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ATRATIVIDADE DO BRASIL COMO POLO INTERNACIONAL DE INVESTIMENTOS E NEGÓCIOS

ATRATIVIDADE DO BRASIL COMO POLO INTERNACIONAL DE INVESTIMENTOS E NEGÓCIOS

DIAGRAMA 32

O Brasil parte de uma posição concreta de destaque no pilar de infraestrutura financeira. A regulação do sistema financeiro brasileiro é reconhecida internacionalmente: a solidez da regulação como um todo supera a de polos tradicionais como os Estados Unidos e a Inglaterra em rankings de competitividade como os elaborados pelo Fórum Econômico Mundial (WEF) e pelo IMD, e a regulação e a supervisão de segmentos específicos, como o de derivativos – com negociação e registro centralizados – são referência para outros países (veja Quadro E). Aliado a isso, o sistema financeiro do Brasil é também forte e rentável, já sendo destaque no mundo (veja Diagrama 32).

O Brasil já conta com um sistema financeiro forte e rentável, com destaque global

Bancos rentáveis, com 2º maior retorno aos acionistas do mundo1 nos últimos 5 anos TSR2 2005-2009 a.a. (%)

RÚSSIA

38,8

BRASIL

QUADRO E

27,2

COLÔMBIA

24,9

O Brasil como referência em solidez de organização e regulação do mercado financeiro ÍNDIA

Ouve-se muito no mercado que o Brasil foi um dos últimos países a entrar na crise financeira e um dos primeiros a sair. Tal feito tem muito a ver com a solidez macroeconômica do País, mas também se deve à solidez da organização e da regulação do seu mercado financeiro. Desde o início de sua estruturação, o mercado financeiro brasileiro vem seguindo regras que tentam encontrar o balanço adequando entre a segurança e a flexibilidade de suas operações, tendo encontrado um ponto de equilíbrio com poucos paralelos no mundo e tendo sido usado como modelo de referência por outros países. Alguns exemplos de regulação de referência do Brasil são: • Operações financeiras são registradas em nome do beneficiário final e não do intermediário, o que garante a segurança do primeiro em caso de insolvência do segundo; • Fundos de investimentos são obrigados a divulgar suas posições aos órgãos reguladores no prazo máximo de três meses. Tal regulação garante que esquemas fraudulentos de pirâmide, como o caso Madoff, não sejam possíveis no País; • A internalização de ordens é proibida, garantindo maior liquidez no mercado central e o reflexo mais acurado do preço real dos ativos; • Todas as operações de derivativos no Brasil são registradas em um ambiente comum, a Central de Exposição de Derivativos (CED), controlada pela Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP), o que permite que os agentes financeiros tenham acesso à posição das empresas em derivativos, mediante a autorização destas, antes de fechar operações, evitando assim a superexposição. Países como os Estados Unidos e Reino Unido vêm tentando criar sistemas parecidos, mas que ainda estão em fase de desenho ou desenvolvimento; • A transferência de recursos para liquidação de operações no Brasil está protegida do risco de insolvência dos intermediários: é feita em moeda de reserva bancária, no Banco Central (settlement in central bank line), e os valores envolvidos, incluindo garantias, quando ainda em mãos dos intermediários, não entram em eventual massa falida; • Todas as operações em bolsa no Brasil têm contraparte central, o que garante a segurança da transação aos envolvidos; • O País já exige de seus bancos o nível mínimo de Índice de Basileia de 11%, superior aos 8% exigidos internacionalmente. Além disso, o Banco Central do Brasil sinalizou a antecipação da implantação do Acordo de Basileia III, o qual aumenta o nível do índice para 13%, para o final de 2011, dois anos antes da exigência internacional da conversão.

23,9

INDONÉSIA

Mercado de ações com maior retorno desde 2004 entre principais economias

21,0

CHINA

Variação no valor do mercado de ações3

19,2

CHILE

12,7

CINGAPURA

12,5

índice 2004=100

400 BRASIL

MÉXICO

8,8

300 HONG KONG

CHINA

3,7

ÍNDIA -1,5

-3,8

-14,5

FRANÇA

200

MÉXICO RÚSSIA

ALEMANHA

-6,3

REINO UNIDO

-7,1

ESTADOS UNIDOS JAPÃO

Países em desenvolvimento

ESTADOS UNIDOS JAPÃO

100

2004

2005

2006

2007

2008

2009

Países desenvolvidos

1. Entre principais sistemas bancários do mundo avaliados na pesquisa Creating Value in Banking. 2. TSR: Total Shareholder Return é composto por ganhos de capital e dividendos. 3. Em US$. Nota: Todos TSRs calculados em moeda local. / Fonte: Relatório BCG Creating Value in Banking de 2010; EIU; BIS; World Bank; Standard & Poor’s; World Federation of Exchanges.

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