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REVISTA

O comerciante e a aposentadoria: saiba os detalhes Lei das Sacolas Plásticas é “letra morta” em Coronel Fabriciano

Uma publicação do Sindcomércio Vale do Aço Ano 3 • Maio/Junho de 2013

Bate-papo: entrevista do mês é com Kleber Abreu, do Bom Jardim

Empresárias em Timóteo, Fabriciano e Ipatinga: investimentos pontuais e ações estratégicas para atrair o consumidor

Comércio fortalecido para o Dia das Mães


Mais representatividade em nossa 18ª edição

Fomos atrás de tradicionais comerciantes de bairro, que se preparam para o Dia das Mães incrementando vitrines, investindo em contratações temporárias e em promoções.

Criada para prestigiar o lojista e deixá-lo informado com assuntos pertinentes à classe, a Revista COMÉRCIO EM AÇÃO chega a sua 18ª edição. E a publicação de abril de 2013 traz uma série de entrevistas e matérias com comerciantes de bairro, demonstrando as inteligentes estratégias e peculiaridades vividas por este tipo de empresário. Na já tradicional seção “Bate-papo com o comerciante”, nas páginas 20, 21 e 22, fomos ao Bairro Bom Jardim, em Ipatinga, para uma conversa com o comerciante Kleber, filho do também lojista João Paulo de Abreu – que há 30 anos veio para o Vale do Aço estabelecer-se com sua loja de variedades em um dos bairros mais populosos da região. Muitos foram e são os desafios enfrentados por Kleber e seu pai. Nas páginas 4, 5, 6 e 7 trazemos uma ampla matéria sobre o Dia das Mães, mostrando as tendências da economia em 2013 e explicitando como o comerciante deve proceder para obter sucesso nas vendas aproveitando as particularidades da data. Fomos atrás de tradicionais comerciantes de bairro, que – entre outras ações – se preparam para o Dia das Mães incrementando vitrines, investindo em contratações temporárias e em promoções. A Revista COMÉRCIO EM AÇÃO de abril ainda traz a notícia de mais qualificação profissional, com o Sindcomércio e o Senac entregando certificados a alunos que finalizaram o curso de Auxiliar de Pessoal em Timóteo, além de uma entrevista com Isaque Leal, do INSS – que fala da importância de o empresário se organizar para poder gozar com tranquilidade da aposentadoria, entre outros assuntos de crucial interesse do lojista. Vale a pena conferir! Boa Leitura! José Maria Facundes Presidente do Sindcomércio

Sindicato do Comércio Varejista e Atacadista de Bens e Serviços do Vale do Aço TIMÓTEO

CORONEL FABRICIANO

IPATINGA

3849.4490 3842.2040 3821.9020

• Jornalista responsável: Emmanuel Franco • Equipe de planejamento e coordenação: Camila Magalhães, Dário Barbeto, Ricássia Perdigão, Carlos Souto e Tiago Barcelos • Fotos: Emmanuel Franco • Colaborador: Paulo Sérgio de Oliveira

• Revisão: Graça Castro • Diagramação, Fotolito e Impressão: Gráfica Art Publish • Tiragem: 7.000 exemplares


Qualificação profissional Sindcomércio e Senac entregam certificados aos alunos que finalizaram o curso de Auxiliar de Pessoal Dando continuidade à série de ações que busca suprir a carência por mão de obra qualificada no comércio varejista e atacadista de bens e serviços do Vale do Aço, o Senac – em parceria com o Sindcomércio – entregou, no final do mês de março, 19 certificados aos alunos carentes que cumpriram o curso de Auxiliar de Pessoal. As aulas tiveram carga horária de 162 horas, foram uma iniciativa do Programa Senac de Gratuidade (PSG) e aconteceram na sede do Sindcomércio em Timóteo. “Já passei dos 50 (anos) e gostei muito de ter feito o curso. Me emocionei algumas vezes durante as aulas, chegando a encher os olhos de lágrima, pois a relação com os colegas de sala foi muito boa, além da oportunidade única que tivemos de aprender coisas novas”, contou Conceição Maria Vidal, moradora do Bairro Timotinho, que – assim como outras duas alunas – foi inserida no

curso por meio do Programa de Reabilitação do INSS. Já a aluna Regiane Aparecida da Silva destacou o curso como “de fundamental importância para seu crescimento profissional”. “Hoje estou trabalhando em uma área que buscava e não só o conteúdo, mas toda vivência em sala de aula me deu um olhar mais amplo para a vida”, disse.

Representantes do Senac, do Sindcomércio, empresários e os formandos

ticiparam da entrega dos certificados o gerente regional de operação do Senac, Dilermano Ubiraci Amador de Oliveira e os empresários Joaquim Luiz Viana (Água de Cheiro) e Sônia Andrade (Brasil Supermercados). Mais informações sobre cursos gratuitos promovidos pelo Senac e Sindcomércio podem ser obtidas através do telefone 3842-2040.

Mercado

As aulas, que aconteceram de segunda a sexta-feira, começaram no dia 29 de outubro do ano passado. “Alguns alunos foram inseridos no mercado de trabalho antes mesmo de o curso terminar”, ressalta José Maria Facundes, presidente do Sindcomércio e conselheiro do Senac. Ele complementa: “Nosso objetivo principal foi o de qualificar pessoas que não têm condições de frequentar escolas particulares”. Além de José Maria Facundes, par-

A empresária Sônia entrega o certificado à aluna Conceição, que foi inserida no curso por meio do Programa de Reabilitação do INSS




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Investimentos pontuais e ações estratégicas: lojistas do Vale do Aço se prepararam muito bem para a data radicionalmente celebrado no 2º domingo do mês de maio, em 2013 o Dia das Mães mais uma vez vai movimentar a economia do Vale do Aço, sobretudo o setor varejista, com geração de empregos temporários e renda nos mais diversos segmentos. O consumidor – principalmente o que antecipar as compras – vai encontrar variedade, espaço no interior das lojas, bom atendimento e vendedores com mais tempo para mostrar as mercadorias. “Como é de praxe acontecer anualmente, os setores de vestuário, perfumaria, calçados, roupas, sapatos e objetos para a casa vão ser aquecidos. No entanto, muitas mães querem e deverão ser presenteadas com equipamentos tecnológicos, como tablets e smartphones”, observa o presidente do Sindcomércio Vale do Aço, José Maria Facundes. Entre os empregos temporários que serão e ainda estão sendo gerados há vagas para vendedores, operadores de caixa, estoquistas, repositores e fiscais de loja. “Vale ressaltar que as empresas contratam com o objetivo de atender a demanda do Dia das Mães, mas muitos funcionários continuam no cargo, uma vez que se encaixam bem na função e apresentam um desempenho acima da média”, lembra José Maria Facundes. O presidente do Sindcomércio reforça que para garantir sucesso nas vendas é importante que o lojista exponha bem os produtos que normal-


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mente têm boa saída, deixando-os à vista dos consumidores nas vitrines. “Explorar as promoções, investir em um atendimento diferenciado e no crédito facilitado também sempre vale a pena”, conclui José Maria Facundes. Para conhecer melhor as expectativas e estratégias que serão adotadas pelo empresariado da região no Dia das Mães 2013, o Sindcomércio foi às ruas e entrevistou lojistas em Ipatinga, Coronel Fabriciano e Timóteo. Foi possível perceber que, assim como os comerciantes dos grandes centros, os lojistas de bairro se prepararam muito bem para a data.

Coronel Fabriciano Mônica Duarte Natalino é proprietária da aconchegante e requintada Babado Boutique, localizada na Avenida Geraldo Inácio, no Distrito de Melo Viana, em Coronel Fabriciano. Ela revela que os investimentos para o Dia das Mães foram voltados, principalmente, para o incremento da vitrine e variedade do “mix” de produtos. “Também distribuímos brindes e mimos para os consumidores, algo que o cliente possa gostar e fazer uma propaganda posteriormente. Para 2013 estou preparando um presente que, por enquanto, é surpresa. Mas posso adiantar que o cliente levará o cheirinho da Babado Boutique para casa”, explica Mônica Duarte. A comerciante conta que no início de abril a loja já estava preparada para atender as mães com a coleção de outono-inverno 2013. “Estamos com a nova coleção e buscamos o que há de mais atual. Está tudo maravilhoso... As mamães e os filhos vão se encantar”, garante. A dona da Babado Boutique afirma que trabalha com um público jovem. “Temos muitas peças para mamães mais modernas e, ainda, para aquelas que usam tamanhos

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Muitas mães querem e deverão ser presenteadas com equipamentos tecnológicos

Juntamente com vestuário, perfumaria e roupas, o segmento de calçados será um dos mais movimentados neste Dia das Mães maiores. É importante o cliente antecipar as compras, mas ressalto que sempre temos muitas novidades em roupa feminina e masculina’’, diz Mônica Duarte, lembrando que um dos pontos fortes em se comprar no Melo Viana é facilidade de estacio-

namento. “Ainda há muita variedade no comércio daqui, lojas ótimas de calçados, roupas, acessórios e perfumaria, por exemplo. O Melo Viana sempre foi um ótimo local para se fazer compras e, agora, com a chegada de novos bancos e grandes re-




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des de supermercado, tornou-se um polo comercial completo”, concluiu Mônica.

Timóteo Moderna e espaçosa, a loja Fernanda Franco também é especializada em moda feminina e está situada na Avenida Almir de Souza Ameno, no Bairro Funcionários, em Timóteo. Tem dois pavimentos, sendo que o segundo é usado exclusivamente para expor as promoções. “Vamos lançar a campanha de outono-inverno duas semanas antes do Dia das Mães, em meados do finalzinho de abril e início de maio, com muitas novidades”, informa a proprietária e homônima da loja, Fernanda Franco, que – além de comerciante – ainda trabalha como compradora da empresa Aperam. Questionada sobre contratações temporárias para atender a demanda criada com a aproximação da data, a lojista diz que vai admitir funcionários sim, mas que eles não serão provisórios. “Contratamos com o objetivo de incrementar as vendas no Dia das Mães, mas serão colaboradores que vão continuar para o Dia dos Namorados e datas comemorativas seguintes, sempre com o objetivo de

atender bem o cliente”, garante Fernanda Franco, que também tem lojas em Ipatinga (Av. Castelo Branco, no Bairro Horto) e em Fabriciano (Rua Maria Matos, no Centro). Muitas pessoas não têm tempo para comprar ou ficar nas lojas procurando as melhores roupas e sapatos. Para atender este tipo de cliente, Fernanda Franco também oferece produções, onde une em um “look” peças de acordo com o que a moda dita. “Trabalho com poucas marcas para ter a identidade delas dentro da minha loja”, conta a lojista, lembrando que as peças que sobraram do verão vão continuar com ótimos preços em abril. “Na verdade as promoções na minha loja são contínuas, ou seja, nunca param”, complementa. Para o Dia das Mães, entre outras ações, Fernanda Franco ainda vai promover um coquetel, decorar a vitrine e outros espaços da loja.

Ipatinga Diversificada e bem localizada, a Coisa Nossa, no Centro Comercial do Cariru (CCC), em Ipatinga, fará o lançamento da coleção de outonoinverno no próximo dia três de maio, sexta-feira, quando haverá coquetel

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É importante que o lojista exponha bem os produtos que normalmente têm boa saída, deixando-os à vista dos consumidores nas vitrines e desfile na loja. “Trata-se do Mês das Mães e estaremos com o estoque completamente preparado para atender nossas clientes”, informam Brunhilde Almeida Costa e Martha Lara Costa, mãe e filha, respectivamente, sócias da Coisa Nossa. Brunhilde e Martha ressaltam que são de praxe os investimentos em promoções, no incremento da vitrine e um atendimento diferenciado. “O Dia das Mães é a segunda melhor data comemorativa do ano para nós, perdendo apenas para o Natal. Sabemos da alta demanda que há e estamos comunicando a chegada do estoque a nossas clientes via Facebook, por telefone e através de mensagens. Nenhuma mãe vai ficar sem presente, pois algumas delas até comentam com a gente: ‘Já sei o que eu vou me dar em 2013’. Antecipando o filho e o marido”, descrevem as proprietá-


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rias da Coisa Nossa, reforçando que a loja está cheia de novidades. Perguntadas acerca do “carrochefe” da Coisa Nossa, Brunhilde e Marta responderam que são a moda feminina voltada para a “jovem senhora”. “Também trabalhamos com plus size (roupas de tamanhos maiores), que é um dos vários pontos fortes da loja”, contam, acrescentando

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que ainda há na loja o plus size voltado para a moda masculina. Mãe e filha lembram que uma das vantagens em se fazer compras no Cariru é a acessibilidade. “É seguro e fácil estacionar o carro no bairro. Algumas de nossas clientes que moram mais perto vêm a pé até a loja e aproveitam para comprar em outros estabelecimentos do CCC, pois temos

Monica Duarte e as vendedoras da Babado Boutique, situada no Melo Viana, em Coronel Fabriciano: investimentos na vitrine e no “mix” de produtos

Fernanda Franco ladeada por duas colaboradoras em sua loja no Bairro Funcionários, em Timóteo: lançamento da coleção de outono-inverno acontecerá duas semanas antes do Dia das Mães

Brunhilde e Martha são proprietárias da Coisa Nossa, no Bairro Cariru, em Ipatinga: moda feminina voltada para a “jovem senhora” e plus size são os pontos fortes da loja



aqui segmentos diversos do comércio, um verdadeiro Centro Comercial a céu aberto”, informam as lojistas. Martha e Brunhilde enveredaram para o comércio no final da década de 1980, quando vendiam roupas em casa, na Rua Canadá, no Cariru. Montaram uma loja própria em meados de 1990, também no Cariru. Estão instaladas no CCC há nove anos.




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Marcos Isaque Leal, gerente do INSS de www.sindcomerciova.com.br Coronel Fabriciano

O comerciante e a aposentadoria Esquecida por alguns empresários, a Previdência Social pode ser muito útil diante de contratempos e para aqueles que querem gozar de um final de vida tranquilo “Dispensa remunerada do trabalho, regulamentada por lei, e concedida por idade, tempo de serviço ou invalidez”. É a definição dada pelo dicionário à palavra aposentadoria. No entanto, mais do que explícita o significado literal do termo, quem se aposenta tem muitos outros direitos, inclusive os de usufruir de vários benefícios – legais ou não. E assim como qualquer outro trabalhador, muitos comerciantes varejistas e atacadistas de bens e serviços do Vale do Aço sonham com o dia em que poderão gozar da aposentaria. Porém, nem todo empresário, seja de qual porte for, se prepara para ter um fim de vida tranquilo, muitos não sabem a maneira correta de contribuir com a Previdência Social e têm outras dúvidas. Para esclarecê-las, a Revista COMÉRCIO EM AÇÃO entrevistou o gerente da agência do INSS de Coronel Fabriciano, Marcos Isaque Leal, que há 28 anos atua na área. Veja a seguir as deliberações e outras nuances da aposentaria para o comerciante. COMÉRCIO EM AÇÃO – Como é calculado o tempo de serviço do comerciante para efeito de aposentadoria? O que o empresário deve fazer para se aposentar com um salário condizente com seus lucros? Marcos Isaque Leal – Até o final da década de 1990 existia a aposentadoria por tempo de serviço e, às vezes, ele não era o mesmo da contribuição. Hoje nós temos apenas a aposentadoria por tempo de contribuição. O empresariado no Vale do Aço, de

um modo geral, está na condição de contribuinte individual – cuja alíquota de contribuição é de 11%. O comerciante que contribui com o INSS pode pagar um valor que vai incidir sobre o salário mínimo, que atualmente está em R$ 678, até o teto máximo, que é de R$ 4.157. É o empresário que vai decidir quanto vai querer pagar e, consequentemente, receber após se aposentar. Vai depender do seu poder de desembolso. Hoje em 11%, a alíquota para o comerciante contribuir com a Previdência Social já foi de 20%, sendo que alguns empresários-

contribuintes passam despercebidos e ainda pagam a alíquota maior. Com relação à fórmula de cálculo do salário da aposentadoria, muitas pessoas ainda acham que ela é feita com base nos últimos 36 meses de contribuição. Mas não é. O cálculo é feito a partir de julho de 1994, considerando todas as contribuições do segurado. Aí eu já não estou falando somente do empresário, mas de maneira geral: tudo que você contribuiu de julho de 1994 em diante vai servir de base para cálculo para o seu benefício, sendo que o homem se aposenta com 35 anos de


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contribuição, e a mulher com 30. C.A. – Há diferença na aposentadoria de micro, médios, grandes empresários, ou mesmo na de micro empreendedores individuais? M.I.L. – Apenas no caso do micro empreendedor individual, que é encarado de forma diferenciada, inclusive pagando uma alíquota de contribuição de apenas 5%. Mas, em contrapartida, ele vai ter um benefício menor, uma vez que sua contribuição só vai gerar aposentadoria por idade, no valor de um salário mínimo. Se optar por ter uma aposentadoria superior, ele vai ter que deixar a condição de micro empreendedor individual e se enquadrar na situação de um empresário normal, utilizando as alíquotas convencionais. Enquanto for micro empreendedor ele só vai pagar sobre um salário e a alíquota é de 5%. C.A. – Quais os maiores dificuldades enfrentadas por comerciantes quando tentam se aposentar? M.I.L. – Infelizmente um dos grandes problemas é a falta de organização. As pessoas não se dão conta das responsabilidades e não preveem que amanhã ou depois vão precisar da Previdência Social. Muitas vezes o empresário não fiscaliza se o contador está depositando de maneira correta o dinheiro do seu INSS. No final do mês você quer saber quanto é o seu salário, correto? Se faltar R$ 5, você vai perceber a diferença. Porque não se tem a mesma preocupação com a Previdência? É muito importante ter esse acompanhamento das contribuições, se estão sendo depositadas mensalmente e da maneira correta. Se for correntista do banco do Brasil, o empresário pode tirar o extrato das contribuições nos terminais do banco do Brasil. Caso contrário, ele simplesmente vai cadastrar uma senha e ter acesso às informações pela

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Internet, se todos os recolhimentos estão constantes. Nem é necessário ir a uma agencia do INSS. Volto a ressaltar: na maioria das vezes o comerciante ou contador está preocupado com o Fisco simplesmente, voltando a atenção para as receitas Estadual e Federal, deixando de lado a Previdência Social. Alguns empresários também se equivocam quando pagam as contribuições de custeio, como a Cofins, que é a Contribuição para Seguridade Social, e acham que diz respeito ao pagamento da Previdência Social. Muitos não separam as contribuições e fazem confusão dentro do processo de dissolução ou constituição de uma empresa. Também pagam a Guia de

O empresário que vai decidir quanto vai querer pagar e, consequentemente, receber após se aposentar. Previdência Social pensando que é um pagamento para fins de benefício, mas não é. Trata-se de algo que diz respeito ao custeio, uma vez que na legislação de Previdência nós temos a parte que diz respeito ao custeio e ao benefício. O Estado e a União não podem criar nenhum tipo de Contribuição Social sem uma fonte de custeio, ou seja, o pagamento da Cofins, por exemplo, tem que sair do bolso dos empresários. C.A. – O número de comerciantes que pagam a Previdência Social no Vale do Aço é significativo? M.I.L. – Alguns empresários não chegam a contribuir por acreditar que nunca vão precisar do INSS. Acham

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que é mais um dinheiro que está “indo para o ralo”, mas, quando a situação se complica, muitos acabam batendo na nossa porta. É a realidade que a gente vê. Prestes a completar 28 anos de serviço, ainda noto alguns equívocos cometidos por comerciantes: o empreendimento é uma sociedade e só um dos sócios contribui. Em outros casos o marido e a mulher são donos do negócio, e também só há a contribuição para um deles. Na verdade não existe uma visão de futuro dos efeitos dessa contribuição. A pessoa quando começa a contribuir pensa, única e exclusivamente, em aposentadoria: “Eu só vou aposentar daqui a 30 anos”. Muitos esquecem que há o auxílio-doença, uma vez que você pode – amanhã ou depois – sair na rua, sofrer um tropeção e quebrar uma das pernas. Você não vai conseguir mais trabalhar, mas se estiver tudo de acordo com a Previdência Social, enquanto o empresário não recuperar a sua capacidade laboral, quem vai pagá-lo é o INSS. Há também o direito à aposentadoria por invalidez. Vale ressaltar que temos um contingente muito grande de pessoas procurando a aposentaria. Isso cresceu vertiginosamente nos últimos anos, tanto em Fabriciano, quanto em Ipatinga e Timóteo. C.A. – Como comerciantes que precisam de informações devem proceder? M.I.L. – Se o empresário tem alguma dúvida, em um primeiro momento ele vai consultar a nossa central: o Call Center através do telefone 135. Depois ele poderá acessar o site www. previdencia.gov.br. Se nos dois processos o comerciante não conseguir sanar a sua dúvida, ele pode agendar um serviço daquele elenco, que está disponível no nosso Call Center ou na Internet, e marcar um horário presencial em uma agência do INSS com agenda prévia para que esclareça qualquer questão que diz respeito à Previdência Social.


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Donos de casas de carne reivindicam convenções e acordos separados Comerciantes entendem que negociações não podem ser feitas em conjunto com supermercados, açougues, mercearias, varejões, sacolões e hortifrutis epresentantes de casas de carne de Ipatinga procuraram o Sindcomércio Vale do Aço, no mês de março, para cobrar que os acordos e convenções coletivas que definem o horário

de funcionamento do segmento nos feriados sejam negociados de maneira apartada. Os empresários entendem que as negociações não podem continuar como estão, ou seja, feitas em conjunto com super-

Os lojistas do segmento deixaram claras as suas reivindicações no encontro que ocorreu na sede do Sindcomércio em Ipatinga


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com o Sindcomércio foi o comerciante Reinaldo Lúcio Inácio da Silva, proprietário da “Pró-churrasco”, que tem sedes nos bairros Bom Retiro e Canaã. Assim como os outros proprietários de casas de carne, ele entende que as lojas do segmento devem funcionar em todos os feriados. “De segunda a quinta-feira a movimentação de clientes em nossas lojas é muita baixa. Aumenta consideravelmente nos feriados e fins de semana, quando necessitamos, e muito, de manter as portas abertas, pois só assim nossos negócios conseguirão sobreviver”, disse um dos comerciantes que se reuniram com os representantes do Sindcomércio na sede da entidade em Ipatinga, situada na Rua Sabará, Centro.

O diretor administrativo do Sindcomércio, Jair Zanela, e o assessor de Relações do Trabalho e Sindical, Tiago Barcelos, veem com bons olhos o desmembramento das negociações

mercados, açougues, mercearias, varejões, sacolões e hortifrutis. “O Sindcomércio Vale do Aço vê com bons olhos o desmembramento das negociações, uma vez que assim será possível fazer com que cada comerciante seja mais bem atendido, de maneira que possam mostrar suas reivindicações e anseios específicos”, avalia o assessor de Relações do Trabalho e Sindical da entidade, Tiago Barcelos. Ele ainda complementa: “Se algum lojista de qualquer outro segmento do comércio entender que necessita de uma negociação separada, pode se unir com outros e nos procurar. Estamos sempre de portas abertas”. O primeiro a buscar soluções

Proposta Uma proposta para que as casas de carnes funcionassem nos próximos feriados foi elaborada pelo Setor Jurídico do Sindcomércio e enviada ao Seci (Sindicato dos Empregados no Comércio de Ipatinga). Os representantes da entidade laboral se recusam, veementemente, que os empregados trabalhem no próximo dia 29 de abril (feriado de aniversário de Ipatinga) e no dia 1º de Maio (Dia do Trabalhador). Os dirigentes do Seci só aceitam conversar sobre abrir as lojas nos próximos feriados após o 1º de Maio. As negociações entre os dois sindicatos já estão em andamento.


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Sindcomércio orienta supermercadistas notificados pelo Ministério do Trabalho Estão sendo cobradas 16 exigências trabalhistas previstas em portarias e na CLT

Empresários na sede do Sindcomércio em Coronel Fabriciano

Empresários do segmento supermercadista de Ipatinga, Coronel Fabriciano e Timóteo estão sendo notificados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) a cumprir 16 exigências trabalhistas previstas em portarias e na Consolidação das Leis de Trabalho (CLT). O Sindcomércio Vale do Aço, em parceria com Gerência Regional do MTE, promoveu uma reunião no dia 21 de março, na qual esclareceu como os comerciantes do setor devem proceder. “Antecipamos aos empresários que, após receber a notificação, eles tinham 10 dias

para pedir prorrogação de tempo para que possam se adequar ao que está sendo solicitado”, informa o assessor de Relações do Trabalho e Sindical do Sindcomércio, Tiago Barcelos. As exigências dizem respeito ao ambiente de trabalho. Algumas delas são específicas a profissionais que atuam em açougues e câmaras frigoríficas, como o uso de luvas de malha de aço na mão oposta à que realiza os cortes e desossas, e de roupas para proteção do corpo contra o frio. “Entendemos que a intenção

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do MTE é preservar a segurança e saúde do trabalhador, mas pedimos mais tempo para que todos os comerciantes possam se ajustar. Algumas das exigências são bem básicas e já estão sendo cumpridas há muito tempo pelo empresariado”, observa Tiago Barcelos.

Outras exigências A notificação encaminhada pelo MTE ainda prevê que os supermercadistas devem “dotar as instalações sanitárias de lavatório provido de material para limpeza individual, enxugo ou secagem das mãos, sendo vedado o uso de toalhas coletivas”. Portanto, os empresários devem disponibilizar, por exemplo, sabonete líquido e papel toalha aos seus funcionários. Deverá ser garantida aos trabalhadores água potável, além de ser proibido o uso de recipientes coletivos como copos e caneca. Entre outras exigências, os supermercadistas também devem adotar medidas de prevenção de incêndios, disponibilizar escaninhos, gavetas ou cabides para guarda dos pertences pessoais dos empregados e cuidar para que os postos de trabalho dos caixas tenha assentos com altura ajustável, encosto de proteção da região lombar e borda frontal arredondada. Empresários com dúvidas podem procurar o Setor Jurídico do Sindcomércio Vale do Aço através dos telefones 3821-9020, 38422040 e 3849-4490. Quem não cumprir as 16 exigências listadas na notificação enviada pelo MTE poderá ser multado


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Desenvolvimento Profissional Cursos

Workshops

Treinamentos

Palestras

Atento com as constantes mudanças fiscais e tributárias, o Sindcomércio Vale do Aço tem qualificado empresários, empregados do comércio e contabilistas, propiciando oportunidades para as pessoas enriquecerem seus currículos e se atualizarem no mercado.


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Lei das Sacolas Plásticas é “letra morta” em Fabriciano Aprovada pela Câmara, foi rapidamente confirmada e assinada pelo Poder Executivo municipal, mas sequer chegou a ser regulamentada Sancionada e publicada pelo Poder Executivo de Coronel Fabriciano em 29 de abril de 2011, a lei 3.615, que dispõe “sobre a substituição de saco plástico de lixo e de sacola plástica por saco de lixo ecológico e sacola ecológica”, parece estar longe de se tornar realidade. Aprovada pela Câmara de Vereadores, foi rapidamente confirmada e assinada pelo então prefeito Chico Simões (PT), mas sequer chegou a ser regulamentada. Teria que entrar em vigor já no último dia 29 de abril, uma vez que o Artigo 3º prevê que “a substituição de uso a que se refere a lei terá caráter facultativo pelo prazo de 24 meses, contado da data de publicação, e caráter obrigatório após esse prazo”. Atual presidente da Câmara de Vereadores de Fabriciano, o vereador Marcos da Luz (PT) defende que haja um maior debate

Em Ipatinga, quando os consumidores já estavam se acostumando com o fim das tradicionais sacolas plásticas, a lei foi revogada

em torno do tema, envolvendo entidades de classe e a sociedade civil organizada. “Ninguém está observando a complexidade da lei. Não foram analisados os percalços, a aplicabilidade e os desdobramentos. No arcabouço jurídico você tem leis que não possuem eficácia e acabam não sendo cumpridas ou fiscalizadas. É o que está acontecendo com a Lei das Sacolas Plásticas em Coronel Fabriciano, que acabou virando uma ‘letra morta’”, avalia o legislador. “Essa lei merecia ter ampla discussão, o que ainda não aconteceu. É necessário aprofundar o debate”, reforça. Marcos da Luz ainda citou o exemplo de Ipatinga, onde a lei foi aprovada e houve uma flexibilização do prazo para começar a vigorar, mas acabou revogada. “Também é necessário que a lei seja regulamentada através de


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decreto do Poder Executivo, para que sejam conhecidos os detalhamentos e diretrizes em relação à sua aplicação”, complementa o presidente da Câmara, para finalizar: “Do ponto de vista ideológico, digamos assim, eu sou a favor da lei em razão da defesa do meio ambiente. Mas há questões econômicas e sociais que devem ser analisadas. Reitero que, antes de começar a vigorar, a lei deve ser precedida de um amplo debate.”

Autor da lei O autor da lei, o ex-vereador José Cleres Gomes (PSB), não foi reeleito no último pleito municipal. Quando ainda era legislador na cidade, ele ressaltou a importância de buscar ações de preservação do meio ambiente, destacando que para a Lei das Sacolas Plásticas funcionar também era necessária a conscientização da população através de campanhas. “O que presenciamos atualmente em nosso município é o descarte do plástico tanto no solo como nos ribeirões”, disse, na época, José Cleres.

Marcos da Luz defende que haja uma ampla discussão em torno do tema

Sindcomércio José Maria Facundes, presidente do Sindcomércio Vale do Aço, foi contra o projeto que revogou a Lei das Sacolas Plásticas em Ipatinga. “Há 35 anos o consumidor tem o hábito de usar a sacola plástica e não é fácil mudar uma cultura repentinamente. A resistência inicial dos clientes diante das mudanças é esperada, mas as pessoas têm que ter em mente que a natureza pede socorro. Esperamos que em Fabriciano a lei entre em vigor e seja aplicada”, reivindica Facundes, complementando que quando os consumidores já estavam se acostumando com o fim das tradicionais sacolas plásticas em Ipatinga, a lei acabou revogada. Um dos argumentos para a revogação da lei em Ipatinga foi o fato de o consumidor ter de pagar pelas sacolas ecológicas. “O cliente que não quer gastar todos os dias com as sacolas biodegradáveis pode optar por usar as sacolas retornáveis, que são bastante úteis e ainda vendidas a preço de custo em supermercados e outros estabelecimentos comerciais da região”, informa o presidente do Sindcomércio, acrescentando que não se pode embutir o custo das sacolas ecológicas no preço das mercadorias, pois isso prejudicaria aqueles que usam sacolas reutilizáveis. Em Belo Horizonte a lei das sacolas plásticas também enfrentou resistência, mas atualmente mais de 95% da população utiliza embalagens retornáveis.

A lei foi sancionada em 29 de abril de 2011, mas parece estar longe de se tornar uma realidade

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“Líder Coach”: como formar equipes de alta performance De iniciativa da Gaia Consultoria, treinamento aconteceu nos dias 5, 6 e 7 de abril, em Ipatinga. Empresa anuncia que vai promover outros cursos Voltado para líderes, gestores, gerentes, diretores, executivos, empresários e empreendedores que desejam transformar suas equipes de trabalho em “equipes de aprendizagem de alta performance”, o curso Líder Coach aconteceu nos dias 5, 6 e 7 de abril, na Faculdade Pitágoras, em Ipatinga. De iniciativa da Gaia Consultoria, Desenvolvimento e Coaching, foi um treinamento – com carga horária de 24 horas – que conciliou teoria com atividades práticas. De acordo com a psicopedagoga Rosélia Assis de Azevedo, da Gaia Consultoria, o Líder Coach é um “curso prático com certificação internacional”. “É intenção da empresa oferecer outros cursos na área de desenvolvimento de lideranças. E o treinamento Líder Coaching, certamente, faz parte de nossos projetos, oferecendo-o novamente em um futuro breve”, revela Rosélia Assis, acrescentando que 23 pessoas participaram do curso nos

dias 5, 6 e 7 de abril. “Foram profissionais que exercem lideranças no Vale do Aço”, complementa. O treinamento Líder Coach teve o seguinte conteúdo programático: O que é coaching?; Conceitos de Líder Coach; Desempenho x Desenvolvimento; Foco na solução de problemas; Liderando com perguntas; Ferramenta GROW; Comunicação eficaz; Estabelecimento de vínculos; Os 4 estágios da competência; Ferramenta SMART; A arte do feedback; Modelo de diálogo Líder Coach; Resolução de conflitos. Os instrutores do curso foram Júnior Rodrigues e Yara Prates, dois conceituados profissionais de renome internacional.

Depoimentos

Cleonice Vieira, psicóloga e proprietária do Idhea Consultoria, foi uma das profissionais que participou do treinamento Líder Coach. Para ela,

Profissionais de diversos segmentos participaram do treinamento

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“foi singular o desenvolvimento pessoal e profissional”. Já para Eudeice Gleide Viana, psicóloga do Garcia Supermercados, o curso “foi fantástico, uma vez que promoveu, além de conhecimento, uma troca de experiências com pessoas altamente capacitadas”. “São muitas as possibilidades de aplicar esse mega conhecimento que recebemos”, afirmou, por sua vez, Flávia Rejane, da rede de padarias Premially. José Maria Facundes e Tiago Barcelos, presidente e assessor de Relações do Trabalho e Sindical do Sindcomércio Vale do Aço, respectivamente, também participaram do treinamento. “O que foi absorvido nos três dias de curso será aplicado na nossa gestão à frente do Sindcomércio, sempre em busca da longevidade do comércio varejista e atacadista de bens e serviços do Vale do Aço”, resumiu José Maria Facundes. “Fomos treinados por profissionais altamente qualificados, que nos passaram inúmeras maneiras de aprimorar o nosso trabalho”, disse Tiago Barcelos. O Sindcomércio Vale do Aço firmou, recentemente, um convênio com a Gaia Consultoria, sendo que comerciantes têm 15% de desconto em cursos e consultorias na empresa.


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Jantar em homenagem ao Contabilista Tradicional evento promovido pelo Sindcomércio será no próximo dia 27 de maio Contadores, técnicos e muitos outros profissionais de contabilidade são o público-alvo da 5ª edição do Jantar em homenagem ao Contabilista no próximo dia 27 de maio, no hotel Metropolitano, em Coronel Fabriciano. O tradicional evento promovido pelo Sindcomércio terá palestra de Roberto Dias Duarte, que abordará o tema “A Era da Gestão Tributária Colaborativa”. O objetivo do jantar é promover um grande encontro de contadores, de maneira a deixar a classe unida e atualizada, sobretudo com questões fiscais e tributárias. “Entendemos que, ao fortalecer a categoria, estaremos trazendo benefícios para o comerciante varejista e atacadista de bens e serviços, uma vez que empresários e contadores são parceiros permanentes”, analisa José Maria Facundes, presidente do Sindcomércio. O Jantar em homenagem ao Contabilista é uma iniciativa do Sindco-

mércio com apoio do Sebrae, Senac e Federação do Comércio do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG).

A palestra

Roberto Dias Duarte é o palestrante mais requisitado sobre o assunto Sped (Sistema Público de Escrituração Digital). Já realizou mais de 400 palestras no Brasil. Seu blog (robertodiasduarte.com) foi eleito um dos melhores do país no segmento. Publicou cinco livros e dezenas de artigos em jornais e revistas: Valor Econômico, O Globo, Estado de São Paulo, Diário do Comércio/SP, Jornal do Comércio/RS, Estado de Minas, entre outros. Professor em cursos de pós-graduação, administrador de empresas com MBA pelo Ibmec, ainda é membro do Conselho Consultivo da Mastermaq Software e especialista em Tecnologia da Informação, Certificação Digital, Redes Sociais, Sped e NF-e (Nota Fis-

Roberto Dias Duarte será o palestrante da 5ª edição do evento

cal Eletrônica), com mais de 20 anos de experiência em projetos de gestão e tecnologia. Mais informações através dos telefones 3842-2040; 3821-9020; 38494490.

O último Jantar em homenagem ao Contabilista foi muito prestigiado pela classe


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Nascido para o Comércio Empresário prestes a completar 30 anos de profissão, Kleber Abreu discorre – em entrevista exclusiva – sobre as peculiaridades de ser dono de uma loja de bairro, das vantagens e mazelas no dia a dia do lojista e da atual conjuntura econômica do Vale do Aço Kleber Miranda de Abreu é um dos comerciantes mais tradicionais e respeitados do Bairro Bom Jardim, em Ipatinga. Hoje com 42 anos, ele começou a trabalhar na loja do pai, o Armarinho do Paulo, aos 12. Vendia, organizava prateleiras e até ajudava na limpeza. Casado e pai de Camila, uma encantadora garota de 6 anos, Kleber Abreu é o entrevistado do mês da seção “Bate-papo com o comerciante”. Prestes a completar 30 anos no Comércio, ele discorreu – entre outras coisas – sobre as peculiaridades de ser dono de uma loja de bairro, das vantagens e mazelas em ser comerciante e da atual conjuntura econômica do Vale do Aço. Kleber Abreu recebeu a reportagem da Revista COMÉRCIO EM AÇÃO em sua loja de variedades, o Armarinho do Paulo, que há anos herdou do pai a responsabilidade de gerir. Confira!

Aos 12 anos Kleber Abreu já vendia, organizava prateleiras e até ajudava na limpeza da loja do pai


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COMÉRCIO EM AÇÃO – Fale, primeiro, sobre o início da carreira no comércio. K.A. – Nasci em São Paulo, mas estou no Vale do Aço há 30 anos. Vim pra cá com 12 e hoje tenho uma filha de 6, a Camila. Meu pai, João Paulo de Abreu, também é comerciante, tem 70 anos e ainda está em atividade. É dono de uma loja no Bairro Iguaçu, a Grazi Variedades, que é do mesmo ramo da minha. Assim que meu pai abriu o Armarinho do Paulo, em 1983, uma “portinha” em uma esquina aqui da Avenida das Flores, eu já fui para trás do balcão. Naquela época o compromisso que eu tinha era de vender, arrumar prateleiras, passar pano... Fazia de tudo. Estou quase há 30 anos no Comércio e penso que está quase na hora de eu me aposentar (risos). Mas sei que foi o Comércio que proporcionou tudo pra mim, e é a ele que devo o que tenho. CA. – O Armarinho do Paulo é uma referência no Bom Jardim. Atualmente qual é o carro-chefe da loja? K.A. – Eu trabalho com material escolar, brinquedos, utilidades domésticas, cosméticos e aviamento. Fui ampliando o leque de produtos depois que peguei a loja do pai, que comercializava material elétrico, por exemplo, que eu não vendo hoje. Ao longo dos anos eu tirei alguns produtos e coloquei outros no lugar. Antigamente era, basicamente, uma loja de aviamentos e brinquedos. Hoje nós focamos muito em cosméticos, que eu acredito que seja o que mais gira no Armarinho do Paulo, uma vez que há uma reposição semanal. Não é igual brinquedo que a gente viaja uma vez por mês para repor estoque, ou utilidade doméstica que, às vezes, também não repõe com tanta assiduidade. Atualmente eu só vou a Belo Horizonte para comprar variedades, pois não há o fornecimento direto na porta da loja, como no caso de cosméticos e aviamentos. A viagem

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é exclusivamente para comprar essas coisas diferenciadas. C.A. – Como foi a sucessão familiar, a transição do Armarinho do Paulo de pai para filho? K.A. – Não houve dificuldade nenhuma. Muito pelo contrário, pois eu já estava dentro da loja há anos. Ocupava todos os setores: comprava, vendia e fazia os serviços administrativos. Já não era como antes, quando eu era apenas balconista e atendente, funções que já haviam sido delegadas para as outras funcionárias. C.A. – O que o comerciante Kleber Abreu pode falar sobre as vantagens e dificuldades da profissão? K.A. – O Comércio é pra quem gosta... O que eu poderia dizer das vantagens de ser um comerciante para uma pessoa empregada é que a gente está trabalhando em um negócio próprio, almejando um crescimento de uma coisa própria e ampliando horizontes de um negócio seu. Já as desvantagens são muitas: carga tributária pesada, concorrência exacerba-

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da... Hoje as grandes empresas, essa redes de hipermecados, por exemplo, trabalham com uma variedade grande de mercadorias, com o grande benefício de comprar em larga escala a um preço melhor. Em contrapartida, no meu caso, pelo fato de ser comércio de bairro, a gente consegue suprimir essa concorrência em determinados pontos até desleal, uma vez que o Armarinho do Paulo tem uma clientela cativa. Até hoje trabalhamos com crediário e fichas e, aqui no Bom Jardim, é comum a mãe falar com o filho: “Ô menino, vai no ‘Sô Paulo’ comprar um caderno”. Então os meus clientes não são dimensionados como em uma loja de Centro, onde vão passar pessoas diferentes diariamente. O comerciante de bairro tem ao redor do seu negócio, por anos e anos, pessoas conhecidas e queridas. De 1.700 clientes que tenho de crediário, cerca de 60% está com a gente desde o início da loja. Eles são a nossa maior prova de fidelização. São pessoas que compram “miudezas” semanalmente e no fim do mês vêm pagar. Quando fazem uma compra agregada, pedem para parcelar de

O tradicional Armarinho do Paulo foi fundado em 1983


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3, 4 vezes... A gente faz desta forma também, pois assim eu movimento a minha loja. Dependo do crediário, que gera inadimplência e tem muitos riscos, mas é um mal necessário. C.A. – Trata-se, então, de uma relação de amizade “empresárioconsumidor”? K.A. – Com certeza... Tenho clientes que vi nascer e hoje já são casados e têm filhos. Para conseguir sobreviver, o comerciante de bairro tem que ter essa afinidade com a clientela, como tratar cada consumidor pelo nome, por exemplo. Chega a minha loja a dona Maria Teixeira e eu sei que o filho dela acidentou-se de moto. A dona Maria Teixeira vai chegar para comprar algo, mas, primeiro, vai querer conversar. Eu vou perguntar: “Dona Maria... Fiquei sabendo que o filho da senhora acidentou. Está tudo bem?”. E não é uma forma demagoga ou hipócrita de tratar a pessoa. É que a gente acaba criando um vínculo que só o comércio de bairro propicia. Há o fato, também, de o Bom Jardim ser um bairro com densidade demográfica muito alta. Desta forma, há muitos clientes em potencial em um bairro com dimensão de cidade. No Bom Jardim só não tem banco e funerária. O consumidor aqui praticamente não precisa sair do bairro: tem casa lotérica, agência própria dos Correios e posto de gasolina. C.A. – Quais sugestões você daria para quem está pensando em entrar para o Comércio? K.A. – A dica principal é se orientar muito em cima do que quer montar. Tem muita gente que acha que para se tornar empresário basta ter certa quantia em dinheiro, montar um negócio e começar a ficar rico. Mas não funciona assim... Hoje eu percebo que as pessoas que se aposentam, pegam o dinheiro do FGTS e pensam: “Vou montar um comércio”. Muitos não têm a mínima noção do que é ter uma empresa própria e só enxer-

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O comerciante é casado e pai de uma garota de 6 anos

gam os empresários que emergem. “Fulano ganhou muito dinheiro com o comércio...”; “Sicrano é dono de uma loja e até já construiu um prédio”. Ninguém se lembra de quem era comerciante e “quebrou”, faliu após passar por dificuldades. Quem quer montar um negócio só vê os benefícios e não enxerga as mazelas do comércio: como lidar com o Fisco, por exemplo. C.A. – Por último, gostaria que você fizesse uma avaliação da atual conjuntura econômica do Vale do Aço, com as crises nas siderúrgicas e algumas prefeituras. O segmento de papelaria foi afetado? K.A. – É necessário ter muito jogo de cintura pra lidar com o segmento de papelaria, pois se trata de um ramo sazonal. Há momentos no ano que eu aproveito desde quando tenho comércio, como no Natal, quando toda a loja é transformada. Já no dia

26 de dezembro é hora de montar a loja para a volta às aulas, pois no começo de janeiro já iniciam as vendas de material escolar. É o momento sazonal mais importante para mim, uma vez que triplica a venda mensal. O Natal, se muito, dobra. Após a volta as aulas vêm o Dia das Mães: mais um momento para decorar a loja novamente. Em relação à economia no Vale do Aço, o panorama piorou bem de um tempo pra cá com a crise nas siderúrgicas, que tem nos afetado muito. Outro agravante foi durante a gestão passada da prefeitura municipal de Ipatinga, que deixou de pagar os servidores públicos, afetando diretamente toda a classe comercial. É um efeito dominó: não pagou lá, não me pagam aqui. Tenho clientes muito idôneos, que deixaram de me pagar porque não estavam recebendo da prefeitura naquela época. Eu nem registrei o nome deles no SPC e deixava a ficha de cada um separada, aguardando o acerto.


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