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Superintendência de Tecnologia da Informação

Informa-TI Ano 02 - Número 04 • Maio 2016

A HISTÓRIA DA TI NA UFPB

cpd, npd, nti E FINALMENTE STI Novo módulo do SIGAA: Auxílio na seleção de bolsas de alimentação e de moradia.

Estatística: Números comprovam eficiência e eficácia do SIGAA durante período de matrículas.

CGTI: Superintendente da STI faz um relato sobre o Comitê.


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INFORMA-TI

EDITORIAL Essa edição do nosso Informa-TI está plena de histórias. Para começar, fomos em busca da origem da STI e encontramos relatos interessantes (e até curiosos) da nossa história. São relatos fundamentais para entendermos quem somos, de onde viemos e para onde podemos ir. Há também as histórias de criação e consolidação do Comitê de Gestão e Tecnologia da Informação (CGTI) e do Núcleo Setorial de TI (NSTI) do campus II, que ilustram como a TI tem sido posicionada estrategicamente na nossa Universidade. Temos ainda relatos dos primeiros passos e resultados da implantação da telefonia IP na UFPB e de como a PRAPE beneficiará suas atividades junto aos discentes com a implantação do módulo de assistência estudantil. Por fim, as áreas de Sistemas de Informação e Operação da Rede demonstram como têm agido para monitorar suas atividades finalísticas por meio de indicadores de desempenho operacionais. Trata-se, portanto, de uma edição recheada de informações de nosso interesse. Boa leitura e aguardamos sugestões para as próximas edições. Pedro Jácome de Moura Jr Superintendente de TI/UFPB

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Pauta Pedro Jácome de Moura Jr

Redação e Diagramação Róbson André Vianna

Revisão Geral Williams Santos

Reportagens Róbson André Vianna

Fotografias e Gravuras Róbson André Vianna


INFORMA-TI

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SUMÁRIO Conhece-te a TI mesmo Analistas veteranos contam A História do desenvolvimento da Tecnologia da Informação na UFPB

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Conhece-te a TI mesmo Técnico do Campus II comenta o trabalho da STI no Núcleo Setorial de TI de Areia PB

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O que fazemos por TI Telefonia IP. Ainda em fase inicial, projeto avança na UFPB

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O que fazemos por TI Módulo para discentes ajuda PRAPE na seleção de bolsistas.

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TI encontro lá fora CGTI. Superintendente explica como a STI está colaborando para a consolidação do comitê..

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EstaTIsticas Números da matrícula. Analista da STI comemora o sucesso do SIGAA.

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EstaTIsticas Estabilidade da rede. Conheça a ferramenta que a STI usa para monitorar a rede.

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ADMINISTRAÇÃO REITORA: MARGARETH DE FÁTIMA FORMIGA MELO DINIZ VICE-REITOR: EDUARDO RAMALHO RABENHORST SUPERINTENDENTE DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO (STI): PEDRO JÁCOME DE MOURA JÚNIOR COORDENAÇÃO DE REDE: HERMES PESSOA FILHO UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA SUPERINTENDÊNCIA DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO CIDADE UNIVERSITÁRIA - CAMPUS I - CASTELO BRANCO CEP: 58051-900 - JOÃO PESSOA-PB

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CONHECE-TE A TI MESMO

CONSTRUÇÃO DA sti Cartões perfurados, computador comprado por uma rifa de um boi,.. Veteranos analistas da STI contam causos e casos da história da STI.

ibm 1130: o primeiro computador da ufpb

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rimeiro de maio de 1976. 40 anos atrás a UFPB contratava os primeiros funcionários, ainda sob regime de CLT, para o recém criado quadro de técnicos em processamento de dados. Antes disso, de acordo com o analista Hermes Pessoa, a UFPB até contava com pessoas trabalhando na área, mas não eram contratados como analistas. As funções do grupo recém-contratado eram quatro: analistas, programadores, operadores de computador e digitadores. Basicamente, os digitadores tinham a função de transcrever todas as informações dos formulários para os cartões perfurados. Depois alimentavam os cartões e operavam os sistemas. Os analistas desenhavam a ideia e os programadores desenvolviam os sistemas. Na prática essas funções se confundiam. Segundo Francisco Barros de Assis, o segundo analista entrevistado, “contavam-se nos dedos o número de funcionários e todo mundo se conhecia. Era uma família. E muitos não guardavam funções, o coordenador, por exemplo, era também analista e atuava junto com os outros,

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participando de tudo”. ENTRE IBM e BURROUGHS Hermes Pessoa relata: “O primeiro registro que eu tenho dessa época (anos 70) é do professor Wilson Marinho que foi presidente de uma comissão instituída pelo reitor Guilardo Martins e juntamente com outros membros da comissão fizeram uma viagem pelas principais universidades do Brasil (USP, UFRJ,..) para decidir que computador seria adquirido pela UFPB. Na época havia dois grandes fabricantes: a IBM e a Burroughs. Decidiu-se pelo IBM pois eram mais voltados para a área científica enquanto que o os Burroughs atendiam melhor a área comercial. Foi feito então um processo de aquisição para o IBM 1130 que passou a ser ‘O Computador’. Formou-se uma comissão com alunos de engenharia, de arquitetura e outras faculdades e a IBM deu treinamento a esse pessoal que pôs a ‘mão na massa’. Eles tinha o IBM 1130 de 8K (imagine!) com entrada por cartão perfurado”.


CONHECE-TE A TI MESMO CRIAÇÃO DO NPD A LENDA DO BOI RIFADO Hermes ainda conta que em 1975 quando ingressou como discente do curso de processamento de dados em Campina Grande (pioneira na Paraíba em computação e tecnologia da Informação) havia disponível para o aluno o IBM 1130. Hermes se diverte ao lembrar-se de um ‘causo’: “reza a lenda que esse IBM1130 foi adquirido por meio de uma rifa cujo prêmio era um boi, com ajuda da comunidade científica local”. A universidade através da ATECEL (Associação Técnico-Científica Ernesto Luiz de Oliveira Junior) começou a pres -tar serviço a outros órgãos do governo, como a CAGEPA (água e esgoto), a CELB (Companhia de Eletricidade da Borborema) e ao DNER (Departamento Nacional de Estradas e Rodagem). Para dar suporte a essa demanda foi instalado outro computador em CG que era o IBM 360 mais voltado para atividades comerciais e que possuía mais recursos que o IBM1130 como unidade de fita e impressora com maior velocidade. Nessa época, lembra Francisco “a UFPB não comprava computadores, mas sim alugava”.

Por volta de 1976 a UFPB instalou em Campina Grande um IBM 370/145 que era muito superior em capacidade de processamento e armazenamento, com desenvolvimento em Cobol. Hermes conta que após a sua contratação redesenvolveram os sistemas do 1130 para rodar no 370. E foi nessa época, que foi criado o NPD (núcleo de processamento de dados) que era um órgão suplementar universitário que se dividia em dois: núcleo setorial de João Pessoa e outro em Campina Grande. Ambos se reportavam à PROPLAN (próreitoria de planejamento). Ao chegar a João Pessoa em 78, Hermes surpreendeu-se: “Aqui eu reencontrei o IBM1130, ou seja, estávamos atrasados. Isso exigia um enorme trabalho braçal dos programadores e eu tiro o chapéu por isso”. O terceiro entrevistado dessa matéria, Artur Aníbal Acioly relembra que não existia horário para quem trabalhava na programação e desenvolvimento. Tinha quatro turnos: manhã, tarde, noite e madrugada e o computador jamais era desligado. “A equipe trabalhava 6 horas, mas um ren-

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dia o outro. Hermes completa: “Trabalhávamos por metas. Por exemplo, no caso de uma folha de pagamentos que tinha de estar pronta tal dia, então tal dia estaria pronta. Ver o dia raiar era algo corriqueiro. Nós tínhamos um operador (Francisco Cabral que foi carinhosamente apelidado de Bodinho) que sempre trabalhou de madrugada”. Uma das vantagens da época era trabalhar com os melhores, fato que era facilitado pelo regime de trabalho (CLT). “Pegávamos quem se destacava na universidade”, diz Hermes. INTERLIGAÇÃO e TERMINAIS

Hermes assumiu a coordenação do núcleo de João Pessoa em 1980. “Um dos objetivos era interligar o IBM 1130 de João Pessoa ao IBM370 de Campina Grande (foi a primeira interligação entre duas máquina na Paraíba). Demorou muito tempo, pois envolvia a UFPB, a IBM, a TELPA (sinal por cabo telefônico) e a EMBRATEL. Fazer isso tudo funcionar numa época em que poucos entendiam de redes não foi fácil e demorou praticamente um ano. O resultado do processamento de lá vinha para ser

HERMES PESSOA, FR ANCISCO Barros de Assis e AR THUR ANIBAL ACCIOLY contam suas histórias

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CONHECE-TE A TI MESMO

impresso cá”. Até essa época, o NPD funcionava na Central de Aulas da UFPB, como conta Francisco: “Ocupávamos algumas salas para funções distintas: em uma ficava o grande computador e havia salas para desenvolvimento, coordenação, secretaria, almoxarifado e perfuração”. Em 1983, numa época de poucos recursos, quando reitor era Berilo Borba e o diretor do NPD era o professor Euclides Lima Filho que, embora não fosse da área de processamento, foi quem fundou a CODATA, foi construído o prédio do NPD (no atual local onde fica a STI) e contratado um novo computador: o IBM 4341 que guardava compatibilidade com o IBM 370. Foi aqui que começou a surgir o conceito de terminais. “Os famosos terminais burros” completa e sorrir Francisco. “Onde hoje passam os cabos de fibra, a gente fez para passar os cabos de terminais coaxiais: biblioteca, HU, reitoria...”. Já não havia mais conexão com Campina Grande. Na época também, graças em parte ao trabalho do professor Raimundo Nóbrega, tivemos também a criação do curso de Computação de João Pessoa, fato que acirrou ânimos numa disputa entre João Pessoa e Campina Grande. CAMPINA VS JOÃO PESSOA Embora Artur dissesse que foi uma competição “do bem”, Hermes relata o contrário: “Havia uma pressão para que isso (a criação do curso, a aquisição do novo computador) não ocorresse vinda de Campina Grande. Essa pressão política fez com que o professor Euclides

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saísse do NPD e eu assumisse. Tudo isso apenas para não perder a hegemonia tecnológica. Fui inclusive chamado (mas não fui!) para prestar esclarecimento na câmara municipal de Campina. Até jornalistas da Folha de São Paulo ligaram para minha casa para saber de algo”.

NTI e INTERNET Depois houve a passagem para os micros. A IBM assinou convênio com quatro instituições do Brasil. O 4314 foi retirado e foi instalado o 4381 e vieram muitos terminais (uns 100) sem custo para a UFPB. Surgiam os primórdios da internet: a BITNET (acrônimo de “Because It’s There NETwork”) foi uma rede remota criada na década de 80 em Nova Iorque que visava proporcionar um meio rápido e barato de comunicação para o meio acadêmico. Aqui no Brasil foi operada através da Embratel. Os microcomputadores substituíram os terminais burros, incialmente com um programa que ainda emulavam os terminais. A partir daí houve um crescimento muito rápido. No NTI assumia José Rodrigues que era o chefe da digitação, sucedido por Gilvandro Rodrigues e a seguir Ismênia Mangueira. A internet bombou. Na gestão de Gilvandro tiraram as aplicações do 4381 para rodar nas arquitetura cliente-servidor. De 2004 para cá, segundo Hermes e Artur houve um momento importante: os servidores que eram apenas máquinas comuns com windows server mudaram para servidores de hack. Recentemente, como se pode ler na reportagem sobre o CGTI nessa edição, o NTI foi alçado à condição de STI. Grande parte dos analistas veteranos se aposentou, mas alguns estão na CAU onde distribuem muita simpatia, colaborando muito na construção dessa matéria.


CONHECE-TE A TI MESMO

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NÚCLEO SETORIAL DO CAMPUS ii Técnico da STI comenta a boa receptividade após implantação do NSTI

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regimento da STI criou os Núcleos Setoriais de TI (NSTI) dos Campi II, III e IV, e da unidade acadêmica de Mangabeira, vinculados à Coordenação da Rede (CR). Esses núcleos represen-tam a STI localmente, fazendo com que a Superintendência tenha um papel mais ativo em cada unidade remota. O NSTI do campus II foi implantado em outubro de 2014 e a reportagem do Informa-TI conversou com a sua equipe, para relatar como tem sido aquela experiência. Distante mais de 100 quilômetros da capital, na cidade de Areia, a UFPB possui um dos seus mais antigos centros de ensino, o Centro de Ciências Agrárias (CCA/campus II), que oferece cursos como Agronomia e Zootecnia. No campus II a STI, por meio do seu NSTI, oferece serviços típicos de tecnologia da informação, tais como suporte aos

usuários e monitoramento da Rede. Em uma pequena sala contendo as conexões de fibra óptica do campus, com um rack para distribuição de sinal de rede, trabalham durante toda a semana os Técnicos em TI Francisco Sátiro e Paulo Martins da Costa Filho, ambos vinculados à STI. O núcleo também conta com os préstimos do servidor Ednaldo Barbosa Coelho (carinhosamente apelidado “Balança”) que, lotado no CCA, tem historicamente prestado serviços relevantes à área de TI no campus II e continua apoiando as atividades do NSTI. Francisco relata que “o núcleo funciona desde o seu processo de implantação que ocorreu, seguindo normas do CONSUNI, em outubro de 2014, após conversas entre o Diretor do Centro e o Superitendente da STI”. Ainda, segundo Francisco, “os problemas enfrentados no

núcleo são resolvidos de forma a dar respaldo à STI, porém sem ter que entrar em contato direto a toda hora. Chamadas diretas à STI são feitas apenas com problemas de grande amplitude”. Um desses grandes problemas enfrentados relata Francisco “é a infraestrutura de rede que é prejudicada, devido à geografia do CCA, e fica comprometida. Além disso, existe muito cascateamento de switches dentro dos departamentos fazendo com que a rede, nesses departamentos, por vezes fique instável”. Francisco finaliza explicando que microcomputadores com defeitos e instalação de softwares como antivírus têm pronto atendimento “caso contrário informamos ao usuário qual o proce-dimento que deve ser adotado”. No geral, a implantação do NSTI foi positiva e o suporte ao usuário tem sido bem avaliado pela comunidade universitária. Informa-TI | Maio 2016


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O Q U E FA Z E M O S P O R T I

TELEFONIA IP NA UFPB: ENGATINHANDO E FUNCIONANDO.

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uas edições atrás, nosso informativo reportou como estava sendo a implementação da nova tecnologia VoIP aqui na UFPB. Voltamos agora ao tema para mostrar o passo seguinte ao VoIP: a migração da telefonia convencional para a telefonia IP, também aqui na UFPB. Redução de custo, flexibilidade além de outras funcionalidades são os motivos dessa troca que, porém, está sendo feita aos poucos. Todos os telefones que estão sendo solicitados por qualquer centro na UFPB não vão ser mais convencionais e sim telefones IP que estarão ligados na rede de dados. Segundo Diego Sales, analista da STI, “após a solicitação, a gente verifica a exequibilidade para se colocar um IP naquele departamento ou naquela região, pois precisa de uma estrutura de rede com qualidade. Se tiver uma infraestrutura falha (com cabeamento

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deficiente ou equipamentos não adequados), o telefone não vai ter uma boa qualidade de serviço gerando ligações de baixa qualidade ou telefones que ficam fora do ar”. Diego profere: “Tudo depende da rede. Para se ter uma boa qualidade de serviço de voz, tem que haver uma boa qualidade de serviço da rede”. Por conta disso, a implementação exige um planejamento bem estruturado. Para que o projeto seja bem sucedido é fundamental contar com uma avaliação cuidadosa da rede. “A gente espera a demanda, recebe a solicitação, vê a possibilidade de se colocar o telefone naquela região e o pessoal do suporte instala. Em Mangabeira foram instalados incialmente dois telefones. Hoje tem cerca de 13 telefones IP instalados lá. CTDR,

Migração para telefonia IP já é uma realidade, porém segundo o analista Diego Sales (foto) o maior obstáculo é a velha estrutura de rede.


O Q U E FA Z E M O S P O R T I

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ESQUEMA MOSTR A COMO AS LIGAÇÕES SÃO FEITAS: DE VOIP PAR A VOIP, O CUSTO É MÍNIMO

CI,... está se espalhando aos poucos”. Em parte por serem centros mais recentes.

depende da rede. O último chamado atendido para troca até o término desta reportagem tinha sido na PRAC.

TUDO DEPENDE DO PROJETO DE REDE.

PROBLEMAS COM A REDE

Quando se está construindo um centro novo na UFPB, normalmente se faz um projeto de rede e já dentro desse projeto está incluindo o projeto de telefonia IP. Como se trata de um projeto estruturado, se for seguido a risca, com certeza a qualidade de telefone IP vai ser alta. O lado ruim é quando a rede não é confiável. “Avisamos que não adianta colocar para evitar problemas que podem ser críticos”, informa Diego.

Quanto às reclamações, Diego mais uma vez realça: “temos recebido relatos de problemas que não são especificamente do telefone e sim problemas na rede que são associados ao telefone”. A STI testa então o sistema de telefonia para verificar se o mesmo está funcionando corretamente a fim de verificar se é o telefone ou a rede que apresenta defeitos. Por estar ligado à rede de dados convencional, se a internet cair ou der um problema na rede local, além de rompimento de cabo ou problema no equipamento ativo que recebe o sinal, o telefone não vai funcionar.

IMPLANTAÇÃO ENGATINHANDO Por conta disso, não há uma estimativa de troca total dos equipamento. “Ainda estamos engatinhando. São cinco, seis meses de funcionamento”, diz Diego. “O CT (Centro de Tecnologia) solicitou recentemente 33 ramais e já encontrou algumas dificuldades de infraestrutura, ou seja, nem todos esses 33 serão instalados”. Os demais centros provavelmente já estão informados acerca dessa troca. Quando fazem solicitações (à central telefônica que está atrelada à prefeitura universitária) de novos telefones, já são informados de que será efetuada a troca, através da STI. Troca essa que

GERANDO ECONOMIA No geral, a migração para a telefonia IP, embora ainda esteja nos primórdios, já gera uma economia sensível para a UFPB. “Nós temos uma central telefônica IP dentro aqui da STI que se comunica com a central telefônica convencional e as ligações fluem novamente de ramais para ramais, de ramais para telefones móveis e por aí vai. E o próprio sistema já identifica a rota de menor custo quando de uma ligação” finaliza Diego. Informa-TI | Maio 2016


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O Q U E FA Z E M O S P O R T I

STI AUXiLIA PRAPE

Analista da STI comemora sucesso do módulo para acompanhamento de discentes.

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novo módulo do SIGAA para acompanhamento de discentes está no ar desde janeiro. Trata-se de um módulo que dá assistência aos alunos no que diz respeito às bolsas de alimentação, residência ou de moradia. Antes da implementação e uso desse módulo, todo processo era feito manualmente. Os assistentes sociais entregavam formulários (em folha) para os alunos. Estes então preenchiam os formulários, anexavam os do-cumentos e cópias necessárias e se deslocavam para o prédio da reitoria, especificamente para Pró-reitoria de Assistência e Promoção ao Estudante (PRAPE) para que fosse lhes dado um parecer. Por ser manual, todo o processo era lento.

ção de gestão de sistemas da STI. “Existe um cadastro único para o discente que preenche todas as informações socioeconômicas em um formulário online e no ato do cadastro desse formulário, a PRAPE automaticamente já tem acesso às informações”. Depois disso, a coordenação da PRAPE vai verificar essa solicitação e dar um parecer favorável ou não.

FACILIDADE

A celeridade no processo de solicitação/emissão de bolsas é apenas uma das vantagens do novo módulo, de acordo com Danilo. “Com ele é possível acompanhar a frequência e o andamento acadêmico do aluno, pois o mesmo gera relatório de acompanhamento do discente no meio acadêmico, que antes era difícil de obter, sendo isso um ganho para coordenação e para a universidade como um todo”. Antes o aluno solicitava uma bolsa, mas a coordenação de assistência não tinha instrumentos necessários para verificar andamento desse

Já com o novo módulo, o discente vai poder solicitar a bolsa de onde estiver. No acesso ao SIGAA, o estudante já tem todos os dados e todas as informações necessárias. Através do portal do discente, ele pode fazer solicitação de bolsas de auxílio. “O módulo ajuda no sentido de que o aluno não precisa ter que deslocar até a PRAPE, podendo preencher os dados onde achar mais conveniente, em sua casa, por exemplo.” cita Danilo Alexandre, analista de TI e que faz parte da coordena-

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ACOMPANHAMENTO ONLINE Além disso, o aluno pode acompanhar todo esse processo via sistema SIGAA. Da mesma forma como o discente quando online pode solicitar um histórico, um documento com informações sobre a bolsa também é gerado/emitido. AGILIDADE

discente (frequência, notas). Danilo ressalta que, na STI, os analistas apenas fazem o controle do sistema em si, não interferindo na questão do parecer da PRAPE. “Fazemos apenas o suporte ao sistema, que é a plataforma que dá as ferramentas para discentes e coordenadores usarem. A classificação e seleção dos bolsistas é feita pela coordenação da PRAPE”. MÓDULO APROVADO

No seu primeiro “teste” no último mês de janeiro, o módulo recebeu pouquíssimas reclamações e todas com relação à usabilidade da nova ferramenta. “De operabilidade ou de erros do sistema não houve reclamações tanto por parte dos alunos como da coordenação. Pode-se dizer que ambos aprovaram o sistema”, comemora Danilo.

DANILO ALEXANDRE


TI ENCONTRO LÁ FORA

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CGTI sai do papel Superintendente da STI faz um relato sobre o Comitê de Gestão de TI.

é possível acessar informações sobre o cgti no site da ufpb

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egundo o site da própria UFPB, o Comitê de Gestão e Tecnologia da Informação (CGTI) da UFPB foi instituído por meio da Portaria R/GR/Nº 298 de 23 de março de 2012, com o propósi-to de institucionalizar princípios de governança de tecnologia da informação na UFPB. Entre outros objetivos o CGTI foi criado para avaliar e emitir parecer diretivo sobre proposições de políticas, de diretrizes e de investimentos relativos à área de tecnologia da informação e sobre as prioridades dos programas institucionais de TI bem como estabelecer objetivos institucionais de TI, indicadores, metas e meios de mensuração para cada indicador, fornecendo à alta administração mecanismos de acompanhamento desses indicadores. Inicialmente composto por doze membros, teve essa quantidade alterada quando da alteração de seu regimento em 2014 (ver quadro nas páginas 12 e 13). Um dos membros do comitê

é o Superintendente da STI, Pedro Jácome de Moura Júnior, que comenta sobre a importância da STI na consolidação do CGTI e sua ação sobre definição de rumos da TI institucional. Segundo Pedro Jácome, “o CGTI é uma recomendação de órgão de controle externo: o Tribunal de Contas da União (TCU). Então a instituição além de uma instância executiva, como é o caso da STI, precisa ter uma instância de planejamento de TI que é o caso do CGTI. Então o CGTI procura atender aos acórdãos 1603/2008 e 2308/2010 do TCU. Também atende à Secre-taria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI) do Ministério do Planejamento, Orçamen-to e Gestão (MPOG)”. O CGTI possui caráter orientador, consultivo e integrador em direção da institucionalização da governança de TI, que é a principal meta da estratégia geral de TI do governo federal e essa meta foi criada pela SLTI e pelo MPOG. Pedro Jácome frisa que “o CGTI não é um órgão executivo nem deliberativo. Ele apenas orienta e dá recomendaInforma-TI | Maio 2016


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TI ENCONTRO LÁ FORA

SUPERINTENDENTE FRISA QUE MEMBR OS DO COMITÊ VARIAM DE ACORDO COM O C AR GO Q UE OCUPAM

ções à alta gestão (reitoria, direções de centro,...) em como produzir as suas ações relativas a TI”. Outro ponto que Pedro chama a atenção é que “os componentes do comitê são postos (car-gos) e não pessoas”, por exemplo, quando mudar o superintende da STI, há automaticamente uma mudança no CGTI. A atual gestão da UFPB foi fundamental para que o comitê saísse do papel. Pedro relata que apesar de o CGTI ter sido criado na gestão anterior e seus integrantes terem sido nomeados, o comitê não se reuniu em 2012. “O comitê foi criado em março e durante todo o ano não houve uma reunião sequer. Quando nós assumimos a gestão da TI em novembro de 2012, elaboramos um plano diretor de TI (PDTI) que era uma recomendação do MPOG e SLTI para o período 2013-2016. Um dos objetivos do PDTI era criar o CGTI efetivamente. Passou a ser uma das metas do então NTI. Foi um conjunto de ações articuladas para que passássemos a ter um CGTI operacional (que aconteceu em 2013) e daí a ter uma TI não tratada apenas como núcleo”. Houve então a mudança do NTI para STI, coloInforma-TI | Maio 2016

cando o órgão em um nível de pró-reitoria. A STI tornava-se órgão auxiliar de direção superior e não apenas suplementar. E suas ações para a consolidação do CGTI nascem quando a atual gestão passa perceber a TI como um assunto estratégico que precisa estar junto das decisões de alto nível da organização. Nesse ponto, Pedro cita que foram duas ações em paralelo: elevação do status da TI institucional de núcleo para superintendência e efetivação de um comitê de gestão de TI que fosse consultivo e desse as orientações para que a STI pudesse agir. Pedro relata que o primeiro reflexo dessa consolidação foi o início do atendimento às demandas do TCU. “A gente tem uma demanda definida que é apresentar anualmente o planejamento de investimentos em TI e orientar todas as ações em função desse planejamento. Trata-se de uma ação de governança de TI”. Foi em 2013 que o CGTI começou a ser efetivado. Para a efetivação, houve alteração do regimento do comitê, ou seja, uma nova resolução passou


TI ENCONTRO LÁ FORA

no CONSUNI, atualizando o antigo regimento, atualizando a formação do comitê (como citamos). Em 2014 todas as ações de investimento de TI já estavam alinhadas ao planejamento elaborado pelo plano do CGTI. Isso envolveu a toda a instituição. Após isso, houve a difusão da formação do comitê e seu papel com a sequência de comunicados que foram emitidos, os convites para participação e a divulgação do CGTI junto ao conselho técnico administrativo (CTA). “Hoje o comitê se reúne 5 ou 6 vezes por ano para deliberar sobre várias questões de TI”. Além de planejamento e investimentos, o CGTI passou a discutir questões, por exemplo, relacionadas à logística reversa. A UFPB compra equipamentos como desktop, monitores e baterias que depois de algum tempo devem ser descartados, mas esse descarte gera um lixo tóxico. Foi preciso envolver a Comissão de gestão ambiental para saber como fazer esse descarte. Outras formas de atuação do CGTI dizem respeito ao tratamento de aquisições para impressão, contratação de

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impressão, compra ou reciclagem de cartuchos e toners e a questão de compra e manutenção de hardware. Outros pontos citados por Pedro Jácome foram: as políticas de segurança de informação e de uso dos ativos e passivos de rede que, nascem na STI, são submetidas ao CGTI e encaminhadas para o CONSUNI. Sobre a demanda de contratação de software, Pedro Jácome frisa que a utilização de software livre é uma decisão do Governo Federal.

ENTRE VISTADO MULTIFUNCIONAL PEDR O JÁCOME: SUPERINTENDENTE, SECRE TÁRIO DO CGTI E EDITOR DA INFORMA TI

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E S TAT Í S T I C A S

PERÍODO DE MATRÍCULAS BEM SUCEDIDO Números confirmam eficiência e eficácia do SIGAA

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o dia 09 de novembro de 2015, a UFPB sofreu uma grande mudança em seu sistema de controle acadêmico, já anunciada no próprio site da entidade. O antigo sistema de controle acadêmico (SCA) de 1998 foi substituído pelo Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (SIGAA), conforme noticiamos em edições anteriores. Essa mudança afetou toda a população acadêmica, ou seja, aproximadamente, 45 mil pessoas, entre discentes, docentes e técnico-administrativos. O primeiro período de matrícula subsequente a essa mudança representou um desafio e um teste e os números envolvidos mostraram o quanto o SIGAA está sendo bem sucedido, de acordo com o analista de TI, Raphael Freire de Araújo Patrício da Gerência de Sistemas da Informação da STI. O período de matrículas deu-se entre os dias 18 e 22 de janeiro sendo sucedido, após o processamento das mesmas, por um período de

rematrícula e por fim a matrícula extraordinária. Todos os eventos, online. Ao todo, foram 146.514 solicitações de matrícula, que são as requisições para os discentes se matricularem em uma disciplina. O primeiro dia, talvez tenha sido o mais problemático, pois além de ter sido o dia com maior número de acessos (cerca de 27.340 usuários distintos, embora nem todos para efetuar matrículas), houve uma atualização de sistema que causou uma indisponibilidade do mesmo entre 09h30minh e 12h da manhã, quando tínhamos cerca de 1800 usuários online. Porém, essa falha permitiu aos analistas descobrirem o que levava o sistema a ficar indisponível quando ocorriam atualizações. Segundo Raphael, “a partir daí conseguimos fazer outra atualizações mesmo com um a número grande de acessos (pico) sem maiores problemas”. Embora o novo regimento não dê privilégios aos primeiros matriculados, a maior quantidade de acessos foi no primeiro dia, talvez

146.514 solicitações de matrícula

9% 12%

DEFERIDAS INDEFERIDAS 79%

EAD (UFPB VIRTUAL)

matrí c ulas: maior parte das soli c itações foi d eferi da. números im p ressionam

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E S TAT Í S T I C A S por uma questão de cultura. E os números prosseguem, de acordo com Raphael: “ao longo da primeira semana 58.502 usuários distintos acessaram o SIGAA. Em momentos de pico, tivemos 2300 usuários simultâneos acessando o SIGAA. E em média, 500 usuários simultâneos acessaram o SIGAA no período de matrícula”. Das 146.000 solicitações de matrícula, 115.820 foram deferidas e 17.108 foram indeferidas , as demais foram processadas posteriormente por se tratarem de solicitações de alunos da EAD (UFPB virtual) que tem outro calendário. Em média cada discente que fez solicitação de matrícula teve sua matrícula deferida em cinco componentes curriculares, por coincidência a mesma média do controle acadêmico anterior, o SCA. Depois da primeira semana, houve a semana de rematrícula que abrange um número menor de solicitações (21.316) já que é realizada apenas para os discentes que solicitarem componentes no quais foram indeferidos ou então para reajustes. Raphael, afirma que “o sistema esteve disponível

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durante todos os dias de matrícula e os usuários conseguiram acessar sem maiores problemas, com exceção do ocorrido no primeiro dia”. No modelo antigo, as coordenações faziam as matrículas (os funcionários das coordenações processavam os sistemas), já com o SIGAA, o aluno é autônomo para fazer suas solicitações. Embora tivessem existido alguns problemas, Raphael afirma que “a maior parte deles não estava relacionada a TI. Por exemplo, a não consolidação de turmas ou professores que não lançaram notas no período indicado e causaram falhas nas matrículas de alguns alunos que se resolveram posteriormente”. Um problema latente, porém esteve relacionado à matrícula de alunos concluintes. “Esse problema tem origem no próprio regimento que impede o aluno de fazer matrícula em poucas disciplinas, para não ficar abaixo da carga horária mínima exigida”. Porém, de acordo com Raphael, esse problema já está sendo discutido junto à PRG e é bem provável que no próximo período de matrícula isso não seja mais dificuldade.

ra p hael freire d e araújo patrí c io: muitos números para esta matéria

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E S TAT Í S T I C A S

ZABBIX MONITORA REDE DA STI.

Administrador de sistemas da STI considera a rede estável.

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A ferramenta de monitoramento de redes, servidores e serviços usada para monitorar a rede da STI é o Zabbix. Essa ferramenta foi pensada para monitorar a disponibilidade, experiência de usuário e qualidade de serviços. É com auxílio dela que Tessio, o administrador de sistemas da STI faz uma avaliação da rede em que trabalha. “É um programa basicamente para monitoramento instantâneo, ou seja, dá para ver quantos segundos a rede fica off-line. Também mostra estatísticas de uso de memória pelo sistema, o número de usuários online, desempenho dos servidores e permite reações rápidas quando há algum problema. Porém por ser de monitoramento instantâneo, não fornece um bom dado estatístico de funcionamento da rede por um longo período de tempo”, relata Tessio. De toda forma, Tessio avalia a rede da STI como estável. “Na verdade, não dá muito problema. só parando quando, por exemplo, o pessoal do desenvolvi mento

vai fazer alguma atualização por alguns minutos. Normalmente passamos de 30 a 60 dias sem ter problemas. É uma rede estável e essa parte dos sistemas dos SIG´S são muito estáveis”. Porém, ataques atrapalham a estabilidade da rede. “Os sistemas dos SIG´S tiveram um incidente ano passado, mas foi descoberto e não afetou o funcionamento dos sistemas, pois tinha mudado apenas alguns arquivos.” Ainda segundo Tessio, “em março, colocaram conteúdo malicioso no site da UFPB. Isso veio de fora”. Embora considere a rede estável, Tessio chama a atenção para um ponto: “o uptime depende do ponto de vista de quem acessa, vista de dentro da UFPB é uma rede estável. Já de fora, por conta da RNP a queda é mais frequente. Ou seja, é bem relativo”.

O A N A LI S TA T E S SIO FE C H IN E (ac ima ) E O gráfi co d o zabbix que M onitora a utilização d e memória

Informa-TI | Maio 2016


Boletim informati 4  

Edição de maio/21016 do boletim Informa-TI com relatos interessantes da História da STI, matérias sobre a criação e consolidação do Comitê d...

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