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EDITORIAL Esse bimestre o que se ouviu falar foi de uma nova campanha para o desarmamento e um novo plebiscito nacional, para novamente sabermos a opinião do público brasileiro se devemos ou não abolir de vez a posse de armas de fogo no país. Mais uma vez alguns demagogos do desarmamento querem gastar nosso dinheiro “que vão ser milhões”, diga-se de passagem, como foram os gastos do ultimo realizado em 2005. Para novamente termos a mesma certeza. Certeza essa que vem se demonstrando nas pesquisas de opinião pública realizada e divulgada pela impressa nas últimas semanas, ou seja, que mais de 60% da população brasileira são contra que cerceiem seus direitos de cidadão. O de bem de possuir legalmente sua arma e porta-lá dentro do que designa a lei atual vigente em nosso país. Não podemos ser levianos e simplesmente fazermos como alguns apresentadores de gran-

Bolívar Filho Editor

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de emissora de TV, que apresentou em seu programa. Uma profissional de psicologia que acha que os caminhos Freudianos são a solução pra tudo, ou mesmo mostrando determinado “senador” de nossa república, que até a bem pouco tempo atrás ia para reuniões com lideres de partidos contrários a sua política de armas na cintura, venha usar o argumento que por causa da aquisição de armas legais um “esquizofrênico” tirou a vida de 12 inocentes em uma escola no Rio de Janeiro. Sem se preocuparem com a real problemática do evento. Se ele tivesse entrado com um fuzil M4A1 ou uma Kalashnikov, será que essas mesmas pessoas sairiam em defesa de uma nova campanha de desarmamento e um novo plebiscito? Levantariam suas vozes contra a corrupção policial? Ou sobre as falhas de fiscalização de nossas fronteiras? Ou até mesmo sobre a má administração portuária que permite que mais de 75% dos contêineres que chegam ao país não sejam vistoriados ao saírem do porto? Será que essas pessoas sabem que o mal não são as armas, mas os homens? Será que têm conhecimento que 1% da população brasileira sofre de esquizofrenia? Que são quase 2 milhões de pessoas. Ganhar audiência, se tornar uma profissional conhecida, ou querer as luzes dos holofotes da política nacional sobre si podem ser interessantes para qualquer um. Mas usar um problema de saúde pública para utilizar como argumento para uma revanche plebiscitária. Acredito que seja a ultima coisa que nós o povo brasi-


leiro, o cidadão de bem queira. Já que todos falam, eu também vou falar. Aos demagogos do desarmamento, procurem estudar melhor as conseqüências de suas colocações que a meu ver são infantilizadas pelo pouco conhecimento de causa que possuem de política de segurança mais ampla e abrangente e as verdadeiras causas da violência que matam inocentes. Violência essa que pode ser extravasada de várias maneiras e se utilizando de vários instrumentos que não precisa ser uma arma de fogo como: uma faca, ou mesmo construindo uma bomba, com uma foice com um machado ou até como vimos algumas vezes em noticiários sobre os maníacos que mataram na pedrada “vamos proibir as pedras”. A esses apresentadores de domingo em rede de grande audiência, que ao invés de levar ao ar informações que mostram um lado sensacionalista de uma história dramática como o assassinato desses pobres jovens de Realengo. Que apresentem programas agradáveis, que leve cultura, conhecimento, e entretenimento salutar para que, quem esteja assistindo possa pelo menos aos domingos passar momentos agradáveis com seus familiares em frente uma TV. Já que infelizmente essas famílias de baixa renda não possuem condições de ter uma TV a cabo para poderem assistir programas melhores. E a esses políticos “esses políticos” que acham que organizar um novo plebiscito gastando milhões de “nossos” reais, resolveria o caso de violência no país. Que procure limpar a sujeira de sua casa primeiro, que procure fazer e propor leis melhores para regulamentar à entrada ilegal de armas de grosso calibre em nosso país “que o cidadão de bem não tem direito de usar, somente os bandidos”. Leis, que “todos” sem exceções senhores senadores cumpram, “inclusive os senhores”. “Não sou a favor da guerra, mas não posso deixar de estar preparado para defender minha família ou minha integridade, não se pode depender simplesmente do governo para tudo, principalmente quando se fala em segurança própria.”

REVISTA KOMMANDOS Revista eletrônica de Distribuição Gratuita para todo o mundo. DISPONIBILIZAÇÃO BIMESTRAL Coordenação e Edição: Bolívar Filho Editoração Eletrônica: André Garrão Correspondente Sul do Brasil: Mauro Tenório Contato: revista.kommandos@r7.com revistakommandos@hotmail.com Logomarca KOMMANDOS: Bolívar Filho André Garrão Blog: www.revistakommandos.blogspot.com Contato Comercial: bolivarfilho@yahoo.com.br Mande sua sugestão: revista.kommandos@r7.com Fale conosco: 55-11-2374-9844 - Fixo 55-11-6688-0899 - Oi 55-11-8913-5616 - Claro 55-11-6065-7856 - Tim 55-11-6847-9181 - Vivo

Edição: MARÇO/ABRIL DE 2011


No mês que se comemora o dia do exército Brasileiro a KOMMANDOS não poderia deixar de homenagear os nossos verdadeiros soldados. O verdadeiro povo brasileiro que defende nossas longínquas fronteiras. A FORÇA DOS MILITARES NA AMAZÔNIA Uma visão isenta da ação dos militares na Amazônia. EXÉRCITO NA AMAZÔNIA Por: Drauzio Varella

Perfilados, os soldados aguardaram em posição de sentido, sob o sol do meio-dia. Eram homens de estatura mediana, pele bronzeada, olhos amendoados, maçãs do rosto salientes e cabelo espetado. O observador desavisado que lhes analisasse os traços julgaria estar na Ásia. No microfone, a palavra de ordem do capitão: 'Soldado Souza, etnia Tucano'. Um rapaz da primeira fila deu um passo adiante, resoluto, com o fuzil no ombro, e iniciou a oração do guerreiro da selva, no idioma natal. No fim, o grito de guerra dos pelotões da fronteira: "SELVA !!!" O segundo a repetir o texto foi um soldado da etnia Desana, seguido de um Baniua, um Curipaco, um Cubeu, um Ianomâmi, um Tariano e um Hupda. Todos repetiram o ritual do passo à frente e da oração nas línguas de seus povos; em comum, apenas o grito final: "SELVA !!!" Depois, o pelotão inteiro cantou o hino nacional em português, a plenos pulmões. Ouvir aquela diversidade de indígenas, característica das 22 etnias que habitam o extremo noroeste da Amazônia brasileira há 2.000 anos, cantando nosso hino no meio da floresta, trouxe à flor da pele sentimentos de brasilidade que eu julgava esquecidos. Para chegar à Cabeça do Cachorro é preciso ir a Manaus, viajar 1.146 quilômetros Rio Negro acima, até avistar São Gabriel da Cachoeira, a maior cidade indígena do país. De lá, até as fronteiras com a Colômbia e a Venezuela, pelos rios Uaupés, Tiquié, Içana, Cauaburi e uma infinidade de rios menores, só Deus sabe. A duração da viagem depende das chuvas, das corredeiras e da época do a-

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no, porque na bacia do Rio Negro o nível das águas pode subir mais de dez metros entre a vazante e o pico da cheia. É um Brasil perdido no meio das florestas mais preservadas da Amazônia. Não fosse a presença militar, seria uma região entregue à própria sorte. Ou, pior, à sorte alheia. O Comando dos Pelotões de Fronteira está sediado em São Gabriel. De lá partem as provisões e o apoio logístico para as unidades construídas à beira dos principais rios fronteiriços: PariCachoeira, Iauaretê, Querari, Tunuí-Cachoeira, São Joaquim, Maturacá e Cucuí. Anteriormente formado por militares de outros estados, os pelotões hoje recrutam soldados nas comunidades das redondezas. Essa opção foi feita por razões profissionais: 'O soldado do sul pode ser mais preparado intelectualmente, mas na selva ninguém se iguala ao indígena'. Na entrada dos quartéis, uma placa dá idéia do esforço para construí-los naquele ermo: 'Da primeira tábua ao último prego, todo material empregado nessas instalações foi transportado nas asas da FAB'. Os pelotões atraíram as populações indígenas de cada rio à beira do qual foram instalados: por causa da escola para as crianças e porque em suas imediações circula o bem mais raro da região: salário.


Para os militares e suas famílias, os indígenas conseguem vender algum artesanato, trocar farinha e frutas por gêneros de primeira necessidade, produtos de higiene e peças de vestuário. No quartel existe possibilidade de acesso à assistência médica, ao dentista, à internet e aos aviões da FAB, em caso de acidente ou doença grave. Cada pelotão é chefiado por um tenente com menos de 30 anos, obrigado a exercer o papel de comandante militar, prefeito, juiz de paz, delegado, gestor de assistência médica-odontológica, administrador do programa de inclusão digital e o que mais for necessário assumir nas comunidades das imediações, esquecidas pelas autoridades federais, estaduais e municipais. Tais serviços, de responsabilidade de ministérios e secretarias locais, são prestados pelas Forças Armadas sem qualquer dotação orçamentária suplementar. Os quartéis são de um despojamento espartano. As dificuldades de abastecimento, os atrasos dos vôos causados por adversidades climáticas e avarias técnicas e o orçamento minguado das Forças Armadas tornam o dia-a-dia dos que vivem em pleno isolamento um ato de resistência permanente. Esses militares anônimos, mal pagos, são os únicos responsáveis pela defesa dos limites de uma região conturbada pela proximidade das FARC e pelas rotas do narcotráfico. Não estives-

sem lá, quem estaria? "SELVA !!!" Oração do soldado da Amazônia: "Senhor, tu que ordenastes ao guerreiro de Selva, sobrepujai todos os vossos oponentes, dai-nos hoje da floresta, a sobriedade para resistir, a paciência para emboscar, a perseverança para sobreviver, a astúcia para dissimular, a fé para resistir e vencer, e daí-nos também senhor a esperança e a certeza do retorno, mas , se, defendendo essa brasileira Amazônia, tivermos que perecer, oh Deus, que façamos com dignidade e mereçamos a vitória, Selva!!!"


TÉCNICAS E TÁTICAS PARA COMBATES EM AMBIENTES CONFINADOS.

E L T T A B S R E T R A U Q CLOSE

“Essas informação apresentadas neste número são apenas para fins informativos e são publicados de boa fé para fornecer uma bagagem de apoio aos praticantes de Airsoft e de Paintball Real Action. A revista KOMMANDOS não assumi nenhuma responsabilidade por qualquer uso indevido ou má interpretação da informação por qualquer pessoa ou entidade que de maneira ilícita utilize tais informações a seu próprio critério”

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Os praticantes de esportes de Ação Tática e Estratégica como AIRSOFT e PAINTBALL Real Action, são aqueles que querem sempre jogar baseados em simulações de missões reais, porém mesmo se jogando em campo aberto é certo de se dizer que as táticas de CQB são sempre empregadas em uma ou outra ação durante a missão assim vamos mostrar a partir dessa edição várias táticas e dicas para CQB aos nossos leitores.

As táticas de Close Quarters Combat (CQB) não substituem os exercícios e treinamentos de combate. As técnicas de CQB devem ser aplicadas em ações específicas em que a equipe tática deverá proceder a “limpeza (clearing)” room-by-room (cômodo a cômodo) de um prédio ou edificação, no qual poderão ser encontrados suspeitos agressores e também civis, reféns, vítimas e outros indivíduos que não participam do confronto.

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Close Quarters Battle ou como alguns conhecem Close Quarte Combat. Apesar de muitos acharem ser a mesma coisa, as táticas seguem alguns padrões diferentes de operações policiais e militares em ambientes fechados, porém o interessante no Airsoft ou para o Paintball Real Action é na verdade as táticas de CQB. Muitos acham que CBQ e CQC são a mesma coisa, mas não conhecem sua verdadeira essência. A Revista KOMMANDOS nesta edição vai procurar desmistificar a diferença entre essas duas siglas. Primeiramente o CQB ou Close Quarters Battle são consideradas princípios de ações táticas executadas por profissionais policiais ou militares para suprimir opositores armados em ambientes fechados com presença de reféns ou não empregando armas de fogo e dispositivos de supressão psicológica ou física não letais diversos. Já o CQC - Close Quarters Combat como o nome diz são métodos de supressão de opositores em ambientes também fechados e pequenos, que podem ser utilizados por policiais ou militares, ou mesmo qualquer outro cidadão para suprimir um opositor utilizando técnicas de defesa pessoal geralmente de algumas artes marciais ou utilizando dispositivos não letais. Como a Revista KOMMANDOS trata dos esporte de Ações Táticas ou Estratégicas jogados por atletas de Airsoft ou Paintball na modalidade Real Action trataremos aqui exclusivamente do CQB que na verdade é uma das técnicas mais utilizadas nos jogos. A história da criação do CQB é mais antiga do que pode parecer sua criação vem da época das hordas Romanas, onde com alguma técnica ainda primitiva e sem estudo soldados procuram cercar casas, vielas e até fortificações para pode-

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rem invadi-las e dominarem seus opositores. De lá pra cá a finalidade continuou a mesma porém o desenvolvimento de técnicas as necessidades de uso nas grandes guerras e o aumento de situações de segurança pública que envolvem supressão de opositores em ambientes urbanos fez com que várias organizações policiais e militares criassem técnicas distintas para cada situação apresentada e campo de operações. Todas as informações encontradas neste número são uma mistura de experiências pessoais, e a orientação de alguns companheiros operacionais em todo o Brasil, e claro informações relevantes contadas pelos leitores de nossa publicação. O treinamento para CQB é projetado para permitir que um combatente possa dominar em ambiente hostil um oponente com qualquer arma disponível. Na realidade, o programa de CQB é uma forma muito avançada, mas simplificada, de combate armado ou desarmado integrando armas, Técnicas específicas de artes marciais e técnicas essenciais de combate com facas. Este programa é projetado especificamente para atender às necessidades das operações especiais / equipes de resgate de reféns, e alguns procedimentos são modificados para mais policiais convencionais ou unidades militares. É notório hoje não só a preocupação com os reféns que possam estar envolvidos em uma situação de risco, mas também com os equipamentos de proteção policial, as técnicas de inserção em ambientes fechados bem como as táticas diversas de formação, entrada e subjugação das forças opositoras. Uma das equipes que podemos dizer baluartes da criação das técnicas e táticas do CQB é a SWAT Special Weapons and Tactics (Armas e Táticas Especiais) americana que disseminou suas técnicas por todo o mundo. Hoje com o emprego de forças militares em de guerras como na Bósnia, Afeganistão e Iraque entre outras, as forças americanas que deixaram de combater em ambientes de selva ou deserto, passaram a ter sua formação mais para operações de características urbanas. Para poderem limpar toda uma cidade se faz necessário que os pelotões, unidades e grupos especiais, sejam treinados em técnicas específicas de CQB. Na verdade o CQB como muitos instrutores dizem, é o aprendizado de passos de dança tática, que levam o grupo de CQB a formatar uma determinada técnica de entrada em relação a


planta local apresentada. Por mais diferentes táticas e técnicas que existam sempre há a necessidade de uma adaptação, levando-se em conta as características geográficas do local. Quando dizemos características geográficas estamos falando na verdade da divisão do ambiente que se pretende adentrar, dos obstáculos que se possa encontrar e da força de oposição que vai enfrentar em matéria não de só de opositores como também de equipamentos “armas” e seus diversos modelos. A geografia do local lhe dá as condições de estudo para tentar suprimir seu opositor de maneira a não arriscar membros da equipe, ou se tiver de arriscar conhecer todos os riscos possíveis e diminuir o tempo de exposição nos chamados “funis fatais”. Assim na verdade não importa qual das técnicas e táticas vão utilizar para entrar em ambiente CQB, o que importa é entender os princípios do CQB na sua mente, pois os movimentos serão ditados pelo que a equipe vai encontrar no local. Tanto no Airsoft quanto no Paintball Real Action ambos os lados estão sempre dispostos a vencer seus opositores seja a força de ataque quanto a de oposição e por se tratar de jogo lúdico, sabemos que no final ninguém saíra ferido a não ser o próprio ego de ter perdido uma partida ou não ter cumprido seu objetivo, nada o impedindo de voltar e tentar novamente em outra próxima rodada. Compreender os princípios das técnicas de CQB faz com que cada um possa prever o que os demais membros da equipe vão fazer ou que posições vão tomar dentro do ambiente. Há um princípio básico que é seguido no CQB que foi desenvolvido pelo Piloto John Boyd para Sobrevivência mas que pode ser orientação para vários seguimentos, inclusive no cotidiano de nossas vidas particulares e profissionais, que e o “OODA” que são: Observar, Orientar-se, Decidir e Agir. Para os praticantes de jogos de ação se torna fundamental a consciência desse princípio, eu particularmente só fui tomar conhecimento desse princípio quando fui militar e tínhamos tarefas a cumprir tendo que seguir protocolos de ação. No fundo OOAD significa que as suas decisões e ações vão depender sempre de sua Observação e da sua Orientação do meio ambiente local, e sua omissões serão baseadas na falta de observação desse simples protocolo. Podemos ver isso quando conduzimos um veículo por uma auto estrada, os princípios de

condução são entendidos mais dos que as táticas ou técnicas utilizadas para a condução do veículo. Por exemplo, se você tomar a decisão de mudar de pista ou de utilizar um determinado retorno, é visto como irrelevante, mas você mudar de pista ou fazer um retorno rápido isso sim é relevante, o principio de tudo é: Você mudar de pista sem bater em outro veículo, como você executa essa manobra é a Tática ou Técnica e se baseia no ambiente e situação que você tem a sua frente. O mesmo é verdadeiro para o CQB. Se você da um passo para a esquerda ou direita, se vai para frente ou para traz mais rápido ou lentamente, depende única e simplesmente do ambiente que você tem a sua frente. Assim quando você e sua equipe compreenderem os princípios vão poder experimentar a livre circulação de fluxo em um ambiente CQB. Aqui estão alguns princípios básicos que tenho aprendido durante minha formação e experiência, ela não é abrangente e não me considero um mestre nem doutor no assunto, provavelmente pode estar faltando muita coisa e talvez até al-

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guns princípios que estão lá fora e cabe a cada um buscar.

Princípios do CQB: 1 – O Homem ponto nunca esta errado – Caso você seja o homem ponto o primeiro da fila, deve tomar uma ação baseado na sua visão do ambiente, isso torna mais fácil a decisão dos demais membros da equipe. 2 – Observar e Reagir – Os demais membros da equipe devem ser capazes de observar o que esta acontecendo a sua frente monitorando os movimentos do companheiro a sua frente para tomar uma ação correta de reação. 3 – Preencher um vazio – Quando quem esta a sua frente realiza um movimento que não esta no programa se vai para um lado, quando deveria ir para outro, deve quem vem em seguida preencher essa lacuna, pode-se fazer uma comunicação verbal dando um aviso, mas na impossibilidade deve sempre preencher a lacuna, sabendo sempre que o homem ponto nunca esta errado. 4 – Visão de ângulo – Sempre quem têm o melhor ângulo de visada do ponto alvo deve ser o homem de segurança até que os demais tomem suas posição e possam fazer suas movimentações de mira de acordo com seus ângulos de tiro. 5 – Giro Rápido de Cabeça – Existem vários instrutores que dizem que a cabeça deve estar sempre centrada com visão fechada no ângulo de sua movimentação, mas eu particularmente sou adepto que cada um componente da equipe deve possuir visão mais abrangente do ambiente sem perder o foco, de maneira rápida sem perder o foco do objetivo cada um deve proceder a uma observação rápida com giro curtos de cabeça em ângulo de 45º graus para

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cada lado de seu centro, isso possibilita uma observação do local em seu ambiente de 270º do ambiente, dependendo é claro do fator de proteção facial que estará utilizando. 6 – Encontre sempre uma área de cobertura ou alguém para dar apoio – Manter-se sempre atento a pontos de cobertura é fundamental ou alguém que necessite de suporte de cobertura. Pesquise se as ameaças na área de risco já estão cobertas, caso estejam procure alguém para apoiar. 7 – Corpos, Portas e Obstáculos – Ao adentrar em ambiente CQB priorize seu foco em Corpos ou pessoas, Portas e Vãos e depois Obstáculos fixos ou móveis. Caso não haja corpos ou pessoas priorize as portas e vãos, caso já esteja cobertos proceda a limpeza observando todos os potenciais obstáculos físicos à equipe como cantos, moveis e outros. 8 – Imediata Ameaça e Potencial Ameaça – Muitos instrutores ensinam que todos que não sejam da equipe que se encontram em ambiente CQB são “ameaças imediatas” quando muitas vezes são apenas “potenciais ameaças”. Tanto o homem ponto, como os demais membros da equipe devem proceder a procura de opositores armados, ou seja os que realmente são “ameaças imediatas” que estão portando geralmente armas curtas e mais leves portanto mais fáceis de proceder a disparos em ambientes CQB. 9 – Curvas e a capacidade de eficaz de fatiálas – A velocidade com que se conduz uma pesquisa angular, também conhecido como: “fatiar o bolo” é baseado na capacidade da pessoa interpretar o que vê e ser capaz de agir a ela. Alguns podem fazê-lo mais rápido outras nem tanto. A Busca angular de uma curva deve ser executado o mais longe possível quanto o ambiente e a situação permitam, dentro de uma razão. Isso maximiza a distância para ajudar a aumentar o seu ângulo e permite que você tenha uma boa visada de tiro associado a uma boa plataforma de posição de tiro. 10 – Limpar e Fatiar Antes de Entrar – Quando se vai realizar uma entrada em ambiente CBQ, o interessante e mais seguro caso tenha que forçar uma “entrada dinâmica” é que se possa fatiar boa parte do ambiente antes da entrada da equipe procurando após adentrar o ambiente fatiar a área que estava fora do ângulo de visão. O ideal é que se faça antes de uma “entrada dinâmica”, uma “entrada limitada” quando possível, apenas com arma e cabeça. Isso permite que você possa limpar boa parte da área que se vai adentrar ou mesmo abortar a entrada da equipe caso o que se veja não agrade ou esteja fora da expectativa da operação naquele momento. Eu particularmente sou contra uma “entrada as cegas”. Isso é um suicídio tático.


11 – Realizando uma Entrada Dinâmica – Caso opte por realizar uma entrada dinâmica, deve-se conduzi-la de forma que o suspeito tenha pouca chance de atingir o primeiro homem e permitir que o segundo de forma rápida e dentro de uma formação triangular possa realizar seu foco de tiro. Tem-se que realizar a movimentação de forma que os objetos dentro do ambiente ofereçam pouca resistência à dança tática. A maior área de perigo para a equipe é o “funil fatal” a área da entrada. A decisão de cabo do opositor fica nas mãos sempre do homem ponto e o segundo membro da equipe. 12 – Usando a triangulação – Uma versão flexível de cobertura ou posição em “L” pode ser considerado como triangulação em ambiente CQB. Ao adentrar no ambiente dois oficiais se separam para criar um triangula de visão, isso faz com que o suspeito fique na duvida de qual dos dois homens deve atingir possibilitando a um terceiro uma visada de tiro, isso também abre uma oportunidade para que o suspeito tire a atenção de um refém caso haja. Atenção deve ser dada quando o ambiente possuir mais de um ângulo a serem fatiados e limpos, o que pode interferir no movimento seguro dos homens da equipe de CQB no ambiente. 13 – Comunicação – Se você não esta se comunicando corretamente com suas equipe, isso sem duvida vai interferir no êxito da missão atrapalha colocar em prática a tática de ação. Porque ninguém saberá o vai fazer, o resultado será uma pausa uma hesitação por parte dos membros da equipe, a menos que se esteja operando de modo “stealth” ou seja de maneira furtiva, o suspeito saberá que você esta lá. Vocalizar o que esta pensando é bom para o êxito das ações dos demais membros, porém o ideal e sempre vocalizar esses seus pensamentos de maneira discreta, que pode ser pelo uso da voz em altura que somente a equipe ouça, por meio de gestos pré definidos e treinados pelo grupo ou através de rádios com fones. Independente de se ter rádios, e poder se comunicar por meio de palavras é fundamental que a equipe tenha seus procedimentos pautados por gestos o que possibilita uma segurança maior. Vocalizar uma contagem regressiva ajuda no start da operação, procure escolher sabiamente as palavras e treine-as. 14 - Possuir uma Visão Aprofundada do OODA – Isso não pode ser julgado um princípio, na verdade é mais uma recomendação. O Coronel John Boyd da USAF o desenvolveu e hoje é visto por muitos como o Sun Tzu moderno. A Strategos International publicou um ótimo artigo sobre OODA, intitulado “Got a Second? Boyd’s OODA Cycle in the Close Quarter Battle Environment”. (Tem um segundo? Ciclo de

Boyd OODA no Ambiente Close Quarter Battle). Já Paul Howe (Delta do Exército Americano) escreveu um cápitulo sobre OODA em seu livro intitulado “Leadership and Training for the Fight”. – Liderança e Treinamento para a Luta. Procurem ler os dois. Nos temos certeza que existem outros princípios que podem ser mencionado e aplicado. Estes são os princípios básicos que eu uso, e funcionam bem para mim e para outros grupos que eu conheço. Lembre-se disto, "princípios" são a base de orientação para o que você está tentando realizar. "Táticas" são as várias princípio.

maneiras de aplicar o

Todos nós já ouvimos o provérbio, "Há dez maneiras de esfolar um gato." Bem provavelmente há dez diferentes maneiras de negociar qualquer estrutura, algumas mais vantajosas do que outras. Atenha-se ao princípio, e deixe a estrutura e a situação ditar as táticas Seja flexível e fique seguro! Aqui estão listados alguns comando padrões: "STATUS" Comando de um líder elemento que obriga todos os membros a relatar se os setores estão limpos e/ou se eles estão prontos a continuar a missão. "LIMPO" Comando dado pelos indivíduos para relatar o seu setor esta limpo. "PRONTO" Comando dado por indivíduos relatando estar preparado a continuar a missão (arma carregada, o equipamento preparado).

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"SETOR LIMPO" Comando de líder de equipe para membros da equipe ou líder do esquadrão, informando às equipes que o setor esta seguro e limpo. "SAINDO" Comando dado por um indivíduo ou equipe que eles estão prestes a sair de um quarto. "SAIR" Comando dado pelo elemento de segurança ou de seguimento da equipe que é seguro para sair do setor. "ENTRANDO" Comando dado por um indivíduo que está prestes a entrar numa sala ocupada. "ENTRE" Comando dado por um ocupante de um quarto, afirmando que é seguro para adentrar ao setor. "SUBIR / DESCER" Comando dado por um indivíduo ou uma equipe que está prestes a subir ou descer uma escada. "SUBINDO / DESCENDO" Comando dada pelo elemento de segurança que é seguro para subir ou descer uma escada. "HOMEM FERIDO" Comando dado quando um indivíduo foi ferido e não pode continuar a sua missão.

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"SETOR PEQUENO" Comando dado por um homem ou pelo 2º membro da equipe para indicar um quarto pequeno, e que todos os membros da equipe não deve entrar. "GRANADA" Um Comando dado por qualquer membro da equipe, quando uma granada foi lançada. Todos da equipe precisam tomar ações imediatas. Embora difícil, o membro da equipe deve identificar o local da granada, se possível. "COBERTURA ONGA" Comando dado por um membro da equipe pedindo a outro membro da equipe para que assuma a segurança mais para dentro da sala ou para dentro de um corredor. "INTERRUPÇÃO" Comando dado ao grupo caso uma arma não esteja em funcionamento ou caso esteja o individuo recarregando. "EM CONDIÇÕES" Comando dado quando um indivíduo tem corrigido um defeito e está pronto para a ação. "PREPARAR" Comando dado para se preparar para entrar na próxima sala. "DOMINAR" Comando dado para fazer com que a equipe ob-


tenha uma posição dominante no quarto. "BARREIRA" Comando dado para formar uma barreira, para transferor reféns para for a de um setor.

Porém cada equipe pode criar seus procedimentos verbais de acordo com as suas características principalmente em se tratando de Airsoft e Paintball Real Action. Alguns gestos que podem ser utilizados por jogadores para facilitar a comunicação entre os membros das equipes. As técnicas de CQB se traduzem em grande risco para a equipe tática que deverá proceder a uma limpeza metódica e pormenorizada de todos os cantos e brechas de uma edificação, enquanto seria muito mais simples empregar um poder de fogo capaz de neutralizar todos os ocupantes do edifício, evitando o confronto direto.

técnicas, como entrar em um quarto sem primeiro neutralizar um suspeito conhecido, são apropriadas em apenas algumas situações táticas. Geralmente, se um sala ou edifício está ocupado por elementos agressores que já informaram que irão impor resistência, e se a maioria ou todos os não-combatentes já foram retirados do local, armamento com grande poder de fogo deve ser empregado para neutralizar rapidamente os suspeitos e evitar baixas do lado da equipe tática. Em tal situação, granadas defensivas, de demolições e de fragmentação deve ser usadas para clarear o espaço antes que as unidades táticas adentrem os compartimentos. Em algumas situações de combate, no entanto, o uso de armamento pesado e explosivos de demolições causaria danos colaterais inaceitáveis.

Certas técnicas empregadas no combate de tiro policial ou esportivo, tais como métodos de movimentação tática, fatiamento, posições de tiro, saque e empunhadura de armas rápidos, tiro institivo, tiro em baixa luminosidade etc são úteis nos combates em ambientes confinados. Outras

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A EQUIPE DEVE PROCURAR CRIAR SEUS PRÓPRIOS SINAIS GESTUAIS PARA DETERMINADOS COMANDOS, NO AIRSOFT COMO NO PAINTBALL ISSO DIFICULTA QUE O TIME OPOSITOR SAIBA O QUE SIGNIFICA CERTOS MOVIMENTOS DE MÃO.


Como esse assunto é extenso e muito detalhado a Revista KOMMANDOS estará em seus próximos número trazendo sempre uma técnica de entrada em ambientes fechados não percam....

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Ainda no segmento do Contato Corpo-a-Corpo a Revista KOMMANDOS foi buscar um método totalmente voltado para a defesa rápida e de movimentos curtos doutrina do Krav Magá, que é utilizado pelas melhores Forças de Operações Especiais do mundo.. Uma das Artes de Defesa mais divulgadas e desenvolvidas pelas forças de segurança de Israel tanto policial como militar é o Krav Maga, de movimentos curtos e rápidos seus golpes visam atingir os pontos sensíveis do corpo do adversário. Criado na década de 30 pelo mestre Imi Lichtenfeld o Krav Maga se disseminou pelo mundo pela sua capacidade de imobilizar com poucos e rápidos golpes o adversário muito utilizado pelas forças de segurança de Israel, hoje pode ser encontrada como disciplina em praticamente todas as forças militares e de segurança especializadas do mundo, como Marines, Ranger, SAS, Deltas, SEAL, e demais Forças Especiais pelo mundo inclusive as nossas aqui no Brasil. Krav Maga em Hebraico significa: Combate de Contato, sua técnica não exige que o praticante possua força física, pois trabalha com a transferência do peso e da velocidade máxima e explosão do músculo. Até 1964 o Krav Maga era uma arte secreta utilizada apenas pelos agentes do Mossad Israelense e as unidades de elite de suas forças armadas, mas a partir daí começou a ser ensinado a população civil e as demais unidades do exército. Em 1987 o primeiro curso de Krav Maga foi ministrado fora de Israel a Agentes do FBI americano.

da milícia nazista. Ao chegar ao Território Britânico da Palestina, começou a ensinar o exército clandestino judeu. Com a criação do Estado de Israel em 1948, Lichtenfeld tornou-se o Instrutor Chefe de aptidão física e de Krav Maga da Israel Defense Forces (IDF) Serviu no Exército israelense por 15 anos, período durante o qual continuou a desenvolver e refinar o seu método de combate corpo-a-corpo. Em 1964 deixou as forças militares mas ainda continuara a supervisionar a instrução de Krav Maga em ambos os contextos militares e policiais, e além disso, trabalhou incansavelmente para refinar, melhorar e adaptar o Krav Maga para atender às necessidades civis. Em 1978, fundou a IKMA - Associação Israelita de Krav Maga, sem fins lucrativos, com vários instrutores sênior. A Associação Israelita de Krav Maga tem existido continuamente desde esse dia e ainda está localizado em Netanya Israel. O Grande Mestre Haim Gidon foi eleito Presidente da IKMA por uma assembléia em uma votação com mais de duzentos membros e ainda serve como presidente, Grão-Mestre e faixa preta do 10º dan. O grande mestre e fundador do Krav Magá Imi Lichtenfeld faleceu em janeiro de 1998, em Netanya, Israel. O Governo de Israel reconheceu a IKMA como a continuação do sistema de Imi Lichtenfeld, O HISTÓRIA: Primeiro Ministro de Israel reconheceu o Grande Mestre Haim Gidon por seu trabalho em Krav MaO Krav Maga foi desenvolvido na Checosloga. Antes de sua morte, Imi Lichtenfeld publicou váquia em 1930 por Imi Lichtenfeld, também couma lista de seus alunos de mais alto nível, em nhecido como Imi Sde-Ou (Sde-Ou-"Campo de suas fileiras e testemunhou este documento na Luz", que é um de seu sobrenome em hebraipresença de oficial de cartório em Israel. co). Ele ensiNo processo pedagógico do aprendizado do nou pela priKrav Magá, utiliza-se um sistema de graduação meira vez por cores de faixas e em cada graduação enconseu sistema tra-se diferentes exercícios com níveis gradativos de combate de dificuldade. Já os cursos para o ramo de seguem Bratislarança, não obedecem a este sistema; seguindo va, a fim de uma divisão em módulos, específicos para cada ajudar a protipo de trabalho. teger a coNa América Latina coube ao mestre Kobi munidade disseminá-lo através do Brasil a partir do ano de judaica local 1990. Hoje mestre Kobi é o presidente da Federação Sul Americana de Krav Maga e O grande criador da Arte de Defesa o detentor oficial da marca que posPessoal Krav Magá mestre Imi sui registro no INPI. A Federação Lichtenfeld.


Sul Americana de Krav Magá é o único órgão que está autorizado a formar instrutores, credenciar academias e autorizar o ensino da arte e o uso da marca Krav Magá no Brasil. No site oficial da federação pode ser encontrado todas as academias credenciadas e os instrutores que estão devidamente capacitados a ministrarem a técnica. O Krav Magá dentro das Forças de Segurança: Pela característica de trabalho dos profissionais das Forças de Segurança, o treinamento ofertado segue o padrão um pouco diferenciado do ensino ministrado a civis. Militares, policiais,e demais agentes de segurança pública ou privada, deparam-se constantemente com exigências distintas, por conta disso tanto instruções como professores devem obedecer alguns procedimentos didáticos específicos por conta dessas particularidades que o mundo da segurança exige. Por exemplo: As técnicas de defesa devem garantir a proteção pessoal e a de terceiros, O tempo disponível para capacitação de um profissional de segurança é muito curto. Cada unidade se depara com situações muito diferentes uma da outra, em sua natureza e exigência, outra é que o profissional de segurança, devido à natureza de seu trabalho, carregar equipamentos com pesos que pode chegar até 40kg ou mais, dependo da unidade além de muitas unidades utilizarem vestimentas como botas e coletes à prova de bala que dificultam seus movimentos. Módulos de Treinamentos O treinamento de unidades militares considera não só sua função, mas também seus equipamentos pessoais e sua área de atuação, seguindo essa ordem de prioridade. O mesmo acontecendo com as unidades de corporações policiais. Na segurança privada, há diferentes particularidades a considerar, seja na segurança patrimonial ou pessoal. As técnicas do Krav Magá para o ramo da segurança consideram esses fatores e trazem respostas objetivas e de simples execução, mesmo com as dificuldades apresentadas. Para atingir esses objetivos, dividi-se o treinamento em módulos, onde cada um deles trabalha especificamente as técnicas necessárias para responder às situações comuns no dia a dia de cada unidade. Esses módulos de treinamento são Mestre Kobi responsável pela Federação Sul Americana de Krav Magá e detentor da marca no Brasil

formados por um conjunto selecionado de simulações baseadas em situações reais, típicas de cada unidade, considerando equipamento, risco e agressividade apresentados no dia a dia dessas unidades, ensinando técnicas objetivas e de simples execução: sendo considerado esse o único modo de capacitar o profissional de segurança. Existem 23 módulos básicos de treinamento de Krav Magá. É possível formular muitos outros, considerando especificidades e exigências, atendendo assim unidades militares de elite ou regulares, corporações policiais de elite e regulares e ramos de segurança privada pessoal ou patrimonial; ensinando a enfrentar situações de pequeno, médio ou grande risco, incluindo situações de reféns e ameaças terroristas – com máximo de segurança e o mínimo de risco possível. Dessa forma são preparadas as melhores unidades de segurança no mundo; como IDF, FBI, CIA, GIGN, unidades SWAT no mundo inteiro e outras com já citadas acima. A Proposta do Treinamento A proposta do Krav Magá para forças de segurança é ensinar 3 capacitações específicas, sendo: O uso do próprio corpo no ataque, na defesa e na proteção; O uso do armamento como instrumento de ataque (sem disparo, ou seja, uso não letal) e o uso do armamento como instrumento de defesa (sem disparo). O primeiro passo na preparação do profissional de segurança em Krav Magá deve ser o auto controle, que incluí 4 pontos fundamentais que são: O controle emocional do profissional (emoções); O controle motor (movimentos); o controle racional (pensamentos) e por fim o controle reacional desse profissional(dosar reações). De acordo com a filosofia de ensino, o con-

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trole emocional juntamente com o controle racional irão ditar o controle reacional, na medida em que serão responsáveis pela tomada de decisão sobre qual reação será mais adequada para a situação evidenciada. É preciso lembrar ainda que o que salvará vidas serão os movimentos certos – precisos e eficazes – que são a ação; controlada e pensada. Essa é a forma profissional de lidar com os riscos do dia a dia da função dos agentes de segurança. Já o controle motor está dividido em duas partes a primeira é realizar o movimento conforme à necessidade que se apresenta, e a outra e Preparar o corpo do profissional para absorver quaisquer tipos de impactos. Para o Krav Magá os conflitos são divididos em 6 fases a 1ª é a percepção do risco no ambiente, a 2ª fase é quando a informação é enviada ao cérebro, na 3ª fase o cérebro identifica o problema, a 4ª e próxima fase é a decisão, já na 5ª fase o cérebro ordena aos músculos para que acionem uma reação e finalmente a 6ª fase é a reação propriamente ditada pelo cérebro. No momento da reação é preciso ainda considerar alguns pontos como: Não entrar em área de perigo; Não descartar a possibilidade de mudar a forma de atuação; Usar equipamentos ou sim-

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ples objetos que podem auxiliar na atuação e utilizar o próprio corpo como instrumento de defesa e ataque. Assim a preparação do agente para o momento da reação engloba: treinamento de aprimoramento de visão periférica e classificação, velocidade de raciocínio, e o movimento instintivo, que é o resultado da junção das fases 3ª, 4ª, 5ª e 6ª; adquirido através de conhecimentos técnicos (os procedimentos aprendidos) e conhecimento da situação (com simulações de situações reais). Pelo o que se da para notar, é que não somente existem diferenças marcantes para a capacitação entre civis e forças de segurança na arte do Krav Magá, mas também existe uma notória diferença na maneira que se capacita os diferentes níveis de profissionais como militares de forças armadas, policiais, agentes de segurança entre outros. O Krav Magá foi trazido para o Estado de São Paulo pelo professor Avigdor em 1.999, hoje instrutor chefe e responsável pelo ensino da arte no estado, atualmente já são 13 academias devidamente credenciadas e sob supervisão direta do mestre Kobi no estado de São Paulo. Sendo 6 academias na cidade de São Paulo, e mais 7 em outras cidades do estado. (veja quadro).


Militares brasileiros treinando Krav Magá com professores da Federação Sul Americana.

Policiais Federais brasileiros, treinando Krav Magá.

Curso de Instrutores, ministrado pelo mestre Kobi

As aulas possuem duração de uma hora e são divididas em prepara físico e técnicas, Avigdor recomenda que a iniciação na arte seja feita a partir dos 7 anos, porém afirma não ter idade limite, as turmas são mistas em matéria de sexo e idade e não existem competições ou medalhas tendo como lema que “A vida como maior troféu que um dia poderá ser salva na rua ou em outro lugar”. Nenhuma deficiência, ou problema médico impede a pratica do Krav Magá, porém é aconselhável que o interessado na prática da arte informe suas condições ao instrutor antes de iniciar as aulas.

AVIGDOR ZALMON—FAIXA PRETA 1º DAN

Nascido em 1964 em Israel, na cidade de Jerusalém, o professor Avigdor Zalmon iniciou seu treina-mento de Krav Magá no exército israelense na sua unidade de Elite, onde adquiriu conhecimento profundo da arte. Formou-se Instrutor pela Associação Brasileira de Krav Magá em curso supervisionado pelo Mestre Kobi e professores universitários de Anatomia, Fisiologia, Didática, Primeiros Socorros entre outros. Formado em Administração de empresas pela Universidade Paulista, Avigdor é hoje o responsável pelo ensino do Krav Maga no estado de São Paulo.


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MAGPUL MASADA A REALIDADE TRANSFERIDA PARA A FICÇÃO DOS JOGOS DE AIRSOFT, SEM DEIXAR NADA A DESEJAR. NASCE O REI.... Seu nome deriva da garra do povo judeu como um exemplo corajoso de desafio a resistência ao cerco de Massada, apesar de não ser de fabricação Israelense. O modernissimo fuzil de assalto avançado Masada, projetado pela Magpul, dos Estados Unidos, foi projetado em apenas 4 meses, usando as melhores tecnologias já testadas em combate para conseguir chegar ao objetivo de se disponibilizar um fuzil altamente confiável, modular e com facilidade de ser produzido em massa rapidamente. Um fato interessante é que esse desenvolvimento se deu de forma independente, pela Magpul, sem nenhum apoio do governamental. Em janeiro de 2008, a empresa norte americana Bushmaster, conhecida por produzir fuzis do tipo AR-15 para uso civil, policial e militar, assinou um acordo com a Magpul para a fabricação e posterior venda deste novo fuzil, sob o nome ACR (Adaptive Combat Rifle) ou fuzil de combate adaptavel. O fuzil Masada/ACR concorre no mercado com os novos fuzis FN SCAR, HK 416, Robson XCR e HK XM-8. O mercado

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de fuzis anda aquecido pois muitas nações estão começando a estudar a substituição de seus fuzis de assalto, incluindo o exercito dos Estados Unidos. Recentemente o comando de operações especiais dos Estados Unidos (USSOCOM) substituiu seus fuzis M-16A2/ A4 e carabinas M-4 A1 pelo novo fuzil belga FN SCAR, desenvolvido especialmente para a licitação que visava a substituição dos fuzis em uso pela aquela força. O Exercito norte americano, estava testando o HK XM-8 e era quase certo que este seria o novo fuzil do US Army, quando ocorreu a suspensão do programa devido a varios fatores, entre eles falhas nos testes e mudanças de requisitos para o novo fuzil. O Fuzil Masada/ ACR foi projetado com as melhores soluções técnicas de cada fuzil em uso atualmente como por exemplo o uso material de polímero (um tipo de plástico de alto impacto), na maioria das peças do fuzil visando a redução do peso e ainda o aumento da vida útil da arma e o sistema de operação por tomada de gases e recuo curto com ferrolho rotativo com 7 ressaltos de trancamento, como no fuzil AR-18 e HK G-36. Outras soluções técnicas encontradas no Masada foram desenvolvidas pela própria Magpul, como por exemplo o sistema de troca de cano, o sistema de regulagem da tomada de gases e o interessante compartimento encontrado na telha e na empunhadura para guardar pequenos objetos. Como se trata de um fuzil novo, ainda há mudanças que estão ocorrendo no projeto original.


Atualmente o fuzil Magpul é oferecido no calibre 5,56X45 mm com carregadores em plástico modelo PMAG, produzido pela Magpul em plástico de alto impacto (polímero), com uma janela lateral onde pode-se verificar a quantidade de munição disponível de forma fácil e clara. A Bushmaster e a Magpul estão disponibilizando uma versão do Masada em calibre 7,62X39 padrão AK-47 e calibre 7,62X51 mm. No futuro próximo haverá a possibilidade de se usar a munição 6,8 mm. O carregador PMAG usa o padrão de encaixe STANAG 4179, padronizado para as forças da OTAN garantindo a possibilidade de usa-lo em outras armas como o M-16, por exemplo. A coronha, também fabricada pela Magpul, é totalmente móvel com possibilidade de se dobra-la e de se estica-la, também. Porém o fuzil Masada permite o uso de coronhas diferentes, como as mais simples que apenas se dobram para frente. CARACTERÍSTICAS... Miras: Miras abertas padrão, e trilho picatinny para montagem de miras reflexivas e lunetas. Peso: 3,18 kg (com carregador vazio) Sistema de operação: Recuo curto com pistão de tomada de gases. Calibre: 5,56 X 45 mm (223 Remington), 6,8 SPC, 7,62X39 mm e 7,62X51 mm Comprimento Total: 90,93 cm (versão longa com coronha estendida Comprimento do Cano: Variável de acordo com a versão entre 10,5 a 20 polegadas. Velocidade na Boca do Cano: 990 m/seg. (5,56X45 mm com o cano de 20 polegadas). Cadencia de tiro: 800 tiros por minuto.


A LÚDICA TRANSFORMAÇÃO.......

A embalagem do PTS MAGPUL Airsoft AEG Masada ACR é feito com bom gosto com uma ilustração da arma impresso na parte frontal da caixa. O lado da caixa tem uma alça para ser carregada. Há uma etiqueta na caixa indica o número de série do MASADA Airsoft AEG ACR que deve bater com o número que esta na arma. O interior da caixa é forrado com espuma dura preta em ambos os lados da arma. A maior parte da espuma é moldado para o contorno da arma com um slot colocado para incluir o manual e alguns outros equipamentos. A arma praticamente não se move quando armazenada na caixa. Embalado com a arma vem as seguintes peças: coronha, carregador e cano, Cartão de Garantia, um DVD com alguns trailers da MAGPUL e uma cópia do manual em PDF), há também uma chave de 5,56 milímetros (que é útil para apertar ou desapertar os parafusos). As marcas no receptor superior parece que foram feitas através de gravação a laser. A arma tem o seu número de série individual gravado nele (que também coincide com o número de série na etiqueta da caixa original). O polímero usado no PTS MAGPUL Masada ACR AEG supostamente é de nylon da DuPont N-

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ylon. A cor, textura, acabamento, e seu sentido geral de robustez é o ápice da arma. Obedecidas suas características à replica da MASADA não deixa nada a desejar aos praticantes de Airsoft, a KOMMANDOS lançando nessa edição seu primeiro review de simulacros vai mostrar um pouco das características que os jogadores que a adquirirem vão ter no seu manuseio. Possui comandos ambidestros possibilitando tanto para canhotos como para destros a facilidade de acesso rápido ao seletor de tiro, plugs de retirada de carregadores entre outros. Além do grip do ferrolho que pode ser mudado de lado de acordo com a característica de movimentação do praticante. Sua coronha é rebatível facilitando rapidamente que o jogador possa passar de uma versão full para uma CQB com apenas um movimento. Sua coronha retrátil possui 6 posições de ajuste e tendo ainda na parte superior da coronha um ajuste de altura de queixo o que permite um melhor conforto a que a manuseia. Se contarmos a posição rebatível a coronha passa para 7 movimentos di-


ferentes Tanto alça de mira como massa de mira são rebatíveis, o que possibilita que o praticante de Airsoft possa acoplar alguns equipamentos como luneta, red dot e outros, sobre um trilho que já fornecido com a arma. Seu carredor (Hicap) tem capacidade para 320 BBs. Além de vir com número de série, o que é uma exigência da portaria do exército. A desmontagem é simples, em primeiro escalão ela se divide em 6 partes o que facilita a sua guarda e transporte. Na base da réplica de Masada Magpul PTS, a eHobby Ásia tem em seu estoque duas versões camufladas além das três outras preta, desert (bege mais claro) e terra (um bege mais escuro). As replicas camufladas já estão sendo distribuídas uma na versão multicam e outra na nova versão de padronagem A-TAC lançada em 2010 na Shot Show em Las Vegas conhecido como pixels orgânicos. O handguard ou guarda-mão permite incorporar trilhos, de forma semelhante à torna-se uma G36C / k. O design completamente ambidestro e pode ser facilmente desmontada em seis partes e é muito fácil de remover a caixa de velocidades. Outra característica interessante é o cano do sistema de troca rápida, semelhante à arma original, para o qual oferece um barril Magpul 11,5 polegadas, 292 milímetros, para a versão CQB, o que permite em uma única versão uma réplica em aberto para dois modelos, 14,9 polegadas, 378 milímetros, e CQB. O único inconveniente é o preço, 129,95 dólares, o que pode ser bastante elevado. E se formos inserir os custos adicionais aqui no Brasil isso vai sair um pouco caro. O comprimento total da réplica é 841 milímetros, se você usar o barril de 11,5 polegadas teria um comprimento de 755 milímetros. A mecânica dessa resposta é uma caixa de velocidades tipo 2, redesenhado pela Magpul PTS. Engrenagens de 8mm e condições de mudança rápida do sistema. As baterias são utilizadas entre 8.4V e 11.1V tipo Mini, que não está incluído, e está inserido no guarda mão da arma.

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O corpo é feito de duas partes, a parte superior é de alumínio e tem uma faixa que ocupa todo o comprimento do corpo e do guarda mão. O fundo é feito de um polímero reforçado Dupont, que ajuda a reduzir o peso da réplica, que é 2,800 g no vazio, isto é menos do que a maioria M4 réplicas que muitas vezes ultrapassam 3,000 g. Há obviamente várias outras vantagens na aquisição de uma MASADA. a MAGPUL PTS Airsoft MASADA. Possui uma capacidade de disparos de 21 tiros por segundo A característica de disparo com BBs de 20g é de 320fps, com uma força de 0.95J atingindo 97m à 380fps, com uma força de 1.33J atingindo 115m. Porém o fabri-

cante garante que com BBs de 25g e bem calibrada atinge 400 fps, com uma força aproximada de 1,4J chegando a atingir até 200m. O sistema de troca rápida de encaixe é outro aspecto a ter em mente, permitindo a utilização de artigos réplica com limites de potência diferente. Engrenagem, pistão e cabeça do pistão são todas peças compatíveis com peças para up grade da Tokyo Marui, a versão 2 da caixa de velocidades. Nesta base eHobby Ásia implementou dois padrões de camuflagem, que o praticante pode adquirir além das cores disponíveis, são ela o Multicam já difundida e a muito menos comum A-Tacs. O resultado é impressionante e atraente, especialmente tendo em conta a base, o Masada Magpul. Porém seu preço é um pouco alto em média de, $550,00 uma diferença significativa se colocarmos como base os valores dos modelos preto, bege e terra que sai por volta de $250,00. O modelo GBB da MASADA sai lá fora por volta de $450,00. O modelo MASADA, pode ser encontrado no Brasil na Camuflagem AIRSOFT.

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www.camuflagemairsoft.com.br


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NASCE FORTE A PRIMEIRA ASSOCIAÇÃO DE AIRSOFT BRASILEIRA... Criada para desenvolver o Airsoft na cidade de Brasilia a ABA - Associação Brasiliense de Airsoft inicia suas atividades já organizando o 1º Campeonato de IPSC de Brasilia que aconteceu esse mês de Abril nos dias 09 e 10 no estande de tiros do Exército, com premiação para os 1º, 2º e 3º lugares além de sorteio de diversos brindes para os participantes presentes. Iniciativas como essas devem começar a serem realizadas por todas as cidades e estados brasileiros, o esporte está cada dia mais organizado, o que possibilita uma variada gama de jogos e opções para os esportistas que estão se deixando levar pelas emoções lúdicas do AIRSOFT. Isso pode ser confirmado pelos campos, que surgem e também nos leitores da KOMMANDOS que cada dia é maior.

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sentação dos praticantes de Airsoft de Brasília diante dos órgão competentes, até a organização de um calendário de eventos de caráter Estadual. Seu propósito, através dos eventos, é promover competições que estimulem a integração entre os praticantes e a troca de idéias entre os grupos, colaborando assim com o crescimento do esporte e sua divulgação de forma positiva. Nosso maior prazer é estimular a prática do esporte com Honestidade e Responsabilidade. Hoje, somos o início de um Modelo que esperamos ver crescer em todo o Brasil ! Sejam Bem Vindos !! Evandro Luiz Paulucci Presidente.

A ABA, foi criada com a finalidade de ajudar promover a organização do esporte Airsoft em Brasília. Como uma instituição sem fins lucrativos, nossa principal missão é conscientizar os praticantes da importância de termos uma entidade que possa representá-los diante dos órgãos competentes e legais, com a finalidade de oferecermos maior credibilidade ao esporte. Nosso objetivo é promover a organização do esporte em Brasília, através da criação de normas e regulamentos que ofereçam a todos uma linguagem comum de comportamento, segurança e responsabilidade. O que esperamos com isso é difundir de maneira responsável os princípios básicos que sustentam o esporte: Amizade, Honestidade e HONRA. A ABA é a primeira Instituição Oficial do Brasil, que de maneira pioneira serve exclusivamente aos propósitos do Airsoft. Nossas atividades vão desde a repre-

1º Grupo de AIRSOFT cadastrado na ABA

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Por: Mauro Ten贸rio Black Brother

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Nosso Fotografo Jornalista no Front Sul do Brasil Mauro Tenório ( Black Brother) traz uma entrevista com um dos melhores grupos organizados de Paintball Real Action do país. OS HEAD HUNTERS (Caçadores de Cabeças). KOMMANDOS: Qual a origem dos Head Hunters? ZICA: Nossa equipe nasceu da amizade entre jogadores, criamos os head hunters e começamos a participar de vários jogos simples e assim começamos ganhar o respeito de outras equipes. Em pouco tempo alguns jogadores participantes de outras equipes nos pediram para compor nossas fileiras e jogar conosco, assim resolvemos recrutar mais jogadores, montar nossos estatutos e nos organizar-mos como equipe. KOMMANDOS: Como surgiu o nome Head Hunters? ZICA: O nome na verdade surgiu da característica de jogo, pois quando participávamos de combates nossa equipe era destacada para as aproximações furtivas e geralmente eliminávamos os alvos, por essa razão o típico nome “caçadores de cabeças”. KOMMANDOS: Onde costumam jogar e qual a estrutura que possuem os Head Hunters? ZICA: Costumávamos e ainda jogamos no game wood paintaball park na cidade de Canoas, Dois dos proprietários do campo são soldados especialistas do time. Contamos com uma sede na cidade de Esteio com infra-estrutura para reuniões e confraternizações assim como uma área de CQB particular para treinamentos. Além disso, contamos com uma armaria bem estruturada, com marcadores excelentes e com pistolas, assim como a única bazuca de paintball da região e uma viatura de combate chamada

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BESOURÃO, que topa qualquer terreno. KOMMANDOS: Por que a escolha da modalidade Real Action com tipo de jogo dos Head Hunters? ZICA: O R.A. é sem sobra de duvida a modalidade que mais exige do jogador, tanto tecnicamente quanto no quesito honestidade, traduz-se para nossa comunidade como”Fair play”. Além de serem organizados com o máximo de realidade possível, os times geralmente são selecionados com critérios, onde o jogo ocorre com muita disciplina e amizade e não tem espaço para amadores muito menos amadorismos. KOMMANDOS: Quais os equipamentos usados pelo grupo, há uma padronização ou cada jogador escolhe o que melhor lhe convém? ZICA: Possuímos sim uma padronização de equipamentos e mascaras, mas respeitamos a individualidade de cada jogador, contudo é um pré requisito no recrutamento sim. Temos em nossa armaria. Bazuca, escudo tático tamanho padrão da policia militar, capacetes, marcadores tippmann e bt, pistolas, escadas táticas, aríetes para arrombamento e uma viatura para terrenos acidentados. KOMMANDOS: Como é dividida a equipe taticamente?


ZICA: Temos 2 células de assalto cada célula com seu Comandante responsável, uma das células é de responsabilidade do 1º Cmd (Patrick), e a outra é minha 2º Cmd (Zica), há mais 3 especialistas, sendo (logística, artilharia e engenharia), soldados, que são aqueles que foram aceitos e passaram o período de (analise interna) e recrutas que são os aspirantes a Hunter.

Real Action. KOMMANDOS Como vê o crescimento do Real Action no Brasil? ZICA: Comparando a quantidade de eventos que ocorrem hoje, vejo um crescimento

KOMMANDOS O que pretendem realizar para o ano de 2011? ZICA: Este ano estamos nos dedicando a logística do grupo visando alguns eventos grandes de R.A de nossa região, no mês de abril tivemos na MISSÃO HAITI em Rio Grande organizada pela equipe Dragão Azul, e ainda teremos uma edição do Fallujah em setembro desse ano. Para isto estamos trabalhando na viatura e na armaria da equipe. Na verdade estamos focados em representar o verdadeiro espírito do

BESOURÃO

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significativo, contudo ainda não vejo o R.A. da grande Porto Alegre no mesmo nível dos quais estamos participando no interior. Mas sinto um interesse em fazer com que o R.A tome novos formatos, com mais critérios e com mais honestidade de seus participantes. KOMMANDOS Para quem quer participar da equipe, como deve proceder? ZICA: Em um primeiro momento deve entrar em contato com o comando para avaliarmos se esta dentro dos requisitos mínimos para o recrutamento. Pois nossa equipe já tem o numero de 16 participantes que em nossa avaliação já é um grupo muito numeroso. Os interessados podem nos contatar através de nossa pagina na internet http://www.headhuntersgt.com.br Queremos aproveitar a oportunidade e ressaltar à aqueles que praticam o paintball R.A. que primem pela qualidade e honestidade, que elevem esse estilo de jogo ao mais alto padrão. Alguns classificam o R.A. como um jogo chato, cheio de regras e de pouco tiroteio, a estes, desejo realmente que continuem jogando apenas paintball e deixem o R.A para aqueles que gostam de detalhes, técnica, precisão, conduta digna e obviamente a realidade extrema. Agradecemos a revista pela oportunidade de nos expressar e nos colocamos a disposição da KOMMANDOS. 2º Cmd. Jeferson Zica Abraço a todos. Força e Honra

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ESCUDO OFICIAL DOS READ HUNTERS


MISSテグ HAITI Evento organizado pelos Dragテオes Azuis um dos mais puros eventos RA em que participamos.

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MAIS UM EVENTO REALIZADO COM PRIMAZIA

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Por: Mauro Ten贸rio Black Brother


mus - Joinville Terminators - Floripa C4 -Rio do sul Fortaleza - Gaspar. Bodes - Imbituba 35 jogadores avulsos vindo a compor grupos feito na operação, destaque para os 3 guerreiros de Sergipe!

105 jogadores no total !!! Em 1982 durante a guerra das Malvinas um Destróier tipo 42 classe Sheffield (D-118) HMS Coventry, afundou e com ele estavam 5 mísseis. 0 que acredita-se estar em mãos erradas. Após o serviço de inteligência S.N.I.P.E.R.S plotar atividades terroristas na região norte de S.C !

Todos foram vencedores pela superação física e mental pelas 24 horas continua de game. O principal objetivo da 4ª Operação Zumbi foi alcançada com sucesso pela integração entre as equipes, o Fair-play, a bravura e a confraternização.

Um grupo terrorista denominado OUTUBRO VERMELHO cuja célula está ligada aos C.O.B.R.A.S. atuam nesta região ! Para enfrentar o outubro vermelho foi denominado uma força tarefa : ESQUADRÃO ZUMBI. 60 Outubro vermelho (Terroristas) x 60 Esquadrão Zumbi (Forças de coalizão). Missões de ataque e defesa - Carta missão ! Codinomes E.Z. ( Foxtrot / Pantera negra / Tornado / Raiden / GSG-9 / Spectrum). Codinomes O.V. ( Zulu / Urutu / Ciclone / Baraka / Ira / Karma negativo). Equipes Participantes: Hazard /Choque/ Garra / Mirodole/ Adsu-

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KOMMANDOS 04/2011