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MOร‡AMBIQUE - Ano XVIII - Nยบ 71 - Abr/Mai/Jun/2018

Em Valdocco ou no mundo, Maria, roga por nรณs!

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Expediente Boletim Salesiano Moçambique Propriedade da Visitadoria Maria Auxiliadora Depósito legal: 01530/INLD/98 ANO XVIII, nº 71 Directora Elvira Freitas – MTb 2939 csvisitadoriamoz@gmail.com Equipa de Redacção Elvira Freitas Pe. Francisco Pescador Hervás, SDB Pe. Narciso Ferreira, SDB Pe. Rogélio Arenal, SDB Pe. Benedito João Simone, SDB

SUMÁRIO

Editorial A presença materna de Maria! ..........................

O Sucessor de Dom Bosco Vi e vivi o sonho missionário d

Aqui nasceu o carisma 150 anos da Basílica de Maria Au

Pastoral Juvenil O que é o Sínodo dos Bispos e os seus ca

FMA Ir. Maria da Graça Manejo diz ‘sim’ a Deus, no Ins

Revisão Pe. Francisco Gonçalves Lourenço, SDB

Salesianidade ‘Investir mais no protagonismo juvenil Lasarte..................................................................................

Agências de notícias InfoANS Rádio Vaticano Ecclesia

Homenagens a Auxiliadora em Moçambique Aspirantes S. José de Lhanguene ..........................................................

Projecto gráfico e maquetação Begildo José Redacção Rua 5.011, nº 189 – Bairro Luís Cabral Maputo - Moçambique +258-21404074 +258-821716573 +258-849283597 www.boletimsalesiano.org.mz

O Boletim Salesiano reserva-se o direito de condensar/editar as matérias enviadas como colaboração. Os artigos assinados não refletem necessariamente a opinião da revista, sendo de total responsabilidade de seus autores.

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Homenagens a Auxiliadora em Moçambique Fé leva fiéis a do sol em Moatize ................................................................

Festa de Auxiliadora Basílica de Maria Auxiliadora de Tu uma família em saída’.........................................................

Formação Como Dom Bosco, com os jovens e para os jov

Família que educa As famílias têm sede de ajuda ............

SDB Pastoral e Universidade: como acompanhar o jovem

Estudos do Redimensionamento Redesenho da Visitadori decisiva ................................................................................

Repórter Salesiano MJS de Maputo elege novo Conselho

Chamado e Resposta Em Matundo, Vasanth Raj renova v


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de Dom Bosco ...............................4/5

uxiliadora em Turim ...................6/7

aminhos de preparação? .............8/9

stituto das FMA .......................10/11

em Moçambique’, recomenda Pe. .................................................12/13

fazem compromisso na ADMA de .......................................................14

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Turim: ‘casa aberta e acolhedora de ..................................................16/17

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ia Maria Auxiliadora entra na fase ..................................................24/25

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votos...............................................27

Editorial

A presença materna de Maria!

A

os 9 anos, Dom Bosco teve o seu primeiro sonho profético e depois muitos outros ao longo de toda a sua vida. Mas este primeiro foi fundamental para que o jovem João Bosco percebesse que a educação passava pela confiança, pelo amor, pelo carinho; uma ideia que o acompanhou a vida toda: o conselho de Maria, para que tudo fosse feito com mansidão e amor. Maria esteve tão presente na vida de Dom Bosco ao ponto de ele ter atribuído a ela toda a sua obra: “Foi Ela quem tudo fez!”

Quando os primeiros missionários partiram da Itália para diferentes partes do mundo, todos eles carregavam em seus corações o conselho que Dom Bosco tinha escrito em um pedaço de papel entregue a João Cagliero: "Confia tudo no Santíssimo Sacramento e Maria Auxiliadora, e verás o que são milagres". E não foram apenas os sonhos que marcaram a vida de Dom Bosco. Os milhagres também pautaram a sua obra, a sua congregação, hoje composta de 32 ramos, espalhados por 134 países. É por tudo isso que o mês de Maio – mês dedicado a Nossa Senhora – tem um significado todo especial para a Família Salesiana. Este ano mais ainda, porque celebramos os 150 anos da sagração da Basílica de Maria Auxiliadora, em Turim, igreja/basílica construída por Dom Bosco, também a partir de um sonho profético do nosso pai e mestre. Toda a riqueza do mês de Maio está contida nesta edição do BS. E muitas outras riquezas oferecidas pela equipa que prepara a revista. Recebe-a, caro/a leitor/a, e compartilha-a com o teu grupo, pastoral, amigos, enfim, com a tua família. E assim, podemos pedir: Maria, roga por nós! Elvira Freitas Editora do BS Moçambique

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O Sucessor de Dom Bosco

Vi e vivi o sonho missi Por Pe. Ángel Fernández Artime, SDB

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Um

ueridos irmãos e amigos, escrevo de Asunción, capital do Paraguay. Há uma hora estava ainda no Chaco paraguayo, onde passei três dias muito intensos, belos, cheios de experiências. Pude saudar e conviver com muitos povos nativos. Este era o meu objetivo. Foi isto que pedi. Queria ir encontrar-me e saudar os povos originários com os quais os meus irmãos salesianos e irmãs Filhas de Maria Auxiliadora partilharam a vida, nalguns casos durante setenta anos. Passei algumas horas na cidade de Chamacocos no Alto Paraguay, na região próxima de Fuerte Olimpo. Depois de uma longa viagem chegámos à cidade de Carmelo Peralta, onde pude passar uma manhã inteira com as comunidades de Ayoreo. E, por fim, depois de uma volta de três horas de canoa pelo rio Paraguay, que faz fronteira entre Paraguay e Brasil, e uma vagem cheia de aventuras pelas estradas alagadas de Puerto Casado, conseguimos encontrar-nos com as comunidades do Povo Maskoy. Sinto o coração cheio de felicidade e de autêntica emoção. E posso confessar-vos com toda a sinceridade que o sonho missionário, que preencheu muitas noites de Dom Bosco e que por uma encantadora inspiração começou mesmo na Patagónia, continua vivo. Vi-o e vivi-o. Poderia dizer: entrei no sonho de Dom Bosco. Vi o seu reflexo nos olhos e no sorriso das pessoas que encontrei: mostravam sincera gratidão pelos mais de setenta anos de presença salesiana entre eles dos salesianos e das salesianas. Parecia-me ouvir de novo a narrativa do sonho de Dom Bosco tal como é reportado nas Memórias Biográficas: «Queria fazê-los recuar, quando vi que a sua chegada encheu de alegria os habitantes daquele lugar que puseram de parte a sua agressividade e acolheram os nossos Missionários com todos os sinais de cortesia. E vi que os nossos Missionários

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iam ao encontro daquelas populações, instruindo-as e sendo escutados de bom grado por elas; ensinavam-nas e elas punham em práticas os seus ensinamentos. Estive a observar, e dei-me conta que os Missionários rezavam o terço, enquanto os nativos, correndo de todos os lados, abriam alas à sua passagem e de bom grado respondiam àquela oração. Passado algum tempo, os Salesianos foram colocar-se no centro daquela multidão que os circundou, e ajoelharam-se. Aqueles homens, depondo as armas no chão aos pés dos Missionários, ajoelharam-se também eles. E então um dos Salesianos entoou: “Louvai a Maria, ó línguas fiéis…”, e todas aquelas turbas, a uma só voz, continuaram o cântico de louvor, tão em uníssono e com uma voz tão forte que eu, quase assustado, acordei. Este sonho causou-me muita impressão, pensando que era um aviso celeste».


ionário de Dom Bosco dos momentos vividos pelo Pe. Artime em sua visita ao Parguay, no início do mês de Maio

sideração os povos nativos, tinham já fundado escolas para eles e tinham-nos apresentado a exame nas escolas do Estado e assim tinham conseguido entrar no ensino superior. Entre os Ayoreo de Maria Auxiliadora em Puerto Casado, o diretor da escola, Óscar, foi um daqueles jovens. Hoje é um feliz pai de família. Também entre os Maskoy, o chefe Cacique estudou na escola salesiana de Puerto Casado. E também os seus filhos. Dois deles frequentam atualmente a universidade de Asunción. Sorrindo, disse-me que, quando era pequeno, o seu primeiro professor tinha sido o missionário salesiano padre Martin. E passados tantos anos, Martin estava ali, comigo. Como não pensar como Dom Bosco se sentiria orgulhoso dos seus filhos e das suas filhas? Combateram ao lado das populações nativas para recuperar a terra que era deles. Há alguns anos, os missionários salesianos moveram este mundo e o outro para obter dois mil hectares de terras a juntar às já obtidas pelos Ayoreo. E a mesma luta repetiu-se com o povo Moskoy, que agora conseguiu recuperar as terras que tinha perdido.

Posso assegurar-vos que viver no Chaco é muito difícil. Se ainda hoje é, imaginem como seria há cinquenta ou mais anos. Pude dar um abraço fraterno e cheio de orgulho a diversos irmãos salesianos que trabalharam no Chaco Paraguayo durante 40, 42, 51 anos. Às vezes com temperaturas de 45 graus e com uma humidade sufocante. E a sua opção por Jesus tomou simplesmente o nome de Chamacoco, Ayoreo, Maskoy.

Tudo isto revivi, juntamente com a forte fé destas pessoas simples, uma fé em Nossa Senhora e no bom Deus. Uma fé em Deus Pai e em Jesus. E uma esperança: há quem pense que estes povos estão em extinção. Há quem se sentiria feliz com a sua extinção. Graças a Deus, ao invés, há povos que continuam a refazer-se e a aumentar em número. As crianças crescem sãs, estudam e são educadas a ser mais livres e já ninguém pode violar os seus direitos nem enganá-las.

Fiquei muito impressionado quando os seus chePor isso afirmo, hoje: creio no Sonho Missionário fes, os Caciques, me disseram que os únicos brande Dom Bosco. TOQUEI-O COM AS MINHAS cos que tinham aceitado estar com eles e partilhar a sua vida foram os nossos missionários, porque MÃOS. os não consideravam perigosos e viam a sua leal Auguro-vos todo o bem possível, também a estes humanidade. povos que com a sua vida tantas lições nos dão. Estes nossos irmãos e irmãs, trinta anos antes de que a educação pública estatal tomasse em con-

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Aqui nasceu o carisma

150 anos da Basílica de Maria A dum grande número de jovens e à povoaçao vizinha, sobretudo nos dias festivos’. No dia 9 de Junho de 1858, Valdocco estava de festa grande. O Arcebispo de Turim, Dom Riccardi di Netro, consagrou a Basílica, rodeado de autoridades, benfeitores, os jovens das Casas Salesianas e o povo fiel turinês. Grande era a alegria de Dom Bosco por ver realizado o famoso sonho de 1844, em que Nossa Senhora, vestida de pastorinha, rodeada de jovens, lhe mostrou o lugar onde queria que fosse construída esta igreja. Uma Basílica em que cada pedra da edificação era um milagre de Maria.

Algumas referências históricas Quando Dom Bosco foi ordenado padre, em 1841, o Pe. Cafasso convidou-o a viver no ‘Convitto’. O Pe. Cafasso enviou-o a realizar actividades pastorais na Paróquia

Basílica de Maria Auxiliadora, em Turim, que este ano completa 150 anos

Por Pe. Rogélio Arenal, SDB

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os lugares históricos de Dom Bosco, há um local que está em todo o coração salesiano: a Basílica de Maria Auxiliadora. Nesta construção, Dom Bosco espelhou todo o seu amor mariano. Era a igreja ‘querida por Maria’, nas palavras do nosso fundador. A Basílica, segundo uma publicação de Dom Bosco após a consagraçao, também tinha ‘a finalidade de responder às necessidades religiosas

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Auxiliadora de Paola Grande


Auxiliadora em Turim de São Francisco de Paula, na qual existia uma imagem de Maria Auxiliadora muito venerada pelos cristãos de Turim. Esta imagem (foto 1), parece ter servido de inspiração para a bela imagen pintada no quadro da Auxiliadora que preside no interior da Basílica.

Para poder avançar na construção apela à caridade de muitos benfeitores. Escreveu Dom Bosco: ‘As ofertas de algumas pessoas devotas e as de outra muita gente agradecendo graças recebidas de Nossa Senhora, foram os meios económicos para realizar esta obra’.

Em 1844, Dom Bosco deve sair do Convitto para começar a trabalhar como sacerdote a tempo pleno. Nesse querido lugar, juntava aos domingos alguns jovens necessitados de Turim. Ele irá trabalhar no hospício de meninas pobres da Marquesa Barolo. Não há lugar para eles. Está no triste dilema de ter de os abandonar ou continuar com eles doutra forma.

A festa da consagração da Basílica durou nove dias, nos quais diversos bispos foram presidindo às celebrações de gratidão. Nesse grande dia solene, três coros, com 450 jovens, preparados pelo Pe. Cagliero, cantando ao mesmo tempo, fizeram exaltar com entusiasmo as lodes do povo numeroso ali presente.

A Basílica da Auxiliadora em Valdocco converNessa angústia é quando Dom Bosco tem o so- teu-se no primeiro lugar de peregrinações desta nho da Pastorinha que lhe vai mostrando em três paragens o desenvolvimento do Oratório. No terceiro lugar, aparece a grande igreja onde se vê a faixa: ‘Daqui sairá a minha glória’. Irá para a obra da marquesa Barolo e não abandonará os seus rapazes. Valdocco será o final de outros três anos de peregrinação e de esperança. Maria Auxiliadora lá os esperava! No mês de Fevereiro do ano 1862, sucedeu uma aparição de Maria que falou a uma criança de 5 anos. O lugar converteu-se em centro de numerosas peregrinações. O Bispo de Spoleto, deu o nome de Maria Auxiliadora a essa imagem (foto 2), porque Ela, num momento difícil da vida da Igreja, apareceu como a Auxiliadora da Igreja, do Papa e do povo cristão. Segundo o salesiano Lenti, ‘os acontecimentos de Spoleto marcaram o reconhecimento de Maria com o título de Auxílio dos Cristãos na consciência eclesial de Dom Bosco’. No final desse ano, Dom Bosco diz aos salesianos Albera e Cagliero que ‘a Virgem deseja ser honrada sob o título de Auxílio dos Cristãos. Os tempos estão tão mal que necessitamos com urgência da sua ajuda para preservar e defender a fé crista’.

Maria Auxiliadora do Bispo de Spoleto

Aos 27 de Abril de 1865, o Bispo Oderne de Susa abençoará a primeira pedra da construção da igre- invocação, não só de Turim, mas, graças a Dom ja. O seu arquitecto será António Spezia e o cons- Bosco e aos seus filhos espirituais, também de todo trutor, um dos primeiros antigos alunos de Dom o mundo, até hoje. Bosco, Carlos Buzzetti.

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Pastoral Juvenil

O que é o Sínodo dos Bispos e os s Por Pe. Álvaro Lago, SDB

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Sínodo dos Bispos é sempre um órgão estratégico, ou seja, uma reunião de responsáveis pastorais da Igreja, que se coloca ao serviço do Papa para refletir, rezar e orientar para as restruturações necessárias da Igreja. É presidido diretamente pelo Papa e coordenado por pessoas convidadas para uma “Secretaria Geral”. É fundamental o caminho de preparação do Sínodo, onde se percebe claramente a importância de quem é convidado a colaborar na preparação e onde se procuram métodos e procedimentos que ajudem os bispos e outros participantes do Sínodo a encontrar o bem das pessoas e também da Igreja que serve.

vimento a Igreja no seu todo com o Senhor e rumo ao Senhor”. Mas o caminho tem de ser organizado e deve juntar todas as “forças”. Depois da escolha do tema para o Sínodo (“Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”), a Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos, com a ajuda de alguns especialistas, redigiu e tornou público o Documento Preparatório, que é o primeiro momento importante do percurso: o objetivo deste breve texto é o de interpelar a Igreja nos seus diferentes setores. No final do Documento Preparatório há um questionário que foi trabalhado nas dioceses e movimentos da Igreja, até outubro último.

Acompanhar, vivendo a experiência de Igreja de Com base nas respostas, a Secretaria Geral do um Sínodo, significa, antes de mais, “pôr em mo- Sínodo irá trabalhar o Instrumentum Laboris (Ins-

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seus caminhos de preparação? O resultado dos trabalhos do Sínodo será entretrumento de trabalho), que será entregue aos Bispos, no Sínodo, como base para a discussão e o debate. gue ao Santo Padre, a quem caberá a importante tarefa de dar indicações e orientar toda a Igreja Simultaneamente, todos os jovens, de todo o rumo às mais convenientes e oportunas perspetivas mundo, são convidados a participar ativamente e práticas pastorais. na preparação do Sínodo através da resposta a um questionário que foi preparado para que possam Começará, finalmente, a fase em que a Igreja ajudar na reflexão pretendida. acolhe as orientações do Papa para que sejam concretizadas nas realidades educativas e pastorais. A etapa intermédia de envolvimento dos jovens aconteceu no mês de Março de 2018, em que o Com a certeza de ter a bordo desta barca que é a Papa Francisco se reuniu com algumas dezenas de Igreja um mapa adequado e atualizado, será possíjovens de todo o mundo, para escutar a sua voz vel a fascinante e arriscada navegação no alto mar diretamente e para que eles contribuissem no apro- do universo juvenil. fundamento da leitura da missão da Igreja. Publicado no Em Linha da Pastoral Realiza-se propriamente o Sínodo no mês de outubro Juvenil de Portugal de 2018, no qual os Bispos e alguns convidados especiais poderão definir as linhas orientadoras de reflexão.

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FMA

Ir. Maria da Graça Manejo diz ‘sim Por Elvira Freitas

Hoje é um dia de gozo e de alegria. Juntos, como comunidade paroquial, vida consagrada e Família Salesiana em Moçambique, celebramos o amor e fidelidade de Deus, que no seu plano de salvação continua chamando jovens, como a Ir. Maria da Graça Manejo, para se configurar com Cristo, consagrando e estabelecendo com ela uma aliança nova e eterna em favor da juventude mais desfavorecida e em situação de risco”. Com estas palavras de animação, ditas pela Ir. Paula Cristina Langa, iniciou-se, dia 21 de Abril, a celebração eucarística na qual a Ir. Maria da Graça professou os votos perpétuos no Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora (FMA), tendo por lema “Eis-me aqui, Senhor!”. A missa, que teve lugar no Santuário de Nossa Senhora de Fátima da Namaacha, foi presidida pelo Arcebispo de Maputo, Dom Francisco Chimoio, concelebrada por Dom Zacarias Kamwenho, Arcebispo Emérito de Lubango (Angola) e alguns sacerdotes, entre os quais o Reitor do Santuário, Pe. Agostinho Raúl e o Superior dos Salesianos em Moçambique, Pe. Marco Biaggi. Presentes, além de várias Salesianas e religiosas de outras congregações, a Ir. Maria Nieves Reboso, Conselheira Geral para a Formação, que em nome da Madre Geral recebeu para sempre a Ir. Maria da Graça no Instituto das FMA. A celebração, rica em ritos, demorou aproximadamente quatro horas. Na homilia, Dom Chimoio explicou aos fiéis presentes o significado dos votos de pobreza, obediência e castidade, professados por todos os religiosos e sacerdotes e confirmados naquele dia pela Ir. Maria da Graça. Um dos destaques da celebração foi quando a religiosa se dirigiu à Ir. Maria Nieves e pronunciou a fórmula da profissão por ela mesma escrita e depois a colocou sobre o altar – símbolo de Cristo – onde assinou a folha diante de duas testemunhas. Após a celebração, os fiéis e os celebrantes foram recebidos no Colégio Maria Auxiliadora, para um almoço festivo.

Quem é a Ir. Maria da Graça? A Ir. Maria da Graça Virgílio Manejo nasceu na Província de Tete, distrito de Moatize, no dia 18

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m’ a Deus, no Instituto das FMA de Abril de 1978. Iniciou os estudos primários em 1985, na Escola Primária Centro Samora Machel, actual Escola Primária Samora Machel, em Moatize. As 6ª e 7ª classes frequentou na Escola Secundária Heróis Moçambicanos, em Moatize. Fez a 8ª classe na Escola Secundária de Chokwé. Em 2008, concluiu a 10ª classe na Escola Secundária Laura Vicuña em Inharrime. Foi baptizada no dia 6 de Abril de 1997, na Paróquia de São João Baptista, em Moatize, onde também foi crismada no dia 24 de Novembro do mesmo ano. Nesta Paróquia pertencia ao grupo coral, onde conheceu as Irmãs Filhas da Caridade, conhecidas por Irmãs Vicentinas, e manifestou o desejo de fazer parte do grupo vocacional, sendo acompanhada pelas mesmas irmãs. Em 1998 deixou sua terra natal para uma experiência vocacional na Província de Gaza, distrito de Chokué, na localidade de Conhane, na Associação das Irmãs Vicentinas de Nossa Senhora da Encarnação, à qual deixou de fazer parte em 2006. Continuando o seu desejo de prosseguir no projecto de Deus em sua vida, em 2007 fez a experiência vocacional, como vocacionada interna, com as Irmãs Salesianas da Comunidade Laura Vicuña, em Inharrime. Em 2008, iniciou a etapa do aspirantado na mesma comunidade e, no ano seguinte, o postulantado na comunidade da Casa Madre Rosetta, do Jardim, em Maputo. Nos anos 2010 e 2011 fez o Noviciado em Namaacha, tendo concluído esta etapa formativa com a Primeira Profissão Religiosa, no dia 24 de Janeiro de 2012. Após a profissão, foi enviada à comunidade de São Francisco de Sales, em Nacala, onde pôde amadurecer as suas convicções e o desejo de entregar a sua vida a Deus, pela salvação da juventude. Fez parte da Comissão Arquidiocesana da Juventude e foi secretária da CIRMO por dois anos. Entre os anos 2012 e 2015, frequentou o Instituto Agro-Pecuário Mártir Cipriano de Nacuxa (Nacala), onde fez o ensino médio em Agricultura. Desde 2016 se encontra na comunidade Maria Auxiliadora, em Namaacha, como assistente das meninas internas, assessora dos jovens, coordenadora do Oratório, catequista e auxiliar da ecónoma.

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Salesianidade

‘Investir mais no prot Moçambique’, reco Por Elvira Freitas

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m dos Salesianos mais inquietos que conheci é o Pe. Martin Lasarte. Não uma inquietude verbal, pura e simples. Não. Ele inquieta-se diante da impossibilidade de fazer mais pelos jovens das obras espalhadas mundo afora. Entre suas grandes preocupações estão a promoção do protagonismo juvenil e o investimento em ensino religioso nas presenças salesianas. “Certamente, os alunos que vêm a nossos centros são plurais, nem sempre a maioria é católica, mas a nossa instituição é católica. Podemos fazer uma apresentação de forma objectiva do fenómeno religioso, da fé católica, seus ritos, seus conhecimentos”, disse em entrevista ao Boletim Salesiano. Pe. Lasarte é membro do Dicastério para as Missões e esteve em Moçambique entre os dias 06 e 15 de Abril para uma série de actividades, principalmente encontros e formação com os jovens.

BS: Como o senhor percebe a missão salesiana na África? ML: A presença Salesiana na África é enormemente entusiasmante e cresce de forma vertiginosa. Já são praticamente 14 jurisdições com a criação de novas delegações e visitadorias. Graças a Deus, Dom Bosco se vai fazendo africano. Diz-se sempre “colocar o coração de Dom Bosco na África, mas Um dos momentos formativos do Pe. Martin Lasarte de grande destaque foi o colocar na missão salesiana o rosto de Dom Bosco”. missionários da África. Os africanos que vão à Em muitos países da África, seus inspectores, seus América Latina logo entram em sintonia. É bonito directores e seus conselhos já são todos africanos. ver que a África, que foi durante muito tempo desEm muitos países há abundantes e bem prepara- tinatária, agora é protagonista. das vocações. São nas presenças da África, junto BS: Na sua avaliação, o que falta para que esse com as da Ásia, que a congregação tem crescido grande movimento missionário se consolide? bastante. Claro, cada zona cresce a seu ritmo e ML: Certamente, ainda há alguns desafios nessa com seus próprios desafios. Temos que agradecer consolidação do carisma, entre os quais a própria a Deus, pois o Projecto África, que começou nos anos 80, deu muitos frutos. Hoje, muitas inspec- qualidade da vida religiosa, a coerência de vida, mais torias de África estão enviando missionários para acompanhamento; mas, sem dúvida, a presença toda parte. Já foram enviadas expedições do Cango, salesiana no mundo e, principalmente, na África, está a se consolidar rapidamente e isso é uma grande Tanzania, Nigéria, Angola, Gana, Burundi… riqueza para a Congregação e para a Igreja. Africanos estão indo gerir nossas obras salesianas no México, Peru, Paraguai, nas Antilhas, Camboja, Sabemos que nossa presença na África é polifacétina Sibéria, na Inglaterra, França, Hungria… É uma ca, tem tantos aspectos e muitas fronteiras. São parócoisa maravilhosa todos esses países recebendo quias, escolas, formação profissional e uma grande

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tagonismo juvenil em omenda Pe. Lasarte BS: E em Moçambique, especificamente, como o senhor vê a presença Salesiana? ML: Moçambique tem uma presença muito rica e talvez seja onde se tenha afrontado mais o tema da formação profissional em sintonia com o poder público, pois uma presença assim só pode ter futuro e sustentabilidade na medida em que envolve o Governo. Em outros países, como Angola, Malawi e em Gana o diálogo tem-se dado de forma mais limitada, embora existam colaborações porque o Governo vê a importância desse tipo de obra. Uma coisa que estivemos a discutir nestes dias foi a necessidade, a urgência de potencializar o associativismo juvenil. Nas paróquias há muitos grupos juvenis fazendo a ligação na Catequese. São espaços naturalmente vocacionais. Porque, por mais obras que tenhamos, que dêem respostas profundamente salesianas, se nos faltam depois Salesianos essas obras não continuarão com o mesmo estilo carismático nosso. Então, um elemento fundamental é diversificar a nossa presença em forma qualitativa de investimento pastoral em outro tipo de presença. encontro com os jovens no Centro Emaús, na Matola

necessidade de respostas concretas, como aqui em Moçambique. É a evangelização nas pequenas comunidades, uma pastoral juvenil poderosa como a que temos em muitos países, com mil jovens em grupos juvenis, grupos missionários, grupos apostólicos. Uma nova fronteira onde precisamos nos consolidar é entre os refugiados. As novas presenças que estão surgindo na África visam principalmente a migração intra-africana, sobretudo na região dos Grandes Lagos, mas também na África Ocidental. Essas são situações novas que interpelam os Salesianos: dar respostas aos jovens nessas situações; para além de uma resposta social, uma resposta pastoral e de promoção humana. Já temos três Salesianos ex-alunos que chegaram ao campo de refugiados de Quénia e voltaram ao Sudão Sul para levar Dom Bosco a esses lugares.

Outro elemento importante é qualificar a dimensão pastoral em nossos centros educativos. Às vezes ficamos tão preocupados com questões económicas, logísticas, didácticas, pedagógicas, institucionais e burocráticas – que são elementos fundamentais para que uma obra funcione – que a dimensão propriamente pastoral, como criação de programas de formação humana, de ensino religioso, de educação sexual, direitos humanos, família, lei laboral, ecologia, violência doméstica, acaba ficando limitada de nossa parte. Nossas obras precisam, por exemplo, fazer um plano consistente de ensino religioso. Certamente, os alunos que vêm a nossos centros são plurais, nem sempre a maioria é católica, mas a nossa instituição é católica. E podemos, com muita delicadeza, fazer uma apresentação de forma objectiva do fenómeno religioso, da fé católica, seus ritos, seus conhecimentos.

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Homenagens a Auxiliadora em Moçambique

Aspirantes fazem compromisso na ADMA de S. José de Lhanguene por volta das 8h30, com o envolvimento dos diversos grupos da Família Salesiana. O terço durante a procissão foi rezado, meditado e cantado com o coral formado por jovens e pelos noviços e noviças salesianos, coordenado pelas Filhas de Maria Auxiliadora. A missa iniciou após a procissão, contando com uma grande participação da juventude, que encheu a igreja. Presidiu a celebração o Pe. Francisco PesFiéis enchem Paróquia S. J. Lhanguene para missa

Por Michel Dutra, SDB

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Família Salesiana da Visitadoria Maria Auxiliadora, de Moçambique, na província de Maputo, celebrou no sábado, dia 26 de Maio, na Paróquia São José de Lhanguene, a missa em honra a Nossa Senhora Auxiliadora. A missa foi precedida por uma procissão no campo da Missão Salesiana de Lhanguene e começou Na celebração, sete mulheres fazem compromisso na ADMA

cador, vigário do superior da Visitadoria. Durante a Eucaristia, animada musicalmente pela juventude, sete aspirantes fizeram o compromisso de novos membros da ADMA. No final da missa, a ação de graças foi feita por um grupo de cooperadores de Namaacha e da Matola. Foi uma bela manhã de encontro e fraternidade entre os grupos da Família Salesiana celebrando Nossa Senhora Auxiliadora!

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Fé leva fiéis a caminhar longo percurso debaixo do sol em Moatize

Andor de Nossa Senhora Auxiliadora percorre 3,5 km por ruas do bairro 25 de Setembro até a Paóquia São João Baptista

C

Da redacção

om procissão a conduzir o andor de Nossa Senhora – a partir da capela de São Carlos de Lwanga, no bairro 25 de Setembro, até a Paróquia São João Baptista – a Família Salesiana de Moatize, na província de Tete, homenageou Maria, a Auxiliadora dos Cristãos, no dia 26 de Maio. Num percurso de três quilómetros e meio, os fiéis rezaram o terço e cantaram sem se importar com o sol e a temperatura de 34 graus naquele dia. E foram muitos os fiéis. De acordo com a polícia municipal que acompanhou todo o cortejo, eram aproximadamente 700 pessoas. Destaque foi a grande participação de jovens o tempo inteiro.

Na homilia, o superior Salesiano destacou que N. Senhora nunca abandona seus filhos, e recordou quando Dom Bosco decidiu homenageá-la com o título de Auxiliadora. “Aquela que nos ajuda, que sempre nos ajudou nos momentos difíceis e que é a Mãe que está do nosso lado”. O superior dos Salesianos relembrou também a significativa homenagem de Dom Bosco com a construção da santuário dedicado a ela e que este ano completava 150 anos; “santuário que acolhe peregrinos do mundo inteiro, em Turim, na Itália”.

À chegada na paróquia, muitas pessoas já aguardavam para a celebração da Eucaristia, presidida pelo superior dos Salesianos em Moçambique, Pe. Marco Biaggi, e concelebrada pelos padres José Francisco López, pároco, e Sérgio Saíde Daniel, além do Pe. Ademir Costa, da Comunidade Canção Nova.

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Festa de Auxiliadora

Basílica de Maria Au ‘casa aberta e acolhedora

Procissão de Nossa Senhora Auxiliadora, saindo da Basílica de Tourim, após a celebração eucarística no final da tarde do dia 24 de Maio

Com InfoANS

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ma grande participação popular distinguiu as celebrações de 24 de Maio, em Turim, em honra de N. Sra. Auxiliadora. “Trazemos hoje no coração um sentimento de profundo amor pela Mãe”, disse o Reitor-mor, Pe. Ángel Fernández Artime, na homilia da Missa que presidiu em Valdocco.

Cesare Nosiglia, Arcebispo de Turim, o qual, falando do Sínodo dos Jovens, salientou as tantas dificuldades por que passam muitos deles no mundo, e convidou todos a “ouvi-los e a levar a sério os seus problemas e as suas observações. “Os jovens são capazes de gestos e empenhos de grande generosidade e vigor, tanto espiritual quanto social”.

Durante toda o dia, foram numerosas as celebrações que se sucederam no templo salesiano. Às 11 Após a entrega a Maria Auxiliadora e o convite horas presidiu a Concelebração Eucarística Dom de rezar para pedir-Lhe a intercessão, deslocou sua

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uxiliadora de Turim: a de uma família em saída’ atenção às pessoas mais fracas da sociedade: famílias em dificuldade, imigrados, refugiados, pobres… A exemplo de Dom Bosco e dos numerosos “santos sociais” turineses, Dom Nosiglia exortou os cristãos a “viverem” nas periferias, quer existenciais, quer geográficas, e a consolidar a aliança entre os “valores interiores, civis e espirituais, para redar uma alma não só aos indivíduos mas a toda a sociedade”.

um relacionamento pessoal com ‘Aquela que tudo fez’, segundo dizia Dom Bosco”.

De tarde, foi Pe. Á. F. Artime a presidir a Eucaristia na Basílica de Maria Auxiliadora. Para quem compartilha o carisma salesiano, explicitou que “a devoção a Maria Auxiliadora é a experiência da presença ativa e operante de Maria, que se atua nos corações e nas obras:

onde se mora… Mas uma Casa ‘Mãe’, da qual se recebe vida e impulso para se ir além: além-fronteiras, além mares e montanhas, além de toda a imaginação! Casa aberta e acolhedora. De uma família ‘em saída’!”

A seguir, intervindo sobre o valor da Basílica de Valdocco para todo o Mundo Salesiano, o Reitor-mor observou: “Maria mesma desejou que esta Igreja fosse a sua Casa. Não uma casa simples,

De noite, a tradicional Procissão com a Estátua de Maria Auxiliadora fez ressoar os hinos de louvor e os cantos de agradecimento de toda a cidade de Turim à “Madona de Dom Bosco”. Publicada em InfoANS de 25-05-2018

Missa da tarde, presidida pelo Reitor-mor, Pe. Ángel Fernández Artime

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Formação

Como Dom Bosco, com os Por Pe. Narciso Ferreira, SDB

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lgo mais profundo e menos vistoso em Turim, aprofunda suas robustas raízes na segunda metade do século XIX, quando a cidade vivia a sua primeira revolução industrial, e o maciço êxodo rural levava inteiras famílias de agricultores a procurarem trabalho nas fábricas e oficinas.

Domingas Mazzarello dará vida às Filhas de Maria Auxiliadora para cuidarem das meninas.

Era o século dos santos sociais turineses. Era o século de Dom Bosco. Dom Bosco nasce em 16 de Agosto de 1815 numa casa de campo perdida entre as colinas da região de Asti. A sua vocação, já viva na idade de 9 anos, leva-o logo para as ruas de Turim em vista de jovens explorados e abandonados a si mesmos.

Em 18 de dezembro de 1859 a decisão de erigir-se em Congregação, tendo em vista o auxílio mútuo para a própria santificação, a promoção da glória de Deus e a salvação das almas, especialmente das mais necessitadas de instrução e educação.

Dom Bosco é um grande comunicador que usa a mídia da época e assim se improvisa saltimbanco, malabarista, cantor, prestidigitador, para arrancar da rua seus meninos. Aparecem também as dificuldades e perseguições. Aparecem as dificuldades que se acumulam e somente depois de muito tempo e depois de ter sofrido inúmeras perseguições, o governo monárquico, que lhe tinha criado dificuldades, reconhece o valor social do seu apostolado. Nascem os Oratórios, centros de lazer e oração e nascem os salesianos que tomam o nome de São Francisco de Sales, santo muito venerado no norte da Itália. Em 1841 o jovem sacerdote Dom Bosco inicia o primeiro Oratório dominical que por alguns anos migrará por lugares e prados de Turim, porque considerado muito barulhento e animado. Não tem lugar fixo. Somente aos 12 de Abril de 1846, começa na casa Pinardi o oratório fixo, em dois quartos alugados. Vem morar com Dom Bosco, sua mãe, mamãe Margarida em Valdocco, que foi quem acolheu o primeiro menino. Dali em diante começa uma multiplicação de meninos e bocas a nutrir, a educar e a defender os primeiros contratos de trabalho e depois escolas regulares na cidade e mais tarde ainda no próprio oratório. Em 1855, o nascimento em Mornese do primeiro grupo de jovens mulheres que ao redor de Maria

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O Oratório é um florescer de santidade com a chegada de jovens como Domingos Sávio, Francisco Besucco e Miguel Magone e de trabalho incansável por parte de Dom Bosco e dos seus Salesianos.

Os salesianos são uma congregação religiosa


jovens e para os jovens tagiar o mundo. O benéfico contágio começou em 1875 com o nascimento da primeira casa salesiana fora da Itália, em Nizza Marítima, na França e com a primeira expedição missionária para a Argentina no dia 11 de Novembro do mesmo ano; depois EsDom Bosco concebe o sistema educativo baseado panha, Brasil, o resto da Europa e do mundo; e, na prevenção, em que o jovem não somente é amado, depois da morte de Dom Bosco, que foi no dia 31 mas sabe que é amado. de Janeiro de 1888... a obra salesiana começa a sua Nasce a primeira tipografia salesiana e as escolas grande viagem. artesanais numa acção profissional. O bairro de ValO espírito salesiano do santo ensina a enfrentar a docco depressa se torna o centro da alma salesiana. vida sempre com alegria e optimismo, sem se deivoltada predominantemente para os jovens, de modo particular aqueles que por causa da pobreza social, económica e cultural não têm a possibilidade de construir as bases de um futuro.

Em 1868 é consagrada a Basílica de Maria Auxi- xar abater pelo desânimo diante das dificuldades; liadora. É daí que centena de jovens começa a con- e o seu método pedagógico, adaptável também pelas religiões não cristãs, permitiu que a Congregação Salesiana se difundisse por 136 países em todos os continentes. A herança de Dom Bosco foi abraçada também por mais de 30 mil entre salesianos e salesianas que, espalhados por todo o planeta, continuaram a obra deste obstinado santo piemontês que soube olhar o mundo com o olhar do amor e da fé. Se continuarmos como Dom Bosco e com o mesmo método, daremos sempre glória a Deus pela sua vida de santo e como ele nos santificaremos. Devemos estar sempre com os jovens: vendo suas necessidades, ajudando-os a aprender a ler, escrever, contar, manusear ferramentas, trabalhar e defendê-los nos seus direitos. Esperando-os na porta da igreja para a oração e os sacramentos, estando com eles no lazer e nos passeios. Seremos outros Dom Bosco hoje, para o mundo de hoje. E nas nossas casas e oratórios teremos novo florescer de santidade, de todas as cores e raças, mas todos com o mesmo espírito de Dom Bosco. Como Dom Bosco, com os jovens e para os jovens. “Ide por todo o mundo e anunciai o Evangelho a toda criatura”. Dom Bosco fez sempre o que pode; quanto ainda resta a fazer, os seus filhos cuidarão disso. Nós cuidaremos disso, pois somos seus filhos.

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FamÍlia que educa

Por Pe. Benedito João Simone, SDB

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As famílias têm

ão é preciso ser um grande observador para perceber que as nossas famílias passam por muitas dificuldades e precisam de ajuda. O menos que se pode dizer, para despertar uma certa empatia, é que a realidade nada tem nisto de literário. No entanto, essas dificuldades não devem apenas ser vistas ao nível material, como geralmente se tende a abordar a questão. Cada família tem uma longa lista de várias necessidades, não escritas mas mesmo assim reais. São necessidades ligadas ao aspecto económico, social, ético, espiritual, etc. Listas que variam de família para família, mas olhando para a situação de muitas famílias, elas têm aspectos em comum, tais como a necessidade de emprego, salário justo, instituições públicas humanizadas e ao serviço da pessoa, resgate dos valores humanos, só para citar alguns exemplos.

uma simples expressão cultural de uma religião, numa clara intenção de abrir espaços para o domínio e a manipulação. Não é justo aproveitar-se das crenças culturais e também das situações de miséria e desespero para enganar e tirar benefícios pessoais e egoístas. O argumento que se avança é o da ajuda, mas perseguem-se outros objectivos

Concentremo-nos apenas no aspecto espiritual. Falamos muito de Deus e atrevo-me a fazer uma comparação com certos momentos da história passada do nosso país. A conclusão que tiro é que talvez não se tenha falado bastante de Deus como nós hoje falamos. No entanto, é tão notável o vazio espiritual. Karl Rahner, Um dos aspectos da pedagogia de Dom Bosco era a preocupação com a formação profissional dos jovens grande teólogo católico, afirmou: “O cristão do sé- obscuros e intoleráveis! Trata-se da antiga e culo XXI ou será místico ou não será cristão”. Para sempre actual questão dos falsos profetas. não ser mal-entendido, Rahner clarificou: “Desde Na intenção de iluminar no discernimento de algumas que não se entenda por mística fenómenos parapsicológicos raros, mas uma experiência autêntica de situações, quero deixar estas pistas. Há muitas outras, mas detenhamo-nos por uns instantes nestas duas: Deus, que brota do interior da existência”. É verdade que é difícil encontrar a linha que separa as formas desviadas de religiosidade da verdadeira mística. Alguns santos não foram compreendidos pelos seus contemporâneos! Mas também é igualmente verdade que é a fé que deve ser a fonte principal de piedade. A fé não se deve reduzir a

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1. Atenção aos frutos: “Pelos seus frutos os conhecereis” (Mt 7,16) O Papa Francisco, falando sobre os santos, diz-nos na Exortação Apostólica Gaudete et Exsultate (§ 22): “Não convém deter-se nos detalhes, porque nisso também pode haver erros e quedas”. Com estas


sede de ajuda palavras, o Papa quer dizer que devemos olhar para a vida das pessoas no seu conjunto. Aceitar os seus limites e pecados. Porém, está claro que esta atitude não nos deve levar a um relativismo religioso, ético e moral. Devemos, com o auxílio da sabedoria que nos vem de Deus, ser capazes de discernir as verdadeiras intenções. O Espírito do Senhor é

um falso profeta, que usa a religião para seu benefício, ao serviço das próprias lucubrações psicológicas e mentais”. Há situações na vida, que podem ser ultrapassadas; mas há outras que, mesmo depois de uma apurada investigação e busca de soluções, ainda continuam a ser um mistério para o homem. Aliás, o próprio homem é um mistério! Não se trata de ver nos acontecimentos da vida humana uma fatalidade; mas, pelo contrário, é preciso combater uma eventual pretenção de querer acomodar esta maneira de encarar a realidade. É importante não pretender fabricar verdades. É importante saber acolher a verdade com humildade. Só quando se aceita a realidade assim como ela é, podemos abrir novos horizontes, ganhar fôlego e tomar consciência de que uma determinada situação da vida, mesmo sendo bastante deplorável e com enormes efeitos destruidores, mesmo sendo misteriosa, não tem a última palavra. Tudo depende como se fundamenta a visão que temos sobre a vida no seu todo.

por ele acompanhados

um Espírito de verdade, liberdade, rectas intenções e gratuidade; por isso, nunca pactua com a mentira, não escraviza, não busca interesses individuais e egoístas; enfim, não é comerciante.

2. Atenção ao lugar que se dá à cruz “Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz cada dia e siga-me” (Lc 9,23). Ainda na Exortação Apostólica Gaudete et Exsultate, o Papa diz-nos (§ 41): “Quando alguém tem resposta para todas as perguntas, demonstra que não está no bom caminho e é possível que seja

Cada um tem suas cruzes: pequenas ou grandes, passageiras ou permanentes, compreensíveis ou incompreensíveis. Às vezes os pregadores são muito selectivos quanto aos textos do Evangelho que apresentam aos outros. Preferem falar de um Jesus que caminha sobre as águas e faz milagres, mas ignoram intencional e maliciosamente o mesmo Jesus que nos evangeliza através do seu exemplo na cruz. Aqui a omissão é uma mentira! Para terminar, as famílias têm sede de ajuda. Isso é óbvio! Mas há duas perguntas que provocam ardência nos olhos: será que buscam uma verdadeira ajuda? Será que têm encontrado uma veradeira ajuda? É para reflectir!

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ISDB

Pastoral e Universidade: como acom Por Pe. Francisco Pescador Hervás, SDB

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pastoral – lemos no número 8 do documento “Orientações para a pastoral nas Instituições Salesianas de Educação Superior” – é uma dimensão transversal que reveste a totalidade da instituição, todas as suas actividades e o conjunto das pessoas que fazem parte dela (…); torna concreta a identidade e a missão da universidade católica, transformando-as em opções, processos e iniciativas. A reflexão que fazemos é desenvolvimento desta afirmação. É preocupação da Universidade Salesiana acompanhar os jovens, partindo do lugar onde se encontram até o máximo potencial do seu desenvolvimento integral. Neste empenho é toda a Comunidade Educativo-pastoral que está envolvida nos diferentes níveis.

A universidade é um laboratório social, a modo de um “acelerador de partículas”, onde se condensa o cuidado mais refinado da história, com as ideias mais inovado- Estudantes do ISDB participam de formação no Centro de Espiritualidade Emaús, na Matola ras; as personalidades mais maduras, com as mentes mais criativas; um espaço de encontro o acompanhamento (…), levam-nos a um modo de onde a comunidade tira do novo e o do velho, para viver e estar entre os jovens. Esses elementos são proveito de todos. A acção pastoral não pode ser entendidos como acção espiritual e educativa, mas realizada sem um olhar atento à realidade (…), também como modelo de gestão institucional, no sem levar em consideração a diversidade que ca- qual a pessoa está no centro de todo o processo. racteriza a educação superior (Orientações, 9). Por isso, acompanhamos as pessoas em diversos níveis, mediante o ambiente geral da CEP, os grupos Este espaço, favorável para a diversidade, é o e a relação pessoal (Orientações 19). lugar dos sonhos para o jovem que procura um espaço de auto-afirmação e para desenvolver um A diversidade própria do ser humano, dos jovens, potencial que intui em si próprio. É um espaço pri- vai acompanhada de um invulgar empenho do jovilegiado para a proposta pastoral. vem universitário por reafirmar-se como autor de si mesmo e protagonista da sua vida. Nesta etapa O educador salesiano aceita o desafio de se aproda vida, a mais preciosa, como dizia Dom Bosco, ximar da realidade dos jovens sem qualquer medida prévia, pronto para habitar no seu mundo e acolher como atender o anseio deste coração jovem? cada um deles incondicionalmente, onde cada um O primeiro nível de resposta à diversidade destes se encontra, habilitando-se para o acompanhar. jovens e o acompanhamento que demandam é o Fiel ao carisma de Dom Bosco, a proposta pasto- ambiente. A Universidade Salesiana é um espaço ral na universidade parte do ponto onde o jovem se rico e diversificado em propostas que interpelam encontra, e acompanha-o na sua individualidade, as múltiplas dimensões do jovem. Nem todas as propondo-lhe metas sempre mais altas, porque con- propostas tocam da mesma maneira o coração dos fia no valor da sua rica interioridade e no potencial nossos jovens: a complexidade do carácter de cada da Graça que actua no seu coração. A animação e um, as peculiaridades relacionadas com a própria

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mpanhar o jovem na sua diversidade

a

história, a experiência familiar, o estrato social, as feridas e os sonhos que a caracterizam, acabam por exigir propostas diversificadas, capazes de tocar o coração, de modo que só o coração que se sabe tocado (não basta amar, dizia Dom Bosco, é preciso que se sintam amados), só um coração que se sente tocado se abre e se manifesta. Cada uma dessas propostas acaba por criar um espaço de comunhão, fundamental para a personalização e a criação de laços de amizade que se tornam suporte e referência para a própria criatividade do sujeito. Esses espaços comuns confluem na constituição de grupos, que começam a ser referência vital para o jovem na universidade: referência para o uso do tempo, para o desenvolvimento das qualidades, para o crescimento na reciprocidade das relações, e inclusive para configurar a própria cosmovisão e códigos de conduta específicos para o grupo que inspiram ao mesmo tempo o relacionamento com o resto da comunidade. O grupo é o segundo nível de acompanhamento.

Igreja (Orientações 15); nós nos apresentamos, actuamos e envolvemos como comunidade que acompanha. Acompanhar a diversidade no primeiro nível – o ambiente – passa por estar efectiva e afectivamente no meio desta diversidade, com os jovens. O Educador que sintoniza com “o diverso” é aquele que se mantém flexível para reconhecer a novidade e promovê-la, para fazer propostas adequadas para cada grupo de jovens, segundo os seus interesses e as suas qualidades e, ao mesmo tempo, estabelece espaços e códigos para o diálogo entre os que são diversos. Acompanhar a diversidade no segundo nível – do grupo – exige uma grande criatividade que complemente a capacidade de convocatória do primeiro nível. Acompanhar os grupos requer uma grande sabedoria pedagógica, porque neles se articulam algumas experiências básicas no processo de incorporação à vida adulta: protagonismo, diálogo, responsabilidade, liberdade, iniciativa, programação, avaliação. Experiências todas elas que encontram paralelos na primeira (na família) e segunda socialização (na escola) mas que nesta altura se vivem como se fosse um laboratório de vida cidadã adulta, habilitando o sujeito para participar com maturidade numa sociedade democrática. Por último, acompanhar a diversidade no terceiro nível – o individual – exige do educador uma atenção personalizada, um cuidado (acompanhamento) particular por cada um. Isto será possível na medida que estivermos atentos a todos e cada um dos jovens que chegam aos nossos centros, seja pessoalmente ou através de uma estrutura educativa formada por educadores que partilham e nutrem a mesma paixão e fé educativas, que reconhecem a peculiaridade de cada jovem e a celebram.

O terceiro nível é o pessoal. Assim como os dois primeiros são fundamentais para auto-revelar-se, reconhecer a originalidade e valorizar o significado da própria presença, este terceiro explicita a consciência alimentada nos níveis anteriores de A vida juvenil é verdadeiramente apaixonanque sou único e capaz de construir-me na minha individualidade e, ao mesmo tempo, em comunhão te porque desafiadora. Os jovens se desafiam a si com os outros, num maduro relacionamento que mesmos e à sociedade no seu conjunto, a redesenhar-se. Ousaremos nós redesenhar-nos com eles nos constrói mutuamente. na universidade? A descrição feita dos níveis também sugere o Pe. Francisco Pescador Hervás é Director do modo de intervenção da Comunidade em cada um Instituto Superior Dom Bosco dos seus membros, segundo as suas responsabilidades. A Comunidade Educativo-pastoral é o nosso modo de ser e fazer experiência educativa e de

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Estudos do Redimensionamento

Redesenho da Visitadoria Maria A

Escola Profissional da Moamba, agora Instituto Agropecuária da Moamba (foto 1); Casa S. Domingos Sávio, na Matola (foto 2); e Escola Profissional S. Domingos Sávio, em de Inharrime (foto 3)

T

Por Pe. Marco Biaggi, SDB

oda a instituição, para se manter saudável, precisa de se rever periodicamente para medir suas forças e conhecer as ameaças que poderão interferir no seu bom andamento. Com isto ela se reprograma buscando optimizar suas energias para uma maior eficácia no trabalho realizado. Esta revisão pode também receber o nome de redesenho ou redimensionamento. Após o Capítulo Geral 27 (CG27) da Congregação Salesiana, em 2014, todas as Inspetorias foram convidadas a fazer o próprio redesenho para garantir a qualidade da vida fraterna nas comunidades e melhorar os serviços pastorais, optimizando recursos disponíveis. O CG 27, no seu artigo 69, ao falar da profecia da fraternidade, afirma, no parágrafo 6, que devemos “assegurar a consistência qualitativa e quantitativa das comunidades através de uma sábia e corajosa reestruturação das presenças”.

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O trabalho de redesenho foi orientado pelos superiores da Congregação. Cada Inspetoria teve que elaborar o seu projecto e submetê-lo à aprovação do Reitor-mor e seu conselho. A Visitadoria fez seu trabalho ao realizar o IV Capítulo Inspetorial, no final de 2016. Tendo sido aprovado pelos superiores, os trabalhos se iniciaram em 2017 com o estudo de cada comunidade. Em 2017 a Visitadoria estudou estas comunidades: Moamba, Matola, Casa Dom Bosco e Namaacha. Neste ano está a estudar: Tete (Matundo e Moatize), São José e Inharrime. No final de 2018 esta etapa se encerra com a consulta à assembleia de irmãos sobre o número de comunidades que poderão ser mantidas ao considerar o número de salesianos perpétuos que há na Visitadoria e que se projecta para os próximos


Auxiliadora entra na fase decisiva anos. O Superior com o seu Conselho devem tomar a decisão e submetê-la à aprovação final do Reitor-mor com o seu Conselho. É necessário que haja pelo menos quatro salesianos perpétuos em cada comunidade. Ao mesmo tempo a Visitadoria está a reelaborar o próprio Projecto Orgânico Inspetorial (POI). Em 2019 todos se unirão para rever o Projecto Educativo Pastoral da Visitadora. Assim se pretende atender ao que o Reitor-mor pediu a toda a Região ao encerrar a Visita de Conjunto acontecida no último mês de Fevereiro, em Nairobi, no Quénia: “Continua a ser um grande desafio neste tempo saber qual deve ser o itinerário a percorrer para que o rosto de Dom Bosco seja sempre mais africano e qual o caminho para que os salesianos africanos tenham sempre e mais profundamente o coração de Dom Bosco.” E acrescentou: “Tarefa sempre perma-

nente na Congregação, e também necessária na Região, é a preocupação com a identidade salesiana de cada Inspetoria e o seu desenvolvimento. Identidade significa cuidar da nossa dimensão carismática. Significa viver conscientes e fazer o possível para que ‘não se dilua’ o essencial da nossa vida consagrada, como religiosos, e a nossa paixão apostólica. Significa cuidar em todos os irmãos da vivência do seu ser Consagrados por Deus, e do seu ser enviados, como binómio inseparável da nossa identidade (consagração e missão)”. Concluiu dizendo que: “Identidade há-de significar para cada Inspetor e seu Conselho, crescer na visão com que animar e governar a Inspetoria, para responder ao momento histórico e para que a vida não nos supere e nos ocupe apenas em dar respostas às urgências. Identidade significa também empregar as energias, neste momento histórico, no redesenho da missão salesiana. Para tanto é preciso: Garantir a consistência qualitativa e quantitativa de cada comunidade; garantir que as presenças salesianas dêm respostas às necessidades dos jovens de hoje; Garantir que os irmãos possam viver alegremente a sua vocação e não apenas sob o peso de obras complexas, onde nem tudo e igualmente é prioritário; dar responsabilidade e formação aos leigos envolvidos na missão”. Pe. Marco Biaggi, Provincial dos Salesianos em Moçambique

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Repórter Salesiano

MJS de Maputo elege novo Conselho Conselho representantes das presenças salesianas de Namaacha, Moamba, Infulene, S. José de Lhanguene e Instituto Superior Dom Bosco (ISDB). Segundo o Delegado Nacional da PJ, Pe. Pescador, para além da formação da comissão directiva, o novo Conselho definiu como metas o fortalecimento da consciência de pertença ao MJS, “bem como organizar as iniciativas comuns que aconteCom as presenças dos Delegados da Pastocem na Inspectoria São João Bosco (FMA) e na ral Juvenil (PJ) dos SDB, Pe. Francisco Pescador Hervás, e das FMA, Ir. Bendita Gaspar, Visitadoria Maria Auxiliadora (SDB)”. realizou-se no dia 29 de Abril a primeira reunião Entre as iniciativas já agendadas estão o Fórum ordinária do novo Conselho do Movimento Juvenil Juvenil Salesiano, a realizar-se nos dias 28 e 29 Salesiano (MJS) de Maputo (foto acima). Formado de Julho, na Moamba, e o Dia do MJS, dia 28 de este ano após um período inativo o novo Conselho ficou assim constituído: Mónica Floriano Manda Outubro, em local ainda a ser definido. Também (Presidente); Adão Canda e Nelson Manganhe ficou resolvido que as reuniões ordinárias aconte(Secretários); Rafael Rosa Novela (Logística); e cerão todo segundo sábado do mês, das 9 às 12 h, Assucénio Manane e Gamito António Lieque (Co- na Casa Dom Bosco, sede da Visitadoria Maria municação Social). Compõem também o novo Auxiliadora.

Moçambique abre Jubileu de criação da ADMA Com o acendimento de uma vela para Nossa Senhora, a A DMA de Moçambique iniciou no dia 24 de Abril as festividades do jubileu de 150 anos da fundação da associação em nível mundial, a ser celebrado no dia 18 de Abril de 2019. O acendimento da vela (foto ao lado) ocorreu na celebração eucarística presidida pelo Delegado da ADMA, Pe. António Ernesto, e concelebrada pelo Pároco, o Pe. Manuel Leal, na Paróquia São José de Lhanguene. E não foi apenas em Maputo que Nossa Senhora Auxiliadora recebeu homenagens da ADMA. Os membros da associação, em Inharrime, província de Inhambane, abriram as celebrações intensificando sua ação evangelizadora nas casas e na catequese. Também na Moamba Auxiliadora foi homenageada com missa de abertura jubilar.

Pe. Luiz Gonzaga Piccoli, formador no Pré-noviciado, e concelebrada pelos padres Arlindo Matavele, Director da comunidade, e Jorge Bento, Ecónomo.

Em Moatize, na província de Tete, a missa em preparação ao jubileu foi no dia 22 de Abril, presidida A celebração foi na capela da Comunidade pelo Pe. Sérgio Saíde Daniel, na Paróquia São João Educativo-pastoral dia 24 de Abril, presidida pelo Baptista, com direito a corte de bolo ao final.

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Chamado e Resposta

Em Matundo, Vasanth Raj renova votos

Superior Salesiano em Moçambique, Pe. Marco Biaggi, cumprimenta Vasanth Raj após renovação dos votos, em Matundo

Da redacção

C

om a participação dos alunos do Instituto Médio Dom Bosco, da Escola Secundária Dom Bosco e da Escola Profissional Dom Bosco, a Comunidade Salesiana de Matundo, na província de Tete, celebrou, no dia 24, a solenidade de N. S. Auxiliadora.

castério das Missões, em Junho de 2016. “É uma experiência muito gratificante, pois apesar de ser minha quarta renovação, foi a primeira vez que o fiz numa escola, onde faço o tirocínio”, disse ele. Na homilia, a mensagem que o Pe. Marco Biaggi deixou foi a do bem que se deve fazer, a exemplo do que disse Dom Bosco: “Deus me vê em todos os lugares, por isso devo sempre fazer o bem, mesmo que ninguém me observe, porque o Senhor me vê e isso basta”.

Alunos, professores e funcionários das três unidades de ensino da Missaão de Matundo

Ao final da missa foi servido o almoço, preparado com a colaboração dos próprios alunos. Em seguida decorreram-se partidas de futebol entre equipas formadas por alunos e professores. A festa terminou com a entrega de troféus aos vencedores.

As comemorações iniciaram-se com a missa às 8h30, presidida pelo superior em Moçambique, Pe. Marco Biaggi, e concelebrada pelos padres André Kalonji, director da comunidade, José López, Anton Grm, Ângelo Nhantumbo e Sérgio Saíde e prosseguiram pela tarde com jogos desportivos. Um dos destaques da celebração foi a renovação do compromisso salesiano do Ir. Vasanth Raj Anthony, indiano enviado a Moçambique pelo Di-

Vasanth Raj assina documento de compromisso no Congregação

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Quando se escuta e se acompanha, o fruto brota!

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