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ATRATIVIDADE DO BRASIL COMO POLO INTERNACIONAL DE INVESTIMENTOS E NEGÓCIOS

ATRATIVIDADE DO BRASIL COMO POLO INTERNACIONAL DE INVESTIMENTOS E NEGÓCIOS

sas regras antiquadas, desobrigando, por exemplo, a identificação de propósito das operações. Além destas, a consolidação de diversas regras de câmbio por meio da Resolução nº 3.844 de 2010, do Conselho Monetário Nacional (CMN), promoveu uma diminuição da multiplicidade de documentos aplicáveis às operações de câmbio. Evoluções dessa natureza precisam continuar a ser implantadas. De forma geral, em relação à conexão do Brasil com a América Latina e desta com o mundo, existe espaço para iniciativas que promovam reformas e acordos de maneira a aumentar ainda mais os fluxos de entrada e saída de investimentos. Apesar de sua já expoente posição dentro da região, existe espaço para diversas melhorias no Brasil no que tange à ratificação de acordos de investimentos e ao avanço na regulação cambial. Este tópico de integração financeira na América Latina será explorado em mais detalhes em um futuro relatório a ser publicado pela BRAiN ao longo de 2011.

Operação internacional de empresas Para que determinado país seja realmente uma parte integrada da rede de negócios mundial, é importante que, além de contar com fluxos internacionais significativos, também sedie empresas multinacionais. Isso significa tanto que as empresas do país devem ter as condições para se internacionalizar, quanto que o país deve ser capaz de atrair não apenas operações, mas também os centros de decisão regionais, funcionais ou até mesmo globais de empresas com origem em outras nações. Isso não somente atrai investimentos, mas principalmente cria empregos de alto valor agregado em funções corporativas que fortalecem um ciclo virtuoso de atração e formação de talentos. As empresas latino-americanas mostraram uma tendência significativa de aumento de sua internacionalização ao longo dos últimos anos. No ranking das empresas de países em desenvolvimento com maior volume de ativos no exterior68, as latino-americanas vêm ganhando participação cada vez maior: em 2003, tinham 14,1% do total dos ativos no exterior, passando para 17,2%, em 200869. Este ganho de posição foi possível em virtude de as empresas terem saído de uma posição de US$ 35 bilhões para US$ 125 bilhões de ativos no exterior, um crescimento de 258,1% em cinco anos. Destaca-se também a expansão do fluxo de saída de IED para outras regiões do mundo a partir da América Latina na última década. Em 2004, observa-se um salto no nível de IED, mais que triplicando em relação aos anos anteriores, com subsequente tendência de subida (veja Diagrama 49). A força que as empresas da região ganharam é significativa, mas elas ainda têm relevância limitada globalmente. No ranking das 100 maiores empresas transnacionais dos países em desenvolvimento70, aparecem apenas nove empresas da região, sendo três delas brasileiras. Quando considerado o ranking das 100 maiores empresas transnacionais do mundo, apenas uma multilatina aparece, estando colocada em 55º lugar (veja Diagrama 49).

68 Fonte: World Investment Report, UNCTAD. 69 Último ano para o qual há dados disponíveis. 70 Fonte: World Investment Report, UNCTAD.

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Atratividade do Brasil como polo internacional de investimentos e negócios  
Atratividade do Brasil como polo internacional de investimentos e negócios  

Neste relatório a BRAiN identifica os 7 pilares que caracterizam a atratividade de um polo internacional de investimentos e negócios e compa...

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