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GAROTOS malvados

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TOM ADAMS

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Acheron Livros e afins Copyright © 2015 por Tom Adams Todos os direitos reservados

— É PROIBIDA A REPRODUÇÃO —

Capa: Jéssica Veiga / Magic Capas Publicação: Amazon/Kindle - Goiânia GO.

2ª Edição/2016 Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Esta é uma obra de ficção. Nomes, personagens, lugares e acontecimentos descritos são produtos da imaginação do autor. Qualquer semelhança com nomes, datas e acontecimentos reais é mera coincidência. Nenhuma parte deste livro pode ser utilizada ou reproduzida sob quaisquer meios existentes sem autorização por escrito do autor.

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Acheron Livros e afins Sumário Capítulo Um. Capítulo Dois. Capítulo Três. Capítulo Quatro. Capítulo Cinco. Capítulo Seis. Capítulo Sete. Capítulo Oito. Capítulo Nove. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Capítulo Dez. Conheça “Apaixonado Pelo Lobo”: Sobre o Autor:

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Capítulo Um. “O Orfanato de Garotos é um lugar exclusivo para meninos órfãos, dividido em três unidades de acordo com a idade dos internos. O nosso pavilhão reúne garotos de quinze a dezoito anos. A unidade dos quinze aos dezoito é chamada de unidade problema. Os internos sempre causam problemas. Não fossem os monitores a situação seria incontrolável. Como toda instituição, também possuímos regras. Quando essas regras Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins são quebradas, os monitores entram em ação e aplicam a devida punição. Que punição é essa? Entretenimento. Entretenimento para nós, claro. A maior parte das punições aplicadas são favores sexuais, quando não, surras”. — Vem dormir, Scot. Já são duas da manhã e você ainda está escrevendo? — ele disse, com voz de sono — Quero você agarradinho comigo. Vem logo! — Já estou indo, amor — espreguicei-me, fechando o caderno de rascunhos. Eu estava mais feliz que nunca, Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins pois finalmente havia começado a escrever meu livro. Aconteceram inúmeras coisas em nossas vidas nos últimos meses e agora, estávamos finalmente curtindo nossa vida juntos. Talvez, fosse uma nova história, mas o fato é que aprendemos com os erros do passado. Levantei-me e desliguei o abajur. Segui até a cama, me deitando, instantaneamente ele se aconchegou em meus braços, dando-me um selinho nos lábios. [...] Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins A sirene soava exatamente às sete da manhã e mesmo se localizando há alguns quilômetros fora da cidade de São Paulo, na zona rural, o alarme podia ser ouvido pelos bairros mais próximos daquela região. Aquele som infernal ecoava por cerca de três minutos sem cessar. O objetivo era acordar todos os internos, que tinham exatamente quarenta minutos para se apresentar ao auditório que ficava atrás dos pavilhões. Ao entrar no auditório, noto que todos os garotos estão reunidos e sentados em seus devidos lugares. Este ano estávamos com duzentos e cinquenta garotos, vinte a mais que ano passado. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Passei em frente todas as fileiras, ainda abotoando minha camisa, mas não deixei de notar que alguns ainda estavam de pijama. O meu coturno estalava no chão à medida que eu me dirigia até o centro do salão. Parei em minha mesa, sentando-me. Abri um grande caderno onde havia o nome de alguns novatos, suas descrições, idades e se haviam tido algum problema nas outras duas unidades do orfanato. Ao meu lado esquerdo estava Erik, e ao meu lado direito Thales. Ambos de pé, observando com imponência e de forma intimidadora os garotos. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Primeiramente, Bom dia. Quero deixar claro que este ano não vou tolerar qualquer tipo de infração dentro desta unidade. Fiquem cientes que se quebrarem as normas, serão severamente punidos — esbocei um sorriso de lado — E se pisarem na bola... — fazia uma pausa, olhando-os — Além de punidos, vou foder cada um de vocês. O silêncio era total. Todos prestavam atenção em minhas palavras. E era assim que deveria ser. Ao som da minha voz, todos deveriam prestar atenção em mim. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Após dar o primeiro recado, levantei-me, indo rumo a um grande quadro negro que ficava atrás de minha mesa. Peguei um giz branco, começando a escrever algumas das principais normas. Essa era apenas a introdução do ano letivo. Eles receberiam uma cartilha em sala de aula, com avisos mais detalhados. Regras do Pavilhão: 1. Todos devem usar seus pijamas após as vinte e uma horas. 2. É proibido o consumo de drogas e bebidas alcoólicas. 3. Camas arrumadas e limpas. Objetos pessoais sempre guardados. Nada deve ser deixado jogado no meio dos Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins dormitórios. 4. É proibido qualquer tipo de agressão ou ameaças entre os alunos. Ao terminar de escrever, peguei uma grande régua em cima da mesa, apontando-a no rumo das linhas que acabava de escrever, enquanto repetia as normas em voz alta. A resposta era o silêncio total, fazendo com que um pequeno sorriso sarcástico brotasse em meus lábios. — Vocês não fazem ideia de como eu desejo que quebrem algumas destas regras! O silêncio seguia. Apenas a Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins minha voz ecoava por todo o auditório. Em rostos conhecidos eu via medo, em outros, desejo e nos novatos, dúvida. — Não sabem mesmo — disse Erik, reforçando minha intenção, desejando o mesmo. Erik tem um corpo definido. Ele costuma fazer academia com frequência. Seus olhos castanhos escuros e pele morena marcam seu rosto fino, ele é tão alto quanto eu. Thales parecia ter sua atenção tomada por um garoto na linha de frente das fileiras, o qual também acabou Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins chamando minha atenção. Cabelos loiros, com olhos azuis, um azul vivo. Pele clara, mas um pouco bronzeado, usando apenas chinelos e pijama, assim como todos os outros novatos. Os mais velhos sabiam que o uso de roupas de dormir era restrito aos dormitórios. Fora dele era proibido, mas, aquele jovem garoto ainda não sabia disso. Thales é um dos monitores do internato e, também é meu braço direito! Ele tem a pele clara, olhos negros e cabelos curtos, estilo militar. Seu corpo é definido, mas nada chama tanto a atenção quanto sua bunda carnuda. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Levem os meninos para o pátio — ordenei aos monitores — Observem como as coisas estão e depois me comuniquem — fechei o livro de atas, guardando-o dentro da gaveta da mesa. Quando novatos e alunos mais velhos se misturavam, acabava acontecendo desentendimentos, mesmo sendo incomum, às vezes acontecia. Após concluir todos os comunicados, levantei-me, seguindo para a saída do auditório. Todos os olhares se voltavam a mim. Sem ignorar aquele belo garoto de cabelos loiros, Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins parei em sua frente, fixamente.

olhando-o

— Qual seu nome? — questionei, olhando-o nos olhos. Aquele azul vivo estava me deixando vidrado. — Bryan — ele respondeu e, sem esconder o nervosismo, estalava seus dedos, além de mexer os pés de maneira inquieta. — É proibido usar pijama fora dos dormitórios, Bryan — abri um pequeno sorriso ao comunicá-lo que havia cometido uma infração. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Segui olhando-o de maneira imponente, em meio a sussurros que surgiam pelo salão. Com certeza estavam falando de mim. Os outros novatos pareciam estar tão assustados quanto ele. — Não, eu não sabia, mas se... O interrompi. — Sem mais, levante-se! Vamos conversar na minha sala — sequer dei chance para que ele pudesse se justificar. — Por favor, por favor, eu vou Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins me trocar agora e... — ele implorava por misericórdia. — Por que está chorando? Eu não te bati, ainda. Agora se levante e me acompanhe — ordenei, seguindo para fora do auditório. O interno me seguia aos prantos, chegando a soluçar, enquanto soava o nariz. Parei na porta da minha sala, abrindo-a. Bryan já estava com o rosto vermelho, por conta do choro. O vi respirar fundo enquanto tentava segurar o choro que não demorou a passar. Ele havia entendido que chorar não adiantaria nada. Em passos lentos e com Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins o rosto fixo ao chão, Bryan entrava em minha sala. Puxei uma cadeira para o meio da sala e sentei-me, começando a enrolar as barras da minha camisa, fazendo o mesmo no colarinho. O olhei por alguns instantes e cruzei as pernas, dando uma coçada farta em meu saco por cima da calça. — Bryan, tire meu coturno — ordenei. — Não! Não quero fazer nada — se negou a obedecer, em tom choroso. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Antes que ele terminasse de falar, levantei-me, agarrando-o pelo pescoço com uma das mãos, o enforcando. Com a outra mão, lhe dava algumas bofetadas no rosto, deixando as marcas de meus dedos. Seus olhos se arregalaram, assustados com minha reação. Após aquele choque inicial, o soltei, sentando-me novamente na cadeira. Prossegui, agindo como se nada tivesse acontecido. — Bryan, tire meu coturno — repeti a ordem. Ele parecia estar pensando em algo. Impaciente com a demora, estiquei Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins uma das mãos até a mesa, pegando uma grande raquete de madeira, pondo-a sobre meu colo. Ele me acompanhou com os olhos e então veio em minha direção. Algumas bofetadas foram suficientes para que o garoto se ajoelhasse aos meus pés. Em total silêncio, Bryan tirava os cadarços, seguido dos coturnos. Primeiro do pé esquerdo e em seguida o pé direito, que assim que ficaram livres, tratei de roçar em seus lábios. Usando apenas a ponta dos dedos. — Tira esse pijama. Vamos ver Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins o que temos ai embaixo — meus dedos massageavam meu membro que marcava a calça. — Não! Por favor... — o loiro se afastava para trás, apoiando as mãos em uma de minhas mesas. O meu físico em relação ao dele era extremamente superior. Meus braços eram fortes e o meu corpo era totalmente definido, devido às práticas diárias na academia particular que ficava atrás de minha sala. Bryan, apesar de ser magro, tinha uma bunda grande. Mesmo usando um pijama largo, seu rabo ficava bem marcado. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Novamente me levantei e em passos lentos o peguei pelo braço, empurrando-o contra a mesa, obrigandoo a se deitar ali, de barriga pra baixo. Devido a posição, seu bumbum ficava empinado. Prendi suas mãos com correntes fixas a mesa, deixando seu rosto deitado na madeira. — Covarde! Filho da Puta! Me solta! — Bryan vociferou, tentando se soltar das correntes. Seus xingamentos me enchiam de tesão. Voltei-me a cadeira, pegando a raquete de madeira. Ao bate-la na mão Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins uma vez, ele ficou em silêncio. Talvez já pudesse imaginar o que iria acontecer. Parei atrás dele, usando a ponta dos dedos para explorar sua bunda, enfiando-os ao fundo, chegando a roçar na entrada do seu cu por cima do pijama. — É uma pena ter que machucar você, mas tenho que te ensinar boas maneiras — posicionei-me ao lado de Bryan, segurando a raquete com uma das mãos. Ele tentou conversar, mas o ignorei. Com um movimento rápido, acertei sua bunda arrebitada com a Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins primeira raquetada, usando bastante força. O loiro voltava a berrar, se contorcendo e apesar dos seus gritos, continuei acertando o pedaço de madeira contra sua carne. — Para! Para, por favor. Eu não quero mais apanhar, eu faço o que você quiser. Vou obedecer, eu prometo, eu prometo! — Bryan chegava a se afogar nas próprias palavras, implorando desesperadamente para não ganhar mais "palmadas" na bunda. — Pelo visto começamos a nos entender, Bryan. Vou ser bonzinho. Estou diminuindo as cinquenta raquetadas que Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins ainda faltam para apenas trinta. O loiro tentava justificar sua desobediência, me fazendo ignorar seus apelos mais uma vez. Voltei a acertar sua bunda com a raquete. Seus berros provavelmente podiam ser ouvidos por todo o orfanato, cessando apenas quando lhe dei a última palmada. — Você é cruel — disparou em tom choroso. — Eu? Se você tivesse obedecido, nada disso teria acontecido — me defendi, pondo a raquete em cima da mesa. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Em seguida, desço um pouco sua calça de elástico, vendo seu rabo todo vermelho, onde esfrego minhas mãos com calma, suavemente, acabando por abrir sua bunda. O pequeno cuzinho ficava à mostra. Parecia ser bem apertado. Encostei-me atrás dele, deitando meu corpo sobre o seu, com o volume roçando em seu traseiro. Lentamente começo a tirar as correntes de seus braços, soltando-o. O viro frente a mim e roço o polegar em seus lábios. — Vai obedecer? — questionei. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Vou — ele respondeu de cabeça baixa, com a voz um pouco rouca. Bryan havia gritado tanto que sua voz parecia querer sumir. Seus olhos ainda estavam marejados, com ele alisando o próprio bumbum, que ainda deveria estar ardendo — Tira o pijama, Bryan — ao ordenar aquilo, aproximei meus lábios da sua orelha, roçando o nariz em seu pescoço. Confesso que o aroma que o corpo daquele moleque exalava, me deixava louco tesão. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Afastei-me um pouco, pondo-me a observá-lo. Bryan começava a tirar à camisa, deixando os mamilos rosados e pontudos à mostra. A calça descia logo em seguida, revelando alguns pentelhos sobre seu pau, que apesar de mole, era de tamanho mediano. O virei de costas, levando meus olhos ao seu rabo. Dei um tapinha em seu bumbum, fazendo-o gemer e logo levei dedos entre seu rabo, aconchegando-os ali, até que encontrei seu cuzinho, onde os esfregava com lentidão e calma. Com paciência, acabei penetrando seu cuzinho com um dos Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins dedos, logo enfiei o outro, arrancandolhe gemidos baixos. Segui movimentando os dedos dentro do garoto, com meus lábios roçando em seu pescoço e a barba rala roçando em sua pele, até que finalmente tirei os dedos de dentro dele, levando-os a boca para sentir seu sabor. — Que cu gostoso, Bryan! — confessei, lambendo meus dedos, um por um. O peguei pela cintura, sentandoo em cima da mesa, deixando-o na minha altura. Aconcheguei-me entre suas pernas, agarrando seus cabelos com uma Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins das mãos, puxando-os para trás, para que seu pescoço ficasse vulnerável a minha boca. Levei meus lábios ao seu queixo, mordiscando-o e segui descendo aos beijos e chupões até seu pescoço, dando leves mordidas. Sem demora, desci os lábios mais uma vez, envolvendo-os em seu mamilo esquerdo, onde eu mordiscava e chupava, causando estalos. O loiro tentava se conter, mas não conseguia, os gemidos já eram audíveis. Fiz o mesmo com o mamilo direito, mordiscando o biquinho incontáveis vezes, antes de parar de pressioná-lo com os lábios. — Primeiro, tire minha camisa, Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins depois a calça e em seguida minha cueca — ordenei, mordiscando seus lábios e os puxando contra mim, até soltá-los. Bryan começava a desabotoar minha camisa, evitando me olhar nos olhos. Ele logo se abaixou, ficando de joelhos em minha frente. Por alguns instantes hesitou, porém, logo senti suas mãos na aba de minha calça, descendo-a com calma. O meu cacete estava pulsando, duro como uma pedra. Assim que o loiro abaixou minha cueca, minha rola saltou para fora, apontando para o seu rosto. A minha rola Acheron Livros e afins

tinha

alguns


Acheron Livros e afins pentelhos em cima, as bolas eram bem lisas e a cabeça era grande e redonda, lembrando um cogumelo. Meu pau tinha vinte centímetros e o seu tamanho combinava exatamente com a minha idade, vinte anos. Segurei meu caralho pela base e, com a outra mão, segurei os cabelos do loiro que continuava ajoelhado em minha frente. Esboçando um sorriso de lado, começava a brincadeira, esfregando meu cacete em seu rosto, quando não estava batendo a rola de leve na sua cara. —Eu vou amar te foder! Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Bryan ainda parecia assustado com o tamanho e a grossura da minha rola, ou talvez estivesse anestesiado com aquele belo pau. Os seus olhos estavam vidrados, focados na minha piroca. Algo nela parecia ter lhe chamado a atenção. — Espera... — pediu, tentando dizer algo. Tarde demais. Eu e minha mania de não deixar os outros terminarem suas frases, simplesmente enfiei sua cara em minhas bolas, esfregando seu rosto por vários minutos, antes de soltá-lo. Assim Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins como todo garoto obediente deve conhecer o cheiro do seu macho, Bryan estava conhecendo o meu. — Você vai chupar minha rola e juro por Deus, se morder, eu te mando pra enfermaria. Entendeu? — o ameacei, olhando-o nos olhos. Bryan engoliu seco e acenou positivamente com a cabeça, abrindo a boca. Bastou o sinal para que eu enfiasse a rola em sua boca, colocandoa ao fundo da sua pequena garganta. Segurei os cabelos do moleque de maneira firme, dando socadas rápidas e fundas com meus pentelhos se Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins esfregando em seu nariz. Em meio aos movimentos, sentia suas mãos me empurrando um pouco para trás, com ele chegando a lacrimejar enquanto eu fodia sua boquinha. Ao notar que ele parecia ter chegado ao seu limite, retirei minha rola do fundo da sua garganta, deixando-o tomar um pouco de ar. — Agora quero sua boquinha apenas na cabeça da minha rola — ordenei, escorando-me em uma das mesas. Agindo de maneira obediente, o Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins loiro segurou na base da minha rola, encaixando seus lábios na glande, me fazendo morder os lábios ao começar a dar chupadas lentas e contínuas apenas no cabeção da minha piroca. — Isso garotinho... — sussurrava entre gemidos, admirando-o com minha rola na boca. De repente, a porta se abriu e Erik entrou na sala. Bryan se assustou, tirando a rola da boca. O agarrei pelo cabelo e a enfiei novamente, fazendo-a ir ao fundo da sua garganta. — Não mandei parar. Chupa até Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins o talo — ordenei, tornando a apoiar minhas mãos na mesa, voltando meus olhos a Erik. — Puto, temos que resolver umas paradas — disse Erik, parecendo admirar o rabo de Bryan. – É urgente? Estou ocupado, não está vendo? — sorria, afagando os cabelos do loiro com uma das mãos. — A brincadeira parece ótima, mas temos um problema para resolver. O diretor quer falar com você, agora — disse Erik, coçando o pau por cima da calça. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Saco! — esmurrei a mesa — Diga que já estou indo — passava-lhe o recado. — Certo — Erik respondeu, deixando a sala. Deixei Bryan mamar um pouco mais. Ele havia aumentado o ritmo após ter ouvido o que Erik comentou. Não demorou muito e acabei tirando a rola de sua boca e, inclinando-me até ele, levei meu rosto ao seu, dando chupadas lentas em seus lábios. — Se algum dos monitores tentar Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins algo, diga que seu rabo é meu. Outra hora vamos brincar — sussurrei, segurando em seu queixo — Agora pode ir, Bryan. Ser dono dos rabos dos garotos era uma regra entre nós. Se alguém pegava um primeiro, outro só poderia pegar depois que o garoto fosse liberado. Em silêncio, ele se levantou e catou suas roupas do chão, vestindo-as, em seguida, saiu da minha sala. Fiz o mesmo, catei as roupas do chão e me vesti, por último, calcei o coturno e deixei a sala dos monitores, indo para a Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins diretória. ●●●●● Ao chegar na sala do diretor, entrei. Ele era um homem alto, cabelos grisalhos e quarenta e oito anos. Porte físico invejável já que boa parte dos de sua idade não se cuidam da mesma maneira. O semblante sempre sério atado ao seu tom de voz firme. Seus olhos negros e penetrantes causavam medo. Coronel Simon Adams, meu pai e diretor do Orfanato. Apesar de sermos pai e filho, nossa relação é marcada por Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins problemas familiares. Desde que minha mãe morreu, não falamos muito sobre família. O nosso assunto se limita ao orfanato. O diretor não questiona meus métodos e eu mantenho as coisas em ordem. É assim que tudo funciona por aqui. — Queria falar comigo? — puxei uma cadeira e me sentei. — Sim — confirmou, antes de costas pra mim, agora se virando em sua cadeira giratória — Estamos com um pequeno problema — deu-me uma breve olhada e voltou seus olhos ao caderno que folheava, procurando as fichas de Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins registro dos órfãos. Até achar uma em particular, me entregando — Este é Mikael. Ele tem dezessete anos, prestes a completar dezoito. — Mikael? — peguei a ficha, dando uma breve olhada — Ele não tem registro de confusões ou advertências. — comentei enquanto analisava outros dados dos seus registros. — Ele não tinha registros de infrações, agora tem. As câmeras registraram ele saindo do dormitório ontem à noite. Segundo o circuito interno de vigilância, ele está na ala sul, próximo a uma das cercas que envolvem Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins o orfanato — fez uma pausa, acendo o charuto, tragando-o. — Provavelmente ele está tentando arrumar alguma maneira de fugir — a fumaça de seu charuto saia entre suas palavras. — Entendo. Há algum interesse em particular no garoto? — levei meus olhos aos dele. — Claro que há. Somos uma instituição de respeito. O que os jornais vão dizer se começarem a acontecer fugas? — tragou o charuto novamente. — Evite bater nos alunos. As inspeções de rotina do governo estão ficando cada vez mais frequentes. Se notarem que Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins alguns deles são punidos com violência, terei problemas. — Certo deixando a sala.

levantei-me,

Os meus passos pesados anunciavam minha passagem pelo corredor que dava caminho à garagem. Ao entrar em meu jipe, dou partida, seguindo rumo a ala sul. Para azar dos infratores, o carro era silencioso, possibilitando que eu chegasse sem ser notado. Estacionei o carro um pouco antes, peguei um par de algemas dentro Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins do porta luvas, pondo-os na cintura e segui alguns metros a pé. Ainda de longe vi o moleque deitado em uma sombra. Em passos lentos e silenciosos fui me aproximando do fujão, até que parei em sua frente, notando que ele estava dormindo. Sua beleza me obrigou a tirar um tempo para admirá-lo. — É bem mais bonito que na foto da ficha. — comentei em tom baixo. Seus cabelos eram castanhos, pele clara e lábios avermelhados. Cutuquei seu pé com a ponta do coturno. Mikael abriu os olhos lentamente e assim que me viu, se levantou, tentando Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins correr. O abracei pela cintura, segurando seus braços e colando suas costas em meu peitoral. Acabei roçando os lábios em seu pescoço, sentindo seu bumbum pressionar meu pau por cima da calça. — Quer brincar de caça e caçador? Deixo ao seu critério — questionava em tom baixo, com os lábios próximos a sua orelha. Lentamente me desvencilhei dele, apenas apalpando sua cinturinha, mas já não o segurava mais. Talvez ele merecesse um voto de confiança, não? Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Pior do que parar na sua sala? Vou apanhar do mesmo jeito. Então prefiro apanhar e ter tentado escapar. — retrucou, saindo em disparada. Bastou uma brecha para ele sair em disparada, correndo rumo à direção norte. O deixei tomar distância e então me preparei para correr, partindo atrás dele. Em poucos minutos o alcancei, pegando-o novamente pela cintura, mas dessa vez imobilizei seus braços, prendendo-os para com as algemas. O deitei no chão, com o rosto se esfregando cada vez mais na terra, conforme ele se debatia. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Tarado! Pervertido, seu... — ele xingava, se debatendo, cessando apenas quando amordacei sua boca. Seus gritos já começavam a me irritar. Sentei-me no chão, ao seu lado e o puxei para o meu colo. Sua bunda marcava aquele jeans gasto, que eu tratei de descer até as coxas. — Mikael? Bom, Mikael, eu estava fodendo um infrator, mas fui chamado à direção por causa de um aluno fujão. Sabe... Me deixa de completo mau humor ter uma transa interrompida — segurei seu maxilar ao lhe confessar aquilo — E por conta Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins disso, liberei o garoto. Quer saber qual é a novidade? Você vai ficar no lugar dele hoje — ergui seu queixo, beijando a ponta do seu nariz. Assim que ele me ouviu, se desesperou, começando a se debater em meu colo e, mesmo amordaçado, parecia protestar diante da minha decisão. Acabei tirando o pano da sua boca, querendo ouvir sua defesa. — Disse algo? — Você não vai me comer. Se tentar enfiar a rola na minha boca eu mordo seu pau. Ouviu? — ameaçou. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Porque vocês sempre escolhem a maneira mais difícil? Odeio machucar garotinhos como você — menti, esboçando um pequeno sorriso — Como você parece estar com muita vontade de brincar, vamos começar aqui mesmo. Puxei sua calça até seus pés, deixando-a naquela altura. Sua bunda ficava à mostra. Era dura, grande e lisa. Os garotos do orfanato não usavam cuecas, eu mesmo havia proibido o uso. Mikael cruzou as pernas para que meus dedos não tocassem seu Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins cuzinho, além de fechar a boca, semicerrando os dentes. Peguei em um de meus bolsos uma luva que na palma da mão possuía diversas bolinhas. Comecei dando o primeiro tapa em seu rabo, marcando sua carne branca. — Você não vai me fazer gritar — ele disse em tom choroso, com os dentes trincados. — Será que não? Comecei a estapear sua bunda de maneira ritmada. A mão toda espalmada pegava em quase todo aquele rabo, que se avermelhava com o impacto dos Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins tapas. Mikael não derramou uma única lágrima e eu acabei cessando os movimentos devido o cansaço. — Você é forte. Garotos fortes merece tratamento especial. Se te alegra, eu adoro meninos atrevidos como você — comentei, erguendo sua calça. — retrucou.

FO-DA-SE!

Mikael

Levantei-me pegando Mikael nos braços. Cheguei a transpirar carregandoo até o carro. O coloquei no banco do carona, prendendo-o com o cinto. Entrei no carro e dei partida, acelerando rumo Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins aos dormitórios. Assim que chegamos, estacionei e desci. Abri a porta do carona e tirei seu cinto. Na primeira oportunidade, ele cuspiu na minha cara. Passei a mão me limpando e sorri de lado. Com as costas das mãos dei-lhe um tapa no rosto que chegou a estalar. — Não me desafie, garoto! — o ameacei, segurando seu maxilar, apertando-o até forçar um biquinho em seus lábios — Se continuar a me desobedecer, você vai passar o resto da semana na detenção, além de ganhar uma surra toda noite! — o ameacei. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins O garoto desceu do carro e seguiu rumo aos degraus da entrada do pavilhão, sentando-se em um deles, cruzando os braços em seguida. — Vai entrar por bem ou vai querer ir apanhando pelo corredor? — perguntei, olhando-o sentado. Ele não respondeu, apenas olhou para o lado, me ignorando. Voltei ao carro e peguei alguns fios que guardava no banco de trás. Enrolei as duas pontas nas mãos, deixando cerca de um metro de fios grossos dependurados e fui em sua direção. Ao notar, Mikael imediatamente se levantou. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Andando!

Assim

que

eu

gosto!

O fujão seguiu em silêncio. Entramos na sala dos monitores e foi quando o peguei pelo braço, levando-o até uma outra sala, a sala de detenção. Ela era a prova de som e completamente escura. Havia apenas uma cama, uma pia e um vaso sanitário dentro. O pus lá dentro e o olhei por alguns segundos. — Pense no que cedo sairá do castigo. comportar, vai ficar aí semana. Antes que eu me Acheron Livros e afins

fez. Amanhã Se não se o resto da esqueça, está


Acheron Livros e afins sem jantar hoje! Ele deu um longo suspiro, me olhou por alguns instantes, abaixou a cabeça e se jogou na cama, encolhendose ali. Em meio ao silêncio, fechei a porta.

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Capítulo Dois. Ao amanhecer, fui direto para a sala dos monitores. Entrei e segui até a detenção, abrindo a porta. O garoto ainda estava sonolento quando o acordei. — Bom dia, bela adormecida, estou atrapalhando seu sono? Mil perdões, mas temos que bater um papo. — usei um tom irônico, olhando-o despertar, ainda coçando os olhos — Anda logo, não tenho todo tempo do mundo. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Sem demora, Mikael deixou a detenção e ficou parado em minha frente. Trocamos olhares por alguns segundos, até que Erik entrou na sala. — Esse é o garoto fujão? Parece ser gostosinho. Já provou? — Erik mordeu os lábios ao perguntar. — Ainda não — abri um pequeno sorriso ao responder. — Então vou deixá-los a sós. Só vim pegar uns papeis e estou de saída — disse Erik, pegando uma pasta em cima da mesa, deixando a sala em seguida. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Tirei minha camisa, jogando-a para o lado. Mikael seguiu calado, olhando-me fixamente. Assim que me aproximei, vi seu pé vir rumo ao meu saco. Por sorte, consegui prendê-lo entre minhas pernas, evitando um problema maior. — Você perdeu o medo de apanhar, é isso? — questionei, olhandoo fixamente. Quanto mais ele resistia a mim, mais tesão despertava. O seu jeito atrevido, petulante e desbocado me deixava excitado. Agir daquela forma só Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins iria me fazer querer fodê-lo ainda mais. — Não tenho medo de nada, nem de ninguém. Já passei por coisas piores — virou o rosto para o lado, evitando me olhar. Sentei-me no sofá que havia dentro daquela sala e o puxei para meu colo com carinho, mas sempre atento, caso ele tentasse reagir mais uma vez, mas não reagiu. Mikael parecia cansado, exausto e apenas sentou o rabo grande em meu colo, massageando meu cacete sobre o calção, ainda que involuntariamente. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Isso, bom garoto! Agora vamos conversar sobre você, Mikael. Você mencionou ainda agora “coisas piores”. Que coisas foram essas? — perguntei, fingindo demonstrar interesse, na tentativa de acalmá-lo ainda mais. — Não é da sua conta! — berrou, tentando se levantar, mas o segurei. Dei um longo suspiro e peguei a raquete de madeira que estava sobre a mesa, pondo-a sobre o colo de Mikael. — Sabe pra que serve essa raquete? — aproximei meus lábios de Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins sua orelha, usando um tom de voz manso. Ele seguiu em silêncio — Te fiz uma pergunta: Que coisas piores? — Se meus pais não tivesse morrido, eu não estaria aqui hoje. Existe coisa pior que ser um órfão? Crescer apanhando e ser abusado por garotos mais velhos... — fungou em meio a confissão — Na verdade nunca conheci meus pais, mas tenho um pingente com a foto da minha mãe. Assim como eu, ele tinha um pingente de sua mãe, uma lembrança. Era uma história triste, mas o orfanato estava recheado delas. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Posso ver o pingente? — Não! Agarrei seus cabelos com uma mão, puxando-os para trás até deitar sua nuca em meu ombro. Ao roçar os lábios em seu pescoço com calma, comecei a mordiscá-lo lentamente. — Estou pedindo com carinho, quer que eu use a raquete para pedir? — Está no bolso da minha camisa, eu sempre tiro para dormir — ele respondeu em meio a sussurros. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Enfiei a mão no bolso de sua camisa. Ao pegar o pingente, o olhei por alguns segundos. Era idêntico ao meu. Ao abri-lo, tomei um susto, meu coração disparou me fazendo tremer. A mulher na foto do pingente de Mikael era minha Mãe. Eu não estava enganado, era a minha mãe naquela foto. Fiquei estático por alguns minutos. Quando voltei a mim, me dando conta da situação em que estávamos, o empurrei do meu colo. O que estava acontecendo ali? Por que ele tinha um pingente como o meu? Será possível? Não, não pode ser. Mikael é meu irmão? Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — O que foi? — perguntou, não escondendo a surpresa ao me ver reagir daquela forma. — Nada — menti. A minha cabeça estava uma bagunça. Um emaranhado de ideias e possiblidades tomavam minha mente. Eu precisava me controlar e contornar aquela situação. O nervosismo só iria piorar as coisas. Dei um longo suspiro e pensei um pouco. — Você vai ficar aqui até eu decidir o que fazer, entendeu? Tem Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins televisão, lanches na geladeira e ao lado do guarda roupa tem um banheiro, pode tomar banho se quiser — disse, lhe dando instruções. Mikael estava surpreso, parecendo não entender nada. Antes eu lhe batia, assediando-o e agora eu lhe servia como um hospede. — O que está acontecendo? Por que mudou tão de repente? O que vai fazer comigo? — perguntou em tom choroso, demostrando medo pela primeira vez. — Cala boca e faz o que eu Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins mandei. Não ouse sair daqui. Entendeu? — o ameacei, apontando um dedo em seu rosto. — Eu quero saber o que está acontecendo. — gritou por respostas, olhando-me nos olhos. Berros. Eu odiava berros. Se algo me tirava do sério era berrar em meu ouvido. Tomado pela adrenalina do momento num misto de confusão, agi instantaneamente. — Vai obedecer e esperar aqui! — berrei ainda mais alto, estapeando seu rosto. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins “Merda”, pensei comigo. Arrependi-me antes mesmo que ele tivesse alguma reação. O fiz por um impulso. Senti vergonha de olhá-lo no rosto, senti vergonha de encará-lo e deixei a sala às pressas. “O que está acontecendo aqui? O que está acontecendo comigo?”, eram essas as perguntas que martelavam minha cabeça. — Está tudo bem, Scot? — Thales perguntou, mas Erik foi mais rápido — Ele não parece nada bem. Viu um fantasma? Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Nada. Não foi nada — menti, minimizando a situação. — Já fodeu o fujão? Se já fodeu, eu quero fodê-lo. — disse Erik, pondo a mão na maçaneta da porta. Segurei sua mão e o olhei nos olhos. — Nenhum de vocês vai tocar nele, entendeu? Nenhum dos dois — os adverti de maneira simplória, para não deixar dúvidas. — Por quê? Acheron Livros e afins

Thales


Acheron Livros e afins questionou, me olhando nos olhos. Ele me conhecia como ninguém, sabia que algo estava errado. “Preciso contar isso para alguém. Eles são meus amigos”, dei um longo suspiro e por fim confessei a razão. — Ele é meu irmão. Eles não esconderam a surpresa. Assim como eu, pareciam desacreditados, mas ao que tudo indicava, minha conclusão não estava nenhum pouco errada. Mikael é sangue do meu sangue. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Preciso esfriar a cabeça. Tudo está confuso pra mim, ainda não sei explicar nada disso — confessei, deixando-os ali parado, enquanto sai sem rumo pelos corredores do pavilhão. Haviam quatro pavilhões no orfanato. Três estavam em uso e um outro, mais antigo, desativo. Começaríamos uma reforma nele nas próximas férias. Ainda atordoado, segui para o pavilhão desativado, buscando um lugar isolado, silencioso. Sentei-me em sua entrada e levei a mão ao rosto, esfregando-o. “Por que tantas perguntas martelam minha cabeça”? Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins A minha meditação foi interrompida por um barulho que lembrava o som de estilhaços de vidros caindo. Levantei-me enfurecido, procurando por um culpado, até que me notei dois garotos sentados debaixo de uma árvore, próximo ao pavilhão. Aproximei-me deles enquanto tirava o cinto da calça. Eles se levantaram, assustados, mas não correram. Batendo a fivela na mão, questionei. — Quem foi? Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Não sei o nome... Vi um garoto entrar mais cedo dentro do pavilhão abandonado. — um deles respondeu um pouco receoso, enquanto o outro permaneceu mudo. — Vou espancar esse garoto! — vociferei, seguindo para dentro do dormitório abandonado. Segui pelo corredor vazio em passos lentos, quando pude ver fumaça sair de uma das portas no fim do corredor. Parei na porta, vendo o garoto fumando. Ele aparentava ter minha idade, Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins usava um short jeans que batia em seus joelhos, junto a uma camisa de gola "V" branca, com uma chinela nos pés. Olhos negros e cabelos pintado de branco realçavam seu rosto quadrado. Segui até ele, pegando-o pelo braço. — Você sabe o que acontece quando infringem minhas regras? — perguntei, apertando seu braço. O vi revirar os olhos, me ignorando. O garoto logo catou o cigarro, tragando-o e, virando seu rosto ao meu, olhou em meus olhos por alguns Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins segundos, soltando a fumaça em meu rosto. Em contrapartida lhe dei um tapa no rosto, deixando-o marcado. — Bate! Bate que eu gosto! — sorriu, pedindo por mais — Aquela janela foi apenas um pretexto para trazer você até mim — ele confessou, mordendo os lábios. Arqueei uma de minhas sobrancelhas ao me deparar com algo inusitado. Boa parte dos garotos fugia de mim, mas este parecia me querer por perto a qualquer custo. — Então me diga você, qual é a Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins real intenção? — questionei, segurando em seu maxilar. — Dar pra você! — respondeu, chupando meu dedão. Não resisti e acabei rindo com aquilo, sem deixar de olhá-lo chupar meu dedão, mantendo os olhos em mim. Mordi os lábios, roçando o polegar em sua boca. — Da próxima vez basta pedir, sem quebrar nada. — sugeri. — Não teria graça. Você fica tão gostoso bravo... — ele respondeu, Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins roçando a língua nos lábios. Aproximei-me do garoto, pegando-o pela cintura e o empurrei contra a parede. Pressiono seu quadril com força, deslizando minha língua pelo seu pescoço, enquanto seguro seu rosto, com nossos lábios se encontrando em meio a chupões. — Sabe que vou acabar com você, não sabe? — ergui as sobrancelhas, com um sorriso safado no rosto. — Não espero menos do chefe dos monitores! Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Sinto uma de suas mãos sobre meu calção, acariciando meu cacete que pulsava sem parar. Vou mordiscando seus lábios em meio a chupadas estaladas em sua boca. O garoto faminto ajoelhou-se, puxando meu calção para baixo, deixando-o em meus pés. Em meio a beijos estalados e molhados, senti ele descer com a boca do meu peitoral, até meus pentelhos, onde roçava o nariz, parecendo se deliciar com o aroma de macho impregnado ali. — Esse cheiro de homem faz Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins meu cu piscar! — ele confessou em meio a sussurros. Abri um sorriso discreto ao ouvir aquilo, mas me mantive calado. Queria deixa-lo ainda mais à vontade. Ele deslizava a língua dos pentelhos até a rola, fazendo movimentos circulares na glande, em meio a chupadas estaladas. Arrepios misturados a sensações prazerosas percorriam meu corpo, me deixando cada vez mais focado nos lábios do infrator. Os movimentos Acheron Livros e afins

se


Acheron Livros e afins intensificavam aos poucos, com sua língua lambendo minhas bolas grandes, subindo por toda extensão do meu caralho. Seus lábios subiam e desciam pelo tronco da minha rola, com minhas mãos acariciando seus cabelos, que estavam entre meus dedos, enquanto ele mamava minha rola sem tirar os olhos de mim, parecendo querer medir meu nível de satisfação. Quanto mais eu gemia, com mais força e vontade ele sugava. Tirei a rola de sua boca, mesmo contra sua vontade. Ele até tentou não deixá-la escapar, mas foi inútil. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — De pé! — ordenei. Ele se levantou, me olhou por alguns segundos. Os lábios estavam lambuzados de pré-gozo e saliva, enquanto ele me implorava por mais com aqueles olhos pidões, fixados aos meus. — Vai ter que produzir seu próprio prazer, vadia! — sussurrei em sua orelha — Isso significa que eu quero ver você rebolar na minha vara! — conclui, esboçando um sorriso sacana de lado. Sentei-me em uma cadeira, com Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins as pernas um pouco abertas. A rola estava dura, apontando para cima. Ele veio em minha direção, sentando-se em meu colo, deixando meu membro roçar em sua entrada, enquanto passava os braços pelo meu pescoço. — Quero ser sua puta! — ele pediu, fazendo um beicinho. — Minha puta tem nome? — questionei, roçando meu nariz em seu pescoço. O aroma dele era diferente, tinha um cheiro doce, um tanto viciante. Minha mão pesada continuava alisando Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins seu rabo, abrindo uma das bandas da sua bunda para o lado enquanto ele descia e subia o rabo, roçando-o na minha vara. — Victor. — Rebole, Victor! — ordenei, segurando a rola com uma das mãos, encaixando a glande em sua entrada. Ele iria conduzir os movimentos. A ideia me excitava. Com jeito e calma Victor sentou em cima da minha rola. Em meio a inúmeras expressões, ele conseguiu colocar toda a vara em seu cu, que apertava meu pau de maneira ímpar, chegando a fazê-lo pulsar. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Segurei em sua cintura, começando a dar socadinhas lentas e leves, deixando-o rebolar aquela bunda. Não demorou muito para que ele deitasse o rosto em meu ombro e começasse a subir e descer aquele rabo no meu cacete. Nossas línguas não demoraram para se envolver, enquanto eu o ajudava naqueles movimentos, com ele fazendo questão de gemer em minha orelha. — Com força! — implorava, mordiscando meu ombro. Suávamos. Ambos Acheron Livros e afins

estávamos


Acheron Livros e afins ofegantes em meio ao sexo. Eu não resistia aqueles gemidos, eu não resistia a um garoto me pedindo por vara e lhe concedi seu desejo. O segurei com força e soquei, soquei sem dó até o talo, fazendo-o gemer, fazendo-o chorar, fazendo-o sentir um macho lhe fazer putinha, assim como ele pediu. Seus dentes marcavam meu ombro, com suas unhas arranhando minhas costas. Esse era o preço do prazer! Estávamos em completa sintonia. O sexo havia chegado ao seu ápice para nós dois. Ele gozou primeiro e eu segurava o quanto podia, para poder lhe presentear. Rapidamente tirei a rola do Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins seu cu, ficando de pé. Ele era um garoto esperto e acabou entendendo a situação. Victor ajoelhou-se entre minhas pernas, abriu a boca e pôs a língua para fora. — Todo bom garoto merece recompensa. — disse, me punhetando. Com a mão esquerda, segurei seus cabelos, com a direita, direcionei a rola para dentro da sua boca. O pau pulsava freneticamente e antes que os primeiros jatos saíssem, atolei a vara em sua garganta, obrigando-o a beber todo o leite que jorrava em sua boca. Gemi e me contorci de prazer. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Tomando pelo tesão, soquei a rola ainda mais em sua garganta, para que ele tomasse até a última gota. E mesmo com a rola já seca, ele continuou a mamar. Victor parecia ter se apaixonado pela minha vara, mamando-a com calma, sem tirá-la da boca por um momento sequer. — Cuida de mim? — ele pediu ao tirar a rola da boca, ainda dando selinhos na minha vara, que já começava a amolecer. — Não cuido dos internos, mas cuido das minhas putas. Espero que tenha entendido a mensagem! — respondi, acariciando seus cabelos. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Ele se levantou, me olhou nos olhos e selou meus lábios uma última vez, abrindo um largo sorriso. — Eu já disse que sou puta — disse ele, pegando as roupas do chão, vestindo-as. — Ótimo. Peguei minhas roupas no chão e me vesti. Victor acendia outro cigarro, sentando-se em uma mesa, próximo a uma janela. Assim como outros, ele ganhou o que queria. E, como monitor chefe, tenho que dar atenção especial a Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins todos que me procuram. Já eram duas da tarde e aquela foda havia sido relaxante. Eu estava mesmo precisando daquilo. Voltei para a sala dos monitores e assim que abri a porta, me deparei com meu Mikael trocando de roupa. Ao me notar, não escondeu a surpresa, pegando um caderno que estava em cima da mesa do computador para cobrir suas partes. — Devia bater na porta — disparou, incomodado. — Estou na minha sala... — retruquei, erguendo as sobrancelhas. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Você é algum tipo de maníaco sexual? — semicerrou os olhos, me olhando. “Maníaco sexual? Que bosta foi isso?”, imaginei comigo mesmo. Sem conseguir esconder o tom hilário, acabei rindo com aquela pergunta. — Não! — respondi — Bom, acho que não... — confirmei uma segunda vez. — Sua fama não ajuda. — reclamou, ainda mais acanhado. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Se eu fosse um maníaco sexual, você já teria sido abusado, não? — perguntei, olhando-o nos olhos. Mikael ficou calado. Não discordou nem concordou, apenas continuou a me olhar. Fui até o guardaroupa e peguei uma toalha limpa e algumas peças de roupa. Ele não se moveu, sequer deu um único "piu". Voltei-me a ele, dando alguns passos lentos. O abracei por trás ao enrola-lo na toalha, pegando o caderno de suas mãos e, pondo-o sobre a mesa. — Obrigado — Ele agradeceu, ainda desconfiado. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Primeiro, você tem que vestir algo. Não é seguro ficar assim perto de mim — abaixei a cabeça, rindo, com ele me lançando um olhar de desaprovação. Logo estendi minhas mãos com as mudas de roupa. Um calção, uma camisa e uma cueca. — Não é proibido usar cueca? — questionou curioso ao me ver por algumas peças de roupa em cima da cama. — Não! Claro que não! Eu inventei isso pra ficar admirando o rabo Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins dos alunos — ri, com ele revirando os olhos. Virei o rosto para deixá-lo mais confortável. Mikael rapidamente trocou sua roupa. Ele parecia ter pressa para que eu não visse nada. Suspirei, batendo a mão no sofá. — Aqui, garotinho. Vamos conversar. — o chamava para se sentar ao meu lado. — Obrigado, estou confortável aqui mesmo. — se referiu à mesa que estava escorado. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Engoli seco, me preparando para discursar, escolhendo cuidadosamente cada palavra em minha mente. Peguei em meu pescoço, o cordão idêntico ao de Mikael, escondido por debaixo da camisa. Ao notar o cordão, ele levou uma das mãos bolso, conferindo se o seu estava ali e ao notar que sim, não escondeu a estranheza. — Onde conseguiu isso? — perguntou, me olhando sério. — Minha mãe deixou para mim — joguei o cordão em sua direção. Ele o pegou, olhou — O nome dela era Debora Haiake. Esse também é o nome Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins da sua mãe, não é, Mikael? Quando mencionei o nome de minha mãe, Mikael se assustou, ficando visivelmente abalado. Ele se sentou no chão, abaixando sua cabeça. Por alguns minutos tudo se aquietou, eu não queria interferir em seus pensamentos, ele precisava digerir aquilo tudo. Após um tempo, ele voltou os olhos marejados a mim. — Você é meu irmão? — indagou em tom de choro, confirmando minha pergunta com outra pergunta. Eu entendia, afinal, ele estava confuso. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Sim, ao que tudo indica, sou seu irmão — confirmei — Eu não sabia. Juro. Eu só descobri isso quando vi seu pingente — dei um longo suspiro. — Perdoe-me por te bater, se eu soubesse antes eu não teria... Antes de terminar minha explicação, Mikael pulou em cima de mim, me dando um forte abraço, enquanto chorava. Levei minhas mãos aos seus cabelos, afagando-os. — Calma, agora estou aqui agora, Mikael. Você jamais vai ficar sozinho novamente. Quando digerirmos isso tudo, conversaremos sobre como Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins tudo isso aconteceu — tentava soar o mais acolhedor possível. Ele tinha apenas a mim naquele momento. O meu coração se apertava com aquilo. Fazia muito tempo que esse misto de sentimentos não me tomava e era estranho sentir isso, desse jeito. Eu tentava acalmá-lo, mas só de pensar em descobrir a verdade em uma história feita de mentiras, me desesperava. — Eu... — ele fez uma pausa, engolindo o choro. — Estou tão feliz de saber que tenho alguém. Eu imaginei que fosse passar o resto da minha vida sozinho — confessou em meio a Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins suspiros, enxugando o rosto com a ponta da camisa. — Não quero vê-lo triste. — ergui seu queixo, olhando-o nos olhos — Que tal irmos ao shopping? — sugeri, abrindo um pequeno sorriso. — Nunca fui em um shopping. — confessou, esboçando um sorriso sem graça. Por um momento, pareceu sentir vergonha de expor aquilo. Eu o entendia. A maioria dos garotos que paravam em um orfanato não tinham nada. Não tinham brinquedos, não tinham aparelhos celular, mexiam na Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins internet de vez em quando, durante as aulas. Eles sequer sabiam o que era viver em sociedade, pois, não saiam da instituição. Eles cresciam lá dentro, estudavam lá dentro e saiam com o ensino médio concluído e nada mais. A realidade de um órfão é cruel. Aos dezoito anos eles são obrigados a deixar a instituição e passam a tomar conta de suas vidas, sem o auxílio do governo e instituições privadas. As suas vidas ficavam à mercê da sorte. Até aquele momento, eu nunca havia parado para fazer tal reflexão, mas, ao descobrir que meu irmão mais novo teria o mesmo destino, me Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins compadeci da triste realidade daqueles garotos. Dei um beijo na testa de Mikael e então me afastei, indo até o sofá, onde acabei me deitando. Fechei os olhos com o intuito de relaxar. Então, logo senti Mikael se encostar a mim, me abraçando e deitando seu rosto em meu peitoral. Ele só queria ter alguém, ele só não queria estar sozinho, ele só queria ser protegido. Por isso, eu o amei quando descobri a verdade sobre nós, o amei e prometi que o protegeria de tudo e de todos.

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Capítulo Três. Acordei ouvindo o barulho de água caindo. Ainda sonolento, entreabri os olhos vendo a porta do banheiro aberta, com Mikael tomando seu banho. Ele parecia um pouco pensativo, entoando uma melodia sobre o amor e a dor. Assim que ele percebeu que eu o admirava, parou por alguns instantes. Trocamos olhares e ele então sorriu, me fazendo sorrir também. Espreguicei-me ainda deitado, ficando de pé em seguida. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Sentei-me no sofá, levando uma das mãos para dentro do calção, dando uma coçada nada discreta no saco enquanto coçava o olho com a outra mão. — Alguém precisa de um banho — ele sugeriu em meio a risadas. — É? Quem? — me fiz de desentendido. — mesmo!

Estou falando

de

você

— É. Eu notei que está falando de mim. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Esbocei um sorriso enquanto ia me levantando. Comecei a tirar as peças de roupa, percebendo que ele ficou um tanto desconfortável ao me ver nu em sua frente. Segui até o banheiro e peguei a bucha, começando a ensaboar suas costas, descendo ao bumbum, com ele seguindo em silêncio, até que ao roçar os dedos em seu cu, Mikael se manifestou. — Incesto é pecado — sussurrou como se contasse um segredo, usando um tom sério. Parei por alguns instantes o olhando. Então aproximei meus lábios Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins da sua orelha. — Egípcios e Incas praticavam incesto para manter a linhagem pura através das gerações — ri após retrucar sua justificativa. — Além do mais, jamais tocarei em você sem seu consentimento. Não tenho culpa de desejar meu belo irmão. Mikael suspirou parecendo aliviado com o que eu disse. Terminei de ensaboar suas costas que instantaneamente eram enxaguadas, já que mantive o chuveiro ligado. O vi se virar de frente a mim, me olhando de baixo em cima, parando seus olhos no Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins meu cacete ainda mole, um tanto sem graça levou os olhos aos meus, com suas bochechas corando. Peguei em sua nuca, puxando seu rosto próximo ao meu, lhe dando um beijo na testa. — Eu te amo, maninho. Você agora está sobre meus cuidados. Não deixarei ninguém te fazer mal. Aquilo era uma declaração de cumplicidade. Somos irmãos. Isso era normal e eu queria compensar a minha ausência em sua vida, protegendo-o de todas as maneiras possíveis. Seus olhos brilharam naquele Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins momento, parecendo querer me endeusar. O senti me abraçar, prensando seu corpo ao meu. Por alguns segundos, retribui o abraço e então acabei o advertindo. — Você está apertando meu pau. Vá se enxugar, anda! Já falei que é perigoso ficar pelado perto de mim. — comentei usando um tom sacana, rindo. Ele saiu do banheiro se enxugando. O meu banho também já estava quase no fim. Aproveitei aquele tempo sozinho na ducha e refleti um pouco sobre o que estava acontecendo. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Scott, vou dar uma volta. Logo volto, ok? — disse Mikael, saindo do meu quarto. Voltei meus olhos a ele. — Tente ficar onde eu possa vêlo — gritei do banheiro. Assim que meu irmão saiu da sala, escutei a porta se abrir. Dei uma olhada e vi Victor sentado na poltrona. Sai do banho, ainda nu, esfregando a toalha pelo meu corpo. — O que você quer aqui? — aproximei-me dele. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Você falou que eu podia vir sempre que quisesse — Ele me lembrava da minha promessa feita no pavilhão. — É verdade, eu falei. Ele revirou os olhos, como se aquilo fosse óbvio e não seria? Afinal, ele já estava ali, não? Só me restava aproveitar um pouco. Abri um sorriso malicioso, fitando-o. Arregaçava a cabeça da rola, enxugando-a com a toalha, descendo um pouco ao saco, com ele apenas me Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins olhando. Sua mão logo se esticou ao meu caralho, arrancando-me um sorriso mais largo quando ele a enfiou na boca, chupando-a com calma. — Gosto de garotos como você, Victor. — confessei, olhando-o aumentar o ritmo das mamadas, enquanto meu pau crescia em sua boca. Ele fazia questão de olhar em meus olhos enquanto mamava. Sua língua roçava da glande ao tronco, onde distribuía mordidinhas leves. Seus lábios logo chegaram a minhas bolas, dando chupadas contínuas e gostosas que me faziam gemer baixo. Com uma Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins das mãos em seus cabelos, vou segurando-os para foder sua boquinha, fazendo-o engolir todo meu caralho. Apesar de vê-lo engasgar com frequência, continuei a fodê-lo com movimentos ritmados de entra e sai, fazendo seu rosto se avermelhar. Acabei aumentando o ritmo dos movimentos, metendo a rola em sua boca com mais força e velocidade. Minhas bolas roçavam em seu queixo enquanto socava a piroca ao fundo da sua garganta. Uma sensação de prazer tomava meu corpo fazendo meu pau formigar. O gozo saia quente, aos jatos, Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins invadindo a boca do garoto. Guloso como era, Victor tomava todo o gozo deixando minha rola limpa. O vi ainda lambendo meu cacete enquanto eu apenas o olhava saborear minha vara. Apesar de ainda estar excitado e querer fodê-lo, eu tinha trabalho a fazer. — Por agora chega! Mais tarde continuamos — determinei, roçando o dedão em sua boca, com ele chupandoo. Ele claramente não estava satisfeito, mas obedeceu. Inclinei-me, Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins segurando em seu queixo, até que segui com meus lábios, chupando os seus, finalizando com um sorriso de lado. — Vou cobrar — ele riu, se deitando no sofá. Virei-me indo rumo o guarda roupa. Peguei uma cueca boxer preta e vesti junto com uma bermuda jeans desbotada, que combinava com uma camisa branca que eu gostava de usar quando saia. Passei um pouco de perfume, eu sempre usava o "One milion", ele era meu preferido. Puxei Victor pelo braço e ambos saímos, cada um seguindo seu rumo. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Erik e Thales vinham às pressas em minha direção. Eles pareciam ter algo interessante a contar. Sempre que acontecia alguma coisa relevante, eram as mesmas caras. — Scott, temos que te contar uma coisa. — disse Thales, ofegante. Ele parecia um tanto cansado da corrida. — Desembucha! — ordenei, impaciente. — Estou com pressa, tenho que ir na cidade com o Mikael — explicava o porquê da pressa. Eles se olharam e estranhamente Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins notei que havia algo errado, mas ainda não sabia o que era. Essa demora começava me irritar. — Mikael foi chamado na diretoria... — disse Erik, que seguia falando, mas eu já não ouvia mais nada. Senti meu coração palpitar mais rápido, um medo repentino me tomou, com um frio na barriga me assombrando. Sem querer saber de mais nada, parti em passos rápidos rumo à diretoria. "Meu pai é um homem frio, não sabe, nem nunca soube como tratar um filho, sequer dar o devido amor que uma Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins criança necessita na infância. A única coisa que o agradava era prazer e dinheiro". Entrei na diretoria às pressas. Mikael estava aos prantos, com ambas as mãos no rosto, chorando. Meu pai, por sua vez, carregava um sorriso satisfatório, que se desfez assim que me viu. — O que está acontecendo aqui? — questionei, olhando o coronel nos olhos. Mikael seguiu em silêncio, de cabeça baixa — Fiz uma pergunta, não ouviu? Ou será que você só abre a boca pra trocar de charuto? — elevei o tom, Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins deixando minha irritação explícita. Meu pai e eu trocamos olhares, fitando um ao outro. Olhos frios e fundos me olharam com atenção, como se quisessem me punir por algo. Por um momento, expressamos tamanha frieza que até o clima da sala parecia gelar. Ficamos assim por alguns minutos, com ele me olhando e seguindo calado, parecendo pensar em algo a justificar. — Te fiz uma pergunta, Pai. O que está acontecendo aqui? — insisti pela terceira vez. O diretor levantou-se de sua Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins mesa, tragando seu charuto. Novamente me olhou, esboçando um sorriso de lado e se voltando ao Mikael por um breve momento, não escondendo estar contente em vê-lo chorar. — Eu estava contando ao Mikael como matei a mãe de vocês — confessou com naturalidade, tragando o charuto e soprando a fumaça em minha direção. O meu coração gelou, fazendome ouvir meus próprios batimentos. O som de suas palavras ecoaram milhares de vezes pela minha cabeça junto as últimas imagens que eu tinha da minha Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins mãe. Por instantes, as palavras me fugiram a boca, me fazendo emudecer, enquanto lágrimas deslizavam por meu rosto. — Você o quê? — gaguejei ainda desacreditado. Os sentimentos oscilavam entre raiva e ódio. Uma sede de justiça inundava meu coração. A minha vontade era matá-lo ali e agora, com minhas mãos. Mas se eu fizesse isso, estaria me tornando igual ou pior a ele. A minha respiração seguia ofegante, enquanto eu tentava me controlar. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — A mãe de vocês era uma prostituta! — berrou, voltando-se para trás da mesa. — Dei-lhe uma vida de luxo, joias. Eu a amei. E como ela me pagou? Vocês sabem como? Deixou-me com vocês dois para fugir com seu amante. Eu não imaginava que o Mikael fosse meu filho, mas há poucos meses acabei descobrindo através dos exames rotineiros que os órfãos fazem. Eu desconfiava, mas não tinha certeza — explicou sobre Mikael, deixando nítido que estava nervoso, ofegando entre as palavras carregadas de ódio. Mikael levantou-se bruscamente, batendo ambas as mãos na mesa. O rosto Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins estava molhado com lágrimas e um pouco avermelhado. Aproximei-me dele, esperando algo acontecer, pois não tinha a mínima noção de qual seria sua reação. — Você não tinha esse direito — disse Mikael em tom choroso — Ninguém tem o direito de tirar a vida de outra pessoa. Você é um lixo humano que eu desprezo do fundo do meu coração. Se ela te largou, com toda certeza você mereceu! — disparou. Algumas palavras doem mais do que socos e as palavras de Mikael foram sentidas. Nosso pai se levantou, ergueu Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins uma das mãos espalmada, levando-a em cheio ao rosto do meu pequeno irmão. Mas antes que tocasse em sua pele, segurei seu punho. — Não ouse bater nele — o olhei nos olhos, advertindo-o — Jamais vou te perdoar pelo que disse aqui hoje. Estou me segurando para não fazer uma besteira. Seus olhos se arregalaram. Ele não esperava por isso. A surpresa estava estampada em sua face, mas não era só surpresa, também havia decepção. — Ainda que Mikael seja meu Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins filho, não sinto nada por ele, exatamente nada! — puxou seu punho, olhando-me nos olhos. — Depois do que ouvi hoje, não faço ideia do que você se tornou pra mim, coronel Simon Adams. Nesse instante, nesse momento, só sinto ódio, raiva e desprezo. Meu pai engoliu seco, sentou-se em sua cadeira e se virou, dando as costas para nós. E antes que a discussão se alongasse ainda mais, berrou. — Quero os dois fora dessa sala. AGORA! Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Peguei Mikael pelo braço, tirando-o da sala. Até tentei dizer algo quando saímos, mas ele se desvencilhou de mim, correndo em disparada. Dei um longo suspiro e o segui. Ele seguiu até a entrada do pavilhão em reforma, parando nos degraus. Aproximei-me dele e o abracei, beijando sua testa, enquanto colava seu rosto em meu peitoral. — Você jamais vai ficar sozinho. Eu sempre vou estar com você, sempre! — disse em tom baixo, tentando apaziguar aquilo tudo. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Promete? — ao perguntar, levou os olhos marejado aos meus. — Prometo! — respondi, dandolhe um beijo na testa. A respiração de Mikael aos poucos desacelerava, com ele parecendo começar a se acalmar um pouco. Naquele momento eu era seu refúgio. Nossos corpos estavam colados, agarrados, entrelaçados. O sentimento nos unia e parecia ser eterno. — Você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida — confessou Mikael, me olhando nos olhos, que Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins tornavam a ficar molhados com suas lágrimas. — Sem você aqui... Eu já teria tentando me matar. Foi tão horrível ouvir aquelas coisas do próprio pai. — Ele não sabe o que é ser pai — disparei. Dei um longo suspiro e pensei por alguns instantes. — Ainda que o coronel Simon Adams tenha confessado ter matado nossa mãe, não podemos provar nada — lamentei. — Precisamos fazer algo! Ele não pode ficar impune, não pode! — Mikael protestou. — Ele é um homem influente. — Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins deixei claro que não seria fácil, mas abri opções — Se quisermos justiça, teremos que descobrir seus podres. — Podres? — Mikael me olhou sem entender. — Suspeito que o orfanato tenha ligações com uma rede de prostituição... — abri o jogo com Mikael. — Acontece que, não sei como funcionam as coisas por lá, mas, nesse tipo de negócio, costuma haver muitas irregularidades. — Que tipos de irregularidades? — Sei que a maioria dos garotos Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins que vão pra lá são maiores, mas creio que também existam menores de idade. Sem mencionar que, acredito que muitos vão com a promessa de ganhar dinheiro e acabam sendo explorados, forçados a seguir nesse estilo de vida... — Acho que entendi o que você quis dizer com “podres” — disse Mikael, ainda não sabendo como proceder com tanta informação — O que faremos? — Vamos investigar, coletar provas e quando tivermos tudo em mãos, analisaremos o melhor meio de expor isso na mídia. Só assim teremos sucesso Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — expliquei. — Erik e Thales podem saber de algo — Mikael sugeriu. — Tenho absoluta certeza que eles não sabem de nada. Se soubessem, teriam comentado comigo... — respondi, dando um longo suspiro, começando a lhe dar advertências — E o que comentamos aqui, morre aqui. As paredes deste lugar tem ouvidos. Além do mais, só vai andar comigo, nada de andar sozinho. Entendeu? Mikael balançou a cabeça em sinal positivo, confirmando que faria Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins conforme eu lhe pedi. Por mais que soasse super protetor ou muito rígido, ele sabia que era para o seu bem. Ficamos em silêncio por alguns minutos, até que Thales surgiu, vindo em nossa direção. Ele se aproximou e sentou-se ao nosso lado. — O diretor está falando com Erik. Ele vai sair e deixar algumas coisas sobre a autoridade de Erik, pois segundo o coronel, você não está batendo bem das ideias — comentou. — E tem alguém aqui que bate bem das ideias? — ri ao retrucar. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Não — Thales e Mikael responderam em coro. Os acontecimentos recentes me deixavam cada vez mais intrigado. Tudo tinha uma razão, um motivo, mas eu não sabia ainda. A maior das perguntas naquele momento era: Quem é o coronel Simon Adams? Quem é esse homem que se diz meu pai? Realmente o conheço? Do que ele é capaz? Uma luz surgiu em meio as densas nuvens que bloqueavam meus pensamentos, impedindo-me de achar uma solução. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Tive uma ideia. Uma ótima ideia! — disparei, abrindo um largo sorriso. — Que ideia? levantou-se, olhando-me.

Mikael

— Tenho calafrios quando ouço a palavra “ideia” saindo da boca de Scot — disse Thales, concordando consigo mesmo ao afirmar com a cabeça. — Dessa vez é uma boa ideia! — retruquei Thales e continuei — Vamos selecionar alguns garotos para Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins nos ajudar a monitorar o orfanato — expliquei, empolgado com “A” ideia. — Qual a finalidade disso? Você sabe que esses garotos não são confiáveis... — disse Thales, revirando os olhos e desaprovando meu plano já de cara. — Eu preciso ter controle sobre os acontecimentos do orfanato. É difícil entender isso? Como podemos descobrir algum podre do Diretor se não sabemos de nada relevante? — justifiquei o porquê daquilo. — Podre do Acheron Livros e afins

diretor?


Acheron Livros e afins perguntou sem entender e antes de ouvir minha explicação, emitiu sua opinião — Sei que vocês não se dão bem, mas isso é demais, não? Dei um longo suspiro. Thales era meu melhor amigo, então era justo ele saber. Toquei em seu ombro e olhei no fundo dos seus olhos. — O coronel Simon Adams, diretor do orfanato e meu pai é um assassino. Ele matou minha mãe. Ele mesmo nos confessou isso. Pergunte ao Mikael. — expliquei, voltando meus olhos ao meu irmão. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Eu não sabia, me desculpe... — disse Thales, lamentando por aquilo. — Está tudo bem. Não é sua culpa — sorri sem mostrar os dentes, mudando de assunto em seguida — Então é isso, vamos começar a procurar novos monitores — comentei empolgado. Mikael seguia em um silêncio mortal, chegando a me causar incômodo. Virei-me pronto para lhe chamar a atenção, quando ele caiu em meus braços, com o corpo gelado, os lábios sem cor e o rosto pálido. Aquela cena fez meu coração gelar e minhas pernas Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins bambearem. — Mikael? Mikael? — o chamava, dando tapinhas em seu rosto na tentativa de acordá-lo. Na hora do desespero, só pensei em uma coisa — Precisamos levá-lo a um hospital. — levantei-me, pegando-o nos braços — Liga o carro. A chave está no bolso da minha camisa. — Certo. Thales pegou a chave e foi na frente, segui logo atrás com Mikael nos braços. Eu odiava sentir aquela sensação. O medo me apavorava, mas Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins nada me deixava em pânico como imaginar perder a pessoa mais preciosa para mim. Entrei com Mikael no carro e o deitei no banco, pondo sua cabeça em meu colo. Thales acelerava o carro rumo ao hospital mais próximo. “Por que isso está acontecendo? Por que agora? Será que é algo grave?”, as perguntas não cessavam e o meu coração se apertava cada vez mais. — Mantenha a calma, Scot. — Thales seguida dirigindo, tentando me acalmar. — Estamos quase chegando.... Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Estou tentando, tentando... — respondi.

estou

“Não vou te perder, não vou mesmo! Nem que eu tenha de ir ao inferno te buscar, não vou te deixar sair dessa vida, fedelho”, ofegava entre devaneios. Após trinta minutos chegamos ao hospital. Assim que paramos, desci com Mikael nos braços, indo rumo à recepção, me dirigindo a atendente. — É uma emergência. Ele desmaiou do nada, está respirando, mas Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins continua gelado — disse a ela, relatando o que aconteceu. — Tragam uma maca e o levem para a emergência. — disse a atendente aos plantonistas que estavam na porta, voltando-se a mim — Nome do paciente? — Mikael, Mikael Posso ir junto? — perguntei.

Adams.

— Ele será atendido agora. A sua presença lá dentro pode atrapalhar ao invés de ajudar. Aguarde na recepção, assim que ele for atendido, irei lhe chamar, ok? Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Certo. Dirigi-me as cadeiras e senteime. Não havia outra opção além de esperar. Naquele momento só pude pedir a Deus que protegesse e livrasse meu irmão de todo mal.

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Capítulo Quatro. O tempo passava e eu seguia sem nenhuma informação. Thales finalmente surgiu, sentando-se ao meu lado. — Demorou. — Não estava achando uma vaga para estacionar, então paguei um estacionamento — Thales explicou, entregando-me a chave do carro — Como está o Mikael? —

Nenhuma

Acheron Livros e afins

notícia

ainda.


Acheron Livros e afins Entraram com ele lá pra dentro, mas não disseram nada — respondi, suspirando, sem esconder minha impaciência. Um enfermeiro passou em nossa frente com uma prancheta em mãos, parecendo conferir alguns dados na ficha. Ele parou no meio da sala de espera e perguntou: — Acompanhante do paciente Mikael Adams? — Eu! Sou eu — levantei-me, quase tento um colapso de ansiedade. — Por gentileza, acompanhe-me Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — ele disse, seguindo pelo corredor de salas. — Vou esperar aqui — Thales cruzou as pernas, olhando-me. — Certo — confirmei, seguindo o enfermeiro. Paramos no fim do corredor, em frente a uma sala. Ele abriu a porta e me indicou o caminho com uma das mãos. — É só aguardar que o médico logo virá falar com você — disse, dando-me as costas. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Entrei na sala e sentei-me, apoiando os cotovelos na mesa. Não demorou muito e o médico chegou, sentou-se em minha frente e pegou alguns papeis. — Sou o Dr. Carlos. Você é o irmão do paciente Mikael, certo? — Sou Scot Adams, irmão de Mikael. O que ele tem? É grave? — Acalme-se, Scot, ele está temporariamente fora de perigo. Porém, Mikael desenvolveu uma anemia grave e para controlarmos seu estado é necessário que seja feito uma transfusão Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins de sangue. — Anemia grave? — questionei aflito. — A anemia pode acontecer por diversos fatores e condições. Fizemos vários exames em Mikael e aparentemente se trata de uma contínua má alimentação, que reduziu a produção de células vermelhas no sangue. — Após a transfusão ele vai ficar bem? — perguntei, olhando-o temeroso. — Se seguir Acheron Livros e afins

todo

o


Acheron Livros e afins procedimento, vai ficar bem, sim. Após a transfusão, Mikael irá passar por uma nutricionista que fará uma dieta rica em ferro, além de alguns remédios que irei passar para auxiliar na produção de células vermelhas, eliminando essa deficiência que o levou a desmaiar — explicou Dr. Carlos. — Contudo, necessito da autorização do responsável. A transfusão, às vezes, causa efeitos colaterais e complicações. Apesar de não ser comum, acontece. — Efeitos colaterais e complicações? — perguntei confuso, tentando entender um pouco daquilo tudo. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — As complicações que podem ser observadas após a transfusão são hemolíticas, febris, com reações alérgicas e transmissão de doença. — Entendi — eu disse, mesmo não entendendo tudo. Dei um longo suspiro, um tanto aliviado, mas ainda pesaroso. Mikael ficaria bem após todo aquele procedimento. Haviam riscos? Claro, mas era a única saída. O problema agora era outro. Como fazer meu pai vir assinar aquela autorização. Sendo ele o diretor do orfanato e pai de Mikael, ele Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins é o seu responsável. — Necessito apenas da presença do responsável para começar o procedimento. É essencial que façamos isso nessas primeiras vinte e quatro horas para evitar complicações. — E quanto a transfusão? — O hospital dispõe de bolsa de sangue para o seu irmão. Quanto a isso não se preocupe! Contudo, há necessidade de reposição, então após a autorização do responsável, vamos repor as bolsas com seu sangue ou sangue do tutor do paciente. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Eu não posso assinar esse termo? Sou maior de idade... — Você pode repor as bolsas. A assinatura do termo só pode ser feita pelo responsável. Ainda que sejam irmão, necessito de um documento válido que prove que você é o responsável. — Certo. Vou providenciar a assinatura do responsável — levanteime, começando a ficar frustrado. — A ficha fica na recepção. É só informar que vai preencher a ficha de Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins autorização de transfusão e falar que o pedido foi feito por mim. Assim que confirmado, iniciaremos o procedimento em Mikael — disse o médico, levantando-se e apertando minha mão. O cumprimentei e deixei a sala. “Como é que vou conseguir essa bosta de assinatura? Na correria sequer trouxemos os documentos de Mikael”, pus as mãos no rosto, esfregando-as lentamente, na tentativa de relaxar. Bufei e segui para a sala de espera. Ao aproximar-me de Thales, ele prontamente perguntou, não escondendo a preocupação. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — E ai, como ele está? — Temporariamente fora de perigo — respondi, sentando-me ao seu lado. — Mas... Tem que fazer uma transfusão e é necessário uma autorização do responsável pra isso... — expliquei o problema, inclinando minha cabeça para trás, olhando para o teto. Thales me olhou por alguns instante, mantendo o silêncio. Então, tocou minha perna, me fazendo olhá-lo. — O orfanato é responsável por Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Mikael. Nesse caso estamos falando da pessoa que o representa, que é o diretor, seu pai. Negar-se a esse procedimento é crime. Ligue para ele, Scot, tenho certeza que ele virá, mesmo sem querer, virá... — Até alguns dias atrás pensei que conhecia meu pai e ele me mostrou que eu estava redondamente enganado. Ele não virá porquê... Thales subitamente acertou um tapa em meu rosto, olhou-me nos olhos e disparou. — Quem é você? O Scot que eu Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins conheço não age como um parasita. Seja lá quem for, traga-o de volta. Arregalei os olhos ao ouvir aquilo. Ele estava certo. Nunca agi como um parasita e naquele momento crucial também não iria agir. Era hora de lutar e não lamentar. — Você está certo — assenti, abraçando-o pelo pescoço. — Então liga logo! — insistiu Thales, desvencilhando-se de mim. Era hora de partir pra briga. Meti a mão no bolso e peguei o celular. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Disquei para o meu pai. Assim que ele atendeu, comecei. — Estou no hospital. Preciso que venha pra cá agora... — O que está fazendo no hospital? Aconteceu algo com você, Scot? — ele perguntou, demonstrando preocupação. — Mikael passou mal e precisa fazer uma transfusão de sangue. É necessário que o responsável autorize... O telefone ficou mudo por alguns segundos. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Está me ouvindo? — Não me interessa a vida desse garoto. Eu já te disse isso antes — retrucou com grosseria. — A vida desse garoto é sua responsabilidade. Se algo acontecer com ele por conta da sua omissão, você vai responder na justiça... — A justiça é corrupta. Se Mikael precisa da minha assinatura pra essa transfusão, então ele já está morto — defendeu-se, parecendo dizer que caso Mikael morresse, não lhe Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins aconteceria nada. Ouvir aquilo me desesperou, mas não demonstrei, segui friamente conforme havia planejado. — Se acontecer algo com o meu irmão por omissão sua, você nunca mais vai ouvir falar de mim. Entendeu? — ameacei e antes que ele retrucasse, continuei — Traga os documentos dele junto. Estou esperando. Desliguei o telefone. O meu coração batia com força, acelerado. Eu não estava com medo, mas estava assustado com sua frieza. Como ele Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins podia ser tão frio com um de seus filhos? — Você fez o certo, Scot. Agora nos restar esperar... — disse Thales. — Essa é a pior parte... Esperar sem saber o que pode acontecer. Sinceramente? Odeio me sentir incapacitado. Parece que sou um inútil que não serve pra nada... — confessei. — O passo inicial foi dado, por isso, acalme-se. Agora temos que resolver o problema dessa sua barriga roncando. Saco vazio não para em pé — disse Thales, levantando-se. — Vou Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins comprar algo para comermos e já volto. Ainda não havíamos almoçado e eu estava morto de fome, ao mesmo tempo, não queria deixar o hospital, pois já eram quase duas horas e as duas e dez era liberado o horário para as visitas. — Não demora, está quase no horário de visitas. Não demorou cinco minutos e Thales voltava com um refrigerante lata na mão e um saco com coxinhas, entregando-me. — Já comi. Esses são seus. O Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins ideal seria uma refeição completa, mas nessa hora já não tem restaurantes servindo almoço... — Obrigado — agradeci e fiz o lanche rápido, de olho no relógio que ficava em cima da recepção. Estava quase na hora. Assim que terminei o lanche, levantei-me e fui até a recepção. Olhei o crachá da recepcionista e questionei. — Boa tarde, Luciana, estou acompanhando o paciente Mikael Adams. O horário de visita começa as duas e dez. Sabe me dizer se já é Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins possível minha entrada? — Um minuto, Senhor — disse ela, voltando-se ao computador, fazendo-a verificação. — O paciente Mikael Adams já foi transferido para o quarto. Ele está no apartamento cento e dezenove — respondeu Luciana, que também cobrou o pedido feito pelo médico — A ficha de autorização para a transfusão segue pendente. Sabe me dizer se o responsável vem ainda hoje? Por instantes, emudeci. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Vem, sim. Já entrei em contato com o responsável. — respondi, forçando um sorriso. Eu sequer sabia se o diretor realmente viria. — Certo, estamos aguardando. Siga o corredor até o fim, então a direta começam os apartamentos — disse Luciana, indicando-me por onde ir. — Obrigado. Dei-lhe as costas e fui até Thales. — Vou visitar Mikael. Quer ir comigo? Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Acho melhor você ir sozinho. Assim vocês conversam um pouco. Além do mais, alguém precisa te avisar quando seu pai chegar, não? — disse em tom sugestivo, demostrando confiança que o diretor viria. Aquilo me fez abrir um sorriso e assentir. O que seria de mim sem Thales? — Logo volto — falei, seguindo pelo corredor. Ao chegar ao fim do corredor, dobrei a direita, como ela instruiu e logo Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins pude ver os quartos. A contagem parecia não ter onde, mas me foquei no número cento e dezenove, era o último apartamento daquele corredor. Abri a porta suavemente. Se Mikael estivesse dormindo, não queria acordá-lo. Entrei em silêncio e fechei a porta, aproximando-me dele. O seu rosto já tinha cor, mas os lábios seguiam pálidos. Sentei-me na beirada da cama e carinhosamente comecei a roçar o polegar em seu rosto. — É tão lindo — sussurrei em tom baixo. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Ele entreabriu os olhos e ao me ver, sorriu. — Oi — ele disse em tom baixo. — Desculpa te acordar, não era minha intenção. Já comeu algo? Essa sopa parece deliciosa — desculpei e logo peguei o prato de sopa, mexendo-o com uma colher. — Não precisa se desculpar, eu só estava cochilando — disse Mikael, sentando-se na cama. Ao olhar o prato de sopa, sorriu meio de lado. — Não estou com fome... Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Oras, vamos... Só precisa comer um pouquinho. Você veio parar no hospital justamente por não se alimentar direito! — insisti. — Só um concordou Mikael.

pouquinho

Enchi a colher com sopa e levei a sua boca, fazendo um som de “A” para Mikael, que prontamente, abriu a boca. Dei-lhe a primeira colherada. Assim que ele engoliu, fez uma careta. — A sopa não tem sal — riu e logo suspirou. — Estou com algo grave? — olhou-me com um olhar desconfiado. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — É, comida de hospital é bem light, se é que me entende — respondi, enchendo a colher mais uma vez de sopa, levando-a à sua boca — Devido a sua má alimentação, você está com anemia grave. Terá de fazer uma transfusão de sangue e iniciar um tratamento com alguns remédios que o médico irá passar. Após fazer isso, vai ficar tudo bem. — Promete que vou ficar bem? — olhou-me fixamente, encolhendo um pouco os ombros. — Prometo — abri um largo Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins sorriso, com ele imediatamente me abraçando. — Amo você, Scot. Obrigado por não me abandonar. Obrigado por ser assim, como você é comigo. — ele confessou, afastando-se de mim. — Eu também te amo. Você deu sentido a minha vida. Não posso te deixar partir assim, do nada. — ri, enchendo novamente a colher de sopa, levando-a à sua boca. Aos poucos ele tomou toda a sopa. Não era uma refeição completa, mas naquele momento era o adequado. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Já fazia quase uma hora que eu estava ali dentro e nada do telefone tocar. — Vou organizar umas coisas na recepção e logo volto, ok? — pus o prato de sopa vazio na mesa ao lado, preparando-me para sair. — Ok. Lá dentro me mostrei forte, pois não queria passar toda minha insegurança, receio e medo para Mikael, mas lá fora, o meu verdadeiro eu naquele momento apareceu. Eu estava ficando cada vez mais aflito com aquela demora. Já eram quase quatro horas da Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins tarde e o coronel não havia chegado para liberar a transfusão. “Nem que eu tenha que te chantagear, mas você virá”, pensei, logo peguei o celular do bolso e liguei para aquele que chamava de pai. Assim que ele atendeu, disparei: — Você tem uma hora pra chegar ao hospital. Se meu irmão morrer, eu me suicido, ouviu? Aquelas foram às únicas palavras que eu disse, antes de desligar. Não eram palavras vagas, não era mentira. Mikael realmente deu sentido a minha vida. Se ele morresse por algum Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins motivo, não existia razão para seguir vivo. O telefone tocou algumas vezes. Era meu pai, mas se ele quisesse falar comigo, teria de vir ao hospital. Se aquilo não o fizesse vir, nada mais faria. Segui até a recepção, sentandome ao lado de Thales, que despertou quando a cadeira gemeu. Ele voltou-se a mim, esfregando as mãos no rosto. — Como Mikael está? — Aparentemente bem, mas ele precisa da transfusão o quanto antes — Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins suspirei. O assunto morreu e um silêncio mortal pairou entre nós. Falar o que? Não havia o que falar. Dediquei-me a observar quem entrava e saia do hospital. Acabei cochilando na cadeira, sem me dar conta do horário, sendo acordado por Thales. — Scot? Scot? — ele me cutucava em tom baixo. — Seu pai chegou. Vou dar uma volta, assim vocês conversam melhor — disse, deixandonos. Ainda atordoado, abri os olhos e Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins tomei um susto quando vi aquela figura imponente me olhando da entrada, com seus capachos ao seu lado. Em passos lentos, meu pai veio em minha direção, parando em minha frente. — Às vezes você me surpreende. Você realmente se mataria caso eu não viesse? — ele perguntou, olhando-me nos olhos. — Ainda tem dúvidas? — ergui as sobrancelhas, olhando-o. O coronel deu um longo suspirou, olhou para o lado fazendo um sinal para um de seus capachos que se Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins dirigia a recepção. Em seguida, sentouse onde estava Thales, cruzando as pernas. — Talvez você pense que não sou capaz de amar alguém nessa vida, mas está enganado, eu amo você. Estou aqui por sua causa e farei isso por causa... O interrompi. — Ele também é seu filho. Por que o odeia tanto? O que ele fez pra você odiá-lo? — questionei. Eu queria entender o motivo pelo Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins qual meu pai carregava tanto ódio quando se referia a Mikael. Eles nunca tiveram contato e ele simplesmente o odiava. — Ele não fez nada, mas quando olho pra ele, vejo a mãe de vocês. A semelhança é gigantesca. Ele herdou todos os traços dela — confessou, levantando-se. Um homem ferido. Esse é o Coronel Simon Adams, diretor do orfanato e nosso pai, meu e de Mikael. O seu ódio por nossa mãe era tão grande que a mera semelhança de um de seus filhos com sua progenitora o fez odiá-lo. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Ele não tem culpa de se parecer com ela. Além do mais, você já se vingou, não é? O que você quer mais? Você tirou a mãe dos seus filhos e não age como um pai, nunca agiu — disparei, levanto-me. — Eu sei — ele assentiu sem me olhar, então, levantou-se, seguindo para a recepção. “Eu sei”. Se sabe por que não muda? Por que não tenta ser um bom pai? Não é possível que uma pessoa só pense em vingança. Que tipo de monstro assim poderia ser chamado de pai? Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins O coronel assinou os papéis e veio novamente até mim, parando em minha frente. — Já autorizei a transfusão e paguei as despesas médicas do seu irmão... — DO SEU FILHO — o corrigi. — Assim que ele for liberado, quero ambos no orfanato. E não pense em sumir, Scot. Se caso eu tiver que ir atrás de vocês, eu mesmo mato ele — sem esperar uma resposta, deu-me as costas, seguindo para à saída do Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins hospital. Assim que ele sumiu, levanteime e fui até a recepção, confirmar se estava tudo acertado. — Estou acompanhando o paciente Mikael Adams. Só quero confirmar se ainda tem alguma pendência a ser sanada? A atendente me olhou e abriu um largo sorriso. — Está tudo confirmado. O seu pai já acertou todas as pendências. A transfusão irá começar em alguns Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins minutos. Assim que o procedimento terminar, você já pode ir vê-lo — a atendente respondeu. — Obrigado. Senti certo alívio quando ela me confirmou aquilo. Abri um pequeno sorriso e segui para fora do hospital. Eu odiava ter que esperar, só que naquele caso não se tratava de uma escolha, era uma necessidade. Onde é que Thales foi? — Ai está você! — comentei comigo mesmo ao vê-lo de costas pro hospital, sentando na mesa de uma Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins lanchonete. Segui até ele. — Você não faz outra coisa além de comer? — puxei uma cadeira e sentei-me ao seu lado. — Estou nervoso e ansioso. Você sabe que quando fico assim preciso comer, comer muito — defendeu-se. Thales não tinha vínculo algum com Mikael, mas por minha causa, por conta de tudo que estava acontecendo, começava a criar vínculos, começava a Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins se importar e se preocupar com meu irmão. Era por isso que ele me cativava de maneira singular. — Já está tudo acertado no hospital? — ele perguntou. — Sim. Tudo resolvido. Eles já devem ter começado a transfusão. Não sei quantos dias vamos ficar aqui... — Se importa se eu voltar para o orfanato? Vou organizando as coisas, além de ficar de olho — Thales sugeriu, olhou-me no olhos e suspirou — Reservei um quarto pra você nesse hotel aqui de frente. Você precisa ter um lugar Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins pra dormir e tomar banho, pois tenho certeza que não vai voltar enquanto Mikael não receber alta, não é? — disse entregando-me uma chave com o número quatro. — É — respondi, esboçando um sorriso e toquei em uma de suas mãos — Ainda bem que tenho você ao meu lado. — Obrigado por me deixar estar sempre ao seu lado, Scot — agradeceu, levantando-se — Como já está tudo acertado, vou indo. Vou pegar um mototaxi. Te ligo mais tarde pra saber das novidades, ok? Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Ok. Thales despediu-se e seguiu para cuidar dos nossos assuntos no orfanato. Era ele o meu melhor amigo, amante e confidente. Se eu não confiasse em Thales, não confiaria em ninguém. Levantei-me e entrei em uma loja ao lado do hotel. Era uma loja de roupas. Escolhi algumas bermudas, cuecas e camisas para Mikael. Apesar de não ter um trabalho formal, nós, monitores, recebemos salários como qualquer outro funcionário da instituição e sendo eu o monitor chefe, recebo uma quantia mensal razoavelmente alta. E, Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins não tendo gastos, acabei economizando uma quantia suficiente para caso quisesse, comprar um apartamento e montar meu próprio negócio. Olhei no relógio e tomei um susto, se passaram quatro horas desde que sai do hospital. De fato, fazer compras era um passatempo. Novamente fui até a recepção. Agora se tratava de outra atendente. — O paciente Mikael Adams já se encontra no apartamento? — Um minuto, vou confirmar — disse ela, digitando o nome dele no Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins computador, voltando-se a mim. — Ele está no apartamento de número cem. O senhor é o acompanhante? Me passe seus documentos para registrar e autorizar sua entrada. — Sim, sou eu — confirmei, pegando a carteira do bolso e entregando-lhe os documentos. Ela fez meu cadastro e autorizou minha entrada, assim ficaria mais fácil para entrar e sair nos próximos dias em que ele fosse ficar no hospital. — Prontinho, sua entrada está autorizada. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Obrigado. Agradeci e segui até o apartamento. Assim que pus a mão na maçaneta, a porta se abriu e o médico saiu, esboçando um pequeno sorriso no rosto e tocando meus ombros, fechandoa em seguida. — O procedimento foi feito com sucesso. Mikael ficará alguns dias em repouso e logo receberá alta. — Quantos dias? E quanto aos medicamentos? Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Três dias. A enfermeira trará as receitas. Ele fará o uso contínuo por um período e após, fará o retorno com os exames para que eu faça outra avaliação — explicou. — Entendi. — Bom, preciso visitar outros pacientes — disse, dando-me as costas. Abri a porta e entrei. Ele estava deitado na cama, mas de olhos abertos, olhando a entrada, como se esperasse por alguém. — Ouvi sua voz — disse Mikael Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins em tom baixo, olhando-me — Achei que não viesse me ver. — Mesmo? — ergui as sobrancelhas, sentando-me na beirada da cama. Mikael balançou a cabeça, confirmando minha pergunta. Abri um pequeno sorriso e levei os lábios a sua testa, mas ele se moveu, fazendo com que sua boca tocasse a minha. Apenas sorri e afaguei seus cabelos. — Sempre vou estar ao seu lado. Eu amo você, meu pequeno irmão. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Que dia posso ir embora? — O médico disse que em três dias, talvez. Eu também comprei várias roupas para você. — espantado.

Sério?

Balancei positivamente.

a

perguntou

cabeça

— Odeio aqueles calções curtinhos que você usa. Então comprei algumas bermudas jeans que batem no joelho. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Está com ciúmes! — deu-me um soco leve no braço, dando risadas. — Talvez. Tem problema sentir ciúmes de vocês? — Não. Até gosto. Sinto-me amado — confessou Mikael, erguendo os ombros. — Que bom que gosta, pois sou muito ciumento. Muito mesmo — brinquei. Estar com Mikael era o mesmo que estar em um turbilhão de emoções. A cada segundo eu vivencia sentimentos Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins e sensaçþes novas. Por que ele mexia tanto com meus sentimentos?

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Capítulo Cinco. Os três dias seguintes foram longos e recheados de brincadeiras. Acabei passando a maior parte do tempo dentro do hospital, conversando e arrancando risadas de Mikael, indo no hotel apenas tomar banho e trocar de roupa. — O temido monitor chefe tem senso de humor, além de ser fofo quando cuida de alguém... — Mikael comentou. — Temido monitor... — repeti Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins aquilo, rindo em seguida. — Mais desejado do que temido, sabia? — disse Mikael, como se aquilo fosse uma revelação e era. — Não, não sabia. — Ah, mas é, sim — ele reafirmou, rindo — Eu mesmo o desejei muito antes de conhecê-lo e confesso que o desejo continua em meu coração... — Incesto é pecado — sussurrei como se contasse um segredo, rindo em seguida. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Ei, essa frase é minha — socou-me no braço, rindo em seguida. O assunto fugiu e ficamos em silêncio. O tema causou um misto de sentimentos, mas acendeu ainda mais o desejo do proibido. — Está na hora do banho, não? — levantei-me da beirada da cama, pegando a bandeja de lanche que estava em cima do colo de Mikael e pondo-a na mesa ao lado — Vamos, de pé. — Não, não quero banhar agora — cruzou os braços, afundando-se na cama. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Tão lindinho, mas tão porquinho... — sussurrei em tom baixo e com uma das mãos, puxei o lençol da cama, jogando-o para o lado. — Será que vou ter que levar no colo? Mikael revirou os olhos e se levantou, começando a se despir. O ajudei, pois ele ainda estava tomando soro e onde fosse, deveria levar o suporte. Entramos no banheiro e ele ligou o chuveiro. Permaneci de pé ao seu lado, inevitavelmente olhava sua bunda, era redonda e durinha, gostosa de pegar. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Aquilo me despertava uma excitação monstruosa. Tamanha que o pau chegava a marca a bermuda que eu usava, atraindo sua atenção. — Você é um safado mesmo. Fica com tesão no seu irmãozinho. — semicerrou os olhos, puxando meu short junto à cueca e olhando dentro. Ao notar meu caralho duro, Mikael apenas riu, soltando o elástico do tecido. — Foi, foi involuntário... — gaguejei ao me defender e quando preparava-me para dizer algo mais, ele silenciou meus lábios com um selinho. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Idiota. Cadê a toalha? Aquelas brincadeiras me desconcertavam. Peguei a toalha e comecei a enxugá-lo. Assim que terminei, vesti um cueca nele e uma bermuda. — E a camisa? — ele perguntou. — Enquanto vou assinar sua alta na recepção, a enfermeira virá tirar o soro. Depois que tirar você veste a camisa — expliquei, acompanhando-o até a cama. — Ok. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Aproximei-me da porta para abri-la quando o médico entrou. Ao me ver, abriu um sorriso e brincou. — Já estava se preparando para fugir com meu paciente? — Sim. — Autorizei a alta na recepção, onde também está a receita dos medicamentos que ele vai tomar. O retorno dele é em três meses — explicou, indo até Mikael — Está se sentindo bem? Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Sim, muito respondeu, sorrindo.

bem

— Ótimo. Além dos remédios, também tem um cardápio alimentar feito com base nos seus exames pela nutricionista do hospital. Não se esqueça que você só chegou aqui por conta da má alimentação, então, sabendo disto, vai se alimentar melhor. — Claro que vai. Vou garantir isso — reforcei a fala do médico. — Esse é o meu número, qualquer coisa pode me ligar — entregou-me um cartão e dirigiu-se até à Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins porta — O paciente está ótimo, agora é só se cuidar. Até mais — despediu-se. — Até — respondemos em coro — Já venho — disse a ele, seguindo até a recepção. Conforme o médico disse, assinei a alta, peguei a receita de medicamentos e o cardápio alimentar que Mikael deveria seguir daquele dia em diante. Após confirmar que toda a estadia já havia sido paga, voltei para o apartamento, deparando-me com a enfermeira terminando de tirar o soro do braço do meu irmão. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Estamos liberados? perguntei empolgado.

— Estão sim. E se cuida, rapaz. Um moço tão bonito como você não pode ficar doente — disse a Mikael, deixando o quarto em seguida. — Ui, moço bonito — imitei a enfermeira, provocando-o. — Larga de ser chato! Mikael levantou-se e pegou a camisa, vestindo-a. O olhei um pouco, analisando-o. A beleza estava no sangue mesmo. Ele era tão fofo. Com tudo Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins pronto, peguei sua mala de roupas e seguimos até a saída. Acabei deixando-o sentado em um banco na porta do hospital para ir buscar o carro e aproveitei para fechar a conta do hotel onde eu estava hospedado. Parei o carro na porta do hospital e desci, ajudando-o a entrar. Pus as malas no banco de trás e entrei, preparando-me para partir para o orfanato quando ele sugeriu. — Antes de irmos, você podia me levar a um motel — sorriu, olhandome fixamente. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins O susto foi tanto que deixei o carro apagar. — Como é? — perguntei, ainda incrédulo, dando partida no veículo. — É que já vi muitas pessoas falando que é maravilhoso lá dentro. Então fiquei com curiosidade e queria conhecer... — explicou, corando um pouco. Analisei a situação por alguns instantes. Passamos dias no hospital e tudo era tão recente; o fato de sermos irmãos, a verdade sobre a morte de nossa mãe e nossa aproximação. Por que Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins não? — demorar...

Certo,

mas

não

vamos

— Oba! Segui até o fim da rua, e virei à direita, começando a procurar por um motel. Demorou um pouco, mas, por estarmos no centro, logo achei um cinco estrelas. Assim que parei no portão, ele se abriu. Entrei e parei no caixa de entrada, abaixando o vidro do veículo. Paguei a diária e peguei a chave do quarto. Assim que estacionei, descemos. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Suíte vinte e dois. Procurávamos o quarto com os olhos, até que encontramos. Entramos. Mikael não escondia a surpresa com todo o luxo da suíte. Ele estava encantando, olhando para todos os lados, como se tudo aquilo fosse novo para ele. — Olha o tamanho dessa cama?! — comentou, jogando-se nela, mas não aproveitou muito, pois viu algo que lhe encantou — Ahhhhhh, temos uma banheira de hidromassagem? — saltou da cama, entrando no banheiro. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Acabei dando risadas com seus comentários. Ele realmente estava encantando com tudo aquilo. Vê-lo feliz me deixava feliz. Mikael se despia, ficando nu. Não demorou muito para pular dentro da banheira. Sentei-me na cama e de lá, fiquei olhando-o. — Vem pra cá também... — Não quero me molhar... — revirei os olhos, levantando-me da cama e parando na porta do banheiro. Mal terminei a frase com ele Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins enchendo as mãos de água e jogando em mim. O olhei sério por um momento, até que ele riu, me fazendo rir também. — Vem Scott. Por favor... — insistiu, olhando-me todo manhoso. — Agora que eu acabei me molhando, não tem outro jeito, né? — concluiu, começando a me despir. Assim que fiquei nu, sentei-me dentro da banheira. O pau meio bomba queria acordar, por isso, eu evitava olhar o corpo de Mikael, que estava logo a minha frente, aproximando-se aos poucos. Quando me dei conta, ele havia Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins se sentado em meu colo, com seu rabo apertando minha rola. — Vou lhe presentar por cuidar de mim todos esses dias — Mikael sussurrou, passando os braços pelo meu pescoço. — Não fiz isso para receber presentes. Fiz por te amar... Mikael me silenciou com um beijo nos lábios, começando de maneira lenta, com nossas línguas esfregando-se. Automaticamente, levei minhas mãos a sua cintura, deslizando-as um pouco a sua bunda carnuda, apalpando-a Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins fartamente. Ao cessar o beijo, ele sorriu, levando os lábios por meu peitoral e em meio a mordidas, beliscava meus mamilos com os dentes, puxando-os de maneira delicada e gostosa. Com uma das mãos, o senti começar a me punhetar, ainda dentro da banheira. Seus olhos voltaram-se aos meus, com um sorriso sacana preenchendo seu rosto. — Sente-se na beirada da banheira... — Mikael pediu. Em silêncio e retribuindo seu sorriso, sentei-me sentei na beirada da Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins banheira com as pernas abertas. O meu cacete estava duro, apontando para cima e, em meio a espasmos de tesão, pulsava freneticamente. Assim que apoiei ambas as mãos para trás, o vi segurar firme em meu cacete, com tanta força que gemi de tesão. Com os lábios, ele aproximou-se da glande, onde começava a lamber, deslizando a língua da ponta a base, analisando-me com os olhos entre o sobe e desce. Aos poucos, os movimentos se intensificava e, subitamente, Mikael engoliu meu caralho, enfiando-o goela abaixo, enquanto usava uma das mãos para Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins acariciar minhas bolas, às massageando-as com força.

vezes,

Mesmo mordendo meus lábios, tentando conter o prazer, gemidos involuntários acabavam escapando. Levei a mão direita aos seus cabelos, afagando-os com delicadeza. Aquela sensação era deliciosa, ao ponto de me fazer fechar os olhos apenas para sentir sua boca quente e úmida envolvendo meu cacete de forma prazerosa. Entre um estalo, abri os olhos, vendo-o soltar minha rola. Um fio de baba ligava seus lábios ao meu membro e com um sorriso, Mikael desferiu um beijo na glande, descendo com a boca até as Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins bolas. Primeiro, ele mordeu, me fazendo gemer alto, depois, ele lambeu, me causando um arrepio súbito que percorreu toda minha espinha. Estremeci de prazer, estremeci de tesão. — Isso está delicioso... — quebrei o silêncio, murmurando entre gemidos. Os seus lábios massageavam meu saco, com sua língua esfregando-se em minhas bolas, quando ele não puxava meus testículos rumo ao seu rosto, com os dentes. Deus, como aquilo era bom! Deixá-lo fazer o que queria Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins estava sendo delicioso, mas o espírito leonino dentro de mim, o dominador dentro de mim queria sair, queria tomar o controle da situação. Naquela altura, eu já tremia de tesão, tentando me controlar. — Não se segure... — Mikael sussurrou, olhando-me com um largo sorriso. Esfregou a ponta da língua na fenda da glande e continuou — Não se segure, Scot. Quero você selvagem, como sempre desejei! Quando o ouvi, passei a mão em seus cabelos e os agarrei com força, ficando de pé em sua frente. Com a outra Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins mão, encaixei a rola entre seus lábios e lentamente, começava a socar o cacete em sua boca, enfiando-o aos poucos, até atolá-lo em sua garganta. Os pentelhos se esfregavam em seu nariz, com o saco se chocando contra seu queixo. Mikael esforçava-se para engolir tudo, ainda que engasga-se, não deixava a rola escapar da boca por um segundo sequer. Segurando firme em sua nuca, o forçava a engolir o caralho todo, fodendo sua garganta sem piedade. Ao notar seu rosto de avermelhar, retirei a rola de sua boca, deixando-o puxar ar, enquanto batia o cacete em seu rosto, lambuzando-o de saliva e pré-gozo. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Usando dois dedos, ergui seu queixo, sinalizando para que ele ficasse de pé e assim Mikael fez. Olho no olho, corpo com corpo e boca na boca. Mikael, meu irmão, envolvia-me em um beijo lento e calmo, enquanto eu o pegava no colo, passando suas pernas por minha cintura. O cacete duro roçava entre sua bunda em meio aos passos lentos que seguiam a cama, onde o deitei. — Isso vai mudar nossas vidas pra sempre... Seria pecado amar o próprio irmão? — sussurrei, mordiscando e puxando seus lábios Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins contra mim. — Não existe pecado em amar o próprio irmão. Pecado seria se negar a esse amor... — respondeu Mikael, passando os braços pelo meu pescoço. Talvez ele estivesse errado, talvez estivesse certo. Só o tempo responderia essa pergunta. O futuro não nos pertencia. Abri um sorriso com a resposta de Mikael e deslizei os lábios pelo seu pescoço, mordiscando-o até parar em seus mamilos, onde os belisquei com os dentes, dando sugadinhas lentas. Agarrei Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins sua cintura com ambas as mãos e aconchegando-me entre suas pernas, ergui seu corpo na altura do meu rosto, começando a chupar seu cacete. Por não ser grande, engolia com facilidade, boqueteando-o sem parar, com vontade e rapidez, chegando a causar estalos entre os movimentos que lhe arrancavam gemidos de prazer, finalizando aquele “mimo” com chupadas estaladas na cabeça do seu pau. O soltei, arreganhando suas pernas, apenas o suficiente para deixar sua entrada vermelha à mostra. Deite-me na cama e sem cerimônias, enfiei a cara entre sua bunda. Usando a ponta da Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins língua, começava a linguar seu cu com calma, quando não tentava penetrá-lo usando os dedos. O seu sabor era delicioso, viciante e suave. Volta e meia, subia com a língua as suas bolas, dando chupadas estaladas e, em seguida, voltava para o pequeno buraco que piscava incansavelmente com meus estímulos. — Isso, Scot. Quero mais! Quero mais... — implorava em tom baixo, entre gemidos. Os seus pedidos deixavam-me ainda mais excitado. O soltei, subindo aos beijos, deixando um rastro de Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins saliva, até parar com o rosto próximo ao seu. Nossos lábios encontraram-se novamente, enquanto mudávamos de posição na cama. Agora eu deitava de barriga pra cima, com ele sentado sobre meu pau, pressionando-o entre sua bunda. Mikael sorriu e pegou em minhas mãos, pondo-as em sua cintura. E, olhando-me, mordeu os lábios enquanto encaixava o meu pau em sua entrada, começando a sentar lentamente. Ora ele fazia caretas, ora mordia os lábios e seguiu assim, até que a glande entrou, fazendo-o gemer. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Nossos olhos falavam por nós, por isso, seguíamos em silêncio. Mikael finalmente sentou, fazendo com que todo meu membro invadisse seu interior. Ele gemeu, arranhou meu peitoral e não sendo suficiente para conter sua dor, mordeu meu ombro, deixando a marca de seus dentes. Entrelaçamos nossas mãos, com ele segurando-as, começando a quicar em meu pau. Com movimentos ritmados, ele subia e descia o quadril, provocando um entra e sai delicioso. Ergui meu corpo e colei meu peito ao seu. Passei um dos braços por sua cintura, encostando-o mais a mim, enquanto usava uma das mãos para Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins segurar seu queixo e beijar seus lábios, delicadamente. Mikael rebolava de maneira gostosa, causando-me espasmos de tesão. Em um rápido impulso, coloquei-me de pé, levando ele no colo contra uma parede, onde apoiei nossos corpos. E, segurando suas pernas, socava a rola lentamente, enfiando-a toda e tirando. De repente, ele apoiou apenas um dos pés no chão, enquanto eu segurava sua perna, facilitando a penetração. Senti suas mãos segurarem em meu rosto e com os olhos marejados, Mikael olhou-me nos olhos e sorriu. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — A minha vida só vale a pena ser vivida se for ao seu lado. Você me tirou da escuridão... Você... O beijei subitamente e aumentei o ritmo das socadas, quase que o levantando em meio as investidas. Não, não era hora de lembrar do passado. Era hora de curtir o presente. E, aumentando o movimento das bombadas, o fazia gemer em minha orelha, quase que, choramingando de prazer. Chegamos ao êxtase do prazer. Os seus gemidos eram contínuos e altos, assim como os meus. Um líquido quente acertava meu abdômen e, quando notei, Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins vi que era seu gozo. Sorri e segui com as socadas, até que meu pau começou a formigar, pulsando freneticamente. Entre um urro de prazer, atolei a rola ao fundo e parei, deixando-a pulsar e encher seu cu de gozo, enquanto envolvia em um beijo lento e demorado. Aquilo que acabara de acontecer havia sido diferente de tudo em minha vida. Até aquele momento, eu desconhecia o significado de amor e sexo. — Eu amo você, sabia? — Mikael confessou, passando as mãos pelo meu pescoço e deitando o rosto em Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins meu ombro. O que seria amor? O que seria ser amado? É querer proteger alguém de tudo e todos? É dar sua vida por aquela pessoa se fosse necessário? É fazer de tudo para ver quem ama feliz? Se isso fosse amor, então... — Eu também te amo, Mikael — respondi em tom baixo, afagando seus cabelos. Ficamos encostados na parede por um tempo, então, afastamo-nos. Segui para cama de mãos dada com ele, trocando sorrisos e olhares de Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins cumplicidade. Deitei com as pernas um pouco abertas, para que ele se deitasse entre elas. E assim Mikael fez, aconchegando o rosto em meu peitoral. O nosso elo se tornou mais forte. A nossa relação evoluiu e o que nos uniu aquele dia, homem nenhum na terra poderia desunir. Envolvidos por aquele misto de sentimentos, adormecemos juntos, agarrados um ao outro, como um casal de apaixonados, irmãos apaixonados. ●●●●● Acordei com Acheron Livros e afins

meu

celular


Acheron Livros e afins tocando. Ainda sonolento, levantei-me, pegando minha bermuda do chão e retirando o celular de um de seus bolsos. Era Thales. — Oi. Bom dia — falei ao atender, esfregando o rosto a outra mão. Era Thales. — Bom dia, gostoso. Mikael recebeu alta? — perguntou. — Sim. Tem umas duas horas que saímos do hospital. Vou esperar ele acordar para irmos para o orfanato. Acabamos fazendo uma parada rápida... Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — expliquei. — Tentem chegar antes do anoitecer, ok? Beijocas — despediu-se. Peguei minhas roupas, pondo-as em cima da cama, em seguida, segui para o banheiro, onde tomei uma ducha rápida. Sai me secando com a toalha do motel, quanto notei que Mikael me fitava. — Oh, o dorminhoco acordou — deixei um sorriso escapar e aproximando-me dele, selei seus lábios várias vezes consecutivas, causando estalos — Temos que ir embora... Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Mas já? — fez um beicinho, cruzando os braços, como se estivesse emburrado — Achei que desse tempo de brincar um pouco mais. — Podemos brincar mais quando chegarmos em casa... — sugeri, vestindo minha roupas. — Promete? — abriu um sorriso lerdo. — Prometo! Mikael sorriu, levantou-se da cama e correu para o banheiro, onde Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins tomou uma ducha rápida. Assim que ele se aprontou, deixamos o quarto. Na saída, entreguei a chave na portaria e seguimos para o orfanato. No caminho, seguimos em silêncio, volta e meia trocando sorrisos e olhares. Então, as preocupações retornaram, obrigando-me a lhe fazer um pedido. — Mikael... — o chamei, mantendo os olhos fixos na direção. — Oi? — respondeu, voltando seu rosto ao meu. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Não quero que você fique provocando o diretor, entendeu? Ele é um homem capaz de passar por cima de tudo e todos para conseguir o que quer — o adverti, revezando meus olhos entre ele e a direção. — Quanto a isso, não se preocupe. Sequer vou lhe dirigir a palavra — respondeu com desdém, virando o rosto para o lado contrário ao meu. Não demoramos mais que vinte minutos para chegar ao orfanato. Após o contratempo que havíamos tido por conta da saúde de Mikael, era hora de Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins voltar a ação e colocar as coisas em ordem.

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Capítulo Seis. Estacionei meu carro na garagem e dei um longo suspiro. Eu sabia que muitas coisas estavam por vir e deveria me preparar para encarar cada uma delas. — Chegamos... — comentei sem ânimo, olhando Mikael. — É, chegamos ao nosso lar — Mikael sussurrou, voltando-se a mim com um sorriso — O importante é que tenho você ao meu lado! Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Sempre! Peguei a mala de Mikael com as coisas que compramos na cidade e então, seguimos para em direção a sala dos monitores. Como era caminho, deixei suas coisas no meu quarto, agora, nosso quarto e seguimos o trajeto. Abri a sala dos monitores, me deparei com Erik usando minha mesa e o uniforme de chefe dos monitores. Assim que Erik nos viu, abriu um sorriso de orelha a orelha, um sorriso de vitória tão satisfatório que me fez meu sangue ferver. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Ora, ora, então foi para isso que o diretor lhe chamou em sua sala? — comentei em tom de deboche, sem conter o riso. Não que fosse engraçado, mas eu estava tão nervoso que não consegui reagir de outra forma. — Sejamos sinceros, Scot, ninguém mais poderia substituir você, além de mim, é claro — levantou-se, sorrindo. Ao rodear a mesa, parou em minha frente, arrumando a gola da minha camisa — Afinal, eu sou um dos garotos malvados, não? — De fato, é um dos garotos Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins malvados, assim como também é a pessoa mais apta a me substituir, mas... Só considero substituições em caso de morte — retruquei e então, segurei seu maxilar, apertando-o — Só em caso de morte... — Scot... — Mikael chamou por meu nome, apreensivo com a situação. — Só vou fazer um pouco de carinho no rosto dele, Mikael, não se preocupe... Não pretendo matar ninguém, ainda que tenha vontade... — falei, olhando Erik nos olhos, que por sua vez, riu. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Por motivos que eu desconheço, seu pai acredita que momentaneamente, você não está apto a coordenar as coisas por aqui, por isso, ele me nomeou chefe dos monitores — explicou usando um tom dramático, findando as palavras com um sorriso — Eu não pedi por isso... — Não pediu, mas parece estar adorando... — soltei seu maxilar, afastando-me. — Sou o único que acha esses cargos uma merda? — perguntou Mikael, nos olhando. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Depende do ponto de vista, irmãozinho Mikael, se analisar, é bom ter cargos. Por exemplo, eu poderia lhe foder quando quisesse... — Erik disse em tom de deboche, lançando-me um olhar desafiador. Ele só disse aquilo para me provocar. Suas palavras mal findaram e quando me dei ponta, já o havia pego pelo pescoço, usando apenas uma das mãos para enforca-lo. O olhei nos olhos, com a respiração ofegante. “Como se atreve a dizer essas coisas na minha frente? Como”? — Aproxime-se do meu irmão e Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins você vai experimentar do meu lado mais sombrio, Erik. Eu não sei se a sede por poder subiu a sua cabeça ou se tudo isso faz parte de algum combinado com meu pai, mas tome muito cuidado — o adverti, soltando seu pescoço em seguida. Erik ainda puxava ar, massageando o pescoço. Mikael estava com os olhos arregalados, assustado com o rumo que a conversa tomou, mas, desde o começo, era inevitável não chegarmos naquele ponto. Era necessário lembrar que é Scot Adams é e sempre será o chefe dos monitores. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Sem estar disposto a entrar em delongas, puxei Mikael pelo braço, deixando a sala dos monitores. Assim que tomamos distância, comecei a xingar pelo caminho, até que paramos do lado de fora de um dos pavilhões, nos sentando em um banco. Ficamos em silêncio por algum tempo e foi quando vi Thales, ainda distante de nós, mas vindo em nossa direção. — Parece que o nosso time ficou menor... — Mikael comentou, não muito otimista. — Ainda que fossemos só nós dois, eu não iria desistir — falei, Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins bagunçando seus cabelos. Mikael assentiu. A

conversa findou quando Thales finalmente se aproximou, parando em nossa frente e, olhando-nos com um sorriso lerdo no rosto, puxou conversa. — Oi, meninos! — disse Thales, empolgado, voltando seus olhos a Mikael — Espero que esteja melhor, viu? Sendo você irmão do Scot, também é meu irmãozinho — sentou-se ao lado dele, abraçando-o pelo pescoço. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Obrigado por se preocupar — Mikael abriu um pequeno sorriu — Sem vocês, não sei o que seria de mim — disse em tom melancólico antes de explodir e nos abraçar pelo pescoço — Amo vocês dois! Mikael tinha essa facilidade em amar as pessoas, amar de maneira pura, de considerá-las alguém especial, de sentir-se grato por qualquer gesto, por mais pequeno que fosse. Isso fazia dele uma pessoa única. — Já são duas horas... — Mikael comentou ao olhar o relógio na parede, levantando-se — Vou tomar meu Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins remédio e descansar um pouco, meninos. Nos vemos mais tarde... Após se despedir, Mikael seguiu pelo pavilhão, indo em direção ao quarto. Eu e Thales o acompanhamos com os olhos, até vê-lo dobrar o corredor. Assim que ficamos a sós, Thales sentou-se de lado no banco e me olhou fixamente nos olhos. — Novidades? — ergui uma das sobrancelhas, olhando-o fixamente — Além, é claro, do Erik ter virado chefe dos monitores... — Notou que agora temos Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins câmeras em todos os pavilhões? — Thales sussurrou, levando aos olhos a um delas, que estava apontada justamente em nossa direção. — Notei agora. — No dia em que foram instaladas, bati um papo com um dos rapazes e ele me disse que são câmeras simples, só captam imagens... A minha preocupação era com o áudio — explicou, volta e meia olhando para os lados, certificando que ninguém nos observava. — E qual foi o motivo da Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins instalação dessas câmeras, você sabe? Na minha cabeça o único motivo plausível para a instalação de câmeras era poder controlar os internos. Não havia outra razão para isso, mas perguntar nunca é demais, não é mesmo? — Está curioso pra saber? Está? Está? — Thales brincou, aproximando seu rosto do meu, com aqueles grandes olhos me fitando — Diz pra mim, o que seria da tua vida sem mim, diz! Revirei os olhos e ri. Ele estava cheio de si e estava certo. O que seria da minha vida sem ele? Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Sem você eu teria muita dificuldade em resolver todas as coisas do meu interesse... — Eu sei, eu sei! — riu, então começou a explicar — O orfanato está sendo investigado pelo ministério público... — Como é? — o interrompi, não escondendo minha surpresa. — Eu ouvi pouco, mas sei que o orfanato foi denunciado por estar aliciando órfãos a ingressar em uma casa de acompanhantes de luxo chamada Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Royal Boys.

— Casa de acompanhantes de luxo? — franzi a testa sem entender, até que me lembrei — Já ouvi meu pai mencionar algo do tipo, mas não faço a menor ideia do que esse tipo de negócio envolve... — Acaba que... Mantenho contato com alguns dos órfãos que saem daqui, sabe? E muitos já me disseram que ingressam em um vida de sexo e muita grana — disse Thales, olhando-me fixamente. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Entendi. Então a denúncia tem base e se tem base, o ministério público logo vai encontrá-la. — Eu sei. Por isso as câmeras, ele não quer ser pego de surpresa... — Ele também te convenceu a ficar do lado dele? Não minta pra mim! — O interrompi, olhando-o nos olhos. Thales ficou sério, tocou meu rosto e sorriu. — Sim, estou do lado dele... — Thales confessou, fazendo-me sentir um Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins frio na barriga e antes que eu pudesse xingá-lo, continuou — Assim é mais fácil saber o que ele trama, o que está pensando e quando vai agir, por isso, agora, sou um agente duplo — riu, quebrando a tensão que pairou por alguns segundos. — Filho da mãe! — soquei seu ombro de leve — Que susto tomei! Achei que tivesse me traído! — Te trair? Jamais! Nada nesse mundo me faria trair você, Scot. Você é o homem que eu amo — ele sorriu, selou meus lábios e se levantou — Bom, vou ao coronel comunicar seu estado Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins emocional, creio que ele deverá comentar algo sobre a investigação contigo... “Você é o homem que eu amo”, aquela frase ecoou por minha cabeça, me fazendo sorrir em resposta. — Vou ver se Mikael tomou seu remédio... Levantei-me em seguida. Com um aceno de mão, nos despedimos. Thales realmente me amava e sempre fez questão de deixar isso claro. Até então, eu sentia o mesmo por ele, mas quando Mikael surgiu, uma confusão se apossou Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins dos meus sentimentos, bagunçando o meu coração. Conforme me aproximava do quarto, ouvia vozes parecendo discutir. Sem conseguir identificar quem era, mantive o ritmo lento dos passos, então, notei que uma delas era de Mikael. O meu peito palpitou e pus-me a correr, arrombando a porta do quarto. Assim que entrei, veio a surpresa. Eu imaginava que fosse o coronel, mas não, era Erik. O novo chefe dos monitores segurava meu pequeno irmão pelo braço e no momento em que entrei o flagrei estapeando Mikael no Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins rosto. O meu sangue ferveu. Quanto atrevimento! Investi contra Erik, agarrando-o pelo pescoço com uma das mãos e com toda minha ira, o prensei contra a parede, segurando-o pelo pescoço, o suficientemente para não deixar que seus pés tocassem no chão. — Mikael... Vá para a sala dos monitores e não saia de lá até eu chegar — ordenei. — Por favor, não faça nenhuma besteira, Scot... — pediu em tom choroso. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — A-G-O-R-A! — novamente.

ordenei

Entre soluços e choro, Mikael saiu correndo da sala, às pressas. Ele estava assustado, eu sabia disso, mas eu estava mais assustado que ele. Pior que isso, eu estava fora de mim. — O que você pensa que está fazendo, PORRA? — vociferei, olhando-o Erik nos olhos. O rosto de Erik já ficava vermelho, ele puxava ar. Se dependesse de mim, ele seria enforcado ali mesmo. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins De repente, ele acertou o pé em meu peito, me jogando para trás, desvencilhando-se de mim. Assim que me levantei, ele se colocou em posição de luta. — Ele não te contou? — Erik ergueu as sobrancelhas, sorrindo — Pobre Scot... Nem ao menos sabe os segredos do irmão. — Cala boca! Não fale do meu irmão! — berrei, acertando um soco em seu rosto. Erik limpava o sangue que escorria pelo canto da boca, ele era Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins como eu, um dos malvados. Sem demonstrar dor, revidou o soco, acertando meu rosto. Nos atracamos, trocando chutes e socos. Ele era forte, rápido e sabia lutar muito bem, afinal, treinávamos juntos. Depois de Thales, ele era meu melhor amigo. Por que esse filho da puta me traiu? Por que? O meu sangue fervia cada vez mais, os socos e chutes que trocávamos não doíam como o meu coração doía. Eu o tinha como um irmão, um amigo. — Você está ficando lento, Scot — riu, me olhando com o rosto todo Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins marcado. — A sua cara está péssima... — joguei-me sobre ele e em um movimento rápido, o imobilizei. — A sua cara está pior que a minha... — ofegou entre as palavras, dando-se por vencido — Então é isso... Você ganhou. É por isso que você é o líder dos malvados, você sempre foi o melhor... — sussurrava, em meio a risos. — Você vai ficar bem pior. Vou te castigar... — eu disse, ofegante, amarrando suas mãos com uma corda que estava jogada no chão. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Erik abriu um sorriso. Ele sentia prazer em me provocar e isso me deixava com mais raiva ainda. — Então eu serei castigado? Pretende me pendurar pelado em alguma árvore? — ironizou. Por mais que eu quisesse odiálo, não conseguiria. Eu sabia que aquela raiva seria momentânea, mas quando ele sugeriu aquilo, senti vontade de rir, rir muito. Ele continuava o mesmo, mas então, por que ele mudou? Por que? Seja o que aconteceu com você, Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Erik, lhe trarei das sombras, lhe trarei do inferno se for preciso. Contudo, um amigo de verdade lhe dá uma bofetada na cara quando for preciso. No seu caso, preciso dar muitas bofetadas. — Ótima sugestão — ri, puxando seus cabelos para trás, beijando a ponta do seu nariz. — Você sempre foi meu herói, Scot, por isso, não me decepcione... — sussurrou. — Como prova da nossa amizade sincera, só vou te despir quando chegarmos na árvore. Não quero Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins machucar seu belo corpo ainda mais... — falei, amarrando-o pelos pés e segurando as cordas com ambas as mãos, começando a puxá-lo pelos corredores do pavilhão. Eu já havia entendido tudo. A ficha caiu! Erik e Thales, seus filhos da puta! Vocês deveriam ter me dito tudo desde o começo! Aquela cena chamou a atenção de todos os órfãos, desde os que estavam em aula, até os que estavam nos dormitórios. Assim que chegamos ao centro dos pavilhões, segui para a pracinha, peguei uma da pontas da Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins corda, jogando em cima da galha de uma grande árvore que tinha ali e puxei a corda, amarrando-a em um dos bancos de concreto fixados ao chão, deixando Erik dependurado a poucos metros de altura. Retirei da cintura uma faca e com cuidado, cortei toda sua roupa, deixando-o nu. — Agora você vai aprender a me obedecer... Está há tantos anos comigo e ainda assim parece não me conhecer — falei em tom alto, para que todos os presentes ali ouvissem. A multidão de órfãos que se formou para presenciar aquele Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins acontecimento parecia espantada. Eu consegui ouvi-los sussurrar, trocar comentários, mas não era aquela atenção que eu queria. Eu queria a atenção da direção... E sem me desapontar, ele veio. O diretor surgiu em meio à multidão e sem esconder seu espanto, fixou seus olhos em mim. Abaixei-me, pegando todas as peças de roupa de Erik do chão, ao menos, o que sobrou delas. Em seguida, segui em direção ao coronel, parei em sua frente e as joguei em sua cara. — Você precisa de um novo monitor chefe — falei de forma Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins prazerosa, olhando-o nos olhos e antes que me respondesse, o deixei ali, parado e envergonhado diante de todos os internos. Naquele momento, sua expressão me deliciou como nenhuma outra coisa. Ele sabia, no fundo ele sabia que o único que era capaz de impor respeito e ordem naquela instituição era eu, o mais malvado dentre todos os garotos malvados. Segui desatento pelo corredor, assim que dobrei a direita, senti alguém me puxar pelo braço. Virei-me, dando de cara com Victor, que esboçava um Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins sorriso sacana. Atrás dele vi Bryan, sua presença me causou surpresa, afinal, ele era um dos meus garotinhos rebeldes e fujões. — O que aconteceu agora no pátio foi o máximo. Estão todos falando que o verdadeiro macho alfa voltou... — disparou Victor, olhando-me com empolgação. — Vocês estavam lá? — Quem não estava lá? O ex monitor chefe mostrando quem é que manda na porra toda e na frente de todos, reivindica seu antigo posto. O Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins diretor ficou com uma cara de pamonha e você deixou o local como um artista deixa o palco. É por isso que todos querem sentar na tua rola, Scot! Você é um macho de verdade... — Victor mordeu os lábios, deslizando uma das mãos por meu peitoral. Sem sombra de dúvidas, Victor era o garoto mais sem vergonha e oferecido que eu conheci no orfanato. Bryan também se aproximou, um tanto tímido ainda. Olhava-me com um olhar curioso, talvez pensasse que eu fosse lhe dar mais algumas palmadas. Mas dessa vez seus olhos não refletiam Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins medo, refletiam desejo. — Sei que não começamos bem, mas poderíamos tentar de novo? Quero ser inteiramente seu, Scot — confessou Bryan, olhando-me fixamente. Abri um largo sorriso, olhandoos. — Então os dois querem rola no cu? — sorri de lado. — Olha só que garoto esperto, Bryan. Pelo visto ele já descobriu o que queremos... — Victor agarrava-se a cintura de Bryan, ficando atrás dele, Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins esfregando seus corpos. — Ele é bem esperto. Mas será que dá conta de dois? — retrucou Bryan, me provocando. Aquilo me soava como um desafio. E eu adorava desafios, ainda mais desafios que estavam relacionados ao prazer. — Fiquei ofendido com a pergunta — ri ao dramatizar o comentário — Mas não se preocupem, mais tarde podemos brincar de algo... Agora tenho algumas coisas para resolver. Não se importam de esperar, Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins não é? — arqueei uma de minhas sobrancelhas, olhando-os, revezando meus olhos entre um e outro. — Não — responderam em coro. — Ótimo. Até mais tarde, minhas duas delicias! — sorri de lado e dei de ombros, seguindo meu caminho. Continuei pelos corredores do pavilhão, quando enfim dobrei à esquerda, parando na porta da sala dos monitores. — Mikael, abra! — ordenei, Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins batendo na porta com a ponta dos dedos. A porta se abriu. Vi Thales na entrada e Mikael deitado no sofá, com uma almofada no rosto. Sentei-me na poltrona que ficava entre os dois sofás. — Estão bem? — Estamos — Responderam em coro. Balancei a cabeça negativamente, rindo comigo mesmo, parecia que todo mundo havia combinado de fazer isso hoje. Agora todos respondiam em coro. Isso me Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins deixava confuso. Soava tão conspiratório que me deixava sem reação. — Eu não sabia que você e Thales tinham sido namorados... — Mikael soltava um comentário tenso, enquanto ficava jogando a almofada para cima e para baixo. Levei meus olhos a Thales, que corou instantaneamente. Pensei por alguns segundos em como eu poderia explicar o que eu e Stiles tivemos e ainda tínhamos. – É. Isso é verdade. Ele era meu Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins namorado. E sempre foi meu melhor amigo e continua sendo. Às vezes também é meu garotinho em noites solitárias... — expliquei, sentando-me ao lado de Thales no outro sofá, beijando-lhe o rosto — Esse puto é o melhor amigo que alguém pode ter! — É. Eu sou tudo isso ai que ele falou – Stiles riu com meu comentário, corando quando beijei seu rosto. Mikael deu algumas risadas, parecendo não se importar com aquela demonstração de afeto. E isso era bom, pois eu não queria que houvesse conflito entre duas pessoas especiais pra mim. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Acabamos todos dando gargalhadas, mas logo nossa diversão fora interrompida ao som dos socos na porta. Os meninos por sua vez se olharam. Levantei-me e abri a porta. Era o diretor, com Erik ao seu lado. Ambos entraram. Eu sabia que ele viria até mim e estava curioso para ouvi-lo. — Tenho muitas coisas para resolver, então seja rápido e sem rodeios — falei, olhando meu pai, antes de seguir até minha mesa, sentando-me. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Temos um problema... — disse o coronel, sentando-se em uma cadeira, de frente minha mesa, deu um longo suspiro e continuou — Estamos... — Temos, ou você tem? — o interrompi. — Temos! Estamos sendo investigados pelo Ministério Público — disse, esmurrando a mesa — Agora me poupe de suas ironias e me ouça: Erik foi colocado como Monitor Geral apenas em sua ausência, ele não ficaria em seu lugar... — E agora você quer que eu seja Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins o chefe dos monitores? É isso mesmo? — não escondi o sorriso que cobria meu rosto, junto ao ar satisfatório em vê-lo pedir minha volta. — E você deixou de ser quando? — desconversou. Ele não iria admitir que havia metido os pés pelas mãos. Era mais fácil dizer que nunca me tirou da administração. — Entendi... Então, já que estou reassumindo o meu antigo cargo, quero deixar claro que usarei de toda liberdade para fazer as mudanças que precisam ser feitas sem contestação — impus minha condição. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Faça o que quiser, desde que deixe tudo em ordem. Provavelmente, devemos receber alguma vistoria a qualquer momento, por isso, organize as coisas! — disse, levantando-se, mas o interrompi novamente. — Alguém o ouviu dizer qual é o motivo das investigações? O silêncio pairou. — A denúncia inclui estupros individuais e coletivos dentro do orfanato, abusos constantes por parte dos monitores e por fim, investiga o Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins aliciamento de jovens para uma casa de acompanhantes de luxo, a qual eu sou o proprietário — voltou-se a mim, com um largo sorriso no rosto — É por isso que nós TEMOS um problema! Fiquei em silêncio. Todos nós ficamos. O que dizer diante da incontestável verdade? O coronel deixou a sala com um largo sorriso no rosto. Eu o havia tirado o sorriso do seu rosto, mas, no fim, ele o recuperou. Como sempre, ele demonstrava conhecer bem o jogo e todos os seus envolvidos. — Estupros coletivos? Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Mikael ergueu as sobrancelhas, parecendo receoso com o que ouviria. — Antes de surgimos com os “garotos malvados”, havia um outro grupo, sem nome, era apenas um grupo. Ele era liderado por Bernardo. Bernardo era cruel, impiedoso e fazia orgias com seus amigos. Eram vários. Nunca praticamos estupros coletivos... Abusamos de alguns alunos, mas a maioria sempre voltava por espontânea vontade — expliquei. — Bernardo? — Mikael franziu a testa. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — É. Ele fez isso aqui... — Thales ergueu a camisa e virou-se de costas, descendo um pouco a calça e a cueca, mostrando uma cicatriz na bunda — Bernardo disse que todas suas “putas” tinham que ser marcadas, então ele usou um ferro em brasa e me queimou... — Ele queimou e machucou muitos, então surgiu Scot, nos salvando... — sussurrou Erik. — Eu até tinha me esquecido de você, Erik — voltei-me a ele, sorrindo — Temos muito que conversar, não? Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Parem de brigar vocês dois! — berrou Thales, ficando de pé — Parece que voltamos há anos atrás... — E não voltamos? O passado chegou ao presente e o presente ao passado... — bufei. — Scot, sobre o Erik... — Mikael levantou-se, deu um longo suspiro e confessou — Assim como você já teve um relacionamento com Thales, eu e Erik já namoramos. Ele veio me procurar e ficou chateado por eu contar que transamos... Fiquei sem palavras. Então era Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins isso. Por isso eles estavam discutindo. As coisas ficavam cada vez mais interessantes. Confesso que a revelação não me causou nenhum sentimento negativo, pelo contrário, senti tesão. Afinal, Erik também era meu puto. — Eu errei em fazer aquilo, me perdoe Mikael. Eu não deveria ter feito. A sua vida é problema seu... — disse Erik de cabeça baixa, voltando-se a mim — E, preciso te explicar o que aconteceu, Scot... — Estou surpreso... — comentei. Mikael sorriu, puxou Thales pelo Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins braço e seguiu rumo a porta. — Espero que vocês dois se entendam... Eu e Thales vamos na sorveteria! — disse Mikael, empolgado. — Tragam-me um pote de sorvete... — pedi, apenas ouvindo a porta bater. Finalmente ficamos sós. Agora era a hora da verdade. Desde o começo eu havia notado algo estranho, eu sabia que ele tinha algo a me dizer e esperava por isso. — Lembra de Acheron Livros e afins

como

nos


Acheron Livros e afins conhecemos, Scot? — Erik perguntou, sentando-se em um dos sofás. — Claro que me lembro! Um sorriso brotou em rosto, enquanto imagens rechearam a minha mente com lembranças do passado, me fazendo sonhar acordado...

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Capítulo Sete. Era uma manhã de inverno quando acordei com o choro de um garoto. Ainda sonolento, me levantei. Assim que abri a porta do meu quarto, me deparei com Bernardo puxando um garoto pelo cabelo. Bernardo tem um rosto quadrado e uma barba rala. Seu nariz é arrebitado e suas sobrancelhas grossas, quase desenhadas. Olhos negros e cabelos lisos que batem no pé da nuca. Bernardo tem dezenove anos e é o chefe dos Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins monitores do orfanato. — Ei, Bernardo, o que ele fez? — perguntei ao me aproximar, curioso. — Bom dia, pequeno Scot! — disse, afagando meus cabelos e sorrindo — Ele desobedeceu uma ordem minha, por isso vou puni-lo... — Não sou mais pequeno! Fiz quinze anos ontem — retruquei, olhando-o nos olhos. — Oh, está crescendo rápido. Creio que logo você assumirá meu posto e enfim será o chefe dos monitores... — Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins afagou meus cabelos novamente e então lançou um olhar fulminante ao garoto — Se der mais um pio, vou te mandar pra enfermaria, entendeu? — Qual seu nome? — aproximei-me do moleque que chorava, ele devia ter minha idade, talvez mais. — Não ouviu o pequeno Scot? Diga seu nome! — Bernardo o sacudiu pelo cabelo, fazendo-o gemer. — E-E-Eu me chamo Erik — respondeu em tom choroso. Erik possui olhos castanhos Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins escuros e uma pele morena que se destaca em seu rosto fino, ele tinha a mesma altura que eu. — Vamos ser amigos, Erik! — falei eufórico, estendendo-lhe uma das mãos. Bernardo o soltou, revirando os olhos, sentou-se no chão e acendeu um cigarro. — Por que você faz isso, pequeno Scot? — tragou o cigarro e voltou seus olhos a mim — Adora me ver sofrer quando não posso puni-los? Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Também! Se lembra quando me disse que os monitores que te ajudam foram salvos por você? Erik será um monitor... — disse sorrindo. Bernardo me olhou por instantes, espantado e enfim sorriu. Tragou o cigarro mais uma vez e afagou meus cabelos. — Tenho certeza que você será o melhor de todos os monitores, Scot — Bernardo se levantou e agarrou Erik pelo cabelo uma última vez — Seja um bom amigo. Ele te salvou de algo tão terrível que você sequer conseguiria imaginar coisa pior... — o soltou, Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins seguindo pelo corredor. — Obrigado por me salvar, você é meu herói — disse Erik, abraçandome e se entregando ao choro. [...] — Bernardo me detestava. Ele dizia “Você é tão petulante quanto Scot, mas não posso bater em Scot, por isso, você vai apanhar dobrado”, mas isso foi antes de você dizer que seriamos amigos, depois disso, ele nunca mais me bateu... — comentou ao risos. — Temos muita história, né? Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — É, temos muita história, realmente, passamos por muitas coisas juntos... — suspirou — Mudando de assunto... — Não, não mude, não agora. Estávamos chegando na melhor parte... — mordi os lábios e encostei minha cabeça na almofada da cadeira — Lembra quando conhecemos Thales? Ambos rimos. — Lembro! — Erik confirmou — Se existe alguém mais safado e esperto que Thales, eu não conheço! Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Desde novo ele sabia com quem se misturar... [...] Certa vez, Bernardo comentou que tinha um preferido. Segundo ele, o órfão em questão realizava todo seus desejos, por isso, ele o considerava seu protegido. Desde então, Erik e eu passamos a vigiá-lo, até que o pegamos no pulo. Estava anoitecendo quando, por acaso, o vimos entrar com alguém no quarto, então, fizemos vigília em sua porta. Depois de quase duas horas de Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins gemidos e sons estranhos que vinham do seu quarto, ouvimos alguém se aproximar da porta. — Até mais, Bernardo... — disse o garoto, queao abrir a porta para sair, me olhou assustado. — Então é esse o seu preferido — aproximei-me, fitando-o — Como se chama? O moleque olhou para Bernardo, que vestia apenas um short fino. Bernardo acenou positivamente com a cabeça, como se o autorizasse a falar comigo. O temor sumiu do seu rosto, Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins fazendo surgir um sorriso. — Thales. Eu me chamo Thales, Sr. Scot — disse, estendendo uma das mãos. Thales tem a pele clara, olhos negros e cabelos cacheados que batem na nuca. Ele é um pouco mais baixo que eu. — Vamos ser amigos, Thales! — estendi uma das mãos, apertando a sua, respondendo ao seu gesto. Bernardo riu, pegou uma garrafa de bebida e deu um gole, parando na Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins porta. Afagou meus cabelos e ergueu meu queixo com a ponta dos dedos. — Sempre são três monitores. É ele o terceiro? — perguntou, curioso. — É, é ele — confirmei, acenando a cabeça positivamente como um reforço. — Eu venho educando Thales tem muito tempo, Scot, por isso, só vou me desfazer dele quando deixar de ser chefe dos monitores, mas, vocês podem ser amigos e até brincar, se quiser... Thales é simplesmente espetacular, em todos os sentidos — disse Bernardo em Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins tom sério, tão sério que me causou medo e ao notar isso, ele sorriu — Sem problemas? — Sem problemas — ergui os ombros, acanhado. Aquela reação já era esperada, mas, às vezes, ele me dava medo. Bernardo não iria largar o seu garoto predileto por nada, ainda mais aquele que lhe fazia gemer como ouvimos do lado de fora. Por frações de segundos, eu só imaginava o quanto deveria ser gostoso foder com aquele Thales. Desde aquele dia, nos tornamos Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins amigos inseparáveis, os melhores amigos do mundo. Desde aquele dia nós três: Eu, Erik e Thales nos tornamos os “Garotos Malvados”. [...] Abri um largo sorriso, tomado por um misto de emoções. Eles dois foram meus primeiros e únicos amigos. Como não amá-los? — Scot, confiança...

eu não

trai

sua

— Eu sei disso — o interrompi, voltando-me a ele — Só não entendi Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins como você planejava enganar o diretor. Também acredito que a cena do tapa foi algo não planejado, certo? Erik riu. — Eu sabia que você tinha sacado! — levantou-se, empolgado — Eu planejava colher informações dele, mas ele não falou muito. O diretor se limitou a dizer que você estava fora de si. Foi então que notei que não iria adiantar nada, por isso planejei criar um desentendimento entre nós, algo público, para te fazer voltar ao seu posto — explicou. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — E aconteceu que o desentendimento entre você e Mikael veio a calhar. Realmente, estou surpreso com a rapidez em que você pegou as coisas... — Aprendi com você! — Erik retrucou, deu um suspiro e aproximou-se da minha mesa — E agora, o que vai ser? — Estamos com um problemão em mãos e precisamos resolve-lo o mais rápido possível — pus os cotovelos na mesa, esfregando meu rosto — Se não estivéssemos envolvidos, não sei se ajudaria meu pai... — confessei. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Tem algo sobre o seu pai que eu não comentei... — fez uma pausa, trocamos olhares e ele continuou — Quando vocês estavam no hospital, ele chamou um advogado para reescrever seu testamento, incluindo Mikael nele... — Impossível. Ele odeia Mikael, ele o odeia. Entende isso? — o interrompi. — Eu não terminei, Scot. Além disso, o ouvi comentar com esse homem que não lhe resta muito tempo de vida por conta de uma doença... Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Senti um frio na barriga quando ouvi aquilo. Os meus olhos arderam, querendo lacrimejar. Por que diabos eu ainda amo aquele velho? Ele confessou ter matado a minha mãe! Por que diabos eu ainda sinto algo por ele? Ao notar meu silêncio, Erik continuou. — Thales me contou sobre o que aconteceu com sua mãe e eu sinto muito por isso. Felizmente ou infelizmente, Scot, ele é tudo que vocês tem. E ele está morrendo... — Ele mandou você me dizer Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins isso? — levei meus olhos marejados a Erik. — Não. Eu tomei a liberdade de te contar. Achei que você deveria saber... — Obrigado. O que fazer? Essa era a pergunta que martelava minha cabeça. Por mais que eu tentasse, jamais conseguiria odiar meu pai. Porém, com o andar dos acontecimentos, eu precisava esclarecer todas aquelas coisas. Eu precisava saber toda a verdade. Ele estava escondendo as coisas. Se o coronel realmente odiava Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Mikael, ele jamais lhe deixaria algo. E por que esconder essa doença? — Estaremos com você até o fim — Erik sussurrou, afagando meus cabelos — Afinal, somos um trio, não? — Agora somos um quarteto — o corrigi, esfregando as mãos em meus olhos molhados. — É verdade, agora temos Mikael conosco — esboçou um sorriso ao dizer o nome dele. — Preciso esquecer todos esses problemas que martelam minha cabeça, Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins ao menos por alguns segundos. Preciso... — Precisa de sexo! — disparou Erik. — É, acho que é disso mesmo que preciso! — bati ambas as mãos na mesa, levantando-me, empolgado com a ideia de foder até o pau ficar dormente. De repente, a porta se abriu com Bryan e Victor entrando na sala dos monitores. — Estávamos passando por aqui e ouvimos você mencionar a palavra “sexo”, Scot. Você está nos devendo Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins uma foda! — disse Victor, sentando-se em minha mesa. — Ouvimos com todas as letras: S-E-X-O — soletrou Bryan. Erik e eu trocamos um largo sorriso. Após momentos de tensão e estresse, nada melhor do que relaxar, ainda mais tratando-se de dois garotos deliciosos que estavam em nossa frente, pronto para nos satisfazer. — O que acha? — ergui as sobrancelhas, voltando-me a Erik. — Acho que você não deve Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins perder tempo, Scot — disse Erik, indo até a porta — Dois rabos como esses são mais que o suficiente para acabar com o seu mau humor e estresse, por isso, aproveite! — sorriu, fechando a porta em seguida. — Então seremos só nós três? — mordi meus lábios, olhando-os. E então, me despi por completo, apoiando minha bunda na mesa, ainda de pé — Quero um nas minhas bolas e outro na rola — defini, abrindo um pouco as pernas e deixando as bolas dependuradas, com o pau meio bomba, com o cabeção inchado arregaçado para fora. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Victor e Bryan se levantaram, vindo até mim. Assim que pararam em minha frente, ajoelharam-se e parecendo estar em acordo, cada eles de dividiram entre minha ordem. Bryan abocanhou minhas bolas, começando a suga-las com vontade, apoiando ambas as mãos em minhas coxas. Victor, por sua vez, engoliu minha rola até o talo, fazendo movimentos rápidos de vai e vem, deixando um rastro de saliva com os movimentos ritmados. A visão daquelas duas bocas, uma em meu saco e outra em meu cacete, era completamente satisfatória. Como não amar aquilo? Usando ambas as mãos, comecei Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins a afagar seus cabelos, analisando seus movimentos com calma, entre gemidos baixos, que escapavam dos meus lábios vez ou outra. — Beijem minha ordenei, olhando-os.

rola

Imediatamente vi Bryan soltar minhas bolas, levando sua boca até minha rola e, envolvendo-se em um beijo com Victor, ambos chupavam a glande, com suas línguas esfregando-se em meu pau. Ver aqueles dois dividindo meu cacete era mais que excitante! Após um tempo, eles revezavam Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins a boca em meu cacete, deixando-o ainda mais lambuzado de saliva. Levei uma das mãos, agarrando-o Bryan pelos cabelos e, em seguida, atolei o cacete em sua garganta, entrando ao talo. As bolas roçavam em seu queixo e os pentelhos em seu nariz. Sem pressa, comecei a foder sua boca, indo e vindo ao fundo, enquanto acariciava os cabelos de Victor com uma das mãos. Bryan se esforçava para engolir tudo, mesmo querendo engasgar algumas vezes. — Agora é a sua vez — eu disse, erguendo o queixo de Victor ao me virar em sua direção. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins O pau babado escapou da boca de Bryan, sendo engolido por Victor, que mamava com vontade. O tamanho não era problema, pois ele fazia questão de engolir tudo, sem sequer engasgar. — Bom garoto! Agora quero que deixe o cuzinho do Victor bem molhado para ser penetrado — sussurrei, roçando o polegar nos lábios de Bryan, que sorriu em resposta. Ao me ouvir, Victor arrebitou a bunda, abrindo um pouco as pernas. Bryan aconchegou-se atrás dele, me obrigando a inclinar o corpo para Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins admirar aquela cena deliciosa. Pude ver a língua de Bryan se esfregar na entrada de Victor, que piscava sem parar com seus estímulos, quando não, ouvia o som frenético das lambidas em seu anel. Aqueles dois garotos me enchiam de tesão. Victor me olhava de um gente tão sacana, que acabou ganhando alguns tapas na cara, como sinal de agradecimento por ser o bom “puto” que era. Com meu desejo aumentando cada vez mais, o fiz levantar. — Quero você de quatro em cima do sofá — ordenei, segurando em Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins seu maxilar com uma das mãos, em seguida, chupei seus lábios — Enquanto te ensino bons modos, quero ver você lambendo o cuzinho de Bryan, entendido? Victor respondeu-me com selinhos consecutivos, que findaram-se em um sorriso sacana, com ele subindo no sofá e se posicionando como eu havia ordenado. Bryan fez o mesmo. Ainda observando-os, vi Victor começar a linguar o cuzinho de Bryan, rebolando o rabo de maneira provocante, como se esperasse que eu apimentasse a brincadeira. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Ajeitei-me atrás dele e, com uma das mãos segurava a rola, pincelando sua pequena entrada e ao encaixar a glande no centro do seu anel, forcei a entrada em seu cu apertado. Ele gemeu, cerrou os dentes e inclinou a cabeça para trás, mas segui forçando e forçando mais, até que entrei. Entrei rasgando, arrancando-lhe gemidos de prazer com socadas de ritmo lento. — Isso, mete no meu cu, mete com força! — Victor pedia, ofegante. — Não mandei tirar a boca do cu do Bryan! — o repreendi, ofegando entre as palavras. Com uma das mãos, Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins forcei seu rosto contra o rabo do outro, que estava de quatro em sua frente — Quero esse cuzinho molhadinho! Dois garotos e uma rola. Dois passivos e um ativo. Aquilo me soava engrandecedor. Como não soaria? Aquilo me dava ainda mais tesão. Como não daria? O ritmo aumentava aos poucos, com o som de minhas bolas batendo em sua bunda ecoando pelo quarto, mixado aos gemidos de ambos os garotos. Quando dei por mim, estava bombando no anel apertado de Victor, socando com força todo meu cacete dentro do seu Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins rabo, acabando por fazê-lo deitar o rosto no sofá. Pisei em sua cara com a sola dos meus pés, fazendo-o lambê-lo. Preocupado com Bryan, acabei socando dois dedos em seu cu apertado, iniciando um vai e vem entre os movimentos que coordenava, todos ao mesmo tempo. — Delicia! — disparei, já todo suado. Estimulado pelas contrações do anel de Victor que apertava meu pau cada vez mais, bombei ainda com mais Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins vontade, acabando por deixa-lo sem forças em cima do sofá, mas não gozei. Não era hora de ganhar recompensa. Sai de cima dele, retirando meu cacete de seu interior. A rola continuava de pé, pulsando, latejando de tesão. Puxei Bryan pelos cabelos, pondo seu rosto de frente ao meu. O olhei nos olhos e não escondi o sorriso de satisfação que carregava comigo. — O garoto fujão quer rola? — perguntei em tom sacana, antes de chupar seus lábios. Não esperei por uma resposta. A expressão em seu rosto valia mais que Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins palavras. O peguei no colo, carregandoo até minha mesa, sentando-o em cima dela. Desci com a boca por seus mamilos, chupando-os, quando não os mordiscava, puxando-os contra mim. — Adoro um garoto rebelde. Vou rasgar seu cuzinho, Bryan... — sussurrei em sua orelha, puxando-o para a beirada da mesa. — E-E-E-Eu sou apertado... — ele confessou. Tarde demais. Eu já havia entrado com tudo, com força, até o fundo. Seus olhos enchiam-se de Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins lágrimas, quando ele me abraçou, mordiscando meu ombro. De repente, ouvi. — Agora que começou, não para! “Bom garoto”, foi o que me veio à mente. Bryan agarrou-se ao meu corpo, me abraçando com os braços e as pernas. Apoiei minhas mãos em cima da mesa, começando a socar em seu cuzinho, que chegava a ser mais apertado que o de Victor. O meu corpo estava cada vez Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins mais elétrico e determinado a nos dar prazer. Puxei os cabelos de Bryan para trás, bombando cada vez com mais força em sua entrada, sentindo suas lágrimas escorrerem do meu ombro até minhas costas. — Chorando de prazer? Que delícia! — sussurrei em sua orelha, tirando o cacete da sua entrada — De pé! Bryan olhou-me com o rosto vermelho e os olhos marejados e obedientemente ficou de pé em minha frente. Apoiei-me na mesa, atrás dele e tornei a penetrar seu rabo, socando o Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins cacete até o talo. O senti deitar a nuca em meu ombro e então, comecei a punhentá-lo, socando lentamente. — Victor, quero ver você mamando o cacete do nosso loirinho... Victor levantou-se do sofá e ao parar em nossa frente, ajoelhou-se, iniciando um boquete lento em Bryan, que gemia em tom manhoso. — Agora seja um bom menino e mostre que merece prazer. Quero ver você movimentar esse rabo no meu pau e essa rola na boca dele... — disse, parando meus movimentos. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Bryan era obediente e fazia como eu mandava. O corpo branquelo mexia para frente e para trás. O seu cu massageava meu pau, enquanto sua rola entrava e saia da boca de Victor, que provava do seu sabor. O ritmo intenso seguiu por um tempo, então, ergui a perna direita de Bryan o suficiente para deixar a visão da minha rola entrando em seu cu na direção do rosto de Victor, tirando o cacete do seu rabo. — Quer mais do pau do teu macho, Victor? Sem titubear, ele o fez. Engoliu o Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins cacete que havia acabado de sair do rabo do amigo e o mamou com vontade, sugando-o até o talo. Eu já não me aguentava de tanto tesão e precisava por tudo aquilo para fora. — Junte-se ao seu amigo. É hora de ganhar recompensa — aproximei os lábios da orelha de Bryan, soltando sua perna. Assim que me ouviu, ele se pôs de joelhos em minha frente, lado a lado com Victor. Ambos estavam com a boca aberta e língua para fora. Que visão maravilhosa! Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Dei dois passos para frente e mal precisei me tocar para que o prazer chegasse a erupção. Em movimentos leves de punheta, mirei em seus rostos, quase colados. Senti um formigamento cobrir meu pau, num misto de prazer inigualável e, quando dei por mim, jatos quentes e grossos de porra acertavam seus rostos, me fazendo dosar a mira entre um e outro. — Estão satisfeitos? — ofegava entre as palavras, olhando-os com os rostos sujos de porra. — Não! — disseram em coro. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Teremos tempo para mais, outra hora. Os meninos logo devem chegar e eu teria problemas com Mikael se for pego assim... — apontei para mim mesmo — Com vocês dois... — Estão tendo alguma coisa? — Bryan perguntou enquanto se levantava, catando suas roupas do chão. — Eles são irmãos. É óbvio que não estão tendo nada... “Irmãos? Hum?”, aquele assunto voltava a minha mente. Ainda não havíamos sentado e conversado sobre o que aconteceu entre nós dois, mas Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins deveríamos fazer isso o quanto antes. Eu e Mikael precisávamos definir nossa situação. — Estão perguntando demais! — desconversei, pegando minhas roupas em cima da cadeira, começando a vestilas — Se quiserem, podem tomar banho nesse banheiro. Só quero ambos uniformizados em dez minutos! — Uniformizados? perguntaram em coro.

— Sim. De agora em diante, ambos são monitores do orfanato. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Eles se olharam, nitidamente sem entender o que estava acontecendo. — Vou explicar assim que saírem do banho, ok? Apenas tomem logo a porra do banho e vista seus uniformes! — ordenei, apressando-os. — Ok, ok. Estamos indo — respondeu Victor, que diferente de Bryan, sequer havia vestido a roupa ainda, parando na porta do banheiro — Não quer tomar banho conosco? — Se eu entrar ai dentro, não vamos tomar banho... — ri ao negar-me aquilo. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Enfim, ambos entraram no banheiro. Terminei de me vestir e fui até os armários, pegando dois uniformes, um para cada um deles. Assim que os outros chegassem, iriamos nos reunir para começarmos a pôr as coisas em ordem. O sexo aliviou a tensão e tirou meu estresse, mas o efeito parecia não durar muito. Só de imaginar quantas coisas ainda haviam para ser resolvidas, o mau humor voltava a pairar em minha sala. “Por onde começar?”, eis a Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins pergunta que martelava em minha mente. A mesma pergunta que não pôde ser respondida, não naquele momento. Após um tempo, Victor e Bryan saíram do banheiro e rapidamente se vestiram, como eu havia ordenado. Em seguida, sentaram-se no sofá. — E agora? — perguntou Victor. — E agora o quê? — Bryan voltou-se a ele, sem entender. — Esperamos. Os meninos já devem estar chegando e quando estivermos todos reunidos, vou Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins determinar como as coisas funcionarão de agora em diante — expliquei. — Adoro um macho mandão... — Victor disparou, com a porta abrindo-se em seguida. — Também adoro um macho mandão, meninos — Mikael ironizou ao entrar na sala, acompanhando por Thales e Erik, que estavam atrás dele. Não consegui me conter e ri ao ouvi-lo repetir a frase daquela forma, sendo repreendido por ele com os olhos. Forcei um semblante sério e dei um longo suspiro. Agora que estávamos Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins todos ali, era hora de comeรงar a trabalhar em cima do que realmente importava!

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Capítulo Oito. Levantei-me de minha cadeira, pondo ambas as mãos na mesa. Todos eles me olhavam fixamente, esperando por algo. Por isso, não hesitei e fui ao ponto. — Agora que estamos todos aqui, vou explicar o que está acontecendo e o que será feito. Entendido? — Sim — responderam em coro. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Primeiramente, o orfanato está sendo acusado pelo ministério público de aliciar internos para uma casa de acompanhantes de luxo. Esse “clube adulto” é um negócio que o diretor tem na cidade. Fora isso, também temos que lidar com algumas denúncias internas a respeito de estupros coletivos e individuais — expliquei, em seguida, dei a volta na mesa e aproximei-me deles, gesticulando com as mãos — É por isso que vou delegar funções a cada um de vocês de agora em diante. Eu preciso organizar essas coisas ou o orfanato será fechado... — Fechado? Acheron Livros e afins

Thales


Acheron Livros e afins questionou, espantado. — Provavelmente. As acusações são bem graves e se forem provadas, creio que esse será o fim do orfanato de garotos... — Isso não pode acontecer! — Victor protestou — Quer dizer, por mais que aconteçam algumas coisas tensas aqui dentro, não temos para onde ir. — É, eu sei. A vida de um órfão não é nada fácil, nada fácil mesmo... E é por isso que preciso contar com a ajuda de vocês. O que me dizem? Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Até o fim, amigo — disse Erik, com um sorriso no rosto. — Pode contar com a gente! — Victor ergueu uma das mãos, abraçando Bryan, que fazia um sinal de joia. — Não precisava nem perguntar, Scot, sabe que iremos até o fim com você — Thales se levantou, voltando-se a Mikael — Não é? — É, vamos até o fim com o macho mandão — Mikael concordou, não escondendo que o que havia ouvido continuava incomodando-o. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Os garotos se olharam por alguns instantes. Aproximei-me do meu irmão e ergui seu queixo, olhando-o nos olhos. — Além disso tudo, também temos coisas pessoais para resolver. Muitas coisas e você sabe disso. Agora não é hora de ficar emburrado, ok? Você pode me bater depois, se quiser — sorri, tentando encontrar seus olhos, mesmo com ele virando o rosto. — Ok, Ok. Vamos focar no problema atual e depois teremos uma conversa séria, Scot Adams — concordou Mikael, olhando-me nos olhos. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins “Conversa séria”. Com certeza ele ouviu alguma coisa. A culpa não é dos meninos é minha. Eu e minha mania de enfiar o pau em tudo quanto é buraco que vejo. Sorri sem graça em resposta e sentei-me na beirada da mesa. Eu já havia mentalizado como tudo iria funcionar. — Bryan e Victor ficarão a cargo de espalhar essa notícia pelo orfanato... — Espalhar? Acheron Livros e afins

Erik

me


Acheron Livros e afins interrompeu — Vai tornar as denúncias públicas? Isso pode complicar ainda mais nossa situação. — É concordou.

verdade

Thales

Revirei os olhos e dei um longo suspiro. Eles sequer me deram tempo de explicar. — Calma, gente, ainda não terminei! Então, não vamos tornar as denúncias públicas, apenas vamos dizer que fomos denunciados, sem dizer o motivo e tendo isso como base, vamos adotar a política do medo. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Política do medo? — Bryan franziu a testa, sem entender — Vamos bater nos alunos? — arregalou os olhos, tomando suas próprias conclusões. — Também não! Vamos dizer que se as denúncias forem confirmadas, o orfanato será fechado e que se isso acontecer, todos os órfão ficarão sem ter para onde ir... Fez-se silêncio na sala. — Isso soa tão cruel, Scot — disse Mikael, olhando-me fixamente — O orfanato é o único lugar que eles Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins garotos tem, mesmo que os monitores sejam tão... — fez uma careta, sem terminar a frase. — Infelizmente não temos tempo para agir com bondade. Se não fizermos dessa maneira, de fato, o orfanato será fechado... — expliquei — Posso contar com vocês dois, meninos? — voltei-me a Bryan e Victor. — Sim — disseram em coro. — Então, vamos recapitular. A notícia deve ser espalhada entre os alunos, mas nada de dizer o motivo, entenderam? Essa é a primeira parte. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Depois de espalhada, partiremos pra segunda. — E a qual é a segunda parte? — Erik perguntou. — Depois que a primeira for efetuada com sucesso, direi. Enfim, alguém se opõe ao primeiro passo? — perguntei, aguardando questionamentos, mas não houve, então segui — Como ninguém se opõe, que fique firmado assim. Agora vamos focar nos alunos que sofreram abusos... — Complicado, complicado — Thales se levantou, forçando um sorriso Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Aqueles que não nos amam, nos odeiam. — É, realmente é complicado. Alguns nos odeiam, odeiam mesmo. “Alguns nos odeiam”. Por que ouvir coisas desse tipo começava a me incomodar? Por que eu começava a me preocupar com o destino daqueles órfãos? Até mesmo como eram tratados e foram tratados me causava sensações ruins. Não sou mais o Scot de antes? O que mudou? — Sempre há chance de remissão — Mikael levantou-se — Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Vocês estupraram, abusaram e espancaram muitos órfãos desta instituição. Nada que fizerem agora vai mudar isso, mas podem não fazer com outros... — Isso não vai resolver o problema atual — disparou Erik e eu concordava com ele. Não fazer mais, não mudava que já havia sido feito. — Verdade. Não vai, mas se sentarmos com os alunos que passaram por esses acontecimentos e propormos um acordo, podemos conseguir seu silêncio... E na situação atual, silêncio vale ouro — sugeriu Mikael. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Concordo com Mikael — disse Thales. — Eu também — Victor acenou com a mão, seguido por Bryan — E eu. Voltei meus olhos esperando por sua posição.

a

Erik,

— Podemos tentar — ele disse, erguendo os ombros. — Então, por serem menos odiados pelos alunos, essa tarefa ficará a cargo de Thales e Mikael. Tudo bem? Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Sim — responderam em coro. — Quanto a mim e Erik, nós vamos fazer uma visita a casa de acompanhantes de luxo que fica na cidade. Quero saber quem a administra, quero saber a procedência das denúncias de aliciamento e... — Quer foder com alguém — disparou Mikael, cruzando os braços. — E-E-Eu não vou lá com essa intenção! — gaguejei ao me defender — Pare de me ver dessa maneira... Mikael revirou os olhos e bufou, Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins fechando a cara. — Se for o caso, podemos dar licença para que vocês dois possam conversar, que tal? — Erik sugeriu. — Não, não precisa. Já sei qual é minha parte... Estou de saída — Mikael olhou-me uma última vez e deixou a sala. — Acho que ele está com ciúmes e você não notou — Thales comentou, antes de seguir logo atrás do meu irmão. — Então, nos vemos depois — Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins disse Victor, seguido por Bryan — Até outra hora, rapazes... Assim que Erik e eu ficamos a sós, sentei-me em minha cadeira, socando a mesa. — O que eu fiz, porra? Eu não fiz nada para que ele esteja me tratando assim! — protestei. — Acho que ele sabe que você transou com os meninos. Ele pode não ter ouvido, pode não ter visto, mas todos nós te conhecemos, Scot... — Erik riu, sentou-se no sofá e minimizou o incidente — A raiva dele logo vai Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins passar e então vocês poderão conversar... Acho que estão precisando disso, não é? — Você não sabe o quanto... — concordei, dando um longo suspiro. E, naquele instante, me veio uma curiosidade — Por que terminaram? Erik pensou um pouco e inclinou a cabeça para trás no sofá. — Ele sempre foi um bom garoto, um ótimo namorado, mas quando descobriu o que eu fazia com os internos, me disse que não poderia ficar com alguém sem caráter como eu... — Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Erik voltou seu rosto em minha direção e riu — talvez ele estivesse com toda razão... — Entendo... Será que o mesmo pode acontecer comigo? — Não! Claro que não! Quer dizer, vocês são irmãos. O vínculo que vocês tem é maior que qualquer outra coisa... — Erik se levantou, ajeitou a gola da camisa e seguiu a porta — Não pense nisso, Scot, apenas se foque nos nossos atuais problemas, ok? — Ok. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Quando iremos na tal casa dos acompanhantes? — Hoje à noite. Esteja pronto às oito. — Certo — acenou positivamente com a cabeça, deixandome só, com meus pensamentos. “Foco nos problemas! Foco nos problemas”, exercitava a frase em minha mente, mas por mais que tentasse, não conseguia. Mikael era mais importante para mim do que qualquer outra coisa. Eu precisava ir atrás dele, precisava saber o que ele estava pensando e o Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins porquê de estar agindo daquela maneira. — Certo... Ele está com raiva, por isso, você só vai falar com ele mais tarde, entendeu, Scot? — sussurrei a mim mesmo. Debrucei-me em cima da mesa e fechei os olhos, recapitulando tudo que havia acontecido em minha vida, virando-a de cabeça para baixo. “Primeiro eu descobri que tenho um irmão e isso foi um choque. Em seguida, descubro que meu pai matou nossa mãe e por alguma razão desconhecida, não nos contou o motivo Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins de sermos irmãos, nem nunca nos apresentou. Então, começamos a planejar uma forma de prendê-lo, mas acabamos indo parar em um hospital por conta da saúde de Mikael. Após sua melhora, voltamos para o orfanato e mais uma vez tentamos seguir com o plano de prendê-lo, porém, uma denúncia de que o ministério público estaria nos investigando mudou o rumo dos acontecimentos, mais uma vez...” — Quanta coisa em pouco tempo... — comentei comigo mesmo, rindo em seguida ao fazer uma análise em especial — Parece que as coisas cooperam com o seu bem estar, coronel Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Adams. Sempre que começamos a tramar contra você, algo acontece... De repente, alguém bateu na porta. Ergui meu rosto e sentei-me corretamente na cadeira. — Pode entrar... — falei, imaginando que fosse um dos meninos. Um garoto franzino, pálido e de cabelos negros entrou. Seu rosto estava sujo de terra e havia um pouco de sangue nos lábios. Ainda assim, era dotado de uma beleza singular. Ele se aproximou, um pouco ofegante e com os olhos cheios de lágrimas me encarou. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Desculpe te atrapalhar... É que eu queria falar com o Scot... — sussurrou, esfregando as mãos no rosto para enxugar as lágrimas que caiam no chão. Eu já imaginava o que havia acontecido. Sempre acontecia isso. Era um interno que havia acabado de sair da unidade dos garotos de meia idade, entrando na unidade dos mais velhos. — O que você quer com o Scot? — perguntei, fitando-o. — E-E-Eu me chamo Matias. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Por favor, diga que estou disposto a fazer o que ele quiser, mas que não deixe os meninos mais velhos me baterem... Eu não aguento mais... — confessou em tom de choro, caindo de joelhos em minha frente — Por favor... — Disposto a fazer o que ele quiser? — ergui as sobrancelhas. — Outros meninos disseram que se eu me tornar sua propriedade, não vou mais apanhar e... — Eles mentiram — o interrompi — Eu não faço mais esse tipo de coisa. Depois que conheci um certo Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins alguém, decidi mudar. Estou tentando mudar... — Não quero mais apanhar — ele sussurrou, entregando-se as lágrimas. — E não vai mais apanhar — levantei-me, parando em sua frente. Ergui seu queixo com o polegar e sorri — Vamos, me mostre quem fez isso com você — esbocei um pequeno sorriso. Seus olhos se arregalaram e mais lágrimas brotaram. Subitamente, ele me abraçou e chorou como uma criança chora por sua mãe. Por que eu estava Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins fazendo aquilo? Nem eu mesmo sabia, mas dentro de mim, sentia que era o certo a se fazer. “Remissão, ele disse mais cedo”. Seria hora de me redimir? Matias se levantou, limpou o rosto e fez como pedi. No pátio, em uma roda de garoto, estava o agressor. Paramos em sua frente. Os seus cabelos eram curtos, rosto fino, corpo normal e olhos castanhos claros. — Como se chama? — perguntei, olhando-o. Ele, por sua vez, lançou um olhar fulminante a Matias que estava do meu lado. Segurei em seu maxilar, fixando seu rosto ao meu — Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Estou ficando sem paciência. Se eu tiver de perguntar novamente, vou esfregar sua cara no chão! — Lauro! — respondeu, afastando o rosto dos meus dedos. Naquela altura, olhares curiosos se lançavam em nossa direção. Quando se é chefe dos monitores, é quase impossível não chamar a atenção. — Ouça bem, Lauro, bata nele e eu bato em você. Entendeu? — o adverti, vendo-o acenar positivamente com a cabeça — Bom garoto! — forcei um sorriso, dando tapinhas leves em seu Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins rosto. Eu sabia o que todos eles estavam pensando. “A nova puta do chefe. O novo garoto do Scot”, mas não, não era. Subi em um dos bancos de concreto e bradei. — De hoje em diante, está proibido qualquer tipo de abuso contra os internos. Sejam por parte dos órfãos, ou dos monitores... As consequências de quebrar qualquer uma destas regras serão severas! Após dizer aquilo e notar que minha ordem desencadeou comentários Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins entre os que nos olhavam, segui pelo corredor. Só então notei que Matias ainda estava me seguindo. Voltei-me a ele, sem entender. — Pode ir... — Por que fez aquilo? Pensei por alguns instantes e, de repente, Mikael surgiu no corredor, parando a uma pequena distância de nós, nos observando. — Fiz aquilo porque um garoto me fez acreditar que existe remissão para nossos erros e que nunca é tarde Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins para isso. Esse mesmo alguém deu sentido a minha vida... — sorri ao responder. — Seja quem for esse garoto, diga que ele é meu herói — confessou Matias, olhando-me nos olhos — Obrigado, Scot — agradeceu, saindo às pressas pelo corredor. Ergui os ombros e pus as mãos no bolso. Aproximei-me de Mikael em passos lentos, parando em sua frente. — Ainda está chateado? — perguntei, olhando para baixo. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Um pouco. Estaria mais se não o tivesse visto fazer o que fez... — sorriu — Não imaginei que fosse fazer aquilo. Acho que ninguém imaginaria aquilo... — É, acho que ninguém... — concordei. — Mais cedo, quando eu agi daquela forma... — Mikael abaixava a cabeça, olhando para seus pés — E-EEu estava com ciúmes... Só de imaginar você se pegando com esses garotos, sinto raiva! — confessou, apertando ambas as mãos. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Dei alguns passos à frente e ergui seu queixo, olhando-o nos olhos. O silêncio nos tomou por alguns segundos. — E de que tipo é esse ciúme? Ciúme de irmão? — questionei, roçando o polegar em seu rosto. Mikael ergueu os ombros, corando. Ele balançou a cabeça negativamente, voltando seus olhos a mim. Eu sabia que não era ciúme de irmão. Por alguns segundos, senti algo queimar dentro de mim, seguido por uma imensa sensação de alegria. O seu ciúme era um ciúme de homem, um ciúme de posse. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Olhei para os lados por alguns instantes e ao não ver ninguém, selei seus lábios, abraçando-o contra meu corpo. Ao afagar seus cabelos, aproximei minha boca de sua orelha. — De noite tenho de ir na tal casa de acompanhantes, mas quando eu chegar, vamos conversar sobre nós dois, ok? — afastei-me, olhando-o. — Tudo bem — concordou. Por que eu me sentia tão bem quando estava com ele? Por que ele me deixava assim? Seria complicado Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins explicar para as pessoas que você namora o próprio irmão, o irmão de sangue, mas eu não estava preocupado com isso. Eu estava preocupado em como essa ideia soava em sua mente. Eu sabia, sabia que tudo dependeria da vontade dele e no fundo, eu torcia para que ele quisesse tanto quanto eu. ●●●●● Oito da noite. Cientes do trânsito pesado, Erik e eu saímos do orfanato mais cedo e seguimos para a capital, onde ficava a casa de acompanhantes de luxo. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Estamos perdidos? — Erik perguntou, olhando de um lado a outra, com o carro em movimento. — Talvez... — respondi, incerto de onde estávamos. — Eu te disse que deveríamos ter virado à direita naquela rua... — ele emudeceu-se quando dobrei a esquina. Havíamos chegado. — O que estava dizendo? — voltei-me a ele. — Esquece... — revirou os Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins olhos. Estacionei o carro e descemos. Ao chegar na recepção, fomos barrados por um segurança que estava na porta. — A entrada só é permitida com a apresentação dos convites! — o grandalhão resmungou, cruzando os braços. — Convites? — perguntei sem entender. — Apenas convidados podem entrar, Scot — Erik tocou meu ombro e sorriu — Você avisou para o seu pai que Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins faríamos uma visita aqui, não avisou? Erik me olhava fixamente, esperando por uma resposta. Sorri sem mostrar os dentes, desesperando-o. — Não acredito nisso... Não é possível... N-Ã-O-É-P-Ó-S-S-Í-VE-L — reclamou, sentando-se nos degraus do piso da entrada. — Acalme-se, vou resolver isso — disse a ele, voltando-me ao segurança — Por gentileza, diga ao administrador que Scot Adams, filho do Coronel Adams veio fazer uma visita... Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins O segurança entreabriu a porta de entrada, cochichou algo com alguém e voltou-se a mim, olhando-me fixamente. — O recado foi dado, agora é só aguardar — ele disse. — Viu só? É só aguardar — ergui as mãos, voltando-me a Erik, ironizando o segurança, já impaciente — Vou por esse filho da puta no meio da rua. Onde já se viu? Sou dono dessa porra e ainda sou obrigado a esperar esse filho da puta... — Que linguajar vulgar, pequeno Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Scot! Senti um arrepio ao ouvir aquela voz. Quando virei-me para trás, abri um largo sorriso ao vê-lo. Era Bernardo. Bernardo era o administrador da casa de acompanhantes de luxo. Ele aproximou-se de mim e me olhou de cima a baixo, abrindo um pequeno sorriso. — É impressionante como o tempo só te fez bem, pequeno Scot. Você está um gato! — disparou, se voltando a Erik — E você continua delicioso... Deveria passar uns dias aqui comigo... Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Erik virou o rosto para o lado e empinou o nariz, desdenhando do convite. — Vamos entrar? — Bernardo seguiu para dentro e nós dois o acompanhamos. A casa de acompanhantes era bem luxuosa e tinha uma clímax de ambiente reservado apenas para a elite — Aqui é o meu escritório — abriu a porta e estendeu uma das mãos, convidando-nos. Erik seguiu na frente, enquanto eu pude finalmente olhar seu rosto com atenção. Como ele estava mudado. Além Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins de estar muito bonito. Ele sempre foi bonito, mas agora havia um ar consigo de “homem poderoso”. Os cabelos lisos continuavam batendo na nuca e o rosto parecia em mais evidência com a barba por fazer. Ele realmente havia mudado. — Pequeno Scot, você parece encantado com algo. O que foi? — Bernardo ergueu às sobrancelhas, olhando-me. — Não fique se achando! — falei, entrando em seu escritório. Sentei-me ao lado de Erik, em uma das poltronas de couro que havia Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins ali. Bernardo, por sua vez, seguiu até uma adega, pegando uma bebida e trazendo consigo três copos, pondo-os em cima da mesa de centro e os servindo. — A que devo a honra da visita? Seu pai não me falou nada... — perguntou, tomando um gole, sentandose em nossa frente. — Estamos com alguns problemas no orfanato. Um deles envolve esse estabelecimento — comecei a explicar, pegando um dos copos de bebida e dando um gole — Então vim tomar alguns Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins esclarecimentos... — Denúncias envolvendo a Royal Boys? — Bernardo deu mais um gole e riu — Entendo, então é esse o problema. Por onde devo começar? — levantou-se e puxou a cortina do seu escritório, nos chamando com um dos dedos. Assim que nos aproximamos, Bernardo seguiu com a explicação — A maioria desses rapazes eram do orfanato... — Então a denúncia verdadeira! — concluiu Erik.

é

Eu conhecia alguns rostos que Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins estavam ali. Apesar de não me lembrar de seus nomes, eu os conhecia. Como é que funciona esse processo de aliciamento? Qual o intuito disso, além de lucro em abundância? — É e não é — Bernardo escorou-se em sua mesa, dando mais um gole em sua bebida — O que um órfão tem quando sai do orfanato? — nos olhos e sem esperar, respondeu — Nada. Eles não tem nada. Eles não tem casa, eles não tem qualificação para arrumar um emprego... — Onde quer chegar? — fui direto ao ponto. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Aqueles que não tem como sobreviver, vão começar a roubar ou também podem se viciar em algum tipo de droga ilícita. As ruas de São Paulo são cheias disso. Então, surgimos como uma terceira opção... — E a terceira opção é aliciar órfãos para trabalhar em uma casa de acompanhantes de luxo. É isso? — pus o copo de bebida em cima da mesa. — Sim. É exatamente isso. Aqui eles tem um lugar para morar e os lucros são meio a meio. Eles podem ir e vir quando quiserem. Se forem inteligentes, Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins sairão daqui com dinheiro para comprar uma casa, um carro e o que mais conseguirem.... — Isso não é certo! — disparei. — Não é certo passar dezoito anos da vida em uma instituição e ao sair de lá não ter para onde ir. — Bernardo retrucou — Aqui eles tem um recomeço, recomeço que lugar nenhum irá dar a eles. Entenda isso... — E o que você sabe sobre recomeço? — o olhei nos olhos. — A pergunta aqui deveria ser o Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins que você, Scot Adams sabe sobre recomeço — Bernardo aproximou-se, deixando seu rosto próximo ao meu — Você nunca foi um órfão, eu fui. Você nunca apanhou de órfãos mais velhos e foi abusado por eles, eu fui abusado e apanhei muito. Quando cresci, fiz a mesma coisa que fizeram comigo com outros internos. Assim que sai do orfanato e vim administrar essa casa, tive um recomeço, planejei esse recomeço. A minha vida recomeçou de outra forma, do zero. Esse é o melhor que posso fazer para ajudar cada um daqueles órfãos que saem de lá. Engoli seco. Ele estava certo. Eu Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins não sabia qual era a realidade de um órfão. Eu nunca passei por aquilo, nem passaria. — Suponhamos que você e Mikael não tivessem se conhecido. Aos dezoito anos ele seria enxotado de lá. Me diga, de todas as opções, onde você iria querer vê-lo? — Como você sabe sobre Mikael? — Eu sei tudo que preciso, pequeno Scot. Agora responda minha pergunta! — ele insistiu. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins O silêncio pairou mais uma vez. — Erik, que tal você dar uma volta pelo lugar? Tem muitos garotos bonitos na casa. Eu gostaria de falar a sós com Scot... — Ok, vou deixá-los a sós — disse Erik, seguindo até a porta — Não se matem! Assim que Erik nos deixou sozinhos. Bernardo deu um longo suspiro, seguindo até a adega e servindo-se mais um copo de bebida. — E se eu te dissesse que não Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins existe denúncia, você acreditaria? — Se não existe denúncia, o que significa isso tudo? — questionei, não escondendo minha surpresa. — Recentemente, o Coronel Simon Adams descobriu que está com câncer terminal e que tem poucos meses de vida. Um pouco antes disso, ele decidiu que iria lhe apresentar seu irmão, Mikael, mas veio a calhar que Mikael tentou fugir, então, ele deixou as coisas seguirem e chegamos onde estamos. As denúncias foram um preparo para ver como você iria lidar com as coisas num futuro onde ele não Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins estará presente... — olhou-me e deu mais um gole na bebida — Doença terminal? — perguntei apenas para confirmar se havia ouvido corretamente, sentindo meus olhos arderem. — Sim. Estava doendo, por mais que eu tivesse raiva pelas suas confissões, estava doendo. E em uma tentativa de me mostrar forte, demonstrei não me importar. — Ele só irá pagar por seus Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins crimes. Ele mesmo confessou que matou minha mãe... — Ele mentiu — retrucou Bernardo — Ele mentiu para vocês, mas não é ideal que eu entre nesse assunto. Apenas pergunte a ele antes que seja tarde demais. O seu pai tem pouco tempo, Scot... “Ele mentiu? Por que ele mentiria?”. Erik havia me dito a mesma coisa sobre a doença, mas eu ainda não entendia as razões daquilo tudo. A única coisa certa era de que tudo precisava ser esclarecido. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins De repente, o senti tocar meu ombro. Ergui meus olhos aos dele e o vi sorrir. — Sabe o que fazer, então faça antes que seja tarde... O agarrei, abraçando-o e sem me conter, chorei em seu ombro. Chorei como uma criança que se sente perdida e sem chão. — Você nunca ficará sozinho, pequeno Scot. Fui seu primeiro amigo e continuarei sendo até o fim — sussurrou Bernardo, bagunçando meus cabelos. Acheron Livros e afins


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Capítulo Nove. Depois daquela conversa com Bernardo, Erik e eu deixamos o “Clube Royal Boys” e voltamos para o orfanato. Agora era hora de pôr os pingos nos “is”. — Você ficou calado desde que saímos de lá, Scot — Erik comentou, descendo do carro. — O meu pai realmente tem pouco tempo de vida... — desci em seguida do carro, voltando meus olhos a Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Erik — Bernardo me disse tantas coisas que não sei por onde começar a organizar. — Muitas coisas relevantes? — Erik aproximou-se de mim, sentando-se no capô do carro. — Não existem denúncias, não existem acusações. Só existem mentiras... — sussurrei, olhando-o — Isso nos leva novamente à estaca zero. — Como assim? Pode me explicar? — Erik espantou-se, sem entender. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — O meu pai mentiu sobre tudo isso. A única verdade é que ele está doente, talvez, prestes a morrer... — Até sobre sua mãe? — Erik questionou. — Isso eu preciso ouvir dele... — respondi — Bom, agora preciso ir. Tenho de ter uma longa e séria conversa com Mikael. — Boa sorte, amigo! — Erik sorriu, tocando meus ombros. Sorri de volta e segui pelo corredor indo em direção ao meu quarto. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Assim que abri a porta, deparei-me com Mikael sentado em cima da cama, folheando as folhas de um livro, até que me notou, voltando seus olhos a mim. — Achei que fosse chegar só de manhã... — disse entre um bocejo. — Também achei, mas as coisas foram solucionadas de maneira rápida... — entrei, fechando a porta. — Solucionadas? Tirei meus sapatos e em seguida, tirei minha camisa, jogando-as para o lado. Sentei-me na cama, de frente para Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Mikael. Comecei a roçar o polegar em seu rosto, olhando-o fixamente tentando começar a explicar. — Às vezes, a vida nos surpreende — olhei para baixo e ao ver seu livro, segui — A vida é como a história de um livro. Nela existem vilões, mocinhos e outros personagens que recheiam toda a trama... E, em muitas tramas temos um desfecho surpreendente. Quero dizer que, nem sempre, o vilão pode ser o vilão. Achamos que o vilão é um vilão, quando na verdade, ele nunca foi o vilão... — Calma! — Mikael disse, Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins ficando sério — Eu entendi sua comparação, Scot, entendi muito bem. Está dizendo que o coronel Adams não é um vilão, que ele não é um criminoso? — Estou. — Por que? — questionou em tom de choro, me olhando nos olhos — Ele matou nossa mãe e... — Não, ele não matou. É tudo mentira — segurei no rosto de Mikael com as duas mãos, encostando nossas testas — É tudo mentira. A história das denúncias, a morte da nossa mãe... Tudo é mentira... Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Mikael não sabia o que dizer, seus olhos respondiam com lágrimas, seu rosto se avermelhava e ele me abraçava, agarrando-me pelo pescoço. Eu o entendia, eu sabia o que se passava em sua cabeça. Nós dois o odiávamos sem motivo, sem razão. Era vergonhoso encarar o próprio erro, mas o pior ainda não havia sido dito, mas eu tinha de dizer. — Ele está morrendo, Mikael. Ele não tem muito tempo de vida... — sussurrei, afagando seus cabelos — Precisamos esclarecer todas essas coisas antes que ele se vá... Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Preciso de tempo, Scot. Preciso de tempo para digerir tudo isso... — Mikael afastou-se de mim e olhando-me nos olhos, confessou — Não sei se serei capaz de conversar com ele. Mesmo tudo sendo mentira, por que eu fui rejeitado? Por que eu fui abandonado? — Eu não sei, mas se queremos saber o motivo, precisamos sentar e conversar, nós três... — disse, beijando sua testa. Fez-se silêncio. O único som era o som da sua dor, do seu choro. Eu Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins queria secar suas lágrimas, mas sabia que enquanto não soubéssemos a verdade, as feridas em nossos corações não seriam curadas. Deitei-me na cama, trazendo-o sobre mim e aos poucos, seu choro cessou. Viramos a madrugada em silêncio, acordados e agarrados um ao outro e, talvez, pensássemos as mesmas coisas naquele momento. Começava a amanhecer, com o sol acertando nossa janela. De repente, Mikael rompeu o silêncio. — Scot... — ele chamou por meu Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins nome, aproximando seu rosto do meu. — Sim? — abri os olhos, fitando-o. — Sobre nós dois... — ele sussurrou, fazendo uma pausa, deixandome aflito. Ajeitei-me na cama e esperei por mais — E-E-Eu te amo! Te amo como homem. Te quero como meu homem! — confessou, fechando os olhos em seguida, envergonhado. Abri um pequeno sorriso e beijei sua testa. Desci com os lábios até os seus, beijando-os lentamente. Ao segurar sua nuca com uma das mãos, o Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins envolvi em um beijo lento e intenso, esfregando nossas línguas uma a outra. Por fim, afastei-me dele. — Eu quero a mesma coisa. Desde que seja com você! Não me importo com o que os outros vão dizer, nem ligo para o que pensam... Só quero te amar. Você surgiu na minha vida para me... — Completar juntos, sorrindo.

dissemos

— Seria pecado amar seu próprio irmão? — fiz a mesma pergunta que ele um dia havia me feito. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Mikael abriu um largo sorriso e balançou a cabeça em sinal negativo e subindo em cima de mim, sentou-se em meu colo, cutucando meu nariz com a ponta do dedo. — Estou esperando seu pedido... — Que pedido? — fiz-me de desentendido. — O pedido de namoro, oras! — Mikael revirou os olhos, ao dizer o óbvio. Tossi, pondo uma das mãos na Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins frente da boca. Dei um longo suspiro e o olhei. — Mikael, você quer... — Sim! — ele berrou, empolgado, interrompendo meu pedido — Mil vezes sim! Mordi os lábios e deslizei minhas mãos a sua bunda, apalpando-a fartamente, até que as subi para sua cintura, onde as deixei. — Você está tão sexy hoje que sinto vontade de te devorar inteiro! — confessei a ele. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — E está esperando o que para me devorar? — Mikael sorriu ao sugerir, descendo minhas mãos da sua cintura, a sua bunda. Apertei sua bunda fartamente com as mãos e aproximei meus lábios dos seus, dando chupadas lentas e carinhosas, que tornaram-se um beijo intenso e lento, com nossas línguas dançando em nossas bocas. Nossos lábios se desvencilharam. Mikael me olhou e sorrindo, desceu com a boca até meu peitoral, onde desferiu mordidas e Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins erguendo minha camisa, abocanhou meus mamilos, mordiscando-os e beliscandoos com os dentes, fazendo-me gemer baixo. A sua língua quente e úmida se esfregava no bico, revezando as carícias com os dentes, que causavam arrepios incessantes a cada movimento seu. Mikael desceu ainda mais com a boca, mordiscando meu abdômen, às vezes, beijando-o, até que parou com o rosto próximo ao meu volume, onde roçava o nariz de um lado a outro. Desabotoei o calção, enquanto Mikael o puxava em seguida, deixando-me só de Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins cueca. Ajoelhando-se entre minhas pernas, o senti puxar a peça íntima debaixo, livrando apenas as bolas do pano. Arrepiei-me por completo, chegando a morder os lábios com força ao senti-lo abocanhar minhas bolas de maneira grossa, mordendo-as e sugandoas com vontade, enquanto suas mãos apoiavam-se em minhas coxas. A sua língua brincava com minhas bolas dentro de sua boca, me fazendo gemer cada vez mais alto. Em meio aos movimentos, ele sempre me olhava, provocando-me com olhos. Subitamente, o senti puxar minhas bolas contra seu rosto, soltando-as. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Mikael imediatamente ergueu-se até mim, beijando-me mais uma vez, me fazendo provar do sabor do meu próprio corpo, dos nossos corpos. O beijo não durou, rapidamente ele abaixou-se mais uma vez, libertando o meu cacete que pulsava freneticamente e o segurando com força, obrigou-me a gemer uma vez mais, chegando a sorrir quando me ouviu. — Desculpe... sussurrou, olhando-me. — Pelo quê? Acheron Livros e afins

Mikael


Acheron Livros e afins A resposta veio em seguida. Mikael deslizou os lábios da glande até a base, mordendo todo meu cacete. Era doloroso, ao mesmo tempo, era delicioso. Os seus dentes se marcavam em minha carne, como se eu fosse sua propriedade. Os seus lábios envolveram minha glande, dando sugadas estalas e ritmadas, enquanto suas mãos massageavam minhas bolas. Pensei em gemer, mas mais uma vez seus lábios envolveram os meus, beijando-me novamente. — Delicioso — sussurrei, segurando seu queixo e dando selinhos, o olhei nos olhos — Adoro você safado Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins desse jeito. Você me enlouquece! Mikael sorriu, ficou de pé em minha frente e se despiu por completo. O seu corpo não era perfeito, mas naquele momento, para mim era. Senteime na beirada da cama e o puxei pela cintura, deslizando meus lábios por sua pele, aos beijos. O seu corpo era cheiroso, tinha cheiro de rosas, das mais delicadas. Com a ponta da língua, dei sugadas em seus mamilos rosados até ficarem vermelhos, então desci com a boca até sua rola rosada e cabeçuda. Segurei seu membro com uma das mãos Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins e dei lambidas na glande, como se estivesse lambendo um pirulito doce e viciante, daqueles que quando se prova, quer chupar até o fim. Quando dei por mim, eu já engolia seu cacete por completo, ouvindo seus gemidos manhosos entre meus movimentos gulosos. Assim que senti suas mãos em meus cabelos, massageando-os, aumentei o ritmo do boquete, engolindo seu pau por inteiro, que por ser mediano, não era difícil. Soltei seu cacete, deixando-o completamente babado e puxando-o para cama, o pus deitado de bumbum para cima. Aconcheguei-me atrás dele e abri Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins suas pernas. Com uma das mãos, segurei seus cabelos, forçando seu rosto contra o travesseiro, com a outra, arreganhei suas pernas, enfiando a cara em seu rabo. — Como eu adoro o cheiro do seu cu! É tão doce, é tão viciante... — confessei, beijando seu anel rosado várias vezes consecutivas. Sem hesitar, enfiei a língua em sua entrada, começando um vai e vem lento. Aquele cu apertado e quente piscava em reação aos meus estímulos, me excitando ainda mais. Comecei a me punhetar com uma da mãos, ainda Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins segurando-o pelo cabelo, enquanto desferia linguadas em seu cuzinho, lubrificando-o bastante. De repente, ele se virou na cama, me fazendo afastar um pouco. O analisei, vendo-o ficar de quatro assado, chamando-me com o dedo. Sorri e aconchegando-me entre suas pernas, beijei seus lábios, sentindo-o segurar em meu cacete, encaixando-o em sua entrada. — Sou seu namorado, não sua puta! Trate-me como tal... — ele disse, segurando em meu maxilar. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Lambi seus dedos, chupando-os. Ao ouvir aquilo, esbocei um pequeno sorriso e inclinei-me até ele, beijando seus lábios. O senti passar os braços pelo meu pescoço e, somente então, forcei a glande em sua entrada, sentindoo apertar mais meu corpo ao seu e quando finalmente entrei, ele gemeu entre o beijo. Era diferente fazer aquilo com ele. Não era só sexo. Era amor e sexo. Carinhosamente comecei a fazer movimentos de entra e sai dentro do seu cuzinho, enquanto deslizava meus lábios pelo seu pescoço, desferindo mordidas e chupões, ouvindo-o cantarolar por Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins gemidos. Conforme eu socava em seu interior, mais sentia meu pau ser apertado, com seu cu o massageando-o em meio aos movimentos. O ritmo seguida lente, mas aos poucos, se intensificava, até que nos virei na cama, deixando-o sentado em cima do meu cacete, com ele deitado em cima de mim. Imediatamente, Mikael ergueu o corpo, olhou-me nos olhos e começou a rebolar o traseiro em cima do meu cacete. Como aquilo era bom! Quis gemer, mas ele não deixou, seus lábios Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins me calaram. Apenas me foi permitido segurar em sua cintura, enquanto ele quicava em cima da minha rola. Naquela altura, havíamos chegado ao ápice do prazer, ao ponto máximo do tesão. Os corpos já suados e trêmulos, cheirando sexo e pedindo por um descanso. Tudo parecia ficar mais quente, tão quente que não consegui me conter, gemendo alto em sua orelha, anunciando que estava gozando dentro do seu cu, enchendo-o de porra, com ele, aos poucos, cessando as quicadas. Desabando sobre mim, Mikael sorriu, beijou meus lábios e me abraçou, Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins dando-me selinhos incansáveis vezes.

nos

lábios

— Isso foi especial para mim... — ele sussurrou, escondendo o rosto em meu pescoço. — Então foi especial para nós — o corrigi, afagando seus cabelos — De hoje em diante somos um só. Decidimos assim e assim vamos ser para o resto de nossas vidas! — Eu te amo, Scot. — Eu também te amo, Mikael. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Ele se tornou o meu maior presente. Ele se tornou o meu recomeço. Ele se tornou a minha família. Como eu não poderia amá-lo com todas as minhas forças?

[...] Havia se passado uma semana desde que oficializamos nosso namoro. Apesar de alguns terem recebido a notícia com espanto, o respeito prevaleceu diante de nossa decisão. — Ele ainda não disse nada sobre o Coronel? — Thales perguntou, Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins olhando-me. — Ainda não. Nem mesmo tive coragem de questioná-lo. Tenho receio de estar forçando a barra — expliquei. — É melhor deixar a iniciativa partir dele, você já fez sua parte... — disse Thales, comendo uma das bolacha do pacote que tinha em mãos — Vou fazer a ronda, nos falamos mais tarde — despediu-se, deixando-me sozinho na sala dos monitores. Ele mal saiu para que Erik e Mikael entrassem. Os fitei, semicerrando os olhos. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Não estamos tendo um nenhum caso, relaxe — Erik brincou. — Claro que não, eu sou fiel — disse Mikael, selando meus lábios e sentando-se em cima da mesa. — Então, quais novidades? — perguntei.

são

as

— O número de estupros dentro do orfanato está quase zerado. Ainda não sei o que te motivou a proibir os abusos, mas devo reconhecer que foi a melhor coisa que aconteceu aqui... — comentou — Além disso, os alunos Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins parecem estar mais calmos. — Muitas coisas me motivaram, mas acima de tudo, não somos criminosos, não devemos agir como tais. Se existem vários a fim de algo, por que diabos iriamos forçar aqueles que não querem? — o olhei, erguendo os ombros. — Concordo! — disse Erik, voltando-se a Mikael — O que você andou fazendo com meu Scot? — Eu? Não fiz nada. Ele viu por si só o que deveria fazer e, por isso, me orgulho muito dele! Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Oh, Scot sendo motivo de orgulho — Erik brincou, nos fazendo rir. De repente, Thales entrou às pressas pela porta, quase arrombando-a, ofegante, assustando todos nós. Ele puxava ar e quando finalmente se recuperou... — Tem um homem ai fora, Scot. Ele disse que é funcionário do hospital sírio libanês e que precisa falar com os filhos do coronel Simon Adams... Senti uma pontada no peito. Mil e uma coisas se passaram pela minha Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins cabeça, mas a única certeza era a eminente sensação de morte. Por segundos, fiquei estático, sem imaginar o que fazer. — Scot? — insistiu Thales, esperando alguma reação. Sem respondê-lo, segui em silêncio para fora da sala, indo até a entrada do orfanato. As minhas mãos estavam frias, suadas. Conforme eu me aproximava daquele homem vestido de branco, pude ouvir meus batimentos se acelerando. Então, parei em sua frente, apertando as mãos. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Sou Scot Adams, filho do coronel Simon Adams — apresentei-me, esperando a pior das notícias. — Desculpe ser o mensageiro de notícia tão desagradável, Sr. Scot. O seu pai se encontra em estado crítico devido ao estágio avançado de sua doença, por isso, o hospital sente-se no dever de convidar sua família a acompanha-lo nesses dias incertos... Senti um frio na barriga. Eu sabia que não era uma notícia boa. Quis chorar, mas não chorei, mesmo sentindo meus olhos pegarem fogo. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Obrigado por avisar. Estou indo para o hospital neste momento. — Só cumprimos com nossa obrigação — disse o enfermeiro, antes de partir. Foi involuntário, quando notei, o meu rosto estava todo molhado com minhas lágrimas. Apesar de tudo que passamos, apesar de todas as brigas e mentiras que ele havia nos contado, eu o amava, eu amava meu pai. — Scot? — Mikael me chamou. — Sim? — respondi, sem olhar Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins para trás. — Que horas vamos ao hospital? — ele perguntou, me surpreendendo. Virei-me, ficando de frente a ele, que assim que me viu chorar, me abraçou com força. E, afastando-se um pouco, colou nossas testas, olhando-me nos olhos. — É hora de sabermos toda a verdade. Só assim poderemos ter um recomeço completo e sem mágoas — Mikael sussurrou, dando-me um beijo nos lábios. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Ele finalmente havia aceitado. Mikael finalmente havia decidido saber de tudo. ●●●●● Chegamos ao hospital pouco tempo depois de receber a notícia. Nos identificamos na recepção e seguimos para o apartamento onde nosso pai estava internado. — Está pronto? — perguntei a Mikael, notando que ele estava aparentemente nervoso. — Sim — ele respondeu. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Nos preparávamos para entrar no quarto, quando Bernardo abriu a porta, fechando-a em seguida. Ele sorriu ao meu ver e sem discrição alguma, olhou Mikael de cima a baixo. — Realmente, os Adams tem uma beleza singular — comentou, aproximando-se de mim e tocando em meu ombro — Pelo visto vocês receberam o enfermeiro que mandei até o orfanato. Eu mesmo teria ligado, mas perdi seu telefone... — Quem é ele? — Mikael me perguntou. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Antes que eu os apresentasse, Bernardo atrevidamente se apresentou, esbanjando charme e classe em suas palavras. — Bernardo, ao seu dispor — ele disse, abrindo aquele sorriso encantador. Revirei os olhos Bernardo pelo braço.

e

puxei

— Infeliz! Está dando em cima dele na minha frente? — Acalme-se, pequeno Scot, sei Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins bem da relação dos dois... Longe de mim querer me meter — Bernardo olhou-nos e sorriu — Pois bem, papai os aguarda e não ponham pressão demais no velho, como eu já lhe disse, Scot, a saúde dele está péssima — disse Bernardo, abrindo a porta. Mikael pegou em minha mão, entrelaçando nossos dedos. Trocamos olhares por segundos e entramos. A hora da verdade havia chegado!

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Capítulo Dez. Entramos no quarto, fechando a porta em seguida. Lá estava ele, deitado na cama, aparentemente acordado, olhando o teto. Coronel Simon Adams, quem é você? Mikael segurou em minha mão e engoliu seco. Nos aproximamos um pouco mais, parando na beirada da sua cama. Seus olhos seguiam fixos ao teto. — Vinte anos atrás eu tive um sonho — o coronel disse, sem nos olhar Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Sonhei em ter uma família, sonhei em ter filhos, sonhei em ter uma bela esposa, mas algo deu errado... — riu em meio a frustração, deixando lágrimas escorrerem por seu rosto e voltando-se a nós, confessou — Não fui um bom pai. Na verdade, fui o pior pai do mundo. — Não diga isso, pai — pedi, olhando-o fixamente. — Não minta, Scot. Essa é a verdade. Não fui um bom pai, mas antes de encarar o fim, preciso lhes contar tudo que aconteceu.... — tossiu, levando um pano a boca e ao retirá-lo, estava repleto de sangue. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Assustei-me quando vi aquilo e ao notar, ele me acalmou. — Eu sabia que o fumo me daria fim, mas não imaginei que o câncer fosse se alastrar por todos os meus órgãos — comentou, erguendo-se um pouco na cama — Talvez eu ainda tenha um mês, mesmo apresentando um quadro tão avançado... — Por que não me contou? — soquei a cama, olhando-o. — O que você poderia fazer? Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins O silêncio pairou. O coronel Simon Adams voltou seus olhos a Mikael, que também o olhava. E abrindo um sorriso, comentou o inimaginável. — É incrível a sua semelhança com Debora, sua mãe, Mikael — disse, tossindo mais uma vez — Quando eu lhe vi, momento algum contestei que fosse filho dela... — riu ao dizer aquilo. — Você a matou? — Mikael perguntou em tom de choro, com lágrimas escorrendo por seu rosto. — Não. Não a matei — respondeu, voltando seus olhos ao teto Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Talvez, quando ela fez o que fez, eu tivesse tal capacidade, mas seu fim não teve um único dedo meu... — Por que mentiu? Por que disse todas aquelas coisas? — insistiu Mikael, chegando a soluçar em meio ao choro. — Por imaturidade. Você é o reflexo de Debora e não lembra só sua imagem, mas também, toda a dor que ela me causou. Toda a dor... — respondeu, ponho o punho fechado em frente aos lábios, fechando os olhos em seguida. Afaguei os cabelos de Mikael e Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins o abracei pela cintura, roçando meu rosto ao seu. A verdade, às vezes, doía, mas antes uma verdade dolorosa que uma mentira anestésica. — Pai, conte-nos tudo. Por favor! — pedi, olhando-o — E sem mentiras dessa vez. — A mãe de vocês era uma mulher da vida, mas isso não importava para mim. Eu a amava — ele disse, nos causando espanto, mas permanecemos em silêncio — Então, veio o nosso primeiro filho, Scot, em seguida, a pedi em casamento, mas ela recusou, disse que não estava preparada para uma Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins relação dessas. Como não estaria? Já vivíamos juntos, como um casal. Por que não estaria? — tossiu mais uma vez, voltou-se a nós e riu — Scot estava prestes a completar dois anos quando ela fugiu, sumiu completamente das minhas vistas, levando consigo uma fortuna e deixando uma carta... — O que dizia nessa carta? — Mikael perguntou, aflito. — Scot, abra aquela gaveta — disse o Coronel, apontando o dedo para uma escrivaninha que ficava em frente sua cama — E pegue a carta lá dentro. Dentro dela tem três envelopes, leia Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins apenas o primeiro... Senti meu coração gelar, palpitando sem parar. O que havia dentro daquela carta, Deus? Eu estava preparado para aquilo? Assenti. Em passos lentos fui até a escrivaninha, abri sua gaveta e peguei a carta. Eu tremia de medo, tremia com receio de saber o que havia ali dentro. — Leia em voz alta — meu pai pediu. Engoli seco, troquei olhares com Mikael e abri a carta. Se não fosse eu, Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins quem seria? O primeiro envelope era perfumado e a letra do papel de caderno, tinha uma escrita fina. Tossi e comecei a ler. “Fevereiro de 1992, Simon, provavelmente, enquanto você lê está carta, estou desembarcando em Paris com meu amante. Você também já deve ter notado que levei comigo uma pequena parte da sua fortuna pessoal. Olhe pelo lado positivo, eu lhe deixei Scot. Eu sempre lhe disse que detestava crianças e que a maternidade não era para mim... — engasguei com o texto, Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins sentindo meus olhos arderem — Só tive esse garoto porquê você me obrigou, mas não carrego por ele nenhum sentimento materno. Talvez, não fosse essa criança, pudéssemos ter vivido juntos. Mas agora você pode viver com seu filho e finalmente realizar o sonho de constituir sua família feliz, um sonho que sempre foi só seu. Ps: com amor Debora Haiake, sua eterna paixão”. — Ela era um monstro! — disse Mikael as lágrimas — Mas ai não fala nada sobre mim... Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Você nasceu naquele mesmo ano. Ela descobriu poucos meses depois e então, vem a segunda carta... — o coronel o respondeu, em seguida, gesticulou com uma das mãos — Leia o segundo envelope, Scot... Engoli Mikael.

seco

e

voltei-me

a

— Tudo bem se eu ler a outra carta? Com os olhos marejados e o rosto vermelho, ele acenou positivamente com a cabeça. Dei um longo suspiro e comecei a ler o segundo Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins envelope. “Maio de 1992, Antes de mais nada, é um desprazer ter de me comunicar com você novamente, Simon. Imaginei que havia me desvencilhado de tudo que poderia me fazer lembrar você, mas estava enganada. Inexplicavelmente você deixou uma semente. Estou grávida. Outro filho. Estou grávida de quatro meses, mas ainda não sei o sexo do bebê. Estive procurando uma clínica de aborto, mas o preço é muito elevado, além de ser arriscado para minha saúde e eu não quero morrer por conta dessa... Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — hesitei, levando meus olhos a Mikael — dessa praga que carrego no ventre. Então, eis a minha proposta, me dê quinhentos mil dólares e eu lhe entrego essa criança. Se não quiser, vou tê-la e deixá-la na porta de qualquer desconhecido. Aguardo sua resposta, meu bem...” Mikael escondia o rosto com ambas as mãos, em meio ao choro. O abracei, beijando seus cabelos, colando seu rosto em meu peitoral. — Eu sinto muito por isso. Eu sinto muito por termos saído de dentro de uma pessoa assim... Sinto muito! — Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins sussurrei em sua orelha, tentando me manter forte, sem me render ao choro. — Falta mais um envelope. Vocês precisam ler. Eu sei que é doloroso, mas precisam ler. Essa é a nossa história... — meu pai disse em tom baixo, tossindo outra vez. Mikael afastou-se de mim, olhou-me no fundo dos olhos e deu um longo suspiro. — Quero saber tudo! Quero saber tudo que aconteceu. Por favor, Scot, leia o último envelope! — pediu. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Pus os dois primeiros envelopes em cima do sofá das visitas e peguei o último. Assim que o abri, comecei a ler. “Novembro de 1992, O seu filho nasceu. Você tem um mês para vir buscá-lo. E antes que eu me esqueça, devido as complicações do parto, gastei uma pequena fortuna para manter sua cria viva. O reembolso custará cerca de duzentos mil reais. Você tem uma semana para vir buscá-lo ou ele morrerá de fome, me recuso a amamentá-lo”. — Por que ela era assim? — Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins perguntei ao meu pai, esforçando-me para não chorar — Por que ela nos odiava tanto? — Vaidade, egoísmo, egocentrismo. Debora sempre disse que os filhos destroem o corpo da mulher. Dei a ela amor e também lhe dei uma vida de Rainha, repleta de luxos e mimos, mas foi isso que recebi em troca — o coronel respondeu, dando um longo suspiro — No dia seguinte que recebi essa carta, fui resgatar Mikael, pois sabia que ela seria capaz de tudo — disse, voltando seus olhos ao meu irmão — Ele era tão pequeno, tão frágil. Chorei de emoção quando o peguei nos Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins braços pela primeira vez, mas também chorei por ver mais um de meus filhos sem mãe. Daquele dia em diante, odiei aquela mulher como nunca havia odiado outra coisa na vida. — E os colares que temos? — Mikael perguntou, enxugando o rosto com a camisa. — Mandei fazer ambos com a foto dela, um para cada um de vocês. Como eu iria dizer aos meus filhos o que a mãe deles era? Como? — o coronel ergueu-se na cama, sentando-se nela — Mas a culpa não foi só dela, Mikael. Também foi minha culpa você crescer Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins isolado, sem conhecer Scot... — confessou, desviando seus olhos dos nossos — Quanto mais você crescia, mais se parecia com ela e eu não suportava vê-lo, eu o rejeitava, então o abandonei, o tratei como um órfão, mais um dentre muitos outros... Eu errei, eu cometi o pior dos pecados de um pai. Abandonei um de meus filhos por desavenças pessoais — lamentou, não escondendo as lágrimas que escorriam por seu rosto — Então, certo dia comecei a tossir sangue, certo dia descobri que a morte me rondava e neste dia encontrei estas cartas e as li de novo. Neste dia chorei, chorei como uma criança, pois tomei consciência do Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins pecado que cometi contra meus filhos... E em um ato final para me redimir, decidi lhes contar tudo, mas o destino agiu antes de mim. Naquele dia você tentou fugir do orfanato, naquele dia vocês dois se encontraram, naquele dia vocês dois descobriram que eram irmãos... — ele sorriu — mas quando me questionaram, respondi com truculência, com inverdades, pois quando você entrou naquela porta, Mikael, não vi você, vi sua mãe. Mikael o olhava com espanto, assustado. Ele já não chorava mais, mas eu sabia que estava doendo, pois doía em mim também. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Perdão, meus filhos! Perdão! Eu fui um péssimo pai a minha vida inteira. Perdão! Nada do que eu fizer trará o tempo que vocês perderam, mas ainda há chances para vocês dois recomeçarem — o coronel implorou, deixando-se levar pelo choro, escondendo sua face com as mãos. — Pai... — sussurrei, aproximando-me dele. Assim que seus olhos voltaram-se aos meus, o abracei — Eu não costumo dizer muito isso, mas, eu te amo. Eu te amo, pai — confessei, em tom de choro. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins E, subitamente, fomos agarrados por Mikael, que se rendeu a emoção daquele momento único. O momento em que nossa família renascia das mentiras e cicatrizes do passado. — Você salvou a minha vida, Simon Adams. Vou levar um tempo para digerir tudo isso, mas não diga que você foi um péssimo pai. Você agiu como um verdadeiro pai quando me salvou, quando nos protegeu de verdades tão cruéis... Apesar dos erros, muitas vezes agiu como pai — disse Mikael, soluçando. — A morte chegou para mim, Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins mas vou morrer feliz, sabendo que pude ouvir tais palavras de meus dois filhos — disse meu pai, abraçando-nos a ele. Afastamo-nos, enxugando nossas lágrimas. Então, Mikael questionou. — Como ela morreu? — Ela fez o mesmo com seu amante. O largou, o roubou e o abandonou, mas ele não tolerou tal traição e a matou. Esse foi o fim que a mãe de vocês teve... A verdade demorou para nós, mas chegou. Após aquele dia, seguimos visitando nosso pai no hospital, mas seu Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins quadro seguiu piorando cada vez mais. Duas semanas depois, o coronel Simon Adams faleceu. ●●●●● Um ano depois. — Vem dormir, Scot. Já é quase meia-noite e você ainda está escrevendo? — Mikael me chamava, usando um tom de voz sonolento. — Terminei o livro, amor — anunciei, espreguiçando-me. Fechei o caderno de rascunho e fui até ele, deitando-me na cama e o abraçando — Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Finalmente, terminei o livro... — E o que essa história conta? Você tem feito suspense há meses... — Conta a vida de dois irmãos de sangue, apaixonados um pelo outro. Um deles, grosso e malvado, o outro, doce e bondoso. A narrativa aborda as mudanças que acontecem após seu encontro... — Essa é a nossa história, não? — Mikael abriu os olhos, olhando-me fixamente. — É — selei seus lábios. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Conte-me mais. Quero saber tudo... — Mikael perguntou, curioso. — Após a morte do Coronel, tudo no orfanato mudou. Os estupros já haviam sido banidos, os internos que completavam dezoito anos, agora tinham ajuda para ingressar em um curso superior, graças a um fundo criado por Scot e Mikael que destinava dez por cento dos rendimentos do “Royal Boys Clube” exclusivamente para isso... — sussurrei, vendo-o sorrir conforme eu contava tudo — Erik se tornou o diretor do orfanato, Thales por sua vez, o monitor chefe, sendo auxiliado por Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Victor e Matias. Apesar da nossa insistência, Bryan não quis ingressar em nenhuma faculdade, ele havia escolhido se tornar um dos garotos da casa de acompanhantes de luxo... E, finalmente, após conhecer sua realidade, pudemos dar uma vida digna a cada um dos órfãos que estavam no orfanato... — Acho que Bryan vai se dar muito bem... — Também acho — concordei — Ele é realmente delici... — O quê? — Mikael fuzilou-me com os olhos. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Esquece... — Então, esse livro na verdade é uma biografia das nossas vidas, é isso? — disse Mikael, roçando uma as mãos em meu rosto. — É, é a história das nossas vidas. E de como eu me apaixonei pelo garoto mais fofo do mundo — confessei, puxando-o para cima de mim, antes de envolvê-lo em um beijo intenso. ~FIM~ Gostou do livro? Deixe sua Acheron Livros e afins


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Conheça “Apaixonado Pelo Lobo”: Sinopse: Standborn City é o refúgio norte-americano para pessoas que fogem da violência e correria da grande cidade. Contudo, a pacata cidade de Standborn City vê seus dias de sossego chegar ao fim quando um lobisomem comete uma série de assassinatos brutais. O único sobrevivente dos ataques, Heitor, acabou sendo marcado pela besta e agora sua chance de sobrevivência depende de caçar ou ser Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins caçado. O garoto irá contar com a ajuda do seu namorado, Rocco, para solucionar o mistério. Os garotos serão capazes de dar fim ao ciclo do lobisomem? DEGUSTAÇÃO, Capítulo:

Primeiro

A madeireira ficava nas redondezas da cidade, a maior da região. O trabalho fluía normalmente sempre que alguém se dispõe a fazer hora extra. Um homem de aproximadamente quarenta anos vinha cambaleando ao lado das pilhas de madeira, encarando o vento frio que Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins chega a uivar. Uma hora da manhã. O homem que vestia um casaco e calçava botas, seguia pela madrugada segurando uma lanterna na mão direita; na esquerda, levava seu inseparável litro de vodca. Em seu caminho não havia uma alma viva. Os vizinhos mais próximos ficavam a quase quinhentos metros e mesmo de longe dava para ver a luz da casa acesa. O bêbado continuou sua caminhada em meio a paradas constantes, devido ao álcool. James era um dos donos da madeireira. Após brigar com sua mulher, Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins o empresário havia resolvido que ficaria até mais tarde, resolvendo pendências da empresa. Um rosnado. Um arrepio. Um uivo sombrio e tenebroso. A garrafa de vodca quase vazia caiu ao chão, quebrando. Seu coração veio à boca, palpitando sem parar. Naquele momento, James tomou consciência de que havia cometido um erro fatal. Seus ouvidos atentos conseguiram distinguir os sons do animal. James sabia que um lobo adulto o mataria facilmente, mesmo sóbrio. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Q-Quem está ai? — A língua enrolou-se em meio às palavras que transmitiam medo e receio do que viria a seguir. Um vulto formou-se na frente do bêbado, que firmou os olhos sem sequer se mover. Era peludo, negro, grande e de olhos amarelos. A criatura. O demônio. A besta, que parecia um lobo, ereto sobre as patas traseiras, aproximou-se com calma, como se soubesse que a vítima não correria. E não correu, pois estava em estado de choque. Fungando pelo ar, buscava o cheiro de algo ou alguém. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Jesus Cristo! — gritou o homem quando se deu conta do que estava em sua frente. James caiu no chão e com as mãos arrastou-se para trás, sem tirar os olhos da besta, que avançava em sua direção. No primeiro momento o homem não sentiu, mas seu sangue esguichava, formando poças na terra seca. Seus olhos viram as garras do demônio de pelugem negra, que mais pareciam grandes navalhas, arrancarem suas pernas. Seus gritos desesperados, por mais altos que fossem não podiam ser ouvidos, ou talvez até pudessem, mas quem se arriscaria em plena madrugada Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins a investigar de onde vinham? Os gritos de dor e agonia cessaram quando a besta arrancou a cabeça do homem prazerosamente, se deliciando ao desmembrar aquele bêbado. O corpo ficou ali, jogado, e nenhuma parte dele foi consumida. O demônio de pelugem negra não parou por ali. Após dar fim a vida do empresário, seguiu sobre as quatro patas rumo à entrada da cidade. A guarita onde o policial dormia estava fechada e com a luz acesa. A cancela automática estava baixada, mas isso não fora o suficiente para fazer a criatura parar. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Dando um impulso firme com as patas traseiras, a besta saltou a cancela, que soou o alarme. O policial que estava adormecido acordou às pressas, assustado. Gordon, ao se levantar, olhou pela janela buscando algo ou alguém que pudesse ter pulado a cancela da guarita, mas não viu nada. O sol despontava no horizonte quando um uivo atormentador ecoou pela entrada da cidade, acordando aqueles que ainda dormiam e deixando em alerta os que já haviam acordado. Não haviam lobos na região de Standborn City desde a década passada. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins ●●●●● Heitor tinha dezessete anos e estudava no Colégio de Standborn City — uma instituição reservada para quase mil alunos. O garoto superdotado tinha um metro e setenta e cinco de altura e sua pele era de tonalidade clara. Seus olhos são castanhos escuros e seus cabelos loiros. O garoto ainda dormia quando a porta do seu quarto foi arrombada. Assustado, ele se levantou às pressas, dando de cara com aquele grandalhão. O coração que palpitava sem parar, aos poucos teve os batimentos normalizados Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins ao ver o rosto conhecido. — Você quase me matou do coração, filho da mãe. — Heitor reclamou após ser forçado a acordar. — Está com medo do que? Eu estou aqui. — disse Rocco sentando-se na cama do garoto. Com um dos braços, puxou o outro pela cintura, dando-lhe um selinho nos lábios. — Cheguei hoje de viajem. — sorriu ao comentar. Rocco era moreno, tinha um metro e oitenta e dois de altura, dezoito anos, olhos negros e cabelos lisos, atualmente cortados a estilo militar. O Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins rosto quadrado realçava sua pele. Era considerado um dos garotos mais belos da escola, não só pelo porte físico, mas pelos traços singulares. — Quem disse que estou com medo? — Heitor virou o rosto para o lado, empurrando o amigo da cama. — Quem disse não está mais aqui. — disse Rocco erguendo as mãos, como se estivesse se rendendo. O loiro se levantou da cama. Ainda vestia um short fino com uma regata quando foi ao banheiro lavar o rosto e escovar os dentes. Ao sair do Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins banheiro, tirou a roupa ali mesmo. Aquela bunda branca, grande e redonda ficou à mostra. Como ele estava de costas para o moreno, não pode ver os olhos do predador que admirava o seu traseiro. Em seguida vestiu uma bermuda jeans colada, que batia pouco abaixo do joelho. Calçou um tênis sem meia e vestiu uma regata. — Vi a Margareth chorando na porta da casa dela. Aconteceu algo entre vocês? — o moreno perguntou despretensiosamente, mas no fundo já imaginava que o relacionamento dos dois havia chegado ao fim. — Ela falou algo sobre “Ele vai pagar caro”. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins — Terminamos. — respondeu em tom seco. — Já era de se imaginar. Vocês dois brigavam feito cão e gato. — Rocco levantou-se. Voltou seus olhos a Heitor e sorriu ao aproximar-se. — O baile de formatura é daqui duas semanas, se você quiser podemos ir ao baile juntos. — riu ao fazer tal proposta. — Vá se foder, Rocco. — Heitor franziu a testa, dando risadas. Não era segredo para ninguém que Rocco, o garoto mais popular da Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins cidade era bissexual. E ele se orgulhava disso, pois segundo o próprio: “O leque de seleção é sempre repleto de fartura”. — Você já se esqueceu do meu voto de castidade? Prometi a mim mesmo que só transaria se fosse contigo. — Rocco lembrou ao amigo de uma brincadeira que eles haviam feito. — Você estava comendo a líder de torcida uma semana antes das aulas do primeiro semestre acabar. — Heitor olhou de lado para o amigo, desmentindo-o. — Mas a promessa só é válida Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins para garotos. Ela é uma garota. — Rocco retrucou imediatamente, arrancando risos de Heitor. Ambos saiam do quarto, indo para a sala, onde estava a Sra. GreenBord, Prefeita de Standborn City. A mulher de quarenta e cinco anos era loira e aparentava ter no máximo trinta. Mãe solteira e de um único filho. Sempre elegante e dedicada ao povo da cidade. — Meninos, tomem café. Vou indo para o trabalho. — ela saiu de trás da mesa da cozinha, indo até o filho e dando-lhe um beijo na testa. — Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Qualquer coisa me liga. — E antes que chegasse à porta, lembrou-se do moreno. — Bom dia, Rocco. Cuide do Heitor pra mim. — Cuidarei muito bem. — gritou Rocco, sentando-se à mesa para tomar café com o outro. — Você não cuida nem de si mesmo. — Heitor esnobou o mais velho. — Se mamãe soubesse que é você que nos coloca em encrencas... Rocco o interrompeu. — Ela podaria nossa amizade. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Quer isso? — O moreno ergueu as sobrancelhas como se a resposta fosse óbvia. — É por isso que você sempre leva a culpa. — riu ao mostrar ao loiro que estava certo. — Além do mais, você sabe que eu amo você e faria qualquer coisa para protegê-lo. Lembra-se do nosso primeiro beijo? — sorriu ao relembrar o amigo da primeira vez que se tocaram. — Está me deixando sem jeito. — Heitor reclamou, um pouco corado. O moreno riu, levantando-se. — Só passei aqui pra ver como Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins você estava. A gente se fala no Cybercafé. — levantou-se, saindo porta afora. Por alguns instantes, imagens vieram à mente de Heitor, justificando a razão pela qual ele era apaixonado por Rocco. E mesmo que por diversas vezes eles tenham se beijado, Heitor ainda tinha medo de encarar o fato de ser bissexual. O namoro com Margareth fora algo planejado para evitar mais comentários maldosos dos meninos da sua classe, que viviam perseguindo-o com piadinhas asquerosas. Apesar de toda a negação, Heitor sabia que seu coração batia forte por Rocco e que Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Margareth havia sido um meio que ele encontrara para se proteger das más línguas.

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Sobre o Autor: Rodolpho Sousa Toledo, mais conhecido como Tom Adams. O autor atingiu a marca de um milhão de leituras — com todas suas obras somadas —, na plataforma de auto publicação: Wattpad. Tom escreve desde os doze anos de idade, tendo escrito mais de cem livros, contos e crônicas até os dias de hoje. Atualmente mora em Goiânia - Goias com seus pais. Acheron Livros e afins


Acheron Livros e afins Na Amazon possui três romances publicados e uma coletânea de contos eróticos: “Hey Professor”, “Apaixonado Pelo Lobo”, “Garotos Malvados” & “Eróticontos”.

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