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Sucessora de “Notícias Rotárias” e “Rotary Brasileiro”. Publicação mensal dedicada à divulgação do Ideal de Servir. Revista regional oficial do Rotary International para os rotarianos do Brasil. Contexto

CAPA 0 4 Brasileira é professora de inglês nos EUA 0 5 Mensagem do Presidente Carl-Wilhelm Stenhammar

0 6 CLE – uma proposta de alfabetização para países em desenvolvimento Glória Maria Guiné de Mello

1 0 O permanente desafio de crescer Carlos Enrique Speroni O COMPANHEIRISMO move o mundo rotário

Pág.

1 2 Por onde passa a economia

16

Luiz Gonzaga Belluzzo

1 6 A pedra angular do Rotary

PROFESSORA GLÓRIA Maria aplicando a metodologia CLE de alfabetização

Fernando Reis de Souza

2 0 Aliados no Serviço Susan Carey Dempsey

2 5 A importância da Informação Rotária Hermes Pereira da Silva

Pág.

06

2 8 Atibaia vai surpreender Lindoval de Oliveira

3 4 “Bye bye” dívida externa George Vidor

3 5 Clubes virtuais: Eles são mesmo uma realidade? 4 0 Rides, a nova parceria internacional

O CAFÉ da manhã no resort Bourbon Atibaia

4 4 Angola no roteiro da CIP-Plop Pág.

28

4 6 Conferência do Servir no Novo Século

SEÇÕES 1 8 Interact e Rotaract

4 2 Informática

6 1 Novos Companheiros Paul Harris

2 6 Mulher

4 5 Livros

6 2 Senhoras em ação

3 3 Rotarianos que são notícia

4 8 Informe do RI aos rotarianos

6 3 Relax

3 8 Decoração

4 9 Distritos em revista

6 4 Cartas e recados

Capa: The Rotarian

Saudades


ROTARY INTERNATIONAL ONE ROTARY CENTER

CONSELHO DIRETOR 2005-2006 PRESIDENTE

Carl-Wilhelm Stenhammar, Göteburgo, Suécia PRESIDENTE-ELEITO 2006-07

William B. Boyd, Pakuranga, Nova Zelândia VICE-PRESIDENTE

Serge Gouteyron, Denain-Bouchain, França TESOUREIRO

Jocelyn I. Bolante, Parañaque South, Filipinas DIRETORES

Anthony F. de St. Dalmas, Southgate, Inglaterra; Carlos Enrique Speroni, Temperley, Argentina; David J. Hossler, Yuma, Ariz., EUA; David Linett, Somerville and Bridgewater, N.J., EUA; Frank N. Goldberg, Omaha-Suburban, Neb., EUA; G. Kenneth Morgan, Chapel Hill, N.C., EUA; Horst Heiner Hellge, Hamburg-Blankenese, Alemanha; Jerry L. Hall, Reno, Nev., EUA; José Antonio Salazar C., Bogotá Occidente, Colômbia; Kwang Tae Kim, Seoul Gwanag, Coréia; Masanobu Shigeta, Takasaki North, Japão; Noraseth Pathmanand, Bangrak, Tailândia; Robert A. Stuart Jr., Springfield, Ill. EUA; Sölve Kernell, Kalmar, Suécia; Yoshikazu Minamisono, Hofu, Japão. SECRETÁRIO-GERAL

Edwin H. Futa, East Honolulu, Hawaii, EUA.

CURADORES DA FUNDAÇÃO ROTÁRIA, 2005-06 CHAIRMAN

Frank J. Devlyn, Anáhuac, D.F., México; CHAIRMAN-ELEITO

Luis Vicente Giay, Arrecifes, Argentina; VICE-CHAIRMAN

1560 SHERMAN AVENUE

GOVERNADORES DE DISTRITOS NO BRASIL 2005-2006 DISTRITO 4310 Paulo Gonçalves de Abreu RC Lençóis Paulista, SP

DISTRITO 4600 Murilo Mario Pulig Veiga RC Três Rios-Beira Rio, RJ

DISTRITO 4390 José Firmino de Oliveira RC Arapiraca, AL

DISTRITO 4610 Darci Luiz Leite Kirst RC São Paulo-Alto de Pinheiros, SP

DISTRITO 4410 Antonio Canuto Neto RC Vitória-Jucutuquara, ES

DISTRITO 4620 Gilberto Carvalho de Oliveira RC Sorocaba-Esplanada, SP

DISTRITO 4420 Roberto Herrera RC Santo André-Campestre, SP

DISTRITO 4630 Wilson Isolani RC Campo Mourão, PR

DISTRITO 4430 Ari Sérgio Del-Fiol Módolo RC Mogi das Cruzes-Oeste, SP

DISTRITO 4640 José Antonio Uba RC Toledo-Integração, PR

DISTRITO 4440 Neusa Yoshiko Hamakawa Ito RC Cuiabá-Taiamã, MT

DISTRITO 4650 Ernesto Bremer RC Timbó-Pérola do Vale, SC

DISTRITO 4470 Oswaldo Casarotti RC Ivinhema, MS

DISTRITO 4651 Marilene Vargas Souto RC Florianópolis-Trindade, SC

DISTRITO 4480 Israel Antonio Alfonso RC Lins, SP

DISTRITO 4660 Claudete Hintz Mallmann RC Santa Rosa-Junior, RS

DISTRITO 4490 Hermógenes Alves de Oliveira Neto RC Teresina-Iningá, PI

DISTRITO 4670 Rubens Fernando Clamer dos Santos RC Porto Alegre-Passo D’Areia, RS

DISTRITO 4500 Aldanira Ramalho Pereira Souto Barreto RC Natal, RN

DISTRITO 4680 João Moacir Ferreira RC Venâncio Aires, RS

DISTRITO 4510 José Giometti RC Santo Anastácio, SP DISTRITO 4520 Geraldo Eustáquio Alves RC Pedro Leopoldo, MG DISTRITO 4530 Sylvio Santinoni RC Brasília-21 de Abril, DF DISTRITO 4540 João Carlos Cazú RC São Carlos, SP

Ray Klinginsmith, Kirksville, Mo., EUA; CURADORES

Bhichai Rattakul, Dhonburi, Tailândia; Carolyn E. Jones, Anchorage East, Alasca, EUA; Dong Kurn Lee, Seoul-Hangang, Coréia; Fumio Tamamura, Tokyo, Japão; Gary C.K. Huang, Taipei, Taiwan; Jayantilal K. Chande, Dar-es-Salaam, Tanzânia; Jonathan B. Majiyagbe, Kano, Nigéria; Mark Daniel Maloney, Decatur, Ala., EUA; Michael W. Abdalla, Orange, Calif., EUA; Peter Bundgaard, Ry, Dinamarca; Robert S. Scott, Cobourg, Ont., Canadá; Rudolf Hörndler, Nürnberg-Fürth, Alemanha. SECRETÁRIO-GERAL

Edwin H. Futa, East Honolulu, Hawaii, EUA.

ÉTICA 2

EVANSTON, ILLINOIS, USA

DISTRITO 4700 Valtoir Clarêncio Perini RC Caxias do Sul-Imigrante, RS DISTRITO 4710 Álvaro Cláudio Amorim Brochado RC Londrina-Nordeste, PR DISTRITO 4720 Arno Voigt RC Rolim de Moura, RO DISTRITO 4730 Jaroslaw Hrebinnik RC Curitiba-Cidade Sorriso, PR

DISTRITO 4550 José Antonio Nascimento Cunha RC Salvador-Pituba, BA

DISTRITO 4740 Fernandes Luiz Andretta RC Chapecó-Leste, SC

DISTRITO 4560 Antonio Élcio Coelho Sarto RC Elói Mendes, MG

DISTRITO 4750 Marcus dos Santos Paes RC Guarus, RJ

DISTRITO 4570 Sebastião Porto RC Rio de Janeiro-Saara, RJ

DISTRITO 4760 Said Schiller RC Montes Claros-Oeste, MG

DISTRITO 4580 Roberto Kamil RC Juiz de Fora-Sul, MG

DISTRITO 4770 Napoleão Alves Neto RC Jataí, GO

DISTRITO 4590 Temer Feres RC Campinas, SP

DISTRITO 4780 João Pozo Camargo RC Quaraí, RS

Um princípio que não pode ter fim. Campanha em prol de mais elevados padrões de ética. Apoio dos Rotary Clubs do Brasil

JUNHO DE 2006


Ano 81 Junho, 2006 nº 1008

Leia

Revista de Propriedade da Cooperativa Editora Brasil Rotário CNPJ 33.266.784/0001-53

I

Inscrição Municipal 00.883.425

CARO LEITOR LEITOR,

Av. Rio Branco, 125, 18º andar CEP: 20040-006 – Sede própria Rio de Janeiro – RJ I Tel: (21) 2509-8142 / FAX: (21) 2509-8130 E-mail: revista@brasil-rotario.com.br

CONSELHO EMÉRITO Archimedes Theodoro (Belo Horizonte-MG) EDRI 1980-82 Mário de Oliveira Antonino (Recife-PE) EDRI 1985-87 Gerson Gonçalves (Londrina-PR) EDRI 1993-95 José Alfredo Pretoni (São Paulo-SP) EDRI 1995-97 CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO 2005-07 Diretoria Executiva Presidente: Roberto Petis Fernandes Vice-Presidente de Operações: Jorge Costa de Barros Franco Vice-Presidente de Administração: Guilherme Arinos Lima Verde de Barroso Franco Vice-Presidente de Finanças: José Maria Meneses dos Santos Vice-Presidente de Planejamento/ Controle: Ricardo Vieira L. M. Gondim Vice-Presidente de Marketing: José Alves Fortes Vice-Presidente de Relações Institucionais: Carlos Jerônimo da Silva Gueiros Vice-Presidente Jurídico: Carlos Henrique de Carvalho Fróes Membros Efetivos: Adelia Antonieta Villas Américo Matheus Florentino Antonio Hallage Fernando A. Quintella Ribeiro Fernando A. P. Magnus Flávio A. Queiroga Mendlovitz José Moutinho Duarte Membros Suplentes: Bemvindo Augusto Dias Pedro Maes Castellain Gerente Executivo: Edson Avellar da Silva ASSESSORES Abel Mendes Pinheiro Júnior Ary Pinto Dâmaso (Publicidade) Cleofas Paes de Santiago (CER) Edson Schettine de Aguiar (Cultural) Eduardo Álvares de S. Soares (Sul) Enrique Ramon Perez Irueta (Traduções) Geraldo Lopes de Oliveira (Especial) Jorge Bragança (Sudeste) José Augusto Bezerra (Nordeste) Valério Figueiredo R. de Souza (Nordeste) Waldenir de Bragança

Hipólito Sérgio Ferreira (Belo Horizonte-MG) EDRI 1999-01 Alceu Antimo Vezozzo (Curitiba-PR) EDRI 2001-03 Luiz Coelho de Oliveira (Limeira-SP) EDRI 2003-05 Carlos Enrique Speroni (Buenos Aires-Argentina) DRI 2005-07 CONSELHO FISCAL 2005-2006 Membros Efetivos: Jorge Manuel R. Monteiro (Coordenador do CF) Antônio Vilardo (Secretário) Haroldo Bezerra da Cunha Membros Suplentes: Dulce Grünewald Lopes de Oliveira Geraldo da Conceição Leonel Nunes Salgueiro CONSELHO CONSULTIVO Membros Natos Efetivos: Governadores 2005-06 Suplentes: Governadores eleitos 2006-07 CONSELHO EDITORIAL EXECUTIVO Presidente: Roberto Petis Fernandes Secretário: Edson Avellar da Silva Membros: Lindoval de Oliveira Nuno Virgílio Neto Luiz Renato Dantas Coutinho CONSELHO EDITORIAL CONSULTIVO ● Roberto Petis Fernandes ● Carlos Henrique de Carvalho Fróes ● Carlos Jerônimo da Silva Gueiros ● Guilherme Arinos Lima Verde de Barroso Franco ● Jorge Costa de Barros Franco ● José Alves Fortes ● José Maria Meneses dos Santos ● Ricardo Vieira L. M. Gondim COMISSÃO DE INVESTIMENTOS Américo Matheus Florentino (ViceCoordenador) Jorge Costa de Barros Franco José Maria Meneses dos Santos (Coordenador) Roberto Petis Fernandes

DIRETOR RESPONSÁVEL: Roberto Petis Fernandes EDITOR: Lindoval de Oliveira - Jorn. Prof. Mtb. 3.483/9/144 REDAÇÃO E DEPTO. DE MARKETING: Av. Rio Branco, 125 - 18º andar - Rio de Janeiro - RJ - CEP: 20040-006 - Tel: (21) 2509-8142; Fax: (21) 2509-8130. E-MAIL DA REDAÇÃO: redacao@brasil-rotario.com.br REDAÇÃO: Armando Santos, Luiz Renato Dantas Coutinho, Maria Cristina Andrade, Maria Lúcia Ribeiro de Sousa, Nuno Virgílio Neto e Renata Coré. DIGITALIZAÇÃO: Maurício Teixeira IMPRESSÃO: Gráfica Ediouro HOMEPAGE: http://www.brasil-rotario.com.br * As matérias assinadas são de inteira responsabilidade dos seus autores.

S

abemos que não será fácil, tal a paixão que devotamos ao futebol, mas entre um jogo e outro da Copa do Mundo, abra esta edição que lhe reserva boa e esclarecedora leitura sobre a nossa organização. A capa, você viu, visualiza o tema do mês indicado pelo RI: companheirismo. O autor do artigo A pedra angular do Rotary, Fernando Reis, é sócio-honorário do RC do Rio de Janeiro e está emprestado ao RC do Recife. Sabe tudo sobre a organização e, a nosso pedido, abordou com eficiência esse assunto primordial para o sucesso das ações rotárias. Fernando faz alguns questionamentos para nossa reflexão. ■ Em sua página Mensagem do presidente, Stenhammar destaca a atuação do Conselho Diretor do RI, que neste ano rotário, demonstrando coragem e ousadia, fundou dois RCs provisionais na China – Pequim e Xangai – além das decisões de retornar a Cuba e de abrir clubes no Kosovo e no Vietnã. ■ Com alegria, pautamos para esta edição o artigo de Glória Maria Guiné de Mello, CLE – uma proposta de alfabetização para países em desenvolvimento, com o qual iniciamos um ciclo de matérias sobre esse importantíssimo tema. O método CLE é dissecado com muita propriedade pela professora mineira, chefe de departamento na Universidade Federal de Ouro Preto. Alfabetização é uma das ênfases do presidente William Boyd. ■ Na sua Coluna do diretor, Speroni aborda o desenvolvimento do quadro social e, em determinado momento, após o levantamento da situação de 1945 até os dias atuais, pergunta: “O que fazer para crescer?”. Resposta na coluna. ■ Economia, assunto que mexe com a vida de todos os brasileiros, foi o tema de excelente palestra do professor Luiz Gonzaga Belluzzo no RC de São Paulo, que adaptamos e publicamos nesta edição. O doutor em economia pela Unicamp diz que as relações comerciais cada vez mais intensas entre os EUA e a China ditam o compasso do crescimento mundial. ■ Veio de Evanston a interessante reportagem Aliados no Serviço, que procura encorajar os RCs a buscar parcerias com organizações não-governamentais, entidades ligadas à ONU e outras instituições. É como está no texto: “Duas cabeças geralmente pensam melhor que uma”. ■ Aproxima-se o início do XXIX Instituto Rotário, que terá lugar em Atibaia, de 31 de agosto a 3 de setembro. Conheça um pouco mais dessa cidade que vai recebê-lo e encantá-lo. Ao final da matéria, preencha a ficha de inscrição e reserve o hotel. ■ Outras interessantes informações você encontra em mais artigos e nas seções permanentes. Obrigado pela sua atenção e boa leitura. “Nenhum vento ajuda aquele que não direciona sua viagem para nenhum ponto específico” – MICHEL DE MONTAIGNE L.O. BRASIL ROTÁRIO

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Um exemplo

Brasileira é professora de inglês nos EUA Há mais de 30 anos ajudando imigrantes na terra de Tio Sam, rotariana é homenageada pelo governo norte-americano

A

paixão da carioca Zilda de Paula por outros idiomas começou bem cedo. Matriculada pela mãe num curso de espanhol gratuito oferecido pela Embaixada da Argentina, no Rio de Janeiro, logo depois ela também começou a estudar inglês, francês e italiano, outras línguas que domina – além, é claro, do português. Não foi difícil ver todo esse amor transformado em profissão: Zilda acabou tornando-se professora de idiomas, e no começo da década de 70 foi morar na cidade de Charlotte, na Carolina do Norte, EUA, onde fundou um curso de idiomas numa faculdade local voltado a imigrantes. Para formar a turma, Zilda pesquisou toda a lista telefônica da região, onde pinçou o endereço de 500 pessoas com sobrenomes estrangeiros (um sinal de que o inglês não era a primeira língua delas), para quem mandou cartas falando sobre o curso. Todo esse esforço foi recompensado, e em um ano a turma – no começo com apenas oito alunos – tinha 186 pessoas matriculadas. “Quando quero uma coisa, trabalho duro para consegui-la. Sou muito persistente”, ela admite, na reportagem de Kathryn Daniel, publicada em abril de 2004 no jornal South Charlotte Weekly. Em fevereiro deste ano, Zilda de Paula – que também é sócia do RC de Charlotte-North, EUA (D.7680) – teve seu perfil focalizado na The Rotarian, que destacou as homenagens que ela vem recebendo da comunidade ao longo das últimas décadas. A

mais importante delas foi, sem dúvida, a medalha de ouro que Zilda recebeu em outubro de 2003 das mãos do vice-presidente Dick Cheney, que a condecorou por sua extraordinária liderança em serviços prestados às minorias latinoamericanas e como consultora para negócios internacionais no estado da Carolina do Norte. Servindo à comunidade Zilda chegou à América disposta a trabalhar não apenas pelo bem-estar de sua família, mas também dos outros estrangeiros que, como ela, tinham deixado seus países de origem para ir viver e trabalhar nos EUA. Por isso, além de ajudá-los com as aulas de inglês, ela passou a colaborar em sua adaptação ao dia-a-dia no novo país. “Alguns têm medo até de ficar doentes por não saberem como explicar os sintomas a um médico”, ela conta. Por isso, Zilda costuma acompanhálos nesses casos, ou quando precisam ir a audiências em tribunais ou em entrevistas junto ao serviço social. “O envolvimento pessoal dela com os alunos vai muito além da sala de aula”, diz Debra Gaddy, amiga da brasileira há mais de 20 anos. A homenagem do governo norteamericano veio acompanhada de um outro trabalho que deixa Zilda muito orgulhosa: ela foi selecionada para ser uma das 100 pessoas que integram uma comissão que assiste o presidente George W. Bush em assuntos relacionados à educação nos EUA. A cada quatro meses, a comissão se reúne com o presidente para falar sobre as dificuldades enfrentadas pelos estrangeiros no país. Com um domínio melhor de inglês, ela argumenta, os imigrantes podem conseguir empregos

ZILDA COM a medalha que recebeu do governo norte-americano

melhores, e assim pagar mais impostos e colaborar com a comunidade – um ciclo que começa com a educação. “Algumas pessoas ainda acham que os estrangeiros querem tomar os empregos dos americanos, e isso deve ser esclarecido”, ela diz, falando a respeito de um estereótipo que pretende ver quebrado. Além do trabalho como professora universitária, Zilda é proprietária de uma escola de inglês para gerentes e executivos. Ao lado do marido, o brasileiro William, ela opera ainda a Carolina Polyglot, uma empresa que faz traduções e interpretações. “Quanto mais eu conheço outras línguas, mais eu conheço gente”, ela diz. “E quanto mais eu amo as pessoas, mais eu amo outros idiomas”.

“Zilda de Paula integra uma comissão que assiste o presidente George W. Bush em assuntos relacionados à educação e às condições de vida dos imigrantes nos EUA” 4

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Mensagem do Presidente

Caros companheiros rotarianos

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urante a Assembléia Internacional de San Diego, realizada em fevereiro, o EPRI e curador da Fundação Rotária Bhichai Rattakul fez uma excelente palestra sobre liderança e motivação, ressaltando a coragem e a ousadia. Neste ano, o Conselho Diretor do RI demonstrou coragem e ousadia. Apesar de uma legislação na Rússia que poderia dificultar a organização de Rotary Clubs no país, o Conselho decidiu criar o primeiro distrito russo. A expansão para a China e a fundação de dois clubes provisionais em Pequim e Xangai são outros exemplos de coragem e ousadia, assim como foram as decisões de retornar a Cuba e de abrir Rotary Clubs em Kosovo e no Vietnã.

NA REDE Para ler os discursos e notícias do presidente de RI Carl-Wilhelm Stenhammar, visite sua página no endereço www.rotary.org/president

No entanto, a liderança não se limita à coragem nem à ousadia, mas também inclui a capacidade de adaptação à realidade e às circunstâncias. Por exemplo: algumas vezes, o presidente de um clube tem que acatar a decisão da maioria dos sócios, mesmo não concordando com eles. Da mesma forma, para fazer valer o interesse do distrito, às vezes um governador precisa adotar decisões que não são populares em seu próprio clube. O Conselho Diretor, então, carrega um fardo pesado: ainda que um diretor seja eleito para representar duas Zonas Rotárias, ele deve procurar decidir pelo que é melhor para o Rotary International como um todo, e não para aquelas duas zonas especificamente. Na sala de reuniões do board, um diretor tem o pleno direito de falar em nome de suas zonas, mas na hora de decidir, é o interesse da organização que precisa ser levado em conta. Como presidente do RI, muitas vezes tive que me render a posições que não eram exatamente as minhas preferidas. Mas sei que isso foi vital para o crescimento de nossa organização. Atualmente, existem muitas escolas de liderança no mundo. Sou favorável ao sistema de liderança por objetivos, em que o líder decide em conjunto com a equipe quais são os objetivos, e então cada membro do grupo trabalha individualmente em função deles. Outra técnica que me agrada é a da delegação de poderes. O fato de confiar responsabilidades aos seus colegas demonstra que você acredita neles. Depois de delegadas as funções, os gerentes podem informar seu cumprimento à medida que elas vão sendo executadas. Um bom líder sabe olhar além de seus interesses ou aversões pessoais. E é preciso aprender a separar os negócios da vida privada para se atingir bons resultados nas duas áreas. Liderança e motivação são extremamente importantes no Rotary. E o sucesso baseia-se, com freqüência, na coragem e na ousadia. Obrigado por suas palavras, EPRI Bhichai Rattakul!

CARL-WILHELM STENHAMMAR Presidente 2005-06 do RI BRASIL ROTÁRIO

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CLE

Proposta de alfabetização para países em desenvolvimento Surgida para solucionar o fracasso escolar, esta metodologia é a base do Lighthouse, o projeto de alfabetização do Rotary A alfabetização vem sendo um tema prioritário para o atual presidente do Rotary International e os mais recentes EDRIs. O próximo dirigente, William B. Boyd, já declarou que a alfabetização será uma de suas ênfases para 2006-07 [Brasil Rotário, edição de abril de 2006] Glória Maria Guiné de Mello*

O

CLE – Concentrated Language Encounter, que traduzo como Abordagem Lingüística Concentrada – começou a ser desenvolvido na Austrália, no início da década de 80, quando a equipe da Traeger Park School, no norte do país, iniciou um projeto para combater os altos índices de fracasso escolar entre as crianças aborígenes. Na maioria dos casos, esse fracasso costuma ser atribuído à origem dos alunos. Acredita-se que as crianças vindas da zona rural ou pertencentes às camadas mais pobres da população terão maiores dificuldades durante a aprendizagem porque começam a freqüentar a escola com pouquíssimo ou nenhum contato prévio com o mundo da escrita. As crianças cujos pais são alfabetizados e que têm acesso a livros e outros materiais impressos teriam a vantagem de já conhecer algumas formas e convenções da língua escrita, 6

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bem como sua utilidade, que ainda precisam ser descobertas pelas outras crianças. Entretanto, Richard Walker, Saowalak Rattanavich e John Oller Jr., autores de Teaching All The Children to Read, livro que apresenta a metodologia CLE de ensino, acreditam – baseados na experiência australiana e no projeto desenvolvido na Tailândia – que os altos índices de fracasso escolar se devem mais ao que ocorre na sala de aula do que à origem dos alunos e/ou à falta de contato prévio com a leitura e a escrita. A partir da constatação de que – em qualquer parte do mundo, não importa qual seja a origem dos alunos – há um enorme processo de exclusão daqueles que simplesmente não se ajustam aos métodos tradicionais de ensino, não compreendem o que acontece na sala de aula e não aprendem a aprender fora do ambiente escolar, mas apenas a exe-

cutar o que lhes é pedido, foi criada a metodologia CLE. A primeira proposta do CLE é mudar o procedimento na sala de aula tradicional, em que o professor dirige todas as atividades e os alunos têm pouquíssimas oportunidades de interagir com ele e com os colegas. Foram então desenvolvidas atividades em que os alunos aprendem a ler e a escrever ao mesmo tempo em que adquirem habilidades não-lingüísticas, úteis para sua vida cotidiana. Dessa forma, adquirem gosto pela leitura e pela escrita e se tornam agentes da própria aprendizagem.


NO MÉTODO CLE, muitas atividades são desenvolvidas em grupo, o que estimula a troca de idéias e a cooperação

A metodologia CLE pode ser usada em qualquer parte do mundo e em qualquer língua para alfabetizar crianças, jovens ou adultos. É organizada em três níveis, ao fim dos quais os alunos estarão em condições de ingressar no mercado de trabalho, quebrando o círculo vicioso de perpetuação da miséria pela ignorância. Isso ocorre porque um programa não pode ser transportado de um lugar para outro. Cada programa deve ser desenvolvido no local onde será implantado – de preferência, pelos professores. Desta forma, as necessidades e a cultura local são respeitadas.

Passo a passo O ponto de partida é um texto relacionado a necessidades reais, do dia-a-dia (como hábitos de higiene, por exemplo), ou a apresentação de uma atividade passo a passo. Com as crianças, são utilizadas histórias simples que, além de conterem os componentes de encanto e fantasia, ajudam na interiorização de conceitos e valores para a vida. No caso de principiantes, são preparadas unidades, apresentadas e trabalhadas em cinco passos: G

“Com o CLE, os alunos adquirem gosto pela leitura e pela escrita e se tornam agentes da própria aprendizagem”

Primeiro passo: Leitura compartilhada BRASIL ROTÁRIO

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Segundo passo: Relato e dramatização da história Terceiro passo: Negociação do texto Quarto passo: Confecção do Livro Coletivo Quinto passo: Atividades lingüísticas através de jogos

G G G G

No primeiro passo, o professor deve utilizar todos os recursos possíveis para que o texto seja compreendido, começando pela exploração da capa do livro e das ilustrações, bem como expressão facial e entonação de voz. No segundo passo, os alunos contam a história e a representam. É o momento de se expressarem e de demonstrarem o que entenderam. As crianças mais tímidas não devem ser forçadas a representar papéis de destaque. Podem ser narradoras e assumir papéis mais simples até se sentirem confiantes. No terceiro passo, os alunos, com o estímulo do professor, contam a história como a compreenderam, e o professor a escreve. É importante notar que o texto negociado não é uma reprodução da história ouvida e representada. Isto significaria uma falha na execução do segundo passo. No quarto passo, após diversas leituras do texto negociado, os alunos fazem o Livro Coletivo. O livro é constituído do texto negociado, que os próprios alunos escrevem e ilustram, e que será a base das atividades do quinto passo. O quinto passo é constituído de atividades lingüísticas através de jo-

“O Livro Coletivo é constituído do texto negociado, que os próprios alunos escrevem e ilustram” gos, sempre a partir do texto do Livro Coletivo. Alguns exemplos de jogos são: a) Reconhecer palavras contidas no Livro Coletivo com a utilização de fichas, bingo, caça-palavras etc. b) Ler sentenças que contenham palavras do Livro Coletivo, trabalhando em duplas. c) Escrever palavras do Livro Coletivo, fazer ditado, brincar de forca.

Características e princípios Como se pode notar, a dificuldade das tarefas realizadas através de jogos vai aumentando até se atingir o ponto em que os alunos criam novos textos, oralmente e por escrito. No caso de uma atividade passo a passo, somente o primeiro e o segundo passos são diferentes. Em primeiro lugar, demonstra-se como fazer a atividade – a germinação do feijão, por exemplo – e, em seguida, os alunos a reconstroem. A ativida-

de também pode ser demonstrada por um profissional, como é o caso das noções de higiene e saúde ou dos trabalhos manuais. Não há uma duração preestabelecida para as unidades. Elas devem durar o tempo necessário para que os alunos aprendam os conceitos, leiam e escrevam com desenvoltura. A avaliação vai sendo feita à medida que as atividades são realizadas. Calcula-se que durante um ano sejam trabalhadas entre dez e 15 unidades. O CLE também é destinado a alunos de países onde é preciso aprender uma segunda língua, como é o caso da Austrália, da Índia e da Tailândia, e baseia-se no processo de aquisição das quatro habilidades lingüísticas: ouvir, falar, ler e escrever. O método utiliza, portanto, elementos da Abordagem Natural e da Abordagem Comunicativa. Isso se reflete em todos os passos, desde a leitura da história até as atividades lingüísticas realizadas através de jogos, porque há uma ênfase no uso adequado da língua em diversos contextos sociais – e o professor e os alunos se utilizam também da expressão facial e da expressão corporal para negociar os significados. O ensino da leitura é visto, portanto, como um processo interativo entre autor e leitor, em que o raciocínio desempenha um papel central, estimulado pela língua falada e pela expressão facial. Partindo de textos ou livros de história ou de um texto passo a passo, o método CLE de ensino ativa constantemente o raciocínio, utilizando-

A PROFESSORA Glória Maria e uma aluna: jogos e canções são utilizados para dar mais vida à aprendizagem

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se da língua falada (ouvir e falar) e da língua escrita (ler e escrever) com o auxílio da expressão facial. Isto nos remete a um princípio fundamental do CLE, chamado scaffolding, que é o apoio através da contextualização. Todas as atividades lingüísticas têm origem em um texto ou história que, inicialmente, é ouvida, mas não de forma passiva. A exploração das ilustrações estimula o raciocínio e já constitui uma primeira oportunidade de expressão oral. Esse é o passo inicial para a contextualização. Nos passos seguintes, todas as atividades são realizadas a partir do contexto da história ou da atividade passo a passo, o que praticamente elimina a possibilidade de algum aluno ficar excluído por não compreender o que está acontecendo. Devemos lembrar, também, que a articulação clara das palavras é um apoio para a escrita correta, e as atividades de escrita são precedidas pelo trabalho oral.

Repetência escolar, outro grande problema qualidade da alfabetização de um aluno é determinante para o A sucesso que ele vai ter ao longo de sua vida escolar, diminuindo ou aumentando suas chances de repetência. No final de abril, num estudo

divulgado pela Unesco – Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, o Brasil ficou em 126o lugar no ranking de repetência no ensino fundamental de 1a a 4a séries. A taxa brasileira, de 20,6% de reprovação, é a mesma de Moçambique, na África, e nos deixou atrás de países como o Haiti (15,4%), a nação mais pobre das Américas, e de vizinhos como Argentina (6,4%), Venezuela (7,3%) e Paraguai (7,3%). O ranking da repetência, que faz parte do estudo “Professores e Educação de Qualidade: Monitorando as Necessidades Globais para 2015”, afirmou também que a situação do Brasil era ainda pior em 2000, quando 25% dos alunos repetiam o ano. O estudo tem o objetivo de avaliar a situação mundial frente às Metas do Milênio. Entre os oito compromissos assumidos pelos 191 países que assinaram o documento, está o de garantir, até 2015, pelo menos o ensino fundamental a todas as crianças e adolescentes.

Na Tailândia, ao longo de pouco mais de dez anos, o analfabetismo foi praticamente erradicado

Mudanças nos procedimentos Como foi dito no início desta exposição, Richard Walker, Saowalak Rattanavich e John Oller Jr. atribuem grande parte do fracasso escolar aos procedimentos tradicionais em sala de aula. A metodologia CLE propõe mudanças nesses procedimentos. Uma descrição do que ocorre em uma sala de CLE deixará claro o ponto de vista dos autores: G G

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as atividades dos alunos são sempre relacionadas a contextos da vida real que sejam importantes para eles; os alunos são estimulados a trabalhar de maneira independente, ao invés de apenas seguir instruções do professor; são utilizados jogos e canções para dar mais vida à aprendizagem; os alunos se habituam a ler e fazer atividades em que aprendem a língua fora da escola; a aprendizagem ocorre através da interação aluno-aluno e alunosprofessor; a negociação de significados é constante, com a mediação do professor; não se prescreve um ritmo de aprendizagem: os alunos participam das atividades independentemente de seu estágio de aprendizagem; muitas atividades são desenvolvidas em grupo, o que estimula a troca de idéias e a cooperação;

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os alunos se responsabilizam pelas próprias atividades; a disciplina é positiva porque os alunos estão voltados para o trabalho que estão realizando; ao assumir responsabilidades, os alunos desenvolvem a autoconfiança.

Esses procedimentos fazem com que a alfabetização aconteça rapidamente porque os alunos estão constantemente realizando atividades significativas ligadas à leitura e à escrita. Os objetivos que se busca atingir são: G

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trabalhar as unidades até o fim, através dos cinco passos, para que os alunos aprendam a agir com independência; promover a participação intensa dos alunos porque, quanto maior for o seu envolvimento, mais rápida será a aprendizagem; incentivar os alunos a desenvolver suas características pessoais, além da auto confiança e da disposição de fazer tentativas e cor-

rer riscos para dominarem uma nova habilidade. Também é importante lembrar que um programa CLE requer poucos recursos para ser implantado. São necessárias folhas de papel de aproximadamente 60cm X 40cm em que são escritos o texto negociado com os alunos e o Livro Coletivo, pincel atômico, lápis pretos, lápis de cor, tesoura, cola, grampeador e outros materiais simples para Unidades Passo a Passo. Entre o quarto e o quinto passos, os alunos podem fazer livros individuais que vão formar sua pequena biblioteca. O custo anual do material para cada turma de 30 alunos é estimado em US$ 60. Uma última observação: na Tailândia, a metodologia CLE foi adotada na rede oficial de ensino quando o ministério da Educação constatou os resultados obtidos nos primeiros projetos implantados em regiões isoladas e com altos índices de analfabetismo e de fracasso escolar. Ao longo de pouco mais de dez anos, o analfabetismo foi praticamente erradicado naquele país – daí o lema do método: “Transformar o fracasso em sucesso”. * A autora é chefe do departamento de Letras e professora assistente de Tradução no Instituto de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Federal de Ouro Preto, e professora de CLE, tendo estagiado na Tailândia. O RC de Ouro Preto, MG(D.4580) tem um convênio com a UFOP para que a professora possa lecionar em qualquer local onde se fale português. E-mail de contato: gguine@uai.com.br BRASIL ROTÁRIO

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Coluna do Diretor do

CARLOS ENRIQUE SPERONI

Rotary International O PERMANENTE DESAFIO DE CRESCER

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o longo dos anos, poucos temas – ou praticamente nenhum outro, me atrevo a dizer – têm sido alvo de tantas opiniões e conseguido tanto espaço nos veículos de comunicação rotária como o crescimento de nossa organização. Nos últimos anos, porém, com a esperança do crescimento se desvanecendo diante das realidades do cotidiano, esse debate foi intensificado. Permitam-me fazer uma breve referência a alguns números que são, por si sós, muito ilustrativos. Em 1935, ao completarmos 30 anos de história, tínhamos 153 mil associados e 3.350 clubes. A partir de então, os registros foram os seguintes: ● EM 30 DE JUNHO DE 1945, 5.441 clubes e 247.713 associados; ● EM 30 DE JUNHO DE 1960, 10.701 clubes e 498.616 associados; ● EM 30 DE JUNHO DE 1975, 16.520 clubes e 779.373 associados; ● EM 30 DE JUNHO DE 1990, 25.128 clubes e 1.121.230 associados; ● EM 30 DE JUNHO DE 1995, 27.446 clubes e 1.170.936 associados.

No ano rotário de 1996-97, durante a presidência de Luis Vicente Giay, chegamos a ter 28.736 clubes e 1.213.748 sócios, ou seja: os maiores índices registrados até então. A partir dessa data, e até 30 de junho de 2001, tínhamos 30.149 clubes e 1.188.492 associados. Havíamos decrescido em número de sócios, mas não em número de clubes, o que fez com que o problema se concentrasse, perigosamente, na falta de retenção, e não na extensão. Esta, pelo contrário, aumentou em conseqüência da criação de mais clubes com freqüência mista e de Novas Gerações. Em julho de 2001, foi lançada a Iniciativa Mundial, cujos objetivos eram a criação de três novos clubes por distrito e um aumento mínimo anual de cinco sócios por clube, sem levar em consideração o tamanho desses clubes. A meta era aumentar em 15% o nú-

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mero de sócios e em 4% o número de clubes. A realidade, no entanto, foi outra: em 30 de junho de 2002, ao finalizarmos o ano rotário de 2001-02, os registros indicavam a existência de 31.256 clubes com 1.243.431 associados, o que representou um crescimento de clubes e de sócios, respectivamente, de 3,6% e 4,6%. Ou seja: estávamos abaixo da meta, mas havíamos crescido. A América Latina Os anos seguintes, até 2005, ofereceram o seguinte panorama: em 30 de junho de 2003, não houve grande mudança, uma vez que, com 31.561 clubes e 1.227.545 rotarianos, perdemos 1% dos associados e ganhamos 1% na quantidade de clubes, tendências que se mantiveram até 30 de junho de 2004, com 31.936 clubes e 1.219.532 rotarianos. Em 30 de junho de 2005, estávamos com 32.403 clubes e 1.221.920 sócios, mostrando que as variações não foram significativas. As cifras são tão claras que, lamentavelmente, abrem um caminho óbvio a outro comentário. Enquanto a média mundial de associados por clube é de 36, na América do Norte é de 50; na Europa, 43; e na Ásia, 36. A lista se encerra com os latino-americanos, com uma média de apenas 21 sócios por clube, atrás da África, com 26. Os distritos argentinos e os compartilhados com o Uruguai e o Paraguai atingem uma média de apenas 17 sócios por clube, inferior à da América Latina. O Brasil, com 50.165 rotarianos e 2.281 clubes, atinge a média de 22 sócios por clube, seguido de perto pelo Equador – país que possui um único distrito e 56 clubes – com uma média de 24. Os demais países latino-americanos registram médias ainda menores, que na sua maioria se aproximam dos 18 ou 19 sócios por clube. Atualmente, todos ou a maior parte dos distritos da Argentina, Bolívia, Colômbia, Peru e Venezuela se encontram diante do grave dilema – de acordo com as propostas do Plano 1 de Crescimento – de crescer ou admitir a consolidação com alguns de seus vizinhos. Embora nos doa, concordamos com José Martí, herói da independência cubana, que disse: “A verdade é para ser dita e não para ser ocultada”. E a verdade é que, à exceção dos distritos 4320 e 4340 (Chile), 4400 (Equador), 4910 e 4920 (Argentina), assim como o 4880 e o 4960, da Argentina e


de parte do Uruguai, que se consolidaram formando o distrito 4940, todos os demais têm prazos limitados para apresentarem um crescimento significativo ou consolidarem-se com alguns dos seus vizinhos. O Brasil merece uma consideração especial, uma vez que somente dois dos seus 38 distritos estão na situação a que me referi anteriormente. A aplicação rigorosa dessa exigência pode reduzir à metade a maioria dos distritos mencionados, com todas as conseqüências da relativa perda de representação perante os Conselhos de Legislação, e também no que se refere à designação de diretores do Rotary International. Cabe então a pergunta: o que fazer para crescer? Esse é um esforço necessário porque precisamos compreender que a consolidação de um novo mapa rotário não nos exime do compromisso de melhorarmos a posição do rotarismo latino-americano em comparação às médias mundiais. Um caminho Podemos encontrar um caminho na citação de John Adams, que foi presidente dos EUA: “Em todo o mundo só existem duas classes de pessoas que contam: as que contraem compromissos e as que os cumprem”. Se é mesmo assim – pelo menos deveria ser – teríamos chegado ao momento de deixarmos de nos perguntar “O que fazer para crescer?”, porque estaríamos demonstrando, a nós mesmos e aos demais, que assumimos a premissa de que nossa responsabilidade é grande, por entendermos que o Rotary não é uma instituição apenas com fins sociais, nem recreativa ou, muito menos ainda, um agrupamento de amigos ou conhecidos. O Rotary é muito mais que isso, e é exatamente por esse motivo que não podemos incorporar pessoas que não estejam qualificadas desde o aspecto moral até os pontos de vista profissional ou empresarial, e que é o mesmo que citar a antiga definição do Direito Romano para a busca do arquétipo bon pater familiae, ou seja, o bom pai de família. Estaríamos muito equivocados – e, de fato, temos nos equivocado muito – se encarássemos o crescimento do Rotary como um fato matemático, ignorando o necessário melhoramento qualitativo. Somente este – e nenhum outro – se refletirá como conseqüência natural geradora de um processo genuíno, localizado dentro das premissas do Decálogo do Crescimento que, em seu devido momento, assinalou o caminho

por inspiração do EPRI Luis Vicente Giay. Permitam-me concluir relembrando parte de um artigo que li, há muito tempo, em uma revista do antigo distrito 113: “No alto dos Alpes Suíços, uma pequena aldeia conservava uma pequena jóia: a sua igreja. Quando se aproximava a hora do serviço religioso, ao entardecer, os moradores saíam de suas casas levando uma lamparina. No começo, podia-se ver apenas um fraco resplendor na escuridão, mas à medida que os fiéis iam chegando, a luz aumentava até que a igreja se punha resplandecente porque cada um deles fazia o possível para espantar as trevas”. É exatamente isso o que se passa no Rotary: começamos como uma luz pequena que foi se intensificando com o passar dos anos. Alguns de nós carregam pequenas lamparinas, outros levam lamparinas mais fortes. Mas o que necessitamos NINJA

é de tantas lamparinas quantas sejam possíveis para que, quando as juntemos, sua luz possa iluminar o mundo. E o mundo que nos acolhe necessita, e muito, dessa luz: a luz do coração, a luz das preces, a luz da amizade, a luz da compreensão, a luz da boa vontade, a luz das lealdades, a luz da ajuda aos nossos semelhantes. Se todas essas luzes realmente nos acompanharem, é provável que esses simples pensamentos – que servem para expor a triste realidade que nos rodeia – passem a formar parte daquelas lembranças que, por não poderem se apagar devido à sua gravidade, acabam demonstrando a nós mesmos e aos demais que são apenas recordações – e que também servem para que, quando mais maduros, não tornemos a cometer os erros que nos levaram a transformá-los em preocupações, felizmente de outros tempos já passados.

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Por onde passa a economia Relações comerciais cada vez mais intensas entre EUA e China ditam o compasso do crescimento mundial Keystone

A CHINA é o país que mais investe em tecnologia na indústria têxtil e centenas de novas fábricas são construídas em todo o país a cada ano

Luiz Gonzaga Belluzzo*

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em é preciso dizer que o grande fenômeno da atualidade na economia mundial é a constituição de um eixo de expansão entre a China e os EUA, também chamado de eixo sinoamericano ou americano-asiático, por onde transcorrem as transformações mais importantes e decisivas do período em que vivemos. Nas décadas de 1950 e 60, o Brasil 12

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desempenhou, como economia periférica, o papel que hoje cabe à China. Só que a Ásia desempenha essa função com uma interação muito peculiar com a China, economia líder no continente. O Japão, por exemplo, ficou estagnado durante dez anos, contados do começo dos anos 1990 até o início desta década, tendo recuperado seu crescimento apenas por causa do impulso que a expansão chinesa tem representado para a economia japonesa.

Na verdade, o processo que chamamos de globalização ocorre de maneira assimétrica, concentrando-se sobretudo em algumas regiões do mundo. Algumas economias situadas nas imediações do cluster manufatureiro do Leste Asiático, como a vietnamita, estão desenvolvendo-se rapidamente. Essa “mancha industrial” espalha-se pela Ásia, especialmente nos países vizinhos à China. Mas qual é a peculiaridade do eixo sino-americano? É que nele


se dá a metástase da indústria manufatureira mundial. Hoje, a participação da indústria manufatureira no PIB americano está em torno de 12%, pois houve uma transferência de boa parte das unidades de produção desse ramo para fora dos EUA. Mais ou menos metade do déficit comercial dos norte-americanos com a China é fruto de empresas americanas que transferiram suas fábricas para lá. Observa-se que a Europa também sofre da mesma moléstia. Não somente sua indústria desloca-se para a China, mas também para os países do Leste Europeu recém-ingressados na União Européia. Isso tem provocado um mal-estar tremendo na Europa, continente cujos países – especialmente no lado ocidental – têm sistemas de proteção social muito generosos e cujos princípios vêm sendo solapados pela migração dessas empresas. Sem mágica Apesar disso, quem mais investe na China são os taiwaneses, moradores da ilha considerada uma província rebelde pelos chineses – os três maiores exportadores localizados na China são de Taiwan. O movimento acaba transformando a relação de conflito entre estes dois países numa situação de interdependência. O mesmo fenômeno é verificado com as empresas

“Na verdade, o processo que chamamos de globalização ocorre de maneira assimétrica, concentrando-se sobretudo em algumas regiões do mundo”

coreanas e japonesas. Atualmente, os EUA são apenas o quarto maior investidor na China. E quais as conseqüências trazidas por isso para a economia norte-americana? Primeiro, algo muito positivo: a inflação baixa – e, ao contrário do que muita gente pensa, Alan Greenspan não fazia nenhuma mágica quando estava à frente do FED, o Banco Central Americano. Como a economia dos EUA crescia 4% ao ano, com inflação baixíssima, em torno de 2% ao ano? Isso se devia ao fato de cerca de 30% dos insumos e componentes utilizados pela indústria norteamericana serem produzidos na Ásia a uma taxa de câmbio bastante desvalorizada – e que, portanto, entram no mercado norte-americano com preços baixos. Por exemplo: um amigo meu, que mora nos EUA, me contou que comprou um carrinho de golfe. O primeiro modelo que ele viu custava US$ 7.500. Um outro, bastante parecido com o primeiro, saía por apenas US$ 2.000. Motivo: ele era produzido na China. Então, o crescimento dos salários reais nos EUA deve muito ao fato de os custos de produção dos bens de consumo importados da Ásia serem bastante baixos. Enquanto isso, os chineses aumentam suas reservas. Hoje, eles acumulam cerca de US$ 800 bilhões de reserva em moeda forte. Provavelmente, chegarão em 2006 a US$ 1 trilhão, o que não é muito confortável, pois esse excesso pressiona muito a oferta monetária interna chinesa, podendo, assim, produzir desequilíbrios sérios na economia. Na verdade, esses desequilíbrios já existem, mas vêm sendo amortecidos, por enquanto, devido à rápida taxa de investimento que os chineses e outros países asiáticos apresentam. Somente a China investe 45% de seu PIB anual, permitindo a expansão da capacidade produtiva muito rapidamente. E quem achava que os chineses eram como os japoneses – exportadores de bens de baixo valor agregado – enganou-se profundamente. Eles estão avançando nas indústrias eletroeletrônica e automobilística. Até 2004, os chineses eram importadores líqui-

“O crescimento dos salários reais nos EUA deve muito ao fato de os custos de produção dos bens de consumo importados da Ásia serem bastante baixos” dos de autopeças. Hoje, são exportadores líquidos. Além disso, estão construindo capacidade no setor siderúrgico a uma velocidade espantosa. Atualmente, a China produz 350 milhões de toneladas de aço, ao passo que o Brasil produz apenas pouco mais de 9% disso. Há empresas chinesas que, em apenas uma usina, produzem 2/3 de toda a produção brasileira. Conseqüências Por sua velocidade, o crescimento da economia chinesa é um fenômeno inédito. A necessidade que a China tem de levar mão-deobra do campo para a cidade a obriga a crescer rapidamente. Essa massa populacional é incorporada à produção com baixos salários. Mas não nos enganemos com os valores em dólar da remuneração dos chineses: ela esconde um salário real muito maior. Quem ganha US$ 100 na China, na verdade, ganha US$ 400, se feita a conta da paridade do poder de compra. De qualquer forma, são salários bastante menores que aqueles pagos aos trabalhadores dos países desenvolvidos. Isso, como já foi dito, gera conseqüências negativas nas economias européia e americana. Algo que começa a preocupar todo mundo são os empregos de baixa qualidade na China, que vêm acabando BRASIL ROTÁRIO

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com os empregos melhores – sobretudo do setor manufatureiro – dos países desenvolvidos. Além disso, os salários mais elevados nos EUA cresceram muito pouco, ao mesmo tempo em que as relações de trabalho ficaram mais precárias, com os empregados não tendo nenhum direito, como, por exemplo, a assistência médica. A situação acabou por gerar um movimento sindical chamado Change to Win (Mudar para Vencer, em inglês), que busca discutir as condições de trabalho oferecidas pelas empresas que pagam baixos salários e não oferecem proteção alguma a seus empregados. Na minha opinião, a principal questão hoje nos EUA é essa precarização do trabalho, porque a distribuição de renda piorou muito, os salários de base deterioraramse substancialmente e, apesar disso, as taxas de endividamento das famílias americanas são espantosas. Nos anos 1980, a relação dívida/ renda disponível chegava a 80%, tendo ultrapassado os 100% na década seguinte. Hoje, em média, os americanos têm 110% de dívidas em relação à renda disponível. Entre os 40% mais pobres, o índice é ainda maior: de 200% a 250%. Ou seja: a renda disponível cresce muito devagar enquanto o endividamento cresce muito rapidamente. É claro que o custo de endividamento nos EUA é muito barato, até mesmo porque a China compra papéis não apenas do governo norte-americano, mas também das empresas dos EUA, deixando o mercado financeiro do país muito inclinado à expansão, concedendo empréstimos a taxas muito baratas. De qualquer maneira, o que vem fomentando a economia dos EUA é o consumo das famílias, graças a um farto endividamento. Porém, os americanos vêm sendo beneficiados pelo chamado Efeito Riqueza, fruto das baixas taxas de juros – praticadas desde 2001, numa ofensiva à recessão provocada pelos atentados de 11 de setembro – e manifestado, sobretudo, no setor imobiliário, no qual verifica-se uma inflação de preços, o que permite às famílias contraírem mais dívidas, pois seus respectivos imóveis passam a valer mais. 14

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“Há um eixo de expansão que liga umbilicalmente a China aos EUA. A separação das fronteiras entre estes países é, neste momento, quase que apenas política”

Riscos Mas quais são os riscos que temos hoje na economia internacional? Primeiramente, a instabilidade gerada pelo Efeito Riqueza. Há o risco de que a bolha imobiliária estoure, suscitando uma redução drástica no consumo dos americanos. Em relação ao Brasil, o risco maior é a redução da renda obtida com nossas exportações. O aumento dessa renda nos últimos anos foi um benefício que recebemos sem grande esforço, pois o aumento de preços no mercado internacional, sobretudo das commodities, está ligado ao dinamismo do eixo sinoamericano. Apesar de nossa taxa de câmbio cada vez mais valorizada, continuamos a exportar bastante, embora alguns setores industriais já tenham perdido competitividade devido à depreciação do real. Uma outra questão que gostaria de mencionar é a grande liquidez da economia brasileira que propicia a valorização da taxa de câm-


bio. Nós não sabemos quando, mas essa liquidez certamente vai terminar, porque mercados mais estáveis, como o Japão, estão começando a elevar suas taxas de juros. Em breve, os norte-americanos devem fazer o mesmo. Então, a idéia de que teremos permanentemente essa situação extremamente favorável é falsa. É importante lembrar que essa é uma descrição sumária e bastante reduzida do que está acontecendo na economia mundial. Em resumo, há um eixo de expansão que liga umbilicalmente a China aos EUA. A separação das fronteiras é, neste momento, quase que apenas política, e eu acho difícil que questões dessa natureza façam com que, tanto de uma parte como de outra, essa ligação venha a acabar. A Europa aparece como o recheio desse sanduíche, porque é o

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autor é bacharel em direito e em ciências sociais pela USP, pósgraduado em economia industrial pelo Cepal – Instituto Latino-Americano de Planificação da Comissão Econômica das Nações Unidas para a América Latina – e doutor em economia pela Unicamp, onde é docente do Instituto de Economia desde o final da década de 1960 e professor titular desde 1985. Luiz Gonzaga Belluzzo já foi assessor da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (1969-71), assessor de economia política da presidência do PMDB (1974-92), secretário de política econômica do Ministério da Fazenda (1985-87) e secretário de Ciência e Tecnologia do Governo do Estado de São Paulo (1988-1990). Na segunda metade dos anos 70, escreveu vários artigos sobre o desenvolvimento brasileiro e suas relações com a economia internacional, procurando discutir os sinais de crise do modelo de crescimento amparado pela estratégia de endividamento externo. Autor e co-autor de vários livros, e colaborador da revista Carta Capital, em 2001 foi incluído no Biographical Dictionary of Dissenting Economists como um dos 100 economistas heterodoxos do século 20. Três anos depois, venceu o Prêmio Intelectual do Ano (Troféu Juca Pato) com o livro “Ensaios sobre o Capitalismo no Século 20” (Editora Unesp).

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AS EXPORTAÇÕES chinesas de calçados aumentaram em mais de 800 milhões de pares. Atualmente, a China é responsável por mais de 60% da produção mundial

continente com menor dinamismo e mais dificuldades, na medida em que seus países têm um estado de bem-estar social bastante pesado, com compromissos importantes, mantido por meio de cargas tributárias elevadas. Apesar disso, os europeus são superavitários na corrente de comércio com os americanos. A Alemanha, por exemplo, é o segundo país que mais exporta, sendo especializada em setores como ótica, mecânica e química finas. Todos acham que ela precisa aumentar sua competitividade, em virtude da estagnação das últimas décadas. Mas o fato é que, se isso ocorrer, o déficit dos americanos com os alemães vai aumentar. No geral, porém, a Europa tem dificuldades em manter-se no atual contexto, quando a concorrência é vencida por aqueles que oferecem os menores preços – e os chineses fazem isso. Basta entrar numa loja de departamentos e perceber que há vários televisores feitos na China. Todos iguais e muito baratos. Em 2007, os chineses vão

oferecer, no mercado norte-americano, um carro a US$ 3 mil. No Brasil, o modelo mais barato não sai por menos de R$ 23 mil, o equivalente a pouco mais de US$ 10 mil. Então, nós estamos perdidos, já que, provavelmente, a China exportará o tal carro para cá. A indústria de móveis de Santa Catarina, por exemplo, vem sendo profundamente afetada pela do Vietnã. Os dinamarqueses compram madeira bruta aqui, processam-na em seu país e, a partir dela, os vietnamitas produzem móveis que concorrem com aqueles feitos no Brasil. O que fomenta o crescimento é a capacidade de competir no mercado internacional, ou de se defender da concorrência. E nós não estamos fazendo nem uma coisa nem outra. Ao contrário: estamos deixando nossa moeda valorizar-se. Afinal, somos ricos, e assim fica parecendo que o real vale muito. E também não precisamos exportar nem concorrer com esses maníacos chineses que insistem em ter uma indústria manufatureira...

ESTE ARTIGO é uma adaptação da palestra realizada pelo professor Luiz Gonzaga Belluzzo no RC de São Paulo e publicada no boletim do clube (nº 3.632) BRASIL ROTÁRIO

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Capa

A pedra angular do Rotary No mês dedicado ao companheirismo, a importância do relacionamento entre os rotarianos merece uma reflexão Fernando Reis de Souza*

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o princípio, chamávamos nosso convívio de camaradagem – e chegamos mesmo a escolher o seu rei, na pessoa do saudoso companheiro Pacheco Moreira, sócio do RC do Rio de Janeiro. Porém, cedo esse vocábulo se tornou politicamente incorreto, e o substituímos por companheirismo. E ninguém definiu melhor o companheirismo que William Boyd, o neozelandês que no próximo mês será o presidente do Rotary International: “Nossa grande vantagem é a capacidade que temos de congregar mulheres e homens íntegros, motivados a servir, que se alegram por estar juntos, e que pensam além de si mesmos” [Brasil Rotário, abril de 2006, página 19]. E ao eleger a expressão Mostremos o Caminho como seu lema inspirador, Bill Boyd quis certamente dizer que o companheirismo é a pedra angular de todo o edifício rotário – e a maneira de se trilhar a Senda do Servir com muito mais provei16

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“Quem a serra subiu novamente sentiu a alegria de ser rotariano” RC DA ALEGRIA, DE CELSO MACEDO TRECHO DO HINO DO

to e eficácia. E se o Rotary escolheu o mês de junho para que cultuemos o companheirismo, é razoável que meditemos um pouco sobre sua importância. Vale lembrar que nossa organização, que cresceu exponencialmente durante tantos e tantos anos, encontrou dificuldades para atingir o patamar dos 1,2 milhão de rotarianos. E notem que, a partir de então, a curva de crescimento inflectiu, e já perdemos cerca de 39 mil sócios nos últimos anos. Tal inércia – que esperamos passageira – não pode ser atribuída somente ao surgimento de um espírito de companheirismo mais tênue entre nós. No entanto, é certo que não subimos mais a serra cantando o hino do RC da Alegria, de Celso Macedo, como fazíamos an-

tigamente: “Companheiro, companheiro! Companheiro petropolitano! Quem a serra subiu novamente sentiu a alegria de ser rotariano!” [boletim 45/1991 do RC do Rio de Janeiro, pg. 396]. Alguns questionamentos Cremos ser esta a hora de um criterioso exame de consciência. Senão vejamos:  A nossa política de Desenvolvimento do Quadro Social está dando maior ênfase à quantidade de pessoas a serem admitidas ou às suas qualificações e aptidões? Será que os padrinhos estão efetivamente acompanhando os primeiros passos de seus afilhados na vida rotária, dando-lhes conselhos, orientações e uma adequada instrução rotária?


Contexto

“Será que os padrinhos estão efetivamente acompanhando os primeiros passos de seus afilhados na vida rotária?”

“Os rotarianos mais jovens têm sido convidados para dar palestras ou expor suas idéias em nossas reuniões plenárias?”

 Em nossas reuniões semanais, sentamos aleatoriamente aqui e ali ou temos o hábito de ocupar sempre a mesma cadeira, junto dos mesmos amigos, com quem conversamos normalmente sobre as mesmas coisas? Conhecemos efetivamente todos os companheiros do nosso clube e sabemos exatamente quais são as suas profissões ou o ramo de seus negócios, as atividades que exercem, as especialidades que praticam ou a que se dedicam? Vale lembrar que, desde 1987, o Rotary International vem recomendando que conheçamos melhor os nossos companheiros – para o bem do Rotary e de nós mesmos.  As reuniões domiciliares de companheirismo estão sendo programadas para acontecer em nos-

sas casas ou nos salões de festa dos edifícios em que moramos? Estes eventos são revestidos de simplicidade ou prevalecem o aparato e a ostentação, inibindo aqueles que com eles não podem arcar? Uma alternativa viável para esse problema seria a realização desses eventos em clubes sociais ou casas de festas, em regime de adesão, contornando assim as dificuldades socioeconômicas do mundo de hoje.  E os torneios esportivos? Eles estão sendo programados para congregar também nossos filhos e os companheiros de outros clubes? Nenhum outro evento é capaz de atrair tantos participantes e espectadores como esses.  Os rotarianos mais jovens têm sido convidados para dar palestras

ou expor suas idéias em nossas reuniões plenárias, nas reuniões do Conselho Diretor ou em eventos de maior abrangência, como assembléias, interclubes, conferências distritais ou seminários?  Tratamos todos os nossos companheiros de igual maneira ou somos mais atenciosos com os mais bemsucedidos na vida? É bom lembrar o que o escritor colombiano Gabriel García Márquez disse certa vez: “Somente temos o direito de olhar o outro de cima para baixo quando vamos ajudá-lo a levantar-se”.  Será que o modelo de planejamento centralizado, tão intensamente adotado hoje em dia por nossas maiores lideranças – elas próprias se propondo a instituir projetos e a implantar programas em nível distrital, como se acima dos clubes houvesse um megaclube – não está inibindo excessivamente a atuação dos clubes, estatutária e regimentalmente constituídos, e apagando assim sua imagem no seio das comunidades em que estão inseridos? Esta prática, bem intencionada por um lado, mas profundamente inibidora por outro, já foi analisada com equilíbrio e sabedoria pelo EGD José Moutinho Duarte em seu artigo “Sobrevivência do Rotary” [boletim 36/1998 do RC Rio de Janeiro, pg. 145]. Recomendamos sua leitura.  E, por fim, será que os companheiros que, a cada ano, são convidados a integrar a equipe da governadoria – na verdade, às dezenas – estão se descuidando das responsabilidades que têm junto aos seus clubes? Não estará essa prática enfraquecendo por demais as atividades dos clubes, desfalcando-os daqueles rotarianos que certamente são os mais dedicados, entusiasmados e competentes? Prezados companheiros, esta exposição não tem a pretensão de traçar um diagnóstico preciso de um problema conhecido por todos nós, mas apenas alinhar alguns pontos que podem ser analisados e devidamente considerados, contribuindo para que o Rotary volte a crescer – como todos nós, do fundo do coração, desejamos. * O autor é sócio do RC do Recife, PE(D.4500). BRASIL ROTÁRIO

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Interact & Rotaract ○

PARA COMEMORAR a Semana Mundial do Rotaract, clubes de todo o Brasil se uniram e realizaram o Projeto Multidistrital 2006 Paz, Por Que Não? A Organização Multidistrital de Informação de Rotaracts (Omir-Brasil) incentivou a troca de informações entre os clubes. Além disso, pela segunda gestão consecutiva, foi fechada parceria com a Agência Informativa Rotaractiana Argentina, Uruguaia e Paraguaia, expandindo o projeto para outros países.

OS ROTARACTIANOS do distrito 4310 realizaram, na cidade de Pardinho, em São Paulo, a 1ª Conferência Distrital de Rotaract Clubs do Verão. O casal governador Paulo Cesar de Abreu e Rita e o casal EGD Eduardo Coelho e Suely prestigiaram o evento.

O ROTARACT Club de Praia Grande, SP(D. 4420) sediou a reunião conjunta com o Rotaract Club de Praia GrandeForte Itaipu, quando os jovens receberam a visita do representante distrital de Rotaract Clubs do distrito, Thiago Fonseca Sasaki, do Rotaract Club de Praia Grande-Caiçara. A reunião de companheirismo e união entre os dois clubes também teve o objetivo de mostrar os trabalhos realizados pelos integrantes e projetos futuros. Estiveram presentes também a representante distrital de Interact Clubs Cinthia Leão e sócios de outros Rotaract e Interact Clubs locais.

EM PARCERIA com a Subprefeitura Santana-Tremembé, o Interact Club de São Paulo-Jaçanã, SP(D.4430) realizou o projeto Interact no Zôo e levou 63 crianças da creche Amas-Tucuruvi para conhecer o zoológico. Com o passeio, os jovens esperam ter conseguido conscientizar as crianças a respeito de questões ambientais, como a utilização de recursos naturais, preservação do meio ambiente, coleta seletiva do lixo e combate ao tráfico de animais silvestres.

NA TERCEIRA edição do Projeto Padrão, que comemora a Semana Mundial do Rotaract, o Rotaract Club de PaulistaJanga, PE(D.4500) levou a Turma do Fon-Fon – um projeto de educação no trânsito da prefeitura e do Detran – para o Centro do Recife. O Projeto Padrão é realizado por todos os clubes da Região Metropolitana.

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EM CONJUNTO, o Interact Club de Ipuã, SP(D.4540) e o NRDC local promoveram uma confraternização para crianças carentes, na sede deste último, no Conjunto Habitacional João P. Tavares. As crianças receberam almoço e ganharam brinquedos.


APÓS UMA campanha de arrecadação, o Interact Club de Visconde do Rio Branco, MG(D.4580) doou material escolar a alunos da Escola Estadual Padre Antônio Corrêa. O material foi colocado em bolsas com o símbolo do Interact Club.

O ROTARACT Club de Rio Branco-Paul Harris, AC(D.4720) promoveu um aulão de Química para vestibulandos de baixa renda. A aula foi ministrada por uma equipe do curso de Engenharia Agronômica e Florestal da Universidade Federal do Acre, no anfiteatro da própria instituição.

EM PARCERIA com o Interact Club e o RC locais e com apoio da rede Rio Móveis, o Rotaract Club de Peixoto de Azevedo, MT(D.4440) distribuiu 600 brinquedos, 120 kg de carne e 200 litros de leite a crianças carentes.

O ROTARACT Club de São João da Boa Vista, SP(D.4590) entregou livros infantis à Casa da Criança. A doação é resultado do projeto Doe Um Livro, que começou há mais de três anos e arrecada exemplares novos ou usados, visando à criação de núcleos de estudos. Desde então, já foram doados mais de 4.000 livros para cinco núcleos, sendo três no município e dois na cidade vizinha Águas da Prata. JUNTO COM o clube local, o Rotaract Club de Guaíra, PR(D.4640) promoveu uma tarde de lazer para os idosos do Lar São José. Três músicos animaram a visita e também foi oferecido um café da tarde, patrocinado pelas empresas Planegue Planejamento e Consultoria Agropecuária e Zenga Turismo.

O INTERACT Club de Curitiba-Cristo Rei, PR(D.4730) ofereceu um curso de informática básica a alunos do Colégio Estadual Professor Elias Abrahão. O curso foi ministrado pelo rotaractiano Francisco José Tumson de Campos Carvalho e coordenado pela presidente do Interact Club, Fernanda Robazza Pinow.

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ALIADOS NO SERVIÇO

D

uas cabeças geralmente pensam melhor que uma, diz o ditado. É isto o que ocorre quando o Rotary International e os Rotary Clubs estabelecem parcerias com organizações nãogovernamentais, entidades ligadas à ONU e outras instituições. Essas alianças permitem aos rotarianos aumentar sua eficiência, obter acesso a valiosos recursos e divulgar melhor os objetivos e o trabalho de nossa organização. E acima de tudo: essas parcerias permitem aos rotarianos alcançar um grande potencial de serviço, maior do que se estivessem 20

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trabalhando sozinhos. Nas páginas a seguir, você vai conhecer o exemplo de rotarianos que aumentaram o impacto de suas ações através desse tipo de colaboração, e encontrará infor mações práticas sobre como encontrar parceiros, navegar na rede de corporações ligadas à ONU e reunir forças com outras entidades. Esperamos que com isso você se inspire a encontrar novos recursos dentro e fora do Rotary. Pronto para fazer uma parceria? Junte sua cabeça à de alguém e veja que assim vocês podem fazer bem mais.


Fazendo alianças Conheça quatro casos de parcerias bemsucedidas entre rotarianos e o setor privado Susan Carey Dempsey*

P

ode parecer difícil convencer uma grande empresa a colaborar com um projeto de seu clube. Mas acredite: isto é possível. Veja como estes RCs tiveram sucesso ao criar parcerias com o McDonald’s, a Merck & Co., o Wal-Mart e a Coca-Cola Company, e saiba como o impacto dos serviços prestados por seu clube podem ser ampliados com a participação do setor privado.

Encontre parceiros na sua vizinhança

1

O Grupo de Ação Rotária RFFA, sigla para Rotarians For Fighting Aids (Rotarianos pela Luta contra a AIDS) é um exemplo de “como pegar o touro pelo chifre”. Desde que se formou, em 2003, o RFFA conseguiu o apoio de três outras organizações, incluindo a operadora africana da Coca-Cola e sua Fundação África. A fundadora do grupo, Marion Bunch, sócia do RC de Dunwoody, EUA (D.6900) iniciou essa cooperação pioneira depois da morte de seu filho, vítima da Aids. “Como acontece com todo mundo que passa por essa situação, eu tinha que fazer alguma coisa para seguir em frente”, ela conta. “Comecei então a fazer uma extensa pesquisa junto aos maiores especialistas em Aids, perguntando a eles o que o Rotary poderia fazer. Quando encontrei o

doutor Mark Ottenweller, diretor africano da Hope Worldwide, uma ONG internacional especializada no tratamento de doentes com Aids, pensamos numa forma de parceria públicoprivada que pudesse fazer a diferença”.

Marion então criou a RFFA, com o objetivo de reunir os rotarianos interessados em colaborar num projeto de combate à Aids em parceria com a Hope. O projeto, que se concentra em aliviar o sofrimento dos órfãos da

Aids na África e no resto do mundo, ganhou o nome de Rede Africana para Crianças Órfãs ou em Situação de Risco (ou Anchor, a sigla em inglês). Na África, as operações da Hope Worldwide levam conforto às crianças e treinam voluntários rotarianos para ajudar nesses esforços. Uma escola de enfermagem local monitora e avalia os resultados. Em busca de algum apoio corporativo, Marion Bunch entrou em contato com a sede da Coca-Cola, localizada em Atlanta, nos EUA. “Fui convidada para uma reunião onde eu poderia ser apresentada à toda a equipe de executivos da empresa na África,

OS ROTARIANOS vêm trabalhando para garantir às crianças da África do Sul um futuro melhor, livre da Aids

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numa ocasião em que eles estavam nos EUA”, ela lembra. Jennifer Jenkins, uma companheira de clube de Marion que havia prestado consultoria à Coca-Cola, foi a responsável pelas apresentações. No encontro, Marion Bunch mostrou como o projeto da Anchor se alinhava aos interesses da Coca-Cola. No papel de maior empregadora do continente africano, a empresa firmou um compromisso público de combater o HIV/Aids. Marion iniciou uma campanha de persuasão dos executivos, mostrando que a colaboração traria um impacto positivo, gerando uma publicidade favorável – tudo isso por um investimento relativamente modesto. Foi aí que ela e o doutor Mark Ottenweller promoveram um lobby junto ao governo norte-americano, em Washington, para conseguir apoio financeiro à iniciativa da Anchor. Os dois decidiram concentrar seus esforços junto ao embaixador Randall Tobias, coordenador global de combate à Aids da Casa Branca, a quem apresentaram um plano propondo a Hope Worldwide

como concessionária do projeto. “Aquela era a primeira reunião de Randall Tobias, em seu primeiro dia de trabalho, logo assim que ele assumiu o cargo”, relembra Marion a respeito do encontro com o embaixador, indicado em 2003 pelo presidente George W. Bush para coordenar as atividades do Departamento de Estado referentes ao HIV/AIDS. Depois de um ano de insistência, Marion e o doutor Ottenweller conseguiram uma doação de US$ 8,1 milhões da Usaid – Agência Norte-Americana para o Desenvolvimento Internacional, um valor que persuadiu a Coca-Cola a apoiar a Anchor. “Depois de um ano e meio falando com todo mundo na Coca-Cola, acabamos garantindo o nosso maior financiador: o governo dos EUA”, ela conta. A Fundação África, da Coca-Cola, concordou em doar US$ 50 mil para tirar o projeto do papel, e a empresa, no continente africano, continuou a apoiar o projeto com sua experiência de marketing e sua rede de contatos. Os fundos recebidos ajuda-

AO LADO e abaixo, à direita: rotarianos na Tanzânia ministrando o Mectizan, remédio doado pela Merck, utilizado na prevenção da cegueira do rio. Abaixo, à esquerda: dois integrantes da RFFA abraçam uma criança assistida pelo programa Anchor

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ram os rotarianos da África a promover sessões de planejamento estratégico, discutir as operações e realizar treinamentos. “Você tem que trabalhar as suas relações e não pode desistir”, afirma Marion Bunch. “O Rotary é a mais poderosa organização humanitária do mundo. Como alguém pode abrir mão disso? É assim que eu ajo”.

Que tal uma doação em produtos?

2

Em 1998, o RC de Bonds Meadow, EUA(D.7620) doou US$ 375 a uma entidade assistencial chamada IMA – Interchurch Medical Assistance, que reúne doações de empresas destinadas à compra de suprimentos de saúde utilizados em programas baseados em países em desenvolvimento. Aquela pequena doação abriu as portas para duas organizações na luta contra a oncocercose – também conhecida como cegueira do rio ou mal do garimpeiro, uma doença provocada por um parasita que causa perda da visão em países do Terceiro Mundo. O valor do projeto multiplicou-se diversas vezes devido a uma tendência que vem sendo observada entre as empresas: as doações em produtos. Neste caso, a Merck & Co. doou o Mectizan, medicamento que previne a cegueira do rio. De acordo com a Gifts in Kind (Doações em Espécie, em inglês) uma organização sem fins lucrativos especializada nesse tipo de colaboração, as doações tornaram-se um importante instrumento de ajuda por parte das empresas. De fato, uma pesquisa realizada no ano passado demonstrou que em 2004 as doações de produtos, em vez de dinhei-

ro, totalizaram 56% de todas as contribuições feitas por empresas privadas nos EUA. Sócio do RC de Bonds Meadow, Jan Flora diz que uma etapa crítica do projeto foi assegurar um Subsídio 3H da Fundação Rotária para desenvolver uma forma de distribuir os medicamentos doados nas regiões afetadas. Atualmente, o clube de Bonds Meadow trabalha em conjunto com dois clu-


bes de Dar-Es-Salaam, na Tanzânia, onde distribuem o Mectizan com a ajuda de voluntários da IMA. “Não poderíamos combater a oncocercose sem a doação do remédio”, afirma Jan Flora. O projeto cobre uma área com um índice de infecção de 46%, e onde mora cerca de 1% das quase 18 milhões de pessoas afetadas em todo o mundo pela cegueira do rio. O tratamento envol-

ve a aplicação de uma única dose anual do medicamento. A contribuição da Merck para combater a doença na África Ocidental deve chegar a US$ 30 milhões.

Conheça as suas responsabilidades

3

O RC de São PauloBarra Funda, SP (D.4610) realiza sua

campanha anual de arrecadação de alimentos num local onde o que não falta é comida: uma loja do Wal-Mart. Em 27 de novembro do ano passado, os clientes doaram mais de uma tonelada de alimentos. A facilidade de comprar e fazer as doações no mesmo local foi o segredo do sucesso da iniciativa. “É uma grande vitória”, afirma Celso Fontanelli, organizador do evento e gerente do escritório do RI

no Brasil. Embora forneça o espaço, o Wal-Mart espera que os rotarianos assumam uma responsabilidade maior em relação ao evento. “Nós ajudamos a loja inclusive com o planejamento prévio do que os clientes vão comprar – como arroz, feijão, óleo – de forma a prevenir o esgotamento dos estoques”, explica Celso Fontanelli. Ele acrescenta ainda que a empresa pediu ao clube que treinasse proBRASIL ROTÁRIO

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motores para induzir os clientes a colaborar com o projeto – mas sem forçálos. “O Wal-Mart nos fornece uma lista sobre o que pode e o que não pode ser feito”, conta. Da mesma forma que a competição por apoio junto às empresas privadas vem crescendo, as corporações esperam que as organizações sem fins lucrativos ajam de forma compreensiva e responsável. Antes de estabelecer qualquer acordo cooperativo com uma empresa, discuta detalhadamente as expectativas em relação aos resultados.

Não se esqueça do que o Rotary pode oferecer

4

Os rotarianos da Austrália mantêm um antigo e valioso relacionamento com o McDonald’s. “Há muitos anos, os Rotary Clubs australianos têm apoiado as Casas Ronald McDonald, onde crianças portadoras de câncer são acolhidas, juntamente com suas famílias, em locais próximos aos hospitais onde fazem o tratamento”, conta Robert Aitken, sócio do RC de Lower Blue Mountains, Austrália (D.9690). Em retribuição, durante duas semanas por ano o McDonald’s australiano divulga uma causa abraçada pelos Rotary Clubs do país, veiculandoa na cobertura das bandejas onde são servidas as refeições – um número que ultrapassa os 7 milhões de unidades. A escolha do tema é feita em parceria pelas duas organizações, explica o gerente geral do Programa de Alianças Corporativas dos Rotarianos da Austrália, John Thorne, sócio do RC de North Hobart (D.9830). No início de 2005, as coberturas das bandejas ajudaram a aumentar a 24

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COM A PARCERIA do Wal-Mart, os rotarianos do RC de São PauloBarra Funda realizam anualmente uma campanha de doação de alimentos

Como começar O que vai beneficiar mais o seu projeto? Dinheiro? Ajuda voluntária? Doação de produtos? Que tal sua divulgação? Uma corporação possui acesso à mídia e experiência em marketing capazes de projetar seu clube na comunidade. Aqui estão alguns passos para você começar:

ETAPA 1

Ao fazer seu dever de casa, assegure-se de que existem afinidades entre seu clube e a corporação a ser contatada em pelo menos um destes aspectos: REGIÃO GEOGRÁFICA> As empresas geralmente elegem algumas regiões para estarem mais presentes MISSÃO> Identifique os objetivos comuns entre seu clube e o possível parceiro HISTÓRIA> Procure saber se a empresa em questão já fez doações a organizações como o Rotary ou se manifestou algum interesse em colaborar em projetos como o seu

ETAPA 2

Pense bem sobre que tipo de parceria você vai propor. Para facilitar, faça antes um inventário do que o seu clube pode oferecer.

ETAPA 3

Identificado o melhor parceiro em potencial, veja que companheiro poderia fazer esse contato entre seu clube e a empresa, iniciando assim as negociações.

ETAPA 4

Identifique se existe algum aspecto negativo na organização alvo que poderia prejudicar o projeto.

ETAPA 5

Formule propostas adequadas. Para que seu projeto possa ser analisado, você precisa evitar que ele vá para uma pilha de papel com outras propostas pouco interessantes. Forneça tudo aquilo que a corporação pedir ao seu clube, seja visibilidade na mídia, relatórios de andamento do projeto ou resultados que possam ser mensurados.

ETAPA 6

Uma regra de ouro nas relações com seus parceiros: agradeça a colaboração, mas sem exageros.

ETAPA 7

conscientização sobre os esforços dos rotarianos da Austrália em obter fundos para as vítimas do tsunami. “Recebi muitos telefonemas de pessoas dizendo que não sabiam que o Rotary estava tão engajado, e que aquela era uma boa notícia”, afirma John Thorne. “Essa conscientização só foi possível graças ao McDonald’s”. Ele estima que a impressão do material tenha custado ao McDonald’s algo em torno de 300 mil dólares australianos (aproximadamente R$ 480 mil). Robert Aitken observa que, por outro lado, a parceria também traz vantagens ao McDonald’s. “Eles vêem no Rotary uma organização responsável, e concluem que essa parceria também ajuda a melhorar a imagem pública da empresa”. Embora apresentem características diferentes, esses quatro exemplos de parceria mostrados na reportagem guardam algumas semelhanças que têm sido decisivas para que eles tenham sucesso. Através de uma pesquisa cuidadosa, do engajamento e da conscientização por parte dos envolvidos, essas parcerias podem trazer resultados positivos para todos, funcionando como um mecanismo poderoso para manter ações equilibradas e provocar mudanças sustentáveis. * A autora é editora-chefe da onPhilanthropy.com, dedicada a entidades sem fins lucrativos e profissionais voltadas à filantropia. Tradução de Eliseu Visconti Neto.


RODRIGO

A importância da Informação Rotária Antes de buscarmos novos sócios, devemos informá-los sobre nossa organização Hermes Pereira da Silva*

A

base forte de um Rotary grandioso está na Informação Rotária. Ela nos proporciona a oportunidade de sabermos o que é nossa organização, qual a sua grandeza e como ela funciona. É a Informação Rotária que nos oferece a oportunidade de sabermos onde estamos e o que podemos fazer. Enquanto não for assim, estaremos sempre perdendo sócios. É inadmissível que busquemos novos sócios sem lhes dar as devidas informações sobre a organização em que estão ingressando. Devemos pensar seriamente antes de admiti-los se isso for apenas para engrossar a estatística rotária. Esses novos companheiros precisam receber a atenção que merecem e devem ser preparados, acompanhados e valorizados pelos demais sócios do clube. O rotariano que tiver apenas compromissos financeiros (como per capita do RI, fundo distrital, revista regional e refeições) e nenhuma noção de onde está, por que está num Rotary Club e o que pode e deve fazer como sócio, jamais será um bom rotariano. Quando estive na Assembléia Internacional, em 2001, aprendi com o então presidente entrante do RI Richard King que “o rotariano é o maior patrimônio do Rotary, e por isso deve ser respeitado e valorizado”.

Transferência de conhecimento

U

m jardim só é belo se for bem cuidado, se suas flores forem adubadas e podadas na época certa. Se regadas com regularidade, elas serão capazes de revelar sua verdadeira obra divina, alegrando nossos olhos com sua beleza e satisfazendo-nos com seu agradável perfume. Nós, que somos rotarianos há algum tempo e tivemos a oportunidade de aprender um pouquinho mais sobre nossa organização, temos que dividir esse conhecimento com os novos companheiros. Façamos com que essas flores sejam belas entre as que são cuidadas no nosso jardim. Há muitos bons rotarianos por aí que gostariam de ser mais atuantes e mais úteis, e que acabam não o sendo porque às vezes nem sabem por onde começar. Nesse caso, de quem é a culpa? É nossa, que esquecemos de tratar adequadamente essas flores. Façamos com que elas sejam belas, pois elas podem – apenas dependem de bons jardineiros. Sejamos esses jardineiros, façamos com que nossa organização cresça cada vez mais em número e qualidade, principalmente. Só assim o “ralo” da evasão de sócios será fechado. É uma questão de encararmos o assunto com realidade: os rotarianos são pessoas de destaque em sua comunidade, e um Rotary que não funciona bem por causa do descuido de seus membros acaba comprometendo as pessoas que o compõem. Vale lembrar que o Rotary

International é rico em literatura, a começar pelo Manual de Procedimento, onde estão todas as diretrizes. Há também a página de Rotary na internet – acesse-a: www.rotary.org.br – que está à nossa disposição com todas as informações necessárias. Essa deficiência em relação à Informação Rotária preocupa diversas de nossas lideranças. A solução deve começar pelos próprios clubes, através de seus presidentes e conselhos diretores e de sua participação ativa nos Pets, nas Assembléias Distritais, nos seminários e em outros eventos. Esses companheiros precisam encarar com responsabilidade a realidade e a função que assumem, e para isso há a necessidade de uma preparação sólida. A roda denteada do Rotary nos coloca no sério e honroso compromisso do trabalho humanitário. Mas nós devemos estar preparados para isso. Que fique bem claro: essa é apenas uma opinião pessoal – alicerçada, em termos, na minha experiência como governador. Se houver críticas em relação ao meu ponto de vista, espero que elas sejam feitas. Também quero aprender. Certamente outras opiniões irão surgir, e eu gostaria de conhecê-las. É preciso que haja franqueza entre nós para atingirmos o nosso objetivo: praticar um Rotary mais forte. Vamos pensar nisso. * O autor é EGD e sócio do RC de São Lourenço do Sul, RS(D.4680).

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Atibaia vai s Imagine uma cidade bonita, tranqüila, a apenas 50 km da capital de São Paulo, com um dos melhores climas do mundo e um hotel resort de nível internacional. Assim é Atibaia e o seu hotel Bourbon, sede do XXIX Instituto Rotário do Brasil.

A FESTA da Flor em Atibaia é aguardada com o maior interesse

Lindoval de Oliveira*

Vá e leve a família à Atibaia. Você prometeu fazê-lo em Institutos anteriores mas por uma razão ou outra não pôde cumprir. Chegue antes do evento, que será realizado de 31 de agosto a 3 de setembro, e passe dias inesquecíveis ao lado da família e de outros rotarianos com seus cônjuges. Mesmo nos dias em que você estiver participando ativamente do Instituto, sua mulher e as crianças irão cumprir muitas atividades proporcionadas por equipes de especialistas em recreação no Bourbon e certamente em outros hotéis. Isso sem falar nos passeios por pontos turísticos atraentes e bem cuidados de Atibaia. E que tal dedicar um dia para umas comprinhas na cidade vizinha de São Paulo? 28

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surpreender

PARQUE MUNICIPAL EDMUNDO ZANONI

É

o antigo Clube de Campo, rebatizado com o nome de um ex-prefeito da cidade. Em sua área de 38.700m2, abriga o Salão do Artesão, o Museu de História Natural, um pavilhão de exposições, playground e lanchonete. Tudo isso em meio a extensos gramados, bosques, viveiros de pássaros e um lago com pedalinhos, patos e gansos.

MUSEU MUNICIPAL JOÃO BATISTA CONTI

o

prédio foi construído em 1836 para sediar a Cadeia e o Fórum Municipal. Tornou-se museu em 1952. Possui um valioso arquivo de documentos do Brasil Colônia e do Império, além de fotos antigas da cidade.

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PEDRA GRANDE

É

, talvez, o principal ponto turístico da cidade devido ao vôo livre, um esporte muito praticado em Atibaia. Mesmo para quem nunca voou de asa delta, vale uma subida até a Serra de Itapetinga, pois de lá são avistados seis municípios: Bragança Paulista, Piracaia, Nazaré Paulista, Bom Jesus dos Perdões, Jundiaí e São Paulo.

BOURBON ATIBAIA

SALA DE jogos eletrônicos

DENTRO DO spa, espaço para as técnicas orientais de bem-estar e relaxamento

ALÉM DAS quadras de tênis, há também as de futebol, poliesportiva e um campo de futebol profissional SPA

Reservas em hotéis Bourbon Atibaia Resort, SPA & Convention, sede do Instituto – (11) 4414-4700 e toll free 0800-703-4041; e-mail: bourbon.atibaia@bourbon.com.br Village Eldorado Atibaia – (11) 4411-0533 Park Hotel Atibaia – (11) 4414-2501

Ipatinga Plaza Hotel – (11) 4411-4249 Bartolo Plaza Hotel – (11) 4411-1278 Atibaia Residence Hotel – (11) 4412-9033 Grande Hotel Atibaia – (11) 4411-0055 Hotel Estância Lynce – (11) 4411-1733 Atibaia Hotel Panorama – (11) 4412-3436

* O autor é jornalista, sócio do RC do Rio de Janeiro, RJ(D.4570) e editor da Brasil Rotário. 30

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Mensagem do DRI e convocador do IRB Carlos Enrique Speroni

ATIBAIA, A PORTA DO PARAÍSO

P

ara alegria nossa, todos os anos nos defrontamos não apenas com a oportunidade de compartilharmos e desfrutarmos Rotary, mas também de nos inspirarmos, motivarmo-nos e informarmo-nos reciprocamente, como conseqüência da realização dos Institutos em cada uma das 34 zonas em que se divide o mundo rotário. A relevante presença do Brasil nesse mundo faz com que o seu Instituto seja único e convocatório de todo o seu rotarismo, assentado nas Zonas 20 e em parte da 19, já há quase 30 anos, quando se reuniu pela primeira vez, em 1978, tendo como convocador Paulo Viriato Corrêa da Costa e como coordenador, Maximiliano Ferber, dois amigos sempre lembrados com muita saudade. Toda a rica geografia brasileira tem servido para que os Institutos sejam conhecidos e lembrados como expressões genuínas do pensamento regional, abarcando um amplo espectro territorial com diferentes características e uma só visão: construir um Rotary melhor e para todos. Atibaia será uma nova destinação, nunca anteriormente visitada, assim como o foi, no ano passado, a bela Cuiabá, seu Pantanal e suas ricas flora e fauna. Para nos receber, Atibaia oferece um presente especial: o segundo melhor clima do mundo – segundo a Unesco – com suas flores, seus morangos, a prática de esportes que inclui uma das melhores rampas para vôo livre do Brasil, seus tapetes artesanais e sua gente, tudo servindo de moldura para uma excepcional sede que é o Bourbon Resort. Pelo que descrevi acima, me permiti dar a esta

apresentação o título de “Atibaia, a porta do paraíso”, porque será nesse local de excepcional beleza que se desenvolverão, de 31.08 a 03.09, as sessões do XXIX Instituto Rotário do Brasil, que serão honradas com as presenças do presidente Bill Boyd e de sua mulher Lorna, do representante da Fundação Rotária, Dong Kurn Lee, do EPRI e presidente do Conselho de Curadores da Fundação Rotária, nosso querido Luis Vicente Giay e sua encantadora Célia, dos diretores e governadores do Brasil e da região, como também de outros líderes do Rotary de anos anteriores, atuais e futuros. A Comissão Organizadora, presidida por Antônio de Paiva Diniz, e uma qualificada equipe de dirigentes do distrito, garante o sucesso desta convocação, que recebeu o apoio das autoridades por intermédio do prefeito de Atibaia, sr. José Roberto Trípoli. Cabe a cada um de nós prestigiar esse evento com nossa presença e nossa participação, para que o brilhantismo das jornadas faça o título “Atibaia, a porta do paraíso” ter sido, realmente, uma expressão feliz. Falta pouco tempo para nos encontrarmos e podermos compartilhar, com grande proveito, uma convocação que nos levará a aperfeiçoar o que fazemos, projetar o que pensamos e oferecer nossas habilidades no âmbito do Dar de Si Antes de Pensar em Si como base do compromisso assumido de Mostrar o Caminho para esta etapa inicial do Segundo Centenário.

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Como se inscrever FORMA DE PAGAMENTO

Cheques em nome de Fúlvio Abrami Stagi.

Valores:

Remessa da ficha de inscrição e dos cheques para o tesoureiro: FÚLVIO ABRAMI STAGI Rua Luca Signorelli, 121 Jardim Martinelli – Penedo Itatiaia – RJ – CEP: 27531-180

R$ 400,00 (quatrocentos reais) parcelados nos meses de: março, abril, maio e junho, em quatro cheques de R$ 100,00 (cem reais) cada. R$ 450,00 (quatrocentos e cinqüenta reais) – A partir do mês de julho e até a realização do evento, em um só pagamento.

Para contatos: E-mail: fulvio@contagi.com.br Tels.: (24) 3351-1321 (24) 3355-8182 – Telefax

FICHA DE INSCRIÇÃO HOTEL BOURBON ATIBAIA Rodovia Fernão Dias



I

FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO Nº __________________________

DISTRITO: _____________ ANO DA GOVERNADORIA: _________ / _________

CIDADE: _______________________ ESTADO: __________________________

NOME (completo): ____________________________________________________________________________ Aniversário: dia ___________ mês _________________ Nome para o crachá: __________________________________________________________________________ RC de _______________________________________________________________________________________ Profissão: ___________________________________________________________________________________ Classificação: ________________________________________________________________________________ Nome do Cônjuge (completo): __________________________________________________________________ Aniversário: dia ___________ mês __________________ Nome do Cônjuge para o crachá: _______________________________________________________________ Endereço:_________________________________________________________ nº: ________ Aptº. ________ Bairro: __________________________________ Cidade: ____________________________________________ Estado: _________________________________________________ CEP _________________ — ___________ Telefones: Residencial: (______) __________________ Comercial: (______) ____________________________________

e-mail: ______________________________________________________________________________________

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Celular: (_____) _____________________________ Fax: (______) ____________________________________


Rotarianos que são notícia ○

O COMPANHEIRO Ivo Sanches (à esquerda), do Rotary Club de SantosPonta da Praia, SP(D.4420), assumiu a Delegacia do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de Santos.

COMPANHEIRO DO Rotary Club de Itajubá-Oeste, MG(D.4560), Francisco Carlos Ribeiro recebeu uma Menção Congratulatória da Câmara Municipal local, pelo trabalho à frente do curso preparatório para o vestibular desenvolvido na Associação de Apoio ao Menor Aprendiz de Itajubá. A homenagem foi entregue pelo gerente da associação, Carlos Leite, e por um dos alunos aprovados no vestibular Roberson Wander de Oliveira.

SÓCIO DO Rotary Club de Juquitiba, SP(D.4610), Marcos Mitio Takayama (centro) foi agraciado com a Medalha de Emancipador da Cidade, em Sessão Solene no Plenário da Câmara Municipal local. Na mesma cerimônia, o companheiro José Jarbas Ferreira (à direita) recebeu a Medalha de Honra ao Mérito, pelo trabalho na ONG Canarinhos de Juquitiba, da qual é presidente. Eles posaram ao lado do presidente do clube, Pedro Schmickler, que recebeu homenagem de Honra ao Mérito em nome do RC.

MARIA SILVA Ferreira, sócia do Rotary Club de Aparecida do Taboado, MS(D.4470), foi homenageada pela Câmara Municipal local com o título de Mulher Cidadã Eleonora Camargo Queiroz. Ela recebeu o título nas presenças de companheiros, autoridades municipais e familiares.

COMPANHEIRO DO Rotary Club de São PauloPerdizes, SP(D.4610), Paulo da Rocha Camargo foi condecorado com a comenda Sol Nascente, outorgada pelo governo japonês. A homenagem foi entregue nas presenças do cônsul geral do Japão em São Paulo, Masuo Nishibayashi, e da mulher, a consulesa Ikuko (de pé), do filho, Walter da Rocha Camargo, da mulher do homenageado, Carmen, e do empresário Shunji Nishimura.

O EGD do distrito 4570 Mauro Ribeiro Viegas foi reconduzido ao posto de membro titular do Conselho Nacional de Recursos Hídricos.

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Economia ○

“Bye bye” dívida externa NINJA

George Vidor*

D

esde os tempos do Império, as crises mais graves da economia brasileira estiveram associadas a desequilíbrios no câmbio. E a última pela qual o Brasil passou foi exatamente em 2002, ano de eleições gerais. Em outubro de 2006 teremos novas eleições gerais, mas a conjuntura econômica em nada se compara com a de quatro anos atrás. De lá para cá as exportações deram um grande salto (praticamente dobraram), permitindo que o país acumulasse elevados saldos na balança comercial. Os fluxos de capitais financeiros também se restabeleceram e há sobra de moeda estrangeira no mercado brasileiro. O câmbio se apreciou, ajudando a derrubar os índices de inflação, de modo que o Banco Central deverá atingir a meta bem na mosca (4,5%), e com as taxas de juros em trajetória de queda. Os analistas das instituições financeiras chegam a projetar para o fim de 2006 uma taxa básica de juros nominal inferior a 14%, que será a mais baixa desde o lançamento do real. Se essa redução nos juros de fato se concretizar, as finanças governamentais terão um alívio considerável e possivelmente a dívida pública diminuirá, enfim, como proporção do PIB – Produto Interno Bruto. A Secretaria do Tesouro Nacional calcula que essa relação dívida pública/PIB, que permaneceu estacionada em 50%, chegará a 2010 em torno de 40%. 34

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“Os analistas chegam a projetar para o fim de 2006 uma taxa básica de juros nominal inferior a 14%” Hora do adeus O mais surpreendente, porém, é a reviravolta na dívida externa. Em abril, o Tesouro resgatou os títulos remanescentes da renegociação da dívida brasileira após a moratória da década de 80. E outros papéis da dívida com vencimento previsto até 2010 também estão sendo recomprados. Com isso, a dívida externa do setor público, que foi da ordem de US$ 120 bilhões, está caindo pela metade e, em dezembro, pelas previsões do Tesouro, ficará na faixa de US$ 60 bilhões, o mesmo

valor das reservas em moeda estrangeira à ordem do Banco Central. Nesse caso, podemos dizer adeus para a dívida externa, que tantas dores de cabeça causou à economia brasileira, já que a outra parcela é de responsabilidade do setor privado e de companhias estatais que têm receita em moeda estrangeira e não terão dificuldades para cumprir com seus contratos. Em conseqüência desse adeus, há abundante oferta de crédito para o Brasil no mercado financeiro internacional a taxas de juros declinantes, o que contribui para que os juros também caiam aqui dentro, em algum momento. O desafio agora tem sido o de evitar uma maior apreciação do câmbio, pois a valorização do real tem prejudicado em especial o agronegócio brasileiro – literalmente, a nossa galinha dos ovos de ouro. Mas, se comparado com os outros que o país enfrentou, esse é um bom problema. *O autor é colunista do jornal O Globo e comentarista da Globonews.


Decoração  Angela Barquete & Cristiane Dornelles ○

LIVING – PARTE II

Tranqüilidade deve orientar a composição do ambiente Na edição de abril, publicamos a primeira parte desta matéria em que as colunistas focalizam o living. Nesta edição, estamos completando esse magnífico trabalho.

O

living é um local onde nós, e as visitas, devemos nos sentir bem à vontade – um templo para a alma. O desejo de impressionar outras pessoas nunca deve ser mais importante que o estilo de vida pessoal do morador, sem esquecer o seu conforto. Um living é mais do que o ajuntamento dos elementos para uma decoração. É necessário discernir quais desses elementos são os mais interessantes, verificando se eles se adaptam ao tipo de vida do cliente. Devemos observar bem a arquitetura da sala, o espaço disponível e o que queremos do ambiente a ser decorado. Em outras palavras: antes de representar uma simples reunião de objetos, o living precisa responder a estas perguntas: será um lugar para se ficar mais duran38

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te o dia ou mais durante a noite? Deve ser claro, aberto e arejado ou à meia-luz e aconchegante? Obtidas as respostas e colocados os móveis e estofados, é chegada a hora da distribuição dos demais elementos. O principal deles, o ponto de atração, é – seguramente – a TV. Talvez o morador veja muita TV mas não quer que os outros saibam; talvez veja pouco mas não deseja que o receptor domine o ambiente. O local da TV, como informamos na edição anterior, deve ser integrado ao living e proporcionando o necessário conforto aos espectadores. Mesmo sendo um lugar de descanso, o living deve ser organizado para se alcançar a tranqüilidade esperada. Tenhamos em mente que os ambientes são capazes de alterar pro-

fundamente o nosso comportamento, mesmo de forma inconsciente. Os livings que são a expressão do estilo de vida do dono instantaneamente nos colocam à vontade. ANGELA BARQUETE (sócia do RC do Rio de Janeiro-Ipanema) e CRISTIANE DORNELLES www.transitions-design.com Tels.: (21) 2259-7348 (21) 2239-3375


Decoração

LIVING CONTEMPORÂNEO de um apart hotel em tons de branco e com detalhes de madeira

BRASIL ROTÁRIO

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Rides,

a nova parceria internacional Rede de Investigação e Desenvolvimento em Saúde Tropical nos Países de Língua Portuguesa vai combater a malária e outras doenças undada em 1962 com o objetivo de reunir profissionais da saúde e pesquisadores interessados no estudo de doenças tropicais, a Sociedade Brasileira de Medicina Tropical organiza anualmente um congresso voltado à divulgação dos resultados de pesquisas científicas e o intercâmbio de experiências entre seus associados. Neste ano, o Congresso de Medicina Tropical foi realizado entre os dias 4 e 8 de março em Teresina, no Piauí. Presidido pelo professor doutor Carlos Henrique Nery Costa, da Universidade Federal do Piauí, o evento teve a participação de diversos pesquisadores estrangeiros, vindos de países como EUA, Inglaterra, Alemanha, Argentina e Peru, e contou ainda com a presença do cientista italiano Andrea Gambotto, responsável pelo desenvolvimento da vacina contra a gripe aviária. Um grupo, no entanto, mereceu um destaque especial: o dos congressistas originários de países de língua portuguesa – 19 no total: seis do Brasil, seis de Portugal, quatro de Moçambique, dois de Cabo Verde e um de Angola – que participaram do I Encontro de Medicina Tropical dos Países de Língua Portuguesa, realizado juntamente com o congresso e organizado pela CIP/Plop – Comissão Interpaíses Brasil-Portugal e demais Países de Língua Oficial Portuguesa, ação do Rotary voltada à defesa e valorização da língua portuguesa. No Brasil, a comissão é representada pela FRSP – Fundação de Rotarianos de São Paulo, presidida pelo companheiro EGD Eduardo de Barros Pimentel, também presidente da seção brasileira da CIP/Plop [conheça melhor esta iniciativa na entrevista com Pimentel publicada na edição de maio da Brasil Rotário].

F

lações Internacionais da FRSP, o encontro abrangeu duas sessões. Numa delas, foi discutida a importância da colaboração da sociedade com a medicina, seguindo o exemplo do Rotary. Na outra, foram analisadas as ações a serem desenvolvidas com a parceria de institutos e sociedades de medicina tropical dos países de língua portuguesa, trabalho que resultou na elaboração de um protocolo para a constituição da Rides – Rede de Investigação e Desenvolvimento em Saúde Tropical nos Países de Língua Portuguesa, reunindo Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, e Timor Leste. Através da seção brasileira da CIP/Plop, o Rotary

Atividades Com a presença do secretário-executivo da CIP/ Plop, o companheiro Gunter Pollack, gerente de Re-

O SECRETÁRIO-EXECUTIVO da CIP/Plop, Gunter Pollack, e o governador do distrito 4490, Hermógenes Alves de Oliveira Neto

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PARCIAL DA mesa diretora do congresso: Fernando Correia Lima, representante da Regional Teresina da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical; Rejane Dias, primeira-dama do Estado do Piauí, seguida pelo marido, o governador Wellington Dias; Carlos Henrique Nery Costa, presidente do 42o Congresso de Medicina Tropical; Marcelo Simão Ferreira, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical; Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde do ministério da Saúde; Hindrich Sudeck, representante da Sociedade Alemã de Medicina Tropical; e Tatiana Chaves, secretária de Saúde do Piauí

foi convidado para a Comissão de Gestão da Rides. Entre os objetivos da rede, estão o aumento da produtividade científica nos países membros e o desenvolvimento de programas integrados de colaboração, com o estabelecimento de estações de trabalho comuns, além de programas de formação e capacitação. Durante o congresso, a Comissão Interpaíses do distrito 4490 (Maranhão, Piauí e Ceará) ofereceu um almoço aos participantes do Brasil e do exterior. Sete dos 10 RCs de Teresina estiveram representados, tendo à frente o governador Hermógenes Alves de Oliveira Neto, o EGD Sebastião Beethoven Brandão (coordenador distrital da CIP/Plop) e o EGD Edílson de Carvalho. A CIP/Plop foi convidada para participar do próximo Congresso de Medicina Tropical, marcado para ocorrer em março do ano que vem na cidade paulista de Campos do Jordão. BRASIL ROTÁRIO

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O SEMINÁRIO reuniu Maria Tereza, Vera Lúcia Pitoni, Eduardo de Barros Pimentel, o casal Daniela e Sizenando Affonso, Maria Aparecida Pereira (Cidinha) e Nadeje Gandur

ANGOLA NO ROTEIRO DA CIP-PLOP Além da defesa da língua portuguesa, seminário debateu temas como saúde, alfabetização e recursos hídricos

E

xcedeu as mais otimistas expectativas o II Seminário Rotário dos Países de Língua Oficial Portuguesa (Plop), realizado em Luanda, capital de Angola, entre 14 e 16 de abril. O evento teve por objetivo estreitar as relações entre os rotarianos dos países de língua portuguesa, tratando, especificamente, do desenvolvimento dos trabalhos da CIP – Comissão Interpaíses Brasil/Portugal – e a cooperação do Rotary. O seminário teve a coordenação conjunta da CIP-Portugal/Angola, nas pessoas do chairman EGD Carlos Lança, sócio do RC do Porto (D.1970) e da companheira Isabel Fontes Pires, presidente do RC de Luanda, (D.9350), cujo trabalho foi fundamental para que o seminário tenha obtido tamanho sucesso. O evento aconteceu no aldeamento turístico Roça das Mangueiras, na península Luanda-Mussolo. Do importante encontro participaram rotarianos do Brasil, Portugal, Angola e Espanha, contando com a presença do embaixador de Moçambique em Angola. O RC de São Paulo (D.4610) esteve representado pelo chairman da CIP-Plop no Brasil, EGD Eduardo de Barros Pimentel, e sua mulher, Maria Tereza; e pelo coordenador da CIP-PLOP 44

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no distrito 4610, EGD Sizenando Affonso, acompanhado da mulher, Daniela. A delegação brasileira ainda contou com a presença das rotarianas Maria Aparecida Pereira, do RC de São Paulo-Cantareira (D.4430); Vera Lúcia Pitoni, companheira do RC de Porto AlegreMoinhos de Vento, RS (D.4670); e de Nadeje Gandur, do RC de Taubaté-Joana Martins Castilho, SP (D.4600). A delegação brasileira foi a de maior representação. Além da ênfase na defesa da língua portuguesa, foram abordados assuntos de interesse da comunidade local, em cuja avaliação o Rotary pode propor projetos no âmbito dos programas da organização, em áreas como educação, saúde, meio ambiente, paz mundial e oportunidades de intercâmbio de projetos entre o Brasil e Angola. Enfocando essas áreas, foram discutidos aspectos da alfabetização; a problemática dos recursos hídricos e a gestão da água potável em Angola; temas relacionados com o combate à malária e outros assuntos de interesse da saúde pública em Angola. Vários protocolos de intenção e de projetos rotários foram celebrados durante o evento. Os companheiros EGDs Eduardo de Barros Pimentel e Sizenando Affonso foram palestrantes. Eles abordaram, respectivamente, os temas Fundação de Rotarianos de São Paulo e Fundação Rotária, e oportunidades de intercâmbio de projetos entre o Brasil e Angola. Visando futuras atividades da CIPPlop no Brasil, Pimentel manteve entrevista pessoal em Luanda com o embaixador brasileiro em Angola, Marcelo Vasconcelos. Na esteira dos assuntos tratados no Seminário, Eduardo Pimentel manteve negociações conclusivas para a criação da Comissão Interpaíses Brasil/Angola, com a finalidade de dar continuidade às propostas apresentadas, tendo sido indicada a companheira Sylvia Nagy, do RC de Luanda, para representante angolana na comissão.


Frei Joe

Livros ○

Orgulho e preconceito Tony Hendra Objetiva

Jane Austen Civilização Brasileira

Trata-se de um livro de memórias em que o humorista britânico Tony Hendra – da mesma geração do Monty Python – conta como sua vida foi determinada pela influência do frei Joseph Warrillow, um frade beneditino desengonçado e gago, mas de extraordinária sabedoria. No livro, o comediante retraça sua trajetória pessoal desde os anos 1950, quando revelou um desejo juvenil de ingressar no sacerdócio, passando pelo fracasso profissional e emocional, marcado por problemas com álcool e drogas, até chegar à felicidade de seu segundo casamento.

A chegada de dois jovens – o rico e promissor Charles Bingley e seu amigo, o altivo e ainda mais rico Fitzwilliam Darcy – à vila de Longbourn causa um grande alvoroço entre as moças da região. Especialmente na família Bennet, cujas cinco filhas – a bela Jane, a sensata Elizabeth, a culta Mary, a imatura Kitty e a desvairada Lydia – foram criadas com um único propósito na vida: encontrar um bom marido. Tudo o que elas desejam são os intermináveis compromissos sociais, bailes e jantares, oportunidades perfeitas para cumprirem seu destino. O que não parece muito difícil após a chegada dos dois rapazes, pois Bingley logo se interessa por Jane. Já Elizabeth, ao conhecer Darcy, imediatamente o acha arrogante e convencido. Darcy, por sua vez, também não se encanta pela inteligência e a perspicácia de Elizabeth. Para se casar, eles terão que lutar contra os sentimentos contraditórios que oscilam entre a paixão, o orgulho e o preconceito.

Memórias de uma gueixa Arthur Golden Imago Década de 20, Kyoto, Japão. Um pescador viúvo oferece as filhas – uma delas com apenas sete anos – para que se tornem gueixas. O destino parecia estar traçado, ainda em plena infância, para as duas irmãs. No entanto, o tempo mostrará que mais forte foi a determinação de uma menina mulher em se tornar uma das gueixas mais famosas da época. O escritor conheceu sua musa inspiradora, Mineko, mãe de um amigo com quem trabalhou em Tóquio. Como um fantoche, Chyio-Sayuri – personagem principal do livro – ganhava voz. Aulas de comportamento, dança, maquiagem estão na saga da japonesa. A perda da virgindade vem como uma conseqüência natural, com o autor mostrando que, para uma gueixa, este momento fazia parte da tarefa sócio-político-cultural da época. Sayuri ganha destaque por sua beleza. Amores frustrados e amizades sinceras dão autenticidade ao enredo. O relato detalhista dessa saga transporta o leitor pelo tempo e faz com que cada um se sinta numa das famosas casasde-chá do pós-guerra, à mercê de aromas orientais e de uma cultura ímpar.

Uma breve história de quase tudo Bill Bryson Companhia das Letras Ao constatar que ignorava o porquê dos oceanos serem salgados, o escritor e cronista Bill Bryson percebeu, com certo desagrado, que tinha pouquíssimo conhecimento sobre o planeta em que vivia. A indagação o propeliu à tarefa épica de entender – e explicar – tudo o que sabemos sobre o mundo. Bryson parte da origem do universo e segue até os dias de hoje, tratando de assuntos relacionados à física, geologia, paleontologia e todas as outras

disciplinas que considerava “maçantes” na escola. Antítese do texto didático tradicional, sua prosa foge dos jargões técnicos sem nunca abrir mão da profundidade. A preocupação do autor está em entender como os cientistas realizam suas descobertas.

A Sombra do Vento Carlos Ruiz Zafón Objetiva Tudo começa em Barcelona, em 1945. No dia em que Daniel Sempere está completando 11 anos, seu pai lhe dá um presente inesquecível: em uma madrugada fantasmagórica, leva-o a um misterioso lugar no centro histórico da cidade, o Cemitério dos Livros Esquecidos. O lugar, conhecido de poucos barceloneses, é uma biblioteca secreta e labiríntica que funciona como depósito para obras abandonadas pelo mundo, à espera de que alguém as descubra. É lá que Daniel encontra um exemplar de A Sombra do Vento, do também barcelonês Julián Carax. O livro desperta no jovem e sensível Daniel um enorme fascínio por aquele autor desconhecido e sua obra, que ele descobre ser vasta. Obcecado, Daniel começa então uma busca pelos outros livros escritos por Carax e, para sua surpresa, descobre que alguém vem queimando sistematicamente todos os exemplares por todos os livros que o autor já escreveu. Daniel logo irá entender que, se não descobrir a verdade sobre Julián Carax, ele e aqueles que ama poderão ter um destino terrível.

Vale a pena ler

A ARTE DA POLÍTICA – A história que vivi – Fernando Henrique Cardoso – Civilização Brasileira

MENTIRAS NO DIVÃ – Irvin D. Yalom – Ediouro UMA LONGA QUEDA – Nick Hornby – Rocco UM VELHO QUE LIA ROMANCE – Luis Sepúlveda – Relume Dumará O FAZ-TUDO – Bernard Malamud – Record BRASIL ROTÁRIO

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Distrito 4530

Conferência do Servir no Novo Século

“P

ensando em vocês, pessoas muito especiais que são, na sua condição de integrantes da grande família rotária, escolhemos para símbolo desse encontro o próprio símbolo da Harmonia: a Lira, materializada em um belo trabalho do artista plástico Felix Valois”. Palavras do GD Sylvio Santinoni, presidente da 51ª conferência do distrito 4530 – a Conferência do Servir no Novo Século – em sua mensagem de boas-vindas aos cerca de 1.300 rotarianos, cônjuges e convidados que lotaram a sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional, em Brasília, no dia 20 de abril, local da sessão solene de abertura. Vale lembrar que o distrito compreende os RCs do Distrito Federal e dos estados de Tocantins e parte de Goiás. O representante pessoal do presidente do Rotary International no evento foi o EGD Edson Avellar da Silva, sócio do RC Rio de Janeiro-Ramos e gerente-executivo da Cooperativa Editora Brasil Rotário. Edson iniciou seu pronunciamento dizendo: “Tenho uma gratificante tarefa a cumprir nesta noite: representar o presidente Carl-Wilhelm Stenhammar e sua mulher Monica nesta Conferência do Servir no Novo Século. Missão árdua, desafiante e gratificante. Árdua por ter que interpretar a ação inspiradora desse grande líder do Rotary International; desafiante pelo fato da conferência desenrolar-se em Brasília, capital do nosso país, repositório dos nossos sonhos de desenvolvimento e igualdade social; desafiante porque neste solo fértil e generoso, em 1958 – portanto dois anos antes

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O CENTRO da mesa diretora da 1ª plenária: companheiro Vicente Nogueira Filho, ministro Roberto Rodrigues, GD Sylvio Santinoni, presidente da conferência, e o EGD Edson Avellar da Silva, representante pessoal do presidente do RI Carl-Wilhelm Stenhammar

da fundação da capital – a semente do Rotary foi lançada com a fundação do Rotary Club de Brasília, e gratificante pela oportunidade do convívio fraterno com os queridos amigos do distrito 4530, os quais reverencio na pessoa do aide Eurípedes Junqueira e sua mulher, Gení”. Nos dias seguintes – 21 e 22 – foi cumprido um programa de trabalho com muitas atividades, inclusive – e principalmente – palestras inspiradoras, informativas e esclarecedoras de convidados como o bispo dom Guilherme Antonio Werland e o ministro da Agricultura Roberto Rodrigues; de autoridades rotárias como os EGDs Geraldo Rosa, Eurípedes B. Junqueira, Osvaldo Dias Carvalho, William Leyser O’Dwyer, César Augusto dos Reis, José Marques Zago, Carlos de Laet Azevedo Braga, além do chairman Sylvio Santinoni, dos governadores indicados 2006-07

Luiz Gustavo Kuster Prado e 2007-08 Moacir Lázaro de Melo; do companheiro do RC de Brasília-5 de dezembro, Vicente Nogueira Filho. Destaques, também, para os presidentes dos Grupos de Trabalho, EGDs Flávio Antonio Queiroga Mendlovitz e Helier Prado Silva; para o apresentador do IGE, governador indicado 2008-09 Ronaldo Carneiro; os que trabalharam na retaguarda, como os EGDs Adélio Alves de Mendonça e Othon Pio de Abreu, e os companheiros Cícero Marques Costa, Osvaldo Joaquim de Souza e Tenison Pereira da Silva. Foram também aides de Edson: Huelder Alves e sua mulher, Nice. A 51ª conferência do distrito 4530 teve no seu encerramento um animado jantar dançante no Hotel Nacional de Brasília.


Escritório Contábil Nova Visão Ltda. CONTABILIDADE – DESPACHANTES LEGALIZAÇÃO DE FIRMAS

Imp. de renda p/Física e Jurídica Rua Álvaro Alvim, 31 - 16º andar - Centro Fone: (21) 2533-3232 G Fax: (21) 2532-0748 Cep: 20031-010 - Rio de Janeiro - RJ Direção: Joaquim Silva e José Soares

Prestigie os anunciantes desta revista. Você os conhece: são companheiros rotarianos BRASIL ROTÁRIO

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Informe do RI aos rotarianos

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○ ○ ○ ○

Quadro Social (Assistência aos Governadores de Distrito e aos Clubes) Carlos A. Afonso carlos.afonso@rotary.org

○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○

Gerente Celso Fontanelli celso.fontanelli@rotary.org

Supervisora Financeira Sueli F. Clemente sueli.clemente@rotary.org Encomendas de Publicações, Materiais e Programas Audiovisuais Elton dos Santos elton.santos@rotary.org Tel.: (11) 3826-2966 Fax: (11) 3667-6575

Endereço Rua Tagipuru, 209 São Paulo SP – Brasil – CEP 01156-000 Tel: (11) 3826-2966 Fax: (11) 3667-6575 Horário: 2ª a 6ª, de 8h00 às 17h00

Supervisor da Fundação Rotária Edilson M. Gushiken edilson.gushiken@rotary.org

Escritório do RI no Brasil Home page: http://www.rotary.org.br

simultaneamente em Malmö, Suécia, e Copenhague, Dinamarca, de 11 a 14 deste mês; Salt Lake City, EUA, em 2007. Possíveis locais para futuras convenções: Los Angeles, EUA, 2008; Seul, Coréia, 2009; Montreal, Canadá, 2010; Nova Orleans, EUA, 2011; e Bancoc, Tailândia, 2012.

A Seu Serviço

Próximas convenções do RI:

D

e trenó, o presidente do RI CarlWilhelm Stenhammar passeia pelo rio Chena durante sua visita a Fairbanks, no Alasca, EUA, após a sua estada no Chipre. Julie Fougeron, sócia do clube local, explicou-lhe rapidamente alguns conceitos básicos de como manejar o trenó puxado pelos cães huskies. A foto mostra que ele aprendeu bem...

Mais rotarianos no Chipre Os rotarianos estão entre o crescente número de residentes do Chipre empenhados em neutralizar as desavenças entre os enclaves grego e turco que têm dividido essa ilha mediterrânea por mais de quatro décadas. Uma reunião realizada em Nicósia contou com as presenças dos companheiros dos 18 Rotary Clubs locais e a honrosa participação do presidente do RI Carl-Wilhelm Stenhammar, o qual, em seu pronunciamento, destacou os esforços humanitários e de paz desenvolvidos pelos rotarianos da região. Há séculos, as culturas do Sul da Europa e do Oriente Médio se cruzam no Chipre. Entretanto, pela maior parte dos últimos 43 anos, o misto de violência e constante estado de tensão frustraram o sonho da instauração de uma nação unida e multicultural. Felizmente agora a cooperação entre rotarianos cipriotas de origens grega e turca abre uma porta de esperança a esse país tão polarizado. Rotarianos locais têm trabalhado com líderes seniores da organização para evitar que as divisões políticas e separatistas não levem os Rotary Clubs de roldão, separando-os por etnia. Dois dos 18 clubes estão localizados no setor turco, politicamente separado do resto do país. “Demonstramos o compromisso rotário de apoiar pessoas de boa vontade para trabalhar através da organização com vistas ao benefício comunitário, independente de religião, idioma e cultura”, diz John Strongylos, governador do distrito 2450 e sócio do RC de Kyrenia. Doros Jeropoulos, ex-governador do distrito e sócio do RC de Limassol-Amathusia, explica que, apesar das diferenças políticas, os cipriotas gregos e turcos começaram a travar contato. “Está aumentando o número de visitas entre eles, e grupos como partidos políticos, associações culturais, agremiações de jovens, entre outros, estão colaborando para a resolução de problemas”, disse. “Procuramos deixar de fora questões delicadas, e até o momento temos logrado o intento de nos concentrarmos principalmente no trabalho rotário”.

Rotary International Secretaria (Sede Mundial) 1560 Sherman Avenue,Evanston, Il 60201 USA Phone: 00-21-1847 866-3000 Fax: 00-21-1847 328-8554 Horário: 8h30 às 16h45 (horário de Washington)


Clube doa secadora para papéis reciclados Equipamento é para o Centro Assistencial Cruz de Malta, onde os companheiros desenvolvem campanha de preservação do meio ambiente RC DE São Paulo-Nove de Julho, SP – Preocupados com as questões ambientais, os companheiros criaram sua Campanha de Preservação do Meio Ambiente e encaminham vários tipos de material reciclável, especialmente papéis, ao Centro Assistencial Cruz de Malta. Para aumentar o potencial de trabalho dos jovens que assistem ao curso profissionalizante de arte em papel, o clube doou ao centro uma secadora para papéis reciclados. Na inauguração do equipamento, os rotarianos desenvolveram uma atividade educacional, tanto com os jovens como com as mães deles. A companheira Taís Tesser, que trabalha como advogada ambientalista, ministrou uma aula em que explicou a importância da reciclagem, ressaltando a questão da não poluição do meio ambiente e do uso racional da água, evitando o desperdício. Mais do que observar as medidas abordadas, os participantes assumiram o compromisso de se tornar também divulgadores. O lado recreativo não

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ficou fora do evento. Artista plástica, a companheira Maria Stela Gomide trabalhou com as crianças de sete a nove anos de idade a pintura de porta-lápis feitos com partes de garrafas pets, onde foram colocados ovinhos de chocolates. Já os mais velhos, de dez a 14 anos de idade, ganharam camisetas e as estamparam livremente. Depois da parte recreativa, a presidente do clube, Maria Magnólia Gomyde Pretoni, comandou o sorteio de duas bicicletas. No final do evento, os companheiros serviram lanche aos presentes.

O CLUBE desenvolve a Campanha de Preservação do Meio Ambiente com o Centro Assistencial Cruz de Malta

A SECADORA para papel reciclado aumentará o potencial de trabalho dos jovens DURANTE A recreação, as crianças estamparam camisetas

PRESIDENTE DO clube, Maria Magnólia Gomyde Pretoni comandou o sorteio de duas bicicletas

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D. 4390

D. 4310 O CHAIRMAN do Intercâmbio de Jovens do distrito, EGD James Landmann (à direita), participou da USA-Canada Rotary Youth Exchange Conference, em Houston, no Texas, Estados Unidos. Na festa de encerramento, o EGD, na companhia do chairman do Intercâmbio de Jovens do distrito 4500, Leandro de Araújo, posou ao lado do presidente indicado 2007-08 do RI, o canadense Wilfrid Wilkinson.

RC DE Estância, SE – Ofereceu um almoço e presenteou os idosos do asilo Santo Antônio. Acompanhados das senhoras da Casa da Amizade local, os companheiros também distribuíram mais de 1.400 brinquedos para crianças de três bairros da periferia.

D. 4410

RC DE Salto, SP – O clube patrocinou o 3º Torneio de Pesca. A renda obtida com o evento foi destinada à Fundação Rotária e, através de um Subsídio Equivalente, em parceria com o RC de Ironbridge, Inglaterra (D.1210), os companheiros entregaram uma Kombi para a Casa de Belém, que abriga 22 menores abandonados. Numa outra ocasião, o prefeito da cidade, José Geraldo Garcia, visitou o clube para conhecer a secretaria-executiva e a biblioteca. ○

RC DE Guarapari, ES – O clube foi escolhido para fazer a abertura local da Campanha da Fraternidade de 2006 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, cujo tema é Fraternidade e Pessoas Deficientes. A reunião contou com a presença do governador do distrito, Antonio Canuto Neto.

D. 4420 JUNTO COM o cônsul geral da Itália em São Paulo, Gian Luca Bertinetto, o governador assistente do distrito, Genésio Vivanco, assentou a pedra fundamental da Escola Profissionalizante Esperança Frei Giorgio Callegari, no bairro da Pedreira, na zona sul de São Paulo. A construção e manutenção da escola são patrocinadas pelo RC de Milano Est e pelo RC de Treviglio e della Pianura Bergamasca, Itália (D.2040), além da comunidade italiana da Lombardia.

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RC DE Vitória-Oeste, ES – Em nome do clube, o presidente José Gomes Filho e os companheiros David Evaristo Zanotti, Jacob Ayub e Milton Becker entregaram 210 latas de leite em pó e 120 kits de higiene bucal ao Asilo dos Velhos.


D. 4420 RC DE São PauloInterlagos, SP – Os companheiros entregaram presentes para as mais de cem crianças do Clube de Mães (foto). Também serviram lanche e doaram alimentos não-perecíveis. Em outra ocasião, o clube trabalhou no projeto Ação Global, que teve a participação de 2.956 voluntários e a realização de 176.084 atendimentos. No evento, os rotarianos mantiveram barracas de alimentação e um estande onde foram apresentados shows de mágicos. O ex-ministro da Educação Paulo Renato Souza e o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Paulo Skaf, estiveram presentes.

RC DE CubatãoJardim Casqueiro, SP – Com o Subsídio Equivalente da Fundação Rotária – e em parceria com os RCs de Manhattan e Helena Sunrise, EUA (D.5390) – o clube doou um forno a gás, um exaustor, duas serras elétricas, uma esmerilhadeira, uma batedeira e um liquidificador industriais, um bebedouro e um aparelho de DVD para a Casa do Povo de Deus, entidade de recuperação de dependentes químicos.

D. 4430

RC DE São Paulo-Vila Carrão, SP – Homenageou todas as companheiras e visitantes com uma palestra sobre estética e saúde, proferida pela médica Tammara Luigi Giaccio. Outra ação do clube foi a realização do tradicional almoço Frango com Polenta, no Espaço Gilson Barreto. A verba arrecadada no evento será destinada a projetos desenvolvidos pelo RC, como Sorriso e Rumo.

RC DE Santa IsabelCentenário, SP – Realizou a Campanha da Saúde e da Cidadania, coordenada pelo companheiro Newton Castro e com a colaboração de todos os sócios do clube. Foram oferecidos serviços como emissão de documentos, exames médicos e odontológicos, orientação jurídica e cursos de panificação e artesanato, entre outros, totalizando 5.848 atendimentos.

D. 4440

PARA CELEBRAR o aniversário do RI, o distrito veiculou outdoors, em 15 municípios, e distribuiu material de divulgação para rádios e jornais impressos, em todo o Estado de Mato Grosso.

EM CONJUNTO, os três clubes da cidade – RCs de Rondonópolis, RondonópolisLeste e RondonópolisRondon, MT – comemoraram os 101 anos do RI, no Marco Rotário local. Acompanhados pela Banda de Música da Polícia Militar, os companheiros soltaram balões brancos e, mais tarde, se reuniram em uma festiva.

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D. 4470

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RC DE Ivinhema, MS – Para comemorar os 101 anos do RI, o companheiro Osmar Paulo Dias, em nome do clube, doou oito violões para a Escola Municipal Professor Sideney Carlos Costa, que desenvolve o projeto Música na Escola. Os instrumentos foram adquiridos por meio de Subsídio Simplificado da Fundação Rotária.

D. 4490

RC DE Picos, PI – Nas presenças da presidente da Casa da Amizade local, Silvana Castro, e da companheira Lúcia Veloso, distribuiu óculos para as senhoras que participaram do mutirão de cirurgia de catarata. O clube possui ainda um projeto permanente, que é a manutenção e administração da Escola Ricardina Neiva, onde são alfabetizadas 168 crianças carentes.

D. 4510 RC DE MaríliaPioneiro, SP – Reuniu utensílios domésticos, como copos, tigelas, talheres, bandejas e pratos, entre outros, em benefício da Delegacia dos Direitos da Mulher de Marília. A doação foi entregue durante uma tarde de confraternização, em que os companheiros puderam conhecer melhor as atividades da delegacia e do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher e, ao mesmo tempo, divulgar o RI.

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RC DE Pirajuí, SP – O clube vem desenvolvendo um trabalho de proteção das árvores do município e, para tanto, coloca estacas de madeira junto a elas, quando ainda são pequenas.

D. 4500

RC DE João Pessoa-Norte, PB – Junto com lideranças do distrito, companheiros do clube entregaram óculos a alunos beneficiados pelo projeto De Olho no Futuro. Em parceria com a instituição maçônica Grande Oriente da Paraíba, o RC desenvolve o programa na Escola Municipal Dumerval Trigueiro Mendes, Escola Padre Pedro Serrão e Escola Rotary Francisco Edward de Aguiar.

RC DE GaranhunsSete Colinas, PE – Em solenidade no Palácio Celso Galvão, o prefeito de Garanhuns, Luiz Carlos de Oliveira, entregou à presidente do clube, Girley Carneiro dos Santos, a escritura pública de doação gratuita de um terreno de 1.160 m 2. No local, será construído o Centro Rotary Sete Colinas de Voluntariado, projeto que tem por objetivo a prestação de serviços humanitários, realização de atividades socioculturais, educacionais, artísticas e esportivas, além de cursos de capacitação e treinamentos profissionalizantes. O assistente da governadoria do distrito, Fernando Luna (à esquerda) e o companheiro e secretário municipal de Planejamento João Guido presenciaram a solenidade.


D. 4510 RC DE Marília de Dirceu, SP – Doou ao Hemocentro de Marília 4.500 curativos para serem utilizados após retirada de amostra de sangue de quem se candidata a doar medula óssea. Para ajudar a divulgar a campanha, o clube também patrocinou dez outdoors, colocados na cidade. RC DE Pederneiras, SP – Os companheiros doaram um televisor de 29 polegadas, toalhas de banho, bebedouro de inox e produtos de limpeza para o Asilo São Vicente de Paulo, da Assistência Vicentina local. A verba utilizada na doação foi adquirida com o 10º Encontro de Jipeiros de Pederneiras e Região, realizado em parceria com o RC.

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RC DE Santa Rita do Passa Quatro, SP – Em nome do clube, o presidente Carlos Augusto Romero Cardenas e os companheiros Nelson Andreghetto e Mauricio de Assis entregaram 2.200 telhas para serem utilizadas na cobertura da ampliação do albergue do centro espírita Amor e Caridade. A doação foi recebida pelo membro do conselho deliberativo da instituição, José Carlos de Castro. Os companheiros destacam que a doação foi possível graças a colaboradores que apóiam o trabalho do RC.

D. 4520 RC DE ParaopebaCaetanópolis, MG – Entregou equipamentos para a prática de vôlei à Associação Comunitária do bairro Champs Elysées. Com o apoio do clube, mais de 150 crianças e adolescentes estão participando de atividades esportivas e culturais. ○

D. 4530

RC DE Sobradinho, DF – Os companheiros realizaram uma campanha de arrecadação de alimentos, em benefício de entidades assistenciais da comunidade. A ação teve a parceria do supermercado Comper, que se comprometeu a dobrar a doação. Com isso, a arrecadação totalizou 5.906 kg de alimentos.

RC DE Taguatinga-Ave Branca, DF – Realizou o 1º Rotary Comunidade, oferecendo serviços de cabeleireiro, recreação infantil e lanches. Para reunir a verba necessária à realização do evento, os companheiros promoveram a 1ª Galinhada.

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D. 4540

D. 4550

RC DE Jaboticabal, SP – Como parte do projeto Reflorestando as Nascentes – desenvolvido em parceria com a Polícia Militar Florestal, Cooperativa dos Plantadores de Cana, Coordenadoria de Assistência Técnica Integral e a unidade local da Universidade Estadual Paulista –, os companheiros realizaram o primeiro plantio de árvores, na fazenda Palmital, de propriedade de Pedro Sitta. A ação contou com a participação de alunos da rede municipal, do presidente do clube, Wagner Orlando Cappatto e do prefeito da cidade, José Carlos Hori.

RC DE Simões Filho-Aratu, BA – O clube organizou um bazar e destinou a renda obtida a creches do município.

D. 4560 RC DE Campo Belo, MG – Organizou o 5º Torneio de Pesca, com o objetivo de obter verba para a aquisição de 40 cadeiras de rodas e banho e, desta maneira, ampliar o banco mantido pelo RC. O presidente José Dilberto Figueiredo posou com os vencedores do torneio.

RC DE ItaúnaCidade Educativa, MG – Em parceria com a creche Branca de Neve, que ampara 69 crianças, promoveu a rifa de uma moto e arrecadou cerca de R$ 10 mil.

D. 4570 RC DO Rio de Janeiro, RJ – Recebeu a visita do presidente do Comitê Rotário Interpaíses BrasilAlemanha, Alois Lukatsch, e da mulher, Anke. Acompanhados do casal Gottfried Franz e Gerhild, do RC de Hümmling zu Sögel, Alemanha (D.1850), eles vieram conhecer os projetos realizados com a participação de clubes alemães e procurar intensificar as relações entre os dois países, no que diz respeito a projetos humanitários e de intercâmbio. Os visitantes estiveram na Escola Padre Francisco da Motta, maior projeto rotário com financiamento alemão. Ex-presidente do RC do Rio de Janeiro, Christa Bohnhof-Grühn foi convidada para participar do Comitê Rotário Interpaíses no Brasil.

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FORMADA POR quatro integrantes, a equipe 2005-06 do IGE viajou para a Índia, com destino ao distrito 3260. O intercâmbio do grupo começou pela cidade de Raipur.


D. 4570

D. 4580 RC DE Ubá-Ary Barroso, MG – A companheira e promotora de Justiça Enide Faria Padovani ministrou no clube uma palestra com o tema “Ministério Público, o Promotor de Justiça”.

RC DO Rio de Janeiro-Braz de Pina, RJ – Os companheiros presentearam com edredons e serviram lanche para as vovós do asilo Sagrados Corações de Jesus e Maria. RC DO Rio de Janeiro-Recreio dos Bandeirantes, RJ – No primeiro sábado de cada mês, o clube realiza operações de saúde bucal, com aplicação de flúor, escovação e atendimento básico, em gabinetes odontológicos montados nas comunidades de baixa renda da região. Após seis operações, 800 crianças de quatro a 14 anos de idade já foram atendidas. Cada uma delas recebeu uma escova de dentes, um tubo de creme dental e instruções para a higienização da boca. O projeto é desenvolvido em parceria com a secretaria estadual de Defesa Civil.

D. 4590

RC DE Jundiaí-Oeste, SP – Em um único dia, os companheiros, com a ajuda de suas respectivas mulheres e amigos, produziram e venderam mil pizzas. O lucro obtido com a ação será destinado ao Banco de Cadeiras de Rodas do clube e à Fundação Rotária.

D. 4600

D. 4610

RC DE São José dos Campos-Urupema, SP – O clube doou alimentos para a Sociedade de Promoção Humana Alex Ivan e para a creche Santa Inês (foto). Para arrecadar os gêneros alimentícios, o RC realizou uma campanha em parceria com a Rádio Jovem Pan local.

RC DE Iguape, SP – Realizou o 8º Mutirão Rotariano da Cidadania, no bairro rural de Ilha Grande. Foram oferecidos atendimentos médico, odontológico, fisioterápico e psicológico, orientações jurídica, ambiental e de pesca, sobre abertura de empresas e consumo de energia elétrica, além de recreação infantil. A ação foi encerrada com um almoço oferecido pela comunidade.

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D. 4610

D. 4620 RC DE Itapetininga, SP – Junto com a Associação das Famílias de Rotarianos de Itapetininga, Corpo de Bombeiros Voluntários e OAB locais, os companheiros promoveram o Mutirão da Cidadania, no bairro Taboãozinho. Com a ação, o clube ofereceu à comunidade esclarecimentos sobre saúde pública, higiene pessoal e bucal, palestras sobre câncer de mama e próstata, e realizou testes de diabetes, aferição de pressão arterial e cortes de cabelo, entre outros serviços.

RC DE Juquitiba, SP – Em Sessão Solene no plenário da Câmara Municipal de Juquitiba, o presidente Pedro Schmickler, representando o clube, recebeu uma homenagem de Honra ao Mérito. O prefeito do município, Roberto Rocha, o presidente da Câmara Municipal Pedro Sandri, a intercambiada do México Gabriela Sanches e demais autoridades políticas locais estiveram presentes na solenidade. ○

D. 4630 RC DE ParanavaíFazenda Brasileira, PR – Através do Programa de Inclusão Digital, o Centro de Educação Infantil Rotary Antonia Ayres de Oliveira recebeu dez computadores usados, doados pela Caixa Econômica Federal (CEF). Funcionários e a presidente da creche, Lindamir Franco, e o gerente geral da CEF local, Aparício Junior, participaram da entrega. A Creche Rotary, como é conhecida a instituição, é mantida pela Associação de Senhoras de Rotarianos de Paranavaí e atende a 150 crianças de até cinco anos de idade. RC DE Mamborê, PR – Os companheiros entregaram material didático a alunos carentes do Centro de Educação Infantil Jessé Murback.

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RC DE Tatuí, SP – O clube homenageou seus três fundadores vivos: Milton Stape, Simeão José Sobral e Paulo Ribeiro. Ainda atuantes, os companheiros estão no RC há 58 anos.

D. 4640 A FAMÍLIA Rotária de Pato Branco, no Paraná, serviu refeição de arroz à galponeira, no salão de festas da Fundação da Unidade Rotária Pato Branco (Furp). A renda obtida com o evento está sendo aplicada no término das obras da sede e nas atividades comunitárias da instituição, criada pelos clubes da cidade e pela Casa da Amizade local, em 1989. Entre os objetivos da Furp estão a criação, no município, de programas de assistência social e bolsas de estudos, promoção de atividades culturais e educacionais, e consolidação do movimento rotário.


D. 4640

COM APOIO do RC de Guarapuava-Guairacá, PR, a Comissão Distrital realizou um Ryla para 61 jovens de 14 a 17 anos.

D. 4651

D. 4650 RC DE Blumenau, SC – O Rotary Kids de Blumenau distribuiu presentes e lanche para as 67 crianças assistidas pelo Centro de Educação Infantil Prof. Paulo Freire. A renda necessária para a ação foi obtida com a Festa Maluca, também realizada pelo Rotary Kids, na danceteria D’lay, cedida pelo companheiro Raulindo Rothermel e a filha dele, Joseane. Em outra ação, os pequenos sócios ainda doaram dois ventiladores ao Abrigo Nossa Casa, que ampara crianças e adolescentes retirados de suas famílias.

D. 4670

RC DE São JoséKobrasol, SC – As intercambiadas Maricarmen Perez Gerrero, do distrito 4160, no México, e Eva Baldwin, do distrito 6000, nos EUA, ministraram no clube uma palestra sobre a experiência do intercâmbio e sobre seus países de origem. As jovens posaram entre o presidente da Comissão de Serviços Internacionais Dionever Pacheco Pereira e o presidente do clube, Luiz Antonio Lehmkuhl.

RC DE Gramado, RS – Os companheiros receberam a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente Bianca Schubert Gollo para uma palestra sobre as atividades e a composição do órgão.

D. 4680

RC DE Santa Cruz do Sul-Avenida, RS – O clube repassou, para o Lar da Menina, alimentos arrecadados pela Associação Tradicionalista Santa Cruzense durante a Semana da Paz.

RC DE Canela, RS – Os companheiros conseguiram, junto à rede de lojas CR Mentz, a doação de um violão novo para as aulas de música das crianças da Casa da Mãe. Em outra ação, o clube promoveu uma homenagem às mulheres.

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D. 4700 RC DE Erechim-Três Vendas, RS – Em parceria com o RC de Conegliano, Itália (D.2060), os companheiros entregaram um microcomputador à Sociedade Fraternal Cantinho da Luz. O EGD Ademir Eugenio Novello, o presidente Clóvis Varlei dos Santos e companheiros do clube estiveram presentes na entrega à representante da instituição Alzira Zambonatto.

RC DE Farroupilha-Nova Vicenza, RS – O clube doou nove computadores e inaugurou a Sala de Informática Casa da Criança Odete Zanfeliz.

D. 4710

RC DE Califórnia, PR – Realizou a 1ª Prova Rotary de Califórnia. Cerca de 300 atletas, inclusive de outros municípios e estados, disputaram a competição.

D. 4720 RC DE MacapáSul, AP – Realizou a 6ª Pescaria Solidária, evento que faz parte do calendário da cidade e contou com a presença de mais de três mil participantes. Em parceria com a prefeitura, governo do Estado, empresas privadas e organizações governamentais e não-governamentais, foi colocada quase uma tonelada de peixes no lago da Praça Floriano Peixoto. Os vencedores nas categorias maior peixe, maior quantidade de peixes, menor peixe, pescador mais velho, pescador mais novo e mulher pescadora que pegou mais peixes foram homenageados com troféus. A programação da festa incluiu shows artísticos, teatro, brincadeiras para as crianças e música regional.

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RC DE LondrinaSudeste, PR – Intercambiado do RC de South Miami, EUA (D.6990) e hóspede do clube, Eric Newman conheceu a cidade de Curitiba. Ao fundo, a estufa do Jardim Botânico, um dos pontos turísticos na cidade.

D. 4730

RC DE Curitiba-Santa Felicidade, PR – Entregou material audiovisual para a secretaria municipal de Educação, regional de Santa Felicidade.


D. 4730

RC DE CuritibaSul, PR – O clube recebeu como hóspede o intercambiado Alexandre Massa, patrocinado pelo RC de Herve, Bélgica (D.1630). RC DE CuritibaÁgua Verde, PR – Representado pelo presidente Ilimar Kasper, o clube participou da Terceira Reunião das Partes do Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança e da Oitava Reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica, realizadas em Curitiba, em que também estiveram presentes o governador do Paraná, Roberto Requião, e o prefeito da cidade, Carlos Alberto Richa. Como parte do programa Rotary nas Escolas, em uma outra ocasião, Kasper ministrou uma palestra sobre biodiversidade, na Escola Municipal Arapongas. O clube também realizou uma ação, em parceria com o RC de Curitiba-Sul, e homenageou os pracinhas da Força Expedicionária Brasileira.

D. 4740

A 25ª Conferência Distrital, realizada na cidade de Maravilha, em Santa Catarina, reuniu 347 pessoas e 39 dos 12 clubes do distrito. O representante do presidente do RI, o EGD Alfonso Leppes Navarrete, do Chile (D.4320) prestigiou o evento, em que quatro novos clubes receberam o Certificado de Admissão, entre outras atividades.

D. 4750

RC DE Nova Friburgo-Caledônia, RJ – O clube adquiriu 70 cadeiras e ampliou seu Banco de Cadeiras de Rodas para 370 unidades.

D. 4760

RC DE Curitiba-Cidade Sorriso, PR – Um grupo de 50 pessoas, coordenado pelo clube, trabalhou em um mutirão de plantio de sementes de palmito, na Reserva Ambiental da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental. O governador Jaroslaw Hrebinnik liderou a equipe.

RC DE Pompeu, MG – Em parceria com a associação comercial local, o Lions e a Ordem Demoley, além de empresas, a família rotária distribuiu mais de cinco toneladas de alimentos e mil brinquedos para famílias carentes.

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D. 4770

Como usar a BR

O PREFEITO de Ituiutaba, Fued José Dib, sancionou uma lei instituindo o dia 23 de fevereiro como Dia Municipal do Rotary International. Uma Sessão Solene, realizada na Câmara Municipal, reuniu expressivo número de companheiros, além de autoridades civis e militares e representantes da comunidade. Na foto, a partir da esquerda, estão a EGD e coordenadora regional eleita da Fundação Rotária, Aldair de Queiroz Franco, o autor do projeto, vereador Adalberto Abdo Martins, o rotariano e presidente da Fundação Cultural da cidade, Rerivaldo de Souza Marques, o companheiro Joarez Rezende, o presidente do RC de Ituiutaba, João de Deus Pereira, e o presidente do RC de Ituiutaba-16 de Setembro, Youssef Gergi Sabbagh. ○

D. 4780 RC DE BagéCampanha, RS – No Dia Mundial de Combate à Aids, o clube, com o apoio do Rotaract Club de Bagé-Campanha e a colaboração da secretaria municipal de Saúde e Meio Ambiente, distribuiu folhetos explicativos para mais de mil pessoas.

RC DE BagéSul, RS – Organizou o Quinto Simpósio do Rotary Club de Bagé-Sul, em que foram debatidos temas como um clube eficaz, companheirismo, a mulher no Rotary e as perspectivas da eficiência do Rotary nos próximos cem anos. EGDs e companheiros de todos os RCs da cidade estiveram presentes. Em outra ocasião, o ex-presidente da Comissão de Serviços da Comunidade Ideraldo Rodrigues entregou à cirurgiã-dentista Raquel Oliveira um certificado, em forma de agradecimento, pela participação na atividade educativa de saúde bucal que o clube promoveu na Escola Municipal Visconde de Ribeiro Magalhães.

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Para que os projetos de seu clube ou distrito virem notícia na Brasil Rotário, é fundamental que as cartas e e-mails enviados à redação incluam o nome completo do clube, o local e a data onde foram realizadas as ações e um breve relato sobre a importância delas para a comunidade. Não esqueça de informar o nome completo dos parceiros – clubes, entidades ou empresas do Brasil ou do exterior – que tenham participado dos projetos. Para que possamos entrar em contato com você no caso de qualquer dúvida, forneça também um telefone de contato ou e-mail. Dê preferência às fotos que demonstrem ação. As imagens precisam ser coloridas, ter foco e devem estar bem identificadas, trazendo o nome completo de todos os fotografados. Não escreva no verso das fotografias, protegendo-as bem ao enviá-las pelo correio. Quando o evento for muito importante, uma boa dica é contratar um fotógrafo profissional para fazer a cobertura. No caso das fotos digitalizadas – enviadas por email, disquete ou CD – é indispensável que elas tenham pelo menos 300 DPIs de resolução. Não publicamos fotos com resolução inferior a essa. Salve suas imagens em TIF ou JPG e envie anexos com, no máximo, 1M. O nosso e-mail é redacao@brasil-rotario.com.br e o endereço da revista é Av. Rio Branco, 125 – 18º andar, CEP: 20040-006, Rio de Janeiro, RJ.

D. 4520 RC DE Lagoa Santa, MG – Organizou uma festa na Creche Instituto Educacional Alegria do Saber. Os companheiros presentearam com brinquedos as 93 crianças assistidas pela instituição e distribuíram bolsas com alimentos para as famílias. Foi servido lanche para todos os presentes e houve sorteio de brindes.

D. 4640 RC DE Toledo-Integração, PR – Em homenagem ao Dia da Água e para divulgar o clube e o RI, veiculou outdoors em pontos estratégicos da cidade. O painel foi criado por uma agência local e patrocinado por empresas de Toledo.

D. 4651 RC DE Balneário Camboriú-Atlântico, SC – O clube entregou doces e brinquedos para as crianças da Creche e Pré-Escola Municipal São Judas Tadeu.


Novos Companheiros Paul Harris ○

D. 4520 AGRACIADA: IVONE Clemente, companheira do RC de Sete Lagoas-Boa Vista, MG. ENTREGUE POR: governador Geraldo Eustáquio Alves e pelo

D. 4560

presidente José Roberto da Silva.

D. 4570 AGRACIADO: ATHOS Alves de Carvalho. ENTREGUE POR: presidente do RC de Boa Esperança, MG, Maria Teresa Freire Figueiredo Rodrigues.

D. 4651

AGRACIADO: BRUNO, de três anos de idade, neto de Carmen e Jorge de Barros Franco, ex-presidente do clube e seu atual secretário, e vice-presidente de Operações da Cooperativa Editora Brasil Rotário. O título foi entregue ao orgulhoso vovô pela companheira Christa Bohnhof-Grühn, expresidente do clube.

AGRACIADO: MARCO Antonio Minikoski, presidente do RC de Balneário Camboriú, SC. ENTREGUE POR: governador assistente Valmir Grein.

AGRACIADO: SILVIO Cesar dos Santos Rosa, sócio do RC de São José-Kobrasol, SC, na presença do presidente Luiz Antonio Lehmkuhl. ENTREGUE POR: EGD do distrito 4470 e coordenador regional da Fundação Rotária, Gedson Junqueira Bersanete (à direira), e pela governadora do distrito 4651, Marilene Vargas Souto.

Faça sua doação à Fundação Rotária do Brasil BRASIL ROTÁRIO

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Senhoras em Ação ○

EM NOME da Casa da Amizade de Bauru, SP(D.4510), a presidente Sandra Helena Bresolin Paulucci (à direita) e a integrante Ilka Maria Silveira Bonachela entregaram dois cheques ao vice-presidente da Legião Mirim de Bauru, Murilo Martha Aiello, para colaborar na construção do novo pavilhão da entidade. Fundada em 1960 pelo clube local, a instituição é destinada à formação profissional de jovens carentes de 16 e 17 anos, além de auxiliar o ingresso no mercado de trabalho. EM PARCERIA com a Ótica 3ª Visão e o oftalmologista Mario Medeiros, a Associação das Famílias de Rotarianos de Itapetininga, SP(D.4620) realizou a campanha Óculos na Escola, no Lar das Meninas Célia Tereza. Todas as alunas e funcionárias da instituição foram submetidas a exames de acuidade visual e aquelas em que foi diagnosticada alguma deficiência receberam óculos.

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A CASA da Amizade de Carmo do Cajuru, MG(D.4560) levou os idosos do lar Vila Vicentina para um passeio na Lagoa da Mobiliadora Líder, onde eles pescaram, ouviram músicas, dançaram e se alimentaram.

A ASSOCIAÇÃO das Senhoras de Rotarianos de Maringá, PR(D.4630) ofereceu um almoço de Páscoa para as 54 crianças da creche Allan Kardec. Também houve distribuição de sorvetes e ovos de chocolate. As senhoras realizam o almoço há 18 anos e, há dez, têm a parceria do RC local.


RODRIG

correndo e grita: – Papai, papai! Eu vi dois ladrões roubando nosso carro! – E você é capaz de reconhecêlos, filha? – Não, mas eu anotei a placa!

O

☺Uma família estava jantando em um restaurante. Terminada a refeição, o pai pediu ao garçom: – Embrulhe a carne que sobrou. A gente vai levar para o nosso cachorro. Imediatamente, as crianças gritaram, felizes: – Oba! O papai vai comprar um cachorro pra gente! ☺Um amigo comenta com o outro na escola: – Cara, detesto as professoras que chamam a gente pelo sobrenome. – Por quê? – Porque eu me chamo Carlos Brito. Nesse meio tempo, a professora chama: – Vem cá, Brito!

☺ A empresa percebeu que estava na hora de mudar o estilo de sua gestão e resolveu contratar um novo gerente geral, que chegou determinado a agitar as bases e tornar a empresa mais produtiva. No primeiro dia, acompanhado de seus principais assessores, ele fez uma inspeção em todos departamentos. No armazém, todos trabalhavam – menos um rapaz que estava encostado na parede com as mãos no bolso. Vendo ali uma oportunidade de demonstrar sua nova filosofia de trabalho, o novo gerente perguntou ao rapaz: – Quanto você ganha por mês? – Trezentos reais. Por quê? – respondeu o rapaz, sem saber do que se tratava. O gerente tirou os R$ 300 do bolso e entregou a ele, dizendo: – Aqui está o seu salário deste mês. Agora desapareça e nunca mais volte aqui! O rapaz guardou o dinheiro e saiu conforme as ordens recebidas.

☺Na saída da escola, dois garotos conversam: – Meu avô trabalha na Faculdade de Medicina há oitenta anos! – Oitenta anos? – pergunta o amigo, assustado – Ele é professor? – Não, é esqueleto! O gerente então, enchendo o peito, perguntou a um grupo de funcionários: – Alguém aí sabe o que aquele tipo fazia na empresa? – Sim, senhor – responderam atônitos os operários – Ele veio entregar uma pizza e estava esperando a gorjeta. Colaboração do RC de Duque de Caxias, RJ – D.4570.

☺Toca o telefone e um menino de três anos atende. A pessoa do outro lado da linha percebe que é uma criança e pede: – Oi, meu anjinho... Tem outra pessoa em casa? – Tem sim, peraí – responde o menino. Depois de um bom tempo, ele volta: – Olha, tem a Mariazinha, mas eu não consegui tirar ela do berço! ☺A moça ingênua entra em casa

☺ A madame pede ao cirurgião plástico: – Doutor, eu gostaria de remoçar uns dez anos! O médico a examina superficialmente e diz: – Sem problemas! É só tirar a papada, eliminar os pés de galinha, esticar um pouco o queixo, levantar os lábios, repuxar a pele da maçã do rosto e diminuir um pouquinho o nariz. – E quanto vai custar isso, doutor? – Doze mil reais! – Doze mil?! – espanta-se a mulher – Que absurdo! Não dá pra reduzir esse valor? – Dá sim, mas aí a gente vai ter que diminuir o tempo da cirurgia... Quanto a senhora pretende gastar? – Uns seis mil reais! – Bom, nesse caso, o máximo que eu posso fazer é deixá-la com a cara da semana passada! Extraídas da internet. BRASIL ROTÁRIO

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Cartas & Recados A adaptação jor nalística da palestra “A ética e a mídia”, do jornalista Adolfo Mar tins – publicada na edição de abril da BR – agradou os leitores: Parabéns pela publicação da palestra de Adolfo Martins, que veio enriquecer ainda mais o conteúdo da nossa revista ao mostrar a importância da ética na imprensa. No momento em que vivemos uma crise ética tão séria em nossa sociedade, é de fundamental importância discuti-la também nos meios de comunicação. Marluce Viegas, governadora assistente do distrito 4500.

Saudades Edson Fábio Mauad, ex-presidente e sócio honorário do Rotary Club de Itajubá, MG (D. 4560). ■ ■ ■

Joaquim Leão Cruvinel, companheiro do Rotary Club de Rio Verde, GO (D. 4770).

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Brasil Rotário - Junho de 2006