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INFORMATIVO SEMANAL 23/09/16 | Ed. 15 | Ano I

Câncer de Ovário: 4º tipo ginecológico que mais acomete mulheres. Diagnóstico é um dos mais complexos Ao contrário do que muitas mulheres pensam o câncer de ovário não é raro, ele é um tipo de tumor ginecológico mais difícil de ser diagnosticado, sendo considerado o 4º tipo de câncer que mais acomete as mulheres, mas o que mais leva ao óbito. A Organização Mundial de Saúde (OMS) prevê que surjam anualmente mais 250 mil novos casos e a estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para 2016 no Brasil é de 6.150. Por ser um câncer silencioso os sintomas demoram a aparecer. De acordo com o ginecologista Dr. Walter Galvão, do hospital IBCC – Instituto Brasileiro de Controle do Câncer, infelizmente a maioria dos casos têm o diagnostico quando a doença já está em um estádio avançado e não há um fator determinante para o surgimento deste tipo de câncer. “É importante ressaltar que o surgimento de cistos ovarianos, na grande maioria das vezes não tem relação direta com o câncer de ovário. Porém quando são cistos irregulares e com conteúdo heterogêneo, faz-se necessária uma investigação”, esclarece o ginecologista do IBCC. O ovário é a glândula reprodutiva das mulheres e a principal fonte dos hormônios femininos: o estrogênio e a progesterona. “O câncer de ovário mais comum é o carcinoma epitelial, que tem origem nas células da superfície do órgão e acomete mulheres que já estão na fase da menopausa em torno dos 45 anos em diante”, alerta o Dr. Walter. A medida em que o tumor cresce e não é identificado a mulher começa a apresentar alguns sintomas, como: irregularidade menstrual, aumento do volume abdominal, dor pélvica, perda de peso. Porém, segundo o médico do IBCC, nem sempre esses sintomas representam um tumor maligno. “É fundamental se atentar a qual-

quer irregularidade no corpo. Realizar consultas periódicas com o ginecologista, além de exames como ultrassonografia transvaginal uma vez ao ano, é essencial como forma de prevenção”, reforça o ginecologista.

CAUSA E TRATAMENTO

Não há uma causa específica para o aparecimento dessa doença, mas o IBCC recomenda sempre que a boa saúde é o melhor caminho da prevenção. Manter em dia as consultas ao ginecologista, ter uma alimentação rica em fibras, proteínas, verduras e frutas, fazer atividade física e ao sinal de qualquer alteração no corpo, procurar um médico. O tratamento dependerá do estadiamento da doença, o mais comum é a cirurgia em combinação com a quimioterapia, de acordo com o diretor médico do IBCC, Dr. Marcelo Calil. “Na maioria dos casos retira-se os ovários e dependendo do estadio do tumor pode haver retirada de outros órgãos para que não haja mais doença visível”, finaliza o dr. Calil.

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Boletim IBCC - 23 09 2016  
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