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ATRATIVIDADE DO BRASIL COMO POLO INTERNACIONAL DE INVESTIMENTOS E NEGÓCIOS

ATRATIVIDADE DO BRASIL COMO POLO INTERNACIONAL DE INVESTIMENTOS E NEGÓCIOS

DIAGRAMA 33

Partindo de patamar elevado, será abordada aqui uma análise mais detalhada das fortalezas já existentes e das oportunidades de continuidade de melhorias para benefícios diretos e indiretos da infraestrutura financeira para o Brasil como polo de investimentos e negócios.

Benefícios diretos da infraestrutura financeira para um polo

O financiamento para as empresas se expandiu significativamente no Brasil nos últimos anos Crédito PJ vem crescendo significativamente no Brasil Estoque de crédito PJ no Brasil (R$B reais1)

Debêntures também crescendo, porém com ritmo mais lento Estoque de debêntures no Brasil (R$B reais1)

+16%

Os benefícios diretos da infraestrutura financeira foram divididos em dois blocos principais: o financiamento da economia e a alocação eficiente de riscos.

Analisando especificamente o financiamento para as empresas, fundamental para a materialização de um polo internacional por meio da atração de negócios para o país e para a região, observa-se grande evolução brasileira nos últimos anos (veja Diagrama 33). Tanto o crédito bancário, com grande participação de linhas direcionadas do BNDES, quanto a capitalização das empresas listadas em bolsa, cresceram a taxas superiores a 15% ao ano em termos reais desde 2004, mais do que dobrando no período. A principal exceção é o mercado de títulos da dívida privada no Brasil, que, com um crescimento de cerca de 5% ao ano e um estoque inferior a R$ 20 bilhões, continua sendo uma via de financiamento pouco utilizada pelas empresas. Esse crescimento é certamente valioso e salutar. Porém, quando se compara a disponibilidade de financiamento no Brasil com a de algumas das principais economias do mundo, observa-se que é vital que esta expansão continue para que o mercado brasileiro atinja um nível compatível com o de referências globais (veja Diagrama 34). O governo já vem tomando iniciativas para estimular a expansão do financiamento para empresas, como o pacote de medidas para “desenvolvimento e modernização financeira” anunciado em dezembro de 2010. Estas medidas visam estimular principalmente o financiamento de infraestrutura, incluindo as Sociedades de Propósito Específico (SPEs), que investem neste segmento, e o mercado de debêntures por intermédio de medidas de desoneração e ampliação da liquidez. A necessidade de aumento dos recursos disponíveis se faz ainda mais importante quando é considerada a maior demanda de crédito advinda de programas como os PACs (Programa de Aceleração do Crescimento) e a exploração do petróleo na camada pré-sal, os quais contribuirão para que a necessidade por crédito no período de 2010 a 2013 seja aproximadamente 70% maior do que o montante contratado entre 2005 e 2008. É necessário, portanto, continuar a ampliação e o refinamento das medidas para a evolução das três vias de financiamento, de forma a favorecer a expansão e os investimentos de todas as empresas que queiram buscar recursos no Brasil, sempre mantendo níveis de risco controlados. • Crédito bancário: Duas das principais barreiras para a expansão do crédito bancário são os prazos relativamente curtos e os fatores estruturais que elevam os spreads do

354

464

407

2674

768

+17%

Financiamento da economia Quando se pensa nos benefícios que o sistema financeiro pode trazer para um país, o financiamento dos investimentos e do consumo é frequentemente o primeiro ponto mencionado. No caso brasileiro, especialmente, o financiamento é hoje um tema em destaque, tanto pelo histórico recente de forte expansão do mercado de ações e de crédito, especialmente ao consumo, quanto pela grande necessidade de investimentos ligada às projeções de enorme expansão econômica sustentada.

Valor da Bolsa também cresce rápido apesar da crise em 2008 Valor de mercado das empresas listadas na BM&FBovespa (R$B reais1)

674 543

2335

37%

+6%

30%

32%

13

35%

37%

14

14

15

15

1797

17 1106

1363

1351

38% 62%

63%

2004

2005 2006

65%

Crédito livre

68%

70%

63%

2007 2008 2009

2004

2005 2006 2007 2008 2009

2004

2005 2006 2007 2008 2009

Crédito direcionado (BNDES)

1. Valores base de dezembro de 2009, ajustados pelo IGPM. / Fonte: Bacen; EIU.

DIAGRAMA 34

As diversas modalidades de financiamento para empresas no Brasil ainda ficam abaixo de benchmarks mundiais

Estoque de crédito PJ/PIB COREIA

Estoque de debêntures/PIB 126%

USA

77% 45%

ÍNDIA FRANÇA

40%

COREIA

40%

USA

20%

Valor das empresas listadas/PIB (2009) REINO UNIDO

129%

USA

106%

FRANÇA

11%

CHINA

101%

ALEMANHA

10%

COREIA

101%

ÍNDIA

ALEMANHA

33%

CHINA

REINO UNIDO

32%

ÍNDIA

2%

FRANÇA

74%

REINO UNIDO

1%

BRASIL

74%

BRASIL

1%

ALEMANHA

BRASIL CHINA

24% 1%

7%

90%

39%

Nota: Dado mais recente disponível por país (2009 para debêntures e ações, 2008 para países além do Brasil em crédito PJ). / Fonte: Bacen; BIS; World Bank; Bancos centrais e outras instituições dos países individuais; EIU.

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Atratividade do Brasil como polo internacional de investimentos e negócios  
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