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152 CULTURA RACIONAL – 5º O

E assim, vejam como era a vida do encanto de forma tão dolorosa que nem vale a pena comentar essa vida de encantado, em que o próprio vivente desconhecia o porquê de ser um sofredor, desconhecendo a razão do por que eram condenados a morte e vivendo a vida inteira em busca do certo e sempre por acertar. Quem vive num progresso de decomposição material de todos e de tudo, com a multiplicação da decomposição, da transformação, e da deformação, sabe definir o que é isso e o que está certo? O certo do cego é assim mesmo, não sabe o que vê, não sabendo, portanto divulgar o que está vendo. Assim, vejam como o encantado sempre penou e sofreu sem saber por que, falando em certo a vida inteira como se o certo existisse dentro da deformação. Quem vive de experiência em experiências não conhece o certo, quem vive pesquisando e de pesquisa não conhece o certo, quem vive num mundo sem saber por que vive não conhece o certo, quem vive sofrendo desde que nasce até que morre não conhece o certo e quem vive só para sofrer não conhece o certo, porque se conhecesse não sofreria, portanto, papagaios calem a boca, quem não sabe o que diz é melhor calar para não quebrar o nariz. Os papagaios são verdadeiros bichos e animais porque só sabe aquilo que aprende, quem não aprende nada sabe; quem aprende muito, muito sabe; quem aprende pouco, pouco sabe; quem vive aprendendo sempre e morre sem saber porque morre, não pode de maneira alguma falar em certo. Assim, essa vida se constitui dessa maneira, o bicho que aprendeu a falar mais um bocadinho, fica logo, orgulhoso, presunçoso, vaidoso e prosa, aí se julgando superior aos demais pela vaidade ilusória na qual se encontra envolvido, dizendo: "O certo é este, o certo é aquele, o certo é aquele outro".

Cultura Racional - 5º volume da Obra  

Cultura Racional - Conhecimento de retorno da humanidade ao seu verdadeiro mundo de origem, o Mundo Racional.

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