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Índice Editorial

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Soluções compartilhadas para as cidades brasileiras

Fato concreto

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Mercedes-Benz comemora os 60 anos da Empresa com os fornecedores e anuncia os vencedores do Prêmio Interação

Capa

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Duplicação da serra da rodovia dos Tamoios deve ficar pronta em 2020

Portos

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Portos brasileiros receberão R$ 51 bilhões até 2042

Máquinas e Equipamentos

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As minis que são o máximo

Expediente: Editor: Alexandre Machado Jornalista: Katia Siqueira Comercial: Carlos Giovannetti, Sueli Giovannetti, Luís C. Santos, José Roberto Santos Mídias Digitais: João Rafael Fioratti Projeto Gráfico e Editoração: Mônica Timoteo da Silva Endereço: Rua São Bento, 290 - 2ª sobreloja - Sala 4 Cep: 01010-000 - São Paulo - SP Telefone: (11) 3241-1114 / 3101-8675 Contato: redacao@brasilconstrucao.com.br A Revista Brasil Construção é uma publicação mensal de distribuição nacional, com circulação controlada, dirigida a todos os segmentos da indústria de construção imobiliária e industrial, ao setor público e privado de infraestrutura, à cadeia da construção envolvida em obras de transporte, energia, saneamento, habitação social, telecomunicações etc. O público leitor é formado por profissionais que atuam nos setores de construção, infraestrutura, concessões públicas e privadas, construtoras, empresas de projeto, consultoria, montagem eletromecânica, serviços especializados de engenharia, fabricantes e distribuidores de equipamentos e materiais, empreendedores privados, incorporadores, fundos de pensão, instituições financeiras, órgãos contratantes das administrações federal, estadual e municipal.

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Editorial

Faltando poucos meses para o fim de mais um período de gestão nos municípios, cabe perguntar o que as grandes cidades brasileiras conseguiram avançar na direção da solução dos problemas de sempre, comuns a praticamente todas as cidades médias e grandes – saneamento, educação, saúde, transportes, segurança e habitação. Não é preciso refletir muito para se chegar à conclusão de que muito pouco mudou. Face ao vertiginoso crescimento demográfico urbano, verificado nas últimas décadas, estes problemas têm se agravado ano a ano, com pouquíssimas e elogiosas exceções. Uma delas pode ser encontrada na maior metrópole do país: São Paulo. A cidade caiu 51 posições no TomTom Traffic Index, o mais importante ranking mundial de medição de congestionamentos, feito em 295 metrópoles com mais de 800 mil habitantes, em 38 países. Posicionada em 7º lugar entre as piores cidades do mundo, em termos de congestionamento, até 2013, a capital paulista figura agora na 58ª posição, de acordo com a medição fechada em 2015. A informação é ainda mais surpreendente se observarmos que esse novo cenário é resultado de medidas simples e baratas, adotadas pela administração municipal no período analisado. Entre essas medidas estão a ampliação dos corredores exclusivos para ônibus, o aumento da fiscalização, as mudanças de mão em vias estratégicas, a redução nos limites de velocidade de trânsito e pequenas obras viárias, destinadas à redistribuição dos fluxos dos veículos. Podem ser medidas simples e baratas, mas não por isso são menos polêmicas e exigem vontade política. Em linha com as tendências mais modernas de organização de tráfego, a Prefeitura de São Paulo estabeleceu, no ano passado, o limite de 50 km/h para circulação nas vias arteriais. A medida deu o que falar, o prefeito Fernando Haddad foi muito criticado, mas o resultado que se verificou foi uma forte redução nos acidentes de trânsito, queda brusca no índice de mortalidade e maior fluência na mobilidade veicular,

Soluções compartilhadas para as cidades brasileiras com redução do tempo gasto nas viagens dentro do perímetro urbano. Nesse contexto de falta de recursos para investimento em sistemas de transporte e mobilidade urbana, onde se observa um imenso gargalo no modelo de financiamento desses sistemas no Brasil, os exemplos bem-sucedidos, que dependem de pouco dinheiro e muita vontade política, devem ser compartilhados entre as prefeituras. Cidades e regiões metropolitanas precisam adotar modelos de governança mais transparentes, menos complexos e democráticos, e que envolvem soluções alternativas. Isso não significa, no entanto, abandonar as fontes tradicionais de financiamento de projetos, tais como a criação de um Fundo Nacional para o Financiamento dos Transportes, mantido com recursos oriundos da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) Municipal. A criação da fonte de custeio, através da Proposta de Emenda à Constituição – PEC 179-A/2007, que ainda tramita na Câmara, destinaria R$ 0,20 de cada litro de gasolina vendida para cobrir os custos de investimentos em transportes coletivos. A grande vantagem dessa proposta é que ela democratizaria o financiamento do sistema de mobilidade, forçando os usuários de veículos individuais a também contribuírem com seu custeio, incentivando o uso do transporte coletivo. Fica a dica para os futuros prefeitos brasileiros: a troca de informações e experiências, bem como a ação conjunta, através de entidades como a Frente Nacional de Prefeitos, permitem ampliar e fortalecer as estratégias em busca de soluções viáveis e sustentáveis. Carlos Giovannetti, diretor editorial

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Fato Concreto

Mercedes-Benz comemora os 60 anos da Empresa com os fornecedores e anuncia os vencedores do Prêmio Interação A Mercedes-Benz do Brasil realizou dupla celebração com fornecedores na noite do dia 04 de Maio de 2006, no Espaço Mercedes, na fábrica de São Bernardo do Campo, São Paulo. Aproveitando as comemorações de seus 60 anos no País, a Empresa também anunciou no evento os vencedores do 24º Prêmio Interação e do 6º Prêmio de Responsabilidade Ambiental. “Estamos vivendo um ano marcante da nossa história. São 60 anos bem vividos. A Empresa é, hoje, a maior fabricante de veículos comerciais da América Latina. Em seis décadas, produzimos 1,45 milhão de caminhões e 670 mil ônibus, além de quase 3 milhões de motores”, diz Philipp Schiemer, presidente da Mercedes-Benz do Brasil & CEO América Latina. “Em toda nossa trajetória no País, tanto nos momentos de expansão da economia, quanto nos de retração, pudemos contar com a valiosa contribuição dos fornecedores, parceiros de todas as horas, que sempre demonstraram alinhamento a nossas demandas, além de comprometimento, dedicação e excelente relacionamento”. Parceria com fornecedores é fator de competitividade De acordo com Erodes Berbetz, diretor de Compras da Mercedes-Benz do Brasil, 2016 e os próximos

anos serão novamente desafiadores para a Empresa e seus parceiros. “O momento difícil pelo qual estamos passando hoje, no Brasil, tem imposto muitos desafios a todos nós. Os reflexos são preocupantes para economia e para o mercado de veículos comerciais. A retomada, porém, uma hora irá acontecer, porque o País ainda tem muito potencial. O importante é estarmos unidos para atravessar esse período turbulento. E principalmente, estarmos preparados para quando a retomada vier”, diz o executivo. “Como sempre, contamos com a parceria de nossos fornecedores para superar os obstáculos, alcançar mais resultados e novas conquistas. É essa união de forças e de ações concretas que nos traz mais competitividade e, principalmente, nos leva a bons negócios”. “Cumprimento todos os fornecedores pelo empenho e comprometimento, destacando, em especial, os fornecedores reconhecidos com o 24º Prêmio Interação e o 6º Prêmio de Responsabilidade Ambiental, referentes ao ano de 2015”, conclui Erodes. Confira a seguir, os fornecedores vencedores em cada uma das categorias das premiações oferecidas pela Mercedes-Benz do Brasil Categoria Inovação Tecnológica A Continental Brasil Indústria Automotiva Ltda. foi o destaque de 2015. Há mais de 100 anos no setor automotivo,

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o Grupo Continental desenvolve componentes e sistemas para veículos que são seguros, conectados e sustentáveis. A Divisão Chassis & Safety produz sistemas de freios eletrônicos e hidráulicos, sensores, sistemas de auxílio ao motorista, controle de airbag e sistemas eletrônicos de suspensão a ar. A Divisão Interior tem a gestão da informação como sua própria essência. A Divisão Powertrain integra inovadores e eficientes sistemas para todos os itens de trem de força, como gerenciamento do motor, alimentação de combustível, atuadores e sensores. O Grupo Continental se destaca pela parceria com a Mercedes-Benz do Brasil no desenvolvimento de projetos em uma gama de produtos diversos, com extrema agilidade e alto nível tecnológico. Categoria Excelência em Custos O ganhador desta categoria foi a Wabco do Brasil Ind. Com. Freios Ltda. As raízes da Wabco remontam a mais de 140 anos, com a invenção do sistema de frenagem pneumática por George Westinghouse, em 1869. Esta inovação tecnológica aperfeiçoou enormemente o desempenho das ferrovias nos Estados Unidos. No início do século 20, a empresa expandiu-se além da tecnologia ferroviária, com inovações surpreendentes no setor de veículos comerciais na Europa e na América do Norte. A estratégia da Wabco é diferenciada e combina com a liderança em tecnologia,


expansão global e excelência na execução. O foco é sempre fornecer aos clientes produtos, serviços e soluções que reflitam seus valores e atendam às suas necessidades, ajudando a responder às demandas globais crescentes de sistemas de freios. Categoria Excelência Operacional em Qualidade Duas empresas foram premiadas nessa categoria, uma delas a Eaton Ltda. Empresa global de gerenciamento de energia, no Brasil, ela oferece soluções hidráulicas, componentes elétricos e sistemas de distribuição de energia, produtos para motores automotivos e para filtração industrial, além de sistemas de transmissão para veículos em geral. Para a Mercedes-Benz do Brasil, a Eaton tem grande importância e parceria no fornecimento de transmissões completas e conjuntos de eixos e engrenagens. Além disso, sempre busca soluções para cada novo projeto ou aplicação nos produtos Mercedes-Benz. O comprometimento em atender às necessidades dos seus clientes, a confiabilidade de seus produtos, a busca pelo melhor desempenho e os melhores processos produtivos fazem da Eaton um exemplo de excelência em qualidade. A Kongsberg Automotive Ltda. é o outro premiado nessa categoria. Fundada em 2000, na cidade de Jundiaí (SP), a Kongsberg produz uma vasta gama de produtos para clientes na América

do Sul. Com foco no mercado automotivo, oferece sistemas de acionamento a cabo, sistemas de acionamento de embreagens, barras estabilizadoras e acoplamentos, entre outros. Divisão da Kongsberg Automotive Holding, sediada na Noruega, a unidade brasileira da Kongsberg se empenha em proporcionar aos clientes o melhor atendimento, as soluções mais adequadas e um excelente nível de qualidade em seus produtos. Comprometida com a Mercedes-Benz do Brasil, a Kongsberg cumpriu, em 2015, todos os prazos estabelecidos, com a qualidade e a confiabilidade esperadas, garantindo assim uma parceria de sucesso. Categoria Excelência Operacional em Logística Esta categoria também teve dois vencedores, entre eles a Yazaki do Brasil Ltda. Flexibilidade e comprometimento são características do atendimento logístico deste fornecedor para a linha de caminhões Mercedes-Benz. No decorrer dos últimos anos, a empresa tem se destacado no fornecimento de

chicotes elétricos para os veículos de produção seriada e, em especial, para a introdução de novos veículos. Seja na planta de São Bernardo do Campo (SP), com o Projeto Atego Upgrade ou para o Actros em Juiz de Fora (MG), a Yazaki tem demonstrado alta performance no cumprimento das programações e flexibilidade nas alterações de mix de produção no mercado altamente volátil do momento. O outro ganhador dessa categoria foi a Tupy S.A. Fundada em 1938 na cidade de Joinville (SC), possui vasta experiência no mercado de fundição, tendo grande parte de sua produção constituída de componentes desenvolvidos sob encomenda para o setor automotivo. Isso engloba caminhões, ônibus, máquinas agrícolas e de construção, automóveis, motores industriais e marítimos, entre outros. A empresa também produz conexões de ferro maleável, granalhas de aço e perfis contínuos de ferro, produtos que atendem a diversos setores da indústria. Atualmente, a Tupy fornece à Mercedes-Benz do Brasil peças Continua

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Fato Concreto para as mais variadas aplicações, como blocos e cabeçotes de motores, carcaças de eixo, cubos de roda e demais itens desenvolvidos em ferro fundido, mantendo assim uma parceria de longa data. Categoria Excelência em Material Indireto/Serviço Três fornecedores foram destaque nessa categoria, como a Voith Serviços Industriais do Brasil, que fornece soluções de serviço customizadas e integradas para diferentes indústrias em todo o País. Características como eficiência e capacidade de engenharia, administração e flexibilidade nas negociações fazem da Voith um dos principais parceiros de serviços da Mercedes Benz do Brasil. Desde 2008, a Voith é uma fornecedora homologada da empresa no segmento de limpeza convencional, limpeza técnica, gerenciamento de resíduos e manutenção industrial e predial nas plantas de veículos comerciais de São Bernardo do Campo (SP) e Juiz de Fora (MG). A partir de 2016, foi contemplada também para a nova fábrica de automóveis de Iracemápolis (SP). A Cosan Lubrificantes e Especialidades também foi vencedora nessa categoria. A empresa iniciou suas operações em 2008, com a aquisição dos ativos da ExxonMobil no Brasil, mantendo acesso contínuo às formulações e avançadas tecnologias globais dos produtos da marca Mobil. Mediante parcerias com as corporações ExxonMobil e S-Oil, a Cosan Lubrificantes também é distribuidora autorizada de óleo básico, principal matéria-prima dos lubrificantes, e atua com os básicos parafínicos dos Grupos I, II e III no Brasil. Por meio deste negócio, iniciado em 2011, a empresa consolidou

um portfólio único, tornando-se o maior importador de óleos básicos do País. A Cosan dispõe de instalações estrategicamente localizadas nos dois maiores mercados produtores de lubrificantes no Brasil: Rio de Janeiro e São Paulo. O terceiro destaque dessa categoria foi a Accenture do Brasil Ltda., uma companhia global em consultoria de gestão, tecnologia da informação e outsourcing. Trata-se da maior empresa de consultoria do mundo, além de ser um player global neste setor. Atualmente, está presente em 120 países e presta serviços para 96 empresas listadas no ranking “Fortune Global 100” e para mais de três quartos da lista do “Fortune Global 500”. O fornecedor atua na Mercedes-Benz do Brasil em diversos tipos de serviço, como outsourcing nas áreas de Accounting e Fleetboard, atividades executadas em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e nas Filipinas, garantindo agilidade, flexibilidade e economia. Também presta serviços de SAP e DataWarehouse Consulting, atividades que são executadas atualmente em São Bernardo do Campo (SP). Categoria Especial No ano que a Mercedes-Benz do Brasil comemora 60 anos, a empresa se orgulha de lembrar que a Iochpe-Maxion S.A. – Divisão Maxion Structural Components, fornecedor que recebeu o Prêmio Especial do Interação, iniciou atividades em 1918 e incentivou de forma importante a companhia alemã a se instalar no País. Hoje com sede em Cruzeiro (SP), a Maxion Structural Components está presente em diversos países. Por meio de uma gestão focada em resultados, constante atenção às pessoas e comprometimento por uma

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sociedade melhor, implantou, em 2014, um projeto social que contribui com os cidadãos de Cruzeiro no momento adverso em que se encontram. Merece destaque também a proatividade no desenvolvimento de um projeto de melhorias técnicas e comerciais, contribuindo para o aprimoramento dos produtos Mercedes Benz. Prêmio Mercedes-Benz de Responsabilidade Ambiental Multi-Car, Eaton e Algar foram os fornecedores ganhadores do 6º Prêmio de Responsabilidade Ambiental, reconhecidos pela Mercedes-Benz do Brasil por boas práticas ambientais em seus processos industriais e instalações ao longo de 2015. Os trabalhos inscritos foram submetidos à avaliação de uma comissão julgadora formada por membros da Mercedes-Benz, FGV, USP e UFABC. O prêmio conferido à Multi-Car Rio Terminal de Veículos S.A. reconheceu a iniciativa “Compostagem in loco”. O ob-


Vencedores do 24º Premio Interação e do 6º Prêmio de Responsabilidade Ambiental

jetivo era eliminar os impactos ambientais com o tratamento externo de resíduos orgânicos. O projeto foi embasado no tratamento chamado de ADB (Alta Digestão Biológica), que não gera mau cheiro, chorume e, principalmente, não atrai vetores, devido à alta temperatura gerada no processo de decomposição aeróbica. Diferentemente dos processos de compostagem convencionais, este modelo se apresenta como solução ambiental diferenciada. Benefícios anuais: eliminação do envio de 120 toneladas de resíduos orgânicos para aterro; redução das emissões de CO2 relacionados ao transporte de resíduos; redução de custo em 50% com tratamento de resíduos orgânicos; utilização do adubo nos jardins da empresa e doação para projetos sociais. A Eaton Ltda. ganhou reconhecimento pela iniciativa “Novo Aquecimento – Serpentina”. Todos os seus fornos contínuos utilizam duas máquinas de lavar. A primeira é responsável por retirar o óleo de usinagem das peças,

para que não contamine a atmosfera de tratamento dos fornos contínuos. Já a segunda é responsável por retirar o óleo de têmpera, que se aloja nas peças durante o processo de tratamento térmico. Para que seja feita uma limpeza adequada, o fluido precisa trabalhar a uma temperatura próxima a 70 graus C. No projeto foi desenvolvido um equipamento capaz de capturar e canalizar a energia gerada pelas chamas e utilizá-la para aquecer o fluido das lavadoras, reduzindo assim a necessidade de resistências elétricas. Com essa iniciativa, houve uma redução significativa das emissões de CO2 da unidade, além de disponibilizar energia para outros usos. O terceiro vencedor foi a Algar Tecnologia e Consultoria S.A., com o Projeto “Data Center Verde”, que envolveu

a criação de uma usina de Geração Distribuída (GD). A grande vantagem deste sistema é o consumo no próprio local em que é gerado, evitando perdas de distribuição pela concessionária. Além de permitir a criação de uma rede elétrica mais “verde”, isso leva à redução de perdas no sistema, diminuição dos impactos ambientais e aumento da inserção de fontes de energia renováveis na matriz energética. Sua utilização tem aumentado consideravelmente e as redes de comunicação têm papel fundamental para o seu sucesso. Uma justificativa para este projeto é a super utilização da infraestrutura de energia elétrica. A demanda de energia é cada vez maior e a geração distribuída permite aliviar a utilização pela concessionária.

Philipp Schiemer, presidente da Mercedes-Benz do Brasil e CEO América Latina

Executivos da Mercedes-Benz do Brasil entregam Prêmio Especial aos representantes da lochpe-Maxion S.A.

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Fato Concreto

Concessões têm potencial para chegar a R$ 600Bi Se o atual governo federal conseguir destravar as principais concessões de infraestrutura com apelo frente à iniciativa privada – proeza que a gestão de Dilma Rousseff não atingiu – haveria potencial de investimento empresarial na casa dos R$ 600 bilhões. A estimativa é do presidente da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) Clésio Andrade. Segundo o dirigente, a gestão do Michel Temer tem cerca de dois meses para estimular as concessões, através de captação de investimento e liberação dos detalhes de uma nova política para editais. “Se o governo se mostrar ágil e passar segurança jurídica, melhores taxas de retorno e editais mais simples, acredito que há como viabilizar um forte investimento no curto prazo”, sinaliza. Na visão de Andrade, esse processo de simplificação dos modelos de concessão ganha força em função na aproximação entre Secretária dos Portos, da Aviação Civil e dos Transportes. “O Ministério dos Transportes terá agora uma visão sistêmica. Agora é possível pensar de forma isolada e ver quais são as ofertas mais interessantes ao mercado”, disse ele, lembrando a importância dos processos serem acompanhados por representantes da esfera sanitária ou ambiental, como forma de garantir aprovações mais céleres. “O que não dá mais é para os editais continuarem como estão, quando demora anos para se

conseguir aprovar um projeto. Nosso problema na hora de conceder infraestrutura à iniciativa privada é gerencial”, diz. Os primeiros passos no sentido da mudança demandada pelo mercado já começaram a ser dados: a criação de um novo modelo de concessões, batizado como Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), foi produto da primeira medida provisória (a MP 727 da gestão do presidente em exercício Michel Temer). Anunciada no mês passado, a nomeação – classificada por Andrade como “assertiva” – do ex-ministro da Aviação Civil Wellington Moreira Franco para a Secretaria Executiva do PPI deu seguimento ao processo.

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De acordo com advogados ouvidos pelo DCI, mesmo que o lançamento do PPI represente um importante passo para a atualização do modelo vigente, ainda há um bom caminho a ser percorrido, como a regulamentação da medida provisória e a aprovação desta na Câmara dos Deputados. “O governo terá de ditar como o programa funciona na prática. Até lá, ela segue como uma lei genérica”, explica o sócio-fundador do Vernalha Guimarães & Pereira Advogados, Fernando Vernalha. A definição de quais projetos serão considerados prioritários – e que, logo, ficariam sob o chapéu do PPI – é um dos pontos que precisam de resolução.


Ainda assim, o programa de parcerias já estabelece algumas linhas gerais. A primeira delas é um compromisso em prol da “máxima segurança jurídica para os concessionários”, ou a garantia de que as regras estabelecidas não passarão por alterações. Como explicado por Vernalha, só a regulamentação da MP vai definir quais mecanismos farão este papel, mas o advogado faz algumas conjecturas. “Hoje a administração pública tem certas prerrogativas para modificação contratos. Um exemplo de medida é diminuir essa capacidade de mudanças. Outra é eliminar a prerrogativa do governo de anular contratos unilateralmente”. Uma terceira possibilidade aventada pelo especialista envolveria a inclusão dos tribunais de contas – como o Tribunal de Contas da União (TCU) e seus equivalentes estaduais e municipais – nos estágios iniciais da elaboração dos projetos, como forma de reduzir risco da empreitada ser paralisada a posteriori. Consultoria As sinalizações do governo não param por aí. Na visão do sócio da Anderson Ballão Advocacia, Rafael Ferreira Filippin, a possibilidade de remuneração para empresas de engenharia ou consultorias responsáveis pela elaboração de projetos deve ser uma das principais mudanças geradas a partir da Medida Provisória 727. “Quem concebia os projetos assumia um risco muito grande diante da possibilidade dele não ser implementado e do investimento na concepção ter sido a toa”, conta Filippin, explicando que, neste caso, a responsável pelo projeto teria que abrir mão da participação na licitação do

mesmo. Caso caminhem, as regras poderiam estabelecer diretrizes também para parcerias público-privadas no âmbito estadual ou municipal, encaradas com bons olhos pelos empresários por conta de seu custo menor. A remuneração dessa nova modalidade dependeria de um fundo – autorizado também pela MP 727 – constituído via Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e que atuaria como estruturador dos projetos. Neste ponto, os advogados ouvidos pelo DCI divergem: enquanto Ferreira Filippin argumenta que a ideia pode enfrentar barreiras “do ponto de vista econômico”, Fernando Vernalha parece um pouco mais otimista. “O papel do BNDES não seria o de financiamento, mas a prestação de serviços de estruturação. Acho que as mudanças no comando do banco não afetariam [a proposta].” Meio ambiente Outro ponto que pode se converte em medidas importantes trata da interlocução entre empresas e entidades públicas responsáveis pelos licenciamentos, como o Ministério do Meio Ambiente e departamentos de trânsito. “A MP traz uma declaração de que esses órgãos não vão ‘atrapalhar’ a liberação [dos projetos], mas de uma forma genérica, sem estabelecer prazos ou fases”, afirma Filipin, do escritório Anderson Ballão. Fernando Vernalha, por sua vez, especula quem poderia fazer esse meio de campo. “Essa articulação deve fazer parte dos serviços de estruturação do fundo constituído pelo BNDES e pela própria secretaria executiva do PPI, através de seu

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conselho”. Também instituído pela MP 727, o Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos será vinculado ao gabinete do presidente e chefiado pelo mesmo, além de reunir representantes do BNDES e das pastas da Casa Civil, Transportes Planejamento, Fazenda e Meio Ambiente. Neste caso, o desafio será atuar de forma que não facilite arrepios à legislação ambiental. “O governo atual não parece ser formado por ambientalistas”, aponta Filippin. Caos Segundo Vernalha, tal articulação já havia sido aventada e, 2015, na ocasião da elaboração do PPP +, de autoria da equipe do ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy. “Há muitas novidades, mas a semente do que viria a ser o PPI foi o PPP+”, pontua ele. Na época, o projeto foi enterrado por falta de apoio mesmo dentro do partido da presidente afastada. De acordo com os especialistas consultados, a mesma ameaça paira sobre o PPI. “Tem que ver se haverá clima no Congresso para converter a MP em lei”, relembra Rafael Ferreira Filippin. “A mudança de governo resgata parte da confiança, mas o grande problema trata da aprovação definitiva do processo de impeachment”, reforça Fernando Vernalha – a data final para o julgamento ainda não foi estipulada. “E também não podemos esquecer que temos fatores imponderáveis, como a Operação Lava Jato.” Fonte: DCI


Fato Concreto

Com investimentos de R$80 Milhões, John Deere nacionaliza tratores de esteira A John Deere, com sua linha de máquinas pesadas e equipamentos para construção, anuncia que irá investir R$ 80 milhões para nacionalizar a produção de tratores de esteira, atualmente importados. O anúncio acontece apenas dois anos após a companhia inaugurar duas fábricas de linha amarela em Indaiatuba (SP), investimento de US$ 180 milhões realizado em parceria com a Hitachi Construction Machinery, dos quais US$ 124 milhões foram investidos pela John Deere. O projeto prevê a ampliação de três mil m² da unidade para a produção dos modelos 700J, 750J e 850J. Os primeiros equipamentos estarão disponíveis para o mercado a partir de 2018. “Nossa estratégia traçada em longo prazo independe de oscilações temporárias do mercado, o que nos permite oferecer alternativas eficientes de produtos e serviços aos clientes. Estamos seguros que estamos contribuindo para o fortalecimento dos segmentos de infraestrutura no Brasil”, ressalta Roberto Marques, diretor de Vendas da divisão de Construção e Florestal. Roberto afirma que a decisão da nacionalização foi tomada para garantir o acesso dos clientes a um portfólio completo e de alta qualidade. “Isto proporciona maior agilidade para as demandas do mercado local, tanto nos setores de infraestrutura, construção e mineração, como também no agrícola. Por conhecermos as necessidades dos clientes, poderemos moldar me-

lhor nossos produtos, com agilidade na entrega e possibilidade de acessar crédito na aquisição”, completou. A nacionalização resultará na criação de pelo menos 50 empregos diretos e 200 indiretos. Além disso, permitirá que os equipamentos se enquadrem aos diferentes programas de financiamento de máquinas para clientes brasileiros, permitindo inclusive a exportação destes itens para demais países da América do Sul. Atualmente são produzidos no Brasil oito modelos de pás-carregadeiras, cinco escavadeiras John Deere e quatro da Hitachi e uma retroescavadeira. São importados três modelos de pás-carregadeiras, um de escavadeira e três modelos de motoniveladoras montados em regime de SKD (Semi Knock-Down). Consolidação e expansão Os passos da linha amarela da John Deere no Brasil são firmes: em 2011 a companhia anunciou o ingresso no País e iniciou as importações dos primeiros modelos. Desde então, a consolidação se deu pela construção de duas unidades e também pela constituição de uma ampla rede de distribuidores, que possuem capilaridade nacional. Atualmente, a companhia possui cinco representantes da marca, Deltamaq (cobertura no Pará, Tocantins, Amazonas, Roraima, Acre e Amapá), Inova Máquinas (Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo), Tauron Equipamentos (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), Veneza Equipamentos (distribuição em todo o Nordeste e no Estado de São Paulo)

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e Rota Oeste Máquinas (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Goiás e Distrito Federal). Em 2015, a empresa também expandiu seu Centro de Distribuição de Peças, em Campinas (SP), para aumentar a eficiência logística e também inaugurou um Centro de Treinamento, voltado para a capacitação de funcionários e parceiros. Versatilidade Os tratores de esteira 700J, 750J e 850J da John Deere são conhecidos por sua versatilidade e têm alta aceitação entre os clientes que os utilizam. Por seu desempenho excelente, as máquinas podem ser utilizadas nos mercados de construção, mineração, agrícola, em aterros sanitários e na indústria de agregados. Com um projeto versátil, com uma cabine que garante alta visibilidade ao operador, os três modelos possuem transmissão hidrostática, duas bombas e dois motores hidráulicos, que oferecem alta eficiência de combustível e


Construção deve ser a protagonista da retomada do crescimento

diversas possibilidades de ajustes de velocidade. O chassi Deere Dura-Trax garante alta performance nos trabalhos pesados que exigem mais das máquinas. Os reservatórios dos tratores de esteira John Deere são individuais para os sistemas hidrostático e hidráulico. Além disso, o comando final é preservado pela sustentação do peso e as cargas provenientes da lâmina são distribuídas entre eixo, pivô, chassi e barra estabilizadora. Os modelos 750J e 850J possuem a cabine basculante. Já o monitor de diagnósticos traz o controle de parâmetros, incluindo a sensibilidade de resposta para os sistemas hidráulico e hidrostático e capacidade avançada de análise. Além disso, os equipamentos trazem de fábrica o sistema JDLink Ultimate, que conecta em tempo real os equipamentos e possibilita o gerenciamento da frota remotamente.

O governo Temer começa com sinalização positiva, ao se propor a reequilibrar as contas públicas, sustentado por uma base governista majoritária no Congresso. A redução do número de ministérios é louvável, mas precisa ser acompanhada por produtividade na gestão pública. A austeridade será um dos fatores decisivos para a redução dos juros e da inflação, condição necessária para a retomada do crescimento. A construção civil deve ser um dos principais protagonistas desta retomada, devido ao potencial gerador de empregos e renda do setor. Para tanto, ela deve ser estimulada, e não ainda mais prejudicada pelas próximas medidas econômicas. Para tanto, é salutar a intenção anunciada pelo governo de desburocratizar os processos de privatizações, concessões e parcerias público-privadas (PPPs). Mas para que elas se concretizem, será preciso instituir taxas de retorno atrativas, facilidades no acesso ao

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crédito mediante aceitação das receitas futuras como garantia, segurança jurídica dos contratos e estímulos à participação de médias e pequenas empresas. Na habitação, é revigorante a decisão de manter o Programa Minha Casa, Minha Vida. Espera-se que nova orientação política no Ministério das Cidades fortaleça a política de erradicação do déficit habitacional com a participação decisiva de Estados, Municípios e da iniciativa privada. Já a indústria imobiliária ainda tende a seguir demitindo nos próximos meses, devido aos juros altos e à escassez de crédito e de novos contratos. Quando se restabelecer o controle sobre as contas públicas e a confiança dos investidores for resgatada, num cenário de redução da inflação e de novas facilidades nos financiamentos habitacionais, rapidamente este segmento reagirá, voltando a empregar massivamente”. Artigo: José Romeu Ferraz Neto, presidente do SindusCon-SP Fonte: Assessoria / InfraRoi


Fato Concreto

Gerdau mostra porque é a “Rainha da Sucata” de 2015 Empresa recicla cerca de 14 milhões de toneladas de sucata anualmente, ocupando o primeiro posto na América Latina. Hoje, o material reciclado é sua principal matéria-prima. Multinacional brasileira com operações em vários locais do mundo, a Gerdau recicla uma média de 14 milhões de toneladas de sucata de ferro por ano, ou seja, 75% de sua produção vêm de metal secundário. Os números de reciclagem da empresa envolvem ainda investimentos anuais para manter essa infraestrutura, caso dos R$ 262 milhões aplicados em atualização tecnológica no ano

passado. A companhia também é a maior recicladora da América Latina. O ranking só é possível porque o aço pode ser reciclado infinitas vezes sem perder a qualidade, o que tornaria a Gerdau, segundo ela mesma, uma empresa recicladora por essência. Para manter o ciclo de reciclagem, ela adquire o material a partir de cooperativas, de comércios de sucatas, de refugo industrial e, ainda, retirando veículos inutilizados dos pátios dos Detrans em diversos estados do País. Em 2015, por exemplo, a empresa teria reciclado mais de 15 mil toneladas de veículos no Brasil, Peru e Colômbia (em números são mais de 12,5 mil carros).

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Nesse último caso, a empresa desenvolveu um processo onde busca os veículos nos pátios dos Detrans via leilão, incluindo não só automóveis, como ônibus e caminhões e ônibus que já estão fora de circulação. A reciclagem inclui ainda a descontaminação, destinação dos resíduos gerados, compactação e transporte desses veículos. Outra vertente de investimento é o uso de coprodutos de seus processos: 78% deles foi usado internamente ou por outros setores da economia, reforçando a reciclagem, de acordo com a companhia. Fonte: InfraRoi


Fato Concreto

Vibtech fornece sistema massa mola da via permanente da linha 5 - Lilás do Metrô - SP A Vibtech Industrial Ltda. foi escolhida pelo consórcio Andrade Gutierrez & Camargo Corrêa para fornecimento do sistema Massa Mola da via permanente da Linha 5 – Lilás do Metrô-SP, lote 3 e pelo consórcio CM5 – Odebrecht, Queiroz Galvão e OAS para o lote 7. Segundo Ricardo Siqueira, gerente Técnico Comercial na Vibtech Industrial Ltda., trata-se do primeiro fornecimento com produtos 100% nacionais compreendendo isoladores metálicos de vibração de baixa frequência natural (6 Hz) e sistema de Pads Elastoméricos com frequência natural de 10 e 14 Hz. Os elementos foram projetados e desenvolvidos pela Vibtech e passaram por intensos ensaios para homologação de compostos, além de ensaios estáticos e dinâmicos mostrando excelente resultados e sendo aprovados inteiramente para essa aplicação de alta responsabilidade. De acordo com o engenheiro Bernard Baudouin, diretor Técnico da Vibtech, a solução foi projetada e desenvolvida para a via permanente do metrô sobre laje flutuante da linha 5-Lilás, lote 3 (via singela, compreendendo 8.107,97 metros + Aparelhos de Mudança de Via – AMV – 354,14 metros), que está em fase final de implementação. “Neste momento estamos trabalhando para o fornecimento para o lote 7, também sobre via singela de 9.541 metros com 775 metros de AMV.”

O sistema Massa Mola passa a fazer parte do portfólio da empresa juntando-se aos demais produtos fabricados para o segmento ferroviário com o objetivo de controle de vibrações e ruídos estruturais. “O principal benefício do Sistema Massa Mola é fazer com que as vibrações e ruídos sejam atenuados em virtude de sua propagação das estruturas e consequentemente nas edificações vizinhas”, explica Baudouin. A Vibtech dispõe de uma vasta

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gama de produtos para o segmento ferroviário de carga e de passageiro como suspensão primária de trens, acoplamentos resilientes, pinos elásticos e amortecedores para a suspensão e proteção dos equipamentos embarcados. “Ainda dentro deste segmento, dispomos de amortecedores para a via permanente, sejam eles para o sistema Massa Mola ou fixação direta dos trilhos”, reforça Baudouin.


Fato Concreto

FMX com controle automático da tração dianteira oferece mais dirigibilidade e economia

A Volvo está lançando no Brasil e América Latina o FMX com controle automático da tração dianteira, que chega no País para aumentar ainda mais a produtividade dos veículos pesados da marca. O sistema melhora a dirigibilidade e reduz o consumo de combustível. De acordo com a fabricante, a função ativa automaticamente a tração no eixo dianteiro quando o veículo começa a patinar em terrenos difíceis ou em pisos escorregadios, mesmo com o caminhão em movimento e sem a ação do motorista. “É mais uma inovação da Volvo. Estamos constantemente ampliando nossa oferta de soluções para aumentar a eficiência do transporte”, afirma Bernardo Fedalto, diretor de caminhões Volvo no Brasil. A Volvo é a primeira fabricante de caminhões a oferecer este sistema para veículos com tração integral 4×4 e 6×6. “É uma exclusividade da Volvo, agora disponível para os mercados brasileiro e latino-americano. Mais uma vez estamos na vanguarda em tecnologias que melhoram a operação de transporte vocacional”, diz Nilton Roeder, diretor de desenvolvimento

A importância da construção industrializada em obras de mobilidade urbana É importante consideramos o relevante papel que a construção industrializada, em especial o pré-fabricado de concreto, tem desempenhado na concretização de decisivas obras voltadas para a mobilidade urbana e a modernização das cidades. E isso tem sido possível com o fornecimento de estruturas de qualidade que permitiram concluir, dentro do cronograma, obras como linhas de metrô, construção de aeroportos, vias de BRTs, entre outros equipamentos destinados a facilitar

o transporte em grandes centros urbanos. “Além disso, a construção industrializada tem dado destacada contribuição na construção de escolas e moradias, sempre com aprovação técnicas dos principais órgãos certificadores e fiscalizadores”, comentou a presidente-executiva da Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto - Abcic, Íria Doniak , segundo quem a atuação da associação no Construction Summit está sintonizada com o tema

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principal do evento, que é Desenvolvimento Urbano & Tecnologias para Construção. Segundo ela, a Abcic participará do Construction Summit 2016, em duas frentes: através de um curso, que abordará os principais aspectos relacionados às estruturas pré-fabricadas de concreto, incluindo temas como normalização, projeto, produção, montagem, contratação e identificação de causas de patologias e durante painel sobre Sistemas Construtivos Industrializados, coordenado


gate e o desengate da tração dianteira são feitos automaticamente, sem precisar da interferência do motorista”, complementa Deonir Gasperin, engenheiro de vendas da Volvo. O controle automático de tração traz inúmeros benefícios: aumenta a velocidade média do veículo, diminui o consumo extra de combustível, melhora a dirigibilidade, dá mais segurança para o motorista e ainda reduz o desgaste de pneus, poupa o trem-de-força e prolonga a vida útil de alguns componentes.

Caminhão inteligente O dispositivo funciona basicamente ativando a tração nas rodas dianteiras quando as rodas traseiras perdem tração, fazendo com que o veículo rode com tração integral e vença as dificuldades do terreno. “A inteligência do caminhão entende que ele precisa de tração dupla quando, por exemplo, o veículo está patinando, e aciona o acoplamento do eixo dianteiro. É um sistema eletrônico muito avançado, mas ao mesmo tempo muito simples”, explica Álvaro Menoncin, gerente de engenharia de vendas da Volvo no Brasil. “O en-

Aplicações A nova tecnologia é destinada para veículos com tração dianteira (4×4 rígido e 6×6 rígido e cavalo mecânico) que atuam em uma grande variedade de aplicações vocacionais. É muito útil, por exemplo, em reboques aeroportuários, no transporte de madeira, em caminhões de apoio para situações mais extremas e até em veículos recreacionais (VR), usados em viagens por diferentes topografias. O mercado também demanda sistemas deste tipo para o transporte de cargas indivisí-

veis e caminhões bombeiros. É um sistema muito eficaz também em operações de transporte rural que tenham terrenos acidentados ou em caminhos precários, inclusive na agricultura. “É um dispositivo que otimiza a mobilidade e a tração do veículo em muitas situações diferentes”, destaca Menoncin. O automatismo foi conseguido graças a introdução de uma nova caixa de transferência, derivada de uma tecnologia já usada pela Volvo CE, a divisão do Grupo Volvo que produz equipamentos de construção. O sistema é utilizado no caminhão articulado da Volvo CE, líder mundial em seu segmento. O dispositivo da Volvo é formado por um software conectado aos sensores de velocidade das rodas, que detecta e controla a tração. Quando uma roda traseira começa a patinar, a potência é automaticamente deslocada para as rodas dianteiras, sem perda de torque ou da velocidade. Um engate automático ativa a tração nas rodas dianteiras em apenas meio segundo.

pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção-Abramat, Walter Cover, e que contará com a participação de representantes de outros segmentos da construção industrializada. De acordo com Cover, o objetivo do painel é enfatizar os principais benefícios da industrialização da construção. “Nesse sentido, devemos destacar a redução dos prazos de construção, pois os sistemas industrializados impõem uma velocidade maior no andamento das obras, reduz custos de mão de obra, o que resulta numa diminuição dos custos totais das obras onde são

utilizados”, reforça Cover, salientando que também serão abordados no os principais desafios que o sistema enfrenta. Em relação ao curso a ser promovido pela Abcic no Construction Summit, ele será ministrado pelo engenheiro Carlos Franco, conceituado profissional com mais de 16 anos de atuação no Escritório Técnico Júlio Kassoy e Mário Franco, além de ter atuar também durante vários anos em indústria de pré-fabricados de concreto, tendo se tornado um renomado consultor no segmento. O curso trará uma introdução ao uso das estruturas pré-fabricadas

de concreto, seu desenvolvimento no Brasil e suas atuais aplicações. Também abordará aspectos como padronização e certificação, incluindo temas relativos à normalização além de fornecer uma visão ampla sobre os processos que envolvem a pré-fabricação, como projetos, produção e montagem. “A organização desse curso é fundamental porque levará conhecimento sobre o sistema construtivo, seus benefícios e seu desenvolvimento tecnológico, visando a qualificação da mão de obra intelectual da cadeia produtiva da construção civil”, avalia Íria.

de negócios e suporte a vendas do Grupo Volvo América Latina. A nova tecnologia torna o caminhão ainda mais automatizado e contribui para corrigir eventuais falhas. Muitos motoristas ativam a tração nas rodas dianteiras antes de chegar a um terreno mais complicado, para evitar que o caminhão fique atolado. O novo sistema engata a tração na roda dianteira com o veículo em movimento somente quando a função for efetivamente necessária.

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Fato Concreto

Geradores Wacker Neuson agora são fabricados no Brasil O mercado de geração de energia ganha uma nova linha de geradores móveis fabricados no Brasil, com recursos incorporados para proporcionar facilidade a quem opera e realiza as intervenções de manutenção. Tratam-se dos modelos G50, G70 e G110 fabricados pela Wacker Neuson na unidade industrial instalada em Itatiba (SP), com potências equivalentes a 50, 70 e 110 KVA. Disponíveis nas versões Value e Premium, os geradores são compactos e silenciosos, garantindo energia trifásica para ser utilizada nos setores da construção, varejo, indústria e eventos. “Esses modelos atendem, de início, ao mercado de locação, principalmente por serem produtos adequados a variadas exigências de uso, com fácil utilização, mobilidade e manutenção”, explica o engenheiro Ivan Conti Fernandes, da Wacker Neuson Brasil. O espaço amplo e a acessibilidade pela parte frontal ou traseira nas duas versões possibilitam o acesso de maneira fácil ao painel de troca tensão, umas das principais características destes equipamentos, conta Ivan, acrescentando que o acesso também é prático para substituir filtros, fazer ajustes no motor, alternador e baterias, assim como a troca de óleo pode ser feita de forma rápida e segura. Os três modelos de geradores possuem arranque com interruptor único e painel de controle simples para fácil operação. Nos modelos premium o painel de controle possui

opções extras como configuração de idioma, monitoramento de consumo de combustível, maior número de registro de eventos, lógica PLC, nove entradas digitais e oito saídas configuráveis. O chassi conta com ângulos para arraste e abas laterais para evitar atrito durante o armazenamento ou transporte, além de possuir isolamento acústico. Pontos de acesso fáceis agilizam o manuseio Os geradores da Wacker Neuson possuem portas de acesso móveis e que podem ser retiradas para ampliar o espaço durante a manutenção. “Pelas laterais é possível acessar o escapamento e fazer a limpeza do radiador. A máquina também possui uma porta de acesso aos terminais dos cabos com segurança ao operador, e porta de acesso para troca de tensão na parte frontal”. Esses quesitos tornam os geradores diferenciados dos que existem

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no mercado brasileiro, reforçando o conceito global da Wacker Neuson em fornecer soluções pensadas e dimensionadas para atender às necessidades dos clientes. A facilidade de desmontagem da máquina para retirada do tanque de combustível é simples, rápida, e reafirma essa proposta. O cuidado ambiental foi levado em conta para a utilização dos modelos fabricados no Brasil. De acordo com Ivan, todos os geradores possuem tanque de expansão para evitar que o líquido refrigerante vaze e prejudique o meio ambiente. “Além disso, para evitar a contaminação do solo, o abastecimento de diesel é feito no interior do equipamento, eliminando a possibilidade de vazamentos”, observa. Em ambas as versões os geradores possuem travas das portas para operação, botão de emergência fácil de ser acionado e um alojamento para instalação de dispositivos extras.


Capa

Duplicação da serra da rodovia dos Tamoios deve ficar pronta em 2020 Trecho com pista de quase 21,52 quilômetros de extensão terá 70% em obras de arte, com mais de 12,6 quilômetros de túneis e cerca de seis quilômetros de viadutos.

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As obras de duplicação do trecho de serra da Rodovia dos Tamoios, prioridade 1, saiu do compasso de espera por aguardar a Licença Ambiental de Instalação-LI, (entregue em novembro de 2015) e agora caminha a passos largos para ter seu término em abril de 2020. Os trabalhos tiveram início em dezembro do ano passado e encontram-se em fase inicial de terraplagem, contenções, drenagens, fundações. Esta Licença Ambiental é uma das mais complexas e modernas já emitidas no Brasil para a implantação de uma rodovia. A equipe da Concessionária Tamoios sente-se orgulhosa por participar de um empreendimento como este, no qual sustentabilidade e tecnologia andam de mãos dadas. A nova pista está avaliada em R$ 2,5 bilhões (valor calculado em julho/2015 e realizado em parceria entre Governo do Estado e a Concessionária Tamoios), correspondendo a 25% do total da obra, a pista está começa no km 60,45 e segue até o km 82 da Rodovia dos Tamoios. Serão 21,52 quilômetros de pista, entre Paraibuna e Caraguatatuba, passando pelo Parque Estadual da Serra do Mar. Para preservar o meio ambiente, cerca de 70% da construção serão de obras de arte. Estão programadas a construção de cinco túneis com 12,6 quilômetros no total – sendo que o mais extenso terá 3.675 metros-, uma ponte, um pontilhão e nove viadutos, que somarão cerca de seis quilômetros, preservando a vegetação e impondo uma complexidade de engenharia antes só

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vista na pista descendente da Rodovia dos Imigrantes. Com um traçado moderno, a nova pista de Serra será destinada exclusivamente ao tráfego no sentido Litoral/Vale do Paraíba e contará declividade limitada a 5%, curvas menos acentuadas e mais seguras e faixas de rolamento mais largas em relação ao trecho existente. Serão implantados túneis laterais para servir de rota de fuga e para atendimento de emergência. Embora o sentido seja litoral-planalto, ela poderá ter mão de direção invertida para atender aumento na demanda na direção oposta. A pista terá duas faixas de rolamento e também acostamento, permitindo que o tempo de viagem seja reduzido significativamente. A pista atual do trecho será modernizada e utilizada para o tráfego no sentido Vale do Paraíba / Litoral. Com este conjunto de obras, o tráfego de veículos pesados será amplamente favorecido. Os trabalhos serão iniciados por duas frentes: no planalto, com a construção de um trecho paralelo à pista atual, e em Caraguatatuba, com a construção de um viaduto na área conhecida como “Fazenda Serra Mar”, próxima ao Serra Mar Shopping.

Frota de equipamentos De acordo com a Concessionária Tamoios, no pico dos trabalhos, as obras deverão absorver entre 2.000 a 2.500 trabalhadores e movimentar cerca de 3.200.000 m³ de terra. Em vista da complexidade geotécnica, o empreendimento investiu fortemente na frota de


Capa equipamentos a fim de garantir os avanços dentro do cronograma e o aumento da segurança da operação. Os 387 equipamentos utilizados na obra, principalmente os que operam nas escavações dos túneis, são de última geração. Entre os principais estão: Carregadeiras Escavadeiras hidráulicas Guindastes Caminhões prancha Caminhões basculantes Caminhões betoneiras Motoniveladoras Rolos compactadores Vibroacabadoras de asfalto Usinas de solos Caminhões irrigadeiras Jumbo hidráulico Entre outros.

Uma obra em PPP Esta é uma obra de Parceria Público Privada (PPP) cujo edital de concessão foi lançado em 2014 prevê a duplicação do Trecho de Serra da Rodovia dos Tamoios. O Consórcio Litoral Norte (Concessionária Tamoios), liderado pela empresa Queiroz Galvão venceu o leilão de concessão, com prazo de 30 anos e assumiu sua administração em 18 de abril de 2015. Juntos, os trechos Serra e Planalto da Rodovia dos Tamoios correspondem a 85,15 km. Em paralelo, o governo do Estado toca a obras do trecho Contornos, quase uma rodovia nova, que desafia a muralha da Serra do Mar.

Investimentos de R$ 4,5 bilhões No total, a Concessionária Tamoios será responsável por 119,05 km de rodovia. Mas nesse

primeiro momento, a concessão corresponde apenas aos trechos de Planalto e Serra da Tamoios (85,15 quilômetros). Os investimentos previstos são da ordem de R$ 3,9 bilhões, (atualizados para o valor de R$ 4,5 bilhões), sendo R$ 2,5 bilhões aplicados na duplicação do trecho de serra da Tamoios. Nos próximos anos, a concessão deverá assumir também os Contornos de Caraguatatuba e São Sebastião (33,9 quilômetros), trechos que ainda estão sendo construídos sob responsabilidade da Dersa - Desenvolvimento Rodoviário S/A. A concessão - que trará como benefícios a modernização no sistema viário, com a realização de obras de adequação de alguns trechos, e na operação, com a inclusão de tecnologia para atendimento do usuário – beneficiará 25 milhões de usuários por ano, e trará impactos positivos diretos para os municípios de Caraguata-

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tuba, Jacareí, Jambeiro, São José dos Campos, São Sebastião e Paraibuna. Além de ampliar a mobilidade na região e o acesso dos turistas ao Litoral Norte, a duplicação também possibilitará o acesso mais rápido e seguro ao Porto de São Sebastião, que terá sua capacidade de movimentação de cargas ampliada, melhorando o escoamento de mercadorias produzidas no Vale do Paraíba e em Campinas.

Melhorias Logo após assumir a operação da Tamoios, a concessionária dará início ao Programa Intensivo Inicial (PII), que prevê uma série de melhorias a serem executadas no primeiro ano de concessão, entre as quais a substituição de dispositivos de segurança avariados, operação tapa buraco, complementação e restauração da sinalização, instalação de três ba-


Capa ses de Serviço de Atendimento ao Usuário provisórias, implantação do Centro de Controle Operacional (CCO) da rodovia, iluminação do trecho de Serra entre o km 64 e o km 80 e alargamento do acostamento de 10,2 metros para 14 metros em sete pontos da via, entre outras melhorias. Haverá, ainda, obras de correção em algumas curvas acentuadas. De imediato, a concessionária colocará a disposição do usuário uma frota de atendimento composta por quatro viaturas de inspeção de tráfego, quatro guinchos leves, dois guinchos pesados, quatro ambulâncias de resgate e uma ambulância de suporte avançado (UTI), um caminhão pipa, um caminhão para recolhimento de animais, duas bases de atendimento ao usuário e atendimento 0800. Outros itens previstos no contrato de concessão para a modernização da rodovia são a implantação de 200 câmeras de circuito fechado de TV, de uma estação de rádio dedicada (que irá transmitir boletins com informações sobre as condições operacionais e de tráfego da rodovia), de telefones de emergência a cada quilômetro para comunicação do usuário com o CCO. A previsão é de que essas melhorias estarão instaladas até 2017. No primeiro ano de concessão não haverá cobrança de pedágio. Somente após 12 meses, e mesmo assim condicionada à conclusão da PII e a execução de 6% da duplicação do Trecho de Serra. Estão previstos três pontos de cobrança: no km 15,7 (R$

3,00); no km 56,6 (R$ 5,30) e no Contorno de Caraguatatuba (R$ 2,10) (valores base julho/2014). A implantação do pedágio no contorno está condicionada, também, a execução de 32% da duplicação do Trecho de Serra.

Trecho Planalto Primeiro trecho a receber as obras de ampliação, deflagrou a descoberta de vestígios arqueológicos relacionados a um grupo indígena de tradição cultural Aratu encontrados em Paraíbuna. A descoberta foi feita pelo grupo de arqueólogos contratado pela Dersa para fazer prospecção

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e resgate nas áreas de influência das obras de duplicação do Trecho de Planalto da Tamoios. Os trabalhos arqueológicos de prospecção e resgate, promovidos pela Dersa, fazem parte do Programa de Gestão do Patrimônio Arqueológico, Histórico e Cultural, que por sua vez está inserido no processo de Licenciamento Ambiental da Nova Tamoios Planalto. A área em que os vestígios foram encontrados não será afetada diretamente pelas obras, por isso, ficará preservada para pesquisas. A partir de sua descoberta ela passa a ser patrimônio arqueológico da União.


No trecho de planalto possui duas faixas em cada sentido (sendo uma faixa principal e outra auxiliar), sendo que na faixa principal a velocidade máxima é de 80 km/h e na faixa auxiliar de 60 km/h. A faixa auxiliar deve ser utilizada apenas para facilitar a ultrapassagem, já que em todo o traçado da rodovia não há pontos de ultrapassagem pela faixa da pista do sentido contrário. No trecho de serra há duas faixas ascendentes e uma descendente. Nos inícios de feriados prolongados, pode operar com duas faixas descendentes e uma ascendente.

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Capa

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Capa Meio ambiente

Impacto

Na questão ambiental, diversas medidas de controle e prevenção de impactos estão sendo adotadas, como a implantação de dispositivos de direcionamento do escoamento da água da chuva (drenagem definitiva e provisória) e de proteção dos cursos d’água para prevenção de processos de erosão e assoreamento. Dentre os cuidados tomados, ressalta-se a delimitação das áreas de restrição/preservação ambiental para garantir que as intervenções e supressão de vegetação sejam restritas às áreas autorizadas. Em vista da intervenção em plena Serra do Mar, incluiu-se dentro dos Programas Ambientais do empreendimento, o Programa de Conservação da Flora, que tem como objetivo minimizar possíveis impactos sobre a vegetação no empreendimento e entorno. O programa prevê o monitoramento da qualidade da água dos cursos d’água interceptados pelo traçado, de modo a garantir que não haja contaminação da água e a reutilização e reciclagem de resíduos durante a construção. Equipes especializadas para resgate de fauna e flora nativas e realocação em áreas protegidas fazem o acompanhamento permanente dos trabalhos, contemplando ainda o monitoramento da fauna silvestre durante a construção, em locais definidos juntamente com a Cetesb e DeFau (Departamento de Fauna). Em março de 2016, foram doadas e realocadas mais de 1.000 indivíduos de espécies da flora em área do Parque Municipal de Juqueriquerê.

As quatro cidades do Litoral Norte podem enfrentar graves problemas de mobilidade urbana se não receberem aporte financeiro para obras de adequação viária. “A duplicação só vai ter sentido se houver investimentos na estrutura rodoviária dessas cidades. O problema não é chegar, mas circular entre uma cidade e outra, afirma o professor de arquitetura e urbanismo da Univap e Unitau, Flávio Mourão. Caraguatatuba, que recebe, em média, 40 mil pessoas por fim de semana, deve passar a receber, em média, 50 mil turistas após a duplicação do trecho de serra da rodovia dos Tamoios. Na alta temporada, de dezembro a fevereiro, Caraguatatuba costuma receber cerca de um milhão de pessoas. A máquina utilizada para abrir os túneis, conhecida como ‘tatuzão’, não está sendo utilizada nesta obra. A tecnologia utili-

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zada nos novos túneis do litoral norte é a ‘Drill and Blast’, que significa explosão e perfuração. O método utilizado pelos engenheiros na construção do túnel de 3.520 metros de extensão prevê o trabalho em seis etapas, sendo que a primeira é cavar a terra e reforçar a sustentação da abertura do túnel. Quando a rocha é alcançada, debaixo da terra, começa a fase de detonação - máquinas furam e injetam explosivos para que a rocha se quebre no molde do túnel. Em seguida, os operários reparam as imperfeições e cravam estacas de aço. Por fim, colocam camadas de tela de aço no entorno do túnel e pulverizam camadas de concreto no local. Normalmente, a obra avança quatro metros por dia. O túnel é ventilado artificialmente e lâmpadas foram instaladas para que os operários consigam fazer o trabalho.


Portos

Portos brasileiros receberão R$ 51 bilhões até 2042 Brasil Construção

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Nos próximos cinco meses os investimentos em portos atingirão uma cifra de R$ 7,9 bilhões, ou 15% do total a ser aplicado de acordo com o Plano Nacional de Logística Portuária.


segmento logístico até 2042. De acordo com o Plano Nacional de Logística Portuária 20152018 (PNLP), o volume de recursos a ser usado em novas construções, obras de reparo e para compras e manutenção de equipamentos é para fazer frente ao crescimento de 92% na demanda por serviços em portos marítimos nos próximos anos. Dessa forma, os R$ 51,28 bilhões deverão ser assim aplicados: • R$ 16,24 bilhões em licitações para arrendamentos de áreas para terminais; • R$ 19,67 bilhões em novos terminais de uso privado (TUPs); • R$ 11,11 bilhões em renovações de contratos; • R$ 4,26 bilhões em obras de dragagem. A maior parte dos investimentos previstos para serem realizados no setor portuário brasileiro nos próximos anos será da iniciativa privada. A estimativa é que 92% (R$ 47 bilhões) sejam investidos por empresas privadas, cabendo ao setor público R$ 4,26 bilhões.

Porto de Suape

O setor portuário vem atraindo o interesse dos empreendedores e os primeiros resultados já começam a aparecer. Nos últimos cinco meses, desde outubro de 2015, quando tomou posse como titular da Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP), o ministro Helder Barbalho autorizou investimentos de R$ 7,934 bilhões. Esse volume corresponde a 15% dos R$ 51,28 bilhões previstos para serem aportados neste

Construção do novo terminal portuário de Suape A Odebrecht TransPort e Agrovia avançam com a construção de um novo terminal portuário, localizado na retroárea do cais 5 do Porto de Suape (PE). Os serviços de terraplanagem do terreno avançaram em janeiro e alcançaram 80% de execução. Foram iniciados os trabalhos para drenagem e pavimentação da área de 72,5 mil metros quadrados e a implantação da estrutura administrativa. As obras civis começaram em janeiro e o início da movimentação de cargas

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está previsto para o segundo semestre de 2016. Resultado de um investimento de R$ 130 milhões, a expectativa é que o terminal movimente 200 mil toneladas de açúcar refinado ensacado no primeiro ano de operação e, em 2038, a movimentação supere as 738 mil toneladas. A capacidade total de movimentação é de 750 mil toneladas. A Odebrecht TransPort e Agrovia vão operar o terminal por 25 anos e durante esse período, serão criadas mais de 150 vagas, com funcionamento em três turnos. O terminal contará com equipamentos modernos e tecnologias que permitirão ganhos de eficiência e produtividade. Enquanto hoje o embarque do açúcar refinado no Porto de Recife é realizado por navios pequenos de até 10 mil toneladas e demora, em média, 15 dias, no novo terminal todo o processo poderá ser realizado em até cinco dias em navios de até 35 mil toneladas de capacidade. Esse ganho de produtividade será traduzido na melhoria dos custos logísticos para exportação do açúcar produzido na região. Para obter esse resultado, foi adquirido o shiploader (equipamento responsável por levar os produtos por esteira até os porões das embarcações) da empresa francesa Ameco e as correias transportadoras têm fabricação nacional. “Esse incremento na logística vai potencializar a vocação de Pernambuco como eixo importador e exportador de produtos agrícolas. É mais uma janela para movimentar a economia do Estado e abrir oportunidades de mais negócios para a região”, afirma Rodrigo Ve-


Portos loso, diretor investimentos de Logística da Odebrecht TransPort.

Números • R$ 130 milhões de investimentos • 200 empregos durante as obras e operação • 72,5 mil metros quadrados • 355 metros de extensão de berço existente Capacidade total de movimentação de 750 mil toneladas por ano de açúcar refinado Fundada em 2010, a Odebrecht TransPort desenvolve, implanta, opera e participa de empresas nas áreas de mobilidade urbana, rodovias, aeroportos e logística. Em Pernambuco, a empresa participa das concessionárias de rodovias Rota dos Coqueiros e Rota do Atlântico. No segmento de logística, a empresa atua na operação da Embraport, terminal de contêineres no Porto de Santos, em São Paulo e da Liquiport, terminal de graneis líquidos em Vila Velha, no Espírito Santo. Especializada no transporte e elevação de commodities agrícolas no Centro Sul e Nordeste, a Agrovia tem como sócios a ED&F Man, um dos maiores traders de commodities agrícolas no mundo, e os fundos de private equity BRZ Investimentos, Pampa Capital e Angra Partners. Atualmente, a Agrovia opera estações de transbordo rodoferroviário de carga em diversas localidades no Centro-Sul para alimentação da malha ferroviária.

Porto de Pecém obras de 2ª etapa de expansão As obras da segunda etapa de expansão do terminal portuário do

Obras no porto de Suape

Porto de Pecém estão com 72% de avanço físico concluído. Os trabalhos incluem a pavimentação e ampliação do quebra-mar, e uma nova ponte de acesso ao quebra-mar, que vai permitir o trânsito de caminhões para movimentação de placas, além da instalação de uma correia transportadora para minério de ferro. Também estão sendo construídos mais três berços de atracação de navios cargueiros ou porta-contêineres. Estes últimos equipamentos serão voltados para operação com carga geral e produtos da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), - já em fase de implantação. Os berços 7 e 8 estão concluídos, e o 9 em fase de conclusão. A previsão para conclusão da segunda expansão é julho de 2017. Segundo o presidente do Porto de Pecém/Cearáportos, Danilo Serpa, o investimento total da segunda ampliação –que deverá estar con-

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Danilo Serpa

cluída em julho de 2017- é de R$ 651.097.439,11, com recursos do tesouro Estadual e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES. Até o presente momento, foram investidos R$ 463.440.018,46. De acordo com o presidente, para a nova expansão, foram adquiridos uma nova correia trans-


Obras no porto de Pecém

portadora que será exclusiva para minério de ferro, direcionada ao atendimento da Siderúrgica que começa a funcionar este ano, além de novos descarregadores e dois STS’s, que são guindastes de última geração, utilizados para a movimentação de contêineres com uma produtividade maior. Quando a obra da segunda expansão for concluída, o Porto do Pecém poderá operar até 750 mil TEU’s por ano. “Além disso estará apto a movimentar as placas de aço a serem exportadas pela Companhia Siderúrgica do Pecém, em número de 3 milhões de t/ano, aumentando a diversificação das cargas que podemos operar”, conta Serpa.

Terceira etapa de expansão Foram iniciados os estudos, realizados pela Cearáportos, a Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra) para uma terceira etapa de expansão, que contempla um novo quebra-mar, com uma nova área abrigada para implantação de berços de atracação que movimentarão granéis sólidos (atendendo futura demanda da ferrovia Transnordestina), granéis líquidos, contêineres e carga geral, atendendo

principalmente o acréscimo futuro da movimentação devido a ampliação do Canal do Panamá. )

Infraestrutura diferenciada O Porto do Pecém, que funciona desde o ano de 2001, foi projetado pelo governo do Estado do Ceará para ser, não somente um porto, mas sim um complexo industrial. Hoje, localizado no Complexo Industrial e Portuário do Pecém – CIPP, o porto cearense se destaca diante dos outros portos do país por causa de sua infraestrutura diferenciada que contempla: está fora dos grandes centros urbanos; é um porto off-shore, ou seja, longe da costa do mar, o que permite a atracação de grandes embarcações; possui uma profundidade natural de até 18 metros, não sendo necessária a realização de dragagem, o que diminui os custos das operações; uma Zona de Processamento e Exportação – ZPE/CE em pleno funcionamento (e foi a primeira do país). Todos esses fatores têm atraído, cada vez mais, investimentos para o Estado. No ano de 2015, o Porto do Pecém se destacou como o maior exportador de frutas do país, com um aumento de 53%, quando com-

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parado ao mesmo período de 2014 e 2013. Ao todo, mais de 200 mil toneladas foram exportadas através do Pecém. Diante do leque de produtos exportados, o primeiro lugar foi o melão, com 120.514 toneladas, seguido da manga (44.325 toneladas), e da melancia (23.957 toneladas). Segundo Serpa, atualmente o Porto do Pecém disponta como um dos favoritos para se tornar um hub de cargas na Região Nordeste, visto que está em uma localização estratégica, que permite um tempo de viagem menor para diversos países do mundo, além dos diferenciais já elencados anteriormente. “A expectativa é de que nos próximos anos a movimentação do Porto aumente, principalmente com a finalização da ampliação do Canal do Panamá, pois o Pecém será um dos portos capazes de receber as grandes embarcações que passarão pelo canal”, sinaliza.

Investimentos autorizados em portos desde 2015 O primeiro leilão de arrendamento de áreas portuárias do governo Dilma Rousseff e do Plano de Investimento em Logística (PIL), todas no Porto de Santos foi reali-


Portos zado no dia 9 de dezembro do ano passado e garantiu investimentos de R$ 2 bilhões no setor portuário. Desse total, R$ 1,45 bilhão para os cofres públicos: R$ 430,6 milhões referentes ao valor da outorga a ser pago pelos futuros arrendatários e R$ 1,02 bilhão de recursos a serem pagos à Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) pelo arrendamento, ao longo de 25 anos, de cada uma das três áreas leiloadas. Além disso, os arrendatários terão que fazer investimentos de R$ 608 milhões em edificações. Nos últimos meses de 2015, a SEP autorizou investimentos de R$ 3 bilhões em nove terminais de uso privado, nos Estados do Rio de Janeiro (3), Espírito Santo (2), Paraná (1), Santa Catarina (1), São Paulo (1) e Rio Grande do Sul (1). Além disso, também foram assinados dois aditivos de contrato, um em Rondônia e outro no Pará, que juntos somam outros R$ 226 milhões em investimento. E foram autorizadas três obras de dragagem, no valor de R$ 619 milhões, no Rio de Janeiro, Espírito Santo e Paraná. Nos primeiros meses de 2016, já foram permitidos quatro novos investimentos em terminais de uso privado, que somam R$ 1,399 bilhão. Um no Maranhão, dois no Rio de Janeiro e um em Rondônia. Também foram renovados ou aditivados quatro contratos, no Pará, São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro, com compromisso de realização de obras e compras de equipamentos no valor de R$ 690,94 milhões. E foram publicados os editais de licitação de seis áreas para instalações portuárias no estado do Pará, que demandarão obras e equipamentos no valor de R$ 1,67 bilhão.

Investimentos atuais O ministro da SEP, anunciou no dia 5 de abril autorização para investimentos na modernização da sinalização do Canal de Acesso e bacia de evolução do Porto de Cabedelo, na Paraíba a fim de que opere com mais eficiência. Autorizou, também, a liberação da primeira parcela da verba de aproximadamente R$ 3 milhões para a substituição de todo o balizamento do canal de acesso e bacia de evolução desse porto. Atualmente a sinalização náutica é composta por oito boias de aço e serão trocadas por 17 boias de polietileno instaladas ao longo do canal de acesso, todas elas equipadas com lanternas de LED com alcance de até 10 milhas náuticas e sincronizadas por GPS, atendendo aos padrões da Associação Internacional de Sinalização Náutica (IALA) e às exigências da Marinha do Brasil. Dessa forma, o período entre a atracação de um navio, sua carga ou descarga e sua desatracação será mais curta, permitindo que mais navios operem num mesmo espaço de tempo. Há mais de 10 anos este canal possui restrições quanto ao tráfego de navios no período noturno, uma vez que os equipamentos, hoje existentes, possuem mais de 30 anos de uso e estão obsoletos.

Cais de Outeirinhos em Santos Inaugurada, na primeira semana de abril, as obras no Cais de Outeirinhos, no Porto de Santos (SP), contaram com investimentos de R$ 315 milhões. A construção de 779 metros de cais, à frente daquele já existente, vai permitir a atracação

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simultânea de até cinco navios, ampliando o potencial do Terminal de Passageiros para uma demanda de 18 mil viajantes/dia na temporada e ampliando a capacidade de movimentação de carga ao possibilitar o aprofundamento futuro dos berços de atracação de 8,3 metros para 15 metros, possibilitando o recebimento de navios de até 70.000 TPB.

Remando contra a crise TUP Maranhão - O setor portuário caminha na contramão da crise e começa este ano atraindo mais recursos privados. Em janeiro de 2016, três empresas anunciam investimentos de quase R$ 2 bilhões em novos terminais privados: em São Luís (MA), o grupo WTorre vai investir R$ 780 milhões; em Aracruz (ES), a Nutripetro vai gastar R$ 279 milhões; e em Candeias (BA), a Bahia Terminais fará o maior projeto, de R$ 850 milhões. O primeiro investimento do ano na área portuária, formalizado na Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP), pelo ministro Helder Barbalho autoriza a construção e exploração de um novo Terminal de Uso Privado (TUP) em São Luiz (MA). A unidade, cuja obra está avaliada em cerca de R$ 780 milhões em investimentos privados, permite a empresa WPR São Luís Gestão de Portos e Terminais, do grupo WTorre, através de um terminal de uso privado, incrementar a movimentação de carga da região em 24 milhões de toneladas em diversos perfis de operação portuária. O novo terminal terá prazo de implantação de três anos, prorro-


gável por igual período, a critério da SEP. A futura unidade portuária será erguida em uma área de 2,190 milhões de metros quadrados e terá capacidade de movimentação de granel líquido, sólido e carga geral de até 24,8 milhões de toneladas por ano. “São investimentos que vão gerar emprego, renda e o fortalecimento econômico do estado do Maranhão”, afirmou o ministro. O contrato tem vigência de 25 (vinte e cinco) anos, contados da data da assinatura, e é prorrogável por períodos sucessivos, como previsto na Lei dos Portos (Lei n.º 12.815), de 2013. Segundo o presidente da WTorre, Walter Torre, esse porto está gerando grande interesse nas grandes empresas. “Vamos exportar por um preço 40% abaixo do que o grão está saindo hoje”, contou ele. E comentou sobre a assinatura do contrato: “Essas assinaturas representam pelo menos 5 mil empregos diretos, 5 mil famílias que terão outro destino”. O presidente disse ainda que os R$ 780 milhões são apenas a primeira fase da obra no Porto de São Luís, que receberá investimentos totais superiores a R$ 1 bilhão.

Mais investimentos Conforme informações da SEP, estão previstos ainda investimentos no valor de R$ 1,782 bilhão nos próximos anos no setor portuário do Estado do Maranhão; São investimentos em arrendamentos, prorrogações de contratos e terminais de uso privado (TUPs); Em arrendamento, há 7 (sete) áreas a serem licitadas nos blocos 2 e demais que vão requerer investimentos de R$ 810,61 milhões; Em prorrogações contratuais, há 3 (três) processos em andamento que

representam novos investimentos de R$ 191,1 milhões; Há ainda quatro solicitações já concedidas para instalação de Terminal de Uso Privado (TUP) no estado. TUP ESPÍRITO SANTO – Terminal de Uso Privado em Aracruz, no estado do Espírito Santo, a ser operado pela Nutripetro S.A. Esse contrato autoriza investimento de R$ 279 milhões em um TUP de apoio offshore para movimentação de carga geral e granel líquido, com capacidade de movimentação de até 1,2 milhão de metros cúbicos por ano. TUP BAHIA – Receberá um investimento de R$ 850 milhões a ser feito pela Bahia Terminais S.A. no município de Candeias. O futuro terminal terá capacidade de movimentar 3,615 milhões de toneladas por ano de carga geral. O TUP será construído em uma área de cerca de 286,7 mil metros quadrados e terá prazo de implantação de 3 anos, prorrogável por igual período, a critério da SEP.

TIPO DE INVESTIMENTO

Projetos futuros De acordo com a SEP, o governo avalia incluir sete novas áreas no pacote de arrendamentos portuários, programa que tem 93 lotes a serem transferidos via leilão à iniciativa privada. Hoje, a SEP possui cerca de sete pedidos de abertura de procedimentos de manifestação de interesse (PMIs), mecanismo por meio do qual o governo autoriza que particulares apresentem estudos e projetos específicos úteis à confecção dos editais de licitação. Os pedidos são para estudar a instalação de um terminal de múltiplo uso no porto de Cabedelo (PB); um terminal de gás natural no porto do Itaqui (MA); pedidos de mais informações sobre uma área no porto de Natal (RN); possibilidade de exploração de uma área no porto de Porto Alegre (RS), mas não com finalidade de operação portuária; um terminal para movimentação de granel vegetal no porto de Vitória (ES); um terminal de múltiplo uso no porto de Manaus (AM); e um terminal para movimentação de malte no porto do Forno (RJ).

VALORES

CAPACIDADE ADICIONAL

Arrendamentos futuros

R$ 810,61 milhões

6,7 milhões de ton/ano (estimada)

Prorrogações contratua

R$ 191,10 milhões

1 milhão de ton/ ano (estimada)

TUPs

R$ 780,29 milhões

24,8 milhões de ton/ano

Total no MA

R$ 1,782 bilhão 32,5 milhões de ton/ano

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Máquinas e Equipamentos

AS MINIS QUE SÃO O MÁXIMO Brasil Construção

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Equipamentos compactos, podem ser deslocados facilmente em centros urbanos e custam menos atendendo à atual necessidade de redução de investimentos das construtoras, que buscam máquinas com custo x benefício compatível a orçamentos mais enxutos para o término das obras.


o máximo” procura oferecer ao leitor o que há de mais atual em tecnologia no segmento de equipamentos compactos que oferecem alta produtividade e baixo custo operacional oferecidos. As minicarregadeiras e miniescavadeiras são máquinas que possuem vasta aplicação na construção, na indústria e no agronegócio. São equipamentos mais leves e de dimensões reduzidas, por isso indicados para áreas com limitação de espaço. As minicarregadeiras podem ser utilizadas com uma vasta gama de implementos, como caçamba, garfo pallet, rompedor hidráulico, vassoura, valetadeira, fresadora de asfalto e muitos outros.

CASE Equipamentos compactos ganham mercado

O mercado de máquinas de construção no Brasil cresceu e se diversificou muito nos últimos anos. Com isso, aumentou a procura por equipamentos menores, como as miniescavadeiras e minicarregadeiras, para aplicações específicas, especialmente em locais com restrição de espaço. A matéria “As minis que são

Segundo Carlos França, gerente de Marketing da Case Construction Equipment para a América Latina, à medida que a segurança do trabalho evolui, restringindo cada vez mais o uso de recursos humanos em atividades de risco à segurança e saúde do trabalhador, a utilização de equipamentos de construção compactos tende a ganhar mais espaço nos canteiros de obra, na agricultura, pecuária e paisagismo, entre outros segmentos”, diz o executivo. Outro fator que impacta positivamente a demanda por equipamentos da linha leve é a crescente restrição de circulação de caminhões pesados nos grandes centros urbanos. O executivo conta que, em mercados como nos Estados Uni-

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Carlos França

dos da América e Europa, as minicarregadeiras e miniescavadeiras já representam uma grande fatia do segmento de equipamentos de construção e estão presentes em todos os setores. A utilização de equipamentos minis é muito maior em países desenvolvidos, como os da Europa e nos Estados Unidos, do que nos países em desenvolvimento, como o Brasil, que ainda demandam muitas obras grandes de infraestrutura.

Miniequipamentos Case O portfólio de minicarregadeiras, miniescavadeiras e pá carregadeira compacta da Case no Brasil é composto de sete modelos de minicarregadeiras (SR130, SR150, SR175, SV185, SR200, SR250, SV300), três de miniescavadeiras (CX27B, CX36B, CX55B), dois de midiescavadeiras (CX75SR e CX80) e a carregadeira compacta 321E. A linha de minicarregadeiras Skid Case é composta por sete modelos: cinco de levantamento radial (SR130, SR150, SR175, SR200 e SR250) e dois de levantamento vertical (SV185 e SV300),


Máquinas e Equipamentos com carga operacional que vai de 590 kg a 1.360 kg e potência bruta de 46HP a 90HP. Os segmentos que mais demandam os minis no Brasil são (em ordem decrescente): construção, locação, indústria, governo e agricultura. Por serem portáteis, são indicadas para lugares com limitação de espaço, que oferecem alta produtividade e baixo custo operacional. Podem ser utilizadas com vários implementos, como caçamba, garfo palet, martelo hidráulico e vassoura. “Uma minicarregadeira é, sem dúvida, o equipamento de construção mais versátil”, assegura França. As midiescavadeiras CX75SR e CX80 - possuem raio de giro curto, potência líquida de 54HP e raio máximo de giro de escavação superior, de seis e sete metros, respectivamente. Uma das principais aplicações dessas máquinas é a escavação em área urbana, em estradas ou avenidas, por exemplo, onde há que se manter uma das pistas livre para o trânsito. “O tamanho das midiescavadeiras é intermediário entre as escavadeiras e as miniescavadeiras, e são a melhor opção para espaços pequenos e operações que exigem maior produtividade”, diz França. Comparativamente, enquanto o maior modelo de miniescavadeira – a CX50B - chega a 39,8HP de potência líquida, peso operacional de 4.660 e profundidade de escavação de 3,9 metros, as midiescavadeiras podem alcançar 4,59m de profundidade na escavação e possuem peso operacional de até 8.430 kg. Miniescavadeiras – modelos CX27B, CX36B e CX50B,

com motor de potência líquida de 21,3HP a 39,8HP e força de escavação da caçamba de 2.881 kgf a 5.048 kgf. Essas máquinas combinam potência de motor, pressão e fluxo hidráulicos para fornecer maior força e velocidade que resultam em ciclos de menor tempo e a conclusão do trabalho mais rapidamente. Fabricadas no Japão, as miniescavadeiras também possuem raio de giro zero (ZTS), ou seja, giram dentro da área de suas próprias esteiras. Outro diferencial é o design da lança de pivotamento central, que permite a escavação ou operação de acessórios diretamente em paralelo a fundações, cercas, árvores ou outros obstáculos. Essa flexibilidade combinada com elevada força de escavação, capacidades de elevação e grande estabilidade resulta em desempenho elevado para uma máquina compacta. O motor das miniescavadeiras CX B é de baixa emissão de poluentes, atendendo às normas Tier 4,

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e baixo consumo de combustível. A pá carregadeira compacta 321E - ideal para o trabalho em porões de navio, construção residencial e outros- alia os benefícios da alta potência de uma máquina grande ao tamanho de um modelo compacto. A 321E, com peso operacional de 5.750 kg, motor com 77HP de potência líquida e alto torque, oferece muita potência para mover mais material por hora. O motor da 321E também segue as normais ambientais de emissão de poluentes Tier 3. Apesar do tamanho compacto, a 321E possui cabine espaçosa, ergonômica e operação simples, com controle da carregadeira em alavanca única, coluna de direção ajustável e direção hidráulica. O tamanho compacto e chassi articulado dão maior manobrabilidade à máquina. A articulação Versa-Boom melhora a elevação, possibilita maior altura e alcance de descarga.


Kubota - Visando a liderança de mercado Responsável por aproximadamente 15% do market share no Brasil de miniescavadeiras, as máquinas Kubota, comercializadas no País pela Argos Global Partner Services (Master Dealer Brasil importadora de máquinas, equipamentos e produtos para vários segmentos, principalmente da construção) graças às suas características vêm ampliando ano-a-ano sua participação de mercado. A trajetória brasileira das miniescavadeiras Kubota (empresa líder mundial na venda desse equipamento há mais de 10 anos, com 30 mil unidades comercializadas em 2014 e 25% do mercado global) começou a ganhar força em 2013, quando a companhia apresentou três modelos (U15-3, U30-5 e U50-5), com os quais conquistou muitos clientes e se prepara para repetir o sucesso mundial e ser a principal referência também no Brasil. Segundo Rodrigo Otani, gerente de Negócios – Divisão de Máquinas da Argos GPS, acreditando no potencial do mercado brasileiro, a empresa lançou um novo modelo de miniescavadeira: a Kubota U008 (peso operacional: 890Kg). Estes modelos são muito versáteis, possuem diferenciais superiores e suas operações são simples, possibilitando a utilização em diversos segmentos, desde pequenas empresas instaladoras de piscinas à grandes obras administradas por renomadas construtoras. Modelos e capacidades Kubota U008 (Peso Operacional: 890Kg – Profundidade de Escavação: 1,60m – Capacidade Caçamba 0,018m³); Kubota U15-3 (Peso Operacional: 1.640Kg – Profundidade de Escavação: 2,31m – Capacidade Caçamba 0,04m³); Kubota U30-5 (Peso Operacional: 3.330Kg – Profundidade de Escavação: 2,88m – Capacidade Caçamba 0,09m³);

Kubota U50-5 (Peso Operacional: 4.850Kg – Profundidade de Escavação: 3,56m – Capacidade Caçamba 0,16m³). Tecnologia embarcada Kubota U008 (motor Kubota 3 cilindros com 10HP de potencial nominal / deslocamento disponível em duas velocidades / maior estabilidade através da expansão das esteiras aliada ao baixo centro de gravidade); Kubota U15-3 (motor Kubota 3 cilindros com 12,9HP de potencial nominal / estrutura giro zero / linha auxiliar hidráulica para utilização de implementos – opcional); Kubota U30-5 (motor Kubota 3 cilindros com 26,8HP de potencial nominal / (Painel Digital – KICS) –> Sistema de Controle Inteligente Kubota / (Auto Idle) -> Sistema de repouso automático / 4 padrões de operação / estrutura giro zero); Kubota U50-5 (motor Kubota 4 cilindros com 38,6HP de potencial nominal / (painel digital – KICS) –> Sistema de Controle Inteligente Kubota / (Auto Idle) -> Sistema de repouso automático / 4 padrões de operação / estrutura giro zero); Tipo de obra onde é mais utilizada Os modelos de miniescavadeiras da marca mais utilizadas no Brasil são: a Kubota U008 e U15-3, que operam em obras de construção residencial, saneamento, infraestrutura, escavação-piscinas, cemitérios e agricultura; e a Kubota U30-5 e U50 usada em construção geral; terraplenagem; fundações; saneamento; demolição e mineração. Acessórios e implementos disponíveis Os equipamentos compactos da Kubota estão disponíveis para serem usador com vários acessórios e implementos. Os modelos Kubota U008 e U15-3 operam

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com rompedor hidráulico e perfuratriz; e os Kubota U30-5 e U50-5 com rompedor hidráulico, perfuratriz e compactador de solo; Os clientes da marca, segundo Otani recebem todos os atendimentos diferenciados de pós vendas e as primeiras revisões programadas de 50 e 250 horas gratuitas (peças e óleo). “A Argos importa peças genuínas estocando-as no armazém da matriz na cidade de Guarulhos (SP), além disso algumas peças e acessórios foram desenvolvidos e homologados pela fábrica com fornecedores locais”, reforça. De acordo com o executivo, a Argos prima pela exigência em termos de capacitação de operadores. “Realizamos a entrega técnica ao cliente, explicando para seus operadores o funcionamento e os cuidados necessários na operação e conservação da máquina”, acentua. A utilização das máquinas da marca Kubota garante redução de custos, aumento da produtividade, qualidade do serviço e agrega valor ao negócio do cliente. Foi justamente pelo expertise em minimáquinas que a Kubota nomeou à Argos GPS, como responsável no Brasil por gerenciar a cadeia de importação, oferecer suporte técnico, comercial e mercadológico à empresa japonesa, coordenar o suporte e pós-vendas em todas as regiões do país por meio da administração da rede de distribuição.


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Caterpillar – Painel avançado permite ajuste de várias funções A Caterpillar introduziu recentemente a nova Série D de minicarregadeiras, além da Série E2 de miniescavadeiras. Os novos modelos receberam novas funções sempre com o objetivo de aumentar a versatilidade e produtividade dos equipamentos. Atualmente a Caterpillar oferece uma gama extensa de minis a exemplo das minicarregadeiras Cat® de 635 a 1338 kg de capacidade operacional e as miniescavadeiras Cat® de 1 a 7 toneladas. As minicarregadeiras trazem diversos recursos que têm como objetivo fazer a vida do operador mais fácil e extraindo o máximo de desempenho da máquina. Seu painel avançado permite monitoramento e ajuste do equipamento em tempo real de dentro da cabine do operador. “Com este painel – que funciona como tela para câmera de ré - temos a opção de senhas anti-furto do equipamento além de senhas personalizadas por operador que, uma vez digitadas automaticamente, carrega todas as suas preferências”, conta Pedro Carvalho, especialista da Caterpillar em equipamentos compactos. O painel avançado também permite: ajuste de fluxo hidráulico, de velocidade de deslocamento, de visores diurno e noturnos, memória para uso de ferramentas de trabalho, o fluxo contínuo de óleo hidráulico na ferramenta de trabalho Cat. Em determinadas aplicações é exigido das minicarregadeiras o

máximo de potência hidráulica, porém, com um deslocamento em velocidade controlada. Esta função permite ajustar a velocidade máxima de deslocamento desejada mesmo que o joystick seja movido a 100% da velocidade em máxima rotação do motor. Isto permite velocidade de deslocamento controlada e constante, garantindo a entrega de um serviço de qualidade em aplicações como vassouras hidráulicas, fresadoras, valetadeiras etc. Função de retorno à excavação (“Return-to-dig”): permite ajustar as posições desejadas para o braço e a caçamba da máquina, seja para escavação, posicionamento de ferramentas ou para operação mais específica. Uma vez memorizada, a minicarregadeira Cat retornará o braço e a caçamba a mesma posição com apenas um comando do operador no próprio joystick. Maior agilidade e precisão são os principais benefícios destas funções. Nivelamento inteligente: permite que a parte inferior da caçamba se mantenha paralela ao solo no momento do levantamento do braço numa operação de carregamento de caminhão. Isso evita o derramamento indesejado de material e também é bastante utilizada quando a minicarregadeira está configurada com garfos pallet Cat, permitindo o levantamento vertical do pallet em relação ao solo. Para operações que exigem deslocamento da máquina em terrenos irregulares, o controle de amortecimento dos braços permite com que a minicarregadeira se desloque transferindo o mínimo das irregularidades do solo

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à caçamba, evitando o derramamento indesejado de material e proporcionando maior conforto ao operador. O modo flutuação é muito utilizado quando se realiza um trabalho de acabamento após a operação, porque permite que o braço “descance” sobre o solo e copie seu desenho para um trabalho de acabamento com o fundo da caçamba em deslocamento em ré. Linhas hidráulicas auxiliares são padrão em toda linha de equipamentos compactos Ca e permite o uso de ferramentas hidromecânicas, como polegares e martelos hidráulicos. Todas já estão prontas para receber a montagem do polegar hidráulico para manuseio de material. Para os modelos abaixo de 3 toneladas, as miniescavadeiras Cat oferecem a opção de retração das esteiras, permitindo o acesso em locais estreitos e confinados. Este acionamento é feito de maneira hidráulica e sem a necessidade do operador sair do seu


para uma máquina maior, como nas operações em minas subterrâneas, obras urbanas, em prédios residenciais, etc.

posto de trabalho. Este recurso aumenta a flexibilidade ao entrar em lugares como corredores, portas etc. Nos modelos que apresentam esta opção, as lâminas também retraem seguindo a largura das esteiras. Quando o equipamento não está em operação ou não está utilizando as funções hidráulicas, o motor retorna automaticamente à marcha lenta, evitando o consumo desnecessário de combustível. O monitor avançado Compass: traz para dentro da cabine todos os ajustes e monitoramentos da máquina. Este painel oferece os seguintes ajustes: Sistema de segurança anti-furto com senha, tempo de trabalho, opção de câmera traseira, horas de trabalho do combustível, acionamento do engate rápido hidráulico (quando configurado), ajuste do fluxo hidráulico das linhas auxiliares, opção de fluxo hidráulico contínuo, entre outras opções. As minis são mais usadas em áreas confinadas, onde não temos espaço

Canivetes suíços Além do tamanho compacto e da facilidade de deslocamento, as ferramentas de trabalho Cat (mais de 120 opções) transformam as minis em verdadeiros “canivetes suíços”. Com um mesmo equipamento o cliente pode escavar, movimentar material, fazer valetas, fresar asfalto, varrer rodovias, romper pedras, etc. Um operador treinado e capacitado é muito importante para extrair a máxima de desempenho do equipamento, utilizar todos os recursos corretamente, além de operar de forma segura. A Caterpillar foca esforços para desenvolver recursos que deixam a vida do operador mais fácil, por isso, os comandos mais usados são acionados por joystick e as verificações básicas de manutenção são muito simples e rápidas.

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Os compactos são conhecidos pela excelente relação custo/benefício. “Nós atrelamos esta excelente relação pela alta adaptabilidade em diversos tipos de trabalhos, sendo ótimos equipamentos de suporte em grandes operações e os protagonistas em pequenas operações. Esta adaptabilidade pode ser facilmente ampliada com a adesão de ferramentas de trabalho Cat rapidamente trocadas em campo por estarem acopladas por engates rápidos”, confere Carvalho. Outro ponto bastante relevante são as leis trabalhistas e leis de segurança no trabalho. Neste ponto, os equipamentos compactos se tornam grandes aliados, permitindo a execução destas atividades de maneira segura. Todos contam com cabine do operador com certificação ROPS/ FOPS, além de opções de cabines seladas e pressurizadas, com ar condicionado para ambientes nocivos à saúde.


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New Holland Construction - Compactos ganham destaque em obras urbanas O portfólio de produtos da New Holland Construction dessa categoria é composto de 10 modelos: sete minicarregadeiras (L213, L215, L218, L220, L223, L225 e L230) e três miniescavadeiras (E27B, E35B e E55BX). Também chamados de compactos, os miniequipamentos apresentam características complementares à linha amarela convencional, amplamente empregada em grandes obras de infraestrutura. Segundo Rafael Ricciardi, especialista de Marketing de Produto da New Holland Construction para a América Latina, por serem menores e, portanto, mais ágeis e seguros para intervenções em espaços confinados, os compactos vêm ganhando destaque junto às obras urbanas, principalmente por apresentarem soluções específicas para diversas aplicações, uma vez que contam com uma ampla gama de implementos, tanto para as minecarregadeiras quanto para as miniescavadeiras. Os dois equipamentos têm funções complementares em diversas aplicações que exijam trabalhos de escavação e carregamento de material. Os minis são o máximo Para Ricciardi, os minis são o máximo. “Os equipamentos compactos, podem ser deslocados facilmente em centros urbanos com o uso de caminhões de pequeno porte, que podem circular em horários restritos ao transporte em caminhões maiores. Os compactos apresentam um custo menor de aquisição e locação, atendendo à atual necessidade de redu-

ção de investimentos das construtoras, que buscam equipamentos com custo x benefício compatível a orçamentos enxutos para o término das obras. Os modelos mais vendidos das miniescavadeiras estão entre 2ton e 3ton de peso operacional, os modelos da New Holland desta faixa são a E27B e E35B e os de minicarregadeiras estão entre 1500lbs e 1800lbs de peso operacional, os modelos da New Holland desta faixa são a L215 (cinematismo radial) e L218 (cinematismo vertical). Ambos utilizam tecnologia hidrostática de última geração, onde a transmissão mecânica tradicionalmente empregada em outros equipamentos, foi substituída por bombas e motores hidráulico, promovendo maiores ganhos de produtividades e menores custos operacionais, além de garantir maior confiabilidade aos equipamentos. Citando as miniescavadeiras, estas possuem as mesmas características que as suas “irmãs maiores”, a tecnologia é a mesma, porém redimensionada para um menor porte, os operadores das escavadeiras maiores não precisam de nenhuma adaptação para operar as miniescavadeiras. Os motores utilizados são dimensionados para atender estes equipamentos compactos com a máxima eficiência e economia de combustível além disso já possuem certificação de emissão de poluentes Tier 3, o que será obrigatório no país a partir de 2017. De acordo com Ricciardi, as miniescavadeiras da New Holland possuem em toda sua linha uma função auxiliar hidráulica standard, que permite a utilização de vários implementos sendo os

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mais comuns o martelete hidráulico, tesoura hidráulica e as garra giratória. “Já nas minicarregadeiras a quantidade de implementos é enorme, nosso portfólio oferece mais de duzentos implementos para as mais diversificadas aplicações, na construção civil, indústria e agricultura”, comenta. Programas de manutenção e pós-venda “O mercado preza muito por sistemas simples de operação, robustos de tecnologia e de baixo custo e é isso que a New Holland Construction tem para oferecer. Além, é claro, de todo o suporte, graças à rede de concessionários”, diz Ricciardi. A New Holland Construction, uma empresa do grupo CNH Industrial, tem um Centro de Distribuição bem localizado, em Sorocaba (SP), próximo ao maior aeroporto de carga do Brasil e região, de fácil escoamento das peças de reposição. Equipado com mais de 150 mil itens disponíveis em estoque para pronto atendimento das demandas nacionais e internacionais, em um espaço de mais de 60 mil m². É o primeiro CD da América Latina com certificação Green Building, considerado um dos mais


Volvo - Compactos para inúmeras aplicações

modernos e equipados do mundo. A empresa disposibiliza ainda sistemas de tecnologia – FleetForce New Holland e FleetGrade – que garantem total controle na execução dos trabalhos e alta produtividade. O FleetForce New Holland é uma ferramenta mundial para monitoramento da frota de máquinas da marca, podendo também ser instalado em equipamentos de outras fabricantes. Com esse sistema, o usuário consegue ver e controlar pelo computador todo o desempenho de seu equipamento, monitorando sua produtividade e consumo. O FleetGrade, sistema de machine control da New Holland, proporciona precisão, segurança, produtividade, redução dos custos operacionais e otimização do uso de materiais utilizados em processos finais. Esse sistema permite que equipamentos, como tratores de esteiras, escavadeiras hidráulicas, motoniveladoras e retroescavadeiras, trabalhem de forma guiada. Testes realizados em campo comprovaram um ganho de produtividade de até 50% em motoniveladoras e até 40% em escavadeiras hidráulicas e retroescavadeiras.

O segmento de equipamentos compactos é bastante representativo para o negócio da Volvo. Normalmente, as empresas iniciam suas atividades utilizando máquinas compactas e, na medida que o negócio se expande, equipamentos de maior porte passam a fazer parte de seu portfólio de produtos. Em resumo, máquinas compactas são alavancadoras e geradoras de oportunidade para a Volvo expandir seu portfólio de produtos junto ao mercado. As minicarregadeiras Volvo são produtos multiuso, capazes de operar em diversas aplicações, atendendo com isso a maioria dos principais segmentos de mercado, graças à sua versatilidade e gama de implementos disponíveis no mercado. Os modelos mais vendidos atendem a capacidade operacional de elevação entre 612Kg a 862Kg. Este tipo de equipamento é bastante utilizado em locais com acesso ou área limitada como: construção civil em área urbana; limpeza de terrenos, carregamento de caminhões; em galpões ou armazéns para manuseio de materiais; na agricultura: plantio, movimentação de grãos e adubos ou fertilizantes; na avicultura: limpeza e manuseio de materiais diversos em granjas, etc. De acordo com Juliano Silva, gerente de produtos da Volvo CE Latin America, a empresa, através de seus parceiros, dispõe de uma ampla gama de implementos ou acessórios. Os mais utilizados pelo mercado são: perfuratriz; vassoura para limpeza em geral; fresadora; valetadeira ou san-

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cadora; garfo porta-palete; caçambas diversas. Perspectivas para 2016 e 2017 Segundo dados estatísticos da indústria de equipamentos, o primeiro trimestre de 2016 aponta uma queda no mercado de máquinas. Em razão da atual conjuntura econômica no Brasil, este quadro sugere que 2016 deve ficar num patamar menor que o registrado em 2015. A expectativa é positiva para 2017, quando deve ocorrer uma leve recuperação de mercado. “Os anos de 2014 e 2015 foram de significativa importância para a Volvo, quando ocorreu um aumento de nossa participação de mercado. Isso foi possível em razão de investimentos feitos para ampliação do portfólio de produtos, disponibilidade de equipamentos e peças de reposição”, diz Gilson Capato, diretor comercial da Volvo CE para o Brasil.


Máquinas e Equipamentos

JCB lança retroescavadeira 3CX e anuncia vendas de 250 equipamentos em 2016 Empresa líder mundial em produção e vendas de retroescavadeiras, detém 25% do mercado da América Latina e agora pretende conquistar a liderança do segmento também no Brasil. A JCB, empresa de origem inglesa e líder mundial na produção e venda de retroescavadeiras e manipuladores telescópicos, está lançando no País, a JCB 3CX, desenvolvida como parte de um projeto global, no qual o Brasil foi escolhido como um dos mercados prioritários para seu lançamento. A apresentação do equipamento foi realizada durante evento de apresentação do Grupo Automec como distribuidor da linha de máquinas para construção no estado de São Paulo da JCB do Brasil. A nova retroescavadeira reforça o compromisso da companhia que, alinhada aos objetivos globais, pretende alcançar no país a liderança de mercado nesse segmento. “Nossa empresa é líder mundial, portanto não tem porque não ser no Brasil”, congratula-se o presidente da JCB, José Luís Gonçalves, dando a en-

tender que já conhece os caminhos das pedras para conquistar seus objetivos. Segundo o executivo, uma em cada duas retroescavadeiras no mundo é JCB. “Um passo importante para esse processo tem sido nosso plano estratégico, que prevê um investimento de mais de R$ 50 milhões até 2018, com foco em localização, lançamento de novas máquinas e consolidação da rede de distribuidores e pós-venda”, afirma Gonçalves. Outra decisão importante rumo à liderança foi a escolha do Grupo Automec para ser o distribuidor da marca em São Paulo, região considerada muito promissora para o produto crescer em participação no País. Com mais de 50 anos de atuação no mercado, a distribuidora – cuja

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loja está localizada em Barueri (SP) - é referência em eficiência e qualidade na oferta de produtos e serviços. “Nosso DNA de pós-vendas é a base do nosso sucesso. O cliente não pode deixar uma máquina como esta parada porque o custo de uma hora parada é muito alto”, explica o presidente do Grupo Automec, José Santiago Peres. Segundo ele, a empresa que investiu cerca de R$ 5 milhões na implantação da nova concessionária. “Tenho planos de inaugurar uma segunda unidade no interior do estado para ficar mais próximo aos clientes. Nosso projeto de médio e longo prazo é dobrar o volume de vendas, que em 2016 deve alcançar a casa das 250 máquinas comercializadas”, anuncia Peres.


Esse lançamento está alinhado ao nosso plano estratégico que prevê um investimento de mais de R$ 50 milhões até 2018, com foco em localização e lançamento de novas máquinas, consolidação da rede de distribuidores e pós-venda”, afirma Alisson Brandes, diretor de Vendas e Marketing da subsidiária brasileira. O executivo comenta ainda que a parceria com a Automec para a apresentação da JCB 3CX e lançamento do distribuidor foram definidos de maneira estratégica e representam o marco inicial de uma série de lançamentos regionais que serão realizados junto à rede de distribuidores da marca no país.

Livelink

Retroescavadeira JCB 3CX Com preço estimado de R$ 195 mil (promocional), R$ 206 mil em período normal, a máquina é comercializada via Finame, uma vez que tem 64% do valor e 65% em peso nacionalizado. O equipamento é equipado com powertrain (motor, transmissão e eixos) originais JCB, que garantem durabilidade e confiabilidade nas operações, uma vez que foram desenvolvidos especificamente para esse tipo de operação. Além disso, o novo motor JCB Dieselmax entrega alto torque em baixa rotação, ganrantindo que a máquina atinja sua força máxima com baixo consumo de combus-

tível. Esse diferencial, alinhado a um sistema hidráulico de alta vazão, garante ao cliente o aumento de produção, com baixo custo operacional. A JCB 3CX possui, em sua nova cabine, mais moderna e ampla, duas portas de acesso, assento com encosto de braços e cabeça, ar condicionado, diversos porta objetos, que são diferenciais de conforto para operação. Com a maior gama de opcionais e acessórios da categoria, a nova retroescavadeira permite versatilidade para diversas aplicações. “Esse projeto conta com a participação das áreas de engenharia de quatro continentes da empresa e compõe a já consagrada linha de retroescavadeiras da JCB, a mais vendida no mundo.

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O lançamento da JCB 3CX reforça o compromisso da empresa que, alinhada aos objetivos globais estabelecidos, pretende ampliar sua participação no mercado interno agregando novos sistemas de tecnologia as suas máquinas, como no caso do Livelink - ferramenta de monitoramento remoto que contribui para o gerenciamento da operação e controle das manutenções preventivas, aumentando assim a eficiência operacional da máquina e diminuindo paradas desnecessárias. O Livelink trabalha como uma espécie de raio-x à distância, pois fornece relatórios de operação que podem ser acessados via smartphones e tablets. “Acreditamos que essa ferramenta será de extrema relevância para o segmento, pois o conceito do Livelink está diretamente relacionado ao gerenciamento da


Máquinas e Equipamentos produtividade e eficiência operacional das máquinas, algo que de certa forma já é usual aos produtores agrícolas, que vêm investindo cada dia mais em sistemas de agricultura de precisão e outras ferramentas com esse propósito”, afirma Andre Guimarães, gerente de Serviços da JCB.

Investimento no Brasil A JCB acredita no potencial do mercado brasileiro, prova disso foi o investimento de R$ 350 milhões para a construção de sua nova fábrica, inaugurada em 2012, e que tem capacidade produtiva de 10 mil máquinas por ano. Agora a empresa reafirmou o compromisso com o mercado brasileiro e vai investir ainda mais para aumentar a produção local. Em sua rede de distribuidores, com mais de 50 lojas estrategicamente localizadas em todos os estados, e aos serviços de pós-

-venda, os clientes contam com uma equipe de profissionais qualificados, de norte a sul, em qualquer lugar. Nos últimos três anos, a JCB investiu na formação e aperfeiçoamento de cerca de 400 pessoas, ocupando aproximadamente 450 dias, totalizando 3.648 horas de treinamento. Os profissionais frequentaram mais de 79 cursos técnicos e gerenciais organizados dentro de rigorosas especificações técnicas. Uma nova geração de mecânicos, eletricistas, gestores, vendedores e consultores de serviço fortaleceu o atendimento de alto desempenho em toda a rede de distribuidores. Além disso, atenta às necessidades do mercado, a empresa vem investindo também em três pilares principais: competitividade, agilidade e disponibilidade. Com mais de 20 mil peças em estoque no Centro de Distribuição de Peças JCB, integrado com a fábrica

e o World Parts Centre (Centro de Distribuição de Peças Mundial na Inglaterra), a empresa garante índice acima de 95% em relação à disponibilidade de peças de suas máquinas, isso faz com que o tempo de ociosidade seja o menor possível. Informações técnicas da retroescavadeira 3CX Motor JCB Dieselmax com 4 cilindros Potência do Motor de 85HP / 92HP (motor naturalmente aspirado de 85HP e motor turboalimentado de 92HP) Peso Operacional de 8.185 kg Capacidade de Caçamba dianteira de 1,1 m³ Profundidade de Escavação de 5,62 m Sistema elétrico à prova d’água e poeira (IP69K) Diferencial com limitador de Patinagem (LSD – Limited Slip Differential)


Revista Brasil Construção ED 12  
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