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Boletim Científico da ESEnfSM nº1 (Outubro/Dezembro) 2012 ISSN 2182­7028

BOLETIM Científico

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Perceção do Envelhecimento pelo Idoso Cristina Pelicano

A Clonagem Humana

Mariana Martins, Tânia Santos, Vanessa Menau

Exemplos de Força Rita Teixeira

Entrevista Irmã Adelaide Lopes


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SUMÁRIO Editorial

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Perceção do envelhecimento pelo idoso Cristina Pelicano

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A Clonagem Humana

Mariana Martins, Tânia Santos, Vanessa Menau

FICHA TÉCNICA Título do boletim:

Boletim Científico da ESEnfSM

Periodicidade: Trimestral

ISSN:

2182­7028

Coordenação: Sílvia Cardoso

Comissão Científica: Bruno Magalhães Cristina Pelicano Crisanta Portugal Márcia Conceição

Colaboradores:

Cristina Pelicano Tânia Martins Mário Luz Travessa Antero Quental 173/175 4049­024 Porto E­mail: boletim@esenfsm.pt Telefone: 225098664

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Exemplos de Força Rita Teixeira

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Um outro olhar sobre o Protocolo de Vacinação Sazonal Rita Teixeira

Entrevista

Irmã Adelaide

Gabinete de Acompanhamento e Apoio Tânia Martins

Conversas na Biblioteca Tânia Martins

Recursos Open Access Sílvia Cardoso

Agenda

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Normas para a Publicação de Artigos no Boletim Científico da ESEnfSM

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EDITORIAL O Boletim que hoje é disponibilizado tem por objetivo, ser um espaço de comunicação entre a ESEnfSM e a comunidade de Enfermagem, em geral, revestindo­se este momento de grande simbolismo e impacto no processo de visibilidade da melhoria contínua da formação oferecida. Nos últimos anos a ESEnfSM tem procurado construir um percurso, enquanto instituição de Ensino Superior, que dê visibilidade à dinâmica científica dos seus docentes, estudantes e colaboradores, colocando­o ao lado do prestígio sócio profissional alcançado pelos seus licenciados. O percurso construído traduz um ensino de qualidade, numa produção científica crescente e competitiva, nacional e internacionalmente, numa dinâmica cultural com valorização do conhecimento promotora de crescimento socioeconómico e do respeito pelos valores da Pessoa. A ESEnfSM tem já um trajeto histórico que merece ser celebrado – os factos e acontecimentos, as ideias e realizações, as pessoas e os meios, as vontades e decisões que fizeram com que a sua família seja respeitada pelos seus pares. Nesta primeira edição e, com o intuito de dar a conhecer personalidades importantes e que influenciaram o percurso da ESEnfSM, apresentamos uma entrevista com a Irmã Adelaide da Conceição Lopes, Provincial das Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora. Serão pequenas curiosidades, personalidades mais discretas, recordações mais difusas que, não obstante, ajudaram a construir um património memoralista para a consolidação do sentimento de pertença à nossa comunidade académica. Importa agradecer o contributo dos autores e, especialmente da comissão redatorial que no cumprimento da sua missão, tem revelado inegável competência, dedicação, empenho e entrega. Resta­nos agora desejar, como é nosso propósito, que a publicação do Boletim seja um momento de convívio, reflexão e partilha de saberes, onde todos participem imbuídos de um espírito de comunhão com valores académicos. Paz e Bem Fátima Lopes Ferreira


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PERCEÇÃO DO ENVELHECIMENTO PELO IDOSO Cristina Pelicano, PhD Bruno Magalhães, RN, MPH Resumo: O presente artigo tem como finalidade analisar e descrever o fenómeno relacionado com a “Perceção do envelhecimento pelo idoso”. Para tal foram estabelecidos os seguintes objetivos: Identificar as dificuldades encontradas pelos idosos no envelhecimento e as suas relações no contexto familiar. Trata-se de um estudo de natureza quantitativa, descritiva e de carácter exploratório. Como resultado, observou-se que os idosos não apresentam uma visão muito negativa sobre o envelhecimento, tendo como principais causas, as dificuldades de relacionamento no contexto familiar, evidenciando-se, após o seu tratamento e análise dos dados, uma preocupação premente dos idosos sobre o seu envelhecimento. Palavras chave: Envelhecimento; idoso; família; idade; relação. O envelhecimento da população conduz no momento atual, à análise e tratamento de algumas questões prioritárias entre as quais se situam as relativas à rápida progressão do número de indivíduos de idade avançada. As profundas mudanças sociais, económicas e culturais em curso na sociedade portuguesa, exigem uma análise rigorosa sobre a adequação do sistema de cuidados às necessidades dos indivíduos deste grupo etário e respetivas famílias. Envelhecemos de acordo como vivemos, pois as doenças comuns do envelhecimento estão relacionadas com as condições de vida que tivemos durante a nossa existência. A promoção da qualidade de vida na terceira idade excede os

limites da responsabilidade pessoal e deve ser vista como um empreendimento de caráter sóciocultural, ou seja, uma velhice satisfatória não é um atributo do individuo biológico, psicológico ou social, mas resulta da qualidade da interação entre pessoas. Atualmente divide-se artificialmente este período final da vida designando de velhos aos pósreformados, entre os 65 e os 75 anos, de velhote ao atual idoso nova-vaga, entre os 75 e os 85 anos e de velhinho à fatia a quem o novo milénio souber dar esperança de vida, a partir dos 85 anos (Moreno, 2006). Uma certeza temos, é que os idosos terão um peso cada vez maior na população portuguesa. METODOLOGIA A melhor forma de pesquisar este tema é através do uso de dados estatísticos. Nesta perspetiva, este trabalho pretende conhecer a realidade social, através da obtenção de informações e do estudo das características dos idosos e do seu contexto. Trata-se de um estudo de natureza quantitativa, descritiva e de carácter exploratório. Os dados foram recolhidos no período de Janeiro a Março de 2010, em Vila Nova de Gaia, utilizando-se no processo de colheita de dados a aplicação de um formulário a uma amostra constituída por 35 indivíduos. O tratamento estatístico foi processado através do programa informático SPSS (Statistical Package for the Social Science), na versão 17.0 de 2009. APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Os dados colhidos através da aplicação dos formulários foram analisados e apresentam-se a seguir. A amostra é constituída por 35 indivíduos, dos quais 63% são do sexo feminino e 37% do masculino; todos têm idade ≥ 65 anos; e destes 89% estão reformados enquanto 11% ainda estão a


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trabalhar.

Ao avaliar a situação familiar e observando os dados apresentados na figura 1 verificar-se que 77% dos idosos viviam acompanhados, enquanto 23% viviam só.

Neste item foi indagado aos idosos sobre o que era para eles envelhecer; destes, 54% consideraram o envelhecimento como sendo um processo natural; 11% dos entrevistados têm a perceção da velhice relacionada com a possibilidade de ficar sozinho; 23% associam à falta de saúde, contudo 11% têm como conceito de envelhecimento a possibilidade de desfrutar da vida. Assim, a partir da figura 2, constata-se que para os idosos entrevistados envelhecer está mais relacionado com um processo natural, o que evidencia que pode estar relacionada com a vivência e aceitação do envelhecimento.

Relativamente à questão sobre se percebem que estão a envelhecer, a totalidade dos inquiridos respondeu que sim, têm a noção que envelheceram, o que corrobora o que foi afirmado na questão sobre o que é envelhecer e na resposta maioritária sobre ser um processo natural.

Quando se perguntou o que acham sobre o envelhecer, 23% dos entrevistados afirmam que se sentem bem, 46% consideram que tem de ser, faz parte do ciclo de vida e 31% consideram mau terem de envelhecer. Estes dados evidenciam uma preocupante estatística no contexto do envelhecimento saudável e natural, já que muitos idosos acomodam-se a este acontecimento, isto pode estar relacionado com várias temáticas do processo do envelhecimento, entre elas pode destacar-se o medo da solidão mediante a ausência dos familiares.


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civilizacional das sociedades contemporâneas que exige, a criação de estratégias para os cuidados a serem prestados aos idosos. Outra vertente a ponderar é a institucionalização do idoso porque é nesta fase da vida que o idoso vai para um lar e assim está associada à última etapa da sua vida sem possibilidade de retorno. O internamento definitivo dos idosos em lares implica muitas vezes uma rotura com o “resto do mundo”. Há que ter em consideração os idosos que vivem sós (solteiros e viúvos) e que são uma população para quem a institucionalização mais “mete” mas que têm a noção de ser uma situação Relativamente ao que muda na relação familiar no medo, decorrer do processo de envelhecimento, 29% dos aconselhável e uma solução. • entrevistados mencionam o isolamento, 26% a REFERÊNCIAS diminuição do respeito familiar com a pessoa Calobrizi, M. D. (2001). Construindo o Serviço idosa, e em igual percentagem, a falta de diálogo, Social. Enfim a Maturidade. Editora Executiva. e 20% refere o medo da institucionalização. De São Paulo. acordo com os entrevistados esta situação vem-se Fortin, M.-F. (2009). Fundamentos e etapas do agravando ao longo dos anos, à medida que o processo de investigação. Loures: Lusodidacta. idoso vai ficando mais dependente dos cuidados Fortin, M. F. (2003). O processo de investigação familiares. da concepção à realidade (3ª ed.). Loures: Lusociência. CONSIDERAÇÕES FINAIS Santos, J.M. et al. (2000). Cuidador@s de Dentro do contexto desta pesquisa, nestes idosos Mayán . Santiago de Compostela: Ediciones não se observa uma visão muito negativa do ancian@s processo de envelhecimento. Este problema Sega. A. L. (2006). Qualidade de Vida e Idade acentua-se mediante a atual cultura, de exaltação Neri, Madura (7º edição). São Paulo: Editora Papiros. da juventude, onde o idoso é muitas vezes visto como um objeto de repulsa e rejeição social. Outro fator significante é trabalhar a relação idoso e família de forma a criar uma nova relação familiar, pois os idosos mostram bastante apreensão com o futuro, principalmente no que toca aos cuidados no âmbito familiar, isto porque o idoso tem sido tratado como um peso, e com intolerância. O envelhecimento populacional, aliado à falta de políticas sociais agrava a apreensão do idoso no processo de envelhecimento, assim o suporte social deve alicerçar-se no envolvimento do cidadão e da sociedade devido ao enorme desafio


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A CLONAGEM HUMANA Mariana Martins, Tânia Santos, Vanessa Menau* Resumo: Com o avançar das técnicas científicas vários processos vieram a ser desenvolvidos nomeadamente a Clonagem. Neste artigo fazemos referência à ver-tente científica do tema, abordando a definição de Clonagem, a diferença entre clonagem reprodutiva e clonagem terapêutica e qual a situação legislativa referente a este assunto. O artigo finaliza com a apresentação dos métodos de clonagem existentes atualmente. Palavras-chave: Clonagem, Técnicas e métodos, Clonagem Reprodutiva, Clonagem Terapêutica, Bipartição embrionária, Transferência nuclear.

O QUE É A CLONAGEM TERAPÊUTICA E CLONAGEM REPRODUTIVA A clonagem terapêutica é um procedimento laboratorial que tem como objetivo a obtenção de tecidos e órgãos para a realização de transplantes. Como é um processo de clonagem, realiza-se através de reprodução assexuada, feita através transferência de um núcleo de uma célula diferenciada para um óvulo sem núcleo. Quanto à clonagem reprodutiva podemos dizer que se realiza da mesma forma, só que em vez de ser em laboratório e com o objetivo de criar tecidos específicos, o óvulo é implantado no útero com o fim de desenvolver um novo ser.

LEGISLAÇÃO DA CLONAGEM EM PORTUGAL Teoricamente é possível executar a clonagem de um embrião humano, com fins experimentais. Como não está prevista qualquer legislação nesse sentido, seria lícito realizar uma experiência neste A Clonagem tem vindo a possuir um destaque âmbito em Portugal (2). cada vez maior na sociedade. Desde que foi realizado o primeiro estudo, em 1952, com MÉTODOS DE CLONAGEM animais vertebrados, até ao século XXI, São dois os principais métodos de Clonagem: idealizaram-se muitas perspetivas sobre quais as bipartição embrionária e trans-ferência nuclear. vantagens e desvantagens, os prós e contras O primeiro método foi descoberto em 1891 por relativos à prática da Clonagem. As opiniões de Hans Driesch demonstrando o isolamento de duas personalidades influentes da nossa sociedade células resultantes da 1ª divisão de um zigoto de atual, no que diz respeito à política, ciência, ou ouriço-do-mar obtendo dois animais adultos mesmo à religião são sentidas em todos os deba- completos. tes decorrentes deste tema. A bipartição embrionária consiste na divisão de Todo este assunto está envolvido numa polémica um embrião unicelular em duas ou mais células, e, este artigo tem como objetivo esclarecer de modo a que cada uma delas produza um algumas das dúvidas inerentes ao tão vasto tema embrião. que designamos de Clonagem. O segundo método foi descoberto por Ian Wilmut, com a ajuda de Keith Campbell, que delineou uma DEFINIÇÃO DE CLONAGEM estratégia para condicionar os núcleos de células Segundo Danielle Bonfim (2006) “A clonagem adultas, utilizando os núcleos para transferir para pode ser definida como uma forma de reprodução ooplastos. assexuada, na qual o objetivo principal é produzir A grande diferença entre estes dois processos está seres idênticos, perpetuando características na forma de obtenção do clone. Enquanto na genéticas desejáveis”, ou seja, são produzidos bipartição embrionária a fecundação do óvulo se seres geneticamente e fenotipicamente(1) iguais. dá pelo espermatozoide de uma forma artificial, na * Estudantes do 2º ano de Licenciatura em Enfemagem na ESEnfSM


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fusão nuclear o que acontece é que utilizamos uma oócito anucleado onde é inserido um núcleo de uma célula somática e por fim promovida a sua fusão com estímulos eletroquímicos. É de salientar que obtidos os embriões, em qualquer dos métodos, são implan-tados no útero para prosseguir a gestação (3). CONCLUSÃO O tema Clonagem é um assunto complexo, na medida em que envolve o ser humano como principal instrumento de manipulação. No que diz respeito ao artigo é fundamental tornar mais específicos e compreensíveis os conteúdos abrangentes deste tema. Em suma espera-se atingir o objetivo esperado, que passa por elucidar a comunidade escolar sobre a Clonagem.•

NOTAS

(1) Fenotipicamente provém da palavra fenótipo que significa com as mesmas características físicas, aspeto exterior. (2) Bionet (2002). Pode ser consultado em http://www.bionetonline.org/portugues/content/sc_leg1.htm (3) Parecer nº 48 do conselho nacional de ética para as ciências da vida- parecer sobre clonagem humana. Pode ser consultado em http://www.cnecv.pt/admin/files/data/docs/1273054340_P04 8_ParecerClonagemHumana.pdf

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Associação Portuguesa de Bioética (2004). Parecer n.º P/01/APB/05 sobre a utilização de embriões humanos em investigação científica. Recuperado em 28 maio, 2012, http://www.apbioetica.org/fotos/gca/12802572251 128590447embriao_parecer_01.pdf Clotet, Joaquim, et al. (2005). Bioética: Uma visão panorâmica. Porto Alegre: Edipucrs. Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (1997). Parecer 21/CNECV/97 sobre Implicações Éticas da Clonagem. Recuperado em 28 de maio, 2012 de http://www.cnecv.pt/admin/files/data/docs/127305 9152_P021_Clonagem.pdf Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (2006). Parecer nº 48 do conselho nacional de ética para as ci-ências da vida: parecer sobre clonagem humana. Recuperado em 28 de maio, 2012 de http://www.cnecv.pt/admin/files/data/docs/127305 4340_P048_ParecerClonagemHumana.pdf Domingues, Frei Bernardo (2001). Bioética: questões múltiplas. Porto: Meta-noia. Domingues, Frei Bernardo (2002). Torna­se pessoa boa para agir bem. Porto: Metanoia.


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EXEMPLOS DE FORÇA Rita Teixeira, RN Resumo: A escolha deste título parece ambíguo mas muito terá a ver com as quatro histórias que seguidamente abordarei nesta pequena dissertação. Mundos diferentes, separados pela faixa etária, por diagnósticos mas todas têm uma força de viver incrível. Quatro histórias que nos fazem pensar no valor da vida, na força interior de cada um e de quem os rodeia. Palavras-Chave: Força, jovem, oncologia, família, profissionais de saúde As histórias que seguidamente irei descrever foram vivenciadas no decorrer do Estágio Profissionalizante do 4ºano, no período entre fevereiro e junho de 2012, no serviço de medicina B no Hospital de São João. Nota: Os nomes a utilizar ao longo deste trabalho são fictícios de modo a proteger e salvaguardar a identidade dos doentes. A jovem Luísa de 24 anos com diagnóstico médico “Síndrome de Hennekam” doença rara, associada a alterações genéticas. Desde criança que conhece os recantos dos hospitais, sabe que estão ali para a ajudarem, atenuarem a dor. Filha única, frequentou o ensino básico até ao 8ºano altura em que o seu estado clínico se agravou. Uma família que vive para Luísa para cada sorriso que lhes dá, para cada lágrima que derrama. Luísa apesar de não ter conseguido viver uma adolescência e infância como todos os outros, denota-se que sempre foi acarinhada e apadrinhada por toda a família e profissionais de

saúde. Segundo a equipa de enfermagem a jovem Luísa tem registado internamentos mais frequentes e mais longos. Uma jovem consciente, orientada e colaborante dentro das possibilidades, usa peça bucal com oxigénio a 4l/min, Bipap noturno, apresenta cianose, anasarca, implantofix na subclávica à direita. Do contacto que tive com Luísa nos três internamentos que teve durante o decorrer do meu estágio, aqueles pais e a jovem são autênticos profissionais mais do que ninguém sabem como dar cada jeito, colocar cada aparelho a funcionar, cada truque. Também me apercebi que a família se sente bem no serviço de medicina B. Da leitura que faço é que é possível criar do hospital um lar, por mais inóspitas que sejam as condições, por mais estranhos que sejam os fatores. Mas o exemplo do acolhimento dos profissionais para com Luísa e sua família proporciona-lhe o aconchego, o abrigo de uma casa. O pai de Luísa sente-se grato pelo instituição proporcio-nar-lhes um acompanhamento constante. Desta jovem levo para a vida, a força dos pais que estão sempre ao seu lado, a coragem de acreditar que cada dia vai ser um pouquinho melhor e que tudo o que lhe fazem é um pequeno “doce”. Guardo a união da família da jovem Luísa, a gratidão o reconhecimento para com todos os profissionais de saúde e o exemplo de força. Com 25 anos apenas a jovem Joana têm como diagnóstico médico “paralisia cerebral” sendo que o seu internamento se deveu a uma “Insuficiência respiratória”. Era o seu primeiro internamento após lhe ter sido diagnosticado a paralisia cerebral, na infância. Esta jovem apesar das limitações pode frequentar a escola, conviver com jovens como ela, desenvolver as suas capacidades. Tinha uma força de vida incrível, quando se entrava naquela enfermaria havia sempre um sorriso, um abraço, um beijinho. Era difícil não


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haver uma relação empática com aquela jovem. Ficar indiferente ao seu sorriso, por mais triste que estivesse quando nós entravamos naquele quarto, sorria. Por mais dor que tivesse dizia sempre que estava tudo bem mas a expressão facial transmitia muito mais. A mãe de Joana sentia-se orgulhosa pois sempre conseguiu tratar bem da sua filha, tentando evitar sempre que ficasse doente. Sentiase “forte” porque apesar das limitações da filha sempre lhe proporcionou o melhor, sempre a protegeu. Estas duas jovens de algum modo me tocaram pelo exemplo de luta e coragem dos pais e das jovens Luísa e Joana, por acreditar que o dia de amanha será diferente. Os dois próximos exemplos que refletirei será de duas senhoras com patologia oncológica a senhora Maria (de 32 anos com dois filhos de 9 meses e 2 anos ,ex-emigrante, com diagnóstico médico “cancro gástrico” apresentando metásta-ses difusas pelas diferentes partes do organismo) e a senhora Fátima (de 56 anos, reformada, que tinha realizado cirurgia em 2003 à “carcinoma mamário à direita” e recentemente desenvolveu ulceração). Maria no auge da idade vê se confrontada com esta grande adversidade da vida.Com dois filhos pequenos, o seu sonho. O facto de não conseguir continuar a caminhar com estes fazia-a, sentir-se vazia, incapaz. A dor, o aspeto emagrecido, o facto de já não se conseguir alimentar, as dificuldades respiratórias cada vez a deixavam mais frágil, vulnerável. Os cuidados paliativos atenuavam alguns destas intercorrências mas não as revertiam por completo. O apoio da família, o seu pilar a força dos seus “meninos” continuarem a crescer, os seus sonhos de esperança de apego aos filhos são o exemplo de “Mãe”. Esta senhora faleceu durante a noite acompanhada pela sua irmã e pela enfermeira.

Da senhora Fátima recordo o aceitamento perante o seu corpo, o calar da dor, o aceitar da doença. Nesta senhora foi possível observar e participar como as diversas valências de saúde apoiavam e ajudavam a senhora. Ao longo deste internamento e com o degradar da situação clínica foram ativados os cuidados paliativos que a iriam também acompanhar no pós-alta. De todos estes exemplos fico com a experiência que o ser humano tem uma força incrível e quando confrontados com uma adversidade como a doença. De todos remanesce o acreditar que se é capaz de fazer a diferença, de lutar. Estes foram apenas quatro exemplos de muitas outras histórias. De pessoas que lutam, para fazerem a diferença no seu dia-a-dia. De pessoas com coragem, que acreditam em Ti (profissional de saúde). •


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Seminário Internacional: ENVELHECIMENTO ATIVO Programa

9h00 Abertura do secretariado 9h30 Sessão de abertura Prof Fátima Ferreira (Presidente Direção da Escola Superior de Enfermagem Santa Maria) Prof Cristina Pelicano 10h­11h Conferência: “Envelhecimento Ativo” Prof. Doutor José Manuel Mayán Catedrático da Universidade de Santiago de Compostela Comentador: Profª Cristina Campos 11h­11h30 Coffee Break 11h30­12h30 Painel: Envelhecer com Saúde Moderador: Prof. Manuel Azevedo ­Atividade física no Idoso Prof. Filipe Domingues ­A passagem à reforma Dr. António Fonseca ­Vencer o tempo Câmara Municipal Maia (A confirmar) 12h30 Animação tuna 13h Almoço 14h30­15h30 Painel: Prevenir a Vulnerabilidade Moderador: Profª Olga Ribeiro ­Segurança dos Idosos P.S.P­ Comando Metropolitano do Porto (A confirmar) ­Maus tratos a idosos Membro APAV (A confirmar) ­Os direitos da Pessoa Idosa Dr. Jorge Barbosa 15h30­16h30 Coffee Break 16h30­ 17h30 Painel: Manter a independência Moderador: Profª Clotilde Veiga ­Resposta em Rede seminario.internacional@esenfsm.pt Dr.ª. Isabel Moura http://www.esenfsm.pt/ ­Papel do cuidador Prof.ª Manuela Martins ­Resposta Social Auditório Louise Mabille Dr.ª Anabela Sousa Travessa Antero Quental n.º 173/175 Centro Social de Ermesinde 17h30 Animação tuna 4049­024 PORTO 18h00 Entrega de prémios Tel:225 098 664 Sessão de encerramento geral@esenfsm.pt

Inscrições e Informações:


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REGULAMENTO DE POSTERS

Os autores deverão seguir o seguinte Regulamento: O tema do trabalho deve estar vinculado ao programa científico; Os trabalhos devem ser acompanhados da devida identificação (nome completo dos autores, local trabalho, contacto telefónico e endereço eletrónico) e deverão ser enviados por email para seminário.internacional@esenfsm.pt até 20 de Janeiro de 2013; As propostas de submissão para poster devem fazer-se acompanhar de uma versão digital do poster; Os autores não podem fazer parte da comissão Organizadora ou Cientifica; Cada grupo só poderá apresentar um trabalho e deverá ser composto no máximo por quatro elementos; A seleção dos trabalhos para exposição terá lugar até no dia 21 de janeiro de 2013; Todos os autores dos trabalhos terão de estar inscritos até à data da seleção dos trabalhos; Em caso de não seleção da proposta enviada, não haverá retorno da inscrição; A avaliação será feita pela comissão científica, atendendo aos seguintes critérios: - Enquadramento teórico; - Criatividade. - Conteúdo científico relevante; - Metodologia e bibliografia utilizada. O autor principal será informado por correio eletrónico sobre a aceitação da exposição do trabalho; Características na construção do Poster: - Formato digital 4:3 - O texto deve ser visível a 1,5 metros de distância; - Conter título, introdução, desenvolvimento e conclusão; Todos os posters expostos serão certificados. A certificação referenciará o nome dos autores. Nome:____________________________________________________________________ Morada: __________________________________________________________________ Localidade: ________________________________ Código Postal: ______-____ Telef/Tlm_______________________NIF: ________________B.I.________________ Profissão:___________________Instituição:___________________________ Inscrição: Profissionais: 10€ __ Estudantes: 7,5€ __ *Cheque n.º: ____________________________Banco:__________________________________ **Transferência para: CGD| NIB: 003506510031079923224 Morada: Trav.Antero de Quental, 173/175, 4049 – 024 Porto

Deverão enviar para o e-mail: seminário.internacional@esenfsm.pt o comprovativo de pagamento, juntamente com o nome do titular da conta que efetuou o pagamento bem como o nome do participante se este for diferente.


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UM OUTRO OLHAR SOBRE O PROTOCOLO DE VACINAÇÃO SAZONAL Rita Teixeira, RN

saúde/doença mas também pessoais/económicos entre outros). O contato com profissionais de saúde, com o mercado de trabalho, com a técnica são pontos relevantes desta atividade pois permitem uma visão constante da sociedade e da dicotomia saúde versus doença. Esta atividade também alude-me um pouco ao sentimento de “utilidade” e que o percurso até então não foi em vão. Por vezes é possível minimizar com a participação/colaboração em iniciativas como esta. O ser ativo, o continuar a caminhar por mais “nãos” que tenhamos recebido por vezes é nestas pequenas ações que fazem a diferença. Para mim esta atividade é uma maisvalia pela importância psicológica e empreendedora (no sentido que permite um pequeno contato com mercado profissional).

No ano de 2008 foi assinado pela primeira vez Protocolo de Vacinação Sazonal entre a Escola Superior de Enfermagem de Santa Maria (ESEnfSM) e a Farmácia Cortes Pinto, a realizar no mês de Outubro. Tendo surgido pelo facto das instituições considerarem uma mais-valia e algo indispensável que administração de vacinação seja realizada por Enfermeiros assim como, também ser uma forma de integração no mercado de trabalho e permitir o aperfeiçoamento de Termino agradecendo a colaboração e empenho de competências dos recém-licenciados. todos os elementos envolvidos nesta iniciativa. • A atividade do atual ano, 2012, realizou-se no período dia 1 a 31 de Outubro, nos dias úteis e durante no turno da tarde.Com a participação de oito elementos recém-licenciados ESEnfSM e com a colaboração da Professora Fátima Ferreira, Professora Cristina Campos, Psicóloga Tânia Martins e demais docentes e não docentes da ESEnfSM assim como, com cooperação da Dra. Alexandra Araújo e de toda a Equipa de Profissionais da Farmácia Cortes Pinto. Neste sentido foi me proposto a realização de uma breve reflexão sobre a participação nesta atividade. Apresentarei uma pequena opinião sobre o facto de ter participado/vivenciado na atividade e a utilidade que considero terem de atividades deste caris. Nesta atividade saliento a importância do contato com os utentes (maioritariamente com idades superiores a 65 anos) com suas as dúvidas/anseios o que me aponta a que cada vez mais é importante saber escutar (não são só os problemas de


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ENTREVISTA Irmã Adelaide Lopes Por: Tânia Martins

Como define a Escola? A Escola, antes de mais, é um sistema aberto que interage com o meio e como um sistema aberto há trocas com esse meio. É um sistema complexo porque uma Escola está sempre voltada para a educação, seja que tipo e nível de escola for. É importante que a Escola tenha uma visão e uma missão e convém que essa missão/visão estejam definidas. A visão já referi quando defini como uma Escola deve ser encarada. A missão da Escola é a educação. É muito específica a missão da Escola de Enfermagem porque ao formar profissionais de saúde tem que se partir de um princípio que é fundamental, que é o respeito pela vida que tem que abranger toda a existência do ser, desde a conceção até à morte. A Escola rege-se pelos princípios da Igreja Católica portanto deve primar que os seus alunos saiam preparados para uma prestação de serviços humanizados e da defesa da vida, do bem-estar do próprio doente. A Escola está estruturada em órgãos de gestão (Conselho de Direção, Conselho TécnicoCientífico e Conselho Pedagógico). A entidade instituidora é a Província Portuguesa das Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora e como tal, tem uma representante na Escola. Eu de facto, tenho acompanhado a Escola nesta fase e não diria que a Escola está numa fase de sacrifício, mas de desafio, de resposta a desafios. Sabemos que estamos num mundo em transformação profunda, poderia até falar em mutações, porque são tão rápidas e às vezes imprevistas, como

estamos a experimentar na sociedade e, então, todos os esforços conjugados são necessários. Qual a evolução que a Irmã vê na Escola ao longo dos anos? Já muito se fez. No decorrer deste tempo muito se fez e de uma forma progressiva e acelerada até, por vezes por imperativos que aceleraram as mudanças. Fizemos um esforço, e estamos a fazer, e julgo que os resultados já são visíveis, embora quando se diga que estamos a caminhar no bom sentido, não quer dizer que possamos descansar, tem que haver muito trabalho na procura de um equilíbrio dinâmico. Como vê os alunos e licenciados da Escola de Enfermagem de Santa Maria? Eu não tive uma trajectória na Enfermagem e portanto não posso estar aqui a discorrer com profundidade nos conteúdos. Em relação aos alunos vou estando, vou procurando saber e sei que os licenciados da Escola de Santa Maria são bem vistos, mesmo noutros locais, são estimados, reconhecidos pela sua competência, pelo seu profissionalismo e pela ética. Temos as melhores referências dos alunos que saem formados da ESEnfSM, sabemos de muitas que estão bem posicionadas, são credíveis. Mesmo a nível de pós graduação e especialidade, conheço alguns casos, que não tendo frequentado a Escola na licenciatura, reconhecem a sua competência, fazem formação e dizem que foi uma mais-valia


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para a sua actividade profissional. Pensando um pouco nesse reconhecimento que vamos ouvindo, o que é que a Irmã considera que distingue a formação da ESEnfSM? Eu evito comparações. Portanto, o que eu sei é que relativamente à Escola há efectivamente esse reconhecimento. A mais-valia da ESEnfSM é o respeito pela vida, que se vai adquirindo quase por osmose. O não ignorar o outro que chega também é importante e eu gosto das actividades que se vão desenvolvendo, do acolhimento que é feito aos alunos que chegam pela primeira vez. Antes de deixar uma mensagem final, queria destacar uma valência que eu vejo na Escola e que não posso deixar de referir, que são as Tunas. A PikaTuna tenho visto animar momentos importantes da vida da Escola. Tenho solicitado a Tuna Académica para alguns eventos e vejo um grupo de jovens alegres, dinâmicos, determinados e disponíveis. Protagonizam momentos de lazer e culturais fantásticos, que as pessoas desejam voltar a ver. Não podia deixar de referir os 10 Anos da Tuna Académica que foram celebrados este ano. Eu estive presente e achei fantástico terem-se reunido elementos, uns ainda estudantes, alguns fundadores e conseguiram todos estarem a tocar e cantar. É como se aquele grupo estivesse numa família e verifica-se uma continuidade. Foi de facto um momento extraordinário e até emocionante. O testemunho que alguns deram, o facto de alguns terem vindo de propósito é de louvar e é uma dimensão da Escola que é muito interessante. Pedia-lhe, então, uma mensagem para a comunidade escolar da ESEnfSM. Uma mensagem para a Escola no seu todo, é complicado, é preferível individualizar. A Escola no seu todo deve continuar a apostar numa resposta que atraia, uma resposta que chame, uma resposta que seja convidativa, que

permita uma escolha consciente por parte dos que ingressam, de aposta na qualidade do Ensino. Esta aposta é um convite para fazermos tudo pela continuidade da Escola. O corpo docente, que continue seriamente, de uma forma determinada, a procurar as respostas para essa qualidade que temos que oferecer. Aos alunos, que assumam com seriedade e com compromisso a formação que procuram na Escola. Que dêem aquilo que está ao seu alcance, que nunca declinem para outrem as suas responsabilidades, cada um dê aquilo que é capaz, aqueles talentos que lhe foram dados, que os desenvolvam, que não os enterrem, que não percam tempo, porque assim estão a preparar o futuro. Hoje há muita indefinição, sabemos pouco do dia de amanhã, mas quanto melhor preparados estivermos, mais ferramentas temos que nos facilitarão a vida. Devemos ter disponibilidade para fazer qualquer coisa e fazer de uma forma diferente. Que os alunos se afirmem pela diferença e pela qualidade. Os colaboradores, a todos os níveis (serviços administrativos, bar, cozinha, serviços gerais) tudo é necessário. E, englobando todos os colaboradores, docentes e não docentes, gostava de dizer que nenhum trabalho é mais importante que outro. Ninguém tem o direito de considerar que um serviço é mais importante que outro. Todos são fundamentais, se algum falhar, o equilíbrio está ameaçado. Todos são necessários e cada um deve fazer o melhor que estiver ao seu alcance e considerar a importância do que está a fazer. Apelo, ainda, que não façam um trabalho espartilhado, que tenham um olhar sobre o conjunto, sabendo que ao fazer alguma coisa estou a contribuir para o todo. Estar atento é importante. Nunca se deve dizer “Isto não me pertence, isto não é comigo”. Tudo é de todos e com todos e, portanto, que criemos comunhão no trabalho que fazemos. Aí estará tudo mais facilitado e teremos Escola. •


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GABINETE DE ACOMPANHAMENTO E APOIO AO ESTUDANTE Chama-se Gabinete de Acompanhamento e Apoio ao Estudante (GAAp) e pretende facilitar a integração dos estudantes da Escola Superior de Enfermagem de Santa Maria (ESEnfSM), considerando as dimensões académica, pessoal e social. Um dos grandes objetivos do GAAp é promover o bem-estar dos estudantes da ESEnfSM, nomeadamente a sua integração a nível académico e profissional. O GAAp apoia o estudante nas mais diversas vertentes, focando a sua intervenção em quatro grandes áreas: desenvolvimento de competências, voluntariado, empregabilidade e desenvolvimento pessoal, passando, ainda pela área da mobilidade, uma área recente na ESEnfSM, que surge de forma a responder adequadamente às necessidades de internacionalização que o mercado de trabalho hoje impõe. Pretende-se, desta forma, através do GAAp, dar resposta a diversas problemáticas que fazem parte do quotidiano dos nossos estudantes, desde problemáticas individuais, mais relacionadas com desenvolvimento pessoal, até temas mais vastos, como são os abordados no âmbito da empregabilidade e do voluntariado. O GAAp parte do pressuposto que o desenvolvimento do estudante deve ser integral, pelo que, os estudante poderão, através do GAAp, sugerir atividades que gostassem de ver desenvolvidas na Escola e se considerem pertinentes para a sua formação e desenvolvimento. Almeja-se, desta forma, ir ao encontro da missão da ESEnfSM, definida no artigo 4º dos seus estatutos, de “formar e qualificar os profissionais de Enfermagem, valorizando as vertentes científica, cultural e humana”.

FORMAÇÕES DISPONÍVEIS Métodos de Estudo (2h)

Objetivos: reconhecer a importância de planear e preparar o estudo e implementar estratégias que permitam tornar o estudo mais eficaz.

Gestão de Tempo (2h)

Objetivos: reconhecer as atitudes que prejudicam a sua gestão de tempo e implementar estratégias que possibilitem maior eficácia e maior equilíbrio entre as várias dimensões da sua vida académica e pessoal.

Apresentações em Público (2h)

Objetivos: desenvolver a capacidade de comunicar eficazmente em público. Inscrições gratuitas, limitadas a 20 participantes por sessão. GAAP - Gabinete de Acompanhamento e Apoio Escola Superior de Enfermagem de Santa Maria Travessa Antero de Quintal, nº 173/175 4049-024 Porto Tel.: 225098664/5 Email: gaap@esenfsm.pt


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CONVERSAS NA BIBLIOTECA Tânia Martins, MSc

O Gabinete de Acompanhamento e Apoio ao Estudante (GAAp), em conjunto com a Biblioteca iniciaram o mês de Dezembro com a primeira sessão das “Conversas de Biblioteca”, um ciclo de tertúlias, que pretende abordar várias temáticas, em conversas informais, de partilha e reflexão, num ambiente descontraído que só uma boa conversa de final de tarde nos pode proporcionar. A primeira sessão foi dedicada ao futuro e às perspetivas em relação à Enfermagem. Os convidados, antigos estudantes da Escola Superior de Enfermagem de Santa Maria (ESEnfSM), partilharam a sua experiência académica e profissional, os seus medos e angústias aquando do final da sua licenciatura, a falta de oferta no país e a existência de um mundo de oportunidades noutros países. Numa altura em que os números de desemprego aumentam, a emigração tem sido vista como uma opção, muitas vezes, como uma solução. Nos testemunhos dos convidados da primeira sessão das Conversas de Biblioteca foi possível conhecer a realidade de quem está no país à procura de oportunidades e de quem arriscou e se encontra a trabalhar noutro país, onde está a conhecer uma nova língua, uma nova cultura, novas formas de trabalhar! O calor humano vivido na Biblioteca nestas Conversas fez esquecer o frio lá de fora, tiraram-se dúvidas, partilharam-se vivências e informações, foram dadas sugestões de estratégias que permitam contornar o desemprego. “Enfermagem: perspetivas e experiências” marcou, de forma positiva e motivadora, o início de um ciclo de tertúlias, que se pretendem informais e participadas, que espelhem dúvidas na tentativa de encontrar uma resposta, que abordem temas que não sejam lecionados nas salas de aula ou mencionados na bibliografia recomendada pelos docentes, que contem estórias com as quais se identifiquem e nas quais se revejam! A formação vai-se construindo, dentro e fora da sala, dos laboratórios, em todas as actividades académicas, formais e informais que a Escola pode proporcionar e este Ciclo só será possível com a presença participada de toda a comunidade escolar, portanto, estejam atentos e não percam a próxima edição!! Nota: Podem enviar sugestões de temas e convidados para gaap@esenfsm.pt.


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RECURSOS OPEN ACCESS

"Na biblioteca do futuro os livros passam a ser impulsos electrónicos, acessíveis a partir de vulgares computadores domésticos e de qualquer ponto da Aldeia Global, num mundo dominado pelas redes de informação" Umberto Eco ­ A Biblioteca

Os Recursos Open Access promovem a democratização da informação científica e académica, e permitem à Biblioteca derrubar as barreiras físicas e económicas, disponibilizando trabalhos de investigação científica em longo alcance e rapidez. A Biblioteca da Escola Superior de Enfermagem de Santa Maria disponibiliza assim, na página web oficial da Escola, uma lista de recursos de livre acesso à investigação científica na área da Enfermagem e Ciências da Saúde: Periódicos de Livre acesso Recusos Open Access ABO – Revista de Medicina Transfusional Bentham Open Access Acção Médica BioMed Central Acta Pediátrica Portuguesa BVS – Biblioteca Virtual em Saúde Acta Médica Portuguesa CAPES Análise Psicológica Christie NHS Foundation Trust Open Análise Social Repository Arquivos de Medicina DOAJ - Directory of Open Access Journals Pensar Enfermagem Free Medical Journals Psicologia FreeBooks4Doctors Psicologia, Saúde e Doenças ÍNDEX de Revistas Médicas Portuguesas Revista Brasileira de Ginecologia e LILACS – Literatura Latino-Americana e do Obstetrícia Caribe em Ciências da Saúde Revista Portuguesa de Saúde Pública NECOBELAC Project BMC Nursing OpenMED@NIC Jornal Português de Gastrenterologia PAHO – Acervo da Biblioteca da Organização Medicina Interna Pan-Americana da Saúde Motricidade PLoS – Public Library of Science Referência Pordata Revista da Escola de Enfermagem da USP SciELO Revista de Psiquiatria Clínica PubMed Revista Toxicodependências Revista Portuguesa de Gestão & Saúde Biblioteca da Escola Superior de Enfermagem de Santa Maria Travessa Antero de Quintal, nº 173/175 4049-024 Porto Tel.: 225098664/5 Email: biblioteca@esenfsm.pt


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FORMAÇÃO DE UTILIZADORES

1 . Guia para a elaboração de Trabalhos Escritos da ESEnfSM (90 min.) Orientar na utilização das regras para a elaboração de trabalhos escritos aplicadas na Escola Superior de Enfermagem de Santa Maria. 2. O uso da Internet como fonte de informação (60 min.) Desenvolver um olhar crítico sobre as fontes de informação acessíveis na Internet; Disponibilizar uma série de recursos viáveis para as pesquisas; Dotar os discentes de várias ferramentas colaborativas, de livre acesso na Internet, para auxílio nos trabalhos académicos. 3. American Psychological Association - APA (90 min.) Base de conhecimentos teóricos e práticos para a realização de trabalhos escritos cumprindo a Norma APA na realização de citações e referências bibliográficas. As inscrições são realizadas mediante o preenchimento do formulário, com horário a agendar.

2013

AGENDA

11 A 12 DE JANEIRO

3º Congresso da Associação Luso Galaica de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo Porto, no Hotel Tiara Park Atlantic

25 DE JANEIRO

Seminário Internacional sobre Envelhecimento Ativo Porto, Escola Superior de Enfermagem de Santa Maria

25 A 26 DE JANEIRO

Second International Porto Congress on Multiple Sclerosis Porto, Ordem dos Médicos

1 DE FEVEREIRO

Conferência: Terapia cognitivo-comportamental para pacientes com cancro Porto, Auditório Principal da Escola Portuguesa de Oncologia do Porto

2 DE FEVEREIRO

Workshop: Terapia cognitivo-comportamental para pacientes com cancro avançado Porto, Escola Portuguesa de Oncologia do Porto

8 A 9 DE MARÇO

1º Congresso da Academia de Ciências de Enfermagem “Ser Enfermeiro Hoje” Lisboa


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Normas para a Publicação de Artigos no Boletim Científico da ESEnfSM O Boletim Científico da ESEnfSM aceita todos os artigos originais que possam dar a conhecer o resultado de trabalhos de investigação e de experimentação científica. Todos os artigos que tenham já sido divulgados por outros meios devem conter essa informação e a referência da publicação. Os conteúdos a publicar poderão consistir em investigações, revisões de literatura, estudos, apresentações ou discussões de posições teóricas, bem como quaisquer trabalhos desenvolvidos no âmbito da prática profissional ou das diversas componentes da formação. Submissão As propostas de artigos devem ser enviadas em texto integral e em suporte digital para boletim@esenfsm.pt, com a identificação do/s autor/es (nome; instituição de trabalho; título de rodapé; endereço; e-mail e/ou outros contactos). Devem ser prioritariamente escritos em língua portuguesa, podendo, no entanto, serem aceites artigos noutras línguas (espanhol e inglês). O Boletim Científico da ESEnfSM compromete-se a acusar a receção do conteúdo, o qual será remetido para apreciação pelo Corpo Científico do portal. Reserva-se o direito de sugerir aos autores modificações nos respetivos conteúdos sempre que estas sejam consideradas necessárias para a aceitação dos mesmos. Formatação Os artigos deverão possuir a seguinte formatação: a) Folha A4, em Microsoft Word, letra em Times New Roman, tamanho 12, justificado, em duas colunas. b) É obrigatório que o conteúdo seja acompanhado do respetivo resumo e palavras-chave (máximo de 6 palavras-chave). O resumo do artigo não deverá exceder as 100 palavras. c) Os artigos científicos sujeitos a revisão não devem exceder as 4 páginas, incluindo quadros, gravuras, desenhos, esquemas e outras figuras, bibliografia e agradecimentos. d) Os artigos científicos não sujeitos a revisão, não deverão exceder 2 páginas, incluindo quadros, gravuras, desenhos, esquemas e outras figuras, bibliografia e agradecimentos. e) Todas as referências citadas devem ser listadas por ordem alfabética no final do artigo, segundo as normas da American Psychological Association (APA). Devolução de conteúdos Os originais não serão devolvidos, independentemente da sua publicação ou não. Responsabilidade Os conteúdos são da inteira responsabilidade dos respetivos autores, não se responsabilizando o Boletim Científico da ESEnfSM por quaisquer conceitos, opiniões ou afirmações veiculadas pelos mesmos. Propriedade O Boletim Científico da ESEnfSM, assume que, ao submeter um conteúdo para publicação, o autor obteve todas as autorizações necessárias para o efeito, bem como para reproduzir no seu conteúdo qualquer tipo de texto, quadros, figuras, entre outros.


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