas coisas que ele disse foram interessantes, não tinha tanta certeza sobre isso. — Certo. — Não use isso contra mim. — Suas narinas dilataram quando ele deu um grande suspiro. — Ontem à noite... Você meio que me pegou de surpresa com isso. — É que meio que me pegou desprevenida também — disse, lutando para manter a minha voz de ir toda vendedora de peixe7 em sua bunda. — Não queria dizer a vocês, nessas condições, Ben. Simplesmente aconteceu. Você pode agradecer a sua nova namorada por ser tão discreta. Ele se encolheu. Golpe direto, dez pontos.

7 Gritar.

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— Olha, o que estou tentando dizer aqui é que é a minha decisão de ter o bebê. E se você decidir que você não quer que a gente impacte a sua vida, então entendo. — Enrolei um braço em volta da minha cintura, curvando em mim mesma. — Isso é tudo. Lentamente, Ben levantou-se, colocando a xícara de café de lado. — Você acha que faria isso com você? — Nesta situação, sinceramente não tenho ideia de como você vai reagir. — Você está apenas esperando o pior. — Ontem à noite... Sua mão cortou o ar. — Não repita o que disse na noite passada. — Não disse nada. Então ele deve ter percebido o quão ruim isso tudo parecia e soava. A raiva nos olhos dele se acalmou, sua postura relaxando. — Merda. Desculpe. Não tive a intenção de levantar a minha voz. — O que você quer que faça aqui, Ben? — Joguei minhas mãos no ar. — Dê-me uma pista. Estou grávida. Nenhum de nós planejou. Nós mesmos mal nos falamos desde aquela noite em Las Vegas, e agora você está vendo alguém novo. O que eu faço? — Dê-me uma chance para me recuperar. Só olhava para ele, tentando manter a calma. Foram necessários dois para dançar o tango, blá blá blá. — Estou falando sério. — Seus ombros subiam e desciam. — Apenas me dê uma chance para me recuperar e prometo, Lizzy, vou te apoiar. Parecia tão promissor. Juro por Deus, realmente parecia. — E a sua namorada? — Ela não tem nada a ver com isso. — Ele nem sequer hesitou. — Isso é só entre você e eu. — Certo. — Quaisquer problemas que tive com a mulher e seu lugar em sua vida eram meus. Chato ser eu. — Ok. Ele pegou seu café, seu pomo de Adão balançando enquanto bebia profundamente. — Irei, ah, obter os advogados para começar a preparar alguns papéis. — Os advogados?

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Um aceno afiado. — Você vai precisar de dinheiro – despesas pessoais, o que for. Eles organizarão tudo isso. Garantir que você está cuidada. — Oh. — Olhei para a cama desarrumada, minha mente em um turbilhão. — Isso está bem? — Acho que esperava que pudéssemos manter isso só entre você e eu. Mas você está certo. Você precisa se proteger. — Lizzy, não quero dizer que acho que você vai tentar me enganar ou algo assim. — Espero que não, considerando que não te pedi coisa alguma. Wow. Fale sobre parecer desconfortável. Sua língua trabalhou por trás de sua bochecha enquanto olhava para a vista pela janela do meu quarto. Acho que a árvore lá fora realmente o fez está errado. — O aluguel deste lugar está pago e tenho um trabalho, então estou bem agora. Mas você pode ter os seus advogados para fazer o que quer. — Esfreguei com a dor súbita entre meus olhos. Essa conversa foi o suficiente para dar a alguém uma dor de cabeça. — Acho que é melhor eu arrumar um também. Ele colocou as mãos nos bolsos de trás da calça jeans. Em seguida, ele mudou de ideia, sentou-se e começou a calçar seus sapatos. — É melhor se tivermos todas essas coisas oficiais organizadas, sabe? Não, com toda a honestidade, realmente não sabia. Ele tinha acabado de demonstrar claramente. Meu estômago realizou uma manobra de cambalhota particularmente repugnante e engoli em seco, lutando contra a vontade de vomitar. Gah. O que precisava era de um biscoito. Um biscoito resolveria tudo. Com toda a devido pressa, empurrei minha bunda na cozinha minúscula e ocupei meu rosto me alimentando. Isso, pelo menos, tinha sob controle. Nada que pudesse fazer sobre Ben e seus advogados e que seja. Mas buscar um biscoito? Agora estava no meu comando. Feijão e eu estaríamos bem. Foda-se o mundo e todo o resto. — Tenho que ir — ele disse, agora evitando meus olhos se ocupando da sala de estar. Impressionante. Depois que ele saiu, ele teria que obter um novo hobby.

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Talvez ele pudesse trabalhar em esquecer o meu nome ou algo assim. — Há uma sessão de treinos em que preciso chegar. Turnê começa em breve, assim as coisas estão muito ocupadas no momento. Obrigado por ser legal sobre eu bater aqui. Isso não vai acontecer de novo. — Claro — disse. — E não se preocupe com o dinheiro ou em trabalhar horas extras. Vou ter tudo isso resolvido. — Ótimo. — E foi ótimo, mas também era frio e metódico. — Obrigada. Ele resmungou algumas outras coisas, mas meio que sintonizei para fora. Não era nada que queria ouvir. Que deprimente esse dia virou. Odiava tudo e todos e qualquer outra coisa que pudesse pensar. Além de Feijão. Ele era o único inocente em toda esta confusão. Deus, sexo do caralho. Nunca, jamais, faria isso novamente. Nem um pouco. Além disso, havia uma triste falta de bolo na lamentável festa. Suficiente. Precisava agitar essa merda fora. Ter o meu encanto de volta. Tenho certeza que mulheres grávidas devem brilhar ou algo assim. Só precisava encontrar a minha luz. Talvez vá para um passeio, um pouco de ar fresco. Uma ideia sólida. Agora mesmo, ficando o mais longe daqui quanto pudesse possivelmente, soou delicioso, e meu carro era algo especial. Ele esperava por mim no aeroporto quando voltamos de Vegas. Mal tinha, como prometeu, me dado um Mustang GT 1967 azul bebê de aniversário. Melhor presente de todos. Era a mais bonita besta heavy metal no quarteirão. Ben parecia vagamente em pânico toda vez que ele pôs os olhos no veículo. Mas sim, o meu carro era incrível. Uma pena que não seria adequado para o transporte de um bebê, tendo apenas duas portas. Só tenho que aproveitar ao máximo a minha beleza, enquanto ainda podia. Uma vez que tinha um dia inteiro para mim, isso significava dirigir para a costa. — Até mais, Liz. — Até mais. — Levantei um biscoito em saudação, mas ele já tinha ido embora. E, por uma vez, o meu coração não conseguiu o bastante para se importar.

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Capítulo Seis Vozes me atingiram, logo que entrei pela porta da frente do prédio. Vozes altas, e muitas delas. Estranho. Lauren não mencionou nada sobre dar uma festa hoje à noite. Espere. Engano meu. Aquelas não eram vozes de festa. Não, essas estavam putas na forma não alcoólica. Corri subindo os degraus, desabotoando o meu casaco. Para um carro que me antecedeu, o Mustang corria espetacularmente bem. Seu aquecimento poderia ser um pouco duvidoso, no entanto, especialmente se você gosta de abrir a janela de vez em quando para sentir o vento gelado no rosto. Bobo, eu sei. É apenas algo que sinto a necessidade de fazer de vez em quando. O corredor estava mais brilhante do que o normal, uma luz do segundo andar brilhando. Apressei os meus passos. Puta merda. Minha porta da frente foi arrancada de suas dobradiças. —... espera que uma garota de vinte e um anos gerencie com um bebê... — Era a voz da minha irmã. — Como disse antes, ela não fará isso sozinha. — E isso era Ben. — Porque você vai organizar essa merda e se casar com ela. Certo, pai do bebê? — Merda. Isso era Mal, e ele parecia ainda mais nervoso do que estava na noite anterior. — Você fará a coisa certa e abandonar seu estilo de vida com uma mulher diferente a cada noite, não vai? Porque você é tão, porra, conhecido por vendo merda completamente diferente por noite. — Cara, nós já passamos por isso... — Sim. E você ainda não está dizendo as coisas certas. Você compreendeu isso?

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A sala de estar estava certamente lotada, isso é certo. Ben, Anne e Mal estavam se enfrentando no meio. Claramente, dois contra um. Enquanto o cara da segurança e Lauren observavam do sofá, por alguma razão. — Gente — disse. Eles continuaram discutindo. — Gente! Ainda nada. Finalmente, coloquei dois dedos na minha boca e soltei um assobio ensurdecedor. Um talento que aperfeiçoei em meus anos mais jovem. Útil para irritar a merda viva fora da minha irmã, se nada mais. O barulho sacudiu até mesmo minha própria cabeça. Nada além de silêncio seguiu. — Oi. Como vocês estão? — Fiquei no que restava da estrutura fragmentada. — Realmente gostaria de saber o que aconteceu com a minha porta. — Lizzy — Ben disse, exalando forte. — Graças a porra. Estava muito preocupado com você. — Onde você estava? — Minha irmã correu para frente, me prendendo em um abraço apertado. — Tenho tentado te ligar durante todo o dia. Nós verificamos em todos os lugares e não podíamos encontrá-la. — Desculpe. Só precisava de um tempo sozinha. — Apertei-a de volta, incapaz de parar de sorrir. O pensamento de Anne virando as costas para mim me assustou mais do que gostaria de admitir. — Bem, entendo que talvez você quisesse isso. — Ela deu um passo para trás. — Mas você poderia ter dito a alguém. — Você não pode simplesmente desaparecer assim. — E Ben manteve-se precisamente carrancudo. — Merda, Liz, você está grávida. — Não a aborreça — Anne retrucou. Ben ignorou. — Não sei o que diabos está acontecendo em sua cabeça. Mas você precisa me deixar saber onde você está. Minhas sobrancelhas subiram e minha boca abriu, pronta para responder a ele.

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— Ela não responde a você. Ela vai deixar você saber se e quando ela decidir que quer você saiba — Mal disse, estabelecendo a lei para seu companheiro de banda antes de se virar para mim. — Você vai mandar um SMS para sua irmã na próxima vez que decidir sair vagando por um dia, entendido? Minha boca, ela ainda estava aberta. — Cristo, homem. — Mais e mais, as mãos de Ben rolaram em punhos apertados antes de liberar novamente. — Você pode cortar a merda e sair das minhas costas pela porra de um minuto? — Não xingue ele. — Minha irmã normalmente sensata e sisuda enfiou um dedo morto no peito largo de Ben. — Você é a pessoa que causou essa confusão, muito obrigada. Ela ainda pode ser um pouco jovem e ingênua, mas está definitivamente em idade suficiente para saber melhor. — Isso é certo. — De pé tão alto como um arranha-céu, apesar de só vir até o nariz de Ben, Mal olhou para baixo. Ou para cima. Tanto Faz. — Este é um assunto de família. Você pode sair, obrigado. A batalha pelo controle claramente foi jogada fora no rosto de Ben. Ele forçou a sair, com os dentes cerrados, — Posso ir embora? — Sim. Isto era insano. Alguém tinha que se levantar e ser a voz da razão. Infelizmente, esse alguém era eu. — Ok. Espere, todo mundo. Por que todos nós não nos acalmamos por um minuto. Com toda a habilidade e velocidade de um stripper experiente, Mal girou nos calcanhares. — E você, mocinha! Você está de castigo até um novo aviso. — Estou de castigo? — Baby. — Anne fez uma careta. — Isso não vai acontecer. — E você nunca falará com Ben novamente. Ele é claramente uma má influência para você. — O baterista continuou, alheio, zombando de seu ex-amigo. — Entendido, Elizabeth? Lauren riu. — Sim. Tudo bem — Disse. — Bom.

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— Saiam — disse, minha voz muito fria, bastante calma. Um pouco cansada, mas hey, foi um longo dia. — O quê? — Anne perguntou. — Amo muito vocês — disse. — Mas gostaria que vocês fossem embora agora, por favor. O rosto dela caiu e ela deu um passo mais perto. — Você não tem que lidar com isso sozinha. Entendo que as coisas foram estressantes ontem à noite, mas nós precisamos conversar sobre isso. Estou preocupada com você. — Eu sei, e nós vamos. Um suspiro pesado. — Você vai me ligar amanhã para que possamos conversar? — Sim. Anne me deu um aceno lento. — Ok. Com um leve sorriso, Sam levantou-se de sua posição no sofá e se espremeu por mim, para fora da porta. Ou o que restava da porta. Ainda precisava de um que diabos sobre essa conta. — Alguém arrumará isso em breve, senhorita Rollins — Sam disse. — Obrigada. — Grite se você precisar de alguma coisa. — Lauren saiu também. — Obrigada. — Mas não quero ir embora — Mal chiou. Sussurros aquecidos continuaram entre ele e minha irmã. Ele até mesmo descruzou seus braços tensos. — Ela não sabe o que é melhor para ela. Não como nós fazemos. Eu, em particular. Mais sussurros. — Bem, Ben não tem que ir também? Não vou embora, a menos que ele vá. — Mal — eu gemi. — Por favor? Se prometer ir amanhã e falar com você igualmente sobre isso, por favor, você poderia ir agora? Seus olhos e boca se estreitaram. — Por favor? — Tudo bem. — Ele passou um braço em volta do pescoço de Anne, arrastando-a contra seu corpo. — Sabemos quando nós não somos desejados. Não sabemos, Abóbora?

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— Eventualmente, sim. — Minha irmã me deu um pequeno sorriso. — Obrigada — disse, dando-lhe a mão livre um aperto antes de voltar para Mal. — E preciso saber que não separei a banda. Mal fez uma careta e rosnou. Ações tinham consequências. Aprendi bem a lição. — Por favor. — Tudo bem. Mas só porque você perguntou tão agradavelmente. Fora os negócios banda, ele está morto para mim — Mal disse a Ben, apontando um dedo na garganta. — Cara. — Ben suspirou. — Quero dizer isso. Estou muito chateado com você, mano. Você fodeu a minha nova pequena cunhada. Isto é muito pior do que quando você quebrou a minha bicicleta tentando fazer aquele salto no ensino médio. E isso foi ruim. — Os recém-casados se dirigiram para a porta. — Vejo você amanhã no ensaio. — Sim — Ben disse, caindo na namoradeira. Sua cabeça caiu para trás contra a parede e ele me olhou, cansado. — Você vai me expulsar também? — Provavelmente deveria. Você é o responsável pelo o que aconteceu com minha porta? Ele passou a mão sobre o rosto. — Sim. Desculpe por isso. — Não pude deixar de notar desde que não está mais anexada. — Meio que derrubei. — Certo. — Entrei e plantei minha bunda na poltrona preta de couro em frente a ele. Mal e Anne deixaram alguns móveis seriamente doce para mim quando desocuparam o apartamento. — Por que, posso perguntar? — Anne ligou, disse que não conseguia encontrá-la e você não estava atendendo seu telefone. — Ele colocou um tornozelo sobre o joelho oposto, sacudindo o seu tênis, movendo constantemente. — Fiquei preocupado que estava aqui sozinha, pirando sobre a merda depois desta manhã ou algo assim e recusando-se a falar comigo. — Ah. — Exagerei. — Ele usava calça jeans azul habituais e uma camiseta. Porra, ele os usava bem. Você pensaria que por eu estar grávida os hormônios sossegariam um pouco. Mas as coisas tolas ainda explodiram em uma dança feliz

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cada vez que ele se aproximava. Era ridículo. Precisava cingir a minha vagina tola, investir em um cinto de castidade ou algo assim. Em vez disso, coloquei as minhas mãos entre as minhas pernas, apertando minhas coxas bem juntas. — Nós temos um problema — ele disse. — Sim. — Não, quero dizer um novo. — O quê? Ele sentou-se, colocando os dois pés no chão. — Sasha não levou muito bem eu terminar com ela. Ameaçou ir para a mídia sobre você. — Você terminou com ela? — Meu coração batia em dobro. Ele fez uma pausa. — Bem, sim. — Por quê? — Oh, inferno. Minha boca. Fiz a pergunta antes mesmo de parar para pensar. — Quero dizer. Ok, não é da minha conta. Não quero saber. Não, foi a esperança disparando para a vida em minha barriga. De jeito nenhum poderia ser tão estúpida. Mais uma vez. Tinha que ser algo mais. Talvez Feijão tivesse começado hidroginástica ou algo assim. Ben apenas meio que me encarou, preso na pausa pelo momento mais longo. — Em todo o caso. — Sim? — Você ficar aqui sozinha provavelmente não é uma boa ideia. Especialmente agora que a porta precisa de conserto. — Verdade. — A segurança é uma merda aqui de qualquer maneira. Então, estava pensando que talvez fosse melhor se... — Se? — Estava sentada na borda de meu assento, literalmente, esperando com a respiração suspensa. Ele não poderia estar prestes a me pedir para morar com ele. Em seu espaço pessoal. Ninguém passava o tempo no seu quarto de hotel ou onde quer no inferno em que ele vivia. Tinha que admitir, estava curiosa. Além disso, o pensamento de viver com ele me fez suar frio. —Se o que?

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— Se você fosse morar com Lena e Jim até sairmos em turnê. — Seus olhos escuros nunca saíram do meu rosto. — Quero dizer, só estou supondo que você virá em turnê agora. Você pode não querer. — Você me quer em turnê? — Mas ele não me queria na sua casa. Quão confuso e decepcionante eram ambos. Ou talvez ele me quisesse em turnê para ficar de olho em mim, a velha desculpa padrão Lizzy-a-jovem-boba-que-não-podecuidar-de-si-mesma. Cristo, isso me atingiu: ia ser mãe. Aparentemente, seria uma mãe solteira, não importa os ruídos calmantes que ele estava fazendo. Aconteça o que acontecer, só podia depender de mim mesma. — Imaginei que Anne esteja pensando em ir, e Lena estando grávida também, você pode vir — ele disse. — As pessoas farão as malas para você, tudo que você tem a fazer é entrar e sair de um jato particular a cada dois dias e depois relaxar. Esses lugares têm massagistas e tudo. Haverá médicos disponíveis para verificar você. Vou me certificar de que você seja cuidada. — Eu não sei... Ficar para trás com Anne e as outras garotas indo não me faria feliz. Acho que fazer amigos não era realmente o meu forte. Após o período de adolescenteprecoce insana, praticamente me mantive para mim mesma. Anne e eu aperfeiçoamos a arte de colocar uma fachada doméstica normal. Quem olhar além dela não teria sido bom, porque claramente mamãe não estava funcionando como um adulto responsável. Quando Anne deixou de sair em turnê, basicamente fiquei sozinha. Mas havia mais do que eu e os meus caminhos solitários de menina a considerar. Havia tantos contos duvidosos sobre o que acontecia na turnê. Ele e outras mulheres. Não precisava ver isso. Não este ano, ou no próximo. A coisa com Sasha machucou o suficiente. Me pergunto por que ele terminou com ela? — Não quero estar no seu caminho — disse, minhas mãos entrelaçadas no meu colo. — Pode ficar estranho se estivéssemos na cara um do outro todos os dias. Consegui um grunhido do homem das cavernas. Soava sério, devido à variedade de pensamentos profundos. Não me dando nenhuma merda de pista, no entanto. — O que você acha? — Perguntei.

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O rosto que ele me deu era complicado, sobrancelhas desenhadas juntamente, mas os lábios ligeiramente separados. Parecia que ele estava à beira de dizer alguma coisa. Esperando. — Fala, Ben. Ele ficou tenso. — Quero que você venha. — Por quê? — Para me certificar de que está tudo bem, para que possa ficar de olho em você, então você não está aqui lidando com tudo isso sozinha. Muitas razões. Como razões, não eram ruins. Mas, como Mal apontou, Ben tinha problemas com seguir adiante. Com seu histórico ele acabaria mudando de ideia e me deixando alta e seca. Que tipo de pai ele seria? Senhor o ajude a nunca puxar essa merda com o meu filho. Não importa o seu tamanho, a minha raiva seria épica. — Vamos lá — ele disse, a voz mais firme. — Precisamos começar a descobrir isso juntos. Como se dar bem e ser pais e tudo mais. Não quero ser o cara que o Mal está me acusando de ser. Me dê uma chance aqui, Liz. — Honestamente não sei o que é melhor. Ele abaixou a cabeça. — Olha, se você quiser ficar aqui, terminar o semestre da faculdade, vou organizar a segurança para você. Cuidar de tudo. A escolha é sua. Não quero empurrá-la para qualquer coisa. — Segurança? — Sim. — Wow. — Acariciei o meu estômago, meu sorriso não ficou completamente no lugar. — Continuo esquecendo que estou carregando o bebê de uma pessoa famosa. A próxima geração da Stage Dive. Ele estendeu as mãos, um tipo indefeso de olhar em seus olhos. Pelo menos ele estava aqui tentando. Coube a mim. — Tudo bem, eu vou. Estava pensando em abandonar a faculdade. Perdi muito com o enjôo matinal e os dias ainda podem ser um sucesso ou um fracasso. Não tenho como aumentar minhas chances de recuperar o atraso com tudo que está acontecendo.

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Um aceno e um sorriso. Seus ombros largos caíram como se tivesse acabado de lutar numa guerra. — Você quer que eu fique com Lena e Jimmy? — Quero você e o bebê seguros e cuidados. Não que eu não esteja disposto a ser o único cuidando de você. É só... Está tudo bem. É complicado já que não somos realmente um casal e tudo mais. Entendo. — Me inclinei para trás no meu assento, absorvendo tudo dentro da minha cabeça. — Não que não aprecie a oferta. Seu olhar sério não revelou nada. — Liz... — Mm? Esperei, mas ele não continuou. Graças a Deus o Feijão seria uma menina. (Podia sentir isso. Intuição de mãe, etc.). Os homens eram um mistério. Não que, particularmente, me importasse para descobrir neste momento. A vida tornou-se ocupada o suficiente. Pelo menos não houve mais nenhuma menção de advogados. Etapas de bebê – todos os trocadilhos destinados. — Vou resolver as coisas sozinha. Vou ficar com o Mal e a Anne. — Disse. — Não é muito tempo antes do início da turnê. Ele não deve ser capaz de me deixar louca tão rápido. Sua testa franziu. — Tem certeza disso? — Sim. — Assenti. — Ok. Mas você vai me deixar apoiá-la financeiramente, certo? — Olha, passou alguns valores pela minha cabeça hoje. Tendo em conta que o aluguel deste lugar está pago, e com o meu trabalho na... — Onde quer que você queira chegar com isso, a resposta é não. — O homem me nivelou com um olhar. Ou tentou. — Desculpe? — Não, você não pode ir por conta própria. Mais importante, você não precisa. Você tem a mim. — Mas eu não tenho você, Ben. Esse é o ponto. — Sentei-me para frente no assento, desejando que ele entendesse. Ele abriu a boca, mas fui mais rápida. — Por favor, apenas ouça. Vou ter um bebê, e é colossal. É tão colossal, que quando tento pensar sobre isso sinto que minha cabeça vai explodir. Mas vou lidar com

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tudo isso porque preciso, porque este bebê está confiando em mim para isso. O que não posso pensar ou lidar é com você – você e sua vida e como tudo isso o afeta. Porque eu sei disso, não importa o que você diz, ter este bebê nunca será a sua primeira escolha. Então, me sinto culpada, e então sinto raiva porque me sinto culpada, e, então, é só uma grande bagunça feia que não sei como lidar. — Liz. — Ele esfregou o rosto com as mãos. — Merda. Isso não tem que ser a minha primeira escolha. Ter um bebê agora não era sua primeira escolha também... — Mas... — Não — ele disse, mãos segurando firme suas coxas. — Minha vez de falar. É a sua vez de ouvir. Por favor. Parei, depois assenti porque era justo. — Ok. — Seus ombros largos subiram e desceram num profundo suspiro. — Este é o nosso bebê. Você e eu, nós fizemos isso juntos, se nós queríamos ou não. Esses são os fatos. Não importa o quanto talvez eu tenha gostado da minha vida para jogar fora, é isso que está acontecendo. De jeito nenhum serei algum pai babaca ausente da vida do meu filho ou deixar outro homem criá-lo. — Ou ela. — Ou ela. — Ele me deu um olhar significativo. — Sim. Fingi compactar meus lábios fechados. — Obrigado. — Sim, seu tom de voz não era sarcástico, absolutamente. — E não vou deixar você fazer isso sozinha, também. Não importa o que Anne e Mal pensam de mim agora, fiz isso com você, no entanto eu posso. Nós não estamos juntos, mas nós vamos descobrir isso. A melhor maneira que posso ajudá-la agora é tendo certeza que você não precisa se preocupar com dinheiro. Respirei fundo, absorvendo tudo dentro da minha cabeça. O homem tinha um ponto. Seria bom cortar as preocupações monetárias fora da lista. Quantas cordas e complicações os fundos acompanham, contudo, me preocupava. Mas ele era o pai do Feijão. Se ele tinha a intenção de estar presente, como foi dito, então precisava aceitar, abraçá-lo mesmo. Dar a ele a chance solicitada.

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— Me preocupei com você hoje, sem saber onde estava ou o que estava acontecendo com você... Isso me fez pensar. Isso vai foder com a sua vida um pouco, se não mais, do que com a minha. Nós não precisamos acrescentar advogados à mistura, dada a sua conexão com Mal e tudo. Nós podemos manter isso simples. — Hmm. — Pare de franzir o cenho. — Ele franziu o cenho. — Estou pensando. — Não há nada em que pensar. Isto já foi feito. — O quê? Ele coçou sua barba. — Transferi dinheiro para a sua conta. Está tudo feito. — Como você conseguiu o número da minha conta? — Anne deu para mim. Acho que ela quis dizer isso como um desafio. Meus olhos abriram tanto quanto poderia. — Quanto dinheiro? — O suficiente para que você não tenha que se preocupar por um tempo. — Quanto tempo é esse tempo? Ele só olhou para mim. Oh, wow. Algo me disse que a versão de uma estrela do rock milionário de um tempo era muito mais tempo do que o meu. O pensamento me deixou em pânico, meus dedos torcendo juntos no meu colo. Documentos legais eram assustadores, mas o pensamento dele me dando massas de seu dinheiro parecia ainda pior. — Mas os advogados e contratos e coisas assim. O que você falou essa manhã. — Nós vamos resolver isso entre nós, como você queria. — Ele parecia tão calmo, enquanto eu não era nada disso. — Vai ficar tudo bem, Liz. — Isso é um monte de confiança que você está colocando em mim. — Nós estamos tendo uma criança. Nós temos que começar de algum lugar, certo? Havia marcas nas minhas botas favoritas. Um bom número delas. Pelo menos meu pé não cresceria. Minhas roupas, por outro lado, provavelmente precisariam de substituição antes do tempo. A maioria das minhas coisas estava um pouco desgastada ou foram comprados de segunda mão. Não como se estivesse

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disposta a pedir Mal ou Anne uma esmola para financiar um novo guarda-roupa chamativo de maternidade. Eles já fizeram muito por mim. Seria bizarro não ter que me preocupar com dinheiro. Não cresci com muito. Realmente não podia me lembrar de uma época em que o dinheiro não foi um problema. — Certo — ponderei. — Não é grande coisa. Não tinha tanta certeza disso. — Aprecio você estar disposto a nos apoiar monetariamente. Isso fará uma diferença enorme. — Disse ao chão, porque olhar para ele parecia muito difícil naquele momento. — É um verdadeiro peso fora dos meus ombros. — Ouça — ele disse. — Sinto muito sobre a noite passada. E essa manhã. Eu só estou... estou fazendo o melhor que posso aqui. — Claro. — Sorri tão brilhante como brilhante poderia ser. — Nós vamos ser amigos por causa do Feijão. — Feijão? Meu sorriso cresceu mais genuíno. — Nos estágios iniciais eles são meio como feijão, em forma e tamanho. — Oh. Certo. — Seus dedos jaziam atados na frente dele, sacudindo mais uma vez. Por um segundo, seu olhar pousou na região da minha barriga antes de precipitadamente ir embora novamente. — Dê-me uma chance de recuperar, me acostumar com a ideia. Então vamos conversar mais. — Ok. — E é claro que nós vamos ser amigos — ele disse. — Nós somos amigos. — Claro. Ele sorriu para mim. Mas acho que nenhum de nós estava sentindo nada ainda, além de medo.

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Capítulo Sete Enquanto os rapazes seguiram para o Chateau Marmont em Los Angeles, para serem entrevistados pela revista Rolling Stone, em Portland, uma completa estranha estava verificando um pedaço da minha menina. O diploma de medicina extravagante emoldurado pendurado na parede do seu escritório não fez nada para diminuir o constrangimento de onde ela colocou os dedos enluvados. Sim, ir para o OB/GIN8 era apenas o melhor. Tudo com o Feijão estava bem, por sinal. E ouvir o seu batimento cardíaco pela primeira vez balançou meu mundo. Ela era real. Isso era real. Realmente seria uma mãe. Incrível. Com a turnê da banda e Ben proibido por Mal e Anne de ir ao apartamento (também, tenho certeza que ele estava me evitando, apesar de todas as suas belas palavras), foi um total de quatro semanas depois de preencher a minha humilde conta bancária a ponto de explodir até nos vermos outra vez. Demorou tanto tempo para parar de vomitar constantemente e ser dado o sinal verde para viajar. Devido a ter a minha cabeça no vaso sanitário, fiquei de fora em Vancouver, Seattle, Portland, San Francisco e Los Angeles. Anne e eu nos encontramos com a banda em Phoenix. Chegamos perto do fim da sua apresentação, após adiar por uma tempestade. Sam nos encontrou e nos levou para o lado do palco para assistir o bis. Foi legal ver Stage Dive tocar ao vivo novamente. Estava sentada em uma caixa vazia atrás de uma enorme tela que projetava os acontecimentos para o público do estádio. Não podia ver as pessoas, mas podia ouvi-los. Roadies, operários e semelhante também estavam fora, esperando. No minuto em que o show terminou, Mal atacou Anne. O homem estava em cima dela como uma erupção cutânea, esfregando seu suado corpo contra ela e,

8 Obstetra/Ginecologista

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basicamente, transando a seco em público. Ela não pareceu se importar. Nós não ficamos perto, todo mundo foi direto para o hotel. Aparentemente, todas as entrevistas e encontros-e-cumprimentos foram feitos antes do show. Ganhei um inclinar de queixo de boas-vindas do Ben, mas foi na corrida. A fila de luxuosos Lexus preto arrastou até parar quando nos aproximamos da entrada de trás do ostentoso do hotel. Mãos batendo nas janelas, as pessoas lutando para chegar perto o suficiente para pressionar seus rostos contra o vidro escurecido. Era estranho. Dave e Ev já estavam lá dentro, por estarem no primeiro veículo. Ben, Lena e Jimmy saltaram para fora do veículo na nossa frente. Imediatamente, Lena e Jimmy correram pelo corredor feito por seguranças, para dentro da segurança do hotel. Mas Ben atrasou, dando autógrafos e apertando as mãos. Havia tantas pessoas lá fora. Um verdadeiro mar de mulheres e homens, ambos chorando, gritando e animados. Sabia como os caras eram ótimos, mas saber isso e ver isso eram duas coisas completamente diferentes. Havia até mesmo equipes de TV entre a mistura, câmeras pegando tudo. — Merda — sussurrei, curvando para baixo. — Alguém não pode guardar um segredo — Anne disse, sentada entre Mal e eu no banco de trás. Mal apenas deu de ombros. — Onde vamos ficar sempre sai. Esta é a norma. Acostume-se, senhoras. Uma pessoa da segurança vestido de preto abriu a porta e o alvoroço me atingiu. Era impressionante. Uma estúpida parede, no volume máximo, o ruído cinzento. O suor molhava as minhas costas, mas minha boca secou por nada. Anne me cutucou suavemente, apontando para a porta e a multidão além de insana. Engoli em seco e acenei de volta. Gostando disso ou não (não!), nós íamos sair. Geralmente, agorafobia9 não era muito de um problema (ou enoclofobia10, se você quiser conseguir um técnico sobre o assunto). Isso não me impediu de fazer

9 É originalmente o medo de estar em espaços abertos ou no meio de uma multidão. 10 Medo de multidões.

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qualquer coisa. Tirem-me de qualquer lugar perto de uma massa de enxame barulhento de pessoas, contudo, e estou finalmente no meu melhor. Cautelosamente desci, sentindo meu caminho através do concreto. Todos os flashes das câmeras ofuscavam meus olhos. Porcaria. A multidão avançou, fechando, e a linha de segurança lutou para mantêlos de volta. As pessoas gritavam merda, nada disso decifrável sobre o som do meu coração batendo por trás de meus ouvidos. Eles estavam cantando um nome, e da forma de seus lábios, tenho certeza que era do Mal. Estava congelada, pasma, totalmente imóvel. Porra. Não. Não era possível fazê-lo. E se de alguma forma tropeçar ou for pisada ou cometer um deslize e acidentalmente ferir o Feijão? Antes que pudesse virar as costas e correr de volta para o carro, no entanto, um braço forte em minha volta, puxando meu corpo contra a segurança de sua. — Te peguei — ele disse, sua respiração aquecendo meu ouvido. Não estava à altura de falar. Ben me empurrou pelo corredor estreito formado pela segurança e para dentro do prédio. Ambos os braços estavam ao redor de mim, segurando-me firmemente até que ele teve que tirar um para apertar o botão do elevador. O ar frio acalmou meu rosto quente, enquanto me concentrei em voltar a respirar. Deus, quão idiota eu era, perdendo assim. Grande mãe ou psicóloga que seria. Atrás de nós, Mal e Anne ainda estavam lá fora, pouco visíveis entre a multidão. — Vamos. — A mão de Ben deslizou para a minha, agarrando-me e rebocando para o elevador. — Eles não estão vindo? O que eles estão fazendo? As portas do elevador se fecharam. — Com Mal, isso poderia ser qualquer coisa. Não se preocupe, eles estão bem. Estiquei o pescoço, necessário para ver ele de perto. Seu cabelo estava um pouco mais longo, preso em um pequeno nó samurai11, a barba bem aparada.

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Coque masculino

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Ainda bonito, dane-se. Sua simples camiseta preta com um postal do Arizona impresso na frente se encaixa bem, não sendo nem muito grande nem muito pequena. O cheiro de suor salgado pairava no ar ao seu redor. Queria enterrar meu rosto em seu peito e respirar profundamente, uma e outra vez, apesar do cheiro de bebida. Só queria chegar o mais próximo a ele, tão fisicamente possível. Um dia, esses sentimentos desapareceriam. Esperemos que um dia, em breve. Ele olhou para mim com um sorriso apertado, ainda segurando a minha mão. O sorriso definitivamente não chegou aos seus olhos. Se qualquer coisa, diria que o homem parecia nervoso. — Desculpe por surtar — disse. Com um baixo tom digital, as portas se abriram. — Não se preocupe com isso — ele disse, e soltou a minha mão aplicando uma leve pressão na parte baixa das nas minhas costas para me guiar para frente. Seus movimentos eram certos, seus passos firmes. Por mais que ele tenha bebido, ele ainda estava claramente coerente. — Vamos lá. O tapete creme silenciou os nossos passos, pequenos candelabros iluminavam o nosso caminho. Ele não era muito diferente de Vegas, com a mesma aparência cara, luxuoso. Outra dupla de rapazes da segurança rondava aqui em cima, mantendo um olho em coisas. — Será que isso não incomoda os outros hóspedes? — Perguntei, balançando a cabeça em sua direção. — A banda tem esse andar. Você está a duas portas abaixo da suíte de Mal e Anne. — Ben levantou um cartão para a coisa de bloqueio. O pequeno sinal ficou verde e ele abriu a porta com um empurrão. — Poderia muito bem entrar por um minuto. — Ok. — Não é exatamente uma recepção calorosa. Cara, isso era tudo tão odiosamente estranho. No interior, a sua suíte era grande, com uma bela vista e um monte de sofás de aparência confortáveis em tons de bege. Uma considerável coleção de garrafas de licor abrangia a mesa lateral, o único traço visível de qualquer estilo de vida rock ’n’ roll no quarto de outra forma intocado. Não é da minha conta o que ele fez na noite anterior. Nenhuma.

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— Você está bem? — Ele perguntou. — Sim. — Nós nos sentamos em frente um do outro. — O enjoo matinal aliviou. — Ótimo. — Sim. Um aceno de cabeça. — Obrigada pelo SMS — disse. — Foi legal da sua parte. — Não é grande coisa. De manhã e à noite, ele me enviava a mesma pergunta breve, quase impessoal: Você está bem? Respondia na mesma moeda: Bem! Ótima! Fantástica! A cara de smiley agora e depois. Não era como se pudesse dizer a ele que passara a manhã vomitando, sentindo-me como morta por três dias, com as minhas emoções em todo o lugar, os meus seios doloridos, e meu cérebro lentamente a ser embriagado por hormônios. As coisas eram muito estranhas entre nós para tal honestidade brutal. Além disso, ele tinha muito em sua mente, com a turnê e tudo. Então, ao invés, lamentava com Anne, e ela tem sido boa o suficiente para não me dizer que era minha culpa, maldição. O olhar permanecia em seus olhos agora e depois, mas podia ignorá-lo. Nenhum ponto de sentir pena de mim mesma. Adiante e para cima – ou para fora, seja lá como o meu ventre poderia estar. Minhas mãos se desviaram para o meu minúsculo inchaço do bebê, quase invisível sob minha blusa azul, e o olhar de Ben seguiu. Ele esfregou o lado de sua mão contra os lábios, olhos austeros. O olhar que ele deu a minha barriga foi de grande medo. Não podia tomar isso. — Você tem um suco? — Perguntei. — Claro. — O homem pulou de seu lugar, obviamente ansioso para ir embora. Ele se moveu para o armário lateral, onde o frigobar estava engenhosamente escondido. O quarto estava tão silencioso. Quando ele abriu a pequena garrafa de suco, o pop da vedação de ar que estava sendo quebrado me fez pular. — Talvez devesse ir — disse, ficando em pé. — Deixar você sozinho. — Mas seu suco...

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De repente, a porta da frente se abriu e uma festa entrou. Não poderia haver outra descrição. Riso, cerveja, homens e mulheres, todos eles derramando na suíte cara até o quarto estar perto da capacidade. — Show épico. — Um rapaz magro gritou, com longos cabelos negros e uma mulher anexada ao seu quadril. Ele e Ben bateram as suas palmas. — Foi bom. A conversa foi abafada pelo Metallica. Um cara alto coberto de tatuagens tirou uma cerveja fora de seu pacote de seis e impulsionou na minha mão. Levei-o por puro instinto, a lata molhada esfriando a minha pele. — Hey — ele disse, dando-me um sorriso. Pálido cabelo vermelho espetado, e realmente precisava dizer, ele tinha um rosto bonito. — Sou Vaughan. — Lizzy. Oi. — Não a vi aqui na noite passada. Teria definitivamente me lembrado de você. Ele estava flertando. Deve ter sido os peitos. Foi tudo ótimo no passado, mas não diria que eu era um ímã de homem. Especialmente não em uma sala onde metade das mulheres parecia e vestia como modelos de lingerie. — Ah, não — disse. — Só cheguei essa noite. Vaughan abriu uma cerveja para ele mesmo, estabelecendo o pacote de seis na mesa de café. — Uma fã, ou ligada à banda de alguma forma? — Ambos, eu acho. — Ambos? — Seus olhos brilharam com interesse. — Bem, você está no quarto de Ben, então vou assumir que você é uma amiga dele. Apenas sorri. — E quanto a você? Como você se encaixa aqui? — Toco baixo para o aquecimento da banda, Down Fourth. — Hey, wow! Já ouvi falar de vocês. Vocês são ótimos — disse, batendo palmas toda entusiasmada. Você pensaria que nunca conheci um músico famoso antes. O sorriso dele cresceu amplamente. Maneira de ser legal, comigo. — Realmente amo essa música que você fez... Merda... Ele riu enquanto meu rosto lentamente começou a queimar.

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— Não, eu sei o nome. — Tão embaraçoso e frustrante. — Eu sei. Ouvi-a repetidamente apenas o outro dia. — Está tudo bem. — Não me diga. — Fechei os olhos, procurando a informação dentro da minha cabeça. Ter o meu próprio corpo se rebelando contra mim, me transformando em uma máquina gigante, grande idiota carregando um bebê não era justo. — Apenas me dê um minuto. Ele riu de mim um pouco mais. — Gah. Hormônios da gravidez estúpidos. — Parei de mortificada. O branco dos olhos de Vaughan de repente parecia enorme e notoriamente brilhante. Mais uma vez, encarava o medo do homem. Não sei por quê. Não é como se pudesse haver qualquer chance possível de ser filho dele o que eu carregava. A ironia de um cara que tocava death metal estar com medo de uma garota grávida não foi perdido por mim. Maneira de manter um segredo. No minuto em que disse isso, queria me dar um tapa por ser idiota. Ou isso, ou mesmo comprar um focinho. Minha gravidez foi mantida sob o radar do público em geral, e realmente queria mantê-lo assim. — Prefiro que a informação não se repita — disse, deixando cair a minha voz e me movendo um pouco mais perto do homem. — É só que ainda é cedo e... — Vaughan. — Ben estendeu a mão para o homem com uma quantidade excessiva de entusiasmo masculino. — Como vai? — Sim, bem, Ben. — Veja você conheceu Liz. — Ele empurrou o suco uma vez solicitado na minha mão livre, pegando a cerveja da minha outra. Então, ele abriu a cerveja e bebeu profundamente. — Sim, nós estávamos apenas conversando — Vaughan disse, o medo de bebês felizmente sumido de seu rosto, substituído mais uma vez com seu sorriso amigável. Graças a Deus. Talvez ele não dissesse nada. — Acontece que ela é uma fã. — Ela é? — Eu sou — confirmei. — Tive Stop repetindo toda a semana passada. — Acertei em cheio.

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— Que tal isso. — O sorriso de Ben parecia tão natural, e tão confortável, como um terninho de poliéster em junho. O que quer que ele esteja fazendo, não era bom. Então, só para confirmar os meus pensamentos, ele deslizou o braço em volta do meu pescoço, me puxando para perto. Só não como se fosse uma namorada ou um amante. Não, nada disso. — Liz é a nova cunhada de Mal. Não é, querida? — Sim. — Engraçado, sempre adorava quando ele me chamava assim. Desta vez, no entanto, era diferente. Tomei um gole do suco de maçã para tentar me acalmar. Com o cenho franzindo, Vaughan olhou para trás e para frente entre nós dois, obviamente confuso. — Não percebi. — Sim. Desculpe deixar você com medo do Mal, mas ela está fora dos limites. Ok, cara? — Ben deu um beijo no topo da minha cabeça, então deu o último passo irrevogável longe demais e realmente bagunçou o meu cabelo como se fosse uma criança mal-humorada. — Posso ter uma palavra com você no quarto, Liz? — Claro que sim, Ben — disse com os dentes cerrados. Ele me conduziu por entre a multidão, com uma mão na parte baixa das minhas costas mais uma vez. A porta do quarto principal estava fechada, provavelmente, a única razão pela qual ele também não encheu com as pessoas. Não disse uma palavra até que ele nos trancou. Então, ainda não disse uma palavra. Em vez disso, joguei a minha bebida em seu rosto. — Que porra é essa?! — Ele rugiu, limpando suco de maçã de seus olhos. — Como você se atreve a despentear o meu cabelo como se fosse sua irmã caçula ou algo assim. — Deixei cair meu copo vazio sobre o tapete. — Como você se atreve? — Estava fazendo um favor. — O diabos que você estava. O homem deixou de lado sua cerveja e saiu para frente, elevando-se sobre mim. — O cara é um maldito homem-prostituta, Liz. Quase todas as noites de turnê ele teve uma mulher diferente. — Que porcaria total.

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— Não vou mentir para você. Ele flertava com você, tentando entrar em suas calças. É isso o que ele faz. — Não estou falando sobre ele. Ben piscou. — Você e eu, nós não estamos juntos, lembra? Se eu quiser flertar com um cara, eu vou. Não é da sua conta. — Você está grávida do meu filho. — A raiva nos olhos dele – uma mulher mais inteligente daria um passo para trás. Dane-se isso. Fui cara a cara com ele. Bem, o mais perto que pudesse chegar até ele, com a diferença de altura. Da próxima vez que nós lutarmos, definitivamente traria uma escada. — É isso mesmo, Ben, estou carregando o nosso filho — disse, respirando com dificuldade. — E estou em turnê para nos ajudar a descobrir como se dar bem e ser pais. Algo que envolve respeito mútuo um pelo outro. — Tenho respeito por você, Liz. O que não tenho é a capacidade de aguentar algum jogador tentando conversar com você. — Ah, é?

Diga-me que

você não

fez sexo com uma daquelas

maravilhosamente liberadas, senhoras mal vestidas lá fora. Deixe-me saber que isso não se trata apenas de algum confuso duplo padrão que você está tentando em mim. Ele não podia fazê-lo. Seus lábios se fecharam e ele se mexeu, dando um passo para trás, colocando espaço entre nós. Isso não deveria doer, mas doeu. Corações são tão estúpidos como isso. Pelo menos ele não tentou me dar desculpas. — Não? — Perguntei. Ainda nada. — Nós não estamos juntos. Você não tem o direito de tentar alertar um cara para se afastar de mim. E me tratando como você fez – como uma criança, despenteando meu cabelo, me chamando de querida dessa maneira... — Meus olhos estavam com comichão, virando líquido. Inferno. — Como você se atreve, porra. Deveria sair. Eu queria. O pensamento de me perder na frente da multidão legal da festa, no entanto, me deixou congelada. Tinha que haver uma alternativa.

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Apenas alguns minutos e eu poderia me recompor, ir encontrar o meu quarto. — Preciso usar o banheiro. Minha dignidade estava pequena, quase do mesmo tamanho que a minha bexiga

desde

a

invenção

do

Feijão.

Praticamente

tinha

que

fazer

xixi

constantemente, por isso não foi uma mentira completa, apesar da súbita umidade ascendente nos meus olhos. Hormônios idiotas. Homens idiotas e seu esperma maldito. Caminhei para o banheiro grandioso e bati a porta. Uma lágrima escorreu pelo meu rosto, seguido rapidamente por outra. E a menina no espelho, ela ainda não estava brilhante. Quão injusto isso era, foda. Fui e fiz o meu negócio no banheiro, lavei as minhas mãos e, em seguida, meu rosto. Todas as emoções dentro de mim mantiveram-se construindo, ameaçando vazar novamente. Esta situação com Ben estava mexendo comigo. Então, fiz o que qualquer mulher sensata que engravidou aos vinte e um anos e abandonou a faculdade faria, subi na maciça banheira de ofurô vazia para me acalmar e reavaliar minha vida. Era realmente muito confortável. À distância, podia ouvir a festa continuando com vibração e música. Você pensaria que um hotel luxuoso como esse teria paredes mais grossas. Por uns bons cinco, dez minutos fiquei sentada lá, acalmando-me, enfrentando a situação. Talvez Ben e eu não devêssemos conversar por um tempo. Nós não temos que ser amigos para criar um filho juntos, se é isso o que ia acontecer. Ele mudar de ideia sobre estar envolvido não seria surpresa para aproximadamente ninguém. Duro, mas é verdade. Que seja. Venha o que vier, administrarei. — Onde Lizzy está? — Perguntou uma voz abafada no quarto ao lado, masculina e áspera. Jimmy Ferris. Por que ele estaria interessado em mim, não tinha ideia. — No banheiro — Ben disse. — O que você quer com ela? — Levá-la, Mal e Anne estão ocupados recuperando o tempo perdido. Lena pensou que ela pode gostar de ficar com ela. — Estamos no meio de alguma coisa agora. Perguntarei a ela daqui pouco.

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Jimmy bufou. — Você está tendo uma conversa agradável, hein? Por isso você está todo molhado e há um copo vazio no chão? Tente novamente, Ben. — Não é da sua maldita conta. — Você está certo sobre isso. Não é. Mas, tudo bem... Por um momento não havia nada, durante o qual me esforcei para ouvir alguma coisa, qualquer coisa. — Cara, você está fodendo a merda com ela tão malditamente — Jimmy disse, quebrando o silêncio. — De uma forma ou de outra, essa garota estará na sua vida a partir de agora. O jeito que você está jogando, não te levará para um bom caminho. — O que você sabe sobre isso? — Ben resmungou. — O que eu sei sobre fodendo as coisas com as garotas? Você está falando sério? Sem resposta. — Quantas vezes você conversou com a Lizzy no último mês? — Nós conversamos. — Não cara-a-cara ou ficaria sabendo pelo Mal. Outra bagunça do caralho que você falhou para corrigir. — Estou trabalhando nisso — Ben disse, sua voz cheia de raiva. — Irei suavizar a merda com ele. — Acreditarei quando ver isso. — Não me dê sermão sobre mexer com a banda. Onde diabos você estava naquele último ensaio antes de Seattle, hein? Jimmy zombou. — Levando Lena para ver seu obstetra. Você ao menos sabe o que diabos é um? — É claro que sei, porra. — Sim? Você levou Liz para suas consultas? Cuidou dela? Claro que não. Porque se você tivesse, todos os outros membros da banda teriam uma porrada a mais de respeito por você do que temos agora. — Estávamos indo em turnê — Ben disse. — Algumas coisas são mais importantes, cara. Cuidar da mulher que carrega o seu filho, por exemplo.

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— Jim... — Quantas vezes você até mesmo ligou para essa garota desde que estivemos em turnê? — Que porra é essa? Você é um conselheiro de relacionamento agora? Jimmy riu. — Minha mulher não está jogando bebidas na minha cara, por isso, no que diz respeito a você, poderia ser. — Ela não é minha mulher. — Ela é a garota que você engravidou, imbecil. E se ela está passando por metade da merda com o que a Lena tem lidado, então você é praticamente o babaca mais baixo com quem me deparei em um longo tempo por fazê-la passar por isso sozinha. Acho que Ben não tinha resposta para isso. Tenho que admitir, me senti mal por ele. Ele amava esses caras como irmãos, e estava lidando bem com isso sozinha, mais ou menos. E sim, me sentia um pouco culpada ao ouvir a conversa. Tendo em conta que eu era o tema, no entanto... — O bebê tem seus humores saltando em todo o lugar. Um minuto ela está deprimida como o inferno, se preocupando como nós vamos lidar com isso, de como as coisas estão indo à merda e vou deixá-la. Como se fosse. Em seguida, tudo está ótimo e ela está novamente animada sobre se tornar uma mãe. Uma pausa. — É difícil para ela, cara, todas essas mudanças. E é assustador como o inferno estar diante disso, eu sei. — Jim... — Não. Não. Apenas cale a boca e escute. Estou quase terminando. — Jimmy exalou bruscamente. — Nenhum de nós planejou isso. Mas você precisa sair da corrida para o idiota do ano e conseguir você mesmo resolver, antes que seja tarde demais. — Ok. Vou falar com ela. — Pense, Ben. Basta pensar. Como diabos você vai explicar isso para seu filho daqui a cinco ou dez anos, hmm? Que a mãe do seu bebê não fala com você,

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porque você passou toda a sua gravidez se escondendo atrás de uma garrafa e sendo fodido por groupies? Meu estômago contraiu-se acentuadamente. Lá vamos nós. Sabia que ele estava com outras mulheres, é claro. Ainda doía, no entanto. — Não é desse jeito! — Ben gritou. — É exatamente assim. Dê-me uma fodida pausa, cara. Só porque não venho as suas festas noturnas não significa que não sei o que está acontecendo aqui. Inferno, qualquer um pode ver isso. Silêncio novamente a partir de Ben. — Não sei se você a quer ou não. Mas estou dizendo a você agora, você vai perdê-la, e você vai perder seu filho, e qualquer resquício de autorespeito que você ainda pode ter junto com eles. Seus pais eram inúteis assim como os meus, então você sabe como é. Obtenha suas merdas juntas. A porta do quarto se abriu, o barulho da festa chegando mais claro. — Se Lizzy quiser ficar com Lena, apenas traga-a. Ela é bem-vinda a qualquer momento. Ben não respondeu. O barulho da festa diminuiu o volume mais uma vez quando a porta do quarto fechou. Em seguida, vieram os boom. Uma vez, duas, três vezes. Olhei para a porta do banheiro surpresa, com apenas uma pequena pitada de medo. Foi malditamente alto. Talvez seja hora de eu ir. — Liz, posso entrar? — Não está trancada — disse a porta. Muito lentamente a maçaneta virou. Então Ben enfiou a cabeça como se estivesse esperando mais projéteis líquido ou de outra forma, serem arremessados em seu caminho. — É seguro — disse. — Hey. — Oi.

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Ele não disse mais nada, ao invés, voltou-se para a pia para lavar o rosto e pescoço. Acho que o molhei bastante, porque ele tirou a camiseta Arizona e jogou de lado. Em seguida, ele passou algum tempo lavando as mãos. Só então ele se aproximou. — Se importa se me juntar a você? Dei de ombros. — É o seu banheiro. Com um suspiro, ele subiu e sentou à minha frente, do outro lado da banheira. Coloquei minhas pernas para cima, garantindo que ele tivesse muito espaço, sem sermos obrigados a tocar. Ele esticou suas longas pernas em cada lado da minha, o olhar colado ao meu rosto. Que visão que deve ser, eu completamente vestida na banheira seca e ele em seus jeans e grandes botas pretas. Oh homem, ele tinha um peito bonito. Fiz o meu melhor para não notar, mas algumas coisas estão fora do meu controle. Um Ben seminu era definitivamente um deles. A briga com Jim, no entanto, foi por minha causa. Assim como os nós dos dedos vermelhos em sua mão direita. Esses caras obviamente batem nas paredes quando ficam irritados. Poderia me lembrar de Mal uma vez fazendo o mesmo. Sexo masculino. Tão violento. Porque é claro, não joguei nada em ninguém recentemente. — Vou acreditar que você ouviu Jim e eu brigando — ele disse. — Difícil não ouvir. — Um aceno. — Ele estava certo sobre uma coisa: passou um tempo desde que nós conversamos. Quero dizer, realmente conversamos. — Sim. Ninguém falou por um momento. Com certeza, não começaria. Era certo naquele momento, só não era tão corajosa. — Eu, hum... as merdas estão ocupadas com a turnê. — Ele esticou os braços em torno da borda da banheira, obviamente, ficando mais confortável quanto o disco de cerâmica e a situação permitiria. Uma pequena linha de sangue corria em sua mão direita, ignorada. — As semanas que antecederam a ela, Adrian nos fez conversar com cada maldito repórter no país. Era uma loucura. — Oh. — Os produtores acham que apenas a música faz a si mesmo. Uma vez que Dave escreve as canções, eles acham que é uma ou duas rodadas em estúdio e

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estamos prontos. Mas isso é besteira. Toma horas, às vezes dias, para obter o som certo. — Fervor brilhava em seus olhos, além do álcool e que seja. Sua paixão pela música. — Dave costumava ser um perfeccionista sobre isso também, mas todos os caras estão distraídos agora, os olhos no relógio, querendo chegar em casa para suas mulheres. Sou o único sentado ali com Dean e Tyler até as quatro da manhã do caralho, garantindo a perfeição. — Parece um monte de trabalho. — É. Jimmy e Mal saem disparados do palco e Dave ainda é o poeta escrevendo as músicas. Na banda, tudo se resume a mim agora, e ainda fazer o som. — Ele coçou o queixo. — Sei que isso me faz soar como uma autofelicitação de técnica nerd, mas é importante, sabe? O que quer que nós colocamos lá fora, preciso saber dentro de mim que é o melhor que temos. — Posso entender isso. — Não estava evitando você, Liz, mas não estava colocando qualquer esforço para vê-la, também. Você deve ter notado. — Certo. — Pensei em deixar as coisas com Mal e Anne se acalmarem. Essa é apenas mais uma desculpa, no entanto. — Os olhos escuros fixos em mim, como se ele pudesse ver a minha alma. Quem sabe, talvez ele pudesse. Sempre me senti muito aberta, muito exposta, em torno dele. Ele me deixou tão confusa com todos esses desejos e necessidades. Não sei se era amor que sentia por ele ou luxúria. Mas o que quer que fosse, isso é uma merda. — Sinto muito, Liz — ele disse, sua voz suave, profunda, enchendo a sala. — Disse que te apoiaria e não fiz. Desapareci de você de novo, e desta vez você estava realmente passando por uma merda. Merda séria. Huh. — Jimmy estava certo. Você não deveria ter que passar por isso sozinha. — Não foi tão ruim. — Me virei. Muita emoção para um dia. — Eu tinha a Anne. — Sim, mas este é o nosso bebê, e Anne não sou eu. Respirava pelo nariz e expirava pela boca, bem devagar, tentando acalmar meu coração acelerado. Era verdade. A sua ausência deixou uma ferida, e

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nenhuma quantidade de discursos vai garota diante do espelho do banheiro poderia alterar o fato. — Ela é? — Perguntou. — Não, Ben, ela não é. Ele balançou a cabeça lentamente, como se algo tivesse sido decidido. — E agora? — Perguntei. — Fale comigo. — Os dedos da mão esquerda bateram e brincaram com a borda superior dura da banheira. Nervos ou o quê, não tinha ideia. Pelo menos o sangue dos dedos da mão direita secara. — Sobre o que? — Todas as coisas que deveria ter ouvido no mês passado. — O homem falava sério. Muito. — Não há mais estas mensagens de texto inúteis, porra, Liz. Fale comigo. Agora mesmo, cara-a-cara. Ajude-me a provar que Jim está errado. Dê-lhe outra chance. Olhei para ele, perdida, meu cérebro procurando as palavras. Qualquer informação facilmente recuperada carecia tanto de dignidade ou força. Ah, cara. Podia confiar nele com minhas fraquezas e problemas? Essa era a pergunta. — Vamos lá. Como tem passado, realmente? O que está acontecendo com você? — Ele empurrou. Olhei para ele e ele franziu o cenho de volta. — Liz, por favor. Gemi em derrota. — Tudo bem, sou uma merda. — Por que você é uma merda? — Então, muitas razões. — Empurrei o meu cabelo para trás do meu rosto, para não mais me esconder. — Gravidez é uma merda. É natural, minha bunda. Finalmente parei de vomitar, mas estou cansada o tempo todo. Desistir de café foi horrendo. Nenhuma das minhas roupas se encaixa direito por causa desses seios estúpidos, e eles doem constantemente. Tenho que fazer xixi a cada trinta segundos, e então, como se não bastasse, choro toda vez que o anúncio da Healthy Hound passa. É ridículo. Pequenas rugas apareceram em ambos os lados do seu nariz. — Você chora em um anúncio de comida de cachorro?

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— Sim. Os filhotes saltam uns sobre os outros para chegar a sua mãe e é apenas tão bonito, com suas pequenas caudas bonitas abanando e tudo mais. Ele só olhou para mim. — Eu sei, é psicótico, Ben. Acredite em mim, estou bem ciente disso. — Hey, está tudo bem. — Ele cobriu um sorriso com a mão. Tarde demais, bastardo. — Você tentar lidar com todos esses hormônios é insano. Porcaria. Atire. — Atire? — Estou tentando não xingar — expliquei. — Você quer que a primeira palavra do nosso filho seja algo ruim? — Não. Compreendi. — O homem era incrivelmente ruim em esconder um sorriso. — Nada de palavrões. Idiota. Apertei os olhos para ele, segurando o meu próprio sorriso. — Vou levá-la a sério. Vou. — Ele mentiu sem rodeios. Apesar de ter sido bastante bom vê-lo sorrir e ouvir a sua risada baixa. Pelo menos, o mau humor foi embora. — E meus tornozelos estão gordos e grossos — disse. — É ridículo. — O quê? Mostra-me. — A mão enorme agarrou meu tornozelo, arrastandoo para o seu colo. Sem preâmbulos, ele empurrou para cima a barra da minha calça jeans e tirou minha sandália, largando-a no chão. — Ele parece bem. Não há nada de errado com ele. — Estou retendo líquidos. É nojento. Com uma mão, ele sacudiu para trás a sua longa franja escura, me dando um olhar mais duvidoso. — Deixe o meu pé, por favor. Não quero que você o veja. Ele balançou a cabeça lentamente. — Isto é o que você tem feito no último mês? Falando loucas merdas sozinha e chorando em anúncios de alimentos para cães? — Meu tornozelo está nitidamente mais grosso, Ben. E expliquei sobre o anúncio de comida de cachorro. Dê o meu pé de volta. — Não. — Ele colocou uma perna debaixo da outra e descansou o meu pé em cima dele antes de prosseguir para esfregar os dedos dos pés. Porra, me senti

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bem. O homem tinha dedos incrivelmente fortes. Deve ter sido um resultado de tocar baixo. Polegares cavaram fundo para o arco do meu pé e minha espinha basicamente derreteu. Céu, nirvana – tinha tudo ao meu alcance, enquanto ele continuou fazendo a sua coisa. — Deus, isso é tão bom. — Suspirei feliz, afundando ainda mais na banheira. Ele fez um barulho áspero. Poderia ter sido quase interpretado como a palavra bom. — E a sua mão está boa? — Perguntei, eventualmente. Ele olhou para mim com as sobrancelhas escuras caídas, lábios fechados. Seus dedos mágicos pararam por um momento, então continuou a massagem. — Posso ter colocado um ou dois buracos na parede depois que Jim saiu. — Oh. — Ele estava certo. Você lidou com isso sozinha desde o início e tudo o que tenho feito é atirar dinheiro no problema, esperando que ele fosse embora. — Ele mudou-se para esfregar no meu calcanhar, tomando cuidado com o tornozelo inchado. — Não quis saber, Liz. É por isso que mantive minha distância. Só queria continuar como se fosse normal, fingir que nada disso estava acontecendo. — Eu também. Mas o meu corpo continua atrapalhando as coisas para mim. — Ri, apesar do tema ser nitidamente sem graça. — Nós não somos tão diferentes, Ben. Esta situação nos jogou para um loop, e isso é dizendo apenas o mínimo. — Não dê desculpas para mim — ele resmungou. — Tudo bem, você é um cuzão e você me decepcionou. Mais de uma vez. Sente-se melhor? O sorriso era muito maior desta vez. — Pensei que não estávamos falando palavrões. — Oops. — Foi incrível o que uma massagem nos pés fez para o meu estado de espírito. Logo em seguida, praticamente amei o mundo todo. Raiva real estava fora do meu alcance. Ele agarrou meu outro pé, novamente arregaçou minha calça jeans, e jogou de lado a sandália. Não lutei com ele, não senhor, de jeito nenhum. — Posso te fazer uma pergunta? — Disse.

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— Atire. — Por que você nunca quis ter filhos? — Porque isto sou eu, Liz. O que você vê é o que você recebe. Gosto de coisas calmas, fácil. Mas você e eu, nunca foi fácil. No minuto que eu vi você, foi complicado. Primeiro com Mal, e você sendo um pouco mais jovem, mais grave, e agora com a gravidez. — Ele balançou a cabeça. — Algumas mulheres não dou a mínima se eu for e vir. É tudo de bom. Mas com você e o bebê, você precisa mais de mim do que isso. E você merece muito mais. — Estamos mexendo com seu estilo de vida. Ele olhou para mim com as sobrancelhas juntas. — É mais do que isso. Merda. Nunca tentei explicar isto a alguém antes. Quando você era criança, você já teve algum jogo que você jogou que simplesmente abalou o seu mundo? E você acorda de manhã e percebe que hoje você não precisa fazer nada além de jogar esse jogo durante todo o dia, e é como se a vida não pudesse ficar melhor? Isso é a minha vida, é assim. Todos os dias são para me levantar e tocar músicas, preciso criar alguma coisa. Balancei a cabeça tristemente, finalmente entendendo. Ben era um homem vivendo seu sonho. Como se alguém pudesse competir com isso. Talvez ele gostasse da ideia de ficar comigo. A realidade era, no entanto, nunca haveria espaço para mim em sua vida. — Quando os caras estão ocupados, posso pegar um avião e ir para misturar as coisas com outra banda — ele continuou. — Preencher ou ser convidado em seu álbum. Ou mesmo tocando com estranhos em algum pequeno bar de merda onde ninguém sabe o meu nome. Essa é a minha vida, todos os dias. Posso fazer algo novo, aprender alguma coisa. E é uma merda incrível. Não há nada como isso. — Parece ótimo. — É — ele disse. — E é por isso que nunca pensei sobre crianças. Mesmo uma namorada parecia muito de uma distração. Não me interprete mal, gosto de mulheres. Mas era sempre mais fácil encontrar alguém para a noite do que me comprometer com algo que me impede de ser quem eu sou, fazer o que amo.

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Balancei a cabeça. O que havia para dizer? Entrar em um relacionamento esperando a outra pessoa mudar era estúpido. Ben e eu estávamos distantes antes de começarmos, só não sabia, não entendia, até agora. Sem dúvida, ele gostava muito de mim, mas não o suficiente. — Não significa que não estarei lá para você e nosso filho. Você disse que nós poderíamos ser amigos — ele disse. — Essa oferta ainda está disponível? Amigos era a coisa certa a fazer. Empurrei de lado a minha decepção e coloquei um sorriso no meu rosto. — Absolutamente. — Gostaria disso. Era eu e o Feijão, e o Feijão e eu. Aconteça o que acontecer, teria comigo a minha garotinha. O pai dela poderia fazer o que quisesse. E a verdade era que se ele continuasse massageando meus pés dessa maneira, seria sua melhor amiga, caramba, apesar do meu coração partido. Ele manteve o rosto abaixado, a sua concentração completamente na tarefa. Geralmente meus pés não eram tão fascinantes. Talvez ele tivesse um fetiche por pés, afinal. Dedos desenharam círculos suaves sobre a porcaria do meu tornozelo antes de cavar mais uma vez para o arco do meu pé. Êxtase total e completo. Poderia muito bem sentir meus loucos hormônios da gravidez correndo e oferecendo a ele seu ponto fraco, se satisfazendo e chamando-o de papai, as coisas esquentando. O que as mãos deste homem poderiam fazer para mim. Cada parte em mim sentia-se flutuante e maravilhosa. Com calafrios bons mesmos. Espere. Merda, estava seriamente excitada. Um coração ferido era aparentemente nenhuma competição para uma vagina, muito veemente. O impulso para o esperma não fazia sentido. Já tinha um bebê a bordo. Meus mamilos sacanas, para chamar a atenção se destacaram a altos e orgulhosos sob o meu top, apenas implorando para seus lábios. A situação entre as minhas pernas não foi melhor. Desde quando meus pés tinham se tornado tão hard-core, uma indecente zona erógena? Suas mãos capazes faziam um doce amor pornográfico aos meus dedos, e meus músculos viraram geleia. Minhas pernas apenas se abriram em convite. Além do meu controle, juro. Tudo parecia tão incrivelmente muito bom.

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Santo fodido inferno. Ninguém me avisou que a gravidez poderia te deixar em brasas. Apesar do êxtase, não pude deixar de notar que haviam apenas três... quatro centímetros entre a ponta do meu pé e a protuberância atrás da braguilha da calça jeans. Não demoraria muito para tocar. Por que, um pouco mais que uma torção seria mais do que suficiente. Poderia apenas escovar meus dedos contra a virilha do pobre homem e, em seguida, ofegar, fingindo que era tudo um pouco (maravilhoso) acidente bobo. Opa, desajeitada que sou, acariciar os órgãos genitais do inocente, desavisado homem com o pé. Que vergonha – embora realmente pudesse acontecer a qualquer um. Não. E realmente, em parte, é por isso que, na minha experiência, os amigos não esfregam os pés dos seus amigos, a menos que haja mais acontecendo. Já estou bastante confusa com o homem, não há necessidade de torná-lo pior. Um pequeno gemido escorregou dos meus lábios, ecoando no espaço de azulejos. — Você está bem? — Ele perguntou. — Bem. — Você fez um barulho. — Não, não fiz. A pequena linha apareceu sobre seu nariz. — Ok. — Isso é ótimo — disse, puxando minhas pernas, agora excitadas, de volta para o lado seguro da banheira. — Obrigada. Muito gentil de sua parte. Acho que seremos grandes amigos. Ele me deu um longo olhar. — A qualquer momento. Se você precisar de alguma coisa, quero que você me diga. Essa é a única maneira que isso dará certo. — Ok. — Preciso de seu corpo nu à minha disposição. Agora. — Quero honestidade total de você, ok? — Honestidade total. — Então me ajude a montá-lo todo o caminho para casa e vice-versa. — A partir de agora, vamos falar — ele disse. — O maldito tempo todo. Yap, yap, yap. Somos nós.

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— Entendi. — Ótimo. — A forma como a língua e os lábios brincou com aquela palavrinha simples, significava muito, muito mais do que alguma vez esteve destinado. E poderia ter sido minha imaginação, mas tenho a maldita certeza que as suas pupilas estavam cerca de duas vezes o seu tamanho normal. Elas eram rock ’n’ roll, como piscinas gêmeas negras de luxúria e desejo, apenas me convidando para saltar e ficar toda molhada, selvagem e devassa. De repente, respirar parecia ser um problema para mim. Mesmo pensar de forma clara. Não sei o que o homem fazia para me inspirar e me tornar poética. Mas ele realmente precisava parar. — É melhor eu ir — disse. — Porra louca... — ele murmurou. — O quê? — Você. Gemi de vergonha. — Vamos lá, me dê um tempo. Expliquei sobre o anúncio de comida de cachorro. E hey, disse isso confidencialmente também. Não se atreva a repeti-lo. — Não falarei sobre isso — ele disse, a sugestão de uma curva no canto da boca, fazendo coisas terríveis para mim. — E então? — Perguntei, querendo e temendo saber. Ele hesitou, escondendo outro sorriso atrás de sua mão machucada. — Honestidade total. Vamos. — Tenho certeza que você não quer me ouvir falando sobre o meu pau. — O seu, hum, o seu pau? — Sim. — Huh. Quanto você bebeu? — Não o suficiente para isso. — O sorriso que ele me deu, quase gozei. O fato de que ele veio enquadrado em sua barba de aparência particularmente elegante quase acabou comigo. Sabia exatamente como era ter a sua barba contra mim. Tão estimulante. Nunca quis esfregar meu rosto e outras partes pertinentes contra o rosto de mais alguém. Quando ele veio naquela noite em Las Vegas, a lembrança era muito boa.

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— Você perguntou se tive relações sexuais desde que descobri sobre o bebê — ele disse. — Não é a resposta. — Certo. — Ri. — Estou falando sério. Nada desde aquela noite. Nem sequer chego perto. Wow. — Por quê? — Não sei. Acho que perdi a minha libido. — Ele coçou o queixo. — Não estou mesmo interessado. Apenas... Nada. — Você não tem uma ereção? — Perguntei, levemente horrorizada, e demasiadamente curiosa. Ben sempre parecera tão viril. — Não quis ter uma ereção — ele disse. — Há uma grande diferença. — Huh. Mas Jimmy disse... — Jimmy não sabe de tudo. — Ele estalou o pescoço, a irritação em seu olhar. — Queria que você não tivesse ouvido tudo isso. Não

poderia

dizer

sinceramente

o

mesmo.

A

conversa

foi

mais

esclarecedora. — Não me interessei em transar com ninguém, porque estava preocupado com você e com o bebê — ele disse. — Lidar com tudo isso tem sido grande, sabe? — Sim. Sexo com consequências é um tipo de chatice. — Sorri. — Acho que fui muito protegida, realmente. Anne sempre lidou com as coisas sérias. Mas desta vez ela não pode. É tudo sobre mim. — E eu. — Sim. — O tempo diria. — De qualquer maneira — ele disse. — Só achei que você acharia engraçado. — Que você estava sofrendo de disfunção erétil? Ben, não há nenhuma maneira que acharia nisso engraçado. — Isso não é uma disfunção erétil, Liz — ele disse com um olhar ferido. — Não diga isso. — Ok, ok. Desculpe. — Estava entorpecido. Perdi meu interesse sexual por um tempo. — Certo. Entorpecido.

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— De qualquer maneira — ele disse, ainda o cenho franzido. Egos masculinos. Tão melindroso. — Agora que estou perto de você de novo, meu pau decidiu sair da hibernação. Obrigado, porra. Estava preocupado que tivesse que esperar até você ter o bebê para obtê-lo de volta. — Sim. Ufa. — Pensei nas informações por um tempo. Não necessariamente uma boa notícia para mim, pelo menos. As outras mulheres do mundo provavelmente se beneficiariam muito com ela, no entanto. — Bem, nós conversamos sobre alguns de nossos problemas, por isso é absolutamente natural que você se sinta melhor sobre a situação, eu acho. Ele fez uma careta. — Querida, não estou falando sobre sermos amigos, no entanto, que é bom e tudo. Estou falando sobre o fato que você me deixa excitado. Desde o minuto em que te conheci. Fisicamente, você chega até a mim. — Chego? — Sim, chega. Só vou ter de canalizar esse interesse em outro lugar. Minha boca funcionou, embora não saiu nada por um tempo. Mexo com ele. Deus, se ele soubesse o quanto ele ainda mexe comigo. Entretanto, esperança estava bem fora da minha faixa de preço. Não podia me dar ao luxo de ficar fisicamente com ele. Minhas emoções estavam muito envolvidas e, claramente, o homem queria apenas um pouco de diversão. Sem dúvida, sabia disso agora. — Ben, você tem certeza que isto não é um bloqueio mental que você estava tendo? — Perguntei. — Toda a preocupação com a gravidez e como afetaria as coisas, ao contrário de mim, fisicamente? Ele levantou uma sobrancelha. — Hey, vi algumas dessas mulheres lá fora — disse. — Elas são impressionantes. E se elas ficam em torno de você, noite após noite, então, parece improvável que eu, em início de gravidez e tornozelos inchados, de repente o acenda para a vida. Sua língua correu atrás de sua bochecha e não disse nada. Havia definitivamente riso em seus olhos, no entanto. — Só estou tentando ser racional — acrescentei. — O problema é, racional não funciona para isso. Hmm.

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— Pênis não têm cérebro. É por isso que os homens entram em apuros. O homem tinha um ponto. Pênis, obviamente, não têm emoções, tampouco, coisas inoportunas. — O ponto que estou bagunçando aqui é, Liz, você está certa. Estava com ciúmes. Quero você. Não vou agir com base nessa merda porque é complicado o suficiente e nós estamos trabalhando em sermos amigos aqui. É o melhor para o bebê. — Certo. — O que ele disse foi nada menos do que a verdade. Ainda assim, a minha vagina entrou em uma depressão profunda. Meu coração não estava muito feliz com isso, também. — O negócio é o inferno das relações – todas as separações e tudo mais. Casais não duram. Vi isso uma e outra vez. Não quero colocar nosso filho no meio de uma confusa separação e nem você. — O quê? — Levantei minha cabeça. — Você realmente quer dizer isso. Mas o que dizer de David e Ev? — O tempo o dirá. Meus olhos estavam arregalados. — Acho isso triste, Ben. — Confie em mim, Liz. O que é melhor para o nosso filho agora é você e eu trabalhando em ter um relacionamento de longo prazo em que possamos conviver. Isso significa sermos amigos e descobrir como sermos pais juntos, certo? — Certo. Eu acho. — Sei que não sou o estudante de psicologia aqui, mas também acho que realmente ajudaria se você não se envolver com qualquer um dos meus amigos ou pessoas com quem trabalho. Jamais. Acho que iria, ah, complicar as coisas. — Sim. Justo. — E não vou dormir com nenhuma das suas amigas, também. Jamais. — Obrigada. Ele inclinou o queixo em reconhecimento. — Uau, nós realmente estamos indo muito bem, estabelecendo os limites da amizade — disse. Um sorriso. — Isso tudo deve funcionar perfeitamente. — Dolorosamente assim.

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— Espero que sim — ele disse. — Poderia ser melhor se não falarmos sobre seu pênis e sexo entre nós novamente no futuro, no entanto. Talvez devêssemos ter de volta o tom da total honestidade, apenas um pouco. Ele fez uma careta. — Você está certa. Foi mal. Não há necessidade de confundir a merda. — Sem problemas. Ele estendeu sua mão direita para mim, juntas rosa e grandes dedos calejados. — Amigos? — Pode apostar. Ser amigos vai ser ótimo.

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Capítulo Oito Ser amigos é uma merda. Ao todo, haviam trinta e cinco paradas da turnê e dezessete nesta primeira parte, antes de irmos para a Europa, em seguida, de volta para casa para visitar os estados do norte. A banda tocou em uma nova cidade praticamente cada noite seguida, sem pausa. Ben estava certo, no entanto, tudo o que poderia ser feito para mim foi feito. Tudo que tinha que me preocupar era em caminhar dentro e fora de jatos particulares, enquanto o serviço de quarto atendia todos os meus caprichos. A rotina foi mais ou menos assim: Chegávamos a um lugar novo e nos estabelecíamos em um hotel, enquanto os fãs gritavam e desmaiavam em frente. Às vezes, os caras tinham o resto do dia de folga, geralmente passando o tempo com outros afazeres. Ou, no caso de Ben, tocando com a banda de abertura, Down Fourth, e tendo então, uma ou duas cervejas. Isso não quer dizer que os caras não saíssem mais juntos. Parecia, no entanto, que os casais em seu primeiro ano juntos passavam a maior parte do tempo tendo relações sexuais. Muito barulhentos. Jim e Ben muitas vezes iam à academia, e todos eles se reuniam cedo ou tarde para uma ocasional noite de jantar. Desde que Mal ainda se recusava a falar com Ben fora do negócio da banda, no entanto, aquilo era difícil, para dizer o mínimo. A maior parte do seu tempo foi direcionado a publicidade. Programas de TV, estações de rádio, repórteres, eles falaram com todos. Então havia passagens de som, ensaios e reuniões. Stage Dive poderia percorrer o país uma ou duas vezes, mas a quantidade do país que eles realmente chegaram a conhecer era provavelmente pequena. Quando não era sobre o sexo parecia ser tudo só negócios, o tempo todo. Deu-me muita oportunidade para pôr em dia a minha leitura e dar

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um salto nas matérias do próximo ano, quando não estava com Ben, tentando descobrir como ele e eu poderíamos sermos amigos. Que a mera visão dele desencadeava meus hormônios me deixando excitada não ajudava. As horas que passei me divertindo com a minha mão depois de uma de nossas visitas foi claramente triste. Essa gravidez era loucura. Em Albuquerque, tomamos uma bebida juntos uma manhã. Chá de ervas para mim e cerca de um galão de café preto para ele. A conversa foi afetada, em grande parte devido a Ben ter dormido apenas três horas. Não, não pedi os detalhes exatos. Em Oklahoma tentamos almoçar no quarto dele. O problema foi uma fã excessivamente fanática que conseguiu se algemar na maçaneta da porta da escada de emergência, em frente à suíte de Ben. Entre a sua gritaria e o alarme de incêndio que ela conseguiu detonar, o almoço foi cancelado e o edifício foi evacuado temporariamente. Em Wichita, tentamos ir caminhar, mas, em seguida, Ben quase foi atacado e tivemos que correr para ele voltar para o hotel. Ele poderia não se destacar em casa, em Portland, mas nas outras cidades em que Stage Dive eram avistados, não teve a mesma sorte. Odeio admitir isso, mas em Atlanta acho que ambos estávamos começando a desistir. Não foram feitos planos. Além disso, estava fungando muito. Em Charlotte meu resfriado decidiu ficar mais sério e um médico foi chamado, sem dúvida, uma grande despesa. Ele poderia ter me dito para descansar e continuar a tomar as vitaminas pré-natais por muito menos. Meu nariz vermelho e brilhante fluía como um rio. Estava uma beleza. Anne foi a única com permissão para vir me ver. Ninguém mais poderia se dar ao luxo de compartilhar o meu estado infectado. Ela colocando a língua na boca de Mal a cada chance que tinha não pareceu importar a ele. Adrian, o empresário da banda, logo bateu uma ordem de quarentena para mim. Não tinha permissão para colocar a cabeça fora da minha porta do quarto, ou outra coisa. Idiota. Como se quisesse. Ben: tudo ok? Lena disse que você não pode receber visitas.

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Lizzy: Tudo bem. Apenas um resfriado. Ben: Merda. Quão ruim? E o médico? Lizzy: Sim. Por causa da gravidez a gripe me atropelou. Tenho que beber mais suco, etc. Manter as vitaminas pré-natais. Meu sistema imunológico está cuidando dela mais do que me parece. Ben: Ok. Precisa de alguma coisa? Lizzy: Não, obrigada. Ouvi o coração dela novamente. Batendo forte. Ben: Você pode ouvir seu coração já? Porra. Incrível. Lizzy: Eu sei. Exatamente? Ben: Poderia ser ele. Lizzy: Não mexa com a intuição de uma mãe. Ben: Não ousaria. Lizzy: Nunca percebi que existiam tantos tipos diferentes de suco. Obrigada. Ben: Precisando de algo só precisa me dizer. Lizzy: Vou falar. Obrigada novamente. Lizzy: Obrigada pelas flores. Ben: Não tem problema. Sentindo-se melhor? Lizzy: Não. Todos saúdam a rainha do catarro. Eles me deram antibióticos. Devo melhorar em breve. Ben: Bom. Posso fazer alguma coisa? Lizzy: Não, obrigada. Tenha um bom show. Quebre uma perna ou algo qualquer. Ben: Acalme-se. Descanse. Lizzy: Mal te disse que ficarei aqui? Ben: Você não vem para Nashville? Lizzy: Não. Eles não querem que eu voe. Mal não contou para você? Ben: Não. Lizzy: Porcaria. Desculpe. Ben: Não se preocupe. Você ainda está doente? O quanto doente?

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Lizzy: Nada de grave. Eles estão apenas sendo cuidadosos. Além disso, você e os rapazes não podem ficar doentes. Ben: Ligando. Lizzy: Perdi a voz. Dói falar. Ben: Merda. Você tem certeza? Ben: O que Doutor disse exatamente? Lizzy: É resfriado comum. Dores de cabeça e nariz entupido. Sem febres altas, o que pode ser perigoso. Tudo normal. Ben: Talvez devêssemos obter uma segunda opinião. Lizzy: Não se preocupe. Anne está comigo. Ficarei bem em poucos dias. Estarei em Memphis. Ben: Mantenha-me informado. Precisa de alguma coisa? Lizzy: Vou ficar bem. Basta dormir. Até mais. Ben: Como você está se sentindo hoje? Lizzy: Meu nariz está escorrendo menos verde. Ben: Bom. Estou preocupado com você. Lizzy: Estou melhorando. Dormindo e recuperando o atraso, assistindo TV o dia todo. Ben: Ótimo. Vá com calma. Lizzy: Com Anne como enfermeira, não tenho outra escolha. Ben: Haha. Família. Lizzy: Exatamente. Ben: Posso fazer alguma coisa por você? Lizzy: Está tudo ok. Ben: Desculpe, perdi sua ligação. O que está acontecendo? Lizzy: Só queria desejar sorte para vocês no show. Como é Memphis? Alguma aparição do rei? Ben: Ainda não. Mas ele está aqui em algum lugar. Como você está?

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Lizzy: Muito melhor. Entediada. Quero sair da cama. Doutor disse um dia ou dois. A pressão arterial estava um pouco baixa, me deixou tonta. Mas não é grande coisa. Ben: Você desmaiou? O que aconteceu? Lizzy: Não, só senti apagando. Está bem. Estou tomando ferro extra. Ben: Cristo, tem certeza? Lizzy: Sim. Por favor, não se preocupe. Está tudo indo bem. Ben: Merda. Ok. Seria bom vê-la. Lizzy: Você também. Estou tão cansada de estar doente. Encontre-me em St Louis? Ben: Feito. Lizzy: Anne disse que você ligou para ela. Corajoso. Ben: Queria ter certeza que vocês estão ok. Lizzy: Eu sei. Mas estou dizendo que tudo está bem. Ben: Sim. Apenas preocupado. Lizzy: Doutor disse que estou bem. Se ocorrer alguma alteração, deixarei você saber imediatamente. Vejo você breve. Lizzy: Sou agora uma orgulhosa proprietária de uma vasta seleção de pijamas super confortáveis do mundo e a mais extensa coleção de filmes de zumbis. Ben: :) Lizzy: Você é legal de todas as formas. Ben: Pijamas foi ideia da Lena. Zombies foi minha. Lizzy: Ambos fizeram o meu dia. Obrigada. Ben: Que filme você está assistindo? Lizzy: Dawn of the Dead. Ben: Original ou remake? Lizzy: Remake. Amo os atores nele. Ben: Legal. Nunca vi esse. Lizzy: Não é Romero, mas é divertido. Ben: Mostre-me quando puder.

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Lizzy: Ok tudo bem. Lizzy: Chegamos. Indo dormir. Ben: Tudo ok? Lizzy: Sim. Apenas cansada. Tenha um bom show. Ben: Obrigado. Vejo você na parte da manhã.

*** Sim, o triste fato era que Ben e eu éramos provavelmente melhor em trocar mensagens de texto do que jamais fomos nos comunicando face-a-face. Exceto uma noite em Vegas. Ah, e o tempo em sua caminhonete. E em seu hotel, na banheira em sua suíte, depois de sua discussão com Jimmy, embora tivesse um pouco da influência disso naquela noite. De qualquer forma, o voo acabou com minha paciência. Fui direto para a cama quando Anne e eu chegamos a Saint Louis. Mas não consegui muito sono exatamente. — Vá se foder, cara! — Foi a minha chamada de atenção. — Você não apareça aqui. — Saia do meu caminho — disse alguém em um nítido e profundo tom chateado. — Fácil. — Outra voz masculina. Diferente desta vez. — Ben, seja razoável. Ela ainda está dormindo. — Isso foi Anne, com sua voz apaziguadora. — É uma hora da tarde. Ela disse que estava melhor, por que diabos ela ainda está dormindo? Eu, com certeza, não estava mais. — Anne, ele tem razão. Alguém já a verificou ultimamente? — Acho que foi Lena, mas o que ela estava fazendo aqui, não tinha ideia. — Alguma coisa está errada. Quero um médico aqui, agora — Ben disse. — Só um minuto. Estamos todos preocupados com ela. — Ev, talvez?

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Inferno soou como se todos estivessem me visitando. — Eu te disse homem — Mal disse. — Você não pode vir para os meus quartos. Talvez tenha que trabalhar com você. Mas não quero ter porra nenhuma a ver com você fora disso. — Pelo amor de Deus... — Você fodeu com a minha confiança. — Eu sei — suspirou Ben. — E sinto muito. Agora, porém, preciso saber se ela está bem. — Estou bem — disse, saindo do meu quarto. — Hey, vocês realmente estão aqui. E quero dizer, todos. David e Ev, Lena e Jimmy, e, claro, a minha irmã e Mal, os quais ainda compartilham comigo a suíte. Graças a Deus estava usando um par de calças novas azuis e combinando regata listrada, uma pequena protuberância no meio mostrava o meu bebê. — Liz. — Ben disse apressado, me engolindo em seus grandes braços fortes. — Oi. — Murmurei através de sua peculiar camiseta. Sim, estava congelada. Geralmente, nós não fizemos isso, mas também me senti muito bem. O meu pobre corpo cansado estava arrepiado da melhor maneira. O homem estava apenas me dando um abraço e não pedindo para correr e transar ou algo assim. Desesperada realmente não era atraente. — Você está bem? — Ele perguntou, estudando meu rosto. — Estou bem. Só dormi demais. Desculpe preocupar a todos. Ele franziu a testa, as mãos grandes cobrindo meu rosto delicadamente, virando-o e dessa forma fazendo sua inspeção. — Você não parece bem. Você parece cansada. — Não consegui dormir à noite passada. Estou me recuperando muito bem, apesar de tudo. Não sou mais a rainha do catarro, nada disso. — Tem certeza? — Ele me deu um olhar duvidoso. — Foda-se, cara. Estou bem. O grande idiota me deu um olhar envergonhado. — Desculpe. Apenas preocupado com você.

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— Aparentemente, os meus níveis de ferro estavam um pouco baixo. Estou tomando suplementos agora, comendo mais. Estarei de volta ao normal em pouco tempo. E realmente, me sinto bem. Me sinto ótima! Estar de pé e de volta é incrível. — Por que você não podia dormir? Minha boca funcionou bem, mas realmente meu cérebro precisava dormir ainda mais para inventar uma mentira plausível sob encomenda. Pior, meu rosto começou a ficar vermelho. Porcaria. De todas as questões em todo o mundo, particularmente não queria responder a isso. Nem um pouco. — Por quê? — Não sei, simplesmente não conseguia. — Liz. — Ben. — Diga-me por quê. — Ele gritou. — Porque as paredes são finas aqui, ok? Estava muito barulhento. Agora chega de perguntas. Estou com fome. — Ha — gritou Mal triunfante, as mãos nos quadris. — As divertidas festas noturnas do menino mentiroso a manteve acordada. — Estou do outro lado da porra do prédio — Ben disse. — Como diabos poderia mantê-la acordada? — Mas então, se não foi você... — As sobrancelhas de Anne lentamente se levantaram e ela cobriu a boca com a mão. — Oh céus. Desculpe, Liz. Balancei a cabeça, incapaz de encará-la ainda. — O que... — perguntou Mal, os olhos cheios de confusão. — O que vocês estão falando? Jimmy bufou. Um momento depois, seu irmão fez a mesma coisa. Pelo menos Ev e Lena conseguiram manter a maior parte de sua reação para elas mesmas. Eram meninas agradáveis. Não precisava saber que minha irmã gostava de gritar. Nunca. Que Mal gritava também apenas era demais para mim. Se apenas pudesse ter lembranças apagadas de seu cérebro. Seria uma coisa extraordinariamente útil. — Docinho? Explique.

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Anne puxou Mal mais perto e sussurrou em seu ouvido. Então Mal começou a rir. — Não é engraçado — disse Anne. — Meio que é. Ela balançou a cabeça, os braços cruzados sobre o peito. — Senhor do Sexo ataca novamente! — Pare com isso. Com um sorriso enorme no lugar, Mal bateu um beijo em seus lábios. — Então, você não conseguiu pegar no sono correto? — Perguntou Ben, ignorando-o. — Sim. Obrigada. — É melhor tomar o seu café da manhã. O que você quer? — Hmm. — Minha barriga resmungou audivelmente. Sem nenhum cuidado. — Quero a maior omelete conhecida pela humanidade. — Você terá isso. Seu olhar caiu para minha cintura, então sua mão seguiu, provisoriamente cobrindo minha barriga. Ainda era cedo para o feijão vim ao mundo. O inchaço na barriga poderia ser causado tanto por má postura como por qualquer coisa. Mas eu sabia que ela estava lá, crescendo e fazendo a coisa acontecer. Magia. — Você se importaria se eu... — ele perguntou. — Está tudo bem. A palma de sua mão aqueceu a minha pele, seus dedos calejados suavemente traçando em cima de mim, fazendo cócegas sempre tão ligeiramente (me excitando, é claro. Gah). Seu polegar esfregava suavemente para trás e para frente, o calo me dando arrepios. Na verdade, estou certa de que ele mesmo me dá arrepios. Ele nem sequer parece importar o que suas mãos estavam fazendo. E percebi que senti muito a falta dele na semana passada. Sua voz, sua presença, tudo dele. Olhei para o rosto dele, fascinada. Isso veio tão naturalmente como a respiração, esses sentimentos para com Ben. O que quer que ele tenha feito enquanto estava longe nem sequer importava naquele momento. Como era estúpido o meu coração? Enquanto isso, o silêncio estava começando a me deixar nervosa. — Quinze semanas. — Disse.

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— Uau. — Ele sorriu e sorri de volta para ele, perdida. O mesmo de sempre. — Acho que devo me vestir. —Não. — Ele disse. — Não se preocupe. Venha para o meu quarto e nós vamos pedir a sua omelete. Você pode me contar tudo enquanto toma o seu café da manhã tardio. — Ok. Gosto disso. Nós nos viramos para a multidão reunida. Todos os olhos estavam sobre nós, aparentemente, a nossa pequena conversa os manteve encantado. Meio que esqueci que tínhamos uma plateia, pegos no momento. — Ó cara — disse David, sua mão batendo no ombro do Mal. — Vamos lá. — O quê? — Mal fez uma careta. — Isso está sendo resolvido — anunciou Jimmy. — Agora. Tempo para beijar e fazer as pazes entre vocês dois, idiotas. — Foda-se, Jimbo. Ben soltou a minha mão, dando um passo à frente. — Eles estão certos. O que estamos esperando? Com o ar de muito ferido, Mal se virou para Anne. Ela também acenou com a cabeça, dando-lhe um pequeno sorriso. — O que fiz foi errado. Te dei minha palavra e deveria ter mantido isso. — Mãos para os lados, Ben enfrentou Mal. — Nós somos amigos desde que éramos crianças. Nunca deveria ter lhe dado razão para duvidar de mim. Sinto muito. — E você a engravidou — espetou Mal. — Sim. Mas não vou pedir desculpas por isso. Nunca falei que meu filho não era bem vindo para pensar que não o queria. Os olhos de Mal se estreitaram quando ele avaliou Ben de novo. — Isso não é bom para Liz — Ben disse. — Ser pega na merda entre nós. Ela não precisa do estresse. — Com uma respiração profunda, Ben segurou seu queixo erguido. — Quantos você vai me acertar? — Três — Mal disse. — Não na cara. — David se aproximou mais dos dois. — De acordo? — Tenho que mantê-lo bonito para as fotos — disse Jimmy.

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— Tudo bem. — Mal flexionou os pulsos, enrolando a mão direita em um punho. — Não queremos prejudicar essas mãos preciosas de qualquer maneira. — Espere! — Corri para frente, a compreensão finalmente aparecendo. — Você não está falando de bater nele. Nem sobre o meu cadáver. As outras mulheres pareciam resignadas, com a combinação de ambos. Nenhuma delas iria interferir, no entanto. Estava lá em seus olhos. Fodam-se. Ben virou-se, agarrando o meu braço e me colocando um passo para trás. — Fique por lá. Apenas no caso. — Ben. Não. — Precisamos fazer isso. — Você não vai deixá-lo bater em você. — Liz... — Estou falando sério! — Querida, está tudo bem — ele disse, os olhos sendo gentis, mas firme. — Acalme-se. Nós somos amigos há muito tempo. Você tem que saber que vamos resolver isso do nosso jeito. Para o inferno. — Anne, me ajude! Minha irmã só fez uma careta. — Talvez ele esteja certo. Talvez precisemos ficar de fora. — Se fosse Mal, você ficaria de fora? — O pensamento de Ben se machucar, de Mal causando dor, e eu sendo a causa... basicamente queria vomitar. —Mal, se você colocar um dedo sobre ele, juro que nunca mais vou falar com você de novo. O idiota apenas revirou os olhos. — Por favor. Vi o jeito sentimental que você apenas olhou para ele. Ele vai falar com você depois. Então, antes que Ben estivesse pronto para isso, Mal quebrou o punho no estômago do homem. A respiração presa saiu de Ben audivelmente e eu estremeci. Ele se inclinou para frente, instintivamente se protegendo. Sem pausa, Mal entregou o segundo golpe, um soco acentuado para o lado de Ben. Ben resmungou, e Mal bateu mais uma vez na barriga. Minha própria barriga contraída na empatia. Ele fez isso, Mal realmente fez isso. O silêncio que se seguiu foi impressionante. A respiração pesada de Ben encheu a sala quando Mal estendeu a mão para parar de tremer. Ele tinha acabado.

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Vi um par de lutas na minha vida. Uma entrada mais dura em uma rua durante o meu período selvagem. Então, é claro, a noite em que a minha gravidez foi anunciada. Pelo menos não tinha cheiro de sangue neste momento. A violência nunca levou a nada. Mal não esperou até Ben estar pronto, atingindo-o antes que ele tivesse a chance de se preparar para o golpe, ferindo o homem com quem me importava (muito)... Emoção embaralhando, me virando do avesso. Não sabia se ia chorar ou começar a bater em coisas eu mesma. Hormônios estúpidos. Meninos mais estúpidos. — Tudo bem? — Perguntou Mal. — Sim. Agradável sensação de ser socado. — Ben se endireitou lentamente, a dor intermitente em seu rosto. Em seguida, ele apertou a mão de seu colega de banda. Os caras bateram as mãos nas costas uns dos outros e as mulheres sorriram aliviadas. Essas pessoas eram loucas. — Flutuar como uma borboleta, picar como uma abelha. — Com os punhos erguidos, Mal pulou. — Lizzy, baby, vamos lá. É negócio de homem viril. Você não entenderia, garota. Você só tem que aceitar. — Você... — Procurei em minha mente, mas não havia uma palavra dura o suficiente, um insulto vil suficiente. A violência resolveria. Gostaria de apagar esse sorriso do rosto dele. O lábio superior levantado em um rosnado, fui em direção a ele, a minha mão em prontidão para acertar sua cara. Infelizmente, Ben estava pronto também. — Não, você não. — Ele me balançou em seus braços, me segurando contra ele. — Acabou. — Ponha-me no chão. — Tomar o café da manhã, lembra? Vamos. Praguejei tudo o que podia, a intenção de não dizer nenhuma linguagem chula há muito esquecida. O que posso dizer? Foi um momento acalorado. — Whoa — Mal disse, os olhos arregalados de surpresa. — Ela é um bicho feroz. Do outro lado da sala, Ev abriu a porta e nós saímos. Involuntariamente da minha parte. — Não. Ben... — O que você quer em sua omelete?

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— Ponha-me no chão. — E que tal um pouco de suco? Você quer suco também? — Não me proteja. Não sou uma criança. — Acredite em mim, querida, eu sei. Apesar da birra que você está fazendo nesse momento. — Isto não é uma birra! Isso sou eu indignada com Mal batendo em você. A porta fechou-se atrás de nós e estávamos em mais um longo corredor do hotel. Tapete vermelho, desta vez, com os modernos espelhos decorados que revestiam as paredes. As longas pernas de Ben nos levaram tão longe de Mal e Anne e a suíte tão rápido quanto poderiam. Do lado de fora de outra porta, ele parou, cuidadosamente me abaixando, mantendo um braço em volta da minha cintura caso tivesse quaisquer tentativas de fuga, sem dúvida. Ele deslizou um cartão através da fechadura e empurrou a porta, dando-me uma cotovelada encorajadora para a direção desejada. Lá dentro, ele trancou a porta, caindo de volta contra ela. Então, ele só tipo que me encarou. — O quê? — Resmunguei, cruzando os braços. O canto de sua boca subiu. — Não é engraçado. Não posso acreditar que você deixou ele te machucar. Com um suspiro saudável, Ben levantou os braços, entrelaçando os dedos em cima de sua cabeça. Ainda me olhando. — Isso não deveria ter acontecido — disse. — E a culpa foi minha. Você se machucou com um de seus amigos mais antigos por minha causa. Ele piscou, o esboço de um sorriso desaparecendo. — Não. Deixei Mal dar uns socos em mim, porque ele é um dos meus amigos mais antigos. Merda, ele é mais do que isso. Ele é meu irmão. Quando aconteceu a merda ruim entre Dave e eu no ano passado, ele foi o único que falava com Dave, suavizando-o. Agora, dei a minha palavra para Mal sobre você, e quebrei. Ele merecia estar chateado comigo, e nós apenas colocamos para fora. Fim da história. — Não gosto disto. — Você não tem que gostar. Isso é entre Mal e eu. — Então, o que acho não importa?

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— Não sobre isso, não — ele disse, me olhando diretamente nos olhos. Babacas. Virei de costas para ele por um minuto, me recompondo. Tudo estava fluindo dentro de mim, uma confusão louca. — Nunca tive uma mulher tentando me proteger assim antes — ele disse em voz baixa. — Mal tinha razão, você é feroz. Levantei meu queixo, virando para encará-lo. — Teimosa. Leal. Dei de ombros. — Faminta. Ele riu, empurrando a porta com um pé, vindo em minha direção. Mais uma vez ele deu um beijo no topo da minha cabeça. Sem pensar inclinei-me para ele. Ben veio, de alguma forma, representar calor e segurança. Uma espécie de lar para meu bebê e eu, apesar dos meus melhores esforços para manter uma distância segura entre nós. Mas talvez lar não fosse sobre o coração, exatamente, mas sobre algo mais profundo. Nós tínhamos feito um filho juntos, fazia sentido que haveria uma conexão. Não havia necessidade de levar tudo a sério. Não sei. Meus sentimentos por ele particularmente não me fizeram mais sábia. Eles constantemente me empurravam e puxavam-me em diferentes, confusas direções. Não sabia se já entendi isso. O que sentia por ele, no entanto, e o que sentia por nosso Feijãozinho, era tão extraordinariamente grande. Nunca soube que havia em mim espaço para tanta emoção. Se pudesse unir-me a ele, isso seria ótimo. Talvez ele gostasse de uma casa com cachorro. Ha! Era tudo provavelmente apenas mais uma estranha coisa hormonal em cinco minutos estaria melhor. Uma menina poderia desejar. — Você está bem? — Ele perguntou com um sorriso. — Bem. — Faça-me um favor? — O quê? — Fique fora de lutas. Mantenha o nosso bebê seguro. — Bom ponto — gemi. — Meio que me perdi lá atrás. — Sim, você meio que fez. — Desculpe.

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— Sou um menino grande, Liz. Você pode confiar em mim para me cuidar, ok? Não vou deixar qualquer outra pessoa se intrometer por mim. Vou à academia quase todos os dias com Jim. Não sou nenhuma flor delicada que você precisa proteger. — Ok. Ele colocou as mãos nos meus ombros e olhou para baixo. — E entendo. Eu faço. Merda É complicado, mas se alguém colocar um dedo em você, iria me perder também. Você vai ter que superar isso e perdoar Mal, no entanto. Quis dizer o que eu disse. Isso não é bom. Não há mais luta dentro da nossa família. Quero isso concluído. Dei-lhe um aceno de cabeça. — Vou trabalhar nisso. Mas não há nenhuma maneira que viva com eles. Por muitas razões. Hora para ter o meu próprio quarto. — Liz, você acabou de sair de um estado doente o suficiente para estar em repouso no leito por uma semana. Anne disse que sua pressão arterial ainda será um problema por um tempo. Não acho que agora é a hora de ficar sozinha. E se acontecer alguma coisa? — Qual é a minha alternativa? Jimmy e Lena precisam de seu tempo sozinho agora. Não vou me infligir a eles. Suspiro profundo. — Sim, você está certa. É melhor morar comigo. — Com você? — Perguntei surpresa. — Bem, sim. — Ele abriu os braços. — Sempre pego dois quartos. — Gosto do meu espaço. Muito espaço para você. — E quanto a suas festas noturnas? Não quero ser um infortúnio, mas... — Elas vão para outro lugar. Foda-se, Vaughan e Down Fourth podem fazer em seu quarto, por exemplo. Não é um problema. Caí em alívio. Também funcionou bem para esconder o entusiasmo correndo por mim. Ben e eu morando juntos. Uau. Quem diria. — Parece ótimo! — Legal. — Ele bateu as mãos, esfregou-as juntas. — Isso vai funcionar bem. Nós engrenaremos, trabalhando em ser amigos e tudo. Além disso, não tenho que me preocupar de você ficar sozinha. — Amigos. Impressionante.

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Essa palavra. Tinha que traduzi-la para alegria em minha mente. Fazer funcionar. Ben e eu gostaríamos de sermos amigos. Amigos, amigos, amigos. Ele levantou a grande mão. — Me dê um cumprimento, amiga. Assim fiz, batendo a palma da mão contra a sua com grande entusiasmo. Campeão, isso dói.

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Capítulo Nove Depois de Saint Louis veio Washington, DC, seguido de Filadélfia. Até então não pensei totalmente sobre perdoar Mal. Bem, para começar a perdoar Mal. Por mais que todo mundo gostava de racionalizá-lo, a memória dele dirigindo o punho no estômago de Ben ainda era muito fresca. Minha mão ainda se contorcia cada vez que ele se aproximava. Não podia evitar. Ben e eu vivendo juntos não foi um passo astronômico para um futuro romântico brilhante e bonito que poderia ter, secretamente, estupidamente esperava. Mas isso era o meu problema, não dele. Definitivamente não teve mais abraços. Como um companheiro de quarto, ele foi muito educado e frequentemente ausente. Sim, Ben era um menino ocupado. Ele emergia de seu quarto como um urso pardo e as nove tomávamos café da manhã juntos, o que foi legal. Durante uma hora mais ou menos assim nós conversávamos sobre panquecas ou ovos Benedict ou qualquer coisa. A conversa geralmente girava em torno da minha saúde e o filme que vi na noite anterior. Em seguida, ele desaparecia para fazer alguma coisa para a banda. Não sei bem o que ele fazia, mas, aparentemente, ele levava o dia todo e até tarde da noite. Então, voltava a me sentar na frente da TV, com a esperança de vê-lo quando ele entrasse em qualquer momento. Em vez disso, acordava em minha própria cama, toda manhã. Todos estavam muito simpáticos. Só precisava de algo. Ainda. E dane-se, esta noite, faria. Hoje à noite, a minha paixão por ele chegaria ao fim. Ele tinha que fazer. O homem realmente foi um inferno para o meu coração. — Lembre-me novamente por que estamos aqui — disse Anne, deslizando o braço em volta dos meus ombros. — Para a festa.

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— Estamos aqui para a festa? — Como você pode duvidar disso? — Alisei a grande camiseta preta para baixo sobre a minha pequena protuberância na barriga. — Desde que nós não estejamos aqui para espionar Ben. Zombei. — Como se fosse fazer isso. — Porque, você está tão perto dele. — Grande coisa. Nós somos amigos. Anne fez um zumbido. — Amigos não deixam amigos perseguir seus amigos. — Você e eu não somos amigas, somos irmãs. Totalmente diferente. —Minha boca emitiu particularmente um grande bocejo. Ugh. Gestação realmente nos modifica. — Você tem que suportar e apoiar, não importa que porcaria maluca eu faça. — Vocês dois ainda compartilham a suíte, mas não o quarto, né? — Você realmente quer saber? — Perguntei curiosa. Ela suspirou. — Você está grávida de seu bebê. Desisto. De todos os homens que poderia ter escolhido para você, ele não está nem remotamente na lista. Mas no final do dia, a escolha é sua, não minha. Balancei a cabeça, satisfeita. — Só quero que você saiba que tem opções. — Assim como quando éramos crianças, Anne girou uma mecha do meu cabelo em torno de um dedo e deu-lhe um puxão. Dei um tapa em sua mão, o mesmo que sempre fiz. Ela agarrou meus dedos e segurou firme. — Mal e eu conversamos. Porém, você quer fazer isso, estamos felizes em ajudá-la. Se isso for morar com a gente ou o com quem for. — Aprecio disso. — E sobre as chances de você e Ben não resolverem as coisas, você não precisa se preocupar com dinheiro. — Ben não vai me deixar pendente assim, Anne. — Só estou dizendo... — Eu sei. Mas acredite em mim, não preciso me preocupar com dinheiro. — Não. Você não precisa. — Sim, realmente não preciso — disse, voltando para encará-la. —Ele colocou uma boa quantia de dinheiro em minha conta antes da turnê começar.

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— Huh. — Anne arregalou os olhos. — Bom. Isto me faz pensar melhor sobre o barbudo. — Está bem. — Pelo menos ela mudou de apelido, não o chamando de Exterminador. Sentamos amontoadas em uma única poltrona grande, observando a festa pós-show. Quando mudei para uma das suítes de Ben, a festa mudou de localização, foi para o quarto de Down Fourth's. O baterista da banda dividia a menor suíte com sua namorada. Ela deu mais do que de boas-vindas, e um pouco surpresa, quando batemos na porta. Tinha o pior sentimento que Anne estava certa, embora, não deveria ter vindo. Não a esta sala, esse passeio, nada disso. Além disso, aparentemente meu humor registrava atualmente em torno do nível de merda. Caramba. Não, isso não funcionou. Porcaria. Sim, porcaria literalmente, por não achar uma expressão melhor... — Odeio ter que ser cuidada, que, de repente, já não sou eu, sou uma condição, uma máquina de fazer bebê. — Inclinei minha cabeça contra Anne com um pobre suspirar. — Deveria ter ficado em Portland e trabalhando na livraria. Não pertenço aqui. — É claro que você pertence aqui. Não seja tola. Dei um meio sorriso para ela. — Soou patética. Rápido, me bata com um peixe molhado ou algo. — Se ao menos eu tivesse um a mão. Este bebê certamente fez de você uma pessoa interessante para estar ao redor. Nunca sei que humor estará quando chego perto. — Você não tem ideia. Precisava tanto ficar com alguém... meus sonhos são apenas um fluxo interminável de pornografia. — Oh-ok. Então vá em frente, me fale sobre ele. Vou tentar ter a mente aberta. — Não há muito a dizer. — Vocês dois pareciam bastantes confortáveis um com o outro quando ele invadiu a nossa ala de suítes para salvá-la de sua irmã má e do cunhado malvado. Levantei minhas sobrancelhas.

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— Desculpe — ela disse. — A maneira que ele estava preocupado com você, fazendo elogios, falando que cuidaria dos dois parecia que estavam se dando bem. Acredito que isto não é mais o caso, já que você está claramente infeliz e estamos à espreita aqui, esperando que ele apareça. — Estamos sendo muito educados um com o outro. Estamos sempre passando mensagens de texto, ele me verifica constantemente, e se precisar dele, ele está lá. Mas... Eu não sei. É como se estivéssemos realmente sem dizer nada. Partilhamos o mesmo espaço, mas estamos vivendo com uma distância. Ele faz as suas coisas, e eu faço as minhas. Ele se levanta e vai, volta tarde depois de beber aqui com esses caras. Ela franziu a testa. Como explicar isso? Era tudo uma bagunça. — A coisa é, não posso ter ele quando estou vivendo com ele. A proximidade não funciona. Só me transformou em uma maluca pervertida, com esses hormônios da gravidez pulando para cima, cheirando a sua roupa suja. — Você cheirou a roupa suja dele? — Anne me deu um olhar de poucos amigos. — Foi apenas uma camisa. Ela limpou a garganta. — Certo. Ok. — De qualquer forma, isso não parece certo, a forma como as coisas estão. Invadi seu espaço privado, aceitando a oferta de mudança. Foi uma má jogada. Então, estive pensando sobre ir para casa ou ter o meu próprio quarto. — Não vá. Volte comigo e Mal. Prometo que vou manter os barulhos sexuais sob controle. — De jeito nenhum. Ainda tenho esses flashbacks horríveis à noite e acordo chorando, com medo de que algum macaco sexuado vai me atacar. — Sorri baixinho – não poderia contê-lo mesmo se tentasse. Então, não tentei. — Engraçadinha — ela disse secamente. — Obrigada. Me diverti. — Odeio a ideia de você estar por conta própria. — Eu sei. Mas serei uma mãe solteira, Anne. Estou sozinha, é um fato da vida. Faz tempo que me acostumei com isso. — Dei de ombros. — Eu sei que você

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e Mal querem fazer o que podem, e aprecio isso. Sério. É o feijão da sorte. Ela terá uma família incrível com todos vocês. — Ela realmente terá. Dei ao joelho de Anne um aperto amigável. — Estou feliz que podemos falar sobre isso. Senti falta de falar com você. — Desculpe, estava te julgando muito. Foi apenas difícil, com todos os nossos planos para você estudar e tudo mais. — Sim, eu sei. Nós estávamos apenas nos reaproximando. Depois dos últimos meses, acho que precisávamos. — Continuo dizendo que ele e eu estamos indo para sermos apenas amigos — disse, deixando tudo para fora, despejando toda a triste história sobre ela. — Há uma parte profundamente estúpida de mim que ainda tem esperança, no entanto, que não quer aceitar isso. Não posso sentar em seu quarto de hotel esperando ele voltar para casa, para que possamos ter algum momento mágico juntos que consertará tudo e fará tudo certo. Ele e eu nunca seremos assim. Só tenho que aceitar. Minha irmã só olhava para mim. — Você gosta realmente dele, não é? Bufei. Não sei, só me pareceu ridículo que ela ainda estava em negação depois de tudo. — Desculpe. Acho que sempre pensei que era alguma paixão que você ia superar — ela disse. — Mas não é. — Não. Mas já passou da hora de seguir em frente. Você estava certa lá. Por isso estamos aqui, esperando por ele para fazer uma aparição. Irei vê-lo em ação, batendo papo com mulheres sexy, e espero compreender a profundidade da minha tolice. Então, vou dizer a ele que é hora de ir e buscar o meu próprio quarto ou ir para casa. — Peguei meu copo de limonada da mesa de café e tomei um gole. Anne inclinou a cabeça, me estudando. — Você está apaixonada por ele? Boa pergunta. — Apenas pensei... Talvez vê-lo em ação não seja o que você precisa — ela disse. — Talvez se posicionando fosse funcionar melhor. — Exigindo que ele me amasse? Não acho que funcionaria.

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— Humm. Mas voltando à pergunta inicial. Você o ama? — Não tenho certeza se eu mesma sei o que é o amor. — Dói? O ar aparentemente ficou escasso. Olhei para a minha irmã, confusa com a pergunta e ainda entendendo completamente. E essa pergunta – não queria responder. Precisava me concentrar em minhas definições. Feijão. Ser mãe. Coisas assim. — Bem? — Perguntou ela. — Sim. — E Deus, eu odiava. A verdade aparecendo. Lentamente Anne assentiu, sem sorriso no rosto. — Sinto muito. — De qualquer forma. — Meu sorriso tão incrivelmente plástico. Foi uma maravilha meu rosto não rachar. — Quando ele chegar aqui, vou falar com ele. Enquanto isso, garota festeira, essa sou eu. E tenho a sensação que será assim a noite toda. — É quase meia-noite. Estou impressionada que você conseguiu ficar acordada por tanto tempo. — Você só está dizendo isso porque estive dormindo por oito horas todas as noites esta semana. Ela sorriu. — Espera. Mais tarde vamos ficar completamente loucas e tomar doses de leite morno. Será incrível. — Vivendo no limite. — Eu sei, certo? — Me virei para olhar por cima do ombro para o meu novo, sempre presente sombra. — Você pode fazer as honras da casa e deitar, Sam. — Estou ansioso por isso, senhorita Rollins. — O segurança me deu um aceno austero, sem tirar os olhos da sala. Caramba. Ele brincava e sorria com os membros da banda. Testemunhei isso com meus próprios olhos. Eventualmente eu o cansava. De fora no corredor veio à cantoria inconfundível. Stage Dive finalmente chegara. Ou alguns deles. Mal entrou na sala, à procura de sua companheira, enquanto que Ben apareceu em um ritmo mais calmo, conversando com um cara que não reconheci. O cabelo de Ben estava penteado para trás, a barba bem

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aparada. Imaginei que ele tinha mudado de camisas após o show, porque esta era uma preta de abotoar, perfeitamente passada. As mangas estavam enroladas, e alguns botões abertos. Ele parecia adorável. Inferno, ele se parecia com o amor. Harpas, anjos, tudo isso. Deus, era fraca. Realmente tinha que começar a ter tudo sob controle, por causa da minha própria sanidade mental, se nada mais. A multidão de repente parecia ao máximo da capacidade. Acho que um monte de gente tinha saído lá embaixo no bar do hotel, esperando as pessoas importantes chegar. O louco baterista pulou atrás de Anne, estendendo a mão. Com um sorriso, ela colocou os dedos nos seus lábios. — Quem é essa criatura sobrenatural que vejo diante de mim? — Ele perguntou. — Você está deslumbrante aos meus olhos, misteriosa estranha. Preciso saber quem você é imediatamente. — Sou sua mulher. — Sabia que você parecia familiar. — Ele beijou as costas da sua mão, virando-se para descansar sua coluna contra a parte inferior da cadeira, entre as suas pernas. — Foda-se, esta foi uma longa noite. Adrian arrumou uma entrevista após o show. Da próxima vez lembre-me de matar essa pequena doninha. — Você tem que fazer isso. — Faz uma massagem em meus ombros, por favor, docinho — ele perguntou, estalando seu pescoço. — Eu machuquei. Anne começou a esfregá-lo. — Reservarei uma massagem para você amanhã. — Você é a melhor. — Ele me deu um tapinha no joelho. — Lizzy, você está falando comigo hoje? — Ainda não decidi — disse. — Não é o que parece futura mamãe. Melhor acabar com essa besteira. —Ele sorriu. — Benny sabe que você está aqui? — Não tenho que relatar o meu paradeiro a ele — gaguejei. Mal riu. — Não? Isso deve ser interessante. — Diga a ele, Sam. — Bebi a minha limonada.

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— Senhorita Rollins é adulta, uma adulta independente — o homem da segurança relatou obedientemente. — Aposto — Mal disse. — Cinquenta mangos como ele transporta sua bunda para fora daqui nos próximos cinco minutos. — Apostado. — Sam apertou sua mão. Danem-se os dois. Se tivesse que escolher, no entanto, Sam conseguiria a vitória. Sem graça, mas com grande efeito, me contorci e levantei, manobrando o meu caminho para cima e para fora da cadeira. — Estou indo para o banheiro das mulheres. — Oh agora, vamos lá. Você não pode esconder-se dele — gritou Mal. — Isso não é justo. Apenas sorri. — Benny, olha quem está aqui! Ora, é a pequena e doce Liz, e ela está indo dormir. Você não acha que deve fazer algo sobre isso? Idiota. Soltando palavrões, fugi de Mal como um pássaro. De jeito nenhum ele ganharia a aposta. Ia falar com Ben quando estivesse malditamente bem curada e pronta. Com toda pressa, abaixei a cabeça e fui para o banheiro. A grande coisa sobre a gravidez é a maneira que você basicamente sempre precisa fazer xixi. Torna-se um passatempo tão incrível. Sam ficou de guarda do lado de fora quando abri a porta e entrei fechando e trancando-a. E wow, e quanto a isso. O banheiro estava ocupado. — Oi. — Levantei a mão. — Liz, oi. — Vaughan riu, virando de lado para se cobrir. — Acho que me esqueci de trancar a porta. Meu rosto estava pegando fogo. — Acho que sim. Desculpe a intromissão. — Meu erro. Mas é bom ver você. — É bom ver você também. — E ver assim muito dele. Olhei atordoada. Nossa, o homem era bem bonito. O que fez com meu corpo já hormonalmente necessitado de sexo era uma preocupação. — Sim. Ha. — Estava querendo falar com você. Como você está? — Ele perguntou, passando a mão livre pelo cabelo molhado. — Bem.

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— Ouvi dizer que você estava doente — ele disse. — Foi apenas um resfriado. Estou bem agora. Sentindo-se bem melhor. — E com tesão. Descontroladamente com tesão. O menino não entendia o quanto perto de ser atacado ele estava. — Isso é péssimo. Fico feliz que você está melhor. — Obrigada. — Enquanto meus olhos ficassem em seu rosto estava bem. Faz tempo que tive alguma ação na parte de baixo. Não havia necessidade de minhas bochechas parecerem uma usina termonuclear. Não era legal ter toda a atenção. É evidente que o próprio homem não tinha nenhuma hesitação sobre sua nudez. — Como está a turnê? — Ótimo. Muito bom. — Excelente. — Olhei para o chão. — Sim. Devo sair? — Não, fique. Foda, vai saber quando teremos outra chance de falarmos sozinhos. — Ah, ok, com certeza. Você talvez queira envolver uma toalha em torno de sua cintura ou colocar alguma calça? — Em um minuto. Quero te fazer uma pergunta primeiro — ele disse, piscando uma covinha na bochecha. O homem era seriamente bonito. Além disso, era bom saber que era um ruivo natural. Não quis olhar para baixo, apenas aconteceu. Um vislumbre não intencional do seu corpo nu quando entrei. Um homem nu de verdade, ao vivo, sorrindo para mim convidativo, meu corpo gostava da noção e tudo demais. Hormônios loucos. — Droga. — Evitei-o, meu rosto queimando mais uma vez com o pensamento em sua virilha. Caramba. — Você realmente está grávida? — Sim, estou. — Achatei minha camisa tamanho grande novamente sobre a minha barriga. Logo não haveria chance de escondê-la. — Droga. E imagino que o Ben seja papai, né? Minha boca ficou fechada. — Não é tão difícil de descobrir. — Ele pegou uma toalha fora do rack, envolvendo em torno dos seus quadris magros. — Há uma tensão entre ele e o Mal, mas ninguém sabe o porquê. Então você entra na turnê.

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Dei os ombros. Não era o meu negócio admitir qualquer coisa em nome de Ben. Foi somente parte da minha boca grande que Vaughan sabia parte do que estava acontecendo. Ou era magia. Acho que ele era realmente mágico. — O cara definitivamente não gostou da última vez que conversamos — ele disse. — É verdade. — Mas quem poderia explicar por que Ben disse e fez a metade das coisas que ele fez quando veio falar comigo? Duvidava até mesmo se ele tinha alguma ideia. — Em seguida, as festas são feitas aqui, porque de repente você está compartilhando seu quarto. Até mesmo poderia descobrir isso, e aparentemente não sou o mais perspicaz. Apertei os olhos, indignada. — Quem disse isso? Acho você muito legal. — Obrigado. — Ele sorriu, com as mãos nos quadris. Pode ter sido minha imaginação, mas tenho certeza que a toalha estava deslizando para baixo. Cara, se pudesse apenas parar de procurar. Eu e minha mão precisávamos de um tempo sozinha. Mais uma vez. — Também acho que você é muito legal — disse Vaughan, seus olhos suaves, enquanto olhava para mim. — É uma droga a situação do jeito que está. — Sim. — Ou não é? Quantas vezes recebo um elogio de um homem muito agradável, com tais atrativos invejáveis? — Quero dizer, ele e eu não estamos juntos juntos. Sou solteira. Mas sim, definitivamente grávida. Nós dois levamos um susto com a súbita batida. Em seguida, a voz profunda de Ben soou do outro lado da porta, — Liz, você está aí? Vaughan e eu olhamos um para o outro, algo inquieto mexendo dentro de mim. Deus era de quem a culpa? Não tinha nenhuma razão para me sentir culpada. Nenhuma. Embora a ideia de explicar como tropecei acidentalmente dentro do banheiro com um molhado e nu Vaughan provavelmente poderia esperar para mais tarde. Para sempre também seria ótimo. — Espere um minuto — disse de volta. — Ok. — Ele está te tratando bem? — Perguntou Vaughan, sua voz caindo em volume.

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— Acho que ele será um bom pai. — Não foi o que perguntei. — Ele deu um passo mais perto, estudando meu rosto atentamente. Lá fora, a música teve seu volume aumentado drasticamente. Bem na hora. Não sabia o que dizer. Ou pensar. — Eu, hum, aprecio você não dizer nada sobre o bebê para ninguém. — Claro. — É melhor eu ir. — Claro — ele disse. — Ben está esperando. — Certo. Sim. Indo. — Me atrapalhei atrás de mim para a maçaneta da porta, dando-lhe um sorriso um pouco atordoada. Vaughan deu um passo para o lado, para fora da linha de visão. Um encontro surpreendente. Acho que finalmente comecei a avermelhar. Claro, pode ser os seios. Depois que tiver o bebê talvez considere colocar silicone, já que esse era o tipo de atenção que os prendiam. Ha! Apenas brincando. Principalmente. No minuto em que pisei fora, Ben estava ali, esperando para se aproximar. Imediatamente o meu corpo ficou em estado de alerta. Procurei o rosto para ver o seu estado de espírito, ler sua linguagem corporal (levemente impaciente com um traço de não perturbe urso ranzinza). Não poderia haver como negar que Vaughan era bem construído e bonito. Você teria que estar dois dias morta para não ficar ligada ao vê-lo nu. Mas, mesmo assim, Vaughan não chegou a mim do mesmo jeito. No momento em que entrei na órbita de Ben Nicholson, já estava indefesa, incapaz de resistir a sua atração. Coração e vagina tolos. O cérebro sabia melhor, mas ninguém o escutava. As pessoas agora encheram a sala e música explodia para fora do aparelho de som. Ben se inclinou, colocando a boca perto da minha orelha. — Anne disse que queria conversar. Vamos até o quarto, pode ser? Balancei a cabeça. — Tudo bem? — Ele perguntou. E o cara tinha me feito essa mesma pergunta uma dúzia de vezes, de muitas formas diferentes recentemente. Estava cansada de colocar um sorriso no rosto para ele. — Vamos falar lá em cima.

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Ele colocou um braço em volta de mim, me orientando com segurança para fora da sala lotada. As pessoas estavam dançando, bebendo, quem sabe o que. Era um rock ’n’ roll informal. Ficamos em silêncio, esperando o elevador. Quando chegou, estava vazio. — Tendo uma boa noite? — Perguntei, dando um passo para dentro. — Explique-me algo — ele disse, me apoiando contra a parede mais próxima. — Ah, o que? Com braços musculosos apoiados acima da minha cabeça, ele estreitou os olhos em mim. — Ouvi outra voz no banheiro. Uma voz de homem. Não ia mentir para ele. Não tinha nenhuma razão para isso. — Sim, estava conversando com Vaughan. — Você estava falando com Vaughan no banheiro? — Sua cabeça baixa, nariz chegando perto de tocar a ponta do meu. O homem tinha um fogo intenso em seus olhos escuros, não estava brincando. Ciúme de verdade brilhava como chamas. — Você está falando sério? — Perguntei profundamente confusa porque não podia me dar ao luxo de ficar exaltada. A qualquer momento ele faria a sua coisa habitual e correr. Assim como em sua caminhonete naquela noite. Assim como em Vegas. Realmente não acho que poderia lidar com isso de novo. Não agora. Nunca em minha vida me senti tão precária como agora, tão suscetível às mudanças bruscas. — Muito — ele disse, claramente irritado. — Já o avisei sobre você. — Mas você e eu somos apenas amigos, lembra? Ele piscou indignado momentaneamente pego de surpresa. — Nós já tivemos essa conversa e é isso que você disse que queria — disse. — E agora você está parecendo que quer fazer xixi em meus sapatos para marcar seu território. — Balancei a cabeça. — O que está acontecendo aqui? — Nós precisamos conversar. — Sim, boa ideia. — Ele deu em cima de você? — Não é sobre isso — gemi. — Ben, estou querendo o meu próprio quarto. Você tem o seu trabalho e quer o seu espaço, e vou fazer o mesmo. Acho que nós

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vamos conviver muito melhor a longo prazo dessa forma. Isso é o que decidimos, certo? Então é isso que está acontecendo. Decisão tomada. — Por causa de Vaughan? — Ele perguntou, rangendo os dentes. — Vaughan não tem nada a ver com isso. Por que nós vamos ter um bebê. Por causa de você, eu e este ciclo de merda que temos em curso sobre onde eu coloco minhas esperanças e então você foge ou se esconde atrás dos amigos. Isso está ferrando completamente a minha cabeça por dentro. Não é saudável. — Coloco minhas mãos contra o seu peito e empurro de volta um pouco. — Sabe, você finge ser fácil, todo fácil e descontraído. Não há laços ou compromisso, apenas vivendo o estilo de vida rock ’n’ roll ao limite e tudo isso. E sim, isso é simplesmente fantástico, Ben. Bom para você. Mas se é isso que você quer ser, então não vá fazer um conjunto de regras distintas para mim. Porque isso é tão hipócrita como foder. Opa. Outro dólar para o jarro de palavrões. Sua mandíbula deslocou com raiva. Ou a sua barba fez. Tanto faz. — Boa noite. — As portas do elevador se abriram e deslizei para fora, andando tão rápido que estava quase correndo. Hora de pegar minhas coisas. Se não tivesse um quarto vago, partilharia com Anne e Mal esta noite, tomaria outras providências no período da manhã. Cara, estava tão cansada. Poderia jurar que meus membros pesavam mais de uma montanha. Se estava radiante, com certeza não apareceria a esta hora da noite. — Nunca quis estar em um relacionamento — ele gritou de volta para o corredor do hotel. — Parabéns. Você não está. — Respondi rapidamente xingando. — Lizzy! Porra. Espere. Enfiei a chave através da fechadura da porta e empurrei com minha bunda. Não ia prendê-lo para fora, embora fosse tentador. Mas o inferno, um de nós precisava ser adulto. Explodi através da sala de estar indo para o meu quarto, pegando uma mala de viagem dentro do armário. Já estava meio cheia. Quando você só para duas noites em um momento, nunca parecia ter muito sentido desfazê-las. Alguns itens foram pendurados, um casaco e um par de vestidos. O resto foi para o serviço de lavanderia. Havia apenas a minha maquiagem e o lixo

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do banheiro, um par de sapatos espalhados no chão, e estava pronta para ir. Instalação desocupada, Uhuu! — Você vai embora — ele disse, em pé na porta do quarto. — Sim. — Liz... — Hum? — Me virei, esperando por qualquer bobagem que ele tentaria me falar. O homem só ficou lá, no entanto, com cara de sério. E ele não tinha nada. — Provavelmente é melhor — disse. — Não tenho certeza se há alguma coisa que qualquer um de nós poderia dizer agora que iria ajudar. Vamos levar algum tempo para se acalmar e conversar sobre isso amanhã, ok? — Sim. Escova de dente, escova de cabelo, e toda a porcaria foi jogada na minha bolsa de artigos de higiene pessoal, que foi, em seguida, empurrada para o canto da mala. Em seguida as minhas sandálias elegantes de salto alto. Então, tudo estava fora do armário. — Sabe, acho que se nós tivermos o nosso próprio espaço, podemos realmente ser capazes de sermos amigos ou qualquer coisa do tipo. Sem comentários. Apertei o topo da mala e comecei a fechar. Melhor chamar alguém para me ajudar a levá-la, uma vez que duvidava que Ben estivesse com vontade de ser útil. Como se não tivesse sido advertida sobre levantar objetos pesados na minha condição, fui avisada uma centena de vezes. Iria devagar até a recepção e... A mão de Ben deslizou em torno do meu queixo, os lábios pressionando firmemente contra o meu. Minha boca já estava parcialmente aberta; não foi grande coisa para que ele deslize sua língua e esfregue-a contra a minha. Ele beijou-me com determinação, me agarrando. Cristo, podia sentir isso chegando aos meus dedos do pé. Eles enrolaram apertados, junto com minhas entranhas ansiosas. As bordas de sua barba roçando o meu rosto e sua outra mão agarrando minha bunda, me puxando apertado contra ele. O cara já estava engrossando, ficando duro. Foi tão superlativamente, inacreditavelmente bom. Tudo isso. E errado. — O-o que você está fazendo?

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Sua resposta foi o chicote de sua língua quente e molhada contra a lateral do meu pescoço. Cada terminação nervosa em chamas, enquanto ficava na ponta dos pés, apoiando-me nele, me aproximando. Não. Ruim. Isto não era o que supostamente deveríamos fazer, absolutamente. — Oh Deus. Talvez devêssemos falar agora. As mãos do cara, elas eram tão inteligentes. Por baixo da minha camisa e na parte de trás da minha calcinha antes de ter uma ideia para onde elas estavam se dirigindo. Dedos fortes amassavam minhas nádegas, enquanto seus dentes afundaram na base do meu pescoço. Ele gemeu quando minha respiração falhou, meus pulmões contraíram agudamente. — Tenho que ir. Se pudesse manter as pernas fechadas poderia ainda vencer esta batalha. Parecia uma tarefa intransponível, dada a variedade de seu arsenal. O tamanho de sua artilharia. Uma mão mergulhou ainda mais para baixo, acariciando entre as minhas pernas, enquanto a outra segurava a parte de trás da minha cabeça. Era impotente, a batalha perdida. Deus, sussurrei. Tudo bem, então estava muito excitada para pensar direito e meus hormônios estavam em aberta rebelião. Qualquer tentativa de pensamento racional coerente foi impiedosamente morta no altar do meu desejo. Caramba. — B-Ben. Em um movimento, provando que ele era de fato um dos grandes nomes do rock 'n' roll, ele chutou com sua grande bota preta minha mala para fora da cama de casal, enquanto mergulha-me de volta em seu braço movendo a mão para frente da minha calcinha para aplicar pressão sobre o meu clitóris da maneira mais surpreendente. Santo inferno. Estrelas dançavam diante dos meus olhos, estava tão pronta para acender para ele. Vegas não tinha nada em mim. Alguém realmente precisa dar a ele um prêmio, no entanto. Algo a ver com multitarefa e de movimentos sexuais quentes e merda. Que sequência. Minhas costas bateram no colchão e ele subiu em cima de mim, situando-se entre as minhas pernas. Foda-se, ele era lindo. As fortes linhas das suas maçãs do seu rosto e o olhar mal-humorado vai-ficar-me-expiando na escuridão dos seus olhos. Não conseguia recuperar o fôlego, mas isso não importava. Meus seios

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lutando contra seu peito era sua própria recompensa. Era perfeitamente possível que atualmente possuía os mamilos mais duros e mais felizes em toda a criação. Eles estavam tão sensíveis. Quem disse que a gravidez não podia ser divertida? Ele cobriu minha boca com a dele, beijando-me estupidamente mais uma vez. Cara, ele tinha um gosto bom. Todo o tempo ele manteve seu peso em um cotovelo, colocando nenhuma pressão sobre minha barriga. As coisas que ele poderia fazer com sua mão livre foram maravilhosamente executadas para cima e para baixo do lado de fora da minha coxa, deslizando-a para cima, até debaixo da minha camisa para traçar minhas costelas. Mas espere... Não podia desistir tão fácil. Foi vergonhoso. Tinha estado no meio de fazer um ponto e tudo. — Estava saindo. Eu estava. Sem resposta dele. Em vez disso, seu pau duro esfregou para frente e para trás entre as minhas pernas, me fazendo arquear. Um par de calças jeans e um par de cuecas demais. Esse era o problema agora. Engoli em seco. — Não acho que os amigos que são apenas amigos se destinam a fazer isso. Sem comentário, ele sentou, agarrando as costas de sua camisa de botão e puxando-a pela cabeça. Seu peito era tão bonito. Tão duro e grande, que fez o meu QI cair para o tamanho do meu sapato. Tudo sobre ele faz. A máquina de sexo barbuda me transformou em uma tola que só sabia gaguejar. É triste, mas é verdade. — Ben, não posso simplesmente me espalhar sobre você no minuto em que você decidir que quer alguma coisa. Sentado sobre os calcanhares, ele agarrou minhas duas pernas, segurandome contra ele. Tirou meus sapatos, seguido rapidamente por minha calcinha. — Espere. Ele não o fez. — Talvez não esteja interessada em fazer sexo com você. — A mentira descarada. Mas estava ficando desesperada por algum tipo de comunicação com ele, do tipo não física. — O que você acha disso? Seu olhar sobre mim, ele segurou minha calcinha até o nariz.

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— Oh meu Deus, não cheire minha calcinha. Ben! Um sorriso lento se espalhou pelo seu rosto. — Isso é terrível. Você não me vê por aí fazendo coisas como essa, não é? Não. — Devido a não usar nenhuma calcinha, elas não poderiam pegar fogo. Sorte. Ele jogou o inocente pedaço de pano molhado de lado. — De qualquer forma, a minha vagina está fora de controle. Isso não prova nada. Ele deu um beijo suave contra um dos meus tornozelos gordo, dando-lhe um bom olhar por cima. — E não olhe para os meus tornozelos. Você sabe como me sinto sobre eles. — Tentei recuperar minhas pernas, mas ele segurou firme, envolvendo ambos os braços ao seu redor, mantendo-os em seu peito quente. — Por que você está fazendo isso? Lentamente, ele começou com uma mão massageando meus pés. Bom, mas isso não vem ao caso. — Diga algo. — Você disse que não havia nada que poderia dizer para consertar as coisas — ele murmurou, sua boca quente molhada beijando o lado do meu pé, sua barba fazendo cócegas da maneira certa. — Pensei em apenas mostrar a você por que você deve ficar. — Sexo? — Parece ser o que você quer agora. Bufei. — Foi você quem começou. O bastardo sorriu. — Diga-me mais sobre a sua boceta estar fora de controle. Isso me interessa. — Não. — Eu e a minha boca idiota. — Não há nada a dizer. A combinação letal de seus lábios suaves, quentes e a barba elegante estavam fazendo-me pirar. O calor e a força de seu corpo. Toda vez que ele me tocava, podia jurar que havia brilhos dentro da minha pele. Luzinhas me queimando na mais doce maneira possível. Como diabos uma garota deveria competir contra isso? O homem tinha superpoderes sexuais e eu era só eu, disfuncional, a maioria das vezes.

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— Por que você quer que fique? — Perguntei, a voz sempre tão ligeiramente suplicante. Nem sabia para quê. Os dedos envolvidos em torno de meus tornozelos, esfregando suavemente. — Por causa do bebê? — Não — ele disse. — Por causa de tudo. — O que seria tudo... Sua testa enrugou. — Não sei. Quis dizer o que eu disse. Nunca quis estar em um relacionamento. Mas então você nunca quis ter um bebê tão jovem. Acho que nós dois apenas vamos ter que descobrir à medida que avançamos. — Hum, não. — Fechei os olhos com força. — Ben, nós estivemos aqui antes. Você acha que quer alguma coisa comigo, mas, em seguida, é tudo demais e você corre. E está tudo bem. Está tudo bem para você apenas se concentrar em sua música, a vida livre e fácil, e não querer estar em um relacionamento permanente. O que não é bom é você começar a acender minhas esperanças de novo, porque, honestamente, isso tudo realmente é uma porcaria. E isso foi a minha opinião profissional de estudante de psicologia, honestamente ali. — Liz. — Não. Não posso fazer isso de novo. Ele ficou em silêncio. Muita emoção correu através de mim, o meu corpo em desacordo com a minha sensibilidade. Porra, isso era difícil. Recuei dele e comecei a engatinhar para fora da cama. Um grito longo em um agradável banho de água quente era o que eu precisava. Além disso, sair. Este hotel tinha um excelente chuveiro e estaria fazendo bem a mim mesma. E talvez um pouco de sorvete também. Realmente era um excelente remédio para o coração partido. — Espere. — Um braço forte me parou, me puxando de volta contra o seu corpo. Apenas fui. O homem tinha os músculos para me colocar onde ele queria e já demonstrou isso em diversas ocasiões. Gostar de estar em seus braços apenas teria que ser ignorado. — Por quê? — Chorei. — Vamos lá, Ben. Dê-me uma razão legítima. Por que deveria ficar?

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— Devido a isso. — Sua mão grande aberta sobre minha barriga, sua pele bronzeada um contraste gritante com a minha própria. — Por causa de nós. Fizemos um bebê, Liz. Você e eu. — Ben... — Shh. Relaxe. Dê-me um minuto aqui. Fácil para ele dizer; ele não estava tendo mais um colapso emocional. Hormônios transportando fogo. Que quisesse-o tanto não estava ajudando em nada. A frustração sexual pareceu me possuir. Mas o risco de dano emocional era também extremamente alto. — Não sabia que estava tão crescida. — Seus dedos acariciavam delicadamente minha barriga. — Foi apenas uma semana. — Sim — funguei. — Ela meio que explodiu. Seu nariz se aninhou no meu pescoço, seus lábios me dando beijos suaves. — Você já viu algo mais surpreendente em sua vida? Nosso bebê crescendo dentro de você. Balancei a cabeça, cobrindo sua mão com a minha própria. — Eu entendo. — Então, compartilha comigo. Quero vê-lo todos os dias. Quero saber como vocês dois estão, o que estão fazendo, e ser uma parte das coisas. — Apesar de suas palavras suaves, não podia evitar, estava tensa em seus braços. —Você é linda. Relaxe. — Tente relaxar com um enorme tesão esfregando contra suas costas. Estou tentando terminar com você, nós não estamos juntos mesmo, e seu pênis não está ajudando. Em seguida veio o riso suave, mas ele não fez nenhum movimento para remover seu tesão da área ao redor das minhas nádegas. — Você vai ter que passar por cima desse seu ciúme — disse. — Eventualmente, vou conhecer alguém. Você não pode ser um homem das cavernas cada vez que um cara vir falar comigo. Com bebê ou não, você não tem o direito, Ben. — Então me dá o direito. — Assim, você pode me deixar com medo e me fazer fugir? Não.

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— Merda. Olha, não consigo te esquecer, Liz. Esse é o problema. — Ele apoiou o queixo no meu ombro. — Você é a única garota que eu quero. Acalmei. Bem, além do cenho franzido. — Isso é sobre o problema erétil? Porque você não parece ter um grande problema no momento. — Não tenho um problema erétil. Tenho um problema com você. Meu pau tem mentalidade própria, aparentemente acha que você é a dona. Mas há mais do que isso... — Caralho não pensam. Já passamos por isso. — Nós estávamos errados. — Huh. Então, tenho um pênis de animal de estimação. Ok continue a falar. — Curiosidade definitivamente conseguiu o melhor de mim. — O que mais? O calor inundou o lado do meu pescoço enquanto ele pressionava o rosto lá. — Não é possível, porra, suportar a ideia de alguém tocá-la. Revirei os olhos. Homem de Neanderthal. E enquanto ambos eram pontos interessantes, nenhum constituiu uma ocasião para qualquer mudança real na nossa condição de amigos. — Não é apenas sobre o bebê. — Ele resmungou. — Não tenho tanta certeza sobre isso — disse, descansando minha cabeça contra o seu ombro. Sou uma tola, mas era agradável, aproximando-me dele. Além disso, ele me pegou primeiro. — É a verdade. — Prove. — Provar? Como diabos deveria fazer isso? — Eu não sei. — Cristo. Tudo bem. Só usei Sasha... — O resto era uma bagunça resmungou. Sua boca quente pressionado contra o meu pescoço, sufocando as palavras. — O que você disse? Mais resmungos. — Ben, fale com clareza. Com um gemido, ele levantou a cabeça, inclinando-se para me olhar nos olhos. — Só usei Sasha para chegar a você. Sabia que não podia ser apenas uma

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coisa casual, e Mal ficava perguntando o que aconteceu em Las Vegas, se eu saí com você ou o quê. Então ele começou a dizer que você estava saindo com alguém e ele pensou que estava trazendo-o para a festa. — O quê? — Perguntei, enrugando meu nariz. — Sim. — Por que diabos ele faria isso? — Por que você acha? — Deus esse homem é como um agitador de merda. — Outra moeda para o jarro dos palavrões. Ele estaria financiando a educação universitária do Bebê Feijão e primeira casa a este ritmo. Um ano sem trabalhar em turnê pela Europa, talvez. — Sempre foi, sempre será. Então convidei Sasha para aquele jantar para esquecer você. E estava sentindo sua falta, e não iria falar comigo, e pensei que você estava trazendo outra pessoa. Apenas balancei a cabeça. — Eu não sei se estava só tentando fazer ciúmes em você ou se uma parte tentava me fazer seguir em frente ou o quê. Ela era uma mulher legal. Meu queixo se ergueu. — Você pensou que ela era legal? — Você não pensou isso? — Não acho que ela foi tão legal — disse com uma voz sem um traço de esnobismo. Nem mesmo a mera sugestão. — Não? — Só estou dizendo, pensei que ela estava sendo um pouco sabe-tudo, realmente. Arrogante. E seu cabelo era idiota. Então... azul. O cabelo dela era incrivelmente legal, mas de jeito nenhum que admitiria isso. O silêncio atrás de mim era ensurdecedor. — O quê? — Nada — ele disse numa voz que implicava nada além. — Oh cale a boca. — Suspirei. — Tudo bem, ela era um pouco legal. —Em algum ponto, comecei a tocar com os dedos, entrelaçando-os com o meu, tocar e brincar com eles. Este era o problema com Ben. Para mim, ser íntima com ele vinha muito facilmente.

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— De qualquer maneira — ele disse. — Isso foi tudo antes de eu saber sobre o bebê. — Isso foi uma coisa profundamente imatura para fazer com ela. — Sim — ele disse solenemente. — Não é de admirar que ela fosse louca. Um aceno de cabeça. Seus dedos acariciando o lado do meu rosto com ternura. — Teria ido medieval, te cortando em pedaços, se eu fosse ela. — Disse. Suas sobrancelhas desceram em um olhar feroz. Apenas dei de ombros. Colhe o que planta, baby. — Tive de pagá-la para manter silêncio sobre você. Adrian e os advogados resolveram. — Não! A cadela. — Humm. Deixei escapar um suspiro. — Então, nós provamos que nos comportamos como se estivéssemos de volta no ensino médio. O que isso prova? — Que nós precisamos entender essa coisa entre nós. — Pensei que isso é o que estamos tentando fazer. Uma mão segurou meu queixo. — Não quero lutar contra isso. Tenho feito muito para combatê-la. Quero dizer ir devagar e descobrir isso. Minha testa era uma massa de rugas, podia sentir. Duvido que o meu coração estivesse muito melhor. — Querida? — Não confio em você, Ben. Sinto muito. Gostaria de poder me sentir de forma diferente. Mas continuo tentando fazer isso com você, e pensando que você também quer e... — E continuo fodendo. — Sim. Pensei que ele fosse me deixar ir, correr de volta para a festa e lamber suas feridas com outra pessoa talvez. Mas ele não fez. Em vez disso, ele se estabeleceu na cama, de costas para a cabeceira da cama, levando-me com ele, me organizando em seu colo. Não lutei com ele.

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— Você está com raiva? — Perguntei, perplexa. — Como dizer... — Um ruído baixo, malditamente sexy, saiu de suas cordas vocais. — Lizzy, quando você diz que não confia em mim, me faz sentir como se quisesse mandar todos a merda e fico uma fera. — Isso é uma resposta compreensível e um pouco violenta. — Mas a nossa história é uma merda complicada — ele disse, esfregando a boca e barba eriçada contra a parte de trás do meu pescoço, provocando arrepios na espinha. Ah wow sim. Precisava usar meu cabelo para cima o tempo todo. Isso foi divino. — E como você disse, nós estamos esperando um bebê — ele disse. — Verdade. — Mas não estou fugindo neste momento. Diga o que quiser. Destrua-me. Vou ficar. — Você quer? — Sim. — Mãos habilidosas separaram minhas pernas, pele quente calmante até minhas coxas. Cristo, adorava quando ele me tocava. Pra caramba. — O que você está fazendo? — Perguntei, ainda que levemente ofegante. — Nada. As costas dos dedos correram minhas coxas, traçando um caminho com os nós dos dedos. Quase chorei quando ele parou na minha boceta e virou. — Não acredito em você. Nitidamente, ele dobrou a minha saia, expondo tudo. Um som de puro sexo vibrou em seu peito, percorrendo em minha espinha. — Foda-se, Liz. Olhe para você. Amo a sua boceta. Senti falta. — Mm. — Meus ombros tensos, o aumento mais elevado. — Ben... — Está tudo bem. — A sensação é perigosa. — Não. Isso é bom — ele murmurou, dentes beliscando minha orelha. —Você tem meu pau em uma coleira. Poderia muito bem ter o resto de mim. — O que isso significa? — Significa que desisti de esquecer você e estou focando em entrar em você em vez disso.

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— Nenhuma dessas declarações estão me tranquilizando, Ben. — Inclinei minha cabeça para trás, torcendo para o lado para que pudesse ver seu rosto. Parecia sincero. Mas então, cometi esse erro uma vez ou duas antes. — Explique seu discurso de não-rock 'n' roll, por favor. — E você disse que Sasha tinha atitude. — O canto dos lábios tremeu. — Significa que vou fazer com que você confie em mim novamente. Eu? Eu não tinha nada. Olhando para mim o tempo todo, ele enfiou dois dedos na boca para molhálos. Então ele muito lentamente traçou de frente e para trás por cima dos meus lábios, me fazendo ofegar. Tudo lá eram espasmos de alegria. Deus me ajude. Se esse homem adivinhasse até que ponto eu lhe pertencia, estaria condenada. — Foda-se, querida. Você realmente está fora de controle. Mal toquei em você. — São os hormônios do bebê. Eles são psicopatas. Ele sorriu. Esse sorriso – não confiava nele. Mas inferno era bonito. Meu coração e minhas entranhas floresceram. Uma onda de calor e emoção caiu através de mim. Era perfeitamente possível que estivesse apaixonada por esse barbudo idiota, Deus me ajude. — Você realmente quer que confie em você? —Perguntei. Ele desenhou círculos lentos em volta do meu clitóris antes de deslizar a ponta de um dedo para trás e para frente através de mim. O homem lentamente brincou comigo. Pura tortura requintada. — Sim — ele disse. — Realmente quero. — Você está falando sério sobre isso? Nós? — Estou. — Ainda não quebrando o contato visual, ele deslizou um dedo em mim. — Você está muito molhada. — Sim. Você sabe, é meio difícil de concentrar em uma conversa quando você está me apalpando. — Podemos falar tudo o que quiser depois. Prometo. — Ok. — Fiz um barulho lamentável na minha garganta, meus músculos se contraindo ainda mais. Minhas próprias mãos eram garras, cavando em suas coxas, cobertas pela sua calça Jeans.

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— Quero dizer, você começou quente comigo em Vegas. Mas isso... Querida, Cristo, isto é foda. — Eu me masturbo. Muito. — Não mais — ele rugiu. — Cuidar de você é o meu trabalho. Confie em mim, Lizzy. Não vou te decepcionar novamente. O dedo dentro de mim procurou um ponto doce e começou a massageá-lo com facilidade de um especialista. Só que simplesmente, ele me virou do avesso. Era uma misericórdia meus mamilos não criarem buracos através do tecido da minha camisa. Eles com certeza estavam duros o suficiente. Empurrei meus ombros contra seu peito sólido quando o seu polegar massageava para trás e para frente meu clitóris. Raios e estrelas cadentes e todas as coisas boas. O mundo inteiro era um branco. Sufoquei um grito na minha garganta. Ou pelo menos parte dele. Oh cara maldito. Fiquei ofegante em seu colo, minha pele supersensível, o suor na testa e nas costas. Era perfeito. Ele gentilmente segurou minha boceta com a mão. — Ainda posso te sentir pulsando. Estiquei e me abri lentamente voltando para a Terra. Todo o prazer era meu. — Você realmente precisava disso. — Sim. — Me virei, abraçando contra seu peito. Se permanecesse do lado, a colisão seria bastante feliz. E que, grande homem agradável, confortável ele era. Especialmente útil quando se tratava de orgasmos também. Seus dedos eram muito superiores aos meus, eu tinha que dizer. — Você vai dormir comigo agora? — Ele perguntou, incrédulo. Balancei a cabeça, fechando os olhos. Porra, ele cheirava bem. Eles deviam engarrafar o seu suor. Compraria em grandes quantidades. Enquanto isso, seu tesão continuava a pressionar no meu quadril. Má sorte, amigo. Já estava relaxando. Não podia fazer. — Você queria ir devagar — disse. Estrondo desapontado veio de baixo de mim. — Você realmente quer ser meu namorado? — Perguntei, entreabrindo um olho.

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Uma mão alisou o tecido da minha saia e ele arrastou-nos para baixo da coberta, ficando confortável. — Namorado? Huh. — Sua voz rouca e profunda rolou através de mim, me embalando ainda mais para o sono. — Nunca fui o namorado de ninguém antes. — Não? — Não. Braços me cercaram, a sua barba roçando minha testa enquanto ele se volta contra as almofadas. — Seu namorado — ele meditou. — É uma grande decisão. Você deve levar o seu tempo, pense nisso. Deixeme saber quando você estiver pronto para falar sobre isso novamente. Sua testa enrugou. — Você com certeza está levando numa boa. Já era a hora, francamente. Deus sabe, perseguir o homem não me levou a lugar nenhum. A garota poderia bater seu cérebro contra uma parede de tijolo por muito tempo antes de ver que era hora de repensar as coisas. Dei os ombros e deslizei minha mão até o seu lado, cada vez mais perto. Sua pele era tão suave, seu punhado de pelos no peito delicioso ao toque. Tudo nele era realmente delicioso. Com toda probabilidade, até mesmo as unhas dos pés me emocionariam. Não quer dizer que estaria fazendo isso muito fácil para ele. — Liz? — Hmm? — Esta posição namorado... ela vem com regalias? — Pode ser. — Tenho de dormir com você e tomar banho com você? — Sim. Ele fez um barulho feliz. — E quanto a tocar? Posso sentir seu gosto? — Razoável. — Tenho que dizer querida, seu corpo sempre foi lindo. Mas é sério, você está mais linda agora do que nunca. — Sério? — Perguntei, levantando minha cabeça para dar-lhe um olhar curioso. — Na maior parte, só me sinto inchada e gorda.

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Uma grande mão em concha segurou uma nádega, esfregando. — Foda. Você é toda curvas suaves e está carregando o meu bebê. Nunca pensei que seria um grande tesão – nunca pensei nada sobre isso. Mas é querida. — Huh. — O que mais está envolvido nesta merda de namorado? — Ele perguntou, sua voz retumbante saiu do seu peito chegando em meu ouvido. — Esta merda de namorado? Sério? — Desculpe. Você sabe o que quero dizer. — Ele me deu um aperto. — O que mais? Vamos lá. — Tudo certo. Deixe-me pensar. — Passei meus dedos por sua barba, deslizando para trás através dos bigodes macios. Poderia mentir para ele a noite toda, felizmente, ouvindo seu coração batendo forte e estável dentro de seu peito. Sentindo a ascensão e queda rítmica de suas costelas a cada respiração. Para encontrar-me lá e sabendo que esse homem especial estava vivo e escolheu estar comigo, aqui, agora. Isso soou apenas como o céu. — Sabe, realmente não tenho certeza. — Disse em uma voz calma. — Nunca tive um namorado oficial antes. Mas temos de estar lá um para o outro, e nós temos que conversar. Não vejo como isso poderia funcionar de outra maneira. — Hmm. — E, obviamente, nós seríamos exclusivos. Um grunhido. — Se você decidir que é o que você quer, então vamos lentamente e descobrir juntos, acho. — Sim. — Ele esfregou a palma da mão suavemente para cima e para baixo nas minhas costas, suavizando a tensão. — Ben, não quero tirar a sua liberdade. Só quero um lugar em seu mundo. Um passo importante. Ele esticou o pescoço, inclinando meu queixo para cima para me fazer olhar para ele ao mesmo tempo. — Querida, você tem sido importante desde o primeiro dia. Não apenas a garota para quem continuava voltando. Não importa o quão longe corria, não conseguia tirar você da minha mente. Nunca foi assim com outra mulher.

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— Não? — Não. Dedos esfregando meu pescoço, cada vez melhor. O silêncio caiu entre nós por um tempo. — Quero ser seu namorado, Liz. Não poderia impedir o sorriso se tivesse tentado. — Eu gostaria disso. Ele afastou o cabelo do meu rosto, olhando para mim. — Ok. — Ok.

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Capítulo Dez Dormi bem naquela noite. O meu homem tatuado superou facilmente os travesseiros do hotel em termos de conforto. Dormimos com nossas roupas íntimas para que tudo fosse lentamente. Nunca passara toda a noite com um homem antes, sexualmente ativa ou não. Mas o que poderia ter sido um pouco estranho, Ben fez certo. Ele se encaixou na minha vida, como se pertencesse ali. Meus sonhos foram adequadamente pervertidos, embora isso não fosse novidade. Acordar com a cabeça de um homem entre as minhas coxas, no entanto, foi uma mudança bastante dramática e bem-vinda. A língua molhada quente arrastando através dos lábios do meu sexo, assustando o inferno fora de mim. Meus quadris empinaram, os olhos de repente estavam bem abertos. — Ben. O que você está fazendo? — Engoli em seco, o cérebro ainda em modo de dormir. — Lambendo a boceta da minha namorada — ele disse. — Benefícios, lembra? Mãos segurando minhas pernas abertas, os dedos cavando a carne das minhas coxas. Então ele fez isso de novo, a coisa de lamber. Gemi e me contorci, tentando fugir, mas não realmente, porque inferno. Era o Nirvana. — Ah está bem — suspirei sorrindo. A sensação da barba de um homem roçando suas partes íntimas não pode ser adequadamente explicada em palavras. É um prazer tátil. Suave, delicado e surpreendente de todas as maneiras. Meus músculos tensos cavando o colchão. Onde minha calcinha estava, não tinha ideia. Nem interesse. O que meu namorado estava fazendo, no entanto, me interessava profundamente. Sua língua sacudiu para frente e para trás sobre o meu clitóris, então sua boca sugou meus lábios. Habilidades orais do homem estavam fora do gráfico. Essa atenção aos detalhes. E o entusiasmo, o homem estava morrendo de fome e eu era a sua refeição. Enfiei minha boceta no seu rosto, ofertando e recebendo tudo o que ele estava dando.

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Mas a energia bruta entre meus quadris, baixo em minha coluna não foi o suficiente para me conter. A sensação gloriosa construiu e construiu, cobrando todo o meu ser, iluminando os meus membros. Gozei forte, chamando seu nome. O prazer me rasgou em duas, minha mente rodando lá em cima. Eu era tudo e nada. Apenas flutuando no éter, apreciando o alto. Mas ele não terminou. Ele subiu até o meu corpo, empurrando sua cueca boxer para baixo com uma mão. Uma, duas, três vezes ele bombeava seu pau duro, derramando sua semente quente nos meus seios e barriga. Sua testa pressionada contra a minha, a respiração quente em meus lábios. — Hey — murmurei, ainda tentando encontrar o meu fôlego. Ele me beijou, os lábios cobrindo o meu, a língua entrando. O sabor rico encheu minha boca enquanto seus dedos acariciavam minha barriga, esfregando seu esperma em minha pele. — Bom dia — ele sussurrou, ainda suspenso sobre mim em um cotovelo. Essas maçãs do rosto perfeitas, as curvas molhadas de seus lábios, meus dedos o buscando. Poderia felizmente tocá-lo durante todo o dia. — Ben. — Hmm? — Outro beijo, desta vez mais suave, mais doce. Estava por baixo dele, dizimada. Tantas coisas que poderia dizer, que queria dizer. Mas lenta era a palavra chave aqui. O que ele fez com meu coração e minha mente não pode ser descrito. A maneira como ele encheu meu coração até transbordar assustou-me. — Bom dia. — Não se toque — ordenou, em voz baixa, rouca. — Fazer você gozar é o meu trabalho agora. Você precisa de mim, chame. Chego até você assim que puder ok? — Uh-huh. Ele beijou-me um pouco mais, fazendo minha cabeça girar. — As coisas foram devagar o suficiente para você? — Claro. Ele sorriu, e bom Deus, tudo o que podia fazer era olhar. Houve um homem mais bonito na terra? Acho que não. Seu foco em mim era completo, tal sentimento

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era inebriante. Os olhos escuros nunca se afastaram do meu rosto, como se ele estivesse me memorizando. — Nós estamos fazendo o certo, Liz. — Sua mão cobriu minha barriga, os lábios roçando minha bochecha. — Sim. — Não tinha palavras. Não quando ele era assim. As bordas dos seus lábios se ergueram. — Vamos lá. Hora do chuveiro.

*** Ainda estava no banheiro, arrumando o meu cabelo e aplicando um corretivo e rímel e um pouco de brilho, quando ouvi Ben e Sam conversando na sala de estar. De jeito nenhum queria ouvir. Simplesmente aconteceu. — Com o Mal do jeito que é, a banda já está sob tensão — Ben disse. — Apenas não estou certo de que deve adicioná-la à mistura. Espere, eles estavam falando de mim? Mas, estava basicamente vivendo e excursionando com todos. Isso não fazia sentido. — Amo Martha, mas todos nós sabemos como ela é — Ben continuou. — As coisas estão mais estáveis agora. Pode ser bom para ela — disse Sam. — Além disso, ela não vai fazer merda com todos juntos lá e ela está por conta própria, agindo como a rainha da festa em Nova York e torrando dinheiro. — Não sei. Sam emitiu um som. — Ela ainda faz os documentos de vez em quando. A partir de uma perspectiva de segurança, seria mais fácil fazer com que todos fiquem na mesma órbita, se não sob o mesmo teto. Notícias vão bater sobre as gravidezes eventualmente. Seria bom manter todos perto. Esse é o meu único ponto. — Sua preocupação com a Martha não é mais pessoal do que isso? — Não sei o que você está falando, o Sr. Nicholson. Apareci curiosa, interrompendo a competição muito viril em curso. — Oi pessoal. Problema? Ben sacudiu a cabeça. — Para que são irmãs, senão para foder com a sua vida agora e, em seguida, certo?

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— Basta pensar nisso. — Sam bateu-lhe no ombro, em direção à porta. — Até mais, senhorita Rollins. — Tchau. — Virei para o meu namorado, fiz um carinho por cima de sua camiseta, puxando-o mais perto para um beijo. — Qualquer coisa que precisamos falar? — Não. — Ele me deu um sorriso gentil e um beijo ainda mais suave. Seguido por um tapa na bunda. — Vá fazer suas coisas de menina. Vou me encontrar com Jim para uma corrida. Tentei dar uma pancada em sua bunda, mas errei feio. — Sim, é melhor correr, amigo Ele riu todo o caminho para fora da porta. Segurei o sorriso bobo no rosto por mais tempo ainda.

*** — Acho que estão se perguntando por que chamei todos aqui hoje — começou Lena, uma garrafa de água mineral equilibrando em sua barriga. Belo truque. Era por volta de meio-dia. Nós quatro, Lena, Evelyn, Anne e eu, estávamos reunidas com Lena em sua luxuosa suíte que dividia com Jimmy, apenas curtindo. Uma variedade de ostentosos sanduíches, bolos, frutas e queijos foram dispostos sobre a mesa de café diante de nós. Nenhum cupcake, mas havia macaroons e madeleines, que você tem que admitir que fossem quase tão bons. Ev enxugou uma migalha de pão perdida a partir do canto de sua boca. — Pensei que estávamos só lanchando. — Ela não teria feito esse anúncio se estivéssemos apenas lanchando — Anne disse, mexendo açúcar extra em uma xícara de chá doce. — Verdade. Lena sentou-se em uma confortável cadeira damasco, espiando através de seus óculos de aro cada uma de nós, por sua vez. A mulher estava um mês à frente das minhas 16 semanas. Deus me ajude quando eu ficar tão grande. Ben poderia apenas me fazer rolar nos lugares. Gravidez. Portanto, não é natural.

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— Não, nós não estamos aqui apenas para comer — ela continuou. —Apesar de que iremos comer também. O que estamos fazendo aqui é se intrometer na vida de Lizzy, porque amamos e cuidamos dela. Também, porque estar em turnê fica chato depois de um tempo, então pensei, que se lixe. — Ah bom. — Tomei um gole do meu leite morno com café descafeinado. — Você notou que ela tem um chupão no seu ombro? — Perguntou Ev, movendo as sobrancelhas. — Nada para ver aqui. — Puxei o meu colarinho da camisa. — Vamos em frente, por favor. — Ela parece especialmente brilhante esta manhã. — Incrível. Até a minha própria irmã estava entrando no ato. Sem lealdade. — Percebi isso. — Lena puxou um fio de costura da bainha de sua camiseta de grávida da Stage Dive. Tinha de ser pirateada, a qual orgulhosamente proclamava uma inscrição extravagante, JIMMY FERRIS, eu faria isso. Não poderia imaginar que o homem nunca pensou em desenhar nesta vida. — E veja só. Quando Ben passou para pegar Jim para se exercitar mais cedo, o cara barbudo era um menino feliz. Minhas sobrancelhas desceram. — Sem comentários. — Já era tempo — suspirou Ev. — Ele tem sido um maldito mal-humorado ultimamente. — Agora não mais. Ela tem aquele cara andando na luz do sol. — Acho que ela usou magia da boceta sobre ele? — Perguntou Ev, olhandome de uma forma terrivelmente indecente. — Esse é o meu palpite. — Você não é engraçada — disse, na sua maioria sem sorrir. — Anne, faça parar. Minha irmã colocou o seu cabelo vermelho brilhante bem atrás das orelhas e balançou a cabeça tristemente. — Ah, querida. Não posso. Você é parte da família Stage Dive agora. Círculo interno e tudo isso. Melhor se acostumar com isso. — Ben e eu não estamos casados. Nós não estamos mesmo juntos, exatamente.

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— Explique sobre exatamente — Anne disse, se movendo para frente em seu assento. — Não ouvi o que aconteceu ontem à noite depois dos dois deixarem a festa para conversar. — Nós conversamos. Nada mais a dizer. — Nada mais que estivesse preparada para dizer. As muitas mudanças ainda estavam muito frescas. Ainda não tinha analisado todas as informações um número de vezes suficiente na minha cabeça para dar sentido a ela. Supondo que seria, de fato, capaz de dar sentido a ela. Estava hesitante. Minhas palavras foram recebidas com um coro de vaias e até mesmo alguns assobios. Uma pessoa que vai permanecer anônima (Lena) foi tão longe como arremessar um doce em minha cabeça. Doces como projéteis... Eu nunca vi. Felizmente, peguei antes que pudesse fazer contato. Cereja, hum. — Ok, ok! Acalmem-se. — Bom arremesso tem estas senhoras. E uso o termo senhoras vagamente. — A verdade é que, realmente, não sei o que está acontecendo com a gente. — Bem, o que você acha que está acontecendo com vocês dois? —Perguntou Anne, roubando metade da minha sobremesa. A garota tinha sorte que eu a amava. — Boa pergunta. Do modo como vejo existem várias opções. — Fiz uma pausa para beliscar. Oh, esse amanteigado dourado era muito bom, o meu terceiro do dia. Parecia que o meu autocontrole era fraco em todos os tipos de áreas interessantes. É melhor me controlar ou minha bunda seria o dobro do tamanho da minha barriga. Por outro lado, amanteigado dourado me fazia tão-oo feliz, e realmente, não é a felicidade na vida que importa? Aposto que eles ficam incríveis com bacon por cima. — Continue — disse Ev, batendo palmas de forma majestosa. — Conte-nos tudo. —

Bem.

Poderia

estar

usando-o

para

o

sexo

confessei,

um

pronunciamento atendido por vários oohs e ahhs, e vários sorrisos manhosos. — Não posso evitar. Os hormônios do bebê têm me transformado em uma espécie de ninfomaníaca, ele é tão lindo e quente e gostaria de salientar que ele começou. Não iria atrás dele neste momento. E honestamente, você não tem ideia como é bom

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sentir sua barba. A sensação sedosa, os pelos eriçados fazendo fricção contra suas coxas e... — Opa — Anne tapou os ouvidos. — Pare. — Desculpe. — Cara. Queria que essa coisa toda de ninfomaníaca tivesse acontecido comigo — Lena disse. — Só tenho obsessão por tortas. Tão injusto. — Hmm. — Jim é um homem de sorte. Ele é como uma criança no Natal, jogando com esses melões. Não é possível manter as mãos longe deles. — Eles são malditamente impressionantes — disse, enxugando as mãos em um guardanapo. — Os meus estão me irritando profundamente. Nem sequer me incomodava em usar sutiã, agora, de repente, tenho que guardar essas coisas num suporte. Não é legal. — Qual é a segunda opção na história de você e Ben? — Ev perguntou. — Oh. Bem, a segunda, poderíamos ir devagar e tentar sermos namorado e namorada, mas não sei. Ele tem um mau hábito de mudar de ideia quando se trata de mim. — Olhei para o espaço, contemplando muito, mas não conseguindo nenhuma resolução. — Terceiro, no final vamos ser pais e isso tem que vir em primeiro lugar, aconteça o que acontecer. Então, obviamente, colocando isso em três, fui listando as coisas em ordem ascendente ou algo assim. Enfim, se ele quebrar o meu coração em pedaços, mais uma vez, poderia muito bem ter um problema. Portanto, a minha pergunta, visto que todas vocês já insistiram em vir até aqui comigo, é que, deveria tentar algo além da amizade com este homem? — Ele quebrou seu coração em pedacinhos? — Os olhos de Ev ficaram brilhantes. — Isso é terrível. — Eu tinha... Eu tenho um monte de sentimentos por ele. Cada vez que ele escolheu não levar as coisas comigo, doeu. — Caí na minha cadeira, relaxante, dando a minha barriga cheia a chance de fazer a digestão. — Ugh, meninas. Essa é a vida. O que podemos fazer? — Falou como uma estudante de psicologia de verdade — disse Ev com um sorriso. — Obrigada.

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A loira deu um puxão no seu rabo de cavalo. Um traço nervoso bonito. — Sinto muito que você se machucou. Provavelmente, nunca deveria ter-lhe dado o seu número. Sabia que ele não namorava. — Não — repreendi. — Estava um pouco obcecada por ele, verdade seja dita. De uma forma ou de outra, teria-o visto novamente. Ele só ficou comigo. Nem achava ele meu tipo, mas de alguma forma ele é, da cabeça aos pés. — Ele ainda devia ter pensado o que ele queria, muito antes de chegar perto de você com seu esperma. — Os olhos de Anne estreitaram dessa forma mortal familiar. — Você o ama? — Perguntou Lena, cabeça derrubada para o lado. Olhei para o teto, minha mente em um turbilhão. — Ah, como disse, tenho sentimentos por ele. — Esses são sentimentos de amor? — Não quero responder a essa pergunta. — Não? — Ev colocou seu copo de volta na mesa, definindo os cotovelos sobre os joelhos. Estava cercada. Rodeada por amigas bem-intencionadas. Agora, entendi por que Anne estava tão ligada a essas garotas. Elas eram autênticas, gentis e engraçadas. E enquanto era bom saber que suas perguntas vieram de preocupação, contorcia-me no meu assento com a ideia de expor minha situação com Ben e não ser completamente compreendida. Mal tive tempo de pensar sobre a nossa situação na minha cabeça, e, além disso, não quero dizer realmente tudo. — Porque não estou pronta — disse olhando o lustre de cristal pendurado acima de nossas cabeças. A luz solar refletia nas paredes, dividia a luz branca em pequenas fatias de arco-íris. Lindo. — Não precisa ter pressa — Anne disse, agarrando minha mão. — Lentamente — concordei. A porta da suíte foi empurrada e Jimmy e Ben entraram com o suor escorrendo. A bermuda de basquete pendurada baixo nos quadris de Ben. Ele tirou a camiseta e a usava para limpar seu rosto. — Oi, querido. — Lena levantou uma mão e Jimmy agarrou-a, inclinando-se sobre as costas da cadeira para beijar sua bochecha.

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— Camiseta bonita. Como estão minhas meninas? — Ele perguntou, deslizando a mão para cobrir a barriga. — Estamos bem. Com calma, assim como o médico pediu. — Meninas? — Os olhos de Ev iluminaram como luas cheias individuais. — Oops. Era segredo — Lena riu. — Uma menininha! Isso é tão emocionante. Sem resposta de Lena, por conta de estar ocupada com Jim. Uau, eles estavam realmente indo para isso. Não estava tão certa de que sua obsessão por torta era o único reforço hormonal. — Oi. — Ben se ajoelhou ao lado da minha cadeira, camisa suada atirada sobre um ombro. Seu sorriso era todo para mim. Derretia meu interior, me virando em desordem. O terrível poder que tinha sobre mim. O homem deveria ter vergonha de si mesmo. — Oi. — Sorri. — Bom treino? — Sim, Dave nem acompanhou. Foi muito divertido. Como se um sino tivesse sido tocado, Ev saltou. Cães de Pavlov não poderiam ter sido mais bem treinados. — O que significa que o meu marido quente está no chuveiro. Até mais tarde. E ela se foi. — Hum, sim. Reunião foi interrompida — Lena falou entre beijos. Com um olhar final diabólico para o meu novo namorado, Anne igualmente ficou de pé. — Deveria ir ver o que o meu está fazendo. Deixar ele sozinho por longos períodos de tempo é perigoso. Vejo vocês no voo para Nova York. — Até mais tarde. — Acenei. — Terei que deixar sua irmã me dar uns socos também? — Ben resmungou com uma voz rouca. — Ela vai superar. — Pensei que deixar Mal me bater já teria tudo resolvido. — Ela se preocupa comigo. — Coloquei sua longa franja de lado, deleitandose com a liberdade de tocar como gostava. Suado ou não, eu o levaria. — Dê um tempo. Uma expressão de homem.

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— O quê? Não. — Jimmy falou laconicamente do outro lado da poltrona. — Só um pouco — Lena disse, acariciando seu rosto. — Não vou deixar crescer a porra de uma barba. Elas coçam. — Mas... — O que diabos é isso, afinal? — Jimmy me perfurou com um olhar malhumorado. — Você falou com ela de barbas ou algo assim? Dei a ele a minha melhor cara de inocente. O vocalista balançou a cabeça. — Vocês, garotas, não devem falar de sexo, pelo amor de Deus. Nós todos estamos vivendo em cima do outro, sabe como é. — Liz só mencionou os benefícios avançados de comunicação oral — Lena disse, seu rosto a imagem da serenidade. — Você quer que eu seja feliz, não é? — Mantenho-a muito feliz — Jim disse, esfregando a parte de trás do seu pescoço. — Claro que sim, querido. Apenas pensei que você poderia querer pensar em deixar crescer uma. Você sabe, só para tentar algo diferente. Sorrindo em seu no lugar, Ben assumiu a causa. Mais ou menos. — Tornese um homem de verdade e deixe crescer a barba. Você está quase chegando lá Jim. Não se sinta mal. — Vá se foder, florzinha. — Jimmy escondeu um sorriso. — Vocês dois, para fora. Aparentemente tenho que provar meu talento oral a minha garota, mais uma vez. — Desculpe. Foi mal — Lena disse, o olhar nem um pouco arrependido. Ben riu, levantando-se, me levando pela minha mão no caminho. De mãos dadas era bom. O que foi especialmente agradável foi como ele não a soltou. Já fora, a porta da suíte foi bloqueada profundamente atrás de nós. — O que você falou? — Ele perguntou, dirigindo-se ao nosso próprio quarto. — Merda, os detalhes sobre o sexo eram privados. — Desculpe. Conversa de garotas. Empolguei-me. — Hmm. — Suas sobrancelhas se tornaram uma linha infeliz. — Você está realmente chateado? — Perguntei mais do que um pouquinho preocupada.

Relacionamentos

eram

tão

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complicados.

Eu

e

minha

boca


precisávamos tomar mais cuidado e não fazer nenhum comentário sobre ele ou de sua bondosa barba sensual. — Não. Valeu a pena ver o olhar chateado no rosto de Jim. — Ele riu. — Ah bom. — Nós temos duas horas antes do voo — ele disse, olhos escuros me olhando por cima. — Há muito tempo para fazer alguma coisa lenta. Meu pulso passou a residir entre as minhas coxas. O homem tinha o número da minha boceta e ele a usou com zero de hesitação. Namorado sábio, ele era tudo sobre sexo, e tenho que dizer, realmente o respeito por isso. — Acredito que temos que nos conhecer um pouco mais — ele disse. — Você acredita, hein? Ele bateu o cartão através da fechadura, abrindo a porta. — Fiz você gozar com a mão ontem à noite e com minha boca esta manhã. Se lento significa que não estamos fazendo nenhuma penetração por um tempo, então querida, preciso que você tenha misericórdia de mim. Estou precisando desesperadamente de seu punho em volta do meu pau. — Gostaria de fazer isso. — Confie em mim, estive pensando sobre isso o dia todo. Você sentada nua no meu colo, me masturbando enquanto brincava com seus lindos seios sensíveis. Aposto que posso fazer você gozar apenas com isso. O que você acha de fazer algumas experiências e descobrir? Meu corpo tonto, minha respiração com excesso de velocidade. Juro que quase gozo apenas de ouvi-lo falar sujo. O homem tinha talentos escondidos. — Ok. — Essa é minha garota. Quem sabe, talvez você possa até escrever um artigo sobre isso. Comecei a rir. — Não sei nada sobre isso. Ele sorriu para mim, já levantando a minha grande camiseta e tirando sobre a minha cabeça. — Suas calças não cabem mais? — Ele perguntou, inspecionando a faixa presa aos botões do meu jeans aberto. O único meio pelo qual eu poderia mantê-

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los, uma vez que o zíper estava completamente aberto. E estes são os meus de cintura baixa e mais frouxos. — Não há muito que se encaixa desde que engravidei. — Você precisa ver roupas e acessórios de maternidade com Lena. Jim disse que encontrou algumas coisas realmente bonitas — ele disse. — Você está precisando de sutiã também. Não que não goste de olhar, mas isso não pode ser bom. — Você e Jim falam sobre roupas de garotas? Ele me deu um olhar severo. — Jim apenas me deu algumas dicas, por Lena estar mais adiantada do que você e tudo mais. — As roupas não são um problema. Posso fazer caber um pouco mais. — Você não precisa fazer isso. — Quero você confortável. — Não íamos fazer sexo? — Perguntei, cruzando os braços sobre meus seios fartos e checando o quarto. Por alguma razão, não estava com vontade de olhar para ele naquele momento. — Você já tocou no dinheiro que coloquei na sua conta? — Ainda não. Não preciso. — É claro que você precisa. — Ele cruzou os braços também. Não era justo, os dele eram muito maiores do que os meus. O fato era que eles eram musculosos e cobertos de tatuagens, o que me agradava muito naquele momento. Para ser justa, Ben não parece muito feliz mesmo. — O que está acontecendo aqui, Liz? — Nada. Qual é o problema. Pensei que estávamos brincando. Ele só olhou para mim. — O quê? — Perguntei. Um suspiro longo sofrido. Em seguida, os dedos lidaram com as minhas calças em menos de dois segundos, o jeans aos meus pés. — Para cima — ordenou, me levantando do chão. Por fim, o sexo. Passei meus braços e pernas ao redor dele, reencontrando minha felicidade. — Você estava realmente pensando em mim o dia todo? — Sim, estava. E você certamente está na minha mente agora. — Linhas cobriram sua testa levantada. — Então me diga o que é essa besteira sobre você

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não tocar esse dinheiro? É seu para comprar o que você precisa, e claramente você precisa das coisas. — É para o Feijão. — É para vocês dois. — Não gosto de pegar o seu dinheiro. Um grunhido de desaprovação. — Você não aceitou, dei a você. — Parece o mesmo. — Bem. Ok. — Suas mãos em concha na minha bunda, dedos massageando. — Não quero você sentindo estranha sobre isso. E os relacionamentos são sobre compromisso, correto? — Cer-to. — A suspeita era meu nome do meio. — Amanhã vamos às compras e colocar toda a merda que você precisa no meu cartão. — Isso não é compromisso! — Você não quer tocar nesse dinheiro que coloquei em sua conta, então não. Na verdade, você não tem que tocar em qualquer parte do dinheiro. Lidarei com isso. — Ben. — Liz. O fato é, você provavelmente nunca terá o dinheiro que tenho. Desde que a banda começou a ganhar, praticamente tudo o que tenho feito é investir. Não sou como Jim com os trajes chamativos ou Mal com a casa de praia grande. Não preciso de muito, vivo muito simples. Dirijo a mesma velha caminhonete. Tenho despesa, mas é sob controle. — Os olhos escuros me atraíram. — Você fez o seu ponto. Não há nada em mim que pense que você está comigo por causa dinheiro, ok? Agora, não vou ter essa discussão com você toda vez que você precisar de alguma coisa. Você e feijão são meus e cuido do que é meu. Tomei uma respiração profunda. — Estamos numa boa? — Perguntou. — Vou tentar. — Faça mais do que tentar. Confie em mim. Estou aqui para isso. — Isso foi uma coisa muito doce de dizer. — Meus olhos embaçados. Hormônios malucos. — Acho que é porque eu não cresci com muito dinheiro, só...

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Parece estranho mesmo tê-lo lá, não tendo trabalhado para conseguir. Como se tivesse roubado ou algo assim. — Querida, você não roubou o dinheiro. Você me roubou. O dinheiro vem comigo. Ok? — Ok. — Uma lágrima escorreu pelo meu rosto. — Realmente gosto de você, Ben. Pra caramba. — Cristo, porque você está chorando? Vem cá, dê-me sua boca. Fiz o que disse. Depois disso, foi o mais próximo de chorar naquele dia.

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Capítulo Onze Ben foi embora de novo quando acordei na manhã seguinte, em Nova York. Devido aos três shows agendados, estaríamos na cidade por quase uma semana. A coisa sobre estar em turnê era as infinitas possibilidades para as manhãs tardias. Fiquei com muita preguiça na hora em que chegamos a casa. Houve um jantar com a banda na noite anterior, apesar da reclamação de Jimmy sobre todos viverem em cima uns dos outros. Acho que seu eterno mau humor secretamente escondia um cara tremendamente mole por dentro. E sim, era a minha opinião profissional. Peguei ele coçando o queixo, dando a Lena um olhar pensativo, mais de uma vez. Não me surpreenderia se tivesse outro barbudo a bordo, em um futuro próximo. Com meu lado preguiça em mente, encontrei Anne na academia e fizemos exercício de bicicleta por meia hora. A ginecologista que vi ontem me liberou para fazer exercícios leves. Apesar do fetiche ocasional por alguma comida estranha, e a festa do pastel ontem com Lena, não cedi demais. Muita salada e legumes e uma viagem ocasional para o lado escuro das sobremesas clássicas. Dieta total não combina comigo. No final do dia, um feijão saudável e feliz era mais importante do que o tamanho do meu bumbum. Os homens saíram para a passagem de som, seguido de várias aparições na TV antes de entrar no palco. Compras de maternidade poderiam cair no esquecimento por um tempo, nada demais. Um repórter de alguma grande revista de música se juntou a banda, deixando-os ocupados. Aparentemente uma aprofundada na turnê da Stage Dive através da elaboração de um artigo: A história real por trás Fachada Pública. Ben parecia singularmente impressionado com a coisa toda. Mas, então, mexeu pouco com ele. Ele tende a assumir a maior parte das coisas. O que era ótimo. Poderia, eu sei, tornar-me tensa às vezes. Pensava demasiadamente nas coisas. Embora com a nossa genética, era provavelmente uma maravilha Anne e

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eu não termos nos tornado senhoritas loucas aos dezoito anos ou algo assim. Não que estivesse dando desculpas ou sugerindo que repassar a culpa para o comportamento pessoal de uma pessoa era um caminho. Mas para mim, acho que a aura calma e direta de Ben era uma coisa boa. Pessoas com baixo autoestima, medo e mal amadas (Sim. Curso de Psicologia levanta sua cabeça novamente.) duvidam da capacidade de outra pessoa apreciá-las, porque elas não veem o valor em si mesmas. Sabia que merecia coisas boas. Ou, pelo menos, não me contentaria com menos do que uma coisa boa. Em minhas roupas de yoga enroladas para baixo, a parte superior um pouco pequena demais para conter os seios e a barriga, o rabo de cavalo suado, vagava de volta para a nossa suíte. Carvão cinzento com toques de ardósia desta vez. Fantástica vista de Manhattan. Muito boa. O que estava esperando lá dentro, para mim, não tanto. — Você está brincando comigo — a estranha rosnou, olhando para a minha barriga saliente. Coloquei a mão na minha barriga, congelando. A mulher era alta, morena, com o cabelo liso inacreditável. Cerca de trinta anos, talvez. Era difícil dizer, a forma como seu desdém deformou seu rosto de modelo e os lábios vermelhos cor de cereja. Acho que ela era a ligação de Ben, em Nova York ou algo assim. Que estranho. Além disso, como diabos ela conseguiu entrar aqui? — E você seria? — Perguntei friamente. — Se você acha que estará recebendo a porra de um centavo dele, sem um teste de paternidade você está sonhando. E mesmo assim, ele vai lutar pela custódia. Interessante. Ela parecia acreditar que conhecia um inferno de um monte de coisas sobre o meu namorado sem saber absolutamente nada. — Seu nome, por favor? — Perguntei. — Você não é a primeira piranha a tentar essa merda com um deles, e você com certeza não será a última. — A mulher, de agora em diante conhecida como Puta olhou para mim de sua altura superior. — Por que Adrian não me deixou saber não tenho ideia.

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Ela e Adrian eram amigos? Não era um bom sinal. Tudo o que vi e ouvi sobre o empresário da banda me levou a acreditar que ele era um grande filho da puta do nosso tempo. — Ben está esperando você? — Ele com certeza não mencionou visitantes para mim. — Sou bem-vinda aqui. — Sim? Como você entrou, apenas por interesse? — A segurança me conhece. — Uma petulante mexida no cabelo. Cristo, a mulher era como aquela garota que não gostava de encontrar na escola. Incrível como algumas pessoas simplesmente param de se desenvolver depois de certa idade e ficam presas. Por fora fiz o meu melhor olhar calmo e frio, mas por dentro, era um irritante soldado de acampamento infeliz. Que diabos ela estava fazendo na nossa sala? Acho que Ben não teve a oportunidade de romper com essa garota. Impressionante. — Gostaria de um suco? Estou morrendo por um suco. — Deixe-me adivinhar: você é alguma putinha de trailer que pensou em ficar nos bastidores chupando um dos paus dos rapazes e que iria chegar a algum lugar. Acho que ela não queria uma bebida. Mas também, — Você não engravida só chupando pau. Não sou especialista em biologia ou qualquer coisa, mas estou certa disso. A cadela apenas olhou para mim. Ok, então isso não estava realmente indo bem. — Desculpe — disse. Não é desculpa. — Não foi minha intenção interromper o seu discurso retórico. Por favor, continue. Honestamente não posso esperar para ouvir o que você tem a dizer em seguida. A bonita face amassada como um traseiro de gato, a mulher, na verdade, teve a audácia de vir para cima de mim, com as mãos fechadas em punhos. A mulher estava louca. Meu coração batia em dobro, cada instinto protetor em mim subindo em alarme. Bater em mim e no meu Feijão? Acho que não. Felizmente, o bar tinha uma grande variedade de armas em prontidão. A minha favorita era uma garrafa de Chivas. Ergui de um lado para o outro. Estava pela metade. Era pesada o suficiente. De jeito nenhum estaria jogando limpo nessa.

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— Martha — Sam, o homem da segurança, gritou, salvando o dia. Não sei como ele conseguiu, mas estava malditamente feliz em vê-lo. Tendo uma chance, cobriria o seu rosto de beijos. — Coloque a porra da mão sobre ela e seu irmão nunca vai perdoá-la. Eu garanto. A cadela congelou. — Oi, Sam. Você quer um pouco de Chivas? — Perguntei, oferecendo ao musculoso homem de preto a garrafa. — Perfeito. Vou levar isso, posso senhorita Rollins? — Ele colocou a garrafa de volta no seu lugar entre a requintada seleção de bebidas. — Então, você é a irmã de Ben — disse, sugando meu suco de maçã mais uma vez. — Interessante. Sam colocou o celular no ouvido, os olhos parecendo um pouco preocupado nesse momento. O guarda-costas volumoso nunca mostrou o menor sinal de medo antes, não que tivesse visto. Que volta bizarra meu dia tomou. E que cadela-todapoderosa era a irmã de Ben. Enviei uma rápida oração para que esses genes específicos pulassem uma geração ou três. Não me admira que Dave a trocou por Ev. Caramba. — De jeito nenhum ele vai engolir esta merda que ela está vendendo — cuspiu Martha. — Sr. Nicholson — Sam disse no celular. — Sua irmã veio visitar. — Deixe-me falar com ele. — Martha estendeu a mão. O olhar que Sam deu a ela. Opa. Ele ainda fez Martha pausar novamente. O que quer que fosse a história, aposto que era um inferno de um conto. — Sim, senhorita Rollins já a conheceu — relatou Sam no celular. — Só interrompi uma troca de palavras. A situação está um pouco volátil. Ele acalmou, ouvindo o que quer que Ben esteja dizendo. Então, virou-se para mim. — Senhorita Rollins, ele gostaria de saber se você está bem. — Estou ótima, Sam. Tudo bem. — Sorri. Fazia uns bons seis anos ou mais desde que cheguei perto de uma briga. A maior parte de nós, cresce e acaba com isso. No entanto, se Martha era daquelas que teimam em conhecer meus instintos maternais de proteção, então que assim seja.

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Ben e Sam ainda conversavam. Principalmente a conversa do lado de Sam consistia em sim, senhor e assim por diante. — Senhor — Sam disse, eventualmente, — Acredito que posso ajudar a resolver a situação, se eu tiver uma conversa tranquila com a sua irmã? — Um sim definitivo no final. — Sim, senhor. — E ele desligou o telefone. — Senhorita Rollins, você poderia dar a Martha e a mim um momento a sós? — Claro, Sam. — Desapareci para o meu quarto, suco na mão. Minha orelha estava pressionada contra a porta fechada no prazo de dois centésimos de segundo. Ouvir as conversas dos outros é uma terrível falha, eu sei. De jeito nenhum, no entanto, poderia perder essa. — O que diabos está errado com você? — Sam começou, a voz baixa e mortal. — Vi você foder a merda com seu irmão e Dave por anos. A ponto de você ser enviada para o outro lado do país, de modo que parasse de causar problemas. — Quem é ela? — Ela é a garota que o seu irmão pensa que é a porra do mundo dele e está carregando seu filho. Ele pensava em apresentá-la a ela amanhã, depois de dar um jeito na situação — Sam disse. — Ele esperava que você pudesse ajudá-la a comprar algumas roupas de maternidade, uma vez que você conhece a cidade. A cadela zombou. — Você deve estar brincando. — Não. Veja aqui a coisa triste. Seu irmão, na verdade, acredita em você, acha que você cometeu um par de erros, mas que aprendeu com eles e cresceu. Ele não percebe que você é amarga, uma cadela egocêntrica. Aparentemente, ela não tinha nada a dizer sobre isso. — Mas então o amor fode com a forma com que as pessoas veem as coisas. E seu irmão, ele te ama, apesar de toda a merda que você fez ao longo dos anos. — Só quero protegê-lo — ela disse, a voz tremendo de fúria. — Ela está enganando ele, ela tem que estar. Ben nunca foi do tipo que se acalmaria, você sabe tão bem quanto eu. Ele é basicamente um milionário profissional preguiçoso. Ele mal consegue ver além do próximo treino na academia e da garrafa de cerveja. — As pessoas mudam. — Bem, se ele é tão na dela, então, de nenhuma maneira ele está pensando claramente. Ele é simples, Sam. Ele não é como nós. Nós vemos o mundo como ele

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realmente é. As pessoas estão sempre usando os caras, elas sempre estiveram. E essa garota não é diferente, posso dizer só de olhar para ela. Como diabos ela podia. Sam jurou fervorosamente. — Você está certa de que vemos as coisas como elas realmente são. Do que você está realmente com medo, Martha? Preocupada que se seu irmão estando em um relacionamento de verdade, por uma vez, tendo uma mulher e uma criança para cuidar, não estará inclinado a sustentar seu estilo de vida caro? Silêncio. — Você é a usuária aqui, Martha. Você sempre foi. — Foda-se. Ele é meu irmão. — Sim, seu irmão e não a sua conta bancária. Você pode querer aprender a diferença entre os dois um dia. De jeito nenhum. Que diabos. Então essa é a despesa que Ben falou sobre a noite passada, manter sua irmã no estilo de vida que ela aparentemente se acostumou, enquanto vivia com a banda. A única família que ele tinha estava sugando-o. Era uma cadela total. Não importa o que ele disse, duvidava que qualquer coisa que envolva essa sugadora de dinheiro estivesse sob controle. Cara, queria outra chance para balançar um objeto agradável e duro em seu crânio. Mas era o seu dinheiro e família, não a minha. Portanto, não é da minha conta mesmo. Não que parei de ouvir ou sonhar com maneiras desta mulher desaparecer. Estranho, cuidar de Feijão e Ben realmente trouxe o lado violento de mim. Juro que, normalmente, era uma pacifista. — Essa garota. — Ama o seu irmão. E ele a ama. Nunca o vi assim com ninguém e ela é boa para ele. Ele está passando menos tempo sozinho, falando mais, interagindo. Ele está feliz, Martha. — Por favor. Como diabos você saberia? Você é apenas o empregado. — Não seja ingênua. Se você realmente fosse tão estúpida nem sequer teríamos essa conversa. — Ele não pode estar tão preso a ela. Não vi um anel em seu dedo.

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— Isso vai acontecer. Eles estão apenas dando um tempo para eles e para o bebê, antes de fazer a merda oficial — Sam disse, o martelar do meu coração quase me afogando para fora. — Faça alguma coisa para causar problemas para eles e garantirei que você nunca seja aceita de volta entre o pessoal da banda, nunca mais. Sua exclusão será permanente. — Eles são a minha família. — Ela disse em um tom horrorizado. — Comece a agir como tal. Pare de tomar o dinheiro do seu irmão e caminhe com os seus próprios pés. Trate Lizzy e todas as mulheres com algum respeito. Sem resposta. — Você não vai voltar com Dave. Esses dias acabaram. Aceite isso. Se você não quer perder o seu irmão também, você vai aceitar o meu conselho. Um momento depois, a porta da frente se fechou. Em seguida, a porta do meu quarto bateu na minha cabeça. Aii. Espionagem era um passatempo perigoso. — Você pode sair agora, senhorita Rollins. Saí, tomando o último gole do meu suco, fazendo o meu melhor para aparecer blasé sobre todo aquele drama. Diversões brilharam nos olhos de Sam. — É rude ouvir conversas de outras pessoas. — Não sei o que você está falando — disse, meu nariz nas alturas. — É claro que você não sabe. Baixei meu nariz de volta para onde ele pertencia antes que tivesse um torcicolo no meu pescoço. — Você realmente acha que o faço feliz? O cara de terno preto sorriu. Era muito pequeno. Estava lá e foi em um instante. — Você é estudante de psicologia. Pense nisso. Cada um dos caras desempenha um papel na banda. Não apenas um instrumento, mas um pedaço do quebra-cabeça que faz funcionar. Dave o poeta sensível, Mal o palhaço falastrão, e Jimmy o bastardo pensativo. Mas Ben, ele só continua com o trabalho, fazendo suas coisas. Ele é o único com quem não preciso me preocupar quando sai em público. Falta interesse em ser o centro das atenções. O cara praticamente se mistura, sabe? — Sim. Acho que sim.

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— Os outros caras têm mansões e a merda toda comprada, mas ele não. Ele continuou em movimento, vivendo em hotéis, tocando sua música. — Sam me encarou com seu nariz torto. Deus sabe quantas vezes ele foi quebrado. — Você está dando a ele um lugar para pertencer, coisas para planejar, uma vida fora de tudo isso. O idiota nem percebe que ele precisa disso, mas ele precisa. Você está criando laços com ele. Ninguém mais tem dado isso a ele faz um longo tempo. — Você é uma espécie de filósofo, Sam. — Não. — Outro milissegundo de sorriso. — Só uso os meus olhos. É o que sou pago para fazer. Sorri para ele. O meu durou mais tempo. — Se Martha voltar, me ligue. Acho que ela não causará mais problemas, mas com ela... — Você tem isso.

*** Algo me acordou por volta da uma da manhã. A luz de um leitor eletrônico, por incrível que pareça. — Ben? — Bocejei, rolando para bater na carne quente e dura. — Hey. Quando você entrou? — Não muito tempo atrás. — Ele empurrou meu cabelo para fora do meu rosto, prosseguindo esfregando meu pescoço. — Não quis acordá-la. Quer que eu vá ler na sala de estar? — Não. — Esfreguei meu rosto contra suas costelas, respirando o calor do sexo masculino. Divino. Até mesmo o cabelo macio, com aroma de sabão sob os braços funcionava para mim. Quanto à trilha do tesouro que leva de seu umbigo para baixo em sua cueca boxer... o paraíso. Impossível manter meus dedos longe dele. — Você é muito carinhosa. — Ele riu. — Isso é um problema? — O pensamento de que meu apego para ele pode ser chato não passou pela minha cabeça. — Não. Gosto de ter você perto. Significa que posso mantê-la longe de problemas.

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Coloquei meu queixo no peito. — E o que isso quer dizer? — Ouvi sobre seu confronto com Martha hoje. Você estava realmente indo para o cérebro dela com uma garrafa de uísque escocês de vinte e cinco anos de idade? — Se ela tivesse chegado mais perto de mim e do feijão com a mão levantada, é isso aí. Aparentemente, tenho uma raia violenta nos dias de hoje, o que é uma preocupação. Mas não estou disposta a ficar esperando alguém me machucar. — Hmm. — Não iniciaria, Ben. — Eu sei. — Os cantos de seus lindos lábios indo para baixo. — Estou tão triste que aconteceu, querida. Não tinha ideia de que ela reagiria assim. Quero dizer... Eu sabia que ela ia pensar o pior. Ela já viu o suficiente das pessoas fazendo porcaria tentando extorquir a banda ao longo dos anos. Só pensei que estaria aqui para controlar essa merda. Escondi o meu rosto contra o seu lado. Não havia um grande número de maneiras educadas de dizer a alguém que a sua única família era realmente uma idiota da pior espécie. — Esperava que você e ela fossem amigas — acrescentou. Não seria provável, caralho. — O que você está lendo? — Perguntei, fazendo a opção mais segura. — Jim deu para mim. Está carregado de livros sobre bebê. — Ele fez isso? — Sim. — Ben sorriu e levantou o e-reader para o rosto dele. — Você sabia que as contrações são como ondas do mar profundo, rolando pura energia natural através de você? Você deve abraçá-la e abrir como uma flor ao sol da manhã para que seu filho possa nascer. — Isso soa como alguma porcaria fantástica. — Sim, não sei se este livro é tão interessante. Podemos tentar outro. — Ainda não pesquisei sobre o parto em si. Mas estou imaginando a dor, principalmente, as drogas, e gritando besteiras para qualquer um que se aproxime. Um bufo. — Além disso, os bebês precisam de uma tonelada de coisas — ele continuou. — É melhor começar a falar sobre isso. Jim conseguiu um especialista

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para ele e Lena, que vai trabalhar com eles em decorar o berçário e colocar tudo o que precisam. — Uau. — Sim. Talvez valesse a pena pensar, uma vez que ainda estamos em turnê por um tempo. Esfreguei meu queixo contra seu peitoral, tendo pensamentos profundos. — Isso tudo soa muito bem, mas nós apenas decidimos tentar a coisa de namorada e namorado. Nós não temos nenhuma ideia se viveremos no meu apartamento ou aonde. — Verdade. — Ele jogou de lado o e-reader e curvou a mão em volta do meu quadril. — Estava pensando, alguns dos livros disse que yoga é ótimo para a maternidade e prepara para dar à luz e tudo. Lembro-me de você dizendo que gostava de fazer isso, mas não tinha muito tempo ou dinheiro quando estava estudando. — Então não fique irritada comigo aqui, porque não tem que fazer se você não quiser, mas pensei que poderia ser bom se você e Lena tivessem um instrutor especialista junto, para trabalhar com você sempre que quiser. Fiquei de boca aberta. — Você fez? — Jim e Lena disseram que gostariam e pensei que você também poderia gostar. Mas a decisão é sua — ele continuou. — Oh e Jim disse para especialmente salientar que de modo algum estou preocupado com o tamanho de sua bunda ou algo assim, porque não estou. Acho que sua bunda é incrível. Se ela se torna maior, isso só significa que há mais para eu brincar. Só queria fazer algo de bom para você, e eu sei que estar em turnê fica um pouco chato às vezes. E eu pensei... Aliviei suas preocupações o beijando bem e forte. E então beijei-o bem e um pouco mais forte, porque ele pensou em mim. Não importa que ele faça suas coisas totalmente independente de mim. Em algum momento do dia eu estive em sua mente. Eu era importante para ele. Prova disso era que ele estava mais doce do que nunca. Com a respiração pesada, meu namorado me deu um sorriso lento. — Você gosta da ideia. — Amo a ideia. Obrigada. — Amanhã eu mesmo vou levá-la para fazer compras, ok? Promessa.

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— Ok. — Meu peito transbordando de sentimentos calorosos e difusos. Todo o pedaço de emoção inspirado por ele. Nós vamos conseguir. Estávamos. Ele, feijão e eu seríamos a melhor família. A nossa menina nunca duvidaria que ela era amada e cuidada. — Realmente sinto muito sobre a minha irmã hoje, querida — ele disse. — De jeito nenhum você deve lidar com essa merda. — Não quero falar sobre ela agora — disse, descendo em seu longo corpo. — Não? — Não. Estou com fome. — Enterrei meu rosto em seu pescoço, respirando o cheiro dele. Deus me ajude, Sam estava certo. Estava apaixonada por esse homem. Poderia adiar as palavras e negar tudo o quanto eu gostava. A verdade, no entanto, não ia a lugar nenhum. Lentamente. Se nós apenas levarmos lentamente, isso poderia realmente funcionar. — O que você quer? Vou pedir para o serviço de quarto. — Você. — Eu? — Sua voz caiu em pelo menos uma oitava. Beijei primeiro um mamilo marrom liso, em seguida, o outro, revezando, sacudindo a minha língua em cada. — Hum-hum. Com a ajuda dos meus pés, empurrei para baixo, arrastando lentamente mais e mais. A linha de cada nervura e a curva de cada músculo. A entrada do seu umbigo e as linhas de cada lado, que dão para seus quadris. Em pouco tempo, estava cara a cara com sua ereção, que estava forçando o algodão preto de sua cueca boxer. Juro que os olhos do homem estavam em chamas, me observando fazer do meu jeito. Nada foi dito. Mas então, nada precisava dizer. Uma grande tatuagem de caveira decorava seu lado esquerdo, o detalhe e cores surpreendentes. Linhas de uma velha canção de Led Zep cobriam sua direita. O homem era uma obra de arte ambulante. Ele sempre tão solícito levantou os quadris para que pudesse deslizar a cueca até a metade de suas coxas musculosas. Nunca realmente parei e refleti sobre chegar tão perto e pessoal dessa maneira com seu pênis. Uma vergonha. Ele era espesso, longo e ondulado com veias, a cabeça larga, plana, apenas chamando a

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minha língua. Por enquanto, porém, corri a parte plana do meu polegar sobre a pele sedosa, sentindo o cume, onde o ponto doce saía. Ben inalou forte quando o massageei, sua caixa torácica se destacando. Cara, ele era lindo. Seus olhos vibrantes e as linhas dessas maçãs do rosto. Sua boca perfeita e aquela barba. Opa, essa barba. As coisas que ela podia fazer. Se o homem a raspasse, não ficaria com ele até que voltasse a crescer. — O que você está pensando? — Ele perguntou, a voz um pouco acima de um estrondo. Apertei o meu domínio sobre o seu pau, apreciando a sensação dele tão suave e quente contra a palma da minha mão. Bombeei uma vez, duas vezes. — Nada. — Sabe você age muito legal, mas você tem uma veia de menina má em você. Gosto disso. — Não sei o que você está falando. — Devagar e curvando. Inclinei-me, arrastando minha língua pela cabeça chata de seu pênis. Hum, salgado de prégozo. Gostoso. — Brincando comigo assim para começar. — Você não gosta disso? — Segui o cume do seu pau com a ponta da minha língua antes de escavar em profundidade ao seu ponto doce. A cabeça se encaixava em minha boca muito bem – tanto melhor para chupá-lo. — Foda-se — ele sussurrou, quadris se contraindo, obrigando-me a ir mais. Atraí-o forte, chupando e lambendo seu pau grosso, fazendo uma refeição dele. Não houve nenhuma mentira em mim, realmente estava com fome. E agradar meu namorado era o número um no menu. Levei-o tão profundo quanto poderia, tentando fazer uma folga no meu maxilar. Isso realmente requer prática, dada a sua dimensão. Seja como for, duvido que ele se importasse. Com meus quadris acima dele, vestindo apenas uma camisola de alças finas e calcinha, dei-lhe o meu tudo. Se a minha técnica era confusa ou um pouco em falta, Ben não mencionou isso. Arrastei minha língua para trás e para frente até o comprimento dele, traçando as veias e provocando o cume. Então, abri amplamente e levei-o tão profundo quanto poderia. Provavelmente não era muito, mas era o máximo que poderia fazer. Foi definitivamente uma dessas ocasiões que a sucção

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igualava ao amor. Muito amor. O gosto salgado na minha língua, ele gemendo e as palavras de elogio enchendo meus ouvidos confirmou isso. Dar prazer ao Ben era ótimo. O homem grande e peludo estava completamente à minha mercê. Seus quadris começaram a mover, obviamente incapaz de segurar por muito mais tempo e me atirei sobre ele duro. Ele gritou, com as mãos entrelaçadas no meu cabelo, puxando a quantidade certa para acordar o meu couro cabeludo. Essa leve picada funcionou para mim. Ele me segurou para tomar todo o seu esperma. Engoli em seco o mais rápido que pude, limpando o resto com a língua e os dedos. Ele era meu e cuidar dele era definitivamente a minha própria recompensa. As bochechas coradas e caixa torácica trabalhando muito, ele olhou para mim com admiração. Não sei que o que fiz de tão notável, mas foi bom ser apreciada. O homem certamente trouxe a minha vontade de agradar. Ele era bonito logo depois de gozar. Todo atordoado e confuso, com o rosto descansado, em paz. Subi encontrando o meu lado em seu peito. Imediatamente seus braços vieram ao redor de mim, segurando firme. — Desculpe, agarrei seu cabelo, te segurei — ele disse, ainda respirando pesado. — Nunca fiz isso antes. — Foi tudo bem. — Isso nunca vai acontecer de novo. Não sei o que diabos deu em mim. — Hey — disse, levantando sobre um cotovelo para olhar na cara dele. Alguns olhos em pânico estavam ali. — Ben, gostei. Gosto de estar tão íntima sua, que possa fazer isso, fazer você perder o controle um pouco. Ele só olhou. Dei um sorriso para ele e cuidadosamente rolei. — Estou precisando de água. Você quer um pouco? Um aceno de cabeça. — Você realmente não se importa? — Gosto de ir suave com você. Eu gosto. Mas acho que ficar um pouco rude com você agora e, então, é muito divertido também. Sei que estamos tipo que meio limitados com o que podemos fazer com o bebê a bordo. — Dei a minha barriga um tapinha. — Depois, contudo?

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Outro aceno de cabeça, este francamente entusiasmado, até o ponto onde estava preocupada que ele pode dar a si mesmo uma chicotada. Parecia que o meu homem realmente gostava de brincar. — Ótimo — disse. Afinal, o que adianta ter um lindo e grande namorado se você não estava disposta a brincar com ele? Era tudo apenas outra exploração saudável dos limites do nosso relacionamento. Esta articulada cama me deu bons sentimentos. Isso me deu esperança. — Estou ansiosa por isso. — Dei a ele uma piscadela. Gostava tanto dessa coisa de namorada. Vamos lá.

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Capítulo Doze — Lizzy! — Mal saltou perto de mim, arrastando Anne pela mão. — Hey, vocês dois. — Sentei, sob meus calcanhares, derrubando o café do hotel. Meu chocolate gelado carregado com sorvete e calda há muito desapareceu do vidro na frente de mim. Não que estivesse irritada por ter sido deixada em espera. Tudo bem. Ele não me esqueceu, ele acabou se levantando e foi fazer alguma coisa. Confiei nele. — O que está fazendo aqui em baixo sozinha? — Perguntou Anne. — Ben vai me levar para comprar roupas de maternidade. — Quando? Dei-lhe um meio sorriso. — Em breve. — Você não deveria ter Sam ou um de seus seguranças com você? — Perguntou Mal, dobrando seu longo cabelo loiro atrás da orelha. — Não há necessidade. Ben estará aqui em breve. — Quando? — Em breve. — Você continua dizendo isso. — Mal franziu a testa. — Dê-me detalhes. Meu celular tocou na minha bolsa. — Isso provavelmente deve ser ele. Mas não era. Estranhamente, o nome da minha ex-colega de quarto, Christy, brilhou na tela. Nós não nos falamos desde que ela me abandonou na boate. — Olá? — Realmente sinto muito. Isso é verdade? — Veio falando para mim como uma corrida potente. — O que é verdade? — Perguntei. — Que você está grávida? — Ela disse. — Não tive a intenção de dar a foto para eles, mas, então, Imelda disse que estaria tudo bem. Que todo mundo merecia seus quinze minutos de fama. Eles disseram que estavam apenas fazendo uma

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peça sobre a vida no campus. Não acho que você se importaria. Não tinha ideia que eles a usariam para isso. — Quem são eles? — Perguntei, meu interior se torcendo e o medo aumentou e se levantou. — Um repórter do The Daily. — Veja The Daily — disse para Anne. Ela sacou seu celular e ficou ocupada. — Christy, que foto que você deu a eles? Ela fez uma pausa, engoliu em seco. — Bem, eles só perguntaram se eles poderiam usar as minhas fotos do Facebook. Realmente não pensei muito sobre o que estava lá. Esperava que eles usassem uma ou duas de nós em Crater Lake. Você se lembra que sempre amei esse lugar. Mas eles acabaram usando aquela do luau havaiano em uma das irmandades do ano passado. Quando você falava com os caras de Economia. Realmente sinto muito. Sabia qual foto. Todas as meninas foram de biquínis e saias de palha ou cangas. Eu usava calças jeans, cobrindo mais do que a maioria, porque é assim que me sentia confortável. Cada um na sua e tudo. Todo mundo estava afundando em copos de bebida vermelha com cerveja, decorados com aqueles pequenos guarda-chuvas e pedaços de abacaxi ridículos. Um paladar interessante. Um membro da equipe de futebol usava um Mankini amarelo brilhante, aquele horrível biquíni para homens num desafio. Foi hilário. Boa música. Uma boa noite. Então, tomei algumas bebidas em uma festa enquanto conversava com um casal de rapazes, um dos quais jogou o braço em volta de mim em uma tentativa. Estávamos todos sorrindo, apenas aproveitando a festa. Por que diabos um repórter tinha que provocar? As sobrancelhas de Anne se apertaram e ela me mostrou seu celular. Saiu da faculdade grávida com o bebê da Stage Dive. Declaradamente continua vivendo uma vida elevada com seus numerosos amigos do sexo masculino. Sérias preocupações com a saúde do feto. Cabo de guerra cruel sobre a custódia antecipada. Esperada demanda por milhões de dólares em pensão alimentícia. Uma pessoa próxima da banda relata que estão horrorizados. Ben Nicholson ainda se recusa a comentar.

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Com dedos dormentes eu desliguei uma Christy ainda balbuciando. Segundo informações recebidas. Antecipado. Espera-se. Foi tudo tão brutalmente redigido, o pior concluído com perfeição pela foto. Babacas. Eles não têm a menor ideia de quem eu era. Pior, eles não se importam. Qualquer que seja a mentira iria vender. Graças a Deus não tinha um registro juvenil para eles bisbilhotar, fechado ou aberto. Ainda assim, se eles pedirem a certas pessoas para falarem sobre o que eu fazia durante esse ano desperdiçado da minha juventude... Pensamentos aterrorizantes inundaram minha mente. Se Ben e eu não nos acertarmos, se algo acontecer e as coisas ficarem ruins, seria o suficiente para ele reclamar a custódia total do Feijão? Cristo. E o que dizer quando procurar um trabalho? Quem diabos confiaria seu filho a uma psicóloga com um passado como o meu? As pessoas falavam, mas não conseguia entender as palavras. Era como estar debaixo d'água, os ruídos distantes. As bolhas em meus ouvidos eram impossíveis de ouvir. Mãos seguraram meu rosto, derrubando-me. Então, ele olhava para mim, olhos escuros. — Querida? As bolhas estouram a realidade intrusa, empurrando o choque de lado. — Ben? — Vamos subir para a suíte. — Sim — disse, tomando a mão de Ben e deixando que ele me levasse, protegendo com seu corpo. Houve gritos atrás de nós. Uma briga repentina e o clique das câmeras. Seguranças próximos. Tudo aconteceu tão rápido. Acho que os paparazzi seguiram Ben, imaginando que ele os levaria a grávida festeira, a puta interesseira, faminta de dinheiro, prostituta extraordinária em um top de biquíni. Mal e Anne seguiam de perto, entrando no elevador. Suave música de flauta encheu o ar. Ninguém disse nada. Pior ainda, ninguém sequer pareceu surpreso. Além de mim, o que é engraçado. O branco dos meus olhos e rosto pálido estava

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perfeitamente refletido nas portas de metal brilhante. Elas se abriram e Anne agarrou o meu braço. — Deixe-me falar com ela. — Mais tarde — Ben disse. — Agora ela precisa se deitar e relaxar antes que ela caia. — Não vou cair. — Mas eu segurei firme a sua mão para o caso. — Eu estou bem. Anne me deixou ir sem mais comentários. Ainda bem. Não poderia despejar tudo isso em cima dela. Ela era ainda uma noiva tímida, recentemente casada. De jeito nenhum deveria estar com esses problemas. Ultimamente, ela fez mais do que sua parte de direito de irmã mais velha, me acompanhando em consultas médicas, ficando para trás comigo em Portland. A suíte parecia estranhamente quieta depois de toda a comoção lá embaixo. Todo o ruído e pensamentos continuam a fazer barulho na minha cabeça, no entanto. Fora, além das janelas do chão ao teto, a cidade continuava em seu rumo. Cristo, isso estava realmente acontecendo. — Venha e sente-se. — Ele me levou para o sofá de camurça. Desembaracei minha mão na dele, tremendo com alguma emoção. Só não tinha certeza de que, ainda. — Não. Eu... eu não quero me sentar. Ben desabou no sofá, cruzando as pernas, tornozelo ao joelho. Seus braços estendidos ao longo da parte de trás do sofá, assistindo-me andar para trás e para frente. Tantas palavras foram amontoadas dentro de mim, lutando para sair. Se pudesse pensar direito. Nenhum ponto de levar isso pessoalmente, os jornalistas e fotógrafos apenas faziam o seu trabalho. Era apenas um bando de idiotas fazedores de fofocas, mas vamos lá. — Sinto-me tão... Tão impotente. — Eu sei — ele disse. — Eles basicamente me fizeram ser alguma alcoólatra que faz orgias todas as noites da semana. — Esfreguei minhas mãos contra os lados do meu jeans. Ainda presa devido à bandana. Embora as calças não fossem um problema na escala das coisas agora. — Você não é — ele disse, tão certo.

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— Meus inúmeros amigos do sexo masculino — zombei. — Isso é besteira. — Por que isso sempre tem que descer para sexo com mulheres nos meios de comunicação? Com quantas pessoas você já dormiu? — Perguntei, com as mãos nos quadris. — Ben? Sua língua jogada atrás de sua bochecha. — Eu, ah, eu realmente não mantive a contagem. — Eles me transformam em algum tipo de vagabunda e provavelmente você já dormiu com dezenas de pessoas a mais do que eu. Ele deu um aceno cuidadoso. — Centenas? — Arrisquei. Ele limpou a garganta, virando e coçando a barba. — Certo. Não que isso importe. E ainda sou a puta porque sou a mulher. Como se fosse da conta de alguém esse negócio de com quantos um de nós já dormiu ou se gosto de sair para tomar uma cerveja ocasionalmente. Não vou ficar atrás do volante de um carro e dirigir embriagada. Estou tomando alguns drinques com amigos em uma festa e me organizando para chegar em casa com segurança. E se estou bebendo na casa de alguém, não é da conta deles. Esses filhos da puta hipócritas, condenando-me por estas coisas. O que adultos responsáveis fazem em privado não deve ser entretenimento para o mundo em geral. Também não é de forma alguma um juiz viável do caráter de uma pessoa. — Liz. — Desgraçados. — Dei a minha barriga um tapinha de desculpas. — Desculpe filha. — Liz. — Esse padrão duplo entre homens e mulheres me deixa louca. — Sim, estou percebendo isso. — Um lado da boca inclinou para cima. — Você quer processar por difamação? Posso obter os advogados para isso agora, se você quiser. Ver o que podemos fazer. Mas eles provavelmente não podem fazer muito. A imprensa perseguiu Jimmy e nós não conseguimos uma retratação no mesmo jeito das coisas que eles escreveram. Mas se é isso que você quer...

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Com um suspiro, voltei ao ritmo. — Isso está lá fora. Não importa o que foi, isso está lá fora agora. Um aceno lento. — Sim, querida. É. — Eu só... Eu nunca pensei que isso teria impacto sobre o meu futuro assim. Sabia que o estudo teria que esperar alguns anos por causa da maternidade. — Tirei meu cabelo loiro do meu rosto, dando-lhe um puxão feroz. — Sabia que Feijão teria que vir em primeiro lugar, essa é a realidade. Mas, pensei que um dia... — Você vai terminar o seu estudo e praticar a psicologia. Não se atreva a falar esta merda. — Ben sentou-se para frente, os cotovelos sobre os joelhos. — Sempre haverá algum idiota lá fora dizendo algo, tentando te derrubar apenas para fazer um dinheirinho ou porque podem. Porque as suas próprias vidas são uma merda. Você não pode deixá-los ganhar. — Eles estão dizendo isso para uma potencial audiência de bilhões na Internet, Ben. — Não me importo — ele disse, os olhos brilhando de raiva. — Você não vai deixar que esses idiotas ganhem. Você é melhor do que isso. Mais forte. Olhei para ele, espantada. — Você realmente acredita nisso? — Eu sei disso. Desde o minuto que você descobriu que estava grávida você não procurou alguém para culpar. Você decidiu e planejou com antecedência o melhor para o bebê. Fiquei mais alta, só de olhar para ele. Era como se me sentisse mais forte só porque ele acreditava. — Bem? — ele perguntou. — Para ser honesta, estava meio chateada com seu pênis e seus testículos por um tempo. Posso ter chamado seu esperma de alguns nomes ruins. Ele riu. — Sim? Como você se sente sobre os meus órgãos reprodutivos agora? A súbita vontade de queimar a energia em pânico correu através de mim. — Sinto que poderia me incendiar agora. Mais uma vez ele se sentou de volta, braços estendidos ao longo das costas do sofá. Tal, sorriso safado lento no rosto bonito. — Acontece que gostaria muito de apagar esse incêndio para você.

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— Inapropriado falar isso perto de crianças. Há algo de muito errado com isso. — Andei até ele, chutando meus planos. Em seguida desprendi minha bandana da cintura para que eu pudesse empurrar para baixo os meus jeans. Meu top e sutiã desapareceram num piscar de olhos, deixando minha calcinha para a sorte final. O tempo todo Ben sentou lá, me aceitando, a boca ligeiramente aberta em apreciação. — Porra, você é bonita. E adoro quando você fica toda irritada. — Meu belo barbudo. Ele riu, mãos estendidas para os meus quadris. — Ao seu serviço, querida. — Vou cobrar isso de você. — Montei sobre seu colo, sentei com bunda nua e perfeitamente satisfeita em estar assim. Isso era a confiança, dar tudo de mim para ele, não segurando. — Não mais lentamente. Suas narinas inalaram forte. — O que você quiser. — Você. Só você. Nossas bocas se encontraram beijo duro e suave, doce e ganancioso. Tudo de uma só vez. Perfeito. Deslizei minhas mãos debaixo de sua camiseta, puxandoa para cima da sua cabeça. Como é chato, deixar sua boca por um momento. Mas para ser pele com pele, esses sacrifícios devem ser feitos. E inferno, a pele de Ben. Toda a arte de suas tatuagens e seus músculos duros. Suas mãos cobriram meus peitos, sempre massageando suavemente. — Mais ou menos? — Perguntou. — Um pouco mais. — Dedos brincavam com meus mamilos, me levando completamente. — É isso aí. Esfreguei minha boceta nua contra o cume em seus jeans. Quem inventou a roupa? Que idiota. Meus hormônios corriam abundante, minha pele viva com a sensação. Dedos calejados deslizavam até minha barriga redonda, espalhando-se sobre ela. — Você está incrivelmente linda, carregando nosso bebê. — Fico feliz que você pense assim. — Ah, querida. Você não tem ideia. Deixa-me louco. Uma mão emaranhada no meu cabelo, me segurando no lugar para a sua boca. Ele me beijou até que minha cabeça girou. Sua língua explorando minha

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boca, provocante e tentadora. Poderia beijá-lo feliz para sempre. Se apenas o meu interior não se sentisse tão vazio e necessitado. Um polegar brincava com meu clitóris, deslizando para trás e para frente através da ampla umidade, aumentando a minha consciência de quão excitada estava. Como se eu precisasse lembrar. Ele em mim agora era a única batida que atravessa o meu cérebro. Sentia o abrasivo da calça jeans... Bem interessante. Com certeza tinha deixado um inferno de uma mancha úmida para testemunhar isso. Mas seriamente necessitava obter o que estava por baixo e precisava agora. Levantei o mais alto que pude de joelhos, com as mãos puxando a fivela do cinto. — Fora! — Onde estão as maneiras, querida? Que tipo de exemplo que você está dando, hein? Gemi. — Por favor, Ben, você vai tirar as calças para mim? É muito importante. — Claro que sim, Liz. Obrigado por perguntar tão bem. — Ele se contorceu um pouco para baixo, lidando com o botão do cinto, calça jeans e zíper ele era muito mais eficaz do que jamais poderia ser. A espessura da cabeça de seu pênis cutucou a minha abertura lisa. — Relaxe. Tem sido um tempo desde que fiz isso. — Acho que não teremos nenhum problema neste momento. — Molhada como estava, meu único medo era não manchar o sofá de camurça. De jeito nenhum, no entanto, pararia. Móveis caros que se dane. Lentamente, abaixei-me sobre ele. Os lábios inchados da minha boceta se separaram, meu corpo se abrindo para deixar o comprimento grosso dele ir fundo aonde ele pertencia. — Oh Deus, como é bom — gemi. — Sim. Dentes arranhavam meu pescoço, beliscando e enviando uma corrida de emoção na minha espinha. Finalmente, sentei-me em suas coxas nuas, a cintura e zíper da calça jeans levemente coçavam minha bunda. Da próxima vez tínhamos que fazer isso no quarto. Ficar nua e ir para ele. Próxima vez. Porque tinha que haver mais e precisava ser breve.

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Enfiei a mão através do longo cabelo em sua cabeça, fodendo minha estrela do rock, puxando um pouco. Ele abriu a boca, beliscando meus lábios, sorrindo. Dois poderiam provocar. — Você quer gozar, Lizzy? — Com você? Sempre. — Você está me matando. Apesar do meu desafio, ele se estabeleceu para lamber meu lábio inferior, chupando-o. Em seguida, as fortes mãos debaixo da minha bunda assumiram a liderança, gentilmente me levantou, antes de deixar-me deslizar de volta para baixo. Nós dois gememos em seguida. Inferno, tudo isso me fazia sentir tão bem. Seu pênis era pura magia. Não me interpretem mal, porém, só este homem sabia fazer. Ele fez todas as peças me iluminar com a sensação, adorando. Amando-o. Não importa suas brincadeiras, com sua força, ele era tão cuidadoso comigo. Delicado mesmo. Ninguém nunca fez isso, me fez sentir como se eu fosse preciosa. Só ele. Entrei em ação, levantando e abaixando-me com a sua ajuda, montando-o mais forte. Cuidadoso era tudo de bom, mas uma garota sabe o que ela precisa. Precisava dele. Ele encheu meu corpo em todos os sentidos, me deu o que eu precisava de um modo que meus próprios dedos ágeis nunca poderiam. Além disso, emocionalmente, ele deixava a minha mão bem atrás. De jeito nenhum poderia me enrolar quente e segura assim. Dedos cavados em minha bunda, a espessura do seu pênis em meu corpo era uma loucura. Passei meus braços em volta do pescoço, segurando. Sua barba roçou minha bochecha, então sua boca pressionando no canto dos meus lábios. — Você está tão perto, posso sentir — ele disse, a respiração quente na minha pele. — Ben — ofegava. Ficaria envergonhada por ser tão fácil de agradar, mas hormônios loucos de bebê, etc. Precisava disso com ele, não há desculpas. — Preciso gozar. — Vamos lá querida. Mostre-me como é. Ele deslizou mais para baixo, me dando mais espaço para subir e cair em seu colo, me movendo em uma posição melhor, sem colocar pressão sobre minha

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barriga. Com uma mão em seu ombro e outro entre as minhas pernas, estava ocupada. Coxas trabalhando duro, mantendo o deslizar doce entrando e saindo de mim. — Foda-me — ele murmurou. — Algo mais quente do que nunca. Sua linguagem era realmente terrível durante o sexo. Mais tarde, depois que gozar, definitivamente tenho palavras duras com ele sobre isso. Entretanto... — Mais forte. — Pedi, implorei. Um ou o outro. Com toda a respiração ofegante, era um pouco difícil dizer. O sorriso nos lábios de Ben era sua própria recompensa. — Essa é a minha menina má. As mãos sobre meus quadris me bateram sobre seu pênis. Centrando meus esforços em torno de meu clitóris. Perto. Então, bem perto. Senti como se meu corpo estava prestes a ter um estrondo. Energia reuniu-se na base da minha espinha, tudo em torno de onde estávamos unidos. Queria que o pico nunca acabasse. Em seguida, seu pênis se moveu sobre algo maravilhoso dentro de mim e ofeguei. A luz brilhante me cegou, todo o meu corpo enrijeceu antes de liberar completamente. Minha cabeça caiu para frente em seu ombro, tudo tremendo e estremecendo. Ben me segurou com força, seus quadris se dirigindo tão profundo quanto poderia ir. Incrível. Então, meio que morri. Ou fiz uma boa representação da mesma, caindo em cima dele, totalmente flácida. Talvez tivesse acabado de tirar uma soneca bem ali, com ele ainda dentro de mim. Nem um grama de vontade de me mover. Esperemos que não haja vazamento de fluidos corporais compartilhados. Tenho que admitir, porém, realmente não me importo. Mãos corriam pelas minhas costas, traçando cada cume da minha espinha, massageando minha bunda, acariciando minhas coxas. Ele continuou e continuou. Ele apenas tocava cada parte de mim que ele poderia alcançar. Acalmando ou reivindicando, não sei. Mas adorei. O cheiro de sexo continuava no ar, nossos corpos suados, mas colados. Se ficasse meio de lado havia muito espaço para o inchaço da minha barriga. — Confortável? — Perguntou. — Aconchegante o suficiente?

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Balancei a cabeça. — Sinto muito que eles vieram para você com isso, dizendo merda sobre você. — Está tudo bem. — Suspirei. — Você vale a pena. — Querida. — Ele beijou o topo da minha cabeça, do lado do meu rosto. Nada precisava ser dito, não naquele momento. Um dia, em breve, diria a ele. Se ele não podia sentir isso, no entanto, comigo basicamente, tentando subir sob a sua pele para chegar o mais perto que podia dele... Bem, então, o homem era um idiota. Meus sentimentos por Ben Nicholson eram enormes. Épico. No que se refere a ele, com suas mãos passeando em mim, me valorizando, deveria ser bom e verdadeiro. Tinha que ser. Em pouco tempo seríamos uma família. Já estávamos juntos em casa. Acabou que Ben pagou uma conta um tanto alta para limpar o sofá de camurça. O homem jurou que valeu a pena cada centavo. Deus o abençoe.

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Capítulo Treze — O inferno de uma porra de coincidência — Jim disse, acrescentando mais salmão cozido e brócolis ao prato de Lena. — Obrigada, querido. — Ela mergulhou dentro. Era lindo o jeito que ele dava grande atenção a ela. A mulher era claramente o seu mundo. Lena nem bem olhava para algo e ele a servia. Ela se ajeitou na cadeira e ele correu para mais almofadas. A rainha não poderia ser tratada melhor. O amor em seus olhos e os sorrisos suaves cada vez que olhava para ele fez meu coração doer. Era um amor intenso, de modo aberto e honesto. Todo amor, todo relacionamento, era diferente. E de nenhuma maneira alguém que não estava dentro poderia entender como aquele casal funcionava. Deixe que julguem. As pessoas não sabiam merda nenhuma. Atiravam. De qualquer forma, não tinha necessidade de ser o centro do mundo de Ben. Mas me conhecia. Tinha necessidade de estar lá em cima, disputando a primeira posição com a sua música, com sua confiança. Um dia, Ben e eu chegaríamos lá. Sem dúvida. Cada um dos casais Stage Dive era praticamente variações do mesmo. Talvez essa seja a maneira de músicos e artistas amar, como eles se comprometeram. Tudo ou nada. Eles estavam em contato com suas paixões, por isso, essas paixões tendem a ser grande através de suas vidas. Todos nós assistimos ao show hoje à noite para ouvir a primeira apresentação de uma das novas músicas da banda. Não é uma canção de amor lenta, embora houvesse um monte de amor nela. Mais era quente, cru, puro rock 'n' roll, fazendo a garota em mim que gosta de rock malditamente feliz, tipo alguma coisa assim. Um pouco estranho quando você conhece o rapaz e a garota em questão. David gostava de escrever canções sobre sua esposa, e caramba, ele fazia bem. A multidão foi a loucura.

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Ontem nós tivemos um dia de folga. Tendo em conta que a notícia da minha indecente máquina de fazer dinheiro atingiu os jornais no dia anterior, Ben e eu ficamos no hotel. Ele foi bom. Nós dormimos até as dez e tivemos um café da manhã tardio na cama. Mesmo bravamente tratei todas às chamadas não atendidas de minha mãe. Houve alguns gritos e lágrimas por parte dela. Uma quantidade razoável sobre o que os vizinhos pensariam. A coisa era que minha mãe saiu da minha vida há muito tempo, para prejuízo de Anne e eu. Permitindo-a de volta em minha vida era uma espécie de milagre. Sua opinião sobre a minha vida não era necessária. Deixei que ela continuasse por cinco minutos exatamente e então disse a ela que precisava ir e desliguei. Minha vida atualmente ocupava bastante drama sem ela se envolver. Não queria machucá-la, mas não me permitiria ser ferida por ela. E fim. Ben e eu assistimos filmes e fizemos sexo. Na parte da tarde uma infinidade de caixas e sacos de lugares como Pea in the Pod, Neiman Marcus, e alguma boutique chamada Veronique chegaram. Tudo o que uma grávida precisa e mais um pouco. Não me atrevi a perguntar o quanto custou. Ben me deu um olhar. Agora que estamos em um relacionamento temos o nosso próprio olhar, significando uma linha que não deve ser cruzada, respeitei a sua necessidade de sustentar o Feijão e eu, o apoiaria e sabiamente o deixaria fazer. Em 17 semanas, naquela noite olhei bem para o meu jeans e túnica preta de gestante, sendo que ambos realmente combinam com a mudança. Mas voltando à conversa do jantar. — Martha pode definitivamente ser raivosa quando ela decide algo — Mal disse, o braço pendurado em torno do encosto da cadeira de Anne. — Não pensaria que fosse a imprensa, mas, como Jim disse, o inferno de uma coincidência, a história aparecer um dia depois de sua visita. Nós nos sentamos ao redor de uma grande mesa de jantar de mogno na suíte de David e Ev, compartilhando um jantar extravagante. Os chefs nestes lugares sabiam fazer. Comida em abundância. — Não compraria isso. — David se recostou, com os dedos apertando os lábios. — Ela sabia que atingiria Ben também. Para todos os efeitos, ela ama seu

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irmão. De jeito nenhum ela faria qualquer coisa de novo para foder diretamente com ele. — Ela não fez isso. — Ben permaneceu inflexível. E, uma vez irritado, os sulcos na testa e tira fina dos lábios era uma indicação. Coloquei minha mão em sua perna, dando-lhe um pequeno sorriso. Francamente, não apostaria nada, essa cadela louca não deixaria passar. Agora, porém, Ben precisava de mim ao seu lado. Com quase nenhuma evidência, seria cautelosa, não a condenaria ainda. Nem a deixaria perto de mim, no entanto. — O que importa mesmo quem fez isso? Está feito. Minha irmã me deu um longo olhar de avaliação. — Iria acontecer mais cedo ou mais tarde, especialmente com a gente em turnê — Anne disse, tocando minhas costas. — Deus sabe quantas pessoas diferentes a viu entrando e saindo da suíte de Ben, ou apenas os viram juntos em geral. E ela está mostrando agora. Não demoraria muito para colocar dois e dois juntos. Haveria muito dinheiro em jogo para uma história como essa. Especialmente, uma vez que tinha a foto certa para vendê-la. — Exatamente. Duvido que a garota dê um chá de bebê em breve. Mas não vamos assumir o pior até que saibamos mais. Ben deu um aperto de mão de apreciação. — Certo, Abóbora. Isso estava prestes a vazar. O fato é que nós provavelmente nunca saberemos quem foi o idiota inútil que delatou Lizzy. — Mal rodou um copo de vinho tinto antes de virar de uma só vez. — Vamos aproveitar a noite de folga. Vários acenos e murmúrios de concordância. Graças a Deus. — Ouvi Down Fourth dizer que está saindo depois da turnê — Ben disse, uma mão segurando a minha e outra segurando uma cerveja. — Não me diga? — Jim falou, uma mão alimentando Lena com um morango coberto de chocolate. — Mantenha-se assim que vou ser tão grande como uma casa — ela disse depois de engoli-lo para baixo. — Fazer bebês requer um monte de energia.

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— Foi oferecido ao vocalista um contrato solo e seu baterista passou para Ninety-Nine — Ben continuou. — Difícil para Vaughan e Conn — David disse. — A natureza do negócio. Algumas bandas são apenas paradas no caminho para outras coisas. Surpreendente, no entanto. Eles estão juntos há muito tempo. — Mal batia um ritmo com o polegar e o indicador sobre a mesa. —Vaughan é realmente um bom guitarrista com uma voz boa. O ouvi outra noite. Acho que ele ficou preso tocando baixo para eles. Pode ser uma chance para ele negociar até. — Nada de errado com o baixo — Ben disse, dando ao baterista uma olhada feia. — Seja justo, Benny. Não há nada certo com ele, também. — Mal sorriu. — É verdade que baixistas não podem contar depois de quatro? — Diz o idiota que mal consegue segurar dois paus. — Chega — David disse, levantando o queixo. — As garotas queriam um jantar agradável, sem qualquer discussão. — Um sonho nobre — riu Mal. — Falando sério, bandas quebrando acontece o tempo todo. É preciso uma razoável paciência parar aturar todo dia as mesmas pessoas. — Esta sua maneira de dizer que você está fora? — Perguntou Jim, sorrindo no seu lugar. — Porra, cara — Ben disse com uma cara séria. — Sentiremos sua falta e merda. — Espere, qual era o seu nome? — David perguntou, coçando a cabeça. Mal lhes deu uma cutucada. — Ha-ha. Seus merdas inúteis. Vocês estariam perdidos sem mim. David arremessou um rolo de pão para a cabeça do baterista. — Não — gritou Ev. — Não há guerra de comida. Estamos nos comportando como adultos, mais uma vez. Parem com isso. — Está caminhando para ser a polícia do divertimento, noiva bebê — Mal repreendeu, colocando um profiterole de volta em seu prato.

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Um garçom em um terno extravagante entrou na sala, carregando uma bandeja de prata com um único cupcake branco-fosco sentado no meio. Ele parou ao lado de Lena e com grande pompa e ostentação ofereceu-lhe a sobremesa. — O que é isso? — Ela perguntou a Jimmy, apontando para o bolo como se fosse tóxico. — Nós conversamos sobre isso. — Sim e discordei. — Você não pode discordar. — Uma pequena linha apareceu acima do nariz. — Você perguntou, eu disse que não. Fim da discussão. Limpando os olhos azuis impressionantes, o homem recostou em sua cadeira, apoiando o tornozelo sobre o joelho. — Claro que posso. Coloque o anel, Lena. Merda, ele estava certo. Não sei como vi. Mas havia um todo poderoso anel de diamantes sentado em um lugar de destaque no topo do cupcake. Que diabos, ele teria feito Liz Taylor chorar de inveja. Lena estreitou os olhos sobre o homem. — Disse que não. Continuo a dizer não. — Não se preocupe, querida. Você não quer se casar, não vamos nos casar. Mas você ainda estará usando o anel. — Por quê? Por isso é tão importante para você? — Perguntou ela, a boca desenhada em frustração. Ou talvez ela também estivesse um pouco surpresa com o tamanho da pedra. E eu pensava que os anéis de Anne e Ev eram enormes. Este era enorme. — Porque você é minha e eu sou seu. E quero isso bem claro para todos. — Jimmy sentou mais a frente, encarando-a. — Eu te amo, Lena. Coloque essa porra de anel. — Ponha essa porra de anel — ela murmurou, fazendo uma imitação engraçada do homem. Era um show de emoção discreta, a morena muito grávida cheirou. — Honestamente. Você nem sequer disse, por favor. Jimmy revirou os olhos. — Por Favor. — Tudo bem — ela resmungou, arrancando a pedra fora do bolo e chupando a cobertura. Em seguida, ela deslizou o enorme diamante em seu dedo anelar. —

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Vou usar essa coisa estúpida. Mas nós não vamos nos casar. Eu não me importo com o que você diz. Nós nos conhecemos há apenas seis meses. — O que você quiser, Lena. Ela bufou. — Sim certo. Havia uma espécie de silêncio atordoado ao redor da mesa quando Jimmy bebeu um pouco de água mineral e Lena ficou comendo o pequeno bolo. Como se nada tivesse acontecido. Finalmente, David Ferris pigarreou. — Vocês dois, na verdade, apenas vão ficar noivos? Lena deu de ombros. — Sim. Muito bonito — Jimmy disse. Mal segurando uma risada, Ben levantou a cerveja. — Parabéns, pessoal. Eu, David, Mal, e Anne da mesma forma levantamos nossas bebidas em saudação. Com um suspiro, Ev apertou as mãos à boca, os olhos brilhantes de emoção. — Não foi um grande negócio — Lena disse. — É apenas um anel. A maneira que estou retendo líquido, não vai nem mesmo encaixar na próxima semana. Jimmy arregaçou as mangas de sua camisa branca justa. — Não se preocupe. Tenho um bom colar correspondente para que você possa usá-lo por diante. — Você pensa em tudo. — Qualquer coisa para você, Lena. Ela deu-lhe um olhar seco. — E vocês dois? — Perguntou Mal, apontando o copo de vinho recémrecarregado em minha direção e Ben. — Você é o único que restou agora — David disse, seu olhar divertido para Ben. Meu namorado se mexeu na cadeira, soltando minha mão. Ele lambeu os lábios e mexeu um pouco mais, claramente desconfortável com toda a atenção. Justo. Nós estávamos namorando há duas das 17 semanas que estive grávida. Nós nos conhecíamos a apenas alguns meses antes da concepção milagrosa. Agora definitivamente não era a hora de colocar a pressão e se casar.

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— Não sei se sou realmente do tipo de casar — ele disse com uma profunda risada não tão bem-humorada. Merda. Todos os olhos no lugar se viraram para mim, esperando minha reação. De todas as coisas que ele poderia dizer, as mil e uma maneiras de adiar a questão. Deus, um sorriso teria feito o truque. Mantive meu olhar abaixado, concentrando no meu prato quase vazio. Meu estômago se apertou, mexendo, uma estranha sensação de náuseas vagamente cresceu dentro de mim. Enquanto isso, você não poderia ter encontrado um silêncio mais profundo em uma igreja. O toque do celular de Ben quebrou o silêncio. Ele respondeu com um grunhido viril. Será que ainda quero me casar com alguém que atende ao telefone com um grunhido? Não sei. E, aparentemente, nunca precisaria decidir. Ele não era o tipo que se casa. De repente, a segurança que encontrei com ele parecia precária, realmente. A borda que era o nosso relacionamento havia começado a desmoronar sob os meus pés. — Sim... Com certeza, deixa entrar. — Ele se virou para mim, parecendo aliviado para mudar de assunto. — Ah, Martha está aqui. Ela quer pedir desculpas a você pelo o outro dia. Olhei para ele. — Está tudo bem, não é? — Ele perguntou, obviamente referindo-se a sua irmã. Infelizmente, ainda estava presa ao seu anúncio incrível. A porta se abriu e a própria mulher entrou, de cabeça erguida e uma grande bolsa de couro preta pendurada no ombro. Um breve flash de dor atravessou seu rosto com a visão de David, seu nariz enrugado para Ev. Ben afastou-se da cadeira e se levantou, indo para o lado dela. — Faça-o bem — ele ordenou em voz baixa. Como se tivesse algum interesse em um pedido de desculpas, de boa ou de outra forma, a partir desta mulher. As palavras de Ben giraram ao redor e dentro da minha cabeça. Nós nunca falamos mesmo sobre casamento, não realmente. Acho que os contos de fadas foram se desenrolando no fundo da minha cabeça, ainda as fantasias habituais de tule, seda e amor eterno. Os pombinhos. Bolo.

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Sim. Nem tanto, aparentemente. Precisava sair agora. Ficar sozinha por um tempo até que organizasse as coisas que descobri novamente, agora que o meu futuro brilhante foi jogado pelo ralo. Martha retirou um par de papéis em sua bolsa e empurrou em minha direção geral. — Você quer que eu acredite que você não está apenas usando o meu irmão e essa criança para fazer algum dinheiro? Prove para mim. Assine isso. O branco dos olhos de Ben era enormes, enormes. — Martha... — O que é isso? — Perguntei, o som da minha voz vindo de longe, muito longe. — É um contrato que ele elaborou, cobrindo guarda compartilhada e um pagamento mais do que justo para despesas – mediante a comprovação da paternidade, é claro — ela respondeu. — Claro. — Não deve ser um grande negócio para você assinar. — Ela deu mais um passo para frente, ainda segurando os papéis. — Sua própria irmã assinou um acordo pré-nupcial. Você sabia disso? — É o que Anne queria. Não é a porra do seu negócio para falar sobre isso, Martha. — Mal lentamente ficou de pé, uma mão no ombro da minha irmã. — E estou muito descontente com Adrian por discutir essa merda com você. — Ele não fez. — A cobra da mulher zombou. — Mas sua pequena nova secretária fala demais. Não é brilhante, contudo, infelizmente para ela. — Dá o fora daqui — David disse. — Agora, Martha. — Isso não diz respeito a vocês — ela disse sem dar um olhar para eles. Ainda olhando para mim, ela continuou, — Você quer me provar que ama meu irmão? Que seus melhores interesses estão no coração? Assine-o. Só olhava para os papéis, perplexa. — Martha! — David chutou a cadeira para trás. — Quando? — Perguntei Ben, fazendo o meu melhor para encontrar seus olhos, mas não completamente na sua direção. Olhei por cima do seu ombro grosso para as luzes da cidade abaixo. Foi tudo muito cru, muito doloroso. — Você concordou que lidaríamos com isso entre nós nem 24 horas depois que descobriu

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que estava grávida. Então, quando exatamente você pediu para esse contrato ser elaborado? Ele olhou para mim, imóvel. — Deixe-me adivinhar. Você o tinha elaborado, apenas no caso? — Lizzy. — O pomo de Adão balançou. — Você acha que não entenderia a sua necessidade de se proteger? — Você não gostou da ideia quando falei sobre isso. — Quase não tive a chance de me acostumar com a ideia — chorei. — Cristo, Ben. A maioria das pessoas estaria um pouco preocupada com a menção de ter advogados atirados em cima, você não acha? — O que isso importa? — Ele perguntou, cerrando a mandíbula com raiva. — Não pedi para você assiná-lo. — Não se faça de idiota com ela, Ben — Martha zombou. — Adrian enviou uma cópia para você semanas atrás. Sua pequena secretária disse que pediu a ela para confirmar se você recebera na semana passada. Ele queria saber que assalto era esse. Ben olhou furiosamente para Martha, mas ele não negou. — Apenas no caso. — Passei meus braços em volta de mim, segurando forte. — Por que estamos fazendo isso? Quero dizer realmente. Você mentiu para mim, Ben. Você está apenas esperando isso desmoronar, não é? Você não é o tipo de casar? Honestamente, não sei mesmo que tipo de relacionamento você quer. De várias maneiras você evitou compromisso a cada passo. Fui muito estúpida para ver. — Olha só, Ben — disse Martha, voz baixa e hipnótica. — Isto é o que acontece quando você ameaça tirar seu dinheiro. As garras saem e você descobre o que estavam fazendo o tempo todo. — Ela se virou para mim. — Então vá em frente. Saia rapidamente e o advogado dará tudo o que você quiser – mas todo mundo aqui viu o que você realmente é agora. — Deus, você... — Não havia palavras ruins o suficiente para este tipo de puta. Peguei o contrato de suas mãos, batendo-o sobre a mesa. Era surpreendentemente fino, apenas três ou mais páginas. — Caneta! Martha caçou por uma em sua bolsa.

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— Não — Ben disse, empurrando a palavra para fora com os dentes cerrados. Peguei a caneta que Martha estava oferecendo. Engraçado, não havia nem um triunfo ou veneno restante em seu rosto agora. Sem qualquer coisa, seu olhar parecia confuso, cauteloso. Como poderia me importar. Isso não tinha mais nada a ver com ela. Mudei o meu prato de jantar para o lado e folheei os papéis, encontrando um grande número, suculento significativo para me comprar. Pelo amor de Deus, ele já havia colocado meio milhão em minha conta bancária. Que ridículo. Sem hesitação, rabisquei o número e escrevi um zero grande e gordo. Então voltei a lêlo, fazendo uma verificação sobre a custódia e outros detalhes variados. Como prometido, Feijão seria compartilhado igualmente entre nós dois. Quaisquer disputas seriam resolvidas em tribunal de família, em caso de falha de mediação. Bom. Tudo parecia normal. Pronto. Assinado e feito. Se eles precisavam de algo mais poderiam me encontrar mais tarde. Em um momento mutuamente benéfico, quando não estivesse prestes a ter um confuso colapso emocional, possivelmente envolvendo vomitar minhas tripas. Sua irmã pegou o contrato, apressadamente examinando. — Agradeceria se você me desse uma hora para remover os meus pertences do seu quarto antes de retornar a ele — disse a Ben, não perdendo tempo com o pretexto enfrentá-lo neste momento. — Nós precisamos conversar — ele disse. — Liz. — Você assinou isso — disse Martha. — Você riscou o valor do dinheiro. — O olhar em sua cara de puta de sua irmã teria sido divertido se não tivesse no meio de ter o meu coração partido. Suas sobrancelhas nunca voltariam ao normal, elas subiram tão altas em sua testa perfeita. — Não dou a mínima para o contrato — Ben rosnou, agarrando o meu braço. — Se você não desse a mínima para o contrato, então não existiria. — Puxei meu braço de seu aperto. — Você com certeza não estaria carregando uma cópia do mesmo com você.

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— Querida... — Não. Nunca mais. Eu nunca... Jamais... Vou passar por isso com você de novo. — Respirei profundamente. — Não sinta muito mal com isso, Ben. Você me avisou, depois de tudo. Eu fui apenas estúpida o suficiente para acreditar que talvez pudesse ser importante para você tanto quanto você é para mim. Meu erro. Ainda assim, Martha olhou para os papéis, atordoada. — Você é importante — ele disse, respirando com dificuldade. — Mas não o suficiente. Não o suficiente para ser honesto comigo. Não o suficiente para falar comigo sobre isso, sobre seus medos... Deus, você realmente acha que eu seria como ela? — Apontei um dedo polegar com abominação para sua irmã. — Que eu te enganaria? Mentiria? Usaria por dinheiro e de novo, mexendo com a sua vida? — Eu amo meu irmão — Martha gritou. — Você cale maldita a boca! — Lágrimas escorriam pelo meu rosto. Estava além de carinho, de verdade. Além de tudo. Descansei minha mão na minha barriga, sentindo aquela sensação estranha de agitação novamente. Feijão, aparentemente, não se importava com a gritaria. Baixei a voz nesse sentido. — Lidarei com você quando estiver bem e pronto. Martha fechou a cara ainda atordoada. — Não estava tentando mudar você — disse, achando minha última gota de bravura e olhando na cara de Ben. — Só queria um pouco do seu tempo, sua atenção. Queria ser uma parte do que você ama. Os olhos escuros não me deram nada, só tristeza. — Você tem seis ou mais semanas em turnê. Não quero ouvir de você durante esse tempo — disse, virando-me. — Vou me certificar que todas as consultas médicas sejam encaminhadas para você. Do contrário... Eu só... Eu preciso de uma pausa. De tudo isso. — Você vai voltar para Portland? — Ele perguntou, obviamente infeliz. Seus sentimentos de homens foram feridos. Que pena. — Sim. Como esperado, Anne abriu a boca, levantando-se. Ela estava perto de mim, é claro que ela estaria. Mas a detive com uma mão. — Mais tarde.

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Ela assentiu com a cabeça. Virei-me para Martha, matando a necessidade de acertá-la com um objeto sólido mais próximo. — Não tenho muita família, e, infelizmente, o seu irmão parece muito disposto a tolerar o seu transtorno de personalidade. Mas você nunca tratará o meu filho de forma a nada menos do que amar e cuidar. Entendido? Entorpecida, ela balançou a cabeça. — Bom. Anne pegou minha mão. A solidariedade entre irmãs, etc., e agradeço a Deus por isso. Realmente precisava dela naquele momento. Juntas, com Mal atrás de nós, saímos.

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Capítulo Catorze — Tem certeza? — Perguntou minha irmã, não pela primeira vez. Nem mesmo pela centésima sobre esse assunto. — Tenho certeza. — Não gosto de você ter certeza. — Entendo isso. — Sentei na cama no quarto de hóspedes de sua suíte, vendo como ela meticulosamente embalava minhas coisas. Minhas calcinhas basicamente estavam em ordem alfabética. — E eu te amo por isso. Ela suspirou, redobrando um dos meus tops de maternidade pela terceira vez. — Eu também te amo. Só lamento que terminou desta forma. Ele parecia tão afim de você. Realmente pensei que ele fosse voltar a trás. — Acho que algumas pessoas são apenas almas errantes. Elas realmente são melhores sozinhas. Eles precisam de sua liberdade mais do que precisam de amor e companheirismo. É melhor descobrir agora do que continuar perseverando em uma relação que estava condenada porque ele é incapaz de confiar e se comprometer. — Dei a ela o meu sorriso falso. Usei-o pelas últimas vinte e quatro horas. Minhas bochechas estavam doloridas. Um pouco mais e eu teria que congelar meu rosto. — Você é tão cheia de merda — ela suspirou. Sorri um pouco mais. — Pare de tentar parecer tão legal sobre isso. Sei muito bem que o idiota rasgou o seu coração, o arrancou do seu peito e pisou com suas enormes botas preta. — Visão agradável. — Odeio-o. Da próxima vez que tivermos um jantar com a banda, estarei esfaqueando-o com um garfo.

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— Você não o esfaqueará com um garfo — disse, acariciando sua mão. — Você será perfeitamente educada e continuará com os negócios usuais. Com os olhos apertados, ela me deu um olhar teimoso. — Pelo amor de Mal — disse. — Voltarei para casa e começarei a arrumar o quarto do bebê. Vai ficar tudo bem, Anne. Realmente. — Deixe-me ir com você. — Não. — Balancei a cabeça com determinação. — Absolutamente não. Você nunca foi para a Europa. Você estava ansiosa por esta viagem há meses. São apenas seis semanas. Vou administrar isso. Além disso, honestamente, preciso de espaço no momento. Seus ombros caíram em derrota. — Você promete que vai me ligar se precisar de mim. Levantei minha mão. — Juro solenemente. — Hmm. — Killer e eu vamos passar um tempo juntos, vá com calma. — Ele definitivamente estará aliviado de sair do hotel para animais de estimação. Essa é uma fresta de esperança, pelo menos. As últimas vezes que eu liguei, ele se recusou a falar comigo. — Ele é um cão, Anne. Ele não pode falar. Franzindo a testa. — Mas ele usa estes pequenos ruídos engraçados para falar e late para mim. Você sabe o que quero dizer. Estou preocupada com ele pensando que está sendo abandonado. Ele é um animal muito sensível. Ele é como Mal, no fundo, da mesma forma. — Ele é um lunático que persegue o próprio rabo até cair — disse. — Na verdade, ele meio que é como Mal, você está certa. — Verdade. — Anne assentiu com um olhar pensativo. — Bem, prometo aplicar todas as minhas habilidades de psicologia para resolver os seus problemas antes de você voltar. — Na minha experiência, a felicidade de Killer poderia ser comprada com um pacote de bacon canadense e a destruição de um dos All Star de Mal. Ele já tinha roubado um razoavelmente novo do armário de Mal apenas para este fim. O cão estaria de volta ao seu habitual alegre rabo abanando psicótico em um instante.

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Os meus próprios problemas de abandono demorariam um pouco mais para resolver. Amanhã, Stage Dive iria para Montreal, então para Europa. Um pouco mais cedo, em segredo, retornaria ao Oregon. Todo o pessoal iria ao show de hoje à noite para a primeira apresentação de mais uma canção. Acho que era uma nova tradição ter todos lá. Era um prazer. Parecia que David estava em forma com a escrita estes dias – a turnê fez bem a ele. Enquanto eles estivessem fora, faria minha saída sorrateira. Anne não sabia, ela pensava que sairia de manhã. Mas ela entenderia. Houve bastante drama. Um grande emocional adeus não ajudaria ninguém. Certamente não. Ficar na mesma cidade que Ben, mesmo que as últimas 24 horas eram irritantes para mim. E doía ter o mundo inteiro atrás de mim. Não estava sendo ingênua e fingindo que minha dor não embarcaria naquele avião e certamente iria junto comigo. Era mais um sentimento de que não poderia nem começar a seguir em frente até que pudesse ver esta cidade passar para nada pela janela da companhia aérea. Encerraria tudo. Além disso, a cidade beira-mar na costa do Oregon era bonita nesta época do ano. Também não seria onde a imprensa estaria me esperando. Iria de carro para lá em um Mustang e conseguiria um quarto, algo com vista para o oceano. Uma bela vista para ajudar a me recompor, para acabar com a minha decepção e obter-me no estado de espírito certo para mães solteiras. Meu Feijão e eu estaríamos bem. Killer também. — Você só vai dormir? — Perguntou Anne, fechando a minha mala e arrastando-a para fora da cama. — Sim. Vou tomar um banho e depois dormir. Obrigada por me ajudar a embalar — disse. — É melhor você ir. Os caras entrarão no palco em breve. E você conhece o tráfego de Nova York. Ela deu um beijo no topo da minha cabeça. Em seguida, foi à loucura com as duas mãos, bagunçando meu cabelo como se estivéssemos com quatorze anos novamente ou algo assim. — Deus, cresce não? — Resmungo, empurrando minhas longas madeixas para trás do meu rosto.

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— Boa noite. — Ela sorriu. O casamento com Mal aparentemente deu a ela a infância que ela perdeu com o egoísmo dos nossos pais. Era bom, ocasionalmente um pouco chato. Realmente precisava me lembrar de dar a ela um cuecão12 como castigo da próxima vez que a visse. — Boa noite. Ela saiu com um aceno final. Sentei-me perfeitamente imóvel, esperando o clique do fecho da porta exterior. Então, só para ter certeza, esperei mais dez minutos. E... Sim. Operação correr para ir embora. Coloquei minhas sapatilhas pretas e confortáveis, meus cabelos loiros sob um boné de beisebol preto liso, levantando a aba no meu caso. Feito. Minha passagem só de ida para a casa foi reservada anteriormente, durante um tempo particularmente longo no banheiro. Parecia o único lugar que alguma alma bondosa não me interrompia a cada dois minutos: Estava com fome? Não. Que tal uma bebida? Não. Que tal um requentar dos eventos horríveis da noite anterior, seguido de um bom choro longo no ombro de uma boa alma, com abraços excessivos? De jeito nenhum. Mas obrigada por perguntar. Amava as meninas. Juro por Deus que sim. Mas naquele momento, precisava de espaço de todos. Olhei com minha cabeça para fora. Nada. Nem um sinal de segurança à vista. Era o esperado, dado que prometi ficar no meu quarto e só poderia acessar o andar com a chave especial. Desci de elevador. Do outro lado do piso térreo brilhante, corri rebocando minha mala atrás de mim. Meu avião partia em pouco mais de duas horas. Mesmo com o trânsito infernal de Nova York, deve ter muito tempo para chegar ao aeroporto e passar pela segurança. Lá fora, o ar da noite estava quente, vivo com luz e cor. Nova York realmente era a cidade que nunca dormia. — Posso ajudá-la, senhorita? — Um bom porteiro me perguntou, estendendo uma mão enluvada para a minha mala. — Sim, obrigada. Gostaria de um táxi para JFK, por favor. — É claro senhorita. — Ele ergueu a mão, chamando um táxi como mágica.

12 Quando a cueca é agarrada e puxada para cima, tão alto quanto possa ir.

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Em um minuto minha mala estava no porta malas e afivelando o cinto de segurança na parte de trás. Foi quando as coisas começaram a dar errado. A porta do carro se abriu e um grande homem fedorento deslizou ao meu lado. É uma realidade desses tipos de homens, nem sempre é mencionado. Da mesma forma que cowboys fedem a porcaria de cavalo e vaca, depois de um show, os astros do rock emanavam muito suor. Tipo rajadas de suor estourava como bolhas, Isso é possível? Mas o fedor só reduziu a identidade do estrangeiro que estava roubando o meu táxi. — Hey, Liz. — Vaughan? — Como tá indo? Pisquei. E então, pisquei de novo, porque ele ainda estava lá, brincando com meu plano de fuga, droga. — O que você está fazendo aqui? Sem mesmo falar, você pode me fazer um favor, ele falou para o motorista de táxi ir para o estádio onde Stage Dive estava tocando. A nota de cem dólares juntamente com as instruções chamou a atenção do motorista. Nem um pouco velho. — Alguma razão especial para você sequestrar meu táxi? — Perguntei. — Seria Conn, mas, então, você realmente não o conhece. Nós achamos que você enlouqueceria menos se fosse eu. — Certo... Certo. — Assenti. — Realmente não respondeu à pergunta. — Bem, todos os outros caras estão ocupados tocando, por isso tinha que ser um de nós. — Ele penteou para trás o cabelo úmido de suor com uma mão e me deu um sorriso. — Preciso de você para ver uma coisa. — O quê? — Você verá. — Ele riu. Ri junto com ele. — Uau. Sim. Realmente vou sentir saudades de você depois que te matar e jogar seu corpo fora na ponte de Brooklyn. — Vamos lá, não seja assim. Se você não gostar do que vê, cuidarei para que você ainda chegue ao aeroporto com tempo de sobra para fazer o seu voo.

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— Como você sabe sobre isso? — Inclinei um cotovelo no parapeito da janela, tentando manter a calma. Não tive realmente sucesso. Lá fora as luzes da cidade aceleravam. — Do mesmo jeito que esperava por você fazer a sua fuga — ele disse. — Sam. — Ah. — Obrigação do cara da segurança superespião estar um passo à minha frente. Idiota. — De qualquer forma, eles perceberam que teriam uma melhor chance se pedisse para você vir comigo. — Eles perceberam? — Mostrei meus dentes. Ele poderia ter interpretado como um sorriso, mas, como observado anteriormente, Vaughan não era bobo. — Liz, por favor. Se não achasse que valeria a pena, nenhuma porra de chance que os deixaria me convencer a isso. Não tenho nenhuma vontade que você me odeie. Suspirei com determinação. — Olha — disse, colocando minha melhor voz calma, — tudo o que quero agora é fazer com que tudo isso fique para atrás de mim tão rápido quanto puder. Estou farta de estar aqui. Estou cansada da banda, e rock 'n' roll, e acima de tudo, estou cansada de sorrir para tudo isso. Acho que você é doce, e admiro você por tentar o que você está tentando. Mas isso oficialmente já acabou. Isto pertence ao passado. — Huh — ele disse, sorrindo para fora da janela para as luzes de Manhattan. — Acho que sou o oposto, não? Está tudo acabado para você e você não pode esperar para fugir. Está tudo acabado para mim também e continuo tentando espremer mais alguns segundos dos meus 15 minutos de fama. Sua estratégia soa melhor. Combina com o seu curso de psiquiatria e tudo. — Psicologia — corrigi distraidamente. Esqueci que eu não era a única que estava lidando com um rompimento. — Ouvi dizer que vocês estavam terminando, mas todos vão com você, não é? Vi você no palco. Você tem um esquema muito bom. Vaughan sorriu tristemente. — Você nunca viveu a vida rock ‘n’ roll, não é? — Perguntou. — Você apenas ficou dentro da cobertura sem obter um sabor da indústria. Para cada Stage Dive há uma centena de Down Fourths. Tivemos um ou

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dois hits. Apoiamos uma banda maior. Se continuarmos nisso e conseguirmos marcar um importante contrato com uma gravadora, quem sabe? Talvez tudo isso teria acontecido. Superstars do rock, discos de platina, e a capa da Rolling Stone. Mas não conseguimos ficar juntos. Excesso de egos e pequenas discussões estúpidas, ao ponto de mal conversarmos entre nós. Luke está se desligando para coisas maiores e melhores, com certeza. Mas o resto de nós está de volta à estaca zero. No final do dia, os últimos dez anos não significaram nada. Estou cansado, Liz. Cansado de dormir em hotéis de merda e sempre viajando e fazendo shows, tentando fazer o suficiente para pagar um pouco mais de tempo de estúdio. Quero ir para casa e ver minha família, acordar e realmente saber qual cidade em que estou. Quero ver se há uma maneira melhor de fazer isso que não me custe minha sanidade e foder com meu fígado a cada noite da semana. — Você está certo, nunca pensei em nada disso. Ele esfregou o rosto com as mãos, me deu aquele mesmo sorriso triste novamente. — Amo a música. Sempre e sempre será. Mas a pressão constante para ficar grande o suficiente para tocar em estádios não é para mim. — Talvez não. — Talvez encontre uma garota como você, que não esteja já grávida e tem tudo para me encontrar com a bunda nua. Uma garota que não vai sequer pensar em me pedir para cobrir. Ri, cobrindo o rosto com as mãos. — Realmente espero que você a encontre, Vaughan. Você é um grande cara. Você merece o melhor. — Obrigado. De qualquer forma, já foi suficiente da minha merda. Venha comigo para o show — ele disse, sua voz calma. — Talvez essa seja a última coisa louca que você fará com uma estrela do rock. Talvez essa seja a última coisa louca que eu faça como uma estrela do rock. — Ele sorriu, mas seus olhos pareciam tristes. Resignado. Lentamente, também renunciei, respirava pelo nariz e expirava pela boca. — É melhor eu não perder aquele vôo, Vaughan. — Você vem comigo e se não gostar do que você vê ou ouve... No minuto que você disser, vou te tirar de lá numa limusine da Stage Dive direto para o aeroporto. Concorda?

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— Sabe, você devia sair do rock 'n' roll e fazer psicologia — resmunguei. — Combinado.

*** Nos bastidores não mudou nada. Lotes de pessoas ocupadas e equipamentos em movimento. Sem problemas fizemos o nosso caminho através da segurança, um dos homens de Sam aparecendo nas minhas costas. Ninguém nos questionou porque mais uma vez ele estava lá. Vaughan assumiu o controle da minha bagagem – mais no caso de que tentasse fugir com ela, o que seria inútil, acho. Nunca imaginei estar nesta posição novamente – acesso a todas as áreas, escoltada pelos corredores e as escadas ao lado do palco. Não era uma namorada. Não era nada. Então, o que diabos era isso tudo? A banda estava tocando Last Back, um hit do álbum anterior. Anne, Ev e Lena estavam mais do outro lado do palco, estranho o suficiente. Estava muito bem no meu próprio canto, mais além alguns caras do som e Pam, a fotógrafa da turnê. Ela era uma boa mulher, casada com Tyler, um dos favoritos engenheiros de som. Eles estavam com a banda há anos. Quando Anne me viu, ela inclinou a cabeça curiosamente, dando-me um aceno. Acenei de volta, mas fiquei onde estava. A canção cresceu ensurdecedoramente, terminando com um frenesi staccato de acordes. A queima-roupa o barulho me estremeceu, correndo através dos meus tornozelos e espinha. Os fãs foram à loucura. — Senhoras e senhores — Jimmy ronronou, no modo de homem cheio de liderança, de pé de frente e no centro do palco. Vestido com calça preta com uma camisa de botão preto, as mangas enroladas para trás para revelar um pouco de sua tatuagem. — Tem algo especial para vocês hoje à noite.

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Muitos gritos de fora no estádio. Cobri meus ouvidos, mas era tarde demais. Santo inferno. Dentro da minha barriga, a sensação se contorcendo veio novamente. Huh. — Benny, nosso baixista aqui, tem algo que ele gostaria de dizer. E tentava tanto não olhar para ele. Meu rosto parecia frágil, meus olhos quentes e duros. Ele entregou seu baixo favorito, a Gibson Thunderbird, a um roadie. Seu olhar se desviou para mim enquanto caminhava até o microfone. Ele sabia que estava lá. Mesmo na escuridão do lado de fora do palco, ele me viu. Jimmy deu um aperto no meu ombro e depois recuou. Ben moveu a mão para embalar o microfone, mas seus olhos ficaram nos meus, o rosto de lado para a multidão. Não devia ter vindo. O suor escorria de minhas mãos, a partir de dentro dos meus punhos cerrados. Muito mais do que o ar da noite poderia ter em conta. Estaria tudo bem. Isto não era nada de especial, com certeza. Apenas algum jeito estranho de uma estrela do rock dizer adeus. Esses caras, eles sempre faziam coisas grandes. Talvez houvesse uma canção, desculpe toda essa merda só para mim. Como era doce. Ben usava as típicas botas preta, jeans azul e uma camiseta cinza desbotada com algum nome da banda sobre ele. Seu uniforme habitual. Cara, era só ele parar de olhar para mim. Era como se ele me segurasse imóvel. Não podia me mover, não conseguia respirar. — Hey. — Ele disse, com a voz enchendo o ar da noite, ampliada, no entanto muitos milhares de vezes. Mais uma vez a multidão foi à loucura. Alguns começaram a gritar o nome dele, gritando que eu amo você e afins. Quem diabos poderia competir com isso? A adulação em massa. A adoração de uma multidão dessa magnitude. Nunca teria uma chance. — Sabemos que houve um monte de merda nos jornais ultimamente, fofocas sobre tornar-me um pai. — O cabelo longo e escuro no topo de sua cabeça havia escapado seja qual for o estilo que ele tinha usado. Ele caiu em torno de seu rosto, pegando sua barba. — Queria colocar as coisas em ordem esta noite. Mais aplausos da multidão. Confusão geral em mim. Isso tudo poderia ter sido feito sem a minha presença. Facilmente. Inferno, ele poderia ter uma

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conferência de imprensa amanhã, quando eu estaria do outro lado do país, lambendo minhas feridas e reconstruindo minha vida. Por que isso? Minhas emoções já foram através de um redemoinho o suficiente. Virei-me para sair, mas Vaughan me pegou pelo braço, me parando. — Dê-lhe mais um minuto — ele disse. — Oh pelo amor de Deus. — Virei-me, mal segurando meu temperamento. Nem mesmo triste, praguejei. Caralho, porra Ben Nicholson. Bem, ele poderia simplesmente foder diretamente, não podia? Sim, ele podia, porra. Nenhuma única porra de incêndio precisava estar envolvido no processo. Olhei para trás para encontrá-lo olhando direto para mim, olhos escuros chamuscavam para mim, apesar da distância. Uma porra de minuto, isso é tudo o que ele tinha. E estou muito malditamente determinada pela atitude dos meus lábios e ele sabia disso também. — Amo você, Lizzy — ele disse. Tudo parou. Era como se o mundo prendesse a respiração. Sei que eu estava atordoada. — Fui um idiota por não dizer a você antes. — Sua mão apertou o microfone, as linhas de tensão embutidas no fundo de seu rosto. — Merda, só estava acontecendo tão rápido e eu... eu fiquei com medo. Falando em como fazer uma declaração pública. Santo inferno. A batida de silêncio dissolveu e os gritos e assobios da multidão chegou perto de abafar suas palavras. Quanto a mim, mal podia acreditar nos meus ouvidos. — Você pode ter o meu tempo e ter a minha atenção — ele disse, as palavras lentas e deliberadas. — Querida, você pode ter o que diabos você quiser, prometo. Tudo o que você precisa. Não mais segurando, não mais medo. E se você ainda sente que tem que entrar no avião hoje à noite, então nós estaremos fazendo isso juntos. Inalei profundamente, o meu corpo precisando urgentemente disso. Pontos brancos apareceram e o vi claramente, mais uma vez, de pé diante de mim, oferecendo tudo. Balançava um pouco, a sensação de algo se contorcendo dentro de mim desta vez, mais definida. Vaughan e o cara segurança cada um agarrando um braço, mantendo-me na posição vertical.

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Ben saiu correndo do palco em direção a mim, me agarrando cuidadosamente ao redor da cintura e me deslocando para o palco, sob o calor das luzes brilhantes. Podia ouvir a multidão gritando, mas eles soaram distante, de outro mundo. — O que há de errado? — Ben perguntou, olhos em pânico. — Ela está se mexendo — disse, com uma mão em seu ombro e outro na minha barriga. — Ela está se mexendo, Ben. Senti seu movimento. Nosso bebê. Ele enterrou o rosto no meu cabelo, mantendo-me perto, tomando o meu peso. — Não sabia o que era antes, mas é ela. Não é incrível? — Sim, isso é selvagem. — Sua voz era tão alta, ela deve ter ouvido e reconhecido isso. — Sorri para ele com espanto. Ele me tirou do chão, segurando-me alto e caminhando em direção ao centro do palco. — Isso é ótimo, Liz. Ela realmente é. Mas, querida, preciso saber se você me ouviu também. Lentamente, balancei a cabeça, colocando minha mão em seu rosto, contra a cerda de sua barba. — Ouvi você. — O que você acha? Levei um momento, pensando nisso. Grandes decisões de mudança de vida merecem pelo menos um segundo de contemplação. — Nós não temos que entrar no avião. — Ok — ele exalou forte, sorrindo. — E eu também te amo. Seu sorriso esticou a vasta barba. — Eu sei que vou ferrar de vez em quando, e depois, mas apenas fica comigo, ok? Não quero fazer nada sem você. Não quero conhecer lugares onde você não está. Isso não é mais quem eu sou. — Nós vamos trabalhar com isso. — Sim. Nós vamos. — Ele cobriu meus lábios com os seus, beijando-me estupidamente. — Todo mundo — Ben disse no microfone, sua voz mais uma vez encheu o estádio. — Esta é a minha garota, Liz. Diga oi. Nós vamos ter um bebê.

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E isso foi tudo.

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Epílogo — Vamos! Agora! Isso! — Tudo bem, querida — Ben disse, segurando minha mão suada, tensa. — Apenas respire. — Você não me chame de querida. Foi o seu pênis que fez isso. Dr. Peer, o obstetra, olhou para mim por cima da borda de sua máscara de rosto, olhos singularmente impressionado com o drama. Idiota. Não era ele que estava deitado em uma cama com as pernas para cima em estribos, vagina exposta para toda a porra do mundo ver, ele estava? Não. Não, ele não estava. Era eu. E essa coisa toda de trabalho de parto vinha acontecendo durante vinte e uma porra de horas agora, realmente algo precisava ser feito, mais cedo ou mais tarde. Há 15 horas me deram uma epidural. Melhor coisa do mundo. Mas agora estava desaparecendo. Meu final feliz estava muito longe. — Você pode fazer isso, eu sei que você pode — a incrível enfermeira de maternidade disse, Anne. — Você já fez isso? — Rosnei. — Bem... Não. Deixei meus olhos falarem. A mulher deu um passo para trás. — Calma — Anne disse, bravamente segurando a minha mão. — Liz, a cabeça do bebê parece estar aparecendo no canal de parto — disse Dr. Peer. — Ela não está mostrando nenhum sinal de angústia ainda. Assim, podemos continuar como estamos fazendo e espero empurrá-la para fora da maneira antiquada ou você poderia nos ajudar nos deixando usar o vácuo-extratorventosa13.

13 Por sucção, ajuda a tracionar a cabeça do bebê.

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— Li sobre isso. — Meus olhos ficaram no blip-blip-blip da tela do monitor do coração do bebê ao meu lado. — É perigoso? — Ben perguntou. — Como qualquer procedimento há um risco, mas é muito escasso. Geralmente a cabeça da criança só vai exibir um pequeno solavanco, algo como uma bolha de sangue no alto da cabeça por uns dias. Nada mais. — O que você quer fazer, querida? Continuar indo um pouco mais? — Ele pegou um pano molhado e limpou o meu rosto coberto de suor com ele. — Estou tão cansada — chorei. — Por que a sua cabeça é tão grande? Se a sua cabeça não fosse tão grande isso não estaria acontecendo. — Desculpe — ele murmurou. Por volta das 14 horas, Ben parou de tentar se defender. Provavelmente era melhor. Não estava em meu estado normal. — Sinto-me muito mal. — Chorei um pouco mais. — Outra contração em breve — Anne anunciou, olhando o monitor. — Senhorita Rollins, por que não preparamos a extração, apenas no caso? — Perguntou o sempre calmo Dr. Peer. — Ok. — Algum choro. — Oh meu Deus — disse a voz da última pessoa no mundo que eu tinha algum interesse em lidar nesta ocasião. — Qual o problema aqui? Você tem alguma ideia de como é chato, esperar por esse garoto aparecer? — Martha, você não pode estar aqui — Ben disse com os dentes cerrados, dando a sua irmã um olhar duro. — Saia, cadela — Anne disse, nunca de forma tão eloquente. A mulher deu a volta sobre a minha cabeceira, evitando a visão da minha menina tão orgulhosamente em exposição, com um olhar de desgosto em seu rosto perfeito. — Liz. Cristo, você está uma bagunça. Ben rangeu sua mandíbula. — Martha. Ela colocou a mão no braço do irmão, dando-me um olhar. — Relaxe. Tenho um papel importante aqui que todos podemos concordar que estou bem colocada para atuar. Estou aqui para ser insultada. Imagino que agora você deve estar ficando sem energia para isso. E dado que podia ouvir seus gritos da sala de espera...

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— Contração vindo — Anne alertou novamente. — Tire essa puta nojenta fora da minha vista — disse. — Isso é o melhor que você tem? — Martha bocejou oh tão delicadamente. — Pensei que você estivesse começando a se tornar uma séria garota mal humorada agora. — Você é a pior pessoa para estar aqui. — Oh, por favor — ela disse, sentando-se ao meu lado e batendo no meu ombro. — Você estava distribuindo o pior abuso em Ben e Anne e eles são santos comparados a mim. Ponha tudo para fora. — Vá se ferrar. — Sabe, estive sentada lá fora por horas, aguentando as fraldas fedidas e o choro das anjinhas gêmeas de Jimmy. E se o seu filho for como elas, não contem comigo para ser babá. — Mão no quadril, ela me encarou. — Como se fosse deixar o meu filho em qualquer lugar perto de você. — Rosnei. — Nomes fofos, no entanto. Lori e Jean. Muito melhor do que o que você tem escolhido. Realmente tenho pena do seu filho durante seus anos de escola. — Foda-se, eu te odeio! — Gritei, cada centímetro de mim esticando, caindo com as minhas últimas reservas de energia, dando tudo de mim. — Diga-me algo que não saiba! — Sabe a razão por que você pensou que eu jamais assinaria esse contrato? — Enfureci-me. — Porque você infelizmente acredita que o resto do mundo é louco por dinheiro e egoísta como você é. Isso se chama projeção. — Assim é — ela disse. — Preciso e muito verdadeiro. Acho que você será uma boa psiquiatra depois de tudo. — Psicóloga! — Que seja — ela deu de ombros. — Você pode colocá-lo em quaisquer termos universitários sofisticados que você quiser, mas você não disse nada que não tenha ouvido antes. — Sam é apaixonado por você sua cadela nojenta — rosnei. Seu rosto ficou branco. — O quê?

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— Se você não fosse tão ignorante e auto obcecada você teria notado isso anos atrás. — Empurre — Anne disse, os dedos apertando minha mão. — Vamos lá, querida — Ben disse. — Você pode fazer isso. Dr. Peer e Anne esperaram entre as minhas pernas abertas para qualquer desenvolvimento. Todos na sala de merda cantavam a mesma melodia: Empurre. Mas foi Martha quem fez melhor, chegando ao meu rosto, depois de ter aparentemente recuperado de sua surpresa. — Chega de brincadeiras, Liz. Coloque essa criança para fora. Agora. — Estou tentando! — Tente mais forte, você é muito frouxa! Empurre! — Ela gritou de volta para mim. — Venha! — Argh! — Minha pobre vulva inocente abriu horrivelmente, terrivelmente, estranhamente grande. E então Plop, o resto do corpo do meu bebê escorregou para os braços do Dr. Peer. Um momento depois, um pequeno grito verdadeiramente irritado encheu o ar e os agitados minúsculos punhos do bebê. Meu bebê. Oh wow. Caí para trás de alívio, apenas tentando recuperar o fôlego. Anne chorava. Ben assistia o nosso filho recém-nascido com admiração aberta. Martha me dava um sorriso de satisfação. Vaca. — Sabia que você só precisava de uma motivação certa — ela disse, inspecionando sua manicure perfeita. — Raiva alimentada pelo ódio tem o seu lugar, sabe. — Fale menos. — Cantarolei para ela, tanto como a minha completa falta de energia permitia. Nós duas sorrimos. Realmente não sei o porquê. O pediatra fez uma verificação rápida do nosso bebê, enquanto os procedimentos pós-parto foram rapidamente tratados. Oh wow sim. Nunca mais. Nunca, jamais. Provavelmente. — Senhoras, apresento a vocês Gibson Thunderbird Rollins Nicholson. — Ben entregou cuidadosamente meu enrolado bebê gritando em meus braços. — Hey, baby. Está tudo bem. — Oh meu Deus. O calor dentro de mim, o amor puro me encheu até transbordar. Ele se acalmou, o ruído estridente se

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transformando em pequenos gemidos, estou com muita fome. Um pequeno nariz e boca e dois olhos azuis rasgados olhando para mim. Uma mecha de cabelo loiro escuro. — Olhe para você. Você é maravilhoso. — Ele não é? — Ben disse, deixando Gibson enrolar um dedo pequeno em torno de um dos seus substancialmente maiores. — Ele é um menino — disse um pouco assustada. — Uau. — Perguntava-me quando você ia dar conta disso. — E tinha tanta certeza que você seria uma menina. — Balancei a cabeça. — Ele é perfeito. — Anne olhou para ele com adoração absoluta. Estranhamente, o mesmo fez Martha. Nunca imaginei ver seu rosto tão suave e apaixonado. — Estamos chamando-o com seu baixo favorito? — Perguntei. — Se você não se importar. — Ben se inclinou para frente, colocando um beijo na minha testa. — Bom trabalho, querida. Você arrebentou. — Desculpe, estava tão infernal. Ele riu. — Não importa. — Gibson Thunderbird Rollins Nicholson. — Acariciava um dedo em seu macio doce rosto. — Você é amado. — Palavras mais verdadeiras nunca foram ditas — Anne disse, dando ao meu ombro um aperto. — Vamos dar aos dois algum tempo sozinhos. — Certo. Mais tarde. Bebê simpático. — Martha seguiu minha irmã, sobrancelhas para baixo e um olhar pensativo em seu rosto. O bom médico e a enfermeira saíram da mesma forma. Graças a Deus o silêncio. E pensar, depois de todos esses meses sendo cuidadosa com a minha língua, tudo o que ele ouviu ao entrar no mundo foram palavrões. Ah bem. Ganha aqui, perde ali. — Eu te amo — Ben disse, aninhando meu rosto. — Eu também te amo. — Virei-me, beijando a ponta do seu nariz. —Nós somos uma família agora. Ele sorriu. — Lizzy, você foi minha família desde o dia em que te conheci. A minha melhor amiga. Minha amante. Você vai se tornar oficial agora e ser minha esposa também?

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Gibson começou a chorar, tentando virar a cabecinha – em busca de algo para sugar, provavelmente. Deus, ele era incrível. Tão bonito. — Aqui. — Ben me ajudou a posicioná-lo, abrindo a minha camisola para dar mais acesso. — Acho que vou ter que compartilhar por um tempo. — Um sacrifício nobre. Uma das mãos esfregando as costas de seu filho, e outra alisando meu cabelo bagunçado, Ben olhou para mim. — Você não respondeu minha pergunta. Você quer se casar comigo? Sorri através das lágrimas de felicidade. — Oh sim. Realmente gostaria disso.

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Profile for Brenda Torres

Deep - Stage Dive Série. n 4 - Kylie Scott  

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