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Índice Editorial

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Legados ambientais ‘engavetados’

Fato concreto

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BNDES melhora condições de crédito para infraestrutura

Artigo

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Consequências das paralisações das obras do metrô

Capa

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Uma nova cidade para receber as Olimpíadas 2016

Energia

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Brasil no Top 10 da energia eólica

Máquinas e Equipamentos

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Central dosadora, eficiência e qualidade em tempo reduzido

Expediente: Editor: Alexandre Machado Jornalista: Katia Siqueira Comercial: Carlos Giovannetti, Sueli Giovannetti, Luís C. Santos, José Roberto Santos Mídias Digitais: João Rafael Fioratti Projeto Gráfico e Editoração: Mônica Timoteo da Silva Endereço: Rua São Bento, 290 - 2ª sobreloja - Sala 4 Cep: 01010-000 - São Paulo - SP Telefone: (11) 3241-1114 / 3101-8675 Contato: redacao@brasilconstrucao.com.br A Revista Brasil Construção é uma publicação mensal de distribuição nacional, com circulação controlada, dirigida a todos os segmentos da indústria de construção imobiliária e industrial, ao setor público e privado de infraestrutura, à cadeia da construção envolvida em obras de transporte, energia, saneamento, habitação social, telecomunicações etc. O público leitor é formado por profissionais que atuam nos setores de construção, infraestrutura, concessões públicas e privadas, construtoras, empresas de projeto, consultoria, montagem eletromecânica, serviços especializados de engenharia, fabricantes e distribuidores de equipamentos e materiais, empreendedores privados, incorporadores, fundos de pensão, instituições financeiras, órgãos contratantes das administrações federal, estadual e municipal.

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Editorial

Todo o mundo está de olho no cronômetro. Faltam menos de três meses para a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Trata-se do maior evento desportivo do planeta, reunindo os melhores atletas das diversas categorias, em um encontro que retrata a capacidade de superação da raça humana. Para a população do Rio de Janeiro, no entanto, o megaevento é mais do que isso. Vislumbrou-se, na candidatura do Rio para sediar os Jogos, uma oportunidade única de tirar do papel importantes projetos de infraestrutura, propostos há décadas, mas nunca realizados, promovendo uma completa renovação urbanística na cidade e em seu entorno. Seria essa a chance de alavancar e conduzir um crescente e continuado desenvolvimento urbano e social no Rio de Janeiro, enfrentando desafios como a melhoria da mobilidade urbana, a recuperação de áreas degradadas (como a Região Portuária), o combate a enchentes e a ampliação do saneamento. São os chamados Legados dos Jogos. Muitos compromissos se cumpriram. Já é possível notar uma mudança na rotina da população e na sua qualidade de vida, como por exemplo, na incorporação dos corredores exclusivos de ônibus de média capacidade (BRTs), nos deslocamentos na região, que se tornaram mais rápidos, seguros e baratos. Esse aspecto deve se acentuar com o início da operação da Linha 4 do metrô carioca, ligando a Zona Sul à Zona Oeste da cidade. Entretanto, chama a atenção o descumprimento total de todos os compromissos estabelecidos no caderno de encargos, que dizem respeito às questões ambientais. Nenhum dos grandes projetos ambientais ligados à Olimpíada será concluído antes do início dos Jogos. Após o governo do Rio atrasar a despoluição da Baía de Guanabara e a limpeza das lagoas Rodrigo de Freitas e da região do Parque Olímpico, na Barra, Recreio e Jacarepaguá, foi a vez da prefeitura abandonar o projeto de recuperação de rios cariocas anunciado com legado do Rio-2016 para a cidade. O abandono das “metas olímpicas“ de despoluição da cidade reflete claramente a falta de prioridade que as autoridades, tanto do estado quanto do município dão para o problema. A bacia hidrográfica da Baía de Guanabara abrange uma área aproximada de 4 mil quilômetros quadrados e 35 rios principais contribuem para a elevada poluição da baía por meio de esgoto doméstico bruto ou parcialmente tratados e efluentes industriais. As autoridades falharam em não terem estruturado, com a devida antecedência, um programa para despoluir a baía, onde

Legados ambientais ‘engavetados’ são despejadas, diariamente 90 toneladas de lixo, além de 461,5 milhões de litros de esgoto doméstico sem tratamento, o suficiente para encher 185 piscinas olímpicas. Dos 45 rios do estado do Rio de Janeiro avaliados no último boletim do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), de março, apenas dois tiveram suas águas consideradas de qualidade média: o Rio Macacu, em Cachoeiras de Macacu, e o Rio Caceribú, em Rio Bonito. Os demais foram classificados como ruins ou muito ruins. O tratamento sanitário adequado (estações de tratamento e canalização da drenagem) de toda a rede de esgoto dos municípios envolvidos, pertencentes à bacia, já seria um grande passo na redução da contaminação dos rios receptores que estes, por sua vez, desaguarão na baía de Guanabara. Em conjunto com esta ação, um plano de gestão de resíduos sólidos, sustentado por um sistema de informação constantemente atualizado, seria fundamental na gestão de descarte do lixo sólido. Mas nada disso foi feito. Até mesmo as medidas paliativas, como a retenção de lixo por meio de ecobarreiras e a coleta de resíduos com os chamados ecobarcos, foram suspensas, por terem, segundo o governo o próprio governo do estado, se revelado inócuas. A grave situação em que a Baía da Guanabara se encontra é resultado da urbanização não planejada, da má gestão de resíduos e da falta de políticas públicas de saneamento e tratamento do lixo urbano. Esses fatores, combinados, comprometem não só ecossistemas importantes, como a qualidade de vida da população. O maior entrave para a limpeza da Baía é a governança: a tarefa de despoluição é do governo estadual, mas a medidas para coibir o lançamento de esgoto doméstico e industrial e de lixo são dos municípios banhados por suas águas. Somente o comprometimento de várias esferas do poder público e das populações envolvidas surtirá resultado. E sem vontade política, nada funciona. Assim, as Olimpíadas do Rio de Janeiro correm o risco de serem consagradas como uma das mais sujas da Era Moderna dos Jogos. E a história dificilmente vai poupar os organizadores do evento pela falta de compromisso com as questões ambientais, tão em evidência nos nossos dias. Carlos Giovannetti, diretor editorial

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Fato Concreto

BNDES melhora condições de crédito para infraestrutura Tomadores de financiamentos para projetos em rodovias, portos e aeroportos podem ter custos reduzidos em até dois pontos percentuais. O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ajustou taxas e níveis de participação em linhas de financiamento. O objetivo é melhorar as condições de apoio a projetos de infraestrutura, incluindo os da segunda fase do Programa de Investimentos em Logística (PIL). A instituição financeira aumentou sua participação máxima nos financiamentos e ampliou a parcela da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) das linhas que con-

tam com custo misto (TJLP/custo de mercado). As novas medidas representam uma redução efetiva do custo para o tomador do financiamento de até dois pontos percentuais. O BNDES também manteve instrumentos de estímulo à emissão de debêntures (títulos de renda fixa emitidos por uma empresa como forma de captar recursos) como forma de complementar as fontes de recursos de um projeto e estimular o mercado de capitais. As novas regras já incidirão sobre os projetos de concessão da segunda etapa do Programa de Investimento em Logística (PIL 2). As condições de crédito para rodovias, portos e aeroportos foram

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melhoradas. Os financiamentos do BNDES a projetos de concessão de rodovias (no primeiro ciclo de investimentos) e de portos, por exemplo, contarão com participação de até 49% em TJLP na composição total do crédito (que inclui também parcela em condições de mercado). A condição de financiamento do BNDES poderá ser ainda melhorada por meio da emissão de debêntures de infraestrutura. Se for adotada pelo menos 10% de debêntures, a participação em TJLP no financiamento total para esses modais crescerá na mesma proporção, para até 59%. Fonte: InfraRoi


Fato Concreto

ETE em Ribeirão Preto inova ao armazenar lodo em silos verticais

A concessionária Ambient Serviços Ambientais, responsável pelo tratamento de todo o esgoto gerado pela população da cidade de Ribeirão Preto, estimada hoje em 665mil habitantes, retira, em seu processo, cerca de 95% da matéria orgânica em duas plantas de tratamento de esgoto que mantem na cidade. Para alcançar esse resultado, o efluente passa por algumas etapas, gerando água tratada e dejetos sólidos (também chamados de lodo). Para tratar o lodo gerado no processo, que pode ser altamente poluente, a empresa lançou mão da armazenagem do material em silo vertical com capacidade para 80 m³. Com isso, conta Márcio Dias, coordenador de suprimentos do grupo GS Inima, evita-se que o lodo desidratado seja

mantido ao ar livre, o que estimula o aparecimento de insetos e eventualmente, dependendo de onde for armazenado na planta, o aumento do risco de contaminação do lençol freático e também dos colaboradores que fazem o manuseio do material. O especialista conta que o esgoto chega à Estação de Tratamento (ETE) por tubulações enterradas que fazem a captação ao longo de toda a bacia geográfica da cidade. Chegando à ETE, o material passa pelo o que é chamado de pré-tratamento, onde acontece a separação dos sólidos mais grossos e, então, segue para etapas mais sofisticadas de eliminação das impurezas. Feito isso, bombas trabalham para transportar o lodo, resultante de todo o tratamento, até o silo vertical. Diferente do processo tradicional, quando o dejeto seria transportado até aterros sanitários, algo que demanda uma logística bem afinada,

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Dias conta que o armazenamento em silo é mais seguro, elimina odores, o risco de contaminação na equipe de operação, e ainda permite que o transporte seja feito de uma forma mais otimizada e econômica. Um dos aspectos destacados por ele é a praticidade aderida ao processo. Segundo Dias, ao acumular pilhas de lodo, a empresa teria de manter uma retroescavadeira operante para elevar o material até as caçambas dos caminhões diariamente. “Com o silo, o processo é mais dinâmico, já que basta posicionar o veículo na parte de baixo do equipamento para que ele receba o lodo despejado”, explica ele. Projeto de Expansão Mesmo com o processo de tratamento bem estruturado para a demanda atual, Ribeirão Preto tem apresentado crescimento demográfico acelerado. Diante desse cenário, a Ambient previu em contrato com o município, que um plano de expansão teria que ser colocado em prática. As ações do plano, que começaram em 2013 e devem ser finalizadas ainda neste ano, demandaram um investimento de pouco mais de 40 milhões. A principal ETE da cidade (existem duas, a ETE Ribeirão Preto, responsável pelo tratamento de 85% do esgoto, e a ETE Caiçara, que cuida dos 15% restantes), por exemplo, está recebendo novos tanques, outros equipamentos complementares e mais um silo de armazenagem, também de 80 m³, fornecido pela RCO, fabricante desse tipo de equi-


pamento localizada na cidade de Tambaú, na divisa de São Paulo e Minas Gerais. Com esse investimento, assegura Dias, a capacidade de tratamento da ETE deve ser elevada em 25%, passando da média de 1,2 m³ por segundo para 1.5 m³ por segundo. “A expansão demandou obras civis, aquisição de equipamentos mecânicos, elétricos e de automação, visando manter a eficiência e a qualidade dos serviços prestados à população pela Ambient”, diz. Geração de energia Além da armazenagem em silo – considerada uma atitude ambientalmente correta por causar menos exposição de poluentes à população e ao meio ambiente – os gases metano e carbônico gerados pelos resíduos do esgoto também têm utilização sustentável em Ribeirão Preto. O tratamento de esgoto, feito na Ambient por meio de um processo chamado “Digestão Anaeróbica”, pode produzir cerca de 7 mil Nm³ de biogás por dia – composto, principalmente, de metano (CH4), gás que possui alta carga energética. Aproveitando-se desse fator, a concessionária optou por inserir uma melhoria operacional em sua planta: em 2011, a companhia adotou o Sistema de Geração de Energia Elétrica por meio do aproveitamento energético do biogás. De acordo com Dias, o sistema é composto por dois moto geradores, responsáveis pela produção de 15 mil kW/h diários, quantidade consumida internamente pela própria companhia.

Grupo Hill no Brasil ganha parceiro estratégico para o desenvolvimento de novos negócios Após 30 anos de dedicação à frente da Engineering, hoje Hill International, empresa líder global em gerenciamento de riscos da construção, o engenheiro Marcos Taunay Berrettini passa a atuar como parceiro estratégico do grupo Hill, principalmente no desenvolvimento de novos negócios, e se afasta do quadro executivo da companhia. Como Consultor Externo e de Representação, Marcos Berrettini será um embaixador da marca Hill no mercado. Formado em 1969 pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, atuou desde 1985 como sócio-diretor da Engineering, que a partir de setembro de 2015 adotou o nome Hill International. Marcos iniciou como gerente da operação em São Paulo, liderando importantes projetos dentro da companhia. Como diretor, estruturou a atual equipe de gestão, sendo um dos principais responsáveis pelo crescimento da Hill International Brasil. Após a entrada no Grupo Hill, em 2011, exerceu os papéis de Conselheiro, Country Manager e Diretor Executivo de Desenvolvimento de Negócios. Para Sérgio Falcão, Brasil Country Manager e Vice-Presidente da Hill International, “Marcos encerra agora seu ciclo na operação direta da companhia, mas sem deixar de apoiar o crescimento da Hill International”. Segundo ele, Marcos foi o responsá-

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Marcos Berrenttini

vel por garantir a sustentabilidade do crescimento da empresa nas últimas décadas. “Sua experiência e envolvimento foram e continuarão sendo fundamentais para o desenvolvimento da história da nossa empresa. Foram muitos anos de profunda dedicação diária para o crescimento da Engineering, doando seu caráter para a consolidação da essência da empresa”, ressaltou o executivo. Um dos resultados deste trabalho para a construção de uma empresa reconhecida como uma das referências no mercado brasileiro de engenharia, foi atrair a atenção da Hill International, que procurava investir no mercado local seguindo um plano de expansão mundial. “Sua seriedade e integridade igualou o nível de desempenho, valores e compliance de uma empresa brasileira de engenharia ao padrão internacional”, completou Falcão.


Fato Concreto

HP Inc. reinventa a impressão de grandes formatos com o mais compacto e acessível multifuncional integrado do setor A HP Inc. anuncia a chegada ao Brasil das cinco novos equipamentos HP DesignJet, incluindo o destaque do portfólio, o multifuncional HP DesignJet T830, e a impressora HP DesignJet T730. Os novos dispositivos reinventam a forma como profissionais de arquitetura, engenharia e construção (AEC) imprimem, digitalizam e copiam. Projetados para resistir a ambientes difíceis, estas novas máquinas tornam a impressão de grandes formatos mais rápida e mais fácil desde o escritório até o local da obra. “Apesar de os profissionais de AEC e design se tornarem cada vez mais móveis, eles preferem fazer edições e analisar plantas na página impressa”, diz Luis Otávio Palácios, diretor de marketing e vendas da área de impressão de grandes formatos da HP do Brasil. “Os novos e inovadores multifuncionais e impressoras de grandes formatos da HP simplificam a colaboração com recursos adicionais e de impressão móvel para atender a essa realidade mista e imprimir o que quer e onde quer que os profissionais de AEC precisem.” Isto representa uma evolução no processo de impressão de grandes formatos em AEC, pois possibilita que a informação impressa seja feita no próprio canteiro de obras, eliminando os custos de transporte de plantas e projetos. A informação é enviada digitalmente para a obra

e impressa no local, no momento e se necessário, aumentando a eficiência e diminuindo custos. A impressão de grandes formatos reinventada para os profissionais móveis da construção de hoje Ideal para profissionais da construção, empreiteiras e equipes de CAD (Computer-Aided Design), o multifuncional HP DesignJet T830 é o equipamento mais acessível, compacto e fácil de carregar.(1,2,3) Com metade do tamanho dos multifuncionais para grandes formatos da concorrência(2) e o mesmo espaço físico que a impressora HP DesignJet T730, o multifuncional oferece um design resistente a danos capaz de resistir a desafiadores canteiros de obras, um scanner integrado e um painel frontal que pode ser ampliado e operado a partir de um tablet. “Desenhos arquitetônicos são parte vital do que fazemos como empreiteiros, e levá-los até o local da obra rapidamente é essencial. No entanto, terceirizar esta impressão de grande formato causa atrasos e custa dinheiro”, diz Neil Geraghty topógrafo da Duke Construction. “Com o multifuncional HP DesignJet T830, conseguimos produzir impressões de alta qualidade de maneira rápida e acessível internamente, além de poder editar e imprimir arquivos de qualquer local usando um dispositivo móvel”. Recomendada para ambientes difíceis em que o multifuncional deve resistir à poeira, transportes frequentes ou possíveis batidas, como em escritórios móveis nos locais das obras,

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uma capa reforçada, opcional, da HP DesignJet oferece intensa proteção contra danos e sujeira. Além disso, rodas e pés reforçados na base do dispositivo tornam a impressão nos locais de trabalho mais conveniente. Um scanner integrado de 36” (91,44 cm) permite que os usuários modifiquem, digitalizem e compartilhem plantas no escritório ou no local da obra a partir de um dispositivo móvel(4), e sua tela de toque intuitiva oferece visualização da impressão realista e corte de documentos. Compartilhando muitos dos mesmos recursos do multifuncional HP DesignJet T830, a impressora HP DesignJet T730 fornece:


• Maior facilidade de uso e velocidades competitivas, oferecendo impressões em tamanho A1/D de alta qualidade em apenas 25 segundos; • Um alimentador automático de folhas, que permite impressão fácil de desenhos com metade do tamanho, até 33,02 cm (13”) de largura, evitando o desperdício de papel e trabalho extra para corte da saída do rolo;(5) • Opção de escolha com tamanhos flexíveis dos cartuchos de tinta de 40 a 300 ml, que se ajustam ao perfil de utilização real de cada cliente, evitando grandes despesas e problemas de vencimento em ambientes de baixo uso; • Um modo de impressão Econofast, que economiza tinta e o tempo

gasto imprimindo documentos de trabalho e rascunhos; • Uma base removível, facilitando a movimentação da impressora de um escritório para o outro; • Wi-Fi Direct, uma rede Wi-Fi integrada para fácil conectividade(6), permitindo que o dispositivo crie sua própria rede Wi-Fi para a impressão direta sem fio sem outra infraestrutura; • Um painel frontal intuitivo com tela de toque, que funciona como um smartphone. A impressora HP DesignJet T730 e o multifuncional T830 ajudam a eliminar os tradicionais pontos fracos da impressão, permitindo que os usuários ofereçam impressões de maneira econômica para reuniões, marquem mudanças em tempo real e compartilhem documentos com facilidade para otimizar o fluxo de trabalho. O portfólio técnico HP DesignJet aumenta a produtividade e a segurança da empresa Ampliando o portfólio técnico de grandes formatos da HP, três outras novas impressoras HP DesignJet ajudam os profissionais de AEC a alcançar novos níveis de qualidade, facilidade de uso, mobilidade e colaboração: • A impressora HP DesignJet T930, projetada para equipes de AEC de pequeno e médio porte. O dispositivo aumenta a produtividade das equipes e oferece protocolos de segurança aprimorados para ajudar a proteger as informações, enquanto fornece qualidade de impressão superior com seis tintas originais HP, incluindo tintas nas cores cinza e preto fotográfico. • A impressora HP DesignJet T1530, uma impressora de dois rolos de 36” (91,44 cm) com seis tintas originais HP, uma bandeja de empilhamento integrada de saída para 50

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páginas e avançados protocolos de segurança, maximizando a produtividade dos grupos de trabalho e a segurança corporativa em ambientes de grandes volumes. • O multifuncional HP DesignJet T2530, um multifuncional fácil de operar com um painel de controle intuitivo para funções de impressão, digitalização e cópia e dois rolos. Ele fornece impressões em tamanho A1/D a grupos de trabalho avançados de projeto e engenharia em apenas 21 segundos e recursos de digitalização em cores de 6,35 cm (2,5”) por segundo para maximizar a produtividade. O dispositivo também oferece uma impressão segura e é fácil de gerenciar, desde atualizações até a integração de rede.(7)   Novos recursos de impressão móvel aprimoram a colaboração O novo HP All-in-One (AiO) Printer Remote é um aplicativo móvel gratuito que permite impressão e digitalização fácil e conveniente em impressoras e multifuncionais HP habilitados para a web a qualquer momento e em qualquer lugar(8) a partir de dispositivos Apple® e Android™.(9) Recursos de impressão móvel, incluindo detecção de impressoras por meio de Internet sem fio, Wi-Fi Direct e NFC, bem como impressão por e-mail em impressoras habilitadas para HP ePrint(8), tornam a impressão em campo tão fácil quanto imprimir no escritório. O aplicativo HP AiO Printer Remote facilita a digitalização e o compartilhamento móveis, oferecendo uma conexão direta a repositórios on-line, como Dropbox, Box e Google Drive.


Fato Concreto

Engenheiro cria aplicativo que diminui custos em obras A tecnologia mobile está cada vez mais presente nos canteiros de obras. Sejam utilizados em celulares ou tablets, os apps já se tornaram parte do kit de engenheiros, mestres, encarregados e operários de diversos setores da obra. Entre os seus principais benefícios está a racionalização do uso de materiais. Um estudo da USP concluiu que o desperdício em uma obra pode chegar a 28%. Por isso, calcular com precisão o melhor material, sua quantidade e mão-de-obra a ser utilizada é o que alguns apps de maior sucesso fazem. Pensando em levar economia ao setor elétrico de uma obra, a Engerey Montagem de Painéis Elétricos e a Reymaster Materiais Elétricos lançaram de maneira inédita o aplicativo Be-a-Bá da Elétrica. O novo app promete levar agilidade e fazer com que engenheiros e técnicos ganhem precisão em seus dimensionamentos e cálculos. O Be-a-Bá da Elétrica é gratuito e traz conceitos, normas, diagramas e tabelas de equivalências e especificações, além de uma ferramenta para cálculos de barramentos, fios e cabos. “O profissional não precisa mais entrar nos sites dos fabricantes, acessar diversas normas para assim cruzar informações e efetuar seus cálculos. É possível encontrar tudo

pronto no Be-a-Bá. Ele roda em modo off line, facilitando consultas e eventuais cálculos que o usuário precise fazer enquanto estiver trabalhando em obra distante e que não possua acesso a internet”, afirmou o idealizador e Engenheiro Eletricista Fábio Amaral. Henrique Ramos, da Schneider Eletric, comentou que “um dos diferenciais do aplicativo é que sua configuração é intuitiva e faz com que especialistas encontrem respostas rapidamente”.

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“O celular nos acompanha em todo lugar e com o app Be-a-Bá, levamos a campo um resumo de tudo o que vemos na Engenharia,sendo mais assertivos em nosso trabalho”, conta o gerente de projetos em elétrica Carlos Alberto Uzai Nishida. O Be-a-Bá da Elétrica está disponível para download nas lojas Apple Store e Google Play. Ainda será possível solicitar a sua versão impressa e recebê-la em casa gratuitamente pelo e-mail: beaba@ engerey.com.br.


Fato Concreto

HP Inc. traz novas ZBook para o portfólio brasileiro de Mobile Workstations A HP Inc. reafirma sua liderança em inovação no mercado de workstations com a introdução da nova geração ZBook no portfólio brasileiro. Baseadas em inovação e altíssimo desempenho, as novas máquinas são as primeiras a trazer o processador Xeon®, sendo meticulosamente projetadas para profissionais em trânsito e revolucionando o design de workstations móveis – os equipamentos são os mais finos e leves que a HP Inc. já produziu e estarão disponíveis para vendas no País a partir de abril Liderando a nova família, a ZBook Studio representa a experiência desenvolvida pela companhia ao longo dos últimos 30 anos de excelência em engenharia de workstations. “Como a primeira workstation Ultrabook™ quad core (1) do mundo, a ZBook Studio é uma combinação perfeita de beleza, inteligência, performance e engenharia”, afirma Antonio Brunetti, gerente de Workstations da HP Inc. Brasil. “A ZBook Studio resiste a 120.000 horas de testes e apresenta diversos avanços iniciais de workstations — CPUs Intel XEON com memória ECC, Thunderbolt 3, Z Turbo Drives Gen 2, HP Sure Start Client Security e uma tela DreamColor 4k de oito milhões de pixels”, destaca o executivo, ressaltando ainda que parte das funcionalidades das workstations HP Inc. têm participação do time brasileiro de R&D em seu desenvolvimento. Com peso inicial de 2 kg (4,4 lb) (2) e 18 mm de espessura, a HP ZBook Studio pode ser configurada para atender às necessidades de profissionais que viajam muito a trabalho e preci-

sam de performance em qualquer lugar. O modelo apresenta processadores Xeon® (3) ou Intel® Core™, duas HP Z Turbo Drives G2(5) de 1 TB(4)(6) para até 2 TB de armazenamento total, até 32 GB de memória ECC (7), duas Thunderbolt™ 3, dois ventiladores e telas de toque HP DreamColor UHD ou FHD.(5)(6) A ZBook Studio foi criada para lidar com pesadas cargas gráficas, com uma opção de novas placas de vídeo profissionais NVIDIA® Quadro® M1000M GDDR5 de 2 GB ou Intel® HD Graphics 530. Além da ZBook Studio, a HP Inc. também apresenta três modelos adicionais de workstations móveis da linha HP ZBook. Drasticamente mais finos e mais leves do que seus antecessores, os produtos de terceira geração trazem mais desempenho, inovação e confiabilidade, sendo capazes de projetar qualquer coisa, desde tênis e carros de corrida a personagens animados e submarinos. • HP ZBook 15u — oferece desempenho de workstation em uma

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unidade compacta de baixo custo. Com sua tela de 15,6” na diagonal, é a combinação perfeita de mobilidade e acessibilidade. Essa workstation Ultrabook™(8) pode ser configurada com até 32 GB de memória, placas de vídeo profissionais AMD FirePro™ com 2 GB de buffer de quadros, HP Z Turbo Drive G2, 1,5 TB de armazenamento total e uma tela de toque FHD. • HP ZBook 15 — a próxima geração da workstation móvel mais vendida do mundo(9). Essa central de potência portátil, fina e leve foi reprojetada por dentro e por fora e é 27% mais fina e 7% mais leve do que a geração anterior. Com um aumento de 27% (10) na duração da bateria em relação às gerações anteriores, a HP ZBook 15 com tela de 15,6” na diagonal é equipada com um processador Intel® Core™ ou Xeon®, 64 GB de memória ECC, duas HP Z Turbo Drives G2 de 1 TB para até 3 TB de armazenamento total, duas Thunderbolt 3 e telas de toque opcionais HP DreamColor UHD ou FHD.


• HP ZBook 17 — com aumento de 67% (10) na duração da bateria, a workstation de 17,3” na diagonal agora é 25% mais fina e 11% mais leve do que sua antecessora. É configurada com um processador Intel Core ou Xeon, até 64 GB de memória ECC, duas HP Z Turbo Drives G2 de 1 TB para até 4 TB de armazenamento total, duas Thunderbolt 3 e telas de toque opcionais HP DreamColor UHD ou FHD. A ZBook 17 também apresenta placa de vídeo NVIDIA com suporte para até M5000M Quadro com 8 GB de buffer de quadros. A HP ZBook Studio, a ZBook 15 e a 17 apresentam novas placas de vídeo profissionais NVIDIA®Quadro®, fornecendo quase o dobro do desempenho das placas de vídeo da geração anterior. Esses sistemas também oferecem uma opção de Intel® Iris™ Pro Graphics P580, Intel HD Graphics P530 ou Intel HD Graphics 530, oferecendo mais opções aos usuários. Todas as workstations móveis HP ZBook são confiáveis, projetadas para passar nos testes MIL-STD 810G(11). As HP ZBooks também vêm pré-carregadas com o HP Remote Graphics Software para colaboração remota, HP Performance Advisor para desempenho excelente e HP Velocity para desempenho de rede mais rápido e confiável. O novo acoplamento HP ZBook com Thunderbolt™ 3 é oferecido com as workstations HP ZBook. Os usuários podem conectar até dez dispositivos de uma vez por meio de portas que incluem Thunderbolt 3 (compatíveis com DisplayPort 1.2, USB 3.1 Gen 2 e PCIe), quatro USB 3.0, RJ-45, VGA, conjunto de áudio e duas DisplayPorts adicionais.

Case aumenta suas exportações de máquinas Além do crescimento do volume para países da AL e EUA, máquinas produzidas no Brasil agora também operam na Índia, no Quatar, no Butão e na Tailândia, entre outros As exportações da Case Construction Equipment cresceram mais de 50% em 2015 em relação a 2014. Contribuiu para este resultado a abertura de novos mercados, como a Índia, e o aumento da demanda por países da América Latina e também Estados Unidos. Além de atender demandas expressivas, como no caso da Índia, máquinas CASE foram importadas em menor quantidade por outros

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países de vários continentes, como China, Indonésia, Filipinas, Butão, Tailândia e Bahrain, na Ásia; Tanzânia, na África; e Austrália, na Oceania. Na América do Sul, cresceram as exportações para o Chile, Panamá e Paraguai, ao passo que foram mantidos os níveis de exportação para países como Argentina, Colômbia e Bolívia. As principais máquinas exportadas são pás carregadeiras, retroescavadeira e motoniveladoras, produzidas na fábrica de Contagem (MG), a plataforma mundial da CASE para motoniveladoras.


Artigo

Consequências das paralisações das obras do metrô Em 2014 previa-se a construção e expansão de sete linhas do Metrô, sendo três de monotrilhos, que acrescentariam 107 km e 98 estações a malha metroviária do estado, e junto com a melhoria da CPTM viriam a transportar mais 4 milhões de passageiros/dia útil. Ao longo de décadas acompanhamos a priorização do transporte individual, o abandono do transporte ferroviário e a colocação em segundo plano do transporte coletivo fazendo com que a mobilidade nas grandes cidades virasse um caos, porém, nos últimos anos começaram a soprar ventos de mudança: o Governo Federal aumenta as linhas de crédito, a Prefeitura Municipal de São Paulo (PMSP) assina convênio com o Estado para a ampliação da malha metroviária, o Governo do Estado de São Paulo (GESP) proclama a priorização de investimentos no transporte coletivo, sendo que em 2014 informava que estava viabilizada e em andamento a construção e expansão de sete linhas do Metrô, sendo três de monotrilhos, que acrescentariam 107 quilômetros e 98 estações a

pequena malha metroviária do estado, e junto com a melhoria da Companhia Paulista de Trens Metropolitano (CPTM) viriam a transportar mais 4 milhões de passageiros/dia útil. Havia um clima de grande esperança de mudança na mobilidade apesar dos congestionamentos recordes nas cidades, do subsídio aos combustíveis fósseis, da explosão do número de carros e de motos e do visível estrangulamento das principais rodovias. As páginas negras da mobilidade urbana nas cidades brasileiras estavam sendo viradas. Porém, sinais indicam que algo estranho está ocorrendo. As exigências para a implantação de linhas metroviárias cresceram em progressão geométrica, aumentando prazos e custos. A falta de priorização na aprovação e implantação dos

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projetos são uma constante. A prefeitura de São Paulo descumpre o convenio assinado e não realiza, nem sinaliza prazos para as obras necessárias a implantação de trechos das Linhas 15 e 17. A Caixa Econômica Federal e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) têm atrasado a liberação de recursos para as obras. No segundo semestre de 2015, o GESP informa a redução da expansão das linhas metroviárias para 71,6 km e 63 estações, postergando sem prazos compromissos assumidos com a população e diminuindo o incremento de passageiros em 1,2 milhões/dia útil. Das sete linhas metroviárias constante do plano de investimento cinco estão paradas ou com ritmo mais lento do que o previsto. No momento só será implantado o trecho Congonhas – Marginal


Emiliano Stanislau Affonso, engenheiro Presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô - AEAMESP

Pinheiros da Linha 17 – Ouro, com isto ela transportará apenas 1/4 dos passageiros previstos e não atenderá regiões carentes de mobilidade e com comunidades de baixa renda, como a de Paraisópolis, prejudicando duplamente a população, pois as negociações para diminuição dos serviços e extensão dos prazos ou contratação de novas empresas provavelmente onerarão o preço do quilometro do empreendimento. Continuamos no caminho errado, incentivando o transporte individual e investindo pouco no coletivo. A Pesquisa Origem e Destino da Região Metropolitana de São Paulo – RMSP mostrou que para um aumento da população de 2%, entre 2007 e 2012, houve um acréscimo de 18% na frota de automóveis. A Cidade de São Paulo apresenta congestionamentos recordes

com consequências nefastas para a economia e a poluição. Jogamos fora todos os anos bilhões de reais com a perda de produtividade e com o aumento dos custos com a saúde. Estudo apresentado pela professora Simone Georges Miraglia da Universidade Federal de São Paulo durante a 21ª Semana de Tecnologia Metroferroviária mostrou, apoiado em dados da Cetesb Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental, ligada à Secretaria do Meio Ambiente do governo paulista, mostrou que os benefícios do Metrô de São Paulo em termos da redução da poluição atmosférica e seus efeitos associados a saúde pública evitam custos da ordem de US$ 18 bilhões/ano. De acordo com o professor Eduardo A. Haddad da Universidade de São Paulo (USP), o Brasil perde R$156,2

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bilhões/ano com a perda de produtividade causada pela morosidade do transito em São Paulo. Os moradores da RMSP gastam meia hora a mais do que deveriam no deslocamento entre as residências e os locais de trabalho. Segundo ele, se o excesso de tempo for eliminado o Produto Interno Bruto (PIB) nacional cresceria 2,83% e a cidade absorveria 50% do benefício. É natural e salutar que diante de uma crise de grandes proporções, os governantes busquem maior critério nos gastos públicos, porém não podemos aceitar passivamente a paralisação e diminuição das obras do Metrô de São Paulo, pois a falta delas fará com que os congestionamentos e a poluição aumentem causando desperdícios bilionários e transformando o morador em cidadão de terceira categoria, sem tempo para conviver com suas famílias, visitar seus amigos e defender seus interesses. Medidas assim mostram a incompreensão a respeito de um aspecto cristalino, provado em outras latitudes e mesmo aqui no Brasil: investimentos públicos em empreendimentos de infraestrutura geram empregos diretos e indiretos, garantem retorno aos cofres públicos na forma de impostos e, no final das contas são fundamentais para a manutenção e geração de empregos, ajudando na retomada do crescimento e possibilitando que governos, economia e sociedade possam contar e usufruir das infraestruturas implantadas.


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Uma nova cidade para receber as Olimpíadas 2016 Brasil Construção

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Faltando cerca de 100 dias para a realização das Olimpíadas, a reportagem da Revista Brasil Construção foi buscar informações sobre o estágio das obras das arenas que sediarão os jogos Olímpicos e Paralímpicos no Rio de Janeiro (RJ) oferecendo um raio X dos projetos que envolvem o megaevento esportivo.

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Capa Desde o processo de preparação para os Jogos Pan-Americanos de 2007, o Rio de Janeiro experimenta profundas transformações em termos de infraestrutura. Esse processo foi acentuado após o dia 2 de outubro de 2009, em Copenhague, na Dinamarca, quando o Brasil ganhou o direito de sediar as Olimpíadas e as Paraolimpíadas de 2016. Para receber os jogos, além da construção e da reforma dos centros esportivos que sediarão as competições e da construção da Vila Olímpica e Paralímpica, a cidade investe atualmente cerca de R$ 7,07 bilhões em diversos projetos de infraestrutura ligados a transportes, à região portuária, ao meio ambiente e de cunho social. Os Jogos Rio 2016 serão disputados em quatro regiões da cidade: Barra, Deodoro, Maracanã e Copacabana. Ao todo serão 33 locais que receberão disputas de medalhas, sendo que 14 estão em construção, fora os que serão temporários ou vão receber adaptações. Em janeiro, a Autoridade Pública Olímpica (APO) divulgou, a 4ª atualização da Matriz de Responsabilidades com a conclusão de mais obras olímpicas. “Antecipamos a conclusão de obras importantes como o circuito de canoagem slalom e a pista de mountain bike, no Complexo Esportivo de Deodoro”, informa o presidente da APO, Marcelo Pedroso. Outras instalações também foram entregues, como o Centro Internacional de Radiodifusão (IBC) e a Arena do Futuro, no Parque Olímpico da Barra, além da Arena Carioca 1, que já recebeu eventos-

Vista interna da Arena Carioca 1

-teste em diferentes modalidades esportivas. Também já estão concluídos os centros olímpicos de BMX e hóquei sobre grama, no Complexo Esportivo de Deodoro, e o campo de golfe, na Barra. Todos os projetos relacionados no documento estão com valores e prazos definidos. Os investimentos totalizam R$ 7,07 bilhões com recurso dos governos federal, municipal e parceria público privada, que responde por cerca de 60% do valor. Nesta atualização, foram incluídos valores referentes às arquibancadas temporárias para instalações da Barra e de Deodoro e à locação de geradores de energia temporária para as arenas esportivas.

Fatores que impactaram os valores De acordo com a prefeitura do Rio, responsável pela grande maioria das obras olímpicas em execução, o aumento no custo nas arenas contidas na lista oficial,

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apresentada em 2008, ocorreu porque, na ocasião, os projetos não tinham amadurecimento e, por isso, sem orçamentos consistentes. A alta do dólar, por exemplo, que naquele ano previa uma taxa de câmbio de R$ 2, ante os cerca de R$ 4 atuais. Como alguns equipamentos e projetos usados nas obras vêm de fora do Brasil, a alta do dólar impactou nos custos. Outros pontos que impactaram foram causados por mudanças em projetos desde a candidatura até a assinatura dos contratos. De acordo com a Prefeitura do Rio de Janeiro, até exigências de segurança, como a instalação de assentos antichamas, acabaram elevando o custo de algumas instalações. Como exemplo, cita uma lei de 2012 que definiu novos padrões de acessibilidade para arenas esportivas, que foram acrescentados aos projetos. Nem todas as mudanças em projetos, porém, elevaram os preços. No Estádio Olímpico João Havelange – EOJH (popularmente


conhecido como Engenhão), por exemplo, a simplificação do plano de obra resultou numa economia de 74% aos cofres públicos. Construído para o Pan-Americano Rio 2007, o Engenhão terá sua capacidade (temporariamente) ampliada de 45 mil para 60 mil torcedores que assistirão aos jogos olímpicos e paraolímpicos. O espaço está recebendo uma pista de atletismo mais moderna, melhorias internas de iluminação e o entorno do estádio receberá grandes intervenções urbanas para facilitar a sua operação. Seu valor inicial era R$ 128,5 milhões porque previa a ampliação da arquibancada que ganharia 15 mil lugares permanentes. Ao optarem por arquibancada temporária, o valor das obras caiu para R$ 33,5 milhões. A reurbanização do entorno do estádio inclui a implantação, de 3,7 km de novas galerias de águas pluviais, em ruas fundamentais de acesso ao estádio, a fim de eliminar pontos críticos de alagamento; a reurbanização de aproximadamente 34 ruas do entorno do estádio e a restauração das estruturas dos galpões tombados das antigas oficinas ferroviárias e, ainda, a urbanização da Praça do Trem.

Previsão de conclusão: primeiro semestre de 2016 Tipo de instalação: permanente Modalidades em disputa: atletismo e futebol Capacidade: 60.000 lugares (45.000 permanentes e 15.000 temporários) Financiador: Prefeitura Valor: R$ 33,5 milhões Executor: Prefeitura

No caso das obras do Parque Olímpico, orçadas em R$ 1.914 bilhão, por terem sido estimadas separadamente (infraestrutura do parque, de quatro arenas e das áreas de imprensa) custarão 12% menos, ou seja, R$ 1.685 bilhão. O custo diminuiu porque os executores resolveram reunir todas as obras em um só contrato e reduziram o número de arenas geminadas de quatro para três. Mesmo com determinação da construção de um hotel que não havia sido orçado anteriormente, o valor permaneceu menor. A Arena de Handebol, orçada em R$ 152 milhões também custará 12% menos. O ginásio seria uma das quatro arenas permanentes e geminadas projetadas para integrar o Parque Olímpico. Ao reduzir para três o número dessas arenas, o handebol foi transferido a outra instalação e com isso o valor caiu para R$ 133,4 milhões. Em contrapartida, o esporte ganhou um ginásio único chamado Arena do Futuro. O espaço é uma instalação temporária, que depois da Rio-2016, será convertido em quatro escolas municipais.

Problemas de percurso No dia 12 de fevereiro, durante a apresentação do Maria Lenk, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, anunciou as empresas que vão dar continuidade às obras do Centro Nacional de Hipismo, em Deodoro, e do Centro Olímpico de Tênis, na Barra. Em janeiro deste ano a prefeitura rescindiu o contrato com a Ibeg, construtora responsável pelas obras de reforma do centro

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de hipismo e de tênis, devido a atrasos. Segundo Paes, assume os trabalhos em Deodoro a Zadar, que também integra o consórcio “Onda Azul”, responsável pela construção do Centro Olímpico de Esportes Aquáticos. A Tensor, que era subcontratada pela Ibeg, segue na obra do hipismo, mas agora diretamente contratada. No tênis, quem passa a liderar a obra é a empresa Volume. “No hipismo, uma nova empresa assumiu e a obra está sob controle, vai estar tudo entregue até o final do mês de maio. A vila dos tratadores, os equipamentos, a parte da clínica veterinária que falta, está tranquilo. No tênis, está mais tranquilo ainda. A empresa já está trabalhando, fechamos os valores no carnaval, vamos assinar o contrato nesta semana”, disse o prefeito. Segundo Paes, não haverá aumento de preço. “Será exatamente o valor que restava do contrato da empresa anterior”. De acordo com a última atualização da Matriz de Responsabilidades, o valor total da construção do Centro Olímpico de Tênis é R$ 191,1 milhões e a reforma do Centro Nacional de Hipismo, custará R$ 153,4 milhões. Em ambos os casos, os recursos são do governo federal e a execução das obras ficou a cargo do município. No caso das obras do Centro Olímpico de Desportos Aquáticos – avaliadas no dossiê em R$ 118 milhões – foram apresentadas, como uma instalação permanente, tendo uma arquibancada temporária para 18 mil pessoas. A proposta era, após os jogos, tornar o local em centro de treinamento permanente para atletas brasileiros.


Capa No decorrer dos trabalhos, os organizadores resolveram tornar o centro aquático uma instalação temporária e com isso o valor saltou para R$ 217,1 milhões. Após os Jogos, o espaço será desmontado e transformado em dois parques aquáticos que serão instalados em diferentes cidades do país. O projeto do Velódromo, contruído para o Pan-Americano de 2007, ao custo de R$ 14 milhões, previa uma grande reforma na instalação esportiva para atender requisitos olímpicos. Na ocasião, o valor era R$ 109,2 milhões. A proposta de reforma não foi levada adiante porque os organizadores da Rio-2016 concluíram que seria impossível adaptar o espaço às necessidades da Olimpíada. Diante disso, a estrutura antiga foi demolida e uma nova começou a ser construída. A obra, ainda em andamento, atrasou e precisou de recursos extras para ser acelerada. Com isso seu custo de R$ 109,2 milhões saltou para R$ 137,7 milhões. No dossiê de candidatura, a proposta de construção da Vila Olímpica e Paraolímpica (Vila dos Atletas) custaria R$ 1.330 bilhão. Previsto para ser executado com recursos privados e financiado pela Caixa Econômica Federal, o condomínio teria 34 edifícios com apartamentos de alto padrão, de três ou quatro quartos. Nesse caso, os organizadores resolveram alterar a construção diminuindo o número de edifício de 34 para 31 (menos três) e mudaram a configuração dos apartamentos. Hoje, há imóveis com dois, três e quatro dormitórios. O conjunto de obras, no entanto subiu para R$ 2,909 bilhões.

Vista áerea da Vila Olímpica

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Obras por regiões Região de Deodoro Um dos maiores benefícios pós-jogos, o Complexo Esportivo de Deodoro (Parque Radical), localizado na Zona Oeste do Rio sediará 11 modalidades olímpicas e quatro paraolímpicas e será palco das competições de hipismo (salto, adestramento e CCE), ciclismo (BMX e mountain bike), pentatlo moderno, tiro esportivo, canoagem slalom, hóquei sobre grama, rúgbi e basquete. Já as paraolímpicas serão futebol de 7, tiro esportivo, hipismo (adestramento) e esgrima em cadeira de rodas. As obras do complexo, financiado pelo governo federal e executado pela Prefeitura do Rio, tiveram início em julho de 2014. Por ter recebido os Jogos Pan-Americanos de 2007 e os Mundiais Militares de 2011, já possuíam 60% das áreas de competição permanentes construídas. O centro nacional de tiro, a piscina do pentatlo moderno, o centro nacional de hipismo e o centro de hóquei sobre grama precisaram apenas de adaptações. O local ganhará mais três instalações permanentes (Arena Deodoro, a pista de BMX e o circuito de canoagem slalom). Quanto a pista de mountain bike, a arena de rúgbi e de combinado do pentatlo moderno serão provisórias. A conclusão está prevista para o primeiro trimestre de 2016 e o custo estimado de todas as intervenções do Complexo é R$ 825,4 milhões. Estádio de Deodoro Esportes que serão praticados: pentatlo moderno e rúgbi (olím-

picas) e futebol de sete (paraolímpicas). Capacidade de público: 15 mil pessoas Área construída: 34.000 m² Conclusão prevista: dezembro de 2015 Construtora: Queiroz Galvão Arquitetura e Vigliecca & Associados Custo estimado: não informado Tipo de investimento: PPP Valor** Concebida como uma arena temporária, o projeto desse equipamento optou por soluções que atendessem aos requisitos do Comitê Olímpico Internacional (COI), mas que minimizassem o custo final do investimento. A estrutura do edifício será tubular metálica e o pavimento, também temporário, será revestido com Tratamento Superficial Duplo (TSD), solução menos espessa e mais econômica, que ainda receberá pinturas com a linguagem gráfica dos Jogos. 2º maior parque da cidade Moradores de bairros como Ricardo de Albuquerque, Deodoro e Magalhães Bastos vão ganhar o segundo maior parque da cidade com mais de 500 mil metros quadrados, atrás apenas do Aterro do Flamengo. No dossiê de candidatura, o contrato para as obras de adequação do Complexo de Deodoro previa um custo de R$ 333 milhões. Esse valor contemplaria a reforma ou construção de sete instalações esportivas (Estádio de Canoagem Slalom, Centro de BMX, Arena de Deodoro (Arena do Futuro), Centro de Hóquei sobre Grama, Centro de Pentatlo e Centro de Tiro). Com a inclusão de um estádio temporário (Estádio Deodoro)

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para a modalidade de rúgbi os valores mudaram. Centro Nacional de Hipismo Construído para o Pan-2007, o Centro Hipismo – com área aproximada de 1.000.000 m²- no dossiê previa a reforma e ampliação do espaço que custaria R$ 33.46 milhões. As obras, porém, foram bem maiores e seu custo subiu para R$153,4 milhões. A pista de cross-country, as de treinamento e a arena de saltos e adestramento serão remodeladas e ampliadas. Serão construídas novas baias para cavalos, uma clínica veterinária e uma vila para tratadores e veterinários com 72 apartamentos de três quartos cada, que ficarão como legado após os Jogos. Previsão de conclusão: segundo trimestre de 2016 Modalidades em disputa nos Jogos Olímpicos: hipismo Modalidades em disputa nos Jogos Paraolímpicos: hipismo Capacidade: 35.200 lugares (14.200 lugares na arena de salto e adestramento, sendo 1.200 permanentes e 13.000 temporários; 20 mil lugares para espectadores em pé e 1.000 assentos temporários na arena de cross country) Financiamento: Governo Federal Valor: ** Executor: Prefeitura Centro Nacional de Tiro Esportivo Também construído para o Pan-Americanos, o Centro conta com instalações permanentes para atletas e oficiais técnicos, e está equipado com estandes para todas as modalidades do tiro esportivo.


Previsão de conclusão: segundo trimestre de 2016 Modalidades em disputa nos Jogos Olímpicos: tiro esportivo Modalidades em disputa nos Jogos Paraolímpicos: tiro esportivo Capacidade: 7.577 lugares Tipo de instalação: já existente – requer adaptações Financiado: Governo Federal Valor: ** Executor: Prefeitura Centro Aquático do Pentatlo Moderno O Centro Aquático de Pentatlo Moderno será palco da competição de natação do pentatlo moderno (hipismo e combinado). As outras provas do esporte serão realizadas em mais duas instalações: a Arena de Deodoro (esgrima) e a Arena de Rúgbi. Distante 300 metros das outras instalações, essa proximidade permitirá que os espectadores e clientes credenciados dos Jogos possam acompanhar de perto todos os eventos do esporte. A piscina será reformada. Previsão de conclusão: primeiro trimestre de 2016 Tipo de instalação: já existente – requer adaptações Modalidades em disputa nos Jogos Olímpicos: Pentatlo Moderno (natação) Capacidade: 2.000 lugares Financiado: Governo Federal Valor: ** Executor: Prefeitura Centro Nacional de Hóquei Sobre Grama Deodoro é o lar da Seleção Brasileira de hóquei sobre grama. O novo centro deverá garantir o pleno aten-

Centro Olímpico de Tiro

dimento aos requisitos e exigências referentes à arena de competição olímpica. As duas quadras existentes serão adaptadas. Serão construídos vestiários, uma arquibancada permanente na quadra principal e um centro de administração. Durante os jogos, o centro terá 8.000 lugares na quadra principal, sendo 2.500 permanentes e 5.000 assentos temporários na quadra secundária. Previsão de conclusão: 100% concluído Modalidades em disputa nos jogos olímpicos: hóquei sobre grama Capacidade: 8.000 pessoas (quadra principal) e 5.000 (quadra secundária) Órgão financiador: Governo Federal Valor: ** Executor: Prefeitura Parque Radical do Rio Centro Olímpico de BMX Localizado dentro do Parque Radical, o Centro Olímpico de BMX conta com uma pista permanente, com percurso entre 300m e 400m e áreas de apoio temporárias. Previsão de conclusão: 100% finalizado Tipo de instalação: nova e permanente Modalidades em disputa nos Jogos Olímpicos: ciclismo (BMX) Capacidade: 7.500 lugares (temporários) Financiamento: Governo Federal

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Valor: ** Executor: Prefeitura Parque Olímpico de Mountain Bike Com trechos diversificados e altamente técnicos, o Parque Olímpico de Mountain Bike é uma das três instalações do Parque Radical. Previsão de conclusão:100% finalizado Tipo de instalação: temporária Modalidades em disputa nos Jogos Olímpicos: ciclismo (mountain bike) Capacidade: 25.000 em pé Financiamento: Governo Federal Valor: ** Executor: Prefeitura Estádio Olímpico de Canoagem Slalom Conta com um percurso permanente com 280 metros de corredeiras. Previsão de conclusão: 100% finalizado Tipo de instalação: nova e permanente Modalidades em disputa nos Jogos Olímpicos: canoagem Capacidade: 8.424 lugares temporários Financiamento: Governo Federal Valor: ** Executor: Prefeitura


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Obras por regiões Região da Barra A maior parte das instalações dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos estará localizada em uma das regiões consideradas mais belas da cidade: a Barra da Tijuca e abrigará o Parque Olímpico, a Vila Olímpica e Paraolímpica, entre outros. Além das melhorias previstas para a região em relação à infraestrutura e ao transporte, a Barra será um dos espaços do Centro Olímpico de Treinamento (COT). Aproveitando-se das instalações dos Jogos, o COT terá, após o evento, 40.000m² destinados ao treinamento de diversas modalidades, sendo peça-chave na Rede Nacional de Treinamento. Campo Olímpico de Golfe O campo de golfe será construído na Reserva de Marapendi, na região da Barra. É uma instalação olímpica única, localizada a 5 km da Vila Olímpica e Paraolímpica e 7 km do Centro Principal de Imprensa (MPC, na sigla em inglês) e do Centro Internacional de Transmissões (IBC, na sigla em inglês), ao Sul da Avenida das Américas e ao Norte da Lagoa de Marapendi.

Previsão de conclusão: 100% finalizado Modalidades em disputa nos Jogos Olímpicos: golfe Capacidade: 15.000 pessoas Tipo de instalação: nova e permanente Financiamento: Governo Municipal e privado Valor: R$ 60 milhões Executor: privado Pontal Imortalizado na música “Do Leme ao Pontal”, na voz de Tim Maia, o Pontal é uma região à beira-mar, na Zona Oeste da cidade. Modalidades em disputa nos Jogos Olímpicos: ciclismo (estrada - ponto de partida e chegada das provas de contrarrelógio) e marcha atlética Modalidades em disputa nos Jogos Paraolímpicos: paraciclismo (estrada - ponto de partida e chegada). Parque Olímpico do Rio O Parque Olímpico Rio 2016 é considerado o coração dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos. Ele ocupará uma área de 1,18 milhão de metros quadrados, onde ocorrerão disputas

Parque Olímpico do Rio

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de 16 modalidades olímpicas: basquete, ciclismo de pista, ginástica artística, ginástica de trampolim, ginástica rítmica, handebol, judô, luta greco-romana, luta livre, nado sincronizado, natação, polo aquático, saltos ornamentais, taekwondo, esgrima e tênis. O local receberá, ainda, 10 modalidades paraolímpicas: basquete em cadeira de rodas, bocha, ciclismo, futebol de 5, goalball, judô, natação, rúgbi em cadeira de rodas, vôlei sentado e tênis em cadeira de rodas. Atendido por duas das novas linhas de BRT, a Transolímpica e a Transcarioca, o Parque Olímpico, formado por instalações esportivas e não esportivas, também será um dos locais do principal legado esportivo dos Jogos Rio 2016: o COT, voltado para atletas de alto rendimento. Conforme o dossiê de candidatura, o financiamento de todas as estruturas esportivas estaria a cargo do governo federal. Naquela data, a estimativa de valor somava R$ 1.484,554 bilhão (o valor abarcava adaptações do Parque Aquático Maria Lenk e construção do Centro de Tênis (quatro pavilhões), IBC e MPC, reforma do Velódromo e obras de domínio comum da região da Barra e não considerava a Vila Olímpica e fornecimento de energia). Corrigido pelo INCC, em 2014 o montante saltou para R$ 2.162,015 bilhões para a União. Com o decorrer da organização, a prefeitura do Rio optou por fazer uma PPP, cujo vencedor foi o Consórcio Rio Mais. Na parceria privada, estão incluídos o IBC, o Centro Principal de Imprensa, um Hotel de Mídia e três pavilhões esportivos. A PPP, portanto, viabilizou par-


te importante das obras e reduziu significativamente o montante que, conforme a estimativa, seria aportado pelo governo federal, que ficou encarregado de financiar as demais instalações esportivas. Projetos de engenharia, editais, licitações, contratações e execução ficaram a cargo da Prefeitura do Rio. Após os jogos de 2016, a proposta do Ministério do Esporte é que as instalações esportivas permanentes (três pavilhões, o Centro de Tênis, o Velódromo e o Parque Aquático Maria Lenk) façam parte do COT. Os Ministérios do Esporte e da Educação, com apoio da Casa Civil/PR, propõem a constituição do Instituto Brasileiro do Esporte para fazer a gestão do COT e da Rede Nacional de Treinamento. Para viabilizar a construção das demais instalações – Centro Aquático, Centro de Tênis, Velódromo e a Arena de Handebol –, a Prefeitura assinou um acordo de cooperação técnica com o Governo Federal. A União vai aportar os recursos e a Prefeitura será responsável pela execução das obras. Na infraestrutura geral do Parque Olímpico, foram colocados mais de 9,6 quilômetros de redes de drenagem (extensão equivalente a aproximadamente três vezes e meia a praia de Ipanema); 5,3 quilômetros em redes de esgoto; 5 quilômetros de redes de água; 3,5 quilômetros de redes de incêndio; 3 quilômetros de rede de iluminação pública; 7,2 quilômetros de rede de média tensão e 10,9 quilômetros de redes de telecomunicações. Arena Olímpica do Rio Construída para o Pan - 2007, a Arena Olímpica do Rio foi projetada

Parque Aquático Maria Lenk

para a ginástica artística. Previsão de conclusão: quarto trimestre de 2015 Modalidades em disputa nos Jogos Olímpicos: ginástica artística, rítmica e de trampolim Modalidades em disputa nos Jogos Paraolímpicos: basquete em cadeira de rodas Capacidade: 12.000 pessoas Tipo de instalação: já existente – requer adaptações Financiamento: em 2007: Prefeitura Valor: em 2007: R$ 127,4 milhões Executor: Prefeitura (para o Rio 2016) Parque Aquático Maria Lenk Legado do Pan-Americano de 2007, o Parque Aquático Maria Lenk foi projetado de acordo com os requisitos da FINA (Federação Internacional de Natação) para grandes competições internacionais e está passando por modificações mínimas para o Rio

2016. Os valores da reforma do Parque – que sediará competições de polo e saltos ornamentais- caíram de R$ 26,93 milhões para R$ 21,4 milhões. As obras incluem a construção de uma nova piscina de aquecimento na área externa do parque aquático, obra que não constava inicialmente. Modalidades em disputa nos Jogos Olímpicos: saltos ornamentais, nado sincronizado e polo aquático (primeira fase) Capacidade: 5.000 pessoas Tipo de instalação: já existente – requer adaptações Financiamento: em 2007: Governo Federal e Prefeitura/para 2016: PCRJ Valor: em 2007: R$ 60 milhões do Governo Federal + R$ 24,9 milhões da Prefeitura Obra de adequação valor: R$ 21,4 milhões Executor: Prefeitura (para o Rio 2016) Continua

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Obras por regiões Centro Olímpico de Tênis O Centro de Tênis praticamente não sofreu alteração de projeto, quando comparado ao dossiê de candidatura, mas os valores não serão os mesmos. Com mais de 90% das obras concluídas, o centro de tênis previa a construção de uma grande arena central e 16 quadras espalhadas numa área de nove hectares. Os trabalhos tiveram início em 2013, e em função de aditivos ao contrato para a aceleração da obra, seus custos saltaram de R$ 143,6 milhões para R$ 191,1 milhões. O Centro Olímpico de Tênis será parte do COT. Facilidades e arquibancadas temporárias serão utilizadas como apoio à infraestrutura permanente para atender aos requisitos dos jogos. Previsão de conclusão inicial: quarto trimestre de 2015 Modalidades em disputa nos Jogos Olímpicos: tênis Modalidades em disputa nos Jogos Paraolímpicos: tênis em cadeira de rodas e futebol de 5 Capacidade: 10.000 pessoas (quadra central); 5.000 (quadra 2); 3.000 (quadra 3); 250 (sete outras quadras) Tipo de instalação: nova e permanente Agente financeiro: Governo Federal Valor: R$ 191,1 milhões (construção) + R$ 10,6 milhões (manutenção) Executor: Prefeitura/Privado

trimestre de 2016 Modalidades em disputa nos Jogos Olímpicos: natação e polo aquático Modalidades em disputa nos Jogos Paraolímpicos: natação Capacidade: 18.000 pessoas Tipo de instalação: nova e temporária Agente financiador: Governo Federal Valor: R$ 217,1 milhões (construção) + R$ 8,2 milhões (manutenção) Executor: Prefeitura/Privado Arenas Cariocas 1, 2 e 3 (Halls Olímpicos 1, 2 e 3) Previsão de conclusão: terceiro trimestre de 2015 Tipo de instalação: nova e permanente Agente financiador: PPP Valor: R$ 1,150 bilhão privado + R$ 535 milhões do governo municipal (inclui também IBC, MPC, Hotel e infraestrutura) Executor: Prefeitura/Privado Arena Carioca 1 (Hall Olímpico 1) O Hall Olímpico 1 será construído no Núcleo do Parque Olímpico do Rio. Está localizado a cinco minutos da Vila Olímpica e Paraolímpica, podendo ser alcançada a pé do IBC/MPC.

Modalidades em disputa nos Jogos Olímpicos: basquete Modalidades em disputa nos Jogos Paraolímpicos: basquete em cadeira de rodas e rúgbi em cadeira de rodas Capacidade: 16.000 pessoas (7.500 permanentes) Agente Financiador: Governo Federal Executor: Prefeitura Arena Carioca 2 (Hall Olímpico 2) O Hall Olímpico 2 receberá as competições olímpicas: judô e luta olímpica e Jogos Paraolímpicos: bocha Capacidade: 10.000 pessoas Arena Carioca 3 (Hall Olímpico 3) O Hall Olímpico 3 será construído no Núcleo do Parque Olímpico do Rio. Modalidades nos Jogos Olímpicos: taekwondo e esgrima Modalidades nos Jogos Paraolímpicos: judô Capacidade: 10.000 pessoas Centro Olímpico de Handebol (Arena do Futuro) O Centro Olímpico de Handebol – Hall Olímpico 4 – será totalmente

Centro Olímpico de Handebol (Arena do Futuro)

Estádio Olímpico de Esportes Aquáticos O estádio está sendo construído no núcleo do Parque Olímpico do Rio, com localização de apenas dez minutos da Vila Olímpica e Paraolímpica. Previsão de conclusão: primeiro

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temporário. Facilidades permanentes para atletas e oficiais técnicos serão acrescidas de áreas temporárias de apoio e de áreas para espectadores. Previsão de conclusão: 100% finalizada Modalidades em disputa nos Jogos Olímpicos: handebol Modalidades em disputa nos Jogos Paraolímpicos: goalball Capacidade: 12.000 pessoas Tipo de instalação: nova e temporária Agente financiador: Governo Federal Valor: R$ 133,4 milhões (construção) + R$ 6,7 milhões (manutenção) Executor: Prefeitura/Privado

picos Rio 2016 Executor: Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016

Velódromo Olímpico Modalidades em disputa nos Jogos Olímpicos: ciclismo (Pista) Modalidades em disputa nos Jogos Paraolímpicos: ciclismo Conclusão prevista: dez/2015 Área construída: 19.873,68 m² Capacidade: 5.000 pessoas Tipo de instalação: nova e permanente Agente financiador: Governo Federal Valor: R$ 137,7 milhões (construção) + R$ 5,9 milhões (manutenção) Executor: Prefeitura/Privado Foi necessário construir um novo velódromo porque o que existia não foi aprovado pela União Ciclística Internacional para provas olímpicas. Para adaptá-lo ao padrão exigido pela UCI, o custo seria praticamente igual ao da construção de um novo.

Pavilhão 3 No Pavilhão 3 será implantado um conceito pioneiro com uma grande quadra central, proporcionando uma atmosfera única para atletas e espectadores. Com área total de 25.000m², o Pavilhão também abrigará a área de treinamento do tênis de mesa. Modalidades nos Jogos Olímpicos: tênis de mesa

Pavilhão 2 O Pavilhão 2 receberá às modalidade do levantamento de peso e do halterofilismo e terá área total de 13.000 m². Acomodará as instalações de treinamento do boxe em uma área separada e exclusiva. Modalidades em disputa nos Jogos Olímpicos: levantamento de peso Modalidades em disputa nos Jogos Paraolímpicos: halterofilismo Capacidade: 6.500 pessoas

Modalidades em disputa nos Jogos Paraolímpicos: tênis de mesa Capacidade: 6.500 pessoas Pavilhão 4 O Pavilhão 4 tem um pé direito de 12m e um moderno sistema de ar condicionado de baixa velocidade, proporcionando as melhores condições para a prática do badminton. Com área total de 25.000m², essa instalação também acomodará as áreas de treinamento do badminton. Modalidades nos Jogos Olímpicos: badminton Capacidade: 6.500 pessoas Pavilhão 6 Um estádio construído especificamente para os Jogos Rio 2016 em uma área total de 14.000m², o Pavilhão 6 também irá acomodar todas as instalações de treinamento do boxe. Modalidades em disputa nos Jogos Olímpicos: boxe Modalidades em disputa nos Jogos Paraolímpicos: vôlei sentado Capacidade: 9.000 pessoas Vista áerea do Velódromo Olímpico

Riocentro O local abrigará quatro pavilhões, que receberão diversas modalidades olímpicas e paraolímpicas. Agente financiador: Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolím-

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Obras por regiões Região Copacabana Estádio de Copacabana Palco tradicional de grandes competições de vôlei de praia, a praia de Copacabana irá proporcionar uma atmosfera única para atletas e espectadores. O estádio será construído temporariamente para acomodar as competições. Previsão de conclusão: a definir Tipo de instalação: temporária Modalidades em disputa nos Jogos Olímpicos: vôlei de praia Capacidade: 12.000 lugares Agente financiador: Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016 Valor: a definir Executor: Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016 Forte de Copacabana O percurso das maratonas aquáticas fica localizado nas águas calmas da Praia de Copacabana, protegidas pelo pontão natural onde se situa o Forte. O local é regularmente utilizado para competições internacionais de triatlo. Os percursos de ciclismo e corrida estendem-se ao longo da praia, garantindo uma atmosfera de grande vibração criada pelos milhares de espectadores na orla. Serão construídos ainda 5.000 lugares temporários ao longo da Av. Atlântica. Previsão de conclusão: a definir Tipo de instalação: temporária Modalidades em disputa nos Jogos Olímpicos: ciclismo (estra-

da), maratonas aquáticas e triatlo Modalidades em disputa nos Jogos Paraolímpicos: atletismo (maratona), paratriatlo Capacidade: 5.000 lugares Agente financiador: Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016 Valor: a definir Executor: Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016 Lagoa Rodrigo de Freitas Considerada a principal casa do

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remo e da canoagem brasileiros, a Lagoa receberá reformas que deixarão um legado para essas modalidades, incluindo acomodações para atletas em treinamento, uma nova torre de chegada e uma nova garagem de barcos. Serão realizadas obras de modernização do Estádio de Remo da Lagoa Rodrigo de Freitas abrangem três fases: a parte de obras civis; a implantação de infraestrutura para raias, cronometragem e plataformas de câmeras e a aquisição de estruturas flutuantes para trei-


Modalidades em disputa nos Jogos Olímpicos: remo e canoagem (velocidade) Modalidades em disputa nos Jogos Paraolímpicos: remo e paracanoagem Capacidade: 10 mil lugares Área construída: 426,08 m² Agente financiador: Governo Estadual Valor para reforma e adequações: R$ 14 milhões Executor: Governo Estadual

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namentos e competições. Um dos destaques do projeto será a nova torre de chegada, que receberá fechamento de vidro e terá quatro andares no modo competição. Também serão usados suportes metálicos submersos 3m abaixo do espelho d’água da lagoa Rodrigo de Freitas, para garantir a perfeita fixação das raias de competição, cronometragem e plataformas de câmeras. Previsão de conclusão: a definir Tipo de instalação: permanente

Marina da Glória A Marina da Glória, que atenderá às competições olímpicas de vela foi usada durante o Pan-2007 e para atender os jogos de 2016 precisava de grandes reformas em suas instalações permanentes, incluindo a construção de uma nova área de competição. Em princípio o valor era R$ 29,53 milhões e hoje atinge R$ 60 milhões. O orçamento da obra inclui a construção de novos píeres, de um edifício garagem para barcos, além da remodelação completa do prédio principal. A Marina da Glória foi a primeira instalação testada para os Jogos Olímpicos, em etapa do Campeonato Mundial de Vela, em agosto de 2014. Um ano depois, foi realizado o segundo evento-teste da modalidade. Para assegurar que a revitalização necessária se dê de forma sustentável, foi criada, em julho de 2013, uma comissão especial com membros do Instituto do Patrimô-

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nio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) e da Prefeitura do Rio de Janeiro. Foram estabelecidos por esse grupo – e publicados no Diário Oficial em março de 2014 – parâmetros de ocupação para a área da Marina da Glória que visam valorizar a paisagem cultural do Parque do Flamengo. O projeto deverá se orientar pela integração ao traçado da enseada e do Parque do Flamengo; a altura máxima para edificações será de 12 metros acima do nível do mar; a projeção da área construída não poderá ultrapassar 10 mil m²; ficará proibida a instalação de qualquer tipo de cerca na parte terrestre da Marina da Glória, liberando o acesso público aos usuários do Parque, entre outros. Um píer temporário com capacidade para 10.000 espectadores será construído na Praia do Flamengo, em frente ao local proposto para o percurso final da disputa da medalha de ouro. Previsão de conclusão: quarto trimestre de 2015 Tipo de instalação: permanente Modalidades em disputa nos Jogos Olímpicos: vela Modalidades em disputa nos Jogos Paraolímpicos: vela Capacidade: 10.000 lugares Agente financiador: privado Valor: R$ 60 milhões Executor: privado


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Obras por regiões Região Maracanã Além do Maracanã e do Sambódromo, a Região Maracanã terá competições no Ginásio do Maracanãzinho e no Estádio Olímpico João Havelange, conhecido como Engenhão. Estádio Maracanã Reformado para a Copa do Mundo de 2014, o Maracanã será palco das cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos e dos Jogos Paraolímpicos e receberá partidas de futebol nos Jogos Olímpicos. A arena, entretanto, não receberá competições durante os Jogos Paraolímpicos. Modalidades em disputa nos Jogos Olímpicos: futebol Capacidade: 78.600 lugares Maracanãzinho Considerada a casa do voleibol brasileiro, a instalação fica localizada dentro do Núcleo do Maracanã, que inclui também o estádio de mesmo nome e o Parque Aquático Júlio de Lamare. Um grande projeto de reforma foi posto em prática para os Jogos Pan-Americanos Rio

2007. Para as Olimpíadas Rio 2016, o ginásio passará por reformas (quadras de aquecimento e sistema de iluminação). Previsão de conclusão: a definir Tipo de instalação: permanente Modalidades em disputa nos Jogos Olímpicos: voleibol Capacidade: 11.800 lugares Agente financiador: Comitê Rio 2016 Valor: a definir Sambódromo O Sambódromo do Rio de Janeiro, palco do desfile das escolas de samba no carnaval carioca, irá receber os torneios olímpico e paraolímpico de tiro com arco e atletismo (maratona). No dossiê de candidatura, as obras estavam avaliadas em R$ 41,91 milhões. Seu valor saltou para R$ 65 milhões porque passou por uma grande reforma para receber os jogos. Obras: reforma e reparo das fundações e construção de novas arquibancadas. Executor: governo municipal (fundações) privado (arquibancadas) Tipo de instalação: permanente Capacidade: 18.000 lugares (maratona), 3.800 lugares (tiro com arco) Vista área do Maracanã

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Órgão financiador: Prefeitura/ privado Valor: R$ 65 milhões Executor: Governo Municipal (fundações)/privado (arquibancadas) Estádio de Remo da Lagoa A reforma do Estádio de Remo da Lagoa, de responsabilidade do Governo do Estado inclui a construção de uma nova torre de cronometragem (já pronta e usada em dois eventos testes), ampliações em garagens para barcos e canoas. A obra – orçada inicialmente em R$ 7,04 milhões- teve início em 2015, mas parou por falta de pagamentos. A exemplo da Prefeitura, que rompeu com a Iberg, que estava à frente das obras do Centro de Tenis e do Centro de Hipismo, o governo estadual rompeu com a Giver Engenharia e está à procura de uma nova empresa para concluir os trabalhos. O governo estadual reconhece o atraso de alguns pagamentos para a Giver, o que fez a obra ser paralisada, mas garantiu ter acertado todas as pendências. A empresa, no entanto, não teria retomado as obras no ritmo desejado, e a decisão de romper definitivamente o contrato começou a ser formulada em meados de fevereiro. ”A construtora não vinha tendo a performance desejada. Estamos finalizando o processo de contratação de uma nova empresa“, comentou o secretário Estadual de Casa Civil, Leonardo Espíndola. Tudo indica que a obra, agora no valor de R$ 7,6 milhões, seja finalizada pela Dimensional Engenharia, responsável pela construção da Arena do Futuro, no Parque Olímpico da Barra.


Soluções para cumprir cronograma Para vencer prazos apertados e evitar contratempos, os organizadores optaram por utilizar largamente sistemas construtivos industrializados e estruturas metálicas desmontáveis em arquibancadas e coberturas do parque Olímpico da Barra da Tijuca. Duas premissas nortearam o planejamento do Rio de Janeiro para sediar os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016: o aproveitamento racional dos equipamentos utilizados nos jogos Pan-americanos de 2007 e o legado do evento para a cidade. Em relação às próprias instalações esportivas, era necessário que fossem atendidos os requisitos estabelecidos pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) e que, ao mesmo tempo, princípios como economicidade e simplicidade fossem garantidos. Com a utilização dos equipamentos do Pan, nem tudo correu às mil maravilhas. O reaproveitamento não exigiu apenas que fossem realizadas adaptações em complexos como o Parque Aquático Maria Lenk - que está recebendo uma nova piscina de aquecimento e terá o sistema de iluminação reformulado. A organização do evento precisou também demolir o Velódromo que fora construído para o Pan, considerado inadequado para sediar os eventos de 2016. “A decisão de construir um novo Velódromo foi baseada em um relatório da União Internacional de Ciclismo (UCI), após vistoria no antigo Velódromo. Segundo a UCI, dois pilares atrapalhavam a visão do público, dos telespecta-

dores e dos árbitros. E a pista não permitia que os atletas atingissem a velocidade necessária para superar recordes olímpicos e mundiais”, explica Roberto Ainbinder, diretor de projetos da Empresa Olímpica Municipal (EOM). De acordo com Ainbinder, outros itens do antigo Velódromo comprometiam o desempenho dos competidores, como o fato de se tratar de uma edificação aberta. “Além disso, o Velódromo construído para os Jogos Pan-americanos tinha capacidade para 1.500 pessoas - e não os cinco mil assentos fixos necessários e área disponível para até 800 lugares temporários, previstos para os Jogos Olímpicos de 2016”, acrescenta. Quanto ao legado dos Jogos para o Rio, a prefeitura buscou exemplos de boas práticas nas cidades que sediaram os eventos anteriormente. Segundo Ainbinder, uma das inspirações foi o planejamento realizado em Londres, onde as melhorias urbanas na região do Parque Olímpico foram previstas para beneficiar a cidade em longo prazo. “O projeto olímpico do Rio segue a mesma lógica de priorizar o legado. A principal diferença é que nossas áreas olímpicas estão espalhadas por quatro regiões da cidade - Barra, Deodoro, Copacabana/ Flamengo e Maracanã. O objetivo é beneficiar diretamente uma parcela significativa da população, que deve chegar a 2 milhões de pessoas”, aponta. No aspecto administrativo, a prefeitura buscou reduzir os gastos públicos por meio de Parcerias Público Privadas (PPPs), de forma que projeto, execução e gestão de uma parcela das obras olímpicas coube a um consórcio privado.

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Do ponto de vista técnico, um dos caminhos trilhados para empregar de forma mais eficiente os recursos investidos foi a opção pela arquitetura nômade, inédita na esfera dos Jogos. A ideia é que instalações que não terão uso após os eventos sejam inteiramente desmontadas e reutilizadas na construção de equipamentos permanentes para a cidade. “Um bom exemplo é a Arena do Futuro, que após 2016 será transformada em quatro escolas municipais”, comentou o diretor. O uso intensivo de estrutura metálica, inteiramente aparafusada durante a execução, ou seja, dispensando-se soldagem na obra - é uma das soluções técnicas que conferem viabilidade ao conceito. Não apenas as instalações temporárias foram projetadas levando-se em conta processos industriais de montagem. Estruturas metálicas e de concreto pré-moldado em arquibancadas e coberturas foram largamente utilizadas em diferentes obras do Parque Olímpico. A busca era não apenas por mais eficiência, mas sobretudo por velocidade na execução - uma vez que o cronograma de entregas é apertado e deve atender à agenda de eventos-testes realizados antes dos jogos. Muitas vezes, tais soluções combinaram-se a tecnologias inovadoras, como o emprego de mastros de pinheiro- silvestre para suportar a fachada - no caso das Arenas Cariocas - e de steel deck forrado com placas de madeira, no Centro Aquático. Esse tipo de inovação surgiu para contemplar necessidades técnicas específicas ou para possibilitar que projetos arquitetônicos diferenciados pudessem se concretizar.


Capa Parque Olímpico da Barra da Tijuca Sediará a maior parte das instalações dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio de Janeiro. Os projetos das arenas e centros olímpicos tiveram de se adequar às exigências da organização dos Jogos. Algumas necessidades eram inéditas em contexto brasileiro, como a previsão de um ponto único de falha em caso de colapso causado por ataque terrorista. A corrida contra os prazos exíguos de execução foi um desafio adicional. Tanto os equipamentos novos como os já existentes precisaram, além disso, atender às exigências de iluminação do COI. “Trata-se de uma disciplina muito importante, porque dela depende a qualidade da transmissão de televisão”, explica Glauco Campos Costa, diretor de Obras Urbanísticas, Habitacionais e Especiais da RioUrbe. No caso do Parque Aquático Maria Lenk, por exemplo, foi necessário reformular o sistema, considerando as novas tecnologias de captação de imagem.

Velódromo Em formato de elipse, o Velódromo apresentou alguns complexos desafios de engenharia, a começar pela estrutura em concreto pré-fabricado. “Por causa do formato da instalação, os elementos pré-fabricados têm pouca repetição, o que dificulta a moldagem das peças em fábrica. Se fosse circular, como o Centro de Tênis, seria um pouco mais fácil”, compara Glauco Campos Costa, da RioUrbe. Atendendo às exigências da organização do evento, o projeto previu soluções relacionadas

à questão do ponto único de falha para colapso progressivo. “O desafio foi desenvolver soluções para uma estrutura pré-moldada, que normalmente é 100% articulada, de modo que não fosse possível conferir engastamento integral”, explica o projetista João Luís Casagrande. Os projetistas precisaram desenvolver um critério de engastamento para dar continuidade à estrutura no caso do rompimento de um pilar. Outro desafio foi projetar a estrutura da cobertura de modo a dar conta dos enormes vãos. “Há treliças para até 140m de vão. Se há rompimento em um banzo, as outras treliças precisam suportar a carga para que a estrutura não venha ao chão, no caso de um ataque terrorista, por exemplo. É um desafio abissal para a engenharia, mas conseguimos desenvolver soluções”, acrescenta Casagrande. A pista foi projetada em madeira, uma espécie de pinho siberiano, e tem arquitetura irregular, com trechos mais altos e mais baixos. “A madeira só poderá ser instalada quando o Velódromo estiver coberto e com o sistema de condicionamento de ar funcionando, uma vez que o material exige controle rígido de temperatura e umidade”, explica Costa. Nesse momento, a estrutura metálica está sendo pré-montada, para depois as treliças serem içadas

Centro Olímpico de Tênis Tênis (olímpica) e tênis em cadeira de rodas e futebol de cinco (paraolímpica) Capacidade de público: 19.750 lugares. Área construída: 24.819,04 m² Em uma área de nove hectares, o Centro Olímpico de Tênis con-

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tará com 16 quadras. A arena principal disporá de cerca de 10 mil lugares e outras duas arenas oferecerão oito mil lugares adicionais. O Centro de Tênis tem estrutura inteiramente executada em concreto pré-fabricado - com exceção da cobertura, cuja estrutura é metálica. As quadras têm base asfáltica, sobre a qual o revestimento sintético é aplicado em várias camadas. “O maior desafio nesse projeto é o prazo, uma vez que temos de fazer entregas parciais para os eventos testes”, aponta o engenheiro Glauco Campos Costa, da RioUrbe. De acordo com Costa, nesse momento, a estrutura pré-moldada da arquibancada já está concluída e a cobertura está em fase de içamento.

Arenas Cariocas Modalidades olímpicas e paraolímpicas: basquete, judô, luta estilolivre, luta greco-romana, esgrima, taekwondô (olímpicas) e basquete em cadeira de rodas, judô, bocha, rúgbi em cadeira de


rodas (paraolímpicas) Capacidade de público: (Arena Carioca 1) 15 mil pessoas (Arenas Cariocas 2 e 3) 10 mil pessoas Área construída: 50.000 m² As três arenas são contíguas, porém foram previstas para trabalharem com estrutura independente. De acordo com o projetista João Luis Casagrande, o projeto estrutural seguiu a ideia do ponto único de falha para colapso progressivo. “As Arenas têm estrutura mista: em parte pré-moldada, em parte concreto moldado in loco e, na cobertura, estrutura metálica”, descreve Glauco Campos Costa, da RioUrbe. As fachadas, com desenho ondulado e mais de 1 km de comprimento e 8 mil m² de superfície, têm estrutura mista: foram utilizados 285 mastros de madeira (pinheiro silvestre), com peças metálicas de aço inoxidável instaladas entre eles para garantir a estabilidade. “Os mastros de madeira variam de 7m a 18m de altura e são Obras no Centro Olímpico de Tênis

suportados por apoios de aço inoxidável, aparafusados a lajes de concreto”, detalha Pedro Cavia, diretor técnico da Lanik, empresa espanhola responsável pelo projeto e execução das fachadas. As Arenas têm um fechamento anterior e uma área de circulação com 4m de largura, limitada pelo fechamento externo, em chapas de alumínio anodizado e revestido com uma camada de tinta em pó, resistente à corrosão. A Arup, escritório responsável pelo anteprojeto básico, previu diferentes medidas para garantir a sustentabilidade na execução e na operação das Arenas Cariocas: economia de energia e água em operação, gestão de resíduos durante a obra, uso de materiais com reduzido impacto ambiental e melhoria nas condições de conforto ambiental interno, conforme explica Fernanda Freitas, gerente de projetos.

Arena do Futuro Handebol (olímpica) e goalball (paraolímpica) Capacidade de público: 12 mil pessoas Área construída: 24.214 m² A exemplo do Estádio Aquático, a instalação, que sediará os jogos de handebol (nos Jogos Olímpicos) e goalball (nos Jogos Paralímpicos), é inteiramente desmontável, seguindo o conceito de arquitetura nômade. “Em um primeiro momento, o projeto precisou atender aos rígidos regulamentos do Comitê Olímpico Internacional, dar conta de grandes vãos livres sem pilares e de soluções para ampla capacidade de público. No segundo momento, o projeto prevê quatro modernas escolas públicas, incluindo ginásio

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esportivo”, explica o engenheiro projetista Flávio D’Alambert, da Projeto Alpha Tanto a estrutura da arquibancada quanto a estrutura da cobertura são metálicas, mas há elementos em concreto pré-fabricado, como lajes das áreas de circulação e degraus. “Os fechamentos de paredes são em grande parte em painéis wall ocos, pois as instalações elétricas e hidráulicas passam por dentro deles”, descreve Glauco Campos Costa, da RioUrbe. O principal desafio, portanto, foi projetar de forma precisa a montagem e a desmontagem da instalação, algo raro em construções desse porte. Após os Jogos, cada peça desmontada terá sua integridade verificada e será etiquetada e transportada para o destino final, onde será reaproveitada.

Centro Olímpico de Desportos Aquáticos Natação e polo aquático (olímpica) e natação (paraolímpica) Capacidade de público: 18 mil pessoas Área construída: 30.490,56 m² O Estádio Aquático é uma instalação temporária cujo projeto prevê sua completa desmontagem posterior. Com estrutura metálica totalmente aparafusada - ou seja, não há soldagem na execução -, o reaproveitamento dos elementos será total. “Só não se reaproveitam os parafusos”, aponta João Luís Casagrande, engenheiro estrutural e sócio da Casagrande Engenharia, empresa responsável pelos projetos de fundação, estrutura de concreto in loco, sustentação da piscina temporária e estru-


Capa tura metálica. Nas arquibancadas e áreas de circulação, os projetistas optaram pela combinação de estrutura em steel deck com forração de painéis impermeáveis de madeira de 30 mm de espessura - o somadeck. “Nos inspiramos no centro aquático de Londres, mas a solução foi inteiramente desenvolvida no Brasil”, explica Casagrande. A estrutura foi dimensionada de modo a dar conta da sobrecarga na arquibancada, que trabalhará com lotação total. A cobertura, independente das arquibancadas, tem beneficiamento em fábrica e são apenas montadas e aparafusadas na obra. “O fechamento ainda será decidido, podendo ser em telha ou em uma espécie de lona”, afirma Glauco Campos Costa, da RioUrbe. As duas piscinas principais e a piscina de aquecimento, instaladas em seção escavada no terreno, têm estrutura de suporte metálica, com revestimento em material plástico, uma espécie de manta, aprovada pelos órgãos internacionais de esportes aquáticos. O estádio abrigará 16 mil pessoas e poderá ser reaproveitado para o estabelecimento de uma arena idêntica em outro lugar ou para instalações como pavilhões de exposição.

Centro Internacional de Transmissões (IBC) O centro de radiodifusão centralizará o atendimento às operadoras de televisão, durante os jogos olímpicos e paraolímpicos. Os princípios do projeto atendem às exigências do Olympic Broadcasting Services (OBS), órgão do COI responsável pelas transmissões. O IBC tem fundações

Centro Internacional de Transmissões (IBC)

em estacas metálicas e estrutura metálica, com fechamentos externos estruturados em steel frame. As vedações, além disso, são associadas a materiais com funções acústicas. Já os fechamentos internos são estruturados em steel frame e associados à madeira OSB.

Estruturas preexistentes Instalações já existentes no Parque Olímpico da Barra da Tijuca também sediarão atividades relacionadas aos jogos. É o caso do Riocentro, que abrigará quatro pavilhões novos, nos quais serão realizadas provas de levantamento de peso, halterofilismo, boxe, tênis de mesa e badminton. No HSBC Arena, será sediada a ginástica olímpica. Arena de Deodoro - Arena da Juventude Completamente nova e per-

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manente, a Arena da Juventude receberá os jogos de esgrima do pentatlo moderno e basquetebol (olímpicas), esgrima em cadeira de rodas (paralímpica). O espaço está localizado no coração da região de Deodoro, a menos de 300 metros da estação ferroviária da Vila Militar. O orçamento engloba, além da Arena da Juventude, toda a parte norte de Deodoro, que conta com as três instalações do Parque Radical, o Centro Nacional de Hóquei sobre Grama, o Estádio Deodoro e as adequações do Centro Aquático de Pentatlo Moderno e do Centro Nacional de Tiro Esportivo. Para reduzir os custos de manutenção pós-olímpiada, o projeto foi concebido para usufruir de ventilação e iluminação natural com a utilização de venezianas móveis e telas nas fachadas e lanternins com exaustão de ar na cobertura, além de grandes áreas sombreadas na fachada. Durante


os Jogos, porém, será utilizado um sistema de ar-condicionado temporário (seguindo as exigências do COI). Sete treliças triangulares de 4,30 m de altura, ligadas estruturalmente a uma fachada formada por uma empena tramada em estrutura de aço, serão usadas para vencer os vãos que chegam a 66,50 m. A maior parte da fachada será composta por madeira plástica proveniente da reciclagem de resíduos plásticos e de madeira. Início das obras: julho de 2014 Conclusão prevista: 1º trimestre de 2016 Área construída: 14.300 m² Capacidade de público: 5 mil pessoas (2 mil assentos permanentes e 3 mil temporários). Recursos: Governo Federal Valor:** Executor: Prefeitura

Status atuais das obras para jogos olímpicos Rio-2016 em 25/02: • Parque Olímpico: 98% • Arenas Cariocas • Arena Carioca 1: 100% • Arena Carioca 2: 98% • Arena Carioca 3: 99% • Velódromo: 83% • Centro de Tênis: 90% • Arena do Futuro: 100% • Estádio Aquático: 98% • IBC: 100% • MPC: 95% • Hotel: 93%

• Vila dos Atletas: 97% • Campo de Golf:100% • Estádio Olímpico de Canoagem: Slalom 100% • Centro Olímpico de BMX: 100% • Arena da Juventude: 95% • Circuito de Montain Bike 100% • Circuito Olímpico de Hóquei: 100% Fontes: APO, UOL, Rio 2016, Prefeitura-RJ, NTU, Agência O Dia, Cidade Olímpica, Brasil 2016

Arena de Rúgbi e Pentatlo Moderno (Estádio de Deodoro) Nesta instalação temporária, serão realizadas as provas de Hipismo e Combinado (tiro e corrida) do Pentatlo Moderno, além das competições de rúgbi durante os Jogos Olímpicos. O estádio será construído sobre o campo de polo existente, ao lado da Arena de Deodoro e do Centro Aquático. Previsão de conclusão: primeiro trimestre de 2016 Tipo de instalação: temporária Modalidades em disputa nos Jogos Olímpicos: rúgbi e pentatlo moderno hipismo e combinado) Modalidades em disputa nos Jogos Paraolímpicos: futebol de 7 Capacidade: 15.000 lugares Ente financiador: Governo Federal Valor: ** Executor: Prefeitura

Obras estão à todo vapor no Rio de Janeiro

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Soluções metálicas garantem rapidez, segurança e qualidade com padrão olímpico A Dagnese Soluções Metálicas participou de cinco obras de instalações desportivas que integram o conjunto de estádios e arenas construídos para as Olimpíadas e Paraolimpíadas do Rio de Janeiro de 2016. São elas o Parque Aquático, com capacidade para 18 mil pessoas; o Velódromo. Projetado para receber 5 mil pessoas; o Centro de Tênis, onde cabem cerca de 20 mil pessoas e a Arena Multiuso, com 12 mil lugares – esta última construída originalmente para o PanRio 2007. Todas as obras estão localizadas no Parque Olímpico da Barra. A estas instalações desportivas soma-se, ainda, o Pavilhão 6 da GL Events, com capacidade para 9 mil pessoas, localizado no centro de eventos Riocentro, totalizando obras para acomodar praticamente 64 mil pessoas. Dentre as obras do complexo da Barra destaca-se a do Velódromo, como desafio de engenharia, por possuir um grande vão livre, de 104 m. A Arena Multiuso e o Pavilhão 6 da GL Events possuem, respectivamente, vãos livres de 96 m e 85 m. Já o Parque Aquático conta com vão livre de 83 m e balanços de até 28 m em suas laterais alcançando 46 m de altura. Destaca ainda, a cobertura em manta TPO na cobertura do Pavilhão 6, solução que vem ganhando espaço no mercado pelo seu desempenho, performance e aplicação, garantindo a estanqueidade e desempenho térmico. Seu sistema permite soldagem das mantas, formando uma cobertura única. Esta obra, com aproximadamente 11.000 m² de área, foi projetada, fabricada e montada em 90 dias. A Dagnese colaborou ainda com a certificação verde de obras através da utilização de materiais certificados e ecologicamente corretos, para atendi-

mento aos requisitos dos clientes. Isto permite aos clientes buscarem certificação LEED da GBC Brasil, da qual a empresa é membro desde 2014. Os projetos de fabricação foram desenvolvidos para otimizar a logística, pois todo o transporte foi feito através do sistema rodoviário. Também foram pensados para evitar soldas em campo. Para isso foram necessárias dezenas de toneladas de parafusos de alta resistência mecânica de várias especificações e dimensões, superando assim as dificuldades de logística de grandes peças. Com sua fábrica, de 28.000 m², localizada na Serra Gaúcha, certificada pelas normas ISO9001 e ISO14001, a Dagnese Soluções Metálicas foi responsável pela fabricação, transporte e montagem de mais de 10.500 toneladas de estrutura metálica, sempre respeitando os prazos e especificações de seus clientes. A empresa atende as mais variadas soluções de engenharia, seja com estruturas tubulares, perfis soldados e laminados, joists, treliças com mais de 8 m de altura, sendo planas ou em arco, tirantes, arquibancadas, escadas, rampas entre outros. Para montagem das obras, em função da limitação de espaço, interferências e características das estruturas, foram utilizadas soluções variadas para

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elevação dos materiais, que em alguns casos contou com guindastes de até 500 toneladas de capacidade. Após a elaboração dos planos de rigging, foram feitos içamentos combinando 2, 3 e até 4 equipamentos simultâneos de grande porte, além de outros equipamentos para apoio e elevação de funcionários. Através de planejamentos, acompanhamento e reuniões constantes, foram vencidas as barreiras de várias frentes simultâneas em várias obras, tudo isso para agilizar o termino dos trabalhos. Os maiores desafios foram as interferências com as frentes de trabalho das outras empresas que devido ao prazo exíguo tiveram que trabalhar lado a lado, mesmo assim o processo ocorreu bem em função da sinergia gerada. A garantia da qualidade veio através de diversos controles, tais como dimensionais, de solda, pintura entre outras verificações de processos, acima de tudo, na experiência da empresa, de 38 anos de atuação em sistemas construtivos metálicos. O Controle de segurança dos trabalhadores sempre seguiu comando rigoroso, atuando na prevenção e redução dos riscos, principalmente em relação à montagem em altura e movimentação de grandes cargas, não tendo ocorrido nenhum acidente ou incidente de gravidade.


Obra do Viário do Parque Olímpico conta treliça lançadeira para ampliação de via

Com objetivo de ampliar a capacidade de tráfego e melhorar a mobilidade na região, as avenidas Embaixador Abelardo Bueno e Salvador Allende, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, ganharam novas faixas nos dois sentidos. As obras fazem parte do projeto Viário do Parque Olímpico que prevê, além da duplicação das avenidas, a criação de uma ciclovia e projeto de paisagismo. As vias receberão pistas laterais, permitindo que cada uma delas fique com cinco faixas em cada sentido. No viário, serão investidos R$ 514,3 milhões e a previsão de conclusão total da obra é para 2016. Para ampliação da via Salvador Allende, o Consórcio Construcap – Copasa, responsável pela execução da obra, utilizou a treliça lançadeira que viabilizou o lançamento de vigas pré-moldadas sem a interrupção do fluxo do trânsito. A solução foi oferecida para o lançamento de 42 vigas entre 22,5 e 35 metros de comprimento e com peso variando entre 60 e 80 toneladas. Na obra, algumas vigas lançadas eram maiores do que o comprimento do vão entre os pilares devido ao dente gerber, que serviu de apoio para as vigas centrais. Para viabilizar o lançamento, foi aplicada uma cinta metálica especial para o posicionamento final do pré-moldado, já que o pino para içamento não poderia ser utilizado nestes trechos. A treliça lançadeira modelo Aspen 140/45 é fornecida pela Serra da Prata em parceria com a SH e é indicada para obras de infraestrutura em que a utilização de guindastes seja inviável. Ela opera sobre apoios especiais, deslocando as vigas desde o ponto de içamento até os respectivos apoios. Toda a sua operação é feita por meio de sistema elétrico próprio e por meio de controles remotos. Além da treliça lançadeira, foram utilizados Carrelones para o transporte das vigas pré-moldadas do canteiro até o ponto de içamento. A obra de ampliação das vias complementa o corredor Transolímpica, segundo a Prefeitura da cidade, será possível integrar esta região também à Transcarioca, já em operação desde junho de 2014, na Avenida Abelardo Bueno. A SH Fôrmas também participou de forma muito ativa nas obras abaixo: Obra Complexo Esp. de Deodoro Hotel de Mídia - Parque Olímpico Vila dos Atletas Metrô RJ Parque Olímpico/ Estádio Aquático Passarelas - Transbrasil Porto do Rio Reforma Maria Lenk Transolímpica Viário Olímpico

Solução Fôrmas e escoramentos (Concreform, Tekko, Andaime Modex e LTT) Acesso (Escada Modex) Fôrmas e escoramentos (Concreform, Tekko, Andaime Modex e LTT ) Fôrmas e Acesso ( Concreform, Tekko, Multiform e escada Modex) Fôrma, Acesso, Escoramento (Tekko e Modex) Acesso e Escoramento (Lumisystem, Modex e SH 300) Fôrmas e acesso (New Jersey, Concreform e Modex) Acesso (Andaime Modex) Fôrmas para paredes e pilares em concreto, escoramentos, torres de carga modular, andaimes de acesso, escadas Treliça Lançadeira

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Excelente visibilidade dentro e fora de campo Há mais de três anos a equipe da GE está mobilizada para participar dos projetos de iluminação mais importantes relacionados aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016. Exemplo são os estádios de futebol dos Jogos que contam com as soluções de iluminação da GE Lighting. No Estádio do Maracanã, também palco de abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos, já estão instalados 396 projetores EF 2000, os mesmos utilizados em 5 dos 12 estádios da Copa do Mundo de 2014 e presentes em mais de 40% dos jogos da competição. A tecnologia proporciona aos espectadores uma visibilidade perfeita do campo de jogo, tanto ao vivo quanto pela TV. No Estádio Nacional de Brasília e na Arena da Amazônia, a iluminação de todo o complexo esportivo foi remodelada com soluções de iluminação da GE. A Lagoa Rodrigo de Freitas, importante ponto turístico do Rio de Janeiro e sede das provas de remo e canoagem dos Jogos, recebeu 540 luminárias LED de 90 watts da GE em 2011, instaladas ao longo dos 7,5km de sua ciclovia. A nova tecnologia trouxe mais beleza e segurança ao local e uma economia no consumo de energia de 50% em comparação com a tecnologia anterior.


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Equipamentos do Grupo Orguel oferecem soluções e garantem produtividade e segurança nas obras dos Jogos Olímpicos de 2016 Em 2016, com a realização da 31° edição dos Jogos Olímpicos, o Brasil estará em evidência mundial e o Grupo Orguel, com seus equipamentos qualificados para atender os mais diferentes projetos de construção, participa de forma intensiva na construção da infraestrutura que atenderá a demanda deste evento tão importante. As obras do Parque Olímpico contam com um orçamento de R$7,4 bilhões e, segundo a prefeitura do Rio de Janeiro, já estão 95% concluídas. Entre elas, a ampliação do terminal de passageiros do Aeroporto Internacional Tom Jobim, o RIOgaleão e a Avenida Embaixador Abelardo Bueno na Barra da Tijuca, que faz parte do Parque Olímpico. Ambas contam com estruturas e equipamentos fornecidos pelo Grupo Orguel. A obra do Aeroporto do RIOgaleão conta com cerca de 2.000m² do sistema de acesso suspenso QuikDeck e cinco Elevadores Cremalheiras, equipamentos do portfólio do Grupo Orguel, que serão utilizados até fevereiro deste ano, facilitando a rotina da obra e reduzindo seu prazo de execução. O QuikDeck, por ser uma plataforma que fica suspensa nas vigas da estrutura, possibilita a circulação e a execução de trabalhos na área sob sua montagem. O equipamento está sendo utilizado para intercalar o

cronograma de execução das obras na parte inferior da cobertura com as do piso em todos os novos Gates (portões de acesso) e no Conector, área que interliga o Terminal 2, já existente, com a nova ampliação desse Terminal. O QuikDeck possibilitou a redução do prazo de entrega deste trecho da obra alinhando a rapidez de sua montagem com a segurança de todos os envolvidos. O QuikDeck é um equipamento com engenharia de ponta, altamente produtivo e com número reduzido de componentes. Em comparação aos sistemas convencionais de mercado, o equipamento proporciona um ganho de produtividade de até 80% na mão de obra e aumento de segurança. Já os Elevadores Cremalheiras, também disponíveis no portfólio do Grupo Orguel, por estarem em conformidade com as normas regulamentadoras (NR’s), terem excelente capacidade de carga e propiciarem mais segurança e produtividade em seu funcionamento, estão sendo usados em diversas partes da obra, tanto para transporte de carga como de passageiros. Devido ao grande fluxo de funcionários e da grande quantidade de equipamentos utilizados nos sete andares em construção, o uso de elevadores tem sido extremamente importante. A obra do Parque Olímpico, na

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Barra da Tijuca, conta, desde julho de 2013, com diversos equipamentos do Grupo, entre eles Plataformas Aéreas, Geradores e Torres de Iluminação. “Atualmente esse é um dos projetos de maior visibilidade em execução dentro do Estado do RJ e por isso implantamos um posto avançado in loco onde são realizados atendimentos diretos ao Consórcio responsável e gerenciador da obra, além das empresas subcontratadas. Essa ação permitiu o aumento da agilidade no atendimento e da satisfação em relação ao serviço oferecido”, explica Renato Botelho, presidente do Grupo Orguel. Os equipamentos do Grupo Orguel já haviam sido utilizados em fases anteriores da construção do Parque Olímpico, entre novembro de 2012 e março de 2015, com estruturas de acesso como o Mecanflex e o Tubo Equipado. Participação do Grupo Orguel nas obras dos Jogos Olímpicos de 2016: Ampliação do Terminal de Passageiros e Estacionamento Cliente: Consórcio Construtor Galeão (formado pelas empresas Odebrecht e MPE) Equipamentos: QuikDeck e Elevadores Cremalheiras Quantidade: cerca de 2.000m² de QuikDeck e cinco Elevadores


Cremalheiras. Início e término da obra com os equipamentos: QuikDeck iniciou em outubro/2015 e deve finalizar em fevereiro/2016. Os Cremalheiras começaram a ser utilizados em março/2015 e a previsão de término também é fevereiro/2016. Diferencial em relação a outras obras: o QuikDeck oferece uma solução diferenciada, por conseguir intercalar os cronogramas de execução das atividades, reduzindo o prazo de execução da obra.

Parque Olímpico 2016: Avenida Embaixador Abelardo Bueno, Barra da Tijuca/RJ Cliente: Consórcio Construtor Parque Rio Equipamentos: Plataformas Aéreas, Geradores, Torres de Iluminação. Início e término da obra com os equipamentos: julho/2013 a abril/2016. Desafio técnico enfrentado: velocidade nas respostas aos atendimentos de ordem corretiva no período inicial. Atualmente o cliente é atendido em tempo plenamente

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satisfatório. Diferencial em relação a outras obras: dentro do projeto foi implantado um posto avançado tendo à disposição do cliente um colaborador técnico em horário comercial. Isso permitiu o aumento da agilidade no atendimento, a satisfação em relação ao serviço oferecido e reforçou positivamente a marca do Grupo Orguel como um fornecedor eficiente, garantindo o alcance de novos negócios com outras empresas.


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Komeco fornece equipamentos de climatização e aquecimento de água para os Jogos Rio 2016 A Komeco, empresa brasileira sediada na Grande Florianópolis (SC) e com fábrica em Manaus (AM), é a fornecedora oficial de equipamentos de climatização e aquecimento de água dos Jogos Rio 2016, que acontecem de 05 a 21 de agosto de 2016. O primeiro contrato com o Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016 (OCOG), assinado em fevereiro, deu à empresa a oportunidade de garantir o conforto dos 10500 atletas de 206 países hospedados na Vila Olímpica e dos profissionais da Vila de Mídia com o fornecimento de cerca de 20 mil equipamentos de ar-condicionado e aquecimento de água. O segundo contrato, assinado em março, vai permitir a climatização de mais de 27 mil m2 da estrutura do evento e outros locais frequentados pelos atletas e visitantes (veja a seguir). Nesta nova negociação serão fornecidos mais de 3 mil equipamentos de ar-condicionado. Instalação Olímpica Deodoro Clube da Força Aérea; Universidade da Força Aérea (Unifa); Campo de Instrução de Gericinó; Centro Aquático de Deodoro; Vila de alojamento de Deodoro; Centro Olímpico de Hipismo; Centro Olímpico de Tiro; Arena da Juventude. Barra Centro Aquático Maria Lenk; Vila de Alojamento da Barra 1; Vila de Alojamento da Barra 2; Vila de Alojamento da Barra 3; Arena Carioca; Arena do Futuro; Vila Olímpica e Paralímpica;

Centro Olímpico de Tênis; Arena Olímpica do Rio; Velódromo Olímpico do Rio. Maracanã Maracanã; Maracanãzinho; Estádio Olímpico; Riocentro - Pavilhão 5 Locais não competitivos Aeroporto Internacional Tom Jobim; Principais hotéis da família olímpica – Windsor Barra & Windsor Oceânico; Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (CEFAN). Total: 27 mil m2 Assinatura do contrato A assinatura aconteceu em fevereiro, no Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016 (OCOG), com a presença do diretor comercial da Komeco Sandro Suda e o presidente do Comitê, Carlos Arthur Nuzman. A negociação começou ainda em 2013, após o recebimento de um convite e visita à sede da empresa. Com a necessidade de compra dos equipamentos, a marca apresentou um projeto e participou de etapas eliminatórias cada vez mais exigentes. “Como a exigência da organização é bastante grande, somente as empresas com um nível excelente nos produtos e serviços conseguem fazer parte deste evento icônico como fornecedor oficial”, explica a vicepresidente Maria Cristina Martini de Freitas. “Soma-se a isso o fato de sermos uma empresa 100% brasileira, o que gerou credibilidade e proximidade com o Comitê. Outro detalhe importante é que possuímos as duas linhas de produtos que eles precisavam”, completa.

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Instalações seguem até o fim de maio Além de fornecer os equipamentos, a equipe técnica especializada, formada por 190 técnicos de várias partes do país, está fazendo as instalações. As instalações na Vila dos Atletas e na Vila da Mídia já começaram. A Vila dos Atletas conta com 3.604 apartamentos em 31 prédios, divididos em sete condomínios. O empreendimento conta ainda com 120 unidades comerciais. Segundo o gestor de vendas do Rio de Janeiro, José Ubaldo Portela Neto, o empreendimento conta com infraestrutura com pré-disposição para a instalação, mas sem um padrão determinado. “Estamos lidando com instalações diferentes entre si, tanto na linha de aquecedor quanto de ar-condicionado. Para isso contamos com uma equipe muito competente e especialista que sabe lidar com esse tipo de problema”, explica. Para o gestor, outro desafio é a velocidade com que as instalações estão sendo feitas. “Estamos entregando uma média de mil equipamentos splits totalmente instalados a cada cinco dias. Estamos quase finalizando essa parte, que começou no fim de fevereiro, e devemos iniciar a instalação dos aquecedores até o fim do mês de março”. A previsão para entrega de todas as instalações feitas pela Komeco, contemplando o primeiro e o novo contrato, é até o fim de maio.


Energia

Brasil noTop 10 da energia eólica

A partir do início de 2016 serão iniciadas as obras de 13 novos parques eólicos no Rio Grande do Norte. Através de um investimento de R$ 2 bilhões da Companhia Paranaense de Energia (Copel), os parques terão 149 aerogeradores fornecidos

pela WEG. Com torres de 120 metros de altura, as maiores do gênero no mundo, 86 aerogeradores vão integrar sete parques do Complexo Cutia. Os demais 63 equipamentos vão fazer parte dos seis parques do Complexo Ben-

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to Miguel. A previsão é de que em dois anos os parques estejam concluídos. A Copel iniciou em 2015 a operação de parques eólicos próprios no Nordeste, e acaba o ano com 331,6 Megawatts de potência instalada em 15 par-


Energia ques de três diferentes complexos. A meta é alcançar 663,6 Megawatts de capacidade eólica em cinco complexos até 2019. Atualmente o Rio Grande do Norte tem 81 parques eólicos em funcionamento, todos com linhas de transmissão. Dezoito estão sendo construídos, gerando 3,2 GW. O Rio Grande do Norte é o estado líder em produção e consumo de energia eólica, sendo responsável por 32% da energia que é gerada no país. Embora o Brasil seja responsável apenas por 2% de toda a capacidade eólica instalada no mundo, as expectativas quanto às perspectivas de desenvolvimento desse tipo de tecnologia por aqui são bastante positivas. Dados da Associação Brasileira de Energia Eólica, dão conta de que a potência eólica acumulada brasileira deve passar dos 16 GW até 2019. Segundo o Global Wind Energy Council (GWEC), o Brasil encerrou 2015 com uma contribuição recorde de 2,75 GW de novas instalações de geração eólica. Considerando a capacidade acumulada de 8,72 GW, o país se classifica no grupo dos Top 10 Eólicos ao lado de grandes potências como China, Alemanha e Estados Unidos. Em números, os investimentos nesse tipo de geração no país superariam os R$ 52 bilhões. Segundo o especialista Alexandre Costa ,diretor de Eólica do centro de Energias renováveis ( CER ) da Universidade do Pernambuco ( UFPE ) o cenário favorável para o desenvolvimento desse tipo de energia no Brasil já começa a ser percebido. Dados da Global Wind Energy Council (GWEC) mos-

As maiores torres do gênero no mundo

tram que em 2014 o Brasil foi o 4º país do mundo que mais aumentou a capacidade eólica instalada. O país correspondeu a 4,8% do total de novas centrais eólicas, ficando atrás da China (45,1%), Alemanha (10,2%) e Estados Unidos (9,4%). Para a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), os resultados recentes permitem que o Brasil demonstre a sua consolidação e comprometimento com a fonte de energia. Em índices sustentáveis, a entidade ressalta que, até o momento, 130 mil empregos foram gerados por toda a cadeia produtiva, com 15 milhões de residências abastecidas e toneladas de CO2 evitadas. O Global Wind Statistics apontou também que a indústria de energia eólica mundial apresentou um crescimento de 22%. Somente no ano passado, foram instalados 63 GW, valor que contribuiu para que a capacidade acumulada atingisse 432,42 GW. Cerca da metade desse total está concentrado no

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mercado chinês, cuja matriz energética tem uma participação de 30,5 GW de geração eólica. A evolução da potência eólica instalada no Brasil e no mundo foi outro tema trazido pelo professor. Para se ter uma ideia, em 1997, a potência eólica acumulada no mundo era de 7,6 GW, chegando a 369,6 GW em 2014, ainda segundo o GWEC. Já no Brasil, enquanto que a potência eólica acumulada era quase nula em 2005, no ano passado ela chegou a quase 6 GW. A região Nordeste ocupa posição de destaque no Brasil. O estado do Rio Grande do Norte, por exemplo, conta com 81 parques eólicos. O Ceará tem 45. E Pernambuco possui 8 parques eólicos. As vantagens do aumento do investimento em energia eólica são muito grandes, já que se trata de uma fonte limpa e renovável, e que permite geração descentralizada. Os custos relativamente baixos para a produção de MWh são outra vantagem desta fonte.


50 mil novos empregos em 2016 De acordo com dados da Associação Brasileira de Energia Eólica – Abeeólica, os empreendimentos nacionais de energia eólica devem gerar 50 mil novos empregos no ano de 2016. Contrariando as expectativas para diversas outras áreas econômicas do Brasil, o setor eólico deve gerar ainda mais empregos do que no ano passado, quando 40 mil novos postos de trabalho foram criados. Élbia Gannoum, presidente da Abeeólica, informou que a associação possui o conhecimento de que a cada Megawatt eólico instalado, 15 novos postos de trabalho são automaticamente gerados. Ainda segundo Gannoum, em 2016 serão investidos R$ 20 bilhões na construção de 175 novos parques eólicos por todo o Brasil, totalizando a geração de mais de 3 Gigawatts de energia eólica. Em constante crescimento, em 2015 a energia eólica demonstrou crescimento de 35% em sua participação no Sistema Integrado Nacional (SIN) quando comparado a 2014, tendo a expectativa de crescer, em 2016, 36% em relação a 2015. A região Nordeste se destaca pelo seu potencial de geração de energia eólica; Bahia, com 62 parques eólicos, e Rio Grande

do Norte, com 100 parques, figuram entre os três principais estados geradores de energia eólica, juntamente com o Rio Grande do Sul, que possui 66. A expectativa é de que, até o fim deste ano, Bahia passe para a primeira posição. A Abeeólica prevê que, nos próximos cinco anos, a energia eólica se torne a segunda maior fonte de energia do Brasil, responsável por 12% do total de energia gerada. Atualmente, este número é de 5,53%.

Modalidades de energia não devem ser vistas como concorrentes

Élbia Gannoum explica que as fontes de energia alternativa apresentam o que podem ser chamadas de “safras”, exemplificando que, assim como a energia hidrelétrica se beneficia nos períodos de chuva, a energia eólica se beneficia entre os meses de junho a outubro, que apresentam mais força de ventos. “O Brasil é um país com um potencial energético tão fantástico que, quando os ventos diminuem, a chuva chega”, declara Gannoum, reforçando que as modalidades de energia se complementam.

Élbia Gannoum Presidente da Abeeólica

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Máquinas e Equipamentos

Central dosadora, eficiência e qualidade em tempo reduzido A constante necessidade de atingir padrões mais altos de qualidade, racionalização do produto e a diminuição de espaço nos canteiros de obras, levou as empresas que atuam no setor de construção civil a utilizarem em escala cada vez maior o concreto fornecido por centrais dosadoras de concreto.

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Fabricado pelas principais empresas da área, o equipamento pode preparar e transportar grandes quantidades de concreto em curto espaço de tempo. Como o estoque de materiais é feito fora do local da obra, há redução no controle de suprimentos, materiais e equipamentos, bem como eliminação das áreas de estoque, com melhor aproveitamento do canteiro de obras. Não bastasse, uma central é capaz de preparar concretos com diferentes propriedades para atender às necessidades de execução de tipos específicos de peças estruturais, alturas e dificuldades de lançamento sem maiores transtornos às obras. Numa central, os estudos prévios para definição da dosagem, seleção de materiais adequados e a correta proporção dos materiais resultam em concretos mais homogêneos que dão mais segurança ao processo, além da economia gerada pelo fornecimento de concretos em alta escala, maior sincronização entre as atividades e melhor uso dos recursos humano. Não se deve esquecer que uma central oferece assistência técnica, pois possuem equipe de especialistas, com plenas condições de auxiliar os empreendimentos na busca de soluções que visem aprimorar o processo. A central dosadora de concreto, diferentemente da central misturadora de concreto, faz a dosagem dos agregados e os

despeja dentro dos caminhões betoneiras, que é onde acontecerá a mistura do concreto. Já nas centrais misturadoras, o concreto já sai pronto para uso. No Brasil, de forma geral, as centrais misturadoras são mais utilizadas por empresas de pré-fabricados de concreto, que requerem misturas de concreto extremamente precisas, para produzirem os pré-fabricados.

Centrais dosadoras Liebherr: eficiência e produtividade Desenvolvida especialmente para atender ao mercado brasileiro, a central dosadora de concreto TDA da Liebherr Brasil permite carregamento rápido e eficiente dos caminhões que chegam à concreteira, graças à tecnologia dos sistemas de automação e de medição de umidade Liebherr. A central dosadora de concreto Liebherr TDA foi um desenvolvimento da engenharia da Liebherr Brasil em parceria com as áreas de engenharia da fábrica de Tecnologia de Concreto da Liebherr na Alemanha, para atender a uma demanda especifica do mercado nacional: a fabricação do concreto durante o seu transporte, ou seja, dentro do caminhão betoneira.

Sistemas de automação e de controle de umidade De acordo com a fabricante, o equipamento conta com con-

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trole de pó na carga e no silo de cimento, estrutura robusta e duas balanças para agregados, sistema de automação e de controle de umidade. O controle de pó, permite uma operação muito mais limpa da central, reduzindo a dispersão das partículas dos agregados. Os sistemas de automação MPS III e o de controle de umidade, o FMS II, permitem a dosagem dos agregados milimétricamente, além de um alto controle da umidade da mistura, evitando que o caminhão passe pela redosagem após seu enchimento. Com isso, é possível reduzir quase pela metade o tempo gasto pela frota de betoneiras dentro da concreteira. As centrais dosadoras de concreto da Liebherr foram desenvolvidas em duas versões: TDA 60, com capacidade nominal de produção de 60m3/hora e a TDA 100, para 100m3/hora. Ambas podem ser montadas em diversas configurações, de acordo com a necessidade do cliente. Embora tenha sido desenvolvida para atender uma necessidade do mercado brasileiro, a central dosadora de concreto tem conquistado clientes internacionais também. Recentemente alguns modelos foram comercializados para clientes no Chile, Colômbia e República Dominicana.


Máquinas e Equipamentos

RCO quer aumentar o portfólio de centrais dosadoras em 2016 Na contramão da crise, RCO intenciona ampliar o portfólio de centrais dosadoras de concreto, em 2016 oferecendo novos modelos e mais aprimoramento na funcionalidade nos equipamentos. Planeja, também uma maior atuação comercial no mercado sul-americano, principalmente em países que integram o Mercosul. Preocupada em dar um atendimento diferenciado aos clientes, a RCO comercializa centrais dosadoras fixas e móveis. No portfólio de produtos da companhia constam modelos tradicionais compostos, basicamente, de silos verticais, balança dosadora de agregados, água e cimento. As dosadoras fixas têm capacidade para produzir de 30 a 120 m³/h de concreto e são classificadas nos seguintes modelos: CDR-30-RS, CDR-40, CDR-60, CDR-80 e CDR 120. No caso dos equipamentos móveis, a RCO desenvolveu e disponibiliza a linha de dosadoras NOMAD, que são máquinas de concreto facilmente transportadas em veículos convencionais e montadas em campo em até sete horas sem a necessidade de fundações civis. Por não terem rodas, há vantagem de não demandarem licenciamento junto aos órgãos de trânsito e seu custo benefício é excelente. Com capacidade para produzir de 20 a 40 m³/h de concreto, as dosadoras móveis são fabricadas nos modelos: NOMAD D-20, NOMAD

D-30 e NOMAD D-40. A tecnologia utilizada nas dosadoras RCO vão desde projeto construtivo para facilitar a montagem e manutenção, componentes de primeira linha e software de automação para controle e dosagem do concreto trazendo grandes benefícios e praticidade no dia a dia dos operadores. Os equipamentos são desenvolvidos para atender as necessidades apresentadas pelo cliente, procurando personalizar a solução. Recentemente, por exemplo, um cliente adotou três soluções de abastecimento de cimento na dosadora: um silo vertical, um dispositivo “rasga-

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-saco” e um sistema de descarregamento de big-bag. O objetivo era manter a disponibilidade de cimento em quaisquer condições, devido a dificuldades de entrega por conta da localização da central dosadora. Programa de pós-vendas diferenciado SAD Em 2014, a RCO lançou o inovador programa de pós-venda denominado SAD – Serviço Ampliado Direcionado. “Esse serviço é pioneiro no setor. Após a compra, em até 90 dias, um consultor do departamento visita o equipamento instalado, não importa onde esteja operando. Na


mantendo-se sempre pronto para solicitações futuras. Em 2015, por exemplo, foram realizadas mais de 100 visitas do SAD em todo Brasil. Em 2016, a empresa prevê que ocorrerão também visitas para fora do território brasileiro. Dando um nó na crise Oliveira explica que desde 2014 – quando efetivou um crescimento de 35% – a empresa já vinha se preparando para uma provável desaceleração em 2015 e montou uma estratégia para enfrentar o desaquecimento do mercado. “Entre as ações fizemos o lançamento de produtos adaptados aos pequenos e médios negócios, além da expansão de nossa atuação no comércio dos países vizinhos, principalmente na América do Sul”, comenta. Com essa estratégia a companhia reviu sua meta de crescimento para 2015 de 20% para 15% um visita, o consultor realiza pequenos ajustes e regulagens, orienta para a implantação de rotina de manutenções, obtém feedbacks de cliente e operadores”, diz o diretor da RCO, Carlos Donizetti de Oliveira. Com a adoção do SAD, os técnicos da empresa conseguem identificar preventivamente os problemas que podem ocorrer nos equipamentos utilizados e ensinam os clientes a melhor maneira de operar seus produtos. Além das visitas, o departamento vende peças de reposição e se aproxima cada vez mais dos clientes

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índice positivo diante do comportamento negativo do setor de equipamentos móveis, estimada em 57% e o próprio mercado de fabricação de cimento, com queda da ordem em 8%. Outra iniciativa implantada pela empresa foi a modernização e ampliação de suas unidades em Tambaú. As unidades foram preparadas para comportar um crescimento de 35% na capacidade de produção. Com a mudança, setores da empresa foram separados, os espaços para armazenagem de materiais e almoxarifado aumentados e o fluxo de materiais melhorado. “Em 2016 devemos trabalhar em novas ações para manter nosso ritmo de crescimento. É desse modo que garantimos qualidade de atendimento e a eficácia do nosso slogan: ‘Inovabilidade Sempre’”, complementa.


Máquinas e Equipamentos

Exportações ganham foco na SCHWING-Stetter Brasil Para suprir desaquecimento no mercado brasileiro empresa aumenta suas ações de vendas para o mercado externo onde seus produtos e serviço de pós-vendas ganham destaque. De acordo com Luiz Polachini, que passa a responder pela gerência comercial de equipamentos para a América do Sul, atualmente o foco da companhia está voltado para a exportação porque as vendas no mercado brasileiro estão bem fracas. Ele conta que, no ano passado, a empresa foi nomeada responsável pelas vendas de equipamentos e atendimento aos clientes de nove países sul-americanos, até então atendidos pela filial norte-americana da SCHWING-Stetter. Segundo Polachini, as vendas para essa região eram operadas pelo Brasil antes de serem transferidas para os Estados Unidos, no início de 2009, quando eclodiu a crise americana. “Naquele momento, os Estados Unidos entraram em recessão e o mercado brasileiro de equipamentos prosperava. A SCHWING-Stetter Brasil passou o controle das operações da América Latina para a filial americana aumentar o fôlego nos negócios e manter o mesmo nível de qualidade e atendimento do grupo”, explica. Ao todo foram nomeados nove dealers, atendidos diretamente pela SCHWING-Stetter Brasil nos seguintes países: Uruguai, Paraguai, Bolívia, Chile, Venezuela, Argentina, Equador, Peru e Colômbia. O gerente de pós-vendas Rogério Sousa agora foi nomeado gerente de peças, serviços e treinamentos para a América do Sul, para onde ampliou a mesma eficiência e qualidade dos serviços oferecidos no mercado brasileiro. “A SCHWING tem padrões de qualidade reconhecidos mundialmente, que ano após ano se aperfeiçoam conforme a evolução tecnológica, e se adéquam às exigências do setor de infraestrutura. Para

isso, vamos atualizando e adequando esses padrões conforme a necessidade dos clientes de cada mercado atendido, ministrando treinamentos e capacitando os dealers no atendimento ao cliente”, acrescenta Rogério. Boas perspectivas para vendas Desde 2012, a América Latina vem sendo responsável por comprar cerca de 400 equipamentos para concreto por ano. De acordo com Polachini, 40% dessas vendas são da SCHWING. Todos os equipamentos fornecidos para o mercado brasileiro serão disponibilizados aos clientes sul-americanos. Octavio Perdomo, gerente regional de vendas para os países sul-americanos acrescenta que as projeções de crescimento este ano na América do Sul são modestas, mas as oportunidades de negócios existem e as equipes de venda estão empenhadas ao máximo. “Temos no mercado regional uma grande quantidade de equipamentos comercializados por nossa distribuidora, números anteriormente não obtidos, e agora essa frota será fortalecida com as linhas de equipamentos produzidos pela fábrica brasileira”, prevê. Certificação de operadores em 2016 Para a SCHWING-Stetter Brasil um período desaquecido para vendas tem tudo para ser favorável para aperfeiçoar profissionais em bombear concreto. A empresa está com a agenda lotada até o mês de abril para certificar profissionais in company em estados como Pará, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e até na Argentina. “A certificação é rápida, dura dois dias e geralmente é realizada em finais de semana para não interferir nos horários de expediente das empresas”, conta Daniel Silva, responsável pelos treinamentos da empresa.

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Ele explica que os treinamentos ministrados pela SCHWING hoje são reconhecidos como certificações para operadores de bombas de concreto, caminhões betoneiras, mecânicos e eletricistas, devido à elevada qualidade do conteúdo e conformidade com as normas vigentes. “Nosso treinamento passou a ser classificado como certificação graças ao conteúdo completo, aos padrões de exigência e à maneira como é conduzido. Para o operador ser certificado precisa passar por avaliações teóricas e práticas, tudo seguindo as exigências da NR 12 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) sobre segurança no trabalho em máquinas e equipamentos – qualificação profissional”, explica Daniel Silva. Organizações como Petrobrás, Vale e o Ministério Público reconhecem a qualidade da certificação de operadores feita pela SCHWING. “No ano passado treinamos operadores de duas empresas da região de Bauru, no interior de São Paulo, para que pudessem continuar bombeando concreto nas obras”, conta Daniel. Datas de certificação na fábrica, em Mairiporã Abril – 26 a 28 – Mecânico Nível I Junho – 28 a 30 – Mecânico Nivel II Julho – 26 a 28 – Elétrica Certificações para pessoa física Agora as pessoas interessadas em desempenhar as operações de bombeamento de concreto poderão obter certificação independente de estarem vinculadas à empresas concreteiras ou de bombeamento. A SCHWING ministra treinamentos para pessoas físicas nas instalações da fábrica, em Mairiporã. A certificação de operadores da SCHWING é uma referência no mercado profissional de equipamentos para concreto, sendo procurada até por operadores de equipamentos de marcas concorrentes.


Revista Brasil Construção ED 11  
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Conheça as obras realizadas para o principal evento esportivo, realizado no Brasil.

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