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Mercado Nacional de Autopeças

RECUPERA VOLUME PRE-CRISE 22 e 23

jornalbrasilpecas

Brasilpecasrevista

www.jornalbrasilpecas.com.br

Nº 265 • Março • 2019


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EDITORIAL

REVISTA BRASIL PEÇAS

Nº 265

Ano 23

Março

2019

Tiragem: 16.000 + 2.000 em eventos do Setor

V

ASF Editora Ltda Administração, Redação e Publicidade CNPJ. 02.313.903/0001-58

ale lembrar que o maior Evento de autopeças do Brasil será no mês de abril a Automec, portanto considero um momento ímpar para agilizar e impulsionar o mercado interno, que

a demanda reprimida passe por uma reação forte, afinal o número de veículos no mercado aumentou, fechando 2018 com a produção de

Diretor Fundador Azamor D. Azamor

FALE COM A GENTE 21 3459-6587 / 3013-4181 21 99122-4445

2,89 milhões de unidades. Esse grande evento proporciona o encontro

Rua Rio Apa 36, Cordovil CEP 21250-570 Rio de Janeiro - RJ

de toda a cadeia de autopeças, se renova contatos, mobiliza-se novos

REDAÇÃO

automotivo, vamos pegar essa boa notícia para fazer 2019 o ano não

Dúvidas, críticas e sugestões a respeito das informações editoriais publicadas no jornal. Envie releases com os lançamentos de sua empresa e notícias que merecem ser divulgados ao mercado.

só de superação, mais efetivamente de aumento de negócio em toda a

imprensa@

negócios, portanto não temos tempo a perder, afinal dentro do cenário do ano que se encerrou o setor que menos sofreu com a crise, foi o

esfera da cadeia. Ainda conforme a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que já adiantou no início do ano, que o licenciamento de veículos no ano anterior registrou 2,56 milhões. A cadeia

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para 2019, isso é, ou não um ponto positivo para todos que estão inseridos nesse promissor mercado automotivo? Edição de Abril: Será a edição Especial que circulará internamente na Automec, ainda há tempo de publicar em nossas páginas a publicidade de sua empresa, mês de grandes negócios. Bom mês, boa leitura e rumo à vitória. Brasil acima de tudo!

veiculando informações para melhor nutrir e valorizar o segmento no varejo. Os artigos publicados nas colunas específicas não traduzem a opinião do jornal, nem do Editor-chefe. Sua publicação se deve a liberdade em trazer novos conceitos com a finalidade de estimular o

pensamentos contemporâneos,

fora do setor, abrindo espaço a concernente à reflexão sobre os temas.

comercial@

MARKETING

ANFAVEA já estima aumento de 11.4% no licenciamento de veículos

divulgando os fabricantes, distribuidores e importadores,

A sua marca no Brasil Peças. Anuncie para 15 mil varejos de autopeças e Auto Centers em todo o Brasil.

um novo momento político mais austero, incluo os novos governadores

Um novo tempo para as Indústrias de todo o setor, em suma a

a intercomunicação no setor,

debate dos problemas dentro e

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cios tem referências estaduais.

Seu objetivo é o de promover

PUBLICIDADE

produtiva nacional começa a ver o futuro com bons olhos, somando há de estado e não só a esfera Federal, até porque muitos de nossos negó-

O Brasil Peças é uma revista de publicação mensal, com Distribuição Gratuita e dirigido ao Segmento Automotivo do Brasil.

O único veículo da reposição no Rio de Janeiro pode oferecer para sua marca os mais variados e criativos materiais para divulgação e parcerias. 21 99122-4445

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RECURSOS HUMANOS Venha trabalhar com a gente e encontre espaço para mostrar seu talento.

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REFERENTE À PUBLICIDADE: A responsabilidade sobre os anúncios publicados é inteiramente dos anunciantes, e as matérias assinadas, de seus autores. Diretor Responsável: Azamor D. Azamor azamor@jornalbrasilpecas.com.br JORNALISMO Editor-chefe: Azamor D. Azamor MTB: RJ 02386 Editor Adjunto: Fellipe Fagundes Mídia Digital: Anderson Ferreira redacao@jornalbrasilpecas.com.br

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Por Azamor D. Azamor

Tiragem: Aferida pelos

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“Porque o SENHOR é justo e ama a justiça; o seu rosto está voltado para os retos”. Sl 11.7

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EDITORIAL

REVISTA BRASIL PEÇAS


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SUMÁRIO

REVISTA BRASIL PEÇAS

NESTA EDIÇÃO 03 Rainha das Sete 05 DSC 07 Elastopur 08 NAT 09 FLÓRIO 10 Wisa 11 AC Araújo 12 Diasmar / Isapa 13 Avionix

• 22-23

15 Vetor

Mercado Nacional de Autopeças

16 New Route / AS Lima

RECUPERA VOLUME PRÉ-CRISE

17 Dewparts 19 Vetor 21 Takao / Starfil 24 Feira Automec 25 Hipper Freios

Mulheres na Reposição • 18

26 Vetor 27 Juntalima 28 Busca na Rede 29 Fori 31 Feiras e Eventos

Automec 2019 Abre Credenciamento Para Visitantes • 20

32 Aner 33 Motors Imports / Soluções Informática 37 Cabovel / Jamaica 39 Vetor 41 3C Automotive / Rebuilded

Vendas de veículos em janeiro reforçam projeção da Fenabrave para 2019 • 34

43 MLC / Finder 45 Representantes 47 Armazem / Fixacar 51 One Way 52 PRO

O GOL: do GTi ao GTI, do quadrado ao bolinha • 40


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EDITORIAL

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06 • TECNOLOGIA • REVISTA BRASIL PEÇAS •

Jaguar land rover ilumina o percurso para veículos autônomos

A

tecnologia inteligente lança uma série de projeções no asfalto para mostrar as futuras intenções do

veículo – por exemplo, parar e virar para a esquerda ou direita – como parte da pesquisa sobre como as pessoas podem desenvolver sua confiança na tecnologia autônoma. No futuro, as projeções poderiam até mesmo ser usadas para compartilhar a detecção de obstáculos e atualizações de jornadas com pedestres. Essas projeções, testadas em “pods” autônomos desenvolvidos pela Aurrigo — empre-

“Os testes são para compreender quantas

sa britânica especializada nesse tipo de tec-

informações um veículo autônomo deve com-

nologia em mobilidade —, apresentam uma

partilhar com um pedestre para ganhar sua

série de linhas ou barras com espaçamento

confiança. Assim como qualquer nova tec-

ajustável. As lacunas encurtam à medida que

nologia, os seres humanos precisam aprender

o “pod” se prepara para frear antes de parar

a confiar nela, e quando se trata de veículos

completamente. Conforme a cápsula se afas-

autônomos, os pedestres devem ter confiança

ta e acelera, o espaçamento entre as linhas se

de que podem atravessar a estrada com segu-

expande. Ao se aproximar de uma curva, as

rança. Essa pesquisa pioneira está formando

A Nissan firmou nova parceria para construir soluções de

barras se espalham para a esquerda ou para a

a base do desenvolvimento contínuo de como

mobilidade elétrica no Brasil. A companhia se uniu ao Parque

direita para indicar a direção da viagem.

os carros autônomos irão interagir com as

Tecnológico de Itaipu (PTI) e ao Instituto de Tecnologia Aplicada

Os testes foram configurados por uma

pessoas no futuro ”, afirma Pete Bennett, Ge-

e Inovação (Itai) para trabalhar no desenvolvimento de carregado-

equipe de engenheiros avançados – que tra-

rente de Investigação de Mobilidade Futura

res bidirecionais para veículos elétricos. O projeto começou em

balham na divisão de Mobilidade Futura da

da Jaguar Land Rover.

2017 e tem previsão de encerramento em 2020. Com o acordo,

Montadora firma acordo por tecnologia de recarga elétrica no Brasil

a fabricante de carros passa a contribuir com o desenvolvimento

Jaguar Land Rover – e apoiados por psicó-

A segurança continua sendo a prioridade,

logos cognitivos, depois que estudos mostra-

já que a Jaguar Land Rover investe em tec-

ram que 41% dos motoristas e pedestres estão

nologia de auto direção, tornando-se líder

O plano é criar um sistema que permita aos carros funcionar

preocupados em dividir a estrada com veícu-

automotiva em mobilidade autônoma, conec-

também como um meio de armazenar e compartilhar energia com

los autônomos*.

tada, elétrica e compartilhada. O teste está

a rede elétrica. Depois da fase de estudos, as organizações envol-

O sistema inovador foi testado em uma

alinhado com os objetivos estratégicos de

vidas pretendem fabricar localmente a solução. A Nissan fornecerá

rua cenográfica, dentro de uma instalação de

longo prazo da marca: tornar os carros mais

duas unidades do Nissan Leaf para que os pesquisadores estudem

Coventry, com engenheiros registrando os ní-

seguros, otimizar o tempo e melhorar a mobi-

a tecnologia. Segundo a companhia, o carro elétrico conta com o

veis de confiança relatados por pedestres com

lidade para todos.

sistema Vehicle-to-Grid (V2G) e, portanto, é capaz de devolver

e sem projeções.

Esse compromisso se estende aos modelos

nesta segunda fase.

energia para a rede.

atuais da Jaguar Land Rover, que possuem um

Marco Silva, presidente da Nissan, assinou o acordo com os

também incluiu o ajuste de “olhos virtuais”

conjunto de Sistemas Avançados de Assistên-

institutos de pesquisa em Foz do Iguaçu (PR) na sexta-feira, 8.

aos pods inteligentes em 2018 para verifi-

cia ao Motorista incluindo Adaptive Cruise

Segundo ele, o sistema permitirá que os consumidores gerenciem

car se o contato visual aumentou a confian-

Control, Blind Spot Assist e Intelligent Speed

seu consumo energético com mais precisão, com a possibilidade de

ça na tecnologia – foi conduzido como par-

Limiter disponíveis em toda a sua gama de

usar o carro para abastecer a casa durante picos de demanda ou em

te do projeto Autodrive, do Reino Unido,

veículos, incluindo o Jaguar F-PACE e o

uma eventual falta de luz.

apoiado pela Jaguar Land Rover.

Range Rover Velar.

O programa de testes de confiança – que


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EDITORIAL

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08 • FERNANDO CALMON

REVISTA BRASIL PEÇAS •

VENCEDORES E VENCIDOS

O

ano de 2018 foi melhor que o esperado em ter-

Hatch subcompacto: Kwid, 48%; Mobi, 35%; up!,

mos de vendas de automóveis, SUVs, mono-

15%. Kwid avançou um pouco.

volumes e picapes. Mas mostrou poucas sur-

Hatch compacto: Onix, 26%; HB20, 13%; Ka,

presas dentro da classificação organizada pela coluna e

12,6%; Gol, 9,5%; Polo, 8,5%; Argo, 8%; Sandero,

distribuída por 16 segmentos. As stations ficaram de fora

6,5%; Fox, 5%; Etios, 2,4%; Yaris, 2,3%, Uno, 1,8%;

por sua baixa representatividade no mercado, confirmada

Fiesta, 1,7%; March, 1,5%. Mais líder ainda.

pelo fim de produção da SpaceFox, na Argentina, no final

Sedã Compacto: Prisma, 19%; Virtus, 11%; Ka,

do ano passado. Mesmo caso dos hatches médios: Cruze,

10%; Voyage, 8,5%; HB20, 8,4%; Cronos, 7,6%; Versa,

Focus e Golf, entre outros, deixaram de atrair consumi-

7,3%; Logan, 5,8%; Cobalt, 5,6%; Etios, 4,7%; Grand

dores suficientes para formar estatística relevante. Hatches subcompactos e sedãs compactos subiram

Siena, 4,5%; City, 3,9%; Yaris, 3,6%. Prisma se manteve. Sedã médio-compacto: Corolla, 45%; Civic, 20%;

acima da média, bem como os quatro subsegmentos de

Cruze, 15%; Sentra, 3,4%; Jetta, 3,3%; Focus, 3,2%; C4

SUVs. Entretanto, estes se estabilizaram em torno de

Lounge, 2,5%; Cerato, 1,9%. Liderança folgada.

20% das vendas totais, o que não deixa de surpreender,

Sedã médio-grande: Mercedes Classe C, 30%;

embora a tendência seja de avançar nos próximos anos

Fusion, 27%; BMW Séries 3/4, 21%. Em 2019 deve mudar.

para pelo menos 25% (nos EUA, por exemplo, represen-

Sedã grande: BMW Série 5/6, 38%; Mercedes Classe

tam 55% do mercado).

E/CLS, 30%; Panamera, 19%. BMW volta à ponta.

A reviravolta do ano foi preconizada pelo Hyundai

Sedã de topo: Mercedes Classe S, 56%; BMW Série

Creta ao desbancar da liderança, pela primeira vez, o

7, 20%; Jaguar XJ, 16%. Bem tranquilo, Classe S.

Honda HR-V. Luta equilibrada, pois os três primeiros se

Cupê esportivo: Mustang, 69%; Audi TT, 10%;

mantiveram no patamar de 14% das preferências. Outro

BMW M2, 7%. Mustang absoluto.

novo campeão, BMW Série 5, reflete a boa aceitação da

Cupê esporte: 718 Boxster/Cayman, 44%; 911, 35%;

geração recém-lançada.

Jaguar F-Type, 6%. Porsche domina.

Resultado curioso envolveu o Ford Ka. Ele foi o ter-

SUV compacto: Creta, 14,8%; HR-V, 14,5%; Kicks,

ceiro nos dois segmentos em que concorre, mas somados

14,2%. Creta virou o jogo.

ultrapassaram a família HB20 de hatch e sedã, subin-

SUV médio-compacto: Compass, 51%; ix35/

do para o segundo lugar. Venderam 142.000 e 137.000

Tucson, 12%; Tiguan, 5%. Domínio total do Compass.

unidades, respectivamente, em números redondos. Já a

SUV médio-grande: SW4, 44%; Equinox, 17%; Volvo

família Onix e Prisma entrou na garagem de 282.000

XC-60, 10%. Consolidação do SW4.

brasileiros, quase o dobro do segundo colocado.

SUV grande: Trailblazer, 33%; Mercedes GLC, 9%;

Base de pesquisa é o Registro Nacional de Veículos

Land Rover Discovery, 6%. Trailblazer volta a avançar.

Automotores (Renavam). Citados apenas os modelos

Monovolume: Fit/WR-V, 57%; Spin, 34%; C3

mais representativos e pela importância do segmento.

Aircross, 8%. Fit perdeu só um pouco.

Compilação de Paulo Garbossa, da consultoria ADK.

Picape pequena: Strada, 48%; Saveiro, 33%; Oroch, 10%. Strada firme, como sempre. Picape média: Toro, 31%; Hilux, 21%; S10, 17%. Toro reconfirma liderança.

Fernando Calmon é Autor da Coluna Alta Roda. fernando@calmon.jor.br www.fb.com/fernando.calmon2


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REVISTA BRASIL PEÇAS •

Divulgação

10 • ARTIGO

Mercado automotivo perde 13 anos com a crise

N

o ritmo atual do mercado de veículos,

imposição do mercado. É o caso do câmbio au-

o Brasil só vai retornar ao nível de

tomático, que em 2018 se fez presente em 49%

2012 (pré-crise) em 2025. Os reflexos

dos carros vendidos no Brasil. A virada virá já

dessa retomada e de todas as mudanças de cená-

em 2019, com uma rápida aceleração ao longo da

rio previstas para os próximos anos fazem parte

próxima década. Dessa forma, esse tipo de trans-

do projeto AUTOMOTIVE BRAZIL 2030, que

missão caminha da mesma forma que ocorreu

a Bright Consulting vai entregar aos clientes

com o ar-condicionado, presente em 98% dos au-

participantes a partir de fevereiro. Trata-se do

tomóveis nacionais emplacados no ano passado.

segundo projeto de cenários prospectivos feito

“Além de avaliar o ritmo de evolução de itens

em parceria com a Neocom, após o sucesso do

mais conhecidos, o AUTOMOTIVEBRAZIL

AUTOMOTIVEBRAZIL 2025.

2030 também trata dos avanços das novas tec-

O novo estudo avalia os desdobramentos de me-

nologias de conectividade, segurança, eficiência

gatendências como os serviços de mobilidade sob

energética e ´cyber security´ nos modelos nacio-

demanda, a expansão da conectividade, as tecno-

nais”, aponta Paulo Cardamone. “Com as novas

logias de assistência ao condutor e ainda o novo

regras do Rota 2030, esses equipamentos de pon-

paradigma dos veículos híbridos, elétricos, autô-

ta entrarão em linha num ritmo mais acelerado

nomos e compartilhados. Para Paulo Cardamone,

do que, por exemplo, os propulsores híbridos e

CEO da Bright Consulting, a indústria precisa se

elétricos, previstos pelo estudo para equipar me-

adaptar para atender, ao mesmo tempo, ao cliente

nos de 5% dos carros novos em 2025”.

tradicional, e também aos consumidores digitais,

Um dos grandes destaques do projeto é a pre-

uma espécie de ‘geração de alugadores’. “É im-

visão dos impactos regulatórios e da mudança

portante avaliar o impacto de todos esses fatores

no mix dos segmentos com o crescimento dos

para as atividades de fabricantes, fornecedores,

SUVs, cuja previsão de participação avançará

revendedores, prestadores de serviços, bancos e

dos atuais 20% para 30% em 2025. Esses dois

governos”, explica o executivo.

aspectos elevarão o ticket médio do mercado

Equipamentos antes raros passarão a ser uma

em mais de 4% ao ano, descontada a inflação.


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ECONOMIA •

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Saiba quando negativar um cliente devedor

A

recuperação de crédito está entre as maiores preocupações de grande parte dos empreendedores. Isso porque, se não for controlada, a inadimplência pode trazer sérios riscos à saúde

financeira do negócio e até comprometer a sua sobrevivência no mercado. Algumas vezes, falamos sobre a importância de priorizar métodos ami-

gáveis de cobrança, mas é possível que eles não tragam resultado. Nesses casos, a negativação do cliente devedor pode ser a opção mais eficaz. Negativar uma pessoa significa incluir seu nome no cadastro de um dos órgãos de proteção ao crédito, como a Boa Vista SCPC. Dessa maneira, você indica aos usuários do sistema que há um débito em aberto em nome do consumidor, que em seguida é informado por meio de uma carta que enviada pelo próprio órgão de proteção ao crédito. Quando isso acontece, o devedor fica impossibilitado de solicitar cartões de crédito, abrir contas, fazer compra com o crediário e diversos outros processos. Por isso, a prática estimula o cliente a quitar a dívida o mais rápido possível. Além de aumentar as chances de recebimento, o hábito da negativação também traz benefícios para outros empresários que consultam os órgãos de proteção para decidir se vão conceder crédito ou não. Quando um mau pagador tem seu nome em uma lista de inadimplentes, outras empresas podem se resguardar antes de fazer negócio, evitando calotes.


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AUTOMÓVEIS

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BMW do Brasil inicia campanha de pré-venda do novo Série 3 Principal destaque do BMW Group nas mais recentes edições dos Salões do Automóvel de Paris e São Paulo, a sétima geração do BMW Série 3 (G20) já está ao alcance dos consumidores brasileiros, por meio de campanha de pré-venda, pelo website exclusivo www.bmw.com.br/novoserie3, ou reservada diretamente na rede de concessionárias autorizadas BMW. A ação teve início em fevereiro e engloba a versão top de linha M Sport, oferecida por R$ 269.950. No site, além da possibilidade de manifestar seu interesse pelo novo BMW Série 3, o cliente poderá obter informações específicas sobre o modelo e simular condições especiais de financiamento. A versão M Sport será disponibilizada diretamente na rede de concessionárias autorizadas BMW a partir de março, enquanto a Sport chega ao país em junho, por R$ 219.950. As primeiras unidades importadas do modelo serão produzidas na fábrica do BMW Group em Regensburg, na Alemanha. Com mais de 40 anos de história de sucesso, o BMW Série 3 é o sedã esportivo mais icônico do mundo, responsável por estabelecer padrões de exclusividade e inovação dentro do segmento de automóveis premium global. Até hoje seus atributos evidenciam os valores centrais da marca BMW: perfil executivo de apelo esportivo, arrojo tecnológico, motor potente, design sofisticado e cativante, além de dirigibilidade e desempenho responsivos e capazes de instigar uma sensação inigualável de puro prazer de dirigir. As gerações anteriores do emblemático BMW Série 3, e suas variantes, somam mais de 15 milhões de unidades vendidas globalmente. O modelo será produzido na unidade produtiva do BMW Group Brasil, em Araquari (SC), no segundo semestre, com foco exclusivo para a demanda do mercado nacional. As vendas estão programadas para o segundo trimestre deste ano.

A JAC Motors está lançando o iEV 40, primeiro modelo com propulsão 100% elétrica da marca no Brasil. Trazido da China, mercado que representa mais da metade de todos os modelos elétricos do mundo, o JAC iEV 40 foi responsável pela venda de 43 mil unidades em 2018 naquele país. Esse volume é maior, por exemplo, do que o do campeão de vendas do mercado europeu no ano passado, que não passou de 40 mil unidades vendidas. Para ser vendido por aqui, o Grupo SHC, representante da JAC Motors no Brasil, escolheu, entre diversas configurações de capacidade de carga de bateria e equipamentos, a mais completa; a mais equipada; a de maior autonomia. O preço anunciado será de R$ 139.990 e a pré-venda começará amanhã, 25 de janeiro, em toda a rede JAC Motors. As primeiras unidades chegarão às mãos dos compradores ainda no primeiro semestre. O carro elétrico da JAC Motors se distinguirá rapidamente da concorrência por diversos aspectos, tanto relacionados ao desempenho e ao baixo consumo bem como à vasta lista de equipamentos de série. “O JAC iEV 40 terá todos os equipamentos que um carro desta faixa de preços pode ter. O grande trunfo do modelo será o sistema de propulsão elétrica, que é extremamente silencioso e econômico, proporciona emissão zero de poluentes e necessita de somente 8 horas para ser recarregado numa tomada comum de 220 volts”, garante Sergio Habib, presidente do Grupo SHC e da JAC Motors Brasil.

Imagens: divulgação

JAC iEV 40 chega para ser o primeiro SUV 100% elétrico do Brasil


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NOTICIAS •

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Cadeia produtiva do GNV quer redução no preço do combustível

P

ara empresários de sete estados – Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Bahia e Pernambuco –, o aumento superior a 40% no preço do GNV realizado pela Petrobras no início do mês em todo

Brasil, acumulando 98% nos dois últimos anos, estagnou os investimentos. Com isso, o consumo de gás natural reduziu consideravelmente em toda a cadeia de distribuição do combustível, prejudicando o desenvolvimento econômico do setor. O assunto foi discutido pelo Comitê Nacional da Cadeia Produtiva do GNV em reunião realizada no último dia 14/02, no Rio de Janeiro, com cerca de 50 representantes, para tratar de soluções que possam reverter a atual situação de declínio do setor. Além dos empresários e das entidades representativas deste segmento, o encontro contou com a presença da ANP, Inmetro e Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico. De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Rio de janeiro (Sindirepa Rio), Celso Mattos, que está à frente do comitê, se a situação não for revertida pela Petrobras, dentro de 45 dias poderá haver a demissão de mais de 160 mil trabalhadores em todo país, além do fechamento de centenas de empresas. “Esse aumento injustificado do preço do GNV afetou todos os segmentos da cadeia produtiva. Queremos saber, de forma transparente, quais motivos levaram a Petrobras a decidir por esse reajuste, que vem prejudicando não só a todos os empresários envolvidos, mas ao consumidor, que está pagando preços absurdos. Para se ter uma ideia de como o setor está travado por conta desse reajuste, basta observar que a instalação do kit gás, por exemplo, está praticamente zerada em estados como Minas Gerais e São Paulo. No Rio de Janeiro, estado que detém mais de 75% do mercado nacional de consumo do GNV, esse tipo de prestação de serviço, em média, caiu pela metade e as demissões já começaram”, destaca. Segundo Mattos, o Comitê Nacional do GNV tentou marcar uma reunião com o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, para tratar do assunto com urgência. No entanto, a resposta dada foi que a agenda dele está tomada até maio, o que causou grande preocupação entre os empresários e representantes deste segmento de mercado, incluindo fabricantes, instaladores, conversores, donos de postos de abastecimento, entre outros agentes.

Divulgação

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18 • DESTAQUE • REVISTA BRASIL PEÇAS •

MULHERES NA REPOSIÇÃO Acompanhe um pouco mais sobre a participação das mulheres no Setor de Autopeças

A entrada no Setor Automotivo Thuaney Castro: A paixão pelo setor estava no sangue, meu

S

pai sempre gostou do mundo automotivo e adorava comparti-

eguindo a série de matérias com executiva que conquistaram

lhar comigo suas experiências. Quando estava no último ano

destaque no Setor Auomotivo, chegamos a esta edição com

de faculdade precisava fazer estágio na área de Marketing e a

a história de Thuanney Castro, supervisora de marketing

empresa me indicou para trabalhar como estagiária. Quando

da Wega Motors. Em conversa com o Brasil Peças, a profissional

iniciei, seis anos atrás, não imaginava que minha paixão pelo

contou detalhes de sua carreira, obstáculos, realizações e

setor aumentaria a cada dia.

perspectivas. Veja os principais pontos a seguir:

Os desafios enfrentados pelas mulheres Thuaney Castro: Desafio é a palavra que anda comigo todo momento, todos os dias temos grandes barreiras para enfrentar e amadurecer, o setor, por ter maior número de profissionais do sexo masculino faz com que as pessoas tenham um certo receio de contratar uma mulher nessa área. Além disso, iniciei minha carreira muito nova, então muitos acham que precisava de mais experiência. Mas experiência adquirimos no dia a dia, um ajuda o outro e todos juntos, com boas estratégias, conseguimos os resultados. E hoje, me orgulho muito quando escuto algo como “você é nova, mas é muito experiente!”.

As diferenças do Setor Thuaney Castro: O gênero não importa quando a pessoa mostra resultados. Eu vejo o setor de Reparação com mais mulheres no futuro, pois o conceito mudou. E não é porque é relacionado com carros ou peças que somente homens podem trabalhar, o mercado precisa de grandes profissionais e oportunidades surgem, se não fosse minha equipe não estaria onde estou hoje, eles fazem a diferença e não importa o sexo, todos juntos formamos o melhor time.

Thuanney Castro, supervisora de marketing da Wega Motors.

A participação feminina no Setor Thuaney Castro: Reposição automotiva sempre falo que é um grande grupo de amigos, amizades que só crescem sempre acolhendo as pessoas que entram no setor e assim o setor se transforma em uma grande família.


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AUTOPEÇAS

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Automec 2019 Abre Credenciamento Para Visitantes Organização promete edição histórica com mais experiências, conteúdo, lançamentos de produtos e uma agenda completa com as principais lideranças do setor automotivo Divulgação

O

credenciamento gratuito para a AUTOMEC, maior feira da América Latina de reposição e reparação de veículos leves, pesados e comerciais, já está aberto. O evento

acontece entre os dias 23 e 27 de abril no São Paulo Expo e, para esquentar os motores, a organização anuncia novidades que prometem fazer da edição 2019 histórica, com ampliação de experiências, capacitação para os mecânicos, fórum com conteúdo exclusivo e inédito para a indústria e engenheiros automotivos, entre outras.

Encontro da Indústria e Fórum Automec

Começando pelos expositores, são esperadas mais de 1.500

Iniciando a programação que envolve lideranças, associações e grandes especialistas do setor, a

marcas nacionais e internacionais. Isso significa um contato

AUTOMEC e o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças)

direto do visitante com lançamentos e produtos de nomes como

realizam o 1º Encontro da Indústria de Autopeças, marcado para 22 de abril, um dia antes da

Bosch, ZF Service, Nakata, Dana, Dayco, Fras-le, Magneti Marelli

abertura oficial da feira. Na ocasião, serão debatidos temas como mobilidade, conectividade, comparti-

e Tecnomotor, trazendo de volta a KNORR-BREMSE, empresa

lhamento, manufatura 4.0 e inserção competitiva.

alemã referência em freios. “É um ambiente extremamente propício

Em 23 de abril, primeiro dia de feira, começa o Fórum AUTOMEC 2019. O Sindicato do Comércio

para networking e prospecção devido à qualificação do evento, o

Varejista de Peças e Acessórios (Sincopeças) promoverá uma palestra com o tema “Mercados Ilícitos e

que potencializa oportunidades de negócio”, explica Leandro Lara,

Tributação”. No dia 24, é a vez do Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios (Sindire-

diretor da feira.

pa Nacional), com o tema “Veículos Elétricos e Híbridos – O que muda na Reparação Automotiva? “. Em

As experiências são destaques da feira. Por isso o espaço

sequência, no dia 25, a Associação Nacional dos Distribuidores de Autopeças (Andap) e o Sindicato do

AUTOMEC EXPERIENCE foi ampliado para 1000 m². Com o

Comércio Atacadista, Importador, Exportador e Distribuidor de Peças Rolamentos, Acessórios e Com-

apoio de grandes empresas que buscam capacitar seu usuário final,

ponentes para Indústria e para Veículos no Estado de São Paulo (Sicap) discutirão sobre “Inteligência

a área terá atividades práticas, interativas e de demonstração com

de Mercado – Cases na Distribuição”. Para fechar o Fórum, a SAE Brasil realiza a manhã de tecnologia

curadoria do Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e

automotiva com discussões de engenharia do setor automobilístico.

Acessórios do Estado de São Paulo (Sindirepa), divididas em Ofi-

A AUTOMEC sediará, ainda, o Encontro Nacional de Retíficas de Motores, que reunirá empresários

cinas de Leves e Pesados, uma Oficina voltada para a reparação

do mundo todo, e o Repair Talks, evento global que aponta tendências do mercado de repintura e repara-

dos veículos do “Futuro” e, pensando no reparo rápido de veículos,

ção com foco no OEM, seguradores e frotas.

um novo modelo de negócios com a Oficina de Colisão. Também está confirmado o Batistinha, da BTS Garage, oficina referência em personalização de veículos, apresentando técnicas e dicas para os personalizadores de plantão na Oficina de Personalização. “Este é um formato diferenciado por oferecer uma visão 360°.

Credenciamento A AUTOMEC 2019 é um evento dedicado aos profissionais da área de reposição e reparação automotiva. O registro para participação é simples, rápido e gratuito através da página

“Separamos os temas de maneira a atender toda a cadeia para mos-

www.automecfeira.com.br. “Recomendamos que os visitantes não deixem para última hora. Tan-

trar o funcionamento e o impacto de novas ferramentas e conceitos

to para programar a visita, para quem é de fora do Brasil, quanto para acompanhar todas as atua-

no dia a dia, sempre com o foco de melhoria em produtividade e de

lizações e oportunidades de negócio que começam antes mesmo da feira”, finaliza Leandro Lara.

trazer respostas para problemas de mercado”, complementa o diretor.


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REVISTA BRASIL PEÇAS


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• REVISTA BRASIL PEÇAS

CAPA Mercado Nacional de Autopeças

Com aumento acumulado de 42,7% no último biênio, as Autopeças se recuperam da recessão que castigou o Setor.

O

Sindipeças – Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores – divulgou o resultado de sua pesquisa conjuntural com os resultados finais do último ano.

O estudo, cercado de expectativa, confirmou os números que o mercado aguardava e o crescimento justificou o otimismo do Setor. Ainda tendo que falar na recessão enfrentada pela economia brasileira e que trouxe danos estruturais às indústrias automotiva e de componentes, a expansão na casa de dois dígitos, na comparação com o período anterior, foi uma recompensa esperada. As vendas da indústria de autopeças – extraídas da amostra de empresas da Pesquisa Conjuntural do Sindipeças – encerraram 2018 com ex-

Ao final do biênio 2017-2018, o faturamento corrente da indústria de autopeças

pansão de 17,4% em comparação ao ano precedente. Ainda que modera-

retornou ao patamar pré-crise, totalizando crescimento acumulado de 42,7% no

damente inferior ao que fora registrado em 2017, quando o faturamento

período em oposição à queda de quase 26% observada entre 2014 e 2016;

nominal avançou 22,2%, há de se considerar a mudança de cenário. A comparação não veio sobre uma base tão deprimida.

Em dezembro, devido a fatores sazonais, os negócios costumam ser mais fracos, o que justificaria as variações negativas por canal de vendas e a elevação da ociosidade do setor para o patamar de 39%. No acumulado do ano, en-

Mercado interno e volume pré-crise

tretanto, os resultados foram sólidos, contabilizando-se crescimento em todos os canais de distribuição. Destaque para Exportações em reais (26,5%), beneficiada pela valorização

A atividade em 2018 beneficiou-se da recuperação do mercado interno

do dólar, e Montadoras (17,4%), cujo desempenho esteve atrelado ao movi-

e do bom desempenho das exportações que, a despeito da crise na Ar-

mento interno mais forte. Com o aquecimento das vendas de veículos novos,

gentina, alcançou diversificação de mercados e maior volume de transa-

o mercado de reposição;

ções com OEM e revendedores de mercados tradicionais (ver relatório da Balança Comercial);

O número de empregados na indústria de autopeças cresceu 3,2% em 2018, tomando-se por base a amostra de empresas utilizada na Pesquisa Conjuntural.


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FATURAMENTO

CAPA

REVISTA BRASIL PEÇAS

Resumo do Desempenho

Balança Comercial segue deficitária Se o mercado interno vem demonstran-

Faturamento líquido nominal consolidado

Variação mensal Números índices - jan/10 = 100

do força, a balança comercial de autopeças ainda apresenta problemas. Sofrendo com o cenário econômico e político de seu maior comprador, a Argentina, fechou 2018 com déficit de US$ 5,6 bilhões, valor 5,6% mais alto que o registrado em 2017. As importações somaram US$ 13,5 bilhões e cresceram 6,1% como consequência do aumento (de 6,7%) da produção nacional de veículos. As exportações totalizaram US$ 7,9 bilhões e cresceram 6,4%. As

Faturamento líquido nominal consolidado

vendas externas foram afetadas na segunda

Variação em % mês x mês anterior

metade de 2018 pela retração do mercado argentino, maior comprador das autopeças brasileiras. Os embarques ao país vizinho caíram 9,5% em relação a 2017. O resultado anual fez a participação relativa da Argentina recuar de 30,3% em 2017 para 25,7% em 2018. Os números foram divulgados pelo Sindipeças, entida-

Fotos: Divulgação

Imagens: divulgação

de que reúne fabricantes do setor.


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SUSTENTABILIDADE

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ECONOMIA

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Pagamentos diferentes são a nova revolução do varejo *Por Denis Piovezan, Diretor Executivo da Linx Pay Hub

E

m janeiro, um dos maiores eventos mundiais do varejo, a NRF 2019 Retail’s Big Show, aconteceu em Nova York, nos Estados Unidos. Se, na edição anterior, em 2018, já se falava em experiência do consumidor

e na ampliação do uso de dispositivos móveis, neste ano, os dois assuntos estiveram juntos na pauta do dia, chamando a atenção para a mobilidade dos meios de pagamentos. A facilidade dos mPayments não é novidade. É raro, por exemplo, quem não pague suas contas usando o internet banking. As tecnologias móveis, atualmente, permitem que o cliente entre e saia de uma loja física levando o que deseja sem a necessidade de passar pelo caixa ou mesmo compre um carro sem sair do sofá (nem para pegar o cartão de crédito). Graças a isso, existe uma revolução no mercado de pagamentos na qual as transações digitais estão tomando o lugar das trocas físicas de dinheiro. Mais especificamente, de acordo com um estudo realizado pelo boostLAB, programa de potencialização de startups em nível avançado do BTG Pactual, a estimativa é que, em 2019, US$ 1 trilhão seja transacionado via meios de pagamentos móveis. A quantia (bastante considerável) demonstra a nova realidade do mercado de pagamentos. A carteira digital da Apple, por exemplo, já é aceita em 74 dos 100 principais comerciantes dos Estados Unidos. Com ela, o cliente dispensa o uso do cartão de crédito físico, podendo fazer compras sem fio (via NFC). O cartão está cadastrado no próprio dispositivo e o cliente, sem sair de casa ou mexer no bolso, tem acesso fácil à compra. O mesmo acontece com o Google Pay e Samsung Pay, sistemas que integram a maioria dos grandes bancos. Para atender a um consumidor que tem se mostrado cada vez mais interessado em finalizar suas compras de forma veloz e prática, algumas organizações estão levando os sistemas móveis para as lojas físicas. Já é possível um vendedor finalizar a compra em qualquer lugar do estabelecimento sem que o consumidor precise passar pelo caixa, como mencionado na abertura deste texto. Outra opção que também dispensa o caixa é o autoatendimento, no qual o próprio cliente compra e paga no mesmo local sem precisar da ajuda de terceiros. A loja do futuro – que, na verdade já é o presente e cresce em grande velocidade - conta com diversas soluções móveis. Nela, os varejistas são responsáveis por tornar o momento da compra cada vez mais simples, intuitivo e interessante para a ponta final da cadeia. E isso independente do canal: online ou offline.

Divulgação

Divulgação

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EDITORIAL

REVISTA BRASIL PEÇAS


30 • ECONOMIA • REVISTA BRASIL PEÇAS •

Inadimplência abre o ano em desaceleração

Economia favorável impulsiona retomada do comércio Condições econômicas mais favoráveis devem impulsionar a retomada do comércio. Beneficiado pela inflação baixa e pela recuperação da confiança, expansão do setor também depende de melhora do mercado de trabalho e reformas do novo governo As vendas no comércio varejista cresceram significativamente no período de 2003 a 2014. O setor, contudo, não escapou da crise que atingiu a economia brasileira em 2015 e 2016, tendo encolhido 13,4% nesse período, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nos últimos anos, a atividade econômica demonstrou uma leva recuperação: alta de 1% em 2017 e crescimento estimado de 1,3% em 2018. Agora, passada a crise, condições mais favoráveis para a retomada das vendas no varejo são projetadas. Resolvida a questão eleitoral, que elevou o nível de incerteza ao longo do ano passado, o cenário econômico se mostra mais animador. A confiança na economia tanto por parte dos consumidores quanto dos empresários vem sendo retomada de forma gradual, em função da capacidade de reação mais consistente do setor produtivo, a despeito do desemprego ainda elevado.

Número de dívidas cai, mas ainda avança nos setores bancário e de água e luz. País possui 62,08 milhões de CPFs com restrição O ano de 2019 começa com sinais de acomodação da inadimplência. Dados apurados pelo Indicador de Inadimplência da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do apontam que mesmo com o crescimento do número de consumidores negativados na comparação anual, o avanço foi menor em janeiro de 2019 ante os últimos meses, alcançando 2,42%. Já o número de dívidas apresentou recuo de 0,29% no mesmo período, embora o volume de pendências continue crescendo em dois setores específicos: o de bancos, com avanço de 2%, e o de água e luz, com aumento expressivo de 14%. Em contrapartida, comércio e comunicação registraram queda de 7%. O presidente da CNDL, José Cesar da Costa, destaca que apesar do avanço da quantidade

Em meio ao cenário de alta da inadimplência e do desemprego, o consumidor brasileiro tem enfrentado dificuldades para quitar a fatura do cartão de crédito, modalidade que cobra os juros mais elevados do mercado. Dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que, entre novembro e dezembro de 2018, aumentou de 20% para 25% o número de usuários de cartão de crédito que não conseguiram pagar o valor integral da fatura, passando a entrar no chamado ‘crédito rotativo’. Os que quitaram toda a quantia devida somam 73% dos entrevistados. De acordo com o indicador, os cartões de crédito mantiveram a dianteira de sondagens anteriores e foram o

de devedores, o número médio de dívidas vem caindo. “O problema da inadimplência, que cresceu muito nos anos mais recentes, ainda está longe de resolvido. Mas já se observa uma tendência de acomodação, que pode ser um prenúncio de melhora na capacidade de pagamento das famílias”, explica. “Este cenário só

instrumento de crédito mais usado em dezembro, mencionado por 38% dos consumidores. Bastante à frente

deve mudar quando a retomada da economia

do segundo colocado, que é o crediário (15%). Os empréstimos foram citados por 8% da amostra e o cheque

for percebida de fato pelos consumidores, ou

especial também por 8%. Há ainda, 6% de consumidores que buscaram financiamentos. No total,48% dos

seja, com a criação de novos empregos e o au-

brasileiros recorrem à alguma modalidade de crédito em dezembro.

mento renda”, observa Costa.

Fotos: Divulgação

25% dos usuários de cartão entraram no rotativo

Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil)


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REVISTA BRASIL PEÇAS


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MONTADORAS

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Nissan de Resende chega aos 300 mil carros produzidos A Nissan alcançou os 300 mil carros produzidos em Resende (RJ). A unidade foi inaugurada em 2014 com investimento de R$ 2,6 bilhões. Depois disso recebeu outros R$ 100 milhões para a produção de motores 1.0 de três cilindros, mais R$ 750 milhões para a nacionalização do Kicks,

Fabrica da Nissan em Resende-RJ. | Divulgação

responsável pela nova marca alcançada. O utilitário esportivo é montado na unidade desde maio

(39 mil), primeiro e segundo colocados do segmento.

de 2017 e terminou 2018 como o terceiro SUV compacto

A Nissan também produz motores no complexo de Resen-

mais vendido do Brasil, com 46,8 mil unidades, apenas

de. A marca de 300 mil unidades foi atingida pouco antes,

2,1 mil a menos que o líder do subsegmento, o Hyundai

em dezembro. Essa diferença de um mês se deve ao período

Creta.

em que Resende acelerou a fabricação de motores 1.6 flex

Foi o hatch March que inaugurou a fábrica em 2014. Em seguida veio o sedã Versa. Mas nenhum dos dois tem vendas

vendidos no Brasil antes da nacionalização.

expressivas com as do Kicks. O March fechou 2018 com

Além do Brasil, a fábrica do sul fluminense fornece carros

11,9 mil unidades, abaixo do Ford Fiesta (14,5 mil), que é

para a Argentina, Bolívia, Chile, Costa Rica, Panamá, Peru,

maior e mais caro.

Paraguai e Uruguai. O Complexo Industrial de Resende res-

O Versa terminou o ano passado em uma posição

ponde por um ciclo de produção completo. As atividades na

um pouco mais cômoda, com 28 mil unidades e o sex-

unidade vão desde a área de estamparia até as pistas de testes,

to lugar entre os sedãs pequenos, mas ainda assim mui-

passando pela chaparia, pintura, injeção de plásticos, monta-

to distante do Chevrolet Prisma (71,7 mil) e do Ka sedã

gem e inspeção de qualidade, além da fábrica de motores.

REVISTAS eu acredito!

para poder enviá-los ao México, que os instava nos Kicks

Volvo prepara investimento e contratação de 300 colaboradores

Fabrica da Volvo caminhoes em Curitiba-Pr. | Divulgação

O Grupo Volvo está expandindo sua operação no Brasil em 2019. A empresa começou o ano contratando 300 novos funcionários, aumentando o segundo turno de caminhões e ampliando em mais R$ 250 milhões os investimentos até 2020. “Nossa decisão de novos investimentos e contratações é resultado dos sinais consistentes de retomada da economia

rítimos e industriais, na pesquisa e desenvolvimento de novos

e da expectativa de um aumento de cerca de 30% no merca-

produtos e serviços”, explica o presidente.

do total de caminhões no Brasil”, declara Wilson Lirmann,

A previsão do Grupo Volvo é que a economia continue

presidente do Grupo Volvo América Latina. O segmento de

se recuperando e que as vendas de caminhões acompa-

ônibus também mostra bons indicadores de melhora no País.

nhem esse ritmo. O maior complexo industrial da marca

Os R$ 250 milhões que serão investidos até o final de 2020

no continente está localizado em Curitiba, no Paraná, onde

são um volume adicional ao total de R$ 1 bilhão que o Grupo

a Volvo produz caminhões pesados e semipesados, ônibus

Volvo está investindo no período de 2017 a 2019. “São no-

rodoviários e urbanos, motores, cabines e caixas de câm-

vos recursos para todos os negócios da marca no Brasil: ca-

bio. A empresa também tem um fábrica de equipamen-

minhões, ônibus, equipamentos de construção e motores ma-

tos de construção em Pederneiras, interior de São Paulo.


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NOTÍCIAS

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Anef prevê volume de financiamentos MAIOR Seguindo a tendência de projeção de crescimento para o mercado de veículos, seja da indústria, seja do setor de distribuição, os bancos de montadoras estimam que o crédito para o financiamento desses veículos também aumentará em 2019. Projeções divulgadas pela Anef, associação que reúne os bancos de montadoras, indicam que deverá haver um novo ano de alta também para o sistema financeiro. Em 2018, o total de crédito liberado para o financiamento de veículos ficou 24% acima do registrado no ano anterior, mostram os números da entidade, o que demonstra que os bancos de montadoras e outras instituições financeiras possuem a liquidez necessária para atender a demanda atual. Para Montenegro, após o período de crise, os brasileiros estão investindo novamente na compra de bens com valores mais elevados. O crescimento do crédito refletiu no saldo das carteiras em 2018, que subiu 18% na comparação com o ano anterior, para R$ 201,6 bilhões. Deste total, o CDC respondeu pela maior parte das operações R$ 198,2 bilhões, alta de 18,7%. Já as operações de leasing diminuíram 8,1%, fechando 2018 em R$ 3,4 bilhões.

Vendas de veículos em janeiro reforçam projeção da Fenabrave para 2019 A Fenabrave confirma a consolidação do crescimento do mercado de veículos, que começa o ano em alta: dados di-

cada um dos 19 dias úteis de dezembro para pouco mais de 8,6 mil unidades nos 22 dias úteis de janeiro.

vulgados em fevereiro, pela entidade que representa o setor

Da mesma forma, o estoque de veículos sofreu os efeitos

de distribuição mostram que as vendas de janeiro superaram

sazonais fechando janeiro em 195 mil unidades, equivalentes

em 8,7% o volume registrado em mesmo mês do ano pas-

a 27 dias de vendas. Em dezembro, esse número era de 192

sado ao atingir as 190,7 mil unidades, considerando apenas

mil veículos, correspondentes a 25 dias.

o segmento leve, que inclui automóveis e comerciais leves.

O desempenho do mercado verificado em janeiro reforçou

Este foi o melhor volume de vendas para janeiro desde 2015,

o que a Fenabrave prevê para o ano, indica o executivo. No

quando o setor emplacou 243,8 mil veículos leves.

início do mês passado, ao apresentar o balanço de 2018, a

Embora janeiro tenha começado com o pé direito, seus resultados na comparação com dezembro revelam queda de

entidade divulgou sua primeira projeção para 2019, que costuma ser revisada a cada trimestre.

15,2% sobre dezembro de 2018, o que segundo o executivo,

Na previsão, a entidade espera vender 2,74 mi-

é um movimento esperado devido à sazonalidade do período.

lhões de automóveis e comerciais leves, o que se for

Na passagem de um mês para o outro, a média diária de ven-

confirmado, corresponderá a um crescimento de

das caiu 26,7%, passando de 11 mil unidades vendidas em

11% sobre os 2,47 milhões emplacados em 2018.


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NOTÍCIAS

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SINCOPEÇAS-SP firma Programa de Formação para o Comércio de Autopeças O SINCOPEÇAS-SP firmou parceria com o SENAC-PR para disponibilizar aos profissionais das lojas de autopeças o Programa de Formação para o Setor de Comércio de Autopeças – EAD (Ensino à Distância), curso com carga horária de 95 horas e três módulos de conteúdo. O Programa, segundo a entidade, visa a profissionalização de balconistas, atendentes, vendedores

Fábricas no Brasil chegam a 40% de capacidade ociosa

e supervisores de lojas. O curso tem foco no atendimento ao cliente e liderança. Os pré-requisitos são idade mínima de 16 anos e ensino fundamental completo. Os interessados devem preencher a Ficha de Inscrição anexa e enviar para o e-mail andreza.matos@sincopecas.org.br.

de 3 milhões de veículos neste ano, ante uma capacidade instalada de 5 milhões de unidades. Além da queda no mercado interno nos últimos anos, a forte redução das exportações para a Argentina colabora com o baixo uso da capacidade. Um movimento que tem ganhado corpo internacionalmente, e que favorece também as subsidiárias brasileiras, são as parcerias entre marcas distintas para

O cenário que aponta para uma ruptura

compartilhar investimentos em novas tecnologias,

do modelo atual de produção de veículos

principalmente aqueles que envolvem os carros elé-

ocorre em um momento em que a maio-

tricos e os autônomos. Recentemente, a Volkswagen

ria das montadoras do Brasil opera com

e a Ford firmaram parceria para o desenvolvimento

ociosidade de cerca de 40%. A Associação

conjunto de veículos comerciais, começando com

Nacional dos Fabricantes de Veículos Au-

uma picape. Na região, o veículo deverá ser produzi-

tomotores (Anfavea) prevê uma produção

do na Argentina e exportado para o Brasil. Fotos ilustrativas / Divulgação


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EDITORIAL

REVISTA BRASIL PEÇAS


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MUNDO

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EUA pedem suspensão na tarifa brasileira de importação de etanol Os Estados Unidos pediram ao Brasil que considere a suspensão da tarifa imposta às suas exportações de etanol e estão esperançosos de um resultado positivo nas negociações, disse uma autoridade do Departamento de Agricultura dos EUA nesta quarta-feira. Contudo, o subsecretário de Comércio e de Relações Exteriores para Agricultura do USDA, Ted McKinney, disse em teleconferência que o Brasil não indicou que iria suspender as tarifas. “Nossa esperança é pelo relacionamento caloroso entre nossos presidenImagens: Divulgação

tes...”, disse ele, acreditando que isso pode favorecer a retirada da tarifa. O Brasil cobra atualmente uma tarifa de 20 por cento sobre as importações de etanol que ultrapassam 150 milhões de litros por trimestre, em uma tentativa de proteger os produtores locais da concorrência estrangeira.

China espera desaceleração no crescimento do consumo

O crescimento do consumo na China deve desacelerar ainda mais este ano com o esfriamento da economia, disse o Ministério do Comércio, destacando os riscos crescentes que a segunda maior economia mundial vem enfrentando na guerra comercial com os Estados Unidos. As autoridades chinesas já anunciaram uma série de medidas de apoio para moderar os efeitos da disputa comercial sobre as empresas e investimentos, além de contarem com o grande número de consumidores do país para amortecer uma desaceleração econômica mais ampla. Wang disse que a suavidade nas vendas no varejo no ano passado, que registrou um crescimento médio de 9%, ritmo mais lento em 15 anos, ocorreu devido à fraqueza “periódica” nas vendas de carros e gastos relacionados à habitação, embora outras categorias continuem apresentando crescimento “relativamente normal”. As vendas no maior mercado de automóveis do mundo diminuíram pela primeira vez desde a década de 1990. O crescimento das vendas no varejo durante o recém-encerrado feriado do Ano Novo Lunar caiu para o menor ritmo desde 2011, já que os consumidores continuam a ser cautelosos conforme a economia desacelera. No entanto, Wang fez um alerta sobre os excessivamente pessimistas sobre o setor de varejo, dizendo que as medidas de apoio monetário do

Divulgação

governo devem amortecer a desaceleração.


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NOTÍCIAS

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40 • CLASSICOS • REVISTA BRASIL PEÇAS •

O GOL: do GTi ao GTI, do quadrado ao bolinha O primeiro modelo com injeção eletrônica no Brasil

N

a edição de clássicos deste mês, o Brasil Peças fala de uma versão de um dos carros mais vendidos no Brasil em todos os tempos. Líder de vendas durante

décadas – perdeu o posto em 2014 após incríveis 27 anos de hegemonia -, o Volkswagen Gol, ainda conta com seus mo-

mentos de glória, mas teve, sem dúvidas, um modelo que habitou o imaginário de seus amantes mais empolgados: o GTi.

Gol GTi 1989.

O esportivo completou já é um trintão e traremos curiosidades e fatos sobre esse possante. Ele chegou para abrir um novo capítulo na indústria auto-

para 1989, só saíram 2.000 unidades. Por fora, o visual

mobilística nacional. Há 31 anos, no Salão do Automóvel de

reforçava a exclusividade com capricho. A caracterização

1988, a Volkswagen apresentou o Gol GTi. O “i” minúsculo

esportiva era composta por faróis auxiliares na dianteira,

identificava a presença da injeção eletrônica, e o GTi era o

aerofólio na traseira e rodas emprestadas do Gol GTS.

primeiro automóvel nacional a vir equipado com ela.

Apesar de chamar a atenção visualmente, o ponto alto es-

Sucesso imediato. O Gol com injeção vinha num exclusivo

tava embaixo do capô.

azul-marinho, oficialmente azul Mônaco, que contrastava com

O motor do Santana garantiu a empolgação na prova

o prata na parte inferior da carroceria. Na primeira fornada,

de desempenho: alcançando 174 km/h e fazendo 0 a 100 km/h em 10,4 segundos, o GTi tornava-se o mais rápido carro nacional, desbancando até mesmo o todo-poderoso Opala de seis cilindros, que tinha o dobro de cilindrada. Cabe a menção ao pioneirismo do modelo, o primeiro no Brasil equipado com injeção eletrônica, apesar de chegar ao Brasil com atraso em relação aos países desenvolvidos. O sistema fornecido pela Bosch era o LE-Jetronic, Imagem: Pastore Car Colection

analógico. Países desenvolvidos já contavam com sistemas digitais, mais modernos. O primeiro GTi era rápido, gostoso de dirigir e econômico. Nele, o motor AP-2000 rendia 120 cv e tinha torque de 18,3 mkgf. Eram números bem superiores aos do GTS 1.8 (99 cv e 14,9 mkgf). Para segurar tanto ímpeto, o GTi foi o primeiro Volkswagen com

discos

de

freio

ventilados

na

dianteira.


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CLASSICOS

REVISTA BRASIL PEÇAS

Opala Diplomata 1991

GTI bolinha O GTi continuou com seu carisma na década de 90. Com a estreia do redesenhado Gol Bolinha para 1995, o GTS foi aposentado. O GTI (agora com i maiúsculo) ganhou injeção multiponto digital, que melhorou o consumo, mas no visual perdeu a personalidade marcante da primeira geração. O esportivo ainda recebeu um motor 2.0 alemão, com 16 válvulas e 141 cv. Voou na pista e passou dos 200 km/h. Assim ele avançou até o fim dos anos 90. Foi reestilizado em 1999, mas durou pouco. Com as importações liberadas, o mercado foi invadido por esportivos mais atraentes nos anos 90. A injeção foi ficando trivial. Em 2001 o primeiro modelo brasileiro com injeção eletrônica deu adeus.

Gol GTI Bolinha.

Teste do Modelo Volkswagen Gol GTi em janeiro de 1989 Aceleração de 0 a 100 km/h:

10,4 s

Velocidade máxima:

174,3 km/h

Frenagem 80 km/h a 0:

28,9 m

Consumo:

8,5 km/l (urbano) 13,3 km/l (rodoviário)

PREÇO: (Janeiro de 1989)

Cz$ 19.300.000 Atualizado - R$ 225.546 (INPC/IBGE)


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FIQUE DE OLHO

REVISTA BRASIL PEÇAS

FIQUE DE OLHO no que acontece no Brasil

Arteb investe em capacitação dos profissionais

Estímulo à inovação

Cooper Standard cresce no Brasil em ano difícil Como já era esperado no início de 2018, foi tímido o crescimento do faturamento da Cooper Standard no Brasil, menos de 3%, para R$ 350 milhões ante os R$ 340 milhões

A Arteb, fabricante de sistemas de iluminação com mais

A Empresa Brasileira de Pes-

faturados em 2017. Isso porque a maioria dos novos contratos

80 anos de atuação no Brasil, participa de programa de

quisa e Inovação Industrial (Em-

de fornecimento de vedações, dutos e mangueiras começam a

capacitação de jovens pelo Senai e Camp (Programa de

brapii) e o Sindipeças firmaram

maturar este ano, quando se espera por avanço bem maior das

Aprendizagem Menor Aprendiz) para a formação técnica

parceria para incentivar fabri-

vendas, acima de 25%, para fechar pedidos em torno de R$ 450

em eletrônica e mecânica. Em média, são 35 alunos recru-

cantes de autopeças a investir

milhões no decorrer de 2019, segundo estima Jürgen Kneissler,

tados para os cursos, dando oportunidade de inserção dos

em pesquisa e desenvolvimento

diretor geral da empresa na América do Sul.

estudantes no mercado de trabalho. Para isso, é realizado,

(P&D). A aliança deve beneficiar

O problema maior em 2018 foi o impacto da desvalorização

pela empresa, um processo de avaliação prévio pela dos in-

principalmente as de médio e pe-

cambial sobre os insumos plásticos, principal matéria-prima

teressados para depois preencher as vagas disponíveis.

queno porte, embora destinada a

usada pela Cooper Standard, que precisa importar a peso de

qualquer fabricante.

dólar caro perto de 90% dos compostos usados na produção

A participação da Arteb na formação de jovens acontece de longa data e muitos que participaram do processo traba-

A Embrapii, criada há 5 anos,

nacional. “Praticamente não existem fornecedores nacionais

lham na empresa, como é o caso do diretor de manufatura,

possui 42 centros de pesquisa em

desses insumos”, afirma Kneissler. Com isso, não foi possível

Emerson de Paula Silva que ingressou na Arteb por meio

todo o País. Para Mauricio Mura-

no ano passado fechar no azul suas contas no País, onde registra

desse sistema de aprendizagem e fez carreira sólida.

moto, conselheiro do Sindipeças,

prejuízos desde 2013.

a entidade está atenta às grandes transformações em curso na in-

BorgWarner Avança em Propulsão Elétrica

dústria da mobilidade e trabalha para “inocular o vírus da inovação

Marcopolo inaugura centro de fabricação de componentes

Os módulos de acionamento da BorgWarner simplificam sig-

Em janeiro, a Marcopolo iniciou as operações do seu novo

nificativamente o projeto de futuros acionamentos elétricos pu-

Centro de Fabricação de componentes e subconjuntos metálicos.

ros, e prevê-se que continuarão a fazê-lo nos próximos anos. En-

Com investimento total de cerca de R$ 70 milhões, dos quais

quanto o precursor? O módulo de acionamento elétrico (eDM)?

R$ 30 milhões já foram aplicados, a nova planta é a mais moder-

Já entrou em produção em série, o módulo de acionamento to-

na e avançada da companhia e visa a unificação da montagem de

talmente integrado (iDM) com eletrônica de potência especial-

componentes e subconjuntos metálicos que compõem as carro-

mente desenvolvida deve seguir como a próxima etapa lógica.

cerias dos ônibus, que eram executadas em diferentes sites, com

A família de produtos está disponível em três versões diferentes

oportunidade de melhoria em produtividade e sinergia.

(iDM XS, iDM S e iDM M) e é de fácil integração no eixo

Com área total de 19.600 m² de área construída, o novo

dianteiro ou traseiro de carros de passeio e veículos comerciais

nos associados”. Essa ação está

Centro de Fabricação contará inicialmente com 180 colabo-

leves, dependendo da arquitetura e da aplicação. Juntamente

inserida num contexto maior, que

radores e reúne o que existe de mais avançado em termos de

com veículos elétricos puros, a solução da BorgWarner também

é o programa Inova Sindipeças,

instalações, equipamentos e processos. O Centro de Fabri-

é adequada para veículos híbridos P4, onde o motor está locali-

baseado em cinco pilares: parce-

cação traz novos conceitos de produção que proporcionam

zado no eixo traseiro do veículo FWD. A solução integra eletrô-

rias com startups, parcerias com

renovação natural de ar por convecção (bem-estar térmico

nica de potência altamente eficiente com um avançado sistema

a academia, cultura de gestão da

para os colaboradores), telhado e revestimento lateral com

de transmissão e tecnologia de motor de acionamento líder de

inovação, indústria 4.0 e inovação

isolamento térmico, toda a iluminação por LED com dime-

mercado, apresentando a eficiente solução de estator bobinado

de produtos. “São passos funda-

rização (regulagem automática da luminosidade), propor-

da BorgWarner para formar um pacote compacto e escalável.

mentais para a competitividade”.

cionando menor custo e maior conforto visual e segurança.


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EDITORIAL

REVISTA BRASIL PEÇAS


44 • MERCADO • REVISTA BRASIL PEÇAS •

MERCADO

Cummins comemora seu centenário

KS amplia treinamentos para reparação de veículos

Randon Implementos é Top of Mind do Transporte

Nakata lança kits de planetária e satélites que atendem 130 aplicações

A Cummins comemora seu centé-

A Motorservice, responsá-

Randon é a primeira marca que

Ampliando o número de itens

simo aniversário ao longo do ano de

vel pela comercialização das

vem à mente de transportadores,

na linha de transmissão, a Nakata,

2019. Hoje a Cummins, que figura na

marcas KS Kolbenschmidt,

embarcadores e caminhoneiros autô-

fabricante de autopeças líder em

lista das 150 empresas mais bem-su-

Pierburg e BF no mercado

nomos de todo o Brasil quando o as-

componentes undercar, lança nova

cedidas da revista Fortune, emprega

de reposição, está amplian-

sunto é Implementos. A constatação

linha de produtos - kits de planetá-

cerca de 60.000 pessoas no mundo

do investimentos na capaci-

resulta de 2,3 mil questionários res-

ria e satélite para atender os princi-

todo e atende clientes em praticamen-

tação profissional de repara-

pondidos espontaneamente ao longo

pais modelos de eixo que equipam

te todos os países do planeta. Os pro-

dores de veículos e parcerias

de 60 dias pelos principais clientes

picapes, utilitários, micro-ônibus e

dutos da Cummins vão de motores a

com entidades do setor e,

do segmento rodoviário do país para

caminhões leves. São 14 lançamen-

Diesel e gás natural a plataformas hí-

com isso, deve aumentar ain-

definir os vencedores do prêmio

tos dirigidos a mais de 65 veículos,

bridas e elétricas, passando por peças

da mais a quantidade de trei-

Top of Mind do Transporte 2018.

que resultam em mais de 130 aplica-

para sistemas de motores, sistemas de

namentos e também a abran-

A escolha das marcas mais lembra-

ções, considerando as variações de

das nacionalmente em transporte ro-

cada veículo, como modelo e rela-

controle e tecnologias relacionadas,

gência. Em 2018, foram

doviário, segundo os organizadores,

ção de transmissão.

sempre desenvolvendo novos produ-

realizadas 82 palestras para

vem, majoritariamente, de empre-

Há kits de planetária e satéli-

tos e serviços de última geração.

mais de 4.500 reparadores.

sários (68%); 8% de embarcadores;

te para o Agrale 7500, TX1660,

As raízes da empresa datam de

Para estender o conhecimen-

4% de transportadores autônomos

TX1880; Ford Cargo 814, Cargo

1919, quando Clessie Cummins e

to a mais profissionais e es-

e 20% são outros profissionais do

815, Cargo 712, Ranger, F-250,

seu sócio, William G. Irwin, cria-

tar presente com ações nas

setor. Quanto às regiões, a pesquisa

F-350, F-1000, F-2000; GM Blazer,

ram uma companhia que foi uma

diferentes regiões do País,

registrou que 68% estão no Sudes-

S10; Iveco Daily, Scudato; Mar-

das primeiras a tirar proveito da re-

várias parcerias já estão fe-

te, 14% no Sul, 10% no Norte, 6%

copolo Volare A8; Mercedes-Benz

volucionária tecnologia desenvolvi-

chadas, entre elas, com o

no Centro-Oeste e 2% no Nordeste.

Sprinter, Mitsubishi L200; Toyota

da pelo engenheiro alemão Rudolf

Sindirepa-SP e CONAREM,

“Marca e reputação são construídas

Hilux; Troller; VW 8-140, 8-150,

Diesel, no final do século 19.

além da continuidade do con-

e precisam ser cuidadas. Nas Empre-

5-140, 5-150, 5-150 EOD, 9-150

sas Randon, este caminho vem sen-

EOD, 9-160 EOD, entre outros.

“A inovação tecnológica está no

vênio com o GOE – Grupo

coração do que fazemos. A Cummins

de Oficinas Especializadas.

é líder global em tecnologia com um

A primeira palestra gratuita

amplo portfolio de soluções de po-

é sobre “Inovação Tecno-

tência. Continuaremos inovando para garantir o sucesso de nossos clientes”, afirmou Tom Linebarger, CEO da Cummins Inc.

do trilhado com muita dedicação ao

Também conhecido como “con-

longo de sete décadas. Completamos

junto de reparo de caixa satélite”,

70 anos em janeiro (dia 21) e nosso

o kit de planetária e satélite é uti-

olhar sempre foi voltado ao mercado,

lizado na manutenção de eixos

lógica em Motor”, no dia

às pessoas, à qualidade do produto

diferenciais quando se constata

19 de março, das 18h30 às

e à permanente inovação”, afirma o

o desgaste dos componentes in-

21h30, no Senai Ipiranga,

presidente das Empresas Randon,

ternos da caixa satélite, com ex-

em São Paulo/SP.

David Abramo Randon.

celente relação custo-benefício.


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EDITORIAL

REVISTA BRASIL PEÇAS


46 • VENDA MAIS • REVISTA BRASIL PEÇAS •

A grande encruzilhada dos gestores de vendas hoje no Brasil Por Raul Candeloro vendeu; bateu a meta x não bateu a meta? Isso é muito pobre, limitado e uma forma muito amadora de gerir e dar feedback). Um gestor de vendas, mesmo bem intencionado, pode influenciar negativamente! * Taxas de descontos (não tem um aluno meu do GEC que não reveja isso no módulo de Rentabilidade e descubra abismado a quantidade de descontos dados desnecessariamente todos os meses – há anos!!!). * Taxa de atingimento de meta, que eu chamo de TAM. Quantos vendedores na equipe batem a meta?

Freepik.com

* Mix sendo trabalhado (produtos/serviços de maior agregado, produtos/serviços que demandam mais aprofundamento nas necessidades do cliente, vendas mais consultivas, combos com mais de um produto/serviço ou solução sendo oferecidos).

U

ma coisa dolorida sobre a qual pouca gente quer falar é o impacto negativo que gestores (diretores, gerentes, supervisores) de vendas têm não só no engajamento dos seus vendedores mas principalmente na rentabilidade e no alcance de metas da sua equipe. Isso acontece de várias formas e é dolorido de ver, pois os/as gestores são geralmente muito comprometidos, trabalham muitas horas além do normal, levam trabalho para casa o tempo inteiro (incluindo finais de semana) e isso tudo tem consequências físicas e psicológicas (stress, tensão, aumento de peso, ansiedade, irritação). É realmente duro trabalhar muito e não ter resultados. Nessas horas, por mais bem intencionado e energizado que um líder seja, chega uma hora que começa a se questionar. * É culpa mesmo do mercado? É culpa mesmo da concorrência? É culpa mesmo da equipe? A parte complicada aqui, e que precisamos estar muito alertas, é que todos estes ‘culpados’ são formas de justificar externamente um resultado negativo, abaixo da média, abaixo das expectativas ou simplesmente abaixo de um potencial claro que você enxerga de faturamento e rentabilidade. Trabalhar muito no problema errado é um problema. E os gestores fazem isso o tempo inteiro: olham para fora, tentando justificar uma situação que seria provavelmente melhor encaminhada se olhassem PARA DENTRO. A grande verdade é que a imensa maioria dos gestores comerciais no Brasil não teve preparação formal para assumir o cargo. Eram competentes em algum cargo anterior, esforçados, organizados e, principalmente, de confiança, receberam o desafio de liderar uma equipe de vendas e aceitaram esse desafio. Mas será que isso significa que estão realmente preparados

para lidar de maneira organizada, planejada, estratégica, profissional, com os principais desafios de um gestor comercial? Será que os gestores comerciais receberam a preparação adequada? Será que receberam realmente preparação adequada para fazer um planejamento estratégico comercial, incluindo todos os canais de vendas e cada um na equipe? Será que receberam realmente preparação adequada para definir quais são exatamente os indicadores de performance a serem monitorados, qual a frequência, como levantar essas informações com segurança, regularidade e agilidade, e depois usar esses dados de maneira inteligente, organizada e estratégica? Será que receberam realmente preparação adequada pra montar planos de remuneração que remunerem de verdade o que queremos? Satisfação de clientes e rentabilidade da empresa? Porque tenho encontrado em várias das nossas avaliações empresas que remuneram os vendedores para eles DAREM DESCONTO, NÃO VENDEREM MIX, NÃO PROSPECTAREM. E depois tem que ficar fazendo campanha para estimular a equipe a se mexer. Se a remuneração não está corretamente alinhada com PROCESSOS de venda, com indicadores chave e com as principais metas da empresa, pode ter certeza de que a equipe de vendas provavelmente está com custo bem mais alto do que deveria e a rentabilidade bem mais baixa do que deveria ser. Será que receberam realmente preparação adequada para dar feedback de maneira estruturada para a equipe, de maneira realmente organizada, inteligente, onde o/a vendedor/a sinta-se valorizado, mesmo quando lhe deem um puxão de orelhas? Quando o/a vendedor sai da reunião sabendo exatamente o que fez certo, o que não fez, o que precisa melhorar, o que precisa continuar fazendo, o que precisa começar a fazer, o que precisa DEIXAR de fazer? Feedback focado em ATITUDES, em PROCESSOS, em INDICADORES e não só em faturamento (Vendeu x não

Fonte: www.vendamais.com.br - A Comunidade de profissionais de marketing e vendas na internet.

* Valor médio ou ticket médio de compra (outra área que uma empresa pode facilmente melhorar seus resultados de maneira muito rápida) Você tem uma solução. Mas primeiro, precisa entender algo muito importante. Se você não fizer nada, só vai piorar. * Taxas de desconto não vão melhorar sozinhas. Só vão piorar. * Taxas de atingimento de metas não vão melhorar sozinhas. Só vão piorar. * Mix sendo trabalhado pelos vendedores não vai melhorar sozinho. Só vai piorar. * Valor médio de compra dos clientes não vai melhorar sozinho. Só vai piorar. * Gestão de carteira e de oportunidades não vai melhorar sozinha. Só vai piorar. * Taxas de fechamento não vão melhorar sozinhas. Só vão piorar. Se você não fizer nada, só vai piorar. Raul Candeloro é palestrante e editor das revistas VendaMais, Liderança e InvestMais, além de autor de vários livros de Vendas.


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SUSTENTABILIDADE

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Veículos elétricos terão competição Veículos elétricos podem não ter um futuro monopólio no transporte de baixa poluição se a Espanha for usada como parâmetro. Como exemplo, a distribuidora de eletricidade Naturgy Energy Group desfruta de crescimento de “dois dígitos” com o abastecimento de veículos comerciais que rodam com GNV (gás natural veicular), segundo o CEO Francisco Reynes. Enquanto a Tesla e a Nissan ganham manchetes com os carros elétricos que produzem, são as frotas comerciais que gerenciam de tudo, de vans de entrega a navios de cruzeiro, que estão recorrendo ao gás como combustível pouco poluente. Embora o mercado seja pequeno, respondendo por menos de 5% do negócio comercial da Naturgy, ele está se expandindo rapidamente e continuará a crescer enquanto os políticos exigirem emissões menores do setor, disse o executivo. “Está crescendo bastante rapidamente”, disse Reynes, em entreDivulgação

vista, no escritório da Bloomberg em Londres. “Está crescendo mais rapidamente no que diz respeito às grandes frotas e à instalação de equipamentos próprios em casa.”

Logística reversa para filtros de óleo é obrigatória

Durante décadas, algumas empresas modificaram motores tradicionais de carros e caminhões para que funcionassem com gás natural. O explorador de petróleo do Texas T. Boone Pickens promoveu a tecnologia, também defendida por Marco Alvera, CEO da operadora italiana de oleodutos Snam. O gás natural funciona como combustível para motores e é mais

Desde outubro de 2018, a logística reversa em diversos segmentos, entre os quais os filtros

limpo do que a gasolina -- ou do que o carvão, que fornece cerca de

usados do óleo lubrificante automotivo, passou a ser exigência técnica ambiental para a emissão

40% da eletricidade do mundo. Embora estudos tenham apontado que

ou renovação das licenças de operação no Estado de São Paulo, conforme determina a Decisão

os carros elétricos são mais limpos do que os que usam gasolina, a

de Diretoria CETESB n°076/2018/C. Em paralelo, a logística reversa dos filtros usados do óleo

maioria dos pesquisadores ignorou o gás natural.

lubrificante automotivo também é lei nos estados do Paraná, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul, sendo uma tendência condicioná-la ao licenciamento ambiental.

Reynes disse que existem poucas alternativas além do gás natural para as grandes frotas comerciais, que não podem esperar que a tecno-

Assim, fabricantes, importadores, comerciantes e distribuidores precisam se adequar e cumprir

logia das baterias melhore o suficiente para fazer funcionar os veículos

as metas gradativas de recolhimento e destinação ambientalmente adequada, tarefa que leva tempo

mais pesados. Além de vans e caminhões leves, a Naturgy também

e consome muitos recursos se realizada individualmente.

está registrando uma demanda crescente por gás natural em embarca-

“É preciso agir para evitar multas e empecilhos ao funcionamento da empresa”, afirma João Moura, presidente da Abrafiltros. “O principal impacto é que na fabricação, o filtro do óleo lubri-

ções, especialmente barcos de pesca que operam ao largo da costa da Galícia, no norte da Espanha.

ficante automotivo não é resíduo perigoso, mas passa a ser após o uso devido ao óleo lubrificante

Os veículos usam gás natural, que é armazenado a uma pressão de

contaminado. Por isso, necessita de tratamento adequado por empresas especializadas para ter

200 bars em um tanque cilíndrico especial, o que dá uma autonomia de

o descarte ambientalmente correto e cumprir a legislação de logística reversa, processo alheio à

cerca de 1.000 quilômetros, segundo a Naturgy. Isso o torna adequa-

finalidade das empresas fabricantes, importadoras e de comercialização”, complementa.

do para o transporte de longa distância e para uso intensivo. Reynes

Criado e gerenciado pela associação, o programa Descarte Consciente Abrafiltros reduz os in-

acredita que os carros elétricos ganham as manchetes por serem novos

vestimentos necessários e o tempo para cumprimento da legislação pelos associados, tendo por

e que os veículos movidos a gás natural são ignorados porque vêm

alvos principais fabricantes, importadores e distribuidores de filtros que comercializem produtos

ganhando terreno silenciosamente há anos.

com marcas próprias. “Através do programa, as empresas têm a vantagem de cumprir os percentuais de coleta em cada Estado com maior rapidez e economia, sendo o programa reconhecido pela eficácia e excelência junto aos órgãos ambientais. Por ser uma iniciativa de interesse de grupo, há diluição de custos, redução de pessoal e investimentos, o que beneficia todos os participantes”, comenta Marco Antônio Simon, Gestor de Projetos da Abrafiltros e coordenador do programa. governos as metas de descarte, contrata as empresas logísticas, monitora e apresenta os resultados. “Quanto maior a participação das empresas que fabricam, importam e comercializam filtros com marca própria, maior a abrangência geográfica e o volume de coleta”, complementa.

Divulgação

Ele explica que o trabalho das empresas também é reduzido, pois a Abrafiltros negocia com os


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MUNDO

REVISTA BRASIL PEÇAS

Vendas globais chegaram a 95,6 milhões de carros

Maiores montadoras

As vendas globais de carros de passeio ficaram estáveis em 2018, com crescimento singelo de 0,2%, para 95,6 milhões de veículos. Os dados são da Focus2Move. A consultoria aponta que a tendência positiva consolida a expansão dos últimos anos. A primeira metade do ano, aponta a empresa, apresentou crescimento robusto e fortaleceu projeções que indicavam um mercado mundial com recorde histórico de 100 milhões de carros. O segundo semestre, no entanto, frustrou as expectativas, com contrações em regiões importantes para o segmento, como Europa e Estados Unidos.

Produção industrial cai 14,7% na Argentina

Fotos: Divulgação

Grupo Volkswagen manteve o posto de maior montadora do mundo, com 10,8 milhões de emplacamentos

As cinco primeiras posições do ranking de montadoras que mais venderam veículos foram mantidas em 2018. O Grupo Volkswagen foi líder com 10,8 milhões de carros emplacados globalmente de todas as suas marcas. Com isso a organização alemã garantiu participação de 11,4% no mercado global. A Toyota aparece logo atrás, na vice-liderança, com 10,5 milhões de unidades entregues aos consumidores e fatia um pouco menor de market share, de 11,1%. Em seguida, na terceira colocação em vendas está a Aliança Renault-Nissan, que parece ter fechado o ano sem sentir nas vendas o impacto da prisão de seu maior executivo global, Carlos Ghosn. O conglomerado vendeu 10,3 milhões de veículos. Na quarta posição aparece a General Motors. Apesar de ter se sustentado entre as maiores montadoras, a companhia teve leve contração em seus negócios ao longo de 2018, de 2% para 8,7 milhões de unidades. Em quinto lugar no ranking aparece o grupo coreano Hyundai-Kia, com 7,5 milhões de carros negociados e o maior crescimento entre as cinco maiores fabricantes, de 3,2%. Nas posições mais distantes do ranking de vendas, a empresa que mais cresceu em 2018 foi a chinesa Saic. Apesar de ter ficado na 20ª posição entre as que mais vendem, a montadora ampliou suas entregas em 36% sobre o ano passado, se aproximando cada vez mais de emplacar 1 milhão de unidades em todo o mundo.

Em recessão desde o terceiro trimestre do ano passado, a Argentina teve ontem indícios de que a crise econômica está se aprofundando ainda mais. A produção industrial no país retrocedeu 14,7% em dezembro na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo dados do Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec). Foi o oitavo mês consecutivo de quedas crescentes e o pior resultado do setor no governo de Mauricio Macri. No ano, a indústria acumulou recuo de 5%. O órgão estatístico argentino divulgou que a construção civil registrou queda de 20,5% em dezembro na comparação com o mesmo mês de 2017. No país, o segmento da construção não é contabilizado dentro da indústria, como ocorre no Brasil. No ano, porém, a construção avançou 0,8%, impulsionada pelos resultados dos primeiros meses de 2018, quando as altas beiravam os 20%. A construção, principalmente as obras públicas, havia sido o grande motor do crescimento da economia argentina em 2017, quando o PIB avançou 2,9%. Logo após apresentar esse resultado, porém, o país começou a perder tração, com o aumento da taxa de juros nos Estados Uni-

dos – que tornou os investimentos americanos mais rentáveis e os de países emergentes, menos interessantes. Resultados fiscais ruins e um imposto sobre aplicações financeiras feitas por estrangeiros se somaram ao cenário que levou o investidor a fugir da Argentina. A consequência de tudo isso foi uma desvalorização do peso argentino superior a 50% e uma inflação de 47,6% no ano, além de projeções de uma queda do PIB de 2,5% em 2018.

Para 2019, economistas estimam novo recuo para o PIB argentino, que deverá ficar entre -1% e -1,5%. Brasil. O desempenho fraco da economia do país vizinho começou a prejudicar o Brasil no fim do ano passado. No quarto trimestre de 2018, a indústria brasileira recuou 1,1% na comparação com o mesmo período do ano anterior, em grande parte por causa da diminuição das exportações para a Argentina. Apenas as vendas da indústria automotiva caíram 48,1% em dezembro em relação ao mesmo mês de 2017.


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Mercedes-Benz aumenta em 70% as vendas da Sprinter A Mercedes-Benz inicia 2019 com um excelente desempenho de vendas da Linha Sprinter de veículos comerciais leves, formada por furgões e chassis com cabina para transporte de cargas e também por vans de passageiros. Ao longo de janeiro, foram emplacadas 978 unidades no País, o que significa um crescimento de 70% no volume de vendas em relação ao mesmo mês do ano anterior. Isso reafirma a liderança do segmento entre 3,5 e 5 toneladas de PBT com quase 40% de participação de mercado, três pontos percentuais a mais em relação aos 36% do final de 2018. “Demandas como distribuição urbana, e-commerce, ambulância, turismo e transporte executivo vêm puxando as vendas da

Mercado de implementos mantém recuperação

Sprinter desde o ano passado e a expectativa é que essas aplicações sigam aquecidas em 2019”, ressalta Jefferson Ferrarez, diretor de Vendas e Marketing Vans da Mercedes-Benz do Brasil. “A liderança em janeiro reafirma o êxito da nossa estratégia comercial, que busca entregar ao cliente da Sprinter muito mais do que um produto diferenciado. Em 2018, demos um salto expressivo

Ainda que também apresente desempenho positivo, o segmento de implementos leves, identificado pelas carrocerias sobre chassi, revela uma recuperação com bem menos ímpeto em relação aos pesados. Em janeiro, as associadas da Anfir entregaram 3,6 mil produtos da categoria, alta de 23,4% sobre as 2,9 mil unidades registradas um ano antes. “O momento do setor é de recuperação e sabemos que é um trabalho demorado porque a indústria de implementos rodoviários depende do desempenho da economia”, diz em nota Norberto Fabris, presidente da Anfir. “Enquanto a economia ligada ao agronegócio segue apresentando bons resultados, nos centros urbanos os negócios não estão girando no mesmo ritmo”, assinala e explica: “o reflexo desse descompasso é observado no total dos emplacamentos de implementos rodoviários”.

ao lançar, por exemplo, os planos de manutenção básico e completo do Mercedes-Benz Service Care, que trouxe redução média de 40% no custo de serviço para os clientes”. O Mercedes-Benz Service Care foi customizado para clientes de veículos comerciais leves, com suporte dedicado na área de Peças e Serviços da Fábrica e dos Concessionários. Com esse novo foco e formatação, os clientes começaram a perceber as vantagens, como a previsibilidade e a redução de custos operacionais, além da prestação de serviços na Rede, com peças e mão de obra especializada.

Divulgação / Mercedes

A indústria de implementos rodoviários inicia mais um período no caminho da recuperação, em continuidade ao desempenho que apresentou o ano passado. No primeiro mês de 2019, o mercado absorveu pouco mais de 8 mil equipamentos de transporte de carga, volume 50,4% superior ao mesmo mês de 2018, quando as entregas somaram 5,3 mil unidades. O balanço é da Anfir. A trajetória da retomada, a exemplo do mercado de caminhões, tem na categoria de pesados a principal aliada, reflexo do momento pelo qual atravessa o agronegócio. No mês passado, os 4,4 mil reboques e semirreboques negociados representaram alta de 83,7% na comparação com janeiro de 2017, período que registrou 2,4 mil unidades vendidas. O volume de equipamentos pesados entregue concentrou 54,8% das vendas totais.


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ESPAÇO AMAP

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Divulgação

O paradoxo do nosso tempo “Olho pro trânsito, olho o sinal, tá tudo engarrafado... Me diga as horas, eu vou embora, hoje eu ‘tô atrasado... ‘Tô atrasado, ‘tô atrasado, atrasado, atrasado...”

Por Fernando Tuga

T

odos os dias de manhã quando levo meus fi-

Multiplicamos nossos bens, porém reduzimos os

conformismo e do vitimismo. Já não percebemos mais

lhos para a escola, nós cantamos essa música

nossos valores;

a influência negativa dessa geração chata do “Politica-

do Marcelo Nova, grande sucesso dos anos 80.

Falamos demais, amamos de menos e odiamos muito;

mente Correto” e do “Mimimi” em nossas vidas. Deus

Trilha sonora atualíssima para o alienado mundo moder-

Aprendemos como ganhar dinheiro para viver, mas

nos acuda!!!

no que habitamos hoje; de vidas rápidas, onde o presente

não aprendemos a viver;

é tão urgente, onde o relógio parece nos controlar. Vive-

Adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos;

mantêm envoltos nessa cegueira branca. Temos que ter

mos escravizados em função do inescapável tempo que

Fomos e voltamos à lua, mas temos dificuldade em cruzar

coragem para reler nossa história a partir da ótica da vi-

nos molda e define a forma como nos relacionamos com o

a rua e encontrar um novo vizinho;

tória, da realização e do sucesso. Temos que unificar o

outro e interagimos com o universo ao nosso redor.

Conquistamos o espaço exterior, mas não o espaço interior;

que nos foi fragmentado. Precisamos reprogramar nossas

Necessitamos tirar as lentes dos nossos olhos que nos

Realizamos coisas maiores, mas pouquíssimas melhores;

mentes, repensar nossas atitudes e rever alguns concei-

dade atual. É gente demais, solidão demais, informação

Limpamos o ar, mas contaminamos a alma;

tos. Precisamos revalidar nossos projetos de vida e res-

demais, indiferença demais, ansiedade demais, depressão

Dominamos o átomo, mas não nosso preconceito;

significar o nosso tempo. Precisamos reaprender a amar,

demais... George Carlin, autor e ator norte-americano,

Escrevemos mais, mas aprendemos menos;

respeitar a convivência com a família e acreditar que a

uma vez manifestou o que seria O PARADOXO DO

Planejamos mais, mas realizamos menos;

felicidade também existe no “menos” e não só no “mais”.

NOSSO TEMPO¹:

Aprendemos a nos apressar e não a esperar;

Precisamos ser mais coerentes entre o que acreditamos e

Essa é uma dinâmica extremamente comum na socie-

Construímos mais computadores para armazenar mais

o que vivemos na prática, ter uma responsabilidade sus-

“Temos prédios demais, mas temperamentos mais curtos;

informação e produzir mais mensagens do que antes, mas

tentável no desenvolvimento de nossa sociedade.

Estradas mais largas, mas pensamentos mais estreitos.

nos comunicamos cada vez menos;

Gastamos mais e temos menos, compramos mais e

Estamos na era do ‘fast-food’ e da digestão lenta;

isso, ficar se equilibrando o tempo todo entre escolhas

aproveitamos menos;

Dos grandes homens de caráter pequeno, dos grandes

e consequências.

Temos casas maiores, porém famílias menores, mais

lucros e das relações vazias;

conveniências, porém menos tempo;

Essa é a era de dois empregos e dos muitos divórcios, de

Até a próxima!

Temos mais estudos e menos bom senso, mais

casas mais luxuosas e de lares desfeitos; Essa é a era das

Paz e Bem.

conhecimentos e menos capacidade de julgamento;

viagens rápidas, das fraldas e moral descartáveis;

Temos mais especialistas, mais remédios e menos saúde;

Dos relacionamentos de uma noite, dos corpos obesos,

Bebemos muito, fumamos muito, gastamos sem critérios,

das pílulas para tudo e do vazio existencial.”

Enfim, como bem definiu o filósofo Sartre: Viver é

porém rimos pouco; Dirigimos rápido demais, nos estressamos com frequência;

Essa é a contradição do mundo líquido moderno des-

Ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos

crito pelo sociólogo e filósofo Zygmunt Bauman. Esta-

muito cansados, lemos muito pouco;

mos sendo doutrinados a enxergar a vida sobre o ponto

Assistimos TV demais e raramente rezamos;

do vista do imediatismo, do egoísmo, do pessimismo, do

¹ Texto atribuído ao Dr. Bob Moorehead, pastor de uma igreja em Seattle, EUA.

Fernando Tuga - Presidente da AMAP-RJ Diretor Executivo da Comkit Diretor Executivo da Escola de Autopeças Gestor do Projeto Formação

www.amaprj.com.br


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Jornal Brasil Peças  

Março de 2019

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