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Sucessora de “Notícias Rotárias” e “Rotary Brasileiro”. Publicação mensal dedicada à divulgação do Ideal de Servir. Revista regional oficial do Rotary International para os rotarianos do Brasil. Keystone

VISTA DE Copenhague, Dinamarca, cidade que será sede, juntamente com Malmö, na Suécia, da Convenção Internacional de 2006

0 5 Mensagem do Presidente Carl-Wilhelm Stenhammar

0 6 Homo rotarium: o homem do Rotary José Alfredo Pretoni

Pág.

37

0 8 Coluna do Diretor do Rotary International Carlos Enrique Speroni

1 0 Rotary promove felicidade Marcelo Henriques de Brito

1 4 Sem medo da próstata Luiz Freitag

1 8 Rotarianos de países de língua portuguesa reúnem-se em Portugal 2 0 Passando pelos riscos Carlos Alberto Sardenberg

2 4 Esperança para os que têm fome Anthony G. Craine

2 5 Conservação das calçadas José Eli Salamacha

2 6 Comprometimento com o quadro social Tiffany Woods

3 0 Olhando além de si mesmos Eliseu Visconti Neto

3 2 Ética na ordem do dia Nuno Virgílio Neto

3 7 Uma convenção acolhedora

SEÇÕES 1 3 Rotarianos que são notícia

4 3 Livros

1 6 Interact e Rotaract

4 4 Distritos em revista

2 2 Mulher

5 4 Novos Companheiros Paul Harris

2 8 Decoração

5 6 Senhoras em ação

3 8 Informática

5 7 Relax

4 2 Informe do RI aos rotarianos

58 Cartas e recados

Tiffany Woods

4 0 Todos ganham com as monografias 5 9 Convenção do RI – Formulário para a reserva de hotel

CAPA: “Homem Vitruviano”, de Leonardo Da Vinci. Arte de Ninja

I

Saudades


ROTARY INTERNATIONAL ONE ROTARY CENTER

1560 SHERMAN AVENUE

EVANSTON, ILLINOIS, USA

CONSELHO DIRETOR 2005-2006 Presidente Carl-Wilhelm Stenhammar

Secretário-geral Edwin H. Futa

Presidente Eleito 2006-2007 William B. Boyd

Diretores Anthony F. de St. Dalmas Carlos E. Speroni David J. Hossler David Linett Frank N. Goldberg G. Kenneth Morgan

Horst Heiner Hellge Jerry L. Hall José Antonio Salazar C. Kwang Tae Kim Masanobu Shigeta Noraseth Pathmanand Robert A. Stuart Jr. Sölve Kernell Yoshikazu Minamisono

Chairman Frank J. Devlyn Chairman eleito Luis Vicente Giay Vice-chairman Ray Klinginsmith Curadores Bhichai Rattakul Carolyn E. Jones

Dong Kurn Lee Fumio Tamamura Gary C. K. Huang Jayantilal K. Chande Jonathan B. Majiyagbe Mark Daniel Maloney Michael W. Abdalla Peter Bundgaard Robert S. Scott Rudolf Hörndler

Vice-presidente Serge Gouteyron Tesoureiro Jocelyn I. Bolante

FUNDAÇÃO ROTÁRIA

GOVERNADORES DE DISTRITOS NO BRASIL 2005-2006 DISTRITO 4310 Paulo Gonçalves de Abreu RC Lençóis Paulista, SP

DISTRITO 4540 João Carlos Cazú RC São Carlos, SP

DISTRITO 4660 Claudete Hintz Mallmann RC Santa Rosa-Junior, RS

DISTRITO 4390 José Firmino de Oliveira RC Arapiraca, AL

DISTRITO 4550 José Antonio Nascimento Cunha RC Salvador-Pituba, BA

DISTRITO 4670 Rubens Fernando Clamer dos Santos RC Porto Alegre-Passo D’Areia, RS

DISTRITO 4410 Antonio Canuto Neto RC Vitória-Jucutuquara, ES

DISTRITO 4560 Antonio Élcio Coelho Sarto RC Elói Mendes, MG

DISTRITO 4420 Roberto Herrera RC Santo André-Campestre, SP

DISTRITO 4570 Sebastião Porto RC Rio de Janeiro-Saara, RJ

DISTRITO 4430 Ari Sérgio Del-Fiol Módolo RC Mogi das Cruzes-Oeste, SP

DISTRITO 4580 Roberto Kamil RC Juiz de Fora-Sul, MG

DISTRITO 4440 Neusa Yoshiko Hamakawa Ito RC Cuiabá-Taiamã, MT

DISTRITO 4590 Temer Feres RC Campinas, SP

DISTRITO 4470 Oswaldo Casarotti RC Ivinhema, MS

DISTRITO 4600 Murilo Mario Pulig Veiga RC Três Rios-Beira Rio, RJ

DISTRITO 4480 Israel Antonio Alfonso RC Lins, SP

DISTRITO 4610 Darci Luiz Leite Kirst RC São Paulo-Alto de Pinheiros, SP

DISTRITO 4490 Hermógenes Alves de Oliveira Neto RC Teresina-Iningá, PI

DISTRITO 4620 Gilberto Carvalho de Oliveira RC Sorocaba-Esplanada, SP

DISTRITO 4500 Aldanira Ramalho Pereira Souto Barreto RC Natal, RN

DISTRITO 4630 Wilson Isolani RC Campo Mourão, PR

DISTRITO 4510 José Giometti RC Santo Anastácio, SP

DISTRITO 4640 José Antonio Uba RC Toledo-Integração, PR

DISTRITO 4760 Said Schiller RC Montes Claros-Oeste, MG

DISTRITO 4520 Geraldo Eustáquio Alves RC Pedro Leopoldo, MG

DISTRITO 4650 Ernesto Bremer RC Timbó-Pérola do Vale, SC

DISTRITO 4770 Napoleão Alves Neto RC Jataí, GO

DISTRITO 4530 Sylvio Santinoni RC Brasília-21 de Abril, DF

DISTRITO 4651 Marilene Vargas Souto RC Florianópolis-Trindade, SC

DISTRITO 4780 João Pozo Camargo RC Quaraí, RS

ÉTICA 2

DISTRITO 4680 João Moacir Ferreira RC Venâncio Aires, RS DISTRITO 4700 Valtoir Clarêncio Perini RC Caxias do Sul-Imigrante, RS DISTRITO 4710 Álvaro Cláudio Amorim Brochado RC Londrina-Nordeste, PR DISTRITO 4720 Arno Voigt RC Rolim de Moura, RO DISTRITO 4730 Jaroslaw Hrebinnik RC Curitiba-Cidade Sorriso, PR DISTRITO 4740 Fernandes Luiz Andretta RC Chapecó-Leste, SC DISTRITO 4750 Marcus dos Santos Paes RC Guarus, RJ

Um princípio que não pode ter fim. Campanha em prol de mais elevados padrões de ética. Apoio dos Rotary Clubs do Brasil

JANEIRO DE 2006


Ano 81 Janeiro, 2006 nº 1003

Leia

Revista de Propriedade da Cooperativa Editora Brasil Rotário CNPJ 33.266.784/0001-53

I

Inscrição Municipal 00.883.425

Av. Rio Branco, 125, 18º andar CEP: 20040-006 – Sede própria Rio de Janeiro – RJ I Tel: (21) 2509-8142 / FAX: (21) 2509-8130 E-mail: revista@brasil-rotario.com.br

CONSELHO EMÉRITO Archimedes Theodoro (Belo Horizonte-MG) EDRI 1980-82 Mário de Oliveira Antonino (Recife-PE) EDRI 1985-87 Gerson Gonçalves (Londrina-PR) EDRI 1993-95 José Alfredo Pretoni (São Paulo-SP) EDRI 1995-97 CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO 2005-07 Diretoria Executiva Presidente: Roberto Petis Fernandes Vice-Presidente de Operações: Pedro Maes Castellain Vice-Presidente de Administração: Guilherme Arinos Lima Verde de Barroso Franco Vice-Presidente de Finanças: José Maria Meneses dos Santos Vice-Presidente de Planejamento/ Controle: Jorge Costa de Barros Franco Vice-Presidente de Marketing: José Alves Fortes Vice-Presidente de Relações Institucionais: Carlos Jerônimo da Silva Gueiros Vice-Presidente Jurídico: Carlos Henrique de Carvalho Fróes Membros Efetivos: Américo Matheus Florentino Antonio Hallage Fernando A. Quintella Ribeiro Fernando A. P. Magnus Flávio A. Queiroga Mendlovitz Jorge Manuel R. Monteiro José Moutinho Duarte Membros Suplentes: Adelia Antonieta Villas Bemvindo Augusto Dias Ricardo Vieira L. M. Gondim Gerente Executivo: Edson Avellar da Silva ASSESSORES Ary Pinto Dâmaso (Publicidade) Cleofas Paes de Santiago (CER) Dulce Grünewald Lopes de Oliveira (Relações Públicas) Edson Schettine de Aguiar (Cultural) Eduardo Álvares de S. Soares (Sul) Enrique Ramon Perez Irueta (Traduções) Geraldo da Conceição (Cobranças) Geraldo Lopes de Oliveira (Especial) Haroldo Bezerra da Cunha (Rel.c/Ass. de Classe) Jorge Bragança (Sudeste)

Hipólito Sérgio Ferreira (Belo Horizonte-MG) EDRI 1999-01 Alceu Antimo Vezozzo (Curitiba-PR) EDRI 2001-03 Luiz Coelho de Oliveira (Limeira-SP) EDRI 2003-05 Carlos Enrique Speroni (Buenos Aires-Argentina) DRI 2005-07 José Augusto Bezerra (Nordeste) Leonel Nunes Salgueiro (Pessoal) Valério Figueiredo R. de Souza (Nordeste) CONSELHO FISCAL 2005-2006 Membros Efetivos: Abel Mendes Pinheiro Júnior (Coordenador do CF) Antônio Vilardo (Secretário) Waldenir de Bragança Membros Suplentes: Edirênio Altino Machado José Nelson Carrozzino Filho Shmuel Datum CONSELHO CONSULTIVO Membros Natos Efetivos: Governadores 2005-06. Suplentes: Governadores eleitos 2006-07. CONSELHO EDITORIAL EXECUTIVO Presidente: Roberto Petis Fernandes Secretário: Edson Avellar da Silva Lindoval de Oliveira Nuno Virgílio Neto Luiz Renato Dantas Coutinho CONSELHO EDITORIAL CONSULTIVO ● Roberto Petis Fernandes ● Carlos Henrique de Carvalho Fróes ● Carlos Jerônimo da Silva Gueiros ● Guilherme Arinos Lima Verde de Barroso Franco ● José Alves Fortes ● José Maria Meneses dos Santos ● Jorge Costa de Barros Franco ● Pedro Maes Castellain COMISSÃO DE INVESTIMENTOS Américo Matheus Florentino Jorge Costa de Barros Franco José Maria Meneses dos Santos (Vice-Coordenador) Pedro Maes Castellain (Coordenador) Roberto Petis Fernandes

DIRETOR RESPONSÁVEL: Roberto Petis Fernandes SUPERVISOR DE EDITORAÇÃO: Lindoval de Oliveira - Jorn. Prof. Mtb. 3.483/9/144 JORNALISTA RESPONSÁVEL: Luiz Renato Dantas Coutinho - Jorn. Prof. Mtb. 25583/RJ REDAÇÃO E DEPTO. DE MARKETING: Av. Rio Branco, 125 - 18º andar - Rio de Janeiro - RJ - CEP: 20040-006 - Tel: (21) 2509-8142; Fax: (21) 2509-8130. E-MAIL DA REDAÇÃO: redacao@brasil-rotario.com.br REDAÇÃO: Armando Santos, Maria Cristina Andrade, Maria Lúcia Ribeiro de Sousa, Nuno Virgílio Neto e Renata Coré. DIGITALIZAÇÃO: Maurício Teixeira IMPRESSÃO: Gráfica Ediouro HOMEPAGE: http://www.brasil-rotario.com.br * As matérias assinadas são de inteira responsabilidade dos seus autores.

CARO LEITOR LEITOR,

N

osso primeiro papo do ano começa com os votos sinceros deste jornalista e companheiro para que 2006 seja um ano de novas e expressivas vitórias do amigo nos campos pessoal e profissional. Eis os destaques desta edição: ■ Matéria de capa em sintonia com o tema do mês, Conscientização Rotária. Homo rotarium: o homem do Rotary é o perfil traçado pelo EDRI José Alfredo Pretoni do candidato ideal de sócio que precisamos manter ou trazer para os clubes. Aliás, o autor, que por vários anos foi membro do board do RI, vem se empenhando para que esse trabalho de arregimentação seja rápido, a fim de continuarmos desfrutando da posição de destaque que conquistamos no cenário mundial de nossa organização. ■ Esse candidato apontado por Pretoni gostará de ler nesta edição a matéria Olhando além de si mesmos, relato de Eliseu Visconti sobre o trabalho voluntário de dois companheiros dentistas, sócios do RC de Presidente Prudente-Leste, SP, que anualmente – e às suas expensas – viajam até comunidades extremamente pobres no interior do país para prestar gratuitamente seus serviços profissionais. ■ Já em Rotary promove felicidade, o engenheiro Marcelo Henriques de Brito, do RC do Rio de Janeiro, fala-nos sobre a importância das trocas na nossa vida e sobre como se dá a contribuição da nossa organização para que isso ocorra. ■ Dois acontecimentos de grande relevância tiveram cobertura da BR. O primeiro deles, focalizado em Ética na ordem do dia, foi o seminário sobre ética promovido pela revista e realizado no dia 23 de novembro na Associação Comercial do Rio de Janeiro com a coordenação do EGD Edson Avellar da Silva, e tendo como parceiros a ACRJ, o jornal Folha Dirigida e que contou com o apoio do Centro de Integração Empresa-Escola/RJ e da Funager – Fundação Nacional de Apoio Gerencial. O sucesso do evento se deve, principalmente, à feliz escolha dos participantes dos três painéis organizados, como você verá a partir da página 32. ■ O segundo acontecimento foi o encontro de rotarianos dos países de língua portuguesa, evento realizado em Tomar, a 120 quilômetros de Lisboa. Além do Brasil e de Portugal, os países que falam o nosso idioma são Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor Leste e os enclaves de Galiza, Goa e Macau. O registro está nas páginas 18 e 19. ■ As seções trazem oportunas informações, como é o caso de Decoração, sob a responsabilidade de duas ótimas profissionais: Ângela Barquete, do RCRJ-Ipanema, e Cristiane Dornelles, ensinando-nos a melhor colocação dos quadros nas paredes de casa. Confira tudo isso na leitura desta edição. E não se esqueça de levar a revista para casa e para o local de trabalho. Divulguemos mais o Rotary! “Sempre há esperança em um homem que realmente e seriamente trabalha; somente na ociosidade existe o desespero perpétuo.” THOMAS CARLYLE. L.O. BRASIL ROTÁRIO

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Fotos Sérgio Afonso

ADOLFO E Berê com os diplomas emoldurados de reconhecimento ao magnífico trabalho da Folha Dirigida nos 20 anos de sua existência. Ao centro, companheiros Brigitte Barreto e o jornalista Lindoval de Oliveira, editor da Brasil Rotário. À direita, Guilhermino Cunha, presidente do clube

Jornal da cidadania é festejado

M

erecida homenagem foi prestada pelo RC do Rio de Janeiro, RJ (D.4570) na plenária de 23 de novembro, ao Grupo Jornalístico Folha Dirigida, na pessoa do seu presidente, Adolfo Martins de Oliveira. O homenageado foi apresentado pelo companheiro Edson Schettine, profissional da área, e que por mais de 20 anos dirigiu o Departamento de Comunicação Social da Universidade Gama Filho. Os 20 anos que também marcam a trajetória de sucesso da Folha Dirigida e o nível de excelência alcançado motivaram o reconhecimento do Rotary através do seu primeiro clube fundado no Brasil. “Nosso caminho entre os 3.000 exemplares – nossa primeira tiragem em 1985 – até nossa tiragem mensal de mais de 2 milhões de jornais foi longo. No início, muitas pessoas não acreditavam no êxito de um jornal seg-

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JANEIRO DE 2006

AGRADECENDO A homenagem, Adolfo Martins citou várias analogias entre as condutas da Folha Dirigida e do Rotary, e disse: “Podemos nos chamar a todos daqui e do jornal de companheiros pela confluência de esforços em prol do bem comum”

mentado”. Vale registrar que a Folha Dirigida circula apenas às terças e quintas-feiras e é distribuída para os 860 maiores municípios brasileiros. Muito identificado com a nossa instituição, sendo até Companheiro Paul Harris, por iniciativa do presidente da Cooperativa Editora Brasil Rotário Roberto Petis Fernandes, Adolfo destacou o fato do seu veículo ser o “jornal da cidadania”, ao defender bravamen-

te as bandeiras da Educação e do Trabalho. Ao final de sua fala, com os presentes em pé aclamando-o, disse, emocionado: “Deixo um pedaço do meu coração aqui”. Acompanharam Adolfo: a sua mulher e responsável pela área financeira, Berê; a filha Andréa, também funcionária do jornal; e o grande amigo jornalista Afonso Faria, diretor do jornal.


Mensagem do Presidente

Caros companheiros rotarianos aneiro é o mês da Conscientização Rotária. A conscientização é muito importante no rotarismo e compreende duas partes. A primeira: é imperativo que os sócios conheçam muito bem os objetivos do Rotary – que somos uma organização que trabalha pela paz e compreensão entre as pessoas. Também é importante conhecer nossas ênfases em cada ano rotário. Neste ano, estamos nos dedicando intensamente ao analfabetismo, recursos hídricos, fome e saúde, e à imagem pública do Rotary. Temos três grupos de especialistas à disposição dos governadores, distritos e clubes nessas três áreas. Devemos, ainda, estar atentos para os programas ligados à juventude. O Interact funciona para jovens de 14 a 18 anos e o Rotaract para jovens adultos de 18 a 30 anos de idade. Mantemos, além disso, um programa de intercâmbio para estudantes do segundo grau, e também diversos outros programas que oferecem bolsas de estudos a universitários. Não nos devemos esquecer do Ryla e dos IGEs, dirigidos a jovens. É fundamental saber que o nosso trabalho está em 168 países, e que contamos com 1,2 milhão de associados. Nosso escritório central fica em Evanston, Illinois, EUA, e temos sete outros escritórios regionais que atendem o Brasil; Europa e África; Japão; Coréia; Sul da Ásia; Sul da América do Sul; e Pacífico Sul e Filipinas, todos eles a serviço dos rotarianos. O Rotary International é dirigido por 17 membros, que formam o seu Conselho Diretor, liderado pelo presidente do RI. As finanças do Rotary International são conduzidas separadamente das da Fundação Rotária – através da qual a maioria dos nossos recursos são canalizados. A Fundação tem o seu Conselho de Curadores e seu próprio presidente. A segunda parte da conscientização a que nos referimos é a divulgação das informações para fora da nossa organização. O Rotary é constituído por uma plêiade de líderes que formam uma poderosa rede. É tempo de mostrar ao mundo o que temos feito ao longo de tantos anos. Os rotarianos têm a oportunidade – e devem aproveitá-la – de conscientizar os setores público e privado sobre os problemas mundiais e a maneira de enfrentá-los – através da cooperação e da continuidade. Temos que nos conscientizar sobre as metas de Desenvolvimento do Milênio, das Nações Unidas, e os objetivos relacionados com a água e o saneamento:  assegurar às crianças – meninos e meninas – que até 2015 terão a oportunidade de terminar a educação em nível primário;  eliminar a discriminação entre os sexos, no que toca à educação primária e secundária, preferencialmente em 2005, e em todos os níveis até 2015;  reduzir pela metade o número de pessoas sem acesso sustentável à água potável, até 2015;  reduzir pela metade o número de pessoas sem acesso a um adequado saneamento, até 2015. Através do lema “Dar de Si Antes de Pensar em Si,” podemos criar a conscientização, seja no ambiente interno como no externo, confirmando ao mundo a grande liderança que representa o Rotary International.

J

NA REDE Para ler os discursos e notícias do presidente de RI Carl-Wilhelm Stenhammar, visite sua página no endereço www.rotary.org/president

CARL-WILHELM STENHAMMAR Presidente 2005-06 do RI BRASIL ROTÁRIO

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Capa ○

NINJA

HOMO ROTARIUM: o homem do Rotar y Nós precisamos trazê-lo para nossa organização já neste mês da Conscientização Rotária José Alfredo Pretoni*

A

s regras simples de convivência entre os homens e as nações que sus tentam o Rotary têm dado à nossa organização um caráter universal. Essas regras são adaptáveis a uma multiplicidade de situações de nossa vida social. Sua importância e transcendência não se circunscrevem aos

modelos particulares do Rotary: elas se irradiam a uma esfera mais ampla e completa, a das relações humanas. Na vida, o elemento essencial é o homem – e dentro do nosso conceito, esse homem está dotado de caráter e condições definidos, não importando se esteja associado ou não à organização que nos acolhe. O que nos interessa é

definir aquele que poderíamos chamar de “o homem do Rotary” – ou Homo rotarium. Eu creio que o Homo rotarium não deve ser nem melhor nem pior que o homem comum. Logicamente, muitos homens e mulheres que não estão associados ao Rotary poderiam ser rotarianos. Muitos deles, sem querer ou sem saber,

“Nosso Homo rotarium não é uma abstração. Ele age como se fosse o mais comum dos mortais no eterno desafio de vive r” viver” 6

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praticam nossos próprios ideais como podem fazer os nossos sócios mais destacados. Errado está aquele que espera ver em nosso Homo rotarium um modelo de perfeição absoluta, como uma imagem de virtude e de pureza imaculadas. Nós vivemos numa sociedade onde são muitos os exemplos de generosidade e altruísmo, mas onde também existe – em alto grau – o choque das paixões e dos interesses, com suas intrigas, suas deslealdades, seus ódios e rancores. Será que o homem pode caminhar indiferente a tudo que o rodeia? Poderá viver tão isolado, como que menosprezando os fatores de reação que produzem tantos elementos contraditórios? O valor da boa convivência Se fosse assim, viveríamos a irrealidade e o misticismo, mais próximos à santidade que ao humano, e sairíamos do plano de nossos sentimentos e paixões para irradiar dentro de nós um aspecto de moral e ética absolutas, incompatíveis – até certo ponto – com a moral e a ética do espaço e do tempo em que vivemos. Nosso Homo rotarium não é uma abstração. Ele caminha na vida, luta para assegurar um futuro melhor, exerce sua profissão, sofre, se diverte, enfim: atua e age como se fosse o mais comum dos mortais no eterno desafio de viver. Mas ao viver ele não perde de vista determinadas circunstâncias e normas de conduta que o permitem desenvolver-se como cidadão com correção e prudência. Assim, por exemplo, ele sabe que há um limite para sua atividade e para seus desejos, que terminam justamente onde começa a atividade lícita de outros homens. Ele compreende que ser útil e prestar serviços ao outro ou a uma coletividade são atividades benéficas que estimulam o próprio progresso e facilitam o cresci-

mento dos demais. E assim como o ditado afirma que “ser honrado é um bom negócio”, com razão ainda maior o Homo rotarium poderia dizer que, por sua própria convivência, os homens estão obrigados a ser úteis à sociedade em que vivem. E se na vida corrente a boa vontade e a tolerância recíprocas são fontes de acerto e de correção de desvios – conceito que pode ser transportado a esferas mais amplas, da coletividade e das nações – conclui-se que fecundos frutos deverão privilegiar os povos dotados de um espírito compatível com o sincero ideal de convivência.

“O maior triunfo do Rotary é aproximar pessoas que pensam e agem de maneira semelhante” Quando uma pessoa sente ou pensa assim, ela é rotariana. E não continua agindo dessa forma por fidelidade aos princípios rotários, mas para se sentir honrada com a condição de bem nascida. O certo é que o Rotary estimula essas pessoas, as aproxima umas das ou-

tras, enaltecendo-as – e por emulação, outros homens e mulheres acabam atraídos a agir de forma similar, e esse é o maior triunfo conseguido pela difusão e pelo estímulo. Quando esses homens e mulheres de sã e reta intenção se reúnem, nasce no meio deles um conceito que chega à sociedade em que vivem e que, em certa medida – e sem usar os recursos do poder – governa e determina os atos dos demais por gravitação própria do impulso generoso. Nasce nesse momento a Cidadania Universal Rotária, reconhecida em todas as nações onde existem ou não Rotary Clubs. Façamos, portanto – nós, rotarianos – um exame de consciência e vamos procurar trazer para nossa organização mais pessoas que tenham esse perfil do Homo rotarium para que possamos preservar o mundo atual e o futuro do Rotary de modo seguro. E tomara que no final possamos dizer: “Não estamos arrependidos de viver o Rotary. Que todos os homens e mulheres do mundo sejam dignos de formar em nossas fileiras, transformando-se também em Homo rotarium”. * O autor é EDRI, ex-curador da Fundação Rotária do RI e presidente da Associação Brasileira da “The Rotary Foundation”.

BRASIL ROTÁRIO

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Coluna do Diretor do

CARLOS ENRIQUE SPERONI

Rotary International

ÉTICA, UM PRINCÍPIO QUE NÃO PODE TER FIM

O

slogan acima – criado em 1988 pelo publicitário e também rotariano Aroldo Mendes Araújo para uma campanha do RC do Rio de Janeiro – serviu de inspiração para o seminário realizado pela Brasil Rotário no último dia 23 de novembro na Associação Comercial do Rio de Janeiro. Tive a honra de participar desse evento, realizado em comemoração ao 81º aniversário da revista, a convite do meu amigo Roberto Petis Fernandes, presidente da Cooperativa Editora Brasil Rotário. Além de muito atual, o seminário a que me refiro foi uma excelente iniciativa para permitir que nós, rotarianos, firmemos nossa posição perante uma questão que muitas vezes observamos com preocupação – insinuada por meio de atitudes amistosas que se afiguram como condutas que implicam em cumplicidade. A ética é um dos motores básicos da vida, uma ati- “A queda do tude clara, sem a qual não número de somos pessoas completas, e que se baseia no amor ao sócios em próximo, na promoção da li- muitos clubes berdade e na luta pela justiça. Além disso, a ética deve é atribuída ser entendida como a ciên- à crise, cia do bem fazer, do cumprimento do dever, das ori- especialmente g e n s d a n o s s a p r ó p r i a por aqueles moralidade, determinante dos princípios e regras de que não conduta de nossas vidas. admitem e não O perfil do rotariano está voltado para o compromisso, assumem as sendo, portanto, uma decisão ética que ninguém – exceto suas próprias a própria consciência – pode culpas” questionar. Quantas vezes já ouvimos alguém ser chamado de “Dom Quixote” por pertencer a um mundo de ficção ou até mesmo de loucura? Essa é uma referência às situações e ideais que moviam o personagem Dom Quixote de La Mancha, da obra de Miguel de Cervantes, livro que reflete a sociedade de seu tempo e cujo tema central é a contradição entre os ideais elevados e as necessidades materiais daquela época, refletidos respectivamente nas personalidades do cavaleiro e de seu fiel escudeiro Sancho Pança. Quero convidá-los a refletir sobre a lição de heroísmo, resultante de uma fé intangível, de uma pureza perfeita e

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de sinceros sentimentos de amor, fidelidade, coragem e renúncia que nos foram legados por Dom Quixote, que sabia por que andava sobre a Terra. Sua grandeza consistiu justamente em saber quem ele era e em assumir seu papel humano, lutando contra o vento e a maré e marcando seu destino. Esses sentimentos, atitudes e lições que nos foram legados por Dom Quixote são os mesmos que nós, rotarianos, assumimos em nossas atividades como empresários e profissionais quando nossa presença assegura que somos confiáveis, sérios, responsáveis e estamos dispostos a servir.

Exemplos de conduta Por isso quero destacar a adequação do título da coluna deste mês. Não devemos aceitar que a ética tenha fim, como também não têm fim os ideais que formam parte das nossas tradições, dos acervos que recebemos daqueles que nos antecederam e que devemos ter o compromisso de transmitir, depois de aprimorados. Recordo-me daqueles rotarianos de escol que privilegiavam seus princípios, sua moral e seu exemplo permanente, colocando-os acima de suas atividades e interesses pessoais. Presenciei alguns desses companheiros – e é bom que se saiba que muitos eram rotarianos de longa data – solicitando dispensa de seu clube quando se viam diante de possíveis dificuldades financeiras, pois suas conseqüências poderiam ser consideradas pouco apropriadas a homens de honra e, conseqüentemente, à boa imagem do Rotary. De um modo geral, a queda do número de sócios em muitos clubes é atribuída à crise, especialmente por aqueles que não admitem e não assumem as suas próprias culpas. Convido-os a fazermos uma reflexão e recordarmos parte de sua história, levando em conta o número e a qualidade do quadro de associados de seus clubes há 30 anos ou mais. Atualmente, poucos poderiam apresentar quadros semelhantes aos existentes em 1975 ou antes, quando os clubes eram verdadeiras refeO SEMINÁRIO sobre ética foi realizado no auditório da Associação Comercial do Rio de Janeiro no dia 23 de novembro


rências nas cidades, tanto em relação à quantidade como à qualidade de seus sócios, personalidades indiscutíveis nas suas comunidades que ocupavam cargos de direção em suas atividades e, por isso mesmo, atraíam vontades de qualidade semelhante. Uma época em que o crescimento dos clubes não era tema de estudos permanentes, como acontece agora.

Alerta e reflexão O tempo passou, mudaram os costumes, houve progressos em termos científicos e tecnológicos, mas nem todos entenderam que não se pode renunciar aos princípios. Uma experiência avassaladora vai demonstrar que se os recursos e as potencialidades disponíveis – por maiores que sejam – não forem regidos por objetivos morais e orientações de cunho ético, acabarão se voltando contra eles mesmos e contra a sociedade que integram. Que isso seja um motivo de reflexão para todos aqueles que estão envolvidos em questões judiciais ou que têm problemas com o RI e com a Fundação Rotária no que diz respeito à prestação de contas ou à falta dos relatórios correspondentes às funções por eles desempenhadas. Além de não honrarem suas dívidas e seus compromissos, eles ainda continuam mantendo seu ritmo de vida e exercendo suas atividades econômicas por meio de terceiros e – amparados pela ingenuidade ou indiferença de seus clubes – ainda têm a pretensão de dar aulas de moral e ensinar comportamentos. Estas são as “atitudes amistosas” a que me referi no começo do texto – e que desbancam a verdade. Imagino que eles sejam poucos, podendo ser contados nos dedos das mãos, mas a verdade é que existem, assim como os desonestos e os corruptos que freqüentemente são notícia em nossa sociedade civil e na política. A isso devemos antepor as atitudes dignas, éticas e as idéias elevadas que eventualmente tenhamos construído por conta própria ou que recebemos de exemplo de nossos pais e professores e também daqueles grandes políticos que nos serviam de exemplo e que algumas vezes nos fizeram sonhar com uma Pátria Grande, merecedora dos seus méritos e desvelos. Convido-os a continuarmos pensando que a ética é um princípio que não pode ter fim – e que, por isso mesmo, merece toda a nossa consideração e apoio. Sérgio Afonso

Achada árvore de Paul Harris

ois companheiros do distrito 4610 – Luiz Freitag, do D RC de São Paulo, e Sérgio de Castro, do RC de São Paulo-República – localizaram na Praça da República, no centro da capital paulista, a árvore pau-ferro plantada por Paul Harris, quando da visita do fundador da nossa organização ao Brasil, em 1936 (foto). A árvore, apesar de várias décadas, é uma das mais imponentes do entorno da praça. Está programada uma cerimônia para comemorar os 70 anos desse acontecimento. (Extraído do boletim Servir, do RC de São Paulo, nº 3.616)

Brasileiros distinguidos pela FR Os curadores da Fundação Rotária do RI reconheceram com a Citação por Serviços Meritórios os seguintes companheiros do Brasil: ROTARIANO

DISTRITO

Ayrton Sabóia Pitta ................................. 4640 Carlos de Laet Azevedo Braga ................ 4530 Eliseu Gonçalves da Silva ....................... 4670 Irany Mori ................................................ 4430 Luis Paes de Camargo ............................. 4620 Nery Simm ............................................... 4630 Rodolfo Luiz Darigo ................................. 4750 Waldir Francisco de Andrade ................... 4580 BRASIL ROTÁRIO

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O ROTARY PROMOVE FELICIDADE Como a organização e seus membros participam das trocas que ocorrem no cotidiano das pessoas Marcelo Henriques de Brito*

Inúmeros relatos comprovam que o Rotary gera grandes benefícios para a humanidade. Entre eles, está a promoção da felicidade. Ao examinar as circunstâncias que geram felicidade, é possível ressaltar a contribuição de nossa organização para tornar as pessoas felizes. É interessante observar também que o direito à “busca da felicidade” está registrado na Declaração de Independência dos EUA, país onde o Rotary foi fundado em 1905 com o propósito inicial de incentivar o companheirismo e as relações profissionais.

E

nquanto as expectativas de uma pessoa estiverem em sintonia com as condições do ambiente social no qual está inserida, ela se sentirá feliz. A duração de sua felicidade, entretanto, vai depender do resultado das trocas estabelecidas – muitas delas imprescindíveis – uma vez que ninguém se supre sozinho de tudo de que necessita. Embora poucas, existem trocas indispensáveis que nem sempre envolvem dinheiro: o carinho da família e as relações sinceras de amizade e paz interior, por exemplo. O dinheiro tampouco apaga o profundo sentimento de saudade das pessoas, lugares ou de um tempo que passou e não existe mais. Contudo, é necessário reconhecer que o dinheiro não é dispensável, pois facilita as 10

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“Como desenvolver a sensibilidade de agir com ética é menos óbvio do que parece, o Rotary divulga a Prova Quádrupla”

trocas na vida cotidiana. Uma certa riqueza material e financeira aumenta a independência na tomada de decisões e estimula o empreendedorismo e novos investimentos, que devem visar o aumento de renda, emprego e ocupação para a população, contribuindo para o bemestar social. Quem, voluntária ou involuntariamente, deixa de estabelecer trocas, terá dificuldades para conquistar o que deseja ou mesmo para conservar o que de útil acumulou. O isolamento impede a realização de trocas que contribuem para a felicidade. Como cantou Tom Jobim, “é impossível ser feliz sozinho”. Uma vez que a repetição contínua de trocas com benefícios recíprocos reforça a felicidade, deve ser de interesse geral que todos alcancem constante-


RODRIGO FURTADO

“O compromisso rotário de comparecer aos encontros semanais reforça uma predisposição contínua para estabelecer trocas ao menos pelo companheirismo”

mente uma situação melhor ou mais prazerosa após a realização dessas trocas, incluindo as transações de compra e venda. Se um lado fosse constantemente favorecido em detrimento do outro, o comércio não prosperaria. O avanço das atividades comerciais, com suas vantagens, permitiu o desenvolvimento da nossa complexa civilização: por um lado, rejeitando o uso da violência física com saques, roubos e seqüestros; por outro, valorizando a resolução de conflitos, tanto por meio de um sistema jurídico e policial sério e eficaz, quanto por intermédio da divulgação de valores éticos. Legalidade e ética A legislação pode impor uma forma de conduta ao estabelecer o

que é lícito ou ilícito, noções objetivas e estritamente jurídicas. O que é considerado ilícito está sujeito a sanções definidas em lei. Os princípios éticos são, contudo, mais sólidos; não ficam desatualizados por mudanças na sociedade, e por isso são mais abrangentes que os princípios jurídicos. Agir com ética significa muito mais do que agir em sintonia com os costumes aceitos e adotados pela sociedade, respeitando os limites acordados. Quem age dentro de uma ética pensa nos outros e age com coerência, o que restringe a possibilidade de comportamentos imprevisíveis que podem causar danos a todos. Um exemplo simples de atitude ética é ter a predisposição de não ser extravagante num restaurante se, a priori, for estabelecido que a conta

será dividida entre todos os comensais. Tal atitude ética evita constrangimentos que podem desestimular novos encontros desse grupo de pessoas. Por outro lado, procurar desculpas para tentar justificar o não cumprimento do que foi prometido profissionalmente é uma atitude antiética que prejudica o progresso das atividades empresariais. Como desenvolver a sensibilidade de agir com ética é menos óbvio do que parece, o Rotary divulga a Prova Quádrupla, que provoca uma reflexão sobre nossos pensamentos, afirmações e atitudes: “É a verdade? É justo para todos os interessados? Criará boa vontade e melhores amizades? Será benéfico para todos os interessados?”. Tem-se assim uma espécie de check list para agir ou tomar uma decisão com ética e frear os impulsos egoístas, o que é uma importante contribuição do Rotary para assegurar a coesão social, como registrei no meu livro “Crise e prosperidade comercial, financeira e política” (Editora Probatus). Acredito que a maioria das pessoas tem interesse em agir com ética, respeito às leis e apoio à paz, pois a alternativa da exclusão social – com o esfacelamento da sociedade – é prejudicial a todos. Vale lembrar, aliás, que a Prova Quádrupla foi concebida por Herbert J. Taylor, sócio do RC de Chicago, quando sua empresa passava por dificuldades durante a época da depressão econômica nos EUA, o que provocou o aumento da informalidade e da ilegalidade. No entanto, não bastaria o Rotary divulgar teoricamente a bela idéia de BRASIL ROTÁRIO

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ética nas relações sociais se não contribuísse também para incentivar exemplos de que é possível conviver com pessoas comprometidas em estabelecer trocas favoráveis a todos. E mais: sabendo-se que muitas trocas importantes acontecem espontaneamente, a partir do simples contato pessoal, é igualmente uma relevante contribuição do Rotary para a sociedade reunir em milhares de clubes, dispersos pelo mundo, profissionais de variadas classificações profissionais e múltiplos focos de interesses, o que amplia, em muito, as possibilidades de ocorrerem trocas benéficas de bens, serviços e idéias. Trocas no Rotary O compromisso rotário de comparecer aos encontros semanais reforça uma predisposição contínua para estabelecer trocas ao menos pelo companheirismo, seguindo os princípios da Prova Quádrupla, enquanto seu cumprimento é acompanhado pelo grupo social que reprova quem age de forma egoísta. É igualmente importante a realização dos numerosos projetos rotários que assistem a população carente nas áreas de alimentação, saúde e desenvolvimento humano; melhoram a infra-estrutura e apóiam realizações da comunidade local; contribuem para a formação continuada de estudantes, professores e lideranças; e fomentam o bom relacionamento, a concórdia e a paz nas relações internacionais. Assim, diversos programas rotários combatem de forma

duradoura a miséria – em todas as suas formas – pelo autodesenvolvimento de pessoas íntegras, que têm um compromisso com iniciativas que promovam o desenvolvimento social. Embora desenvolva ações grandiosas, como a campanha para a erradicação da poliomielite no mundo, o Rotary deve ser admirado – e de fato é – por diversas atividades, as quais, embora com menor visibi-

“A rede de relacionamentos rotários já colaborou também para aliviar o desconforto de várias pessoas capazes que atravessaram momentos difíceis”

lidade, ajudam, de forma persistente e sistemática, inúmeras pessoas que ficam felizes e gratas. Ao não necessariamente se preocupar em alocar esforços, tempo e dinheiro para induzir a sociedade a ter uma impressão positiva sobre sua atuação,

o Rotary personifica o lema “Dar de Si Antes de Pensar em Si”. Entretanto, mesmo quando o Rotary não lidera a execução de certos projetos notáveis com forte alcance social, são vários os rotarianos que prestam assessoria ou congregam aqueles que se encarregarão da execução. É o “fazer fazer” – ou “fazer com que façam” – como sugere o Rotary International, o que só é possível graças à enorme rede de relacionamentos promovida pela organização em cidades e países. Se a sociedade considerasse o Rotary irrelevante, eminentes personalidades da iniciativa privada e do setor público não participariam de atividades rotárias como associados ou parceiros, algumas como palestrantes, que nos encontros semanais difundem conhecimentos úteis das mais diversas áreas, com aplicabilidade na vida diária. A rede de relacionamentos rotários já colaborou também para aliviar o desconforto de várias pessoas capazes que atravessaram momentos de desemprego, insucessos empresariais ou falta de desafios profissionais com a aposentadoria. Essas situações poderiam eventualmente comprometer o bem-estar pessoal e o equilíbrio familiar dessas pessoas. Todavia, a manutenção do relacionamento com outros rotarianos bem-sucedidos pôde gerar novas idéias de negócios ou proporcionarlhes novas oportunidades profissionais em organizações que prezam valores éticos nas suas atividades. Assim, o Rotary já contribuiu para manter ocupadas e socialmente integradas personalidades que, apesar do currículo respeitável e da conduta ilibada, circunstancialmente estiveram fora do processo produtivo. É justo que o Rotary contribua para deixar seus sócios felizes, além de promover a felicidade na sociedade. Enfim: o Rotary cresceu muito desde sua criação, em 1905, ao unir seus associados e a sociedade em torno da importância de haver um ambiente de democracia política e de liberdade econômica que fomente trocas em quantidade e variedade, observando sólidos princípios éticos. E um ambiente que favorece transações que privilegiam a verdade, a justiça, a boa vontade, a amizade e o benefício de todos é, certamente, um lugar mais rico sob todos os aspectos e, conseqüentemente, mais feliz. *O autor é sócio do RC do Rio de Janeiro, RJ(D.4570).

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Rotarianos que são notícia ○

ANTÔNIO ERMÍRIO de Moraes, companheiro do Rotary Club de São Paulo, SP(D.4610), foi agraciado pela Associação de Engenheiros do Instituto Tecnológico da Aeronáutica com o prêmio Excelência 2005. A homenagem foi apresentada pelo presidente da associação, Ozires Silva, no auditório do ITA. Na ocasião, o ex-presidente Márcio Arroyo (à direita na foto) representou o clube.

TRÊS COMPANHEIROS do Rotary Club de Itabira, MG(D.4520) estão entre os destaques deste mês: Geraldo Rubens Pereira, Alcides Escolástico Gonçalves e Placedino Alves de Araújo ocupam, respectivamente, as secretarias municipais de Planejamento e de Auditoria Interna e a vice-presidência do Conselho Central da Sociedade São Vicente de Paulo – Setor II do Conselho Nacional do Brasil.

SÓCIO DO Rotary Club de MaringáAeroporto, PR(D.4630), Wilson Antonio Braz é o atual diretor geral da secretaria de Administração da prefeitura.

HEDERALDO JOEL Benetti, ex-presidente do Rotary Club de Marília de Dirceu, SP(D.4510), foi homenageado durante Sessão Solene na Câmara Municipal, no Dia do Corretor de Imóveis. O companheiro, que é delegado regional do Creci – Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo, recebeu um cartão de prata das mãos do vereador e rotariano Valter Luiz Cavina e dos vereadores José Carlos Albuquerque e Cruz Junior. LEONEL MARETO, sócio do Rotary Club de Bangu, RJ(D.4570), foi homenageado com o Prêmio Lions de Educação e recebeu o certificado e a medalha de reconhecimento do Distrito LC-1 da Associação Internacional de Lions Clubes. O COMPANHEIRO Rodrigo Sant’Anna Alvim, sócio do Rotary Club de Além Paraíba, MG(D.4580), assumiu a presidência da Comissão Nacional do Leite junto à Confederação Nacional da Agricultura. Ele acumula ainda a vice-presidência da Federação da Agricultura do Estado de Minas Gerais.

JOSÉ ROSNEI de Oliveira Rosa, do Rotary Club de São JoséKobrasol, SC(D.4651), foi agraciado com a Medalha do Mérito Funcional Alice Guilhon Gonzaga Petrelli, entregue pelo governador do Estado, o rotariano Luiz Henrique da Silveira (centro). A solenidade foi prestigiada pelo presidente do clube, Luiz Antônio Lehmkuhl.

COMPANHEIRO DO Rotary Club de JalesGrandes Lagos, SP(D.4480), Gilberto Pascoal Marçal Murta é o atual presidente do Conselho Municipal de Saúde. SALMEN TEIXEIRA Salmen, sócio do Rotary Club de Sertanópolis, PR(D.4710), recebeu da vereadora Mariluz Zanin o título de Cidadão Honorário da cidade.

O MUSEU Histórico do Exército e o Forte de Copacabana homenagearam com um valioso troféu o companheiro Geraldo Lopes de Oliveira, do Rotary Club do Rio de Janeiro-Ipanema, RJ (D.4570) por sua grande contribuição para a consolidação desse espaço como pólo turístico da cidade do Rio de Janeiro.

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Saúde ○

Sem medo da próstata Prevenir ainda é o melhor remédio Luiz Freitag*

A

AOS 20 anos, a próstata (em azul) pesa cerca de 20 gramas

palavra “próstata” vem do grego prostates, que significa “o que está adiante”, no caso dos testículos. Trata-se de uma glândula do tamanho de uma noz, que produz um líquido desde a adolescência do homem, juntando-se ao esperma e auxiliando a conduzir os espermatozóides até sua ejaculação no final do orgasmo. Dentro dela, a testosterona, hormônio principal masculino, se transforma em diidrotestosterona, responsável pelo controle do crescimento da próstata. Aos 20 anos, a glândula pesa 20 gramas. Com o passar dos anos, pode atingir 30 gramas, dentro da normalidade. Sabe-se de casos de homens de mais de 80 anos que nunca apresentaram aumento da glândula, nem outras alterações. São privilegiados pela natureza, pelas características dos seus gens, o que vem demonstrar que nem todos os homens sofrem de doenças da próstata.

“Síndrome do elevador” O exame de ultrassonografia informa se há um aumento, ou hiperplasia, que pode ser benigna (HPB) ou maligna. Para constatar essa distinção o urologista faz o toque retal, método mais fácil de determinar alteração da próstata. O médico verifica se a próstata está lisa ou rugosa, aumentada ou não. Notando alterações, serão solicitados outros exames, como, por exemplo, o antígeno prostático específico, exame de sangue conhecido como PSA. Mesmo não apresentando sintomas, qualquer homem acima de 45 anos deve fazer um exame urológico uma vez por ano. Os principais sintomas de alteração prostática estão mais 14

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SINAIS QUE

Urina com jato cada vez mais fraco Dificuldade ou demora para começar a urinar Necessidade de urinar com mais freqüência

EXIGEM ATENÇÃO

Acordar à noite para urinar várias vezes Presença de sangue na urina


relacionados com a eliminação da urina (veja boxe). Muitas dessas queixas às vezes estão relacionadas com infecção na urina. A mais evidente é a urgência em urinar. É muito conhecida entre os médicos a chamada “síndrome do elevador” – o paciente não consegue segurar a premência de urinar e gostaria de que o elevador fosse mais rápido para chegar ao seu andar, o que nem sempre ocorre e a roupa fica molhada. Se for diagnosticada a hiperplasia maligna, provavelmente já é um câncer. Comprovada a doença, é recomendável discutir com o geriatra as várias alternativas propostas, pois muitos pacientes já apresentam outras doenças, que devem ser discutidas entre o urologista-cirurgião e o geriatra, para melhor orientação e preparo do ato cirúrgico. Os tratamentos disponíveis são: radioterapia, hormonioterapia, irradiação e criocirurgia. O importante é saber que se já houve casos de câncer de qualquer órgão na família, a predisposição hereditária existe. Se o pai teve câncer de próstata, o filho terá maior probabilidade de desenvolver a doença. Deve-se ressaltar que a hiperplasia benigna da próstata (HPB) não leva ao câncer de próstata. Estudos comprovados, tanto nos Estados Unidos como na China e no Japão, confirmaram que chineses e japoneses, cuja alimentação inclui mais fibras vegetais, frutas e pouca gordura, apresentam menor incidência de câncer da próstata. Chineses e japoneses que emigraram para os Estados Unidos, adicionando gorduras à dieta, mostraram o mesmo índice da doença que os americanos. A verdadeira causa do câncer de próstata ainda não é conhecida, mas há uma estreita relação entre fatores hereditários, alimentação e meio ambiente.

“Mesmo não apresentando sintomas, qualquer homem acima de 45 anos deve fazer um exame urológico uma vez por ano” das, principalmente a banana prata. Devem-se evitar carnes com gorduras, consumindo mais a parte branca do frango e peixes de águas profundas. A vitamina E na dosagem de 400 a 600 UI (unidades internacionais) é recomendada, mesmo que os seus efeitos ainda não estejam suficientemente comprovados. A impotência sexual ou, como se diz hoje em linguagem médica, disfunção erétil, é o grande medo que ronda os homens já a partir dos 45 anos. Os níveis de testosterona têm influência na libido, haja ou não alterações da próstata. Essas alterações por si sós não ocasionam impotência, que está ligada mais a fatores ambientais, fumo, diabetes, hipertensão arterial, obesidade, colesterol elevado, alcoolismo e insuficiência renal.

Há sempre o receio do paciente de que a cirurgia pode provocar impotência. Entretanto, somente 4% dos operados de hiperplasia benigna (HPB) ficam impotentes. Ocorre que a ejaculação se torna retrógrada, isto é, o sêmen volta para dentro da bexiga e, posteriormente, é eliminado na urina. Mas o prazer sexual permanece com o orgasmo. As expressões de conformismo que se ouviam até poucos anos – como “estou muito velho”, “não estou mais interessado” ou “ ainda tenho outras coisas para me ocupar” – não mais se justificam hoje, pois ninguém valoriza tanto a vida como quem está envelhecendo. * O autor é médico geriatra e sócio do RC de São Paulo-Bela Vista, SP(D.4610).

“A verdadeira causa do câncer de próstata ainda não é conhecida, mas há uma estreita relação entre fatores hereditários, alimentação e meio ambiente”

Óleo de oliva e frutas “Em geral, os médicos querem conservar a nossa saúde e os cozinheiros querem estragá-la; os segundos estão mais certos do seu êxito” – observou Diderot, enciclopedista francês, que viveu de 1713 a 1814. No café da manhã devem ser incluídos farelo de trigo e aveia. Nas demais refeições não se deve esquecer do óleo de oliva extra-virgem. Os vegetais devem fazer parte do cardápio – aspargos, cenoura, alface, brócolis, tomate, lentilha, couve-flor, cebola, alho, ervilha e, para quem puder comer, pimenta verde. Todas as frutas brasileiras são recomendaBRASIL ROTÁRIO

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Interact & Rotaract

OS INTEGRANTES do Rotaract Club de Santa Bárbara D’Oeste, SP(D.4310) organizaram o já tradicional Jantar Medieval. Em outra ocasião, distribuíram sacolas com doces para as crianças da Casa Abrigo e as levaram para uma visita monitorada ao zoológico de cobras Vida Selvagem, em Americana, SP.

O ROTARACT Club de Santos, SP(D.4420) participou da campanha de vacinação contra a poliomielite, junto com o Interact Club de Santos-Professor Fuschini; realizou um fórum de debate sobre o referendo do desarmamento; e homenageou os pais dos sócios e aspirantes.

JUNTO COM a Secretaria de Saúde, Esporte e Lazer do município e apoiados pela prefeitura, o Rotaract Club de Guiratinga, MT(D.4440) e a família rotária realizaram a 12ª Minimaratona da Independência.

APÓS RECEBER doações da população local e do presídio municipal, o Interact Club de Paranaíba-Santana, MS(D.4470) entregou cerca de 1.500 kg de alimentos não-perecíveis ao Asilo Santo Agostinho.

O ROTARACT Club de Franca-Imperador, SP(D.4540) trabalhou em dois eventos. Na Festa da Ascherupitta, em prol do Lar de Idosos Eurípedes Barsanulffo, ficou com a barraca da panqueca. Na Festa de San Genaro, apoiado pelo Capítulo Juventude e União de Franca da Ordem Demolay, colaborou com a Apae local na barraca da minipizza, pelo quinto ano consecutivo.

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O ROTARACT Club de Guaíra, PR(D.4640) foi premiado no 19º Enropa, em Cascavel, por ser o clube com o maior número de doadores de sangue. A conquista teve a colaboração da Secretaria Municipal de Saúde.


Comunidade lusofônica

Rotarianos de países de língua portuguesa reúnem-se em Portugal E ste é um relato resumido do produtivo II Encontro de Rotarianos dos Países de Língua Oficial Portuguesa que reuniu, em Tomar, de 11 a 13 de novembro, companheiros brasileiros e portugueses, inclusive de Rotary Clubs de outros países que falam o nosso idioma. Idealizado pela CIP – Comissão Interpaíses Brasil-Portugal, cuja representante no nosso país é a Fundação de Rotarianos de São Paulo, à frente o seu presidente EGD Eduardo de Barros Pimentel, tem como escopo “dar uma resposta aos objetivos do RI e da Fundação Rotária do Rotary International, potencializando o espaço físico de mais de 260 milhões de pessoas que se expressam em português”. Ao todo, são oito países que englobam um extenso potencial humano unido por um só idioma. Além do Brasil e de Portugal, fazem parte Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor Leste e os enclaves de Galiza, Goa e Macau.

Tomar, a cidade dos Templários Situada a cerca de 120 km de Lisboa, Tomar é um local histórico, sede da Ordem dos Templários, seguida pela

PARTE DA delegação brasileira presente em Tomar

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O HOTEL dos Templários, onde ocorreu o importante encontro

Ordem de Cristo, com registros que datam de 1118. As reuniões plenárias desse segundo encontro tiveram lugar nas amplas e confortáveis instalações do Hotel dos Templários, com a presença de mais de 200 participantes.

Grupos de Trabalho No dia 11, os grupos de trabalho assinalaram o forte e motivado envolvimento dos rotarianos até o último instante do evento. Cabe registrar o reconhecimento à equipe liderada pelo companheiro EGD Frederico Nascimento, presidente da CIP Portugal-Brasil, com o suporte do Rotary Club de Tomar oferecido pelo seu presidente, José Manoel Castro Lousada. A primeira parte do evento, o Seminário Interdistrital da Fundação Rotária, foi pelo seu conteúdo uma feliz inspiração para os trabalhos que se seguiram. Coube ao EGD Gedson Junqueira Bersanete, D.4470, coordenador regional da Fundação nas zonas 19 e 20-Sul, discorrer sobre a FR complementado por uma abordagem do envolvimento de outros parceiros nos programas da FR feita pelo EGD Diamantino Gomes, presidente do Conselho Diretor da Fundação Rotária do D.1970. Subsídios equivalentes, o estímulo à participação dos clubes e as

inspiradoras palavras do governador atual do distrito 1970, João José Barbosa, completaram a programação do primeiro dia.

Sessão de abertura No dia seguinte, 12, com o plenário lotado, recebendo, além dos rotarianos, autoridades oficiais do país anfitrião, personalidades e convidados ocorreu a sessão solene de abertura do II Encontro. Militares do 15º Regimento, sediado em Tomar, conduziram as bandeiras dos países de língua oficial portuguesa, iniciando a sessão. Registrou-se a presença de diplomatas, como os embaixadores do Brasil em Portugal, Antonio Paes de Andrade, e de Cabo Verde, Luís Fonseca, que é também secretário Executivo da CPLP – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Após as boas-vindas, falaram, em seqüência: o presidente do RC de Tomar Castro Lousada, o presidente da Câmara Municipal de Tomar engenheiro Antonio Paiva, o presidente da CIP Portugal-Brasil EGD Frederico Nascimento, os governadores dos distritos 1960 e 1970, respectivamente José Manuel Pereira e João Barbosa, e os embaixadores. A língua portuguesa, ponte de união e da paz Com o tema acima, desenvolvido pelo EGD Eduardo de Barros Pimentel, D.4610, começou a plenária do


A PRESIDENTE do RC de Luanda, Angola, D.9350, Isabel Fontes Pires e as companheiras brasileiras Vera Pitoni e Maria Aparecida de Moraes

dia. Pimentel, que é o presidente da CIP Brasil-Portugal, procedeu a uma abordagem multifacetada da história, evolução e expansão da língua portuguesa, elevada à quarta posição dentre as línguas mais faladas no mundo atual, e falada por cerca de 260 milhões de pessoas. A enumeração apresentada pelo palestrante brasileiro dos variados aspectos e cenários geográficos, políticos, históricos e culturais – e ainda de ordem atávica que envolvem, ao mesmo tempo, a língua portuguesa e a índole dos povos que a têm como língua materna – motivaram as intervenções do embaixador Luís Fonseca da CPLP, do EDRI Marcelino Chaves, do EGD Artur Lopes Cardoso e do companheiro Francisco Queirós, todos de Portugal.

O combate à malária Esse segundo tema do dia teve como moderador o médico EGD Henrique Pinto e como expositor o jovem médico Penha Gonçalves, que centrou suas apreciações em uma pesquisa sobre a malária realizada na ilha de São Tomé e Príncipe, o que permitiu avaliar, em toda a sua extensão, o esforço ainda exigido nos dias de hoje para erradicar essa terrível doença. Seguiu-se uma conseqüente e animada troca de idéias e informações, conduzida de maneira estimulante pelo moderador Henrique e envolvendo intervenções por parte do EGD Gedson Bersanete – engenheiro, e Diamantino Gomes – médico. À noite do dia 12 teve lugar um jantar de confraternização. Analfabetismo Chegamos ao domingo, 13, último dia do evento. O importante tema do

analfabetismo, preocupação do Rotary International, foi desenvolvido pelo companheiro Manuel Patrício, reitor da Universidade de Évora, abordando toda a problemática de um mundo ainda sujeito às disparidades sociais decorrentes, precisamente, dos iletrados. A fala do companheiro reitor provocou as reflexões e os pronunciamentos do EGD Octávio Leite Vallejo, D.4420, Brasil, e do professor Antonio Mendes, de Portugal, quanto a extensão do desafio contido na questão “o que fazer?” para a solução deste problema que prejudica a qualidade de vida de milhões de seres humanos. A participação dos presentes nos debates indicou a responsabilidade que deve ser abraçada pelos rotarianos, especialmente da CIP Portugal-Brasil e demais países da língua oficial portuguesa para enfrentar a situação na busca de uma solução.

Recursos Hídricos Encerrando a jornada do II Encontro, foi debatido o tema Recursos Hídricos, uma das prioridades do presidente do RI CarlWilhelm Stenhammar. Funcionou como moderador o EGD Eduardo de Barros Pimentel, sendo expositor o ex-presidente José Rodrigues – engenheiro agrônomo, e como interveniente a companheira e engenheira Vera Pitoni, D.4670, Brasil. Um grande número de participantes expressou efetivo interesse para o tema, e teve a oportunidade de conhecer um quadro ao mesmo tempo revelador e dramático do desequilíbrio mundial entre a demanda e a disponibilidade das reservas de água doce que, como sabemos, é o componente vital e insubstituível da vida. Impressionaram os presentes as muitas informações prestadas pelo expositor e as contribuições vindas das intervenções. Infelizmente, diante do que foi discutido, paira a preocupação de que em conseqüência da falta de água venham a ocorrer conflitos armados entre nações, a curto e médio prazos. É o

UM GRUPO bem representativo: Maria Tereza Pimentel, presidente da Associação das Senhoras de Rotarianos do RC de São Paulo; Vera Pitoni, RC de Porto Alegre-Moinho dos Ventos; casal embaixador do Brasil, Zilda e Antonio Paes de Andrade; Augusto de Freitas Mendonça, D.4490, presidente da Fundação Educativa de Rotarianos do Ceará; e EGD Eduardo de Barros Pimentel, presidente da Fundação de Rotarianos de São Paulo e da CIP Brasil-Portugal

que foi depreendido tanto pelas soluções aventadas quanto pelas propostas viáveis para racionalizar e preservar os recursos hoje existentes. A escassez do precioso líquido já é uma realidade em várias regiões da África e da Ásia. Ficou a questão do papel a ser desempenhado pelo Rotary e, em especial, pelos clubes participantes dos programas da CIP Brasil-Portugal e demais países de língua oficial portuguesa, concluindo-se que é urgente uma atenção maior ao grave problema.

Encerramento Esta breve descrição do II Encontro de Rotarianos em terras lusitanas não é completa. Falta a menção de alguns fatos como a representatividade do RC de Luanda na pessoa de sua presidenta Isabel Fontes Pires, por exemplo; e as intervenções sempre oportunas de vários outros rotarianos na discussão e nos debates, trazendo valiosa contribuição de seus conhecimentos e experiências. Estamos certos de que os participantes do encontro de Tomar saíram enriquecidos do evento. Cabe agora trabalharmos para que no próximo encontro, em setembro, previsto para a cidade de São Paulo, possamos estar dando conta de nossas realizações em prol de um mundo melhor. BRASIL ROTÁRIO

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Economia ○

Passando pelos riscos Se não trouxer surpresas, 2006 promete ser mais um ano de crescimento NINJA

Carlos Alberto Sardenberg*

O

ano de 2004 não foi apenas um bom momento da economia mundial. Foi o melhor das últimas três décadas. O produto somado de todas as nações cresceu mais de 5%, um número forte, com rara sincronia: todas as regiões cresceram, umas mais, outras menos, mas todas vigorosamente. Quando se iniciou 2005, havia uma expectativa positiva em relação à manutenção desse ritmo de crescimento, mas também alguma desconfiança. Riscos estavam no horizonte. E se ocorressem? Pois não ocorreram: 2005 chegou ao fim quase tão bom quanto 2004. O produto mundial cresceu em torno de 4,5%, foi vigoroso em todas regiões e de novo com forte expansão do comércio internacional. De maneira que a expectativa para 2006 é exatamente igual à verificada no início do ano passado: o crescimento deve manter-se no mesmo ritmo, se os riscos não ocorrerem. Gastos excessivos Os riscos também são os mesmos, a saber: Estados Unidos, China, terrorismo e petróleo. Os EUA continuam combinando um fortíssimo crescimento – 3,6% em 2005, 4,4% no período anterior, e isso sobre um PIB de US$ 12 trilhões – com inflação muito baixa. Mas também com desequilíbrios que se resumem numa circunstância comum: o governo, o país e as pessoas gastam mais do que ganham. Os EUA, diz-se, são hoje o shopping do mundo. As contas públicas apresentam um déficit de 5% do PIB. Nas contas externas, o déficit alcança 6%. E o consumidor americano é o mais endividado do mundo: se ganha 20

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dez, gasta 12, financiando-se com juros baixíssimos. Em algum momento, eis o risco, toda essa montanha de gastos terá de ser contida. Governo, país e pessoas terão de aumentar a poupança e pagar dívidas, o que significa menos consumo e menos investimentos. Ou seja, uma desaceleração no ritmo de crescimento

da maior economia do planeta. Todo o mundo encolherá junto – e dará uma trombada monumental se a desaceleração for brusca e forte, gerando uma recessão. O segundo risco tem a ver com esse. A China, diz-se, tornou-se a fábrica do mundo. Além disso, a cada ano, milhões de chineses são incorporados ao modo de produ-


ção capitalista. De um lado, formam um exército de mão-de-obra barata a alimentar as fábricas. De outro, mesmo ganhando pouco, isso é mais do que recebiam antes, de modo que se tornam consumidores de roupas, comida, eletrônicos, celulares e por aí vai. Com isso, ao mesmo tempo em que é grande exportadora, a China é também importadora de alimentos e insumos para suprir de energia uma economia que cresce perto de 10% ao ano. Ora, se houver uma recessão por causa dos EUA – aliás, os principais fregueses da China – os chineses também terão de desacelerar. Com o shopping e a fábrica se esvaziando, o mundo pagará a conta. Mas há também o risco autônomo de que a China tenha de reduzir seu ritmo pela falta de energia e infra-estrutura. O terrorismo é ameaça permanente. Atentados nos grandes centros econômicos internacionais podem interromper os circuitos financeiros, além de abalar a confiança de investidores e consumidores. E o petróleo, com o consumo crescente por causa da forte expansão mundial, pode alcançar preços que espalhem inflação e imponham perda de renda aos países importadores, entre os quais estão alguns dos mais ricos. Sem contar que eventuais atentados em centros produtores de óleo podem causar um choque de oferta e, de novo, preços em disparada. Eis aí, o mundo é muito perigoso. Se os quatro riscos ocorrerem ao mesmo tempo, então, estaremos

muito perto do apocalipse. Acontece que é perigoso assim desde 2003, quando o produto mundial cresceu mais de 4%, iniciando-se um triênio de expansão acelerada. Como foi possível escapar de tantas ameaças? Boas previsões Talvez as pessoas, inclusive as que dirigem os países, sejam mais sensatas do que pensam os pessimistas. Divergências e interesses à parte, o fato é que tem ha-

Talvez as pessoas, inclusive as que dirigem os países, sejam mais sensatas do que pensam os pessimistas. O fato é que tem havido coordenação e acordos internacionais vido coordenação e acordos internacionais. Por exemplo: a China e outros países que mais poupam do que gastam, União Européia e Japão, acabam financiando os EUA, ao comprar dólares, títulos do governo, ações e promissórias de empresas americanas. E o fazem não por caridade, mas porque assim financiam seus clientes preferenciais. É certo que os desequilíbrios americanos um dia terão que ser corrigidos, mas existe uma possibi-

lidade de que isso seja feito suavemente, pelo próprio mercado. Por exemplo, combinando-se um aumento da poupança dos americanos com um aumento dos gastos de consumo de europeus e asiáticos. O que não é razoável é supor que europeus e asiáticos resolvam suspender abruptamente o financiamento aos EUA. Seria atirar nos próprios pés. Ou seja, há estímulo para uma coordenação. O risco petróleo, de certa forma, já ocorreu em 2005. O preço passou dos US$ 70 o barril, espalhou alguma inflação, mas não se sustentou. A produção tem aumentado – quem não quer vender petróleo a esse preço? E, mais importante, o mundo aprendeu a tirar mais energia do petróleo – precisando, portanto, de menos óleo para um mesmo ritmo de crescimento – além de ter desenvolvido as fontes alternativas. Finalmente, o mundo está conseguindo superar a ameaça dos atentados. Resumo da ópera: é bem provável que 2006 seja mais um ano de expansão. O Brasil tem aproveitado essa onda, mas poderia surfar melhor se não estivesse encaixotado por juros altos, dólar baixo, dívida pública alta e carga tributária elevada. Mas para sair desse ponto, a receita começa por uma forte contenção do gasto público, o que é problema só nosso. Para o bem ou para o mal. * O autor é articulista da revista “Exame” e comentarista econômico da rádio CBN.

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Esperança para os que têm fome Como podemos enfrentar melhor o problema da fome no mundo? Começando aos poucos. Ninja

Anthony G. Craine* mundo tem comida suficiente O para todos. De acordo com a FAO – Organização das Nações Uni-

das para a Agricultura e Alimentação, em 2001 o planeta produziu alimentos suficientes para garantir a cada ser humano uma dieta diária de 2.807 calorias – uma quantidade até maior que o mínimo recomendado pela FAO, de 2.000 calorias por dia. É por essa razão que as imagens de sofrimento provocadas pela fome nos países pobres parecem tão dolorosamente irônicas. Colocadas na ponta do lápis, essas calorias a mais produzidas pelo planeta são um motivo de esperança. Elas mostram que existe comida suficiente para alimentar as quase 850 milhões de pessoas subnutridas que vivem nos países em desenvolvimento. O que falta é fazer com que esse alimento chegue a elas. “O problema da fome é de logística de distribuição”, explica Ron Denham, coordenador geral do Rotary International para os Assuntos Relacionados com Água, Saúde e Fome. “A comida não está exatamente onde precisam dela”.

Ron sabe, no entanto, que essa é a explicação resumida para um problema bem mais complexo e frustrante – e tão disseminado que às vezes parece não ter solução. Mas como podemos começar a resolvê-lo?

Mudança de foco “Quase tudo o que pensamos a respeito da fome no mundo situa-se num nível macro. É difícil imaginar projetos de pequena escala para enfrentar o problema”, conta Ron Denham. No entanto, como ele mesmo afirma, é assim que os rotarianos deveriam tratar a questão. Ou, como ele não se cansa de repetir, pensar globalmente e agir localmente. Presente em mais de 31 mil comunidades mundiais, o Rotary é provavelmente a organização de serviços mais atuante em termos locais. Trabalhando sozinhos ou em parceria com outras entidades, os Rotary Clubs podem administrar problemas de grande alcance através de soluções de pequena escala. “Quando converso sobre isso com pessoas de outras instituições, vejo-as animadas por saber que o Rotary pode agir dessa forma”, diz Ron Denham. “Nós temos um potencial para agir e levantar recursos que poucas organizações têm”. Stephen C. Smith, professor de economia da Universidade George Washington, na capital norte-americana, acredita que a fome no mundo é um problema que pode ser eliminado. Em seu livro Ending Global Poverty: a Guide to What Works (“Acabando com a Pobreza Mundial: um Guia sobre as Coisas que Funcionam”), Stephen observa que a fome crônica que assolava 37% da população dos países em desenvolvimento na déca-

da de 1970 caiu para 17% em 2000. Embora esses números tenham piorado nos últimos anos, Stephen C. Smith sustenta que o progresso foi encorajador. Ele cita ainda o sucesso do programa Polio Plus como exemplo do potencial das organizações comunitárias e das parcerias que podem ser articuladas. “A campanha (Polio Plus) é uma demonstração de que organizações civis podem fazer a diferença na luta para combater a pobreza mundial”, ele escreve.

Valorizando as pessoas Tanto Denham como Smith enfatizam a importância de se ajudar as comunidades pobres a resolver seus próprios problemas. A distribuição emergencial de alimentos durante os períodos de fome é essencial, mas a única maneira de se combater efetivamente a falta de comida é fornecer a essas comunidades a tecnologia necessária para que elas produzam sozinhas seus próprios alimentos. Stephen Smith cita uma iniciativa desenvolvida em Lima, no Peru, e que tem à frente a Heifer International, organização com a qual os rotarianos costumam desenvolver projetos ligados à fome. O projeto de Lima forneceu assistência a um grupo pobre de moradores de favelas, tornando-os capazes de produzir seu próprio alimento e de comercializar os excedentes da produção, gerando renda. O sucesso do projeto trouxe ainda um benefício incalculável: a valorização dessas pessoas. “O que tornou essa iniciativa tão bem-sucedida foi o fato do programa ter sido organizado e controlado de acordo com as prioridades dos homens e mulheres que estavam envolvidos na sua execução”, explica o professor Smith. “Os programas voltados à valorização das populações pobres devem começar pela valorização de seu público-alvo. As pessoas pobres não são estúpidas: elas percebem claramente o que é útil para elas e o que não é. Se você ensinar essas pessoas a agir por conta própria, estará dando a elas esperança e otimismo”. *O autor é ex-editor associado da The Rotarian.

“Em 2001, o planeta produziu alimentos suficientes para garantir a cada ser humano uma dieta diária de 2.807 calorias – uma quantidade até maior que o mínimo recomendado pela FAO” 24

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Conservação das calçadas Você sabia que em São Paulo para cada l.000 habitantes ocorrem nove quedas nas calçadas? O assunto está na pauta de um Rotary Club José Eli Salamacha*

A

prefeitura de Ponta Grossa, PR, através de uma campanha publicitária, procurou conscientizar a população da importância de construir e dar manutenção às calçadas utilizadas pelos pedestres e localizadas em frente aos imóveis residenciais e comerciais. Além do aspecto urbanístico, pois uma calçada em bom estado melhora o visual da cidade, e do econômico, já que a inexistência da calçada faz com que o proprietário pague um valor maior de IPTU, existe ainda a questão das responsabilidades civil e criminal, que pode surgir se alguém sofrer acidente em frente à sua casa ou estabelecimento comercial, causado pela ausência ou má conservação da calçada. O assunto das calçadas preocupa tanto a população e os administradores públicos que, em dezembro de 2004, foi realizado em Curitiba o 3º Seminário Paranaense de Calçadas. Ali, foi apresentada a pesquisa realizada nas principais cidades do Paraná dando conta de que, em cada dez calçadas, seis são consideradas inadequadas, e que muitos atropelamentos acontecem porque os pedestres caminham pelas ruas, face aos riscos de tropeços, entorses e quedas nas calçadas. Outra pesquisa apresentada no seminário mostrou que, na aglomeração urbana de São Paulo, para cada grupo de 1.000 habitantes ocorrem nove quedas nas calçadas, resultando em lesões, incapacidades temporária ou definitiva e até mesmo mortes. O custo médio do atendimento é de R$ 2.500 por queda. Se aplicado esse valor à população urbana do Brasil – estimada em 138 milhões de habitantes – percebe-se que o custo total das quedas e tropeços nas cidades é superior a R$ 3,4 bilhões.

O que prevê a legislação Recente decisão do Tribunal de Justiça do Paraná condenou o municí-

pio de Arapongas, no norte do Estado, a pagar R$ 12.000 de indenização por danos morais e pensão de 1/ 2 salário mínimo até que ocorra a aposentadoria ou morte a uma vítima de acidente que fraturou o fêmur ao escorregar, em dia chuvoso, em piso considerado inadequado para praça pública. Nesse caso, a responsabilidade do município é objetiva, ou seja, a obrigação de indenizar decorre da relação causal entre a escolha do piso inadequado para a praça e o dano causado ao pedestre, independendo de culpa e derivando de prejuízo provocado pela prática de um ato ou de sua simples omissão.

A legislação prevê que nos terrenos públicos é obrigação da prefeitura construir e manter as calçadas, enquanto que os proprietários são responsáveis pela execução e conservação daquelas localizadas em frente aos seus imóveis. Se a calçada não é construída ou conservada, a prefeitura poderá executar a obra e cobrar os custos do proprietário, acrescidos de multa. Assim, a construção da calçada, com a colocação de piso adequado e devida manutenção, interessa principalmente ao proprietário do imóvel, mas também à prefeitura, eis que as duas partes correm o risco de ser responsabilizadas pelos danos que possam ser causados aos pedestres.

Muitas sugestões As calçadas para pedestres são uma das preocupações do Rotary Club de Ponta Grossa-Lagoa Dourada (D.4730), que vem discutindo com o governo municipal ações como essa, além de outras que visam melhorar a qualidade de vida dos moradores das cidades e que, muitas vezes, não recebem a devida atenção das autoridades. Assim, entre as sugestões levadas pelo Rotary para a administração municipal estão desde um simples desentupimento de bueiro a limpeza e melhoria dos equipamentos das praças públicas; plantio de árvores, além da poda das existentes; criação de parques onde seja possível fazer caminhaRodrigo das para cuidar da saúde e levar os filhos para brincar sem risco de atropelamento; melhoria na sinalização da cidade; implantação dos mecanismos já existentes na legislação municipal para limpeza de terrenos particulares tomados por matagal; tributação progressiva – de forma mais eficiente – em terrenos sem construções, principalmente na região central e ao redor da cidade; colocação de lixeiras; limpeza das ruas; melhoria do sistema de coleta seletiva do lixo, assim como dos passeios por onde circulam os pedestres – responsabilidade do proprietário, mas que pode ser cobrada e exigida pelo poder Público; permitir somente o funcionamento de bares ou casas noturnas que utilizem som ambiente, desde que possuam proteção acústica, evitando perturbar o sossego dos vizinhos; melhoria na lei de zoneamento para que nos bairros residenciais não possam ser instaladas empresas comerciais ou industriais, e somente permitir aumento ou novas construções em certas regiões mediante a exigência de um número mínimo de vagas de garagem em função dos metros quadrados construídos. *O autor é sócio do RC de Ponta Grossa-Lagoa Dourada, PR(D.4730). BRASIL ROTÁRIO

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Comprometimento com o

Quadro

Alana Bergh se lembra quando começou a participar das reuniões do RC do Pólo Norte, Alasca, EUA (D.5010) em 1988. Ela foi a primeira mulher a entrar para o clube, e não recebeu qualquer orientação a respeito. No início, simplesmente freqüentava as reuniões – sem saber como era o protocolo e nem o que se esperava dela – enquanto os outros sócios eram solicitados a ajudar nos projetos e em outras atividades do clube. Tiffany Woods* “Comecei a pensar se valia a pena eu me oferecer como voluntária. Talvez fosse errado eu levantar a mão”, ela recorda. Um dia, finalmente, ela decidiu oferecer sua ajuda, e a oferta – é claro – foi aceita com alegria. Hoje em dia, Alana é a coordenadora da comissão do RI para DRQS – Desenvolvimento e Retenção do Quadro Social, que ajuda e assessora os clubes e os governadores de distrito. Parte do seu trabalho é assegurar que os novos sócios tenham um começo em seus clubes melhor do que ela teve. A comissão de Alana traçou três metas para o ano de 2005-06. A primeira é fazer com que os membros da comissão mantenham um contato permanente e proativo com os 44 coordenadores do quadro so26

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cial do Rotary International (os RRIMCs, em inglês). Tais coordenadores, voluntários, recebem um treinamento anual do RI e ajudam os distritos e clubes a identificar e desenvolver estratégias para o DRQS em suas regiões. A segunda meta é preparar pelo menos quatro artigos e veiculá-los nas publicações rotárias, sejam de âmbito regional ou distrital. A terceira meta é que cada coordenador apadrinhe ao menos um novo companheiro em 2005-06. “Precisamos transformar nosso discurso em ações”, recomenda Alana. Essa meta vai ao encontro de um dos objetivos traçados pelo presidente do RI, Carl-Wilhelm Stenhammar, de ver cada clube exibir o ganho mínimo de um sócio no final deste ano rotário. Isto asseguraria um au-

mento de 32 mil sócios no mundo inteiro. Embora possa parecer, este objetivo não é muito fácil de ser alcançado, pois os clubes perdem, em média, entre 10% e 15% de seus sócios a cada ano, como observa Alana. Então, como os clubes podem fazer com que os novos sócios permaneçam? Alana diz que os clubes devem providenciar mentores para os novos sócios, que os influenciem a freqüentar as reuniões e a se engajar nos projetos e atividades sociais. Também é importante, ela afirma, que os novos sócios conheçam e compreendam o Rotary e o que se espera deles. “Depois de tomarem posse, algumas pessoas se surpreendem ao saber que devem freqüentar as reuniões semanais do clube”,


Coordenadora 2005-06 do RI para o desenvolvimento e retenção do quadro social, Alana Bergh afirma que não basta conseguir novos sócios: eles precisam se sentir motivados.

o social conta Alana Bergh. Ela ainda acrescenta: se uma pessoa continuar no Rotary depois dos três primeiros anos, provavelmente permanecerá para sempre. A comissão de Alana guarda certas diferenças para a do ano passado. A mais significativa é que ela só tem seis membros, em vez dos 15 anteriores. Os membros são indicados para períodos escalonados, com alguns deles sendo nomeados por até três anos – antes, seus mandatos eram de apenas um ano, sendo alguns renovados pelo presidente do RI. Essa decisão, tomada pelo Conselho Diretor do RI em sua reunião de novembro de 2004, destina-se a atender o desejo dos presidentes – atual, indicado e eleito – de manter a continuidade no processo de seleção dos membros. Além disso, a comissão pretende se reunir três vezes durante o ano de 2005-06 – uma vez de forma oficial e as duas outras, informalmente. No ano passado só aconteceu uma reunião, convocada oficialmente pelo presidente do RI. A comissão advoga, ainda, a necessidade de atualizar o treinamento dos governadores, informa Alana. “O mundo está em mudança. O tipo de treinamento que vínhamos aplicando nos últimos cinco e dez anos está ultrapassado. É preciso reforçar outros pontos. O treinamento de um

governador corresponde ao do executivo-chefe de uma empresa. Eles não precisam conhecer as particularidades da vida de cada clube, mas devem estar em condições de formar uma equipe de trabalho que implemente as suas metas e as do presidente”. Com referência às tendências regionais de crescimento do quadro social, ela conta que o crescimento líquido nos EUA está em queda. No Japão, o quadro social teve uma redução de 2.925 sócios em 2004-05. Em outras partes da Ásia, o quadro social está crescendo, mas na Índia há problemas. “A Índia recrutou muitos novos sócios, mas não está conseguindo retê-los”, acrescenta Alana Bergh. Na Europa, o quadro social apresenta um crescimento estável. Os clubes estão fazendo um bom papel na orientação dos novos sócios, além de serem seletivos nos convites, o que significa trazer para a organização indivíduos comprometidos, como explica Alana. Para ilustrar esse ponto, ela cita o caso de um líder rotário bem conhecido, Carlo Ravizza, da Itália: “Ravizza poderá contar-lhes que esteve numa lista de espera para participar de um novo clube. Mais tarde, tornou-se presidente do Rotary International.” *A autora é editora sênior da The Rotarian.

Nome: Alana W. Bergh Clube: RC do Pólo Norte, Alasca, EUA Profissão : atualmente

aposentada, foi proprietária de um negócio que incluía uma pista de corridas para automóveis na areia; uma taberna e uma empresa que consertava e instalava elevadores e escadas – inclusive voltados para pessoas com dificuldade de locomoção

Residência : Fairbanks, Alasca

Currículo rotário: coordenadora da Comissão do RI para Desenvolvimento e Retenção do Quadro Social em 2005-06; vice-coordenadora dessa comissão em 2004-05; coordenadora da comissão distrital da Fundação Rotária em 2003-05; coordenadora da comissão distrital de DRQS em 2005-06; coordenadora distrital do Rotaract em 2002-04; governadora do distrito 5010 em 1999-2000.

Família: seu marido Ron é sócio do RC de College, Alasca. O casal tem dois filhos. BRASIL ROTÁRIO

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Decoração  Angela Barquete & Cristiane Dornelles

COMPOSIÇÃO DE gravuras utilizando a mesma moldura e o mesmo passepartout

Escolha e colocação de quadros

O

s quadros – ou qualquer outro elemento que esteja situado sobre as paredes – servem para dar vida, alegria, serenidade, repouso e personalidade a uma decoração, além de participarem ativamente no esquema de cores. A escolha de um quadro é personalíssima, devendo haver identificação entre uma obra e a pessoa que irá conviver com ela. Os quadros produzem efeitos diversos devido à enorme variedade de escolas (clássica, contemporânea) e técnicas (óleo, gravura, aquarela, xilogravuras), podendo ser originais ou reproduções. Os quadros atuam como manchas de cores que interrompem a superfície das paredes – e quando o esquema de cores da decoração é muito apagado, tornamse um complemento importantís28

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simo. Quando a casa é muito colorida, devemos utilizar gravuras, fotos em preto-e-branco ou quadros monocromáticos. Algumas dicas sobre colocação de quadros: ■ O tamanho do quadro deve es-

tar em proporção com a casa e os móveis. A forma da parede indica a do quadro. Espaço largo e horizontal ou alto e vertical aceitam melhor quadro ou grupo de quadros em proporções semelhantes. ■ Quando temos como finalida-

DOIS QUADROS menores substituem um quadro grande


UTILIZAÇÃO DE passe-partout largo para aumentar o tamanho das gravuras da Tomie Otake

Decoração

PINTURA A óleo com moldura trabalhada em ambiente clássico

de destacar uma obra, devemos çar a obra, nunca rivalizar com deixar espaço ao seu redor. O pas- ela. Uma pintura a óleo pede se-partout com margens largas so- uma moldura mais trabalhada bre aquarelas e gravuras, moldu- que uma aquarela. Uma pintura ras discretas e uma boa ilumina- contemporânea pede uma molção são excelentes para fazer os dura mais simples ou mesmo a eliminação da moldura, assim quadros se destacarem. como uma pintura antiga pede ■ O passe-partout pode ser utilizado como recurso para aumen- uma moldura mais adequada à tar a proporção do quadro e ele sua época. No entanto, sempre pode ter a margem inferior maior podemos modernizar um quadro que a superior e as laterais. O passe-partout branco destaca as cores do quadro e o passepartout cinza amortece as cores do quadro. ■ Ao formarmos uma composição de paredes, devemos colocar os quadros suficientemente juntos e não espalhados indiscriminadamente. A distância deve ser determinada pelo tamanho dos quadros, das paredes e dos móveis. Um par de quadros pode substituir um quadro grande. ■ Os quadros devem ser colocados na altura da vista, ou seja, de 1,50 m a 1,70 m do piso ou a 30 cm acima do móvel. QUADRO CONTEMPORÂNEO sem ■ As molduras servem moldura, atua como mancha de cor em para embelezar e real- ambiente monocromático

COMPOSIÇÃO DE gravuras horizontal e vertical

clássico com moldura contemporânea ou um quadro moderno com uma moldura antiga, contanto que a obra prevaleça. ■ Os quadros devem ser colocados com entrosamento entre si e não com o único fim de preencher um espaço vazio. É conveniente colocá-los em escala sobre papel para apreciarmos melhor sua colocação. ■ As gravuras, desenhos e aquarelas podem ser colocadas entre duas folhas de vidro, tendo como passe-partout a própria parede devido à transparência do material utilizado. ■ As gravuras de tamanhos, técnicas e temas semelhantes podem ser tratadas com um só passe-partout e uma só moldura.

Para saber mais sobre decoração de interiores Angela Barquete (rotariana) e Cristiane Dornelles www.transitions-design.com Tels.: (21) 2259-7348 (21) 2239-3375

BRASIL ROTÁRIO

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Olhando além de si mesmos Conheça a história de dois companheiros que superam dificuldades e grandes distâncias para deixar mais bonito o sorriso dos brasileiros IZUMI SAKUMA e Masatoshi “Massao” Guibu durante a viagem para Calama, em Rondônia, quando eles trabalharam e moraram num braco

Eliseu Visconti Neto*

Izumi Sakuma, 65, e Masatoshi “Massao” Guibu, 78, são dentistas. Izumi é fundador do RC de Presidente Prudente-Leste, SP(D.4510) e Massao, seu sócio honorário. Desde 2000, eles viajam anualmente até comunidades extremamente pobres do país para prestar atendimento gratuito a populações sem acesso aos mais simples recursos médicos. Izumi e Massao já foram cinco vezes a Barra, no interior da Bahia, e também a Calama, em Rondônia, onde ficaram durante três semanas. Em suas missões, financiadas com seus próprios recursos, além de restaurar dentes e fabricar próteses para a população, eles ainda conscientizam os moradores sobre cuidados básicos de saúde e higiene que podem salvar muitas vidas. 30

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Dois profissionais realizados, Izumi e Massao – que já estão naquela idade em que poderiam ficar em casa, cuidando dos netos – justificam seu trabalho como voluntários e suas aventuras no mínimo cansativas, em locais de difícil acesso: “Tenho quatro filhos bem criados”, conta Izumi, “e uma esposa que é companheira de muitos anos. Jamais passamos por necessidades ou doenças sérias. O serviço voluntário foi a forma que encontrei de devolver à comunidade tudo de bom que me aconteceu na vida.” Massao acrescenta: “Nunca aceitei a expressão ‘Deus lhe pague’ porque devo tudo que tenho a Deus, “O ser viço serviço inclusive a saúde para lutar por um futuro digno. voluntário foi a O Rotary e meu amigo forma que Izumi me deram a oportunidade de ‘zerar as conencontrei de tas’ com Ele...”

devolver à comunidade tudo de bom que me aconteceu na vida”

A descoberta de Barra Izumi Sakuma soube do Projeto Barra através da revista da Associação dos Cirurgiões Dentistas de São Paulo. Iniciativa do IZUMI SAKUMA EGD Alberto Girardi, de Veranópolis, RS, a primeira missão foi realizada em outubro de 2000. Barra está localizada a 2.500 quilômetros de Presidente Prudente e tem cerca de 47 mil habitantes. A viagem levou dois dias, de carro. A cidade é paupérrima. Para se ter uma idéia, naquela época ainda não havia asfalto nem cinema, a maioria das casas não dispunha de água encanada e o esgoto e os dejetos eram despejados no rio. Izumi ficou perplexo com as condições do lugar onde iria trabalhar: a cadeira estava velha e quebrada, e só ficava em pé se estivesse apoiada sobre quatro tijolos. “O ‘consultório’ ficava no antigo leprosário, sem condição alguma de conforto ou higiene. Mas com improvisação e boa vontade, fomos atendendo a todos que nos “O Rotary e procuravam”, ele relata. Massao Guibu – que em meu amigo média preparava 20 próteses Izumi me em cada uma dessas viagens – relembra a experiência: deram a “Passamos por momentos enoportunidade graçados. A ‘publicidade’ a nosso respeito era feita pelo de ‘zerar as padre, que avisava durante a contas’ missa: ‘Atenção, os dentistas chegaram!’” com Deus” Izumi conta que um dia foi MAS SAO GUIBU ASS visitado por uma jovem professora acompanhada por um senhor de 84 anos: “Ela disse: ‘Doutor, cuide da boca do meu pai. Ele está com uma nova namorada e quer se enfeitar pra ela.’” Os dois amigos também mobilizaram os sócios do RC de Presidente Prudente-Leste e receberam muitas doações de roupas e gêneros diversos. O ex-presidente José Batista Cardoso deu uma cadeira nova para o consultório, que foi levada para Barra na segunda missão, em abril de 2001. Foram realizadas ainda outras missões, em abril de 2003 e em abril e setembro de 2004,

DESDE 2000, Izumi (ao centro) esteve diversas vezes na cidade de Barra, na Bahia, prestando atendimento gratuito à população

CONDIÇÕES PRECÁRIAS: na zona rural de Barra, o sol que entrava pela janela era a única fonte de luz do consultório improvisado

quando o serviço foi prestado na área rural de Barra. Lá as condições de atendimento eram ainda piores: a cadeira era de pau, daquelas bem bambas; a cuspideira era um balde e a assepsia era feita com água e sabão, numa bacia de lata. A única fonte de luz era o sol que entrava pelas janelas. Mas nada impediu o trabalho dos dois voluntários, que extraíram cerca de 90 dentes e forneceram dezenas de próteses fabricadas no local.

Aventura na Amazônia Localizada às margens do rio Madeira, em Rondônia, só há um jeito de se chegar a Calama: de barco – e isso depois de 12 horas de viagem desde a capital do estado, Porto Velho. Durante sua temporada em Calama, que tem cerca de 3.000 habitantes, Izumi e Massao moraram e trabalharam num barco. A cidade tem apenas uma motocicleta, que pertence ao delegado de polícia, e cinco bicicletas. O resto é barco e sebo nas canelas. Em Calama só há um posto de saúde, visitado por um dentista de Porto Velho a cada quinze dias. Aos que reclamam de dor de dente, ele faz a extração. Aos que estão sem dor, nada feito... Exemplos Izumi Sakuma e Massao Guibu são dois exemplos que dignificam o ideal de nossa organização e definem o conceito de voluntário: viajam até locais distantes às próprias custas, sem contar com os meios ideais de trabalho, mas imbuídos do Ideal de Servir. Eles não fazem isso pelo aplauso, mas porque são rotarianos e aprenderam a Dar de Si Antes de Pensar em Si. * O autor é sócio do RC de Presidente Prudente-Leste, SP(D.4510). BRASIL ROTÁRIO

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MESA DE abertura do seminário: EDRI Gerson Gonçalves e DRI Carlos Enrique Speroni; o presidente da Cooperativa Editora Brasil Rotário Roberto Petis Fernandes; o companheiro Antenor de Barros Leal, primeiro vicepresidente da ACRJ; e o governador do distrito 4570 Sebastião Porto

ÉTICA na ordem do dia Seminário sobre ética marca os 81 anos da Brasil Rotário Nuno Virgílio Neto*

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o final da década de 80, o RC do Rio de Janeiro, RJ(D.4570) lançou uma campanha alusiva a um dos principais objetivos do Rotary International: o estímulo à prática dos mais altos padrões de ética em nossas vidas social e profissional. Ilustrada pelo slogan “Ética, um princípio que não pode ter fim” – criação do publicitário e rotariano Aroldo Araújo – a iniciativa correu o país e hoje é uma bandeira dos rotarianos brasileiros. Com a crise política que ganhou a primeira página dos nossos jornais em 2005, os limites da ética na vida pública voltaram a ser debatidos pelos meios acadêmicos e pelos veículos de comunicação. A Brasil Rotário, que sempre dedicou espaço a essa reflexão, não poderia deixar de dar sua contribuição: no último dia 23 de novembro, como parte das comemorações do aniversário de 81 anos da revista, a BR realizou na ACRJ – Associação Comercial do Rio de Janeiro – um seminário em que destacados nomes do rotarismo e da sociedade brasileira discutiram o exercício da ética sob diferentes (e sempre atuais) pontos de vista. Formado por autoridades rotárias, companheiros, 32

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convidados e por uma caravana de alunos da Faculdade de Ciências da Saúde Archimedes Theodoro, de Além Paraíba, MG – e com a presença do prefeito da cidade, Sérgio Antônio Ribeiro – o público assistiu às palestras com bastante interesse e participou dos debates fazendo perguntas aos expositores. O seminário “Ética, um princípio que não pode ter fim” foi organizado pela BR em parceria com a ACRJ e o jornal “Folha Dirigida” e teve os apoios do Centro de Integração Empresa-Escola/RJ, da Funager – Fundação Nacional de Apoio Gerencial e da Gráfica Ediouro.

Acompanhe a seguir os principais momentos desse evento Abertura Após a execução do Hino Nacional, o EGD e gerente executivo da BR Edson Avellar da Silva, coordenador do seminário juntamente com o presidente da Cooperativa Editora Brasil Rotário Roberto Petis Fernandes,


Fotos Sérgio Afonso

apresentou a mesa principal e passou a palavra ao companheiro Antenor de Barros Leal, sócio do RC de Copacabana e primeiro vice-presidente da ACRJ, que deu as boas-vindas em nome do presidente da Associação Comercial, o rotariano Olavo Egydio Monteiro de Carvalho. Antenor prestou uma homenagem ao companheiro Washington Lobo, morto no ano passado. Ele foi um dos criadores da campanha “Ética, um princípio que não pode ter fim” ao lado de outros expresidentes do RC do Rio de Janeiro, como Petis e Alberto Tibúrcio. O governador do distrito 4570 Sebastião Porto cumprimentou os presentes e parabenizou a revista pela iniciativa. Dando as boas-vindas em nome do RI, falou o DRI Carlos Enrique Speroni, que elogiou a escolha do tema do seminário: “Nós, rotarianos, entendemos que a ética é um dos motores básicos da vida, é uma atitude limpa que cada um de nós deve ter. Caso contrário, não somos pessoas completas”.

EGD EDSON Avellar da Silva, gerente executivo da BR e coordenador do seminário

O seminário compreendeu a realização de três painéis: Primeiro painel: O ROTARY E A ÉTICA Expositor: EDRI Gerson Gonçalves Moderador: DRI Carlos Enrique Speroni Abrindo o painel, Speroni disse que nunca é demais falar de ética no Rotary, mesmo que a organização seja tradicionalmente comprometida com o assunto. “Essa também é uma forma de explicarmos o que é o Rotary aos não-rotarianos”, sugeriu, frisando que o aprofundamento desse tipo de discussão seguramente vai garantir um futuro melhor para todos os povos e nações. Citando os Dez Mandamentos e o legado ético que os homens herdaram da Bíblia, o EDRI Gerson Gonçalves começou sua exposição lembrando que em seu relacionamento com Deus a humanidade sempre foi orientada por fundamentos morais: “Uma coisa que me chama a atenção nos Dez Mandamentos é que nove deles come��am com o advérbio de negação ‘não’. Por que tanto ‘não’? Porque a ética é estabelecida quando se determina o que é certo e o que é errado”. Em seguida, ele comentou a evolução da Lei Moral bíblica para a Lei Civil, igualmente ética. “Por exemplo: ‘Não oprimirás o teu próximo e nem o roubarás. A paga do jornaleiro – isto é, do trabalhador – não ficará contigo até pela manhã’. Isso é código de ética puro”, exemplificou, citando outros ensinamentos de conduta ética presentes na Bíblia. Mostrando que os valores éticos muitas vezes ultrapassam as diferenças culturais e religiosas, Gerson Gonçalves citou a história da Prova Quádrupla. Criada nos EUA pelo rotariano Herbert Taylor – que mais tarde presidiria o RI – durante a crise de 1929, o teste foi submetido aos diretores da empresa que Taylor gerenciava à época, e que enfrentava muitas dificuldades. “Herbert chamou um diretor católico, um que era ortodoxo, um judeu e outro que era evangélico, e perguntou a eles: ‘Essas perguntas dizem alguma coisa para vocês?’ Todos confirmaram: nas suas denomina-

DRI CARLOS Speroni, dando as boas-vindas em nome do RI: “Sem ética, não somos pessoas completas”

FALANDO NO primeiro painel do dia, o EDRI Gerson Gonçalves mostrou que os valores éticos são mais fortes que as barreiras culturais e religiosas

ções religiosas aquelas quatro perguntas eram compatíveis”, contou o EDRI. Em sua breve colocação a respeito da exposição de Gerson Gonçalves, Speroni disse – citando o ganhador do Nobel da Paz Albert Schweitzer – que a melhor contribuição ética que ainda podemos dar à sociedade é o nosso bom exemplo. Segundo painel: A MÍDIA E A ÉTICA Expositor: Adolfo Martins Moderador: Antenor de Barros Leal Diretor-presidente do Grupo Folha Dirigida – maior organização de publicações segmentadas do país, focada na educação, no trabalho e na cidadania – o jornalista Adolfo Martins disse que não há como refletir o papel ético da mídia e do jornalismo sem considerar a sociedade em que eles estão inseridos. “E se a mídia é um espelho que reflete a realidade, e é fruto BRASIL ROTÁRIO

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O JORNALISTA Adolfo Martins falou sobre o papel social da mídia e, em particular, da imprensa

FREI MOSER: “Todo avanço científico é bem-vindo, desde que nos ajude a sermos mais irmãos e irmãs”

dessa mesma realidade, dialeticamente ela pode atuar como instrumento que mobilize energia e exerça pressões para as mudanças que todos clamamos”, argumentou. “Sendo assim, do ponto de vista ético, a atuação da mídia deve ter sua centralidade focada na responsabilidade social de trabalhar pelo aprimoramento da sociedade, o que significa trabalhar pelo direito das pessoas. Nós gostamos muito de apregoar a liberdade de imprensa, mas às vezes esquecemos de refletir que essa liberdade tem como contraponto a responsabilidade social”. Adolfo Martins defendeu uma imprensa que busque a informação correta e realize uma crítica construtiva, estimulando um debate plural: “O jornalismo precisa cumprir na plenitude sua vocação de oxigenar o tecido social, com o relato do que acontece nos diversos segmentos”. Ele explicou que, apesar de ser uma atividade empresarial, o jornalismo não pode se transformar num “balcão de negócios”. “O grande patrimônio do jornalismo é essencialmente o fortalecimento de sua credibilidade, construída pela aliança com a comunidade a que se propõe servir. E para fazermos essa aliança é indispensável que tenhamos clareza sobre os interesses públicos que desejamos servir e que tipo de sociedade queremos ajudar a construir”, afirmou o jornalista, que ainda mostrou a importância da educação e do papel do conhecimento – mais que da informação – na construção dessas relações: “É o conhecimento que permite esse pensar crítico, injetando e fermentando os valores do espírito, onde a centralidade é o valor ético”. Questionado pela platéia sobre os tipos de punição a que a imprensa pode ser submetida quando erra, intencionalmente ou não – uma situação que pode prejudicar pessoas e instituições – Adolfo falou das sanções previstas em Lei, do Código de Ética dos jornalistas e da maneira como o leitor pode se posicionar diante de uma situação dessas: “Se isso acontecer, pare de comprar o jornal e fale para todo mundo não comprar, porque aquele veículo não merece credibilidade”. 34

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O EGD Eduardo de Barros Pimentel disse que as escolas atuais precisam formar cidadãos do mundo

Terceiro painel: A BIOÉTICA Expositor: frei Antônio Moser Moderador: Nelson Janot Marinho Vice-reitor de Desenvolvimento da PUC-RJ e presidente do Conselho Empresarial de Ética da ACRJ, o engenheiro Nelson Janot Marinho abriu o painel falando sobre a atualidade de se discutir os limites da ética na ciência e no desenvolvimento de novas tecnologias. Frei Moser, que possui doutorado em teologia com especialização em bioética – assunto para o qual é assessor da CNBB – é autor de 15 livros e diretor presidente da Editora Vozes. Ao definir a biotecnologia como uma grande virada histórica, capaz de revolucionar a humanidade, ele mostrou os benefícios das descobertas genéticas, especialmente na agricultura e na medicina – esta beneficiada com o desenvolvimento de remédios mais eficazes e novas técnicas de prevenção de doenças – e também os perigos dessa conquista científica, como a possibilidade de manipulação do material genético humano em laboratório para a “criação” de “bebês perfeitos”. “Nos últimos tem-

ALUNOS DA Faculdade de Ciências da Saúde Archimedes Theodoro com o EDRI Gerson Gonçalves e o EGD Flávio de Mattos


pos, o que está em jogo é literalmente a formatação do ser humano”, disse. “O projeto de Deus é tão sábio! Todos são belos, dentro da sua categoria pessoal, da sua época e da sua cultura. Tudo isso que nós apresentamos como padrões de beleza e de perfeição são muito arbitrários. E nenhuma manipulação – mesmo religiosa ou de sentimentos – é tão expressiva e decisiva A PLATÉIA participou fazendo perguntas aos expositores quanto a manipulação genética”. Sobre a postura da Igreja Católica diante do assun- Paulo, Gabriel Chalita, falando sobre educação e étito, ele explicou: “Não somos contra o progresso, nós ca. O palestrante, no entanto, não pôde viajar ao somos a favor daquilo que humaniza – e faz parte da Rio por causa de um compromisso oficial na capital humanização você enfrentar os seus próprios defeitos paulista, onde ele representou o governador do ese lutar com as suas limitações”. Frei Moser disse tam- tado, Geraldo Alckmin, no mesmo dia e horário do bém que há muita informação científica errada sendo evento na ACRJ. Sobre o tema do painel, falou brevemente o EGD publicada, inclusive sobre benefícios da manipulação genética que ainda não foram confirmados pelos ci- Eduardo de Barros Pimentel, que seria o moderador da exposição de Gabriel Chalita. Presidente da Funentistas: “Não podemos vender essas ilusões...” Para o palestrante, há problemas mais antigos, es- dação de Rotarianos de São Paulo, maior obra educapecialmente na área de saúde pública, que ainda cional do Rotary em todo o mundo, Pimentel destanão foram resolvidos: “Algumas cidades possuem cou a importância da educação em qualquer discuscentros de biotecnologia avançadíssimos, mas seus são sobre ética: “Todos que falaram aqui hoje se refepostos de saúde são um horror”. E concluiu: “Todos riram à educação como uma ferramenta indispensáesses avanços são muito bonitos e serão ainda mais vel para a construção de um novo mundo”. Ele afirmou que a verdadeira educação é fruto de quando forem democratizados. Todo avanço científico é bem-vindo, desde que nos ajude a sermos um trabalho conjunto realizado pela família e a escola: “A escola tem que ensinar o aluno a aprender, pois mais irmãos e irmãs”. Após a exposição, frei Moser respondeu a diversas o jovem de hoje já encontra muita informação na perguntas da platéia sobre temas como eutanásia, cé- internet, no jornal e na TV. E esse jovem vai passar um grande tempo na escola, aprendendo a ser cidadão – lulas-tronco e a posição da igreja sobre a cremação. e não mais cidadão de um país, mas cidadão do mundo, porque hoje a Terra é nossa responsabilidade”. A importância da escola A programação do seminário incluiria ainda um painel com o secretário de Educação do estado de São *O autor é jornalista. PRÓXIMAS EDIÇÕES: aguarde o resumo das palestras do seminário “Ética, um princípio que não pode ter fim”

Qu ant os So mos Quant antos Somos Quantos NO MUNDO Rotarianos: 1.209.382; Clubes: 32.431; Distritos: 530; Países: 168. Rotaractianos: 180.987; Clubes: 7.869; Países: 158. Interactianos: 233.680; Clubes: 10.160; Países: 118. Núcleos Rotary de Desenvolvimento Comunitário: 5.791; Voluntários: 133.193; Países: 71. Número de Rotarianas: 159.961. G

NO BRASIL Rotarianos: 50.700; Clubes: 2.305; Distritos: 38. Rotaractianos: 16.390; Clubes: 713. Interactianos: 15.530; Clubes: 675. Núcleos Rotary de Desenvolvimento Comunitário: 237; Número de Rotarianas: 7.537.

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Fonte: Escritório do Rotary International no Brasil. BRASIL ROTÁRIO

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Casal Speroni é homenageado na BR

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pós o seminário sobre ética, o DRI Carlos Enrique Speroni participou da reunião semanal do RC do Rio de Janeiro. Em sua palestra, ele fez um balanço do primeiro centenário de nossa organização, comentou os principais desafios que temos pela frente – especialmente no que diz respeito à expansão de nosso quadro social – e falou sobre algumas decisões recentes do Conselho Diretor do RI. Após o almoço, ainda como parte das comemorações pelos 81 anos da Brasil Rotário, Speroni e a mulher, Lilia, foram homenageados com uma placa no Centro de Informações Alberto Pires Amarante, na sede da revista. Ao lado da mulher, Lourdinha, Roberto Petis Fernandes falou sobre a amizade entre Brasil e Argentina e ganhou dos homenageados um livro com imagens da Patagônia. Carlos Enrique Speroni parabenizou a revista por seus 81 anos e pela milésima edição, publicada em outubro do ano passado. “A Brasil Rotário transcende a região de sua influência, fortalecendo o espírito do Rotary”, declarou.

LILIA SPERONI (à esquerda) descerrando a placa inaugurada em homenagem a ela e o marido na sede da Brasil Rotário. A cerimônia foi conduzida por Roberto Petis Fernandes e Lourdinha

É do Canadá o novo presidente do RI

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ilfrid J. Wilkinson, sócio do RC de Trenton, Ontário, Canadá, é o presidente indicado 2007-08 do Rotary International. Sua eleição se dará na convenção de Malmö e Copenhague. Ele é fundador e sócio gerente da Wilkinson & Co; presidente do Conselho de Contadores da província de Ontário; chairman do comitê de levantamento de fundos do Trenton Memorial Hospital e membro de várias entidades, entre elas o Instituto dos Contadores de Ontário e o Real Instituto Militar Canadense. No Rotary, ocupou várias e importantes funções, sendo as últimas: curador da Fundação Rotária, membro do Conselho Diretor do RI em 1992-93 e vice-presidente do RI em 1993-94.

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Uma convenção acolhedora Em Malmö e Copenhague, rotarianos vão conhecer o charme do Velho Mundo – e terão muito o que fazer por lá Tiffany Woods*

A convenção internacional deste ano trará de volta o programa de hospedagens e ainda terá um jantar como o que é oferecido aos ganhadores do prêmio Nobel, atividades turísticas e shows com fogos de artifício.

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uando está em Copenhague, o EDRI e curador da Fundação Rotária Peter Bundgaard, chairman da Comissão Organizadora da Convenção de 2006 do RI, gosta de beber um cálice de vinho na adega do Hviids Vinstue. Fundado em 1723, o pub – sempre à meia-luz – fica alguns degraus abaixo do nível da rua, próximo ao Royal Theater. O lugar representa à perfeição a atmosfera amigável da cidade, com suas pequenas mesas, antigos garçons, velas acesas e os retratos de seus famosos ex-proprietários. Peter, que mora em Ry – localizada a algumas horas dali – está ansioso para mostrar aos rotarianos de todo o mundo o velho charme da capital dinamarquesa e da cidade co-anfitriã da convenção, Malmö, na Suécia. Marcada para os dias 11 a 14 de junho, a convenção já é histórica: será a primeira vez que a região nórdica vai abrigar o maior evento do calendário do RI, e também será a primeira vez que a convenção vai acontecer simultaneamente em dois países. Bundgaard encoraja a participação dos rotarianos para que eles aprendam mais sobre o Rotary e façam novas amizades.

Novidades A convenção vai acontecer no sofisticado Bella Center, em Copenhague. Esse é o maior centro de exposições e reuniões da Escandinávia, e fica a um pulo de Malmö – a viagem pode inclusive ser feita de trem. O evento deste ano será diferente dos demais: ele terá menos plenárias – que serão mais curtas – e mais seminários, inclusive com discussões sobre alfabetização e recursos hídricos. Alguns dos seminários durarão diversos dias. O Conselho Diretor do RI receberá um relatório final sobre todos eles. Neste ano ainda será revivido o velho hábito do programa de hospedagem pré e pós convenção, através do qual os companheiros estrangeiros poderão se hospedar por vários dias com os rotarianos dos países em tor-

ESTE PAGODE é um dos atrativos do Tivoli, um parque de diversões que funciona há 162 anos em Copenhague. O local também foi palco para shows de artistas como Tony Bennett, Cher, Ray Charles e Sting

no dos mares Báltico e do Norte. Como parte do programa de atividades, o famoso Tivoli de Copenhague – um parque de diversões localizado num grande jardim – estará aberto no dia 10 de junho. Na ocasião, será servido um menu especial e os presentes poderão assistir a um espetáculo de fogos de artifício. Em Malmö, do outro lado do canal de Øresund, os rotaractianos e intercambiados participarão de um encontro. As atividades do Ryla serão em Helsingborg. Na prefeitura de Malmö, vai ocorrer um jantar servido na mesma louça utilizada durante o banquete oferecido anualmente aos ganhadores do Prêmio Nobel – o ingresso vai custar US$ 400 por pessoa. Em 13 de junho, Malmö será palco da Noite Sueca, um espetáculo audiovisual realizado em local coberto, uma verdadeira viagem pela Suécia, seus festivais, cultura, música e culinária. Antes e depois da convenção, os rotarianos poderão fazer excursões, cobrindo desde a Groelândia até os fiordes noruegueses. “Espero que todos vivam momentos muito agradáveis por aqui”, deseja Peter Bundgaard. * A autora é editora sênior da The Rotarian. Tradução de Eliseu Visconti Neto. BRASIL ROTÁRIO

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Todos ganham com as monografias Ganham os professores – em exercício ou aposentados; as pessoas – rotarianas ou não – que assessorarem os professores na pesquisa e redação dos trabalhos ou intermediarem a remessa das monografias; os Rotary Clubs; e os leitores da BR com a publicação dos textos premiados

LIVRO DE textos referenciais à disposição dos candidatos nos clubes de Rotary, Rotaract e Interact, e nas Casas da Amizade

13o Concurso de Monografias Brasil Rotário para Professores - REGULAMENTO I. Objetivo Correto entendimento, apreço e o apoio dos professores e da comunidade aos objetivos de Rotary e a seus projetos, programas e realizações.

– RJ, constando no envelope os dizeres: “13º Concurso de Monografias”. OBS: Qualquer ação que permita a identificação do concorrente, implicará na sua eliminação sumária do concurso.

II. Tema “ROTARY, Juventude e o Esporte”.

2 - Em um envelope grande, além das duas vias da monografia, anexar outro envelope menor, devidamente lacrado, com um breve currículo do autor(a) da monografia com nome completo, endereço completo, telefones, e-mail e o seu pseudônimo; nome da pessoa que motivou o autor(a) a participar do Concurso, assessorou-o(a) ou intermediou a remessa do trabalho, seu nome e endereço. Sendo essa pessoa membro do Rotary, Rotaract, Interact ou Casa da Amizade, o nome da unidade rotária à qual pertença. OBS: As monografias deverão ser entregues, também, em CD / disquete.

III. Matéria A matéria deverá expressar o pensamento do autor sobre a contribuição do Rotary efetivada através de projetos, programas e realizações dos clubes rotários e seus parceiros. A matéria deverá, também, sugerir caminhos, posições e indicar projetos para os clubes rotários e seus parceiros, com ênfase para as áreas da juventude e do esporte. IV. Participantes Professores em atividade ou que já tenham comprovadamente exercido o magistério, não podendo concorrer aqueles que sejam associados ou funcionários de clubes de Rotary e de instituições a ele ligadas. V. Informações e Subsídios Poderão ser obtidos nos clubes de Rotary ou em outras instituições rotárias como Rotaract, Interact e Casa da Amizade locais. Se necessário, contatar a revista Brasil Rotário: Av. Rio Branco, 125/18º andar, Cep: 20040-006, Rio de Janeiro - RJ Telefone: (21) 2509-8142 - Fax: (21) 2509-8130 - E-mail: marketing@bra sil-rotario.com.br - que poderá fornecer os endereços das unidades rotárias e subsídios. VI. Apresentação Em língua portuguesa, gramaticalmente correta, datilografada ou digitada, em espaço simples, corpo 12, devidamente numeradas, com no mínimo 10 (dez) laudas e no máximo 20 (vinte) laudas (excluindo às relacionadas com à bibliografia, tabelas, gráficos, ilustrações e anexos). Em consonância com as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). VII. Sigilo 1 - Os trabalhos deverão ser remetidos em duas vias, sob pseudônimo, para: Brasil Rotário - Av. Rio Branco, 125/18º andar, Cep: 20040-006, Rio de Janeiro

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VIII. Premiação 1º Prêmio ...................... R$ 5.000,00 (Cinco mil reais) 2º Prêmio ...................... R$ 3.000,00 (Três mil reais) 3º Prêmio ...................... R$ 2.000,00 (Dois mil reais) 4º Prêmio ...................... R$ 1.000,00 (Hum mil reais) 5º Prêmio ...................... R$ 500,00 (Quinhentos reais) Diplomas Serão conferidos Diplomas a todos os trabalhos inscritos e que tiverem preenchido todos os requisitos do Regulamento do Concurso.



Prêmios para os Intermediadores Serão agraciados com um título “Companheiro Paul Harris” as pessoas que motivaram, assessoraram e/ou intermediaram a remessa dos trabalhos dos professores/as classificados nos 1º e 2º lugares, sejam elas ligadas, ou não, a clubes de Rotary, Rotaract, Interact e Casa da Amizade.



Prêmios para os Clubes Para cada um dos Rotary Clubs do qual façam parte os rotarianos que motivaram, assessoraram os candidatos e/ou intermediaram a remessa dos trabalhos classificados, serão concedidos prêmios para serem utilizados em projetos do clube.



1º Prêmio.....................R$ 2.000,00 (Dois mil reais) 2º Prêmio.....................R$ 1.500,00 (Hum mil e quinhentos reais) 3º Prêmio.....................R$ 1.000,00 (Hum mil reais) 4º Prêmio....................R$ 800,00 (Oitocentos reais) 5º Prêmio.....................R$ 500,00 (Quinhentos reais) Prêmio Eficiência Será concedido um prêmio de R$ 2.000,00 ao Rotary Club que tiver intermediado a remessa do maior número de monografias. Ocorrendo empate, a premiação se fará pelo critério da qualidade dos trabalhos. IX. Prazo 1 - Os trabalhos devem chegar a Brasil Rotário – ou serem postados – impreterivelmente, até o dia 31 de março de 2006. X. Julgamento Os trabalhos que atenderem aos requisitos deste Regulamento serão registrados e julgados por uma Comissão constituída por rotarianos de todo o Brasil. O julgamento da Comissão é soberano, não cabendo recurso. XI. Outorga dos Prêmios A outorga dos prêmios será realizada na instituição onde o professor/a lecione e/ou em um evento distrital do Rotary, com a presença de um representante da Brasil Rotário, do diretor do estabelecimento de ensino, governador do Distrito do Rotary, presidente do clube do Rotary patrocinador, alunos, rotarianos, rotaractianos, interactianos, meios de comunicação e um representante do jornal Folha Dirigida, nosso parceiro no Concurso, se possível em ato solene. XII. Disposições Gerais Os trabalhos remetidos e destinados ao Concurso não serão devolvidos. A critério da direção da revista, eles poderão ser, oportunamente, publicados na Revista Brasil Rotário e na Folha Dirigida. Nesse sentido, os respectivos autores serão solicitados a preparar uma versão reduzida. Os casos omissos serão resolvidos pela Comissão Julgadora.


Escritório Contábil Nova Visão Ltda. CONTABILIDADE – DESPACHANTES LEGALIZAÇÃO DE FIRMAS

Imp. de renda p/Física e Jurídica Rua Álvaro Alvim, 31 - 16º andar - Centro Fone: (21) 2533-3232 G Fax: (21) 2532-0748 Cep: 20031-010 - Rio de Janeiro - RJ Direção: Joaquim Silva e José Soares

BRASIL ROTÁRIO

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Convenção em Salt Lake City Conforme divulgado na edição de dezembro, a convenção internacional de 2007 – que estava programada para acontecer em Nova Orleans – será realizada em Salt Lake City, no estado norte-americano de Utah. A decisão foi do Conselho Diretor do RI que, na mesma ocasião, designou Nova Orleans para sediar a convenção do RI de 2011. O furacão Katrina, ocorrido em agosto de 2005, não só destruiu as infra-estruturas de Nova Orleans como impediu os RCs locais de organizar e hospedar um evento desse porte.

entanto, não abandonaram o cenário da tragédia no Sul asiático, onde continuam seu trabalho voluntário.

Varrendo a pólio da África Animado pelas boas novas de que dez países da África Ocidental e da África Central conseguiram interromper a propagação do vírus da pólio em seus territórios, um exército de agentes de saúde e voluntários rotarianos vacinaram mais de 50 milhões de crianças durante seis dias de campanhas sincronizadas de imunização. Em 11 de novembro de 2005, dia do início da vacinação, os participantes da Iniciativa Global pela Erradicação da Pólio anunciaram que não foram registrados casos da doença desde junho em Benin, Burkina Fasso, Camarões, República CentroAfricana, Chade, Costa do Marfim, Gana, Guiné, Mali e Togo. No lançamento da campanha nos 18 estados da Nigéria – país em que a poliomielite é endêmica – o alvo foram 12,9 milhões de crianças. Líderes políticos, religiosos e personalidades tradicionais conclamaram os pais a levarem seus filhos aos postos de vacinação ou permitir que os agentes fossem às suas casas.

SALT LAKE City, capital e maior cidade do estado de Utah

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Quadro Social (Assistência aos Governadores

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de Distrito e aos Clubes) Carlos A. Afonso carlos.afonso@rotary.org

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Supervisora Financeira Sueli F. Clemente sueli.clemente@rotary.org Encomendas de Publicações, Materiais e Programas Audiovisuais Elton dos Santos elton.santos@rotary.org Tel.: (11) 3826-2966 Fax: (11) 3667-6575

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Supervisor da Fundação Rotária Edilson M. Gushiken edilson.gushiken@rotary.org

Gerente Celso Fontanelli celso.fontanelli@rotary.org

Endereço Rua Tagipuru, 209 São Paulo - SP – Brasil CEP 01156-000 Tel: (11) 3826-2966 Fax: (11) 3667-6575 Horário: 2ª a 6ª, de 8h00 às 17h00

Escritório do Rotary International no Brasil Home page: http://www.rotary.org.br

A Seu Serviço

Há um ano era quase impossível ler um jornal cuja primeira página não estampasse a tragédia do tsunami no Sul da Ásia. As ondas mortais que se abateram sobre as costas de 13 países no dia 26 de dezembro de 2004 deixaram todos em choque. A resposta dos rotarianos, entretanto, logo se fez sentir com o envio, no dia seguinte, de suprimentos, missões médicas de emergência e contribuições em dinheiro. Os corpos eram resgatados e identificados, os feridos eram tratados e liberados. As famílias desalojadas eram acomodadas em abrigos temporários, à espera de moradias definitivas. Os governos dedicavam-se à reconstrução das infra-estruturas varridas pelas ondas gigantes. Ao longo do ano passado, as atenções do mundo também se voltaram para novas crises: a fome na África, os atentados em Londres, os furacões na costa do golfo norte-americano e o terremoto no Paquistão e na Caxemira. Os rotarianos, no

PRÓXIMA CONVENÇÃO DO RI – Malmö, na Suécia, e Copenhague, na Dinamarca, de 11 a 14 de junho; POSSÍVEIS LOCAIS PARA FUTURAS CONVENÇÕES: Salt Lake City, 2007; Los Angeles, 2008; Seul, 2009; Montreal, 2010; e Nova Orleans, 2011.

O longo caminho da reconstrução

VACINAÇÃO OCORREU em toda a Nigéria

Essa troca de datas dará aos rotarianos da cidade todas as condições de reorganizar as suas vidas e negócios sem serem pressionados pelas pesadas preocupações de planejar e realizar uma convenção internacional. Esse é um evento que demanda muito trabalho. Por isso, os clubes locais começam a planejar e organizar uma convenção internacional com pelo menos quatro anos de antecedência, inclusive para levantar os recursos necessários à sua realização. A tarefa de organizar um evento dessa grandeza é muito complexa. Não podemos esquecer que os RCs de Nova Orleans teriam que receber companheiros vindos de mais de 100 diferentes países. A soma de todos esses fatores levou o Conselho Diretor do RI a tomar tal decisão. “Salt Lake City, que já abrigou uma convenção internacional em 1911, oito anos após a fundação do seu primeiro clube, reúne todas as condições para receber esse megaevento”, declarou o presidente-eleito do RI William B. Boyd, referindo-se ao Salt Palace – com os seus 34 mil metros quadrados de área disponível para exibições – e aos 20 mil quartos da rede hoteleira da cidade. A convenção ocorrerá entre os dias 17 a 20 de junho de 2007.

Rotary International Secretaria (Sede Mundial) 1560 Sherman Avenue Evanston, Il 60201 USA Phone: 00-21-1847 866-3000 Fax: 00-21-1847 328-8554 Horário: 8h30 às 16h45 (horário de Washington)


O luxo eterno Gilles Lipovetsky e Elyette Roux Companhia das Letras O ponto de partida desta obra é a constatação de que o consumo de bens luxuosos nunca foi tão grande. Para melhor entender o fenômeno, o filósofo Lipovetsky faz uma “arqueologia” desses bens, desde os tempos sagrados das tribos indígenas, passando pela Antigüidade e pela Renascença, até o dos grandes conglomerados das marcas atuais. Para os autores, mesmo em um período marcado pela preocupação com o tempo presente, o luxo se configura como área de domínio da eternidade. A relação dos consumidores é cada vez mais uma relação emocional com as marcas que os fazem sonhar, e isso dá origem a um prazer muitas vezes tão intenso que parece durar para sempre, afirma o filósofo. Este novo livro de Lipovetsky promete polêmica.

O caçador de pipas Khaled Hosseini Nova Fronteira Amir é um afegão há muito imigrado para os Estados Unidos, que se vê obrigado a acertar contas com o passado e retorna a seu país de origem. O livro relata a infância do protagonista, quando Cabul ainda não era a capital do país que foi invadido pela União Soviética, dominado pelos talibãs e subjugado pelos Estados Unidos. Na Cabul pré-invasão soviética, ocorrida em 1978, Amir tem a infância de um garoto de família abastada. Suas relações familiares são tênues – a mãe está morta e o pai não é dado a demonstrações de afeto. Seu principal elo afetivo é Hassan, apenas um ano mais novo, que pertence a uma outra etnia e é condenado ao papel de criado, podendo ser definido como seu melhor amigo. Enquanto Hassan dedica a Amir uma devoção incondicional, Amir muitas vezes o usa como se fosse um brinquedo e não o poupa de maldades. No entanto, o grande pecado que perseguirá Amir até a idade adulta não se originou de uma ação sua e sim, de sua omissão

Livros ○

e covardia. O episódio dá início a uma série de tormentos que se abaterá tanto sobre os personagens principais, quanto sobre o próprio Afeganistão.

Todo marqueteiro é mentiroso! Seth Godin Campus Este livro traz exemplos de marketing bem-sucedido de empresas de todos os tipos – de fabricantes de cereais à divisão da Disney especializada em vídeos para bebês – e ensina a fazer o que os consumidores exigem: criar histórias que pareçam reais ou que seduzam o suficiente para que acreditem nelas. “Contar histórias é a única forma conhecida de se disseminar uma idéia. Os marqueteiros não inventaram a arte de contar histórias, apenas a aperfeiçoaram”, resume Godin, que diz também estar mentindo quando deu o título ao livro. “Os consumidores, estes sim, são mentirosos. As histórias que contamos a nós mesmos são mentiras que facilitam bastante a vida em um mundo complicado”.

102 minutos Jim Dwyer e Kevin Flynn Jorge Zahar Entre o instante em que o primeiro avião atingiu a Torre Sul do World Trade Center, às 8h46 do dia 11 de setembro de 2001, e o momento em que a Torre Norte desabou, passaramse 102 minutos. É este intervalo de tempo que os autores jornalistas do “The New York Times” recriam neste livro. Para isso, adotam uma estratégia reveladora: dar vozes às pessoas que estavam dentro dos prédios na-

quele momento. A partir de centenas de entrevistas com agentes de resgate e sobreviventes, documentos oficiais, gravações de telefonemas, emails e transcrições de pedidos de socorro nos serviços de emergência, produzem uma reportagem investigativa de primeira qualidade.

As intermitências da morte José Saramago Companhia das Letras De repente, num certo país fabuloso, as pessoas simplesmente param de morrer. E o que no início provoca um verdadeiro clamor patriótico logo se revela um grave problema. Idosos e doentes agonizam em seus leitos sem poder “passar desta para melhor”. Os empresários do serviço funerário se vêem “brutalmente desprovidos da sua matéria-prima”. Hospitais e asilos geriátricos enfrentam uma superlotação crônica, que não pára de aumentar. O negócio das companhias de seguros entra em crise. O primeiroministro não sabe o que fazer, enquanto o cardeal se desconsola, porque “sem morte não há ressurreição, e sem ressurreição não há igreja”. Um por um, ficam expostos os vínculos que ligam o Estado, as religiões e o cotidiano à mortalidade comum de todos os cidadãos. Mas, na sua intermitência, a morte pode a qualquer momento retomar os afazeres de sempre. Então, o que vai ser da nação já habituada ao caos da vida eterna?

Vale a pena ler O CORRETOR – John Grisham – Rocco VIDAS DESPERDIÇADAS – Zygmunt Bauman – Jorge Zahar MANDRAKE: A BÍBLIA E A BENGALA – Rubem Fonseca – Cia. das Letras

ONDE ENCONTRAR A SABEDORIA? – Harold Bloom – Objetiva PONTO DE IMPACTO – Dan Brown – Sextante BRASIL ROTÁRIO

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D. 4610

Megamutirão Mega mutirão para para combater combater a catarata em Osasco

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C de São Paulo, SP – Um total de 3.720 pessoas foram atendidas no mutirão contra catarata organizado pelo clube, em Osasco. O evento começou às 8h e terminou às 17h, com 354 cirurgias agendadas. Além de moradores da cidade – pessoas carentes, na maioria – 200 pacientes encaminhados pelos Rotary Clubs de Cotia, CotiaCaucaia do Alto e São Paulo-Granja Viana foram levados em ônibus fretados para os exames, graças a esforços do RC de São Paulo-Butantã. Outro clube que colaborou com a ação foi o RC de São Paulo-Pacaembu. O mutirão foi realizado na Policlínica Norte da Secretaria de Saúde de Osasco, dirigida pelo médico Faissal Cury, parceiro do evento, assim como o prefeito Emídio Pereira de Souza. A equipe do oftalmologista Newton Kara José, professor titular da USP, dirigiu os atendimentos durante a ação, coordenada pelo companheiro Altamiro Ribeiro Dias. Após avaliação inicial, em que foi testada a acuidade visual, os pacientes com suspeita de catarata foram submetidos a exames detalhados e, verificada a necessidade de tratamento cirúrgico, foram liberados já com a operação agendada no Hospital das Clínicas.

MAIS DE 3.700 pacientes foram atendidos na Policlínica Norte da Secretaria de Saúde de Osasco

COORDENADOR DO mutirão, o companheiro Altamiro Ribeiro Dias explicou o trabalho ao prefeito Emídio Pereira de Souza

APÓS OS exames, 354 pacientes foram encaminhados para cirurgias

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D. 4310 RC DE Salto, SP – Promoveu o 3º Mutirão da Saúde Pública, com apoio do NRDC do clube, prefeitura, jornal Estância e rádio Vale Regional, além de entidades médicas locais. Foram realizados mais de 2.000 exames, como testes de glicemia, pressão arterial e acuidade visual, oferecidas aulas de educação sexual e prevenção da Aids e cadastrados 149 doadores de córneas. Em outras oportunidades, o clube recepcionou o intercambiado da Dinamarca Simon Jakobsen Petersen e recebeu a Visita Oficial do casal governador Paulo Cesar Gonçalves de Abreu e Rita, que posou ao lado do casal presidente José Eloi Castilho e Sonia. RC DE São Manuel, SP – Em nome do clube, o companheiro Reinaldo dos Santos entregou material escolar para uma das salas de alfabetização do projeto realizado em parceria com a Fundação BB Educar do Banco do Brasil. Junto com a Associação Paulista de Medicina, regional de São Manuel, o RC doou uma máquina de fazer fraldas para a Casa Santa Maria. ○

D. 4420 RC DE São PauloInterlagos, SP – Patrocinou e trabalhou na 1ª Copa de Atletismo Intercolegial, promovida pela Subprefeitura de Capela do Socorro. Crianças de 3 a 4 anos da creche Sobei cantaram o Hino Nacional no evento, que teve mais de 2.300 competidores inscritos.

RC DE São Caetano do Sul-Olímpico, SP – Com a colaboração dos demais clubes da cidade, organizou o Seminário Distrital de DRQS, que reuniu 188 pessoas. A mesa de trabalhos foi formada pelo presidente distrital da Comissão de Serviços Internos, Marcos Luiz Zanardo; governadora assistente e diretora do Sesi local, Mosavi Aparecida Ribeiro; EGD Altimar Augusto Fernandes; instrutor distrital e coordenador distrital de capacitação Antonio Luiz Teixeira; governador Roberto Herrera; presidente da Comissão Distrital de DRQS Marcos Buim; governador eleito 200607 Marcelo Demétrio Haik; membro da Comissão Distrital de DRQS Aparecido Ferreira; e presidente do clube anfitrião, Marcos Nóbrega.

D. 4390 RC DE Delmiro Gouveia, AL – Os companheiros receberam a Visita Oficial do casal governador José Firmino de Oliveira e Dira, que aproveitou para conhecer um projeto do RC. O clube adotou o Grupo de Mulheres em Defesa da Vida e oferece apoio financeiro, técnico e moral para que as integrantes produzam e comercializem bijuterias, bordados, doces e comidas típicas.

RC DE São Bernardo do CampoNorte, SP – Recepcionou o intercambiado da Turquia Yigit Girgin. O jovem entregou flâmulas de seu clube ao presidente Cláudio Zago.

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D. 4440

D. 4430

RC DE Canarana, MT – Utilizou a renda obtida com o 5º Costelão para comprar cadeiras de rodas a serem doadas para pessoas carentes.

RC DE Guarulhos-Vila Galvão, SP – Com o Subsídio Equivalente da Fundação Rotária – e em parceria com o RC de Madison, EUA (D.7470) – o clube doou 44 instrumentos musicais para a fundação de uma banda marcial na Escola Estadual Professor Homero Rubens de Sá. O presidente Marcos Antonio Sofia entregou os instrumentos à diretora executiva da Associação de Pais e Mestres, Regina Célia, na presença do companheiro Mituo Tanibata, autor do projeto. RC DE São PauloVila Carrão, SP – Os companheiros levaram o projeto Sorriso à Escola Estadual Julia Amala, com a parceria da Sepa Assistência Médica e Odontológica. Na oportunidade, foram atendidas e diagnosticadas 220 crianças de 7 a 14 anos de idade.

RC DE Primavera do Leste, MT – Recepcionou a intercambiada Taygen Urquhart, que chegou do Canadá para passar um ano na cidade. A jovem posou com Adir Alfredo Wachholz e Sirley, primeira família a hospedá-la. ○

D. 4470

RC DE São Paulo-Norte, SP – O clube promoveu no Buffet Algazarra 2 o projeto Responsabilidade & Estilo, com o objetivo de arrecadar fundos para eventos direcionados aos jovens do Interact e Rotaract Club locais. Foram realizados uma exposição e leilão de kits de roupas de cama, mesa e banho oferecidos pela Tecidos Guerreiro, calçados da marca Enzo e peças de cristal Swarovski. Além disso, senhoras de rotarianos desfilaram a coleção primavera-verão da grife Corselet. Estiveram presentes companheiros dos Rotary Clubs de São Paulo-Liberdade, São PauloMandaqui e Guarulhos-Aeroporto, do mesmo distrito.

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RC DE Birigui-XIX de Abril, SP – A Noite de Sukiyaki e Sushi, promovida pelo RC, contou com as presenças do governador Oswaldo Casarotti, da presidente da Casa da Amizade Rogéria Pontes, da embaixatriz Oacy Denise Casarotti e do presidente Wlamir Pontes. Em outra ocasião, o clube participou de campanha municipal para arrecadar leite longa vida, copos descartáveis e papel higiênico para o Hospital do Câncer de Barretos.


D. 4490 RC DE Iguatu, CE – Os companheiros realizaram uma campanha e doaram mil cestas básicas a famílias carentes de comunidades rurais atingidas pela seca no município. ○

D. 4510 RC DE Presidente Epitácio, SP – Inaugurou o Memorial do Centenário do Rotary, confeccionado por um artesão local com cerca de mil rodas denteadas. A obra tem 6,8 m de altura, contando com a base de fixação, e pesa 500 kg. Os companheiros também comemoraram um ano do Programa de Alfabetização Intensiva, desenvolvido em parceria com a Escola do Sesi da cidade e voltado, principalmente, para alunas da terceira idade.

RC DE Bauru-Parque das Nações, SP – Junto com a ONG Moradia e Cidadania, dos funcionários da Caixa Econômica Federal, os companheiros arrecadaram brinquedos para crianças carentes do Núcleo Parque das Nações.

D. 4500 RC DE CearáMirim, RN – O clube recebeu a Visita Oficial da governadora Aldanira Ramalho Barreto e registrou sua passagem pelo Marco Rotário, nas presenças de companheiros e escoteiros. RC DO RecifeApipucos, PE - A governadora Aldanira Ramalho Barreto esteve no clube, em Visita Oficial, e discursou nas presenças do casal EGD Reinaldo Oliveira e Dulcinéia e do presidente João Ramos. Em outras ocasiões, os companheiros realizaram a 1ª Feira de Usados, no salão da casa paroquial da Matriz Nossa Senhora das Dores, com o objetivo de utilizar a renda obtida em um curso de tapeçaria ministrado pela Federação das Associações de Micro e Pequenas Empresas do Estado de Pernambuco; e comemoraram o Dia do Ancião, com a distribuição de cestas básicas e presentes a idosos. RC DE NatalSul, RN – Promoveu o 1º Passeio Ciclístico do Rotary, apoiado pelo RC de NatalPotiguar e pela Federação de Ciclismo Norte-riograndense. O evento, cujo objetivo foi alertar o poder público para a necessidade de construir ciclovias na cidade, contou com 350 participantes, entre crianças, jovens e idosos, e possibilitou a arrecadação de 500 kg de alimentos não-perecíveis. Foram sorteadas quatro bicicletas de 18 marchas, brindes da Caixa Econômica Federal, dois finais de semana em hotéis da Via Costeira e kits da Nutriday.

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D. 4520 RC DE Belo Horizonte-Leste, MG – O clube inaugurou o Núcleo de Valorização da Cidadania – onde funciona um Juizado de Conciliação – com as presenças do governador Geraldo Eustáquio Alves; EGD Urquiza Alvim; representante do TJ de Minas Gerais, desembargador Mário Lúcio Carreira Machado; presidente Rodrigo de Andrade Pereira; e a diretora da Escola Estadual Santo Afonso, Zenaide Romagna Rodrigues, representante da comunidade local. O secretário Eudes René Caldas protocolou a primeira reclamação recebida no juizado.

D. 4540 RC DE Orlândia, SP – Com o Subsídio Equivalente da Fundação Rotária – e em parceria com o RC de Kidman Park, Austrália (D.9500) – o clube adquiriu equipamentos de fisioterapia para o Lar Frederico Ozanam. Acompanhado de companheiros do RC local, o casal presidente do clube australiano, Warren Hobbs e Helen, visitou a instituição. Com o apoio da prefeitura e patrocínio das empresas A. Alves e Oimasa, o clube também vem desenvolvendo uma ação para motivar jovens da periferia a praticar esportes.

D. 4560

RC DE São Gonçalo do Sapucaí, MG – Em parceria com a Loja Maçônica, os companheiros organizaram uma festa do porco no rolete, no Clube Umuarama. A verba arrecadada com o evento foi doada ao Abrigo Transitório, local para crianças carentes.

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D. 4530

RC DE Brasília-Península Norte, DF – Os companheiros receberam a Visita Oficial do casal governador Sylvio Santinoni e Vera Lúcia, que compuseram a mesa junto com o presidente Leopoldo Araújo Chaves, a presidente da Casa da Amizade local, Édila, e o governador assistente Argeu Ramos da Silva. O clube vem desenvolvendo várias atividades: está realizando campanha contra as drogas; plantou um ipê amarelo no Parque Ecológico das Garças, na presença do secretário de Estado do Meio Ambiente do Distrito Federal, Ênio Dutra; e reiniciou o programa Caminhando com Saúde, que objetiva aferir pulsação e pressão arterial.

D. 4550

RC DE Brumado, BA – Com o objetivo de divulgar o RI e conseguir recursos para entidades como a Apae, o clube esteve presente com um estande na 4ª Feira de Negócios de Brumado, promovida pela Câmara dos Dirigentes Lojistas e Sebrae locais.

RC DE Ipiaú, BA – Os companheiros providenciaram um espaço recreativo para as crianças abrigadas na Casa do Menor, além de terem instalado uma sala de aula com equipamentos de informática, na mesma instituição.


D. 4570

D. 4580

RC DE Irajá, RJ – Em parceria com o Rotaract Club do Rio de Janeiro-Braz de Pina e a Federação de Bandeirantes do Brasil, realizou o projeto Ouça, Aprenda e Viva... Campanha Mundial de Prevenção às IST/Aids. O trabalho foi voltado para a Escola Municipal José do Patrocínio (foto) e o Ciep Mário Tamborindeguy, ambos no bairro de Irajá, atingindo 2.100 alunos. Foram distribuídos folhetos informativos sobre Aids e preservativos femininos e masculinos apenas para os maiores de 18 anos. Estiveram presentes o coordenador do projeto da Federação de Bandeirantes do Brasil, Cazu Barros; os companheiros Leila Seixas, Ivan Faria e Walter Silva; a rotaractiana Lívia Almeida; e a presidente do RC, Elizabeth Garcia, entre outros.

RC DE Muriaé-Norte, MG – Os companheiros realizaram uma palestra na entrega dos enxovais da Obra do Berço, participaram do bingo beneficente na Paróquia do Porto e homenagearam os pais em uma festiva.

D. 4590

PARA COMEMORAR o centenário do RI, o aniversário de 35 anos de fundação do RC de São João da Boa Vista-Sul, SP, e de cinco anos do Rotaract Club de São João da Boa Vista, os companheiros e os rotaractianos se juntaram ao RC de São João da Boa Vista e plantaram 140 mudas de ipê.

D. 4600 RC DE JacareíFlórida, SP – Recebeu a Visita Oficial do governador Murilo Mário Pulig Veiga, que, entre outros compromissos, esteve na Creche Maria de Nazaré e foi recepcionado na Câmara Municipal local.

D. 4610 RC DE São PauloButantã, SP – Recebeu a Visita Oficial do governador Darci Luiz Leite Kirst que, em outra oportunidade, também prestigiou a 3ª Feira da Saúde e Cidadania e recebeu atendimento para a prevenção de diabetes (foto). O evento teve como lema “A informação é a melhor prevenção” e foi realizado em parceria com a Associação Comercial e a Subprefeitura locais, com patrocínio do Carrefour. Foram realizados atendimentos de saúde e emissão de documentos, entre outros serviços, e o número de participantes beneficiados chegou a 12.775. RC DE PariqueraAçu, SP – Os companheiros receberam o advogado e ex-executivo da Fuji Filmes do Brasil Sadawo Oba para uma palestra sobre marketing empresarial. A mesa principal foi composta pelo presidente Marcio José Mendes Bazzo e pelo governador assistente Ricardo César Bertelli Cabral.

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D. 4610

D. 4620

RC DE CotiaGranja Viana, SP – Trabalhou na Feira das Nações, o maior evento anual da ExproBrasil, que administra os programas de intercâmbio dos distritos 4430, 4590 e 4610. Cerca de mil pessoas participaram do evento. A feira reuniu, em um só salão, aproximadamente 120 intercambiados estrangeiros de 33 países e exintercambiados brasileiros, que representaram seus países em barracas com fotos, bandeiras, vídeos, livros, mapas, música, comidas e roupas típicas. O clube também realizou o 2º Projeto Rumo, na Escola Estadual Vinícius de Moraes, onde companheiros falaram de suas respectivas profissões, como Engenharia, Direito e Turismo.

RC DE Sorocaba, SP – Promoveu a 4ª Semana de Valorização da Vida, em parceria com entidades beneficentes locais. No evento, profissionais de renome ministraram palestras sobre saúde física e mental. Na ocasião, o chairman do distrito, Antonio Carlos Milano, divulgou o intercâmbio de jovens, com a presença de intercambiados estrangeiros e ex-intercambiados brasileiros.

D. 4630

D. 4640

RC DE MaringáAeroporto, PR – O Rotakids Club de MaringáCidade Ecológica participou do desfile de abertura da Semana do Trânsito.

D. 4651

RC DE Tubarão-Cidade Azul, SC – Os companheiros participaram da campanha de vacinação contra a poliomielite.

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RC DE Cascavel-Paz, PR – Os companheiros recepcionaram o casal governador José Antonio Uba e Stael, em Visita Oficial ao clube

RC DE Ivaiporã, PR – Junto com a Associação de Senhoras de Rotarianos e o Interact Club locais, os companheiros promoveram a 7ª Costelada. No evento, os interactianos atuaram como garçons. No Dia de Finados, a família rotária montou uma barraca para a venda de flores, velas e refrigerantes.


D. 4660

D. 4651 RC DE FlorianópolisAtlântico, SC – Em nome do clube, a presidente Santa Lunardelli entregou à presidente da Seovi, Regina Abreu, o lucro obtido pelo RC com a feijoada realizada naquela instituição de caridade.

RC DE Guarani das Missões, RS – Os companheiros promoveram uma festa para cerca de 700 crianças, com brincadeiras e distribuição de lanche, refrigerantes, tortas e balas.

D. 4670 RC DE Campo Bom, RS – O presidente Luiz Fernando Wunder entregou simbolicamente à presidente da Liga Feminina de Combate ao Câncer, Leone Ferreira, uma peça dos 178 m2 de piso cerâmico doados para a construção da sede própria da entidade. Na mesma ocasião, também foram doados à Secretaria Municipal de Educação mil cadernos destinados às classes de alfabetização do município.

RC DE Porto Alegre-São Geraldo, RS – Junto com o governador Rubens Fernando Clamer dos Santos e companheiros de outros clubes do distrito, comemorou um ano da assinatura do convênio O Futuro em Suas Mãos. O projeto também foi implantado no distrito 4680 e possibilita a realização de cursos práticos de iniciação em alvenaria, com duração de 150 horas-aula.

D. 4680

RC DE Venâncio Aires-Chimarrão, RS – Os companheiros participaram do Desfile Cívico na cidade e doaram 500 pares de calçados para o Município de Muitos Capões, varrido por um tornado. Os companheiros Alexandre Wietzke e Eleno Stertz, o governador do distrito, João Moacir Ferreira, o presidente Lúcio Rabuske e o rotariano Rogério Uhry entregaram a doação a Flora de Oliveira, representante da primeiradama do Estado, Claudia Rigotto.

RC DE Triunfo, RS – Os companheiros entregaram 30 uniformes às crianças da Escola de Educação Infantil Otavio Francisco de Quadros, na presença do presidente Sergio Odorizi, da direção, professores e pais de alunos.

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D. 4700 O GOVERNADOR Valtoir Clarêncio Perini, o EGD Agenor Jacob Rizzon e o EGD do distrito 4660 Hugo Leopoldo Welter celebraram com a Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul o convênio para a campanha de doação de órgãos no Estado.

D. 4720 RC DE GuajaráMirim, RO – Os companheiros vêm desenvolvendo diversas atividades: distribuíram sopa em bairros carentes, promoveram palestras sobre higiene bucal em escolas da comunidade, receberam o comandante do 6º Batalhão de Infantaria de Selva, tenente-coronel Eduardo Tura, para uma palestra sobre o Dia do Soldado, e participaram do 15º Encontro Internacional de Capacitação e Companheirismo Rotário, que reuniu também clubes do distrito 4690, na Bolívia.

D. 4710 RC DE Jaguapitã, PR – Durante a Visita Oficial do governador Alvaro Claudio Amorim Brochado, e em parceria com o departamento de Educação do município e a Maçonaria, os companheiros doaram equipamentos, móveis, colchões e roupa de cama para a ala pediátrica do hospital municipal.

D. 4730

RC DE Curitiba-Sítio Cercado, PR – Promoveu a Festa do Porco no Rolete, com as presenças dos companheiros Luiz Carlos Rocca e José Scrocaro, presidente Maria do Rocio Leal, companheiro Odilio Vissoci, EGD Antonio Halage e companheiro Hélio Eleotero.

D. 4740

RC DE Chapecó-Leste, SC – Por meio de uma parceria com a empresa Cristalflex, prefeitura e ONG Programa Verde Vida, foram confeccionados 150 colchões, entregues pelos companheiros a famílias carentes.

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RC DE Rio Negro, PR – O coral Os Serafins, formado por crianças carentes de até 12 anos de idade e mantido pelo clube em parceria com a Fundir, homenageou com uma apresentação especial o casal governador Jaroslaw Hrebinnik e Lhuba, em Visita Oficial.


D. 4750

D. 4760

RC DE Saquarema, RJ – Para arrecadar alimentos, o clube patrocinou um show beneficente da banda Doctor X, formada por quatro médicos que atuam na cidade. O evento foi realizado na pousada Airumã e os 238 kg de alimentos não-perecíveis recebidos foram entregues à creche Criança Feliz e ao Lar das Crianças Especiais de Saquarema.

D. 4770 RC DE Goiandira, GO – Entregou à moradora Celina e seus filhos as chaves da casa construída pela prefeitura em parceria com o clube. A entrega foi realizada nas presenças do presidente Silvano José da Silva, ex-presidente Luiz Fernando Franz e prefeito e rotariano Odemir Moreira de Melo, além de outros companheiros.

RC DE São Francisco de Assis, RS – Promoveu o evento 100 Anos de Rotary, com a presença do EGD José Pedro Bellagamba.

P

ara que os projetos de seu clube ou distrito virem notícia na Brasil Rotário, é fundamental que as cartas e e-mails enviados à redação incluam o nome completo do clube, o local e a data onde foram realizadas as ações e um breve relato sobre a importância delas para a comunidade.

D. 4720 RC DE Conceição do Araguaia, PA – Fundou o primeiro Rotakid do distrito. Em sua primeira atividade, os integrantes distribuíram 784 brinquedos a crianças carentes da cidade. ■■■

D. 4780

Veja seu clube na BR

RC DE Carmo do Paranaíba, MG – O clube recebeu da Câmara Municipal uma Moção de Aplauso em homenagem ao centenário do RI. Em outra oportunidade, entregou, na Escola Municipal Grasiella Ferreira de Melo, material escolar provindo dos recursos do Projeto Lighthouse, implantado na instituição de ensino junto com a metodologia CLE – Concentração de Linguagens Essenciais. Na ocasião, alunos prepararam uma apresentação para receber os companheiros.

JUNTO COM o distrito 4690, que engloba a Amazônia boliviana, os companheiros participaram do 15º Encontro Internacional de Capacitação e Companheirismo Rotário. Os rotarianos brasileiros aproveitaram a oportunidade e distribuíram aos companheiros da Bolívia cem exemplares da revista Brasil Rotário com o artigo “Malária, o perigo permanente”, já que há incidência da doença na região.

Não esqueça de informar o nome completo dos parceiros – clubes, entidades ou empresas do Brasil ou do exterior – que tenham participado dos projetos. Para que possamos entrar em contato com você no caso de qualquer dúvida, forneça também um telefone de contato ou e-mail. Dê preferência às fotos que demonstrem ação. As imagens precisam ser coloridas, ter foco e devem estar bem identi-

ficadas, trazendo o nome completo de todos os fotografados. Não escreva no verso das fotografias, protegendo-as bem ao enviá-las pelo correio. Quando o evento for muito importante, uma boa dica é contratar um fotógrafo profissional para fazer a cobertura. No caso das fotos digitalizadas – enviadas por e-mail, disquete ou CD – é indispensável que elas tenham pelo menos 300 DPIs de resolução. Não publicamos fotos com resolução inferior a essa. Salve suas imagens em TIF ou JPG. O nosso e-mail é redacao@brasilrotario.com.br e o endereço da revista é Av. Rio Branco, 125 – 18º andar, CEP: 20040-006, Rio de Janeiro, RJ.

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Novos Companheiros Paul Harris ○

AGRACIADO: ODAIR Ornelas Brassolati, companheiro do RC de Jales-Grandes Lagos, SP. ENTREGUE POR: assistente de governador Luis César Rodrigues.

D. 4540 AGRACIADOS: ZILDA Mansano, Clélia Veloni, Paulo Lins, Octávio Verri Filho e Wilson Gotardello, nas presenças do casal presidente do RC de Ribeirão Preto, SP, Sérgio Roxo e Ana Maria, e do casal EGD José Carlos Carvalho e Cidinha. O EGD José Carlos Carvalho, o expresidente Homero Cremm Busnello e o presidente Adriano Gradella Robazza posaram com alguns dos agraciados pelo RC de São Carlos-Pinhal, SP, que já entregou o título a Ademir Jorge Alves, Alcides Fagnani, Carlos Alberto Caromano, Celso Lopes, César Augusto Perrone Carmelo, Gilson de Medeiros Mattos, Humberto Carreira Tavares, José Eduardo Casemiro, Jamir Modenuti Júnior, Érika Tieko Kaibara Cardinali, Mary Aparecida Pizzo Artur, Eliana de Cássia Soler Lopes, Renata Leite Lima, Gabriel Rizzo, Isabella Breseghelo Robazza, Fernando Bianchini Pedroso, Mariana Bianchini Pedroso, Fernanda Rizzo Antonio, Marilia Rizzo e Milena Lima Busnello (in memorian).

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D. 4520

D. 4480 AGRACIADO: FRANZ Zimmermann, sócio do RC de Ariranha, SP. ENTREGUE POR: Rosana Zimmermann, mulher do agraciado, que realizou a contribuição e presenteou o marido com o título, e pelo governador Israel Antonio Alfonso. Estavam presentes a mulher do governador, Eula, e o filho do homenageado, Markus.

AGRACIADO: WILSON Coelho, do RC de Almenara, MG, na presença da mulher, Ana Toledo. ENTREGUE POR: governador Geraldo Eustáquio Alves.

D. 4530 AGRACIADOS: MÁRIO Moreira da Silva, com uma safira, e Edson Morais Bueno, sócios do RC de Taguatinga-Oeste, DF, nas presenças do governador Sylvio Santinoni e do companheiro Geraldo Eustáquio.

D. 4550 AGRACIADO: HENRIQUE Araújo Cunha, na presença de seus pais, EGD Elizabeth Araújo Cunha e governador José Antonio Cunha. ENTREGUE POR: casal EGD do distrito 4580 Haroldo Alves de Araújo e Helena, avós do agraciado.

D. 4570 AGRACIADOS: FAUSTO de Oliveira Campos e Samuel Lindenbaum, companheiros do RC do Rio de Janeiro-Lagoa, RJ, nas presenças do representante do presidente do RI, Seizi Kawano, presidente eleito 2006-07 Josias Farias Gomes, expresidente Vera Lucia Dominoni Gomes, EGD Nilton Amaral e casal EGD Salvador da Costa Marques Neto e Angela.


Novos Companheiros Paul Harris ○

D. 4590

D. 4600

AGRACIADA: MARINA Hueta Rodrigues Alves, companheira do RC de São Pedro, SP. ENTREGUE POR: governador Temer Feres, na presença da governadora assistente Kassima Timoni Góes Campanha.

AGRACIADOS: RENATO Dietrich de Azevedo, Wladimir Donola, Manuel Cozinha Matos e Clark Vilaça, companheiros do RC de Volta Redonda, RJ. AGRACIADOS: HAMILTON Periard, Odir de Oliveira Gomes da Costa, Antônio da Costa Cardoso e Luiz Cláudio Escobar, companheiros do RC de Volta Redonda, RJ, com uma safira cada.

AGRACIADO: JAMIL Muniz, sócio do RC de São Pedro, SP, com uma safira. ENTREGUE POR: governadora assistente Kassima Timoni Góes Campanha.

AGRACIADO: RAUL Luiz Zambello, presidente do RC de São Pedro, SP, com uma safira. ENTREGUE POR: ex-presidente René Saller.

D. 4630 AGRACIADO: RAFAEL Costa Monteiro. ENTREGUE POR: casal EGD Rubens Costa Monteiro e Eugênia, pais do agraciado, e pelo governador Wilson Isolane.

D. 4730 AGRACIADO: MAURÍCIO Rodrigues Alves, companheiro do RC de São Pedro, SP. ENTREGUE POR: presidente Raul Luiz Zambello, na presença do ex-presidente René Saller.

AGRACIADOS: ERNESTO Carlos Tinoco de Souza, Julio César Paluch e Carlos Walter Kolb, esse último representado pelo presidente do RC de Rio Negro, PR, Ilton Rechetello; nas presenças do governador assistente José Fernando Teixeira, do governador Jaroslaw Hrebinnik e do companheiro Armando Zoccola Filho.

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Senhoras em Ação ○

AS SENHORAS da Casa da Amizade de São PauloSudeste, SP(D.4420) entregaram revistas em braile da Turma da Mônica nas instituições Laramara, Lar das Moças Cegas e Padre Chico. Em outra ocasião, distribuíram aos 80 idosos da Casa dos Velhinhos Ondina Lobo sacolas com creme dental, biscoitos, espelho e meias, além de batom para as mulheres e barbeador para os homens.

GRAÇAS A uma campanha de arrecadação de alimentos, a Casa da Amizade de Além Paraíba, MG(D.4580) doou 1,5 tonelada de alimentos ao Asilo Ana Carneiro, onde vivem 60 idosos.

A ASSOCIAÇÃO de Senhoras de Rotarianos de Cianorte, PR(D.4630), mantenedora da Associação de Proteção à Maternidade e à Infância local, doou 68 enxovais completos a jovens gestantes carentes.

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A CASA da Amizade de Picos, PI(D.4490) distribuiu brinquedos para os 134 alunos da Escola Ricardina Neiva, que mantém em parceria com o RC local, e também para as crianças internadas na ala pediátrica do Hospital Regional Justino Luz.

JUNTO COM o clube local e em parceria com a Fepas – Escola de Enfermagem, a Associação das Famílias de Rotarianos de Itapetininga, SP(D.4620) promoveu a 2ª Caminhada da Saúde. Durante o evento, foi aferida a pressão arterial de todos os participantes, que doaram alimentos não-perecíveis.

AS SENHORAS da Casa da Amizade de Paranaguá, PR(D.4730) entregaram uma doação de pijamas ao Hospital Infantil Antônio Fontes.


você levou na semana passada dava para matar todas as baratas. – Mas isso é pra quem tem boa pontaria!

☺ O cidadão senta no ônibus ao ☺

O psiquiatra pergunta ao paciente: – Vamos por partes: como foi o começo para o senhor? – Bem, no princípio eu criei o Céu e a Terra.

☺ – Quer dizer então que a senhora matou seu marido por acidente? – Sim. – Com todos os nove tiros? Colaboração do RC de Niterói, RJ – D.4570

☺ O freguês pro açougueiro:

– Meu amigo, essa carne é acém? – Não, senhor: é a oito reais e vinte centavos. Colaboração do RC de PatosNorte, PB – D.4500

☺ – Tia, por que a senhora usa pó-de-arroz? – Pra ficar bonita... – Mas então esse pó-de-arroz é bem ruinzinho.

lado de uma mulher e, antes de acender o charuto, pergunta: – A senhora se incomoda se eu fumar? – Não, desde que o senhor não se incomode se eu vomitar.

☺ O major para o soldado:

– Vá à casa do capitão, que está muito doente, e pergunte se ele melhorou. Se disserem que ele já morreu, pergunte quando vai ser o enterro. Duas horas depois o soldado volta com a notícia: – Senhor major, a mulher do capitão manda dizer que ele já melhorou. Por isso, ela não sabe quando será o enterro.

☺ O professor pergunta à turma:

– Qual o formato da Terra? – Não sei – responde um aluno. – Então eu vou explicar. Qual a forma das abotoaduras dos meus punhos? – Elas são quadradas. – Não, eu quero saber das abotoaduras que eu uso aos domingos. – Ah, sim, são redondas. – Muito bem. Então eu pergun-

to novamente: que forma tem a Terra? – Ela é redonda aos domingos e quadrada nos outros dias. Extraída do livro “Parque de Diversões”.

Depois de uma discussão daquelas, um casal vinha por uma estrada do interior sem trocar uma palavra. Agora nenhum dos dois queria dar o braço a torcer. Ao passarem por uma fazenda com muitas mulas e porcos, o marido perguntou, sarcástico: – Parentes seus? – Sim – respondeu a mulher – Cunhados e sogra.

☺ Voltando do enterro da sogra, o sujeito é quase atingido por um tijolo que cai a poucos centímetros de seus pés. Revoltado, ele grita: – E não é que ela já chegou ao céu!

☺ – Mãe, aquele macaco pare-

ce o tio Juca! – Cala a boca, menino! E isso é coisa que se diga? – Ué, por quê? O bicho não entende nada. Ele não vai ficar ofendido. Colaboração do EGD Hertz Uderman.

O psiquiatra outra vez para o paciente: – Diga-me, às vezes o senhor ouve uma voz sem saber de quem é, o que está sendo falado e nem de onde vem? – Sim, doutor. – Justamente o que eu imaginava. E quando isso acontece? – Quando atendo ao telefone.

Rodrigo

☺ – Mas Gumer-

cindo, esta é a terceira vez que você vem comprar naftalina! Só a quantidade que

— Olha, está chegando um e-mail para você BRASIL ROTÁRIO

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Cartas & Recados

O

presidente da Cooperativa Editora Brasil Rotário, Roberto Petis Fernandes, recebeu essas correspondências cumprimentando-o pela milésima edição da BR:

Desde 1951, quando ingressei no Rotary levado por

meu saudoso pai, Diógenes Gonçalves de Sousa, sócio-fundador do meu clube, venho lendo com especial interesse a Brasil Rotário. Em nossa reunião de 17 de novembro, foi distribuída a edição de número 1.000 da revista. Não poderia deixar de me dirigir ao companheiro Petis Fernandes – sem dúvida o responsável pela modernização e conseqüente sucesso do aprimorado periódico – para parabenizá-lo pela conquista, só alcançada através de dedicação e desprendimento. Ao ilustre presidente da Cooperativa Editora Brasil Rotário, seus redatores, articulistas, fotógrafos, membros dos diversos conselhos e a toda a dedicada equipe da revista, os meus parabéns por essa invejável conquista. Genésio Gonçalves Maranhão, sócio do Rotary Club de Carolina, MA(D.4490). ■■■

Nosso clube congratula-se com a revista pela histó-

RI renova certificado da Brasil Rotário

Em sua reunião de novembro de 2005, o Conselho Diretor do Rotary International renovou até 30 de junho de 2010 o certificado da Brasil Rotário como revista regional oficial de nossa organização. Esse certificado é renovado a cada cinco anos.

Saudades Frank J. Sladen Jr, sócio do Rotary Club de Grosse Pointe, EUA (D.6400) e diretor do RI no período 1992-93. Também atuou como governador distrital e líder de grupo de discussão em Assembléia Internacional. ■■■

Irineu Saragioto Del Ciello, secretário do Rotary Club de Pirajuí, SP(D.4480). ■■■

EGD Emerson Loureiro Jatobá, sócio do Rotary Club do Recife, PE (D. 4500).

rica edição de número 1.000. Ao alcançar essa marca, temos a certeza de que a BR possui uma equipe responsável e do mais alto profissionalismo. Desejamos felicidades a todos que contribuíram para esse sucesso. Ivanor dos Santos, sócio do Rotary Club de São José, SC(D.4651).

Luiz Moreira Barbirato, sócio do Rotary Club de Brasília-Leste, DF(D.4530)

■■■

Ubirajara de Freitas, ex-presidente do Rotary Club de Orlândia, SP(D.4540).

N

ós, do RC de Manaus, parabenizamos a revista por sua milésima edição. Como fonte de divulgação e informação do Rotary no Brasil e no mundo, a revista acrescenta bastante às reuniões de companheirismo. A equipe responsável pela produção da Brasil Rotário demonstra capacidade jornalística e gráfica. José Marques de Almeida, sócio do Rotary Club de Manaus, AM(D.4720). ■■■

A revista também recebeu: Caro amigo Lindoval de Oliveira,

Recebi a edição de dezembro e agradeço sua atenção para com o meu trabalho [“As Mulheres no Rotary”, página 08]. Fantástica a cobertura do XXVIII Instituto Rotário. Parabéns a toda a equipe. EGD Silvia Maria de Campos, sócia do Rotary Club de Curitiba-Gralha Azul, PR(D.4730). 58

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Antonio Martins Ribeiro, presidente do Rotary Club do Rio de Janeiro-Madureira, RJ (D.4570). ■■■

Waldemar Koch, ex-presidente do Rotary Club de Campos do Jordão, SP(D.4600). ■■■

Gilberto Alves Ferreira, sócio do Rotary Club de São Paulo, SP(D.4610). ■■■

José Luiz de Assumpção, sócio do Rotary Club de Guajará-Mirim, RO(D.4720).



Brasil Rotário - Janeiro de 2006