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REVISTA

Uma publicação do Sindcomércio Vale do Aço Ano 2 • Maio de 2012

Dia das Mães aquece o comércio

Sindicatos definem funcionamento do comércio nos próximos feriados Quanto custa um empregado para as empresas? Senac Móvel de Saúde no 48º aniversário de Ipatinga


editorial

A busca pela maturidade de gestão Desde que estamos à frente do Sindcomércio Vale do Aço, nosso foco maior tem sido a busca pela maturidade de gestão. Para representar empresas com credibilidade, gerar desenvolvimento, assegurar benefícios e obter resultados, é necessário conquistar a excelência na gestão sindical, apoiar o crescimento e longevidade das empresas e promover a sustentabilidade da entidade. Diante deste panorama, com transparência, ética e compromisso com representados e sociedade, nossa luta tem sido incessante em busca de ações como a efetiva participação que temos tido no Segs (Sistema de Excelência em Gestão Sindical) e no CES (Centro de Estudos Sindicais). O Segs e o CES são iniciativas da Federação do Comércio do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG) e da Confederação Nacional do Comércio (CNC). Através deles há reuniões periódicas com presidentes, executivos e funcionários de sindicatos patronais de todo o Brasil. Esses encontros e trocas de experiências têm sido como uma espécie de “escola sindical patronal”, que nos auxilia a seguir os princípios do Sindcomércio Vale do Aço de maneira a exercermos todas as nossas funções plenamente. Nas reuniões do Segs, também temos tido a oportunidade de compartilhar muitas receitas de sucesso. Nosso setor de Saúde Ocupacional e Segurança do Trabalho – mecanismo pelo qual oferecemos uma assessoria única às empresas – é pioneiro e tem servido de modelo para outros sindicatos. Os cursos, palestras e treinamentos por nós ofertados com o suporte da Fecomércio-MG são outras iniciativas que têm dado certo e que estamos compartilhando com outras entidades patronais. Muito nos orgulha o fato de sermos referência para outros sindicatos de Minas Gerais e de todo país. Mas sabemos que o desafio continua e que o comerciante varejista e atacadista de bens e serviços do Vale do Aço é muito exigente. Desta forma, como não poderia ser diferente, continuaremos na busca pela constante maturidade de gestão. Para isso, precisamos que os nossos representados explorem ao máximo o que temos a oferecer. Disponibilizamos assessorias jurídica, administrativa, contábil e de informática. Temos salas equipadas, climatizadas e confortáveis para atendimento das demandas de treinamento em várias áreas. Está com dificuldade em contratar? Contamos com um banco de empregos onde há currículos com os mais diversos perfis. Podemos assistir o comerciante varejista e atacadista de bens e serviços do Vale do Aço das mais variadas maneiras. Estaremos sempre aqui, à disposição de nossos representados, sempre na busca pela maturidade de gestão. José Maria Facundes Presidente do Sindcomércio

Sindicato do Comércio Varejista e Atacadista de Bens e Serviços do Valedo Aço TIMÓTEO

CORONEL FABRICIANO

IPATINGA

3849.4490 3842.2040 3821.9020

• Jornalista responsável: Emmanuel Franco • Equipe de planejamento e coordenação: Camila Magalhães, Dário Barbeto, Ricássia Perdigão e Carlos Souto • Fotos: Emmanuel Franco, Paulo Sérgio de Oliveira e Carlos Souto

• Revisão: Graça Castro • Diagramação, Fotolito e Impressão: Gráfica Art Publish • Tiragem: 7.000 exemplares


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Sacolas plásticas: faltando 4 meses para a lei entrar em vigor ainda falta conscientização

Comerciantes terão de substituir as embalagens atuais por alternativas ecológicas, sob pena de multa de 20 Unidades Fiscais Padrão de Ipatinga, o equivalente a R$ 1.452,60 A lei de número 3.011, que obriga os estabelecimentos comerciais e supermercados de Ipatinga a utilizarem embalagens biodegradáveis ou reutilizáveis no lugar das tradicionais sacolas plásticas, entrará em vigor no próximo dia 16 de setembro. Os lojistas terão de substituir as embalagens atuais por alternativas ecológicas, sob pena de multa de 20 Unidades Fiscais Padrão de Ipatinga (UFPIs), o equivalente a R$ 1.452,60. Em caso de reincidência, os valores dobram. Na persistência das irregularidades, a empresa pode ter suspenso o seu alvará de funcionamento. Desde que o legislativo ipatinguense decidiu por banir as sacolas plásticas dos estabelecimentos comerciais, o Sindcomércio Vale do Aço vem alertando que é necessário uma união entre as entidades de classe, o Poder Público e a sociedade civil organizada para que a implementação das sacolas biodegradáveis ou reutilizáveis nos estabelecimentos comerciais obtenha sucesso, uma vez que pode provocar muitos transtornos para consumidores e lojistas. Para alguns comerciantes, ainda faltam campanhas publicitárias e de

conscientização para preparar a população e os próprios comerciantes para as mudanças. “Ainda não houve conscientização. Sabemos que precisamos nos adequar, mas não temos notado políticas voltadas para orientação de comerciantes e da população. A lei existe e é para ser cumprida com rigor, transparência e clareza. Mas a substituição das sacolas plásticas por retornáveis ou biodegradáveis terá de acontecer no momento certo, após as políticas de conscientização terem sido propagadas”, avalia José Garcia, proprietário da rede Garcia de Supermercados.

Acerca de quando as multas para quem continuar a usar as sacolas plásticas começarão a ser aplicadas, o vereador declarou: “Legalmente elas já podem ser aplicadas a partir do dia 16 de setembro, data em que a lei passará a vigorar.” César Custódio afirmou que os vereadores estão abertos para novas reuniões com os lojistas. “Sempre estaremos. Mas acredito que o papel do legislativo já foi feito, uma vez que foi pedido um prazo a mais pelos comerciantes e ele foi dado”, lembra.

Autor da lei

Segundo os vereadores César Custódio e Maria do Amparo (PDT), autores da lei, o objetivo é assegurar uma nova relação dos consumidores e comerciantes com o meio ambiente, determinando a completa substituição das sacolas e sacos plásticos utilizados no comércio por alternativas ecológicas. O comerciante deverá prezar pela distribuição de embalagens biodegradáveis, “confeccionadas por qualquer material que apresente capacidade de degradação acelerada por luz solar ou calor e posterior disposição de ser biodegradada por micro-organismos”. Os resíduos finais não devem ser tóxicos nem prejudiciais ao meio ambiente, e as embalagens biodegradáveis devem degradar ou desintegrar-se por oxidação no período máximo de 20 meses. A regulamentação autoriza, também, a distribuição de sacolas reutilizáveis, confeccionadas em material resistente. Em Belo Horizonte, o cliente que não leva a sacola retornável tem a opção de comprar a sacola biodegradável para embalar a mercadoria, ao custo de R$ 0,19 a unidade.

O vereador César Custódio (PT) esclarece que a lei “veda também o uso de pigmentos para impressão das logomarcas que contenham metais pesados ou solventes de petróleo”. Sobre a falta de políticas de conscientização orientando a população e comerciantes acerca das mudanças com uso das novas sacolas, o legislador foi taxativo. “Este trabalho de conscientização deve ser feito pelo Poder Executivo, que ficou autorizado – porque não podemos obrigar – a realizar campanhas educativas e de conscientização de cidadãos e instituições a respeito da substituição”, afirma César Custódio, rechaçando a possibilidade de o prazo para os comerciantes se adequarem ser novamente adiado.

“Este trabalho de conscientização deve ser feito pelo Poder Executivo, que ficou autorizado – porque não podemos obrigar – a realizar campanhas educativas e de conscientização de cidadãos e instituições a respeito da substituição”, afirma o vereador César Custódio

Objetivo




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Sindcomércio e Sebrae firmam parcerias em prol do empresariado do Vale do Aço

Entidades promovem série de ações voltadas para comerciantes e colaboradores Visando criar ações em prol do empresariado do Vale do Aço, o Sindcomércio dá início a uma parceria com o Sebrae. Já neste dia 8 de maio, as duas entidades promoverão, no Hotel Metropolitano, em Coronel Fabriciano, o Jantar em Homenagem ao Contabilista. Haverá palestra com Júlio Máximo, Mestre em Administração de Empresas, e sorteio de três notebooks e outros prêmios. O evento do ano passado foi muito elogiado pela classe. De 28 a 31 de maio, o Sindcomércio e o Sebrae oferecem a comerciantes e demais interessados o curso “Como Vender Mais e

Melhor”. Com carga horária de 15 horas, as aulas serão ministradas na sede do Sindcomércio em Ipatinga, situada à Rua Sabará, 110, no Centro. O investimento é de R$

110 e mais informações podem ser obtidas através dos telefones 38422040, 3821-9020 e 3849-4490. Outra iniciativa das entidades é a oficina sobre “Controles Financei-

ros”, nos próximos dias 4 e 5 de junho, nas sedes do Sindcomércio em Coronel Fabriciano (Avenida Magalhães Pinto, 33, Centro) e em Timóteo (Av. Almir de Souza Ameno, 75. Sala 207. Bairro Funcionários). O investimento é de R$ 20. Com o apoio do Sindcomércio, o Sebrae promoveu, nos dias 16, 17, 18, 19 e 20 de abril, o Projeto Sebrae em Ação, no qual foram oferecidos – de maneira gratuita – cursos, oficinas, workshops, palestras e consultorias. As ações ocorreram nas sedes do Sebrae e do Sindcomércio, em Ipatinga.

Saúde Ocupacional e Segurança do Trabalho no Sindcomércio Vale do Aço • Exames Complementares • Gestão Estratégica de Pessoas • Ergonomia • Cursos e Treinamentos E muito mais... Vá a uma de nossas sedes e verifique nossas condições especiais, equipamentos de tecnologia de ponta, ampla infra-estrutura e uma equipe de profissionais altamente qualificada.

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Senac Móvel de Saúde no 48º aniversário de Ipatinga Levar informações à população sobre assuntos relevantes para o seu dia a dia, além de proporcionar ações de promoção à saúde. Este foi o principal objetivo da unidade itinerante do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), o Senac Móvel de Saúde, que esteve em Ipatinga de 23 a 27 de abril, em frente ao Houve aferição de pressão, medição de glicemia e cálculo de Índice de Massa Corporal prédio da Prefeitura, no Centro. (IMC) para os participantes A iniciativa, que teve o apoio das secretarias de Desenvolvimento Econômico e Saúde, técnicos de enfermagem para fazer o atendimento dos integra o calendário das festividades preparadas pela interessados. Houve aferição de pressão, medição de Prefeitura de Ipatinga para comemorar o 48º aniverglicemia e cálculo de Índice de Massa Corporal (IMC) sário do município. para os participantes. Também aconteceram palestras Das 8h às 12h, o biomédico Daniel Calais comancom temas sobre hipertensão, diabetes, orientação nudou uma equipe de três técnicos de enfermagem para tricional, DST e sexo seguro. atender os ipatinguenses. E, das 13h às 17h, o enA Unidade Móvel de Saúde possui 14 metros de fermeiro Luiz Carlos foi o responsável por outros três comprimento.

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Dia das Mães: segunda melhor data para o comércio varejista Visando garantir maior eficácia nas ações dos lojistas e a sinergia do setor, o Sindcomércio realizou uma sondagem de opinião do comerciante que contribui para reforçar a leitura do atual ambiente de negócios do Vale do Aço O Dia das Mães é a segunda melhor data festiva do comércio varejista, só perdendo para o Natal, se destacando pelo forte apelo emocional e comercial, gerando inúmeras oportunidades de negócios. Visando garantir maior eficácia nas ações dos lojistas e a sinergia do setor, o Sindcomércio Vale do Aço realizou uma sondagem de opinião do comerciante. Empresários de Coronel Fabriciano, Ipatinga e Timóteo responderam a um questionário que, entre outros temas, abordou a expectativa do desempenho das vendas, formas de pagamento e “ticket médio” por consumidor. Os resultaEm relação ao “ticket médio”, ou seja, quanto cada cliente deve gastar ao ir as compras, 27,3% dos comerciantes estimam que o gasto médio será de R$ 30 a R$ 50

Não hesite: invista no ‘mix de produtos’, na decoração das vitrines, em mão de obra qualificada e torne o seu ponto de venda bonito, agradável e atrativo.

dos foram compilados e contribuem para reforçar a leitura do atual ambiente comercial da região. “Não hesite: invista no ‘mix de produtos’, na decoração das vitrines, em mão de obra qualificada e torne o seu ponto de venda bonito, agradável e atrativo”, orienta o presidente do Sindcomércio Vale do Aço, José Maria Facundes. “Promover sorteios, dar brindes e descontos podem ser um diferencial decisivo”, sugere.

Expectativa Como você acha que serão as vendas em relação ao ano passado?


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Esse foi um dos questionamentos feito aos comerciantes. 55,1% acreditam em um desempenho melhor em 2012, enquanto 32,1% estimam vender o mesmo que em 2011. Apenas 12,8% dos lojistas se mostraram pessimistas e disseram que os negócios serão piores. Para 23,3% dos que estão otimistas as vendas aumentarão em 10%. 34,9% acreditam que esse crescimento vai variar entre 10 e 20%. Já 27,9% prevêem um aumento de 20 a 50%.

Vendas Acerca de qual o principal fator que pode levar o consumidor a ir as compras, 51,6% dos empresários não titubearam em dizer que é o apelo emocional do Dias das Mães. Para 20,9%, as vendas serão incentivadas pelos novos produtos e estoques diversificados. 9,9% dos lojistas apostam em preços menores, seguido de promoções de estímulo e kits (7,7%); prazos mais dilatados (5,5%); confiança das pessoas no emprego (3,3%) e prorrogação da redução do IPI (1,1%). Para 53,6% dos entrevistados o endividamento do consumidor poderá atrapalhar as vendas no Dia das Mães de 2012. Outros fatores que podem frear as vendas, conforme os comerciantes, é a concorrência acirrada (22,6%), preços altos dos produtos (14,3%) e altas taxas nas operações de crédito (9,5%).

Formas de pagamento Quando indagados sobre qual forma de pagamento deverá sobressair, 48,9% dos comerciantes não tiveram dúvidas em afirmar que o cartão de crédito parcelado será o método mais usado. 19,1% dos que responderam as perguntas preveem que os consumidores optarão pelo pagamento à vista em dinheiro, seguido do cartão de débito (18,7%), de uma parcela através do cartão de

crédito (10,6%) e do crediário ou carnê (3,2%).

de R$ 50 a R$ 70.

Gestão de estoques “Ticket médio” Em relação ao “ticket médio”, ou seja, quanto cada cliente deve gastar ao ir as compras, 27,3% dos comerciantes estimam que o gasto médio será de R$ 30 a R$ 50. Para 28,6% dos lojistas esse valor deverá variar entre R$ 70 e R$ 100, enquanto 19,5% vislumbram que será

A pesquisa foi feita nos dias 10, 11, 12 e 13 de abril. No que se refere aos estoques, 46,2% dos comerciantes responderam que ainda não estavam preparados. A mesma percentagem declarou que os estoques não estavam prontos. 7,7% disseram que sequer haviam realizados os pedidos.




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Cursos Boas Práticas de Manipulação de Alimentos

Objetivo geral: Ensinar os procedimentos de Boas Práticas na produção e manipulação de alimentos de acordo com a legislação sanitária vigente (RDC/ANVISA nº 216/04). Período: de 11 a 15/06/12 Segunda a quinta-feira, das 13 às 18h. Pré-requisitos: 18 anos e 4ª série do Ensino Fundamental Completo Valor por participante: R$ 120 Instrutor: Baroncio Paulo de Oliveira Cabral Especialista em Vigilância Sanitária (ESP-MG) Engenheiro de Alimentos (UFV). Atualmente é Diretor Técnico da empresa CERTIFICAR Assessoria e Consultoria Ltda OUTRAS INFORMAÇÕES: 31.3842.2040 – 3821.9020 Email: contato@sindcomerciova.com.br O Sindcomércio se reserva no direito de adiar ou cancelar as turmas caso não haja número suficiente de inscritos.

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Sindicatos definem funcionamento do comércio nos próximos feriados

Funcionários de supermercados, açougues, casas de carnes, mercearias, varejões, sacolões e “horti fruti” trabalharão em 8 datas e ganharão folga em 5 Através de Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) assinada no final da tarde do último dia 18 de abril, ficou definido o funcionamento de alguns setores do comércio nos próximos feriados de 2012 e 2013, em Ipatinga. A CCT abrange os funcionários de supermercados, açougues, casas de carnes, mercearias, varejões, sacolões e “horti fruti”. Já em 21 de abril, Dia de Tiradentes, ficou permitido o funcionamento e a utilização de empregados nos estabelecimentos mencionados, bem como em 29 de abril (Aniversário de Ipatinga). A Convenção Coletiva de Trabalho foi assinada na sede do Seci (Sindicato dos Empregados no Comércio de Ipatinga), pelo coordenador interino da entidade, Antonio Ademir da Silva, e pelo presidente do Sindcomércio Vale do Aço, José Maria Facundes. Ficou definido que, em 2012, os funcionários trabalharão normalmente no dia 7 de junho (Corpus Christi); em 15 de agosto (Assunção de Nossa Senhora); no dia 7 de setembro (Independência do Brasil); em 12 de outubro (Dia das Crianças) e, ainda, em 2 e 15 de novembro, Finados e Proclamação da República, respectivamente. A jornada máxima de trabalho permitida nos feriados será de 8 horas, respeitando as turmas e turnos, ficando proibida toda e qualquer prorrogação. Os valores que os comerciantes deverão pagar aos funcionários que vão trabalhar, além de outros detalhes, estão disponíveis na CCT, que pode ser acessada no site do Sindcomércio: www.sindcomerciova.com.br. “As negociações que geraram a CCT transcorreram cordialmente. A análise que a gente faz é que tanto os empresários quanto os empregados no comércio estão satisfeitos, pois

maiores e superar as projeções de vendas”, avisou Facundes.

Folgas As entidades decidiram também que fica proibido o funcionamento e a utilização dos funcionários no próximo 1º de maio (Dia do Trabalhador); no Natal (dia 25 de dezembro); no dia 1º de janeiro de 2013 (Confraternização Universal); em 12 de fevereiro (segunda-feira de Carnaval) e 29 de março (Sexta-feira da Paixão). “Tanto os empresários quanto os empregados no comércio estão satisfeitos, pois as diretrizes definidas trazem benefícios para ambas as partes”, afirmou José Maria Facundes

as diretrizes definidas na Convenção Coletiva de Trabalho trazem benefícios para ambas as partes”, afirmou o presidente do Sindcomércio, José Maria Facundes. “É a hora de o comerciante vislumbrar lucros ainda

Futuras negociações Os estabelecimentos comerciais de materiais elétricos e de construção que desejam utilizar a mão-de-obra de seus funcionários nos feriados devem protocolar uma solicitação no Sindcomércio 20 dias antes da data pleiteada, para que a entidade patronal abra a negociação com a entidade laboral.


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Quanto custa um empregado para as empresas? A quantificação desses encargos é um dado importante para a tomada de decisões dado o seu relevante significado econômico para o dirigente de empresa O tema de quanto custa um empregado para as empresas é sempre polêmico nas discussões sobre o mercado de trabalho no Brasil. Basta se falar no peso dos encargos sociais para que intenso debate logo se manifeste, notadamente entre duas correntes de opinião: a primeira, oriunda da Fundação Getúlio Vargas vem desde 1965 e enfoca a questão no seu aspecto mais amplo, considerando como encargos sociais todos os custos gerados pela relação de emprego, ou seja, todos os componentes do custo do fator trabalho para a empresa. A essa corrente se filia a Federação do Comércio do Estado de Minas Gerais (Fecomércio Minas). A segunda, defendida, sobretudo pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), entende que significativa parte desses componentes, alinhados pela primeira corrente de interpretação como encargos (tais como descanso semanal remunerado, férias, décimo terceiro, dias de afastamento por motivo de doença, feriados, aviso prévio, multa por rescisão contratual) seria parte integrante da remuneração do trabalhador e não encargos. Assim entende que a base de comparação dos encargos deveria ser a remuneração e não o salário em sentido estrito. Os especialistas, ao analisarem o custo da contratação formal de um empregado no Brasil, apontam percentuais que variam, conforme a forma de cálculo. Porém, como média, poderíamos indicar o percentual de 100% ou um pouco mais. Tal discrepância de concepções reflete diretamente na magnitude do percentual de encargos sobre

o salário pago diretamente ao trabalhador encontrado por cada uma dessas vertentes. A primeira corrente, via de regra, apresenta um percentual equivalente a quase o dobro daquele afirmado pela segunda (cerca de 106,6%, contra de 53,95% ). Com respeito democrático às opiniões em contrário, e porque ainda não convencidos do desacerto dos nossos cálculos, não entramos no mérito dessa polêmica. Objetivamente, entendemos que sob a ótica da prática empresarial, a questão dos encargos realmente interessa na medida em que reflita efetivamente

a quantificação dos recursos desembolsados pela empresa para custeio da mão de obra, tomando por base o tempo realmente utilizado no processo produtivo. A quantificação desses encargos é um dado importante para a tomada de decisões dado o seu relevante significado econômico para o dirigente de empresa, possibilitando-o aferir na sua estrutura de custos os dispêndios efetivos e individualizados com o pessoal contratado. Contudo, o cálculo dos encargos sociais é suscetível de sofrer variações de empresa para empresa, de atividade para atividade, donde sempre temos recomendado que cada uma leve em conta, na elaboração de suas planilhas, suas próprias singularidades. Até a localização geográfica, pode influenciar, para mais ou para menos, o percentual encontrado. É que em se considerando que o ponto de partida para o cálculo é o número de dias produtivos dos empregados, uma localidade, por exemplo, pode ter mais feriados que outra ou, de outra feita, certas peculiaridades do próprio trabalho podem importar em custos adicionais (ex: funções insalubres ou perigosas, que importam no pagamento de adicional sobre o salário), ou mesmo o fato de determinadas empresas conferirem aos seus funcionários benefícios que também podem refletir na elevação do percentual encontrado. Sem prejuízo da ressalva anterior, mostramos adiante, a guisa de exemplificação, uma planilha básica de encargos para a atividade comercial, considerando, evidentemente,


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em alguns casos, valores médios.

Observações: 1. Esta planilha relaciona apenas os encargos mais comuns, não incluindo encargos como PIS e COFINS, vinculados ao faturamento e, por isso mesmo, variáveis em relação a cada empresa. De igual modo, não contempla, também, encargos derivados de Acordos ou Convenções Coletivas ou outros circunstanciais, tais como: cestas básicas; planos de saúde e/ou convênios de assistência médica, adicionais de insalubridade, periculosidade, horas extras, turnos de revezamento, etc., cujo cálculo poderá ser obtido em uma planilha singularizada; 2. Alíquota variável, partindo de 1% para microempresa, até o limite de 3%. O valor considerado é médio. 3. Computadas apenas as 2 horas livres que a lei assegura ao empregado sob aviso, como tempo não produtivo. 4. Percentual estimado pela F.G.V. Fundação Getúlio Vargas.

Notas Explicativas: Foram considerados 275 dias produtivos no ano, em razão de que 90 dias não são trabalhados. Os dias não trabalhados são: 52 dias representados pelo descanso semanal remunerado + 26 dias de férias ( os domingos já foram considerados no repouso semanal) + 12 dias de feriados . Contudo em cidades como Belo Horizonte, existem 15 dias de feriados, o que faz com que o número de dias produtivos diminua, e os encargos sociais desta mesma planilha se elevem para 110,63% Os feriados considerados são: 1º de janeiro (Fraternidade Universal Lei Federal nº 662, de 6 de Abril de 1949); 16 de fevereiro (Carnaval); 2 de Abril (Paixão); 21 de Abril (Tiradentes - data magna do Estado de Minas Gerais - Lei Federal 9.093 de 12.09.1995 - Constituição do Estado, art. 256); 1º de Maio (dia do Trabalho - Lei Federal 662, de 06.04.1949); 3 de Junho (Corpus Christi) ; 7 de Se-

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tembro (Independência do Brasil - Lei Federal 662, de 06.04.1949); 12 Outubro (Nossa Senhora Aparecida - Lei Federal 6.802, 30.06.1980); 15 de novembro (Proclamação da República - Lei Federal 662, de 06.04.1949); 25 de dezembro ( Natal - Lei Federal 662, de 06.04.1949); 1 dia destinado ao Comerciário (feriado convencional, com data variável de cidade para cidade); 1 dia de feriado normalmente destinado ao padroeiro da cidade. As empresas optantes pelo SIMPLES (Sistema Integrado de Pagamento de impostos e contribuições das microempresas e das empresas de pequeno porte) estão dispensadas do pagamento dos encargos compulsórios alinhados no Grupo A , exceto o FGTS , por força do que estatui o

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art. 3º , parágrafo 1º , alínea “F” - de forma que o recolhimento do percentual incindível sobre a respectiva receita bruta de tais empresas, implica no pagamento unificado, dentre outras, de tais obrigações legais correspondentes e que representam um percentual de 27,8% sobre a folha de salários. Estaremos disponibilizando ao nosso corpo associativo um estudo mais abrangente sobre o tema e suas diversas nuanças e, com ênfase para os aspectos práticos, como a metodologia de cálculo para os diversos itens integrantes da Planilha. Isso propiciará a que todos confeccionem seus próprios cálculos de forma até mesmo individualizada por empregado, se for o caso.


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