Simplesmente JUDÔ #13

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EDITORIAL Seguimos firmes em nosso pro­ pósito: Divulgar o judô. A Simples­ mente JUDÔ número 13 chega com tudo o que aconteceu com o judô no primeiro semestre de 2021. Isso mesmo, em meio a pandemia, o judô se cuidando com protocolos sa­ nitários e realizando as competições e eventos. E não são poucos. Espe­ ramos poder deixar registrado aqui esses eventos para que no futuro possamos recordar esse período inacreditável que passamos, mas com recordações positivas e lições aprendidas. Nesta edição, nossa ho­ menagem vai para a Mayra Aguiar que sofreu uma lesão complicada no

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joelho, pondo em risco sua participa­ ção nos Jogos de Toquio e que mais uma vez superou e estará represen­ tando o Brasil para buscar mais uma medalha olímpica. Apresentamos também dois pro­ jetos sociais, dos inúmeros existen­ tes em todo o Brasil, que também lutam para se manter e poder ofere­ cer judô para muitas crianças e ado­ lescentes. Uma ação louvável e que estarão nesta edição representando todos os projetos sociais de judô. Nossa missão na revista Sim­ plesmente JUDÔ sempre será trazer informações sobre a modalidade on­ de quer que esteja acontecendo e dentro de nossas possibilidades. Simples assim.


Com informações da Assessoria de Imprensa da CBJ Fotos: CBJ

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O ano olímpico começou com tudo para o judô brasileiro. Na semana que marcou os 200 dias para os Jogos Olímpicos Tóquio 2020, a seleção apresentou­se em Pindamonhangaba, São Paulo, para período de concentra­ ção visando inicialmente ao World Masters de Doha, no Catar. A competição, que aconteceu nos dias 11, 12 e 13 de janeiro, abriu o ca­ lendário do Circuito Mundial FIJ, sendo uma das mais importantes do ano e distribuiu até 1.800 pontos (campeões) no ranking mundial classificatório para os Jogos. Apenas os 36 melhores do mundo em cada categoria de peso re­ cebem o convite para lutar este tipo de evento. Veja matéria sobre a competi­ ção nesta edição. Depois de digerir os resultados do World Masters de Doha e reestruturar os treinos, a seleção brasileira de judô retornou à corrida olímpica de olho nos primeiros pódios do ano. Os principais atletas com chances de classificação para Tóquio retornaram para Pindamo­ nhangaba e passaram dez dias con­ centrados no período de 25 de janeiro a 03 de fevereiro com vistas para o Grand Slam de Tel Aviv que aconteceu em 18, 19 e 20 de fevereiro, com a participação de 15 atletas. “A gente teve algumas mudanças nos treinos após os resultados do Mas­ ters e os treinadores conseguiram montar um treinamento melhor para que a gente consiga desempenhar um resultado melhor nas próximas compe­ tições”, ponderou o campeão mundial Júnior, Willian Lima. “Contamos tam­ bém com a presença do Leandro Gui­ lheiro e do João Derly, que são grandes ídolos, que conseguiram agre­ gar muito nesse treinamento com coi­ sas que a gente precisava ouvir, não só na parte técnica, mas de motivacio­ nal também.” Atual número três do ranking mun­ dial no peso pesado feminino e com a experiência de três ciclos olímpicos 07


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com a seleção, Maria Suelen Altheman (+78kg) sabe da importância das próxi­ mas competições, em especial ao GS de Tel Aviv. “É um Grand Slam e agora não tem mais competição fraca. Todas estão muito fortes. E o fato de podermos es­ tar vindo sempre à Pinda treinar está nos ajudando muito a nos preparar. Agora é uma competição de cada vez. A gente nem tem certeza se as outras competições vão acontecer, por que tem muitas fronteiras fechadas. Então, é participar como se fosse a última pa­ ra Tóquio”, projeta. Sobre o Centro de Treinamento de Pindamonhangaba A Confederação Brasileira de Judô executou uma complexa operação lo­ gística visando garantir condições se­ guras de treino aos atletas, replicando nessa concentração alguns dos proto­ colos adotados pelo COB na Missão Europa em 2020. "Coimbra, eu diria que já é uma ci­ dade bolha. Foram só 20 casos e ne­ nhuma morte por COVID lá. Mas, todos os protocolos que lá utilizaram e que nos permitiram permanecer lá por qua­ se três meses foram importantes para a gente pensar em como utilizar aqui, já que a gente não tem uma cidade bo­ lha, a gente tem um espaço nosso que está sendo tratado de uma forma bas­ tante diferenciada. Todos os atletas, para entrarem aqui, fizeram o teste de

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PCR, ficaram 24 horas nos seus quar­ tos e só após os resultados foram libe­ rados. Não tivemos nenhum resultado positivo para COVID­19", explicou Ney Wilson Pereira, gestor de Alto Rendi­ mento da CBJ. Para reduzir a concentração de pessoas em cada ambiente, a seleção foi divida em quatro grupos, de 10 a 16 atletas, no máximo. A rotina seguiu um rodízio no qual os grupos não se en­ contraram em nenhum ambiente. En­ quanto uma parte estava no tatame, outra estava na musculação, na fisiote­ rapia e até os horários das refeições obedeceram às escalas para cada gru­ po. Além dos protocolos habituais, co­ mo a limpeza das mãos, dos pés, dos aparelhos e do tatame com álcool, utili­ zação de máscaras e aferição de tem­ peratura, a estrutura física do hotel também precisou ser adaptada. "O Hotel Colonial Plaza é uma es­ trutura que já utilizamos há alguns anos e, depois desse momento difícil para todos, foi um grande parceiro, atendendo às necessidades da seleção nesse momento. A área de arquitetura do COB também esteve aqui para fa­ zer as alterações necessárias, como maior ventilação no dojô, no restauran­ te, na fisio, além da estrutura provisória que montamos para abrigar a sala de musculação na quadra de tênis com ótima circulação de ar", detalhou Ney Wilson.


Com informações da Assessoria de Imprensa da CBJ Fotos: Marina Mayorova e Emanoele Di Feliciantonio ­ FIJ

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05 Continentes, 69 Países, 398 concorrentes (215 homens e 183 mu­ lheres) e uma pandemia! Esses foram os números e a situação do World Masters de Doha 2021, no Catar. Foi a hora de os melhores dos me­ lhores se encontrarem novamente para o Mundial de Judô de 2021. Desde a retomada do World Judo Tour no Grand Slam Hungria, em outubro de 2020, o mundo do judô esperou impa­ cientemente pelo lançamento de uma temporada de 2021, que prometia ser emocionante e cheia de reviravoltas. As condições sanitárias foram rigo­ rosas e totalmente respeitadas por to­ dos os participantes. Eles foram objeto de uma preparação particularmente cuidadosa por parte das autoridades do Catar, das Federações Nacional e Internacional de Judô. Para além dos constrangimentos impostos pela crise global da saúde, o fato de toda a famí­ lia do judô se ter reunido para esta es­ treia da temporada desportiva mostrou que nada é impossível e que o judô provou mais uma vez que é engenho­ so. “O Masters é um dos maiores eventos do mundo. Os melhores judo­ cas estavam presentes. Ao entrarmos na última fase antes das Olimpíadas de Tóquio em julho no Japão, desejo a to­ dos muita saúde e sucesso”, disse o presidente da FIJ Marius Vizer em seu disurso na abertura da competição. Este World Masters de Judô em Doha, no Catar, não apenas iniciou a temporada, como permitiu que todos se posicionassem na corrida pelo título mundial em junho próximo e pelo título olímpico poucas semanas depois. Daniel Cargnin é o melhor brasileiro no primeiro dia do World Masters O judô brasileiro estreou, na ma­ drugada de segunda­feira, 11, em Doha, Catar. Dos seis brasileiros que lutaram no primeiro dia, Daniel Cargnin foi quem apresentou melhor desempe­ 12

nho, conseguindo o primeiro ippon do judô brasileiro no ano olímpico. Atual número 6 do mundo e cabeça de chave no meio­leve masculino (66kg), Daniel pegou uma chave com adversários duros logo de início. Supe­ rou por ippon o primeiro, Tal Flicker, de Israel, ex­número um do mundo e vice­ campeão europeu, para avançar às oi­ tavas­de­final. Nessa fase, o brasileiro tentou se impor diante do sul­coreano Baul An, atual vice­campeão olímpico e cam­ peão mundial em 2015, mas cometeu três faltas e perdeu a luta por “hansoku make”, ficando fora das disputas por medalhas. Na mesma categoria, o Brasil ainda teve Willian Lima, que caiu na primeira luta, por ippon, diante do uzbeque Sar­ dor Nurillaev. Mesmo desempenho dos três ligei­ ros brasileiros, que também pararam na estreia. Eric Takabatabe, um dos cabeças­de­chave do torneio, levou um waza­ari no Golden Score com Temur Nozadze, da Geórgia; Felipe Kitadai sofreu três punições no combate com o britânico Ashley McKenzie; e Phelipe Pelim também parou nas punições di­ ante do francês Walide Khyar. A única representante do judô femi­ nino no primeiro dia foi Larissa Pimenta (52kg), que também chegou como ca­ beça­de­chave, mas não conseguiu se impor no duelo com a sul­coreana Park Da Sol, que forçou três shidos na bra­ sileira e venceu a luta válida pela pri­ meira rodada. Segundo dia de competição Nesta terça, os cinco judocas brasi­ leiros que lutaram em Doha caíram nas primeiras lutas. Retornando de uma ci­ rurgia na coxa, a meio­médio Alexia Castilhos (63kg) não passou pela ve­ nezuelana Anriquelis Barrios, que avançou na chave e terminou em quin­ to lugar. Na mesma categoria, Ketleyn Quadros (63kg) parou em Sanne Ver­


meer, da Holanda, que derrotou Barri­ os na disputa pelo bronze. No 70kg, Maria Portela conseguiu impor dois shidos em Aoife Coughlan, da Austrália, mas sofreu o revés no Golden Score sofrendo três punições. No masculino, Eduardo Katsuhiro (73kg) perdeu para o campeão mundial Changrin An, da Coréia do Sul, que terminou a competição com o ouro, ba­ tendo o japonês Soichi Hachimoto na final. Eduardo Yudy Santos (81kg) não passou pelo italiano Antonio Esposito. Beatriz Souza e David Moura termi­ nam em 7º lugar Após dois dias sem pódios nas ca­ tegorias mais leves e intermediárias, o judô brasileiro chegou ao último dia do World Masters de Doha buscando uma reação para conseguir as primeiras medalhas do ano no Circuito Mundial. Para isso, a seleção contou com sete atletas em quatro categorias. A seleção brasileira de judô retor­ nou ao tatame do World Masters de Doha na madrugada de quarta­feira, 13, buscando uma reação frente aos dois primeiros dias sem pódio e os ju­ docas que chegaram mais perto da medalha foram os pesos pesados Da­ vid Moura e Beatriz Souza. Ambos caí­ ram na fase de repescagem e não conseguiram avançar até a disputa de bronze, terminando em 7º lugar. "Reconhecemos que os resultados e o desempenho nessa competição fo­ ram aquém do que esses atletas po­ dem entregar. É um momento de reflexão para todos nós, de identificar as dificuldades e atacá­las. Teremos uma sequência de competições muito duras esse ano e 190 dias de muito trabalho até Tóquio. Já vivemos situa­ ções piores. Não será fácil, mas tenho confiança de que conseguiremos mu­ dar esse jogo", avaliou Ney Wilson Pe­ reira, gestor de Alto Rendimento da CBJ. 13


David estreou com vitória sobre o campeão do Grand Slam de Paris 2019, Sungmin Kim, da Coreia do Sul, e manteve o desempenho na segunda rodada, superando o holandês Jur Spij­ kers com uma chave de braço. Nas quartas­de­final, ele sofreu um waza­ ari no duelo com o ucraniano Iakiv Khammo e não conseguiu virar o pla­ car, caindo para a repescagem. Em sua última luta em Doha, o brasileiro encarou o russo Temerlan Bashaev, que finalizou o combate com ippon e foi para a disputa pelo bronze. Já Beatriz precisou de uma vitória sobre a sérvia Milica Zabic, por ippon, para chegar às quartas­de­final de sua categoria. Bia conseguiu forçar duas punições à turca Kayra Sayit e parecia ter o controle da luta quando foi surpre­ endida por um golpe que garantiu o ip­ pon à adversária. Na repescagem, a brasileira foi projetada por Nihel Cheikh Rouhou, da Tunísia, e deixou escapar a chance de buscar o bronze. Outros cinco brasileiros também lu­ taram nesta quarta, mas não andaram nas chaves. Entre os pesados, Rafael Silva Baby foi superado nas punições diante de Iurii Krakovetski, do Quirguis­ 14

tão, enquanto Maria Suelen Altheman foi desclassificada por hansoku make por executar uma técnica proibida no braço da adversária, a camaronesa Hortence Antangana. Os meio­pesados Rafael Buzacarini e Leonardo Gonçalves perderam para Elmar Gasimov, do Azerbaijão, e para Shady ELnahas, do Canadá, respecti­ vamente. O médio Rafael Macedo não passou por Gantulga Altanbagana na primeira rodada e também despediu­se precocemente da competição. O World Masters é a competição que reúne apenas os 36 melhores do mundo em cada categoria e, por isso, é considerada uma das mais fortes do circuito. Distribui até 1.800 pontos (campeão) no ranking qualificatório pa­ ra os Jogos Olímpicos de Tóquio. A corrida olímpica do judô terminará em junho e, até lá, ainda haverá cinco eta­ pas de Grand Slam, um continental e um Campeonato Mundial, que fechará a classificação para os Jogos. Ao retornar ao Brasil, a seleção se reapresentou em Pindamonhangaba, São Paulo, para um período de 10 dias de treinos a que começou em 25 de janeiro.


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Com informações da Assessoria de Imprensa da CBJ

Na sua quarta edição, o Desafio In­ ternacional de Judô Veteranos 2021 foi realizado em 06 de fevereiro, sábado, com um engajamento surpreendente em vista de todas as dificuldades im­ postas pela crise sanitária mundial. A edição 2021 foi totalmente online, se­ guindo os protocolos sanitários e de isolamento, o que contribuiu para que o número de participantes não ultrapas­ sasse a terceira edição, a maior até o momento. O recorde não foi batido mas os números impressionam. Vale lembrar que o desafio marca também as comemorações do Dia do Judô Ve­ terano, que é todo segundo sábado de fevereiro. Participantes na plataforma Zoom Presentes no desafio, através da plataforma Zoom, Silvio Acácio Borges ­ Presidente da CBJ, Edison Minakawa ­ Coordenador Nacional de Arbitragem da CBJ, Cristian Cezário ­ Coordena­ dor Nacional de Veteranos da CBJ, Everton Monteiro ­ Boletim OSOTOGA­ RI, Bruno Maia ­ Segunda Gaveta e Canal Golden Score (transmissão e su­ porte geral), Luciano Correia ­ Cam­ peão Mundial e professor responsável pelo treinamento e Diego Santos ­ Atle­ ta da Bahia líder do Ranking Nacional ­ 16

66 kg. Também na plataforma Zoom, os Coordenadores Estaduais de Vetera­ nos: Sandro Almada ­ MG, Alexandre Leocadio ­ AM, Airton Leite ­ AM, Adri­ ano Lins ­ AP, Antonio Milhazes ­ AL, Jorge Aquino ­ BA, Francisco Bento ­ CE, Rosana Barros ­ ES, Oswaldo Si­ mões ­ RJ, Sildomar Ivson ­ PE, Walter Luis Paixão ­ GO, Denisson de Azeve­ do ­ SE, Cassius Cariglio ­ TO, Jose Oliveira ­ RO, Leonardo Fraga ­ PR, Marco Leite ­ MA, Fabieldo Torres ­ PI, Daniela Rodrigues ­ MS e Alex Russo ­ SP. O número de Países participantes aumentou Além do Brasil, que é o carro chefe neste desafio, mais 23 Países tiveram representantes neste desafio: Argenti­ na, Austrália, Bolívia, Chile, Colômbia, Croácia, Equador, Inglaterra, El Salva­ dor, Espanha, Estados Unidos, Hondu­ ras, Itália, México, Panamá, Peru, Portugal, Republica Dominicana, Uru­ guai, Venezuela, Irlanda, Bélgica e Costa Rica. Após a cerimônia virtual de abertu­ ra, com o Presidente da CBJ Silvio Acácio Borges dando boas vindas à to­ dos, o treinamento foi conduzido pelo


Campeão Mundial Luciano Correia conduziu o treinamento dos veteranos.

campeão mundial Luciano Correia, di­ retamente da Bélgica. Luciano colocou os veteranos para suar em um treina­ mento de aproximadamente 90 minu­ tos. Todos os participantes do treinamento acompanharam pelo canal dos veteranos no Youtube. "Muitos atletas nos procuraram após o treino informando que não acessaram o link do treino porque es­ tavam acompanhando na academia pelo telão ou TV e outros que não con­ seguiram preencher o formulário a tempo. Assim, não conseguimos che­ gar a um número real e fizemos uma 17

estimativa, considerando o número de acessos e número de academias parti­ cipantes, e apuramos um número de aproximadamente três mil atletas nesta edição", disse o Coordenador Nacional de Veteranos Cristian Cezário. Na esperança de que o processo de imunização global seja estabilizada ainda em 2021, poderá acontecer um reencontro de todos com um pouco mais de liberdade na edição de 2022 para que o número de participantes volte a crescer e mais judocas da clas­ se tenham a oportunidade de participar desta grande festa do judô mundial.


Com informações da Assessoria de Imprensa da FAJ Fotos: FAJ

Aconteceu em 23 de janeiro de 2021, sábado, na Academia Dojan, a entrega das faixas para os graduados 2020 a faixa preta da Federação Ama­ paense de Judô. De maneira inovadora, assim como todos os eventos organizados pela gestão do presidente Adriano Lins, a entrega das graduações foi realizada em local específico e não mais dentro de outros eventos e os graduados fo­ ram as maiores estrelas deste evento. Muito valorizados e recebendo o destaque e os méritos que realmente merecem, todos os graduados recebe­ ram faixas personalizadas e os certifi­ cados enquadrados, valorizando ainda mais este momento. Destaque para o Sensei Ronildo 18

Nobre que recebeu o seu 5º Dan, com muito mérito por todos os serviços prestados por muitos anos, pelo cresci­ mento e desenvolvimento do Judô do Amapá. “'Foi um dia emocionante, onde pri­ orizamos os graduados, eles foram os grandes destaques e fizemos de tudo para que eles sentissem o valor que a faixa preta tem e a importância de cada um dentro do desenvolvimento do Judô do Amapá. Em nome da Federação de Judô do Amapá, agradeço a todos pela participação e a entrega que tiveram dentro deste processo e que sigam fir­ mes e motivados para que sigam este caminho do bem que o Judô proporcio­ na”, disse Adriano Lins.


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Por: Valter França – Judo Rio e Assessoria de Imprensa CBJ Fotos: Waldecy Cancela ­ Flash Sport

Em 03 de fevereiro, sábado, acon­ teceu a cerimônia de outorga de faixas e graus da Federação do Estado do Rio de Janeiro (FEJERJ). O presidente da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), Silvio Acácio Borges, prestigiou a cerimônia. Na ocasião, foram promo­ vidos atletas olímpicos, paralímpicos e que disputaram Mundiais de judô como parte do processo de valorização dos atletas. O evento foi transmitido online pela FJERJ e, presencialmente, o Time Judô Rio seguiu um rígido protocolo sanitário que, visando à segurança da saúde de todos os judocas, especial­ mente os mais velhos, priorizou a pre­ sença dos mais jovens. “Foi tudo muito bem organizado e seguro, trazendo o pessoal de forma pré­agendada sem acúmulo de pesso­ as e foi um sucesso. É sempre um pra­ zer estar com judocas e com o pessoal da FJERJ, que tem feito um trabalho de referência para que seus graduados não perdessem o ano no contexto da pandemia. Cursos, palestras, capacita­ 20

ção e, dessa forma, conseguiram su­ perar todos os obstáculos e fazer essa festa bonita”, elogiou o presidente da CBJ, Silvio Acácio Borges. “Foi um evento de excelência, no qual alcançamos nosso objetivo de fa­ zer um evento marcante, como deve ser uma promoção de graduação, mas mantendo a segurança e a saúde de todos. Muitas dúvidas pairaram na nos­ sa cabeça até acharmos um modelo seguro. Conseguimos um espaço gla­ mouroso dentro do hotel, um salão cli­ matizado, muito bonito. Usamos, no máximo, 40% do espaço para manter­ mos o distanciamento social”, contou Jucinei Costa, presidente da FJERJ. O Time Judô Rio dividiu os judocas promovidos, aproximadamente 200 pessoas, em 8 grupos, de cerca de 25 pessoas, sendo que cada um poderia levar apenas um acompanhante. Cada uma das cerimônias teve duração de cerca de 30 minutos e um intervalo de uma hora entre um grupo e outro. Nes­ se intervalo, uma equipe higienizava o


espaço. O ponto alto do evento foi a outor­ ga de faixas de judocas, que conquis­ taram mais um Dan por suas participações nos Jogos Olímpicos ou Paralímpicos ou em Campeonatos Mundiais, pelo presidente da CBJ, Sil­ vio Acácio Borges. “Gostei muito de ter sido lembrada nessa Cerimônia de Outorga de 2020. Agradeço à FJERJ, na pessoa do pre­ sidente Jucinei Costa, e ao presidente da CBJ, Silvio Acácio, por reconhece­ rem a contribuição dos atletas olímpi­ cos para o judô brasileiro”, disse Daniela Polzin, arquiteta e Gerente de Infraestrutura Esportiva do Comitê Olímpico do Brasil. 21

“É muito boa a sensação de estar progredindo no judô de uma maneira diferente. Quando era atleta, era atra­ vés dos títulos. Hoje, tendo em mente todos os ensinamentos adquiridos atra­ vés da prática do judô, carregando dentro de mim os valores e princípios filosóficos desta arte como um modo vida, busco através dos atos cotidia­ nos, dos trabalhos que estamos reali­ zando para os atletas e para o esporte nos bastidores e na forma como estou me portando fora dos tatames, ser ex­ emplo para os judocas mais novos”, completou Polzin, que disputou os Jo­ gos Olímpicos Atenas 2004, que che­ gou ao 4º Dan.


Com informações da Assessoria de Imprensa da CBJ Fotos: CBJ / FIJ

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O judô brasileiro já tem seus pri­ meiros representantes confirmados em Tóquio 2020. Os árbitros brasileiros André Mariano dos Santos e Jeferson Vieira receberam, nesta semana, a convocação oficial da Federação Inter­ nacional de Judô para atuarem nos Jo­ gos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio, adiados para este ano. Maria­ no foi selecionado para as provas olím­ picas, enquanto Vieira atuará, pela segunda vez consecutiva, nas disputas paralímpicas. “A seleção foi rigorosa, mas trans­ parente, e tivemos uma tarefa desafia­ dora até o final dessa classificação. Acreditamos que o representante da sua Confederação arbitrará com com­ pleta imparcialidade, respeitando e acatando as regras que os regem no verdadeiro espírito do judô”, afirma a carta de convocação enviada à CBJ e assinada pelos membros da Comissão de Arbitragem da FIJ, Juan Barcos, Jan Snijders e Daniel Lascau. Assim como os atletas, os árbitros internacionais que atuam no Circuito Mundial também são ranqueados em 24

uma listagem e recebem pontuações de acordo com o desempenho em ca­ da competição. Essa lista é utilizada como base para escolha dos árbitros nas Olimpíadas e Paralimpíadas. Na última atualização do ranking de arbi­ tragem publicada em 15 de janeiro deste ano pela FIJ, André Mariano dos Santos figurava na posição 17 e Jefer­ son Vieira na posição 27. Para Mariano, essa será sua estreia em Jogos Olímpicos como árbitro cen­ tral, dando continuidade ao legado dei­ xado por grandes nomes da arbitragem olímpica brasileira, como Edison Mina­ kawa, Emanoel Mattar “Maranhão”, Shigueto Yamasaki, Gunji Matsuuchi. “É com muita satisfação e com muita felicidade que eu comungo com toda a comunidade do judô do nosso país a possibilidade de estar atuando nos próximos Jogos Olímpicos. Grati­ dão. Os trabalhos continuam, os treina­ mentos continuam, a força de vontade continua. 2021 é judô”, celebrou André Mariano, que dedicou sua convocação aos companheiros de arbitragem, ao coordenador Edison Minakawa e ao


seu mentor na arbitragem, Luiz Gonza­ ga Filho, presidente da Federação Me­ tropolitana de Judô. Para Jeferson Vieira, sua conquista também deve ser compartilhada com aqueles que fizeram parte do seu ca­ minho. “É um momento ímpar na carreira de um árbitro e gostaria de dividir a mi­ nha alegria por essa convocação com todos. Agradeço o apoio da CBJ, na pessoa do seu presidente Silvio Acácio Borges, e à minha Federação, a FJERJ, na pessoa do seu presidente Jucinei Costa. Não poderia deixar de agradecer também ao meu mestre, meu segundo pai, professor José Pe­ reira Silva, que sempre me incentivou e esteve comigo todos esses anos. Dedi­ co essa conquista a todos os árbitros do Brasil. Feliz de estar compartilhando isso com eles”, afirmou Jeferson Vieira, que já havia atuado como árbitro cen­ tral nos Jogos Paralímpicos do Rio, em 2016. Ambos foram cumprimentados pelo presidente da CBJ, Silvio Acácio Bor­ ges, que também é árbitro internacio­ nal e que vem promovendo diversas ações de valorização e desenvolvimen­ to do quadro de arbitragem nacional

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em sua gestão em processo liderado pelo coordenador da CBJ, Edison Mi­ nakawa. “Foi com muita alegria e muito or­ gulho que recebemos esse ofício da FIJ comunicando as convocações dos senseis André Mariano e Jeferson Viei­ ra. É sempre importante lembrar que, nas últimas edições de Jogos Olímpi­ cos o judô brasileiro, através da sua ar­ bitragem, se faz representado e não vai ser diferente agora em Tóquio. Está se tornando tradição termos sempre um árbitro brasileiro nas Olimpíadas. É uma responsabilidade que, tanto o An­ dré quanto o Jeferson vão saber admi­ nistrar bem levando sempre o nome do nosso judô brasileiro. No mais, é só co­ memorar por mais essa conquista. Acho que os 1400 árbitros brasileiros, como também os judocas, técnicos de­ vam estar felizes também pois é uma conquista do judô brasileiro”, avaliou Minakawa, que arbitrou os Jogos Olím­ picos de Londres e do Rio e agora pas­ sa o bastão a Mariano. Para os atletas, por outro lado, a corrida olímpica terminará apenas em junho, após o Campeonato Mundial de Budapeste.


Nome completo: André Mariano dos Santos Data de Nascimento: 19/06/1971 ­ 49 anos Naturalidade: Brasília ­ DF Graduação: Kodansha ­ 7º Dan Ano de promoção à FIJ A: 2010 Tempo de atuação como árbitro: Início como mesário aos 15 anos. Aos 18 anos estreia como árbitro. Portanto, são 35 anos de atividade. Principais Participações: ­ Jogos Olímpicos Rio 2016 (assistente de imagens); ­ Jogos Paralímpicos Rio 2016 (aferi­ dor de Judogi); ­ Campeonato Mundial Juvenil, em Sa­ rajevo (BIH) 2015; ­ Campeonato Mundial Júnior, em Abu Dhabi (UAE) 2015; ­ Universíade Gwangju (KOR) 2015; ­ Campeonato Mundial Juvenil, em Santiago (CHI) 2017; ­ Campeonato Mundial Sênior, em Ba­ ku (AZE) 2018; 26

­ Campeonato Mundial Sênior, em Tó­ quio (JPN) 2019; ­ Jogos Pan­Americanos de Lima (PER) 2019; ­ Open, Grand Prix, Grand Slam, World Masters IJF desde 2013; ­ Gymnasíade, em Brasília (BRA) 2013; ­ Campeonatos Sul­americanos e Pan­ americanos desde 2010; ­ Jogos Mundiais Militares, em Catânia (ITA) 2003; ­ Competições Nacionais CBJ desde 1999.


Nome completo: Jeferson da Rocha Vieira Data de Nascimento: 20/10/1964 ­ 56 ANOS Naturalidade: Belford Roxo ­ RJ Graduação: Kodansha ­ 6º DAN Ano de promoção à FIJ A: 2009 Tempo de atuação como árbitro: 31 ANOS Principais Participações: ­ Campeonato Mundial Júnior, em Mar­ raquexe (MAR) 2019; ­ Jogos Pan­Americanos Lima 2019; ­ Campeonato Mundial Júnior, em Nas­ sau (BAH) 2018; ­ Campeonato Mundial Sênior, em Bu­ dapeste (HUN) 2017; ­ Jogos Paralímpicos Rio 2016; ­ Jogos Parapan­Americanos Toronto (CAN) 2015; ­ Campeonato Mundial Por Equipes Salvador (BRA) 2012; ­ Jogos Pan e Parapan­Americanos Guadalajara (MEX) 2011; ­ Campeonato Mundial Por Equipes 27

Antalya (TUR) 2010; ­ Jogos Parapan­Americanos Rio (BRA) 2007; ­ Campeonato Mundial Júnior, em Fort Lauderdale (USA) 2014; ­ Jogos Olímpicos da Juventude Najing 2014; ­ Campeonato Mundial Júnior, na Cida­ de do Cabo (RSA) 2012; ­ Open, Grand Prix, Grand Slam, World Masters IJF desde 2012; ­ Campeonatos Pan­Americanos e Sul­ Americanos; ­ Universíade Belgrado 2009; ­ Campeonato Mundial Universitário, em Málaga (ESP) 1999; ­ Jogos da Comunidade Europeia, em Lisboa (POR) 1994; ­ Competições Nacionais CBJ desde 1990;


Por: Assessoria de imprensa da CBJ / Agencia Brasil / FIJ Fotos: Gabriela Sabau ­ FIJ 28


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05 Continentes, 60 países, 418 competidores (244 homens e 174 mu­ lheres). Esses foram os números do Grand Slam de Tel Aviv, Israel, realiza­ do entre os dias 18 e 20 de fevereiro de 2020. Vôo fretado e bateria de testes para Covid­19 até o dia da luta O Grand Slam de Tel Aviv foi a quarta competição internacional da se­ leção brasileira de judô no contexto da pandemia de COVID­19, cenário que trouxe medidas rigorosas de controle e segurança dos atletas e desafios logís­ ticos inéditos tanto para organizadores, quanto para as delegações participan­ tes. A viagem começou alguns dias an­ tes do embarque, com a realização de dois testes RT­PCR num intervalo mí­ nimo de 72 horas entre eles. O embar­ que só foi autorizado para aqueles que apresentarem os dois testes negativos. 30

Além disso, diversos países esta­ vam com fronteiras fechadas para bra­ sileiros e Israel era um deles. Para chegar lá, os atletas precisaram em­ barcar em um vôo fretado pela Federa­ ção Internacional de Judô e pela Associação de Judô de Israel, respon­ sáveis pela realização do evento. Essa foi a única forma de acesso à Tel Aviv, uma vez que o aeroporto internacional Ben Gurion estava fechado para vôos internacionais. Durante o evento, todos os atletas foram testados mais duas vezes (na chegada e na véspera da luta) e fica­ ram isolados no hotel oficial. Só pude­ ram sair dali para o ginásio de competição por meio de transporte ofi­ cial. Cerimônia de abertura A cerimônia de abertura decorreu no primeiro dia do torneio, às 16h30 lo­ cais. Foi um lembrete gentil da unidade que o judô promove, com discursos ca­


lorosos e generosos do presidente da Federação Israelense de Judô Moshe Ponte, patrocinador Sr. Sylvan Adams e do presidente da IJF, Sr. Marius L. Vizer. O Sr. Ponte abriu os procedimen­ tos, “Prezado Sr. Marius Vizer e toda a família do judô da FIJ, damos as boas­ vindas ao Grand Slam de Tel Aviv em 2021, shalom. Senhor Vizer, o senhor é um verdadeiro amigo do Estado de Israel e, como tal, agradecemos a sua confiança e amizade. Também gosta­ ríamos de dar as boas­vindas ao Sr. Saeid Mollaei e ao seu treinador, o Sr. Mansouri. Eles são realmente bem­vin­ dos aqui. ” O Ministro da Cultura e Esportes de Israel, Sr. Hili Tropper, confirmou o sentimento do Sr. Ponte e acrescentou suas próprias boas­vindas, dizendo que Israel dá as boas­vindas a todos os atletas e que o esporte é um veículo de unidade e solidariedade. O co­anfitrião do evento, Sylvan Adams, também falou com franqueza: “Estou extremamente orgulhoso de es­ tar aqui hoje diante de centenas de atletas de classe mundial. Israel abriu suas portas para a participação de 60 países e seus atletas. Este é um exem­ plo de como o esporte une as pessoas, independentemente de religião ou ra­ ça. Damos as boas­vindas a um atleta especialmente corajoso, o Sr. Saeid Mollaei, que se levanta contra amea­ ças e exílio. O esporte pode ajudar a superar todos os tipos de males e de­ sejamos muito sucesso e uma visita cheia de espírito esportivo. É justamente em tempos de crise que temos que mostrar nossa força e em tempo de corona usamos o proto­ colo para garantir um alto grau de se­ gurança, para mostrar nosso poder. Este evento pode ser realizado com segurança e estamos comprometidos com esses elevados padrões. Precisa­ mos mostrar o caminho para o resto do mundo. Podemos ver o fim desta crise 31

e podemos ver em nosso futuro próxi­ mo um retorno ao normal. ” O presidente da FIJ, Marius Vizer, então assumiu seu lugar no palco, “É uma grande honra estar aqui e devo agradecer ao governo de Israel, bem como à família do judô, por mostrar unidade nestes momentos difíceis. Es­ se espírito é um dos motores da moti­ vação e da amizade. Através do esporte do judô temos mostrado, nos últimos anos, muitas conquistas no campo da anti­discriminação e este é o caso também aqui em Israel. O esporte tem o poder de mudar o mundo. O judô é uma ponte importante, construída en­ tre a sociedade, os países e todas as pessoas ”. Competição dos brasileiros No primeiro dia, quinta­feira (18), seis judocas do país subiram no tata­ me, mas somente Allan Kuwabara (até 60 quilos) e William Lima (até 66 qui­ los) avançaram à segunda rodada nas respectivas categorias, caindo nas oi­ tavas de final. No segundo dia de disputas, a se­ leção contou com cinco atletas em ação e os melhores resultados vieram com João Macedo (81kg) e Maria Por­ tela (70kg). João estreou com vitória por ippon, finalizando o israelense Dilan Rechister com uma chave de braço. Na segunda rodada, porém, o brasileiro encarou o atual vice­campeão mundial e cabeça­ de­chave número de Tel Aviv, Matthias Casse, da Bélgica, que venceu João por waza­ari. Portela foi a única representante do Brasil nas chaves femininas e estreou com vitória por ippon sobre a anfitriã Shaked Amihai. Nas oitavas­de­final, a brasileira caiu para a britânica Kelly Pollard, nas punições. Os outros três judocas que lutaram na sexta ficaram na primeira rodada. Eduardo Barbosa foi imobilizado por Eric Ham, da Grã­Bretanha; David Li­


ma (73kg) sofreu um waza­ari na luta com o búlgaro Mark Hristov; e Victor Penalber (81kg) parou no estrangula­ mento de Kenny Bedel, da Itália. No sábado, 20, último dia de Grand Slam de Tel Aviv, em Israel, Maria Su­ elen Altheman projetou a porto­rique­ nha Melissa Mojica por ippon na disputa por um dos bronzes do pesado feminino e garantiu o pódio para o Bra­ sil no primeiro Grand Slam do ano. Ca­ beça­de­chave número um do torneio, a brasileira venceu duas lutas nas pre­ liminares e só caiu na semifinal, diante de Rochele Nunes, de Portugal. O pódio lhe garantiu mais 500 pon­ tos no ranking de classificação olímpi­ ca para Tóquio 2020. Número 3 do mundo em fevereiro, Maria Suelen é a melhor brasileira ranqueada no pesado feminino e disputa a vaga olímpica com Beatriz Souza, que ocupa a sétima po­ sição na listagem e não lutou em Tel Aviv. Em seu caminho rumo ao pódio, Suelen bateu Milica Zabic, da Sérvia, por ippon, na primeira rodada e, em seguida, derrotou Faz Hershko, de Is­ 32

rael, nas quartas­de­final. O único revés veio na semifinal di­ ante de uma velha conhecida, a brasi­ leira naturalizada portuguesa Rochele Nunes, que conseguiu um waza­ari e três punições para se garantir na final. Rochele terminou com a prata e o ouro foi para a francesa Romane Dicko. O outro bronze da categoria ficou com Marina Slutskaya, de Belarus. Essa foi a terceira medalha em quatro competições disputadas por Maria Suelen desde a retomada do Cir­ cuito Mundial. Em outubro de 2020, ela foi bronze no Grand Slam da Hungria, conquistou o título pan­americano, em novembro, e só não medalhou no World Masters, em janeiro de 2021. Naquele sábado, o Brasil ainda te­ ve Rafael Macedo (90kg) e Leonardo Gonçalves (100kg) no tatame israelen­ se, mas nenhum dos dois avançou às finais. Leo venceu Simeon Catarina, da Holanda, na primeira luta, mas caiu nas oitavas para Thomas Briceño, do Chile. Macedo, por outro lado, ficou na primeira luta diante do polonês Piotr Kuczera.


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Por: Assessoria de imprensa da CBJ Fotos: CBJ

A Assembleia Geral Ordinária (AGO) Eletiva da Confederação Brasi­ leira de Judô reelegeu, neste sábado, 06, Silvio Acácio Borges para a presi­ dência da CBJ no quadriênio 2021­ 2025, tendo como vices José Nilson Gama de Lima, Danys Marques Maia Queiroz e Seloí Totti. A chapa de Silvio teve apoio da grande maioria do colé­ gio eleitoral, fechando a apuração com 179 votos contra 42 da chapa Resgate à União do Judô, que tinha como can­ didato a presidente Fernando Moimaz e a vices Marcelo França Moreira, Ad­ jailson Coutinho e Solange Pessoa. “Toda a condução do processo eleitoral e até chegarmos a esse resul­ tado evidenciaram os pilares da nossa chapa, o TER, Transparência, Ética e Responsabilidade. E, prevalecendo a vontade da enorme maioria do nosso 34

colégio eleitoral, sabemos que é nessa direção que devemos seguir na gestão dos próximos quatro anos do judô bra­ sileiro”, ponderou o presidente reeleito. A eleição de 2021 foi marcada tam­ bém pela maior participação de atletas no pleito presidencial pela primeira vez na história da Confederação. Dos 27 integrantes da Comissão de Atletas Eletiva do Judô (CAJE), 23 vieram para a Assembleia e puderam escolher seu próximo presidente, além de votarem também nas eleições do Conselho de Ética de Administração. Na última elei­ ção, os atletas foram representados por apenas um membro no colégio eleitoral. Agora, após alteração estatu­ tária promovida na atual gestão, os atletas representam um terço dos vo­ tos.


Apuração final Os votos que deram a vitória à cha­ pa liderada por Silvio Acácio vieram de 20 Federações (peso 6), 19 atletas (peso 3) e dois clubes (peso 1). A cha­ pa Resgate à União do Judô teve cinco votos de Federações e de quatro atle­ tas. Para o Conselho de Administração os únicos três candidatos foram eleitos 35

por aclamação: Luiz Carlos Rocha, Pe­ dro de Lamare e Fabio Rodrigues Fleischauer. Já para o Conselho de Ética, os cinco mais votados foram Gustavo Ja­ enisch Cação, Raphael Americano Câ­ mara, Adriana da Costa Shier, Alamiro Velludo Salvador Netto e Mario Viola Azevedo Cunha.


Por: Assessoria de imprensa da CBJ 36


O primeiro Webinar Desafios de Ar­ bitragem, de 2021, promovido pela Confederação Brasileira de Judô acon­ teceu nessa terça­feira, 27, e foi mar­ cado por uma maior interatividade entre os participantes e o público que acompanhou o seminário ao vivo pelo Canal Brasil Judô, no Youtube. Por meio de enquete virtual divulgada no chat ao vivo da transmissão, todos os expectadores tiveram a oportunidade de opinar nas situações de luta de­ monstradas, o que trouxe maior apren­ dizado e engajamento dos participantes. A iniciativa liderada pelo coordena­ dor nacional de arbitragem da CBJ, professor Edison Minakawa, começou em 2020, durante o período de isola­ mento social em decorrência da pan­ demia de Covid­19 no Brasil, e, graças ao sucesso de audiência e participa­ ção, foi continuada para esse ano com três painéis confirmados entre os me­ ses de abril a junho. No encontro dessa terça, a abertura oficial foi prestigiada pelo presidente da CBJ, Silvio Acácio Borges, ao lado de diversas autoridades do judô brasileiro, entre elas, presidentes de Federações, gestores da CBJ, coordenadores esta­ duais de arbitragem, árbitros, técnicos e atletas renomados. “Quando lançamos o primeiro piloto dessa Webinar nós não imaginávamos o sucesso que está sendo. As Confe­ derações Sul e Pan­Americanas tam­ bém adotaram e é um sucesso. Destaco também a abrangência dessa iniciativa. Quando conversamos, inici­ almente, tínhamos como público alvo os coordenadores de arbitragem de ca­ da estado. E, hoje, nós temos repre­ sentantes de todos os seguimentos. Parabenizo a todos e garanto a esses 1.238 inscritos que esse é um conheci­ mento a mais que estamos agregan­ do”, disse o presidente Silvio Acácio em seu pronunciamento de abertura. O grupo de “avaliadores” foi forma­ 37

do por um time de peso, com represen­ tantes de todos os seguimentos do judô competitivo: árbitros, técnicos e atletas. Sarah Menezes, David Moura, Sílvio Uehara, Rosicleia Campos, Dou­ glas Potrich, Robert Marques, Jeferson Vieira, Laedson Lopes, Marilaine Fer­ ranti e Chuno Mesquita foram os “de­ safiados” nas análises de oito situações de luta diferentes. Pela dinâmica, o professor Edison Minakawa apresenta uma situação de luta para os participantes interpretarem e darem o veredicto como se fossem o árbitro do combate. O lance é exibido por diversos ângulos e em câmera len­ ta. Em seguida, os expectadores votam pela enquete na opção que julgarem correta. Por fim, os avaliadores convi­ dados opinam e o resultado da enque­ te é exibido na tela para todos. Concluindo, Minakawa explica a aplica­ ção da regra e justifica qual seria a avaliação correta. O 2º painel do Webinar Desafios da Arbitragem ocorreu no dia 25 de maio. Foi conferido certificado de participa­ ção àqueles que se inscreveram no evento no Zempo e ainda preencheram a lista de presença divulgada ao final do Webinar pelo chat ao vivo do Canal Brasil Judô. Na próxima edição da re­ vista, matéria completa sobre o 2º We­ binar.


Por: Assessoria de imprensa da CBJ Fotos: Gabriela Sabau e Emanuele Di Feliciantonio ­ FIJ 38


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A seleção brasileira de judô embar­ cou em 28 de fevereiro, domingo, para o Uzbequistão, onde aconteceu o Grand Slam de Tashkent entre 5 a 7 de março. A longa viagem da delegação formada por 16 judocas teve escalas em Paris e Istambul, e só chegaram ao destino final na terça­feira, 02 de mar­ ço. Tashkent aconteceu exatamente dez dias após o primeiro Grand Slam do ano, que foi em Tel Aviv, Israel, e no qual o Brasil foi ao pódio com Maria Su­ elen Altheman (+78kg), conquistando a medalha de bronze. A expectativa foi por uma evolução nos resultados na re­ ta final rumo aos Jogos Olímpicos de Tóquio. Para isso, o Brasil teve oito atletas ­ cinco homens e três mulheres ­ em po­ sições de cabeças­de­chave de suas categorias. Foram eles: Larissa Pimen­ ta (52kg), Alexia Castilhos (63kg) e Be­ atriz Souza (+78kg), no feminino; Eric Takabatake (60kg), Eduardo Yudy San­ 40

tos (81kg), Rafael Buzacarini (100kg), Rafael Silva Baby (+100kg) e David Moura (+100kg), entre os homens. Moura foi o cabeça­de­chave núme­ ro um no pesado masculino e sabia que um pódio nesta competição poderia co­ locá­lo em vantagem na apertada briga pela vaga do Brasil com seu compatrio­ ta Rafael Silva Baby, que foi cabeça­ de­chave número dois em Tashkent. O judô brasileiro estreou na sexta­ feira, 05, no Grand Slam de Tashkent, no Uzbequistão, com seis atletas no ta­ tame da Humo Arena. Os melhores re­ sultados vieram com a meio­leve Larissa Pimenta (52kg), que bateu na trave na disputa pelo bronze, e com a peso Leve Jéssica Pereira (57kg), que foi até a repescagem. Felipe Kitadai (60kg) também venceu algumas lutas nas preliminares, mas parou nas oita­ vas­de­final da competição. Pimenta tem 22 anos e é uma das revelações das categorias de base da seleção brasileira neste ciclo olímpico.


Ela assumiu a titularidade da categoria que foi dominada por muitos anos pela multimedalhista mundial, Érika Miranda, que se aposentou em 2018, e vem num processo constante de amadurecimento no circuito sênior. Em Tashkent, estreou com um belo ippon sobre a turca Irem Korkmaz. Nas oitavas, bateu a alemã Anikka Wurfel, também por ippon, e venceu a chave ao superar Fabienne Kosher, da Suíça, nas punições. Daí para frente, só enca­ rou pedreira. Na semifinal, perdeu para a japonesa Uta Abe, bicampeã mundial e uma das principais judocas do Circuito Mundial na atualidade. E para ficar com a meda­ lha de bronze, teria que vencer a atual vice­campeã olímpica, Bokyeong Je­ ong, da Coreia do Sul. Em luta equili­ brada, a sul­coreana levou a melhor na tática e derrotou Pimenta nas punições. “Infelizmente saí sem a medalha, mas saí consciente que dei meu me­ 41

lhor. Acredito que minha preparação foi muito boa para estar aqui e que isso é um processo e eu estou num processo de evolução, de aprendizagem”, avaliou após a competição. Quem também chegou perto da medalha no primeiro dia de competição foi Jéssica Pereira, que busca pontos para entrar na zona de ranqueamento olímpico do peso Leve (57kg). Mais adaptada à nova categoria ­ ela era do peso meio­leve 52kg ­ a carioca venceu sua luta de estreia em Tashkent derro­ tando a anfitriã Shukurjon Aminova nas punições. Nas oitavas, superou a russa Daria Mezhetskaya, por ippon, e só pa­ rou na japonesa Momo Tamaoki, nas quartas­de­final. Jéssica ainda tentou a recuperação na repescagem, mas acabou parando nos shidos diante da sérvia Marica Pe­ risic. As duas adversárias que vence­ ram a brasileira terminaram no pódio. Tamaoki levou o ouro e Perisic o bron­ ze.


Entre os homens, o melhor desem­ penho foi do ligeiro Felipe Kitadai. Na estreia, ele venceu o americano Adonis Diaz, nas punições, e foi ágil na luta de solo para imobilizar o ucraniano Artem Lesiuk até o ippon. Com uma chave maior, Kitadai precisaria vencer mais uma luta para chegar às quartas, mas o Georgiano Jaba Papinashvili abreviou a participação do brasileiro na competi­ ção com um ippon no tempo extra. Outros três brasileiros também luta­ ram nesta sexta, mas não avançaram em suas chaves. Eric Takabatake (60kg) chegou como um dos 8 cabeças­ de­chave do Ligeiro, mas não venceu o uzbeque Kemran Nurillaev. Ketelyn Nascimento (57kg) foi imobilizada por Jisu Kim, da Coreia do Sul, e Gabriela Chibana, em processo de retorno após cirugia, parou na belga Anne Sophie Jura. A peso pesado Beatriz Souza ga­ rantiu um pódio para o judô brasileiro no Grand Slam de Tashkent, no Uzbes­ quistão, no ultimo dia, 07, conquistando a medalha de prata em sua categoria. Em ótima forma nas preliminares, Bia venceu três adversárias por ippon e só parou na campeã mundial Akira Sone, do Japão, em confronto definido nas punições (3 a 2). Atual número 8 do mundo no pesa­ do feminino, Beatriz é uma das princi­ pais revelações das categorias de base do judô brasileiro neste ciclo olímpico. Aos 22 anos, a judoca já faturou 7 me­ dalhas em etapas de Grand Slam e bri­ ga ponto a ponto pela vaga olímpica em Tóquio com a experiente Maria Suelen Altheman, atual número 2 do ranking mundial. As duas foram as responsá­ veis pelas únicas medalhas do Brasil até o momento no Circuito Mundial. Há duas semanas, Suelen havia conquista­ do o bronze no Grand Slam de Tel Aviv, em Israel. O caminho de Beatriz em Tashkent começou com vitória por ippon sobre a espanhola Sara Alvarez. A brasileira 42

continuou impondo seu judô e bateu mais uma adversária dura nas quartas­ de­final, a russa Anzhela Gasparian, para chegar à semifinal, onde venceu a tunisiana Nihel Cheikh Rouhou. Na luta pelo ouro, Bia teve a rara oportunidade de confrontar a titular do Japão já confirmada para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 adiados para 2021. Com todas as vagas já garanti­ das por ser o anfitrião desta edição, o Japão se isolou durante a pandemia e não vinha escalando seu time principal para as competições até Tashkent, quando trouxe a maioria dos judocas que estarão em Tóquio. Sone é a atual campeã mundial sê­ nior e uma das principais apostas de medalha da forte equipe japonesa. Mas, a brasileira não se deixou abalar pelas credenciais da adversária e con­ seguiu equilibrar a luta dominando a pegada. Ambas foram punidas por falta de combatividade logo no início e Bia ainda levou uma segunda punição. Re­ agiu e empatou os shidos, mas a arbi­ tragem viu mais uma terceira irregularidade da brasileira e definiu a campeã nas penalidades dando o ouro ao Japão. “Essa medalha é muito importante para mim. Mostra como a minha dedi­ cação, meu trabalho nos treinos estão dando certo. Sobre fazer esse randori com a Sone, que vai estar em Tóquio, eu vejo que estou no caminho certo, me preparando cada vez mais e, che­ gar lá, a história vai ser outra”, analisou Beatriz após subir ao pódio em seu pri­ meiro Grand Slam no ano olímpico. A seleção brasileira de judô retor­ nou ao Brasil na segunda (06) e em 12 de março, embarcaram para treinamen­ tos de campo internacionais na Albânia e na Geórgia em preparação para os Grand Slam de Tbilisi e Antalya.


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Por: Assessoria de imprensa da CBJ Fotos: Marina Mayorova ­ FIJ 44


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Quatro judocas brasileiras lutaram no primeiro dia de disputas do Grand Slam de Tbilisi, na Geórgia, etapa que distribuiu até mil pontos no ranking classificatório para os Jogos de Tó­ quio. O melhor desempenho veio com a meio­leve Larissa Pimenta (52kg), que disputou a medalha de bronze com a portuguesa Joana Ramos e dei­ xou o pódio escapar, terminando em quinto lugar. Ketelyn Nascimento (57kg) parou na repescagem e ficou em 7º lugar. Gabriela Chibana (48kg) e Jéssica Pereira (57kg) não avança­ ram ao bloco final. Atual número 10 do mundo, Pi­ menta chegou à Geórgia como uma das cabeças­de­chave de sua catego­ ria e confirmou o favoritismo nas preli­ minares. Estreou com vitória nas punições sobre atleta local Mzia Be­ boshvili, e avançou às quartas com um belo ippon contra a chinesa Kexin Zhang. Em seguida, a brasileira con­ seguiu outra linda projeção para supe­ rar a húngara Reka Pupp e chegar à semifinal. 46

Contra a britânica Chelsie Giles, campeã do Grand Slam de Tel Aviv há duas semanas, Pimenta não conseguiu encaixar seu jogo e perdeu a luta por ippon, sendo imobilizada pela adversá­ ria. Na luta pelo bronze, Pimenta con­ seguiu algumas projeções, mas não chegou a pontuar. O combate foi defini­ do nas punições e Joana Ramos levou a melhor sobre a brasileira para ficar com o bronze. A peso leve Ketelyn Nascimento também chegou ao bloco final, mas não foi ao pódio, terminando em 7º lu­ gar após cair na repescagem. Buscan­ do pontos para entrar na zona de ranqueamento olímpico, Ketelyn estre­ ou bem, com vitórias sobre Sevara Nishanbayeva, do Cazaquistão, e San­ ne Verhagen, da Holanda. Nas quartas­de­final, a brasileira travou uma batalha de oito minutos e 44 segundos no Golden Score contra Kaja Kajzer, da Eslovênia, e acabou saindo derrotada nas punições. Ela ain­ da teria uma chance de buscar a meda­


lha de bronze, mas precisaria vencer Marica Perisic, da Sérvia, na repesca­ gem. A vitória, contudo, não veio, e Ketelyn fechou sua participação em 7º lugar, seu melhor resultado neste ano. No mesmo peso, Jéssica Pereira também passou da primeira luta ao vencer a marfinense Zouleiha Dabon­ ne por ippon (imobilização), mas deu azar no sorteio da chave e pegou a atual campeã mundial Christa Degu­ chi, do Canadá, logo na 2ª rodada. A nipo­canadense trabalhou no chão e conseguiu um estrangulamento para abreviar a participação da brasileira no Grand Slam de Tbilisi. No peso ligeiro feminino, Gabriela Chibana (48kg) projetou Monica Ungu­ reanu por waza­ari para ficar em van­ tagem. Na sequência da queda, a romena tentou encaixar um estrangu­ lamento na brasileira, que se defen­ deu bem e evitou o ippon. No entanto, Ungureanu queixou­se com a arbitragem de uma suposta mordida da brasileira em sua mão. Os árbitros de vídeo revisaram o lance e optaram por desclassificar Chibana por conduta anti­desportiva. Posterior­ mente, a direção de arbitragem da FIJ admitiu que o hansokumake foi aplica­ do indevidamente, mas já não era mais possível retornar o combate. Neste primeiro dia, o Brasil não teve representantes nas chaves masculi­ nas dos pesos 60kg e 66kg. O peso Leve brasileiro Eduardo Katsuhiro Barbosa (73kg) apresentou, nesta sexta­feira, 26, resultado positi­ vo para COVID­19 e não lutou o Grand Slam de Tbilisi neste sábado, 27. Por precaução, o peso Meio­Médio Eduardo Yudy Santos (81kg), que divi­ diu quarto com Barbosa, também foi retirado da disputa, apesar de apre­ sentar resultado negativo no teste pa­ ra COVID­19 realizado pela organização do Grand Slam na quinta­ feira, 25. Ambos estavam assintomáti­ cos e cumpriram os protocolos de iso­ lamento sob os cuidados da Comissão 47

Médica da CBJ que acompanhou a de­ legação na Geórgia. A judoca brasileira Maria Portela garantiu o Brasil no lugar mais alto do pódio ao conquistar a medalha de ouro do Grand Slam de Tbilisi, na Geórgia, no sábado, 27, batendo a russa Madina Taimazova na grande final da categoria médio feminina (70kg). Foi a primeira medalha do país na competição e o pri­ meiro ouro do judô brasileiro no ano olímpico. Portela é uma das atletas mais ex­ perientes do Circuito Mundial e, seu úl­ timo pódio foi também um ouro, no Campeonato Pan­Americano de Gua­ dalajara, em novembro do ano passa­ do. Em Tbilisi, a gaúcha de Santa Ma­ ria, venceu cinco combates para con­ quistar seu terceiro título de Grand Slam. Primeiro, superou Ugne Pileckai­ te, da Lituânia, nas punições. Em se­ guida, bateu Donja Vos, da Holanda, por ippon, e, nas quartas­de­final, su­ perou Asma Alrebai, do Barein, nas pu­ nições. Para chegar à decisão, Portela foi estratégica e contra­golpeou a belga Gabriela Willems para anotar um waza­ ari no golden score da semifinal. Na final contra Taimazova, a brasi­ leira foi estratégica, mais uma vez, e venceu nas punições (3­1) para finali­ zar o dia com o desempenho perfeito. O Brasil ainda teve Ellen Santana nessa categoria. Ellen pegou, logo na primeira luta, a venezuelana Elvismar Rodriguez, que foi sua algoz na disputa de bronze do Grand Slam de Tashkent realizado duas semanas antes. Nova­ mente, a brasileira levou a pior no com­ bate e despediu­se mais cedo da competição. No meio­médio feminino (63kg), a seleção contou com duas representan­ tes e por pouco não teve mais uma atleta na disputa por medalhas. Depois de vencer Nadia Simeoli, da Itália, e Laerke Olsen, da Dinamarca, Ketleyn Quadros caiu para a russa Daria Davy­


dova, nas quartas­de­final, e não con­ seguiu recuperar­se na repescagem diante da húngara Szofi Ozbas. As­ sim, a brasiliense fechou sua partici­ pação com um 7º lugar. Na mesma categoria, Aléxia Casti­ lhos começou bem a luta contra a chi­ nesa Junxia Yang, pontuando com um waza­ari, mas sofreu a virada e não avançou na chave. Depois de um dia dourado com o título de Maria Portela (70kg), o judô brasileiro voltou ao pódio do Grand Slam de Tbilisi, no domingo, com seu trio de pesos pesados. No masculino, Rafael Silva “Baby” ficou com a meda­ lha de prata, parando apenas na final diante do georgiano Gela Zaalishvili. Entre as mulheres, Maria Suelen Altheman e Beatriz Souza garantiram uma dobradinha no pódio vencendo Yan Wang, da China, e Raz Hershko, 48

de Israel, respectivamente, nas lutas pelos bronzes do +78kg. Atual número 10 do mundo, Baby chegou à Tbilisi como cabeça­de­chave número um do torneio e teve ótimo de­ sempenho nas preliminares. Jogou e imobilizou Shockruh Bakhtiyorov, do Uzbequistão, nas oitavas­de­final, e não deu chances ao Georgiano Saba Inaneishvili, projetando o adversários duas vezes para anotar dois waza­ari (ippon). Na semifinal, encarou um adversá­ rio mais experiente, o cubano Andy Granda, que ofereceu uma luta mais equilibrada com o gigante brasileiro. Mais agressivo e melhor na disputa de pegada, Rafael Silva forçou três puni­ ções a Granda, levou duas, e se garan­ tiu na decisão com Gela Zaalishvili, jovem promessa da Geórgia, campeão mundial júnior e ouro no Grand Slam


de Tel Aviv neste ano. Em luta apertada, o georgiano conteve os ataques do brasileiro e conseguiu a projeção por ippon no golden score para ficar com o ouro em casa. A medalha de prata deu a Rafael Silva mais 700 pontos no ranking mundial. Ele disputa a vaga olímpica com David Moura, que não lutou na Geórgia. O Brasil fez bonito também no pe­ sado feminino, com Beatriz Souza e Maria Suelen Altheman garantindo uma dobradinha de bronze no pódio da categoria. A prata ficou com a por­ tuguesa Rochele Nunes e o ouro ficou com a chinesa Shiyan Xu, que venceu as duas brasileiras ­ Bia na semifinal e Suelen nas quartas. Na primeira disputa de bronze, Bia superou a israelense Raz Hershko, por ippon. Em seguida, Maria Suelen superou a gigante chinesa Yan Wang 49

nas punições. Nas preliminares, Beatriz venceu Anzhela Gasparian, da Rússia, e Yely­ saveta Kalanina, da Ucrânia. Já Sue­ len, passou por Nazgul Maratona, do Cazaquistão, e também superou Kala­ nina, na repescagem. O Brasil ainda teve Rafael Macedo (90kg) e Leonardo Gonçalves (100kg) no tatame Georgiano no domingo. Ma­ cedo parou em Shermulhammad, do Uzbequistão, na primeira rodada. Léo venceu Koffi Kreme Kobena, da Costa do Marfim, mas não passou pelo uzbe­ que Turoboyev, nas oitavas. A seleção brasileira de judô seguiu diretamente para a Turquia, onde dis­ putariam o Grand Slam de Antalya. Nessa etapa, o Brasil teve Eric Takaba­ take (60kg), Daniel Cargnin (66kg), Wil­ lian Lima (66kg) e David Moura (+100kg), ao lado daqueles que lutaram em Tbilisi.


Por: Assessoria de imprensa da CBJ Fotos: Emanuele Di Feliciantonio ­ FIJ 50


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05 continentes, 91 Países, 432 participantes (263 homens e 169 mu­ lhres). Esses foram os números do Grad Slam de Antalya. O judô brasilei­ ro foi representado por quatro atletas no Grand Slam de Antalya, na Tur­ quia, que aconteceu entre 01 e 03 de abril. Os judocas Eric Takabatake (60kg/EC Pinheiros/FPJudo), Daniel Cargnin (66kg/Sogipa/FGJ), Willian Li­ ma (66kg/EC Pinheiros/FPJudo) e Da­ vid Moura (+100kg/Instituto Reação/FJERJ), que saíram do Brasil para a Turquia, foram os representan­ tes nacionais na competição. Por outro lado, a delegação brasi­ leira que veio da Geórgia após compe­ tir o Grand Slam de Tbilisi uma semana antes foi afastada preventiva­ mente do Grand Slam de Antalya. O meio­médio Eduardo Yudy Santos (81kg) apresentou resultado positivo no teste PCR3 (entrada na bolha sani­ tária) e, pelo protocolo das autorida­ des locais, todos os seus contactantes 52

foram isolados, mesmo tendo resulta­ dos negativos nos exames feitos na chegada à Turquia. Eles foram monito­ rados e atendidos de perto pelo médico da seleção brasileira, dr. Rafael Sugi­ no, que acompanhou a equipe na Tur­ quia. “É um momento, realmente, de mui­ to cuidado e precaução e que exige um esforço conjunto de toda a comunidade do judô para minimizar os riscos de contaminação e para que as competi­ ções aconteçam em ambiente seguro para todos os participantes. Nossos atletas estão frustrados, mas entendem que a saúde e a segurança de todos é prioridade”, explicou Ney Wilson Perei­ ra, gestor de Alto Rendimento da CBJ. Esse foi o penúltimo Grand Slam da temporada 2021 e o Brasil tinha seis medalhas até o momento. Três bron­ zes, duas pratas e um ouro. O peso ligeiro brasileiro Eric Taka­ batake (60kg) ficou em 7º lugar na dis­ puta do Grand Slam de Antalya, na


Turquia, na quinta­feira, 01. Eric ven­ ceu suas duas primeiras lutas na com­ petição, caiu nas quartas e não conseguiu se recuperar na repesca­ gem pelo bronze. Em sua estreia em Antalya, Eric superou o turco Mihrac Akkus, com um waza­ari no Golden score. Em se­ guida, nas oitavas­de­final, superou o cazaque Shamshadim nas punições e avançou às quartas­de­final. Nessa fa­ se, o brasileiro parou no belga Jorre Verstraeten, que fechou a competição com a medalha de ouro. Eric ainda teria uma chance de chegar na disputa pelo bronze, mas não passou da repescagem, onde caiu para o francês Romaric Bouda. O pódio do peso ligeiro masculino ficou com Verstraeten em primeiro lu­ gar, Walide Khyar, da França, em se­ gundo, Bouda e Yun Wei Yang, de Taipei, em terceiro. Os meio­leves Daniel Cargnin (66kg) e Willian Lima (66kg) também 53

lutaram na quinta­feira. Daniel venceu Petr Zukhov, da Romênia, nas puni­ ções, e parou no marroquino Abderrah­ mane Boushita nas oitavas­de­final. Já Willian parou no holandês Ivo Verhors­ tert na primeira luta. O peso pesado David Moura (+100kg) fechou, no sábado, 03, a par­ ticipação do judô nacional no Grand Slam de Antalya, na Turquia. Atual nú­ mero 10 do mundo no ranking dos pe­ sados (+100kg), David entrou no torneio como um dos cabeças­de­cha­ ve de sua categoria. Seu primeiro confronto foi com o uzbeque Alisher Yusupov, que conse­ guiu dois waza­ari (ippon) para tirar o brasileiro da disputa ainda nas oitavas­ de­final. Em quatro etapas de Grand Slam disputadas em 2021, o judô brasileiro subiu ao pódio seis vezes. Maria Sue­ len Altheman (+78kg) foi bronze em Tel Aviv e em Tbilisi; Beatriz Souza foi pra­ ta em Tashkent e bronze em Tbilisi;


Maria Portela foi ouro em Tbilisi; e Ra­ fael Silva foi prata em Tbilisi. Nenhum deles lutou em Antalya, pois integram a delegação que veio da Geórgia e que cumpre quarentena preventiva na Turquia após um resultado positivo para COVID­19 de um dos integrantes da delegação. Os atletas em isolamento ficaram bem, receberam suporte diário remoto 54

dos profissionais da equipe multidisci­ plinar da CBJ (nutricionista, fisiotera­ peuta, treinadores, médicos) e foram acompanhados in loco pelo médico da seleção. Eles cumpriram todos os pro­ tocolos de segurança determinados pe­ las autoridades locais e a CBJ tomou as medidas cabíveis para repatriá­los ao final do período de quarentena.


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Por: Assessoria de imprensa da CBJ Fotos: Vanessa Zambotti ­ CPJ

A seleção brasileira de judô viajou ao México para a disputa do Campeo­ nato Pan­Americano de Guadalajara, que aconteceu nos dias 15 e 16 de abril de 2021. A disputa continental foi uma das mais importantes no proces­ so de classificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio, distribuindo até 700 pontos (ouro) no ranking olímpico. Nessa etapa, o Brasil foi represen­ tado por 17 atletas, em sua maioria, que estão na corrida olímpica buscan­ do os pontos decisivos para a vaga em Tóquio. Por conta da paralisação das competi­ ções em 2020, o Pan daquele ano foi realizado em novembro. Com isso, tanto a edição de 2020, quanto a de 2021 valerão para o ranqueamento. Porém, será computado apenas o me­ lhor resultado. Dessa forma, a CBJ 56

decidiu não levar os campeões de 2020 (Eric Takabatake, Daniel Cargnin, Ma­ ria Portela e Maria Suelen Altheman) para a disputa de 2021, já que alcança­ ram a pontuação máxima no ano pas­ sado. Na sequência do Campeonato, par­ te da equipe também lutou o Open Pan­Americano, que dá até 100 pontos no ranking. E o judô brasileiro estreou bem no Campeonato Pan­Americano Sênior, na quinta­feira, 15. Todos os nove judo­ cas que lutaram no primeiro dia chega­ ram às disputas por medalhas e arremataram sete pódios para o Brasil. Foram três ouros, duas pratas e dois bronzes conquistados pela seleção bra­ sileira. Os destaques do dia ficaram com os campeões Larissa Pimenta (52kg),


Willian Lima (66kg) e Ketleyn Quadros (63kg), que arremataram os 700 pon­ tos do Pan para o ranking mundial classificatório para os Jogos Olímpi­ cos. As pratas vieram com Gabriela Chibana (48kg) e Ketelyn Nascimento (57kg), enquanto Nathália Brígida (48kg) e Jéssica Pereira (57kg) leva­ ram as medalhas de bronze e fizeram a dobradinha brasileira nos pódios do 48kg e do 57kg. Renan Torres (60kg) e Aléxia Casti­ lhos (63kg) também chegaram às dis­ putas por bronzes, mas terminaram em quinto lugar. Estreia do Judô no Canal Olímpico do Brasil O Pan marcou a estreia do judô nas transmissões ao vivo do Canal 57

Olímpico do Brasil, a plataforma oficial de streaming do Comitê Olímpico do Brasil. Todas as lutas foram exibidas, narradas por Guilherme Maia e comen­ tadas pelo medlahista olímpico e mun­ dial do Judô, Leandro Guilheiro. O fã do judô pôde assistir, torcer e interagir com a transmissão pelo Twit­ ter mandando mensagens com a hash­ tag #CanalOlimpicoDoBrasil. Depois dos sete pódios conquista­ dos no primeiro dia, na sexta, 16, os ju­ docas brasileiros faturaram mais sete medalhas, sendo quatro de ouro, duas de prata e uma de bronze. Com os re­ sultados, o país foi campeão geral da competição, com sete medalhas de ou­ ro, quatro de prata e três de bronze, além de três quintos lugares. O torneio continental reuniu cerca


de 100 atletas de 20 países e distri­ buiu 700 pontos (campeão) no ranking de classificação para Tóquio 2020. Foi uma grande chance para os judocas brasileiros que ainda buscavam entrar na zona de ranqueamento olímpico e para as duplas que disputam interna­ mente a vaga do Brasil nos Jogos Olímpicos, uma vez que só pode ir um atleta por país por categoria. Os pesados Rafael Silva “Baby” e Beatriz Souza foram campeões de su­ as categorias e devem somar alguns pontos no ranking. Eles disputam a vaga olímpica ponto a ponto com Da­ vid Moura e Maria Suelen Altheman, respectivamente. Moura ficou com a prata e Suelen não esteve em Guada­ lajara dessa vez, pois já tinha sido campeã em 2020 e não poderia me­ lhorar seu resultado. 58

Os outros dois ouros brasileiros vie­ ram com judocas mais jovens, que não estão ainda diretamente na briga pela vaga em Tóquio, mas que aproveitaram bem a oportunidade de lutar um Pan­ Americano pela primeira vez. O meio­ médio Guilherme Schimidt, de 20 anos, venceu o experiente Emmanuel Lucen­ ti, da Argentina, por estrangulamento, na final, para subir ao lugar mais alto do pódio continental pela primeira vez, assim como a peso médio Ellen Santa­ na, de 22 anos, que superou a equato­ riana Celina Corozo, para ficar com o título. Nessas categorias, o Brasil tem Eduardo Yudy Santos e Maria Portela como melhores colocados no ranking. Yudy recuperava­se da infecção por Covid­19 e não foi ao Pan. Portela, por outro lado, foi campeã em 2020, mes­


ma situação de Daniel Cargnin (66kg), Eric Takabatake (60kg) e Maria Sue­ len (+78kg). “Fiquei muito feliz com a convoca­ ção. Estava treinando forte no meu clube, cuidando do meu peso e sem­ pre pronto para quando a oportunida­ de aparecesse. A oportunidade chegou e eu consegui fazer esse ouro aqui no México. Estou muito feliz. Consegui desenvolver tudo que venho treinando, me senti bem e estou sem­ pre pronto para as próximas competi­ ções em busca dos meus objetivos”, avaliou Schimidt, que é atleta do Mi­ nas Tênis Clube (MG) e da seleção Sub­21, onde foi bronze no Mundial Júnior. Também estreante em continentais adultos, Ellen Santana, que vinha de um quinto lugar no Grand Slam de 59

Tashkent, vê o ouro no Pan como um fator motivacional para as próximas etapas. “Com esse Start de primeira meda­ lha eu sinto que ainda tem muito por vir, muito para construir e isso me puxa para frente, me motiva muito. As próxi­ mas etapas são mais desafios e carre­ go esse resultado como bagagem para encará­los da melhor forma, buscando o melhor desempenho possível”, proje­ tou a judoca do Esporte Clube Pinhei­ ros. Além deles, Rafael Macedo (90kg) e Leonardo Gonçalves (100kg) também subiram ao pódio pan­americano na sexta. Macedo ficou com a prata, cain­ do na final diante do dominicano Robert Florentino. Leo ficou com um dos bron­ zes do meio­pesado depois de cair pa­ ra o americano Nathaniel Keeve, nas


quartas­de­final. A disputa pela meda­ lha seria com seu compatriota Rafael Buzacarini, que não se apresentou pa­ ra o combate. Buzacarini recupera­se de uma fratura no dedo do pé e, como já tinha a prata do Pan de 2020, não poderia melhorar sua pontuação mes­ mo se conquistasse o bronze em 2021. Parte da equipe seguiu em Guadalaja­ ra no final de semana para a disputa do Open Pan­Americano. Embalados pelo ótimo desempe­ nho no Campeonato Pan­Americano de Judô, sete judocas brasileiros vol­ taram ao tatame mexicano no sábado, 17, e faturaram sete medalhas para o Brasil no Open Pan­Americano de Guadalajara. Foram cinco ouros e du­ as pratas para a seleção brasileira, que teve 100% de aproveitamento com todos os judoca subindo ao pó­ dio. Os resultados garantiram o primei­ 60

ro lugar geral do Open para o Brasil. A competição teve a participação de 75 atletas, de 16 países. Os grandes destaques foram as ca­ tegorias 48kg e 57kg que tiveram finais brasileiras. No ligeiro, Nathália Brígida levou a melhor sobre Gabriela Chibana, nas punições, para ficar com o ouro. Já no peso Leve, a vitoriosa foi Ketelyn Nascimento, que bateu Jéssica Pereira, também nas punições. "Foi incrível voltar a competir e, ain­ da mais, ter vencido hoje. Estou muito contente com meu retorno e mais moti­ vada para os próximos desafios", cele­ brou Nathália Brígida, que não competia desde o Grand Slam de Dus­ seldorf, em fevereiro de 2020. Campeões no Campeonato Pan­Ameri­ cano, Willian Lima (66kg), Guilherme Schimidt (81kg) e Ellen Santana (70kg) repetiram o desempenho no Open e voltaram para casa com duas meda­ lhas de ouro na bagagem.


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Com informações da Assessoria de Imprensa da CBJ Fotos: Everton Monteiro

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A capa desta edição presta uma homenagem à Mayra Aguiar. Mayra Aguiar da Silva, nasceu em 3 de agosto de 1991 em Porto Alegre – RS e hoje é uma judoca multi meda­ lhista olímpica e mundial. Atleta da SOGIPA de Porto Alegre, nos Jogos Pan­Americanos do Rio de Ja­ neiro 2007 obteve a medalha de prata na categoria de até 70 kg, perdendo na final para a futura campeã do UFC Ronda Rousey. Nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008 disputou a categoria de – 70 kg, sendo derrotada já na primeira luta. Em 2010 recebeu a medalha de prata na categoria até 78 kg no Cam­ peonato Mundial de Judô de 2010 rea­ lizado em Tóquio e foi eleita atleta da década pela Federação Gaúcha de Judô. Já no ano de 2011 Mayra foi medalha de bronze no Mundial realiza­ do na França. Em 2012 sagrou­se campeã no Grand Slam de Judô de Paris na categoria até 78 kg, superando a norte­america­ na Kayla Harrison na final. A vitória co­ locou a atleta no primeiro lugar do ranking mundial da categoria até 78 kg. Mayra também foi ouro no Pan­ americano de Judô em sua primeira disputa como lider no ranking mundial. Em agosto, conquistou a medalha de bronze na Olimpíada de Londres 2012. Tornou­se campeã mundial na categoria até 78kg, em 29 de agosto de 2014, ao derrotar na final a france­ sa Audrey Tcheuméo por wazari. Nos Jogos Pan­Americanos de 2015 conquistou a medalha de prata, perdendo a final para Kayla Harrison, campeã olímpica em Londres 2012, a quem havia derrotado na semifinal do Mundial do ano anterior. Ainda em 2015 conquistou a medalha de ouro no Campeonato Pan­Americano de Ed­ monton e a medalha de prata no Grand Prix de Abu Dhabi. Em fevereiro de 2016 conquistou a medalha de ouro do Grand Slam de Judô de Paris, tornando­se bicampeã 63

deste torneio e derrotando por ippon na final a norte­americana Kayla Harrison, sua maior rival na categoria. Foi a se­ gunda vez que venceu o Grand Slam francês derrotando Harrison. Três me­ ses depois, voltou a enfrentar Harrison na final do World Masters de Guadala­ jara, no México, e perdeu para a norte­ americana, por imobilização, ficando com a medalha de prata. Nos Jogos Olímpicos de 2016 con­ quistou a medalha de bronze ao vencer a cubana Yalennis Castillo. Nos Jogos Pan­Americanos de Lima 2019 venceu a atleta de Cuba Kaliema Antomarchi no "golden score" na categoria até 78 kg e conquistou a medalha de ouro. Terceiro­sargento da Marinha do Brasil Assim como outros atletas olímpi­ cos brasileiros que tem o apoio das Forças Armadas Brasileiras e fazem parte de algum de seus ramos milita­ res, Mayra é terceiro­sargento da Mari­ nha do Brasil, integrante do CEFAN (Centro de Educação Física Almirante Nunes). “Mudou meu caminho, mas o desti­ no segue o mesmo. É Tóquio.” Mayra Aguiar reprogramou a rota, estabeleceu novas metas, mas mante­ ve o foco no destino final: Tóquio. O obstáculo da vez a ser superado por Mayra Aguiar foi uma lesão no joelho, reparada por meio de cirurgia, em se­ tembro de 2020. Difícil, mas não im­ possível, sobretudo para quem já passou por isso outras sete vezes e deu a volta por cima em todas elas. Em pleno processo de recupera­ ção, a gaúcha se pronunciou demons­ trando força e total confiança em sua reabilitação a tempo de lutar os Jogos Olímpicos de Tóquio adiados para 2021. "Nunca fui de me entregar. Nunca de­ sisti. E não vai ser agora que isso vai acontecer. Já enfrentei sete cirurgias e várias lesões, além de dificuldades nor­


mais que todas as pessoas passam, e jamais deixei de perseguir os meus ob­ jetivos. Agora, minha meta é estar nos Jogos Olímpicos de Tóquio e sei que lá estarei, mais uma vez representan­ do as cores do Brasil e da Sogipa”, projetou a atleta. Em 2014, quando conquistou seu primeiro título mundial, em Chelia­ binsk, na Rússia, Mayra viveu situação semelhante à que encara agora. Ma­ chucou­se em 2013 e teve apenas uma competição para se testar antes do Mundial que a consagrou melhor do mundo em 2014. Sofri, em setembro de 2020, uma lesão no joelho e me submeti a uma ci­ rurgia. O processo de recuperação co­ meçou em seguida. Neste momento, caminha muito bem. Me sinto fortaleci­ da e motivada. A evolução é visível dia a dia. A resiliência faz parte da minha vida e sempre tive muita tranquilidade em me adaptar e fazer o melhor com aquilo que eu tenho em cada momen­ to. 64

Além da confiança em mim mesma e naqueles que me cercam e da tran­ quilidade que adquiri ao longo de tan­ tos anos como atleta, tenho a experiência de já ter vivido processo semelhante. Sou forte e sempre enfren­ tei os meus problemas trabalhando du­ ro e silenciosamente. Em 2013, passei por duas cirurgias e, apenas alguns meses depois, conquistei a medalha de ouro no Campeonato Mundial em Che­ liabinsk. A recuperação está indo muito bem. Os médicos, os fisioterapeutas e os preparadores físicos estão satisfei­ tos com o progresso. Já estou suando bastante e fortalecendo a parte física. Ou seja, mudou o meu caminho, mas o destino segue o mesmo. É Tóquio." Recuperação e foco Seis meses após passar por cirur­ gia no joelho, judoca brasileira come­ morou a recuperação e mantém confiança na busca de sua terceira me­ dalha olímpica.


Mayra Aguiar voltou aos treinos de judô e cada vez mais confiante em sua recuperação. Seis meses após lesio­ nar o ligamento cruzado anterior do jo­ elho esquerdo durante um treino, a judoca da seleção brasileira e da Sogi­ pa (RS) segue focada em sua prepara­ ção de olho no destino final de uma jornada cheia de superação. O objetivo é estar pronta para buscar sua terceira medalha olímpica, dessa vez, na terra do judô: Tóquio. Durante o mês de março, a CBJ e o COB trouxeram Mayra para uma temporada de treinos e avaliações na moderna estrutura do Centro de Trei­ namento do Time Brasil, no Rio de Ja­ neiro. Entre uma sessão de judô e outra de fisioterapia, a gaúcha falou, pela primeira vez, em entrevista ao Ca­ nal Brasil Judô, no Youtube, sobre o momento mais difícil da sua carreira neste ciclo olímpico e o processo de reabilitação. “Na hora que eu vi que realmente ia ter que operar, eu fiquei bem mal. Foram dois dias que eu me dei para fi­

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car mal. Mas, depois que passou, foi só positividade. Eu não tinha tempo de fi­ car choramingando. Por mais abalada que possa estar, eu estou animada e com mais vontade ainda de buscar mais uma medalha”, conta. Em Budapeste, Seleção terá retorno de Mayra Aguiar e definição da equi­ pe olímpica A Confederação Brasileira de Judô convocou, nesta terça­feira, 11, os ju­ docas que representarão o Brasil no Campeonato Mundial Sênior Individual e por Equipes, em Budapeste, Hungria, no período de 06 a 13 de junho. Na dis­ puta, que será a última etapa classifica­ tória para os Jogos Olímpicos de Tóquio, a seleção terá sua força máxi­ ma, com atletas em todas as categorias de peso. Destaque para o retorno de Mayra Aguiar (78kg/Sogipa/FGJ) às competições após passar por cirurgia no joelho esquerdo em setembro de 2020 e ficar afastada do Circuito Mun­ dial desde então. Que venham mais conquistas para Mayra Aguiar!


Por: Assessoria de imprensa da CBJ Fotos:Emanuele Di Felicinatonio e Gabriela Sabau – FIJ 66


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A seleção brasileira de judô dispu­ tou na Rússia, entre 05 e 07 de maio, o Grand Slam de Kazan, penúltima etapa do circuito mundial classificatória para Tóquio 2020. Em jogo, os mil pontos da medalha de ouro que podem valer muito na corrida por uma vaga olímpica para os 19 brasileiros que lu­ taram em solo russo. Os números da competição: 05 Continentes, 79 Países e 407 participantes (243 homens e 164 mulheres). Na preparação final para o Grand Slam de Kazan, a seleção contou com o suporte técnico de um dos maiores judocas do Brasil, o medalhista de bronze em Atenas 2004, Flavio Canto. Especialista nas técnicas de solo, Can­ to treinou com os judocas em Pinda­ monhangaba na semana que antecedeu o GS de Kazan e comparti­ lhou seu conhecimento e experiência com os atletas. Além dele, já participaram dos 68

camping da CBJ outros grandes nomes do judô, como João Derly, Soraia An­ dré, Leandro Guilheiro e Luciano Cor­ rêa. A iniciativa de aproximar da equipe os grandes ídolos do judô nacional busca inspirar e motivar os judocas ain­ da mais na reta final rumo a Tóquio. No primeiro dia de competição, 05 de maio, o Brasil teve sete atletas no tatame da Tatneft Arena: Eric Takaba­ take (60kg/ECP), Daniel Cargnin (66kg/Sogipa), Willian Lima (66kg/ECP), Gabriela Chibana (48kg/ECP), Nathália Brígida (48kg/So­ gipa), Jéssica Pereira (57kg/Reação) e Ketelyn Nascimento (57kg/ECP). Os melhores desempenhos ficaram por conta de Ketelyn Nascimento (57kg), Daniel Cargnin (66kg) e Eric Ta­ kabatake (60kg), que venceram uma lu­ ta cada e pararam nas oitavas­de­final. Gabriela Chibana (48kg), Nathália Brí­ gida (48kg), Jéssica Pereira (57kg) e Willian Lima (66kg) caíram na estreia e não avançaram em suas chaves.


Na quinta­feira, 06, foi a vez dos ju­ docas Eduardo Katsuhiro Barbosa (73kg/Paineiras), Eduardo Yudy San­ tos (81kg/ECP), Alexia Castilhos (63kg/Sogipa), Ketleyn Quadros (63kg/Sogipa) e Maria Portela (70kg/Sogipa), todos já dentro da zona de ranqueamento olímpico. Na disputa do 63kg, Quadros tem vantagem de aproximadamente 1000 pontos sobre Castilhos. E a meio­médio Ketleyn Quadros (63kg) abriu o quadro de medalhas pa­ ra o Brasil ao conquistar a prata na fi­ nal contra a polonesa Agatha Ozdoba­Blach. Nas preliminares, Ke­ tleyn venceu três lutas por ippon, supe­ rando Mokhee Cho (Coreia do Sul), Cristina Cabana Perez (Espanha) e Andreja Leski (Eslovênia). Na decisão pelo ouro, a brasileira chegou a projetar a adversária no tem­ po regulamentar, mas a revisão de ví­ deo não marcou o waza­ari para Ketleyn. No tempo extra, em situação muito parecida, a polonesa projetou Ketleyn e a arbitragem validou o ponto que deu o título à Blach. Essa é a segunda final consecutiva de Ketleyn Quadros no Circuito Mundi­ al. Aos 33 anos, a medalhista de bron­ ze nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, vive um de seus melhores momentos na carreira desde o pódio olímpico e se aproxima cada vez mais de sua segunda participação, em Tó­ quio 2020. Além dela, outra brasileira chegou ao bloco final de disputas no segundo dia do Grand Slam de Kazan. Motivada pelo ouro no Grand Slam de Tbilisi, na Geórgia, Maria Portela chegou à Rús­ sia como uma das principais judocas na chave do peso médio e passou mui­ to bem pelas preliminares avançando até a semifinal. Primeiro, ela bateu An­ ka Pogacnik, da Eslovênia, nas oita­ vas, e superou a holandesa Hilde Jager, nas quartas. Na penúltima luta, Portela parou na alemã Giovanna 69

Scoccimarro e foi para a disputa de bronze, onde caiu no último segundo para a sueca Anna Bernholm. “Sou grata, primeiramente a Deus, e a todos aqueles que estão ao meu re­ dor me auxiliando na minha prepara­ ção. Estou feliz de chegar, mais uma vez ao bloco final. Infelizmente não saio com a medalha, mas sei que o trabalho e a evolução estão sendo feitas no mo­ mento certo. Estou bastante positiva. Sei de alguns erros que cometi hoje. Mas, vai dar certo”, concluiu a judoca gaúcha que busca sua terceira partici­ pação olímpica. Outros três judocas brasileiros tam­ bém lutaram naquela quinta. Eduardo Yudy Santos (81kg) venceu Antonio Es­ posito, da Itália, e parou no bielorrusso Yunus Bekmurzaev, nas oitavas­de­fi­ nal. Eduardo Katsuhiro (73kg) caiu para Alexandru Raicu, da Romênia, e Aléxia Castilhos (63kg) perdeu para a campeã Ozdoba­Black­Blach, na primeira roda­ da. Por fim, na sexta­feira, 07, Kazan teve as disputas mais acirradas pelas vagas olímpicas da seleção brasileira. O único “confortável” neste dia foi Rafa­ el Macedo (90kg/Sogipa), que já está na zona de ranqueamento olímpico e não tem concorrência nacional pela va­ ga. Nos pesos até 100kg, +100kg e +78kg a briga segue justa entre Maria Suelen Altheman (+78kg/ECP), Beatriz Souza (+78kg/ECP), Rafael Buzacarini (100kg/Paineiras), Leonardo Gonçalves (100kg/Sogipa), Rafael Silva (+100kg/ECP) e David Moura (+100kg/Reação). Todos estão na zona de ranqueamento olímpico e caberá à CBJ, baseada nos critérios de convoca­ ção, confirmar os donos das vagas. Só vai um por país em cada categoria. As disputas mais acirradas pelas vagas olímpicas no judô tiveram como protagonistas os atletas das categorias mais pesadas. E no último dia eles ga­ rantiram duas dobradinhas para o Bra­ sil em Kazan. Rafael Silva (+100kg)


venceu suas três lutas preliminares e só caiu na final com o russo Tamerlan Bashaev, nas punições. “Essa foi a terceira final de um ciclo de competições. Estou em busca de melhora a cada passo, a cada compe­ tição e o objetivo final são as Olimpía­ das. Primeiro me classificar e depois tentar mais uma medalha olímpica”, analisou Rafael Silva, que foi prata no Grand Slam de Tbilisi, na Geórgia, e ouro no Pan­Americano, em Guadala­ jara, neste ano. Depois de vencer suas duas pri­ meiras lutas e cair na semi também para Bashaev, Moura recuperou­se na disputa pelo bronze e derrubou Anton Krivobokov, da Rússia, para assegurar o bronze. “Acho que tive um bom desempe­ nho hoje, lutei com atletas bem duros, peguei três russos na chave. Foi um ótimo treino para o Campeonato Mun­ dial, onde meu objetivo será subir no lugar mais alto do pódio e conquistar a vaga olímpica”, disse David Moura, que foi finalista mundial em 2017, onde 70

ficou com a prata na decisão contra Teddy Riner. No feminino, Maria Suelen Althe­ man e Beatriz Souza tiveram resultados idênticos. Suelen venceu Daria Valdimi­ rova (Rússia) e Sônia Asselah (Argélia) nas preliminares, caiu para Maryna Slutskaya (Bielorússia), na semifinal, e venceu Melissa Mojica (Porto Rico) na disputa pelo bronze. “O empenho do Brasil, em geral, está sendo muito bom, sempre subindo ao pódio. É um passo de cada vez e a próxima competição é o Mundial e te­ nho certeza que toda a equipe estará bem preparada para esse grande even­ to”, comentou Maria Suelen após con­ quistar seu terceiro bronze consecutivo na temporada 2021. Na mesma categoria, Bia passou por Sandra Jablonskyte (Lituânia) e por Anastasiia Kholodilina (Rússia) até ser imobilizada pela francesa Romane Dic­ ko, que ficou com o ouro. Na luta pelo bronze, a brasileira derrotou Sonia As­ selah por ippon. “Fiquei muito feliz com o desempe­


nho. Em todas as lutas eu dei mais que meu 100% e estou muito feliz. Os próximos passos serão os detalhes, ajustar tudo direitinho e treinar ainda mais para o Campeonato Mundial que, logo, logo estará aí”, disse Beatriz, do­ na de quatro medalhas em 2021 (prata em Tashkent, bronze em Tbilisi, ouro no Pan e bronze em Kazan). O meio­pesado Leonardo Gonçal­ ves (100kg) também teve um bom dia de competição, vencendo suas duas lutas iniciais, contra Tevita Takayawa (Ilhas Fiji) e Kahyan Takagi (Austrália). Em seguida, Leo caiu para Arman Adamian e Niiaz Bilalov, ambos rus­ sos, e terminou em sétimo lugar. Rafa­ 71

el Macedo (90kg) também lutou nesta sexta e ficou na primeira luta diante do sérvio Aleksandar Kukolj. Após a competição, a seleção per­ maneceu na Rússia para um treina­ mento de campo restrito a países convidados, entre eles o Japão. Esse foi o último Grand Slam do ci­ clo olímpico e a penúltima competição da seleção brasileira de judô antes dos Jogos Olímpicos. Em junho, os princi­ pais atletas do Brasil disputarão o Cam­ peonato Mundial, no período de 06 a 13, em Budapeste, na Hungria. Após essa competição a CBJ anunciará a equipe olímpica que representará o judô nacional no Japão, em julho.


Por: Assessoria de imprensa do WJC

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Leonardo Kubo e José Gildemar de Carvalho (Gil) são os organizadores do evento e priorizaram a valorização do atleta com premiação em dinheiro e brindes.

A proposta dos organizadores do World Judo Challenge de proporcionar aos amantes de lutas, principalmente de judô, entretenimento e diversão foi realizada com sucesso e superou ex­ pectativas. Saudade de catadas de perna? O WJC1 trouxe para os tatamis cin­ co lutas casadas. Cada luta contou com três rounds de três minutos, com dois intervalos de 1m30, com direito a Tatami Girl. A Tatami Girl Claudia Funny informava cada round. Todas as lutas foram comentadas pela dupla Marcos Hungaro e Edinanci Silva, dando um toque especial para quem estava assistindo as lutas. 75

Valorização do atleta, respeito ao público em oferecer um entretenimento de qualidade, resultou em uma ideia arrojada e inovadora para dar um alen­ to aos judocas e admiradores da mo­ dalidade após mais de um ano sem eventos. Lutas: As lutas foram intensas e ninguém veio para o WJC para brincar. E quem se deu bem foi o público que interagiu, torceu, cornetou, enfim, fez valer o seu direito de participar ativamente comen­ tando durante as lutas. E os resultados foram:


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1º Card Wedja Machine venceu Amanda Culato 2º Card Ricardo Ranpage venceu Erik Silva 3º Card Alana Uriguti venceu Gilmara Prudên­ cio 4º Card Adriano Dicks venceu Breno Pitbull 5º Card Felipe Santista venceu Rubens Zoio "Realmente esperávamos que fos­ se um sucesso [o WJC1] e na minha ótica, na forma de enxergar esse novo modal de competição foi fantástico e contemplou tudo aquilo que havíamos idealizado, junto com o Kubo e toda nossa equipe técnica. Trabalhamos bastante e não deixamos nada passar despercebido. Dentro de tudo o que aconteceu aqui neste evento parabeni­ zo todos que participaram do evento. Um evento grandioso, projetado com várias mãos, dentro dessa pandemia conseguimos mexer com o público do 77

judô e essa era a nossa ideia e tende a prosseguir daqui pra frente com melho­ rias. De momento, temos que come­ morar o sucesso na realização deste modelo de evento", disse José Gilde­ mar de Carvalho (Gil) um dos organi­ zadores do evento. "Eu sou suspeito em falar sobre o WJC, pois dese ano passado eu vinha discutindo esse modelo de evento com o Gil e fizemos tudo isso com muito ca­ rinho, pensando no público, pensando nos atletas, pensando em como tornar o judô mais atrativo como entreteri­ mento, da mesma forma que acontece no jiu jitsu, no MMA, no UFC, nós fize­ mos muito banchmark com eles e deu nisso, um show, um espetáculo e a ga­ lera que assistiu vai 'pirar', vai pedir por mais e com certeza vai ter mais", finali­ zou Leonardo Kubo, também idealiza­ dor do evento. O vídeo do WJC1 superou 11.500 vi­

sualizações e as inscrições para o WJC2 foram encerradas e em breve serão divulgados os cards, cujo evento está programado para acontecer no segundo semestre de 2021.


Por: Voz das Comunidades ­ Rio de Janeiro Fotos: Vilma Ribeiro

Na comunidade da Barreira do Vasco, em São Cristóvão, Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, o projeto social Umbra vem revelando talentos para o cenário nacional e internacional do judô. Em meio a tantas conquistas, a iniciativa busca ajuda financeira para continuar dando oportunidade a jovens periféricos de ingressarem no esporte. Na Rua do Bonfim, número 411, há mais de 10 anos, fica a sede da Equipe Umbra de Judô. A famosa cruz de mal­ ta no brasão do escudo da equipe faz menção a uma parceria entre o projeto e Clube de Regatas Vasco da Gama. Além disso, representa também a liga­ ção com a comunidade da Barreira. Os primeiros atletas foram ex­alunos do projeto de judô do cruzmaltino carioca, lá em 2008. Atualmente, 150 morado­ res, entre crianças, adolescentes, jo­ vens e adultos, formam a Umbra. A estrutura simples das instalações engana quem pensa que ali é somente um espaço de esporte. O tatame é re­ cheado de títulos, campeões e pro­ 76 78

messas do judô brasileiro. Este ano de 2021, a equipe busca re­ cursos financeiros para começar um polo na Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha. Marcos Antônio, “Wil”, e Bianca Pacheco são participantes da equipe Umbra na Barreira do Vasco, mas são moradores da Vila Cruzeiro. Entre 2018 e 2019, os dois jovens tinham um projeto na comunidade. Porém, após a falta de recursos, ti­ veram que encerrar as atividades e a Umbra os acolheu. Há pouco menos de dois anos, tiveram a oportunidade de voltar a sua favela com um polo da Umbra, que também tem atividades na Mangueira. A dupla criou uma vakinha para ajudar com os custos desta mudança que só será possível quando a equipe se equilibrar financeiramente. Quem desejar ajudar a Umbra por meio de al­ guma doação, basta acessar o site da vaquinha oficial do projeto: https://www.vakinha.com.br/vaqui­ nha/projeto­umbra


Por: ASCOM Associação Jita Kyoei

A Associação Jita Kyoei, uma es­ cola de judô da cidade de Vargem Grande do Sul, interior do estado de São Paulo, possui um projeto social com o mesmo nome onde ministra au­ las regulares para mais de 200 alunos da cidade. Inovadora na região que atua, em plena pademia, abriu mais 100 vagas para crianças, jovens e adultos praticarem judô gratuitamente no Projeto de Vargem Grande do Sul. É a força do Judô Jita Kyoei investidos no desenvolvimento das crianças da ci­ dade. Com o retorno às atividades nas academias e seguindo todas as nor­ mas de segurança sanitária de atendi­ mento, trabalhando com 25% da capacidade por hora aula, o Projeto Social Jita Kyoei de Judô, sob coorde­ nação do sensei Marco Aurélio Lodi Gomes, abriu essas 100 novas vagas para a prática de judô gratuito no Pro­ jeto de Vargem. Esse projeto é particular, sem apoio de gestões públicas, de empre­ sas e nem leis de incentivo, segue crescendo e oportunizando crianças, 77 79

adolescentes e adultos a praticarem judô gratuitamente, raças ao esforço e dedicação dos 04 professores faixas pretas que ministram as aulas no pro­ jeto: Senseis Marco Lodi, Pablo Clade­ rari, Glauber Fortini e Brunna Lasmar. São treinos de iniciação, aprendizagem e alto rendimento realizado em 07 ho­ rários diferentes para atender todas as idades e necessidades com segurança e respeitando os protocolos sanitários. "Nosso sonho está se concretizan­ do. Dar condições de todos praticarem judô de qualidade e gratuitamente. Es­ te é o compromisso do Judô Jita Kyoei em Vargem Grande do Sul", disse o sensei Marco Lodi. O projeto possui 04 polos, sendo 01 em Vargem Grande do Sul e 03 em São João da Boa Vista. E a partir de 2022 será iniciada a franquia do siste­ ma e o modelo Jita Kyoei para senseis e profissionais interessados na didática e pedagogia desenvolvida. O Instituto Jita Kyoei fica na Rua Sete de Setembro, 378, no centro, em Vargem Grande do Sul, próximo à Pro­ moção Social (Clube das Mães).



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