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INFORMATIVO SEMANAL 29/07/16 | Ed. 07 | Ano I

MUCOSITE: 80% dos pacientes desenvolvem o efeito colateral mais temido no tratamento do Câncer Cirurgiã dentista do IBCC recebe prêmio de Profissional do Ano pelo procedimento especializado que previne e cura inflamação na mucosa O tratamento do câncer tem por sua finalidade a cura e o alívio dos sintomas da doença, porém alguns dos procedimentos realizados, como o cirúrgico, quimioterápico e radioterápico causam, em sua grande maioria, efeitos colaterais que variam de acordo com a intensidade do tratamento e com cada paciente. Um dos efeitos colaterais mais severos é o aparecimento da mucosite oral, reação tóxica inflamatória que atinge hoje cerca de 80% dos pacientes em tratamento oncológico para os diferentes tipos de tumores de cabeça e pescoço. Segundo a cirurgiã dentista do IBCC – Instituto Brasileiro de Controle do Câncer -, Sandra Bastos Rezende, o tratamento mais indicado e mais eficiente no Hospital é a fototerapia com laser de baixa potência em toda mucosa oral. Premiada como Melhor do Ano pela Excelência e Qualidade na área de Laserterapia na Odontologia Hospitalar pela Associação Brasileira de Liderança (Braslider), a Dra. Sandra enfatiza que o laser é efetivo em vários aspectos, porque além de ser anti-inflamatório, analgésico e diminuir a severidade das lesões, ajuda na reconstrução do tecido da mucosa, ou seja, auxilia na regeneração celular. O procedimento reduz a incidência da mucosite oral, otimiza o tratamento proposto pelo médico-oncoclínico e oferece mais qualidade de vida aos pacientes. A indicação sempre é médica, portanto a equipe multidisciplinar tem que estar alinhada, pois a Laserterapia deve ser iniciada junto com o tratamento oncológico, seja radioterapia de cabeça e pescoço ou quimioterapia em

altas doses. Esse processo será realizado até que as funções orais do paciente estejam restabelecidas e ele volte a se alimentar e a falar normalmente. “É essencial também que o paciente também mantenha uma boa higiene bucal, pois assim ele vai reduzir as infecções e prevenir a severidade da mucosite.” – adverte a dentista. O hematologista e chefe da Unidade de Transplante do IBCC, Roberto Luiz da Silva, acredita ser fundamental junto da equipe oncológica ter o apoio da dentista. “Investir na terapia preventiva é investir no paciente. Ter um diagnóstico precoce das doenças bucais, como a mucosite, e iniciar o procedimento necessário com rapidez, é garantir o sucesso do tratamento oncológico multidisciplinar do paciente. ” – comentou o hematologista. Matéria completa em: ibcc.org.br

Sandra Bastos é especialista em tratamento da mucosite

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Boletim IBCC - 29 07 16  
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