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130 CULTURA RACIONAL – 5º O

Então, nas eternidades só se entendiam por meio de guinchos, de urros, roncos, berros, depois a voz ficou bem desenvolvida. Daí começaram a fazer as marcações nas coisas, marcando tudo; das marcações passaram ao entendimento. Depois dos entendimentos por meio de marcações começaram, então, os nomes e, após os nomes, que colocavam nisso ou naquilo, passaram a marcar. E assim foram indo, foram indo até chegarem a um vago entendimento por meio de marcações e alguns nomes. Foi assim o princípio dos nomes das coisas. E desse modo chegou para eles a mudança de monstros que eram para primitivos selvagens. Mas, antes de serem selvagens, não morriam, secavam, iam secando porque a matéria não estava de todo desenvolvida, não tinha se degenerada de todo mas por já estar degenerada veio o seu enfraquecimento e do enfraquecimento chegou ao ponto de ficar desse jeito, uma matéria muito fraca, uma combustão fraquíssima que se deteriora por pouca coisa. Quando eram monstros, estavam sãos, sadios, e a sua natureza era outra, de forma que não apodreciam, mas, secavam, iam secando, secando até secarem de todo. Depois de secos totalmente, a sua existência terminava, como um vegetal qualquer que vai secando até findar a sua existência. Quando começaram a passar de monstros para selvagens, já se entendiam muito vagamente; quando primitivos selvagens já estavam com muitas marcações e muitas palavras. Daí passaram às novas gerações, a selvagens mais adiantados em tudo. Começaram a ter vago entendimento das coisas e a essa altura já havia dia e noite e um serenozinho. Começaram, assim, a entender que tinham de viver em locas e tocas, desse modo já não viviam mais ao tempo. Dessas tocas, com o progresso das marcações, passaram a selvagens mais entendidos. Começaram a fazer choças,

Cultura Racional - 5º volume da Obra  

Cultura Racional - Conhecimento de retorno da humanidade ao seu verdadeiro mundo de origem, o Mundo Racional.