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117 UNIVERSO EM DESENCANTO – 5º O

Saara ficou uma espécie de lugar amaldiçoado, improdutivo e sujeito a constantes vendavais, razão porquê, sendo de longínquas recordações, supõem as novas gerações que tivesse existido um dilúvio, quando o que de fato ocorreu foi um grande terremoto. É por isso que, de quando em quando, costumam encontrar ali, esqueletos de bichos monstros enterrados. E as novas gerações passam a conhecer a existência longínqua de mastodontes, que ninguém atualmente tem conhecimento. Por tudo isso ter acontecido é que costumam dizer, erroneamente, que o mundo já se acabou em água. É que, noutros tempos, não havia condução não se cogitava de andarem descobrindo terras para que tivessem contatos com outras nações e outros lugares. Viviam todos isolados. Viviam todos de per si. Os países vizinhos ficavam bem retirados, longe uns dos outros, e assim, ninguém sabia de outras existências, e foi por isso que surgiu a suposição do fim do mundo por meio do dilúvio. Quando os países começaram a ficar adiantados, a se locomoverem, é que vieram a descobrir o deserto de Saara, que tinha sido, em eras remotas, uma grande cidade. Então, esse primitivo Faraó, sendo de uma grande força magnética, tudo fazia da noite para o dia, e por o povo acompanhar o mesmo símbolo de magnetismo, é que era povo mau e endiabrado, fazendo coisas impossíveis, e absurdas, de tanta maldade entre eles e, para que tudo isso não se propagasse entre outros povos, cem o tempo, a própria natureza revoltou-se contra os seus habitantes. Apareceram, mais tarde, diversos Faraós nas mesmas condições, com as mesmas influências do encanto, existindo até hoje as suas cavernas encantadas, onde reinam os malefícios para qualquer criatura que se atrever a entrar nessas cavernas onde eles foram sepultados.

Cultura Racional - 5º volume da Obra  

Cultura Racional - Conhecimento de retorno da humanidade ao seu verdadeiro mundo de origem, o Mundo Racional.

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