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Índice Editorial

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A hora de repensar os paradigmas e de mudar as estratégias

Fato concreto

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Volvo do Brasil ganha o prêmio nacional da qualidade (PNQ) pela quarta vez

Artigo

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Rolo 20 toneladas: excelência comprovada em compactadores

Capa

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Curitiba ganha primeira escola com certificação LEED Platinum do País

Canteiro de Obras

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Mega empreendimento inova ao optar por método ascensional na execução de obra

Expansão

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Muito além da crise

Máquinas e Equipamentos

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De olho no reaquecimento do mercado brasileiro, John Deere mantém investimentos

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Expediente: Editor: Alexandre Machado Jornalista: Katia Siqueira Comercial: Carlos Giovannetti, Sueli Giovannetti, Luís C. Santos Mídias Digitais: José Roberto Santos Projeto Gráfico e Editoração: Mônica Timoteo da Silva Endereço: Rua São Bento, 290 - 2ª sobreloja - Sala 4 Cep: 01010-000 - São Paulo - SP Telefone: (11) 3241-1114 / 3101-8675 Contato: redacao@brasilconstrucao.com.br A Revista Brasil Construção é uma publicação mensal de distribuição nacional, com circulação controlada, dirigida a todos os segmentos da indústria de construção imobiliária e industrial, ao setor público e privado de infraestrutura, à cadeia da construção envolvida em obras de transporte, energia, saneamento, habitação social, telecomunicações etc. O público leitor é formado por profissionais que atuam nos setores de construção, infraestrutura, concessões públicas e privadas, construtoras, empresas de projeto, consultoria, montagem eletromecânica, serviços especializados de engenharia, fabricantes e distribuidores de equipamentos e materiais, empreendedores privados, incorporadores, fundos de pensão, instituições financeiras, órgãos contratantes das administrações federal, estadual e municipal.

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Editorial

O Brasil atravessa um dos momentos mais críticos da sua história, com os fatores

políticos e econômicos afastando, de forma dramática, a confiança dos investidores em potencial, notadamente em novos projetos de infraestrutura. O longo período de recessão que atravessamos se traduz em uma dura retração no setor da construção. Os resultados negativos são percebidos, entre outros sinais, através do agravamento dos níveis de desemprego no setor. São 24 meses de demissão contínua, com a perspectiva de se chegar, ao final deste ano, com um recorde histórico no número de demissões na construção, ultrapassando a marca de 1,1 milhão de trabalhadores dispensados, desde o início da crise. A crise não se manifesta apenas na retração nos níveis de emprego, mas em toda a cadeia produtiva. Vejamos nas vendas de equipamentos para a construção, por exemplo. De acordo com a Sobratema – Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração, até o fim de 2016, a comercialização de equipamentos para construção deverá acumular uma queda de 45,1% em relação a 2015, com 14,4 mil máquinas vendidas, contra 26,2 mil unidades do ano anterior. Apesar desses indicativos, os principais analistas econômicos do País já começam a entender sinais de que nós finalmente chegamos ao fundo do poço e que não há outo caminho senão o de subida. Os juros de longo prazo começam a cair, a inflação passa a ser controlada, a disposição do governo em conter o endividamento interno gera forte mudança de humor do mercado. São fatores que prometem ganhar mais força nos próximos meses, acenando com uma promessa de mudança na conjuntura econômica. Mas, quando esse momento chegar, é preciso encontrar o “motor” da cadeia da construção aquecido e em pleno funcionamento. E isso vai exigir dos diversos players deste cenário grandes esforços na adequação dos seus custos, na melhoria contínua da qualidade, na qualificação do capital humano e nas condições de trabalho.

A hora de repensar os paradigmas e de mudar as estratégias Para estarem prontas para a retomada das atividades econômicas, é crucial para as empresas traçarem hoje as suas estratégias de ajustes, aproveitando o cenário de fim de crise como oportunidade de crescimento. São decisões que não podem ser tomada de um mês para outro. É necessário trabalhar de maneira antecipada, acreditar fortemente em um novo ciclo de desenvolvimento e, mais do que isso, estar preparado para quando esse momento chegar. É hora de repensar os paradigmas, rever os modelos e mudar as estratégias. Em épocas de crise, as empresas precisam ser mais flexíveis e ajustar sua produção e seus preços à demanda. Diante de um ambiente de negócios muito mais complexo, é preciso procurar saídas em um caminho de superação dos desafios, acompanhar o dinamismo do mercado, manter os projetos de inovação, aumentar a competitividade para ampliar as oportunidades. Nesse contexto, a evolução e a modernização são imprescindíveis e podem definir que empresas sobreviverão à crise e quem ficará para trás. Carlos Giovannetti, diretor editorial

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Fato Concreto

Volvo do Brasil ganha o prêmio nacional da qualidade (PNQ) pela quarta vez A Volvo do Brasil conquistou pela quarta vez o Prêmio Nacional da Qualidade (PNQ), o maior reconhecimento concedido no País a uma organização que mantém uma gestão constante pela qualidade. A Volvo é a única montadora de veículos e também a única empresa do setor industrial brasileiro a receber esta premiação por quatro vezes. A Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), organizadora do PNQ, também distinguiu a Volvo este ano na recém-criada categoria Magna Cum Laude (Com Grandes Honras, em latim). Este título é concedido exclusivamente para as organizações que conquistam a premiação duas vezes consecutivas, uma prova evidente que a Volvo mantém o padrão de excelência. “Ganhar o PNQ pela quarta vez e por duas vezes seguidas comprova nosso contínuo esforço para a manutenção da excelência. Reforça nossa posição de empresa de classe mundial, contribui para nos tornar mais competitivos e ainda beneficia nossos clientes com produtos, serviços e atendimento de alta qualidade”, afirma Wilson Lirmann, presidente do Grupo Volvo América Latina. “É mais um reconhecimento que auxilia no nosso crescimento sustentável”, complementa Carlos Morassutti, vice-presidente de RH e Assuntos Corporativos do Grupo

Volvo América Latina. Ele diz que o MEG (Modelo de Excelência em Gestão) da FNQ foi efetivamente adotado e é parte importante da estratégia de negócios da empresa. “Receber o PNQ pela quarta vez é um marco em nossa história. A Volvo sempre se empenhou no Brasil para manter e ampliar a qualidade da sua gestão. A qualidade está em nosso DNA e é um dos três valores fundamentais da companhia, ao lado da segurança e do respeito ao meio ambiente”, declara o executivo. A Volvo mantém o MEG com ações constantes e com firmeza de propósitos. O trabalho começou em 2003, quando a empresa escolheu os critérios da FNQ como parâmetro para suas ações de gestão e implementou uma série de ações nesta área. Subsidiária da sueca Volvo, um dos maiores grupos industriais do mundo, a unidade brasileira já tinha

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uma prática voltada para a qualidade. Esta jornada havia iniciado em 1987, quando adotou no Brasil o “Método Juran para qualidade”. Em 1996, tornou-se a primeira planta fabril da Volvo Trucks em todo o mundo a conquistar a certificação ISO 9001. A certificação ISO 14001 veio em 2000. “A gestão pela excelência contribui para a inovação de nossos produtos, melhora nosso desempenho em diversas áreas e beneficia não somente a Volvo, mas também toda a cadeia produtiva e para todos os públicos relacionados aos nossos negócios”, declara Ivilásio Coelho, gerente de Sistemas de Gestão do Grupo Volvo América Latina, lembrando que a empresa também incentiva seus parceiros a aplicar os fundamentos da excelência. A Volvo conquistou o PNQ pela primeira vez em 2009, tornando-se a primeira montadora de caminhões a receber esse reconhecimento,


Brookfield vê oportunidades em novas concessões

também amealhando o prêmio em 2012 e 2015. Em 2008, quando se candidatou pela primeira vez, já havia recebido a premiação “Destaque em Processos”. A Volvo é constantemente reconhecida como uma das melhores empresas em diferentes áreas do setor automotivo. Foi considerada a Montadora de Veículos Comerciais do Ano pelo Prêmio Autodada nos últimos três anos; foi eleita a marca mais desejada pela Fenabrave em 2013, 2014 e 2015; recebeu o Prêmio Lótus de Montadora do Ano e Caminhão Pesado do Ano em 2015 e 2016; foi considerada a empresa Mais Sustentável do setor automotivo pelo Guia Exame Sustentabilidade em 2014 e 2015; e está entre as 10 melhores empresas para se trabalhar no País desde 2005. No Brasil, o Grupo Volvo produz em seu complexo industrial de Curitiba caminhões pesados e semipesados; chassis de ônibus rodoviários e urbanos convencionais, articulados, biarticulados e híbridos; motores a diesel e caixas de câmbio eletrônicas. Na fábrica de Pederneiras, em São Paulo, produz carregadeiras, escavadeiras, compactadores de solo e caminhões articulados.

A Brookfield Infraestructure Partners (BIP), braço de infraestrutura da gestora canadense, vê oportunidades no Brasil, especialmente no Programa de Parceria de Investimentos (PPI). “O governo brasileiro anunciou um programa de infraestrutura de larga escala [PPI], que inclui R$ 5 bilhões em projetos associados à concessões que nós já temos”, disse a companhia, em carta aos acionistas publicada na sexta-feira, junto do balanço do terceiro trimestre do ano. Segundo a companhia, ainda que as oportunidades estejam em estágios iniciais, “acreditamos que nossos negócios estão bem posicionados para assegurar uma fatia significativa dos projetos.” Apenas neste ano, a Brookfield já fechou acordo para a aquisição de 90% da Nova Transportadora do Sudeste (NTS) da Petrobras, em um acordo de US$ 5,2 bilhões. A companhia, que faz parte de um consórcio com outros fundos de investimento, deve desembolsar no mínimo US$ 825 milhões no negócio. A gestora canadense pretende fechar o negócio até o fim do ano. No fim de outubro, a companhia também participou de consórcios que ficaram com 1.400 km de linhas de transmissão em um leilão realizado pelo governo. Os investimentos nesses ativos são estimados em R$ 1,7 bilhão, sendo que a parte da Brookfield soma R$ 100 milhões. Na carta aos acionistas, a Brookfield afirmou ainda que os negócios de logística no Brasil foram afetados ne-

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gativamente pela redução dos volumes transportados de produtos agrícolas, por causa das condições desfavoráveis de hidrologia no Nordeste. “Enquanto esperamos que essas condições pressionem o crescimento do volume pelos próximos dois trimestres, estamos satisfeitos com o progresso excelente que os negócios estão obtendo no programa de expansão e crescimento de longo prazo”, disse a companhia. Os negócios da Brookfield nesse segmento de logística estão bem posicionados para capturar o crescimento do mercado nos próximos anos, “enquanto utilizamos a capacidade adicional que foi recentemente construída.” O projeto de expansão no Terminal Multicargas da VLI no Porto de Santos, da qual a Brookfield é sócia, está com 95% das obras concluídas, e as atividades de comissionamento já tiveram início. A companhia espera que o projeto esteja totalmente operacional até o fim do ano. O potencial total do terminal deve ser alcançado no segundo trimestre do ano que vem, quando as atividades de dragagem forem concluídas. A Brookfield Infraestructure informou na sexta que seu lucro líquido caiu 36,6% no terceiro trimestre, para US$ 78 milhões. A receita da empresa somou US$ 522 milhões, avanço de 11,5%. No balanço, a empresa destacou que “o aumento da participação em nossas atividades de transmissão de gás natural na América do Norte e de rodovias pedagiadas no Brasil, e contribuições de várias aquisições que impactaram positivamente os resultados durante o período”.


Fato Concreto

CAF cria fundo para financiar concessões Engajado na diversificação das fontes de financiamento para o programa de concessões em infraestrutura, o governo acaba de ganhar um importante aliado. A Corporação Andina de Fomento (CAF), rebatizada recentemente como Banco de Desenvolvimento da América Latina, e o BNP Paribas Asset Management Brasil acertaram a constituição de um fundo de investimentos voltado para o setor. O capital do fundo deverá chegar a R$ 1 bilhão, segundo as duas instituições, e esse valor será aplicado em uma carteira de debêntures incentivadas. A ideia é ter um aporte inicial da CAF e do BNP Paribas, que ficaria em cerca de 10% do montante esperado, e sair em busca de recursos que possam ser captados com investidores institucionais no exterior, como fundos soberanos e de pensão. Para os investidores, a vantagem é contar com esse respaldo institucional – uma agência multilateral com grau de investimento e um banco com expertise no financiamento de projetos na área de infraestrutura. De acordo com Victor Traverso, assessor especial da CAF para infraestrutura, o fundo será registrado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e deve estar operando no segundo trimestre de 2017. “Obviamente ajudará os empreendedores a montar uma estrutura financeira menos dependente do BNDES “, diz Traverso, lembrando que o banco de fomento brasileiro reduziu sua participação nos empréstimos para as próximas con-

cessões. A criação do fundo foi anuncia no seminário “Infraestrutura e Desenvolvimento do Brasil”, que é organizado pelo Valor. O evento é patrocinado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e tem apoio da CAF. As debêntures incentivadas, que têm isenção de Imposto de Renda para quem compra esses papéis, são uma das apostas do governo para diminuir o peso do crédito subsidiado do BNDES nas novas concessões. Quanto maior for a participação das debêntures, mais o banco estatal oferece em empréstimos balizados pela TJLP. O problema nessa equação é justamente a falta de um mercado robusto, no Brasil, para absorver os papéis. Por isso, a constituição de um fundo que “caça” recursos de estrangeiros se encaixa com perfeição nos planos oficiais. O fundo comprará as debêntures dos projetos no Brasil. O mecanismo é inspirado em fundos similares criados pela CAF em outros dois países sul-americanos. Na Colômbia, primeira experiência

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do banco, a intenção foi apoiar investimentos no 4G – programa de concessões que abrangia 8 mil quilômetros de rodovias. O segundo fundo acaba de ser erguido no Uruguai. Para Luiz Eugenio Junqueira Figueiredo, responsável pela área de investimentos alternativos do BNP Paribas, há apetite dos estrangeiros para injetar recursos no Brasil. “Vemos diversos investidores de longo prazo no exterior que têm o segmento de infraestrutura como um foco para as suas aplicações”, diz Figueiredo. O que faltava, segundo ele, era estabilidade política e um processo de ajuste da economia. “Isso agora está em andamento.” Fundada nos anos 1970, a CAF tem 19 países com participação acionária – Espanha e Portugal são os únicos de fora da América Latina. O BNP Paribas Asset Management Brasil tem mais de R$ 45 bilhões de ativos sob sua gestão, o que o coloca hoje entre as dez maiores gestoras do país.


Intech Engenharia passa a integrar grupo francês Entrepose Criado em 1935 e com operações em mais de 300 países, o grupo francês Entrepose adquiriu a INTECH Engenharia. A negociação foi finalizada no primeiro semestre deste ano e significa que a empresa brasileira passa a fazer parte da divisão de negócios ligados à construção e perfuração na estrutura da corporação francesa. Dentro do grupo Entrepose, subsidiária do Grupo Vinci desde 2006, a INTECH fica debaixo do guarda chuva de projetos, construção e operação de infraestrutura em subsolo (Entrepose Drilling). A presença no Brasil não é novidade para a Entrepose, pois sua controladora – a gigante francesa Vinci – já opera no país através da Vinci Energies do Brasil e duas de suas subsidiárias, a Actemium (antiga Cegelec) e a Omexom (antiga Orteng). Com a aquisição da INTECH Engenharia, o escopo é ampliado. Por outro lado, a empresa brasileira já tinha um histórico de atuação com o grupo francês: projetos de perfuração horizontal direcional (HDD) no Brasil e no exterior com a HDI, empresa que integra a conglomerado europeu desde 2014. A parceria com a HDI, no entanto, acontece há mais de 20 anos. “Como integrante da Entrepose, a INTECH dá um salto significativo, ao ganhar musculatura financeira para ampliar seus negócios, principalmente na América Latina”, avalia Carlos Pimenta,diretor Superintendente da INTECH Enge-

nharia. Tecnicamente, a integração também mostra uma grande sinergia, segundo ele. Desde a aquisição, a empresa sediada em São Paulo já tem trocado informações com as outras subsidiárias da Entrepose no Brasil. A Rio Oil & Gas é o primeiro evento conjunto. Para Pimenta, a integração da empresa ao grupo francês foi antecedida de sua expansão de escopo: reconhecida pelos projetos sofisticados de implantação de HDD e de técnicas diferenciadas como aproximação de praia (shore approach) para a indústria de óleo e gás, a INTECH avançou para uma oferta completa de implementação de projetos na área de infraestrutura de petróleo e gás, energia, mineração e de outros segmentos, atuando em construção e montagem de dutos, estações de regulagem e medição de gás, serviços de manutenção em dutos, intervenções em dutos em carga (trepanação), entre outras. A empresa brasileira também representa a Seal for Life, marca que reúne vários sistemas de proteção mecânica contra corrosão para empreendimentos de infraestrutura, e é especializada na aplicação desse tipo de materiais.

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Projeto brasileiro de construção de baixo custo para pequenos produtores ganha prêmio na Itália Um protótipo de construção de baixo custo para pequenos produtores do Estúdio Flume foi o vencedor da edição 2016 do prêmio Call for Solutions, promovido pela Fondazione Giacomo Brondolini, da Itália. Participaram projetos de todo o mundo, e critérios como o potencial para a criação de impacto positivo, o envolvimento entre comunidade local e ecossistema e a potencialidade de replicação foram levados em consideração. O projeto entrará agora num período de incubação de três meses para ser desenvolvido. O projeto brasileiro foi escolhido por oferecer um primeiro passo para desenvolver indivíduos e comunidades autossustentáveis e auxiliar na erradicação da pobreza em sua origem. A equipe do Estúdio Flume observou as diversas funcionalidades do Babaçu, planta comum em regiões de forte êxodo rural, que oferece a madeira que reveste e protege a construção e serve como base para atividades econômicas como a extração de óleo e a fabricação de sabão. São três os pilares do protótipo, (1) o uso de matérias-primas locais, de fácil acesso e baixo custo (2) a agilidade na construção, que leva duas semanas e é modular, permitindo o crescimento das unidades e sua fácil replicação e (3) o armazenamento de água das chuvas durante a estação úmida.


Fato Concreto

Novos prefeitos apostam em parcerias e concessões Ao assumirem seus cargos, em janeiro, os prefeitos eleitos ou reeleitos dos 5.570 municípios brasileiros terão como um de seus principais desafios melhorar a infraestrutura das cidades. Apenas para resolver os problemas de transporte público nas 15 principais regiões metropolitanas brasileiras seriam necessários investimentos de R$ 235 bilhões. Na Região Metropolitana de São Paulo, os congestionamentos causam prejuízo anual de R$ 53,4 bilhões, equivalentes a 5,6% do PIB metropolitano paulista, segundo estudo da Federação das Indústrias do Estado de Rio de Janeiro (Firjan). Para tirar milhões de cidadãos do escuro, é preciso instalar 1,7 milhão de pontos de iluminação pública. Isso sem contar que, a cada chuva forte, milhares de pessoas ficam horas sem energia elétrica por problemas de infraestrutura urbana. Dos 41 mil km da rede elétrica da capital paulista, apenas três mil km são subterrâneos. Segundo a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), até 2022, serão necessários R$ 4,5 trilhões em obras de infraestrutura e desenvolvimento urbano no país. Um montante de que as prefeituras não dispõem, menos ainda em fase de crise econômica. “Os doze primeiros meses de governo dos novos prefeitos não serão nada fáceis”, afirma o economista Cláudio Frischtak, diretor da

Inter.B Consultoria Internacional de Negócios. “Com exceções, os municípios terão grande dificuldade para investir, por causa da situação econômica do país.” Para driblar a falta de recursos e atender as demandas da população, especialistas recomendam um novo olhar sobre a administração pública, com a gestão colocada acima de interesses políticos. “Não dá mais para pensar na política como prioridade em relação à eficiência administrativa”, diz o cientista político Rubens Figueiredo. Segundo ele, a primeira medida dos novos prefeitos é elaborar um mapeamento e um cronograma de ações para contemplar todas as áreas da administração. “O fundamental é fazer aquilo que é o básico: saúde e educação. Nesses casos, muitas vezes uma gestão mais moderna e eficiente ajuda muito. E fazer uma seleção dos investimentos necessários mais urgentes”, diz Figueiredo, citando o caso dos resíduos sólidos. “Existe um número enorme de cidades nas regiões metropolitanas que simplesmente não têm onde colocar lixo”, diz. Como boa parte do orçamento municipal é consumido pela folha de pagamento do funcionalismo e gastos obrigatórios com saúde e educação, as parcerias público-privadas (PPPs) e as concessões são alternativas apontadas para diminuir os gargalos em infraestrutura. “O poder público se mete em áreas nas

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quais deveria passar longe. Faltam médicos e remédios, mas a Prefeitura de São Paulo é feliz proprietária de um autódromo”, diz. O prefeito eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), já anunciou que pretende privatizar o Autódromo de Interlagos e o Anhembi. Para atacar o problema da mobilidade, um dos principais entraves estruturais, Doria promete, entre outras medidas, modernizar os atuais corredores de ônibus com funções de Bus Rapid Transport (BRT), como cobrança do bilhete antes do embarque e obras para permitir a ultrapassagem dos veículos. As parcerias e os consórcios entre municípios são outras alternativas que devem estar no radar dos novos dirigentes municipais. Muitas vezes um município sozinho, em especial os menores, não tem como arcar sozinho com um investimento em infraestrutura que também pode beneficiar o seu vizinho, como um aterro sanitário, por exemplo. Além disso, o consórcio intermunicipal aumenta a força política dos prefeitos para pleitear recursos estaduais e federais. A formação do consórcio ainda representa um ganho em escala, o que atrai mais investimentos nas PPPs. “Um município pequeno, sozinho, pode despertar pouco interesse dos investidores. Mas isso muda quando ele se junta a outros, pois há um ganho em escala nos contratos”, explica Frischtak.


O planejamento estratégico pode ajudar a executar obras caras, como o transporte de passageiros sobre trilhos. Uma delas envolve aproveitar antigas malhas ferroviárias que cortam as áreas urbanas e que estejam desativadas ou subutilizadas. É o caso de São José do Rio Preto (SP). O prefeito eleito, Edinho Araújo (PMDB) pretende viabilizar um novo anel ferroviário para o transporte de cargas fora da cidade e aproveitar os trilhos da malha atual – que cruza o perímetro urbano – para o transporte de passageiros, com a construção de um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Com 450 mil habitantes, Rio Preto, como outras cidades médias, enfrenta graves problemas

de mobilidade urbana, por conta do crescimento acentuado da frota de veículos nos últimos anos. “Pagamos um preço muito alto pela paixão cultivada pelo automóvel nas última décadas”, afirma o prefeito reeleito de Teresina (PI), Firmino Filho (PSDB). Com 830 mil habitantes e mais de 400 mil veículos circulando nos horários de pico, a mobilidade é um dos grandes problemas da capital do Piauí. “O número de carros triplicou em dez anos”, diz Firmino. Segundo ele, um dos grandes entraves para os investimentos em infraestrutura urbana é o cobertor curto para cobrir as despesas e investimentos. “Apenas a saúde e a

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educação consomem 60% das receitas municipais”, diz Firmino, que tenta tirar do papel um plano de corredores de BRT para ligar o centro aos bairros de Teresina, total de 25 km de vias exclusivas. Em Salvador (BA), o também reeleito ACM Neto (DEM) espera entrar no segundo mandato com R$ 408 milhões financiados pela Caixa para as obras do BRT de Salvador. Na primeira etapa estão previstos 11 km de BRT que, diz o prefeito baiano, serão integrados ao metrô. De acordo com ele, no primeiro mandato foram realizadas obras em 23 pontos críticos de trânsito na capital baiana.


Artigo

Rolo 20 toneladas: excelência comprovada em compactadores por Juliano Gewehr

Com mais de 100 anos de experiência, a marca Hamm, do Wirtgen Group (Wirtgen, Vögele, Hamm, Kleemann e Ciber), possui mais de 125 modelos de rolos compactadores em seu portfólio, comprovando seu know-how. A marca possui conhecimentos práticos de excelência em rolos. Devido sua elevada capacidade de suporte de carga, os rolos compactadores Hamm possuem características

como eficiência em consumo de combustível, qualidade na compactação, elevada produtividade e operação confortável para ao operador. Dentre os compactadores com maior custo-benefício, destacase a categoria 20 toneladas. Nesta categoria, há dois modelos: rolo 3520 com cilindro liso e o rolo 3520 P cilindro com pata. Com os rolos 20 toneladas, há possibilidade de substituição

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de dois rolos de menor peso e uma economia de até 40% em grandes obras. Todos os compactadores Hamm possuem completo suporte de serviços, técnicos qualificados e um amplo estoque de peças em todas as revendas autorizadas no Brasil, já que o Wirtgen Group faz questão de estar próximo de seus clientes e obras, possibilitando o mais ágil atendimento com oficinas


equipadas com estruturas próprias, técnicos e amplo estoque de peças, de modo que o equipamento fique o menor tempo possível parado. O rolo 3520 P possui, de fato, alta produtividade de adensamento. Em estudo comparativo realizado em duas obras na Avenida Dr. Antônio João Abdalla, em Cajamar, e na Rodovia dos Tamoios, em Paraibuna, no interior de São Paulo, foram comprovadas seu desempenho e economia. Os rolos 20 toneladas são essenciais em obras, pois sua velocidade acompanha a velocidade da recicladora, os benefícios dos rolos 20 T são muitos, como por exemplo, os rolos compactadores vibratórios de um cilindro Hamm, que comparado, em Cajamar, com dois modelos de marcas distintas (destacados como “A” e “B”) obteve ótimos resultados. Em um trecho experimental de 80 metros de comprimento por 12 de largura, composto por solo coesivo de 39% de silte, 26% de areia e 35% de argila com espessura de 30 a 40 centímetros, e 13,2% de umidade; o desempenho dos rolos foi realizado por meio dos critérios de performance de compactação, consumo de combustível e fechamento superficial em processo de compactação feito pelo método de Hilf e os ensaios estiveram a cargo dos laboratoristas da Alpha Engenharia Consultoria Ltda; o fechamento foi registrado fotograficamente, além da verificação do aspecto da passada e do acabamento superficial das patas na base da pista para cada equipamento. O Hamm 3520 P obteve resultados superiores a todos os concorrentes. No trecho com 30 centímetros de espessura, obteve desempenho superior aos demais modelos com um menor número de passadas. Já na espessura de 40 centímetros, somente o rolo 3520 P trabalhou nessas condições, pois os equipamentos modelos A e B não trabalham nessas condições, não atendendo à demanda. No consumo de combustível, o rolo 20 T comprova o porquê de ser reconhecido pela economia: ambos concorrentes consumiram mais combustível por hora, o “modelo A” 11,8% e “o modelo B” 9,1%. No fechamento, o Hamm 3520 P possui 15% e 7% a mais de número de patas, respectivamente, garantindo maior área de contato com o solo, possibilitando a potencialização da compactação.

Juliano Gewehr, especialista de produto e aplicações da Ciber Equipamentos Rodoviários

Detalhamento dos rolos testados

Resultados trecho com 30 centímetros de espessura

Resultados trecho com 40 centímetros de espessura

Já na Rodovia dos Tamoios, o Hamm 3520 P foi testado em relação a um modelo concorrente, comparando rolos compactadores vibratórios. Os equipamentos ficaram em paralelo na borda externa direito e no eixo da pista, avaliando a performance

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Artigo de compactação e o consumo de combustível. No trecho com 180 metros de comprimento por 12 de largura e umidade de 16,1%, era composto por brita, no subleito, com adição de água em 30 centímetros de profundidade e adição de cimento. Os testes de campo foram realizados com verificação da densidade das amostras coletadas pelo método do frasco na areia e os ensaios de compactação foram feitos pelos laboratoristas do Consórcio Encaso-S. A Paulista, o fechamento também contou com registro fotográfico, com foco nos aspectos das duas passadas para verificar o acabamento superficial das patas na base para cada equipamento. Assim como no primeiro teste, rolo Hamm 3520 P também obteve desempenho superior ao modelo concorrente, atingindo performance de 20% de compactação superior, além de economia de 4 passadas no mesmo trecho da pista; o rolo 3520 P

também consome 21% a menos de diesel em relação ao concorrente, provando, mais uma vez, o knowhow em rolos compactadores da marca Hamm.

Detalhamento dos rolos testados

Resultados

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Capa

Curitiba ganha primeira escola com certificação LEED Platinum do País A capital do Paraná ganha a primeira escola com certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), no nível Platinum, do Brasil. O uso de tecnologias inovadoras e soluções simples para a racionalização do consumo na Unidade de Ensino do SENAC Portão vão proporcionar economia de até 52% em energia elétrica e 42% em água. Brasil Construção

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O Green Building Council (GBC) certificou, em agosto último, a Unidade de Ensino do Senac Portão de Curitiba (PR), com a LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) no nível Platinum, construída pela RAC Engenharia. Dessa forma, o estabelecimento passa a ser oficialmente a primeira instituição de ensino do País com esse nível de certificação. Ao todo, o empreendimento obteve 82 pontos. Segundo o diretor da RAC Engenharia, Ricardo Cansian, a certificação LEED Platinum agrega as mais altas pontuações em relação às construções sustentáveis e tem como característica o uso inteligente de recursos naturais, a otimização dos materiais e a eficiência de equipamentos instalados na edificação.

Até o momento, a edificação, detém a maior instalação de placas solares para geração de energia junto à Copel, conforme registro de micro e mini geração da Agência Nacional de Energia Elétrica - NEEL. O sistema fotovoltaico implicará numa economia de até 52% em energia elétrica. Cansian ressalta que para alcançar este alto nível de sustentabilidade é primordial implantar esse conceito desde a concepção do projeto até a execução da obra. “Além de reduzir os impactos ao meio ambiente, o uso de tecnologias inovadoras e mesmo de soluções simples para a racionalização do consumo na Unidade de Ensino do SENAC Portão vão gerar economia que pode chegar a até 52% em energia elétrica e a até 42% em água”, destaca.

De acordo com o executivo, o principal item para esta redução de custos é a geração de energia através de 228 placas solares instaladas na cobertura da edificação, totalizando uma área de 370 m² de painéis fotovoltaicos, sendo esta até o momento a maior instalação junto a Copel, conforme registro de micro e mini geração da ANEEL. Segundo Cansian, o sistema vai funcionar da seguinte maneira: os painéis vão captar a radiação solar e transformar em energia que vai abastecer a edificação. Quando a escola não estiver em uso ou tiver baixo consumo, seja em feriados ou finais de semana, a energia produzida será injetada na rede elétrica da Copel gerando créditos ao Senac, que serão abatidos na fatura mensal. “Estimamos que Placas solares instaladas na edificação

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Capa o retorno sobre investimento de todo o sistema se dará em aproximadamente 7,5 anos”, revela.

Uso inteligente De acordo com Cansian, essa economia se dará não apenas pela geração de energia, mas também pelo uso inteligente da iluminação, que dispõe de 2,5 mil lâmpadas de LED com fotocélulas instaladas na área externa (em fachadas, postes e balizadores externos) e nas próprias salas de aula, que ainda contam com sensores de iluminação que desligam automaticamente após um período programado ou são acionadas quando identificado algum usuário nas instalações do prédio. “Além disso, foram instalados circuitos de iluminação individualizados, o que permite controlar o nível de iluminação e sombra em cada parte do ambiente”, destaca Cansian. O gerente de projetos da Petinelli, empresa que liderou os trabalhos de consultoria ambiental do empreendimento para a certificação, André Belloni, ressalta ainda que as salas de aula foram projetadas de modo que sempre haja a possibilidade do uso da ventilação natural, promovendo conforto térmico no maior número de horas durante o ano e diminuindo a necessidade de uso do ar condicionado. “A climatização do prédio também é um diferencial, já que usa um sistema central inovador com equipamentos de altos índices de eficiência que conseguem ser

Foram instaladas 2,5 mil lâmpadas de LED

Economia de água pode chegar a 42%

programados e acionados conforme a demanda de cada ambiente”, pontua Belloni. Quanto à racionalização do consumo de água, foi instalada uma cisterna para captação de 3,6 mil litros de água da chuva, conforme exigência da legislação municipal. A água captada será direcionada para torneiras instaladas na parte externa da edificação, no estacionamento e no gramado, e utilizadas para

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a limpeza de calçadas e piso externo. “Também optamos por colocar torneiras com arejadores e vasos sanitários com bacias acopladas com descarga de duplo fluxo de acionamento que contribuem para um consumo mais racional”, pontua Belloni. Cansian, lembra ainda que, para se habilitar à certificação LEED Platinum, a compra de materiais e a gestão do canteiro de obras são fundamentais, e


para isso foram criadas equipes multidisciplinares de monitoramento e elaboração de relatórios mensais de controle. Para os materiais, foram priorizados os com baixa emissão de poluentes, como vernizes e colas, e somente usadas madeiras com certificados ambiental e de manejo. “Na parte de gestão para a execução dos trabalhos, você tem que garantir que todos os resíduos que são gerados na obra sejam separados e enviados para locais que proporcionam a destinação correta, desde caliças provenientes de demolições até restos de materiais. Outros cuidados precisam ser tomados na rotina da obra, como o controle da varredu-

ra das instalações e a proteção dos bueiros para evitar entupimentos e descarte incorreto de rejeitos na rede de águas pluviais”, comenta Cansian. O executivo defende que é possível implementar empreendimentos ambientalmente corretos, sem onerar o custo da construção. “Você até pode aceitar comprar produtos de valor mais elevado desde que a tecnologia oferecida gere economia de outro lado. É possível fazer essa conta chegar próximo de zero trabalhando com materiais mais eficientes e já concebendo o prédio para ser sustentável. Em outras palavras, basta planejamento e disposição”, opina. Para André Belloni, o seg-

mento de construção sustentável tem evoluído, mas não basta apenas reduzir o consumo. “O futuro é pensar em prédios autossuficientes, com zero consumo em energia e água. Não basta racionalizar, é preciso buscar soluções para que os edifícios não gerem impactos ambientais”.

Estrutura A Unidade de Ensino Senac Portão, projetada pelos arquitetos Eduardo Almeida e André Leite, tem 3.174,66 m² de área construída, num total de cinco andares, mais o pavimento técnico. Ao custo de R$ 14.650.297,59, a obra levou 18 meses para ser concluída, empregou no período cerca de 100

Sala de aula Senac Portão

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Capa

Biblioteca Senac Portão

operários e utilizou aproximadamente 2.000 m³ de concreto e cerca de 200 toneladas de aço. A estrutura compreende um auditório/lanchonete, sala de atendimento, 15 banheiros (masculino, feminino e para pessoas com deficiência), dois vestiários com chuveiros, uma biblioteca, duas salas de estudo, área administrativa para 777 funcionários, 10 salas de aula com capacidade para 40 alunos cada, quatro salas de informáticas com capacidade para 24 alunos cada e um laboratório de óptica. O quarto pavimento é todo destinado ao Ensino à Distância (EaD), com salas administrativa

e para o corpo técnico. O empreendimento ainda é composto por guarita e casa de máquinas. “Esta obra faz parte do nosso plano de expansão. Até o fim de 2017 estaremos atendendo praticamente todo o Estado. Desde 2009 já inauguramos 13 unidades do Senac e temos mais seis obras em andamento, incluindo a do Portão”, destaca o presidente do Sistema Fecomércio, Sesc e Senac do Paraná, Darci Piana. Cansian diz que a utilização de novas tecnologias onerou o mínimo possível o custo da obra visto que os sistemas e equipamentos de sustentabilidade fo-

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ram previstos ainda na fase de projeto. Porém, são benefícios que retornam seu investimento com o tempo, com economia de energia e água. No período de implantação, a obra demandou equipamentos como grua e plataforma elevatória “girafinha”, além dos equipamentos comuns de obra. No geral, algumas máquinas de ar condicionado foram importadas, o restante dos materiais e equipamentos foi oriundo do Brasil. No geral, piso em porcelanato, algumas áreas em granito e o laboratório com piso epóxi autonivelante.


Mobilidade Urbana

Uso do BIM gera economia de 8 milhões de libras na maior obra ferroviária e de infraestrutura em construção na Europa Brasil Construção

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Quando entrar em operação em 2019, o Crossrail – uma obra metroferroviária com 108 km de trilhos e no valor de 15 bilhões de libras, em construção em Londres (Inglaterra) - utilizará o BIM (modelagem de informação da construção) como a principal fonte de dados, para cumprir com alta eficiência seu ciclo de vida de operação, manutenção preventiva e renovação.

Segundo Malcolm Taylor, líder de tecnologia da informação da Crossrail Ltd. e responsável pela implementação da metodologia BIM (Building Information Modeling) na maior obra de infraestrutura em andamento em Londres (Inglaterra), todo o planejamento do projeto teve como base o conceito de uma fonte única da verdade, utilizando a metodologia BIM para gerar um ambiente comum de dados, consolidando todas as informações sobre o projeto, modelos em 3D e 4D, contratos e toda documentação sobre cada aspecto da obra. O executivo disse que, na prática, estão sendo criadas duas ferrovias: uma real e outra virtual, sendo que qualquer alteração em uma delas se reflete imediatamente na outra. O uso do BIM implantado pela Bentley Systems, e modernas ferramentas tecnológicas não apenas contribuiu para manter o projeto estritamente dentro do orçamento e cronograma, como também gerar milhões de libras em economia ao reduzir o tempo e a mão de obra dedicados a diversos pontos do Crossrail. Com ele foi possível obter soluções que reduziram as interferências e riscos de retrabalho em cerca de 5% nas estações. “O custo para a criação do 3D e 4D foi da ordem de 120 mil libras, mas a economia obtida alcançou a casa dos 8 milhões de libras”, diz Taylor. Taylor disse ainda que parte considerável dos ganhos é obtida pelo uso do BIM não apenas na fase de concepção do projeto, mas também nas etapas de construção e, posteriormente, na ope-

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ração e manutenção da ferrovia. Ele estima que o valor alcance a casa dos 5 milhões de libras por ano, quando estiver em funcionamento. De acordo com Taylor, a metodologia garante mobilidade e fonte única de informação para as partes envolvidas, que compreendem 86 contratos principais (61 contratos principais de construção e 25 de projetos) e milhares de subcontratados e fornecedores, diz o executivo. Estamos falando da Crossrail, uma obra orçada em aproximadamente 15 bilhões de libras, cujo projeto teve início em 2008 com término em 2011 e hoje está 75% concluída. “A utilização do BIM está nos permitindo trabalhar dentro do prazo de execução e manter o valor estimado da obra”, assegura Taylor. Segundo ele, o retorno do investimento se dará em cerca de 10 anos. “Mesmo antes de ser inaugurado, o Crossrail se faz presente. É importante dizer que os imóveis existentes próximos à obra já registram uma valorização acima de 20%”, conta.

200 milhões de passageiros/ano A Crossrail é uma obra composta de uma ferrovia de 108 km de extensão, 16 grandes pontes, cerca de 40 estações sendo 10 delas construídas ao longo dos 21 km de túneis gêmeos subterrâneos que cruzarão a região central de Londres. A linha ferroviária vai ligar Reading e Heathrow a oeste com Shenfield e Abbey Wood no leste. O Crossrail mudará de


Mobilidade Urbana nome para “Linha Elizabeth”, em homenagem à Rainha Elizabeth. “Em 2017 deve começar a operar algumas extremidades na superfície, mas o sistema todo deverá entrar em plena operação em 2019. Quando isso acontecer, a ferrovia poderá transportar 200 milhões de passageiros/ano que poderão cruzar Londres de Leste a Oeste em 40 minutos. No lado oeste, a linha segue por 50 km sobre a superfície em direção a Maidenhead, cidade que pertence ao condado de Berkshire, já fora da Grande Londres. Um pequeno ramal subterrâneo neste trecho levará o passageiro até o Aeroporto Internacional de Heathrow.

Contrato de 1,1 bilhão de libras O fornecimento do material rodante está a cargo da canadense Bombardier Transportation que fechou contrato com o departamento Transport for Londonede (gerenciadora do sistema ferroviário local) no valor de 1,1 bilhão de libras para fabricação e manutenção de 65 trens inteligentes, assim como a construção de um novo armazém para atender o projeto. De acordo com o departamento Transport, a Bombardier vai montar os novos trens na fábrica da companhia em Derby, na região central da Inglaterra, empregando 760 trabalhadores. O projeto do Crossrail é composto de inúmeras obras, como a construção de shoppings, hospitais, escritórios, unidades habitacionais e parques em cima das estações do sistema ferroviário.

Percebendo a importância do BIM, o governo do Reino Unido determinou a sua utilização para o Nível 2 em todos os projetos com financiamento público em 2016. O Nível 2 requer a colaboração digital entre todas as partes, com dados de projeto armazenados dentro de um modelo de informação federado e através das normas do British Standard 1192: 2007. O Crossrail está usando o BIM para ajudar a reduzir o tempo, esforços e riscos no projeto, bem como aumentar a qualidade das entregas do projeto, possibilitando a tomada de decisão mais informada em todas as fases do ciclo de vida de ativos da infraestrutura.

Do uso do BIM Durante a construção da Crossrail, a metodologia BIM colabora na definição e cumprimento dos prazos e custos com

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total transparência, processando alterações em tempo real, ganho de eficiência e troca permanente de informação entre os envolvidos. “Ela integra os processos desse gigantesco empreendimento, suportado por tecnologia, adicionando gerenciamento e compartilhamento das informações aos participantes”, explica Andres Fatoreto, gerente de contas corporativas da Bentley Systems Brasil. Para a ferrovia, o BIM envolve todo o ciclo de vida dela, incluindo planejamento e projeto, construção e comissionamento, operação e manutenção, além de futura renovação. O trabalho central se baseia na gestão da informação destas etapas. Estas informações precisam chegar em tempo real a 37 localidades. São mais de 40 aplicações integradas, entre edificações, trilhos e vias, pontes,


geotecnia etc. Os padrões implementados e os fluxos de trabalho são permanentemente verificados e atualizados com o BIM. A migração de informações dos contratados para a base de dados de ativos do proprietário do empreendimento é o ponto crucial. Na outra ponta, mas também alimentando a base de dados central, está o grupo gestor, integrado pelas áreas de gerenciamento financeiro, de documentos, de obras, do inventário, das condições, de desempenho, de fornecedores, de trabalho móvel e de acompanhamento de projetos. Em meio a terabytes de dados, a Bentley provê ao projeto o BIM Academy — um centro que coordena atividades de educação e informação à cadeia de suprimentos do Crossrail, sobre a aplicação dos processos BIM através do ciclo de vida do projeto. Além disso, a academia tem a função de mostrar a Crossrail como um projeto exemplar da influência dos processos de

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Mobilidade Urbana BIM nos futuros projetos de infraestrutura no Reino Unido. Além de fornecer um conjunto de aplicações de software integrados em seu uso para toda a Crossrail Ltd. e sua cadeia de fornecimento, a Bentley Systems anunciou recentemente a atualização bem-sucedida do ambiente comum de dados do Crossrail para obter informações de ativos por meio dos serviços gerenciados AssetWise da Bentley. A plataforma híbrida de computação na nuvem da Microsoft Azure fornece ao Crossrail um único local para armazenar, compartilhar e gerenciar informações de aproximadamente 1 milhão de ativos. Com o BIM os projetos de infraestrutura são entregues de forma mais eficiente, dentro do prazo, dentro da verba, e com menor risco. Após o projeto concluído e entregue, o desempenho dos ativos é melhorado através da tomada de decisões com base em um maior conhecimento. “Num momento em que a falta de planejamento é, segundo várias entidades, um dos principais problemas da infraestrutura brasileira, o Crossrail mostra ao mundo que é possível executar um projeto de forma planejada utilizando o BIM”, diz Fatoreto.

Rede BIM GOV SUL A implementação bem-sucedida da metodologia e ferramentas BIM da Bentley no Crossrail chamou a atenção do governo de Santa Catarina, que propôs à

Bentley Systems a realização de uma parceria com a Secretaria de Planejamento do Estado de Santa Catarina. Esta parceria provê softwares, treinamentos e acompanhamento das etapas para a implementação do BIM neste Estado, além de dar apoio às iniciativas do Movimento Rede BIM GOV SUL, entidade que deseja promover ações integradas de fomento para implantação do BIM na esfera pública estadual da região sul, mais especificamente dos Estados de Santa Catarina e Paraná, e, possivelmente, do Rio Grande do Sul. De acordo com Fatoreto governos do estado do Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Mato Grosso também demostraram interesse em utilizar a metodologia BIM em obras de infraestrutura. Os executivos da Bentley foram convidados para fazer a apresentação do produto. “Há vários anos utilizado no mercado internacional, o BIM permite a otimização de custos, a redução do tempo de execução da obra e a integração das equipes geograficamente distribuídas”, garante. O BIM pode ser utilizado em todos os segmentos que envolvam infraestrutura e plantas industriais. Ele é um fato e o futuro da construção civil. Mais cedo ou mais tarde o governo Brasileiro terá que adotar essas metodologias e, com o apoio da equipe Bentley, sabemos que os projetos daqui podem ter tanto sucesso como no Crossrail”, finaliza Fatoreto.

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Canteiro de Obras

Mega empreendimento inova ao optar por método ascensional na execução de obra

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Dois guindastes de torre trabalham no complexo de quase 124.697,42m² que atingirá uma altura de 175 metros e pela primeira vez, no Brasil operam de forma ascensional, que em outras palavras significa a execução do trabalho dentro do poço do elevador. O método oferece como benefício a utilização de menos segmentos de torre para se atingir a altura pretendida da obra. As máquinas estão operando na obra há cerca de um ano, tendo atingido alturas de 134 metros, mas alcançarão 185 metros de altura 120 metros respectivamente. Além da utilização dos equipamentos, a grandiosidade e complexidade da obra exigiu dos construtores ações especiais entre as quais estão a colocação de seis cabines cremalheiras nos poços dos elevadores para não

atrapalhar a execução de fachadas, etc. Os guindastes de torre 85 EC-B 5b FR.tronic, produzidos em Guaratinguetá (SP), pela Liebherr Brasil G.M.O Ltda., estão operando na construção do complexo que será o maior empreendimento comercial da região Centro-Oeste do país, o Órion Business & Health Complex, do Consórcio Construtor GVC & FR Incorporadora. Os equipamentos estão na obra há cerca de um ano e já atingiram as alturas de 134 metros e 120 metros. Iniciada em março de 2014, com inauguração prevista para dezembro de 2017, a construção do empreendimento Órion Business & Health Complex, em Goiânia (GO), de acordo com Frank Guimarães Vaz de Campos, sócio proprietário da GVC Cons-

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trutora tem 55% dos trabalhos concluídos, dos quais os serviços de fundação estão 100% realizados; estrutura: 88,52%; vedação: 34,98%; revestimentos: 23,67%; instalações:8,34% e pintura com 6,76% executados. A obra – com 600 operários e que ao final absorverá investimentos da ordem de R$ 325 milhões- está sendo executada em estrutura de concreto armado e protendido, com vedação em blocos de concreto e drywall, caminha a passos largos para o seu término. Estima-se que o volume total de concreto necessário atinja 56.483,29 m3 e 160.000,00 toneladas de aço. A concretagem de fundação ocorre com uso de gelo e serpentina para resfriamento. Para agilizar o processo de construção e manter a qualidade,


Canteiro de Obras o consórcio VC & FR Incorporadora optou pela aquisição de dois guindastes de torre Liebherr que estão sendo utilizados para o transporte dos mais diversos tipos de materiais, como formas, ferragens, concreto, drywall, estruturas metálicas, cabos entre outros, atendem à cerca de 95% da área total construída do complexo, que mede quase 124.697,42 m² e atingirá uma altura de 175 metros. “Tradicionalmente este tipo de obra utiliza cremalheiras, monovias e mini gruas. Ao optarmos pelos guindastes de torre garantimos agilização no processo de construção de 12% a 18% dependendo do trabalho e uma redução nos custos da ordem de 3%”, exemplifica Campos.

Método ascensional Segundo Luís Meirelles, gerente Comercial da Guindastes

de Torre da Liebherr Brasil, a operação dos guindastes de torre Liebherr chama atenção pelo método de operação. Pela primeira vez no Brasil, o 85 EC-B 5b opera de forma ascensional, que em outras palavras significa a execução do trabalho dentro do poço do elevador. O método oferece como benefício a utilização de menos segmentos de torre para se atingir a altura pretendida da obra. O guindaste de torre ascensional oferece vantagens para obras a partir de determinadas alturas – que podem variar em função da aplicação do equipamento. Isso porque demanda menos segmentos de torre para se atingir a altura final da construção. No caso do Órion Business & Health Complex, os guindastes 85 EC-B 5b FR.tronic foram adquiridos pela construtora com

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altura livre de gancho de 36,2 metros e 28,4 metros cada um. Essa diferença entre as alturas de montagem inicial dos equipamentos foi estabelecida para que as lanças dos guindastes, montadas respectivamente com 50 e 25 metros, não interferissem uma na outra. O primeiro guindaste atingirá uma altura final de 185 metros e o outro de 120 metros.

Operação dentro do poço do elevador No Órion Business & Complex os guindastes 85 EC-B 5b FR.tronic foram montados cada um dentro de um poço de elevador, de modo que pudessem atender à quase toda a construção do complexo. As bases dos equipamentos foram integradas a fundação da obra, evitando assim custos adicionais de fundação. Após os pavimentos atingi-


rem 10,2 metros de altura - ressaltando que o nível inicial da obra era de -9,4 metros, foi realizada a primeira telescopagem ascensional: com duas ancoragens, as bases dos equipamentos foram soltas do solo, e por meio de mecanismos dos próprios guindastes, os dois equipamentos foram erguidos por completo, inicialmente em 8,8 metros. Com essa operação, o equipamento efetivamente deixa de tocar o solo e passa a ficar apoiado no edifício. Esse procedimento é repetido até que se atinja a altura requerida, no caso do guindaste mais alto 14 vezes e do mais baixo, 10 vezes. A altura erguida em cada um desses passos de telescopagem variou entre 8,8 e 12,96 metros. Não é somente a altura da obra que deve ser levada em consideração na hora de optar por um equipamento ascensio-

nal. Entre outros fatores, o posicionamento das torres e, consequentemente, dos equipamentos também é essencial: quanto mais centrais na obra, maior a área que o guindaste poderá cobrir. Vale destacar que o estudo da aplicação dos equipamentos é fundamental, pois cada obra possui suas características próprias e necessidades.

Uma parceria de peso O estudo da aplicação dos dois guindastes de torre na obra foi feito em parceira do Consórcio com o Tower Crane Solutions e equipe técnica da Liebherr. Depois de receber as informações, a Liebherr fez um estudo minucioso das necessidades da obra, tarefas a serem realizadas e os desafios impostos, indicando o melhor posicionamento dos equipamentos no canteiro, levando em consideração o

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layout da obra, locais de descarregamento e depósito de carga e interferência entre os demais equipamentos em utilização no canteiro. Para a realização das telescopagens, o Consório também contou com o auxílio dos técnicos da Liebherr, que realizou o procedimento nas três primeiras vezes, ensinado à equipe da obra como proceder. A partir da quarta telescopagem, o Consórcio pode realizar o procedimento sem o acompanhamento da Liebherr. “Essa é a primeira vez que os guindastes de torre 85 EC-B 5b Fr. tronic são utilizados no país de forma ascensional, dentro de poço de elevador. Isso reforça a versatilidade desse equipamento. O uso de guindastes de forma ascensional, dentro do poço de elevador, pode ser vantajoso em determinadas aplicações porque


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demanda menos segmentos de torre para atingir a altura final necessária. No entanto, a decisão de se utilizar esse método, ou o convencional, com ancoragem por fora do edifício, deve ser feita após estudos para verificar não somente a altura do empreendimento, mas a aplicação do equipamento como um todo na obra”, reforça Meirelles. Segundo ele, a Liebherr Tower Crane Solutions dispõe de profissionais dedicados a esse tipo de estudo de aplicação do equipamento, que ajudam os clientes a definirem a melhor forma de utilização dos guindastes de torre. Segundo o Consórcio, a utilização dos guindastes de torre 85 EC-B 5b FR.tronic trouxe ganhos em produtividade e tempo de execução da obra e auxiliou no transporte de um volume considerável de materiais.

Principais características do Órion Business & Health Complex Área total construída – 124.697,42 m2; Área urbanizada e jardins permeáveis – 2.648,34 m2; Área Total Geral – 127.345,76 m2; Área Terreno – 8.083 m2; Ao todo são 47 pavimentos, sendo três subsolos, sendo que o subsolo 2 está no nível da Rua T51 e enterrado 9 metros no nível do encontro das avenidas Portugal com Mutirão; Uma torre até o 15º pavimento (75 metros de altura), sendo que se bifurca em duas torres, uma vai até 27º pavimento (110 metros de altura) e outra vai até o 43º pavimento (175 metros de altura); Shopping com 62 lojas e potencial total de 8.250 m2; incluindo o polo Gourmet de 1.800 m2; na Cobertura da torre mais alta; O empreendimento possui duas bandeiras e hotéis, hospital, shopping, três restaurantes na cobertura, dois restaurantes no hotel e dois restaurantes no shopping; Além de 670 salas, que já estão com 80% de ocupação clínica, com um total de 225 clínicas no complexo. A Associação Médica de Goiás ficará no 15º pavimento e onde estarão o museu médico e a corte de conciliação médica;

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“Durante obras de fundações foi adotado o processo construtivo que seria o ideal para o tipo do solo e as cargas e momentos do complexo, ou seja, radiers, sendo que o radie médio possuía entorno de 700 m3 de concreto. Tivermos radiers de 1.400 m3, 1.000 m3, etc. Os pilares são de 50MPa no nível os radiers e os radiers são de 30 Mpa”, explica Campos.

Técnicas e tipo de concretagem De acordo com o executivo foram usadas três técnicas para estes tipos de concretagem. - Concretagens por camadas de 80 cm a 120 cm com intervalos de 2 dias para dissipar o calor de hidratação; - Uso de temperaturas de concreto que variavam de 15ºC a 20ºC dependendo da espessura da camada e do tamanho do ra-

dier. Com a temperatura de cura monitorada até sete dias; - Sistema de concretagem de Pilares com concretagem do concreto de 50MPa em um cesto pré-montado na armadura (como se fosse um fuste virtual de 50MPa dentro de um bloco de 30MPa) e o restante com 30MPa. Isto resolvia a questão de calor de hidratação e a questão mecânica de dissipação das cargas dos pilares no interior dos radiers; As temperaturas de hidratação não passaram de 62ºC no núcleo do radier, sendo que a temperatura média girou entorno de 56ºC; - Foram consumidos 10.000 m3 de concreto, 1.400 toneladas de aço e 1.200 toneladas de gelo nas fundações. Na fase de fundações chegou-se aplicar 800 m3/ dia e na fase de estrutura o pico foi de 550m3/dia de concreto. - As serpentinas não foram usadas nos radiers, mas foram

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usadas nos pilares associadas a gelo e a uma temperatura de lançamento de 15ºC, em função do calor de hidratação do concreto de 50MPa ser muito alto e o volume dos pilares também ser muito alto. As temperaturas máximas de pilares chegaram a 67ºC. Complementando, o concreto usado na fundação da construção é 30/50 Mpa, enquanto que nos pilares são 50 MPa do SS3 ao 2º pavimento; 45 MPa do 3º pavimento ao 15º pavimento; 40 MPa do 3º pavimento ao 43º pavimento; nas lajes 30 MPa em todo complexo. O concreto de pilares com alta taxa de armadura principalmente nos primeiros pavimentos foi auto-adensavel com brita 0. Chegou-se a resistências de 95 MPa nos concretos aplicados com complexo. As lajes são nervuradas com vigas em faixa e protendidas e o con-


Canteiro de Obras creto utilizado variou de 16 cm de slump a alto adensável dependendo da altura do edifício. Até 75 metros – 16 cm, de 75 a 130 metros – 20 cm e acima de 130 metros – auto adensável. Foram utilizados também protensão para o controle de fissuração em 100% do complexo. A opção pela utilização da construção seca (drywall) como parte do processo construtivo se deu pelo conforto térmico acústico, necessidade de alta flexibilidade futura da disposição dos cômodos. “Os clientes poderiam (como fizeram) fazer várias junções de salas comerciais para suas unidades, sendo que não sabemos o que cada cliente vai querer no futuro. O mesmo se aplica a lojas do shopping. O complexo tem cerca de 50% das paredes em alvenaria de blocos de concreto e 50% em drywall”, explica Camargo.

Ações especiais adotadas durante esta etapa das obras De acordo com o proprietário da GVC Construtora, a execução da obra exigiu, além da aquisição das gruas a colocação de seis cabines cremalheiras nos poços dos elevadores para não atrapalhar a execução de fachadas. Foram adquiridas 4.500 m2 de projeção de piso formas italianas Bematek e adquiridas formas para pilares com laminas em epóxi com aproveitamento de 400x (lançamento na Itália). Os sistemas de rampas espirais que vencem 30 metros de altura para a subida de carro com uma pista dupla de mão única

para subida e outra para descida foram feitas com sistema Bematek para formas curvas. Campos diz que 100% da obra foi monitorada em 100% do tempo por estação total de topografia e três níveis laser Hilti. “O controle de recalque das fundações ocorre desde o início da estrutura e ocorrerá até dois ou três anos após a ocupação do empreendimento”, assegura. Ele conta que os 23.000 m2 de pele de vidro da fachada são unitizadas; o sistema de ar condicionado central com água gelada está sendo implantado para 100% do complexo, exceto garagens; a central de segurança é única em todo complexo com mais de 150 câmeras de vigilância; a antena de telecomunicações com 15 metros será implantada no topo do complexo. “Estamos fazendo um revestimento de fachada tipo ecogranito, que tem patente japonesa, além de outros”. Conforme explicação do executivo, o solo da região possui 8,2kg/cm2 de resistência, é silte argiloso compacto entre 5 e 7 metros abaixo dos subsolos, onde foi implantada a fundação. O lençol freático precisou ser rebaixado em até 12 metros durante as fundações, quando o volume bombeado chegou a 140 m3/hora.

Principais desafios de logística do empreendimento Quanto à logística, a empresa precisou fazer muito estudos de canteiro de obras e do sistema viário da região. “Colocamos

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praticamente todos os caminhões e carretas para dentro da obra. Para trabalhar em um canteiro tão pequeno em relação ao tamanho da obra precisávamos estudar ponto a ponto. Fizemos fluxo internos, projetos de distribuição, almoxarifado, fluxo, e locais de fabricação de esquadrias, marmoraria, etc. Foram feitos também, cálculos de energia, água, geradores para equilibrar falta de energia, etc.”, conta o executivo.

Impactos positivos do empreendimento para a região Mesmo antes de ser entregue à população, o Órion Business & Health Complex já está se consagrando como o polo médico regional, que pode ser dimensionada pela valorização imobiliária dos terrenos na região, pelo fluxo de pessoas que devem circular pela região. O complexo espera receber de 10 mil e 12 mil pessoas por dia e gerar 3.000 empregos diretos no complexo e mais 5.000 empregos indiretos. Atualmente, grandes empreendimentos, localizados em centros urbanos, vêm sempre acompanhados de medidas preventivas para problemas de mobilidade, tais como a participação dos investidores em melhorias dos sistemas viários da região entre outras exigências. No caso da Órion Business & Health Complex não foi diferente. Antes de iniciar o empreendimento, os responsáveis pela construção do Orion se apresentaram ao Ministério Público de Goiás para desenvolver em conjunto um plano de ações mitigatórias. “O MPGO aceitou muito bem a ini-


ciativa e fizemos uma TAC (Termos de ajustamento de conduta) com o objetivo de fazer um plano completo e exemplar para Goiânia”, explica Camargo. Segundo ele, a questão de terem se apresentado espontaneamente para o TAC foi de cunho social e econômico. Porque, quanto melhor o transito fluir na região e as melhorias locais, mais sucesso o complexo terá. É a política do ganha a cidade, ganha o complexo, ganham todos. “Em conjunto com a Prefeitura de Goiânia e com o MPGO fizemos um plano de ação com 83 medidas mitigatórias das quais já comprimos 75% e os outros 25% estamos aguardando liberações oficiais da AMT (agencia municipal de transito) para intervirmos”. Foi feito, também o EIT (estudo de impacto de transito) com o dobro de pontos solicitados em norma, bem como o EIV (estudo de impacto de vizinhança) também. Hoje o EIT e EIV do Orion são tidos pelo MPGO como o exemplo para próximos macroprojetos. Além disso a empresa fez um termo de compensações ambientais com a AMMA (Agencia Ambiental) com doações de carros, computadores e equipamentos de medição de gases, auxílio com materiais para as estações de resíduos de Goiânia. Também como contrapartida, está fazendo a extensão de 500mm de rede de esgoto na região do Setor Marista e extensão de rede de distribuição de energia da SE (subestação) do Aeroporto até o entroncamento alimentador do Orion.

Principais características de sustentabilidade dos prédios e outras adoções

ACESSIBILIDADE: Todas as calçadas preparadas para atender portadores de necessidades especiais, incluindo guia para deficientes visuais.

Elevadores especiais de 5,20 m2 preparados para transporte de macas.

Rampas de acesso presentes em todo o complexo.

2% das vagas de garagem destinadas aos portadores de necessidades especiais e idosos.

68 PNE presentes em todo o complexo.

SUSTENTABILIDADE: Aproveitamento de águas pluviais e coleta de água de condensação do sistema de ar-condicionado para irrigação dos jardins e recomposição do lençol freático.

Sistema de paredes com proteção termo acústica. Vidro de alta tecnologia que garante o conforto térmico, acústico e incidência solar.

Bicicletário com ponto de recarga de bicicletas elétricas e vestiário coletivo para limpeza pessoal de usuários de bicicleta.

Elevadores inteligentes com redução de tempo de transporte e consumo de energia.

Ponto de recarga para carro híbrido.

Sistema de coleta seletiva de lixo.

Calçada ecológica contemplando a contenção de água da chuva.

Sensores de presença nas áreas comuns para controle de iluminação.

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Canteiro de Obras Principais características de sustentabilidade dos prédios e outras adoções RECEPÇÃO: Recepção social individual para Business e Clinical Center com pé direito duplo. Recepção de serviço para garantir maior exclusividade e privacidade aos condôminos e fornecedores.

Serviço de Courier Interno (SCI) entrega segura de correspondências, proporcionando melhor eficiência e segurança na circulação interna do empreendimento.

AR-CONDICIONADO: Última palavra em sistema central de ar-condicionado - DISTRICT COOLING - que consiste no fornecimento de água gelada para o arcondicionado de cada unidade, a partir de uma unidade central única para todo o complexo. no consumo de -40%Economia energia de até 40% quando comparado aos sistemas convencionais do tipo split. Menor custo de instalação, implantação e manutenção do sistema.

Sistema com tecnologia de maior confiabilidade e durabilidade. Atende aos requisitos de sustentabilidade ambiental. Maior disponibilidade de espaço em cada unidade, não havendo necessidade de área técnica para instalação do ar-condicionado, valorizando a fachada sem interferências visuais.

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O empreendimento está preparado para receber os selos Leed e Aqua devendo receber o selo assim que iniciarmos as operações. Principais fornecedores envolvidos em cada etapa do processo • Gestão Técnica Financeira – GVC Engenharia. • Gestão de Recebíveis e Suprimentos – FR Incorporadora. • Fundações – Gerdau, Ciplan Concretos, Formas Bematek. • Estrutura de Concreto – Aço Votoraço, Ciplan Concretos, Formas Bematek. • Estrutura de Aço – Votoraço. • Alvenaria/Painéis - Dry Wall Knauf e Blocos de Concreto Goiarte. • Esquadrias Unitizadas – Rissi Esquadrias e CDA Alumínio • Instalações – Schneider e Tiger • Ar condicionado – Joule Engenharia • Elevadores e escadas rolantes – Atlas Schindler.


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Expansão

Muito além da crise

Multinacional alemã, MC aproveita o momento de incerteza do mercado brasileiro para investir e se preparar para atender a demanda no período de aquecimento que está por vir nos segmentos de construção de grandes projetos de infraestrutura, de edificação ou residenciais ou para fabricantes de concreto. Com três unidades no Brasil (Vargem Grande Paulista; Vitória de Santo Antão/PE e Santana de Parnaíba/SP – onde funciona a produção da Argatex) e um portfólio composto de mais de 150 itens dos quais cerca de 90% produzidos no País, a multinacional alemã MC-Bauchemie – que tem como lema: construir é cuidar - está aproveitando o momento de incerteza do mercado brasileiro para aumentar seu raio de atividades através da aquisição de empresas com perfis semelhantes aos das companhias do grupo e que tenham sinergias com as soluções já desenvolvidas pela MC Bauchemie.

Segundo José Roberto Saleme Júnior, gerente executivo da MC, a Argatex – que já atuava como distribuidora dos produtos MC no Brasil – foi adquirida pelo grupo no final de 2014 e agora pertence a unidade de negócios nomeada Consumidor, voltada especificamente para soluções e atendimento B2C. “Assim a Argatex pode contar com todo o suporte e expertise que MC-Bauchemie possa conceder, tanto em know-how quanto, estrutura e gestão”, explica.

Ampliando operações na América Latina Brasil Construção

José Roberto Saleme Júnior, gerente executivo da MC

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Além de expandir seu raio de ação no Brasil, a MC-Bauchemie está ampliando suas operações na América do Sul começando pela aquisição em outubro de 2015 da empresa chilena Bautek S.A, que tem mais de 20 anos no mercado de infraestrutura, indústria e edificações. Sua principal linha de produtos será a de impermeabilizantes, mas também trabalhará linhas de reparo de concreto e pisos industriais. Com a posse, a empresa passa a se chamar MC Bautek Chile SpA e será responsável pela gestão e suporte na América Latina. “Estamos com negociações avançadas para aquisição de outras empresas na América Latina (na Colômbia e Equador), porque acreditamos na expansão da região onde existe uma grande demanda. Nossa intenção é enriquecer ainda mais nosso port-fólio e como cada país tem sua forma de atuação, é importante termos parceiros que entendam da região local”, conta.

Visão de futuro Além de buscar novas empresas para compor os negócios do grupo, a MC continua apostando nas unidades existentes. “Neste momento, por exemplo, estamos investindo R$ 20 milhões na ampliação da unidade de Vargem Grande (onde fica a sede da companhia) para colocá-la apta a atender à crescente demanda doméstica e as exportações que certamente teremos em futuro bem próximo. Esta

expansão deverá estar concluída no primeiro semestre de 2017”, assegura Saleme Júnior, segundo quem a MC prepara a unidade brasileira para ser a base do grupo em toda a América Latina. De acordo com o executivo, a MC-Bauchemie é uma das maiores e mais conceituadas empresas de produtos químicos para construção. Atualmente, está presente em mais de 40 países, com mais de 20 fábricas e centros de distribuição e uma força de trabalho com mais de 2.500 funcionários em todo o mundo. No Brasil desde 2001, a MC-Bauchemie possui quatro unidades de negócios para atender as mais diferentes necessidades, oferecendo produtos de altíssima qualidade com um suporte técnico e equipe exclusiva. “Seja para a construção de grandes projetos de infraestrutura, para fabricantes de concreto, para projetos de edificação ou residenciais, nós cuidaremos para que no final tudo dê certo”, assegura.

MC para Indústria do Concreto

& Indústria A linha MC para Infraestrutura & Indústria abrange principalmente soluções para recuperação, impermeabilização e proteção de estruturas de concreto: desde argamassas especiais para reparo, resinas para injeção de trincas e fissuras, revestimentos de alto desempenho para pisos industriais até sistemas de impermeabilização e proteção que protegem o concreto em situações adversas.

MC para Edificações A linha MC para Edificações oferece soluções modernas e inovadoras para todas etapas de construção de edifícios comerciais e residenciais. Da fundação ao acabamento a MC conta com sistemas que proporcionam qualidade aliada a custo benefício.

MC para Consumidor A linha MC para Consumidor oferece soluções de alto padrão para atender aos consumidores mais exigentes: desde argamassas colantes para assentamento de cerâmicas, porcelanatos e revestimentos especiais, rejuntes com perfeito acabamento e variedade de cores até soluções para impermeabilização de banheiros, piscinas, e outras áreas.

A linha de soluções MC para Indústria do concreto abrange os mais diversos sistemas para o aumento da performance do concreto: desde aditivos plastificantes, superplastificantes base PCE, incorporadores de ar, retardadores e aceleradores até agentes de cura química e desmoldantes.

Construir é cuidar: DNA do grupo

MC para Infraestrutura

Um simples produto pode ter papel crucial no sucesso da construção ou recuperação de

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Expansão

um projeto. Sua má utilização ou especificação podem provocar problemas para a estrutura e sobretudo para as vidas envolvidas. É por isso que a MC cuida para que no final tudo dê certo. A empresa sempre está ao lado dos seus parceiros desenvolvendo soluções especiais com o mais alto padrão de qualidade, proporcionando assessoria, treinamento e suporte. Porque para a companhia construir é coisa séria. Das quatro unidades de negócios da empresa a área de infraestrutura ainda é o carro chefe, mas o segmento de energia eólica está crescendo muito e as obras de termelétricas prometem bastante. A MC tem muita experiência na Europa e atua no mercado brasileiro sempre com soluções completas de aditivos químicos, recuperação do concreto e impermeabilização.

“Estamos bem segmentados e atuando em inúmeras frentes de trabalhos”. Entre as obras das quais a MC participa estão as da ponte estaiada da Linha 4 do Metrô-Rio, Linha Amarela do Metrô-SP, o Estádio do Maracanã, Allianz Parque (estádio do Palmeiras); estações de tratamento de água e esgoto, além das soluções para construção e proteção de torres de energia eólica, entre outras. “Com a crise que o país está enfrentando, percebemos que as obras de edificações estão menos aceleradas. A produção de concreto, por exemplo, registou uma queda de 20% a 25%. Porém, observamos que na área em que atuamos não sofremos retração, porque desenvolvemos produtos químicos que são necessários para grandes obras, como pontes, túneis, viadutos, estradas,

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torres eólicas etc. São produtos necessários e temos uma grande expertise no que fazemos. Tanto é assim, que nossa empresa mantém uma média de participação nos mercados em que atua da ordem de 15%”, acentua Saleme.

Repaginando o que é bom A MC acaba de repaginar o Emcekrete EP, graute de base epoxídica. A iniciativa partiu após a constatação de que obras com alto grau de precisão como turbinas, bases de máquinas, fixação de chapas e trilhos metálicos, entre outros, precisavam de desempenhos ainda maiores. O graute epóxi é um produto fluido de retração nula, que possui em sua formulação três componentes: resina epóxi, catalisador e agregados inertes. Quando misturados adequadamente, tem-


-se um material homogêneo com total equilíbrio no empacotamento de partículas permitindo excelente desempenho inicial e final. A reação total do Emcekrete EP é tida em sete dias, diferentemente de um graute cimentíceo, que necessita de 28 dias para ter o pico de resistência. Esta característica permite a rápida liberação de carregamentos e otimização na obra gerando economia. Com a reformulação, desempenhos como resistência à compressão, tração na flexão, trabalhabilidade e resiliência ficaram ainda melhores. Além disso, a durabilidade do Emcekrete EP também é superior quando comparada a um graute cimentíceo, porque possui uma estrutura impermeável. Isto é, não permite em seu interior a entrada de água e substâncias que poderiam ao longo do tempo deteriorar o material. Desta forma a integridade da estrutura será maior ao longo do tempo. Segundo a EN 1504, normalização europeia de produtos para reparo e proteção do concreto que a MC segue, o Emcekrete EP é classificado como um R4, ou seja, possui o desempenho mais elevado da categoria ´Reparos Estruturais´. A EN 1504 é muito utilizada por ter parâmetros bem definidos, nivelando os produtos para o mercado.

Projetos especiais Museu do Amanhã - O Museu do Amanhã, foi construído pela Concessionária Porto Novo, por meio da Operação Urbana Porto Maravilha, na Região

Portuária da capital fluminense, numa área de 15 mil m². A obra contou com a parceria da MC, que utilizou o MC-DUR 2496 CTP, sistema à base de poliuretano modificado, consagrado na Europa, e utilizado para proteção e impermeabilização dos bancos em concreto pré-moldado que circundam o espelho d´água. Segundo Saleme Júnior desde o começo, a MC esteve em contato com os diversos profissionais que transformaram o projeto em realidade. “Buscamos oferecer sistemas que atendessem às diversas necessidades técnicas e estéticas do projeto. A solução foi utilizada, porque além de impermeabilizar e garantir a proteção contra a ação de cloretos, tem um ótimo acabamento estético”, complementa. A MC também apresentou a solução de impermeabilização para grande parte da estrutura enterrada. “Neste caso, foi utilizado o Xypex Admix, um sistema de impermeabilização por cristalização, que é adicionado no momento da mistura do concreto, trazendo benefícios como a economia com mão de obra e proteção contra ataques químicos, e que, por se tornar parte integrante do concreto, não pode ser removido“, explica.

Integração do Rio São Francisco - O projeto de integração do Rio São Francisco, é a maior obra de infraestrutura hídrica do país e está entre as 50 maiores construções em execução no mundo. E um projeto de tamanha importância levou consigo diversos desafios, entre eles, as mui-

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tas adversidades ao construir as estruturas de concreto dos canais, tuneis e aquedutos, que puderam contar com toda a tecnologia e suporte da MC. A transposição do Rio São Francisco, a maior bacia hídrica do país, é atualmente maior obra hídrica do governo federal e visa solucionar uma já antiga tragédia conhecida dos brasileiros, a seca que assola a região do semiárido do país. Com 700 quilômetros de concreto previstos para a realização da obra, orçada em 8,5 bilhões, a intenção desse deslocamento aquífero reside em direcionar a irrigação em dois eixos, para atender a população urbana de 390 municípios da região nordeste. A construção dos túneis com cerca de 55mil m3 de concreto projeto e outros 39mil m3 de concreto convencional, era um gigante desafio para o projeto, pois era necessário encontrar uma solução que atingisse as diversas necessidades técnicas e contasse com um ótimo custo benefício. A equipe técnica da MC foi solicitada e após diversos estudos e testes realizados, encontrou como solução a utilização do aditivo acelerador de pega Centrament 640 Rápido. O produto, ideal para concreto, vem sendo utilizado em diversos projetos e dentre as diversas vantagens se destaca a redução de perda devido a reflexão, a capacidade de trabalhar com diversas formulações e alta resistência. Para o concreto convencional foi utilizado o aditivo Muraplast FK 97, um plastificante multi-


Expansão funcional capaz de reduzir a tensão superficial e aumentar a trabalhabilidade durante o uso e aplicação. Além disso para permitir ganho de tempo, este já vinha pronto diretamente da usina, facilitando a aplicação do concreto e permitindo ótimas formulações. Para melhora no bombeamento e aumento da resistência inicial e final do concreto, foi utilizado o superplastificantes Muraplast FK 25.

Impermeabilização Neste projeto de grandes desafios, um deles era o cuidado com a estanqueidade dos longos aquedutos. E a MC contribuiu em grande escala, por meio de soluções voltadas para a impermeabilização dos canais construídos. Destaque para o impermeabilizante por cristalização Xypex Admix C-500 NF, que é adicionado diretamente na mistura do concreto, impermeabilizando e protegendo a estrutura desde o início. Isso possibilita um alto ganho de produtividade e redução de custos de aplicação. O Xypex forma cristais nos poros e capilares do concreto, resistindo a pressões hidrostáticas positivas e negativas, além de permitir que o concreto respire.

Linha 4 do Metrô de São Paulo - Inaugurada há mais de três anos a Linha 4 do Metrô de São Paulo vem passando por uma grande expansão para ligar a capital até o município de Taboão da Serra. É nes-

se cenário que a MC vem contribuindo com diversas soluções para tecnologia do concreto, recuperação, impermeabilização e proteção das estruturas. Com destaque para os aditivos com base de PCE de longa manutenção da MC utilizados durante a fase de construção dos poços, túneis e via permanente, solução pioneira que vem sendo replicada em diversos outros projetos. A construção da Linha 4 do Metrô de São Paulo foi iniciada em meados de 2004, ea primeira das três fases do projeto, realizado pelo Consórcio Via Amarela, previa a construção dos túneis e vias entre Luz e Vila Sônia, e das Estações Butantã e Faria Lima, mais as de integração – Luz, República, Paulista e Pinheiros – e a operação da linha. A segunda fase, em andamento, contempla a construção das estações Higienópolis, Oscar Freire, Fradique Coutinho, São Paulo-Morumbi e Vila Sônia. À terceira fase, será adicionada uma extensão entre Vila Sônia e o município de Taboão da Serra. A construção aproveitou-se do método construtivo, e foram utilizados os túneis de escavação criados para a construção de cada estação, que depois se tornariam os acessos às mesmas e saídas de ventilação. Durante a fase 1 do projeto ocorreu a construção dos poços e túneis que interligariam as estações. A concretagem era uma etapa que exigia atenção devido a longas distâncias entre a usina e local de aplicação. A MC, através do aditivo com base de

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PCE de longa manutenção MC-PowerFlow 2141 proporcionou uma solução pioneira, possibilitando que o concreto mantivesse a trabalhabilidade desejada durante todo o trajeto. Isso permitiu que o processo de concretagem fosse muito mais ágil, evitando filas de caminhões e custos adicionais com redosagem e operação. Além disso, em locais onde foi utilizado concreto projetado a MC também forneceu o aditivo acelerador para projetado Centrament 640 Rápido, que permitiu uma ótima aderência ao substrato e alta resistência inicial.

Aditivos para concreto – via permanente A via permanente, pavimento de concreto onde correm as composições, demandava atenção especial para o acabamento superficial e para o processo de desforma. A MC, através do aditivo superplastificante de alto desempenho

MC-PowerFlow

1059, possibilitou que o concreto atingisse alta resistência inicial e trabalhabilidade ideais, consequentemente aumentando a produtividade durante a desforma e melhorando o acabamento da superfície. Além da solução para tecnologia do concreto, com os aditivos a MC também forneceu diversas soluções para recuperação, impermeabilização e proteção de diversos trechos do projeto.


Máquinas e Equipamentos

De olho no reaquecimento do mercado brasileiro, John Deere mantém investimentos

Apesar do desaquecimento do mercado de equipamentos da linha amarela nos últimos três anos, a norte-americana John Deere continua confiante e crê no crescimento das vendas da marca nas frotas em operação nos segmentos em que atua: agronegócio, construção e florestal. Prova dessa confiança é refletida nas ações da companhia que continua levando adiante seus planos de investimentos, nacionalização de linhas e expansão das unidades fabris no Brasil. No período de 2008 a 2016, a companhia investiu nada mais nada menos que US$ 580 milhões, com abertura de três novas fábricas, um centro de distribuição de peças, um centro de treinamento e ampliações das linhas de produção. Brasil Construção

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Máquinas e Equipamentos Entre os projetos que darão suporte aos objetivos de crescimento das vendas da marca no Brasil está a ampliação de três mil m² da fábrica em Indaiatuba (SP) que permitirá a nacionalização de três novos modelos de tratores de esteiras: 700J, 750J e 850J, que estarão disponíveis a partir de janeiro de 2018. A ampliação custou aos cofres da empresa R$ 80 milhões. A nacionalização dessa linha permitirá trabalhar com a linha de financiamento Finame, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES. Resultará, também, na criação de cerca de 50 empregos diretos e 200 indiretos. Esses tratores são conhecidos por sua versatilidade, porque atuam com eficiência nos mercados de construção, mineração, agrícola, em aterros sanitários e na indústria de agregados. Sem falar em capacidade instalada das unidades, Adílson Butzke, presidente da Deere-Hitachi do Brasil diz que está operando com ocupação de 35% e garante que a empresa tem condições de atender qualquer volume de comercialização em no máximo 30 dias e dar uma resposta às solicitações de entrega de peças no canteiro de obra em até 48 horas em 97% dos casos, que são aqueles atendidos no primeiro chamado. Para chancelar este compromisso, a John Deere conta com o Centro de Distribuição de Peças para a América do Sul em Campinas (SP), inaugurado em 2008 e que passou por uma expansão em 2015 que elevou a área co-

Adílson Butzke - presidente da Deere-Hitachi do Brasil

berta de 40 mil para 74,5 mil m². Hoje o CD possui mais de US$ 200 milhões em estoques, representados por 120 mil peças e cerca de 200 mil códigos. “Isso nos garante um índice de atendimento da ordem de 97%, o que para nós não é muito porque nossa meta é chegar nos 100%”, diz Ilso Eckert, diretor de Ope-

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rações de Peças da John Deere para a América Latina. Por ocasião da expansão, a unidade recebeu investimentos de US$ 13 milhões e ganhou um Centro de Treinamento destinado à capacitação de concessionários, distribuidores, funcionários e clientes. Os investimentos fazem parte de um plano de mé-


Ilso Eckert, diretor de Operações de Peças da John Deere para a América Latina

dio e longo prazo da John Deere no Brasil, com valores que ultrapassaram US$ 200 milhões nos últimos cinco anos, em todas as divisões em que a companhia atua.

Centro de treinamento Focado no ensino e aprendi-

zagem, o Centro de Treinamento da John Deere é um espaço preparado para capacitar os participantes a conhecer a fundo as novas fronteiras tecnológicas disponibilizadas pela empresa. Com capacidade para até 64 pessoas, o local possui área de escritório, sete salas de aula, sala de reunião, salas voltadas aos

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treinamentos à distância, sete oficinas, além de oficinas e painéis de ferramentas e máquinas da companhia. “Nos últimos anos, uma crescente procura pela melhoria da formação e atualização de conhecimento levou a John Deere a tomar a decisão deste investimento. Vimos oportunidade de aperfeiçoar os nossos serviços de capacitação para novas tecnologias, bem como aumentar o número de cursos oferecidos. Tal preocupação demonstra nossa busca contínua pela excelência, de forma a garantir sempre produtividade e eficiência dos equipamentos”, diz Ariosto Moraes, gerente de Treinamento para América Latina. André Lima, gerente de vendas da John Deere Brasil conta que o cuidado na linha de pro-


Máquinas e Equipamentos dução das máquinas é extremamente grande, em especial a parte de soldagem das peças. Trata-se de um trabalho que requer muita experiência e mão de obra especializada. A fim de garantir a qualidade nesta área, a empresa repatriou brasileiros que trabalhavam na linha de soldagem na Hitachi Construction Machinery. É trabalhando dessa forma que a companhia tem segurança para oferecer garantia de 10 mil horas trabalhadas à 100% dos equipamentos que saem de suas fábricas.

Mercado da linha amarela O otimismo da diretoria da John Deere ao projetar suas vendas e conquistas de mercado são consideráveis ao analisar o comportamento dos fabricantes de equipamentos da linha amarela, que devem sofrer uma queda acima de 30% no exercício em curso. A indústria estima que sejam comercializadas cerca de 8,5 mil unidades em 2016, contra 15 mil vendidas no ano passado, que por sua vez, já havia

registrado uma queda abrupta sobre as 33 mil máquinas vendidas em 2014. Roberto Marques, diretor de Vendas da Divisão de Construção e Florestal acredita que o mercado começará a apresentar os primeiros sinais de recuperação em meados de 2017 porque o País é carente de infraestrutura. “Por outro lado, as medidas que vem sendo tomadas pelo governo Michel Temer estão influindo positivamente. Já estamos sentindo uma pequena recuperação na substituição de equipamentos”, diz. De acordo com o executivo, no próximo ano a indústria poderá registrar crescimento de 5 a 10%, mas as vendas dos produtos da marca certamente conquistarão crescimento acima dessa percentagem, o que resultará em um market share de 10% do segmento de construção. Nos últimos 12 meses, as vendas de linha amarela para agricultores ou empresas diretamente ligadas à agricultura, representaram 15% dos negócios da marca. “Em 2014 a re-

Roberto Marques, diretor de Vendas da Divisão de Construção e Florestal

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presentatividade era de 6%”, diz Marques. Considerando as vendas destinadas a processos ligados à agricultura, a representatividade do setor para o negócio de equipamentos da linha amarela da John Deere passa de 25%.

Sem medo de investir Respondendo pelo emprego de cerca de 4 mil pessoas, a John Deere investe quase que anualmente em suas unidades a fim de colocá-las aptas a atender todas as necessidades dos mercados em que atua. “Seja no universo agrícola ou no de construção, desenvolvemos tecnologias e produtos para eficiência produtiva dos clientes, isso tudo com uso facilitado e conforto. Para tanto, a empresa investe em média US$ 4 milhões ao dia em pesquisa e desenvolvimento”, ressalta Marques. Parte desse investimento vai para o Centro Latino-Americano de Inovação Tecnológica (LATIC). A unidade de Pesquisa e Desenvolvimento tem como objetivo integrar sistemas produtivos e encontrar soluções diferenciadas para os produtos e serviços oferecidos pela marca, de acordo com as necessidades dos clientes do mercado agrícola, de construção e florestal. Esta central é a nova unidade da Rede Global de Inovação Tecnológica John Deere, com centros já existentes em Moline (EUA), Champaign (EUA), Kaiserlautern (Alemanha) e Pune (Índia). Além disso, o LATIC no

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Brasil desenvolve inovações e adaptações nos equipamentos para que eles sejam totalmente compatíveis com as características tanto do mercado brasileiro quanto América Latina. Em apenas oito anos de Brasil, a John Deere investiu cerca de US$ 580 milhões, com abertura de três novas fábricas, um centro de distribuição de peças, de um centro de treinamento e ampliações das linhas de produção. Como parte desse investimento, em 2015, a John Deere inaugurou a expansão da fábrica de Montenegro e nacionalizou a Série 8R de tratores de alta potência, cujo aporte foi de US$ 40 milhões. O investimento para a construção de duas novas fábricas no Brasil – uma delas em parceria com a Hitachi Construction Machinery – foi de aproximadamente US$ 180 milhões, dos quais US$ 124 milhões foram investidos apenas pela Deere, e o restante pela Hitachi. Uma das fábricas é de propriedade exclusiva da companhia e fabrica retroescavadeiras e pás-carregadeiras. A outra, em parceria com a Hitachi, é responsável por escavadeiras. Ambas localizadas em Indaiatuba (SP), onde está a sede regional da John Deere na América Latina, e foram inauguradas em 11 de fevereiro de 2014.

Pós-vendas Os serviços de pós-vendas integrados, com respostas rápidas e inteligentes aos clientes, asseguram a manutenção do equipamento com produtos


Máquinas e Equipamentos originais John Deere. Os representantes da marca armazenam a maior parte das peças de manutenção e os armazéns centrais utilizam um sistema avançado de localização e distribuição, o que significa que o tempo de espera tende a ser o mínimo possível. Utilizando este sistema, qualquer peça que não se encontre disponível no local solicitado, pode ser localizada e enviada rapidamente através do CD da companhia. Graças a isso, o pós-vendas já representa mais de 30% dos negócios do segmento de construção e florestais da marca no Brasil. “Dentro do pós-vendas a parte de peças e serviços devem analisada separadamente quando o assunto for faturamento porque quem fatura com serviço é o nosso distribuidor”, explica Eckert, segundo quem o fornecimento de peças – sem considerar a parte de serviços – deve crescer ainda, à medida que o mercado amadureça. “A ideia é que as vendas de peças sozinhas possam representar cerca de 20% do faturamento da empresa, a exemplo do que ocorre em mercados maduros, como o dos EUA”, exemplifica o executivo.

Portifólio Com 60 anos de experiência no setor e ocupando uma posição de destaque no mercado mundial, a John Deere possui um dos portfólios mais completos do mercado em máquinas pesadas e equipamentos para construção no Brasil. O portfólio da marca é composto pelas linhas de retroes-

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cavadeiras, pás-carregadeiras e escavadeiras, máquinas que são produzidas nacionalmente e passíveis de financiamento. Além destes equipamentos, a empresa mantém a importação de uma linha abrangente de motoniveladoras e tratores de esteira. Para que os produtos cheguem aos clientes com a eficiência e a qualidade superior, a empresa disponibiliza cinco distribuidores estratégicos, que cobrem 100% do território nacional: a Inova Máquinas que responde pelos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo; a Tauron Equipamentos que atende os Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul; Veneza Equipamentos, responsável pela região

Nordeste (Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Bahia, Ceará) e São Paulo; a Deltamaq que atende a região Norte (Pará, Tocantins e Amazonas) e a Rota Oeste Máquinas, que responde pela região do Centro Oeste (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Goiás e Distrito Federal).

Banco John Deere A John Deere está entre as maiores fontes de financiamento ao consumidor nos Estados Unidos. Realiza operações de leasing de equipamentos industriais e agrícolas, equipamentos para a manutenção de quadras e gramados, barcos e veículos de recreação e financiamento no crédito para a compra de insumos agrícolas. Presente em oito

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países, a John Deere Credit opera nos Estados Unidos, Canadá, México, Austrália, Inglaterra, França, Alemanha e Brasil. No Brasil, sob a denominação de Banco John Deere a instituição trabalha com uma carteira de R$ 4 bilhões para atender o mercado brasileiro, sempre com foco nos interesses e nas necessidades de seus clientes. Com sede em Indaiatuba, o Banco John Deere hoje atua em todo o País e destina linhas de crédito específicas para a compra de máquinas agrícolas e de construção, fortalecendo assim as redes de concessionários e distribuidores da John Deere e ampliando o acesso de seus clientes às mais modernas tecnologias.


Máquinas e Equipamentos

Retrospectiva John Deere de investimento no Brasil 2008 – A John Deere instala uma das mais modernas fábricas de tratores do mundo em Montenegro (RS), com investimento de US$ 250 milhões na construção da fábrica. Abertura em Campinas (SP) do Centro de Distribuição de Peças para América do Sul (US$ 18 milhões para a adaptação do prédio, principalmente para a preparação do sistema de movimentação e a estrutura de escritórios). 2010 - Anúncio de investimento de R$ 60 milhões na ampliação da fábrica de Catalão (GO) (cerca de US$ 15 milhões, em valores atuais). 2011 – Anúncio do início das operações no segmento de Construção e investimento de US$ 180 milhões em duas fábricas em Indaiatuba (SP) – uma delas em parceria com a Hitachi Construction Machinery. 2012 - A empresa inaugura o Escritório Regional para a América Latina, também em Indaiatuba (SP), e reúne todas as lideranças dos setores agrícolas, de construção, florestal e Banco John Deere. 2013 - John Deere anuncia dois grandes investimentos: US$ 40 milhões na ampliação da fábrica de tratores em Montenegro (RS),

para a produção nacional dos tratores de alta potência da Série 8R; E US$ 10 milhões na ampliação do Centro de Distribuição de Peças para América do Sul e também US$ 3 milhões na construção do Centro de Treinamento John Deere. 2014 - Inauguração das fábricas de máquinas de construção. Anuncia investimento de US$ 40 milhões na ampliação da fábrica de Catalão (GO) para aumentar em 30% a produção de colhedoras de cana e fabricação de pulverizadores e a conclusão da compra de 100% da Auteq Telemática, completando a aquisição da empresa de softwares e computadores de bordo. 2015 - Inauguração da expansão da fábrica de Montenegro (RS) para a fabricação de tratores de alta potência da Série 8R. Inauguração da ampliação do Centro de Distribuição de Peças e inauguração do Centro de Treinamento em Campinas (SP). 2016 - John Deere Construção anuncia expansão da unidade em Indaiatuba (SP) para nacionalização dos tratores de esteira, a partir de 2018, em investimentos de R$ 80 milhões de reais (cerca de RS 20 milhões em valores atuais).

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Total – Durante este período de Brasil, a companhia investiu cerca de US$ 580 milhões, com abertura de três novas fábricas, um centro de distribuição de peças e um centro de treinamento, ampliações fabris, representando geração de empregos e contribuição ao desenvolvimento socioeconômico do País. Unidades no Brasil Fábrica de Colheitadeiras e Plantadeiras - Horizontina (RS) Fábrica de Tratores Montenegro (RS) Fábrica de Colhedoras de Cana e Pulverizadores - Catalão (GO) Centro de Distribuição de Peças para a América do Sul - Campinas (SP) Escritório Regional América Latina - Indaiatuba (SP) Serviços de Vendas e Marketing – Equipamentos Florestais Barueri (SP) Escritório desenvolvimento softwares e computadores de bordo - Auteq - São Paulo (SP) John Deere - Fábricas de equipamentos para Construção Indaiatuba (SP) Deere-Hitachi - Indaiatuba (SP)


Revista Brasil Construção ED 14  
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SENAC - Primeira escola com certificação LEED Platinum do País

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