Page 1

duplas Não antes de 17h Albert Montañés/Albert Ramos (ESP) vs. Thomaz Bellucci/Marcelo Melo (BRA)

simples João Souza (BRA) vs. Victor Hanescu (ROM)

Sozinho ou acompanhado

São Paulo • SP Segunda-feira 13 de de fevereiro de 2012

Brasileiros começam com vitória tanto na chave de duplas, com Bruno Soares, quanto na de simples, em que Ricardo Mello derrotou espanhol e agora será adversário de Thomaz Bellucci

terça é dos grandes Página 02

Coisa de criança Página 03

O

s brasileiros começaram com duas vitórias sua participação na chave principal do Brasil Open 2012, no Complexo Desportivo Constâncio Vaz Guimarães. Os dois tenistas do país que estrearam nesta segunda-feira – Ricardo Mello na disputa de simples e Bruno Soares na de duplas – saíram de quadra vitoriosos.

Dupla de Soares bate argentinos Antes do jogo de Mello, a primeira ocasião para a torcida vibrar foi nas duplas, em que Bruno Soares e seu parceiro norte-americano Eric Butorac, cabeças de chave número um, fizeram uma bela partida e derrotaram os argentinos Carlos Berlocq e Leonardo Mayer por 6/3 7/6 (3).

Semifinalista das edições de 2005 e 2011, quando o torneio era disputado na Costa do Sauípe, o paulista Ricardo Mello deu mais uma mostra de que se sente à vontade jogando em casa: não tomou conhecimento do espanhol Pere Riba, número 90 do mundo, e marcou 6/4 6/2 para avançar à segunda rodada.

“A quadra está ótima, com uma velocidade boa, e o público foi bacana; participou bem”, explicou Bruno, número 19 do ranking de duplas da ATP. “Teve um ponto no tiebreak que o Butorac fez uma mágica, e a torcida reagiu bem. São Paulo estava precisando de um evento assim. É uma cidade que merece.”

“Eu me senti muito bem em quadra. Como o saibro indoor é mais veloz e eu estou bem acostumado a jogar em quadras rápidas, minhas devoluções entraram bem. Fiquei feliz”, disse o 123º colocado do ranking da ATP, que na próxima rodada precisará dividir a atenção da torcida no Ibirapuera, já que enfrenta o compatriota Thomaz Bellucci, cabeça de chave número 4. “É uma ocasião muito legal. Uma pena que nos encontremos tão cedo, na segunda rodada, mas deve ser um grande jogo. Até hoje, todas as vezes em que nos enfrentamos foram partidas duras”, completou o paulista, que já enfrentou seu conterrâneo três vezes no circuito da ATP, com uma vitória e duas derrotas.

Nas outras duas partidas da chave principal disputadas na segunda-feira, resultados relativamente surpreendentes: número 51 do mundo, o espanhol Albert Montañés foi o primeiro cabeça de chave a ser eliminado, ao cair por 6/2 6/3 diante do italiano Filippo Volandri. Já o garoto espanhol Javier Martí, de 20 anos, fez bom uso do wild card (convite para a chave principal) que recebeu da organização do evento. O número 184 do ranking marcou 6/2 6/4 no português Frederico Gil, 87 do mundo, e se classificou para enfrentar seu compatriota Fernando Verdasco, que, como cabeça de chave número 3, saiu adiantado e inicia sua campanha na segunda rodada.


Terça-feira é de grandes nomes brasileiros e estrangeiros Além da estreia de João Souza, que fecha a rodada, segundo dia tem Thomaz Bellucci nas duplas e o duelo entre Fernando González e Igor Andreev

É um jogador talentoso, com golpes sólidos do fundo. Vai ser complicado

João Souza, Feijão, sobre seu rival na estreia. Victor Hanescu.

Com cinco jogos na quadra central, o segundo dia da chave principal do Brasil Open 2012 terá grandes nomes no Complexo Desportivo Constâncio Vaz Guimarães desde o início da rodada, ao meio-dia, até a noite. Enquanto aguarda seu adversário na chave de simples, em que sai adiantado direto na segunda rodada, o número um do Brasil Thomaz Bellucci inicia sua participação no torneio de duplas não antes das 17h, quando, ao lado do mineiro Marcelo Melo, encara os espanhóis Albert Montañés e Albert Ramos. Na sessão noturna, dois grandes jogos de simples: não antes das 19h, começa o duelo entre o chileno Fernando González, ex-top 5 que recebeu um wild card (convite) para disputar o torneio, e o russo Igor Andreev, ex-top 20 do ranking da ATP, que passou pelo qualifying. Para encerrar o dia, o brasileiro João Souza, o Feijão, estreia diante do romeno Victor Hanescu, que o eliminou na primeira rodada do Brasil Open de 2010, na Costa do Sauípe. “É um jogador muito talentoso, com golpes sólidos do fundo da quadra, principalmente a direita”, analisa Feijão, número 97 do mundo. “A quadra está muito boa, e estou motivado por jogar aqui no Brasil. Vai ser uma estreia duríssima, mas estou confiante.

Página 02

Quali define últimos nomes da chave principal As primeiras partidas desta segunda-feira serviram para definir os quatro últimos integrantes da chave principal. Na última rodada do qualifying, os quatro tenistas argentinos que estavam na disputa acabaram derrotados: o francês Jérémy Chardy passou por Facundo Bagnis com 6/4 4/6 6/2, enquanto o espanhol Rubén Ramírez Hidalgo marcou 6/4 7/6 (3) em Federico Delbonis. O chileno Paul Capdeville superou Máximo González por 5/7 6/3 6/2, e Andreev nem precisou terminar sua partida diante de Guido Pella, que desistiu quando o placar era de 5/5 no primeiro set.

Número 97 do mundo, Feijão é o segundo brasileiro a estrear na chave de simples, nesta terça-feira


Coisa de

criança Na véspera da abertura da chave principal do Brasil Open, astros como Bellucci e Simon fizeram a alegria da molecada no Kid’s Day Antes mesmo do início da chave principal do Brasil Open 2012, a quadra central do Ginásio do Ibirapuera ficou repleta de estrelas. No domingo, a programação incluiu um “treino” diferente. Tenistas como Thomaz Bellucci, Gilles Simon, João Souza, Bruno Soares e Carlos Berlocq deixaram de lado as preparações para o evento e fizeram a festa de cerca de 200 crianças de 8 a 13 anos que participaram do Kid’s Day. O evento foi marcado pela descontração e pela empolgação da criançada, que pôde ver de perto e, melhor ainda, bater uma bola com alguns de seus ídolos. Número 1 do Brasil e 38º do ranking mundial, Bellucci foi o mais assediado e retribuiu com diversos autógrafos e fotos. “É uma ocasião muito legal para nós também. Este contato com as crianças é especial. Eu mesmo, quando era menor, sempre quis fazer algo assim”, explicou o paulista de 24 anos. “A gente sabe que elas não têm muitas oportunidades de estarem perto de jogadores profissionais, então espero que isto fique marcado.” Quem também não tirou o sorriso do rosto durante a cerca de meia hora que esteve em quadra foi João Souza, o Feijão. “Adoro crianças. Ver os sorrisos nos rostos delas é muito valioso”, garantiu o paulista. “Quem sabe eles não se motivem ainda mais para seguir jogando?” Essa, aliás, é uma das ideias centrais do projeto, que foi coordenado em quadra pelo ex-tenista profissional Cesar Kist, hoje diretor de desenvolvimento da Confederação Brasileira de Tênis. Para ele, além do contato com as estrelas, o Play+Stay tem como objetivo facilitar o ensino e a prática do tênis desde cedo. “Usamos três tipos de bolas mais leves, de acordo com as idades, e quadras menores justamente para que as crianças curtam e aprendam pouco a pouco”, explicou Kist. “Tênis é diversão. O que a gente quer é que, ao final do dia, elas voltem para casa e mostrem ainda mais vontade de jogar tênis. Por isso estes eventos como o Brasil Open são importantes.” Com uma metodologia padronizada por diversas confederações em todo o mundo, o Play+Stay se divide em seis estações, cada uma com função diferente. Enquanto um grupo de cerca de 15 crianças batia bola com dois tenistas profissionais, outras jogavam entre si, faziam exercícios de coordenação motora ou atuavam em grupos de quatro e com bolas maiores, numa mistura de vôlei e tênis. A vez das crianças Os primeiros astros do circuito a entrarem em cena, ainda às 10h, foram o francês Simon, cabeça de chave 2 do Brasil Open, e o português Rui Machado. O número 12 do mundo, um dos mais simpáticos, até aproveitou a ocasião para conquistar o apoio de alguns torcedores mirins. “Adorei jogar com o Simon, ele é muito simpático”, disse Roberta Bolognesi, de 11 anos, fã de Rafael Nadal. Leonardo José Pereira, de 13, também destacou o momento ao lado do francês e do português e pareceu ter captado o intuito o programa. “Foi muito bom bater bola com eles. Deu vontade de jogar mais e mais”, completou o fã de Roger Federer e de Gustavo Kuerten. Mais tarde, Bellucci, Feijão e Soares encerraram a atividade, tiraram fotos no centro da quadra, enquanto Vinícius Abdo Girão comemorava o dia inesquecível e exibia sua grande bola de tênis repleta de autógrafos. “Tem de muita gente, hoje consegui o do Bellucci e do Soares. Foi muito legal.” Página 03


galeria bastidores

Pรกgina 04

Boletim do Brasil Open 2012  

Segunda-feira, dia 13 de fevereiro de 2012

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you