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Para os pequenos, gincana é pura diversão. Quando eles próprios participam da criação, melhor ainda. E, se aproveitam para exercitar contas e nomes, a brincadeira vira uma aula inesquecível Priscila Ramalho A gincana consumiu três meses de trabalho e teve início com uma discussão sobre a importância do reaproveitamento de materiais. Os alunos fizeram um levantamento dos objetos que costumavam jogar fora em casa e deram idéias do que poderia ser feito com eles. Depois, confeccionaram juntos os brinquedos da gincana, contando com a colaboração dos pais, que ajudaram na coleta das sucatas. As professoras de Cascavel tinham dois objetivos principais com a atividade: fazer as crianças entenderem a importância da reciclagem de materiais e aplicar conceitos básicos de Português e Matemática a partir das brincadeiras. "No período de pré-alfabetização, por volta dos 5 anos de idade, a melhor forma de introduzir as crianças no universo das letras e dos números é brincando", explica a professora Cynthia. "E se essas brincadeiras puderem ser construídas por elas mesmas, com sucatas, melhor ainda. Trabalhando na confecção dos brinquedos, elas ficam mais envolvidas na atividade", completa.

As crianças levavam cerca de 10 minutos para percorrerem todo o circuito. Seguiam por um caminho feito com caixas de papelão desmontadas e orientavam-se por placas que indicavam a direção e os nomes das brincadeiras. A sinalização foi feita com cartolina presa a cabos de vassoura e sustentada por latões com areia.

A descoberta do alfabeto Nelson J. G. Saldanha

Caixas com as letras do alfabeto foram enfileiradas, em ordem, na "calçada" de uma miniatura de rua. Cada caixa, com a letra grafada na parte externa, continha diversas letras iguais, recortadas. As crianças passavam pelo meio da via escolhendo as letras necessárias para formar o seu nome, que deveria ser colado num grande painel. Além de melhorar a memorização das letras, esta atividade ajuda as crianças a treinar a ordem alfabética, no momento de arrumar as latas para o início da brincadeira.

Material: 26 caixas de leite tipo longa vida vazias, papel colorido, canetas coloridas, cola, tesoura, papelão e durex grosso. 1. Recorte a parte de cima das caixas, lave-as bem e deixe-as secar.


2. Use um papel colorido para encapar e, por cima dele, cole a letra. 3. Junto com seus alunos, faça vários pedaços de papel menores com a letra correspondente desenhada e coloque dentro da caixa. 4. Com o papelão, construa um caminho, colando as letras em ordem alfabética dos dois lados.

Contas de adição e subtração Cada bola lançada obrigava a criança a fazer uma conta de subtração para saber o número de pinos derrubados. Ao final das três tentativas a que tinham direito, os participantes usavam novamente a Matemática para saber o total de pontos. A atividade continuou na sala de aula, quando cada aluno falava seus pontos para que a professora anotasse os valores num gráfico de colunas. "Aproveitamos para mostrar a eles a importância dos gráficos, já que era bem fácil visualizar os pontos de todos dessa forma", diz Cynthia.

Material: 15 latas vazias de batatas fritas ou refrigerante, 15 garrafas plásticas de refrigerante, papel, canetas coloridas, tesoura, cola, papel crepom e durex largo. 1. Encape a latinha com papel crepom. 2. Recorte o bico e o fundo das garrafas de Coca-Cola e prenda-os com durex. Não tire a tampa. 3. Cole a garrafa no topo da latinha e coloque os olhos, as orelhas e a boca. Para fazer a bola de papel, amasse papel colorido e envolva-o com fita adesiva transparente.

Fazendo contas e tabelas Cada criança recebia bolinhas com pontuação de um a cinco. O objetivo era acertá-las dentro da boca do sapo. Com a ajuda da professora, os alunos criaram uma tabela onde anotavam os pontos. Novamente, exercício com gráficos e contas. Material: caixa de sabão em pó vazia, saco de papel, areia, papel dobradura verde (papel-espelho), 5 folhas de papel de cores variadas e tinta verde. 1. Encape as caixas de sabão em pó com papel dobradura verde, colando os olhos e os lábios do sapo. 2. Coloque areia dentro da caixa, para que ela fique firme no chão. 3. Recorte o saco de papel, deixando-o com 15 centímetros de altura, e pinte-o de verde. 4. Coloque a caixa dentro do saco, formando uma grande boca — onde devem ser arremessadas as bolinhas. 5. Faça as bolinhas com papel amassado, em cinco cores diferentes, coladas com durex transparente. Escreva na lousa valores de um a cinco para as cores das bolinhas. 6. Faça uma linha de arremesso a cerca de 1,5 metro de distância do sapo. Se preferir dar mais dinâmica à gincana, trabalhe com três sapos.

Associação entre texto e imagem


Para passar no túnel, a criança sorteava uma figura e encontrava, na outra caixa, o nome correspondente. Nesta brincadeira, importante para quem está começando a se acostumar com as primeiras palavras escritas, foi feita a associação entre a figura e sua representação escrita. O túnel foi construído com bobinas de papel usadas, conseguidas numa gráfica, revestidas com revistas velhas. Para quem não possui as bobinas, uma alternativa é usar bambolês, para a armação, e lençóis formando o túnel.

Reciclagem e... diversão Depois de cumprir tantas tarefas, as crianças caíam com tudo na piscina de bolinhas — afinal, ninguém é de ferro. Cada uma tinha direito a três minutos de merecido mergulho. Material: garrafas de refrigerante descartáveis, durex, papel colorido e tinta. 1. Corte as garrafas a 4 centímetrosde sua base. 2. Depois de pintá-las, enfeite-as por dentro com papel e tinta colorida. 3. Una os dois fundos, lacrando-os com durex largo transparente. As professoras colocaram as bolinhas em uma piscina de fibra que a escola já possuía. Elas forraram o fundo com uma camada de papel picado, obtido na gráfica do colégio, e acrecentaram as bolinhas feitas com o fundo das garrafas de refrigerante. Foram usadas cerca de mil garrafas.

Hoje tem gincana!  

Gincana para os pequenos.

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