Page 1


Índice Editorial

4

Por uma política habitacional forte, consistente e duradoura

Fato concreto

6

São Paulo altera regra de concessões para atrair novos investidores

Artigo

16

A evolução da tecnologia de impressão nos escritórios e canteiros de obras

Capa

18

Compactando a crise

Rodovias

42

Serra de Petrópolis (BR-040) terá túnel de quase 5 km

Máquinas e Equipamentos

48

Em busca de maior produtividade para seus negócios

Conheça mais notícias do setor de construção lendo o QRCode ao lado com seu celular ou tablet.

Expediente: Editor: Alexandre Machado Jornalista: Katia Siqueira Comercial: Carlos Giovannetti, Sueli Giovannetti, Luís C. Santos Mídias Digitais: José Roberto Santos Projeto Gráfico e Editoração: Mônica Timoteo da Silva Endereço: Rua São Bento, 290 - 2ª sobreloja - Sala 4 Cep: 01010-000 - São Paulo - SP Telefone: (11) 3241-1114 / 3101-8675 Contato: redacao@brasilconstrucao.com.br A Revista Brasil Construção é uma publicação mensal de distribuição nacional, com circulação controlada, dirigida a todos os segmentos da indústria de construção imobiliária e industrial, ao setor público e privado de infraestrutura, à cadeia da construção envolvida em obras de transporte, energia, saneamento, habitação social, telecomunicações etc. O público leitor é formado por profissionais que atuam nos setores de construção, infraestrutura, concessões públicas e privadas, construtoras, empresas de projeto, consultoria, montagem eletromecânica, serviços especializados de engenharia, fabricantes e distribuidores de equipamentos e materiais, empreendedores privados, incorporadores, fundos de pensão, instituições financeiras, órgãos contratantes das administrações federal, estadual e municipal.

Brasil Construção

3


Editorial

Está em curso, na cidade de São Paulo, o processo de discussão para elaboração do Plano Municipal de Habitação, conforme o previsto no Plano Diretor Estratégico (PDE). O objetivo é traçar, a partir de um amplo debate participativo com a população, as diretrizes que deverão fundamentar a política habitacional na maior cidade do País, pelos próximos 16 anos. Depois de analisadas e aprimoradas, as propostas serão encaminhadas para a Câmara dos Vereadores, onde passarão por debates e audiências públicas, até a aprovação do texto final. Com déficit de 230 mil moradias, São Paulo vive um quadro de emergência habitacional, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) para o Direito à Moradia Adequada. Segundo dados oficiais, mais da metade dos paulistanos (52%) vive em favelas, cortiços e loteamentos clandestinos. A situação tem se agravado nos últimos dois anos, no mesmo ritmo em que avança a crise econômica. Com a falta de acesso à habitação, a metrópole vê terrenos e edifícios abandonados sendo ocupados diariamente por famílias pobres, sem condições de custear aluguéis, cujos custos aumentaram muito acima da renda das pessoas. Movimentos em defesa do direito à moradia estimam a existência de 100 ocupações de terrenos e de imóveis por toda a cidade. Na região central da capital paulista, é possível encontrar bandeiras do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), da Frente de Luta por Moradia (FLM) e do Movimento Sem Teto do Centro (MSTC) em vários prédios deteriorados. A prefeitura calcula que 90 edifícios estejam abandonados apenas no centro da capital. Infelizmente o que ocorre em São Paulo não é um fenômeno isolado. Em todo o Brasil, o déficit de moradias é estimado em cerca de 5 milhões de domicílios, 90% do total concentrado na baixa renda. Mesmo antes da definição do texto final a Prefeitura de São Paulo tem investido uma série de ações voltadas para minimizar o problema. Um dos caminhos buscados é a formação de Parcerias Público-Privada e com o Governo do Estado, para a realização de projetos de Habitação de Interesse Social. O Centro antigo da cidade tem sido uma região muito visada nessas iniciativas. Segundo a Secretaria Municipal de Habitação, o centro de São Paulo tem 77 imóveis em diferentes estágios de licenciamento ou em obras, totalizando 20.428 unidades habitacionais de interesse social.

Por uma política habitacional forte, consistente e duradoura São tentativas válidas. A cidade de São Paulo está dando uma contribuição importante. Mas são poucas as chances de sucesso, já que é muito difícil se chegar ao êxito em um plano habitacional sem um alinhamento federativo efetivo. É quase impossível enfrentar o desafio financeiro de uma política pública com esta finalidade sem que Estado e União participem desse esforço. A meta da prefeitura de São Paulo, de construir 55 mil casas até o final de 2016, está longe de ser alcançada. Até o final do ano passado, foram entregues apenas 4.944 unidades, em 39 empreendimentos, segundo dados do Sistema de Informações para Habitação Social de São Paulo (Habisp). Há ainda 17.140 moradias em construção e 31.040 em fase de projeto. O enfrentamento da precariedade habitacional, em todas as suas facetas, não depende apenas de fonte de recursos perenes e “carimbados” para o setor. É necessária a definição de uma política habitacional urgente para o município, o que poderá sair desse Plano Municipal de Habitação. Mas só isso também não basta. É preciso um amplo programa voltado para a habitação de baixa renda, e que esse programa passe a ser considerado uma política de estado, e não um programa de um governo ou de um partido. Sem entrar no mérito da legitimidade do Governo Temer (que até o fechamento desta edição ainda era interino), é fundamental que ele garanta a continuidade de um projeto habitacional cujo êxito foi decisivo para a redução do déficit habitacional no País e para a formalização das empresas que atuam na área de habitação popular. Com esse nome ou com qualquer outro que o governo federal queira dar, o Minha Casa Minha Vida deve continuar sendo grande indutor de crescimento da cadeia da construção e da concessão de habitação digna e acessível financeiramente para todos os segmentos da população brasileira. Carlos Giovannetti, diretor editorial

Brasil Construção

4


Fato Concreto

São Paulo altera regra de concessões para atrair novos investidores Diante de um cenário de incertezas no setor de concessões de projetos de infraestrutura – com indefinição sobre o novo papel do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no financiamento de projetos, crédito escasso e empresas concessionárias tradicionais investigadas pela Operação Lava-Jato -, o governo de São Paulo tenta inovar no campo das privatizações para atrair mais investidores. Ainda neste semestre, o Estado vai lançar editais de concessão à iniciativa privada de dois lotes de rodovias com um elemento contratual inédito no país: o “direct agreement” ou acordo tripartite. Já consolidado em projetos de concessão de infraestrutura em países desenvolvidos, o mecanismo amplia os direitos do financiador nos contratos, o que significa “um atrativo a mais para investidores óbvios, como grandes bancos, e até novos players num momento difícil para as concessões no país”, afirmou ao Valor um especialista. Uma das vantagens do “direct agreement” em relação à estrutura contratual já conhecida nos projetos de concessão brasileiros é o maior alinhamento de interesses da instituição que empresta dinheiro à empresa, ou consórcio, interessada em operar a concessão com o poder concedente (Estado). Além disso, o mecanismo torna mais fácil e mais claro o direito de “step in” – quando o financiador assume, via recomposição acionária, a operação da concessão após eventual impedimento legal da concessionária. “Cria-se um link jurídico mais expressivo entre o financiador e o governo concedente. Como tentativa de atrair investidores, brasileiros ou estrangeiros, a ideia é positiva. É um item a mais que agrega conforto a quem vai colocar dinheiro num

projeto”, avalia Frederico Bopp Dieterich, sócio para a área de infraestrutura do escritório Azevedo Sette Advogados. Representando a Andrade Gutierrez Concessões, Dieterich participou de sete projetos de concessão de aeroportos no Equador, todos com a inclusão do “direct agreement” nos contratos. “Foi uma exigência dos banqueiros, que queriam maior legitimidade junto ao Estado em relação às garantias dos projetos”, conta o advogado. “Melhorar um elemento contratual é uma boa sinalização para o mercado, mas não é a salvação da lavoura”, afirma Dieterich. “Antes de tudo é preciso ter um bom projeto para despertar o interesse macroeconômico do financiador. Ele vai tirar o dinheiro dele dos títulos do Tesouro para investir em infraestrutura?” Para o professor Mario Engler, coordenador do mestrado profissional da FGV Direito São Paulo, a iniciativa do governo paulista é uma tentativa de resposta à atual tendência de menor participação do BNDES no financiamento das concessões no Brasil e substituição dos tradicionais ‘players’ nas privatizações de infraestrutura, quase todos com problemas financeiros criados por complicações relacionadas à Operação Lava-Jato.

Brasil Construção

6

“Tem tudo a ver com a Lava-Jato e o BNDES. Com o crédito mais escasso e as empresas em crise, o financiador passa a olhar menos o balanço da concessionária e mais a consistência do contrato e do projeto. Essa mudança parece um passo para melhorar o ambiente de negócios”, diz Engler. Karla Bertocco Trindade, subsecretaria de Parcerias e Inovação, uma das áreas responsáveis pelas concessões no governo paulista, reconhece que o momento de “fragilidade institucional e macroeconômica” vivido pelo país motivou a inclusão do “direct agreement” nos futuros contratos de concessão rodoviária do Estado. Além disso, afirma ela, o governo está investindo em outras frentes para atrair recursos. O prazo entre o lançamento do edital e a realização do leilão será de 90 dias e a modelagem dos projetos dos lotes rodoviários tem apoio do BNDES e revisão e promoção internacional do International Finance Corporation (IFC), braço privado do Banco Mundial (Bird) para projetos em países em desenvolvimento. Segundo Karla, a área de estruturação de projetos de concessão do BNDES acompanha “muito de perto” as inova-


ções do governo paulista, e ela acredita que o banco possa participar do projeto “como financiador de uma pequena parcela dos investimentos exigidos do concessionário e como garantidor de risco.” Em nota, o BNDES informou que sua “equipe técnica está à disposição de todos os Estados que necessitem e desejem apoio no assunto, tendo participado da modelagem de 27 projetos de concessões e parcerias público-privadas em rodovias, aeroportos, saneamento, educação, saúde, entre outros.”O comunicado assinala que “o banco pode apoiar privatizações e concessões em todos os principais segmentos de infraestrutura econômica e social.” Os dois lotes rodoviários a serem concedidos pelo governo do Estado de São Paulo nos próximos meses cortam o interior do Estado transversalmente. O trecho Florínea-Igarapava (SP-333) tem 574 quilômetros de extensão, com uma exigência de duplicação de 201 quilômetros. Devem ser investidos R$ 3,6 bilhões ao longo dos 30 anos de concessão. O segundo lote, Itaporanga-Franca (SP-255), compreende 747 quilômetros, com 274 quilômetros previstos em duplicação e aportes de R$ 4,5 bilhões em três décadas de contrato. Trechos dentro dos dois lotes localizados na região de Ribeirão Preto já operam com concessão que vencem em 2018. Segundo a subsecretária de Parcerias, eles entrarão no novo pacote de concessão, sendo “um ótimo incentivo para os atuais concessionários participarem dos leilões.”Para os dois projetos de privatização o governo paulista projetou uma taxa de retorno referencial de 9,83% aos vencedores dos leilões. Outros dois lotes rodoviários estão previstos para o ano que vem no calendário das concessões.

Governo vai gastar R$ 2 bi para concluir obras paradas O governo decidiu mapear as obras inacabadas e estabelecer uma lista de prioridades para conclusão, informou ontem o ministro interino do Planejamento, Dyogo Oliveira. Ele informou que, “de início”, ficou estabelecido que os esforços serão concentrados para identificar e retomar projetos que demandem até R$ 10 milhões. “Esse conjunto soma um volume de duas mil obras, com um custo remanescente de R$ 2 bilhões”, disse Dyogo, acrescentando se tratarem de pequenas obras. A lista com as obras serão elaboradas pelos ministérios e entregues num prazo de 20 dias, segundo ficou acertado na reunião de ontem de ministros do chamado Núcleo de Infraestrutura com o presidente em exercício, Michel Temer. “Discutimos a situação de obras inacabadas e a priorização de obras”, relatou Dyogo, ao final. “Fa-

remos uma discussão com ministérios sobre quais são as obras prioritárias.” De acordo com o ministro, todos os setores relacionados a infraestrutura – saneamento, eletricidade, portos, aeroportos – passarão por esse processo de avaliação. Segundo o ministro, as obras serão realizadas “dentro do espaço orçamentário disponível na execução do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “Será feita priorização das obras mais importantes, e as demais obras serão adaptadas dentro da disponibilidade orçamentária.” Com isso, ele deixou claro que a iniciativa de retomar obras é limitada pela questão fiscal. Ele disse que o governo trabalha para cumprir a meta fiscal e não descarta a adoção “de novas medidas que sejam necessárias para garantir o cumprimento da meta”. Fonte: O Estado de São Paulo

Continua

Brasil Construção

7


Fato Concreto

Antecipando-se ao reaquecimento de mercado De olho no futuro e planos de expandir sua produção e vendas no segundo semestre,de 2016, a Concreserv, empresa que produz 150 mil m³ de concreto resinado por mês, adquiriu 20 pás-carregadeiras W20E da marca Case Construction Equipment para ajudá-la na audaciosa meta. “A crise com certeza gerou um impacto negativo na construção civil, mas a Concreserv se antecipou e fez as alterações necessárias na estrutura e política de vendas, conseguindo sanar esse impacto. Temos perspectiva de aumento de venda para esse segundo semestre de 2016”, comemora Fabio Gonzales Novais, presidente da empresa, que tem sede em São Paulo e 22 filiais no País. Adquiriu 20 pás-carregadeiras W20E da marca Case Construction Equipment. A Empresa produz 150 mil do produto ao mês e planeja expandir o volume neste segundo semestre. As 20 pás-carregadeiras W20E já estão operando nas unidades da empresa, carregando caixas com agrega-

dos e movimentando material no pátio. As máquinas operam em média 12 horas/dia e movimentam 400 m³ por dia, informa a Concreserv. A empresa já trabalhava com as W20E, por meio de locadores, e optou pelo modelo na aquisição da própria frota por considerá-la o melhor custo/ benefício, pela robustez e performance. Além da sede em São Paulo, a Concreserv possui filiais na Grande SP, Porto Alegre e Canoas (RS), Florianópolis (SC), Curitiba (PR), Guarujá e Itanhaém (SP), Vespasiano e Contagem (MG), Feira de Santana e Salvador (BA), Maceió (AL) e João Pessoa (PA), e 12 laboratórios de pesquisa e produção. A pá carregadeira W20E é o mais antigo modelo de pá-carregadeira fabricado pela Case no Brasil e um dos mais disputados do mercado, equipamento com potência bruta de 152hp e peso operacional de 10.089 kg. Segundo o gerente de Marketing Carlos França, o projeto da máquina permite enfrentar pesadas condições

de trabalho, pois é robusta, tem grande capacidade de carga e facilidade operacional. Possui motor 6BT5.9, turbo, de 152hp, com grande torque e baixo consumo. “Ele possui 40% a menos de peças móveis, o que significa menor desgaste e menor custo de manutenção. Além disso, o fato de os componentes serem integrados facilita o acesso”, destaca França. A transmissão é do tipo Powershift e tem acionamento mecânico. Esse sistema oferece neutralização para carregamento, que é ativado através de um botão no painel. Quando ativado, basta acionar o pedal de freio para transferir, instantaneamente, mais potência do motor à carregadeira. “Esse sistema garante ciclos de levantamento mais rápidos com a caçamba cheia”, ressalta.

Bomag garante alta precisão em pavimentação de pista de atletismo A Freedom Engenharia e Construção vem realizando projetos de pavimentação que possuem elevados padrões de exigências, como: infraestrutura urbana, pátios fabris, e recentemente o caso da reconstrução da nova pista de treino de atletismo do complexo esportivo do SESI-SC em Blumenau, obra que recebeu ao todo mais de R$ 10 milhões de investimentos do Ministério do Esporte e do SESI. O projeto possuía especificações como um desnível exato de 1% entre uma pista e outra, e os trabalhos só puderam ser executados porque

a empresa possuía em seu parque de máquinas a vibro acabadora BOMAG BF 600 com nivelamento eletrônico, que garante uma execução perfeita de qualquer exigência de qualidade. A escolha do equipamento se deu justamente pela sua precisão e alto padrão de acabamento, o que levou a construtora a adquirir também um compactador de pneus BOMAG BW 25 RH, para operar junto à vibro acabadora. O Complexo Esportivo Bernardo Werner foi credenciado pelo Comitê Olímpico para receber atletas para os Pré-Jogos Rio 2016. Luciano Thiesen,

Brasil Construção

8

engenheiro e diretor da Freedom Engenharia destacou o êxito que tem obtido em suas obras: “Somos uma empresa diferenciada em nossa região, pois conseguimos atender às expectativas mais altas, graças a estes equipamentos, que estão performando exatamente conforme o esperado”.


Danfoss lança plataforma de joystick JS1 para aplicações leves e pesadas Danfoss apresenta sua nova plataforma de joysticks JS1 liderada pelo lançamento da família JS1-H para aplicações leves e pesadas. A família JS1-H combina aparência, toque e tato profissionais com qualidade superior, tornando os joysticks não apenas operacionalmente e tecnicamente impressionantes, como também seguros, confiáveis e eficazez para máquinas do segmento mobil. A família de joysticks JS1-H oferece uma solução versátil projetada para uso em máquinas, tais como carregadeiras, tratores, basculantes, perfuratrizes, caminhões do mercado de construção, bem como pavimentadoras, motoniveladoras, rolos compactadores, máquinas de construção de estradas. As soluções de controle móbil inteligentes da Danfoss podem ser personalizadas para várias aplicações, incluindo a colocação de botões tipo on-off e proporcionais, seleção entre três bases diferentes e cinco diferentes tipos de grips que garantem um funcionamento suave e confortável. Além disso, o design de ponta é facilmente integrado em projetos de desenvolvimento existentes dos OEMs, economizando tempo e dinheiro no trabalho de design da máquina. Para o próximo ano, a Danfoss disponibilizará novas opções para a família JS1-H. Benefícios do JS1-H • Soluções personalizadas: para fornecer soluções personalizadas para OEMs e distribuidores Danfoss, a família de joysticks JS1-H dá aos clientes a possibilidade de escolha de um portfólio padrão. Este consiste

em três opções de base – eixo único com retorno por mola (eixo Y) ou retenção por fricção e eixo duplo (eixos X/Y) com retorno por mola – e cinco opções de grips ergonomicamente testados. Além disso, botõespush bottons, roler e outros controles podem ser customizados. • Compatibilidade inteligente: todas as opções de grips do JS1-H são compatíveis com todas as opções de base, tornando a atualização tão simples como a troca de um novo componente. Além disso, há seis interfaces elétricas convencionais disponíveis para facilitar a configuração e a seleção. • Desempenho superior: a integração de um joystick com o sistema que está controlando deve ser simples, e várias características dos joysticks JS1-H permitem controle total. Em primeiro lugar, o design de ponta permite que a família seja implementada em praticamente qualquer máquina que exige controle de joystick. Além disso, o JS1-H é compatível com o PLUS + 1® para maior controle baseado em dados e programação. Esta plataforma

Brasil Construção

9

de desenvolvimento simples torna a construção e a implementação de software rápidas e fáceis – reduzindo o custo associado com o código personalizado, mantendo um desempenho de qualidade. • Tempo de atendimento mais rápido e flexível: já que os OEMs e distribuidores Danfoss podem selecionar o portfólio padrão do JS1-H, fabricantes de máquinas são capazes de reduzir o custo de estoque dos joysticks propiciando tempos de atendimento mais rápidos e com mais flexíbilidade. A fácil integração com o PLUS + 1 e a velocidade do cumprimento de uma líder da indústria também asseguram que os tempos de desenvolvimento e as despesas sejam rápidas e eficientes. Mesmo distribuidores podem selecionar, montar e testar opções personalizadas de acordo com padrões de qualidade bem definidos. Isso ajuda a minimizar significativamente o tempo de desenvolvimento de protótipos e reduz o tempo de comercialização de novas máquinas.


Fato Concreto

Obras de infraestrutura podem puxar retomada de material de base em 2017 Representantes da indústria de cimento mantêm cautela ao estimar fim do período de retração no setor, mas avanço de concessões é a principal aposta em cenário de crédito imobiliário restrito. Com o crédito imobiliário ainda caro e restrito, que parou a venda de imóveis novos, a indústria de material de base, principalmente de cimento, aposta que a solução virá do destravamento das obras de infraestrutura a partir do ano que vem, dizem especialistas. “Nos últimos anos, a expansão do setor de construção foi resultado de uma conjuntura favorável: aumento do número de empregados e da renda das famílias, junto com maior oferta de crédito imobiliário e juros baixos. Agora, não temos nenhum desses fatores presentes na economia ou perspectiva de retorno do cenário visto há alguns anos”, avaliou o presidente do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (Snic), José Otavio

Carvalho. Ele vê, porém, a chance de a demanda vinda das obras de infraestrutura puxar uma retomada e também mudar a dinâmica do mercado nos próximos anos. “A expansão do cimento nos últimos 10 anos se deu de maneira mais forte em edificação [imóveis comerciais e residenciais], mas agora vemos que a melhora aparecerá primeiro e será mais forte em obras de infraestrutura”, disse ele. Segundo o dirigente, um estudo realizado pelo Snic mostrou que as edificações respondiam por quase 75% do consumo de cimento no País, com o restante vindo de infraestrutura, mas ele acredita que o perfil pode mudar. Carvalho evitou fazer projeções sobre o momento da possível retomada da indústria de cimento. Para ele, ainda não é possível afirmar quando as quedas na produção serão interrompidas e, neste ano, o consumo de cimento deve ficar até

Brasil Construção

10

15% abaixo dos números do ano passado. “O resultado em 2017 ainda é uma interrogação”, afirmou ele. Já o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), Walter Cover, prevê uma possível melhora dos números da indústria de base, incluindo cimento, a partir de 2017. “Essas grandes obras de infraes-


trutura estão com uma defasagem grande e a expectativa é de melhora na demanda do setor quando esses projetos de concessão e parcerias público-privadas [PPP], a serem aprovados neste ano, começarem a ser colocados em prática em 2017”, avaliou ele. Com a atividade imobiliária em baixa, os materiais de base devem encerrar 2016 no vermelho, segundo os dirigentes. No primeiro semestre, o faturamento do segmento acumulou queda de 16,2% ante 2015. Edificação “O consumo de cimento ainda não chegou ao fundo do poço e, quando atingir o menor patamar, ainda deve demorar um pouco para ter uma retomada, com a demanda para edificações levando mais tempo para se recuperar”, afirmou Carvalho, do Snic. Se a indústria de cimento repetir o ritmo de retomada visto após a crise econômica na

década de 80, o crescimento pode voltar só em dois ou três anos após a interrupção das quedas, citou ele. Os dirigentes do Snic e da Abramat não esperam a retomada em edificações no curto prazo e atrelam uma possível melhora do segmento a expansão do crédito imobiliário e redução das taxas de juros. “Os financiamentos imobiliários estão 33% menores neste ano e não há crédito para compra de imóveis”, disse Cover. A taxa básica de juros (Selic), hoje em 14,15% ao ano, chegou a 8,40% em agosto de 2013, quando setor ainda estava em alta. A Votorantim Cimentos também projeta recuo no consumo de cimento neste ano, refletindo a queda no Produto Interno Bruto (PIB) e a inflação ainda alta. “No entanto, avaliamos que o mercado imobiliário começa a mostrar sinais de melhora, acompanhando a recuperação da economia”, comentou o gerente de marketing de cimento da empresa, André Junqueira. O executivo aposta no lançamento recente de embalagens de cimento separadas por tipo de aplicação para recuperar as vendas. Segundo ele, 65% das pessoas que compraram as novas embalagens, voltaram a adquirir produtos. A empresa também investiu na possibilidade de uma guinada futura do mercado, com a inauguração no fim de junho de uma fábrica em Primavera (PA), com capacidade para 1,2 milhão de toneladas de cimento por ano. A produção vai atender ao Norte e Nordeste.

Brasil Construção

11

‘Fundo do poço’ na demanda por aço já passou, avalia diretor da CSN O “fundo do poço” na demanda por aço brasileira já passou e agora o mercado provavelmente vai se recuperar, disse na terça-feira Luís Martinez, diretor comercial da CSN, em teleconferência com analistas. Para ele, o consumo aparente da siderurgia não tem espaço para cair muito mais do que o previsto para 2016. “O potencial da demanda está mais encorajador do que nos últimos anos. Tenho uma visão muito otimista para 2017”, declarou o executivo. “O PIB pode ser mais do que o planejado [no ano que vem] e a elasticidade da siderurgia também tem capacidade de ser maior do que a média histórica de 2,5 vezes.” Nos Estados Unidos, as ações de antidumping contra laminados a quente e a frio do Brasil e outros países estão dificultando os envios de bobinas a quente da CSN para a LLC, sua subsidiária americana, comentou o executivo. Enquanto isso, acrescentou Martinez, a empresa e outras fabricantes de aços planos do Brasil trabalham para provar as margens de dumping de produtos da China e da Rússia, em uma investigação que o governo brasileiro já iniciou.


Fato Concreto

John Deere é eleita “marca do ano” por concessionários de todo o Brasil Em cerimônia realizada no ultimo dia 16 de Agosto durante o 26º Congresso & ExpoFenabrave, a John Deere venceu o prêmio de “Marca do Ano” – antigo “Marca Mais Desejada” – na categoria “Tratores e Máquinas Agrícolas”. O evento, promovido pela Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), foi realizado no Expo Center Norte, em São Paulo (SP). Ainda na premiação, a ASSODEERE – Associação Brasileira dos Distribuidores John Deere – foi eleita como a “Associação de Marca do Ano” da categoria. A escolha da marca mais importante do ano é feita com concessionários de marcas de segmentos diversos, desenvolvida entre abril e maio, em votação on-line. Esta é a terceira vez consecutiva que a premiação contemplou a John Deere, em oito edições do prêmio. Paulo Herrmann, presidente da John Deere Brasil, esteve na cerimô-

nia para receber a premiação. “Ser considerada uma vez mais a marca do ano, admirada e lembrada por concessionários de todas as marcas do universo agrícola, é uma honra e nos motiva intensamente a seguir trabalhando para oferecer tecnologias e serviços que realmente façam a diferença no campo e nos negócios dos clientes”, disse. A eleição das marcas mais desejadas teve, como critério principal, a participação mínima de 20% dos concessionários de cada marca. A pesquisa da Fenabrave respondida por eles era composta por 25 questões, e consagrou como vencedora a marca com a melhor média das notas da categoria em que concorria. A Fenabrave é a entidade que representa a distribuição de veículos no Brasil, reunindo 51 associações de marcas, entre elas automóveis, caminhões, ônibus, tratores e máquinas agrícolas, entre outras. Ao todo são 7,9

Brasil Construção

12

mil distribuidores e com 380 mil colaboradores representados. Inovação e disponibilidade Com um compromisso de apresentar tecnologias impactantes para o negócio dos clientes, como tecnologia embarcada e soluções em pós-vendas, a John Deere trabalha ao encontro da necessidade dos clientes, auxiliando a otimizar a produção e diminuir custos. Paulo Herrmann explica que, mais do que produtos, a John Deere busca oferecer uma solução completa ao produtor. “A empresa possui uma estratégia amparada por uma ampla rede de concessionários do Brasil, com mais de 250 pontos pelo País – pessoal que está em contato direto com os clientes. Orgulhamo-nos disso e por oferecermos um trabalho de Pós-venda estruturado e de alta qualidade. A premissa da John Deere é possibilitar o pronto atendimento aos clientes de todas as regiões do Brasil, com soluções que possibilitam a melhor experiência”, completou.


Fato Concreto

Tracbel torna-se o único grupo a distribuir e comercializar produtos Volvo no Brasil A Tracbel está assumindo a representação de caminhões e ônibus Volvo em alguns estados do Norte brasileiro. Com a nova operação no Amazonas, Pará, Roraima e Amapá, a empresa, que atualmente é o maior distribuidor de equipamentos de construção Volvo no Brasil, torna-se o único grupo no País a distribuir e comercializar todos os produtos da marca: caminhões, chassis de ônibus, equipamentos para construção e motores marítimos e industriais Penta. A empresa assume parte da região até então atendida pela Apavel, que decidiu concentrar suas operações no Nordeste, especificamente no Ceará, Maranhão e Piauí, região na qual já possui forte presença e onde quer melhorar ainda mais o atendimento aos transportadores. “Uma rede forte, sólida e estrategicamente distribuída por todas as regiões é fundamental para aumentarmos nossos negócios no País”, declara Wilson Lirmann, presidente do Grupo Volvo

Adriano Merigli

América Latina. “A Tracbel é um tradicional e importante parceiro da Volvo. Sua entrada no segmento de caminhões e ônibus fortalece ainda mais a distribuição de veículos da marca no País”, complementa Adriano Merigli, diretor de desenvolvimento de concessionárias Volvo na América Latina. O Norte do País tem tido resultados positivos para a Volvo e tem grande importância no contexto nacional. Os Estados que compõem a região têm setores muito importantes para o negócio de caminhões, como o de mineração, o de construção e o próprio agronegócio, que cada vez mais se consolida no Norte. Há também muitas empresas na área de ônibus. Sinergia “Acreditamos bastante nesta região. Ela é uma área de grande relevância nas operações que já desenvolvemos hoje com a linha Volvo CE de equipamentos de construção e mineração. Enxergamos no Norte muitas oportunidades de sinergia entre os produtos, uma vez que existem vários clientes comuns, para quem poderemos oferecer soluções integradas de movimentação de materiais ao transporte”, informa Luiz Gustavo R. de Magalhães Pereira, CEO do Grupo Tracbel. “Estamos muito contentes pela confiança da marca Volvo depositada em nosso Grupo. Já temos uma parceria de mais de 30 anos. Temos certeza que a operação nesta importante região brasileira dará muitos

Brasil Construção

14

Luiz Gustavo R. de Magalhães Pereira

frutos para o nosso negócio e, principalmente, para os transportadores e nossos clientes”, acrescenta o executivo. “Nesta nova configuração e com a grande experiência da Tracbel no ramo de equipamentos, haverá ganhos para os clientes de ambos os segmentos – equipamentos, caminhões e ônibus”, afirma Afrânio Chueire, presidente da Volvo CE Latin America.

Afrânio Chueire

Volvo Penta A Tracbel também acaba de assumir a representação de motores marítimos de lazer exclusivamente para o estado do Amazonas. O Grupo já faz a distribuição de motores industriais e marítimos comercial Volvo em 10 estados brasileiros e no Distrito Federal desde 2014. “Existe


Escavadeira especial quebra a barreira da mobilidade física para operador qualificado

um grande potencial para motores marítimos de lazer, pois o Amazonas é uma região conhecida por sua riqueza fluvial e por uma variedade enorme de rios e locais próprios para esse tipo de atividade. Temos excelentes oportunidades de negócios nesta área”, resume Gabriel Barsalini, presidente da Volvo Penta América do Sul. Com 49 anos, a Tracbel iniciou suas atividades prestando serviços de manutenção em equipamentos de terraplenagem e mineração. Atualmente, é um dos maiores distribuidores de máquinas pesadas e agrícolas do Brasil, e uma referência em qualidade e competitividade. Atua nos segmentos de mineração, extração, logística, siderurgia, construção civil, transporte, agronegócio e florestal. A Tracbel foi eleita seis vezes pelo Anuário Melhores e Maiores da Revista “Exame”, a melhor revendedora de máquina do Brasil. Recebeu da Volvo Construction Equipment, por nove oportunidades, o troféu Círculo de Excelência, de melhor dealer da América Latina. Está entre as 70 empresas mais responsáveis e com melhor governança corporativa do Brasil, segundo avaliação da espanhola MERCO, do Ibope Inteligência e da Revista Exame.

Com uma espécie de cabine hidráulica que permite o acesso de cadeirante ao interior da máquina, profissional da Noruega pôde mostrar ao mundo a sua competência no comando de uma máquina de 21 toneladas. Não é incomum a operadores qualificados terem o equipamento como uma extensão do seu corpo. Isso é especialmente verdadeiro para os operadores de escavadeiras, que têm a tarefa de operar um braço gigante com alta precisão. Para o operador de escavadeiras Tim Knutsen, da Noruega, que ficou paralisado da cintura para baixo após um acidente de carro em 2006, a máquina é muito mais do que uma extensão do seu corpo. Ela lhe dá a oportunidade de uma vida profissional que muitos achavam estar fora de seu alcance. Knutsen trabalha para uma pequena empresa na Noruega, chamada Jakhelln Construction. O slogan da empresa é ”Tornamos possível“, e o CEO, Nicolai Jakhelln, disse em entrevista â Equipment World que a empresa tem tido certo sucesso integrando pessoas com deficiência física. Knutsen, por exemplo, foi recomendado por uma empresa de treinamento de operado-

Brasil Construção

15

res, a Granlund Resource AS Brandbu. O operador usa cadeiras de rodas e trabalhou inicialmente em uma escavadeira de cinco toneladas, até perceberem o quão capaz ele era na profissão e como era difícil para entrar e sair daquela primeira máquina. Por isso a empresa trabalhou com um revendedor local da Hitachi para desenvolver uma escavadeira de 21 toneladas própria para Knutsen. O resultado foi uma “cabine hidráulica”, equipada com duas lanças articuladas, semelhante ao sistema de um manipulador telescópico. As hastes podem elevar a cabine a 11,5 pés e também podem desce-la, ao chão, permitindo a entrada de cadeirantes com mais facilidade. Knutsen inicia o trabalho com um controle remoto, com o qual traz a cabine para baixo. Ele então agarra um par de alças e levanta-se para a poltrona do operador, de onde um cinto de segurança de quatro pontos o mantém seguro. “Sou como uma criança imensamente grata à oportunidade que a empresa me deu”, diz Knutsen. Para o seu chefe, o CEO Nicolai Jakhelln, esse é o exemplo de que a sua equipe é excelente. Fonte: InfraRoi


Artigo

A evolução da tecnologia de impressão nos escritórios e canteiros de obras por Thiago Fabbrini Há mais de três décadas, a inovação e os avanços da indústria de tecnologia vêm transformando a maneira como os profissionais de design trabalham nos mercados de arquitetura, engenharia, construção, geoespacial e gráfico. Tudo começou no final dos anos 70, com o primeiro plotter de caneta – e que agora se tornou a linguagem gráfica HP-GL padrão do setor. No início dos anos 90, a tecnologia jato de tinta foi patenteada e começou a se estender também para o segmento de impressoras de grandes formatos – tornando a impressão em grandes formatos em preto

e branco fácil, rápida e de custo acessível. Nessa mesma década, essas impressoras ganharam cores, maiores velocidades de impressão e a capacidade de imprimir imagens em alta resolução e arquivos complexos, ajudando no tratamento das informações dos desenhos de arquitetura de forma mais confiável do que nunca. Na virada do milênio, as impressoras de grandes formatos trouxeram velocidades de impressão ainda mais altas e, em 2010, com o aumento da mobilidade e da globalização, foi lançada a primeira geração de plotters com recursos de

Brasil Construção

16

conexão via web – e a primeira multifuncional para grandes formatos que oferecia recursos de cópia, digitalização e impressão em um único dispositivo. A nuvem se integrou aos fluxos de trabalho e, desde então, os profissionais de Arquitetura, Engenharia e Construção (AEC) podem acessar, visualizar e imprimir projetos onde quer que estejam. Sabemos, porém, que ao mesmo tempo em que a evolução tecnológica resolve problemas, ela cria novas necessidades. Desta forma, enquanto a tecnologia de impressão progredia, a tecnologia


Thiago Fabbrini, Consultor de Soluções para Parceiros da HP Inc. Brasil

da informação também se desenvolvia, e ao longo dessa trajetória mudaram as maneiras de guardar, obter e compartilhar a informação. O uso da internet passou para o telefone, que passou a ser levado no bolso; este deixou de ser simplesmente um telefone, transformando-se em um dispositivo que hoje reúne funções de computadores, câmeras fotográficas, filmadoras e aparelhos de som, tornando-se um dispositivo multitarefas que permite criar, editar e compartilhar praticamente qualquer conteúdo. Quando olhamos para o mercado de Arquitetura e Construção, percebemos que embora todas essas evoluções tenham trazido impactos significativos para os processos, a impressão de grandes formatos permanece sendo um elemento-chave para a apresentação de projetos, pois permite que os profissionais discutam sobre eles, colaborem com ideias para os demais criadores e instruam os executores nos canteiros de obras. Os impressos facilitam muito a interpretação das plantas e projetos, possibilitando ainda que as intervenções e observações sejam anotadas sobre o próprio desenho. Considerando esse cenário, é possível perceber duas importantes necessidades. A primeira é que, se os arquivos e projetos estão sendo compartilhados pelos smartphones, eles também devem ser capazes de realizar as impressões de grande formato e, como também estamos falando de mobilidade, eles devem poder ser enviados de qualquer lugar, para qualquer

lugar. E se a tecnologia está aí para nos ajudar, a impressão por smartphone também precisa ser fácil, simples – nada parecido com o que temos nos computadores convencionais, que exige instalação de drivers e diversas configurações. Em segundo lugar, temos o compartilhamento da informação. Os prazos cada vez mais curtos exigem que essa informação seja compartilhada mais rapidamente, o que pode ocasionar erros, retrabalhos e prejuízos. Portanto, mais do que impressoras de grande formato, os profissionais de Arquitetura e Construção precisam de multifuncionais para grandes formatos. As atuais multifuncionais de grande formato conectadas à internet introduzidas no mercado desde 2010 têm ajudado cada vez mais empresas a deixar seus fluxos de trabalho mais eficientes, permitindo que através do próprio painel do equipamento seja possível digitalizar e compartilhar as plantas e projetos com anotações diretamente por email. A conectividade e a migração de equipamentos monofunção para os de multifunção são tendências e isso tem aumentado a oferta de equipamentos com essas características e tornado sua aquisição muito mais acessível. A evolução tem sido tão impressionante que hoje é possível estender algumas funções de uma multifuncional de grande formato para o smartphone e operar por meio dele, como acontece com a HP Designjet T830, que ainda possui conexão wireless. Além desses aspectos tecnológicos vale comentar também que as constantes alterações durante a execução de projetos também criam novas necessidades. Com o tempo ficando cada vez mais escasso e a busca pela redução de custos aumentando, impressoras – principalmente as multifuncionais de grande formato – estão sendo levadas aos canteiros de obras. As anotações nas plantas são digitalizadas e compartilhadas rapidamente com o escritório central que, após editálas, imprime os materiais atualizados diretamente na multifuncional que se encontra na obra, o que reduz o tempo gasto, a possibilidade de atrasos e os custos com transporte. Pensando nisso, a HP desenvolveu até mesmo um kit com rodinhas “off-road” e estrutura de proteção com maior resistência a pancadas, que deixa o equipamento pronto para ambientes hostis. Este, inclusive, é um exemplo de como alguns fabricantes têm buscado evoluir desenvolvendo melhorias que vão além de características técnicas dos equipamentos, mas que proporcionem fluxos de trabalho mais fáceis e eficientes.

Brasil Construção

17


Capa

Compactando a crise

Brasil Construção

18


Máquinas de compactação que trabalham em solos granulares e coesivos e em rampas de até 60º ajudam a eliminar passadas desnecessárias eliminando custos e gerando economia nas obras.

Brasil Construção

19


Capa Para mostrar a evolução tecnológica dos equipamentos que estão disponíveis e revolucionando o mercado brasileiro de compactação, a Revista Brasil Construção entrevistou representantes das principais marcas: Ammann Latin America; Atlas Copco; Bomag; Ciber Equipamentos Rodoviários; JCB do Brasil e Volvo Construction Equipment Latin America, segundo os quais determinados rolos de compactação podem ser chamados de “equipamentos inteligentes”, já que são capazes de detectar no solo pontos ainda não compactados, ajustar automaticamente os parâmetros de vibração, entre outras ações, que visam obter um solo 100% dentro da maior qualidade para receber qualquer tipo de acabamento. É importante saber que 1% de diferença no grau de compactação representa aproximadamente 15% da capacidade de suporte do solo. Se um pavimento foi projetado para uma carga de 20 toneladas por eixo, e a exigência de compactação da obra era de 98% do grau proctor, mas durante a execução o grau de compactação médio alcançado foi de 97% do grau proctor, esse pavimento certamente terá a sua capacidade de carga comprometida em aproximadamente 15%. Ou seja, com uma carga de 18 toneladas a base do pavimento poderá ceder. O mesmo vale para estruturas como viadutos, pontes, prédios, galpões e etc.

Ammann Latin America De acordo com os executivos, os rolos compactadores, nas suas inúmeras versões ajudam a eliminar passadas desnecessárias eliminando os custos desnecessários e gerando economia. É o caso dos sistemas de compactação patenteados ACE da Ammann Latin America, que fornecem controle de qualidade ao identificar pontos não compactados. O ACEpro pode até reagir e ajustar automaticamente os parâmetros de vibração. “Mas isso é só o começo. Todos os valores calculados podem ser exibidos e avaliados, incluindo a capacidade de carga do material, número de

Brasil Construção

20

passagens e os valores de frequência/amplitude”, garante pereira reforçando que os equipamentos são adequados para a compactação de diversos solos, desde o silte (fragmento de mineral ou rocha menor do que areia fina e maior do que argila) até a pedra britada, e estão disponíveis em diferentes versões: • D - Versão padrão para aplicações de compactação com um rolo liso (tração no cilindro). • PD - Rolos compactadores com cilindro pé-de-carneiro foram projetados para média e larga escala de compactação em materiais semi coesivos e coesivos. Disponível para todos os modelos.


• HD - Versão Tração (Heavy Duty - HD) possui habilidades melhor tração em terrenos difíceis - Sistema ATC (controle da roda, controle dos motores hidráulicos), lastro nos pneus, pneus de trator. Permite trabalhos rampas de até 55° • HT - Versão Tração (High Traction - HT) para a operação em longos períodos em encostas e aterros

Conheça mais sobre a empresa Ammann, os equipamentos e soluções para diversos segmentos lendo o QRCode abaixo com seu celular ou tablet

sanitários. Sistema ATC (controle da roda, controle dos motores). Permite trabalhos em rampas de até 60°

Solução completa na construção de estradas Reconhecida como o maior fabricante mundial em equipamentos de pavimentação e compactação de asfalto e uma das maiores em usina de asfalto, a Ammann - situada na cidade de Gravataí (RS) e uma das oito fábricas do Grupo Ammann – destaca-se no segmento de compactação com o compactador de solos modelo ASC 110 T3, sendo um dos produtos do seu portfólio para atender ao mercado brasileiro e América Latina. Segundo Gilvan Medeiros Pereira, CEO da Ammann Latin America, o equipamento destaca-se pelos baixos custos operacionais e resultados obtidos sob severas condições de trabalho. “Desempenho obtido por meio do desenvolvimento e compartilhamento de tecnologias dentro do Grupo Ammann”, complementa Pereira. O rolo compactador ASC 110 T3 com peso operacional de 11.490 kg é equipado com motor a diesel Cuminns de 160 HP, associado ao reservatório de combustível de 410 litros que garante uma capacidade de trabalho de até 32 horas. O foco da Ammann é fornecer equipamentos de alta performance que melhoram a eficiência na queima de combustíveis fósseis, e reduz custos operacionais e de manutenção das máquinas. De acordo com Pereira, a Ammann assegura os benefícios da

máquina, como conforto nas aplicações e baixo ruído, típicos do maquinário de padrão europeu. Os compactadores de solo são altamente confiáveis e eficazes. As máquinas são de fácil operação e manutenção, possibilitando a máxima disponibilidade. Pereira diz que o ASC 110 T3 Ammann possui excelente tração, garantido pela tração hidrostática de três motores hidráulicos, dois para as rodas traseiras e um para o cilindro. Desta forma, sem a utilização de eixo de transmissão, permitindo o posicionamento do motor mais baixo, o que garante ótima acessibilidade, além de propiciar um centro de gravidade mais baixo, assegurando assim excelente estabilidade.

Portfólio Pereira conta que a Ammann oferece um amplo portfólio de soluções eficientes em compactação, a linha leve conta com os compactadores de solos e asfalto, de percursão, as placas vibratórias, os compactadores walk-behind, os de acoplagem rápida e os compactadores de trincheiras. Já na linha de compactadores tipo tandem são oferecidas as soluções de compactação com peso operacional de 1,2 a 22 toneladas, e o que pode parecer inicialmente como conforto na verdade se traduz em produtividade no canteiro de obras. A localização dos controles de forma intuitiva torna o trabalho do operador mais fácil - ajudando a Continua

Brasil Construção

21


Capa ser mais eficiente, também. A vibração reduzida na cabine significa menos fadiga ao operador - e mais força aplicada na compactação. O conforto do operador é sinônimo de produtividade. Além das versões duplo tandem lisos, a versão Kombi, ou seja, a combinação de um tambor liso e pneus. Os rolos pneumáticos de pneus Ammann fornecem o efeito de amassamento e vedação que é crítico em canteiros de obra. Os rolos com pneus trabalham em asfalto e agregados, que, naturalmente, significa que as máquinas devem ser flexíveis. E certamente são, com ajustes de pressão de ar realizados sem que o operador saia da cabine. Os pacotes de lastro são facilmente adicionados ou removidos para assegurar que a máquina obtenha um processo de compactação mais eficiente. Uma sólida rede de representantes, com excelência em atendimento, faz a cobertura do mercado latino americano (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, El Salvador, Equador, Guatemala, Haiti, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela). Todos preparados para atender as necessidades dos clientes, com atuação direta no canal de vendas e na capilaridade dos negócios. A Ammann Latin America é o centro logístico para o fornecimento e logística de peças de reposição para a América Latina. Dispõe de suporte de help-desk, e canal Hot line disponível 24 horas/ dia, nos sete dias da semana, para prestar apoio ao longo da vida útil

dos equipamentos. Fiel ao lema “Productivity Partnership for a Life Time” (Parceria de Produtividade para toda a Vida), a empresa afirma adaptar totalmente as atividades às necessidades e exigências dos clientes em todo o planeta. “Estamos conscientes de que as nossas soluções para

Brasil Construção

22

construção de estradas (usinas e máquinas) comprovam seus méritos dia após dia em condições operacionais difíceis são a única maneira de dar aos nossos clientes a vantagem competitiva fundamental que eles precisam”, finaliza Pereira.


Capa

Atlas Copco - A importância de uma compactação Os rolos compactadores executam um trabalho que não é visível, porque a base fica escondida e somente a estrutura da construção fica aparente. Mas, é importante saber que 1% de diferença no grau de compactação representa aproximadamente 15% da capacidade de suporte do solo. Em outras palavras, se um pavimento foi projetado para uma carga de 20 toneladas por eixo, e a exigência de compactação da obra era de 98% do grau proctor, mas durante a execução o grau de compactação médio alcançado foi de 97% do grau proctor, esse pavimento certamente terá a sua capacidade de carga comprometida em aproximadamente 15%. “Ou seja, com uma carga de 18 toneladas a base do pavimento poderá ceder. O mesmo vale para estruturas como viadutos, pontes, prédios, galpões e etc.”, explica Carlos Santos, gerente de Produto e Aplicação RCE

da Atlas Copco. O que importa, segundo o executivo é que existem no mercado empresas sérias que fazem o controle tecnológico adequadamente. E a pessoa responsável pelo controle de qualidade certamente não deixaria passar mesmo se a diferença entre o encontrado e o exigido ficar abaixo 1%. Ou seja, ele reprovaria um trecho inteiro se encontrar 97,9% onde o exigido é 98% do proctor normal. Mesmo sendo feito um controle adequado, ainda temos locais com falha de compactação. Isso acontece porque o controle de compactação é feito por amostragem. Ou seja, bem menos de 1% da área compactada é testada. Não que falte tecnologia para isso. Ela está disponível desde a década de 70, mas as empresas executantes de obras não usam, por motivos de custos e os órgãos reguladores e clientes não exigem. Um exemplo de tecnologia que a Atlas Copco possui é o DCM (Dynapac Compaction Meter), que teve a sua primeira versão lançada ainda nos anos de 1970, e hoje pode ser adquirido em rolos compactadores por valores bem acessíveis”, garante Santos.

Grau de compactação e capacidade de suporte

Carlos Santos, gerente de Produto e Aplicação RCE da Atlas Copco

Quando uma empresa vai começar uma obra (estrada ou ferrovia) envia uma equipe ao local para fazer o levantamento de informações necessárias para o projeto executivo. Dentre essas informações é levantado o tipo de solo do

Brasil Construção

24

local porque ele varia de um local para outro e a construtora precisa saber o que vai encontrar e se programar, pois durante o projeto ela terá que fazer “cortes de morro” e “aterros de vales” com a intenção de fazer um trajeto seguro para a estrada. Para fazer essas operações de corte e aterros a construtora precisa conhecer muito bem o solo do local em que irá trabalhar. O profissional que foi enviado para fazer o levantamento de informações faz várias coletas de amostras e testes no solo do local. Assim, seguramente o engenheiro que irá realizar o projeto executivo terá informações seguras do local e onde encontrar matéria prima para os aterros. Essa matéria prima é o solo. Daí então ele determina onde serão as jazidas para retirada de solo. Quando esse profissional faz as sondagens das jazidas de solo, ele retira amostras desse material e executa alguns testes tais como: ensaio Proctor, limites de Atterberg, CBR, Granulometria etc. Através desses testes é possível classificar o tipo de solo e suas características estruturais, por exemplo: capacidade de carga, humidade ótima etc. Com essas informações o engenheiro tem condições de determinar quais são as exigências necessárias de execução da obra: qual é o grau de compactação mínimo para execução da obra. Para determinar quais tipos de rolos compactadores e quantas unidades são necessárias para execução da obra, o engenheiro se ba-


Fique por dentro de todos os produtos que Atlas Copco oferece para vários segmentos lendo o QRCode ao lado com seu celular ou tablet

seia na experiência para determinar essas informações, mas em obras de grandes portes, onde qualquer desvio de produção o desperdício é muito grande e muito caro, é recomendado o aterro experimental.

Aterro experimental O aterro experimental é um local de teste onde o engenheiro irá testar alguns equipamentos para identificar qual é o mais produtivo para aquele tipo de solo. A execução do aterro experimental é muito semelhante à execução da obra, pois ele deve simular as condições da obra. Para o aterro experimental ele deve utilizar os mesmos tipos de solos que serão utilizados na obra. Se serão utilizados cinco tipos de solos de cinco jazidas diferentes, ele deverá testar no aterro experimental

todos os cinco tipos de solo. E se houver suspeita que o tipo de solo da jazida mudou durante o processo de extração (imagine que o solo está sob camadas, o solo na superfície é bem diferente do solo a 10 metros de profundidade) deve ser testado novamente. O aterro experimental não precisa ser um local fixo. Pode ser qualquer lugar próximo à área de execução, ou até mesmo na obra (em uma estrada, pode ser as alças de acesso, ou até mesmo a pista principal). Através do aterro experimental o engenheiro tem condições de determinar qual é o melhor equipamento para aquela aplicação, velocidade adequada e quantidade de passadas. Assim otimizando o processo de compactação. O que tenho visto nas obras é que não é muito comum a execução

de aterros experimentais, a consequência disso é que durante a execução há um desperdício de equipamentos. Em algumas situações a operação coloca equipamentos com capacidades produtivas diferentes para executar a compactação, nivelando todos pelo menos produtivo e desperdiçando recursos. Eu defendo o uso de aterro experimental em toda obra que visito.

Modelos e aplicações A Atlas Copco desenvolveu uma série de equipamentos para a finalidade, entre eles está o CA 150 – Rolo compactador vibratório para solos de um cilindro da classe de sete toneladas de peso operacional é indicado para obras de pequeno e médio porte, para a Continua

Brasil Construção

25


Capa compactação de solos granulares e coesivos. É uma excelente opção para obras urbanas, pois seu efeito de compactação diminuirá os danos às estruturas ao redor. Há a possibilidade ainda da instalação de um Kit Patas em seu cilindro, quando liso, que o tornará apto também para a compactação de solos coesivos. No entanto, a instalação deste adicional reduzirá também sua produtividade em aproximadamente 25%. CA 250 – Rolo compactador vibratório para solos de um cilindro da classe de 12 toneladas de peso operacional é indicado para obras de médio e grande porte, para a compactação de solos granulares e coesivos. Esse é o equipamento mais conhecido da marca Atlas Copco e é também as classe de equipamento mais comum no mercado. Também há a possibilidade ainda da instalação de um Kit Patas em seu cilindro, quando liso, que o tornará apto também para a compactação de solos coesivos. No entanto, como no modelo anterior, a instalação deste adicional reduzirá também sua produtividade em aproximadamente 25%. CC 424HF – Rolo compactador vibratório para solos e asfaltos tandem de dois cilindros tracionados e vibratórios da classe de 10 toneladas de peso operacional, com chassi articulado, indicado para obras de médio e grande porte, para compactação de misturas asfálticas, concreto rolado e solos granulares. Pelo fato de ambos os eixos possuírem cilindros tracionados, seu efeito de compactação é superior ao de

compactadores vibratórios de um cilindro, reduzindo assim o número de passadas necessárias. CP 1200 – Rolo compactador de pneus para asfalto da classe de 12 toneladas de peso operacional foi lançado em julho último. Trata-se de um equipamento indicado para obras urbanas e rodoviárias de pequeno porte, para compactação de misturas asfálticas (acabamento). É muito utilizado também para selar solos coesivos já compactados ao fim de um dia de trabalho, para evitar a penetração de água de possíveis precipitações fora do expediente de trabalho. Há também a possibilidade de lastrear o equipamento, aumentando assim a carga por roda e consequentemente sua produtividade. CP 2100 – Rolo compactador de pneus para asfalto da classe de 21 toneladas de peso operacional é indicado para obras de médio e grande porte, para compactação de misturas asfálticas (acabamento). É muito utilizado também para selar solos coesivos já compactados ao fim de um dia de trabalho, para evitar a penetração de água de possíveis precipitações fora do expediente de trabalho. Há também a possibilidade de lastrear o equipamento, aumentando assim a carga por roda e consequentemente sua produtividade. CP 2700 – Rolo compactador de pneus para asfalto da classe de 27 toneladas de peso operacional estático indicado para obras de médio e grande porte, para compactação de misturas asfálticas (acabamento). É muito utilizado também para selar solos coesivos já compactados ao fim de um dia de

Brasil Construção

26

trabalho, para evitar a penetração de água de possíveis precipitações fora do expediente de trabalho. Há também a possibilidade de lastrear o equipamento, aumentando assim a carga por roda e consequentemente sua produtividade. CT 3000 – Rolo compactador tamping de 22 toneladas para compactação de solos coesivos não possuem vibração. A alta velocidade combinada com o desenho e disposição das patas promovem um efeito de “golpes de martelo” no solo, o qual é chamado de efeito tamping. O CT 3000 é indicado para aplicações onde o cliente deseja alta produtividade a um baixo custo operacional. Seu uso não é indicado para ambientes urbanos e sim em áreas com no mínimo 200 metros de comprimento, para ter espaço suficiente para atingir altas velocidades e produtividade. O grande diferencial do CT 3000 é o que o torna o rolo mais produtivo do mercado e a grande capacidade de aceleração, ele rapidamente atinge altas velocidades de compactação, melhorando o poder de compactação e a produção. O CT 3000 possui um motor Cummins QSB de 260HP e uma transmissão dana Powershift de quatro velocidades. Como a gama de produtos fabricados no Brasil (finamizáveis) é muito grande, o cliente tem várias opções de equipamentos e com características diferentes.

Parâmetros de compactação Os parâmetros mais falados são: Frequência e Amplitude. A amplitude é a distância em que o cilindro dos rolos compactadores


vibratórios se deslocam em relação ao solo. Ela está fortemente relacionada com o efeito de profundidade de compactação. Já a frequência está relacionada com a quantidade de impactos aplicados ao solo pelos rolos vibratórios. A frequência está fortemente relacionada com a energia aplicada no solo. Após essa breve descrição de ambos, vamos especificar as variações desses parâmetros: CA 150Asfalto - Frequência 45Hz, amplitude 0,4mm à 0,8mm; CA 150 - Frequência 33Hz, amplitude 0,8mm à 1,7mm; CA 250 – Frequência 33Hz, amplitude 0,8mm à 1,7mm; CC 424HF – Frequência de 51 à 67Hz, amplitude 0,3 à 0,8mm; CP 1200 – Rolo Estático, não tem vibração; CP 2100 – Rolo Estático, não tem vibração; CP 2700 – Rolo Estático, não tem vibração e CT 3000 – Rolo Tamping, não tem vibração, o efeito tamping é causado pela velocidade.

Afastando a crise com investimentos Em período de crise, quando as empresas reduzem os investimentos, a Atlas Copco opta por fazer o contrário e investe em sua linha de produção e desenvolvimento de produtos com nova tecnologia em compactação e pavimentação. Em julho último, por exemplo, lançou o novo rolo compactador de pneus Atlas Copco Dynapac CP1200, que por ser um equipamento pequeno irá revolucionar a compactação em vias urbanas. “Trata-se de uma máquina ágil, econômica e extremamente produtiva. Com apenas 12 toneladas pode produzir o mesmo que modelos acima de 20 toneladas”, garante Santos.

O CP 1200 permite uma execução mais rápida da compactação e, além disso, é extremamente compacto e consome menos combustível, o que contribui para uma sensível redução nas emissões de gases do efeito estufa. Seu exclusivo sistema “Air on the Run” possibilita a regulagem sem paradas. A pressão é ajustada com muito mais precisão, e a obra acontece bem mais rápido. A velocidade pode ser alta, mesmo em terreno inclinado, pois um circuito duplo de freios garante mais segurança que a maioria dos equipamentos do mercado, que possuem freio único. O controle de velocidade é assistido por microprocessador, evitando que a máquina faça arranques e paradas bruscas, sem provocar marcas no asfalto e melhorando ainda mais a qualidade do pavimento. Outro fator que faz a obra ser mais precisa e rápida, é o conforto e ergonomia da cabine. Todos os controles são de fácil acesso e alta precisão. Além disso, a plataforma de operação possui uma rotação de 180° deixando o operador

posicionado de uma forma mais agradável durante a operação. O conforto da cabine também é aumentado por um sistema de ar condicionado. O resultado é um operador sem estresse, que fica mais atento e produz mais.

Conforto operacional é essencial Todas as cabines da marca possuem ar condicionado e certificado ROPS, um documento emitido por uma empresa certificadora dizendo que se houver acidente onde o equipamento virar sobre a cabine o operador está protegido dentro dela. Algumas cabines além da certificação ROPS, possuem a certificação FOPS, que certifica a segurança em caso de queda de objetos. A tendência em relação a manutenção dos equipamentos da Atlas Copco é a diminuição dos pontos de manutenção. Um exemplo disso são as articulações livres de manutenção. Com esse conceito de projeto a empresa visa uma maior produtividade na obra. Compaction meter DCM

Continua

Brasil Construção

27


Capa Tecnologias aplicada à compactação e pavimentação O primeiro Compaction meter foi lançado na década de 70 e de lá para cá, a empresa desenvolveu tecnologias capazes de detectar pontos falhos na compactação e prever possíveis falhas no pavimento com antecedência e exatidão. Atualmente, a companhia possui os seguintes dispositivos: DCM (Dynapac Compaction Meter) - Um medidor de compactação, que mede a dureza relativa do solo e com essa informação operador tem condição de fazer a correlação com a grau de compactação do solo. Com esse dispositivo é possível prever os locais falhos em compactação economizando tempo e dinheiro na obra; O Dyn@lizer - Medidor de compactação que além de fazer a medição relativa de dureza do solo é capaz de mapear e armazenar os dados gerando uma documentação do projeto para consultas posteriores; O Fleetlink - Sistema de telemetria que dá condições ao cliente ter acesso a informações do equipamento tais como: posicionamento geográfico; determinar cerca geográfica; alarmes e códigos de falha; diagnósticos remotos; fator de carga de operação; consumo de combustível; deslocamento e RPM do motor.

Pacotes de opcionais Para melhor atender seus clientes, a Atlas Copco oferece uma extensa lista de opcionais, que vão desde sistema de con-

trole contínuos de compactação como DCM, Dyn@lizer, passando pelo Fleetlink, luzes de trabalho especiais, cabines assimétricas e cabines simétricas, sinalizadores para tráfego, compactadores de borda, sensores de temperatura, lastros, modelos de pneus, lastros especiais, pintura especial etc.

Construção civil a mola que impulsiona a economia O mercado de máquinas para construção civil, em especial o de infraestrutura sofreu uma queda brusca. “Em 2013 tivemos o pico de aproximadamente 28.000 máquinas, em 2015 esse número caiu para menos de 6.000 equipamentos. Comparando o mesmo período de 2015 com 2016 a queda já é de aproximadamente 50%. Ou seja, foi o segmento que sofreu muito nesse período”, conta o gerente da Atlas Copco. Segundo o executivo, a indústria de construção civil no Brasil é de extrema importância, pois é quem emprega muita mão de obra, movimenta outras áreas e seu produto é produzido no local de uso. “Em outras palavras, ainda não temos tecnologia disponível para importar uma estrada pronta. Ou seja, o segmento é um excelente motor para a retomada do crescimento. Ainda mais quando falamos em infraestrutura, que além de movimentar o mercado, consegue melhorar a produtividade do País, tornando as outras industrias mais competitivas, e assim impulsiona a roda da economia”, explica Santos. O ano 2016 está bem difícil, registrando uma queda muito gran-

Brasil Construção

28

de, porém, desde o começo do exercício o mercado de máquinas vem apresentando uma pequena recuperação e aos poucos reduzindo essa perda. O mês de julho, por exemplo, foi apontado pelo gerente da Atlas Copco como sendo o melhor, chegando a superar as expectativas. “Sou otimista e acredito que teremos mais surpresas boas até o final do ano”, projeta.

Segredo - acreditar sempre De acordo com Santos, a Atlas Copco já passou por várias crises no Brasil e sempre acreditou no País como sendo um bom mercado e importante estrategicamente para os negócios da empresa. Com mais de 60 anos de mercado, a empresa possui duas fabricas no Brasil, com capacidade suficiente para atender as vendas domésticas e as exportações. “A fábrica de rolos compactadores fica em Sorocaba (SP) onde produzimos vários modelos”, conta Santos. De acordo com o gerente, ao longo desses anos a Atlas Copco adquiriu muita experiência para trabalhar no Brasil. Graças ao seu know how, a empresa conseguiu se tornar uma das maiores fabricantes de rolos compactadores, reunindo a maior gama de produtos nacionais. Atualmente o portfólio de produtos da marca é composto de sete modelos de equipamentos, “nenhum outro fabricante nacional tem uma linha de produtos nacional tão extensa quanto a Atlas Copco”, assegura.


Volvo Construction Equipment Latin America está comprometida com o sucesso e lucratividade dos clientes

Fique por dentro de todos os produtos que a Volvo oferece para vários segmentos lendo o QRCode ao lado com seu celular ou tablet

A ampla gama de compactadores que compõem o seu portfólio de produtos, faz da Volvo Construction Equipment Latin America, uma das marcas mais fortes no mercado de infraestrutura no País. “Importante lembrar que a nossa empresa está comprometida com o sucesso e com a lucratividade dos clientes. Este é um valor corporativo, portanto não se aplica apenas aos compacta-

dores, mas a todos os produtos da marca”, diz Boris Sanchez, gerente de Suporte a Vendas e Aplicações da companhia. Segundo Sanchez, o conforto ao operador e segurança sempre foram pontos fortes e de atenção na Volvo. A empresa prima pela visibilidade em todos os sentidos e baixo nível de ruídos para uma operação segura e confortável. Assentos giratórios

Brasil Construção

29

são incluídos sempre que necessário para uma melhor ergonomia e redução de fadiga. Alguns modelos contam ainda com cabine fechada e ar condicionado para um dia mais agradável aos operadores dos equipamentos da marca. “Em alguns modelos há inclusive sensor de presença no assento do operador, para evitar opeContinua


Capa centrífuga baixa amplitude (kN): 207 (cilindro liso), 264 (“pata-decarneiro”). Amplitude nominal alta (mm): 1,92 (cilindro liso), 2,22 (“pata-de-carneiro”). Amplitude nominal baixa (mm): 1,29 (cilindro liso), 1,44 (“pata-de-carneiro”).

Boris Sanchez, gerente de Suporte a Vendas e Aplicações

ração desembarcada ou em pé”, reforça o gerente. No Brasil, a empresa comercializa os seguintes modelos, divididos pelas suas aplicações principais: Compactadores de cilindro único liso indicado para compactação de solos granulares, ou tipo “pata-de-carneiro” para solos coesivos, modelo: SD105 - (11,5 t): tendo como opcionais: cinco frequências de vibração, vibração automática, SmartPower/EcoMode (eficiência de combustível), raspadores internos, cabine fechada com AC e kit “casquinha” (para conversão do cilindro liso em “pata-decarneiro”). Opcionais para análise de compactação: Indicador de compactação/passadas/frequência e CompAnalyzer (analisador de compactação com impressora). Frequências (Hz): 30,8/33,8 (cilindro liso) e 27,5/33,8 (“patade-carneiro”). Força centrífuga alta amplitude (kN): 258 (cilindro liso), 270 (“pata-de-carneiro”) e força

SD160 (16 t): opcionais: vibração automática, SmartPower/ EcoMode (eficiência de combustível), raspadores internos. Opcionais para análise de compactação: Indicador de compactação/passadas/frequência e CompAnalyzer (analisador de compactação com impressora). Frequências em Alta Amplitude (Hz): 23,3-30,8 (cilindro liso) e 22,5-27,5 (“pata-de-carneiro”). Frequências em Baixa Amplitude (Hz): 24,2-33,8 (cilindro liso) e 24,2-33,8 (“pata-de-carneiro”). Força centrífuga Alta Amplitude (kN): 339 (cilindro liso e “pata-decarneiro”) e força centrífuga Baixa Amplitude(kN): 264 (cilindro liso), 257 (“pata-de-carneiro”). Amplitude nominal alta (mm): 1,97 (cilindro liso), 2,21 (“pata-decarneiro”). Amplitude nominal baixa (mm): 1,28 (cilindro liso), 1,68 (“pata-decarneiro”). No caso dos compactadores combinados (cilindro + pneus) para compactação de misturas asfálticas e materiais semi-coesivos, utilizam vibração e manipulação combinados: CR24 (2,6 t): opcionais: raspadores internos; frequências (Hz): 66,7; força centrífuga (kN): 32 e amplitude nominal (mm): 0,41. CR30 (3 t): opcionais: raspadores internos; frequências (Hz): 66,7;

Brasil Construção

30

força centrífuga (kN): 33 e amplitude nominal (mm): 0,34. Compactadores de cilindro duplo para asfalto misturado a quente, também usados em sub-bases de terra e bases de agregado: DD15 (1,5 t): opcionais: cilindro largo (1000 mm) ou estreito (900 mm), raspadores internos; frequências (Hz): 66,7 (cilindro largo ou estreito);força centrífuga (kN): 15,6 (cilindro estreito), 17,8 (cilindro largo) e amplitude nominal (mm): 0,37(cilindro estreito), 0,40 (cilindro largo). DD25B (2,6 t): opcionais: cilindro largo (1200 mm) ou estreito (1000 mm), cortador de bordas; opcionais para análise de compactação: Não possui; frequências (Hz): 55/66,7 (cilindro largo ou estreito); amplitude nominal (mm): 0,54 (cilindro estreito), 0,50 (cilindro largo) e força centrífuga alta amplitude (kN): 37,5 (cilindro estreito), 40,6 (cilindro largo) e força centrífuga baixa amplitude (kN): 25,5 (cilindro estreito), 27,7 (cilindro largo). DD38HF (3,8 ton): Opcionais: cortador de bordas; frequências (Hz): 70; amplitude nominal (mm): 0,33 e força centrífuga (kN): 36. DD100 (10 t): Opcionais: raspador interno, SmartPower/ EcoMode (eficiência de combustível); opcionais para análise de compactação: Sensor de temperatura da camada e impactômetro; frequências variáveis (Hz): de 30,8 a 41,7; amplitudes variáveis – 8 seleções (mm): 0,41 a 1,01 e força centrífuga (kN): 63 a 116.


Compactadores de pneus para asfalto misturado a quente, também usados em sub-bases de terra e bases de agregado: PT220 (de 10 ton até 24 ton – dependendo do enchimento do lastro): opcionais: NA; opcionais para análise de compactação: NA; não se aplicam frenquências, amplitudes e força centrífuga. O único equipamento da marca que conta com financiamento Finame é o SD105 produzido no Brasil. Os demais modelos são importados, “porém, o nosso braço financeiro (VFS – Volvo Financial Services) oferece atualmente condições bastante atrativas para nossos

clientes”, garante Sanchez.

Manutenção e características de acesso Segundo Sanchez, as máquinas Volvo são feitas para durar por muitos anos, buscando também atingir alto valor de revenda. A empresa opta por desenvolver produtos de forma que toda manutenção seja feita ao nível do solo, facilitando o acesso com segurança. Ampla abertura dos capôs e facilidade de acesso ao ponto de verificação diária também são referências da marca, não sendo diferente com todos os nossos compactadores. Possuímos uma rede de distribuidores com cobertura nacional e nos-

Brasil Construção

31

sos consultores são exaustivamente treinados para oferecer somente soluções que sejam adequadas ao cliente, tanto na venda quanto no pós-venda. Nosso pessoal de serviço é constantemente submetido a treinamentos e reciclagens técnicas. Aliando tudo isso ao nosso amplo estoque de peças, garantimos aos clientes um atendimento rápido e máquinas sempre prontas para o trabalho. “Importante lembrar que a Volvo está comprometida com o sucesso e com a lucratividade dos clientes. Este é um valor corporativo, portanto não se aplica apenas aos compactadores, mas a todos os produtos da marca”, finaliza o executivo.


Capa

Bomag 60 anos de história em compactação Dona de uma história de mais de 60 anos, dois quais nove anos no Brasil, a Bomag é considerada uma das maiores especialistas mundiais em compactação. Seu portfólio é composto de diversos modelos diferentes de compactadores, desde de equipamento de percussão e de condução manual, passando pela linha completa de rolos compactadores pesados de solos e asfalto (tandem, combinado e pneus) até os modelos para compactação de resíduos, com mais de 54 toneladas. Com fabricação nacional desde 2014, a Bomag Marini Latin América, empresa do Grupo Fayat localizada em Cachoeirinha (RS), vem traçando um caminho de sucesso no território brasileiro, onde possui quase mil máquinas em operação. Na unidade gaúcha a empresa fabrica os modelos de compactadores de solos BW212 D-40 e BW212 PD-40, sendo a primeiro a versão lisa e o segundo, com pé de carneiro. Os modelos brasileiros são equipados com o potente motor Cummins QBS 4.5 Tier 3, de fabricação nacional e com baixo nível emissões. Os equipamentos possuem diversos recursos exclusivos que os diferenciam como: o conceito Bomag Easy Service; junta articulada Bomag; sistema de deslocamento com tração no tambor e no eixo traseiro, sendo este com eixo-

-diferencial blocante; comandos intuitivos; exclusivo design da cabine com sistema ROPS/FOPS integrado e a alta densidade de compactação gerada pela dupla amplitude e frequência de operação.

Conforto operacional O Rolo Bomag BW 212 PD-40 possui assento estofado de alta qualidade e resistente ao sol além de contar com amortecimento no banco do operador. Com relação aos acabamentos dos elementos internos, são utilizados componentes de alta qualidade e acabamento. Todos os elementos internos da cabine são dispostos de uma maneira simples e de fácil compreensão, tais como: proteção dos parafusos, os quais estão cobertos pelos próprios elementos da cabine, concebidos no projeto dos componentes; acabamento das soldas: cordões de solda sem descontinuidade e com ótima aparência; piso da cabine em carpete de borracha fácil de limpar e

Brasil Construção

32

piso com inclinação para apoio dos pés; e fixação dos cabos elétricos: não há cabo exposto dentro da cabine, pois os mesmos estão presos à estrutura da cabine e protegidos por uma capa isolante extra. Na parte externa da máquina é possível destacar diversos pontos como a qualidade da pintura e acabamento, evitando possíveis pontos de corrosão. Além disso, assim como na cabine, todos os cabos são fixados, protegidos com uma capa extra. Cada chicote e fio possuem identificação correspondente e de fácil rastreabilidade no manual.

Conforto e ergonomia Segundo o fabricante, visando a ergonomia do operador, o BW 212 PD-40 é o único modelo no mercado que possui direção descentralizada, com o volante posicionado à esquerda, ficando mais próximo ao braço esquerdo do operador. O assento do operador possui apoio para os braços e a cabine, além de


Conheça mais sobre a Bomag, os equipamentos e soluções para diversos segmentos lendo o QRCode abaixo com seu celular ou tablet

ser climatizada, possui isolamento acústico. Todos os compactadores de solos Bomag-40 oferecem duas amplitudes e duas frequências. Elevadas amplitudes até 2,2 mm e uma sintonização exata da força centrífuga de parâmetros, massa de vibração e carga garantem um efeito de profundidade e uma potência de compactação ideais. É evidente que os excitadores Bomag têm uma vida extremamente longa e são de reduzida manutenção. Seu arrefecimento de ventilador integrado maximiza a vida útil. É importante destacar a compactação de alta densidade gerada pela dupla amplitude e pela dupla frequência de operação que em sincronia, permite o efeito de profundidade e uma potência de compactação altamente eficaz em menor tempo.

Principais características de acesso

O BW 212 PD-40 possui o conceito “easy service” que se destaca pela total acessibilidade de manutenção. Através dele, todos os filtros, bombas, motores e pontos de manutenção são acessados com facilidade, como exemplo, se destaca a abertura do capô, feita manualmente e que atinge um ângulo de até 90°. Além disso, os pontos de drenagem de fluidos são localizados em pontos externos do equipamento. Não existem pontos de lubrificação (engraxe), evitando dispêndio de tempo com manutenção O equipamento foi pensado para garantir baixa necessidade de manutenção e facilidade para tal, por isso os compactadores da marca possuem acesso direto a todos os filtros além de possuir as exclusivas juntas articuladas Bomag que não exigem lubrificação e são totalmente livres de manutenção. Além disso, os compactadores de solos possuem incomparável eficiência de refrigeração com a entrada de ar frio ocorrendo atrás da cabine, passando pelo radiador e sendo direcionado para as saídas traseiras. A linha de compactadores de solos Bomag possui ainda o eixo traseiro com ótima capacidade de tração ideal para condições difíceis de operação. Todos os pontos de mancal foram enchidos com lubrificantes de alta potência e encapsulados de forma hermética para todo o tempo de vida útil. A sujeira não pode entrar e o lubrificante não pode sair. Assim, o tempo de vida útil será maximizado. É possível abrir completamente o capô sem qualquer dificuldade de

Brasil Construção

33

forma manual; dessa forma, se tem um acesso livre para o compartimento do motor. Para todos os líquidos foram instaladas torneiras de drenagem no exterior do chassi. A aspiração de ar de refrigeração e de combustão tão bem disposta, de maneira que o radiador permanece limpo e a vida útil dos filtros de ar aumenta significativamente. Os amortecedores de borracha no tambor podem ser substituídos individualmente sem que seja necessário desmontar peças do chassi. E caso seja necessário, o chassi dianteiro dos compactadores de solos O BW 212 oferece uma vantagem decisiva: todos os componentes estão aparafusados entre si em vez de soldados. Desse modo, eventuais reparos são extremamente facilitados. O equipamento é acionado por motor Cummins QBS 4.5 Tier III, que garante baixa emissão de poluentes. Além de trabalhar de forma suave e silenciosa, com 130 HP, fornece ao compactador BW 212 ótima potência em qualquer situação de trabalho. De fabricação nacional, os motores do BW 212 são de fácil manutenção e possuem ampla gama de peças de reposição A tecnologia de medição EVIB mede permanentemente de forma precisa a rigidez do solo já durante a compactação. Desse modo, pode detectar-se o fim da possível compactação e os pontos fracos de forma segura. O condutor recebe os valores EVIB opcionalmente no insrumento Continua


Capa circular BEM ou no visor BTM prof. Além disso, o BTM prof dispõe de uma impressora que permite documentar todas as vias. O BCM 05 proporciona uma utilização ainda mais confortável, que guarda os valores EVIB de toda a obra. Com os dados GPS surgem, assim, mapas de compactação precisos, sem qualquer intervenção do condutor. E o melhor: o StarFire GPS Receiver da Bomag atingem elevada precisão de 10 cm sem estação

que são oferecidos como opcionais: medidores de compactação - Bem e BTM (Bomag Evib Meter e Bomag Terrameter); velocímetro;medidor de combustível;sistema de controle de compactação eletrônica, com rastreamento via GPS e impressora para emissão de relatório “in-loco”; monitoramento à distância (Telemetria); rádio; painel com tela em LCD; segurança, entre outros. Devido à experiência de anos de fabricação e aplicação, a BOMAG

600 itens, específicos do BW 212, que contemplem as mais variadas necessidades de campo além de um canal de envio de peças semanal direto da fábrica na Alemanha. Os modelos da marca finamizados são: BW 212 P-40 e BW 212 PD -40, fabricados no Brasil.

de referência local. Não pode ser mais flexível, preciso e fácil! Em termos de tecnologia ainda podemos citar as tecnologias de monitoramento de compactação como: Bomag Terrameter, Bomag Compaction Management (BCM05) e rastreamento via GPS, além de impressora para emissão de relatório “in-loco” e monitoramento à distância (Telemetria).

através do BW 212 conseguiu reduzir todos os níveis de necessidade de manutenção do equipamento. Para as revisões de 250hs, 500hs e 100hs, existem kits padrões que poderão ser solicitados diretamente à rede autorizada que contemplam todas as peças necessárias para as referidas revisões de forma que o equipamento continue trabalhando sem perda de performance. A empresa possui especialistas técnicos 24/7 pronto para atender qualquer necessidade. O estoque de fábrica também possui mais de

tegrado à alavanca de deslocamento, o que possibilita ao operador executar duas tarefas importantes sem retirar a mão da alavanca. Os botões e “switches” são independentes não havendo necessidade de acessar “Menus” e “sub-menus” para ativar alguma função. A operação dos compactadores de solos Bomag -40 não implica quaisquer dificuldades. Interruptores claramente identificados e robustos, indicações explícitas: mesmo operadores inexperientes podem sentar-se na máquina e iniciar a operação.

Pacotes opcionais O compactador Bomag possui diversos itens de alta tecnologia

Brasil Construção

34

Facilidade de operação Os comandos de operação são intuitivos e práticos. Um exemplo disto é o freio de estacionamento in-


Ciber Equipamentos Rodoviários: Um ano difícil para compactação Fique por dentro de todos os produtos que Ciber equipamentos oferece para vários segmentos lendo o QRCode ao lado com seu celular ou tablet

Para Jandrei Goldschmidt, gerente de Marketing da Ciber Equipamentos Rodoviários, o mercado de máquinas para construção de rodovias e de compactação depende e varia muito de acordo com o cenário econômico e investimentos em obras de infraestrutura no País. “O segmento de compactadores chegou a movimentar uma indústria de 2.500 a 2.800 unidades ao ano, porém em anos como o cenário atual, a indústria total de rolos não deverá ultrapassar as 700 unidades. No mercado brasileiro a HAMM ocupa atualmente a 3ª maior fatia do mercado, já no mercado mundial de rolos compactadores ocupa a 1ª posição.

Jandrei Goldschmidt, gerente de Marketing

Para 2016 as estimativas apontam para uma nova queda no total da indústria na ordem de 60% sobre 2015, e ”considerando as projeções econômicas e cenários possíveis de investimentos em infraestrutura rodoviária, para 2017 o cenário que se apresenta hoje não difere muito dos volumes estimados para 2016”, projeta Goldschmidt.

125 modelos ofertados No Brasil, sob licença da HAMM, são produzidos os modelos

3411/3411P e HD 90 (com Finame) na fábrica da Ciber, em Porto Alegre (RS). A marca HAMM possui mais de 125 modelos de rolos compactadores em seu portfólio, prova do know-how em seus mais de 100 anos de existência. O trabalho dos compactadores é produzir uma elevada capacidade de suporte de carga. Os compactadores HAMM conseguem isso através de mais elevada produtividade, sempre mantendo a eficiência em consumo de combustível e qualidade na compactação e operação confortável. A linha de rolos Hamm inclui modelos de cinco a 25 toneladas, com cilindro liso ou pé-de-carneiro. Chassi articulado em três pontos para máxima segurança e conforto de operação. Tração de fábrica para superar aclives em modo vibratório. Visão total do cilindro dianteiro e dos pneus traseiros. Direção hidrostática. Manutenção Continua

Brasil Construção

35


Capa facilitada. Opções de cilindro liso, cilindro pé-de-carneiro e cilindro liso com segmento pé-de-carneiro removível. Versões com toldo, proteção ROPS/FOPS ou cabine climatizada. Grande versatilidade de aplicações em compactação. Os principais modelos comercializados no País em linha com as demandas e características do mercado local são: rolos de solos – categoria de 11 tons: 3411 rolo cilindro liso; 3411 rolo cilindro liso com kit pata e 3411P rolo cilindro com pata. As máquinas possuem Chassi articulado em três pontos para máxima segurança e conforto de operação; tração de fábrica para superar aclives em modo vibratório; visão total do cilindro dianteiro e dos pneus traseiros; direção hidrostática; manutenção facilitada. A fábrica oferece como opções de cilindros, os equipamentos de cilindro liso, cilindro pé-de-carneiro e cilindro liso com segmento pé-de-carneiro removível. Versões com toldo, proteção ROPS/FOPS ou cabine climatizada. As principais características: largura de trabalho: 2.140mm, potência de motor: 98kW / 133hp e peso Operacional: 11,5t Os rolos de solos – categoria de 20 tons: 3520 rolo cilindro liso e 3520P rolo cilindro com pata, oferecidos com chassi articulado em três pontos para máxima segurança e conforto de operação; tração de fábrica para superar aclives em modo vibratório; visão total do cilindro dianteiro e dos pneus traseiros e direção hidrostática. A opção de cilindro liso, com cilindro pé-de-carneiro

e cilindro liso com segmento pé-de-carneiro removível. Versões com toldo, proteção ROPS/FOPS ou cabine climatizada. Dimensões reduzidas em relação ao peso operacional. Excelente desempenho em grandes obras de terraplenagem, execução de estabilização de solos e reciclagem asfáltica. Características: largura de trabalho: 2.220mm; potência de motor: 155kW / 210hp e peso operacional: 20t Os compactadores da linha HD são perfeitamente projetados para a compactação de solos na construção de estradas e para pavimentação de grandes superfícies de asfalto. Vibração e oscilação os tornam adequados para diversas aplicações oferecendo enormes benefícios para o condutor em termos de conforto e visibilidade, além de alto rendimento e economia de combustível. Rolos Tandem: HD14VV e HD14VT – rolo duplo cilindro liso e rolo combinado de 4,4t: HD14VV: Rolo de cilindro duplo liso vibratório da série compacta. Grande área de contato com a camada mesmo em um modelo compacto. Deslocamento do cilindro traseiro em cinco centímetros para compactação junto a obstáculos laterais. Visibilidade das bordas de compactação, com vibração integrada em ambos os cilindros. HD14VT: Rolo da série compacta combinado, com cilindro liso vibratório dianteiro e pneus lisos no eixo traseiro. Visualização das bordas do cilindro. Tanque de aditivo para limpeza dos pneus a partir de acionamento no painel. Grande área de contato do cilindro dianteiro com a camada mesmo em um modelo compacto. Pneus garantem a finalização e fechamento da compac-

Brasil Construção

36

tação asfáltica. Características: potência de motor: 34,6kW / 47,1HP e peso operacional: 4,4t. HD90, HD90V e HD90K – rolo duplo cilindro liso de 9t: Rolo de cilindro duplo liso vibratório. Deslocamento do cilindro traseiro em 10 centímetros para compactação junto a obstáculos laterais. Visibilidade total de ambos os cilindros, com acesso livre para verificação e manutenção da barra aspersora de água e raspadores. Dupla frequência e amplitude de vibração, para diferentes espessuras de camada asfáltica. Características: potência de motor: 100kW / 136HP e peso operacional: 9t. HD75 e HD75K – rolo duplo cilindro liso e rolo combinado de 7,5t - HD75: Rolo cilindro duplo liso vibratório. Deslocamento do cilindro traseiro em 10 centímetros para compactação junto a obstáculos laterais. Visibilidade total de ambos os cilindros, com acesso livre para verificação e manutenção da barra aspersora de água e raspadores. Dupla frequência e amplitude de vibração, para diferentes espessuras de camada asfáltica. HD75K - rolo combinado com cilindro liso vibratório dianteiro e pneus lisos no eixo traseiro. Visualização total do cilindro e dos pneus. Plataforma de operação corrediça para melhor visibilidade das bordas do equipamento durante a execução. Tanque de aditivo para limpeza dos pneus a partir de acionamento no painel. Características: potência de motor: 55,4kW / 75,3hp e peso operacional: 7,5t. GRW18 - rolo duplo cilindro de pneus, equipados com oito pneus, com sobreposição de 50mm entre


os pneus dianteiros e traseiros, com total cobertura na largura de compactação. Eixo dividido em duplas de pneus, facilitando manobras e diminuindo o raio de curva. Controle de pressão dos pneus a partir do painel de operação. Assento duplo de operação com painel centralizado. Maior espaço interno para colocação de lastros. Características: peso máximo com lastros: 28t e peso Operacional: 14,6t GRW280 - rolo da nova série de compactadores estáticos equipado com oito pneus, com sobreposição de 50 mm entre os pneus dianteiros e traseiros, com total cobertura na largura de compactação. Eixo dividido em duplas de pneus, facilitando manobras e diminuindo o raio de curva. Controle de pressão dos pneus a partir do painel de operação. Assento de operação e painel integrados em plataforma corrediça sobre trilhos. Janelas exclusivas para visualização das bordas de compactação. Grande visibilidade em um modelo com dimensões mais compactas. Características: peso máximo com lastros: 24t e peso operacional: 16t.

Conforto operacional Toda linha Hamm possui alto conforto na operação, cabines climatizadas como opcional, a melhor visibilidade em todas categorias de rolos tanto do cilindro frontal como traseiro conferindo assim o mais alto grau de segurança durante sua operação. Além de todos estes diferenciais, possui todos os comandos de forma ergonomicamente planejados para estarem ao mais fácil manuseio por parte do operador. O rolo Hamm 3411P também

conta com direção hidráulica para facilitar as manobras e o chassi articulado de três pontos, proporcionando conforto na condução, estabilidade direcional, amortecimento de choques em terrenos desnivelados e segurança na operação. Graças ao diferencial de bloqueio automático possui elevado poder ascensional, podendo superar até 65% de inclinação mesmo no modo vibratório. Usado para compactar solos em largura de 2.140mm com força centrífuga que varia de 144 a 246 kN, que somado ao peso do módulo dianteiro possibilita atingir um Impacto dinâmico superior a 30.000 kgf. O rolo vibra em uma frequência de 30 a 40 Hertz, gerando amplitudes de 0,8 a 1,9mm. Esta variação de frequência e amplitude possibilita eficiência em compactação tanto em solos coesivos quanto em solos com características mais granulares. O cilindro conta com 140 patas trapezoidais de 152cm² de área de contato em cada uma, garantindo a maior área de cobertura do mercado, o que é muito importante em solos argilosos (coesivos) em que a maior área de contato garante maior poder de compactação pela extração da umidade retida entre as

partículas coesivas. O motor Deutz diesel num tanque de 290 litros e tem peso operacional máximo é de 13.330 kg. A abertura do capô é feita facilmente por meio de bomba manual com uma alavanca. Para fechá-lo, basta inverter através de um acionamento o fluxo hidráulico e acionar a alavanca. Todos os elementos de manutenção estão posicionados dentro do capô, sendo realizado de forma simples, com longos intervalos entre as assistências. As inspeções de filtros e bombas foram projetadas para serem inspecionadas a altura do solo e próximos uns aos outros, agilizando as paradas. Entre os pontos de segurança, um detalhe importante é a total visibilidade de operação. Tanto o cilindro dianteiro quanto os pneus traseiros são 100% visíveis a partir do posto de operação, pelo design compacto do capô traseiro, um diferencial da marca Hamm em todos seus rolos compactadores.

Sistemas de monitoramento A Hamm acaba de criar o Hamm Seismograph, novo aplicativo que auxiliará na medição

Continua

Brasil Construção

37


Capa das vibrações e oscilações transmitidas por estruturas durante sua construção. Ele funciona através de uma tecnologia que permite a captação das ondas oscilatórias e vibratórias. O Hamm Seismograph, que funciona como um sismógrafo para terremotos, pode ser utilizado em obras de compactação de solos e asfalto. Em trabalhos de compactação de solos ou asfalto, estas vibrações indesejadas podem ocorrer e levar danos às construções das cercanias. Como opcionais o cliente da marca pode comprar um rolo de solos cilindro liso e adquirir o kit pata para que possa operar tanto na compactação de solos como de asfalto. Opcionais como ROPS e FOPS nas cabines para maior segurança, cabines com ou sem climatização, iluminação de trabalho e algumas tecnologias mais avançadas como o compactômetro, frequência de vibração, proteção anticapotamento ROPS/FOPS, medidor de compactação HCQ com visualização no painel de operação, rádio (para a versão com cabine), tacógrafo, isolamento acústico do compartimento do motor, faróis de trabalho adicionais e sistema de mapeamento da compactação através do sistema HCQ e GPS. Os compactadores Hamm e a linha de produtos Wirtgen Group (Wirtgen, Vögele, Hamm, Kleemann e Ciber) contam com completo suporte de serviços, técnicos altamente qualificados e amplo estoque de peças em todas as revendas autorizadas no território brasileiro. Estamos próximos a todos os clientes, em todos os estados, e muito próximo a todas

as obras de forma a prestar o mais ágil atendimento de forma a manter o equipamento de nossos clientes o menor tempo possível parados. Contamos com estruturas próprias, todas equipadas com oficinas, técnicos e amplo estoque de peças”, garante Goldschmidt, segundo quem os equipamentos 3411, 3411P e HD90 e HD90K são todos financiados pela Finame.

as inovações e não ter medo de adquirir um equipamento de alta tecnologia em função do receio de que os operadores não irão conseguir operar adequadamente. Os avanços foram projetados justamente para facilitar, e não para atrapalhar a operação. Na entrega técnica da máquina, um técnico certificado pela fábrica faz o treinamento operacional.

Soluções técnicas

Benefícios da tecnologia embarcada

“Oferecemos soluções técnicas completas para compactação. Entre focado muito o setor de compactação, pois é o início e o fim do processo construtivo de rodovias. A compactação de solos é a primeira etapa da construção onde ocorrem inúmeros erros de execução que podem comprometer as etapas posteriores. Já a compactação asfáltica é o fechamento do trabalho e precisa ter o máximo cuidado”, complementa. De acordo com o executivo é interessante fazer controle do número de passadas e do consumo de combustível. Em obras de altíssima produção, a utilização de rolos compactadores de 20 toneladas substituem dois rolos de menor peso e com economia de combustível de aproximadamente 35%. Ao final de um ano de trabalho a economia é considerável. Para os rolos de asfalto, a utilização de sistemas modernos tais como controle de espargimento de aditivos no rolo duplo liso e controle da pressão dos rolos de pneus garante excelente acabamento superficial. Antes de comprar, o cliente precisa conhecer as soluções existentes no mercado, entender quais são

Brasil Construção

38

Prazos curtos de execução requerem o pleno funcionamento dos equipamentos, sem espaço para interrupções devido à quebra de maquinário. Todos os equipamentos do Wirtgen Group, incluindo-se a linha de compactadores Hamm, que são comercializados no Brasil, fornecem os dados de operação, de manutenção preventiva e corretiva. O sistema de autodiagnose reduz o tempo de máquina parada e evita danos à mesma e no caso dos rolos, luzes indicativas no painel alertam sempre o operador sobre o seu pleno funcionamento. Tecnologia patenteada pela Hamm, a oscilação permite melhorias de aplicação e qualidade superior em relação ao sistema de compactação vibratório convencional. Seu funcionamento se baseia na rotação das massas excêntricas em dois eixos, que geram movimentos oscilantes proporcionando contato permanente com o material, distribuindo a força aplicada e fazendo uma compactação rápida e não agressiva. Pelo sistema vibratório convencional, as forças são aplicadas através do giro em alta velocidade


de um único peso excêntrico posicionado no centro do cilindro. Este giro provoca a subida e descida do cilindro, promovendo fortes golpes contra a camada que geram ondas de choque que se espalham para a redondeza da obra. Por esta razão, o sistema de vibração não é recomendado para compactação asfáltica sobre pontes. Normalmente são utilizados rolos no modo estático, com a ação unicamente do peso operacional, sendo geralmente compactadores de pneus. A compactação por oscilação gera apenas 15% das ondas de choque geradas pelo sistema vibratório convencional. A força é direcionada ao ponto de aplicação, sem causar danos e perigos ao sistema estrutural de uma ponte. Por ter produção muito maior do que a compactação estática, trata-se de uma excelente

indicação para compactar material asfáltico não apenas sobre pontes, mas também acima de tubulações enterradas e próximo a construções fragilizadas tais como centros históricos e áreas residenciais. Uma das vantagens técnicas do sistema oscilatório é obter maior grau de compactação com menor número de passadas. “Combinando o cilindro dianteiro vibratório com o cilindro traseiro oscilatório, obtemos maior grau de compactação com menor número de passadas. Em locais onde não podemos utilizar a vibração, por exemplo, sobre pontes e viadutos, operamos com o cilindro dianteiro estático e o traseiro oscilando”, garante o gerente de Marketing da Cibe. Segundo Goldschmidt, outro benefício da tecnologia de compactação por oscilação é não gerar

Brasil Construção

39

quebras dos agregados quando o material asfáltico resfria. A compactação em juntas asfálticas é executada com alta qualidade, sem gerar trincas e fissuras do lado já frio. Como a força é direcionada ao ponto de contato entre cilindro e camada, a oscilação garante um alto grau de compactação mantendo a estrutura granular intacta. “Uma das vantagens da tecnologia de oscilação, além do baixo impacto, é o sistema de regulagem automática da amplitude, que se ajusta de acordo com o nível de dureza do material. Quando a camada asfáltica está resfriando, chega um momento em que o cilindro já não se movimenta mais devido ao aumento da dureza do material, evitando assim quebras de agregados do pavimento recém-aplicado, o que é um erro comum de aplicação em rolos vibratórios convencionais”, explica. A compactação por vibração também garante bons resultados e em diferentes condições de solo e asfalto. Os cilindros vibratórios geram um impacto que resulta da interação entre a frequência (número de golpes por segundo), a amplitude (altura que o cilindro atinge durante a vibração), a velocidade da condução, o próprio peso do cilindro, a forma e o tamanho da área a ser compactada. Diferentemente da oscilação, a vibração necessita de extremo cuidado em relação à geração de ondas de choques para as cercanias da obra, que podem causar danos a estruturas de casas e edifícios.


Capa

Priorizar o conforto com eficiência é o objetivo da JCB do Brasil O gerente Regional de Vendas da JCB do Brasil, Alessandro Fernandes, diz que a empresa prioriza muito o conforto, mas sem deixar de lado a eficiência. “Nossas máquinas possuem uma cabine fechada com ar condicionado e comandos ergonômicos com plataforma montada sobre coxins de borracha que absorvem grande parte das vibrações transmitidas pela máquina quando em operação. Esses itens proporcionam mais conforto ao operador, diminuindo a fadiga diária. Os principais modelos de rolos compactadores, que a JCB disponibiliza são os VM115D e VM115PD, da categoria de 12 toneladas, utilizados na compactação de solos em obras de construção rodoviária, civil e também em serviços das prefeituras, pátios de estacionamentos, reciclagem asfáltica, entre outros. Em relação às aplicações específicas de cada modelo, o VM115PD é utilizado na compactação de solos coesivos e semi-coesivos, enquanto o VM115D é recomendado para solos granulares.

Valores de frequência, amplitude e força centrífuga Segundo Fernandes, a frequência de vibração é a mesma para os dois modelos, 31 Hz em alta amplitude e 36 Hz na baixa amplitude. A alta amplitude é de 1,95mm e baixa amplitude é de 0,90mm também para os dois modelos. Quanto a força centrífuga, para o modelo VM115D é de 261kN em alta amplitude e 163kN em baixa amplitude, e para o modelo VM115PD é de 282kN em alta amplitude e 176kN em baixa amplitude. O acesso para verificações diárias

e manutenção preventiva ao nível do solo. “Não existem pontos para engraxamento na máquina, todos os pontos para verificações das pressões e vazões hidráulicas estão centralizadas em um painel de fácil acesso, para agilizar ainda mais as verificações que se façam necessárias, proporcionando disponibilidade horária do equipamento”, assegura Fernandes. Ele conta, que a JCB disponibiliza modernos e eficientes sistemas de monitoramento, que auxiliam seus clientes nos processos de aplicação das máquinas. O Compatronic, por exemplo, é utilizado para monitorar e acompanhar os trabalhos, proporcionando informações referentes ao processo de compactação e número de passadas. Já o Livelink é um sistema de monitoramento eletrônico do equipamento que proporciona um acompanhamento full time de todas as funções, além disso permite que o proprietário acompanhe qualquer deslocamento da máquina com opções de cerca eletrônica e alertas em seu smartphone ou tablete para qualquer deslocamento não programado.

Principais pacotes de opcionais De acordo com o gerente, todos os modelos de máquinas JCB saem de fábrica com cabine fechada ROPS/ FOPS e ar condicionado, itens esses tidos como opcionais em alguns modelos de outros fabricantes. A versão VM115D pode ser equipada opcionalmente com o kit patas, para conversão do modelo cilindro liso em modelo cilindro com patas, ideal para a compactação de solos coesivos e semi-

Brasil Construção

40

Fique por dentro de todos os produtos que JCB do Brasil oferece para vários segmentos lendo o QRCode ao lado com seu celular ou tablet -coesivos. “É importante salientar que os sistemas Compatronic e Livelink são itens opcionais das máquinas”, explica A JCB conta com 17 distribuidores instalados no território brasileiro. Essa rede oferece aos seus clientes serviços de pós-venda dos equipamentos comercializados pela JCB, com mecânicos treinados na fábrica e uma estrutura para a comercialização de peças com a Central de Peças instalada no Brasil, além disso, oferece PMP (planos de manutenções programadas), em que os clientes que contratam os planos ficam incumbidos somente de informar as horas e disponibilidade do equipamento para a realização das manutenções programadas, sendo estas de total responsabilidade do distribuidor. Embora os equipamentos da marca não sejam finamizáveis, a JCB disponibiliza planos para a adequação ao Finame destes modelos, sendo que estão em fase de análise e estudos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico - BNDES.


Rodovias

Serra de Petrópolis (BR-040) terá túnel de quase 5 km

Obras com conclusão prevista inicialmente para o segundo semestre desse ano devem ficar prontas em 2017 tendo um dos traçados mais moderno e seguro, com curvas menos sinuosas e menor inclinação de pista.

Emboque do maior túnel do Brasil

Brasil Construção

42


Sob a concessão da Concer-Companhia de Concessão Rodoviária Juiz de Fora-Rio desde 1996, quando a empresa iniciou a operação dos 180,4 km da BR040, no trecho de ligação entre os Estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro, a Serra de Petrópolis está passando por obras de melhorias para atender à crescente demanda. Com aproximadamente 50% dos trabalhos realizados, as obras de duplicação da pista da Nova Subida da Serra, iniciados em 2013 com previsão de conclusão em 2017, envolvem recursos da ordem de R$ 1,2 bilhão e a construção de um túnel de quase cinco quilômetros de extensão (considerado o maior já construído no Brasil). “A Nova Subida da Serra tem grande importância para o cenário de infraestrutura do país, em vários aspectos. Do ponto de vista da engenharia, é uma solução arrojada, compatível com a história de modernidade da Rodovia Washington Luiz - considerada uma das melhores da América do Sul no final da década de 20. O maior túnel rodoviário do Brasil fará parte do trecho que estamos construindo e sua operação, além de desafiadora, trará importantes melhorias para o transporte de cargas do país. É preciso também destacar a preocupação da Concer com o rico patrimônio de biodiversidade que existe no entorno da obra e que está sendo preservado com a manutenção de 24 programas ambientais. São ações que minimizam os impactos das intervenções junto a usuários e moradores, protegem a fauna, flora e recursos hídricos e ainda geram mais conhecimento sobre espécies animais e vegetais para as comu-

nidades acadêmica e científica”, garante Pedro Jonsson, presidente da Concer.

Engenharia financeira e características da obra Pelo contrato de concessão, a Concer tem que arcar com cerca de 30% do valor total da obra e o restante é de responsabilidade da União. A parte da União poderia ser financiada por repasse de recursos financeiros ou por prorrogação do prazo de concessão. Esta segunda alternativa é a que deve ocorrer. O projeto compreende a construção de uma nova pista de aproximadamente 21,1 quilômetros de extensão, que irá substituir a atual subida da Estrada Rio-Petrópolis, em operação há quase 90 anos. A atual subida da Serra de Petrópolis, inaugurada em 1928, tornou-se obsoleta. O trecho em construção, entre Duque de Caxias (na Baixada Fluminense) e Petrópolis (Região Serrana fluminense) será formado pela duplicação de 15 quilômetros da atual pista de descida da serra e pela abertura de um túnel de 4.640m de extensão. “Seu traçado será bem menos sinuoso que o atual, com maior raio de curvatura e menor inclinação, permitindo viagens mais rápidas, contribuindo para a economia de combustíveis e minimizando a emissão de gases de efeito estufa”, conta Jonsson. A pista em obras terá 21.100m de extensão, com duas faixas de rolamento, acostamento e faixa de segurança, por sentido. Enquanto que as vias marginais, serão implantadas no seguimento entre o

Brasil Construção

43

Pedro Jonsson, presidente da Concer

Km 98 e Km100, visando atender a circulação local e será operada em mão dupla. Serão três retornos, sendo um em Xerém, outro no Belvedere e o ultimo próximo ao final do trecho junto à comunidade de Duarte da Silveira além de sete passagens inferiores. O trecho administrado pela Concer é a principal ligação entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, recebendo um expressivo volume do transporte de cargas que a malha viária da região recebe. A Nova Subida da Serra garantirá viagens mais rápidas e seguras pela BR-040, com ganhos sociais, econômicos e ambientais.

Desafios O maior desafio de engenharia e trabalho mais complexo está no Lote 3, constituído pela construção do maior túnel rodoviário do país, com 4.640m de extensão em região de serra, solução que permitiu uma redução do volume de área verde a ser suprimida em torno de 20ha de mata atlântica. Outra complexidade do projeto está na necessidade de se manter a


Rodovias

Escavação da seção emboque do túnel

rodovia em plena operação concomitantemente à execução das obras, com o mínimo de impacto ao fluxo de tráfego. Nos casos de fechamento total de pista, o planejamento operacional conta com um detalhado Plano de Comunicação Social, integrado às ações socioambientais do empreendimento, que garante a divulgação antecipada dos pontos e períodos de interdição parcial ou total dos trechos sob obras, permitindo que o usuário possa planejar seus deslocamentos pela rodovia e evitar retenções. No fechamento parcial de pista há sinalização de obras em conformidade ao preconizado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes - DNIT, tais como: painéis com a informação de estreitamento de pista - pmv; placas de estreitamento de pista localizadas a 1 km anterior ao local e 500 metros; diversas placas de advertência de

estreitamento; canalização do local com supercones e cavaletes. E ainda, em alguns casos, implantação de sinalização horizontal (pintura) e de elementos de sinalização (tachas conhecidos como olho de gato). A questão ambiental é mais um ponto complexo do projeto, uma vez que a obra ocorre em área de incidência de mata atlântica, com grande biodiversidade. A Nova Subida da Serra recebeu Licença de Instalação após o Ibama ter aprovado o Plano Básico Ambiental (PBA) do empreendimento, que estabeleceu a vigência e execução de 24 programas ambientais para minimizar e compensar os impactos ambientais da obra.

Brasil Construção

44

Características do túnel Os trabalhos de escavações do túnel serão feitos em ANTM e ocorrem por detonações sendo empregado perfuratrizes, escavadeiras e caminhões e seu revestimento será em concreto projetado. O túnel contará com sistema de supervisão, segurança e controle de tráfego; acionamento à distância de cancelas, semáforos e painéis de mensagens eletrônicas variáveis; detecção e alarme de incêndio; detecção automática de incidentes; sistema de ventilação mecânica, centro de controle operacional e subestação exclusiva de energia.


Divisão da obra A construção da Nova Subida da Serra, cujas obras são de responsabilidade do Consórcio Nova Subida da Serra, está dividida em cinco lotes: Lote 1: Obras situadas em Duque de Caxias, entre os quilômetros 103 e 97, compreendendo a implantação de uma nova praça de pedágio no km 102 (em substituição à atual praça localizada no km 104), a implantação do sistema viário de Xerém e Vila Bonança e vias marginais até a localidade do Aviário, que permitirão a separação do tráfego local do de longa distância, além de possibilitar o acesso direto de moradores de Xerém ao Centro de Duque de Caxias. Neste lote também está prevista a duplicação de trecho da atual pista de descida da serra. Lote 2: Obras situadas entre os quilômetros 97 e 87,5, em trecho compreendendo Duque de Caxias e Petrópolis, prevendo a duplicação do atual trecho da pista de descida da serra, com inclusão de intervenções de melhoria no traçado, além de construção e alargamento de obras de arte especiais. Lote 3: Situado entre os quilômetros 87,5 e 80, em Petrópolis, é constituído pela construção do túnel rodoviário com 4.640 metros de extensão. Lote 4: Neste lote está prevista a construção do trecho final da Nova Subida da Serra e de sua ligação com a entrada de Petrópolis pela atual pista de subida no km 82, além de construção e alargamento de obras de artes especiais.

Nova Praça de Pedágio km 102 Duque de Caxias

Lote 5: Nesta etapa está prevista a construção da ligação dos bairros Bingen e Quitandinha, em Petrópolis.

Equipamentos adequados A frota utilizada na obra é composta por jumbo hidráulico, que responde pelas escavações do túnel, escavadeiras, tratores, caminhões veículos operacionais e administrativos. No túnel, por exemplo, a Concer informa que as escavações são realizadas com as mais modernas técnicas de engenharia e segurança. O principal equipamento usado na abertura do túnel perfura o ponto certo da rocha com o auxílio de raio laser e um sistema de navegação automatizado. A detonação de explosivos facilita a remoção da rocha. Todo o processo é monitorado por um sismógrafo. O empreendimento já im-

Brasil Construção

45

plantou uma nova praça de pedágio em Duque de Caxias (RJ), no km 102, complexo bem mais moderno que a estrutura substituída no km 104, com um número maior de vias de pagamento, painéis fotovoltaicos para energia solar e sistema de comunicação em LED. Não há previsão de implantação de novas praças de pedágio.

Impactos aos moradores da Região Serrana Os principais impactos estão relacionados às interdições totais ou parciais do tráfego nos trechos sob obras. Na fase inicial de escavação do novo túnel e de determinadas obras de contenção de encostas, envolvendo o desmonte de rochas com o uso de explosivos, houve também a necessidade de evacuação temporária de imóveis localizados nas imediações dessas intervenções.


Rodovias Para minimizar tais impactos, a Concer mantém um Programa de Comunicação Social que antecipa cada interdição ao público em geral e à imprensa por meio de diversos canais de divulgação. No caso específico da desocupação temporária de imóveis, a Concer também providenciou transporte, local de estada e lanche às pessoas afetadas. A Nova Subida da Serra é uma obrigação contratual estabelecida pelo Programa de Exploração da Rodovia (PER). O prazo de concessão da rodovia é de 25 anos. O trecho de 180,4 quilômetros administrado pela Concessionária liga os estados do Rio de Janeiro e Minas Ge-

rais. O volume de tráfego cresce a cada ano e, em 2012, atingiu a marca de 31,2 milhões de veículos por eixo equivalente. De acordo com a Concer, o trecho da subida da serra da rodovia recebe em média 20 mil veículos diariamente. Muitos são caminhões e carretas que dificultam o fluxo de tráfego por causa do traçado sinuoso e da falta de acostamento. Frequentemente, a Concer é obrigada a realizar operações especiais de reversão de pista na descida da serra para que carretas de grandes dimensões possam concluir o trajeto durante as madrugadas, em período de menor movimento na rodovia, mas com interdições totais ao

Viaduto de ligação com desemboque do túnel

Brasil Construção

46

tráfego. Construída em 1928, a atual subida da serra está com sua capacidade de tráfego esgotada desde 2010, segundo estudo feito pelo Poder Concedente. E a previsão é de que o volume de tráfego continue crescendo em função de grandes eventos como as Olimpíadas de 2016 e empreendimentos de porte no Estado do Rio de Janeiro, como: - Arco Metropolitano do Rio de Janeiro; - Polo Petroquímico em Itaboraí; - Polo Gás-Químico em Duque de Caxias; - Proximidade dos portos de Sepetiba e do Rio de Janeiro.


M.Sc. Eng. Emílio Minoru Takagi - Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) / Gerente de Produto da MC-Bauchemie Brasil etakagi@ita.br / emilio.takagi@mc-bauchemie.com.br

Por que proteger o concreto? Qual a durabilidade do concreto protegido com um sistema de impermeabilização? As normas técnicas são muito claras ao sugerir uma durabilidade mínima de 50 anos para obras de edificações, e 75 a 100 anos no caso de obras de infraestrutura. No entanto, são menos explícitas ao esclarecer como prever a contribuição adicional do efeito protetor que o emprego da impermeabilização pode proporcionar frente aos possíveis efeitos degenerativos da agressividade do ambiente. É importante que os fabricantes caracterizem o desempenho dos produtos de impermeabilização fornecido, o que pressupõe fornecer além dos cuidados na operação e na manutenção, também a durabilidade em anos prevista para cada um dos produtos de impermeabilização. Embora tenham sido propostas na literatura diversas abordagens para a durabilidade associando o cobrimento de concreto dos elementos estruturais com os sistemas de impermeabilização, ainda não existem, portanto, métodos padronizados ou sobre os quais haja consenso. Atualmente, o requisito técnico de proteção química tem potencializado a demanda no mercado brasileiro por sistemas de impermeabilização desenvolvidos para o uso em ambientes agressivos. Nos últimos cinco anos, a maior inovação foi tornar também os revestimentos orgânicos abertos à difusão de vapor por meio da nanotecnologia. Sendo que os primeiros produtos a sofrerem essa transformação foram os revestimentos epoxídicos de base aquosa. A inovação continuou com os materiais poliuretânicos com inserção de moléculas de materiais hidro-repelentes em sua cadeia polimérica, e

mais recentemente, nos revestimentos à base de poliuréia híbrida abertos à difusão de vapor. Os sistemas de impermeabilização à base de geopolímeros representam uma nova classe de materiais inorgânicos de alta performance, resistente a todos os tipos de ácidos orgânicos e inorgânicos (exceto ao ácido fluorídrico) com pH próximos ao ZERO até o pH 8 e resistente a temperaturas de até 570 °C. Este tipo de revestimento é aberto à difusão de vapor de água, e pode ser usado para aplicações onde são encontrados ao mesmo tempo altos carregamentos mecânicos e agentes agressivos. A mais recente tecnologia de sistemas de impermeabilização foi desenvolvida através da utilização de dispersões híbridas orgânicas/inorgânicas baseadas em nanocompósitos, é possível conjugar as vantagens dos materiais orgânicos, como a poliuréia com a elasticidade e a resistência à água, e os geopolímeros inorgânicos, como a dureza e a permeabilidade ao vapor de água. O termo material híbrido é utilizado, em sentido estrito, que implica uma ligação covalente entre os componentes orgânicos e inorgânicos no interior do material. A tecnologia do silicato híbrido é uma combinação (trimerisação) do silicato, da resina polimérica e do aditivo mineral que resulta em um sistema de impermeabilização flexível com a resistência química de substâncias com pH próximos ao ZERO até o pH 14. Um grande esforço conjunto da sociedade técnica (entidades de pesquisa, universidades, fabricantes de materiais, construtoras, incorporadoras, entidades representativas dos consumidores e representantes do poder público) está sendo realizado para que os sistemas de impermeabilização al-

Brasil Construção

47

cancem um nível de desempenho compatível com os aspectos técnicos de durabilidade dos elementos de concreto protegidos pelos sistemas de impermeabilização. Avanço significativo do ponto de vista técnico é aquele representado pela proposição da durabilidade calculada em conjunto com os elementos de concreto protegidos pelos sistemas de impermeabilização. Dessa forma, espera-se, de um lado, que os fabricantes a partir de agora, mais do que nunca, deverão fornecer informações mais precisas sobre as características dos materiais e componentes, recomendando que os projetistas e construtores passem a exigir dos fabricantes informações técnicas mais consistentes dos produtos, do que informações como “excelente aderência”, “grande durabilidade”, “resistência aos raios ultravioleta”, etc. que deverão ser substituídas por Declarações de Performance, que podem estar baseados em normas, como a norma EN 1504 “Produtos e sistemas para a proteção e reparo de estruturas de concreto” na busca de catálogos técnicos verdadeiramente balizados. Para que a durabilidade possa ser atingida, o projetista deve recorrer às boas práticas de projeto, às disposições de normas técnicas prescritivas, ao desempenho demonstrado pelos fabricantes dos produtos contemplados no projeto e a outros recursos do estado da arte mais atual, refletindo todo um esforço da comunidade técnica brasileira de atingir um elevado patamar de qualidade no projeto e construção das estruturas de concreto protegidos pelos sistemas de impermeabilização.


Máquinas e Equipamentos

Em busca de maior produtividade para seus negócios Empresas Case e Iveco, donas de um know how inquestionável no fornecimento de máquinas e veículos para o mercado de concreto reúnem empresários da área para mostrarem o que possuem em termos de soluções para a indústria do concreto.

Em busca de maior produtividade para seus negócios, mais de 40 empresários de grandes concreteiras de São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal se reuniram na fábrica da CNH Industrial em Sorocaba (SP), para conhecer os equipamentos que a Case Construction Equipment, uma das líderes do mercado de máquinas, e a Iveco, oferecem para o segmento. Na ocasião, os empresários conheceram as pás-carregadeiras Case W20E e 621D e o caminhão Iveco Tector Construcção 260E30 que foram os destaques entre as soluções apresentadas para o setor de concreto. Para o vice-presidente da Case para a América Latina, Roque Reis o segmento é um dos principais compradores de pás-carregadeiras da marca. “A operação da pá-carregadeira em

uma usina de concreto consiste, basicamente, na movimentação de materiais para alimentação das usinas de concreto com agregados, como brita, areia natural e calcário, e carregamento de caminhões. Para obter a melhor produtividade é preciso unir boas práticas operacionais e a máquina com a configuração certa para a aplicação”, reforça.

Aumentando a quantidade de material carregado por ciclo De acordo com o executivo, são imprescindíveis pneus adequados ao terreno, caçamba própria para penetrar rapidamente na pilha de agregados, e a máquina, preferencialmente, equipada com Ride Control, um sistema de amortecimento do braço que evita a perda de mate-

Brasil Construção

48

rial durante o transporte, aumentando a quantidade de material carregado por ciclo. A CASE possui uma ampla linha de pás carregadeiras, com seis modelos (W20E, 621D, 721E, 821E, 921F e 1021F), que vão de 10 toneladas a 24 toneladas de peso operacional. Os modelos 621D, de médio porte, com 137hp de potência e 12 toneladas de peso operacional, e a W20E, com 152hp de potência e 10 toneladas de peso operacional são os mais indicados no segmento do concreto, pelas dimensões, configuração e o baixo consumo de combustível. A 621D possui características que a tornam ideais para o trabalho nas usinas de concreto, como caçamba de 2,1m³ com lâmina reta aparafusada; pneus 20,5 x 25 L3, eixos dianteiro e


Foto: Alexandre Lombardi

traseiro com sistema antipatinagem (limited slip); joystick com reversão de sentido, e Cooling Box com hélice reversível, que reduz o tempo de parada da máquina para limpeza dos radiadores. A máquina é equipada ainda com transmissão Powershift com comando manual ou automático, que aumenta o conforto ergonômico e a produtividade, pois reduz o cansaço do operador, cabine confortável com visibilidade 360° e todos os itens de manutenção ao nível do solo para reduzir o tempo de manutenção. Possui também função Declutch, que deve estar acionada todo o tempo, para evitar choque contra a balança e fornecer mais potência para o sistema hidráulico durante o carregamento, elevação e descarga do material,

alcançando um menor tempo de ciclo.

Melhor custo de manutenção A pá carregadeira W20E é o mais antigo modelo de pá-carregadeira fabricado pela Case no Brasil e líder absoluta em seu segmento, um dos mais disputados do mercado. O projeto da máquina permite enfrentar pesadas condições de trabalho, pois é robusta, tem grande capacidade de carga e facilidade operacional. Com motor 6BT5.9, turbo, de 152hp, com grande torque e baixo consumo, possui 40% a menos de peças móveis, o que significa menor desgaste e menor custo de manutenção. Além disso, o fato de os componentes serem integrados facilita o acesso.

Brasil Construção

49

A transmissão é do tipo Powershift e tem acionamento mecânico, sistema que oferece neutralização para carregamento, ativado através de um botão no painel. Quando ativado, basta acionar o pedal de freio para transferir, instantaneamente, mais potência do motor à carregadeira, garantindo ciclos de levantamento mais rápidos com a caçamba cheia.

Veículo para qualquer demanda O vice-presidente da Iveco para a América Latina, Marco Borba afirma que “o caminhão Tector Construção é um veículo que está pronto para qualquer demanda no setor da construção civil. Esse é um mercado muito forte e estamos atentos às necessidades dos empresários desse


Máquinas e Equipamentos segmento”, acentua. A linha Iveco Tector 2017 passa a contar com uma série de versões especiais, voltadas para atuações específicas de mercado, que representam uma fatia de 29% de participação no segmento de semipesados. Os veículos estão em testes com clientes. Segundo informações da empresa, nos primeiros sete meses de o ano de 2016 foram comercializadas 14 unidades do Tector Construção, mas para 2017 a estimativa é aumentar a participação neste segmento. “Acreditamos na retomada do crescimento e estamos investindo em produtos, serviços e relacionamento com os empresários do setor concreteiro. A Iveco oferece para as empresas do setor produtos econômicos para melhorar e reduzir o custo operacional das operações”, comenta Osmar Hirashiki, diretor

Osmar Hirashiki, diretor comercial da Iveco

Comercial da Iveco. A versão 260E30 é a base para o Tector Construção. O veículo é voltado para um dos setores com maior potencial de crescimento do Brasil, uma vez que o país tem necessidades de obras de infraestrutura, de hospitais, escolas, entre outras. As severas condições impostas a esse segmento exigem um caminhão mais robusto, por isso o modelo recebeu escapamento vertical; equipamento com tomada de força (REPTO); pneus de uso misto; chicote elétrico específico para aplicação; reservatório de ar adicional para pressurização da água da betoneira; elemento de segurança para o filtro de ar; espelhos extras para o auxílio em manobras, proteção do radiador e suspensão reforçada e tração 8x4. Caso o Tector Construção tenha a necessidade de uma caçamba basculante, ele recebe ainda tomada de força com acionamento no painel; iluminação na traseira com sinal sonoro de ré, suspensão recalibrada adequada para a operação e protetor de cárter. Com o novo motor, o veículo tem a maior potência e maior torque do mercado, isso se traduz em aumento do desempenho com economia de combustível.

Linha completa de equipamentos para construção A Case Construction Equipment, comercializa e dá su-

Brasil Construção

50

porte a uma linha completa de equipamentos de construção ao redor do mundo, incluindo a primeira retroescavadeira fabricada, escavadeiras hidráulicas, motoniveladoras, pás carregadeiras, rolos compactadores vibratórios, tratores de esteiras, minicarregadeiras, carregadeiras de esteiras compactas e empilhadeiras. Através dos revendedores da marca, os clientes têm acesso a um verdadeiro parceiro profissional com equipamentos de classe mundial e suporte de pós-venda, garantias líderes de mercado e financiamento flexível. Uma companhia da CNH Industrial, a Iveco projeta, fabrica e comercializa uma completa gama de veículos comerciais leves, médios e pesados, caminhões fora-de-estrada, ônibus urbanos e intermunicipais, bem como veículos especiais para aplicações como combate a incêndios, missões off-road, defesa e proteção civil. A Iveco emprega mais de 26 mil pessoas em todo o mundo. A empresa gerencia centros de produção em 11 países distribuídos pela Europa, Ásia, África, Oceania e América Latina, onde fabrica veículos com as mais avançadas tecnologias. Um total de 5.000 pontos de vendas e postos de serviços em mais de 160 países garantem o suporte técnico onde quer que um veículo Iveco esteja em operação.


Revista Brasil Construção ED 13  

Compactando a Crise - Tecnologia avançada dos equipamentos geram economia nas obras.

Revista Brasil Construção ED 13  

Compactando a Crise - Tecnologia avançada dos equipamentos geram economia nas obras.

Advertisement